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1º BIMESTRE
2021
1º ANO
SUGESTÕES METODOLÓGICAS 
Juntar os projetos de vida, 
construir um planejamento e uma atuação.
Segurar a ansiedade e monitorar o grupo com dedicação.
Estamos com a lista dos alunos nas mãos,
Mas qual a história deles afinal?
Como nas aulas podemos atingir?
Qual o segredo para ensinar?
Muitas questões estão presentes aqui.
Não tenha angústia de responder, aproveite a investigação.
A resposta pode até acalmar,
Mas e o processo, a pesquisa e o indagar?
Formule sempre outras questões.
Com sua turma, busque caminhos, o aluno é seu aliado.
Seu trabalho nunca é isolado.
As respostas vão surgir, 
no momento certo.
Nas frases repentinas:
“Professora eu consegui”,
“Professora eu já sei” e
“Ah! É assim!”.
Educar é uma atitude constante de tecer 
novos trajetos,
educar no coletivo pautado nos afetos.
Reconheça suas ações neste material.
Saiba que todos os autores estarão aqui, não 
para dar direção.
Mas como aquele colega que entrega 
gentilmente uma sugestão.
Ricardo Fernandes
Poema
Nosso novo momento profissional
Ação Docente
Orientações ao (a) Professor(a)
Dentre os muitos desafios vividos no ano de 2020, a sua experiência e o seu conhecimento docente se constituem,
para os estudantes, a grande oportunidade de desenvolvimento da aprendizagem e superação. Para que seja possível, crianças, jovens
e adultos se apropriarem das habilidades de leitura e de escrita, bem como das habilidades presentes nos diferentes componentes
curriculares, o fazer docente é a grande força motriz do processo reflexão-ação-reflexão. Com isso, as sugestões metodológicas, aqui
apresentadas, não esgotam todas as possibilidades, pois entende-se que é na e pela relação com os estudantes que o ensinar e o
aprender se concretizam, de modo dinâmico, vivo e inerente às demandas de cada um(a).
Para a estruturação do trabalho escolar acontecer, faz-se necessária a sua sistematização, a partir de algumas bases que
assegurem o fazer docente, sendo elas:
- Acolhimento;
- Calendário Escolar;
- Diagnose;
- Planejamento do Percurso;
- Avaliação da Aprendizagem.
O trajeto de todo trabalho escolar é marcado pelo Calendário Escolar. É a partir dele que estabelecemos a organização
das 3 ações escolares importantes que darão sustentação à qualidade do ensino:
Ação Gestora Ação Pedagógica
“O planejamento enquanto construção-transformação de representações é uma mediação 
teórica metodológica para ação, que em função de tal mediação passa a ser consciente e 
intencional. Tem por finalidade procurar fazer algo vir à tona, fazer acontecer, concretizar, e 
para isto é necessário estabelecer as condições objetivas e subjetivas prevendo o 
desenvolvimento da ação no tempo.” VASCONCELLOS, (2000, p. 79)
O Calendário Escolar
Por ele guiaremos o planejamento, observando o
total de dias letivos disponíveis em cada bimestre/ano, o período
de Avaliação do Percurso, as datas de Conselho de Classe, as
Reuniões de Responsáveis, demais datas e ações previstas.
Importante ressaltar que a Recuperação, segundo o
previsto em nosso Calendário Escolar 2021, é paralela ao período
escolar.
A Avaliação Diagnóstica
Etapa de extrema importância e que vai permitir a você, professor, organizar o processo de ensino a partir do observado
na Avaliação Diagnóstica. Em um processo de diagnose, devemos buscar conhecer o que sabem os nossos estudantes. É
preciso identificar alunos que estão iniciando a construção de determinados conhecimentos e aqueles que já avançaram em uma ou
outra habilidade. A diversidade, que é própria do ser humano e da nossa Rede, nos permite receber alunos em distintas etapas. Como
precisamos atender a todos, o trabalho inicial permitirá traçar possibilidades para que todos evoluam e se apoiem mutuamente.
Ao observar seus alunos tenha em vista as possibilidades de aprendizagem. Com a diagnose não se pretende buscar o
que “falta”, e sim o que cada aluno já conseguiu e o que precisa construir
Com o propósito de que o trabalho docente transcorra da melhor maneira possível nos colocamos à disposição para
novas oportunidades de diálogo ao longo do bimestre.
“Investigar seriamente o que os alunos “ainda” não compreenderam, o que “ainda” não
produziram, o que “ainda” necessitam de maior atenção e orientação [...] enfim, localizar
cada estudante em seu momento e trajetos percorridos, alterando-se radicalmente o
enfoque avaliativo e as “práticas de recuperação”. (HOFFMANN, 2008, p. 68)
http://www.rio.rj.gov.br/web/sme/exibeconteudo?id=12215533
O Planejamento do Percurso
Ainda de acordo com o Calendário Escolar 2021, o dia de
Planejamento está previsto para acontecer antes do início do ano letivo e ao longo
dos bimestres, através do Replanejamento Pedagógico. Esse trabalho de
planejamento e replanejamento é essencial, tendo em vista a necessidade de
avaliação do trabalho docente e do desenvolvimento da aprendizagem dos
estudantes, no início e término de cada bimestre letivo.
O Acolhimento
Professor(a), logo no início do ano letivo, torna-se fundamental conhecer a turma e traçar caminhos para que todos
avancem. Busque, então, conhecer a história dos alunos que receber. É importante, por exemplo, saber:
✔se estudavam na mesma turma ou escola;
✔ ​quais são os interesses e curiosidades que possuem;
✔quais características culturais e afetivas preponderam nos lugares onde vivem;
✔se sempre estudou na Rede ou se vem de outro Estado ou de escola particular;
✔quais conhecimentos construíram a respeito dos diferentes componentes curriculares;
✔se há relatórios disponíveis sobre o desenvolvimento dos alunos em suas experiências anteriores;
✔como foi a percepção do estudante no ano de 2020, frente aos desafios vividos no enfrentamento da COVID-19;
✔se há alunos que precisarão de apoio específico (como suportes para a inclusão e adaptação de​ necessidades especiais).
A respeito do processo de diagnose, vale destacar a seguinte observação de Cagliari (2009):
Quando o professor começa a falar de escrita para as crianças, precisa lembrar-se que a maioria delas já tem informações a respeito. Se ele fizer com que elas
explicitem essas informações, conversando a respeito do que sabem, terá um bom motivo e um caminho interessante para ensinar a ler e a escrever.
[...] Por isso, o professor deve fazer esse levantamento antes de organizar o trabalho de ensino. Reconhecer e respeitar esses conhecimentos das crianças
motiva-as a aprender mais rápido, uma vez que elas constatam que já sabem muita coisa. Por outro lado, esse estudo é crucial no caso daqueles alunos que
sabem muito pouco ou quase nada a respeito do sistema de escrita. Com esses alunos, o professor deverá tomar cuidados especiais, devendo ensinar noções
que parecem óbvias a todo mundo, mas que não foram sequer percebida por algumas crianças. Se esses alunos não receberem uma boa distinção entre
desenho e escrita ou, ainda, que escrevemos com letras representando os sons das palavras, dificilmente acompanharão explicações mais específicas a respeito
do funcionamento da escrita, da leitura e da fala (CAGLIARI, 2009, p. 119).
O Material Rioeduca, seus usos e recursos.
O material é elaborado por professores da Secretaria Municipal de Educação da nossa Prefeitura e está
estruturado de modo que aborde as principais habilidades previstas no Currículo Carioca, nos diferentes
componentes curriculares, a todas as crianças e jovens matriculados na Rede de Ensino da nossa cidade.
O Rioeduca na TV.
Consiste em uma programação com a veiculação de aulas pela TV aberta
e fechada, pela qual você, professor(a), poderá orientar o seu trabalho docente
a partir da exibição das aulas. O Rioeduca na TV, será um canal importante de
atendimento aos estudantes, em especial, com o programa Tira-dúvidas.
O Rioeduca em casa.
Uso do Aplicativo Rioeduca em Casa permitirá a interação entre professores e alunos, e acesso aos
recursos digitais próprios e de parceiros, sem consumir o pacote de dados dos usuários. É importante que você,
professor(a), contemple em seuplanejamento o uso do Aplicativo, com encaminhamento de atividades e
orientações aos estudantes.
O Material Rioeduca apresenta uma estrutura que proporciona um diálogo e interação com os estudantes, da
seguinte forma:
Material Físico
Material Digital
Nas páginas em que são propostas atividades de leitura, diferentes gêneros textuais se
fazem presentes. Os alunos têm a oportunidade de contato com textos adequados ao seu ano escolar e à
sua faixa etária. A leitura em voz alta necessita, inicialmente, ser feita por você, Professor(a). Após a sua leitura, é
importante que os alunos conversem sobre o texto, manifestando opiniões.
