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Doença renal na UTI 
Hemodiálise e Diálise
Professora Fernanda Barboza
Como avaliar a função renal?
Avaliação da função renal
- URINA: análise e sedimento.
- LABORATÓRIO: ureia e creatinina, taxa de filtração glomerular (TFG), cistatina C
(proteína inibidora de protease), eletrólitos.
- Cistatina C – marcador mais precoce, mais exato e mais sensível
- IMAGEM RENAL: excluir obstrução e ver o tamanho do rim.
- Biópsia renal: deve ser avaliada pelo nefrologista.
- Avaliação do peso: O indicador mais acurado de perda ou de ganho de líquidos no
paciente agudamente doente é o peso. O peso diário acurado deve ser obtido e
registrado. Um ganho de 1 kg no peso é igual a 1.000 mℓ de líquido retido.
Fonte: Brunner
Volume urinário e osmolaridade
• Na IRA, o débito urinário varia desde um volume escasso a normal, pode haver
hematúria, e a urina apresenta uma baixa densidade específica (em
comparação com um valor normal de 1.010 a 1.025). Uma das manifestações
mais precoces de lesão tubular consiste na incapacidade de concentração da
urina
Quais são os conceitos importantes nas 
doenças renais? 
Conceitos 
• Anúria: débito urinário total inferior a 50 m em 24 h.
• oligúria: débito urinário diminuído; inferior a 500 m/24 h
• Azotemia: concentração anormal de produtos nitrogenados no sangue.
• Uremia: excesso de ureia e outros produtos de degradação nitrogenados no
sangue.
• Cilindros urinários: proteínas secretadas pelos túbulos renais lesionados.
• Nefrotóxico: qualquer substância, medicamento ou ação capaz de destruir o
tecido renal.
Fonte: Brunner
Conceitos
• Síndrome nefrótica: tipo de insuficiência renal com aumento da
permeabilidade glomerular e proteinúria maciça.
• Síndrome nefrítica aguda: tipo de insuficiência renal com inflamação
glomerular.
• Insuficiência renal aguda: deterioração súbita e rápida da função renal, que é
algumas vezes reversível.
• Glomerulonefrite: inflamação dos capilares glomerulares.
• Pielonefrite: inflamação da pelve renal.
Fonte: Brunner
Quais são os fatores de risco para 
doenças renais? 
Fatores de risco para as doenças renais crônicas
• Diabetes;
• HAS;
• Idosos;
• Portadores de obesidade (IMC > 30 Kg/m²);
• Histórico de doença do aparelho circulatório (DAC, AVC, DAP, ICC);
• Histórico de Doença Renal Crônica na família;
• Tabagismo; e
• Uso de agentes nefrotóxicos.
Fonte: MS, 2014
Quais são as manifestações clínicas na 
insuficiência renal?
Manifestações clínicas
• Letargia, com náuseas, vômitos e diarreia persistentes;
• A pele e as mucosas estão secas;
• SNC: sonolência, cefaleia, contrações musculares e convulsões
• O débito urinário varia de escasso a normal;
• Hematúria;
• Elevação uniforme do nível sanguíneo de ureia, dependendo do grau de
catabolismo; os níveis séricos de creatinina aumentam (acima de 1 mg/dℓ)
com a evolução da doença;
• Alterações eletrolítica, acidose metabólica.
Sinais de Trousseau e Chvostek
• Chvostek: é pesquisado pela percussão do nervo facial em seu
trajeto anteriormente ao pavilhão auricular, sendo que nos
casos de hipocalcemia observa-se uma contração dos músculos
perilabiais do mesmo lado.
• Trousseau - é mais específico e consiste na observação de uma
contração generalizada dos músculos do antebraço com flexão
do punho, ou sinal de mão de parteiro, após a aplicação do
esfigmomanômetro de pressão cerca de 20 mmHg acima da
pressão sistólica por 3 minutos.
https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-
27301999000600013#:~:text=Os%20sinais%20de%20Trousseau%20e,m%C3%BAsculos%20perilabiais%20do%20mesmo
%20lado. 
https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27301999000600013#:~:text=Os%20sinais%20de%20Trousseau%20e,m%C3%BAsculos%20perilabiais%20do%20mesmo%20lado
https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27301999000600013#:~:text=Os%20sinais%20de%20Trousseau%20e,m%C3%BAsculos%20perilabiais%20do%20mesmo%20lado
https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27301999000600013#:~:text=Os%20sinais%20de%20Trousseau%20e,m%C3%BAsculos%20perilabiais%20do%20mesmo%20lado
O que é a insuficiência renal aguda? 
