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<p>Studocu is not sponsored or endorsed by any college or university</p><p>Resumos Completos da Materia Biologia 11º para Exame</p><p>Nacional 11 ano</p><p>Biologia e Geologia (Ensino Secundário (Portugal))</p><p>Studocu is not sponsored or endorsed by any college or university</p><p>Resumos Completos da Materia Biologia 11º para Exame</p><p>Nacional 11 ano</p><p>Biologia e Geologia (Ensino Secundário (Portugal))</p><p>Downloaded by Raquel Lacerda (inesrakel27@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|19648765</p><p>https://www.studocu.com/pt?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumos-completos-da-materia-biologia-11o-para-exame-nacional-11-ano</p><p>https://www.studocu.com/pt/document/ensino-secundario-portugal/biologia-e-geologia/resumos-completos-da-materia-biologia-11o-para-exame-nacional-11-ano/21238415?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumos-completos-da-materia-biologia-11o-para-exame-nacional-11-ano</p><p>https://www.studocu.com/pt/course/ensino-secundario-portugal/biologia-e-geologia/4474622?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumos-completos-da-materia-biologia-11o-para-exame-nacional-11-ano</p><p>https://www.studocu.com/pt?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumos-completos-da-materia-biologia-11o-para-exame-nacional-11-ano</p><p>https://www.studocu.com/pt/document/ensino-secundario-portugal/biologia-e-geologia/resumos-completos-da-materia-biologia-11o-para-exame-nacional-11-ano/21238415?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumos-completos-da-materia-biologia-11o-para-exame-nacional-11-ano</p><p>https://www.studocu.com/pt/course/ensino-secundario-portugal/biologia-e-geologia/4474622?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumos-completos-da-materia-biologia-11o-para-exame-nacional-11-ano</p><p>DNA e RNA</p><p>A informação genética contida nas células</p><p>(no núcleo) é a fonte da</p><p>informação hereditária e do metabolismo celular.</p><p>Também na célula existem</p><p>organelos como as mitocôndrias e cloroplastos</p><p>com DNA próprio e circular, portanto têm um</p><p>metabolismo autónomo em relação ao núcleo.</p><p>Em relação ás macromoléculas orgânicas que</p><p>definem a herança genética e metabólica temos</p><p>duas: DNA (ácido desoxirribonucleico) e RNA</p><p>(ácido ribonucleico). Ambas têm como</p><p>monómeros os nucleótidos que são</p><p>constituídos por três grandes grupos: grupo</p><p>fosfato, base azotada e</p><p>pentose.</p><p>DNA:</p><p>Bases azotadas - Adenina, guanina, citosina e</p><p>timina</p><p>Pentose - desoxirribose (menos um oxigénio que a</p><p>do RNA)</p><p>RNA - Adenina, uracilo, guanina e citosina</p><p>Pentose - ribose</p><p>Estrutura do DNA</p><p>Constituído por duas cadeias antiparalelas (5- 3'e</p><p>3- 5) em forma de</p><p>hélice, com as bases ligadas entre si por</p><p>complementaridade, ou seja, a</p><p>adenina só se liga á timina (por duas ligações) e a</p><p>guanina só se liga á citosina (por três ligações) .</p><p>Replicação semiconservativa de DNA</p><p>O DNA possui a capacidade de originar cópias de si</p><p>mesmo, através de um processo chamado de</p><p>replicação.</p><p>A replicação ocorre no núcleo das células</p><p>eucarióticas (ou no citoplasma nas células</p><p>procarióticas).</p><p>- No início do processo, o complexo DNA</p><p>polimerase (heliçase) liga-se á</p><p>dupla hélice provocando a rotura das pontes de</p><p>hidrogénio entre entra as bases azotadas, desta</p><p>forma assegura a separação das duas cadeias</p><p>antiparalelas.</p><p>- De seguida, 2 DNA polimerases ligam-se às duas</p><p>cadeias separadas e</p><p>começam a produzir por complementaridade e no</p><p>sentido 5-3'uma nova</p><p>cadeia a partir da cadeia de DNA parental.</p><p>Assim no final do processo teremos duas duplas</p><p>hélices de DNA. Este processo assegura tanto a</p><p>produção de células geneticamente idênticas</p><p>como a passagem da informação genética ao</p><p>longo das gerações, em todos os organismos.</p><p>Replicação dispersiva</p><p>As duas cópias de DNA teriam porções alternadas</p><p>de DNA parental e de DNA recém sintetizado.</p><p>Replicação conservativa</p><p>A partir de uma dupla cadeia de DNA parental</p><p>formavam-se duas: uma totalmente nova e a outra</p><p>exatamente igual á do DNA parental.</p><p>RNA</p><p>Ácido nucleico formado por uma única cadeia</p><p>polinucleotidica com uracilo, adenina , guanina e</p><p>citosina .</p><p>Downloaded by Raquel Lacerda (inesrakel27@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|19648765</p><p>https://www.studocu.com/pt?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumos-completos-da-materia-biologia-11o-para-exame-nacional-11-ano</p><p>Ao contrário do DNA , que só tem uma forma , o</p><p>RNA pode apresentar-se</p><p>em três diferentes formas: tANA (RNA de</p><p>transferencia ) , rRNA ( RNA</p><p>ribossomicço ) e mRNA (RNA mensageiro ) .