Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

MÉTODO DOS ANÉIS BAD RAGAZ
Mikaeli Replandes 
Rosyneylha Carvalho 
No inicio dos anos 50, Knupfer e tum Suden, de Wildbad, Alemanha (1955), introduziram uma técnica onde colocavam nos pacientes flutuadores circulares e então os moviam aproximando e afastando do terapeuta. A resistência proporcionada pelo terapeuta era focada para atuar sobre problemas específicos do paciente. Esse método de Wildbad enfocava exercícios de estabilização e fortalecimento.
De um ponto de vista neurofisiológico e de fisiologia do exercício, também o método de Wildbad não era satisfatório, por não atender aos princípios de especificidade e precisão. 
História 
A Organização Mundial de Saúde (OMS/WHO) classificou as características dos problemas de saúde em três níveis (classificação IDH), generalizadamente utilizados na reabilitação.
A vantagem dessa classificação é que as metas de tratamento do paciente podem ser definidas correspondentemente. Os níveis são:
deficiências
restrição às atividades funcionais
restrição à participação social
As metas desse método podem ser utilizadas para pacientes neurológicos, ortopédicos e reumatológicos e servem como uma preparação para a terapia de acordo com os níveis de participação e atividade.
METAS DE TRATAMENTO 
Fortalecimento.
Melhorando a coordenação dos padrões de movimento normais.
Melhorando a estabilidade do tronco.
Treinamento de inervação muscular.
Ganho de arco de movimento.
Relaxamento.
Redução do tônus muscular.
Ganho da capacidade aeróbica/ histamina.
Diminuição da dor.
Alongamento e tração da coluna.
Preparação das extremidades distais para descarga de peso.
Aumento das habilidades funcionais.
TECNICAS- ISOTONICA: A resistência é graduada e controlada pelo fisioterapeuta, agindo como um estabilizador a partir do movimento do paciente na água. 
TIPOS DE TÉCNICAS 
Isocinética: A resistência e graduada e controlado pelo paciente, o fisioterapeuta atua como um fixador enquanto o paciente se movimenta.
Passiva: Paciente é movimentado na água com a utilização dos padrões para relaxamento, alongamento de tronco e coluna e inibição de tônus.
Utilizado para analgesia, ganho de ADM e propriocepção.
Isométrica: Paciente mantém posição enquanto é movido pela água.
A água irá ser a resistência para o paciente
 
 PNF
. Então, como o BRRM é considerado como "PNF na água", é importante uma comparação de ambos. PNF é uma técnica fisioterapêutica cujo conceito foi desenvolvido para trabalho em solo, com diversos objetivos. 
No PNF o paciente sempre utiliza a resistência proporcionada pelo fisioterapeuta e a base fixa de apoio. O equilíbrio então é garantido quase que continuamente. A gravidade permite a máxima separação entre origem e inserção dos músculos e, utilizando-se reflexos lentos de alongamento, consegue-se iniciar os movimentos. 
Quando o corpo humano é exposto às influências da água e da flutuação, então sua posição é de equilíbrio estável. Mas, basta um único e pequeno movimento para alterar a relação entre os centros de gravidade e de flutuação e imediatamente o corpo perde sua posição estável. 
 
 A resistência do terapeuta permanece presente durante todo o movimento e é função das possibilidades do paciente.
Esse equilíbrio é restaurado no BRRM através de dois fatores:
1. Um pequeno apoio para estabilização, usando anéis (colares) inflados;
2. O próprio terapeuta, cujas mãos são os únicos pontos reais de fixação;
O BRRM é um conceito de exercícios resistivos de fortalecimento e mobilização, com uma variedade imensa de características.
Técnicas aplicável a várias patologias ortopédicas e reumatológicas, especialmente para problemas articulares crônicos da coluna e das extremidades distais.
Está intimamente ligada com a Estimulação tátil e pode fornecer aumento do estímulo sensorial, direcionando melhor os movimentos.
INDICAÇÕES
PRÍNCIPIOS DO PNF NA ÁGUA
1. Máxima resistência isotônica e isocinética durante todo o movimento, adaptado às possibilidades do paciente.
2. As pegadas corretas do terapeuta ajudam a estimular a pele, músculos e elementos proprioceptores e também a facilitar o movimento.
3. Tração e aproximação das articulações estimulam os terminais nervosos sensoriais e iniciam uma co-contração (aproximação) reflexa ou suportam uma contração isotônica (tração).
4. Comandos curtos e precisos do terapeuta estimulam o movimento ativo.
5. Uma facilitação dos grupos musculares fortes proporciona uma irradiação para os grupos musculares débeis e aumenta a sua atividade.
6. Uma mudança da pegada, de proximal para distal, aumenta a dificuldade de execução dos padrões corretos.
7. O terapeuta sente a qualidade do movimento realizado pelo paciente durante o trabalho dinâmico e é capaz de influenciá-lo adaptando a resistência proporcionada. 
image2.jpg

Mais conteúdos dessa disciplina