Insuficiência renal aguda - conceito
• Refere-se a uma rápida perda da função renal ocasionada pela lesão dos rins.
• Os rins são incapazes de remover os produtos de degradação metabólicos e de
desempenhar suas funções reguladoras.
• Consequência: acúmulo de líquido, afeta a função endócrina e metabólica, bem
como o equilíbrio hidroeletrolítico e acidobásico.
• A IRA caracteriza-se por elevação no nível sérico de creatinina de 50% ou mais
nos valores de referência (nível normal de creatinina é inferior a 1 mg/dℓ).
• O volume urinário pode estar normal, ou podem ocorrer alterações. As alterações
possíveis consistem em oligúria (menos de 500 mℓ/dia), não oligúria (superior a
800 mℓ/dia) ou anúria (inferior a 50 mℓ/dia)
Fonte: Brunner
Lesão renal aguda (LRA)
O sistema RIFLE/AKIN de definição e classificação de lesão renal
aguda (LRA) propôs como critério para definição de LRA uma
redução do volume urinário abaixo de 0,5 mL por quilo (Kg) de peso,
por um período superior a 6 horas.
Abordagem clínica da oligúria 
https://www.scielo.br/pdf/jbn/v31n3/v31n3a01.pdf
https://www.scielo.br/pdf/jbn/v31n3/v31n3a01.pdf
Quais são as causas reversíveis da 
insuficiência renal? 
Causas reversíveis 
(1) hipovolemia; 
(2) hipertensão; 
(3) redução do débito cardíaco e insuficiência cardíaca;
(4) obstrução do rim ou do trato urinário inferior por tumor, coágulo 
sanguíneo ou cálculo renal; e 
(5) obstrução bilateral das artérias ou veias renais. 
Qual a diferença entre os tipos de IRA? 
CARACTERÍSTICAS PRÉ-RENAL INTRARRENAL PÓS-RENAL
Etiologia Hipovolemia
Lesão 
parenquimatosa 
Obstrução
Valor da ureia e 
creatinina
aumentadas aumentadas aumentadas
Débito urinário Diminuído
Varia, 
frequentemente 
diminuído
Varia, pode estar 
diminuído, ou anúria
súbita
Exemplos
Choque hipovolêmico
Toxicidade pelo 
contraste ou picada 
de cobras
tumores
Como fazer a prevenção da 
toxicidade pelo contraste?
Prevenção da toxicidade pelo contraste
• Uso de baixas doses de contraste, evitar exames contrastados de repetição em 
espaço de tempo curto, usar pequena quantidade de contraste; 
• Evitar contrastes de alta osmolaridade; 
• Evitar depleção de volume e uso de anti-inflamatórios não-hormonais (AINE); 
• Expansão volêmica, com solução salina isotônica antes e após a realização do 
exame; 
• Uso de acetilcisteína; 
• Uso de contraste não-iônico de baixa osmolaridade.
Quais são as medidas de prevenção da IRA?
Prevenção da Insuficiência Renal Aguda
1. Fornecer uma hidratação adequada aos pacientes com risco de desidratação,
incluindo: Antes, no decorrer e depois da cirurgia Pacientes que se submetem a
exames complementares intensivos exigindo restrição hídrica e agentes de
contraste (p. ex., enema baritado, pielografias intravenosas).
2. Evitar e tratar imediatamente o choque, com reposição de sangue e líquidos.
3. Monitorar as pressões arterial e venosa central e o débito urinário a cada hora
dos pacientes em estado crítico para detectar o início da insuficiência renal o mais
cedo possível.
Prevenção da Insuficiência Renal Aguda
4. Tratar imediatamente a hipotensão.
5. Avaliar continuamente a função renal (débito urinário, valores laboratoriais),
quando apropriado.
6. Tomar precauções para garantir a administração do sangue apropriado ao
paciente correto, a fim de evitar reações transfusionais graves, que podem
precipitar insuficiência renal.