Feita a diagnose, você terá, de modo bastante claro, o perfil de sua turma. Assim, ao
realizar atividades de leitura, explore com cada aluno ou grupo de alunos o que for possível, de acordo com
o desenvolvimento de cada um.
Você pode propor, por exemplo, que​
•o título do texto seja relido, em voz alta, por toda a turma;
• alguns alunos leiam em voz alta determinadas partes do texto;
• a primeira e a última palavra do texto sejam lidas por determinado aluno;
• a letra inicial do título e a do nome de um determinado personagem sejam identificadas por um​ aluno;
• a turma pense em rimas para uma palavra destacada do texto.
Cuide para que todos tenham a oportunidade de conversar sobre o texto lido, fazendo uso da oralidade, cada aluno
terá as impressões acerca do que foi lido.
Várias são as possibilidades de leitura. Ressaltamos que cada aluno tenha a 
oportunidade de revelar o que sabe e ser posto em situação de reflexão 
acerca da nossa língua. Ao mesmo tempo, é importante identificar o aluno 
que apresenta dificuldades, para que ele seja atendido em suas 
especificidades.​
“As estratégias de leitura são procedimentos de ordem elevada que envolvem o cognitivo e o metacognitivo, no ensino elas não podem ser
tratadas como técnicas precisas, receitas infalíveis ou habilidades específicas. O que caracteriza a mentalidade estratégica é sua capacidade de
representar e analisar os problemas e a flexibilidade para encontrar soluções. Por isso, ao ensinar estratégias de compreensão leitora, aos alunos
deve predominar a construção e o uso de procedimentos de tipo geral, que possam ser transferidos sem maiores dificuldades para situações de
leituras múltiplas e variadas.” (SOLÉ ,1998, p. 70)
Nas páginas em que são propostas as atividades do CONVERSANDO SOBRE O TEXTO, você, Professor(a),
encontrará algumas sugestões de atividades que permitirão ao aluno realizar a antecipação dos conteúdos do texto, pela observação
do título, das figuras e de outras características gráficas, além da verificação de outras informações explícitas.
Sugerimos que sejam feitas perguntas que incentivem os alunos a realizar inferências, de modo que percebam a
finalidade de cada texto, que identifiquem seu assunto principal etc. Explore oralmente o texto.
Organize propostas de leituras diversificadas, de forma a enriquecer as experiências dos alunos, disponibilizando
diferentes leituras. Busque trazer, além dos textos de literatura infantil e daqueles inseridos no caderno, notícias de jornal,
textos informativos, textos instrucionais, de divulgação científica, propagandas etc.
As propostas apresentadas, nesta parte do caderno, estão diretamente
relacionadas aos processos de apropriação da língua escrita. Pretende-se estimular as
reflexões sobre o nosso sistema de escrita, explorando, a partir de
contextos, palavras, sílabas, letras e fonemas. O desenvolvimento da consciência
fonológica está em destaque nessas páginas. Recomendamos que a sonoridade que
se percebe em rimas e aliterações seja enfatizada durante as aulas.
Escrever, nos tempos e espaços da escola, deve prever ações que vão além da aprendizagem do traçado das letras,
além da cópia do nome, além da cópia de palavras expostas na sala, além da cópia de cabeçalho.
As propostas de escrita devem ser relevantes. As atividades de escrita propostas por você, Professor(a), devem estar presentes no
planejamento da aula, a partir das seguintes indagações diárias: O que se escreve em sala de aula? Quem escreve? Para quê? Para
quem? Como?
Ainda que alguns estudantes não dominem completamente o sistema de escrita alfabética, eles devem participar de
atividades que as estimulem a escrever com a ajuda do Professor(a) ou de um colega que já tenha se apropriado. As aulas devem
contemplar também a escrita de textos coletivos que representem o registro de impressões e de críticas, de combinados, de
situações reais etc, tendo você, Professor(a), como escriba. A análise linguística é fundamental para a produção e compreensão de
textos orais e escritos de diferentes gêneros.
Para que o aluno tenha o que escrever, GERALDI (1997, p.137), nos diz que o aluno: “a) se tenha o que dizer; b) se tenha uma
razão para dizer o que se tem a dizer; c) se tenha para quem dizer o que se tem a dizer; d) o locutor se constitua como tal,
enquanto sujeito que diz o que diz para quem diz (ou, na imagem wittgensteiniana, seja um jogador no jogo); e) se escolham
as estratégias para realizar (a), (b), (c) e (d).”
Uso do QR CODE
O Material Didático Carioca do Aluno vem com a proposta de ampliação e aprofundamento do conteúdo
trabalhado, utilizando o QR Code, como ferramenta de interação do conhecimento.
O QR Code consiste de um gráfico 2D de uma caixa preto e branca que contém informações pré-estabelecidas
como textos, páginas da internet, SMS ou números de telefone.
O conteúdo pode ser lido por meio de aparelhos específicos para este tipo de código ou de aplicativos
instalados em celulares. Neste caso, a câmera do aparelho é usada para fazer a leitura do código.
É só iniciar o aplicativo de leitura, apontar o celular para um QR Code para que o conteúdo adicional seja
exibido no navegador de internet.
Fonte: Tecnologia - iG @ https://tecnologia.ig.com.br/dicas/2013-03-04/qr-code-o-que-e-e-como-usar.html
Parceria com a Multirio
A MultiRio é a empresa de mídia educativa da Cidade do Rio de Janeiro, uma empresa ligada
diretamente à Secretaria Municipal de Educação, com uma história de 28 anos de parceria com a educação
carioca. A Empresa conta com equipes multidisciplinares.
Por meio da plataforma digital, a MultiRio disponibiliza mais de 7.000 títulos. São vídeos,
podcasts, matérias jornalísticas, publicações, animações, livros infantis com realidade aumentada, jogos
digitais interativos, séries com conversão para 3D, vídeos em realidade virtual e simulações holográficas,
entre outros. Assim, aprender e se informar fica mais fácil e atraente.
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http://www.multirio.rj.gov.br/
Principais Documentos de Referência
1. Calendário Escolar;
2. Resolução nº 247, de 04 de fevereiro de 2021 – Orientações para o Ensino Remoto;
3. Plano de Volta às Aulas;
4. Protocolo Sanitário;
5. Resolução SME nº 250 , de 11 de fevereiro de 2021 – Orientações para o Retorno das Atividades Escolares
Referências
HOFFMANN, Jussara Maria Lerch. Avaliar: respeitar primeiro, educar depois. Porto Alegre, RS: Mediação, 2008.
GERALDI, João Wanderley. Portos de passagem. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1997. 
SOLÉ, I. Estratégias de leitura. Trad. Claudia Schilling. 6. ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.
CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização & linguística. 11. ed. São Paulo: Scipione, 2009. 
VASCONCELLOS, Celso dos S. Planejamento: Projeto de Ensino-Aprendizagem e Projeto Político-Pedagógico. São
Paulo: Libertad-1, 2000.
https://doweb.rio.rj.gov.br/apifront/portal/edicoes/imprimir_materia/708526/4833
https://www.rio.rj.gov.br/c/document_library/get_file?uuid=a7eea1fd-e286-47ba-8159-be2da4bf2ae4&groupId=91257
https://www.rio.rj.gov.br/c/document_library/get_file?uuid=723fef6e-914c-413e-a01e-7bf80284bfb9&groupId=91257
https://doweb.rio.rj.gov.br/apifront/portal/edicoes/imprimir_materia/709740/4840Reconhecer a 
diversidade cultural e 
papel de seus ritos 
sociais na 
consolidação de um 
processo de 
alfabetização.
Identidades
As múltiplas 
Identidades devem ser 
compreendidas na 
construção da prática 
docente.
Partir das histórias de 
vida dos alunos e das 
comunidades para 
construir um 
acolhimento remoto 
ou presencial.
Acolhimento
Compreender que estas 
histórias estão 
permeadas das 
vulnerabilidades 
inerentes aos múltiplos 
contextos de nossa 
cidade.
É necessário avaliar 
constantemente as 
possibilidades de 
participação dos 
alunos nos modelos 
presencial ou remoto.
Contextos
Criar ferramentas de 
inclusão de maneira 
diferenciada para cada 
um dos alunos da 
turma.
