Prévia do material em texto
<p>Curso de Graduação a Distância</p><p>Comunicação</p><p>Empresarial</p><p>(2 créditos – 40 horas)</p><p>Autores:</p><p>Arlinda Cantero Dorsa</p><p>Maria Fernanda Borges Daniel de Alencastro</p><p>Universidade Católica Dom Bosco Virtual</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>2</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Missão Salesiana de Mato Grosso</p><p>Universidade Católica Dom Bosco</p><p>Instituição Salesiana de Educação Superior</p><p>Chanceler: Pe. Ricardo Carlos</p><p>Reitor: Pe. José Marinoni</p><p>Pró-Reitora de Graduação e Extensão: Profa. Rúbia Renata Marques</p><p>Diretor da UCDB Virtual: Prof. Jeferson Pistori</p><p>Coordenadora Pedagógica: Profa. Blanca Martín Salvago</p><p>Direitos desta edição reservados à Editora UCDB</p><p>Diretoria de Educação a Distância: (67) 3312-3335</p><p>www.virtual.ucdb.br</p><p>UCDB -Universidade Católica Dom Bosco</p><p>Av. Tamandaré, 6000 Jardim Seminário</p><p>Fone: (67) 3312-3800 Fax: (67) 3312-3302</p><p>CEP 79117-900 Campo Grande – MS</p><p>DORSA, Arlinda Cantero; ALENCASTRO, Maria Fernanda B. Daniel</p><p>de.</p><p>Comunicação Empresarial / Arlinda Cantero Dorsa; Maria</p><p>Fernanda B. Daniel de Alencastro. 2. ed. rev. e atual. Campo</p><p>Grande: UCDB, 2021. 55 p.</p><p>Palavras-chave: 1. Comunicação; 2. Texto; 3. Redação Técnica.</p><p>0723</p><p>3</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>APRESENTAÇÃO DO MATERIAL DIDÁTICO</p><p>Este material foi elaborado pelo professor conteudista sob a orientação da equipe</p><p>multidisciplinar da UCDB Virtual, com o objetivo de lhe fornecer um subsídio didático que</p><p>norteie os conteúdos trabalhados nesta disciplina e que compõe o Projeto Pedagógico do</p><p>seu curso.</p><p>Elementos que integram o material</p><p>Critérios de avaliação: são as informações referentes aos critérios adotados para</p><p>a avaliação (formativa e somativa) e composição da média da disciplina.</p><p>Quadro de Controle de Atividades: trata-se de um quadro para você organizar a</p><p>realização e envio das atividades virtuais. Você pode fazer seu ritmo de estudo, sem ul-</p><p>trapassar o prazo máximo indicado pelo professor.</p><p>Conteúdo Desenvolvido: é o conteúdo da disciplina, com a explanação do pro-</p><p>fessor sobre os diferentes temas objeto de estudo.</p><p>Indicações de Leituras de Aprofundamento: são sugestões para que você</p><p>possa aprofundar no conteúdo. A maioria das leituras sugeridas são links da Internet para</p><p>facilitar seu acesso aos materiais.</p><p>Atividades Virtuais: atividades propostas, que marcarão um ritmo no seu estudo,</p><p>assim como as datas de envio, encontram-se no Ambiente Virtual de Aprendizagem.</p><p>Como tirar o máximo de proveito</p><p>Este material didático é mais um subsídio para seus estudos. Consulte outros</p><p>conteúdos e interaja com os outros participantes. Portanto, não se esqueça de:</p><p>· Interagir com frequência com os colegas e com o professor, usando as ferramentas</p><p>de comunicação e informação do Ambiente Virtual de Aprendizagem – AVA;</p><p>· Usar, além do material em mãos, os outros recursos disponíveis no AVA: aulas</p><p>audiovisuais, vídeo-aulas, fórum de discussão, fórum permanente de cada unidade, etc.;</p><p>· Recorrer à equipe de tutoria sempre que precisar orientação sobre dúvidas quanto</p><p>a calendário, atividades, ferramentas do AVA, e outros;</p><p>· Ter uma rotina que lhe permita estabelecer o ritmo de estudo adequado a suas</p><p>necessidades como estudante, organize o seu tempo;</p><p>· Ter consciência de que você deve ser sujeito ativo no processo de sua aprendiza-</p><p>gem, contando com a ajuda e colaboração de todos.</p><p>4</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Objetivo Geral</p><p>Propiciar ao aluno o aprimoramento de suas habilidades de linguagem oral e</p><p>escrita, tendo como ponto de trabalho privilegiado a leitura, a produção e a avaliação</p><p>de textos.</p><p>SUMÁRIO</p><p>UNIDADE 1 – COMUNICAÇÃO ............................................................................. 13</p><p>1.1 Conceito de comunicação ..................................................................................... 14</p><p>1.2 Elementos da comunicação ................................................................................... 15</p><p>1.3 Tipos de comunicação .......................................................................................... 17</p><p>1.4 Linguagem verbal e não verbal .............................................................................. 19</p><p>1.5 Níveis de Linguagem ............................................................................................ 22</p><p>UNIDADE 2 – TÉCNICAS DE LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS ............... 25</p><p>2.1 O ato de ler ......................................................................................................... 25</p><p>2.2 Estratégias de leitura ............................................................................................ 26</p><p>2.3 Tipos de leitura .................................................................................................... 27</p><p>UNIDADE 3 – O TEXTO ........................................................................................ 30</p><p>3.1 O conceito de texto. ............................................................................................. 33</p><p>3.2 Texto e Discurso – Intertexto e Interdiscurso ......................................................... 34</p><p>3.3 Tipos de Discurso ................................................................................................. 35</p><p>3.4 Coerência e Coesão Textuais ................................................................................. 37</p><p>UNIDADE 4 – GÊNEROS TEXTUAIS ..................................................................... 43</p><p>4.1 Gêneros textuais: o que são? Para que servem? ..................................................... 43</p><p>4.2 Gêneros textuais: composição, conteúdo e estilo .................................................... 45</p><p>4.3 Sequências textuais .............................................................................................. 47</p><p>4.4 Exemplos de gêneros textuais ............................................................................... 48</p><p>UNIDADE 5 – PRINCIPAIS ALTERAÇÕES DO ACORDO ORTOGRÁFICO ............... 52</p><p>5.1 Hífen ................................................................................................................... 52</p><p>5.2 Trema ................................................................................................................. 53</p><p>5.3 Alfabeto .............................................................................................................. 53</p><p>5.4 Acento diferencial ................................................................................................ 53</p><p>5</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>5.5 Acento circunflexo ................................................................................................ 53</p><p>5.6 Acento agudo ...................................................................................................... 53</p><p>5.7 Grafia .................................................................................................................. 54</p><p>REFERÊNCIAS ..................................................................................................... 55</p><p>Avaliação</p><p>A UCDB Virtual acredita que avaliar é sinônimo de melhorar, isto é, a finalidade da</p><p>avaliação é propiciar oportunidades de ação-reflexão que façam com que você possa</p><p>aprofundar, refletir criticamente, relacionar ideias, etc.</p><p>A UCDB Virtual adota um sistema de avaliação continuada: além das provas no final de</p><p>cada módulo (avaliação somativa), será considerado também o desempenho do aluno ao longo</p><p>de cada disciplina (avaliação formativa), mediante a realização das atividades. Todo o processo</p><p>será avaliado, pois a aprendizagem é processual.</p><p>Para que se possa atingir o objetivo da avaliação formativa, é necessário que as</p><p>atividades sejam realizadas criteriosamente, atendendo ao que se pede e tentando sempre</p><p>exemplificar e argumentar, procurando</p><p>aos aspectos sócio-históricos e culturais</p><p>das esferas em que determinados gêneros circulam.</p><p>Assim, podemos considerar que, na comunicação verbal, os gêneros são os</p><p>instrumentos que fazem a mediação entre os sujeitos e as ações que pretendem realizar por</p><p>meio da linguagem. Por outro lado, os gêneros também implicam a integração entre quem</p><p>produz e quem recebe os textos produzidos dentro de uma dada esfera social. Tudo isso</p><p>evidencia a relevância da noção de gêneros para as tarefas de produção e compreensão de</p><p>textos tanto falados quanto escritos.</p><p>Koch e Elias (2010a) resumem de maneira clara a importância de compreender os</p><p>gêneros textuais como práticas sociocomunicativas:</p><p>[...] são constituídos de um determinado modo, com uma certa função, em</p><p>dadas esferas de atuação humana, o que nos possibilita (re)conhecê-los e</p><p>produzi-los, sempre que necessário. Se não fosse assim, haveria primazia</p><p>de uma produção individual e individualizante desprovida dos traços de um</p><p>trabalho construído socialmente, o que dificultaria (e muito) o processo de</p><p>leitura e compreensão [...] (KOCH e ELIAS, 2010a, p.106).</p><p>Considerando o exposto, podemos entender por que o sujeito precisa dominar uma</p><p>grande variedade de gêneros textuais, já que isso possibilitará a sua atuação de acordo com</p><p>seus objetivos nas mais diversas situações de comunicação.</p><p>4.2 Gêneros textuais: composição, conteúdo e estilo</p><p>Os gêneros textuais constituem tipos relativamente estáveis de enunciados que</p><p>ocorrem em cada esfera de troca, caracterizam-se por uma forma de composição (ou plano</p><p>composicional) e distinguem-se por um conteúdo temático e por um estilo.</p><p>Assim, todo gênero é configurado por sua esfera de atuação que gera modos</p><p>específicos de combinar adequadamente forma composicional, conteúdo temático e estilo.</p><p>De acordo com a análise feita por Koch e Elias (2010b, p. 213), vejamos como se constitui</p><p>essa combinação no texto a seguir:</p><p>46</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Fonte: Koch e Elias (2010b, p. 212).</p><p>Eis a análise dos elementos constitutivos do gênero textual cartão de</p><p>agradecimento:</p><p> No plano da composição: a especificação do destinatário, a mensagem</p><p>propriamente dita, a saudação final, assinatura, data, a distribuição desses</p><p>elementos no espaço determinado pelo suporte (pequeno pedaço de papel</p><p>retangular com gramatura diferente da simples folha de papel);</p><p> No plano do conteúdo: a mensagem de agradecimento;</p><p> No plano do estilo: texto breve e muito informal devido ao histórico</p><p>interacional existente entre os interlocutores, aspecto importante para o</p><p>produtor definir o que deve ser explicitado, porque se constitui como</p><p>informação nova e, portanto, desconhecida para o leitor; e o que não</p><p>precisa ser explicitado, porque se trata de informação compartilhada por</p><p>ambos. (KOCH e ELIAS, 2010b, p. 213)</p><p>Com base nessa análise, podemos verificar que a produtora se encontrava em uma</p><p>determinada situação comunicativa, em um lugar social determinado, inserida em uma</p><p>esfera de atividade humana específica, e para se comunicar, precisava utilizar um gênero</p><p>textual que fosse adequado a essa situação. E conseguiu escolher de modo produtivo o</p><p>gênero adequado para a ocasião: um cartão de agradecimento que, como todo gênero,</p><p>em sua organização, possui uma forma composicional, um conteúdo temático e um estilo,</p><p>elementos indissociáveis na constituição do gênero.</p><p>47</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Vale a pena ressaltar ainda que a produtora do cartão chama a atenção do leitor</p><p>para um recurso intertextual que ela constrói, ao marcá-lo com o uso de aspas “O Senhor</p><p>dos Anéis”.