7. Evitar e tratar imediatamente as infecções. As infecções podem provocar lesão
renal progressiva.
Prevenção da Insuficiência Renal Aguda
8. Dispensar uma atenção especial para feridas, queimaduras e outros precursores
da sepse.
9. Para evitar que as infecções ascendam no trato urinário, dar um cuidado
meticuloso aos pacientes com cateteres de demora. Remover os cateteres logo que
possível.
10. Para evitar os efeitos medicamentosos tóxicos,monitorar rigorosamente a
dose, a duração do uso e os níveis sanguíneos de todos os medicamentos
metabolizados ou excretados pelos rins.
Medicamentos nefrotóxicos
• Aminoglicosídios, gentamicina, tobramicina, colistimetato, polimixina
B, anfotericina B, vancomicina, amicacina, ciclosporina, uso
prolongado de analgésicos, agentes antiinflamatórios não esteroides
(AINE) pode provocar nefrite intersticial (inflamação dentro do tecido
renal) e necrose papilar.
Como é feito o tratamento da IRA?
Tratamento da IRA
• Objetivo: restaurar o equilíbrio químico normal e evitar as complicações até
que possam ocorrer reparo do tecido renal e restauração da função.
• Eliminar a causa;
• Manter o balanço hídrico: peso corporal diário, medições seriadas da pressão
venosa central, concentrações séricas e urinárias, perdas hídricas, pressão
arterial e estado clínico do paciente.
• Evitar os líquidos em excesso;
• Providenciar a terapia de substituição renal.
Tratamento da IRA
• A azotemia pré-renal é tratada otimizando a perfusão renal, enquanto a
insuficiência pós-renal é tratada ao aliviar a obstrução.
• O tratamento da azotemia intrarrenal consiste em terapia de suporte, com
remoção dos agentes etiológicos, tratamento agressivo da insuficiência pré-
renal e pós-renal e prevenção dos fatores de risco associados.
• Tratamento precoce de choque e de infecção;
• Monitorar excesso de líquidos: dispneia, taquicardia e distensão da jugular,
ausculta pulmonar estertores úmidos;
• Diálise pode ser iniciada para evitar as complicações da IRA, como
hiperpotassemia, acidose metabólica, diminui as tendências hemorrágicas,
pericardite e edema pulmonar;
• Reduzir as doses de medicamentos.
Tratamento da IRA - hiperpotassemia
• Alterações do ECG (ondas T altas, em tenda ou em pico);
• Sintomas de hiperpotassemia incluem irritabilidade, cólica abdominal, diarreia,
parestesia e fraqueza muscular generalizada. A fraqueza muscular pode
manifestar-se na forma de fala arrastada, dificuldade na respiração, parestesia e
paralisia.
• Deslocamento do potássio para o espaço intracelular: Glicose a 50% por via IV,
insulina e reposição de cálcio para deslocar o potássio de volta ao interior das
células.
• O sulfato de salbutamol por nebulizador pode diminuir a concentração
plasmática de potássio a 0,5 a 1,5 mEq/ℓ.
Qual o conceito da IRC?
Conceitos
• INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA: Surge quando o rim sofre a ação de uma
doença que deteriora irreversivelmente a função renal, apresentando-se com
retenção de ureia, anemia, hipertensão arterial, entre outros.
• É portador de DRC qualquer indivíduo que, independente da causa, apresente
por pelo menos 3 meses consecutivos uma: TFG < 60ml/min/1,73m².
• Nos casos de pacientes com TFG ≥ 60ml/mim/1,73m², considerar DRC se
associada a pelo menos um marcador de dano renal parenquimatoso ou
alteração no exame de imagem.
Qual marcador para avaliar a IRA?
Taxa de Filtração Glomerular (TFG)
• Melhor índice de avaliação da função renal. 
• Sua estimativa é usada para detectar e classificar o estágio da doença, 
para avaliar a evolução do quadro e a terapêutica. 
Classificação DRC
Estágio TFG (ml/min/1,73 m2
1 ≥ 90
2 60 – 89
3 a 45 – 59
3 b 30 – 44
4 15 – 29
5 < 15
Redução progressiva da TFG
• Anemia;
• Acidose metabólica e
• Alterações do metabolismo mineral e ósseo.