No esquema ao lado temos três
pontos centrais a observar: as identidades,
o acolhimento e os contextos. São
questões que estarão envolvidas no cotidiano
da prática docente. As múltiplas identidades
do ambiente escolar nos
ajudam a compreender as linguagens que
estão inerentes na vida;
o acolhimento ao considerar essas
identidades trará ações assertivas para a
turma. E, por último temos o contexto,
pois serve como uma inserção das histórias
de vida e dos contextos culturais. Assim, em
nossas ações responderemos as seguintes
questões: Quem é o meu aluno? Como posso
otimizar minhas aulas? De que maneira o
contexto (remoto e presencial) pode
interferir no meu acolhimento?
Acolhimentos
Na raiz dessas preocupações há um princípio simples: para
compreender e agir sobre a educação e suas conexões complicadas
com a sociedade maior, devemos nos engajar em dois conjuntos de
entendimentos. O primeiro nos envolve no processo de
reposicionamento… Segundo, devemos pensar em termos de relações
também (APPLE, 2017, p.901).
Neste caminho, precisamos avaliar constantemente nossa
prática e planejar uma ação educativa transformadora. A
educação está imersa no sistema de desigualdades, por
isso é preciso analisar os sinais de naturalização deste
contexto e buscar construir relações modifiquem
processos excludentes.
Uma diretriz que evita transformar o ensino num “metodologismo” vazio é
tomar a realidade de vida e a prática que a constitui como referência para a
ação pedagógica. Não se justifica mais memorizar os nomes dos rios e capitais
de estados, mas nem por isso é menos importante conhecer os rios… Que
práticas sociais, econômicas, culturais e ecológicas estão vinculadas a esses
cursos d’água? (STRECK, 2012, p.20)
Um movimento de fugir do regular, buscando construir
uma prática interligada as ações, aos contextos e as
interações. Não memorizar, mas pensar, problematizar e
validar a importância de um conhecimento. Possibilitando
o deslocamento do quê ensinar para o como e o para quê
ensinar, a realidade e a prática na ação pedagógica.
Ao realizar a leitura da reorganização curricular e do material impresso para criar seu planejamento fazemos um
convite às seguintes reflexões: a) Qual é a funcionalidade e o contexto de um conteúdo para sua turma? b)De que
maneira o seu planejamento considera os novos contextos sociais de seus alunos? c) Como as suas intervenções
podem potencializar as aprendizagens significativas sem promover a exclusão social? E, d) Como construir com meus
alunos um debate sobre a relevância dos conteúdos educacionais para sua, e para nossa vida na sociedade?
Pensando a nossa prática
A ORGANIZAÇÃO DA ROTINA DE TRABALHO NA ALFABETIZAÇÃO
O(a) professor(a) alfabetizador(a) pode ter como objetivo principal de sua rotina pedagógica possibilitar às crianças o uso
efetivo da leitura e da escrita, consistindo na formação de bons leitores e produtores de texto. Para isso, é necessária a
organização de uma rotina de trabalho que contemple alguns pontos fundamentais para a realização do processo de
alfabetização.
A organização do processo de trabalho precisa levar em conta múltiplas dimensões. Dessa forma, organizamos este Manual
de Sugestões Metodológicas como um suporte ao processo de alfabetização, articulando a teoria e a prática de sala de aula, no
sentido de oferecer ao(a) professor(a) caminhos que ajudem na organização do seu trabalho.
O Manual de Sugestões Metodológicas está organizado a partir das seguintes seções:
✓ Organização da sala de aula
✓ Rotina Alfabetizadora
✓ Diagnose
✓ Planejamento
✓ Organização didática do Material Rioeduca
✓ Sumário do Material Didático Carioca
✓ Sugestões de ampliação do Material Rioeduca
Ao final desta leitura, esperamos que o Manual de Sugestões Metodológicas possa contribuir para que o (a) Professor(a)
amplie seus conhecimentos e possa:
• estabelecer estratégias de organização da rotina alfabetizadora;
• refletir sobre os diferentes modos de organização do processo de alfabetização, estabelecendo relação com as atividades
planejadas.
ORGANIZAÇÃO DA SALA DE AULA 
A sala de aula precisa estar preparada para a missão de
alfabetizar. Os caminhos para atingir esse objetivo passam
por providenciar um ambiente alfabetizador, o que inclui a
escrita, a leitura e a oralidade como eixos principais da
comunicação e da relação entre alunos e a escola.
O ambiente alfabetizador, não deve valorizar apenas a
aparência, o material escrito deve estar relacionado com as
atividades desenvolvidas, de acordo com as necessidades dos
alunos, o que possibilita as crianças construírem seu próprio
conhecimento, tendo o professor como mediador.
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O QUE EXPOR NA SALA DE AULA?
As paredes e murais possibilitam a valorização do que é produzido pela turma e memória para os alunos no dia a dia. A sala
expõe o que vem sendo aprendido e “conversa” pedagogicamente com os objetivos de cada ano. No caso do 1.º ano, o objetivo
principal é alfabetizar.
Explorar o alfabeto é ir além de afixá-lo na parede. A visualização das letras é de
fundamental importância para que as crianças se sintam seguras ao reproduzi-las no
papel. O alfabeto deverá ser afixado na parede na altura da criança, estando ao
alcance visual de todos, pois será uma referência no momento da escrita e da
leitura.
É preciso a mediação do professor no incentivo ao seu uso, como por exemplo,
caso o aluno não saiba a grafia correta de alguma letra (não lembre para que lado
fica a perninha do "p") ou na relação do som de alguma letra inicial de alguma
palavra à letra inicial do nome de algum colega da turma.
Podem ser montados alfabetos pelas próprias crianças, a partir de recortes de
jornais e revistas, nomes da turma ou de algum tema que esteja sendo desenvolvido.
Atenção: Sugerimos a apresentação do alfabeto, inicialmente, em letra caixa alta
(bastão), com imagens que façam relação entre grafema e fonema. E após o processo
de alfabetização dos alunos ser consolidado, apresentar o alfabeto em letra cursiva.
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NUMERÁRIO
Nessa etapa inicial da alfabetização é necessário que os alunos tenham acesso ao universo dos números. Ao pensar nesse tipo
de recurso é importante a construção de materiais que respeitem a etapa do desenvolvimento da turma. Seria interessante, construir
recursos de forma gradual. Primeiro apresentado o número como recurso de contagem. Trabalhar suportes que eles possam
visualizar, manipular e categorizar o princípio da quantificação. Quanto cabe em cada número? Essa deve ser a pergunta estimulada.
A mobilidade do recurso é um fator fundamental para essa etapa da aprendizagem. Elementos que geram a curiosidade do
aluno e a formação de hipóteses matemáticas. Para assim, aos poucos construir noções sobre ordem e outros conceitos
matemáticos.
Abaixo temos alguns exemplos de recursos que podem fazer parte de uma sala de aula alfabetizadora que estimula a
construção/ampliação dos conceitos.
MURAL
Os murais são espaços para exposição das produções dos alunos. Eles devem ser coerentes com os temas do Material Didático
Carioca e com as habilidades trabalhadas nesse período. Os processos de aprendizagem precisam estar refletidos em seus desenhos,fotografias, textos, produções e/ou individuais.
Os murais se configuram como ferramentas do processo didático. Os alunos percebem nos textos e nas construções expostas,
as informações que ampliarão suas aprendizagens servindo de suporte direto para a construção da autonomia, revisão e consolidação
dos saberes.
Os murais podem se apresentar também como um valioso mecanismo de ampliação de temas, como por exemplo, no registro
da leitura de um livro, na ilustração de uma canção, em uma receita ou outro material. Ouvir os alunos e convidá-los para a
organização e gestão desse espaço é uma estratégia para inserir o protagonismo discente? nessa etapa da alfabetização.
A sala de aula constitui um espaço privilegiado de interações onde se reproduzem as relações sociais, onde o aluno
essencialmente interage com o objeto de conhecimento, juntamente com o professor e os colegas de turma. Optar por trabalhar em
cantinhos ou em pequenos grupos possibilita que essa interação aconteça.
Os cantinhos devem ser construídos pouco a pouco, atendendo às expectativas e às necessidades dos sujeitos envolvidos no
processo.
A seguir exemplos de alguns cantinhos que você poderá montar em sua sala de aula.
CANTINHO DA LEITURA: deve apresentar um acervo composto por de diversos gêneros textuais, como por exemplo, jornais,
revistas, livros produzidos pelos alunos, fichas de leitura de textos curtos que a criança já tenha memorizado. Um ponto importante é
sugerir novidades constantes de leitura neste espaço. O espaço só adquire mais relevância quando as crianças fazem uso desses
materiais realizando atividades como roda de leitura, reconto de histórias e saraus literários.
OS CANTINHOS
ROTINA ALFABETIZADORA 
A rotina é composta por ações que organizam o dia a dia na sala de aula. Ela deve ser planejada pensando nos objetivos que
pretendemos atingir.