</p><p>tRNA :</p><p>RNA em forma de cruz, que tem na extremidade</p><p>3/esta cadeia transporta</p><p>um aminoácido (dependente da sequencia do</p><p>anticodão ) , no lado oposto</p><p>da estrutura tem um sequencia de 3 bases</p><p>azotadas que fazem</p><p>complementaridade com três bases do MRNA,</p><p>chamada anticodão .</p><p>Entre as bases azotadas estabelecem-se pontes de</p><p>hidrogénio (como no DNA).</p><p>RNA :</p><p>RNA característico dos ribossomas que apresenta</p><p>diferenças entre os seres procarióticos e</p><p>eucarióticos.</p><p>Os ribossomas têm uma estrutura dividida em</p><p>subunidades (maior e menor) , e só exercem as</p><p>suas funções se estas duas estiverem Ligadas</p><p>entre si .</p><p>Nas células eucarióticas podemos observar</p><p>ribossomas no citoplasma, RER (retículo</p><p>endoplasmático rugoso) , nas mitocôndrias e nos</p><p>cloroplastos (caso a célula seja vegeta! )</p><p>MRNA :</p><p>Sequencia de RNA produzida a partir de uma</p><p>sequencia de DNA por</p><p>complementaridade .</p><p>NOTA : Uma porção de uma sequencia de DNA</p><p>denominamos por gene .</p><p>Para que exista expressão de um gene é</p><p>necessário a conversão da</p><p>sequencia de DNA em RNA para que depois seja</p><p>produzido uma proteína .</p><p>Logo toda a nossa informação genética codifica</p><p>para proteínas que nos</p><p>conferem as características físicas e metabólicos</p><p>do nosso organismo .</p><p>Síntese de Proteínas</p><p>Downloaded by Raquel Lacerda (inesrakel27@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|19648765</p><p>o núcleo controla o metabolismo celular a partir</p><p>da informação genética contida neste. a expressão</p><p>dos genes ( porção de DNA) é feita partir da síntese</p><p>de proteínas ou seja a codificação genética</p><p>permite a produção de proteínas que implicam</p><p>mudanças em todo o metabolismo.</p><p>A síntese de protainas é feita a partir de duas</p><p>fases: Transcrição e Tradução</p><p>Transcrição: passa-se no núcleo e permite a</p><p>transformação de uma porção de DNA especifica (</p><p>a que tem informação para a determinada</p><p>proteína) numa molécula de mRNA por</p><p>complementaridade.</p><p>1. Depois de localizado a porção de DNA</p><p>especifica para a codificação da proteína a</p><p>DNA helicase abre a cadeia de DNA.</p><p>2. De seguida a enzima de RNA polimerase</p><p>começa a juntar nucleótidos de RNA por</p><p>complementaridade á porção de DNA</p><p>3. A molécula de RNA pré mensageiro</p><p>produzida ainda tem de sofrer uma ultima</p><p>transformação antes de migrar para o</p><p>citoplasma : o processamento.</p><p>4. No processamento são removidas proções</p><p>de nucleótidos que não codificam para</p><p>nenhum aminoácido (intrões), ficando a</p><p>molécula de mRNA só com porções</p><p>codificastes (exões)</p><p>5. Depois do processamento a molécula de</p><p>mRNA migra para o citoplasma, onde irá</p><p>ocorrer a tradução.</p><p>Tradução: Na molécula de mRNA cada sequencia</p><p>de três nucleótidos, o codão corresponde á</p><p>informação necessária para codificar aminoácidos.</p><p>A tradução esta compreendida por 3 fases e tem</p><p>lugar no citoplasma: Iniciação, Alongamento e</p><p>Finalização.</p><p>1. A subunidade maior do ribossoma liga-se á</p><p>cadeia de mRNA e somente depois se liga a</p><p>subunidade menor. Depois de encontrar o</p><p>codão de iniciação (AUG) emite um sinal</p><p>para que o tRNA que possui</p><p>o anticodão</p><p>complementar (UAC) se ligue por</p><p>complementaridade ao codão (INICIAÇÃO)</p><p>2. Depois da iniciação o ribossoma começa a</p><p>percorrer a molécula de k</p><p>MRNA sempre pelo mesmo processo, ou seja, o</p><p>ribossoma identifica o</p><p>codão, o tRNA desloca-se até ao local de tradução</p><p>e liga-se por</p><p>complementaridade deixando o aminoácido ligar-</p><p>se ao aminoácido anterior</p><p>por uma ligação peptídica (ALONGAMENTO).</p><p>3. Na fase do alongamento existe um</p><p>aumento do comprimento da sequência de</p><p>aminoácidos.</p><p>Downloaded by Raquel Lacerda (inesrakel27@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|19648765</p><p>https://www.studocu.com/pt?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumos-completos-da-materia-biologia-11o-para-exame-nacional-11-ano</p><p>4. Na fase da finalização, o ribossoma</p><p>encontra uma sequência de finalização</p><p>(UAA, UAG e UGA) que emite um sinal para</p><p>um fator de dissociação que degrada todo</p><p>o aparelho de tradução.</p><p>Depois de formada a sequencia proteica, esta</p><p>migra até ao retículo</p><p>endoplasmático e complexo de Golgi para maturar</p><p>e tornar se uma proteína funcional.</p><p>Código Genético</p><p>Conjunto de codões específicos que codificam</p><p>para os 20 aminoácidos presentes nos seres vivos.</p><p>Os codoões são complementares de uma</p><p>sequencia de três nucleótidos (Tripleto) DE DNA</p><p>(Codogene).</p><p>Caraterísticas do código genético:</p><p>Universal: é aceite para todos os organismos</p><p>Redundante: diferentes codões podem codificar</p><p>para o mesmo aminoácido</p><p>Exemplo: O codão ACU codifica somente para a</p><p>treonina (não é ambíguo) mas a treonina pode ser</p><p>codificada por várias sequencias com ACU, ACC,</p><p>ACA e ACG) (redundância do código genético).