• Aumento do risco de morbidade cardiovascular.
Quais medicações reduzem a TFG? 
Medicações Nefrotoxicas
MEDICAÇÃO CONSIDERAÇÕES 
IECA / BRA, antagonista 
da aldosterona, 
inibidores diretos da 
renina 
Evitar em pacientes com suspeita de estenose da artéria renal;
Iniciar com doses menores do que as habituais em pacientes com TFG 
< 45 ml/min;
Suspender temporariamente nos casos de exames contrastados, 
preparo para colonoscopia, grandes cirurgias;
Beta-bloqueadores Reduzir a dose em 50% nos pacientes com TFG < 30 ml/min 
Anti-inflamatórios não 
hormonais 
Evitar em pacientes com TFG < 30 ml/min;
Terapia prolongada não é recomendada em pacientes com TFG < 60 
ml/min; Não devem ser usadas em pacientes utilizando Litium; Evitar 
em pacientes usando IECA / BRA
Opióides Reduzir a dose se TFG < 60 ml/min; Uso com cautela se TFG < 15 
ml/min. 
Medicações Nefrotoxicas
MEDICAÇÃO CONSIDERAÇÕES 
Macrolídeo, 
Fluorquinolona
Tetraciclinas 
Reduzir a dose 
Antifúngicos
Evitar anfotericina; 
Reduzir dose de manutenção de Fluconazol e, 50% se TFG < 50 ml/min.
Sulfonilureias Evitar glibenclamida se TFG < 30ml/min;
Reduzir a dose em 50% da glicazida se TFG < 30 ml/min;
Insulinas Pode necessitar de redução de dose quando TFG < 30 ml/min
Metformina Evitar quando TFG < 30 ml/min;
Estatinas Não há recomendação de ajuste de dose
Medicações Nefrotoxicas
MEDICAÇÃO CONSIDERAÇÕES 
Fenofibrato
Pode aumentar o nível de creatinina sérica após o seu início. Deve-se ter 
cautela quando introduzido em pacientes com TFG < 30 ml/min.
Heparina de baixo peso 
molecular
Considerar heparina convencional (não fracionada) se TFG < 30 ml/min 
Radiocontraste
Pacientes com TFG < 60 ml/min devem: 
Evitar agentes com alta osmolaridade; 
Usar baixas doses, se possível; 
Descontinuar outros agentes nefrotóxicos antes do exame contrastado, se 
possível; Adequar hidratação antes e após a exposição ao contraste; Medir a 
TFG após o contraste. 
Penicilina
Risco de cristalúria com altas doses se TFG < 15 ml/min; Risco de 
neurotoxicidade com altas doses de Benzilpenicilina se TFG < 15 ml/min. 
Aminoglicosídeos
Reduzir a dose ou aumentar os intervalos se TFG < 60 ml/min; Nesses casos, 
monitorar o nível sérico; Evitar uso concomitante com Furosemida. 
Quais são as indicações da terapia 
dialítica? 
Estágio 5-D (em diálise) 
• Deve-se indicar TRS para pacientes com TFG inferior a 10 mL/min/1,73m2;
• Em pacientes diabéticos e com idade inferior à 18 anos, pode-se indicar o início
da TRS quando a TFG for menor do que 15 mL/min/1,73m2;
• Em todas essas situações, deve-se respeitar a condição clínica e alteração
laboratorial do paciente.
Objetivos da Terapia Dialítica na IRA
- Suporte metabólico: propiciar oportunidade para a recuperação da doença crítica;
otimização da bioquímica plasmática.
- Suporte hídrico/ volêmico: evitar hipervolemia e hiper-hidratação;
- Redução da uremia;
Alterações nos sistemas:
- SNC: sonolência, tremores, coma e convulsões
- Cardiovascular: pericardite e tamponamento pericárdico
- Respiratório: congestão pulmonar e pleurite
- Digestório: náuseas, vômitos e hemorragias
Terapia Dialítica – Principais Indicações na IRA:
↑K+: > 5,5 mEq/L com alterações ao ECG ou > 6,5 mEq/L; 
• Hipervolemia: edema periférico, derrames pleural e pericárdico, ascite, HAS 
e ICC; 
• Acidose metabólica grave; Terapia Dialítica – Principais Indicações na IRA 
SBN, 2007. 