A rotina deve ser construída de forma conjunta, permitindo que as diferentes vozes que permeiam a sala de aula sejam
ouvidas. Ela pode ser modificada e revista sempre que necessário, se adequando as demandas da turma.
Estabelecer uma rotina não é sinônimo de monotonia ou estaticidade. A rotina envolve diferentes ações dinâmicas em que
o(a) professor(a) possa, em seu planejamento, atingir aos diferentes processos de aprendizagem de cada aluno.
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Hora da conversa, do conto, da música, da escuta das novidades. É o
momento onde são introduzidos os assuntos que vão ser
desenvolvidos durante o dia. Deve ser sempre um momento de criar
expectativa e interesse das crianças. A literatura deve estar presente.
Planejamento cooperativo: tempo destinado à organização de seu
dia de aula. Chamada: trabalho com os nomes, de forma
significativa, usando diferentes atividades. Tempo cronológico:
exploração do calendário, do relógio, da sequência das atividades
diárias. Climatempo: condições meteorológicas: exploração da
“janelinha do tempo”.
PLANEJAMENTO DIÁRIO/RODA DE CONVERSA/RODA DE LEITURA
A ROTINA DO(A) PROFESSOR(A) ALFABETIZADOR(A)
ROTINA / ACOLHIMENTO/AJUDANTE
Como você 
divide o tempo 
em sua sala de 
aula?
Vamos criar novas 
histórias?
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A ROTINA DO(A) PROFESSOR(A) ALFABETIZADOR(A)
O trabalho com letras e palavras deverá ser feito, individualmente,
com toda a turma, possibilitando a reflexão sobre a relação
grafema/fonema pelos alunos.
SEQUÊNCIA DIDÁTICA
ATIVIDADES PERMANENTES ATIVIDADES DIVERSIFICADAS
FORMAÇÃO DA CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA
São atividades, materiais e
estratégias propostas para os
diferentes níveis em que se encontram
os alunos para desenvolver uma
determinada habilidade.
LEITURA - ESCRITA - MATEMÁTICA
HORA DA TAREFA DE CASAREVISÃO DO DIA
AVALIAÇÃO DO DIA
São situações didáticas que
pressupõe um trabalho regular,
de forma sistemática para que o
objetivo pretendido seja
alcançado.
Nesse momento revisitamos todas
as ações realizadas no dia, o que
aprenderam, o que mais gostaram e
o que deixaremos para o dia
seguinte.
Apresente o dever de casa que será
corrigido no dia seguinte, explicando o
seu passo a passo, o que permitirá a
autonomia dos alunos na sua realização.
REGISTRANDO A ROTINA
O registro da rotina, em um quadro, blocão ou outro tipo de material, faz com que o
aluno compreenda como irá transcorrer o seu tempo na escola, organizando e refletindo sobre a
rotina do seu dia.
Ele pode ser feito por meio de uma lista escrita por professores e/ou alunos, por fichas
com palavras digitadas, por meio de fotos ou desenho. Além disso, a escrita utilizada nesse registro
se torna significativa para a criança, visto que são ações vivenciadas por eles.
O que vamos fazer primeiro? Hoje é dia de Educação 
física? Tem algum aniversariante hoje?
Esse também pode ser um momento de realizar a correção da atividade
de casa do dia anterior. A correção coletiva possibilita a troca entre os alunos
ao mostrarem os diversos caminhos pelos quais tentaram realizar as suas
atividades. Utilize o quadro branco da sala como apoio para a exposição das
soluções encontradas realizando as mediações necessárias neste momento.
REGISTROS MATEMÁTICOS
Na rotina, é importante refletir e questionar sobre situações que envolvam
noções matemáticas presentes no cotidiano dos alunos, tornando o entendimento
sobre a funcionalidade da matemática mais significativo.
Trazer à tona questionamentos sobre situações vivenciadas, permite que o
aluno se desafie, investigando e levantando hipóteses sobre como solucionar o
problema.
Dependendo do questionamento, o aluno pode buscar formas coletivas e
concretas de solucioná-los. Nessa rotina alfabetizadora permeada de desafios e
reflexões, o registro matemático não é somente um número sem sentido, e sim
uma descoberta feita pela turma.
Quantas meninas vieram? Quantos alunos faltam para a turma ficar completa? A que horas 
será o recreio? Se dividirmos a turma em trios quantos trios teremos?
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CALENDÁRIO
A utilização do calendário na rotina alfabetizadora traz uma
forma de organizar acontecimentos e compromissos comuns
ao grupo, possibilitando a interpretação da série numérica,
compreendendo certas regularidades das medidas de tempo,
como dia, mês e ano.
Que dia é hoje? Em que mês estamos? Quantos 
aniversariantes temos nesse mês? Quantos dias faltam 
para a chegada da próxima estação?
Para que serve um calendário?
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CHAMADA
A chamada permite a integração da turma e traz
a ideia de pertencimento, possibilitando a construção de
grupo (turma).
Durante a rotina de chamada, este material
serve de suporte para os alunos:
- os alunos aprenderem sobre seu nome e dos seus
colegas podendo notar semelhanças e diferenças entre
os nomes;
- contar o quantitativo de alunos presentes e faltosos
ou meninos e meninas da turma;
- identificar as letras iniciais de cada nome;
- colocar os nomes em ordem alfabética e outras ações
variadas.
O nome exposto na chamada faz com que o
aluno consiga identificar uma das palavras mais
importantes para si, o seu nome, favorecendo o
processo de construção da identidade das crianças.
Quem veio hoje? Qual é o primeiro aluno da lista em ordem alfabética? Quais alunos têm o mesmo sobrenome? Com que letra 
começa seu nome? Que amigo tem o nome com a mesma letra inicial que a sua?
O(a) professor(a) pode dinamizar a hora da chamada,
realizando-a de forma lúdica. As diferentes formas de se fazer a
chamada faz com que possamos estabelecer diferentes objetivos
além de tornar tal rotina mais prazerosa. Veja dois exemplos.
“Preguicinha” 
O nome inicialmente coberto
por um papel, vai sendo
mostrado aos poucos fazendo
com que os alunos tentem
identificar o nome do colega
(ou o seu próprio) apenas por
algumas letras ou sílabas.
Seguindo Pistas
Os nomes são sorteados sem
que os alunos vejam e são
dadas dicas até que alguém
descubra. Exemplo: um nome
de menina com 5 letras cuja
letra inicial é L e termina com a
sílaba RA.
ANTÔNIO
p
u
blicd
o
m
ain
p
ictu
res.n
et
p
u
b
licd
o
m
ain
vecto
rs.o
rg
L _ _ RA... LAURA!
RODA
Podemos planejar nos momentos de roda
diversas propostas visando diferentes objetivos tais como:
ampliar a oralidade, promover reflexões, estimular debates,
estimular a leitura e interpretação de histórias ouvidas, etc.
p
ixab
ay.co
m
Roda de Leitura... Roda de Conversa... Roda de Notícias... Quantas 
rodas cabem em uma rotina alfabetizadora? Diversas!
As curiosidades dos alunos ganham espaço ativo
nas rodas de conversa. Seja sobre um tema da atualidade, uma
notícia momentânea, um acontecimento da escola ou um fato
interessante trazido por alguma criança. A Roda de Conversa
permite o debate sobre diferentes ideias e pontos de vista,
promovendo a reflexão e incentivando na busca por novas
aprendizagens, o que embasará o aluno para produzir textos
sobre os assuntos falados.
As práticas de leitura precisam estar presentes na
rotina alfabetizadora. A Roda de Leitura é o momento de o aluno
fruir sobre a leitura.
p
ixab
ay.co
m
DIAGNOSE
PARA QUÊ?
Para conhecer os alunos e 
identificar o que a criança já 
construiu e o que ainda precisa 
construir no processo inicial de 
alfabetização.
A análise da diagnose nos 
permitirá planejar atividades 
para que todos desenvolvam o 
seu processo de aprendizagem.
DURANTE QUANTO 
TEMPO?
No início do ano letivo
COMO REGISTRAR?
Através de:
✓ Observações no caderno 
de registro,
✓ Portfólio,
✓ Tabelas as habilidades já 
alcançadas.
DIAGNOSE
Professor(a)
Lembre-se de construir seu portfólio. Dessa
forma, poderá ter o registro individual,
acompanhando as etapas de aprendizagem de
cada um de seus alunos. Ao fazer uso do
portfólio, suas anotações podem ser realizadas
a cada semana, quinzena ou mês. Considere,
ainda, a validade de registrar as situações que
surgem de forma espontânea no cotidiano da
sala de aula.
Registrando os diferentes saberes de cada aluno...
