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1º BIMESTRE 2021 1º ANO SUGESTÕES METODOLÓGICAS Juntar os projetos de vida, construir um planejamento e uma atuação. Segurar a ansiedade e monitorar o grupo com dedicação. Estamos com a lista dos alunos nas mãos, Mas qual a história deles afinal? Como nas aulas podemos atingir? Qual o segredo para ensinar? Muitas questões estão presentes aqui. Não tenha angústia de responder, aproveite a investigação. A resposta pode até acalmar, Mas e o processo, a pesquisa e o indagar? Formule sempre outras questões. Com sua turma, busque caminhos, o aluno é seu aliado. Seu trabalho nunca é isolado. As respostas vão surgir, no momento certo. Nas frases repentinas: “Professora eu consegui”, “Professora eu já sei” e “Ah! É assim!”. Educar é uma atitude constante de tecer novos trajetos, educar no coletivo pautado nos afetos. Reconheça suas ações neste material. Saiba que todos os autores estarão aqui, não para dar direção. Mas como aquele colega que entrega gentilmente uma sugestão. Ricardo Fernandes Poema Nosso novo momento profissional Ação Docente Orientações ao (a) Professor(a) Dentre os muitos desafios vividos no ano de 2020, a sua experiência e o seu conhecimento docente se constituem, para os estudantes, a grande oportunidade de desenvolvimento da aprendizagem e superação. Para que seja possível, crianças, jovens e adultos se apropriarem das habilidades de leitura e de escrita, bem como das habilidades presentes nos diferentes componentes curriculares, o fazer docente é a grande força motriz do processo reflexão-ação-reflexão. Com isso, as sugestões metodológicas, aqui apresentadas, não esgotam todas as possibilidades, pois entende-se que é na e pela relação com os estudantes que o ensinar e o aprender se concretizam, de modo dinâmico, vivo e inerente às demandas de cada um(a). Para a estruturação do trabalho escolar acontecer, faz-se necessária a sua sistematização, a partir de algumas bases que assegurem o fazer docente, sendo elas: - Acolhimento; - Calendário Escolar; - Diagnose; - Planejamento do Percurso; - Avaliação da Aprendizagem. O trajeto de todo trabalho escolar é marcado pelo Calendário Escolar. É a partir dele que estabelecemos a organização das 3 ações escolares importantes que darão sustentação à qualidade do ensino: Ação Gestora Ação Pedagógica “O planejamento enquanto construção-transformação de representações é uma mediação teórica metodológica para ação, que em função de tal mediação passa a ser consciente e intencional. Tem por finalidade procurar fazer algo vir à tona, fazer acontecer, concretizar, e para isto é necessário estabelecer as condições objetivas e subjetivas prevendo o desenvolvimento da ação no tempo.” VASCONCELLOS, (2000, p. 79) O Calendário Escolar Por ele guiaremos o planejamento, observando o total de dias letivos disponíveis em cada bimestre/ano, o período de Avaliação do Percurso, as datas de Conselho de Classe, as Reuniões de Responsáveis, demais datas e ações previstas. Importante ressaltar que a Recuperação, segundo o previsto em nosso Calendário Escolar 2021, é paralela ao período escolar. A Avaliação Diagnóstica Etapa de extrema importância e que vai permitir a você, professor, organizar o processo de ensino a partir do observado na Avaliação Diagnóstica. Em um processo de diagnose, devemos buscar conhecer o que sabem os nossos estudantes. É preciso identificar alunos que estão iniciando a construção de determinados conhecimentos e aqueles que já avançaram em uma ou outra habilidade. A diversidade, que é própria do ser humano e da nossa Rede, nos permite receber alunos em distintas etapas. Como precisamos atender a todos, o trabalho inicial permitirá traçar possibilidades para que todos evoluam e se apoiem mutuamente. Ao observar seus alunos tenha em vista as possibilidades de aprendizagem. Com a diagnose não se pretende buscar o que “falta”, e sim o que cada aluno já conseguiu e o que precisa construir Com o propósito de que o trabalho docente transcorra da melhor maneira possível nos colocamos à disposição para novas oportunidades de diálogo ao longo do bimestre. “Investigar seriamente o que os alunos “ainda” não compreenderam, o que “ainda” não produziram, o que “ainda” necessitam de maior atenção e orientação [...] enfim, localizar cada estudante em seu momento e trajetos percorridos, alterando-se radicalmente o enfoque avaliativo e as “práticas de recuperação”. (HOFFMANN, 2008, p. 68) http://www.rio.rj.gov.br/web/sme/exibeconteudo?id=12215533 O Planejamento do Percurso Ainda de acordo com o Calendário Escolar 2021, o dia de Planejamento está previsto para acontecer antes do início do ano letivo e ao longo dos bimestres, através do Replanejamento Pedagógico. Esse trabalho de planejamento e replanejamento é essencial, tendo em vista a necessidade de avaliação do trabalho docente e do desenvolvimento da aprendizagem dos estudantes, no início e término de cada bimestre letivo. O Acolhimento Professor(a), logo no início do ano letivo, torna-se fundamental conhecer a turma e traçar caminhos para que todos avancem. Busque, então, conhecer a história dos alunos que receber. É importante, por exemplo, saber: ✔se estudavam na mesma turma ou escola; ✔ quais são os interesses e curiosidades que possuem; ✔quais características culturais e afetivas preponderam nos lugares onde vivem; ✔se sempre estudou na Rede ou se vem de outro Estado ou de escola particular; ✔quais conhecimentos construíram a respeito dos diferentes componentes curriculares; ✔se há relatórios disponíveis sobre o desenvolvimento dos alunos em suas experiências anteriores; ✔como foi a percepção do estudante no ano de 2020, frente aos desafios vividos no enfrentamento da COVID-19; ✔se há alunos que precisarão de apoio específico (como suportes para a inclusão e adaptação de necessidades especiais). A respeito do processo de diagnose, vale destacar a seguinte observação de Cagliari (2009): Quando o professor começa a falar de escrita para as crianças, precisa lembrar-se que a maioria delas já tem informações a respeito. Se ele fizer com que elas explicitem essas informações, conversando a respeito do que sabem, terá um bom motivo e um caminho interessante para ensinar a ler e a escrever. [...] Por isso, o professor deve fazer esse levantamento antes de organizar o trabalho de ensino. Reconhecer e respeitar esses conhecimentos das crianças motiva-as a aprender mais rápido, uma vez que elas constatam que já sabem muita coisa. Por outro lado, esse estudo é crucial no caso daqueles alunos que sabem muito pouco ou quase nada a respeito do sistema de escrita. Com esses alunos, o professor deverá tomar cuidados especiais, devendo ensinar noções que parecem óbvias a todo mundo, mas que não foram sequer percebida por algumas crianças. Se esses alunos não receberem uma boa distinção entre desenho e escrita ou, ainda, que escrevemos com letras representando os sons das palavras, dificilmente acompanharão explicações mais específicas a respeito do funcionamento da escrita, da leitura e da fala (CAGLIARI, 2009, p. 119). O Material Rioeduca, seus usos e recursos. O material é elaborado por professores da Secretaria Municipal de Educação da nossa Prefeitura e está estruturado de modo que aborde as principais habilidades previstas no Currículo Carioca, nos diferentes componentes curriculares, a todas as crianças e jovens matriculados na Rede de Ensino da nossa cidade. O Rioeduca na TV. Consiste em uma programação com a veiculação de aulas pela TV aberta e fechada, pela qual você, professor(a), poderá orientar o seu trabalho docente a partir da exibição das aulas. O Rioeduca na TV, será um canal importante de atendimento aos estudantes, em especial, com o programa Tira-dúvidas. O