</p><p>4.3 Sequências textuais</p><p>De acordo com Koch e Elias (2010b, p. 62-63), sequências textuais são esquemas</p><p>linguísticos básicos que entram na constituição dos diversos gêneros e variam menos em</p><p>função das circunstâncias sociais. Considerando a situação comunicativa, o produtor precisa</p><p>escolher a sequência que lhe parecer mais adequada dentre as sequências disponíveis:</p><p>descritivas, narrativas, injuntivas, expositivas, argumentativas.</p><p>Ao contrário dos gêneros textuais que constituem uma lista aberta (como vimos na</p><p>seção 4.1), as sequências ou os tipos textuais formam um conjunto limitado —</p><p>descrição, narração, injunção, exposição, argumentação — e sem tendência a</p><p>aumentar. Quando se classifica certo texto como descritivo, expositivo ou narrativo não se</p><p>está determinando o gênero, mas a tipologia textual predominante. Os gêneros são</p><p>constituídos, geralmente, por dois ou mais tipos ou sequências textuais.</p><p>A seguir, vamos descrever os aspectos linguísticos que caracterizam cada uma das</p><p>cinco sequências textuais acima mencionadas.</p><p>As Sequências descritivas apresentam propriedades, qualidades, elementos</p><p>componentes de uma entidade, situação no espaço, entre outros; têm predominância de</p><p>verbos de estado e situação, ou aqueles que indicam propriedades, qualidades, atitudes,</p><p>que aparecem no presente, em se tratando de comentário, e no imperfeito, no interior de</p><p>um relato; predominância de articuladores de tipo espacial/situacional.</p><p>As sequências narrativas apresentam uma sucessão temporal/causal de eventos,</p><p>ou seja, há sempre um antes e um depois, uma situação inicial e uma situação final, entre</p><p>as quais ocorre algum tipo de modificação de um estado de coisas; verbos,</p><p>predominantemente, de ação, nos tempos: pretérito imperfeito, pretérito perfeito, pretérito</p><p>mais-que-perfeito e futuro do pretérito do indicativo; bem como de advérbios temporais,</p><p>causais e locativos; presença frequente do discurso relatado (direto, indireto e indireto</p><p>livre).</p><p>As sequências injuntivas apresentam prescrições de comportamentos ou ações</p><p>sequencialmente ordenados, tendo como principais marcas os verbos no imperativo,</p><p>infinitivo ou futuro do presente e articuladores adequados ao encadeamento sequencial das</p><p>ações prescritas.</p><p>48</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>As sequências argumentativas stricto sensu apresentam uma ordenação</p><p>ideológica de argumentos e/ou contra-argumentos. Nelas predominam elementos</p><p>modalizadores, verbos introdutores de opinião, operadores argumentativos etc.</p><p>As sequências expositivas apresentam análise ou síntese de representações</p><p>conceituais numa ordenação lógica. Os principais tempos verbais são: o presente, o</p><p>pretérito perfeito composto, o futuro do presente e as locuções verbais formadas com esses</p><p>tempos; e os conectores são predominantemente do tipo lógico.</p><p>O texto a seguir, produzido por um garoto de sete anos, é um exemplo de gênero</p><p>constituído por várias sequências textuais, que estão especificadas na legenda apresentada</p><p>no final da seção.</p><p>Era uma vez o garoto Pedro Álvares Cabral.</p><p>Adorava barcos, navios.</p><p>E queria ser marinheiro.</p><p>20 anos se passaram.</p><p>E o sonho do garoto se realizou.</p><p>Garoto não, ele tinha crescido.</p><p>Bom, Dom Manuel chamou Pedro Álvares Cabral.</p><p>Para ser capitão do navio para a Índia.</p><p>Mas o que eles não sabiam era que</p><p>para ir para a Índia era preciso passar por um país inimigo.</p><p>Quando finalmente partiram</p><p>Ventos terríveis ... e por causa disso, ao invés de virar à direita</p><p>viraram à esquerda.</p><p>E, assim, Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil.</p><p>Não vá pensando que esta história acabou.</p><p>Pedro passou essa história de geração a geração.</p><p>Esta história tem vários jeitos de se contar, como este de João</p><p>Marcelo da Silva Elias.</p><p>Fim</p><p>Texto de: João Marcelo da Silva Elias. 7 anos, aluno do Colégio Madre Alix</p><p>Legenda:</p><p>Sequência narrativa Sequência descritiva Sequência argumentativa</p><p>Sequência injuntiva</p><p>Fonte: KOCH e ELIAS (2010b, p. 121-122)</p><p>4.4 Exemplos de gêneros textuais</p><p>Silva (2007, p. 1) evidencia as razões que justificam a necessidade do ensino de</p><p>gêneros textuais nos cursos de graduação:</p><p>Os gêneros nos ajudam a organizar e a estabilizar as ações</p><p>da vida diária.</p><p>Essas duas funções globais ganham relevo no mundo do trabalho, pois</p><p>cada ambiente social demanda certas ações próprias do domínio</p><p>discursivo no qual se insere e o êxito comunicativo em cada ambiente</p><p>depende, também, dos conhecimentos acerca dos modos como se</p><p>estabelecem as interações, que devem obedecer a padrões relativamente</p><p>49</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>estáveis, o que exige o domínio de conhecimentos específicos. Por isso, um</p><p>curso de graduação deve propiciar ao futuro profissional oportunidades de</p><p>lidar com as práticas sociais próprias do âmbito profissional do qual este</p><p>fará parte. É imprescindível que o graduando tenha acesso a gêneros</p><p>textuais da sua esfera profissional e que aprenda a lidar com eles. (Grifos</p><p>nossos).</p><p>Na afirmação acima “[...] cada ambiente social demanda certas ações próprias do</p><p>domínio discursivo no qual se insere e o êxito comunicativo em cada ambiente depende</p><p>[...]”, a expressão em destaque - “domínio discursivo” – significa, segundo Marcuschi (2008,</p><p>p. 104), “[...] uma esfera da vida social ou institucional (religiosa, jurídica, jornalística,</p><p>pedagógica, política, industrial, militar, familiar, lúdica etc.) na qual se dão práticas que</p><p>organizam formas de comunicação e respectivas estratégias de compreensão”.</p><p>Assim, no caso do profissional que atua em muitas áreas, o domínio discursivo pode</p><p>ser, entre outros, o empresarial, o comercial, o institucional, nos quais ocorrem e circulam</p><p>as práticas sociais, em forma de gêneros textuais, próprios do âmbito de trabalho em que</p><p>esse profissional atua. São exemplos desses gêneros os mais diversos textos orais e</p><p>escritos, formais ou informais: conversa, telefonema, bilhete, carta, ofício, relatório, resumo,</p><p>esquema, projeto, processo, ata, memorando, curriculum vitae, etc.</p><p>Diante disso, esta Unidade visa à apresentação de exemplos de gêneros textuais</p><p>relevantes para a sua formação profissional, considerando que o ensino de língua precisa</p><p>torná-lo um profissional competente, para se engajar em práticas sociocomunicativas reais,</p><p>sobretudo naquelas ligadas à sua futura esfera de atuação.</p><p>Texto 1</p><p>Lojas da Moda</p><p>Campo Grande, 15 de abril de 2012.</p><p>Atacadista Popular</p><p>Atraso na entrega da mercadoria</p><p>Prezados senhores</p><p>Como ainda não recebemos a mercadoria solicitada em março passado, vimos manifestar</p><p>nossa insatisfação com a qualidade dos serviços prestados por essa empresa. Solicitamos</p><p>providências no intuito de satisfazer às nossas expectativas a fim de que possamos manter nossa</p><p>parceria.</p><p>Certos da compreensão dos senhores, agradecemos.</p><p>Atenciosamente</p><p>José da Silva</p><p>Fonte: Elaboração própria</p><p>50</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Texto 2</p><p>Aos oito dias do mês de maio de mil novecentos e noventa e três, às oito horas, na sala de</p><p>reuniões da Escola Estadual de Primeiro Grau ____________, sita na Avenida ___________ sem</p><p>número, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul realizou-se uma reunião de professores sob a</p><p>presidência de __________, Diretora do Colégio, para tratar de assuntos relativos ao Sistema de</p><p>Avaliação. Estiveram presentes os Professores ___________ e ______________ do Departamento</p><p>de ensino da Faculdade de ______________ da Universidade ______________, além de professores</p><p>e técnicos da Escola. Aberta a sessão, usou da palavra, a Diretora da Escola, apresentando os</p><p>palestrantes e o tema que seria tratado.</p><p>Expostos e debatidos aspectos fundamentais do assunto abordado, conclui-se pela</p><p>realização de nova reunião, a efetivar-se no dia vinte e sete do mês em curso, quando serão</p><p>planejados e elaborados instrumentos de avaliação a serem utilizados até o final do semestre. Nada</p><p>mais havendo a tratar, foi encerrada a reunião e eu, ______________, lavrei a presente Ata que,</p><p>após lida e aprovada, será por mim assinada, pelas autoridades e pelos demais presentes.</p><p>Campo Grande, 08 de maio de 2006. (Assinaturas)</p><p>Fonte: Dorsa (2007, p. 57)</p><p>Texto 3</p><p>O objetivo central deste artigo é discutir como a tecnologia, por meio da qual um novo</p><p>gênero se cria, atua na definição das características formais e funcionais que este vem assumir. Mais</p><p>especificamente, interessa-me o papel da tecnologia envolvida na emergência e no funcionamento</p><p>da mensagem em secretária-eletrônica e do e-mail, avaliando o peso que as condições tecnológicas</p><p>trazem a alguns aspectos da configuração estrutural global desses gêneros.</p><p>Fonte: Assis (2002, p. 18-19)</p><p>Após a leitura desses três textos, você deve ter reconhecido que eles constituem,</p><p>respectivamente, três gêneros textuais diferentes: uma carta comercial (texto 1), uma</p><p>ata (texto 2) e um resumo (texto 3). Do ponto de vista da leitura, vocês não devem ter</p><p>tido muita dificuldade em reconhecer tais gêneros, não apenas por sua forma de</p><p>estruturação, mas também por seu estilo e função.</p><p>Isso porque todos nós, como falantes/ouvintes, escritores/leitores, ao longo da vida,</p><p>construímos uma competência metagenérica, ou seja, um conhecimento sobre a</p><p>caracterização e a função dos gêneros textuais. Essa competência é que nos possibilita,</p><p>como sujeitos de uma interação, tanto diferenciar uma carta comercial, uma ata, um</p><p>resumo, quanto identificar as práticas sociais que requerem tais gêneros. Além de</p><p>reconhecer se, nesses três textos, predominam sequências descritivas, narrativas,</p><p>expositivas e/ou argumentativas.</p><p>Ou seja, trata-se de práticas comunicativas que nos possibilitam “a construção de</p><p>um ‘modelo’ sobre o que são, como se definem, em que situação devemos produzi-las, a</p><p>51</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>quem devemos endereçá-las, que conteúdo é esperado nessas produções e em que estilo</p><p>fazê-lo” (KOCH e ELIAS, 2010b, p. 54).</p><p>Curiosidade:</p><p>Fonte: encurtador.com.br/bdf49</p><p>Antes de continuar seu estudo, realize o Exercício 4.</p><p>52</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>UNIDADE 5</p><p>PRINCIPAIS ALTERAÇÕES DO ACORDO</p><p>ORTOGRÁFICO</p><p>OBJETIVO DA UNIDADE: Reconhecer as novas regras ortográficas, compreender a</p><p>necessidade de uso e adequá-las aos textos produzidos.</p><p>Novamente convido você para, além de estudar pelo resumo que colocamos nesta</p><p>última unidade, que você possa estudar e aprofundar seus conhecimentos sobre o assunto</p><p>em diferentes materiais de apoio. Isto inclui ler, discutir e verificar como agir diante das</p><p>diversas situações de comunicação em que se exija o uso de palavras que fazem parte das</p><p>novas regras de ortografia.</p><p>É bom lembrá-lo, também, que esta mudança aconteceu no âmbito da escrita, por</p><p>isto que se trata de um acordo ortográfico. Que quer dizer: correta grafia das palavras. Em</p><p>relação à ortografia é interessante conhecermos sua estrutura. Orto deriva da palavra</p><p>gregra “ortho” que significa correto/reto e grafia da palavra “graphos” que significa escrita.</p><p>Assim, a ortografia de uma língua consiste na padronização da forma gráfica de suas</p><p>palavras.</p><p>A reforma ortográfica da língua portuguesa começou a ser implantada no Brasil</p><p>desde 1º de janeiro de 2009. As mudanças incluem o fim do trema e devem mudar entre</p><p>0,5% e 2% do vocabulário brasileiro.