</p><p>Também temos que notar que a primeira base do</p><p>codão é muito mais especifica di que a terceira, ou</p><p>seja, a primeira base é determinada para o</p><p>aminoácido a cobiçar mas a terceira não o é.</p><p>Exemplo o codão UUU codifica para a fenilamina</p><p>mas se modificar a primeira base para CUU já</p><p>codifica para a Leucina. Por outro lado, se</p><p>alterarmos a UUU para UUC continuamos a</p><p>codificar para fenilamina.</p><p>Polissoma ou polirribossoma:</p><p>Processo pelo qual a mesma cadeia de mRNA é</p><p>traduzida por vários ribossomas, sendo desta</p><p>forma produzidas grandes quantidades de uma</p><p>proteína especifica. Este processo ocorre quando</p><p>a célula tem carência proteica ou caso haja um</p><p>processo metabólico (divisão celular) em</p><p>processamento na célula</p><p>TAC GGA GGT GTG GTC ACA AAA AT</p><p>AUG CCU CCA CUC CUG UGU UUU UA</p><p>Complementaridade</p><p>DNA ---- RNA</p><p>A. U</p><p>T. A</p><p>G. C</p><p>C. G</p><p>Mutações Genéticas</p><p>O material genético sofre , por vezes , alterações</p><p>espontâneas ou</p><p>provocadas por fatores mutagénicos ( radiações e</p><p>produtos químicos ) . Tais</p><p>anomalias devem-se a trocas de nucleótidos , á sua</p><p>adição ou á sua</p><p>eliminação e têm como resultado uma</p><p>modificação na informação do gene</p><p>para a síntese de uma dada proteína . As novas</p><p>características podem ser</p><p>prejudiciais aos mutantes ( ex: anemia falciforme )</p><p>ou conferir vantagem ao individuo, ajudando-o a</p><p>sobreviver no meio ambiente .</p><p>Downloaded by Raquel Lacerda (inesrakel27@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|19648765</p><p>Mutação genica por substituição: substituição de</p><p>uma base por outra no DNA.</p><p>Mutação genica por deleção: eliminação de uma</p><p>base da cadeia de DNA.</p><p>Mutação genica por inserção: inserção de uma</p><p>base na sequência genica.</p><p>Divisão Celular</p><p>Ciclo Celular</p><p>Quer nos seres unicelulares quer nos</p><p>pluricelulares, uma nova célula surge</p><p>sempre por divisão de uma célula que existia</p><p>anteriormente. Esta célula, após um período mais</p><p>ou menos longo de crescimento, irá sofrer divisão</p><p>celular e originar duas células-filhas. O conjunto</p><p>de transformações que uma célula sofre desde o</p><p>seu aparecimento até ao momento em que sofre</p><p>divisão denomina-se ciclo celular. O ciclo celular</p><p>compreende duas etapas fundamentais:</p><p>Interfase: constituída por três fases: G1 - durante</p><p>o qual ocorre um</p><p>crescimento intenso da célula devido á síntese de</p><p>proteínas necessárias</p><p>para a divisão; S - quando ocorre a replicação</p><p>semiconservativa do DNA , o que permite que as</p><p>células passem a dispor de dois cromatídeos</p><p>irmãos (alteração da estrutura do cromossoma ) ;</p><p>G2 - em que a célula atinge o seu</p><p>volume máximo e produz todos os componentes</p><p>necessários para entrar em divisão (divisão dos</p><p>centríolos) .</p><p>Divisão celular ou fase mitótico: prófase,</p><p>metáfase, anáfase e prófase</p><p>(fases da mitose) e se seguida a citocinese</p><p>(divisão do citoplasma) .</p><p>Para que estes fenómenos ocorram é necessário</p><p>que o DNA esteja</p><p>condensado em cromossomas bem definidos. As</p><p>lisossomas contribuem para a estabilidade e</p><p>empacotamento do DNA tem nucleossomas, e ao</p><p>enrolamento dos nucleossomas dá-mos o nome</p><p>de cromatina. Ao conjunto</p><p>da cromatina toda empacotado dá-mos o nome</p><p>de cromossoma.</p><p>Cariótipo - conjunto de todos os cromossomas de</p><p>uma determinada espécie</p><p>No caso do ser humano: 22 pares de</p><p>cromossomas não sexuais (somáticos) e um par</p><p>de cromossomas sexuais (não somáticos).</p><p>Downloaded by Raquel Lacerda (inesrakel27@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|19648765</p><p>https://www.studocu.com/pt?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumos-completos-da-materia-biologia-11o-para-exame-nacional-11-ano</p><p>A mitose consiste na divisão nuclear da qual</p><p>resulta a formação de dois</p><p>núcleos exatamente iguais (clones) da célula que</p><p>os originou.</p><p>PRÓFASE</p><p>PROFASE: etapa mais longa da mitose; processo</p><p>de condensação dos cromossomas em que se</p><p>tornam visíveis ao microscópio ótico. Cada um</p><p>deles é constituído por dois cromatídeos unidos</p><p>por um centrómero. Os centríolos (nas células</p><p>animas) e o citoesqueleto (nas células vegetais)</p><p>organizam o fuso acromático, formado por</p><p>fibrilas de microtúbulos proteicos. O invólucro</p><p>nuclear e os nucléolos degradam-se.</p><p>metáfase</p><p>METÁFASE: os cromossomas atingem o máximo</p><p>de condensação e ligam-se pelo centrómero às</p><p>fibrilas do fuso acromático. Os cromossomas</p><p>alinham-se na zona equatorial da célula com os</p><p>centrómeros alinhados placa equatorial).