Rioeduca em casa. Uso do Aplicativo Rioeduca em Casa permitirá a interação entre professores e alunos, e acesso aos recursos digitais próprios e de parceiros, sem consumir o pacote de dados dos usuários. É importante que você, professor(a), contemple em seuplanejamento o uso do Aplicativo, com encaminhamento de atividades e orientações aos estudantes. O Material Rioeduca apresenta uma estrutura que proporciona um diálogo e interação com os estudantes, da seguinte forma: Material Físico Material Digital Nas páginas em que são propostas atividades de leitura, diferentes gêneros textuais se fazem presentes. Os alunos têm a oportunidade de contato com textos adequados ao seu ano escolar e à sua faixa etária. A leitura em voz alta necessita, inicialmente, ser feita por você, Professor(a). Após a sua leitura, é importante que os alunos conversem sobre o texto, manifestando opiniões. Feita a diagnose, você terá, de modo bastante claro, o perfil de sua turma. Assim, ao realizar atividades de leitura, explore com cada aluno ou grupo de alunos o que for possível, de acordo com o desenvolvimento de cada um. Você pode propor, por exemplo, que •o título do texto seja relido, em voz alta, por toda a turma; • alguns alunos leiam em voz alta determinadas partes do texto; • a primeira e a última palavra do texto sejam lidas por determinado aluno; • a letra inicial do título e a do nome de um determinado personagem sejam identificadas por um aluno; • a turma pense em rimas para uma palavra destacada do texto. Cuide para que todos tenham a oportunidade de conversar sobre o texto lido, fazendo uso da oralidade, cada aluno terá as impressões acerca do que foi lido. Várias são as possibilidades de leitura. Ressaltamos que cada aluno tenha a oportunidade de revelar o que sabe e ser posto em situação de reflexão acerca da nossa língua. Ao mesmo tempo, é importante identificar o aluno que apresenta dificuldades, para que ele seja atendido em suas especificidades. “As estratégias de leitura são procedimentos de ordem elevada que envolvem o cognitivo e o metacognitivo, no ensino elas não podem ser tratadas como técnicas precisas, receitas infalíveis ou habilidades específicas. O que caracteriza a mentalidade estratégica é sua capacidade de representar e analisar os problemas e a flexibilidade para encontrar soluções. Por isso, ao ensinar estratégias de compreensão leitora, aos alunos deve predominar a construção e o uso de procedimentos de tipo geral, que possam ser transferidos sem maiores dificuldades para situações de leituras múltiplas e variadas.” (SOLÉ ,1998, p. 70) Nas páginas em que são propostas as atividades do CONVERSANDO SOBRE O TEXTO, você, Professor(a), encontrará algumas sugestões de atividades que permitirão ao aluno realizar a antecipação dos conteúdos do texto, pela observação do título, das figuras e de outras características gráficas, além da verificação de outras informações explícitas. Sugerimos que sejam feitas perguntas que incentivem os alunos a realizar inferências, de modo que percebam a finalidade de cada texto, que identifiquem seu assunto principal etc. Explore oralmente o texto. Organize propostas de leituras diversificadas, de forma a enriquecer as experiências dos alunos, disponibilizando diferentes leituras. Busque trazer, além dos textos de literatura infantil e daqueles inseridos no caderno, notícias de jornal, textos informativos, textos instrucionais, de divulgação científica, propagandas etc. As propostas apresentadas, nesta parte do caderno, estão diretamente relacionadas aos processos de apropriação da língua escrita. Pretende-se estimular as reflexões sobre o nosso sistema de escrita, explorando, a partir de contextos, palavras, sílabas, letras e fonemas. O desenvolvimento da consciência fonológica está em destaque nessas páginas. Recomendamos que a sonoridade que se percebe em rimas e aliterações seja enfatizada durante as aulas. Escrever, nos tempos e espaços da escola, deve prever ações que vão além da aprendizagem do traçado das letras, além da cópia do nome, além da cópia de palavras expostas na sala, além da cópia de cabeçalho. As propostas de escrita devem ser relevantes. As atividades de escrita propostas por você, Professor(a), devem estar presentes no planejamento da aula, a partir das seguintes indagações diárias: O que se escreve em sala de aula? Quem escreve? Para quê? Para quem? Como? Ainda que alguns estudantes não dominem completamente o sistema de escrita alfabética, eles devem participar de atividades que as estimulem a escrever com a ajuda do Professor(a) ou de um colega que já tenha se apropriado. As aulas devem contemplar também a escrita de textos coletivos que representem o registro de impressões e de críticas, de combinados, de situações reais etc, tendo você, Professor(a), como escriba. A análise linguística é fundamental para a produção e compreensão de textos orais e escritos de diferentes gêneros. Para que o aluno tenha o que escrever, GERALDI (1997, p.137), nos diz que o aluno: “a) se tenha o que dizer; b) se tenha uma razão para dizer o que se tem a dizer; c) se tenha para quem dizer o que se tem a dizer; d) o locutor se constitua como tal, enquanto sujeito que diz o que diz para quem diz (ou, na imagem wittgensteiniana, seja um jogador no jogo); e) se escolham as estratégias para realizar (a), (b), (c) e (d).” Uso do QR CODE O Material Didático Carioca do Aluno vem com a proposta de ampliação e aprofundamento do conteúdo trabalhado, utilizando o QR Code, como ferramenta de interação do conhecimento. O QR Code consiste de um gráfico 2D de uma caixa preto e branca que contém informações pré-estabelecidas como textos, páginas da internet, SMS ou números de telefone. O conteúdo pode ser lido por meio de aparelhos específicos para este tipo de código ou de aplicativos instalados em celulares. Neste caso, a câmera do aparelho é usada para fazer a leitura do código. É só iniciar o aplicativo de leitura, apontar o celular para um QR Code para que o conteúdo adicional seja exibido no navegador de internet. Fonte: Tecnologia - iG @ https://tecnologia.ig.com.br/dicas/2013-03-04/qr-code-o-que-e-e-como-usar.html Parceria com a Multirio A MultiRio é a empresa de mídia educativa da Cidade do Rio de Janeiro, uma empresa ligada diretamente à Secretaria Municipal de Educação, com uma história de 28 anos de parceria com a educação carioca. A Empresa conta com equipes multidisciplinares. Por meio da plataforma digital, a MultiRio disponibiliza mais de 7.000 títulos. São vídeos, podcasts, matérias jornalísticas, publicações, animações, livros infantis com realidade aumentada, jogos digitais interativos, séries com conversão para 3D, vídeos em realidade virtual e simulações holográficas, entre outros. Assim, aprender e se informar fica mais fácil e atraente. h tt p :/ /w w w .m u lt ir io .r j.g o v. b r/ in d ex .p h p /m u lt ir io /a -m u lt ir io https://tecnologia.ig.com.br/dicas/2013-03-04/qr-code-o-que-e-e-como-usar.html https://tecnologia.ig.com.br/dicas/2013-03-04/qr-code-o-que-e-e-como-usar.html http://www.multirio.rj.gov.br/ Principais Documentos de Referência 1. Calendário Escolar; 2. Resolução nº 247, de 04 de fevereiro de 2021 – Orientações para o Ensino Remoto; 3. Plano de Volta às Aulas; 4. Protocolo Sanitário; 5. Resolução SME nº 250 , de 11 de fevereiro de 2021 – Orientações para o Retorno das Atividades Escolares Referências HOFFMANN, Jussara Maria Lerch. Avaliar: respeitar primeiro, educar depois. Porto Alegre, RS: Mediação, 2008. GERALDI, João Wanderley. Portos de passagem. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1997. SOLÉ, I. Estratégias de leitura. Trad. Claudia Schilling. 6. ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998. CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização & linguística. 