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DECOLONIALIDADE
PESQUISAS DECOLONIAIS: EM VISTA DE PRÁXIS CIENTÍFICAS “OUTRAS” EM EDUCAÇÃO
DISCIPLINA: PESQUISA EM EDUCAÇÃO
Profs: VilmarAlves Pereira
Loriege Pessoa Bitencourt
MESTRANDAS: 
DENISE DOS SANTOS BEZERRA MEDEIRO
ELIARA SOUSA DIAS
ELIDA REZENDE DO AMARAL
SONIA DOS REIS CARVALHO
ESTADO DE MATO GROSSO
SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA
UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO
PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO
MESTRADO EM EDUCAÇÃO. 
AUTOR 
DOUTOR EM EDUCAÇÃO.
DOCENTE ADJUNTO DO CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO DO CAMPO (CAMPUS MAZAGÃO).
TAMBÉM ATUANDO NO CURSO DE GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA E ESPECIALIZAÇÃO EM POLÍTICA EDUCACIONAL, DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAPÁ (UNIFAP). 
ALDER DE SOUSA DIAS
 PESQUISAS DECOLONIAIS: ELEMENTOS TEÓRICOS EM VISTA DA CONSTRUÇÃO DE PRÁXIS CIENTÍFICAS “OUTRAS” EM SE TRATANDO DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA EM EDUCAÇÃO.
“Nós”
Acúmulo existencial, afetivo, espiritual e laboral.
Permite expressar o que queremos com fundamentação teórica e rigor argumentativo,
Moderno-colonial
Redação neutra, impessoal e cientificista.
Condiciona o nosso que fazer.
ATOS TRANSGRESSORES CIENTIFÍCO-DECOLONIAIS
LUGAR DE FALA
OPÇÃO PRAXIOLÓGICA
NÓS
Sentido de uma práxis sentipensante falsbordiana, denominado de diálogo-conversa. Onde um intelectual sentipensante orienta-se pela somatória de uma razão rigorosa e crítica e de um vínculo orgânico, participativo e afetivo com as comunidades populares.
Se refere ao estudo da conduta humana com objetivo de entender as causas e as consequências das ações do indivíduo.
Indivíduos com alteridades negadas pelo sistema-mundo moderno-colonial, com quem dialogamos-conversamos.
Trata-se de um lugares periférico, situado nas Amazônias amapaense e paraense e em duas universidades públicas possivelmente vistas como inferiores a muitos “olhos” acadêmicos.
Práxis no Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação, Infância e Filosofia nas Amazônias (Gepeif), na Rede de Pesquisa sobre Pedagogias Decoloniais na Amazônia (RPPDA) e Participação dialógica em eventos científicos.
Referenciais bibliográficos a partir dos quais situamos o debate sobre as pesquisas decoloniais e formamos uma base argumentativa (DUSSEL, 1993; 2000; 2012; 2020; MIGNOLO, 2007; 2008; 2014; QUIJANO, 2010) e uma tese de doutorado (DIAS, 2021).
Sínteses reflexivas provenientes de Diálogos-conversa
ORGANIZAÇÃO
01
02
03
UMA COMPREENSÃO PANORÂMICA SOBRE O GIRO DECOLONIAL EM QUATRO ideias-chave
PESQUISAS DECOLONIAIS: UMA DEFINIÇÃO CONCEITUAL EM PERMANENTE
estado de desprendimento e abertura
EM VISTA DE CONSONÂNCIAS E ABRANGÊNCIAS TEÓRICAS E DE OUTROS
elementos categoriais para pesquisas “outras”
1492 - momento central do giro decolonial - quando Cristóvão Colombo chegou às terras que mais tarde seriam chamadas de América.
 
Isso marca a mudança de perspectiva da Europa, que passou de uma cultura periférica a um centro de poder.
Estabelecendo o colonialismo como sistema econômico-político e promovendo a modernidade etnocêntrica.
MARCO CRONOLÓGICO 
UMA COMPREENSÃO PANORÂMICA SOBRE O GIRO DECOLONIAL EM QUATRO IDEIAS-CHAVE
MODERNIDADE
A modernidade é apresentada em dois sentidos: como um esforço crítico e racional para o desenvolvimento humano e como um mito que justifica a violência contra os não europeus
GIRO DECOLONIAL
COLONIALIDADE: 
Mantém hierarquias sobre povos dominados e sustenta a classificação étnica/racial do sistema-mundo.
Representa a resistência e a reinvenção de formas de cultura, desenvolvimento e relações humanas distintas do modelo moderno-colonial. Isso envolve uma abordagem ético-política-epistemológica que reconhece e valoriza as diversidades e alteridades negadas pelo paradigma dominante.
