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No Brasil, o acidente por animal peçonhento mais comum é o acidente escorpiônico pelo escorpião amarelo. • Meses quentes e chuvosos: favorecimento da disseminação Botrópico Introdução Quadro clínico Tratamento Hiperativação do sistema nervoso autonômico: efeitos simpáticos e parassimpáticos Dor, parestesia, eritema e sudorese localizada • Adultos: quadro em geral mais benigno e restrito a local da picada • Crianças: Mais propensas a quadro grave (confusão mental, hipertensão ou hipotensão arterial, sialorreia, arritmias, EAP, choque) Quadro local: • Dor intensa no local da picada - Administrar analgésicos e bloqueio anestésico local (geralmente, lidocaína sem vasoconstritor) Tratamento com soro → apenas acidentes moderados ou graves • Soro Antiescorpiônico (SAEsc) ou Soro antiaracnídico (SAA) IV: formas moderadas (2 a 3 ampolas) e formas graves (4 a 6 ampolas) Bradicardia sinusal associada a baixo débito cardíaco e BAVT: Atropina 0,01 a 0,02mg/kg Crotálico LaquéticoElápídico Quadro clínico → efeito do veneno: proteolítico + coagulante/hemorrágico • Local: edema endurado, dor, equimose e sangramento local, bolhas, necrose, abscesso, chegando até síndrome compartimental e amputação • Sistêmico: gengivorragia, epistaxe, hematêmese e hermatúria, hipotensão, IRA pré-renal Tratamento • Suporte, repouso e elevação do membro afetado • Soro Antibotrópico (SAB) ou do Soro Antibotrópico-Laquético (SABL) Introdução • Segundo tipo de acidente mais comum • Sugestivo de cobra peçonhenta: fosseta loral (exceto coral verdadeira) e presas proeminentes • Sempre administrar soro antiofídico (independente da gravidade) • Há 4 principais tipos de cobras peçonhentas: - Bothrops (acidente botrópico - por jararaca) - Crotalus ou Caudlsona (acidente crotálico - por cascavel) - Lachesis (acidente laquético-por surucucu) - Micrurus (acidente elapídico por cobra-coral-verdadeira) Quadro clínico: efeitos neurotóxico, miotóxico e coagulante. Efeitos locais são discretos (diferenciando do acidente botrópico e laquético) • Local: discretos Tratamento • Soro Anticrotálico (SAC) 5 a 20 ampolas • Prevenção de IRA: - Hidratação vigorosa com salina isotônica - Manitol para diurese osmótica - Bicarbonato para alcalinizar a urina (pH urinário > 6,5), pois isso ameniza a lesão tubular renal acarretada pela mioglobina - Correção dos distúrbios hidroeletrolíticos Quadro clínico: efeito do veneno: proteolítico, coagulante, hemorrágico e neurotóxico. Quadro semelhante ao botrópico, porém no acidente laquético há alterações vagais • Local: reação inflamatória intensa → edema, bolhas, eritema, dor, hemorragia local • Sistêmico: estimulação vagal, hipotensão, tontura, esquecimento, bradicardia, náuseas Tratamento • Soro Antibotrópico-Laquético – 5-20 ampolas Quadro clínico → veneno impede ação de acetilcolina na junção neuromuscular. Quadro semelhante ao do acidente crotálico. • Local: discretos (dor leve + parestesias) • Sistêmico: vômitos, fraqueza muscular progressiva com ptose palpebral, oftalmoplegia e presença de fácies miastênica, dificuldade para deglutição. - Complicação temida: paralisa flácida de musculatura respiratória (risco de apneia) Tratamento • Soro antielapídico – 10 ampolas • Anticolinesterásicos (aumento de ação de acetilcolina): neostigmina Loxosceles (aranha-marrom) Phoneutria (aranha-armadeira) Quadro clínico: formas: • Cutânea (99%): - Locais: Dor, edema endurado e eritema; placa marmórea (eritema entremeado com áreas pálidas); necrose; - Sistêmicos: astenia, cefaleia, mialgia, rash, febre, diarreia, visão turva, obnubilação, coma • Cutâneo-visceral ou hemolítica (1%): hemólise intravascular (anemia, icterícia e hemoglobinúria) - Causa principal de morte: CIVD Tratamento • Soroterapia antiaracnídea (SAA) está indicada em casos moderados e graves. Não é necessário nos casos leves • Tratamento da dor Tratamento • Soroterapia (SALox-Soro Antiloxoscélico): Quadros moderados e graves (leves não precisa) • Corticoide (formas cutâneas moderada e grave) para reação inflamatória • Tratamento de suporte (hidratação, analgesia) Quadro clínico: Despolarização de neurônio sensitivo, motor e simpático → dor • Local: dor de início imediato, edema, eritema, parestesias e sudorese no local da picada • Sistêmico: sudorese, tremores, convulsões, taquicardia, arritmias, distúrbios visuais e até o choque PARACETAMOL • Descontaminação: Carvão ativado nas primeiras 4 horas • Antídoto: N-acetilcisteínas (ideal até as primeiras 8 horas) ANTIDEPRESSIVOS CÍCLICOS • Não use fisostigmina ou agentes antiarrítmicos de classe 1A/1C • Carvão ativado: até 2 horas da ingestão INTOXICAÇÃO DIGITÁLICA • Descontaminação: Carvão Ativado • Antídoto: Fab Anti-Digoxina • Suporte Clinico: Lembrar do ABCDE − Via aérea e Hemodinâmica • Prevenção da absorção do fármaco: Carvão ativado, Lavagem gástrica, Intoxicação cutânea: lavagem local, Administração de antídotos • Aumento da eliminação do fármaco − Alcalinização urinária (barbituricos, salicilatos) − Remoção extracorpórea (ex. hemodiálise) Intoxicações específicas Manejo Inicial Slide 1