11. ed. São Paulo: Scipione, 2009. VASCONCELLOS, Celso dos S. Planejamento: Projeto de Ensino-Aprendizagem e Projeto Político-Pedagógico. São Paulo: Libertad-1, 2000. https://doweb.rio.rj.gov.br/apifront/portal/edicoes/imprimir_materia/708526/4833 https://www.rio.rj.gov.br/c/document_library/get_file?uuid=a7eea1fd-e286-47ba-8159-be2da4bf2ae4&groupId=91257 https://www.rio.rj.gov.br/c/document_library/get_file?uuid=723fef6e-914c-413e-a01e-7bf80284bfb9&groupId=91257 https://doweb.rio.rj.gov.br/apifront/portal/edicoes/imprimir_materia/709740/4840Reconhecer a diversidade cultural e papel de seus ritos sociais na consolidação de um processo de alfabetização. Identidades As múltiplas Identidades devem ser compreendidas na construção da prática docente. Partir das histórias de vida dos alunos e das comunidades para construir um acolhimento remoto ou presencial. Acolhimento Compreender que estas histórias estão permeadas das vulnerabilidades inerentes aos múltiplos contextos de nossa cidade. É necessário avaliar constantemente as possibilidades de participação dos alunos nos modelos presencial ou remoto. Contextos Criar ferramentas de inclusão de maneira diferenciada para cada um dos alunos da turma. No esquema ao lado temos três pontos centrais a observar: as identidades, o acolhimento e os contextos. São questões que estarão envolvidas no cotidiano da prática docente. As múltiplas identidades do ambiente escolar nos ajudam a compreender as linguagens que estão inerentes na vida; o acolhimento ao considerar essas identidades trará ações assertivas para a turma. E, por último temos o contexto, pois serve como uma inserção das histórias de vida e dos contextos culturais. Assim, em nossas ações responderemos as seguintes questões: Quem é o meu aluno? Como posso otimizar minhas aulas? De que maneira o contexto (remoto e presencial) pode interferir no meu acolhimento? Acolhimentos Na raiz dessas preocupações há um princípio simples: para compreender e agir sobre a educação e suas conexões complicadas com a sociedade maior, devemos nos engajar em dois conjuntos de entendimentos. O primeiro nos envolve no processo de reposicionamento… Segundo, devemos pensar em termos de relações também (APPLE, 2017, p.901). Neste caminho, precisamos avaliar constantemente nossa prática e planejar uma ação educativa transformadora. A educação está imersa no sistema de desigualdades, por isso é preciso analisar os sinais de naturalização deste contexto e buscar construir relações modifiquem processos excludentes. Uma diretriz que evita transformar o ensino num “metodologismo” vazio é tomar a realidade de vida e a prática que a constitui como referência para a ação pedagógica. Não se justifica mais memorizar os nomes dos rios e capitais de estados, mas nem por isso é menos importante conhecer os rios… Que práticas sociais, econômicas, culturais e ecológicas estão vinculadas a esses cursos d’água? (STRECK, 2012, p.20) Um movimento de fugir do regular, buscando construir uma prática interligada as ações, aos contextos e as interações. Não memorizar, mas pensar, problematizar e validar a importância de um conhecimento. Possibilitando o deslocamento do quê ensinar para o como e o para quê ensinar, a realidade e a prática na ação pedagógica. Ao realizar a leitura da reorganização curricular e do material impresso para criar seu planejamento fazemos um convite às seguintes reflexões: a) Qual é a funcionalidade e o contexto de um conteúdo para sua turma? b)De que maneira o seu planejamento considera os novos contextos sociais de seus alunos? c) Como as suas intervenções podem potencializar as aprendizagens significativas sem promover a exclusão social? E, d) Como construir com meus alunos um debate sobre a relevância dos conteúdos educacionais para sua, e para nossa vida na sociedade? Pensando a nossa prática A ORGANIZAÇÃO DA ROTINA DE TRABALHO NA ALFABETIZAÇÃO O(a) professor(a) alfabetizador(a) pode ter como objetivo principal de sua rotina pedagógica possibilitar às crianças o uso efetivo da leitura e da escrita, consistindo na formação de bons leitores e produtores de texto. Para isso, é necessária a organização de uma rotina de trabalho que contemple alguns pontos fundamentais para a realização do processo de alfabetização. A organização do processo de trabalho precisa levar em conta múltiplas dimensões. Dessa forma, organizamos este Manual de Sugestões Metodológicas como um suporte ao processo de alfabetização, articulando a teoria e a prática de sala de aula, no sentido de oferecer ao(a) professor(a) caminhos que ajudem na organização do seu trabalho. O Manual de Sugestões Metodológicas está organizado a partir das seguintes seções: ✓ Organização da sala de aula ✓ Rotina Alfabetizadora ✓ Diagnose ✓ Planejamento ✓ Organização didática do Material Rioeduca ✓ Sumário do Material Didático Carioca ✓ Sugestões de ampliação do Material Rioeduca Ao final desta leitura, esperamos que o Manual de Sugestões Metodológicas possa contribuir para que o (a) Professor(a) amplie seus conhecimentos e possa: • estabelecer estratégias de organização da rotina alfabetizadora; • refletir sobre os diferentes modos de organização do processo de alfabetização, estabelecendo relação com as atividades planejadas. ORGANIZAÇÃO DA SALA DE AULA A sala de aula precisa estar preparada para a missão de alfabetizar. Os caminhos para atingir esse objetivo passam por providenciar um ambiente alfabetizador, o que inclui a escrita, a leitura e a oralidade como eixos principais da comunicação e da relação entre alunos e a escola. O ambiente alfabetizador, não deve valorizar apenas a aparência, o material escrito deve estar relacionado com as atividades desenvolvidas, de acordo com as necessidades dos alunos, o que possibilita as crianças construírem seu próprio conhecimento, tendo o professor como mediador. www.canva.com www.canva.com O QUE EXPOR NA SALA DE AULA? As paredes e murais possibilitam a valorização do que é produzido pela turma e memória para os alunos no dia a dia. A sala expõe o que vem sendo aprendido e “conversa” pedagogicamente com os objetivos de cada ano. No caso do 1.º ano, o objetivo principal é alfabetizar. Explorar o alfabeto é ir além de afixá-lo na parede. A visualização das letras é de fundamental importância para que as crianças se sintam seguras ao reproduzi-las no papel. O alfabeto deverá ser afixado na parede na altura da criança, estando ao alcance visual de todos, pois será uma referência no momento da escrita e da leitura. É preciso a mediação do professor no incentivo ao seu uso, como por exemplo, caso o aluno não saiba a grafia correta de alguma letra (não lembre para que lado fica a perninha do "p") ou na relação do som de alguma letra inicial de alguma palavra à letra inicial do nome de algum colega da turma. Podem ser montados alfabetos pelas próprias crianças, a partir de recortes de jornais e revistas, nomes da turma ou de algum tema que esteja sendo desenvolvido. Atenção: Sugerimos a apresentação do alfabeto, inicialmente, em letra caixa alta (bastão), com imagens que façam relação entre grafema e fonema. E após o processo de alfabetização dos alunos ser consolidado, apresentar o alfabeto em letra cursiva. paulimupgrade.blogspot.com forskoleburken.com www.canva.com NUMERÁRIO Nessa etapa inicial da alfabetização é necessário que os alunos tenham acesso ao universo dos números. Ao pensar nesse tipo de recurso é importante a construção de materiais que respeitem a etapa do desenvolvimento da turma. Seria interessante, construir recursos de forma gradual. Primeiro apresentado o número como recurso de contagem. Trabalhar suportes que eles possam visualizar, manipular e categorizar o