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<p>Distúrbios Metabólicos em Pacientes Críticos</p><p>Profº Esp. Fernando Lira</p><p>Anatomia da tireoide</p><p>Crise tireotóxica</p><p>Coma mixedematoso</p><p>Interpretação de provas tireodianas no paciente crítico</p><p>Emergência glicêmica</p><p>Coma hipoglicêmico</p><p>Controle glicêmico na UTI</p><p>Insuficiência Adrenal aguda no paciente crítico</p><p>Manejo com paciente obeso em UTI</p><p>CONTEÚDO</p><p>ANATOMIA</p><p>DA TIREOIDE</p><p>Glândula localizada na região cervical. Controlada pelo hormônio tiroestimulador (TSH), produzida por outra glândula a hipófise.</p><p>T3: Tri-iodotironina</p><p>T4 :Tiroxina</p><p>CRISE TIREOTÓXICA</p><p>É a complicação mais grave do hipertireoidismo, caracterizada por um conjunto de sinais e sintomas secundários à hipersecreção aguda e inapropriada de hormônios tireoidianos.</p><p>Epidemiologia e etiologia</p><p>A incidência é em torno de 0,57 a 0,76 por 100.000 pessoas por ano e de 4,8 a 5,6 por 100.000 pacientes hospitalizados por ano.</p><p>Acomete principalmente mulheres, com idade entre 30 e 60 anos, previamente diagnosticadas com doença de Graves.</p><p>Manifestações clínicas</p><p>Sudorese profunda</p><p>Febre</p><p>↓ Níveis de colesterol e Resistência vascular periférica</p><p>Perda de peso</p><p>Osteoporose</p><p>Fibrilação atrial</p><p>Eventos embólicos</p><p>Fraqueza muscular</p><p>Tremor</p><p>Sintomas neuropsiquiátricos</p><p>Colapso cardiovascular e morte</p><p>American Thyroid Association, 2016</p><p>5</p><p>Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, 2013</p><p>HIPERTIROIDISMO</p><p>CRISE TIREOTÓXICA</p><p>Caracterizado pelo aumento da síntese e liberação dos hormônios tireoidianos pela glândula tireoide.</p><p>Refere-se à síndrome clínica decorrente do excesso de hormônios tireoidianos circulantes, secundário ao hipertireoidismo ou não.</p><p>Critérios de diagnóstico</p><p>Etiologias possíveis</p><p>Mais comum: Doença de Graves (doença auto imune)</p><p>Pós- operatório de tireoidectomia</p><p>Pós - iodoterapia</p><p>Bócio nodular tóxico(paciente mais velhos e em áreas de deficiência de iodo</p><p>Tireoidite subaguda(principalmente viral)</p><p>Tireoidite Linfocítica Subaguda</p><p>Uso de amiodarona</p><p>QUADRO CLÍNICO</p><p>Bócio difuso(97%) associado a:</p><p>Tireotoxicose (hipertireoidismo)</p><p>Orbitopatia ou oftalmopatia</p><p>Dermatopatia(mixedema pré-tibial, mais rara!)</p><p>Hipertireoidismo apático: observado em pacientes idosos, em que não há os sintomas de hiperatividade adrenérgica (agitação, nervosismo etc.), mas astenia intensa, fraqueza muscular e prostração ou depressão grave.</p><p>Em alguns pacientes, há frêmito e sopro sobre a glândula, produzidos por um notável aumento do</p><p>fluxo sanguíneo, sendo esse achado exclusivo da doença</p><p>EXAMES COMPLEMENTARES</p><p>O diagnóstico é clínico</p><p>Serão necessários</p><p>De até 30%</p><p>EXAMES COMPLEMENTARES</p><p>Hemograma</p><p>Função renal</p><p>Enzimas hepáticas</p><p>Coagulograma</p><p>Albumina</p><p>Eletrólitos</p><p>Glicemia</p><p>ECG</p><p>Rx tórax</p><p>Perfil tireoidiano</p><p>TRATAMENTO</p><p>Assegurar vias aéreas e status cardiovascular é prioridade nesses pacientes</p><p>E quase todos precisam de reposição volêmica</p><p>Correção da tireotoxicose</p><p>Correção de alterações clinicas.</p><p>Tratamento da causa precipitante</p><p>TRATAMENTO DE SUPORTE</p><p>Reposição volêmica (Exceto em pcts com congestão pulmonar);</p><p>Hipotensão Drogas vasoativas;</p><p>Hipertemia Resfriamento passivo + uso de antitérmicos (dipirona) (Não usar aspirina);</p><p>Controle da IC e arritmias b-bloqueador de escolha é o propranolol –(Cuidado com o uso de diuréticos e digitálicos);</p><p>Correção de distúrbios eletrolíticos;</p><p>Atenção a glicemia capilar;</p><p>Infeccções podem ser triggers: COLHER CULTURAS DE ACORDO COM A SUSPEITA E INICIAR ATB IV!