ELABORANDO O PLANEJAMENTO 
PARA UMA TURMA DE ALFABETIZAÇÃO
PROCEDIMENTOS
PERGUNTAS QUE O(A) PROFESSOR(A) DEVE FAZER ANTES DE 
ELABORAR O PLANEJAMENTO
Avaliação diagnóstica para identificação do perfil da turma
• Quais são os conhecimentos que os alunos já possuem sobre a
língua escrita?
• Quais são as capacidades linguísticas dominadas pelos alunos?
• Quais grupos de alunos podem ser identificados a partir das
capacidades linguísticas e dos conhecimentos que possuem sobre
a língua escrita?
Definição de metas de aprendizagem e capacidades 
linguísticas a serem desenvolvidas.
• Quais são as metas que deverão ser estabelecidas ao longo de 
um determinado tempo de trabalho, considerando o perfil da 
turma?
Estabelecimento de formas de avaliação da aprendizagem 
dos alunos.
• Que tipo de avaliação deverá ser utilizado para verificar a
aprendizagem dos alunos?
• Como interpretar o desempenho do aluno na realização das
tarefas propostas?
• Como organizar as informações sobre a aprendizagem dos alunos
de forma a redefinir a rotina de trabalho?
CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA
O desenvolvimento da consciência fonológica facilita o processo de leitura e escrita das crianças em fase de
alfabetização. Podemos possibilitar esse processo através de jogos, brincadeiras e atividades.
NÍVEIS DE CONSCIÊNCIA
INTRASSILÁBICASILÁBICAFONÊMICA
Divisão das palavras 
em fonema individual.
Divisão das palavras 
em unidades silábicas.
Divisão das palavras em unidades
maiores que um fonema individual,
mas menores que uma sílaba
(RIMA E ALITERAÇÃO).
Aprender a ler é estar envolvido com textos, sejam escolares, jornalísticos, documentários etc. Ler não é decifrar um
código escrito ou decodificar. A leitura vai além disso, é a relação que se estabelece entre a escrita e seu sentido, sendo
necessário perceber as intenções que o texto, propõe e a correlação com outros textos, garantindo-se que seja interpretado e
não apenas pronunciado e/ou traduzido.
As principais habilidades de todo processo de escolarização consiste em ler, escrever e realizar operações
matemáticas básicas desde que tenham fundamentos da Ciência Cognitiva.
Passo 1: Cardinal,
ocorre durante a
infância, e consiste
na compreensão
básica de
quantidade; é inato.
O passo 2: Verbal, é o
momento em que se
estabelece a relação entre
a palavra falada ou escrita
com a quantidade de
objetos ou eventos.
Passo 3: Arábico, no
ensino fundamental,
consiste na relação do
símbolo numérico e sua
representação da
quantidade. O "senso
numérico", a nossa
capacidade de entender,
calcular e manipular
quantidades numéricas.
Passo 4: Ordinal,
acontece quando o
sistema métrico se
estrutura na mente de
uma forma contínua,
que aumenta
gradualmente durante
a vida escolar e
também adulta.
Os componentes curriculares de Ciências, Geografia e História em Compartilhando Saberes, têm suas habilidades
trabalhadas de forma interdisciplinar e contextualizada.
COMPARTILHANDO SABERES
Ciências Geografia História
As habilidades de Ciências do 1°
ano são importantes para a inserção
dos alunos no saber/fazer dessa
área de conhecimento. O conjunto
de habilidades está inserido em um
processo gradual de
aprofundamento. Esse contato
inicial pode estimular a curiosidade
e ajudar nas séries seguintes.
As habilidades de geografia, junto das
outras áreas, podem servir como
suporte para o processo de
alfabetização.
Estudar sobre a cidade do Rio de
Janeiro, a diversidade cultural e
debater sobre as nossa matizes sociais,
por exemplo, podem inserir as
subjetividades no processo de
aprendizagem.
Em história, temos a oportunidade
de conhecer e reconhecer as
memórias locais, os relatos orais e
como as crianças percebem as
transformações sociais dos
diferentes espaços.
Análises que podem começar pelo
núcleo familiar, pela escola,
pela comunidade em que vivem e
nas relações cotidianas.
A sala de aula constitui um espaço privilegiado de
interações em que se reproduzem as relações sociais,
onde o aluno, essencialmente, interage com o objeto de
conhecimento, com o professor e os colegas de classe.
Optar por trabalhar em cantinhos, em pequenos grupos,
possibilita que essa interação aconteça.
O trabalho diversificado possibilita que um mesmo
objeto de conhecimento possa ser trabalhado de
maneiras diferentes. O(a) professor(a) poderá organizar
sua sala de aula em pequenos grupos para tornar a aula
mais dinâmica e, principalmente, para trabalhar as
especificidades existentes. Nesse processo, podemos
importar esse olhar para as atividades remotas, que
deverão ser organizadas de maneira coerente com as
particularidades do grupo.
Ao pensarmos no ensino remoto é preciso construir
uma abordagem diferenciada para a prática. Nos
momentos de atividades síncronas o objetivo central
deve ser a interação e a manutenção dos vínculos
interpessoais. Nas atividades assíncronas é
necessário um direcionamento organizado das
atividades que serão desenvolvidas pelos alunos,
dando preferencia a instrumentos pedagógicos que
podem ser realizados com autonomia pelos discentes.
A construção de um ambiente educacional remoto,
assim como o presencial, deve partir da reorganização
curricular e dos materiais disponíveis na plataforma
RIOEDUCA. Cabe aqui destacar a importância de
encaminhar recursos pedagógicos possíveis para
cada um dos alunos.
TRABALHO DIVERSIFICADO
Seguem, abaixo, algumas sugestões de ferramentas para o ensino remoto no
formato assíncrono partindo do material RIOEDUCA e das habilidades da
reorganização curricular.
Produção de Videoaulas
Um recurso que pode ser
produzido pelo próprio
professor, mas que precisa ser
pautado em um roteiro. Nesse
roteiro deve constar a habilidade
da reorganização curricular e
uma estrutura de explicação
coerente com o formato de
ensino remoto, com explicações
simples, utilização de exemplos e
inserção do cotidiano discente.
Produção de podcasts
Os podcasts, ou audioaulas são
interessantes por facilitar a
contação de umahistória e a
orientação para o aluno fazer
uma atividade do material
impresso. O professor precisa
estar em um ambiente
silencioso, partir de um roteiro e
não prolongar a sua explicação.
Esse recurso possui uma
facilidade de envio para a turma.
Textos e atividades digitais
Outro recurso interessante é a
utilização de formulários, slides,
atividades no formato de arquivo
pdf e até de word. Esses
documentos digitais fazem parte
de um conjunto de ferramentas
que otimizam a aprendizagem e
pode estimular a construção do
conhecimento de forma lúdica.
Cabe observar a turma e
perceber qual deles é melhor.
FERRAMENTAS PARA O ENSINO REMOTO
Neste ano letivo precisamos repensar a organização da sala de
aula. Para isso precisamos considerar alguns pontos:
A segurança dos alunos e dos profissionais da educação.
A disposição das cadeiras e a organização da sala de aula deve
respeitar um distanciamento seguro.
O estímulo a novas formas de interação.
Será necessário compreender os limites da interação física e o respeito
ao espaço individual. Você pode criar novas formas de interação com
seus alunos, como saudações e comunicações verbais e não-verbais.
A construção de cartazes informativos.
Neste momento, além dos cartazes habituais da sala de aula se faz
necessário a construção de recursos que explicam sobre as regras de
distanciamento e das novas formas de convivência em sala de aula.
A organização da sala de aula não é
fixa. Os espaços e disposição do
mobiliário podem ser modificados de
acordo com a proposta a ser feita. É
importante que a funcionalidade do
material da sala seja explicado ao
aluno, para que ele compreenda o
significado dos recursos espalhados
pelo ambiente.
m
o
ju
.p
a
.g
o
v
.b
r
ORGANIZAÇÃO DA SALA DE AULA
Professor mediador
Faz o mapeamento das 
aprendizagens dos 
alunos
Estimula a autonomia do 
pensamento e da ação.
Favorece a postura 
reflexiva e investigativa.
Contextualiza as 
habilidades e os 
conteúdos.
Pensa a avaliação como 
processo.
Entende os contextos 
sociais e a viabilidade de 
atividades para o 
remoto e presencial.
O DOCENTE MEDIADOR
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A compreensão dos espaços 
diversificados, respeitando a 
diversidade social dos 
alunos.
A orientação para interação 
com as pessoas da casa e o 
convite constante para a 
mediação dos adultos 
quando possível.
A separação de um 
ambiente propício a 
aprendizagem: estímulo a 
compreensão e a 
concentração.
A adequação das atividades 
aos espaços dos alunos. 
