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1 Triagem Nutricional em Pediatria Departamento Científi co de Suporte Nutricional Presidente: Rubens Feferbaum Secretária: Izaura Merola Farias Conselho Científi co: Ary Lopes Cardoso, Christiane Leite Chaves, José Vicente Noronha Spolidoro, Monica Chang Wayhs, Tania Mara Perini Dilem, Vanessa Y. Salomao W. Liberasso Documento Científi co D e p a r t a m e n t o C i e n t í f i c o d e S u p o r t e N u t r i c i o n a l Nº 1, Junho de 2017 Apesar da desnutrição infantil ser ainda presente em nosso meio, ela não tem mais as mesmas proporções do passado, mas nos hospi- tais, a desnutrição continua sendo um problema alarmante. Unidades de internação hospitalar recebem diariamente crianças desnutridas, que têm seu estado nutricional agravado durante a internação. Muitos daqueles que à internação são eutróficos, conforme a gravidade de sua do- ença e do tempo de internação, têm seu estado comprometido quando da alta hospitalar. Esta condição está frequentemente associada ao não reconhecimento desse comprometimento e consequentemente à demora em se iniciar uma adequada terapia nutricional. Quando ocorre no ambiente hospitalar, a desnutrição acaba elevando consideravelmente o risco de morbimortalidade, a permanência e os custos da internação. Isso se acresce, ainda, da menor rotatividade dos leitos e da elevação do custo social.1 Portanto, é fundamental que quando da in- ternação, se identifique logo o agravo e o risco nutricional. Assim, logo o tratamento poderá ser iniciado. É muito importante ficar clara a dife- rença entre TRIAGEM NUTRICIONAL e AVALIA- ÇÃO NUTRICIONAL. A AVALIAÇÃO NUTRICIONAL permite definir se o indivíduo é desnutrido, eutrófico ou obeso, nos seus diferentes graus. Isso é feito pela ava- liação antropométrica. Colocando os dados ob- tidos nas curvas de crescimento, será possível definir a condição nutricional da criança. Outros métodos também podem ser usados para defi- nir o estado nutricional como bioimpedância e exames laboratoriais. A TRIAGEM NUTRICIONAL permite avaliar o risco nutricional. Uma criança pode ser perfeita- mente eutrófica, mas, por exemplo, se sofrer um acidente automobilístico e tiver que ser subme- tida a uma cirurgia que exija tempo prolongado de jejum, passará a ter risco nutricional. Tam- bém uma criança que perde peso em função de uma diarreia prolongada (superior a dez dias), passa a estar em risco nutricional, mesmo que seja eutrófica. A triagem nutricional é aplicada nas primei- ras horas da admissão do paciente ou no mo- Triagem Nutricional em Pediatria 2 mento da consulta ambulatorial. Dessa forma identifica-se, precocemente, o risco nutricional, sendo possível intervir naqueles com risco nu- tricional aumentado, instituindo a terapia nutri- cional. A triagem nutricional é um procedimento rápido, que pode ser executado por qualquer membro da equipe de saúde; nutricionista, en- fermeira ou médico. Em Pediatria, várias ferramentas de Triagem Nutricional foram propostas, mas nenhuma ain- da completamente validada. Algumas devem ser citadas: • Sermet-Gaudelus • PYMS • SGNA • Strong