</p><p>Vamos lá! Leia, estude, questione e lembre-se que a nova escrita está sendo</p><p>utilizada desde 1º de janeiro de 2013. Agora só podemos escrever de acordo com a nova e</p><p>oficial ortografia da Língua Portuguesa.</p><p>É bom lembrar que a unificação da Língua Portuguesa foi relevante, pois é um</p><p>idioma falado em vários países. O motivo principal deste acordo é promover a unificação</p><p>ortográfica dos países que têm o português como língua oficial, quais sejam: Brasil,</p><p>Portugal, Guiné-Bissau, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Timor Leste e também São Tomé</p><p>e Príncipe.</p><p>5.1 Hífen</p><p>O Hífen não se usará mais nas seguintes situações:</p><p>53</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p> quando o segundo elemento começa com S ou R, devendo estas consoantes</p><p>serem duplicadas, como em “antirreligioso”, “antissemita”, “contrarregra”,</p><p>“infrassom”. Exceção: será mantido o hífen quando os prefixos terminam com</p><p>R -ou seja, “hiper”, “inter” e “super”- como em “hiper-requintado”, “inter-</p><p>resistente” e “super-revista” ;</p><p> quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma</p><p>vogal diferente. Exemplos: “extraescolar”, “aeroespacial”, “autoestrada”.</p><p>5.2 Trema</p><p>O trema deixará de existir, a não ser em nomes próprios e seus derivados.</p><p>5.3 Alfabeto</p><p>O alfabeto passará a ter 26 letras, ao incorporar as letras “k”, “w” e “y”.</p><p>5.4 Acento diferencial</p><p>Não se usará mais acento diferencial para distinguir:</p><p> “pára” (flexão do verbo parar) de “para” (preposição);</p><p> “péla” (flexão do verbo pelar) de “pela” (combinação da preposição com o</p><p>artigo);</p><p> “pólo” (substantivo) de “polo” (combinação antiga e popular de “por” e “lo”);</p><p> “pélo” (flexão do verbo pelar), “pêlo” (substantivo) e “pelo” (combinação da</p><p>preposição com o artigo);</p><p> “pêra” (substantivo – fruta), “péra” (substantivo arcaico – pedra) e “pera”</p><p>(preposição arcaica).</p><p>5.5 Acento circunflexo</p><p>Não se usará mais nas seguintes situações:</p><p> nas terceiras pessoas do plural no presente do indicativo ou do subjuntivo</p><p>dos verbos “crer”, “dar”, “ler”, “ver” e seus derivados. A grafia correta será</p><p>“creem”, “deem”, “leem” e “veem”;</p><p> em palavras terminadas em hiato “oo”, como “enjôo” ou “vôo”, que se</p><p>tornam “enjoo” e “voo”</p><p>5.6 Acento agudo</p><p>O acento agudo não se usará mais:</p><p>54</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p> nos ditongos abertos “ei” e “oi” de palavras paroxítonas, como “assembléia”,</p><p>“idéia”, “heróica” e “jibóia”, que passam a se escrever: “assembleia”, “ideia”,</p><p>“heroica” e “jiboia”.</p><p> nas palavras paroxítonas, com “i” e “u” tônicos, quando precedidos de</p><p>ditongo. Exemplos: “feiúra” e “baiúca” passam a ser grafadas “feiura” e “baiuca”</p><p> nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com “u” tônico</p><p>precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou “i”. Com isso, algumas poucas</p><p>formas de verbos, como averigúe (averiguar), apazigúe (apaziguar) e argúem</p><p>(arg(ü/u)ir), passam a ser grafadas “averigue”, “apazigue”, “arguem”.</p><p>5.7 Grafia</p><p>No português lusitano:</p><p> desaparecerá o “c” e o “p” de palavras em que essas letras não são</p><p>pronunciadas, como “acção”, “acto”, “adopção”, “óptimo” -que se tornam</p><p>“ação”, “ato”, “adoção” e “ótimo”;</p><p> será eliminado o “h” de palavras como “herva” e “húmido”, que serão</p><p>grafadas como no Brasil -”erva” e “úmido”.</p><p>Douglas Tufano apresenta um guia para simplificar as mudanças da</p><p>nova ortografia: GUIA PRÁTICO DA NOVA ORTOGRAFIA. Disponível em</p><p><http://mscamp.wordpress.com/paginas-escritas/nova-ortografia-da-lingua-</p><p>portuguesa/> Acesso em: 15 abr. 2021.</p><p>Para finalizar seu estudo, realize o Exercício 5 e a</p><p>Atividade 3.</p><p>http://mscamp.wordpress.com/2008/11/06/guia-pratico-da-nova-ortografia/</p><p>55</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>DORSA, Arlinda Cantero. Técnicas de Redação. 2. ed. rev. e atual. Campo Grande:</p><p>UCDB/EAD, 2020.</p><p>INFANTE, Ulisses. Do texto ao texto. Curso prático de leitura e redação. São Paulo:</p><p>Scipione, 1991.</p><p>JUBRAN, Clélia Cândida Abreu Spinardi. Analisando o texto. Disponível em: <Atividades</p><p>de Português, Significados e Mais | Museu Língua Portuguesa</p><p>(museulinguaportuguesa.org.br)>. Acesso em: 05 maio 2023.</p><p>KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender os sentidos do texto.</p><p>3. ed. São Paulo: Contexto, 2010a.</p><p>KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e escrever: estratégias de produção</p><p>textual. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2010b.</p><p>MACHADO, Anna Rachel. (2001) Por que e para que ensinar gêneros de discurso? Texto</p><p>palestra proferida no Instituto Sedes Sapientiae, agosto de 2001. (mimeografado).</p><p>MARCUSCHI, Luiz A. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São</p><p>Paulo: Parábola Editorial, 2008.</p><p>SILVA, Marcela Regina Vasconcelos (2007) A relevância do ensino de gêneros textuais</p><p>para a formação do profissional de Psicologia. Disponível em:</p><p><http://alb.com.br/arquivo-orto/edicoes_anteriores/anais16/sem12pdf/sm12ss07_06.pdf></p><p>Acesso em: 05 maio 2023.</p><p>https://museulinguaportuguesa.org.br/</p><p>https://museulinguaportuguesa.org.br/</p><p>https://museulinguaportuguesa.org.br/</p><p>http://alb.com.br/arquivo-orto/edicoes_anteriores/anais16/sem12pdf/sm12ss07_06.pdf</p><p>relacionar a teoria estudada com a prática.</p><p>As atividades devem ser enviadas dentro do prazo estabelecido no calendário de</p><p>cada disciplina.</p><p>Critérios para composição da Média Semestral:</p><p>Para compor a Média Semestral da disciplina, leva-se em conta o desempenho</p><p>atingido na avaliação formativa e na avaliação somativa, isto é, as notas alcançadas nas</p><p>diferentes atividades virtuais e na prova, da seguinte forma: Somatória das notas recebidas</p><p>nas atividades virtuais, somada à nota da prova, dividido por 2.</p><p>Média Semestral: Somatória (Atividades Virtuais) + Nota da Prova / 2</p><p>Assim, se um aluno tirar 7 nas atividades e tiver 5 na prova: MS = 7 + 5 / 2 = 6</p><p>Atenção: o aluno pode conseguir um ponto adicional (Engajamento) na nota das</p><p>atividades virtuais. Para ganhar o ponto do engajamento, o estudante terá que percorrer</p><p>todo o material didático da disciplina (material textual e assistir a todos os vídeos), fazer</p><p>todos os Exercícios e enviar todas as atividades. Antes do lançamento desta nota final, será</p><p>divulgada a média de cada aluno, dando a oportunidade de que os alunos que não tenham</p><p>atingido média igual ou superior a 7,0 possam fazer a Recuperação das Atividades Virtuais.</p><p>6</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Se a Média Semestral for igual ou superior a 4,0 e inferior a 7,0, o aluno ainda</p><p>poderá fazer o Exame Final. A média entre a nota do Exame Final e a Média Semestral</p><p>deverá ser igual ou superior a 5,0 para considerar o aluno aprovado na disciplina.</p><p>Assim, se um aluno tirar 6 na Média Semestral e tiver 5 no Exame Final: MF = 6 + 5</p><p>/ 2 = 5,5 (Aprovado).</p><p>FAÇA O ACOMPANHAMENTO DE SUAS ATIVIDADES</p><p>O quadro abaixo visa ajudá-lo a se organizar na realização das atividades. Faça seu</p><p>cronograma e tenha um controle de suas atividades:</p><p>* Coloque na segunda coluna o prazo em que deve ser enviada a atividade (consulte o</p><p>calendário disponível no ambiente virtual de aprendizagem).</p><p>** Coloque na terceira coluna o dia em que você enviou a atividade.</p><p>AVALIAÇÃO PRAZO * DATA DE ENVIO **</p><p>Atividade 1</p><p>Ferramenta: Tarefa online</p><p>Atividade 2</p><p>Ferramenta: Tarefa online</p><p>Atividade 3</p><p>Ferramenta: Tarefa</p><p>7</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>BOAS-VINDAS</p><p>“Se você tem uma maçã e eu tenho uma maçã, e nós</p><p>trocamos as maçãs, então você e eu ainda teremos uma</p><p>maçã. Mas se você tem uma ideia e eu tenho uma ideia,</p><p>e nós trocamos essas ideias, então cada um de nós terá</p><p>duas ideias”</p><p>George Bernard Shaw (1856-1950)</p><p>Acadêmico(a),</p><p>Estamos vivendo um período de inovações e novas perspectivas surgem para todas</p><p>as áreas do conhecimento. Isto é interessante e também desafiador. E a disciplina que</p><p>vamos trabalhar tem um compromisso relevante com você, futuro profissional da</p><p>linguagem. O Curso que você está realizando exige competência leitora e capacidade de</p><p>escrita.</p><p>Assim, eu venho dar as boas-vindas a você e afirmar meu compromisso em auxiliá-</p><p>lo nesta tarefa de fazer com que, cada um a seu modo, possa fazer dessa disciplina uma</p><p>porta de entrada para o aprendizado e o sucesso nesta área do conhecimento: a linguagem</p><p>verbal e não verbal.</p><p>As aulas serão virtuais, com leitura, vídeos, fóruns e atividades para você</p><p>desenvolver, sempre, é claro, com o nosso apoio, orientação e revisão.</p><p>O mais interessante é que nós, juntos, iremos trocar opiniões, conhecimentos,</p><p>ideias... E como bem declarou o romancista irlandês, Shaw, nesta troca todos nós</p><p>ganhamos, pois quanto mais interação tivermos, mais conhecimento partilharemos uns com</p><p>os outros.</p><p>8</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Pré-teste</p><p>A finalidade deste pré-teste é fazer um diagnóstico quanto aos conhecimentos</p><p>prévios que você já tem sobre os assuntos que serão desenvolvidos nesta</p><p>disciplina. Não fique preocupado com a nota, pois não será avaliado.</p><p>1. Mafalda, criação do cartunista argentino Quino, é conhecida por suas opiniões</p><p>ácidas e críticas sobre os mais variados assuntos. Assinale a alternativa que</p><p>melhor expresse o efeito de humor contido na tirinha:</p><p>Fonte: https://goo.gl/XVhfgR</p><p>a) O discurso feminista de Susanita é responsável pelo efeito de humor, já que o tema é</p><p>tratado de forma irônica, denotando certo machismo por parte do autor da tirinha.</p><p>b) Mafalda opõe-se ao discurso da amiga Susanita e, por meio de suas feições em todos os</p><p>quadrinhos, percebe-se nitidamente seu descontentamento.</p><p>c) A linguagem verbal não contribui para o melhor entendimento da tirinha, pois todo efeito</p><p>de humor está contido na linguagem não verbal por meio da expressão exibida por Mafalda</p><p>no último quadrinho.</p><p>d) Susanita apresenta um discurso de acordo com as teorias feministas que pregam a</p><p>libertação das práticas tradicionalmente atribuídas à mulher. Contudo, no último quadrinho,</p><p>a personagem defende o uso de uma tecnologia que apenas reforça os padrões tradicionais.</p><p>Questão adaptada de: <Lista de Exercícios sobre interpretação de charges e tirinhas</p><p>(uol.com.br)>. Acesso em: 05 maio 2023.</p><p>Após a leitura e interpretação da charge de Ivan Cabral que foi utilizada na prova</p><p>do Exame Nacional do Ensino Médio de 2012, responda à questão 2.</p><p>https://exercicios.mundoeducacao.uol.com.br/exercicios-redacao/exercicios-sobre-interpretacao-charges-tirinhas.htm#resposta-1676</p><p>https://exercicios.mundoeducacao.uol.com.br/exercicios-redacao/exercicios-sobre-interpretacao-charges-tirinhas.htm#resposta-1676</p><p>9</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>2. O efeito de sentido da charge é provocado pela combinação de informações</p><p>visuais e recursos linguísticos. No contexto da ilustração, a frase proferida</p><p>recorre a:</p><p>a) polissemia, ou seja, aos múltiplos sentidos da expressão “rede social” para transmitir a</p><p>ideia que pretende veicular.</p><p>b) ironia para conferir um novo significado ao termo “outra coisa”.</p><p>c) homonímia para opor, a partir do advérbio de lugar, o espaço da população pobre e o</p><p>espaço da população rica.</p><p>d) personificação para opor o mundo real pobre ao mundo virtual rico.</p><p>e) antonímia para comparar a rede mundial de computadores com a rede caseira de</p><p>descanso da família.</p><p>Questão adaptada de: <Lista de Exercícios sobre interpretação de charges e tirinhas</p><p>(uol.com.br)>. Acesso em: 05 maio 2023.