princípio da quantificação. Quanto cabe em cada número? Essa deve ser a pergunta estimulada. A mobilidade do recurso é um fator fundamental para essa etapa da aprendizagem. Elementos que geram a curiosidade do aluno e a formação de hipóteses matemáticas. Para assim, aos poucos construir noções sobre ordem e outros conceitos matemáticos. Abaixo temos alguns exemplos de recursos que podem fazer parte de uma sala de aula alfabetizadora que estimula a construção/ampliação dos conceitos. MURAL Os murais são espaços para exposição das produções dos alunos. Eles devem ser coerentes com os temas do Material Didático Carioca e com as habilidades trabalhadas nesse período. Os processos de aprendizagem precisam estar refletidos em seus desenhos,fotografias, textos, produções e/ou individuais. Os murais se configuram como ferramentas do processo didático. Os alunos percebem nos textos e nas construções expostas, as informações que ampliarão suas aprendizagens servindo de suporte direto para a construção da autonomia, revisão e consolidação dos saberes. Os murais podem se apresentar também como um valioso mecanismo de ampliação de temas, como por exemplo, no registro da leitura de um livro, na ilustração de uma canção, em uma receita ou outro material. Ouvir os alunos e convidá-los para a organização e gestão desse espaço é uma estratégia para inserir o protagonismo discente? nessa etapa da alfabetização. A sala de aula constitui um espaço privilegiado de interações onde se reproduzem as relações sociais, onde o aluno essencialmente interage com o objeto de conhecimento, juntamente com o professor e os colegas de turma. Optar por trabalhar em cantinhos ou em pequenos grupos possibilita que essa interação aconteça. Os cantinhos devem ser construídos pouco a pouco, atendendo às expectativas e às necessidades dos sujeitos envolvidos no processo. A seguir exemplos de alguns cantinhos que você poderá montar em sua sala de aula. CANTINHO DA LEITURA: deve apresentar um acervo composto por de diversos gêneros textuais, como por exemplo, jornais, revistas, livros produzidos pelos alunos, fichas de leitura de textos curtos que a criança já tenha memorizado. Um ponto importante é sugerir novidades constantes de leitura neste espaço. O espaço só adquire mais relevância quando as crianças fazem uso desses materiais realizando atividades como roda de leitura, reconto de histórias e saraus literários. OS CANTINHOS ROTINA ALFABETIZADORA A rotina é composta por ações que organizam o dia a dia na sala de aula. Ela deve ser planejada pensando nos objetivos que pretendemos atingir. A rotina deve ser construída de forma conjunta, permitindo que as diferentes vozes que permeiam a sala de aula sejam ouvidas. Ela pode ser modificada e revista sempre que necessário, se adequando as demandas da turma. Estabelecer uma rotina não é sinônimo de monotonia ou estaticidade. A rotina envolve diferentes ações dinâmicas em que o(a) professor(a) possa, em seu planejamento, atingir aos diferentes processos de aprendizagem de cada aluno. www.canva.com Hora da conversa, do conto, da música, da escuta das novidades. É o momento onde são introduzidos os assuntos que vão ser desenvolvidos durante o dia. Deve ser sempre um momento de criar expectativa e interesse das crianças. A literatura deve estar presente. Planejamento cooperativo: tempo destinado à organização de seu dia de aula. Chamada: trabalho com os nomes, de forma significativa, usando diferentes atividades. Tempo cronológico: exploração do calendário, do relógio, da sequência das atividades diárias. Climatempo: condições meteorológicas: exploração da “janelinha do tempo”. PLANEJAMENTO DIÁRIO/RODA DE CONVERSA/RODA DE LEITURA A ROTINA DO(A) PROFESSOR(A) ALFABETIZADOR(A) ROTINA / ACOLHIMENTO/AJUDANTE Como você divide o tempo em sua sala de aula? Vamos criar novas histórias? www.canva.com www.canva.com A ROTINA DO(A) PROFESSOR(A) ALFABETIZADOR(A) O trabalho com letras e palavras deverá ser feito, individualmente, com toda a turma, possibilitando a reflexão sobre a relação grafema/fonema pelos alunos. SEQUÊNCIA DIDÁTICA ATIVIDADES PERMANENTES ATIVIDADES DIVERSIFICADAS FORMAÇÃO DA CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA São atividades, materiais e estratégias propostas para os diferentes níveis em que se encontram os alunos para desenvolver uma determinada habilidade. LEITURA - ESCRITA - MATEMÁTICA HORA DA TAREFA DE CASAREVISÃO DO DIA AVALIAÇÃO DO DIA São situações didáticas que pressupõe um trabalho regular, de forma sistemática para que o objetivo pretendido seja alcançado. Nesse momento revisitamos todas as ações realizadas no dia, o que aprenderam, o que mais gostaram e o que deixaremos para o dia seguinte. Apresente o dever de casa que será corrigido no dia seguinte, explicando o seu passo a passo, o que permitirá a autonomia dos alunos na sua realização. REGISTRANDO A ROTINA O registro da rotina, em um quadro, blocão ou outro tipo de material, faz com que o aluno compreenda como irá transcorrer o seu tempo na escola, organizando e refletindo sobre a rotina do seu dia. Ele pode ser feito por meio de uma lista escrita por professores e/ou alunos, por fichas com palavras digitadas, por meio de fotos ou desenho. Além disso, a escrita utilizada nesse registro se torna significativa para a criança, visto que são ações vivenciadas por eles. O que vamos fazer primeiro? Hoje é dia de Educação física? Tem algum aniversariante hoje? Esse também pode ser um momento de realizar a correção da atividade de casa do dia anterior. A correção coletiva possibilita a troca entre os alunos ao mostrarem os diversos caminhos pelos quais tentaram realizar as suas atividades. Utilize o quadro branco da sala como apoio para a exposição das soluções encontradas realizando as mediações necessárias neste momento. REGISTROS MATEMÁTICOS Na rotina, é importante refletir e questionar sobre situações que envolvam noções matemáticas presentes no cotidiano dos alunos, tornando o entendimento sobre a funcionalidade da matemática mais significativo. Trazer à tona questionamentos sobre situações vivenciadas, permite que o aluno se desafie, investigando e levantando hipóteses sobre como solucionar o problema. Dependendo do questionamento, o aluno pode buscar formas coletivas e concretas de solucioná-los. Nessa rotina alfabetizadora permeada de desafios e reflexões, o registro matemático não é somente um número sem sentido, e sim uma descoberta feita pela turma. Quantas meninas vieram? Quantos alunos faltam para a turma ficar completa? A que horas será o recreio? Se dividirmos a turma em trios quantos trios teremos? www.canva.com CALENDÁRIO A utilização do calendário na rotina alfabetizadora traz uma forma de organizar acontecimentos e compromissos comuns ao grupo, possibilitando a interpretação da série numérica, compreendendo certas regularidades das medidas de tempo, como dia, mês e ano. Que dia é hoje? Em que mês estamos? Quantos aniversariantes temos nesse mês? Quantos dias faltam para a chegada da próxima estação? Para que serve um calendário? www.canva.com www.canva.com CHAMADA A chamada permite a integração da turma e traz a ideia de pertencimento, possibilitando a construção de grupo (turma). Durante a rotina de chamada, este material serve de suporte para os alunos: - os alunos aprenderem sobre seu nome e dos seus colegas podendo notar semelhanças e diferenças entre os nomes; - contar o quantitativo de alunos presentes e faltosos ou meninos e meninas da turma; - identificar as letras iniciais de cada nome; - colocar os nomes em ordem alfabética e outras ações variadas. O nome exposto na chamada faz com que o aluno consiga identificar uma das palavras mais importantes para si, o seu nome, favorecendo o processo de