Outras: 
↓ ou ↑ Na; 
↓ ou ↑ Ca; 
Terapia Dialítica – Principais Indicações na IRA:
• ↑ Mg;
• Hiperuricemia;
• ICC refratária;
• Hipotermia; 
• Intoxicação exógena; 
• Hemorragias devido a distúrbios plaquetários.
Quais são os marcadores de dano 
renal? 
Marcadores de dano renal
a) Albuminúria > 30 mg/24 horas ou Relação Albuminúria Creatininúria (RAC) > 30
mg/g;
b) Hematúria de origem glomerular, definida pela presença de cilindros hemáticos
ou dismorfismo eritrocitário no exame de urina (EAS);
c) Alterações eletrolíticas ou outras anormalidades tubulares.
d) Alterações detectadas por histologia, através de biópsia renal ou exame de
imagem.
RAC - Relação Albuminúria Creatininúria
Categoria RAC (mg/g)
Normal < 30
Microalbuminúria 30 – 300
Macroalbuminúria > 300
Qual o local do tratamento da IRC? 
Classificação e Tratamento 
• Tratamento deve ser classificado em conservador→ estágios de 1 a 3; 
• Pré-diálise quando 4 e 5-ND: não dialítico; e 
• Terapia de Substituição Renal: quando 5-D: dialítico.
• O tratamento conservador consiste em controlar os fatores de risco para a
progressão da DRC, bem como para os eventos cardiovasculares e mortalidade,
com o objetivo de conservar a TFG.
• A pré-diálise consiste na manutenção do tratamento conservador, bem como no
preparo adequado para o início da TRS em paciente com DRC em estágios mais
avançados.
• A TRS→ hemodiálise, diálise peritoneal e transplante renal.
Em que momento é indicado o 
transplante renal? 
Transplante Renal
• Os pacientes com DRC devem ser encaminhados para os serviços especializados
em transplante, desde o estágio 5-ND.
• Duas modalidades de transplante de rim podem ser consideradas, de acordo
com o tipo de doador, em transplante com doador vivo ou doador falecido.
• Pode-se considerar o transplante preemptivo, que é aquele realizado antes do
paciente iniciar TRS.
Quais os tratamentos correlatos da IRC?
Cuidados adicionais com o paciente com DRC
• Tratamento da Anemia: reposição de ferro e eritopoetina.
• Tratamento dos Distúrbios do Metabolismo Mineral e Ósseo : fósforo, PTH e
vitamina D (apenas para pacientes com DRC nos estágios 3, 4 e 5).
• Reduzir sódio, proteína.
• Atividade física conforme tolerância manter IMC <25
• Abandono do tabagismo; Controle pressão e glicose
• Correção da dose de medicações como antibióticos e antivirais de acordo com a
TFG.
Como escolher a modalidade dialítica?
Estágio 5-D (em diálise) 
• Método de TRS deve levar em consideração a escolha do paciente, bem como a
condição clínica, de acordo com avaliação da equipe multiprofissional.
• Antes do início da TRS é recomendado que o paciente assine um termo de
consentimento livre e esclarecido sobre a modalidade escolhida e esse termo
deve ser anexado ao prontuário.
• A avaliação nefrológica deverá ser realizada mensalmente.
• Para os pacientes que optarem pela diálise peritoneal, recomenda-se uma
visita domiciliar para avaliação da adequação ambiental para realização do
procedimento.
Quais são as contraindicações para 
dialise peritoneal?
Contraindicações Dialise Peritoneal
ABSOLUTAS RELATIVAS
Perda comprovada da função peritoneal ou 
múltiplas adesões peritoneais.
Presença de próteses vasculares abdominais há 
menos de 4 meses.
Condições cirúrgicas não corrigíveis (grandes 
hérnias inguinais, incisionais ou umbilical), 
onfalocele, hérnia diafragmática, 
Episódios frequentes de diverticulite.
Incapacidade física ou mental para a execução 
do método. 
Presença de derivações ventrículo-peritoneais 
recentes.
Extrofia vesical Doença inflamatória ou isquêmica intestinal. 
Gastrosquise (malformação da parede 
abdominal, com extrusão de vísceras 
abdominais).
Intolerância à infusão de volume necessário para 
a adequação dialítica.