</p><p>Leia o texto a seguir para responder à questão 3.</p><p>Cultivar um estilo de vida saudável é extremamente importante para diminuir o risco de</p><p>infarto, mas também de problemas como morte súbita e derrame. Significa que manter uma</p><p>alimentação saudável e praticar atividade física regularmente já reduz, por si só, as chances</p><p>de desenvolver vários problemas. Além disso, é importante para o controle da pressão</p><p>arterial, dos níveis de colesterol e de glicose no sangue. Também ajuda a diminuir o</p><p>estresse e aumentar a capacidade física, fatores que, somados, reduzem as chances de</p><p>infarto. Exercitar-se, nesses casos, com acompanhamento médico e moderação, é</p><p>altamente recomendável. (Enem 2011)</p><p>(ATALIA, M. Nossa vida. Época. 23 mar. 2009)</p><p>3. As ideias veiculadas no texto se organizam estabelecendo relações que atuam</p><p>na construção do sentido. A esse respeito, identifica-se, no fragmento, que:</p><p>a) a expressão “Além disso” marca uma sequenciação de ideias.</p><p>b) o conectivo “mas também” inicia oração que exprime ideia de contraste.</p><p>c) o termo “como”, em “como morte súbita e derrame”, introduz uma generalização.</p><p>d) o termo “Também” exprime uma justificativa.</p><p>e) o termo “fatores” retoma coesivamente “níveis de colesterol e de glicose no sangue”.</p><p>Questão adaptada de: <https://descomplica.com.br/blog/categoria/portugues/questoes-port/>.</p><p>Acesso em: 19 abr. 2021.</p><p>Leia a tirinha a seguir para responder à questão 4</p><p>Fonte: SOUZA, Maurício de.O Globo, Rio de Janeiro, Segundo Caderno, 19 dez. 2008, p.7.</p><p>https://exercicios.mundoeducacao.uol.com.br/exercicios-redacao/exercicios-sobre-interpretacao-charges-tirinhas.htm#resposta-1676</p><p>https://exercicios.mundoeducacao.uol.com.br/exercicios-redacao/exercicios-sobre-interpretacao-charges-tirinhas.htm#resposta-1676</p><p>10</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>4. O personagem Chico Bento pode ser considerado um típico habitante da zona</p><p>rural, comumente chamado de “roceiro” ou “caipira”. Considerando a sua fala,</p><p>essa tipicidade é confirmada primordialmente pela</p><p>a) transcrição da fala característica de áreas rurais.</p><p>b) redução do nome “José” para “Zé”, comum nas comunidades rurais.</p><p>c) emprego de elementos que caracterizam sua linguagem como coloquial.</p><p>d) escolha de palavras ligadas ao meio rural, incomuns nos meios urbanos.</p><p>e) utilização da palavra “coisa”, pouco frequente nas zonas mais urbanizadas.</p><p>Leia o quadrinho a seguir para responder à questão 5</p><p>Fonte: www.marcelocartoon.blogspot.com</p><p>5. A charge acima retrata, de forma irônica:</p><p>a) a corrupção no atual quadro político brasileiro.</p><p>b) as festas dos adolescentes brasilienses.</p><p>c) a falta de envolvimento político da juventude brasileira.</p><p>d) o apoio dos estudantes de forma festiva ao presidente.</p><p>e) a falta de compromisso da imprensa em relação à apuração dos fatos.</p><p>Leia o quadrinho para responder à questão 6 (Adaptada do ENEM)</p><p>6. A internet proporcionou o surgimento de novos paradigmas sociais e impulsionou a</p><p>modificação de outros já estabelecidos nas esferas da comunicação e da informação. A</p><p>principal consequência criticada na tirinha sobre esse processo é a:</p><p>http://www.marcelocartoon.blogspot.com/</p><p>11</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>a) criação de memes.</p><p>b) ampliação da blogosfera.</p><p>c) supremacia das ideias cibernéticas.</p><p>d) comercialização de pontos de vista.</p><p>Leia a tirinha de Mafalda para resolver às questões de 7 a 10:</p><p>Fonte: encurtador.com.br/cjtF5</p><p>7. As tirinhas são gêneros textuais que exploram as linguagens verbal e não</p><p>verbal. Suas principais características são:</p><p>a) Leitura atraente/produção em quadrinhos/apresentação descritiva.</p><p>b) Leitura atraente/produção injuntiva/posicionamento crítico.</p><p>c) Leitura atraente/produção em quadrinhos/narrativa de fatos.</p><p>d) Leitura atraente/narrativa de fatos/produção injuntiva.</p><p>8. No texto, a palavra “inquilino” é utilizada para:</p><p>a) caracterizar o morador de um imóvel alugado.</p><p>b) caracterizar o coração da personagem do quadrinho.</p><p>c) caracterizar a importância da devolução do troco.</p><p>d) caracterizar a necessidade que a criança tem de comprar balas.</p><p>9. No quadrinho 1, o período “Tome, pensei em ficar com o troco da padaria para</p><p>comprar balas, mas não consegui”, a expressão grifada assume função</p><p>a) Injuntiva</p><p>b) Apelativa</p><p>c) Adversativa</p><p>d) Aditiva</p><p>12</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>10. Em: “Esse que a gente tem aqui dentro”, no último quadrinho, o pronome</p><p>demonstrativo encontrado na frase refere-se:</p><p>a) ao troco.</p><p>b) ao pagamento.</p><p>c) ao inquilino.</p><p>d) ao coração.</p><p>Submeta o pré-teste por meio da ferramenta Questionário.</p><p>13</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>UNIDADE 1</p><p>COMUNICAÇÃO</p><p>OBJETIVO DA UNIDADE: Proporcionar condições para que o aluno se conscientize</p><p>dos diferentes aspectos comunicativos e de sua importância na vida profissional.</p><p>Fonte: encurtador.com.br/fsCP0</p><p>Quero começar esta unidade apresentando a visão dos Parâmetros Curriculares</p><p>Nacionais (PCNs) a respeito da questão dos gêneros, com base nos estudos de Marcuschi</p><p>(2008).</p><p>Ressalta-se a posição enfática e explícita defendida corretamente nos PCNs de que</p><p>a língua falada e a língua escrita não se opõem de forma dicotômica nem são produções em</p><p>situações polares (1997, p.55). Além disso, é notável a posição de que língua falada e a</p><p>língua escrita se dão relacionadas no contexto do contínuo dos gêneros textuais (1997,</p><p>p.56) com diferenças tidas como graduais. Uma ideia aproximada disso é fornecida nos dois</p><p>quadros (1997, p.41 e 43) com gêneros similares nas duas modalidades. Importante é a</p><p>constatação de que uma das confusões mais comuns que “circulam na escola a respeito da</p><p>relação entre a modalidade oral e a escrita (é) imaginar a escrita como mera transposição</p><p>do oral, ou tratar as especificidades de cada modalidade como polaridades” (1997, p.55).</p><p>A ênfase desse princípio geral deve ser cada vez mais acentuada, pois não há</p><p>equívoco mais inconveniente do que tratar a escrita como mera transposição da fala para o</p><p>papel na forma gráfica. A escrita não é a representação gráfica da fala.</p><p>14</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>São, no entanto, vagas e imprecisas as observações de detalhe sobre a qualidade</p><p>das relações entre fala e escrita, pois parece que fala e escrita se oporiam, pelo “interesse</p><p>pedagógico”, como se uma (a fala) fosse o “vernacular”, isto é, aquela forma de</p><p>comunicação espontânea, face a face, cotidiana e coloquial (1997, p.15); e outra (a escrita)</p><p>a “norma culta” referente à língua-padrão e socialmente prestigiada. Mas isso contrastaria</p><p>com a observação de que, precisamente daí decorrem preconceitos ou “mitos” dos quais a</p><p>escola deveria livrar-se, tais como:</p><p>O (preconceito) de que existe uma única forma ‘certa’ de falar, o de que a fala</p><p>‘certa’ é de uma determinada região (a carioca, por exemplo), o de que a fala ‘certa’ se</p><p>aproxima do padrão da escrita, o de que o brasileiro fala mal, o de que é preciso ‘consertar’</p><p>a fala do aluno para evitar que ele escreva errado (1997, p.15).</p><p>Tidas pelos PCNs como ‘insustentáveis’ e culturalmente mutiladoras, essas crenças</p><p>são nefastas, e a escola deveria evitá-las, mostrando que há diversas formas de se</p><p>expressar de acordo com as situações, os contextos e os interlocutores, de modo que: A</p><p>questão não é a correção da forma, mas de sua adequação às circunstâncias de uso, ou</p><p>seja, de utilização adequada da linguagem (1997, p.16).</p><p>Diante de tal afirmativa, a inevitável pergunta de todos os professores em sala de</p><p>aula será esta: “Então o que faço com um aluno que diz ‘nós vai’?”. Seguramente, a posição</p><p>dos PCNs não dá pistas para a angustiante expectativa de uma resposta por parte do(a)</p><p>professor(a) diante de alunos em carne e osso.</p><p>1.1 Conceito de comunicação</p><p>A palavra comunicação provém do latim comunicare: pôr em comum. A finalidade</p><p>de quem se comunica é pôr em comum o quê?</p><p>Ideias/sentimentos/desejos/pensamentos. Mas também compartilhar: formas de</p><p>comportamento, modos de vida, regras de caráter social.</p><p>A comunicação é uma concatenação ou sucessão de fenômenos ligados à troca de</p><p>mensagens.</p><p>Em um processo de comunicação de quem depende o sucesso ou fracasso?</p><p>Do destinador? Do destinatário?</p><p>Do emissor/indivíduo/grupo?</p><p>Do receptor/indivíduo/grupo?</p><p>15</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>A grande preocupação é conhecer o nível do auditório e estabelecer assim um</p><p>código compreensível pelo destinatário.</p><p>Fonte: http://migre.me/8VYGy</p><p>1.2 Elementos da Comunicação</p><p>Figura 1 - Elementos da comunicação</p><p>Fonte: http://migre.me/8VYT2</p><p>Emissor: quem emite a mensagem.</p><p>Canal: via de circulação da mensagem, meio de transmissão da mensagem.</p><p>Referente: objeto ou situação a que a mensagem se refere.</p><p>Mensagem: conteúdo das informações transmitidas.</p><p>4. REFERENTE</p><p>3. CANAL</p><p>5. MENSAGEM</p><p>1. EMISSOR 2. RECEPTOR</p><p>6. CÓDIGO</p><p>16</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Código: conjunto de signos e de regras de combinação desses signos para elaborar</p><p>a mensagem.</p><p>Quadro 1 - Diferentes formas da comunicação</p><p>•Não há comunicação.</p><p>•Mensagem incompreensível, porém recebida. Exemplo:</p><p>•Conversa (brasileiro x alemão).</p><p>•Comunicação restrita.</p><p>•Exemplos: - inglês x estudante brasileiro (Inglaterra).</p><p>- brasileiro x americano (curso no Brasil).</p><p>•Comunicação ampla.</p><p>•Certos elementos não são compreendidos.</p><p>•Exemplo: Curso de alto nível x alunos não preparados</p><p>para</p><p>recebê-los.</p><p>•Comunicação perfeita.</p><p>•Todos os signos emitidos são compreendidos.</p><p>•Há perfeita interação entre emissor e receptor.</p><p>Fonte: Vanoye, 1998</p><p>17</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Condições necessárias para que um ato comunicativo seja entendido:</p><p>1. A mensagem deve chamar a atenção do destinatário.</p><p>2. A mensagem deve empregar signos comuns tanto da parte do comunicador como</p><p>do receptor.</p><p>3. A mensagem deve suscitar o interesse do receptor.</p><p>4. A mensagem deve levar em consideração o grupo no qual o receptor se encontra,</p><p>no momento em que ele a receber.</p><p>1.3 Tipos de Comunicação</p><p>Podem-se distinguir os seguintes tipos de comunicação:</p><p>1. Palavra Escrita: Base de qualquer sociedade alfabetizada, em qualquer língua</p><p>e em vários meios.</p><p>Exemplos: Carta, memorandos, relatórios, propostas, notas, contratos, resumos,</p><p>programas, planos, atas de reunião, avisos.</p><p>Utilidade: A palavra escrita é a base da comunicação dentro de uma organização,</p><p>e é usada por ser relativamente perene e acessível.</p><p>2. Palavra Falada: Só funciona quando ouvida pelas pessoas certas.</p><p>Exemplos: Conversas, entrevistas, reuniões, chamadas telefônicas, debates,</p><p>pedidos, anúncios, discursos.</p><p>Utilidade: A troca de palavras ao vivo ou por telefone tem efeito imediato; é por</p><p>esse meio que funciona o dia a dia de uma organização.</p><p>3. Gestos simbólicos: Qualquer comportamento positivo ou negativo que possa</p><p>ser visto ou ouvido pelo público.</p><p>Exemplos: Gestos, expressões faciais, ações, tom de voz, silêncio, postura, pose,</p><p>movimento, imobilidade, presença, ausência.</p><p>Utilidade: A linguagem do corpo e as ações afetam as pessoas de forma profunda</p><p>e inconsciente - a propaganda política depende da manipulação de signos positivos e</p><p>negativos.</p><p>4. Imagens: Podem ser “percebidas” por um público-alvo.