construção da identidade das crianças. Quem veio hoje? Qual é o primeiro aluno da lista em ordem alfabética? Quais alunos têm o mesmo sobrenome? Com que letra começa seu nome? Que amigo tem o nome com a mesma letra inicial que a sua? O(a) professor(a) pode dinamizar a hora da chamada, realizando-a de forma lúdica. As diferentes formas de se fazer a chamada faz com que possamos estabelecer diferentes objetivos além de tornar tal rotina mais prazerosa. Veja dois exemplos. “Preguicinha” O nome inicialmente coberto por um papel, vai sendo mostrado aos poucos fazendo com que os alunos tentem identificar o nome do colega (ou o seu próprio) apenas por algumas letras ou sílabas. Seguindo Pistas Os nomes são sorteados sem que os alunos vejam e são dadas dicas até que alguém descubra. Exemplo: um nome de menina com 5 letras cuja letra inicial é L e termina com a sílaba RA. ANTÔNIO p u blicd o m ain p ictu res.n et p u b licd o m ain vecto rs.o rg L _ _ RA... LAURA! RODA Podemos planejar nos momentos de roda diversas propostas visando diferentes objetivos tais como: ampliar a oralidade, promover reflexões, estimular debates, estimular a leitura e interpretação de histórias ouvidas, etc. p ixab ay.co m Roda de Leitura... Roda de Conversa... Roda de Notícias... Quantas rodas cabem em uma rotina alfabetizadora? Diversas! As curiosidades dos alunos ganham espaço ativo nas rodas de conversa. Seja sobre um tema da atualidade, uma notícia momentânea, um acontecimento da escola ou um fato interessante trazido por alguma criança. A Roda de Conversa permite o debate sobre diferentes ideias e pontos de vista, promovendo a reflexão e incentivando na busca por novas aprendizagens, o que embasará o aluno para produzir textos sobre os assuntos falados. As práticas de leitura precisam estar presentes na rotina alfabetizadora. A Roda de Leitura é o momento de o aluno fruir sobre a leitura. p ixab ay.co m DIAGNOSE PARA QUÊ? Para conhecer os alunos e identificar o que a criança já construiu e o que ainda precisa construir no processo inicial de alfabetização. A análise da diagnose nos permitirá planejar atividades para que todos desenvolvam o seu processo de aprendizagem. DURANTE QUANTO TEMPO? No início do ano letivo COMO REGISTRAR? Através de: ✓ Observações no caderno de registro, ✓ Portfólio, ✓ Tabelas as habilidades já alcançadas. DIAGNOSE Professor(a) Lembre-se de construir seu portfólio. Dessa forma, poderá ter o registro individual, acompanhando as etapas de aprendizagem de cada um de seus alunos. Ao fazer uso do portfólio, suas anotações podem ser realizadas a cada semana, quinzena ou mês. Considere, ainda, a validade de registrar as situações que surgem de forma espontânea no cotidiano da sala de aula. Registrando os diferentes saberes de cada aluno... ELABORANDO O PLANEJAMENTO PARA UMA TURMA DE ALFABETIZAÇÃO PROCEDIMENTOS PERGUNTAS QUE O(A) PROFESSOR(A) DEVE FAZER ANTES DE ELABORAR O PLANEJAMENTO Avaliação diagnóstica para identificação do perfil da turma • Quais são os conhecimentos que os alunos já possuem sobre a língua escrita? • Quais são as capacidades linguísticas dominadas pelos alunos? • Quais grupos de alunos podem ser identificados a partir das capacidades linguísticas e dos conhecimentos que possuem sobre a língua escrita? Definição de metas de aprendizagem e capacidades linguísticas a serem desenvolvidas. • Quais são as metas que deverão ser estabelecidas ao longo de um determinado tempo de trabalho, considerando o perfil da turma? Estabelecimento de formas de avaliação da aprendizagem dos alunos. • Que tipo de avaliação deverá ser utilizado para verificar a aprendizagem dos alunos? • Como interpretar o desempenho do aluno na realização das tarefas propostas? • Como organizar as informações sobre a aprendizagem dos alunos de forma a redefinir a rotina de trabalho? CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA O desenvolvimento da consciência fonológica facilita o processo de leitura e escrita das crianças em fase de alfabetização. Podemos possibilitar esse processo através de jogos, brincadeiras e atividades. NÍVEIS DE CONSCIÊNCIA INTRASSILÁBICASILÁBICAFONÊMICA Divisão das palavras em fonema individual. Divisão das palavras em unidades silábicas. Divisão das palavras em unidades maiores que um fonema individual, mas menores que uma sílaba (RIMA E ALITERAÇÃO). Aprender a ler é estar envolvido com textos, sejam escolares, jornalísticos, documentários etc. Ler não é decifrar um código escrito ou decodificar. A leitura vai além disso, é a relação que se estabelece entre a escrita e seu sentido, sendo necessário perceber as intenções que o texto, propõe e a correlação com outros textos, garantindo-se que seja interpretado e não apenas pronunciado e/ou traduzido. As principais habilidades de todo processo de escolarização consiste em ler, escrever e realizar operações matemáticas básicas desde que tenham fundamentos da Ciência Cognitiva. Passo 1: Cardinal, ocorre durante a infância, e consiste na compreensão básica de quantidade; é inato. O passo 2: Verbal, é o momento em que se estabelece a relação entre a palavra falada ou escrita com a quantidade de objetos ou eventos. Passo 3: Arábico, no ensino fundamental, consiste na relação do símbolo numérico e sua representação da quantidade. O "senso numérico", a nossa capacidade de entender, calcular e manipular quantidades numéricas. Passo 4: Ordinal, acontece quando o sistema métrico se estrutura na mente de uma forma contínua, que aumenta gradualmente durante a vida escolar e também adulta. Os componentes curriculares de Ciências, Geografia e História em Compartilhando Saberes, têm suas habilidades trabalhadas de forma interdisciplinar e contextualizada. COMPARTILHANDO SABERES Ciências Geografia História As habilidades de Ciências do 1° ano são importantes para a inserção dos alunos no saber/fazer dessa área de conhecimento. O conjunto de habilidades está inserido em um processo gradual de aprofundamento. Esse contato inicial pode estimular a curiosidade e ajudar nas séries seguintes. As habilidades de geografia, junto das outras áreas, podem servir como suporte para o processo de alfabetização. Estudar sobre a cidade do Rio de Janeiro, a diversidade cultural e debater sobre as nossa matizes sociais, por exemplo, podem inserir as subjetividades no processo de aprendizagem. Em história, temos a oportunidade de conhecer e reconhecer as memórias locais, os relatos orais e como as crianças percebem as transformações sociais dos diferentes espaços. Análises que podem começar pelo núcleo familiar, pela escola, pela comunidade em que vivem e nas relações cotidianas. A sala de aula constitui um espaço privilegiado de interações em que se reproduzem as relações sociais, onde o aluno, essencialmente, interage com o objeto de conhecimento, com o professor e os colegas de classe. Optar por trabalhar em cantinhos, em pequenos grupos, possibilita que essa interação aconteça. O trabalho diversificado possibilita que um mesmo objeto de conhecimento possa ser trabalhado de maneiras diferentes. O(a) professor(a) poderá organizar sua sala de aula em pequenos grupos para tornar a aula mais dinâmica e, principalmente, para trabalhar as especificidades existentes. Nesse processo, podemos importar esse olhar para as atividades remotas, que deverão ser organizadas de maneira coerente com as particularidades do grupo. Ao pensarmos no ensino remoto é preciso construir uma abordagem diferenciada para a prática. Nos momentos de atividades síncronas o objetivo central deve ser a interação e a manutenção dos vínculos interpessoais. Nas atividades assíncronas é necessário um direcionamento organizado das atividades que serão desenvolvidas pelos alunos, dando preferencia a instrumentos pedagógicos