</p><p>Anáfase</p><p>ANÁFASE: migração dos cromatídeos irmãos para</p><p>polos opostos a partir da rutura do centrómero e</p><p>do encurtamento das fibrilas do fuso acromático.</p><p>No final desta etapa existem, nos dois polos da</p><p>célula, conjuntos de cromossomas idênticos,</p><p>possuindo cópias idênticas de DNA.</p><p>telófase</p><p>TELOFASE: o invólucro nuclear e os nucléolos</p><p>voltam a ser formados, o fuso acromático</p><p>degrada-se e os cromossomas descondensam</p><p>CITOCINESE</p><p>Downloaded by Raquel Lacerda (inesrakel27@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|19648765</p><p>CITOCINESE: normalmente esta começa na</p><p>telófase e a forma como acontece depende do</p><p>tipo de célula em questão:</p><p>Célula animal: a membrana citoplasmática</p><p>começa a deslocar-se para o</p><p>interior do citoplasma, devido á ação de um anel</p><p>contráctil de filamentos proteicos que puxa a</p><p>membrana para o interior. Estes deslocamentos</p><p>dos dois lados da membrana da célula continuam</p><p>até se unirem e formarem duas células.</p><p>Célula vegetal: A presença da parede celular</p><p>impede a divisão por estrangulamento. Nestas</p><p>células ocorre a acumulação, na zina equatorial,</p><p>de vesículas formadas no aparelho de Golgi, que,</p><p>fundindo-se, originam a membrana</p><p>citoplasmática das duas células. Posteriormente</p><p>ocorre a formação da parede celular entre elas.</p><p>Crescimento e regeneração de tecidos</p><p>A partir da mitose originam-se células filhas</p><p>geneticamente iguais às células mãe. Este</p><p>processo. permite o crescimento celular, ou seja,</p><p>aumenta o número de células exponencialmente.</p><p>Durante o processo de crescimento de um</p><p>organismo, as células podem sofrer um processo</p><p>de diferenciação celular que as torna</p><p>morfologicamente diferentes e aptas para</p><p>desempenhar certas</p><p>funções.</p><p>A diferenciação celular consiste na ativação de</p><p>certos genes e no bloqueio de outros que não são</p><p>necessários para o desempenho da célula</p><p>especializada.</p><p>As células iniciais resultantes da divisão do ovo</p><p>são indiferenciadas e têm todas as</p><p>potencialidades para se tornarem em todos os</p><p>tipos de células. células totipotentes.</p><p>Um tipo de células que podem originar alguns</p><p>tipos de células são as estaminais. Estas células</p><p>são: autorrenováveis, não especializadas e</p><p>conseguem originar outros tipos de células, tem</p><p>como, uma linhagem de células estaminais</p><p>constante.</p><p>NOTA: A capacidade de uma célula tem de</p><p>originar outros tipos de células especializadas é,</p><p>em geral, tanto maior quanto menor for a sua</p><p>diferenciação.</p><p>Downloaded by Raquel Lacerda (inesrakel27@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|19648765</p><p>https://www.studocu.com/pt?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumos-completos-da-materia-biologia-11o-para-exame-nacional-11-ano</p><p>Reprodução Assexuada</p><p>A partir da reprodução assexuada originam-se</p><p>clones do progenitor (único). É um processo</p><p>rápido e produz elevado número de</p><p>descendentes o que permite uma rápida</p><p>dispersão das populações.</p><p>Estratégias da reprodução assexuada:</p><p>Bipartição, cissiparidade ou divisão binária:</p><p>ocorre em seres unicelulares</p><p>como as bactérias e consiste na divisão da célula-</p><p>mãe em duas células filhas geneticamente iguais</p><p>e com as mesmas dimensões.</p><p>Gemulação: ocorre em leveduras e consiste no</p><p>surgimento de pequenas saliências (gomos ou</p><p>gemas) no corpo do progenitor. O progenitor</p><p>mantém -se e o gomo origina um descendente de</p><p>menores dimensões.</p><p>Partenogénese: As fêmeas produzem óvulos que</p><p>sem serem fecundados, originam novos</p><p>descendentes. Os descendentes podem ser</p><p>machos, fêmeas ou de ambos os sexos.</p><p>Ex: pulgões</p><p>Fragmentação: ocorre em estrelas-do-mar e</p><p>consiste na fragmentação do</p><p>organismo capazes de regenerar as partes em</p><p>falta, de modo a constituir um novo organismo.</p><p>Esporulação: muito comum em bolores, e</p><p>consiste na produção de células leves e</p><p>resistentes pelo progenitor. Estas células</p><p>dispersam através de fatores ambientais como o</p><p>vento e quando assentam no substrato germinam</p><p>e desenvolvem um descendente geneticamente</p><p>igual ao progenitor.</p><p>Multiplicação vegetativa: muito comum em</p><p>morangueiros e fetos e consiste</p><p>na formação de descendentes a partir de certas</p><p>partes da planta. Algumas técnicas de</p><p>multiplicação vegetativa como a enxertia e a</p><p>propagação in vitro. São utilizadas.</p><p>frequentemente na propagação de variedades de</p><p>interesse agrícola.</p><p>Vantagens da reprodução assexuada:</p><p>à Estratégia rápida e que origina grande</p><p>quantidade de descendentes;</p><p>à Menor gasto de energia do descendente</p><p>à Sendo o meio ambiente favorável á</p><p>propagação da espécie tanto progenitor</p><p>como descendentes estarão bem-</p><p>adaptados às condições ambientais.