Entender que as residências 
são espaços de ampliação da 
sala de aula.
A construção dos espaços de estudos dos
alunos deve ser estimulado no primeiro
contato do ensino remoto. Mas, devemos
respeitar a diversidade social compreendendo
que não existe um único modelo possível para
centralizar o formato dessa organização. Como
estratégia, podemos convidar os familiares
para participar deste processo.
Na conversa com a família é possível criar
alguns combinados e seria interessante até, o
envio de alguns instrumentos de suporte como
o alfabetário, numerário e outros.
Outra é a apresentação dos recursos físicos
entregues aos alunos. aos responsáveis.
Apresentar o material e sugerir algumas
intervenções.
O ESPAÇO DE ESTUDO DOS ALUNOS
A exposição das produções dos alunos e das práticas docentes, seja por meio de fotos, desenhos e/ou escritas,
valoriza os diferentes saberes construídos. Os registros expostos nas paredes e murais faz com que os alunos
sintam-se autores das suas aprendizagens e pertencentes a esse espaço alfabetizador. Separar um espaço na
organização da sala para expor as produções realizadas é uma forma de valorizar o protagonismo infantil e as
práticas docentes.
Pensando nas estratégias de registro para o ensino remoto, temos:
a) a produção de vídeos e slides com os trabalhos dos alunos ou até mesmo de sua autoria;
b) a criação de um banco de dados, no formado de drive, em que os trabalhos estejam expostos para consulta e
registro;
c) A utilização de ferramentas como o Sway para apresentar um portifólio digital das produções discentes.
PRODUÇÃO DOS ALUNOS
1. Partir das 
habilidades da 
reorganização 
curricular.
2. Utilizar como 
ponto de partida 
os materiais 
impressos do 
RIOEDUCA.
3. Construir um 
roteiro 
sistematizado 
para a gravação.
4. Adequar a 
linguagem a 
turma e inserir 
nos vídeos as 
possíveis 
mediações da 
família.
As videoaulas são recursos importante para as atividades assíncronas, o professor
pode apresentar um conteúdo de maneira sistematizada, ampliar os conteúdos
presentes nos materiais do aluno e potencializar as atividades síncronas. Para isso,
será necessário a construção de um roteiro sistematizado que oriente a gravação e
organize a narrativa apresentada no decorrer do vídeo.
Na ilustração abaixo apresentamos um percurso possível para a produção das videoaulas.
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Construir uma estratégia de acolhimento 
do aluno – Saudações e apresentação da 
data.
Utilizar a reorganização e as atividades do material 
impresso do Rioeduca – fazer explicações e ampliações.
Ampliar um tema presente no material, 
seja pela apresentação de outros textos e 
recursos culturais.
Fazer a contação de uma história, 
ensinar uma cantiga ou apresentar 
outros recursos com o objetivo de 
facilitar a leitura.
Repetir mais de uma vez a mesma 
informação e apresentar um resumo dos 
conteúdos ao final de sua fala.
Inserir os alunos na audioaula, 
estimulando a observação de 
seus ambiente e a ampliação por 
meio de pesquisas.
PRODUÇÃO DE PODCASTS
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O roteiro ao lado é um
modelo de planejamento
para as aulas assíncronas
que serão enviadas para os
alunos. Cabe destacar que
podem ser feitas
adaptações, modificações
coerentes com a realidade
da turma. Ao terminar o
planejamento verifique na
viabilidade das ferramentas.
Roteiro para aula assíncronas: ( ) Videoaula ( )Podcast/Audioaula
Habilidade a ser desenvolvida:___________________________________________________________________
Recursos necessários:_________________________________________________________________________
Atividade Descrição Duração
1. Acolhimento: neste
momento você faz
uma ambientação dos
alunos, começa
falando da data e faz
saudações.
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
______
______
______
______
2. Retomadas:
aproveite essa etapa
para retomar algum
conteúdo anterior e
observar se ainda
existem dúvidas.
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
______
______
______
______
3. Apresentação do
conteúdo: introduza o
novo conteúdo de
maneira
sistematizada.
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
______
______
______
______
4. Considerações
finais: apresente uma
resumo dos temas e
conteúdos das aulas e
revise para reforçar a
habilidade trabalhada.
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
______
______
______
______
A CONSTRUÇÃO DE ROTEIRO PARA AULAS ASSÍNCRONAS
Rotina docente
RECURSOS 
DIDÁTICOS
REUNIÕES DE 
EQUIPE REMOTAS 
OU PRESENCIAIS
PESQUISAS 
SOBRE RECURSOS
ORGANIZAÇÃO DA 
SALA DE AULA
LEITURA DO 
MANUAL SUGESTÕES 
METODOLÓGICAS
FORMAÇÃO 
CONTINUADA
PLANEJAMENTO
PARTICIPAÇÃO NA 
CONSTRUÇÃO DO PROJETO 
POLÍTICO PEDAGÓGICO DA 
ESCOLA
REGISTRO E ANÁLISE 
DAS AVALIAÇÕES.
ROTINA 
DOCENTE
Na Rotina Alfabetizadora, o(a)
professor(a) também deve ter sua
própria rotina, com hábitos que o
auxiliarão no planejamento e prática
das atividades educativas.
Veja, ao lado, um esquemaque
podemos percorrer em nossa
rotina docente. Buscando
planejar atividades
significativas de acordo com o
perfil da turma, ampliando os
temas sempre que possível!
Neste momento precisamos adaptar a rotina docente para dois momentos: aulas presenciais e aula remotas. Cabe
destacar que o professor precisa criar uma ambiência segura e um ciclo de atividades que possibilite a construção de
rotinas diferenciadas para cada um desses ambientes.
Rotina discente
Estímulo a curiosidade 
Introdução de atividades que fomentem a 
construção do pensamento científico.
Pela utilização de materiais e recursos que 
levam os alunos a ampliar seu universo leitor.
Firmar uma rotina
Uma estrutura que apresente uma narrativa 
didática.
Apresentação das metas diárias de atividades 
e conteúdos a serem trabalhos
Estimular a oralidade
Por meio de atividades como roda de 
conversa.
Ou na construção de chats e outros canais de 
comunicação
Minha avó ajuda em meus 
estudos. Juntos pensamos 
sobre o universo e 
aprendemos muito.
Primeiro eu brinco com 
meu gato, depois eu espero 
minha tia chegar em casa 
para estudar comigo.
Página 5 Página 6
.
HABILIDADES DA REORGANIZAÇÃO CURRICULAR
HABILIDADE(S): Reconhecer e nomear as letras do alfabeto a partir do próprio 
nome e dos nomes dos colegas de turma .
SUGESTÕES METODOLÓGICAS
(Língua Portuguesa – Leitura – Oralidade - Escrita)
/w
w
w
.p
u
b
licd
o
m
ain
p
ictu
res.n
et
Os nomes próprios são as palavras mais próximas da identidade dos seres
humanos, por isso o nome de cada um é significativo e pode ser um dos
primeiros repertórios de letras e referência para outras escritas.
▪ Ajude sua turma a perceber o que
está sendo comunicado no material
didático, lendo e interpretando as
imagens.
▪ na segunda leitura do poema feita por
você poesia, professor, desafie as
crianças a trocar algumas palavras, do
poema oralmente.
▪ Algumas perguntas para trabalhar com nome e com sobrenome:
▪ Todo mundo tem nome?
▪ Quem escolhe nossos nomes?
▪ É importante saber escrever o seu próprio nome? Por quê?
▪ Quem sabe escrever o nome?
▪ Como aprendeu a escrever seu nome?
▪ você sabe o seu sobrenome?
▪ De acordo com o texto, quem tem sobrenome e por quê?
CRACHÁ DE MESA
OU
TELHADINHO
• Confecção e exploração de um crachá de mesa ou
telhadinho para uso diário, confeccionado em um retângulo
de cartolina, de um lado o primeiro nome do aluno. Do
outro lado, o nome completo, com nome e sobrenome,
com letras de imprensa maiúsculas.
FOLHA COM NOME
▪ Folha branca, na horizontal, com o primeiro
nome do aluno na parte superior e a parte
de baixo em branco para que o aluno possa
realizar atividades. Colocar em saco
plástico ou plastificar para garantir
durabilidade.
Possibilidades:
- montar seu nome com letras de plástico,
com massinha
- contar letras
- marcar vogais e consoantes com
bolinhas.
JOSÉ
ANA PEDRO MÁRCIO
p
ixab
ay.co
m
p
ixab
ay.co
m
➢ Confecção de uma tabela com todos os
nomes dos alunos da sala fora da ordem
alfabética, inclua também os nomes de
todos os professores.