Kids • STAMP O Sermet-Gaudelus foi o primeiro, publica- do em 2000, que determina o risco nutricional usando dois elementos básicos: a gravidade da doença (ou seu nível de estresse para a saúde), e a ingestão alimentar da criança.2 O SGNA é uma ferramenta mais complexa, que inclui dados antropométricos e necessita de um tempo maior para sua coleta. Isso acaba por fugir do objetivo de ferramenta de triagem, que deve ser simples, rápido, e de fácil aplica- bilidade por qualquer membro da equipe assis- tencial.3 O PYMS é um método simples de coleta de dados da história atual, usa o IMC da criança, sua ingestão e a perda de peso.4 O STAMP (Screening Tool for the Assesss- ment of Malnutrition in Pediatrics) é também uma ferramenta bem objetiva, que pontua as- pectos relacionados à doença de base, percentil de peso e altura da criança, assim como perda de peso, ingestão alimentar e condições clíni- cas atual.5,6 O STRONG KIDS (Screening Tool Risk on Nu- tritional status and Growth) foi desenvolvido por pesquisadores holandeses.7 A avaliação de sua aplicação foi realizada em 44 hospitais, em indivíduos com idades entre 1 mês e 18 anos. É composto por itens que avaliam a: • presença de doença de alto risco ou previ- são de cirurgia de grande porte; • perda de massa muscular e adiposa pela avaliação clínica subjetiva; • diminuição da ingestão alimentar e perdas nutricionais (diarreia e vômitos); • perda ou não ganho de peso (em menores de um ano de idade). Cada item contém uma pontuação, forneci- da quando a resposta à pergunta for positiva. O somatório dos pontos identifica o risco nu- tricional, orientando o aplicador sobre a inter- venção e o acompanhamento necessários. Os escores de alto risco do STRONG KIDS mostra- ram associação significativa com o maior tempo de hospitalização. Por que darmos preferência a este instrumento? Trata-se de um instrumento facilmente compreensível e de fácil aplicabilidade. Tem resultados compatíveis com dados objetivos (peso e estatura) e ao contrário de outros ins- trumentos consome em média 5 minutos para ser aplicado. Após a triagem, os pacientes que apresenta- rem risco devem ser submetidos à avaliação do estado nutricional para identificar o diagnósti- co de nutrição e planejar a terapia. A folha a ser preenchida para o instrumento STRONG KIDS está a seguir, traduzido e adapta- do para o português:8 Departamento Científi co de Suporte Nutricional • Sociedade Brasileira de Pediatria 3 Nome _______________________________________________________________________ Idade ______________ Data _____________________________ IMPRESSÃO DO MÉDICO OU NUTRICIONISTA 1 – Avaliação nutricional subjetiva: a criança parece ter déficit nutricional ou desnutrição? Sim ( ) 1 ponto Não ( ) 0 pontos Exemplos: ( ) redução de gordura subcutânea e/ou da massa muscular ( ) face emagrecida ( ) outro sinal: ____________________________________ 2 – Doença (com alto risco nutricional) ou cirurgia de grande porte: Sim ( ) 1 ponto Não ( ) 0 pontos Exemplos: ( ) anorexia nervosa ( ) displasia broncopulmonar (até 2 anos) ( ) doença celíaca ( ) fibrose cística ( ) queimaduras ( ) câncer ( ) aids ( ) doença inflamatória intestinal ( ) trauma ( ) pancreatite ( ) síndrome do intestino curto ( ) deficiência mental – paralisia cerebral ( ) doença muscular ( ) doença metabólica ( ) doença crônica (cardíaca, renal ou hepática) ( ) baixo peso para a idade - prematuridade (idade corrigida 6 meses) ( ) pré operatório ou pós operatório de cirurgia de grande porte ( ) outra ( classificação pelo médico ou nutricionista ): ___________________________ Triagem Nutricional em Pediatria 4 3 – Perguntar ao acompanhante ou checar em prontuário ou com a enfermagem: Ingestão nutricional e ou perdas nos últimos dias: Sim ( ) 1 ponto Não ( ) 0 pontos Exemplos: ( ) diarreia (> ou igual a 5 x ao dia) ( ) vômito (> 3x /dia) ( ) dificuldade em se alimentar devido a dor ( ) intervenção nutricional prévia ( ) diminuição da ingestão alimentar (não considerar jejum por procedimento ou cirurgia) 4 – Refere perda de peso ou ganho insuficiente nas últimas semanas ou meses: Sim ( ) 1 ponto Não ( ) 0 pontos Exemplos: ( ) perda de peso (crianças > 1 ano) ( ) não ganho de peso (<1 ano) Sugestão para intervenção de acordo com a pontuação obtida: Resultado Escore Risco Intervenção 4 - 5 Alto • Consultar medico e nutricionista para diagnóstico nutricional completo • Orientação nutricional individualizada e seguimento • Iniciar suplementação oral até conclusão do diagnóstico nutricional 1 - 3 Médio • Consultar medico para diagnóstico completo • Considerar intervenção nutricional • Checar peso 2x por semana • Reavaliar riscoapós uma semana 0 Baixo • Checar peso regularmente • Reavaliar o risco em uma semana Intervenção: _______________________________________________________________________________________ Observações: ______________________________________________________________________________________ Responsável pelo preenchimento - Nome _________________________________________________________ Assinatura ___________________________________________________ Departamento Científi co de Suporte Nutricional • Sociedade Brasileira de Pediatria 5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 6. McCarthy H, Dixon M, Crabtree I, et al. The development and evaluation of the Screening Tool fort the Assessment of Malnutrition in Paediatrics (STAMP) for use by healtcare staff. J Hum Nutr Diet. 2012;25:311–8. 7. Hulst JM, Zwart H, Hop WC, Joosten KF. Dutch national survey to test the STRONG kids nutritional risk screening tool in hospitalized children. Clin Nutr 2010;29(1):106-11. 8. Carvalho FC, Lopes CR, Vilela LC, et al. Tradução e adaptação cultural da ferramenta STRONG kids para triagem do risco de desnutriç ão em crianças hospitalizadas. Rev Paul Pediatr. 2013;31(2):159-65 1. Hecht C, Weber M, Grote V, et al. Disease associated malnutrition correlates with length of hospital stay in children Clin Nutr. 2015;34:53-9. 2. Sermet-Gaudelus I, Poisson-Salomon A, Colomb V, et al. Simple pediatric nutritional risk score to identify children at risk of malnutrition. Am J Clin Nutr 2000;72:64-70. 3. Secker DJ, Jeejeebhoy KN. Subjective Global Nutritional Assessment for children – Am J Clin Nutr. 2007;85:1083-9. 