Quais são os tipos de transportes na 
remoção de toxinas do corpo?
TIPOS DE TRANSPORTES
Difusão - retira toxinas
Osmose - água por diferença de concentração
Ultrafiltração - retira água sob pressão – sucção
Convecção - transporte de soluto de peso médio junto com o solvente
Adsorção - molécula grande se liga na membrana do filtro.
https://pt.slideshare.net/agavio/mtodos-dialticos-contnuos
https://pt.slideshare.net/agavio/mtodos-dialticos-contnuos
Convecção
Qual a diferença dos termos: 
hemodiálise
hemofiltração e hemodiafiltração?
Conceitos
• HEMODIÁLISE: a solução de diálise passa pelo filtro, ocorrendo trocas de solutos com
o sangue por difusão, ultrafiltração e convecção. Nesse processo, a quantidade de
líquido removida é de 3 a 6 litros, levando de três a cinco horas em terapia
convencional.
• HEMOFILTRAÇÃO: não se usa a solução de diálise, ocorrendo somente a ultrafiltração
e convecção. Nesse caso, é utilizado dialisador de alto fluxo, ou seja, bastante
permeável à água. Sendo assim, o volume de líquido retirado do paciente é de 30 a
50 litros por dia. Por esse motivo é infundida uma solução de reposição a fim de
compensar a variação de volume.
• HEMODIAFILTRAÇÃO: é a combinação da hemodiálise e hemofiltração. Usa-se
solução de diálise e filtro de alto fluxo permitindo uma ultrafiltração de 30 a 50 litros
por dia, com a necessidade de se utilizar solução de reposição.
https://www.freseniusmedicalcare.com.br/pt-br/pacientes-e-familias/glossario/
https://www.freseniusmedicalcare.com.br/pt-br/pacientes-e-familias/glossario/
Qual a diferença entre a hemodiálise 
intermitente e contínua? 
INTERMITENTE CONTÍNUO
3-5 horas 12- 24h
Fluxos 
sanguíneos e de 
dialisato
Altos
Fluxos sanguíneos - 300-400 
ml/min e 
Dialisato - 500 ml/min.
Fluxos de sangue baixo - 100 –150 ml/min 
Dialisato - 1000-1500 ml/hora. 
Tipo de paciente Hemodinamicamente estáveis Hemodinamicamente instáveis
Membranas membranas de cuprofano e de 
acetato de celulose.
polisulfonas, poliacrilonitrito ou poliamido. 
Mais permeáveis 
Maior Clearance de moléculas de peso molecular médio.
Vantagens
Custo baixo 
Remoção rápida de fluidos, sem provocar hipotensão; controle rápido e 
mantido da uremia; permitem a administração de grandes quantidades 
de fluidos, como por exemplo na nutrição parenteral, drogas vasoativas, 
derivados do sangue. Simplicidade de administração; utilização em 
doentes com sepse e com SRIS.
Mais fisiológico 
Desvantagens
Menos fisiológico, pode ser 
feita em dias alternados ou 
diariamente
Hipotensão 
Alto custo e anticoagulação
Utilização de máquina específica para essa terapia 
Hemodiálise intermitente Hemodiálise contínua 
Hemodiálise convencional (HD) hemodiálise venosa contínua
Ultrafiltração (UF) hemofiltração venovenosa contínua
HDF - hemodiafiltração hemodiafiltração venovenosa contínua
Hemofiltração de Fluxo Lento
Hemofiltração de Alto Volume
Hemodiálise prolongada (HDP)
• Diálise sustentada de baixa eficiência (SLED- Sustained low efficiency dialysis),
diálise sustentada de baixa eficiência diária (SLEDD- Sustained low efficiency daily
dialysis) e diálise estendida diária (EDD- Extended daily dialysis).
• Método híbrido e por possuir características da HDI e HDC, proporciona
adequado controle volêmico e metabólico ao paciente crítico com custo inferior
ao da HDC.
• A HDP é realizada com menores fluxos de sangue e de dialisato, quando
comparada com a HDI, entre 70-250 ml/min e 70-300 ml/min respectivamente. O
tempo de terapia varia entre 6 e 18 horas e a frequência é, em média, seis vezes
por semana, de acordo com condição clínica do paciente e a experiência do
serviço
https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/108555/000753372.pdf;jsessionid=5783882599E2718C4B831279F35F59AD?sequence=1
https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/108555/000753372.pdf;jsessionid=5783882599E2718C4B831279F35F59AD?sequence=1
Acredite, é hora de vencer!