</p><p>Terapia medicamentosa</p><p>19</p><p>Tratamento cirúrgico</p><p>Casos não responsivos ou que apresentem sinais de toxicidade: tireoidectomia total.</p><p>COMA MIXEDEMATOSO</p><p>Definido como uma forma de hipotireoidismo muito severo, que ocasiona decréscimo da consciência, hipotermia e outros sintomas relacionados à diminuição da função tireoidiana, afetando múltiplos órgãos.</p><p>COMA MIXEDEMATOSO</p><p>FISIOPATOLOGIA</p><p>COMA MIXEDEMATOSO</p><p>T3: Tri-iodotironina</p><p>T4 :Tiroxina</p><p>TRATAMENTO CLÍNICO</p><p>Suporte ventilatório</p><p>Controle da pressão arterial</p><p>Controle da temperatura</p><p>Controle dos níveis de íons</p><p>Agente vasopressores</p><p>Corticosteroides</p><p>Interpretação de provas tireodianas em paciente crítico</p><p>VALORES NORMAIS DOS HORMÔNIOS DA TIREOIDE</p><p>EXEMPLO 1</p><p>CRISE TIREOTÓXICA</p><p>EXEMPLO 2</p><p>PACIENTE COM MIXEDEMA</p><p>EMERGÊNCIA GLICÊMICA</p><p>As emergências glicêmicas mais frequentes são a hiperglicemia, decorrente da Cetoacidose Diabética (CAD) ou do Estado Hiperglicêmico Hiperosmolar (EHH), e a hipoglicemia. Estas complicações metabólicas agudas são mais prevalentes em pacientes com Diabetes Mellitus (DM), mas também afetam pacientes hígidos ou sem diagnóstico prévio de DM.</p><p>EMERGÊNCIA GLICÊMICA</p><p>ESTADO HIPERGLICÊMICO HIPEROSMOLAR</p><p>CETOACIDOSE</p><p>Em casos graves de hipoglicemia, pode ocorrer coma, que é uma condição médica grave em que a pessoa fica inconsciente e não responde a estímulos.</p><p>COMA HIPOGLICÊMICO</p><p>INSUFICIÊNCIA ADRENAL AGUDA NO PACIENTE CRÍTICO</p><p>É uma condição clínica resultante da produção deficiente do hormônio cortisol pelo córtex das glândulas adrenais.</p><p>O hormônio conhecido como cortisol é o responsável por controlar o estresse em nosso corpo, além de ajudar a diminuir inflamações, melhorar o funcionamento do sistema imune e auxiliar o metabolismo de proteínas, gorduras e carboidratos, mantendo os níveis de açúcar no sangue constantes.</p><p>COMO FUNCIONA O CORTISOL?</p><p>ACTH- HORMÔNIO ADRENOCORTICOTRÓFICO</p><p>MANEJO COM PACIENTE OBESO NA UTI</p><p>Cuidado de enfermagem</p><p>Identificar lesões e notificá-las</p><p>i</p><p>Realizar escala de Braden</p><p>i</p><p>Observar aceitação da dieta e observar as fezes e qualquer intolerância</p><p>i</p><p>Hidratar a pele aplicar creme de barreira</p><p>i</p><p>Manter cabeceira elevada.</p><p>Mudança de decúbito a cada 2 h</p><p>Referências</p><p>MAIA, Ana Luiza, et.al. Consenso brasileiro para o diagnóstico e tratamento do hipertireoidismo: recomendações do Departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Arq Bras Endocrinol Metab. 2013;57/3.</p><p>MARTINS, Herlon Saraiva; BRANDÃO NETO, Rodrigo Antonio; VELASCO, Irineu Tadeu. Medicina de emergência: abordagem prática. [S.l: s.n.], 2016.</p><p>Brazilian Journal of Development, Curitiba, v.8, n.4, p.24711-24721, apr., 2022.</p><p>MAIA, AL et al. Consenso brasileiro para o diagnóstico e tratamento do hipertireoidismo: recomendações do Departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia [online]. 2013</p><p>image1.jpeg</p><p>image2.png</p><p>image3.png</p><p>image4.png</p><p>image5.png</p><p>image6.png</p><p>image7.png</p><p>image8.png</p><p>image9.png</p><p>image10.png</p><p>image11.png</p><p>image12.jpg</p><p>image13.jpg</p><p>image14.png</p><p>image15.png</p><p>image16.png</p><p>image17.png</p><p>image18.png</p><p>image19.png</p><p>image20.png</p><p>image21.png</p><p>image22.png</p><p>image23.png</p><p>image24.png</p><p>image25.png</p><p>media1.mp4</p><p>image26.png</p><p>image27.png</p><p>image28.png</p><p>image29.png</p><p>image30.png</p><p>image31.png</p><p>image32.png</p><p>image33.png</p><p>image34.png</p><p>image35.png</p><p>image36.png</p><p>image37.png</p><p>image38.png</p><p>image39.png</p><p>media2.mp4</p><p>image40.png</p><p>image41.png</p><p>image42.png</p><p>image43.png</p><p>image44.png</p><p>image45.png</p><p>image46.png</p><p>image47.png</p><p>image48.png</p>