4. Gerasimidis K, Macleod I, Maclean A, et al. Performance of the novel Paediatric Yorkhill Malnutrition Score (PYMS) in hospital practice. Clin Nutr. 2011;30(4):430-5. 5. Ling RE et al. Nutricional risk in hospitalised children: an assessment of two instruments. E-Spen, European Journal of Clinical Nutrition and Metabolism C 6(2011) e153-157. 6 Diretoria Triênio 2016/2018 PRESIDENTE: Luciana Rodrigues Silva (BA) 1º VICE-PRESIDENTE: Clóvis Francisco Constantino (SP) 2º VICE-PRESIDENTE: Edson Ferreira Liberal (RJ) SECRETÁRIO GERAL: Sidnei Ferreira (RJ) 1º SECRETÁRIO: Cláudio Hoineff (RJ) 2º SECRETÁRIO: Paulo de Jesus Hartmann Nader (RS) 3º SECRETÁRIO: Virgínia Resende Silva Weffort (MG) DIRETORIA FINANCEIRA: Maria Tereza Fonseca da Costa (RJ) 2ª DIRETORIA FINANCEIRA: Ana Cristina Ribeiro Zöllner (SP) 3ª DIRETORIA FINANCEIRA: Fátima Maria Lindoso da Silva Lima (GO) DIRETORIA DE INTEGRAÇÃO REGIONAL: Fernando Antônio Castro Barreiro (BA) Membros: Hans Walter Ferreira Greve (BA) Eveline Campos Monteiro de Castro (CE) Alberto Jorge Félix Costa (MS) Analíria Moraes Pimentel (PE) Corina Maria Nina Viana Batista (AM) Adelma Alves de Figueiredo (RR) COORDENADORES REGIONAIS: Norte: Bruno Acatauassu Paes Barreto (PA) Nordeste: Anamaria Cavalcante e Silva (CE) Sudeste: Luciano Amedée Péret Filho (MG) Sul: Darci Vieira Silva Bonetto (PR) Centro-oeste: Regina Maria Santos Marques (GO) ASSESSORES DA PRESIDÊNCIA: Assessoria para Assuntos Parlamentares: Marun David Cury (SP) Assessoria de Relações Institucionais: Clóvis Francisco Constantino (SP) Assessoria de Políticas Públicas: Mário Roberto Hirschheimer (SP) Rubens Feferbaum (SP) Maria Albertina Santiago Rego (MG) Sérgio Tadeu Martins Marba (SP) Assessoria de Políticas Públicas – Crianças e Adolescentes com Defi ciência: Alda Elizabeth Boehler Iglesias Azevedo (MT) Eduardo Jorge Custódio da Silva (RJ) Assessoria de Acompanhamento da Licença Maternidade e Paternidade: João Coriolano Rego Barros (SP) Alexandre Lopes Miralha (AM) Ana Luiza Velloso da Paz Matos (BA) Assessoria para Campanhas: Conceição Aparecida de Mattos Segre (SP) GRUPOS DE TRABALHO: Drogas e Violência na Adolescência: Evelyn Eisenstein (RJ) Doenças Raras: Magda Maria Sales Carneiro Sampaio (SP) Educação Física: Coordenador: Ricardo do Rego Barros (RJ) Luciana Rodrigues Silva (BA) Patricia Guedes de Souza (BA) Alex Pinheiro Gordia (BA) Maria Teresa Quadros (BA) Metodologia Científi ca: Gisélia Alves Pontes da Silva (PE) Cláudio Leone (SP) Pediatria e Humanidade: Álvaro Jorge Madeiro Leite (CE) Luciana Rodrigues Silva (BA) Christian Muller (DF) João de Melo Régis Filho (PE) Transplante em Pediatria: Themis Reverbel da Silveira (RS) Irene Kazue Miura (SP) Carmen Lúcia Bonnet (PR) Adriana Seber (SP) Paulo Cesar Koch Nogueira (SP) Fabiana Carlese (SP) DIRETORIA E COORDENAÇÕES: DIRETORIA DE QUALIFICAÇÃO E CERTIFICAÇÃO PROFISSIONAL Maria Marluce dos Santos Vilela (SP) COORDENAÇÃO DO CEXTEP: Hélcio Villaça Simões (RJ) COORDENAÇÃO DE ÁREA DE ATUAÇÃO Mauro Batista de Morais (SP) COORDENAÇÃO DE CERTIFICAÇÃO PROFISSIONAL José Hugo de Lins Pessoa (SP) DIRETORIA DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS Nelson Augusto Rosário Filho (PR) REPRESENTANTE NO GPEC (Global Pediatric Education Consortium) Ricardo do Rego Barros (RJ) REPRESENTANTE NA ACADEMIA AMERICANA DE PEDIATRIA (AAP) Sérgio Augusto Cabral (RJ) REPRESENTANTE NA AMÉRICA LATINA Francisco José Penna (MG) DIRETORIA DE DEFESA PROFISSIONAL, BENEFÍCIOS E PREVIDÊNCIA Marun David Cury (SP) DIRETORIA-ADJUNTA DE DEFESA PROFISSIONAL Sidnei Ferreira (RJ) Cláudio Barsanti (SP) Paulo Tadeu Falanghe (SP) Cláudio Orestes Britto Filho (PB) Mário Roberto Hirschheimer (SP) João Cândido de Souza Borges (CE) COORDENAÇÃO VIGILASUS Anamaria Cavalcante e Silva (CE) Fábio Elíseo Fernandes Álvares Leite (SP) Jussara Melo de Cerqueira Maia (RN) Edson Ferreira Liberal (RJ) Célia Maria Stolze Silvany ((BA) Kátia Galeão Brandt (PE) Elizete Aparecida Lomazi (SP) Maria Albertina Santiago Rego (MG) Isabel Rey Madeira (RJ) Jocileide Sales Campos (CE) COORDENAÇÃO DE SAÚDE SUPLEMENTAR Maria Nazareth Ramos Silva (RJ) Corina Maria Nina Viana Batista (AM) Álvaro Machado Neto (AL) Joana Angélica Paiva Maciel (CE) Cecim El Achkar (SC) Maria Helena Simões Freitas e Silva (MA) COORDENAÇÃO DO PROGRAMA DE GESTÃO DE CONSULTÓRIO Normeide Pedreira dos Santos (BA) DIRETORIA DOS DEPARTAMENTOS CIENTÍFICOS E COORDENAÇÃO DE DOCUMENTOS CIENTÍFICOS Dirceu Solé (SP) DIRETORIA-ADJUNTA DOS DEPARTAMENTOS CIENTÍFICOS Lícia Maria Oliveira Moreira (BA) DIRETORIA DE CURSOS, EVENTOS E PROMOÇÕES Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck (SP) COORDENAÇÃO DE CONGRESSOS E SIMPÓSIOS Ricardo Queiroz Gurgel (SE) Paulo César Guimarães (RJ) Cléa Rodrigues Leone (SP) COORDENAÇÃO GERAL DOS PROGRAMAS DE ATUALIZAÇÃO Ricardo Queiroz Gurgel (SE) COORDENAÇÃO DO PROGRAMA DE REANIMAÇÃO NEONATAL: Maria Fernanda Branco de Almeida (SP) Ruth Guinsburg (SP) COORDENAÇÃO PALS – REANIMAÇÃO PEDIÁTRICA Alexandre Rodrigues Ferreira (MG) Kátia Laureano dos Santos (PB) COORDENAÇÃO BLS – SUPORTE BÁSICO DE VIDA Valéria Maria Bezerra Silva (PE) COORDENAÇÃO DO CURSO DE APRIMORAMENTO EM NUTROLOGIA PEDIÁTRICA (CANP) Virgínia Resende S. Weffort (MG) PEDIATRIA PARA FAMÍLIAS Victor Horácio da Costa Júnior (PR) PORTAL SBP Flávio Diniz Capanema (MG) COORDENAÇÃO DO CENTRO DE INFORMAÇÃO CIENTÍFICA José Maria Lopes (RJ) PROGRAMA DE ATUALIZAÇÃO CONTINUADA À DISTÂNCIA Altacílio Aparecido Nunes (SP) João Joaquim Freitas do Amaral (CE) DOCUMENTOS CIENTÍFICOS Luciana Rodrigues Silva (BA) Dirceu Solé (SP) Emanuel Sávio Cavalcanti Sarinho (PE) Joel Alves Lamounier (MG) DIRETORIA DE PUBLICAÇÕES Fábio Ancona Lopez (SP) EDITORES DA REVISTA SBP CIÊNCIA Joel Alves Lamounier (MG) Altacílio Aparecido Nunes (SP) Paulo Cesar Pinho Pinheiro (MG) Flávio Diniz Capanema (MG) EDITOR DO JORNAL DE PEDIATRIA Renato Procianoy (RS) EDITOR REVISTA RESIDÊNCIA PEDIÁTRICA Clémax Couto Sant’Anna (RJ) EDITOR ADJUNTO REVISTA RESIDÊNCIA PEDIÁTRICA Marilene Augusta Rocha Crispino Santos (RJ) CONSELHO EDITORIAL EXECUTIVO Gil Simões Batista (RJ) Sidnei Ferreira (RJ) Isabel Rey Madeira (RJ) Sandra Mara Amaral (RJ) Bianca Carareto Alves Verardino (RJ) Maria de Fátima B. 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