TRANSMODERNIDADE:
DECOLONIALIDADE
É a finalidade da práxis decolonial, buscando criticar o eurocentrismo e promover a decolonialidade do mundo em todos os aspectos, inclusive epistemológicos. Envolve a construção de uma sociedade "outra", que reconhece e respeita integralmente as diversas expressões culturais e a diversidade humana.
Propõe uma visão crítica das estruturas moderno-coloniais, destacando a importância da decolonialidade como um processo contínuo de resistência e transformação em direção a uma sociedade mais inclusiva e diversa.
DIAS, ALDER DE SOUSA
Propõe uma visão crítica das estruturas moderno-coloniais, destacando a importância da decolonialidade como um processo contínuo de resistência e transformação em direção a uma sociedade mais inclusiva e diversa.
https://www.youtube.com/watch?v=PLZ5ectXxpw
PESQUISAS DECOLONIAIS: UMA DEFINIÇÃO CONCEITUAL EM PERMANTE ESTADO DE DEPRENDIMENTO E ABERTURA
DECOLONIAL NO CONTEXTO DA PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO CIENTIFICO EM EDUCAÇÃO
DEFINIÇÃO DE PESQUISAS DECOLONIAIS-FUNDAMENTOS ONTOLOGICO, ÉTICOS, POLITICOS E EPISTEMOLÓGICOS
Propõe uma visão crítica das estruturas moderno-coloniais, destacando a importância da decolonialidade como um processo contínuo de resistência e transformação em direção a uma sociedade mais inclusiva e diversa.
 CONCEITO: ESSENCIALMENTE, DESPRENDIMENTO QUE NOS IMPULSIONA A ACOLHER (A NOS ABRIR) PARA MODOS
DISTINTOS DE VISÃO DE MUNDO, 
ATITUDE DECOLONIAL NA MEDIDA EM QUE SE TRADUZ COMO ABERTURA A OUTRAS
EXPRESSÕES DE EXISTIR “NO” E “COM” O MUNDO, PARA ALÉM DAS IMPOSIÇÕES DO
PARADIGMA MODERNO-COLONIAL.
Pesquisas decoloniais, sem pretender uma definição unívoca, são uma tipologia de pesquisas que têm na transmodernidade o seu fim. Por isso mesmo são capazes de subsumir distintos aportes teóricos e metodológicos, criando o novo e o pluriversal,
.
responde às demandas do objeto de estudo, fundamentalmente relacionado à luta em favor das alteridades vitimizadas pelo paradigma moderno-colonial. (DIAS, 2021, p. 63).
PESQUISADOR EM PERSPECTIVA DECOLONIAL
OLHAR PARA SI
SE COMPROMENTENDO ÉTICO-POLITICO-EPISTEMOLOGICAMENTE, DESDE UM LUGAR DE ENUNCIAÇÃO
FORMULANDO E REFORMULANDO TERMOS TEÓRICOS DE ACORDO COM A COMPLEXIDADE 
RECONHECER SEUS POTENCIAIS E LIMITES
CONTRIBUIR COM O DESENVOLVIEMNTO DE PRÁXIS CIENTIFICAS “OUTRA”
Compreendemos que, pelo menos para o caso das pesquisas em Educação –Pesquisas decoloniais envolvem uma relação de horizontalidade entre os sujeitos envolvidos, a partir da qual surge um comprometimento ético-político, 
desde um face-a-face, de tal modo que um tema, já não passa a ser tão somente um recorte de compreensão de realidade, de outros contextos socioculturais vitimizadores.
RECONHECE-SE COMO SUJEITOS E COMO SERES HUMANOS E QUE, POR ISSO PRODUZEM PROCESSOS EDUCATIVOS E , DE UM JEITO OU DE OUTRO CONSEGUEM ACESSO AO SISTEMA ESCOLAR BRASILEIRO
POVOS ORIGINÁRIOS, QUILOMBOLAS, DO CAMPO, DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIAS, EM CONTEXTO DE PRIVAÇÃO DE LIBERDADE 
SUJEITOS “OUTROS”, QUE A DESPEITO DE VITIMIZADOS HISTÓRICAMENTE PELO PARADIGMA MODERNO COLONIAL
O tema de uma pesquisa: PARTE CONCRETA DA VIDA DOS SUJEITOS ENVOLVIDOS
Mesmo que qualifique o “objeto” em “objeto de estudo”- trata-se de uma expressão de colonialidade - mesmo alcançando uma identidade do que se vai pesquisar- NÃO SE ASSUME a dor da pessoa como vítima, oprimida, subalternizada, violentada e igualmente, seus sonhos, projetos e esperanças. 