Professora Fernanda Barboza
	Slide 1: Doença renal na UTI Hemodiálise e Diálise
	Slide 2: Como avaliar a função renal?
	Slide 3: Avaliação da função renal
	Slide 4: Volume urinário e osmolaridade
	Slide 5: Quais são os conceitos importantes nas doenças renais? 
	Slide 6: Conceitos 
	Slide 7: Conceitos
	Slide 8: Quais são os fatores de risco para doenças renais? 
	Slide 9: Fatores de risco para as doenças renais crônicas
	Slide 10: Quais são as manifestações clínicas na insuficiência renal?
	Slide 11: Manifestações clínicas
	Slide 12: Sinais de Trousseau e Chvostek
	Slide 13: O que é a insuficiência renal aguda? 
	Slide 14: Insuficiência renal aguda - conceito
	Slide 15: Lesão renal aguda (LRA)
	Slide 16
	Slide 17: Quais são as causas reversíveis da insuficiência renal? 
	Slide 18: Causas reversíveis 
	Slide 19: Qual a diferença entre os tipos de IRA? 
	Slide 20
	Slide 21: Como fazer a prevenção da toxicidade pelo contraste?
	Slide 22: Prevenção da toxicidade pelo contraste
	Slide 23: Quais são as medidas de prevenção da IRA?
	Slide 24: Prevenção da Insuficiência Renal Aguda
	Slide 25: Prevenção da Insuficiência Renal Aguda
	Slide 26:Prevenção da Insuficiência Renal Aguda
	Slide 27: Medicamentos nefrotóxicos
	Slide 28: Como é feito o tratamento da IRA?
	Slide 29: Tratamento da IRA
	Slide 30: Tratamento da IRA
	Slide 31: Tratamento da IRA - hiperpotassemia
	Slide 32: Qual o conceito da IRC?
	Slide 33: Conceitos
	Slide 34: Qual marcador para avaliar a IRA?
	Slide 35: Taxa de Filtração Glomerular (TFG) 
	Slide 36: Classificação DRC
	Slide 37: Redução progressiva da TFG
	Slide 38: Quais medicações reduzem a TFG? 
	Slide 39: Medicações Nefrotoxicas
	Slide 40: Medicações Nefrotoxicas
	Slide 41: Medicações Nefrotoxicas
	Slide 42: Quais são as indicações da terapia dialítica? 
	Slide 43: Estágio 5-D (em diálise) 
	Slide 44: Objetivos da Terapia Dialítica na IRA
	Slide 45: Terapia Dialítica – Principais Indicações na IRA: 
	Slide 46: Terapia Dialítica – Principais Indicações na IRA: 
	Slide 47: Quais são os marcadores de dano renal? 
	Slide 48: Marcadores de dano renal
	Slide 49: RAC - Relação Albuminúria Creatininúria
	Slide 50: Qual o local do tratamento da IRC? 
	Slide 51: Classificação e Tratamento 
	Slide 52: Em que momento é indicado o transplante renal? 
	Slide 53: Transplante Renal
	Slide 54: Quais os tratamentos correlatos da IRC?
	Slide 55: Cuidados adicionais com o paciente com DRC
	Slide 56: Como escolher a modalidade dialítica?
	Slide 57: Estágio 5-D (em diálise) 
	Slide 58: Quais são as contraindicações para dialise peritoneal?
	Slide 59: Contraindicações Dialise Peritoneal
	Slide 60: Quais são os tipos de transportes na remoção de toxinas do corpo?
	Slide 61
	Slide 62
	Slide 63
	Slide 64
	Slide 65
	Slide 66: Qual a diferença dos termos: hemodiálise hemofiltração e hemodiafiltração?
	Slide 67: Conceitos
	Slide 68: Qual a diferença entre a hemodiálise intermitente e contínua? 
	Slide 69
	Slide 70
	Slide 71: Hemodiálise prolongada (HDP)
	Slide 72
	Slide 73
	Slide 74: Acredite, é hora de vencer!

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