</p><p>Desvantagens</p><p>à Caso o ambiente tenha uma</p><p>mudança repentina, as espécies</p><p>adaptadas ao</p><p>Downloaded by Raquel Lacerda (inesrakel27@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|19648765</p><p>Óvulo</p><p>(n)</p><p>Espermatozo</p><p>ide (n)</p><p>Ovo</p><p>(2n)</p><p>ambiente anterior poderão não estar</p><p>bem-adaptadas ás novas condições,</p><p>podendo mesmo extinguir-se.</p><p>Reprodução Sexuada</p><p>Este tipo de reprodução distingue-se pelo facto</p><p>de cada descendente ser o resultado de uma</p><p>fecundação (união de dois gametas). As gametas</p><p>podes ser formada em progenitores diferentes ou</p><p>no mesmo progenitor</p><p>( hermafrodita - animais ou dioico - plantas).</p><p>Os descendentes apresentam diferenças entre si,</p><p>resultando da conjugação de material genético</p><p>sempre diferente contido nas gametas. Sendo</p><p>assim, esta contribui para a variabilidade genética</p><p>dentro de uma população.</p><p>Meiose</p><p>Ser humano: No caso do ser humano, o genótipo é</p><p>constituído por 23 pares de cromossomas</p><p>homólogos ou 46 cromossomas. Em termos gerais,</p><p>todas as células do ser humano são diploides</p><p>(possuem cromossomas aos pares)</p><p>com exceção das gametas femininas (óvulo) e</p><p>masculino</p><p>( espermatozoides ) - células haploides (células</p><p>com 23 cromossomas).</p><p>Divisão I</p><p>(Divisão</p><p>Divisão II</p><p>(Divisão</p><p>METÁFAS</p><p>E I</p><p>ANÁFAS</p><p>E I</p><p>TELÓFA</p><p>PRÓFAS</p><p>TELÓFA</p><p>ANÁFAS</p><p>TELÓFA</p><p>PRÓFAS</p><p>E I</p><p>Downloaded by Raquel Lacerda (inesrakel27@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|19648765</p><p>https://www.studocu.com/pt?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumos-completos-da-materia-biologia-11o-para-exame-nacional-11-ano</p><p>Ciclo celular:</p><p>Interfase: semelhante á interface da mitose, com a</p><p>fase S a ser a fase da replicação do DNA e a G1 e a</p><p>G2 para se produzirem diversas substâncias</p><p>necessárias á divisão.</p><p>Divisão I (divisão redaccional):</p><p>Prófase I - condensação dos</p><p>cromossomas, degradação do</p><p>nucléolo e do involucro.</p><p>Emparelhamento dos</p><p>cromossomas - tétrada cromatídica</p><p>ou díada cromossómica. Em certos</p><p>pontos podem ocorrer troca de material genético</p><p>(crossing-over) em pontos de quiasma. (fator que</p><p>contribui para o aumento da variabilidade</p><p>genética).</p><p>Metáfase I -Formação do fuso</p><p>acromático e disposição dos</p><p>cromossomas na placa equatorial</p><p>da célula. Os centrómeros estão</p><p>presos as fibrilas do fuso</p><p>acromático.</p><p>Anáfase I- Migração aleatória dos</p><p>cromossomas (aumento da</p><p>variabilidade genética).</p><p>Telófase I - degradação do fuso,</p><p>descondensação dos</p><p>cromossomas e reorganização</p><p>do involucro nuclear. Pode ou</p><p>não ocorrer citocinese.</p><p>Divisão II (divisão equacional)</p><p>Antes de ocorrer a divisão II da meiose, ocorre</p><p>uma pequena interfase de preparação para a</p><p>dividir-se , sem que ocorra a fase S da replicação</p><p>de DNA . Esta divisão é semelhante á mitose.</p><p>Prófase II: Nova condensação</p><p>dos cromossomas, degeneração</p><p>do invólucro nuclear e formação</p><p>do fuso acromático</p><p>Metáfase II Os cromossomas</p><p>alinham -se na zona equatorial</p><p>da célula formando a placa</p><p>equatorial. Os cromossomas</p><p>estão presos ao fuso</p><p>acromático pelo centrómero.</p><p>Anáfase II: Migração dos</p><p>cromatídeos para polos opostos</p><p>da célula, através da clivagem</p><p>(separação) dos centrómeros.</p><p>Telófase II: Reorganização do</p><p>invólucro nuclear, fuso</p><p>acromático degenera e</p><p>formação de 4 núcleos</p><p>haploides através da citocinese.</p><p>Meiose e Mitose: diferenças</p><p>MITOSE: Uma célula diploide origina duas células</p><p>diploides (2n) geneticamente iguais (clones). Só é</p><p>constituída por uma divisão e ocorre em todas as</p><p>células não- sexuais.</p><p>MEIOSE: Uma célula diploide origina quatro</p><p>células haploides (n) todos geneticamente</p><p>diferentes.</p><p>A meiose ocorre para a formação de gametas, ou</p><p>seja , o óvulo e o espermatozoide ( no caso dos</p><p>mamíferos ) .</p><p>Downloaded by Raquel Lacerda (inesrakel27@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|19648765</p><p>Fatores de variabilidade genética na meiose:</p><p>Crossing-over na 11rófase | e segregação</p><p>independente dos cromossomas homólogos na</p><p>anáfase |.</p><p>NOTA: a fecundação aumenta a variabilidade</p><p>genética na medida em que a fusão de dois</p><p>núcleos (cariogamia) é feita ao acaso.</p><p>Mutações: durante a meiose podem ocorrer</p><p>anomalias que alteram a estrutura ou o número de</p><p>cromossomas. As mutações que ocorrem ao nível</p><p>dos genes permitem o aparecimento de novos</p><p>genes e, consequentemente, de novas</p><p>características.