</p><p>18</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Exemplos: Fotografias (impressas e slides), pinturas, desenhos, ilustrações,</p><p>logotipos, filmes, esquemas coloridos.</p><p>Utilidades: Recursos visuais podem transmitir poderosas mensagens que chegam</p><p>ao consciente e ao subconsciente das pessoas.</p><p>5. Multimídia: Combina diferentes formas, muitas vezes com uso da TI (Tecnologia</p><p>da Informação).</p><p>Exemplos: Folhetos, panfletos, jornais, televisão, livretos, pôsteres, internet,</p><p>intranet, Web, vídeo, rádio, fitas, CD-Roms.</p><p>Utilidade: Mais interatividade pode tornar um meio mais eficiente. A utilização</p><p>profissional da multimídia traz melhores resultados.</p><p>Regras práticas para uma perfeita comunicação:</p><p> Escolha bem as palavras: cuidado com os termos “técnicos”, palavras</p><p>ambíguas, palavras de sentido indefinido ou vago, uso de pronomes indefinidos</p><p>e possessivos.</p><p> Cuidado com adjetivos e advérbios: Em textos que exigem precisão nas</p><p>frases, sempre que possível dar a medida certa. Eles refletem nosso julgamento</p><p>a de qualidade ou natureza de objetos, coisas e processos.</p><p> Evite períodos muito longos: Responsáveis pela dificuldade de</p><p>compreensão textual, exigem do leitor um esforço mental para acompanhar o</p><p>raciocínio em nível de concentração sobre o que está sendo exposto.</p><p> Desenvolva o raciocínio passo a passo: Deve-se levar o leitor a assimilar</p><p>cada coisa de uma vez.</p><p> Ligue adequadamente as ideias: É necessário ligar adequadamente as</p><p>ideias e os fatos, concatenar a sequência da narrativa, juntar e associar as</p><p>partes do raciocínio.</p><p> Optar pela linguagem usual: palavras usuais, simplicidade nas afirmações</p><p>e argumentações, dizer de modo fácil coisas profundas, significativas.</p><p> A opção pela simplicidade torna-se essencial quando se escreve para</p><p>público heterogêneo, há um menor esforço para se acompanhar o raciocínio e</p><p>mais energia para analisarem-se os fatos e os raciocínios em si.</p><p>19</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>A importância da comunicação oral</p><p>Muito se tem falado sobre a grande arte da “comunicação”, hoje já considerada uma</p><p>questão de sobrevivência profissional e mesmo pessoal.</p><p>Um dos testes mais desafiadores da comunicação é o “falar em público” que implica em</p><p>comunicar-se eficientemente, independente da formação acadêmica ou da área de interesse.</p><p>Falar em público, portanto, é um processo bilateral e bidirecional; flui de ambos os lados;</p><p>orador e auditório interativamente trocam discurso/atenção; atenção/respeito/magnetismo.</p><p>Autor de oito livros sobre o assunto, Reinaldo Polito é uma referência nacional para</p><p>executivos, políticos, juristas e profissionais de diversas áreas; segundo ele quem aprende a se</p><p>comunicar diante de um auditório cheio aprende também a falar com o chefe, a comportar-se</p><p>dignamente num almoço de negócios e até mesmo a declarar amor a alguém.</p><p>Se as pessoas não souberem se expressar, não adianta preparo profissional ou intelectual;</p><p>não basta ser. É preciso dizer.</p><p>Até pouco tempo, achava-se que apenas padre, político e advogado precisavam falar bem;</p><p>hoje, espera-se de todo mundo que negocie, argumente e discuta.</p><p>Os tipos de comunicação oral vão desde o contato direto, pessoal (visitas de vendas,</p><p>apresentação de produtos, conversas informais, entrevistas) a conferências (exposição pública para</p><p>grandes plateias), apresentações de trabalhos (uso nas escolas e universidades), a palestras e</p><p>discursos de cunho formal, adequados para formaturas, homenagens, eventos políticos.</p><p>A postura elegante, segura e discreta, aliada a gestos firmes, decisivos e incisivos, o olhar</p><p>franco, “olhos nos olhos”, vão determinar o sucesso ou fracasso em qualquer atividade comunicativa</p><p>verbal, principalmente as que envolvem grandes plateias.</p><p>O valor do olhar é fundamental para o sucesso ou fracasso de uma comunicação; através do</p><p>olhar aprecia-se a verdadeira personalidade de um ser humano.</p><p>Outro aspecto que merece a atenção é um estudo realizado pela Universidade da Califórnia-</p><p>UCLA, aonde se chegou à seguinte estatística, com relação à palestra, discurso ou conferência: O</p><p>que chama atenção?</p><p>7% - palavras</p><p>38% - tonalidade da voz</p><p>55% - linguagem corporal</p><p>Nosso corpo “fala”, cada gesto tem um significado; emana uma mensagem que vai da</p><p>posição do tronco, da expressão do semblante, ao movimento de pernas, braços e mãos.</p><p>Comunicar-se em público não é dom, é uma habilidade que pode ser desenvolvida com</p><p>treinamento, disciplina e persistência. Você, leitor, tem interesse em desenvolver esta habilidade?</p><p>Fonte: POLITO, Reinaldo. Fale Muito Melhor. 2. Ed. São Paulo: Saraiva, 2003.</p><p>1.4 Linguagem verbal e não verbal</p><p>A linguagem falada ou escrita teve sempre a primazia no contexto comunicacional do</p><p>mundo moderno, porém de há muito é aceito o aforismo jornalístico: Uma imagem vale</p><p>mais que mil palavras.</p><p>20</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Ao comunicar-se, uma pessoa demonstra também traços de sua personalidade,</p><p>revelados pelos elementos não verbais decodificáveis: falar de modo claro, correto, confuso,</p><p>simpático, embrulhando palavras, boca semifechada, maneira doce, suave.</p><p>Pela linguagem verbal, identifica-se o vocabulário assumido, a região geográfica de</p><p>origem da pessoa, classe social, ideologia, faixa etária, grau de cultura.</p><p>Se a linguagem animal é uma habilidade inata, instintiva, a linguagem humana é</p><p>uma habilidade aprendida, fruto da aprendizagem social, espelho da cultura de uma</p><p>comunidade. O homem dispõe além da linguagem verbal, articulada, de outros sistemas não</p><p>verbais.</p><p>Quadro 2 - Linguagens Não Verbais</p><p>Linguagem</p><p>icônica ou</p><p>imagética</p><p>Sinais de trânsito; Mídia eletrônica; Cartazes indicativos de</p><p>lazer: áreas turísticas, aeroportos; Placas de proibições:</p><p>estacionamento, hospitais, escolas; Plantão Nacional (Rede</p><p>Globo).</p><p>Fonte: http://migre.me/8W1Tm</p><p>Linguagem</p><p>sonora</p><p>formal</p><p>Apitos de guardas de trânsito; sirenes: bombeiros, ambulâncias;</p><p>Apito: juiz esportivo; Tambores falantes das tribos do Congo.</p><p>Fonte: http://migre.me/8W2gf</p><p>Linguagem</p><p>postural</p><p>Capta traços da personalidade, sentimentos, emoções que o indivíduo não</p><p>comunica por meio da linguagem. Observa-se também: o temperamento nervoso,</p><p>firme, medíocre, pessimista. As formas de sentar</p><p>para ler ou conversar denotam a timidez, introversão</p><p>ou exibicionismo. A maneira de se conduzir em</p><p>público: dirigir-se às pessoas, rir, chamar um</p><p>garçom, um táxi. O modo de andar: lento,</p><p>balanceado, rápido, saltitante, passos largos,</p><p>afetados. Ombros caídos, andar lento: depressão,</p><p>pessimismo.</p><p>Fonte: http://migre.me/8W2vV</p><p>Linguagem</p><p>do</p><p>vestuário</p><p>É mais eloquente que a fala, pois além de representar o símbolo do</p><p>poder, da classe social, tem sido veículo das vaidades e pretensões</p><p>que acompanham homens e mulheres.</p><p>É índice de eficiência e categoria nas relações sociais; sua escolha</p><p>deve considerar o bem-estar pessoal e a impressão que provocará</p><p>nos ouvintes.</p><p>Fonte: http://migre.me/8W2M2</p><p>21</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Linguagem</p><p>gestual</p><p>O gesto obedece a um processo natural: ocorre antes ou junto com as palavras;</p><p>representa a maneira de o indivíduo movimentar as mãos, cabeça, sorrisos,</p><p>aperto de mãos. Não possui significados universais, sendo assim, determinados</p><p>gestos assumem significados diferentes em várias partes do mundo. Exemplo:</p><p>Levantar o polegar</p><p>•No Brasil significa que está tudo bem.</p><p>•Na Europa indica um pedido de carona.</p><p>•No Japão indica o nº 5.</p><p>•Na Alemanha indica o nº 1.</p><p>•Na Índia indica desistência de negócio.</p><p>Erros comuns ao falar: ausência de gestos ou excesso de gesticulação; falar com</p><p>as mãos nos bolsos, atrás das costas, braços cruzados, corpo apoiado, gestos</p><p>abaixo da linha da cintura ou acima da cabeça; assumir postura humilde ou</p><p>arrogante; falar coçando a cabeça, segurando parte da roupa ou corpo;</p><p>movimentar-se demais, sem objetivo.</p><p>Quadro 3 - Língua falada e língua escrita</p><p>Língua Falada Língua Escrita</p><p> Caracterizada pela agilidade,</p><p>oralidade, improviso, sem o emprego</p><p>enérgico na norma gramatical. Utiliza-se</p><p>de meios acessórios (gestos, expressões</p><p>fisionômicas, entonação e outros).</p><p> A sintonia com o interlocutor-receptor</p><p>é imediata, podendo, inclusive, ser</p><p>reformulada a mensagem para que atinja</p><p>sua finalidade.</p><p> Caracterizada pela reflexão e</p><p>elaboração da mensagem. Obedece aos</p><p>padrões gramaticais vigentes.</p><p> Deve ser capaz de sintetizar através</p><p>da escrita, todos os elementos abstratos</p><p>que fazem parte da língua falada.</p><p>22</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>1.5 Níveis de Linguagem</p><p>Leia com atenção o texto: Língua (Usos culto, coloquial e popular - gíria) de Luiz</p><p>Antonio Sacconi.</p><p>Língua (Usos culto, coloquial e popular - gíria)</p><p>Luiz Antonio Sacconi</p><p>In Nossa Gramática Teoria e Prática. Editora Atual, 1994</p><p>A língua é um código de que se serve o homem para elaborar mensagens, para se</p><p>comunicar. Existem basicamente duas modalidades de língua, ou seja, duas línguas funcionais:</p><p>1) a língua funcional de modalidade culta, língua culta ou língua-padrão, que</p><p>compreende a língua literária, tem por base a norma culta, forma linguística utilizada pelo</p><p>segmento mais culto e influente de uma sociedade. Constitui, em suma, a língua utilizada</p><p>pelos veículos de comunicação de massa (emissoras de rádio e televisão, jornais, revistas,</p><p>painéis, anúncios, etc.), cuja função é a de serem aliados da escola, prestando serviço à</p><p>sociedade, colaborando na educação, e não justamente o contrário;</p><p>2) a língua funcional de modalidade popular; língua popular ou língua cotidiana,</p><p>que apresenta gradações as mais diversas, tem o seu limite na gíria e no calão.</p><p>Norma culta</p><p>A norma culta, forma linguística que todo povo civilizado possui, é a que assegura a</p><p>unidade da língua nacional. E justamente em nome dessa unidade, tão importante do ponto de vista</p><p>político-cultural, que é ensinada nas escolas e difundida nas gramáticas. Sendo mais espontânea e</p><p>criativa, a língua popular se afigura mais expressiva e dinâmica. Temos, assim, à guisa de</p><p>exemplificação:</p><p>Estou preocupado (norma culta) / Tô preocupado (língua popular) / Tô grilado (gíria,</p><p>limite da língua popular)</p><p>Não basta conhecer apenas uma modalidade de língua; urge conhecer a língua popular,</p><p>captando-lhe a espontaneidade, expressividade e enorme criatividade, para viver; urge conhecer a</p><p>língua culta para conviver.</p><p>Podemos, agora, definir gramática: é o estudo das normas da língua culta.</p><p>O conceito de erro em língua</p><p>Em rigor, ninguém comete erro em língua, exceto nos casos de ortografia. O que</p><p>normalmente se comete são transgressões da norma culta. De fato, aquele que, num momento</p><p>íntimo do discurso, diz:</p><p>“Ninguém deixou ele falar”, não comete propriamente erro; na verdade, transgride a norma</p><p>culta. Um repórter, ao cometer uma transgressão em sua fala, transgride tanto quanto um indivíduo</p><p>que comparece a um banquete trajando shorts ou quanto um banhista, numa praia, vestido de</p><p>fraque e cartola. Releva considerar, assim, o momento do discurso, que pode ser íntimo, neutro ou</p><p>solene.</p><p>O momento íntimo é o das liberdades da fala. No recesso do lar, na fala entre amigos,</p><p>parentes, namorados, etc., portanto, são consideradas perfeitamente normais construções do tipo:</p><p>Eu não vi ela hoje.</p><p>Ninguém deixou ele falar.</p><p>Deixe eu ver isso!</p><p>23</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Eu te amo, sim, mas não abuse!