que podem ser realizados com autonomia pelos discentes. A construção de um ambiente educacional remoto, assim como o presencial, deve partir da reorganização curricular e dos materiais disponíveis na plataforma RIOEDUCA. Cabe aqui destacar a importância de encaminhar recursos pedagógicos possíveis para cada um dos alunos. TRABALHO DIVERSIFICADO Seguem, abaixo, algumas sugestões de ferramentas para o ensino remoto no formato assíncrono partindo do material RIOEDUCA e das habilidades da reorganização curricular. Produção de Videoaulas Um recurso que pode ser produzido pelo próprio professor, mas que precisa ser pautado em um roteiro. Nesse roteiro deve constar a habilidade da reorganização curricular e uma estrutura de explicação coerente com o formato de ensino remoto, com explicações simples, utilização de exemplos e inserção do cotidiano discente. Produção de podcasts Os podcasts, ou audioaulas são interessantes por facilitar a contação de umahistória e a orientação para o aluno fazer uma atividade do material impresso. O professor precisa estar em um ambiente silencioso, partir de um roteiro e não prolongar a sua explicação. Esse recurso possui uma facilidade de envio para a turma. Textos e atividades digitais Outro recurso interessante é a utilização de formulários, slides, atividades no formato de arquivo pdf e até de word. Esses documentos digitais fazem parte de um conjunto de ferramentas que otimizam a aprendizagem e pode estimular a construção do conhecimento de forma lúdica. Cabe observar a turma e perceber qual deles é melhor. FERRAMENTAS PARA O ENSINO REMOTO Neste ano letivo precisamos repensar a organização da sala de aula. Para isso precisamos considerar alguns pontos: A segurança dos alunos e dos profissionais da educação. A disposição das cadeiras e a organização da sala de aula deve respeitar um distanciamento seguro. O estímulo a novas formas de interação. Será necessário compreender os limites da interação física e o respeito ao espaço individual. Você pode criar novas formas de interação com seus alunos, como saudações e comunicações verbais e não-verbais. A construção de cartazes informativos. Neste momento, além dos cartazes habituais da sala de aula se faz necessário a construção de recursos que explicam sobre as regras de distanciamento e das novas formas de convivência em sala de aula. A organização da sala de aula não é fixa. Os espaços e disposição do mobiliário podem ser modificados de acordo com a proposta a ser feita. É importante que a funcionalidade do material da sala seja explicado ao aluno, para que ele compreenda o significado dos recursos espalhados pelo ambiente. m o ju .p a .g o v .b r ORGANIZAÇÃO DA SALA DE AULA Professor mediador Faz o mapeamento das aprendizagens dos alunos Estimula a autonomia do pensamento e da ação. Favorece a postura reflexiva e investigativa. Contextualiza as habilidades e os conteúdos. Pensa a avaliação como processo. Entende os contextos sociais e a viabilidade de atividades para o remoto e presencial. O DOCENTE MEDIADOR www.canva.com A compreensão dos espaços diversificados, respeitando a diversidade social dos alunos. A orientação para interação com as pessoas da casa e o convite constante para a mediação dos adultos quando possível. A separação de um ambiente propício a aprendizagem: estímulo a compreensão e a concentração. A adequação das atividades aos espaços dos alunos. Entender que as residências são espaços de ampliação da sala de aula. A construção dos espaços de estudos dos alunos deve ser estimulado no primeiro contato do ensino remoto. Mas, devemos respeitar a diversidade social compreendendo que não existe um único modelo possível para centralizar o formato dessa organização. Como estratégia, podemos convidar os familiares para participar deste processo. Na conversa com a família é possível criar alguns combinados e seria interessante até, o envio de alguns instrumentos de suporte como o alfabetário, numerário e outros. Outra é a apresentação dos recursos físicos entregues aos alunos. aos responsáveis. Apresentar o material e sugerir algumas intervenções. O ESPAÇO DE ESTUDO DOS ALUNOS A exposição das produções dos alunos e das práticas docentes, seja por meio de fotos, desenhos e/ou escritas, valoriza os diferentes saberes construídos. Os registros expostos nas paredes e murais faz com que os alunos sintam-se autores das suas aprendizagens e pertencentes a esse espaço alfabetizador. Separar um espaço na organização da sala para expor as produções realizadas é uma forma de valorizar o protagonismo infantil e as práticas docentes. Pensando nas estratégias de registro para o ensino remoto, temos: a) a produção de vídeos e slides com os trabalhos dos alunos ou até mesmo de sua autoria; b) a criação de um banco de dados, no formado de drive, em que os trabalhos estejam expostos para consulta e registro; c) A utilização de ferramentas como o Sway para apresentar um portifólio digital das produções discentes. PRODUÇÃO DOS ALUNOS 1. Partir das habilidades da reorganização curricular. 2. Utilizar como ponto de partida os materiais impressos do RIOEDUCA. 3. Construir um roteiro sistematizado para a gravação. 4. Adequar a linguagem a turma e inserir nos vídeos as possíveis mediações da família. As videoaulas são recursos importante para as atividades assíncronas, o professor pode apresentar um conteúdo de maneira sistematizada, ampliar os conteúdos presentes nos materiais do aluno e potencializar as atividades síncronas. Para isso, será necessário a construção de um roteiro sistematizado que oriente a gravação e organize a narrativa apresentada no decorrer do vídeo. Na ilustração abaixo apresentamos um percurso possível para a produção das videoaulas. www.canva.com Construir uma estratégia de acolhimento do aluno – Saudações e apresentação da data. Utilizar a reorganização e as atividades do material impresso do Rioeduca – fazer explicações e ampliações. Ampliar um tema presente no material, seja pela apresentação de outros textos e recursos culturais. Fazer a contação de uma história, ensinar uma cantiga ou apresentar outros recursos com o objetivo de facilitar a leitura. Repetir mais de uma vez a mesma informação e apresentar um resumo dos conteúdos ao final de sua fala. Inserir os alunos na audioaula, estimulando a observação de seus ambiente e a ampliação por meio de pesquisas. PRODUÇÃO DE PODCASTS www.canva.com O roteiro ao lado é um modelo de planejamento para as aulas assíncronas que serão enviadas para os alunos. Cabe destacar que podem ser feitas adaptações, modificações coerentes com a realidade da turma. Ao terminar o planejamento verifique na viabilidade das ferramentas. Roteiro para aula assíncronas: ( ) Videoaula ( )Podcast/Audioaula Habilidade a ser desenvolvida:___________________________________________________________________ Recursos necessários:_________________________________________________________________________ Atividade Descrição Duração 1. Acolhimento: neste momento você faz uma ambientação dos alunos, começa falando da data e faz saudações. _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ ______ ______ ______ ______ 2. Retomadas: aproveite essa etapa para retomar algum conteúdo anterior e observar se ainda existem dúvidas. _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ ______ ______ ______ ______ 3. Apresentação do conteúdo: introduza o novo conteúdo de maneira sistematizada. _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ ______ ______ ______ ______ 4. Considerações finais: apresente uma resumo dos temas e conteúdos das aulas e revise para reforçar a habilidade trabalhada. _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ ______ ______ ______ ______ A CONSTRUÇÃO DE ROTEIRO PARA AULAS