</p><p>Ciclo de Vida</p><p>Para que efetivamente ocorram ciclos de vida é</p><p>necessário que haja dois acontecimentos:</p><p>Meiose: dá inicio a uma fase com metade da carga</p><p>genética (haplófase)</p><p>Fecundação: união de dois núcleos haploides e dá</p><p>início á diplófase.</p><p>Todos os ciclos de vida possuem alternância de</p><p>fases nucleares, podendo distinguir-se três tipos</p><p>de ciclos dependentes da altura</p><p>onde ocorra a</p><p>meiose.</p><p>Interfas</p><p>e</p><p>Divisão</p><p>I</p><p>Divisão</p><p>II</p><p>Cromatídeo</p><p>s</p><p>irmãos</p><p>Cromossoma</p><p>s</p><p>homólogos</p><p>Ponto</p><p>de</p><p>quiasma</p><p>Mitose Meiose</p><p>Downloaded by Raquel Lacerda (inesrakel27@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|19648765</p><p>https://www.studocu.com/pt?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumos-completos-da-materia-biologia-11o-para-exame-nacional-11-ano</p><p>Ciclo de vida haplonte: exemplo da espirogira (alga</p><p>microscópica)</p><p>Nos ciclos de vida haploides a meiose ocorre após</p><p>a formação do zigoto (meiose pós-zigótica) . Logo</p><p>a diplófase só está presente na formação do ovo</p><p>ou zigoto.</p><p>A espirogira é uma alga filamentosa, que possui</p><p>filamentos com gametas femininos e outros</p><p>filamentos com gametas masculinos. Na altura da</p><p>reprodução, e se as condições ambientais assim o</p><p>favorecerem, formam-se tubos de conjugação</p><p>entre o filamento masculino e o filamento</p><p>feminino.</p><p>Um dos gametas (gameta dador) transfere o</p><p>material genético para o outro gameta (gameta</p><p>recetor) , e seguidamente dá-se a fecundação (e</p><p>formação do zigoto ( diplófase) . De seguida o</p><p>zigoto sofre meiose (retorno á haplófase) e</p><p>começa a dividir-se para originar um ser adulto.</p><p>Ciclo de vida diploide: (todos os mamíferos)</p><p>Nos ciclos de vida diploides, a meiose ocorre para</p><p>se formarem os gametas, portanto é uma meiose</p><p>pré-gamética . Este acontecimento determina que</p><p>as únicas células haploides sejam as gametas</p><p>No estádio adulto (2n) existe a formação de</p><p>gametas através da meiose (haplófase) nas</p><p>gónadas. Depois da fecundação (reposição da</p><p>diplófase) o ovo ou zigoto divide-se, cresce e</p><p>diferencia-se através de múltiplas mitoses até</p><p>atingir o estádio adulto.</p><p>Ciclo de vida haplodiplonte (exemplo do polipódio)</p><p>Nos ciclos de vida haplodiplontes, a meiose</p><p>ocorre antes da formação dos esporos, logo uma</p><p>meiose pré - espórica. A haplófase inicia-se com</p><p>os esporos que a partir de mitoses sucessivas,</p><p>originam estruturas pluricelulares (protalo) onde</p><p>se formam os gametas. O protalo possui um</p><p>anterídio que produz anterozoides (gameta</p><p>masculino) e um arquegónio que produz uma</p><p>oosfera (gameta feminino). Os anterozoides</p><p>deslocam-se até á oosfera e dá-se a fecundação</p><p>(reposição da diplófase).</p><p>Depois da fecundação origina-se um esporófito</p><p>jovem que se vai desenvolver até um estádio</p><p>adulto para que sejam produzidos esporos e de</p><p>seguida sofrerem meiose (final da fase gametófita</p><p>e inicio da fase esporófito).</p><p>Downloaded by Raquel Lacerda (inesrakel27@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|19648765</p><p>EVOLUÇÃO BIOLÓGICA</p><p>Origem das células eucarísticas a partir das</p><p>células procarióticas</p><p>Este fenómeno evolutivo tenta ser explicado por</p><p>dois modelos:</p><p>Modelo autogénico: algumas células procarióticas</p><p>ter-se-iam tornado progressivamente mais</p><p>complexas e prolongamentos da membrana</p><p>celular ter-se-iam</p><p>formado para o interior</p><p>do citoplasma. Desta</p><p>forma originar-se-iam</p><p>uns compartimentos</p><p>separados que viriam a</p><p>constituir os organelos</p><p>celulares. O invólucro</p><p>nuclear terá sido um dos primeiros</p><p>compartimentos a surgir dentro da célula.</p><p>Modelo endossimbiótico: admite que as células</p><p>procarióticas primitivas teriam incorporado os</p><p>ancestrais das mitocôndrias (seres procarióticos</p><p>aeróbios) e dos cloroplastos (seres procarióticos</p><p>autotróficos fotossintéticos) , nas quais</p><p>estabelecessem uma relação de endossimbiose</p><p>(relação interespecífico que ambos os seres vivos</p><p>são beneficiados ) .</p><p>Desta relação as células obteriam energia e</p><p>matéria orgânica e os ancestrais dos cloroplastos</p><p>e mitocôndrias obteriam proteção contra agentes</p><p>externos.</p><p>Gradualmente esta relação teria -se tornado mais</p><p>dependente até evoluírem para uma célula</p><p>eucariótica. Evidencias que apoiam a hipótese</p><p>endosimbiótica :</p><p>As mitocôndrias e os cloroplastos possuem</p><p>material genético próprio ( DNA circular sem</p><p>histonas ) selante ao dos seres procarióticos .</p><p>Ambos se dividem por um processo igual ao das</p><p>bactérias - fissão binária.</p><p>Ambos os organelos possuem ribossomas de</p><p>dimensões menores (tal como as células</p><p>procarióticas).