Não encontrando o comprometimento com a transformação de realidades, ficando, quando muito às margens do “outro” 
Trata-se, efetivamente, de explicitar a parcialidade e as limitações da produção da epistemologia moderno-colonial e em direcionar a pesquisa, como no conhecer o quê e compreender para quê.
Em relação aos sujeitos envolvidos e aos contextos educacionais, dos mais amplos, como os que em comunidades e movimentos sociais, aos circunscritos à educação escolar.
PESQUISAS DECOLONIAIS 
TRAZEM UMA ONTOLOGIA ABERTA ÀS ALTERIDADES NEGADAS E INVISIBILIZADAS PELO MODERNO-COLONIAL
O SONHO TRANSMODERNO
EM VISTA DE UM MUNDO PLURIVERSO, DE PAZ E SOLIDÁRIO .
PERMITINDO EXPLICITAR COMPROMISSOS ÉTICOS, POLITICOS, EPISTEMOLOGICOS E ONTOLOGICOS
QUE SE DESDOBRAM EM PRÁXIS CIENTIFICAS ENGAJADAS COM A HUMANIZAÇÃOE LIBERTAÇÃO
Mignolo (2014) :
“[...] vai de baixo para cima, da sociedade civil ativa e da sociedade política radical, para o controle imperial da autoridade e economia”.
 (MIGNOLO, 2014, p. 93, tradução nossa).
Dussel (2020) e Dias (2021) :
“A transmodernidade se constrói, ao contrário, com membros críticos que pensam, agem e projetam de fora do horizonte moderno, de outra geopolítica, de outro mundo ignorado, negado, explorado, desde o não-ser' parmenídico".
 (DIAS, 2021, p. 89)
EM VISTA DE CONSONÂNCIAS E ABRANGÊNCIAS TEÓRICAS E DE OUTROS ELEMENTOS CATEGORIAIS PARA PESQUISAS “OUTRAS”.
PESQUISAS EM EDUCAÇÃO 
PRÁXIS DECOLONIAL 
COMO RECURSO IDEOLÓGICO A SERVIR COMO MEIO DE ESTABELECIMENTO E MANUTENÇÃO DE RELAÇÕES DE PODER (THOMPSON, 2011).
NATURALIZAÇÃO
INTERVIR “NO” E “COM” O MUNDO.
DIÁLOGO-CONVERSA 
“MANEIRA PELA QUAL TRAZEMOS VIDA AO TEXTO.” (P. 19)
CRENÇAS E ESPERANÇAS QUE NOS CONFORMAM.
SUJEITOS MULTIDIMENSIONADOS.
DIÁLOGO-CONVERSA 
SOMOS RACIONAIS, MAS TAMBÉM
emocionais, da linguagem, da corporeidade, da espiritualidade, do trabalho, da política e de tantas outras expressões antropológicas. 
É essa totalidade que, no nosso caso profissional, ajuda-nos a produzir trabalhos científicos e
reflexões, como é o caso desse artigo.
SUJEITOS MULTIDIMENSIONADOS.
DIÁLOGO-CONVERSA
FREIRE
2014
MUITAS DIMENSÕES NOS CONFORMAM COMO SUJEITOS.
IMPRIMEM SENTIDO EM NOSSA PRÁXIS CINETÍFICAS.
PROFUNDIDADE DA DIALOGICIDADE FREIRIANA.
PASSO ÉTICO-POLÍTICO-HUMANIZANTE DA RELAÇÃO ENTRE SUJEITOS.
COGNOSCENTE - METODOLÓGICO,
À PERSPECTIVA DO ENSINAR E DO APRENDER.
RELAÇÕES COTIDIANAS,TRIVIAIS, BANCO DE PRAÇA, PRODUTIVAS - QUEFAZER.
APRENDEMOS FORA DOS AMBIEMTES ESCOLARES.
Compreendemos que, ao assumir abertamente esses diálogos-conversa, provocamos fissura decoloniais no modo de produzir ciência, ao negar a redação fria, calculista e impessoal, ao mesmo tempo em que valorizamos a materialidade de nossas vidas, os nossos locais de enunciação, afirmamos a escrita como esforço crítico-reflexivo de fazer uma sistematização, uma composição, uma artesania de muitas vozes – umas de dor, outras de esperança e algumas repletas de amor à vida – cuja minha própria voz se torna “nossas vozes” a fazer coro de esperança e a ressoar caminhos decoloniais de se fazer pesquisa.