</p><p>Não assisti o filme nem vou assisti-lo.</p><p>Sou teu pai, por isso vou perdoá-lo.</p><p>Nesse momento, a informalidade prevalece sobre a norma culta, deixando mais livres os</p><p>interlocutores.</p><p>O momento neutro é o do uso da língua-padrão, que é a língua da Nação. Como forma de</p><p>respeito, tomam-se por base aqui as normas estabelecidas na gramática, ou seja, a norma culta.</p><p>Assim, aquelas mesmas construções se alteram:</p><p>Eu não a vi hoje.</p><p>Ninguém o deixou falar.</p><p>Deixe-me ver isso!</p><p>Eu te amo, sim, mas não abuses!</p><p>Não assisti ao filme nem vou assistir a ele.</p><p>Sou seu pai, por isso vou perdoar-lhe.</p><p>Considera-se momento neutro o utilizado nos veículos de comunicação de massa (rádio,</p><p>televisão, jornal, revista, etc.). Daí o fato de não se admitirem deslizes ou transgressões da norma</p><p>culta na pena ou na boca de jornalistas, quando no exercício do trabalho, que deve refletir serviço à</p><p>causa do ensino, e não o contrário.</p><p>O momento solene, acessível a poucos, é o da arte poética, caracterizado por construções</p><p>de rara beleza. Vale lembrar, finalmente, que a língua é um costume. Como tal, qualquer</p><p>transgressão, ou chamado erro, deixa de sê-lo no exato instante em que a maioria absoluta o</p><p>comete, passando, assim, a construir fato linguístico registro de linguagem definitivamente</p><p>consagrado pelo uso, ainda que não tenha amparo gramatical. Exemplo:</p><p>Olha eu aqui! (Substituiu: Olha-me aqui!)</p><p>Vamos nos reunir. (Substituiu: Vamo-nos reunir)</p><p>Não vamos nos dispersar. (Substituiu: Não nos vamos dispersar e Não vamos dispersar-</p><p>nos)</p><p>Tenho que sair daqui depressinha. (Substituiu: Tenho de sair daqui bem depressa.)</p><p>O soldado está a postos. (Substituiu: O soldado está no seu posto.)</p><p>Têxtil, que significa rigorosamente que se pode tecer, em virtude do seu significado, não</p><p>poderia ser adjetivo associado à indústria, já que não existe indústria que se pode tecer. Hoje,</p><p>porém, temos não só indústria têxtil, como também o operário têxtil, em vez da indústria de fibra</p><p>têxtil e do operário da indústria de fibra têxtil.</p><p>As formas: impeço, despeço e desimpeço, dos verbos impedir, despedir e desimpedir,</p><p>respectivamente, são exemplos também de transgressões ou “erros” que se tornaram fatos</p><p>linguísticos, já que só ocorrem hoje porque a maioria viu tais verbos como derivados de pedir, que</p><p>tem início na sua conjugação, com peço. Tanto bastou para se arcaizarem as formas então legítimas</p><p>impido, despido e desimpido, que hoje nenhuma pessoa bem-escolarizada tem coragem de usar.</p><p>Língua escrita e língua falada. Nível de linguagem</p><p>A língua escrita,</p><p>estática, mais elaborada e menos econômica, não dispõe dos recursos</p><p>próprios da língua falada.</p><p>A acentuação (relevo de sílaba ou sílabas), a entoação (melodia da frase), as pausas</p><p>(intervalos significativos no decorrer do discurso), além da possibilidade de gestos, olhares,</p><p>piscadas, etc., fazem da língua falada a modalidade mais expressiva, mais criativa, mais espontânea</p><p>e natural, estando, por isso mesmo, mais sujeita a transformações e a evoluções.</p><p>Isso não implica dizer que se deve admitir tudo na língua falada. A nenhum povo interessa a</p><p>multiplicação de línguas. A nenhuma nação convém o surgimento de dialetos, consequência natural</p><p>24</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>do enorme distanciamento entre uma modalidade e outra.</p><p>A gíria</p><p>Ao contrário do que muitos pensam, a gíria não constitui um flagelo da linguagem. Quem,</p><p>um dia, já não usou bacana, dica, cara, chato, cuca, esculacho, estrilar?</p><p>O mal maior da gíria reside na sua adoção como forma permanente de comunicação,</p><p>desencadeando um processo não só de esquecimento, como de desprezo do vocabulário oficial.</p><p>Usada no momento certo, porém, a gíria é um elemento de linguagem que denota</p><p>expressividade e revela grande criatividade, desde que, naturalmente, adequada à mensagem, ao</p><p>meio e ao receptor. Note, porém, que estamos falando em gíria, e não em calão.</p><p>Ainda que criativa e expressiva, a gíria só é admitida na língua falada. A língua escrita não</p><p>tolera, a não ser na reprodução da fala de determinado meio ou época, com a visível intenção de</p><p>documentar o fato, ou em casos especiais de comunicação entre amigos, familiares, namorados,</p><p>etc., caracterizada pela linguagem informal.</p><p>Antes de continuar seu estudo, realize o Exercício 1 e a</p><p>Atividade 1.</p><p>25</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>UNIDADE 2</p><p>TÉCNICAS DE LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE</p><p>TEXTOS</p><p>OBJETIVO DA UNIDADE: Desenvolver as habilidades para estabelecer uma relação</p><p>estreita, como leitor, com o texto em qualquer situação comunicativa.</p><p>A leitura pressupõe busca de informação, conhecimento, entretenimento e interação.</p><p>Logo, esta unidade busca despertar no acadêmico, as habilidades necessárias para</p><p>estabelecer uma relação estreita, como leitor, com o texto em qualquer situação</p><p>comunicativa. É importante, portanto:</p><p>• que você desenvolva sua capacidade de construir expectativas dos sentidos</p><p>textuais;</p><p>• que selecione os procedimentos de leitura mais adequados, apoiando-se em</p><p>deduções;</p><p>• que se expresse com linguagem própria numa construção do sentido do</p><p>texto; além de interpretar os sentidos figurados;</p><p>• que saiba também aderir ou recusar as posições encontradas textualmente.</p><p>2.1 O ato de ler</p><p>Ler bem exige tantas habilidades quanto escrever, pois a leitura ultrapassa a</p><p>superfície de juntar letras, palavras, frases e infere seu sentido maior: estabelecer uma</p><p>relação estreita do leitor com o texto. Leitura pressupõe: busca de informação,</p><p>conhecimento, entretenimento, interação. A importância da busca de bons textos para se ler</p><p>é fundamental para que haja um perfeito entendimento. A leitura de diferentes textos como</p><p>jornais e revistas podem trazer sérios impedimentos, a não ser que o leitor esteja</p><p>predisposto a superar essa dificuldade.</p><p>26</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Quadro 4 - Para que ler?</p><p>LER PARA</p><p>Objetivos Produto final</p><p>Escrever</p><p>Livro, texto para mural, carta, bilhete</p><p>relatório, e-mail.</p><p>Coletar argumento para</p><p>Debate, seminário, reuniões na empresa,</p><p>apresentações, etc.</p><p>Decorar Representação teatral, sarau, jogral etc.</p><p>Não esquecer Fichamento, resumo, resenha etc.</p><p>Gostar de ler</p><p>Gosto, prazer, hábito, entretenimento,</p><p>busca de informações/conhecimento.</p><p>2.2 Estratégias de leitura</p><p>Para que você consiga descobrir-se como leitor, é importante perceber que a prática</p><p>de uma boa estratégia atende às expectativas daquele que se considera hoje, ainda um</p><p>“mau leitor”.</p><p>Ao longo de sua vida de estudante, você tem feito uso da leitura, mas será que</p><p>utilizou estratégias adequadas em cada situação de leitura? Não? Então vamos relembrá-</p><p>las?</p><p>Figura 2 - Estratégias de Leitura</p><p>Fonte: Elaboração própria</p><p>Formam um centro de expansão que constitui o alicerce do texto.</p><p>Aparecem ao longo do texto nas mais variadas formas: repetidas,</p><p>modificadas, retomadas por sinônimos. Trazem-nos a essência da</p><p>informação por meio de uma leitura reconstrutiva.</p><p>As palavras-chave</p><p>Palavras mais importantes</p><p>de cada parágrafo</p><p>Conduzem-nos à</p><p>síntese do texto</p><p>As ideias-chave</p><p>27</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Em linhas gerais, para fazermos uma boa leitura, devemos observar os seguintes</p><p>passos:</p><p> Procurar as palavras-chave do texto;</p><p> No levantamento das palavras-chave, buscar as informações que elas trazem;</p><p> Nas ideias-chave, sublinhá-las e depois resumi-las de forma pessoal;</p><p> Elaborar um gráfico ou esquema para o texto;</p><p> Sintetizar o texto dando-lhe um bom encadeamento de ideias.</p><p>2.3 Tipos de leitura</p><p>2.3.1 Leitura Informativa</p><p>Objetiva buscar respostas para questões específicas. Ela exige:</p><p> Leitura seletiva: escolha das ideias pertinentes (palavras-chave) que</p><p>complementem o ponto de vista do autor, normalmente no início do parágrafo.</p><p>• Seleção das palavras-chave secundárias que fundamentam e</p><p>desenvolvem o parágrafo.</p><p> Seleção das sentenças-tópico que dão base a cada parágrafo e que</p><p>depois de escolhidas ou sublinhadas formam o resumo do texto.</p><p>2.3.2 Leitura Crítica</p><p>Exige uma visão abrangente em torno do assunto que estamos abordando, pois</p><p>significa reconhecer a pertinência dos conteúdos apresentados tendo como base o ponto de</p><p>vista do autor e a relação entre este e as sentenças-tópico.</p><p>2.3.3 Leitura Interpretativa</p><p>Exige total domínio da leitura informativa para se entender e compreender</p><p>claramente as ideias expressas pelo autor.</p><p>• Compreensão: Entender a mensagem literal contida em uma comunicação,</p><p>ater-se ao ponto de vista do autor e à tese defendida.</p><p>• Análise: Perceber as inter-relações das partes constitutivas do texto e os</p><p>modos de organização.</p><p>28</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>• Síntese: Colocar em ordem os pensamentos essenciais do autor; eliminar o</p><p>que é secundário e fixar-se no essencial.</p><p>• Avaliação: Emissão de um juízo de valor e de verdade a respeito das ideias</p><p>essenciais do texto.</p><p>• Aplicação: Resolver situações semelhantes à explicitada pelo texto;</p><p>habilidade de ao associar assuntos paralelos, utilizar-se dos princípios</p><p>apreendidos em contextos semelhantes.</p><p>2.3.4 Leitura para análise textual</p><p>• Compreensão: Que tese é defendida pelo autor?</p><p>• Análise: Quais as partes constitutivas do texto?</p><p>• Síntese: Qual é a síntese ideal desse texto?</p><p>• Avaliação: As ideias essenciais merecem críticas positivas ou negativas?</p><p>• Aplicação: Em que outro(s) contexto(s) podem ser aplicadas as ideias</p><p>essenciais do texto?</p><p>2.3.5 Leitura e construção de sentidos</p><p>1. Cada sociedade olha os referentes do mundo de acordo com o seu ponto de vista,</p><p>ou seja, de acordo com as suas intenções, escala de valores, focalização, ao manifestar sua</p><p>opinião.</p><p>Como ocorre a focalização? Depende das intenções das pessoas baseadas em seus:</p><p> Objetivos: onde elas querem chegar.</p><p> Interesses: o que é bom ou mau para elas.</p><p> Propósitos: que decisões foram tomadas e que podem levá-las aos</p><p>objetivos que pretendem alcançar.</p><p>2. O texto, porque tem ponto de vista, transforma um acontecimento em fato</p><p>(discurso informativo) e em evento (discurso opinativo).</p><p>3. A fundamentação de um ponto de vista é feita por diferentes argumentos que</p><p>expressam quase sempre opiniões, ou seja, julgamentos pessoais e não verdades.</p><p>4. Tema: A partir dele progride-se uma opinião.</p><p>29</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>5. Tese:</p><p>Prova demonstrativa/persuasiva. Ponto de vista defendido e construído na</p><p>forma de uma proposição declarativa afirmativa. A verdade de uma tese implica a falsidade</p><p>de outra.</p><p>Segundo Orlandi (1988), “leitura é um processo de busca com o qual o leitor</p><p>amealha dos conhecimentos que lhe são importantes e significativos o necessário para</p><p>chegar à compreensão do texto”.</p><p>Dica de Aprofundamento</p><p>A importância do Ato de Ler, de Paulo Freire. Disponível em <Resenha A Importância Do</p><p>Ato De Ler — Motivação Literária (motivacaoliteraria.com.br) >. Acesso em: 05 maio 2023.</p><p>Antes de continuar seu estudo, realize o Exercício 2 e a</p><p>Atividade 2.</p><p>https://www.motivacaoliteraria.com.br/2017/05/resenha-importancia-do-ato-de-ler.html</p><p>https://www.motivacaoliteraria.com.br/2017/05/resenha-importancia-do-ato-de-ler.html</p><p>30</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>UNIDADE 3</p><p>O TEXTO</p><p>OBJETIVO DA UNIDADE: Desenvolver habilidades e estratégias com base em</p><p>conhecimentos necessários para a elaboração de um texto, de modo a construir uma</p><p>competência comunicativa, compreendida como a capacidade de as pessoas interagirem</p><p>entre si, por meio da linguagem.