ASSÍNCRONAS Rotina docente RECURSOS DIDÁTICOS REUNIÕES DE EQUIPE REMOTAS OU PRESENCIAIS PESQUISAS SOBRE RECURSOS ORGANIZAÇÃO DA SALA DE AULA LEITURA DO MANUAL SUGESTÕES METODOLÓGICAS FORMAÇÃO CONTINUADA PLANEJAMENTO PARTICIPAÇÃO NA CONSTRUÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA ESCOLA REGISTRO E ANÁLISE DAS AVALIAÇÕES. ROTINA DOCENTE Na Rotina Alfabetizadora, o(a) professor(a) também deve ter sua própria rotina, com hábitos que o auxiliarão no planejamento e prática das atividades educativas. Veja, ao lado, um esquemaque podemos percorrer em nossa rotina docente. Buscando planejar atividades significativas de acordo com o perfil da turma, ampliando os temas sempre que possível! Neste momento precisamos adaptar a rotina docente para dois momentos: aulas presenciais e aula remotas. Cabe destacar que o professor precisa criar uma ambiência segura e um ciclo de atividades que possibilite a construção de rotinas diferenciadas para cada um desses ambientes. Rotina discente Estímulo a curiosidade Introdução de atividades que fomentem a construção do pensamento científico. Pela utilização de materiais e recursos que levam os alunos a ampliar seu universo leitor. Firmar uma rotina Uma estrutura que apresente uma narrativa didática. Apresentação das metas diárias de atividades e conteúdos a serem trabalhos Estimular a oralidade Por meio de atividades como roda de conversa. Ou na construção de chats e outros canais de comunicação Minha avó ajuda em meus estudos. Juntos pensamos sobre o universo e aprendemos muito. Primeiro eu brinco com meu gato, depois eu espero minha tia chegar em casa para estudar comigo. Página 5 Página 6 . HABILIDADES DA REORGANIZAÇÃO CURRICULAR HABILIDADE(S): Reconhecer e nomear as letras do alfabeto a partir do próprio nome e dos nomes dos colegas de turma . SUGESTÕES METODOLÓGICAS (Língua Portuguesa – Leitura – Oralidade - Escrita) /w w w .p u b licd o m ain p ictu res.n et Os nomes próprios são as palavras mais próximas da identidade dos seres humanos, por isso o nome de cada um é significativo e pode ser um dos primeiros repertórios de letras e referência para outras escritas. ▪ Ajude sua turma a perceber o que está sendo comunicado no material didático, lendo e interpretando as imagens. ▪ na segunda leitura do poema feita por você poesia, professor, desafie as crianças a trocar algumas palavras, do poema oralmente. ▪ Algumas perguntas para trabalhar com nome e com sobrenome: ▪ Todo mundo tem nome? ▪ Quem escolhe nossos nomes? ▪ É importante saber escrever o seu próprio nome? Por quê? ▪ Quem sabe escrever o nome? ▪ Como aprendeu a escrever seu nome? ▪ você sabe o seu sobrenome? ▪ De acordo com o texto, quem tem sobrenome e por quê? CRACHÁ DE MESA OU TELHADINHO • Confecção e exploração de um crachá de mesa ou telhadinho para uso diário, confeccionado em um retângulo de cartolina, de um lado o primeiro nome do aluno. Do outro lado, o nome completo, com nome e sobrenome, com letras de imprensa maiúsculas. FOLHA COM NOME ▪ Folha branca, na horizontal, com o primeiro nome do aluno na parte superior e a parte de baixo em branco para que o aluno possa realizar atividades. Colocar em saco plástico ou plastificar para garantir durabilidade. Possibilidades: - montar seu nome com letras de plástico, com massinha - contar letras - marcar vogais e consoantes com bolinhas. JOSÉ ANA PEDRO MÁRCIO p ixab ay.co m p ixab ay.co m ➢ Confecção de uma tabela com todos os nomes dos alunos da sala fora da ordem alfabética, inclua também os nomes de todos os professores. Possibilidades: - identificar seu nome, nome do professor e do colega. - recortar e separar os nomes a partir de critérios dados (primeira letra, última letra, meninos/meninas, nº de letras etc. - bingo TABELA DOS NOMES p o rta ld o p ro fe s s o r.m e c .g o v .b r p o rta ld o p ro fe s s o r.m e c .g o v .b r TRABALHANDO COM NOME: MINHA IDENTIDADE. http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=55180 ▪ OUTRAS SUGESTÕES: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=55180 Página 7 HABILIDADES DA REORGANIZAÇÃO CURRICULAR HABILIDADE(S): Identificar sílabas de palavras lidas em atividades com diferentes gêneros textuais. SUGESTÕES METODOLÓGICAS (Língua Portuguesa – Leitura – Oralidade – Escrita) /w w w .p u b licd o m ain p ictu res.n et A consciência fonológica envolve atividades que desenvolvem a percepção das relações entre letras, sílabas e fonemas, as repetições destes em diferentes palavras, as manipulações e percepções dos sons da nossa língua nas regularidades, chegando até a refletir sobre o funcionamento das palavras escritas. p ixab ay.co m Página 8 ▪ Criação de álbum da turma sobre o Rio de Janeiro: ▪ lugares, palavras relacionadas a cidade, outras palavras com R, etc. Perceba nestas atividades se todos os seus alunos conseguem fazer o som do R ao falar. ▪ Lista de palavras com R com os desenhos feitos pelos alunos. ▪ Pesquisa de palavras em jornais e revistas que começam com R. Importante: o aluno deve perceber que a mudança de uma letra muda a palavra. Página 19 HABILIDADES DA REORGANIZAÇÃO CURRICULAR HABILIDADE(S): Identificar relações fonema/grafema em diferentes textos, reconhecendo que alterações na escrita dos grafemas provocam alterações na composição e significado da palavra. SUGESTÕES METODOLÓGICAS (Língua Portuguesa – Leitura) /w w w .p u b licd o m ain p ictu res.n et “Reconhecendo que a consciência fonológica é uma condição necessária, mas não suficiente para uma criança se alfabetizar, consideramos essencial criar situações por meio das quais nossos alunos possam refletir sobre as formas orais e escritas das palavras. Elas envolvem as capacidades de partir palavras em sílabas, comparar palavras quanto ao tamanho, e comparar palavras quanto a semelhanças sonoras (de suas sílabas, rimas ou fonemas iniciais).” [...] BRASIL. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: a aprendizagem do sistema de escrita alfabética. Brasília: MEC, SEB, 2012, p. 29. ▪ Continue a brincar de rima, incluindo os nomes dos alunos. Registre pelo menos uma palavra que rima para cada nome. ▪ Volte nos textos anteriores (Cidade Maravilhosa e Parabéns pra você) e desafie os alunos a acharem as palavras que rimam a partir da sua leitura. Página 10 O conceito de número é uma operação mental e precisa ser construída em quatro aspectos: classificação, ordenação, correspondência e numeração. O aluno(a) entende o que significa a quantidade cinco, 5, V ou / / / / / se não considerar a questão espacial como uma variável para a contagem de elementos, conforme ilustrado no exemplo abaixo. HABILIDADES DA REORGANIZAÇÃO CURRICULAR HABILIDADE(S): Identificar relações fonema/grafema em diferentes textos, reconhecendo que alterações na escrita dos grafemas provocam alterações na composição e significado da palavra. SUGESTÕES METODOLÓGICAS (Matemática) /w w w .p u b licd o m ain p ictu res.n et p ixab ay.co m Página 13 Como podemos achar que uma criança tem o conceito de números só pelo fato de contar ou pelo fato de desenhar os numerais, se ainda acreditam que se separarmos as filas, a quantidade aumenta? Precisamos também conhecer o seu antecessor e sucessor, na construção da noção de número. Conjuntos têm o mesmo número de elementos quando podemos relacioná-los 1 a 1, independentemente de como estão distribuídos espacialmente. Meu aluno (a) sabe contar até 20 quando: - Monta 2 conjuntos com 24 elementos, um de borrachas e outro de carrinhos e garante que os 2 têm a mesma quantidade; - Sabe que o 35 vem antes do 36 e que 37 vem depois; - Sabe distinguir quando lhe solicitam 10 canetas ou quando identifica a décima folha de papel. ▪ Contagem com tampinhas: Solicite aos alunos que levem tampinhas e com elas proponha as seguintes