DIAS
Mas o que vem a ser questões norteadoras/orientadoras?
São indagações em torno da questão central – o enunciado do problema. Portanto, uma derivação da problemática; em outras palavras questões secundárias que guardam relação intrínseca com o cerne da problematização. Nesse caso, o pesquisador formula uma questão-guia, qual norte para a pesquisa, no qual o estudo será focalizado e cria um rol de questões que têm conexão com o objeto a ser desvelado/desnudado/elucidado.
(SANTOS, 2015, p. 3, grifo nosso).
SANTOS, 2015
“QUESTÕES NORTEADORAS”
“OUTRO”
“QUESTÕES SULEADORAS”
...ORIGEM TEÓRICA, REMONTA A MÁRCIO D’OLNE CAMPOS, CRIADOR DO TERMO, A PARTIR DO texto “A arte de Sulear-se”. (CAMPOS, 1991).
SULEAR PROBLEMATIZA E CONTRAPÕE O CARÁTER IDEOLÓGICO DO TERMO
nortear, dando visibilidade à ótica do sul como uma forma de
contrariar a lógica eurocêntrica, nos desvinculando ou nos
desarraigando do Norte como referência universal 
(CAMPOS, 2021, p. 139).
“NORTEAR”
 “SULEAR”
“O TERMO REFORÇA A PRÁXIS DECOLONIAL.”
DIAS (2021) APONTA “UM” CAMINHO = MÉTODO ANALÉTICO-PEDAGÓGICO-DECOLONIAL
PESQUISAS 
DECOLONIAIS
DIAS (2023)= A PESSOA OU COLETIVO QUE PRETENDE PESQUISAR ESSA PERSPECTIVA, PRECISA RECONHECER A LIBERDADE DO “OUTRO”, SUA MATERIALIDADE SOFRIDA, SERVINDO, ATUANDO, APRENDENDO E CONSTRUINDO CRIATIVAMENTE ALTERNATIVAS TRANSMODERNAS “COM” ESSAS ALTERIDADES.
É UM CAMINHO PARA SE FAZER PESQUISAS DECOLONIAIS, CONSIDERANDO UM QUADRO TEÓRICO PRÓPRIO DA DECOLONIALIDADE COMO RAZÃO, CAPAZ DE DIALOGAR COM OUTRAS MATRIZES, INCLUSIVE QUE LHES ANTECEDE NA CRONOLOGIA TEMPORAL, CUJO PONTO FUNDAMENTAL É O RECONHECIMENTO, O ENVOLVIMENTO, A PRODUÇÃO, A TRANSFORMAÇÃO DO NOVO TRANSMODERNO “COM” O “OUTRO” – E NÃO “PARA” O “OUTRO”.
PESQUISAS DECOLONIAIS: SEM PRETENDER UMA DEFINIÇÃO ÚNICA, SÃO MODOS DE PRODUZIR CONHECIMENTO CIENTÍFICO COMPROMETIDOS RADICALMENTE COM SUJEITOS PESSOAIS E COLETIVOS, NEGADOS E INVISIBILIZADOS EM SUAS EXPRESSÕES CONCRETAS DE VIDA POR COLONIALIDADES E QUE TÊM NA TRANSMODERNIDADE O SEU FIM.
1
2
3
4
CONTRIBUIÇÕES A PRÁXIS “OUTRAS” DE FAZER CIÊNCIA
SENTIR PENSAR COMO DIÁLOGO-CONVERSA ÀS PESQUISAS.
RELAÇÃO HORIZONTAL SUJEITOS-SUJEITOS.
“QUESTÕES SULEADORAS” EM DETRIMENTO DE “QUESTÕES NORTEADORAS”.
“UM” QUADRO TEÓRICO A PARTIR DO QUAL SE POSSA “CAMINHAR” FAZENDO PESQUISAS DECOLONIAIS.
HÁ UMA AGENDA DE TRABALHO A ENVOLVER A PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO SOBRE A EDUCAÇÃO:
CONSTRUIR, “COM” AS ALTERIDADES NEGADAS E INVISIBILIZADAS PELO PARADIGMA MODERNO-COLONIAL UMA LINGUAGEM CIENTÍFICA NA QUAL SEJAMOS TODOS ENUNCIADORES.
O DIÁLOGO EPISTEMOLÓGICO COM MANEIRAS “OUTRAS” DE FAZER PESQUISA.
SISTEMATIZAR METODOLOGIAS DE PESQUISAS “OUTRAS”, COMO AS ETNOGRAFIAS DECOLONIAIS.
 GRATIDÃO
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