</p><p>Verificam-se, em seres vivos atuais, associações de</p><p>simbiose intracelular que atestam a viabilidade</p><p>destes processos.</p><p>Maior eficiência no uso da energia pelos</p><p>diferentes tecidos</p><p>Maior especificação de tecidos que provoca uma</p><p>independência em relação ao meio.</p><p>Vantagens em termos competitivos</p><p>Mecanismos de evolução</p><p>Fixismo</p><p>Teoria que defendia a imutabilidade de espécies e</p><p>que era sustentada por tês grandes leis:</p><p>lei do criacionismo, lei do catastrofismo, lei da</p><p>geração espontânea.</p><p>Lei do criacionismo: um ser divino teria colocado</p><p>as espécies tal e qual como as conhecemos hoje</p><p>em dia no planeta.</p><p>Lei do catastrofismo (forma de os fixistas</p><p>explicarem as extinções): grandes catástrofes</p><p>naturais teriam extinguido grandes grupos de</p><p>espécies .</p><p>Lei da geração espontânea: a partir de matéria</p><p>inorgânica formavam-se células (contrariada mais</p><p>tarde por Pasteur).</p><p>Downloaded by Raquel Lacerda (inesrakel27@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|19648765</p><p>https://www.studocu.com/pt?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumos-completos-da-materia-biologia-11o-para-exame-nacional-11-ano</p><p>Evolucionismo</p><p>A partir do século XIX começaram a surgir teorias</p><p>que acreditavam na mudança das espécies ao</p><p>longo do tempo.</p><p>A primeira grande teoria foi a de Lamarck</p><p>(Lamarckismo ) que assentava em duas grandes</p><p>leis : lei do uso e do desuso e lei dos caracteres</p><p>adquiridos .</p><p>Para Lamarck, o ambiente em mudança é o</p><p>principal responsável pela evolução dos seres</p><p>vivos. A necessidade que os seres vivos sentem de</p><p>se adaptarem às novas condições ambientais</p><p>conduz ao uso ou desuso contínuo de certos</p><p>órgãos. Desta forma, novos órgãos podem surgir</p><p>nos seres vivos como resposta a novas</p><p>necessidades.</p><p>Também defendia que estas mudanças eram</p><p>passadas às gerações seguintes, e com o acumular</p><p>de novas características formar-se-iam novas</p><p>espécies.</p><p>Darwinismo</p><p>Darwin defendia que a seleção natural é o</p><p>mecanismo essencial que orienta</p><p>e dirige a evolução das características das</p><p>espécies.</p><p>A teoria de Darwin assenta em quatro pontos</p><p>importantes:</p><p>Variabilidade intraespecífica: dentro da mesma</p><p>população ( mesma espécies) existe variedade de</p><p>características</p><p>Os indivíduos cujas características lhes conferem</p><p>algum tipo de vantagem</p><p>conseguem alimentar-se e reproduzir-se.</p><p>(sobrevivência diferencial ), os com</p><p>características menos vantajosas acabam por</p><p>morrer ou por se reproduzir a</p><p>uma taxa menor.</p><p>Os indivíduos mais aptos conseguem, então</p><p>passar estas características para as gerações</p><p>seguintes (reprodução diferencial ).</p><p>A seleção natural, atuando ao longo de muitas</p><p>gerações , leva á acumulação de variações nos</p><p>organismos , podendo conduzir á formação</p><p>de novas espécies.</p><p>Neodarwinismo</p><p>Com o desenvolvimento da ciência e o</p><p>aparecimento da genética reformulou-se a teoria</p><p>da evolução de Darwin - Neodarwinismo ou</p><p>Teoria sintética da Evolução.</p><p>Esta perspetiva veio acrescentar dados aos</p><p>estudos de Darwin:</p><p>A variabilidade intraespecífica numa população</p><p>resulta das mutações e dos</p><p>Downloaded by Raquel Lacerda (inesrakel27@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|19648765</p><p>fenómenos de recombinação genética (crossing</p><p>over e migração aleatória dos cromossomas</p><p>homólogos na meiose).</p><p>O Meio ambiente atua seletivamente sobre os</p><p>indivíduos das populações, determinando a</p><p>sobrevivência de indivíduos com o genótipo mais</p><p>favorável.</p><p>Ao longo do tempo, o conjunto de genes que</p><p>caracterizam a população vai</p><p>variando (fundo genético).</p><p>A variação do fundo genético de uma população</p><p>constitui o principal indicador da sua evolução.</p><p>Paleontologia</p><p>O estudo dos fósseis permite perceber a</p><p>mudança que certas espécies estiveram sujeitas</p><p>ao longo do tempo (afasta</p><p>a ideia de</p><p>imutabilidade). Fósseis de transição são fósseis</p><p>com características</p><p>de diversos grupos</p><p>de seres vivos.</p><p>Estes permitem</p><p>perceber que a</p><p>existência de um</p><p>ancestral comum é</p><p>evidente para a</p><p>explicação da</p><p>origem de diversas</p><p>espécies.</p><p>Biogeografia</p><p>Darwin percebeu que quando mudava de</p><p>ambiente específico as características dos</p><p>tentilhões eram diferentes também (demonstra</p><p>que o</p><p>ambiente</p><p>seleciona</p><p>os mais</p><p>aptos)</p><p>Citologia e biquimica</p><p>Todas as células são constituídas por DNA (ácido</p><p>nucleico universal) e que nele está contida toda a</p><p>informação genética dos indivíduos.</p><p>A partir do estudo das proteínas de cada espécie</p><p>podemos perceber que a um padrão de</p><p>proximidade entre elas.