Possibilidades:
- identificar seu nome, nome do
professor e do colega.
- recortar e separar os nomes a partir
de critérios dados (primeira letra, última
letra, meninos/meninas, nº de letras etc.
- bingo
TABELA DOS NOMES
p
o
rta
ld
o
p
ro
fe
s
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o
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o
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p
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o
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e
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o
v
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r
TRABALHANDO COM NOME: MINHA IDENTIDADE.
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=55180
▪ OUTRAS SUGESTÕES:
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=55180
Página 7
HABILIDADES DA REORGANIZAÇÃO CURRICULAR
HABILIDADE(S): Identificar sílabas de palavras lidas em atividades com diferentes gêneros 
textuais. 
SUGESTÕES METODOLÓGICAS
(Língua Portuguesa – Leitura – Oralidade – Escrita)
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w
w
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u
b
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o
m
ain
p
ictu
res.n
et
A consciência fonológica envolve atividades que desenvolvem a percepção das
relações entre letras, sílabas e fonemas, as repetições destes em diferentes
palavras, as manipulações e percepções dos sons da nossa língua nas
regularidades, chegando até a refletir sobre o funcionamento das palavras escritas.
p
ixab
ay.co
m
Página 8
▪ Criação de álbum da turma sobre o Rio de Janeiro:
▪ lugares, palavras relacionadas a cidade, outras
palavras com R, etc.
Perceba nestas atividades se todos os seus alunos
conseguem fazer o som do R ao falar.
▪ Lista de palavras com R com os desenhos feitos
pelos alunos.
▪ Pesquisa de palavras em jornais e revistas que
começam com R.
Importante: o aluno deve perceber que a mudança
de uma letra muda a palavra.
Página 19
HABILIDADES DA REORGANIZAÇÃO CURRICULAR
HABILIDADE(S): Identificar relações fonema/grafema em diferentes textos, reconhecendo 
que alterações na escrita dos grafemas provocam alterações na composição e significado da 
palavra. 
SUGESTÕES METODOLÓGICAS
(Língua Portuguesa – Leitura)
/w
w
w
.p
u
b
licd
o
m
ain
p
ictu
res.n
et
“Reconhecendo que a consciência fonológica é uma condição necessária, mas não
suficiente para uma criança se alfabetizar, consideramos essencial criar situações por meio
das quais nossos alunos possam refletir sobre as formas orais e escritas das palavras. Elas
envolvem as capacidades de partir palavras em sílabas, comparar palavras quanto ao
tamanho, e comparar palavras quanto a semelhanças sonoras (de suas sílabas, rimas ou
fonemas iniciais).” [...]
BRASIL. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. Pacto Nacional 
pela Alfabetização na Idade Certa: a aprendizagem do sistema de escrita alfabética. Brasília: MEC, SEB, 2012, p. 29.
▪ Continue a brincar de rima, incluindo os nomes dos alunos. Registre pelo menos uma palavra que
rima para cada nome.
▪ Volte nos textos anteriores (Cidade Maravilhosa e Parabéns pra você) e desafie os alunos a
acharem as palavras que rimam a partir da sua leitura.
Página 10
O conceito de número é uma operação mental e precisa ser construída em quatro
aspectos: classificação, ordenação, correspondência e numeração.
O aluno(a) entende o que significa a quantidade cinco, 5, V ou / / / / / se não
considerar a questão espacial como uma variável para a contagem de elementos,
conforme ilustrado no exemplo abaixo.
HABILIDADES DA REORGANIZAÇÃO CURRICULAR
HABILIDADE(S): Identificar relações fonema/grafema em diferentes textos,
reconhecendo que alterações na escrita dos grafemas provocam alterações na
composição e significado da palavra.
SUGESTÕES METODOLÓGICAS
(Matemática)
/w
w
w
.p
u
b
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o
m
ain
p
ictu
res.n
et
p
ixab
ay.co
m
Página 13
Como podemos achar que uma
criança tem o conceito de números
só pelo fato de contar ou pelo fato
de desenhar os numerais, se ainda
acreditam que se separarmos as
filas, a quantidade aumenta?
Precisamos também conhecer o seu antecessor e sucessor, na construção da noção de
número. Conjuntos têm o mesmo número de elementos quando podemos relacioná-los 1 a 1,
independentemente de como estão distribuídos espacialmente.
Meu aluno (a) sabe contar até 20 quando:
- Monta 2 conjuntos com 24 elementos, um de borrachas e outro de carrinhos e garante que
os 2 têm a mesma quantidade;
- Sabe que o 35 vem antes do 36 e que 37 vem depois;
- Sabe distinguir quando lhe solicitam 10 canetas ou quando identifica a décima folha de papel.
▪ Contagem com tampinhas:
Solicite aos alunos que levem tampinhas e com elas proponha as seguintes atividades:
- contagem e anotação das quantidades que receberam de cada cor e a quantidade total;
- Comparação; se possuem mais de uma cor do que de outra, se conseguiram a mesma quantidade para duas ou mais cores e
qual a cor que possui menor quantidade de tampas;
- cálculo total de tampinhas obtidas pela turma;
- separação das tampinhas por cor, organizando-as em ordem crescente e/ou decrescente de quantidades.
▪ Jogos de agrupamento com os próprios alunos como elementos(Nunca 2, Nunca 3, Nunca 10, por exemplo).
▪ Decomposição de números utilizando objetos de contagem ou com réguas de
Cuisenaire (fazer o muro sobrepondo as peças).
Exemplo: o 7 pode ser representado por 6 e 1, 2 e 5, 3 e 4, 4 e 3, 5 e 2 e 6 e 1.
▪ Bingo numérico
- Combine e revise com seus alunos as regras de um bingo
- Se possível utilize para o bingo com os números tamanho grande.
OUTRAS SUGESTÕES:
MATERIAL CUISENAIRE
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.ht
ml?aula=3570
COMO TRABALHAR OS NÚMEROS 
DE 1 A 10 COM A PARLENDA "A 
GALINHA DO VIZINHO"
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.ht
ml?aula=36769
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=3570
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=36769
Página 12
Nesta página o interessante é criar uma relação entre as percepções sobre o corpo
desenvolvidas durante a infância. Podemos estimular os alunos a identificarem
oralmente as diferentes partes de seu corpo.
HABILIDADES DA REORGANIZAÇÃO CURRICULAR
HABILIDADE(S): Identificar, em esquemas, imagens e/ou em modelos do corpo humano, as 
partes que formam seu corpo (cabeça, tronco e membros). 
SUGESTÕES METODOLÓGICAS
(Ciências)
/w
w
w
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u
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licd
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ictu
res.n
et
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ixab
ay.co
m
▪ Montar um mural com as diferentes fases da vida,
utilizando as fotos e imagens que cada aluno
disponibilizou.
• Completar com desenhos de partes do corpo,
figuras tiradas de revistas.
• Fazer um molde do corpo humano com um aluno(a)
deitado(a) em cima da folha e enumerar as partes
do corpo.
▪ Solicitar que tragam fotos de outras idades ou figuras de
jornais e revistas de pessoas em diferentes períodos da
vida.
▪ Roda de conversa sobre as modificações ocorridas no
corpo humano (queda dos dentes de leite, nascimento da
dentição definitiva, peso, altura...) e as atividades e
possibilidades da vida em cada fase.
▪ OUTRAS SUGESTÕES:
Identificando as partes do corpo
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=19258
MIRE A CÂMERA DO
SEU CELULAR NO
QR CODE E OUÇA A CANÇÃO.
• Aproveite e dance muito com a sua turma
• Crie um mural com as partes do corpo
citadas na música
Título: Meu Corpo
Autor: Lisa Bullard
Editora: Hedra
www.canva.com
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=19258
Nesta página é possível articular essa aprendizagem com o cotidiano dos alunos, para
que eles possam perceber as operações matemáticas em seu cotexto.
HABILIDADES DA REORGANIZAÇÃO CURRICULAR
HABILIDADE(S): Resolver problemas de adição, envolvendo números de até dois
algarismos, com os significados de juntar, acrescentar, com o suporte de imagem e/ou
material manipulável, utilizando estratégias e formas de registro pessoais.
SUGESTÕES METODOLÓGICAS
(Matemática)
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▪ Criação de outras situações problemas a partir
das sugestões das crianças e com registro no
caderno.
▪ Chamar atenção dos alunos sobre as diversas
possibilidades para se ter o número 9
▪ Possibilite que as crianças criem seus próprios
problemas desenhando e brincando com o 9 e
outros números.
ALICE E CARLOS 
BRINCAVAM COM
GANHARAM MAIS FICARAM COM
Página 16
Convide o seu aluno(a) a dialogar com os textos e procurar a construção dialógicas com as
suas vidas.