</p><p>Qualquer um de nós senhor de um assunto é, em princípio, capaz</p><p>de escrever sobre ele. Não há um jeito especial para a redação, ao</p><p>contrário do que muita gente pensa. Há apenas uma falta de</p><p>preparação inicial, que o esforço e a prática vencem. (MATTOSO,</p><p>2001, p.61)</p><p>Nesta Unidade, vamos estudar fundamentos teóricos que se fazem necessários para</p><p>compreender como se produz um texto, seja falado, seja escrito. Para isto vamos estudar</p><p>um pouco sobre alguns termos usados no estudo do texto. Você sabe o que é linguística do</p><p>texto ou linguística textual?</p><p>A Linguística do Texto ou Linguística Textual, como o seu próprio nome diz,</p><p>tem por objeto de estudo o texto. Ela é um ramo da Linguística, ciência que estuda a</p><p>linguagem verbal humana, manifestada por meio das diferentes línguas que existem no</p><p>mundo. Ao longo de sua história, passou por três grandes fases de desenvolvimento, que</p><p>foram incorporando elementos novos para a abordagem do texto.</p><p>Isto mesmo! Agora vamos saber quais foram essas três fases. Observe:</p><p>a) Primeira Fase</p><p>A Linguística Textual surgiu nos anos 60, na Europa, principalmente porque</p><p>pesquisadores da linguagem observaram que as gramáticas, que normalmente se</p><p>preocupam com o estudo da língua até o nível da frase, não dão conta de explicar vários</p><p>fatos, que só podem ser compreendidos para além da frase, dentro de um texto.</p><p>b) Segunda Fase</p><p>A Linguística Textual entrou em uma segunda fase na década de 1970. Pautando-se</p><p>pela concepção de linguagem como interação social, passou a ver o texto como uma</p><p>unidade de comunicação. Ou seja, quando falamos ou escrevemos, sempre o fazemos por</p><p>meio de textos, e não de frases, levando em consideração uma série de fatores: quem é a</p><p>pessoa a quem nos dirigimos, em que situação estamos, de que assunto vamos tratar. São</p><p>31</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>fatores pragmáticos, isto é, fatores ligados ao contexto no qual se dá o ato de comunicação,</p><p>que interferem no modo como usamos a linguagem para interagirmos uns com os outros.</p><p>Importava, então, estudar o texto, sem separá-lo das condições em que ele era produzido.</p><p>No caso do texto falado, o próprio fato de o emissor e o receptor estarem presentes</p><p>face a face cria uma situação de trocas de falas, de modo que o texto é produzido por</p><p>ambos, com a possibilidade de haver explicações, retoques, ressalvas sobre o que está</p><p>sendo dito, manifestações de concordância ou discordância de opiniões, geralmente</p><p>acompanhadas de gestos e expressões faciais que sinalizam, para o interlocutor, o</p><p>andamento da interação.</p><p>Já no texto escrito, como o escritor e o leitor não estão presentes no mesmo espaço</p><p>e tempo do ato comunicativo, não há essa possibilidade de participação conjunta na</p><p>elaboração do texto. Isto não quer dizer que o leitor não seja considerado no momento de</p><p>produção do texto, pois, quando escrevemos, sempre temos em mente a pessoa a quem</p><p>nos dirigimos e elaboramos nosso texto de acordo com nosso leitor. Mesmo nos meios de</p><p>comunicação como o jornal escrito, o jornalista tem uma imagem de seu público leitor e</p><p>escreve pensando nesse público, embora não saiba exatamente que indivíduo vai</p><p>concretamente ler sua matéria. Se o leitor quiser expressar concordância ou não com a</p><p>matéria, usará, na próxima edição do jornal, do Painel do Leitor, numa interação feita,</p><p>portanto, a distância.</p><p>Em síntese, na sua segunda fase, nos anos 1970, a Linguística Textual incorporou,</p><p>ao estudo do texto, um conjunto de fatores pragmáticos ligados ao contexto de produção e</p><p>recepção de textos, ressaltando o funcionamento da língua em situações concretas de</p><p>comunicação.</p><p>c) Terceira Fase</p><p>Na década de 1980, a Linguística Textual, sem abandonar a visão pragmática,</p><p>voltou-se para os conhecimentos que as pessoas têm para elaborar um texto. Esses</p><p>conhecimentos são construídos culturalmente, na nossa vida social, e estão armazenados na</p><p>nossa mente, de forma que são colocados em prática pelos indivíduos, de acordo com as</p><p>situações de comunicação em que eles se envolvem. Assim, Koch (2004), seguindo</p><p>Heinemann & Viehweger (1991), salienta que, para processarmos um texto, acionamos</p><p>conhecimentos como:</p><p> o linguístico, referente às palavras e à gramática da língua portuguesa,</p><p>para produzirmos orações compreensíveis e estabelecermos as relações entre</p><p>os elementos do texto, conforme vimos nos comentários ao texto.</p><p>32</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p> o enciclopédico, relativo ao nosso conhecimento de mundo, adquirido seja</p><p>por declarações sobre fatos (A Terra gira em torno do Sol), seja por</p><p>experiências vividas em nossa sociedade, como a de férias, que nos lembra</p><p>lazer, passeios, sem trabalho ou escola. Se o professor pede uma redação</p><p>sobre suas férias, você não vai falar sobre aulas;</p><p> o interacional, que permite ao locutor, em função de seus objetivos</p><p>comunicativos, adequar seu texto à situação comunicativa, inclusive às</p><p>características do interlocutor, como vimos acima, bem como permite ao</p><p>interlocutor reconhecer os propósitos que o locutor pretende atingir, em uma</p><p>dada situação de interação, para que seja assegurada a compreensão do</p><p>texto;</p><p> o de modelos textuais, que nos fazem distinguir gêneros de textos e</p><p>produzirmos um texto segundo as características do gênero. Por exemplo, se</p><p>vamos escrever uma carta, seguimos um determinado modelo, diferente do</p><p>de um artigo para o jornal da escola. Do mesmo modo, uma conversa e uma</p><p>palestra, por serem gêneros diferentes, terão formatos próprios.</p><p>Observando esses vários tipos de conhecimentos necessários para a elaboração de</p><p>um texto, podemos ver que o falante ou escritor têm uma competência comunicativa,</p><p>compreendida como a capacidade de as pessoas interagirem entre si, por meio da</p><p>linguagem. Essa competência comunicativa engloba:</p><p> a competência linguística de saber usar as palavras e as normas</p><p>gramaticais de uma língua para produzir e relacionar orações compreensíveis;</p><p> a competência interacional de fazer escolhas para produzir um texto</p><p>adequado à situação e às características do interlocutor;</p><p> a competência textual de construir um texto coerente, e não uma</p><p>sequência de frases desconexas, de acordo com modelos textuais adquiridos</p><p>na prática social, como fazer uma lista de compras de supermercado, um</p><p>bilhete, uma carta, um ofício, um telefonema, uma entrevista, um telegrama,</p><p>um trabalho escolar, uma conferência, etc.</p><p>33</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>3.1 O Conceito de Texto</p><p>Fonte: http://migre.me/98fV4</p><p>Você sabe qual o conceito de texto?</p><p>Por exemplo, sua melhor amiga ganhou bebê e você vai visitá-la no hospital. Nos</p><p>corredores do hospital aparecem placas com a expressão</p><p>SILÊNCIO.</p><p>A pergunta é: esta placa constitui um texto?</p><p>Claro que sim! A palavra SILÊNCIO está dentro</p><p>de um contexto significativo por meio do qual as pessoas</p><p>interagem. No caso de quem vai visitar um paciente, ao ler</p><p>a placa, sabe que deve respeitar o ambiente. As pessoas</p><p>que administram o hospital têm a intenção de comunicar a</p><p>necessidade de fazer silêncio naquele ambiente. Logo,</p><p>podemos afirmar que a palavra SILÊNCIO é um texto.</p><p>Fonte: http://migre.me/9fWu9</p><p>Para definir o que é um texto, podemos utilizar um conceito amplo, lato, de texto.</p><p>Neste caso, incluiremos como texto, produções nas mais diversas linguagens. Observe a</p><p>seguinte definição de texto:</p><p>http://www.google.com.br/imgres?q=tipos+de+discurso</p><p>34</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>A palavra texto provém do latim textum, que significa tecido,</p><p>entrelaçamento. (...) O texto resulta de um trabalho de tecer, de</p><p>entrelaçar várias partes menores a fim de se obter um todo inter-</p><p>relacionado. Daí poder falar em textura ou tessitura de um texto: é a</p><p>rede de relações que garantem sua coesão, sua unidade (INFANTE,</p><p>1991).</p><p>3.2 Texto e Discurso - Intertexto e Interdiscurso</p><p>Segundo Mikhail Bakhtin, nenhum discurso é original. Toda palavra é uma resposta</p><p>à palavra do outro, todo discurso reflete outros discursos. É nesse terreno que se situa o</p><p>caráter dialógico da linguagem e suas múltiplas possibilidades de criação e recriação.</p><p>Fonte: http://migre.me/98fRP</p><p> Discurso: É a atividade comunicativa – constituída de texto e contexto</p><p>discursivo (quem fala, com quem fala, com que finalidade) - capaz de gerar</p><p>sentido, desenvolvida entre interlocutores. Além dos enunciados verbais,</p><p>engloba outros elementos do processo comunicativo que também participam da</p><p>construção do sentido do texto.</p><p> Texto verbal: É uma unidade linguística concreta, percebida pela audição</p><p>ou pela visão, que tem unidade de sentido e intencionalidade comunicativa. O</p><p>conjunto de fatores que formam a situação na qual é produzido o texto</p><p>chamamos contexto discursivo. E ao conjunto da atividade comunicativa, ou</p><p>seja, à reunião de texto e contexto discursivo, chamamos de discurso.</p><p> Dialogismo: A linguagem é por natureza, dialógica, isto é, sempre</p><p>estabelece o diálogo entre pelo menos dois seres, dois discursos, duas palavras.</p><p> Intertextualidade: É a relação entre dois textos caracterizada por um citar</p><p>o outro.</p><p>35</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p> Interdiscursividade: É a relação entre dois discursos caracterizados por</p><p>um citar o outro. Toda relação interdiscursiva é também uma relação</p><p>intertextual. Contudo, a interdiscursividade é mais ampla, pois faz referência não</p><p>apenas a um texto ou a partes dele, mas também à ideologia nele subjacente.</p><p> Paródia: É um tipo de relação em que um texto cita outro geralmente com o</p><p>objetivo de fazer-lhe uma crítica ou inverter ou distorcer suas ideias.</p><p> Intencionalidade discursiva: São as intenções explícitas ou implícitas</p><p>existentes nos enunciados.</p><p>3.3 Tipos de Discurso</p><p>Fonte: http://migre.me/98fPS</p><p>Nos textos narrativos há um narrador, que é quem conta o fato. Esse locutor ou</p><p>narrador pode introduzir outras vozes no texto para auxiliar a narrativa. Para fazer a</p><p>introdução dessas outras vozes no texto, a voz principal ou privilegiada, o narrador, usa o</p><p>que chamamos de discurso. O que vem a ser discurso dentro do texto? Discurso é a</p><p>forma como as falas são inseridas na narrativa.</p><p>O discurso pode ser classificado em direto, indireto e indireto livre.</p><p>a) Discurso direto</p><p>O discurso direto reproduz fiel e literalmente algo dito por alguém. Um bom exemplo</p><p>de discurso direto são as citações ou transcrições exatas da declaração de alguém.</p><p>Primeira pessoa (eu, nós) – é o narrador quem fala, usando aspas ou travessões</p><p>para demarcar que está reproduzindo a fala de outra pessoa.</p><p>Exemplo de discurso direto: “Não quero brincadeira” – disse a mãe em tom</p><p>áspero.</p><p>36</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>b) Discurso indireto</p><p>O narrador, usando suas próprias palavras, conta o que foi dito por outra pessoa.</p><p>Temos assim uma mistura de vozes, pois as falas dos personagens passam pela elaboração</p><p>da fala do narrador.</p><p>Terceira pessoa – ele(s), ela(s) – O narrador só usa sua própria voz, o que foi dito</p><p>pela personagem passa pela elaboração do narrador. Não há uma pontuação específica que</p><p>marque o discurso indireto.