</p><p>Embriologia</p><p>Com o estudo do estádio inicias de alguns grupos</p><p>de espécies (mamíferos , anfíbios , aves , répteis e</p><p>peixes ) conseguimos verificar um padrão comum</p><p>nesta fase (existência de um ancestral comum )</p><p>Anatomia comparada</p><p>Estruturas homólogas: estruturas com origem</p><p>embrionária semelhante, anatomia e fisiologia</p><p>semelhante mas função diferente, resultado de</p><p>uma evolução divergente em que o ambiente</p><p>selecionou os mais aptos. (ex:pata do cavalo , ave</p><p>do morcego e mão humana).</p><p>Downloaded by Raquel Lacerda (inesrakel27@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|19648765</p><p>https://www.studocu.com/pt?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumos-completos-da-materia-biologia-11o-para-exame-nacional-11-ano</p><p>Estruturas análogas: estruturas com origem</p><p>embrionária e anatomia</p><p>diferente, mas função semelhante resultante de</p><p>uma evolução convergente.</p><p>Ex: asa do morcego e asa da borboleta)</p><p>Sistemática de seres vivos</p><p>Sistemas de classificação genéticos e filogenéticas</p><p>Os primeiros sistemas de classificação surgiram na</p><p>Grécia Antiga, sendo um sistema prático que se</p><p>baseavam nas características observáveis. Mais</p><p>tarde surgiram os sistemas de classificação</p><p>racionais que podem ser divididos em horizontal</p><p>(não têm em conta o fator evolutivo) e os verticais</p><p>(têm em conta as relações evolutivas dos seres</p><p>vivos).</p><p>Sistema de classificação horizontal</p><p>Sistema fenético.</p><p>Baseiam-se nas características morfológicas ou</p><p>quantificáveis. Não têm em consideração relações</p><p>evolutivas e consegue-se expor esta proximidade</p><p>entre seres vivos a partir de fenogramas.</p><p>Sistemas de classificação filogenéticos (verticais)</p><p>Nesta perspetiva, os seres vivos passaram a ser</p><p>classificados não só de acordo com a sua afinidade</p><p>estrutural e morfológica, mas também de</p><p>acordo com a sua história evolutiva. Com o</p><p>desenvolvimento da citologia e da bioquímica tem</p><p>sido possível a identificação de ancestrais comuns,</p><p>ajudando a definir sequencias que esclarecem o</p><p>percurso evolutivo dos grupos de seres vivos.</p><p>As árvores filogenéticas/ cladogramas traduzem</p><p>afinidades evolutivas entre grupos relativamente</p><p>aos quais se considera a existência de</p><p>antepassados comuns</p><p>Limitações: A dificuldade na determinação da</p><p>afinidade entre alguns grupos, sobretudo</p><p>das espécies fósseis.</p><p>Taxonomia e Nomenclatura</p><p>No sistema de classificação de Lineu, a taxa ou</p><p>níveis taxonómicos encontram-se dispostos por</p><p>nível hierárquico.</p><p>A unidade básica deste sistema é a espécie sendo</p><p>a taxa mais uniforme e com menor capacidade de</p><p>inclusão. A espécie é a única taxa natural visto</p><p>que os organismos que estão inseridos são</p><p>capazes de se cruzar e originar descendência.</p><p>Taxas:</p><p>Espécie, género, família, ordem, classe, filo e Reino</p><p>.</p><p>Sendo o reino o taxa mais abrangente e mais</p><p>heterogéneo. Ao longo desta</p><p>hierarquia, da espécie para o reino, vai</p><p>aumentando o número de</p><p>organismo incluídos em cada nível, mas</p><p>diminuindo o grau de parentesco</p><p>entre eles.</p><p>Downloaded by Raquel Lacerda (inesrakel27@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|19648765</p><p>Regras da nomenclatura</p><p>Nomenclatura binomial é usada para designar o</p><p>nome da espécie. Ex : Fragaria vesca</p><p>O primeiro nome determina o género em que está</p><p>inserido e começa sempre</p><p>por maiúscula e o segundo é o restritivo específico</p><p>e aparece sem escrito</p><p>em minúsculas.</p><p>NOTA: Quando o nome é manuscrito deve ser</p><p>sublinhado. Depois do nome deve aparecer o</p><p>nome do autor seguido do ano em que foi</p><p>publicado.</p><p>Muitas vezes a espécie admite uma sob espécie</p><p>com uma nomenclatura trineminal (o nome da</p><p>espécie mais o restritivo sob específico.</p><p>Sistema de classificação de Whittaker Modificado</p><p>Sistema de classificação que se divide em cinco</p><p>reinos de acordo com três</p><p>critérios fundamentais:</p><p>Tipo de células / nivel de organização celular</p><p>Tipo de nutrição</p><p>Interação nos ecossistemas : macroconsumidores</p><p>( heterotróficos por ingestão ) ou</p><p>microconsumidores ( heterotróficos por</p><p>absorção).</p><p>NOTA: a diferença do sistema de Whittaker para o</p><p>modificado, é que no modificado todas as algas</p><p>foram passadas para o reino protista enquanto</p><p>que no de Whittaker as algas estavam distribuídas</p><p>entre o reino Plantae e protista.</p><p>Evolução dos sistemas de classificação dos reinos</p><p>Downloaded by Raquel Lacerda (inesrakel27@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|19648765</p><p>https://www.studocu.com/pt?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumos-completos-da-materia-biologia-11o-para-exame-nacional-11-ano</p>