atividades: - contagem e anotação das quantidades que receberam de cada cor e a quantidade total; - Comparação; se possuem mais de uma cor do que de outra, se conseguiram a mesma quantidade para duas ou mais cores e qual a cor que possui menor quantidade de tampas; - cálculo total de tampinhas obtidas pela turma; - separação das tampinhas por cor, organizando-as em ordem crescente e/ou decrescente de quantidades. ▪ Jogos de agrupamento com os próprios alunos como elementos(Nunca 2, Nunca 3, Nunca 10, por exemplo). ▪ Decomposição de números utilizando objetos de contagem ou com réguas de Cuisenaire (fazer o muro sobrepondo as peças). Exemplo: o 7 pode ser representado por 6 e 1, 2 e 5, 3 e 4, 4 e 3, 5 e 2 e 6 e 1. ▪ Bingo numérico - Combine e revise com seus alunos as regras de um bingo - Se possível utilize para o bingo com os números tamanho grande. OUTRAS SUGESTÕES: MATERIAL CUISENAIRE http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.ht ml?aula=3570 COMO TRABALHAR OS NÚMEROS DE 1 A 10 COM A PARLENDA "A GALINHA DO VIZINHO" http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.ht ml?aula=36769 http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=3570 http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=36769 Página 12 Nesta página o interessante é criar uma relação entre as percepções sobre o corpo desenvolvidas durante a infância. Podemos estimular os alunos a identificarem oralmente as diferentes partes de seu corpo. HABILIDADES DA REORGANIZAÇÃO CURRICULAR HABILIDADE(S): Identificar, em esquemas, imagens e/ou em modelos do corpo humano, as partes que formam seu corpo (cabeça, tronco e membros). SUGESTÕES METODOLÓGICAS (Ciências) /w w w .p u b licd o m ain p ictu res.n et p ixab ay.co m ▪ Montar um mural com as diferentes fases da vida, utilizando as fotos e imagens que cada aluno disponibilizou. • Completar com desenhos de partes do corpo, figuras tiradas de revistas. • Fazer um molde do corpo humano com um aluno(a) deitado(a) em cima da folha e enumerar as partes do corpo. ▪ Solicitar que tragam fotos de outras idades ou figuras de jornais e revistas de pessoas em diferentes períodos da vida. ▪ Roda de conversa sobre as modificações ocorridas no corpo humano (queda dos dentes de leite, nascimento da dentição definitiva, peso, altura...) e as atividades e possibilidades da vida em cada fase. ▪ OUTRAS SUGESTÕES: Identificando as partes do corpo http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=19258 MIRE A CÂMERA DO SEU CELULAR NO QR CODE E OUÇA A CANÇÃO. • Aproveite e dance muito com a sua turma • Crie um mural com as partes do corpo citadas na música Título: Meu Corpo Autor: Lisa Bullard Editora: Hedra www.canva.com http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=19258 Nesta página é possível articular essa aprendizagem com o cotidiano dos alunos, para que eles possam perceber as operações matemáticas em seu cotexto. HABILIDADES DA REORGANIZAÇÃO CURRICULAR HABILIDADE(S): Resolver problemas de adição, envolvendo números de até dois algarismos, com os significados de juntar, acrescentar, com o suporte de imagem e/ou material manipulável, utilizando estratégias e formas de registro pessoais. SUGESTÕES METODOLÓGICAS (Matemática) /w w w .p u b licd o m ain p ictu res.n et p ixab ay.co m ▪ Criação de outras situações problemas a partir das sugestões das crianças e com registro no caderno. ▪ Chamar atenção dos alunos sobre as diversas possibilidades para se ter o número 9 ▪ Possibilite que as crianças criem seus próprios problemas desenhando e brincando com o 9 e outros números. ALICE E CARLOS BRINCAVAM COM GANHARAM MAIS FICARAM COM Página 16 Convide o seu aluno(a) a dialogar com os textos e procurar a construção dialógicas com as suas vidas. HABILIDADES DA REORGANIZAÇÃO CURRICULAR HABILIDADE(S): Ler e explorar textos verbais, não verbais e multimodais que circulam no espaço escolar. SUGESTÕES METODOLÓGICAS (Língua portuguesa) /w w w .p u b licd o m ain p ictu res.n et p ixab ay.co m ▪ Criação de um vocabulário coletivo das palavras desconhecidas da história. ▪ Criação de novo final para a história trabalhada. ▪ Divisão da história em cenas para que os alunos individualmente ou em duplas possam desenhar. ▪ Construção de uma caçada de palavras no interior do texto. Os alunos podem fazer uma lista de palavras do textos e brincar de localizar no decorrer do texto. ▪ Criação de um vocabulário coletivo das palavras desconhecidas da história. ▪ Criação de novo final para a história trabalhada. ▪ Divisão da história em cenas para que os alunos individualmente ou em duplas possam desenhar. ▪ Ilustração coletiva da história reforçando a estrutura do texto. Nesse momento a turma pode ser dividida em diferentes grupos. Página 30 A atividade requer uma contextualização prévia, reflexão sobre o momento em que as crianças estão: atividades presenciais ou remotas? A condução da leitura pode estimular uma oportunidade de reforçar a socialização presente nesta etapa da escolarização. HABILIDADES DA REORGANIZAÇÃO CURRICULAR HABILIDADE(S): Ler e explorar textos verbais, não verbais e multimodais que circulam no espaço escolar. SUGESTÕES METODOLÓGICAS (Língua Portuguesa) /w w w .p u b licd o m ain p ictu res.n et p ixab ay.co m ▪ Roda de conversa para os alunos explicitem o que compreenderam. ▪ Busca de palavras no poema a partir de alguns comandos. Exemplos: pintar palavras que comecem com letras que já foram trabalhadas. Envolver palavras que possuem a letra que já foram trabalhadas. Riscar palavras que têm a primeira letra do nome do aluno, da professora etc. ▪ Arrumação dos versos, de determinadas estrofes do poema. (inicialmente de forma coletiva). Veja o exemplo ao lado. TODO DIA NA ESCOLA, O PROFESSOR, A PROFESSORA, A GENTE APRENDE E BRINCA MUITO COM DESENHO, TINTA E COLA Página 60 O domínio da lateralidade, ou seja, a percepção das relações direita/esquerda, frente/atrás, em cima/embaixo, varia de acordo com o ponto de vista de quem observa ou conforme uma determinada referência, é o primeiro passo para a construção das relações espaciais. HABILIDADES DA REORGANIZAÇÃO CURRICULAR HABILIDADE(S): Estabelecer relações de tamanho, forma e posição (inclusive lateralidade), descrevendo oralmente suas percepções. SUGESTÕES METODOLÓGICAS (Matemática) /w w w .p u b licd o m ain p ictu res.n et p ixab ay.co m 1- A construção dessas noções pela criança tem como ponto de partida o próprio corpo (a sua direita e sua esquerda). 2- Mais tarde, em um processo gradativo de descentralização, considera a esquerda e a direita de pessoas à sua frente. 3- Finalmente considera o posicionamento dos objetos em relação uns aos outros, a ela própria ou a outras pessoas. Sugestões de perguntas: - Se eu estiver de frente para meu amigo, a mão direita dele está do mesmo lado que a minha? - E se ele estiver de costas para mim? - Se eu olhar para o espelho, a mão direita da minha imagem está do mesmo lado que a minha? Adaptado de http://www.cdcc.usp.br/maomassa/cartografia.htm SUGESTÕES DE LEITURA COMPLEMENTARES ALFABETIZAÇÕES NUMA PERSPECTIVA DISCURSIVA: SÓ O PLURAL PODE SER SINGULAR, de autoria da professora LUDMILA THOMÉ DE ANDRADE. INFÂNCIA EM AFROPERSPECTIVA: ARTICULAÇÕES ENTRE SANKOFA, NDAW E TERRIXISTIR, de autoria do professor Renato Noguera. A IMPORTÂNCIA DO ATO DE LER, de autoria do Paulo Freire. Material do Pró-Letramento de matemática do Ministério da educação. APPLE, M. A luta pela democracia na educação crítica. N.4, Vol.1, p. 894-926. São Paulo: Revista e-curriculum, 2017. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/curriculum/article/view/35530. Acesso em: 23 de fevereiro de 2021. BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. 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