</p><p>Exemplo de discurso indireto: A menina disse em tom zangado, que não gostava</p><p>daquilo.</p><p>c) Discurso indireto livre</p><p>É um discurso misto em que há uma maior liberdade, o narrador insere a fala do</p><p>personagem de forma sutil, sem fazer uso das marcas do discurso direto. É necessário que</p><p>se tenha atenção para não confundir a fala do narrador com a fala do personagem, pois</p><p>esta surge de repente em meio à fala do narrador.</p><p>Exemplo de discurso indireto livre: A velhinha perambulava pela sala chateada</p><p>e zangada. Eu não quero nada disso! E parecia que ninguém a ouvia.</p><p>O tempo verbal também é fator determinante dos discursos. O discurso indireto</p><p>estará sempre no passado em relação ao discurso direto.</p><p>a) Discurso direto - tempos verbais</p><p> Presente do indicativo: “Não gosto disso” – fala o menino em tom bravo.</p><p> Pretérito perfeito do indicativo: “Não gostei disso” – disse o menino em</p><p>tom bravo.</p><p> Futuro do indicativo: “Não gostarei disso” – disse o menino em tom bravo.</p><p> Imperativo: – Coloque o sapato, meu filho.</p><p>b) Discurso Indireto – tempos verbais</p><p> Pretérito imperfeito do indicativo: A velhinha afirmou que estava</p><p>irritada.</p><p> Pretérito-mais-que-perfeito do indicativo: A velhinha afirmou que</p><p>estivera irritada (composto -A velhinha afirmou que tinha estado irritada)</p><p> Futuro do pretérito: A velhinha disse que estaria irritada.</p><p> Pretérito imperfeito do subjuntivo: A mãe recomendou-lhe que</p><p>colocasse o sapato.</p><p>37</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>3.4 Coerência e Coesão Textuais</p><p>Fonte: encurtador.com.br/svxL4</p><p>Observe a figura abaixo:</p><p>Figura 3 – Coesão e Coerência</p><p>Fonte: http://migre.me/98i3y</p><p>3.4.1 Coerência</p><p>É o instrumento que o autor vai usar para conseguir encaixar as “peças” do texto e</p><p>dar um sentido completo a ele. Em outras palavras, é a ordenação das ideias de maneira</p><p>clara e lógica. Para que a coerência ocorra, as ideias devem se completar. Isto é, uma deve</p><p>ser a continuação da outra. O texto não é um aglomerado de frases.</p><p>Por exemplo: A natureza é essencial para a sobrevivência humana. A natureza deve</p><p>ser protegida. O homem deve proteger a natureza.</p><p>38</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Fonte: encurtador.com.br/sxLSX</p><p>Fatores de coerência:</p><p> Elementos linguísticos: Seleção pertinente de palavras que servem como</p><p>pistas para a ativação dos conhecimentos arquivados na memória, e que</p><p>constituem o ponto de partida para a compreensão e para a elaboração de</p><p>interferências.</p><p> Conhecimento do mundo: É a totalidade do conhecimento armazenado</p><p>em nossa memória, adquirido por meio de experiências advindas do nosso</p><p>contato com o mundo.</p><p> Conhecimento partilhado: É o que há de comum entre o meu</p><p>conhecimento de mundo e das demais pessoas.</p><p> Interferência: É a operação pela qual o leitor/ ouvinte, utilizando de seu</p><p>conhecimento de mundo, estabelece uma relação não explícita entre duas ou</p><p>mais ideias, para compreender e interpretar um texto.</p><p> Fatores de contextualização: Diz respeito à data, local, autor, elementos</p><p>gráficos, ilustrações etc. que ajudam a estabelecer a coerência textual.</p><p>3.4.2 Coesão</p><p>Termo que designa os mecanismos linguísticos de sequencialização que instituem</p><p>continuidade semântica entre diferentes elementos da superfície textual. Esses mecanismos</p><p>envolvem processos léxico-gramaticais diversos, dos quais destacamos as cadeias de</p><p>referência, as reiterações e substituições lexicais</p><p>(coesão lexical), os conectores</p><p>interfrásicos (coesão interfrásica), a ordenação correlativa dos tempos verbais</p><p>(coesão temporo-aspectual). A unidade semântica do texto é assim garantida por uma</p><p>organização formal que permite articular e interligar sequencialmente diferentes</p><p>componentes.</p><p>http://producaooraleescritauniube.blogspot.com.br/2010/03/fatores-de-coerencia_31.html</p><p>39</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Fatores de Coesão:</p><p> Coesão Textual: É um encadeamento linear das unidades linguísticas</p><p>presentes no texto.</p><p> Coesão Gramatical: Faz-se por meio das concordâncias nominais e verbais,</p><p>da ordem dos vocábulos, dos conectores, dos pronomes pessoais de terceira</p><p>pessoa (retos e oblíquos), pronomes possessivos, demonstrativos, indefinidos,</p><p>interrogativos, relativos, diversos tipos de numerais, advérbios (aqui, ali, lá, aí),</p><p>artigos definidos, de expressões de valor temporal.</p><p> Coesão Referencial: Um componente da superfície textual faz referência a</p><p>outro componente, que, é claro, já ocorreu antes.</p><p>Elas estão divididas entre a criação dos filhos e o desenvolvimento profissional,</p><p>por isso, muitas vezes, as mulheres precisam fazer escolhas difíceis.</p><p>40</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Fonte: encurtador.com.br/pGLQX</p><p>Observação:</p><p>Ao escrever um texto, é interessante que o acadêmico consulte esta tabela com os</p><p>principais elementos coesivos.</p><p>41</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Quadro 5 – Principais conectores linguísticos (Coesão)</p><p>SIGNIFICADOS CONECTORES LINGUÍSTICOS</p><p>Prioridade,</p><p>Relevância</p><p>Em primeiro lugar, antes de mais nada, primeiramente, acima de tudo,</p><p>precipuamente, principalmente, primordialmente, sobretudo.</p><p>Tempo (frequência,</p><p>duração, ordem,</p><p>sucessão,</p><p>anterioridade,</p><p>posterioridade).</p><p>Então, enfim, logo, logo depois, imediatamente, logo após, a princípio, pouco</p><p>antes, pouco depois, anteriormente, posteriormente, em seguida, afinal, por fim,</p><p>finalmente, agora, atualmente, hoje, frequentemente, constantemente, às vezes,</p><p>eventualmente, por vezes, ocasionalmente, sempre, raramente, não raro, ao</p><p>mesmo tempo, simultaneamente, nesse ínterim, nesse meio tempo, enquanto,</p><p>quando, antes que, logo que, sempre que, desde que, cada vez que, apenas.</p><p>Semelhança,</p><p>Comparação,</p><p>Conformidade</p><p>Igualmente, da mesma forma, assim também, do mesmo modo, similarmente,</p><p>semelhantemente, analogamente, por analogia, de maneira idêntica, de</p><p>conformidade com, de acordo com, segundo, conforme, sob o mesmo ponto de</p><p>vista, tal qual, tanto quanto, como, assim como, bem como, como se.</p><p>Condição, Hipótese Se, caso, eventualmente.</p><p>Adição,</p><p>Continuação</p><p>Além disso, (a) demais, outrossim, ainda mais, ainda por cima, por outro lado,</p><p>também as conjunções aditivas ( e, nem, não, só... mas, também, etc.).</p><p>Dúvida</p><p>Talvez, provavelmente, possivelmente, quiçá, quem sabe, é provável, não é</p><p>certo, se é que.</p><p>Certeza, Ênfase</p><p>De certo, por certo, certamente, indubitavelmente, inquestionavelmente, sem</p><p>dúvida, inegavelmente, com toda a certeza.</p><p>Surpresa,</p><p>Imprevisto</p><p>Inesperadamente, inopinadamente, de repente, de súbito, imprevistamente,</p><p>surpreendentemente.</p><p>Ilustração,</p><p>Esclarecimento</p><p>Por exemplo, isto é, quer dizer, em outras palavras, ou por outra, a saber.</p><p>Propósito,</p><p>Intenção,</p><p>Finalidade</p><p>Com o fim de, a fim de, com o propósito de.</p><p>Lugar,</p><p>Proximidade,</p><p>Distância</p><p>Perto de, próximo a/de, junto a/de, dentro, fora, mais adiante, além, acolá, lá,</p><p>ali, algumas preposições e os pronomes demonstrativos.</p><p>Resumo, Conclusão</p><p>Recapitulação,</p><p>Em suma, em síntese, em conclusão, enfim, em resumo, portanto, assim, dessa</p><p>forma, dessa maneira.</p><p>Causa e</p><p>Consequência</p><p>Por consequência, por conseguinte, como resultado, por isso, por causa de, em</p><p>virtude de, assim, de fato, com efeito, porque pois, porquanto, pois, que, já que,</p><p>uma vez que, visto que, como (= porque), portanto, logo, pois (posposto ao</p><p>verbo).</p><p>Contraste,</p><p>Oposição,</p><p>Restrição,</p><p>Ressalva,</p><p>Concessão</p><p>Pelo contrário, em contraste com, salvo, exceto, menos, mas, contudo, todavia,</p><p>entretanto, embora, apesar de, ainda que, mesmo que, posto que, conquanto, se</p><p>bem que, por mais que, por menos que.</p><p>Fonte: Infante (2006).</p><p>42</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Fonte: encurtador.com.br/atMT4</p><p>Antes de continuar seu estudo, realize o Exercício 3.</p><p>43</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>UNIDADE 4</p><p>GÊNEROS TEXTUAIS</p><p>OBJETIVO DA UNIDADE: Reconhecer que, conforme as práticas comunicativas do</p><p>ambiente social de que participam, as pessoas produzem enunciados que se baseiam em</p><p>formas-padrão relativamente estáveis que se constituíram sócio historicamente e que se</p><p>denominam gêneros textuais. Desenvolver habilidades de leitura e produção de gêneros</p><p>textuais.</p><p>Na Unidade 3, estudamos que um dos conhecimentos que acionamos, para</p><p>processar um texto, é o conhecimento de “modelos textuais”. Isso porque tais “modelos”:</p><p>[...] nos fazem distinguir gêneros de textos e produzir um texto segundo as</p><p>características do gênero. Por exemplo, se vamos escrever uma carta,</p><p>seguimos um determinado modelo, diferente do de um artigo para o jornal</p><p>da escola. Do mesmo modo, uma conversa e uma palestra, por serem</p><p>gêneros diferentes, terão formatos próprios (JUBRAN, 2005, p.6).</p><p>A noção de “modelos textuais” fica mais clara com a seguinte explicação: Num</p><p>determinado estado da sociedade, em um determinado momento histórico, os gêneros</p><p>disponíveis constituem-se como “modelos de referência”, ou “modelos de escritura”, nos</p><p>quais cada produtor deve mais ou menos se inspirar (MACHADO, 2001, p. 3).</p><p>Portanto, para falar/ouvir/escutar e escrever/ler/compreender textos, costumamos</p><p>utilizar sempre o conhecimento que temos dos gêneros que conhecemos. Assim, em</p><p>qualquer situação de comunicação que estejamos, nós sempre estamos utilizando gêneros.</p><p>Esse conhecimento de “modelos textuais” será o foco desta Unidade 4, que tem o</p><p>objetivo de definir gênero textual e seus elementos constitutivos, além de apresentar alguns</p><p>exemplos de gêneros textuais próprios das esferas oficial e empresarial.</p><p>4.1 Gêneros textuais: o que são? Para que servem?</p><p>Entre as diversas práticas sociais de que participamos em nossas atividades diárias,</p><p>todos nós precisamos dar conta daquelas que se constituem por meio da linguagem, ou</p><p>seja, das práticas comunicativas. Tais práticas configuram formas concretas que se</p><p>denominam gêneros textuais, referentes aos</p><p>44</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>[...] textos que encontramos em nossa vida diária e que apresentam</p><p>padrões sociocomunicativos característicos definidos por composições</p><p>funcionais, objetivos enunciativos e estilos concretamente realizados na</p><p>integração de forças históricas, sociais, institucionais e técnicas.</p><p>(MARCUSCHI, 2008, p.154)</p><p>Em outras palavras, os gêneros textuais consistem na realização concreta de textos</p><p>que têm uma função comunicativa específica e se expressam em designações diversas,</p><p>abarcando em princípio listagens abertas de categorias. Exemplos: bilhete, diário, aviso,</p><p>horóscopo, telefonema, carta íntima, carta comercial, lista de compras, aula expositiva,</p><p>notícia, receita culinária, memorando, ofício, agenda, e-mail, bate-papo e assim por diante.</p><p>Não é possível fazer uma lista fechada de gêneros textuais, pois eles são dinâmicos, sócio-</p><p>históricos, variáveis, mas essa não é uma preocupação dos estudiosos. Atualmente, a</p><p>tendência é explicar como eles se constituem e circulam socialmente.</p><p>Fonte: encurtador.com.br/oqAC7</p><p>45</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Para que servem os gêneros textuais? Para tratar dessa questão, precisamos</p><p>observar, no primeiro parágrafo desta seção (MARCUSCHI, 2008, p. 154), que os critérios</p><p>para a conceituação de gênero textual não se restringem apenas aos aspectos linguísticos e</p><p>estruturais, mas também estão inter-relacionados</p>