HABILIDADES DA REORGANIZAÇÃO CURRICULAR
HABILIDADE(S): Ler e explorar textos verbais, não verbais e multimodais que circulam no
espaço escolar.
SUGESTÕES METODOLÓGICAS
(Língua portuguesa)
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▪ Criação de um vocabulário coletivo das palavras
desconhecidas da história.
▪ Criação de novo final para a história trabalhada.
▪ Divisão da história em cenas para que os alunos
individualmente ou em duplas possam desenhar.
▪ Construção de uma caçada de palavras no interior do
texto. Os alunos podem fazer uma lista de palavras do
textos e brincar de localizar no decorrer do texto.
▪ Criação de um vocabulário coletivo das palavras
desconhecidas da história.
▪ Criação de novo final para a história trabalhada.
▪ Divisão da história em cenas para que os alunos
individualmente ou em duplas possam desenhar.
▪ Ilustração coletiva da história reforçando a estrutura do
texto. Nesse momento a turma pode ser dividida em
diferentes grupos.
Página 30
A atividade requer uma contextualização prévia, reflexão sobre o momento em que as
crianças estão: atividades presenciais ou remotas? A condução da leitura pode estimular uma
oportunidade de reforçar a socialização presente nesta etapa da escolarização.
HABILIDADES DA REORGANIZAÇÃO CURRICULAR
HABILIDADE(S): Ler e explorar textos verbais, não verbais e multimodais que circulam no
espaço escolar.
SUGESTÕES METODOLÓGICAS
(Língua Portuguesa)
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▪ Roda de conversa para os alunos explicitem o que compreenderam.
▪ Busca de palavras no poema a partir de alguns comandos.
Exemplos: pintar palavras que comecem com letras que já foram trabalhadas.
Envolver palavras que possuem a letra que já foram trabalhadas.
Riscar palavras que têm a primeira letra do nome do aluno, da professora etc.
▪ Arrumação dos versos, de determinadas estrofes do poema. (inicialmente de
forma coletiva).
Veja o exemplo ao lado.
TODO DIA NA ESCOLA,
O PROFESSOR, A PROFESSORA,
A GENTE APRENDE E BRINCA MUITO
COM DESENHO, TINTA E COLA
Página 60
O domínio da lateralidade, ou seja, a percepção das relações direita/esquerda,
frente/atrás, em cima/embaixo, varia de acordo com o ponto de vista de quem
observa ou conforme uma determinada referência, é o primeiro passo para a
construção das relações espaciais.
HABILIDADES DA REORGANIZAÇÃO CURRICULAR
HABILIDADE(S): Estabelecer relações de tamanho, forma e posição (inclusive lateralidade),
descrevendo oralmente suas percepções.
SUGESTÕES METODOLÓGICAS
(Matemática)
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1- A construção dessas noções pela criança tem como ponto
de partida o próprio corpo (a sua direita e sua esquerda).
2- Mais tarde, em um processo gradativo de
descentralização, considera a esquerda e a direita de pessoas
à sua frente.
3- Finalmente considera o posicionamento dos objetos em
relação uns aos outros, a ela própria ou a outras pessoas.
Sugestões de perguntas:
- Se eu estiver de frente para meu amigo, a mão direita dele está
do mesmo lado que a minha?
- E se ele estiver de costas para mim?
- Se eu olhar para o espelho, a mão direita da minha imagem está
do mesmo lado que a minha?
Adaptado de http://www.cdcc.usp.br/maomassa/cartografia.htm
SUGESTÕES DE LEITURA COMPLEMENTARES
ALFABETIZAÇÕES NUMA PERSPECTIVA
DISCURSIVA: SÓ O PLURAL PODE SER
SINGULAR, de autoria da professora
LUDMILA THOMÉ DE ANDRADE. INFÂNCIA EM AFROPERSPECTIVA:
ARTICULAÇÕES ENTRE SANKOFA,
NDAW E TERRIXISTIR, de autoria
do professor Renato Noguera.
A IMPORTÂNCIA DO ATO DE LER, de
autoria do Paulo Freire.
Material do Pró-Letramento
de matemática do Ministério
da educação.
APPLE, M. A luta pela democracia na educação crítica. N.4, Vol.1, p. 894-926. São Paulo: Revista e-curriculum, 2017. Disponível em:
https://revistas.pucsp.br/index.php/curriculum/article/view/35530. Acesso em: 23 de fevereiro de 2021.
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2017.
______. Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
FERRAZ, Ana Paula do Carmo Marcheti; BELHOT, Renato Vairo. Taxonomia de Bloom: revisão teórica e apresentação das adequações do
instrumento para definição de objetivos instrucionais. Vol.17, n.2 , pp.421-431. Gest. Prod. [online], 2010. Disponível em:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-530X2010000200015&lng=en&nrm=iso. Acesso em: 23 de fevereiro de 2021.
GERALDI, João Wanderley. Portos de passagem. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1997.
HERNÁNDEZ, F. Transgressão emudança na educação. Porto Alegre: Artmed, 1998.
HOFFMANN, Jussara Maria Lerch. Avaliar: respeitar primeiro, educar depois. Porto Alegre, RS: Mediação, 2008.
STRECK, D. Qual Conhecimento que importa? N.3, V.12, p.8-24. Rio Grande do Sul: Revista Currículo sem Fronteiras. Disponível em:
http://www.curriculosemfronteiras.org/vol12iss3articles/streck.pdf. Acesso em: 23 de Fevereiro de 2021.
RIO DE JANEIRO. Secretaria Municipal de Educação, Currículo Carioca, 2020.
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO. Dispõe sobre a matriz curricular das unidades escolares da rede pública de ensino da cidade do Rio de
Janeiro, e dá outras providências. Resolução SME nº 246, de 02 de fevereiro de 2021.
SMOLKA, A. L. B. A criança na fase inicial da escrita: a alfabetização como processo discursivo. São Paulo: Cortez, 2012.
ANTUNES, Irandé. Aula de Português: encontro e interação. São Paulo: Parábola Editorial, 2003.
BRASIL. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: a
aprendizagem do sistema de escrita alfabética: ano 1: unidade 3. Brasília: MEC, SEB, 2012.
__________. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: ludicidade
na sala de aula: ano 1: unidade 4. Brasília: MEC, SEB, 2012.
REFERÊNCIAS
https://revistas.pucsp.br/index.php/curriculum/article/view/35530
http://www.curriculosemfronteiras.org/vol12iss3articles/streck.pdf
___________. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. Caderno 02. Quantificação, registros e agrupamentos. MEC/SEB. Brasília, 2014.
__________. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. Caderno 04. Operações na resolução de problemas. MEC/SEB. Brasília, 2014.
PADILHA, Heloísa. Com que letra eu vou? Limpeza de textos na escola. Rio de Janeiro: Linha Mestra, 2005.
RIO DE JANEIRO. Secretaria Municipal de Educação. Subsecretaria de Ensino. Coordenadoria de Ensino. A língua escrita nos anos iniciais do ensino
fundamental. Rio de Janeiro: 2014.
_____________. Secretaria Municipal de Educação. Subsecretaria de Ensino. Gerência do Ensino Fundamental. Caderno 1ºano Professor. Rio de
Janeiro: 2018.
_____________. Secretaria Municipal de Educação. Subsecretaria de Ensino. Currículo Carioca. Rio de Janeiro: 2020.
SOLÉ, I. Estratégias de leitura. Trad. Claudia Schilling. 6. ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.
VASCONCELLOS, Celso dos S. Planejamento: Projeto de Ensino-Aprendizagem e Projeto Político-Pedagógico. São Paulo: Libertad-1, 2000.
REFERÊNCIAS
CONTATOS E/SUBE
Telefones: 2293-3635 / 2976-2558
cefsme@rioeduca.net
EDUARDO PAES
PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO
RENAN FERREIRINHA CARNEIRO
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
TERESA COZETTI PONTUAL PEREIRA
SUBSECRETARIA DE ENSINO
MICHELE VALADÃO VERMELHO ALMEIDA
RENATA SURAIDE SILVA DA CUNHA BRANCO
DANIELLE GONZÁLEZ
COORDENADORIA DE ENSINO FUNDAMENTAL
SAMANTA DOS SANTOS ALVES
GERÊNCIA DE ANOS INICIAIS
EDNA MONTEIRO DOS SANTOS
MARIA DO CARMO MICHILES
RICARDO LUIZ DA SILVA FERNANDES 
SAMANTA DOS SANTOS ALVES
ELABORAÇAO
CRISTINA VARANDAS RUBIM
REVISÃO ORTOGRÁFICA
DOUGLAS NEVES
DIAGRAMAÇÃO E DESIGN

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