Prévia do material em texto
Arq Bras Cardiol. 2021; 117(4):775-781 Carta Científica Endocardite Infecciosa em Idosos: Características Distintas Infective Endocarditis in the Elderly: Distinct Characteristics Luiz Henrique Braga Lemos,1 Leonardo Ribeiro da Silva,1 Marcelo Goulart Correa,2 Wilma Golebiovski,2 Clara Weksler,2 Rafael Quaresma Garrido,2,3 Giovanna Ferraiuoli Barbosa,2,4 Cristiane da Cruz Lamas1,2,3 Universidade do Grande Rio (Unigranrio),1 Rio de Janeiro, RJ – Brasil Instituto Nacional de Cardiologia,2 Rio de Janeiro, RJ – Brasil Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, Fiocruz,3 Rio de Janeiro, RJ – Brasil Universidade do Estado do Rio de Janeiro,4 Rio de Janeiro, RJ – Brasil Palavras-chave Endocardite; Idoso; Comorbidade; Mortalidade; Cirurgia Torácica. Correspondência: Cristiane Lamas • Instituto Nacional de Cardiologia - Coordenação de Ensino e Pesquisa - Rua das Laranjeiras, 374, 5º andar. CEP 22240-006, Rio de Janeiro, RJ - Brasil E-mail: cristianelamas@gmail.com Artigo recebido em 21/10/2020, revisado em 17/04/2021, aceito em 12/05/2021 DOI: https://doi.org/10.36660/abc.20201134 Métodos O local do estudo é um hospital público terciário especializado em cardiologia de alta complexidade, com cirurgia cardíaca in loco. O estudo é retrospectivo de pacientes idosos definidos como pelo Estatuto do Idoso do Brasil,18 identificados na coorte de pacientes adultos com critério de EI definitiva pelos critérios modificados de Duke e conduzido pelo período de janeiro de 2006 a dezembro de 2019. As variáveis do estudo foram as incluídas em ficha de coleta de dados padrão (case report form) descritas previamente.4 A análise estatística foi realizada utilizando-se o programa Jamovi®, versão 1.2.2. Os dados foram expressos como frequências, médias ± desvio-padrão da média, mediana e intervalo interquartil. Para a análise bivariada, foram usados os testes do Qui-quadrado e Exato de Fisher. Para verificar a normalidade da distribuição, utilizou-se o teste de Shapiro-Wilk. Os testes t de Student não pareado e o de Mann-Whitney foram utilizados para comparar as variáveis numéricas entre os grupos de interesse. O valor de phospitalar 10,8 7,2 p = 0,285 Febre 88,2 94,7 p = 0,034 Sopro regurgitante novo 48,8 60,4 p = 0,064 Eventos embólicos 35,2 56,9 Ppelo suporte técnico. Contribuição dos autores Concepção e desenho da pesquisa e Redação do manuscrito: Lemos LHB, Lamas CC; Obtenção de dados: Lemos LHB, Silva LR, Golebiovski W, Garrido RQ, Barbosa 778 Arq Bras Cardiol. 2021; 117(4):775-781 Carta Científica Lemos et al. Endocardite em Idosos Ta be la 2 – A sp ec to s da e nd oc ar di te e m id os os e m u m a re vi sã o da li te ra tu ra , 2 00 0- 20 20 Au to r Pa ís No d o es tu do Pe río do Id ad e/ se xo Va lv as a co m et id as M ic ro rg an is m os m ai s fre qu en te s Co nd iç õe s su bj ac en te s Co m pl ic aç õe s % C iru rg ia M or ta lid ad e Du ra nt e- M an go ni , 20 08 4 Vá rio s 2. 75 9 20 00 - 2 00 5 1. 05 6 id os os (6 5 an os o u m ais ); fe m : ( 35 ,8 % ) M (5 0% ); Ao (4 1% ); Tr i ( 7% ); di sp os iti vo s in tra ca rd íac os (1 0% ); pr ót es es (2 6% ) S . a ur eu s (2 8, 3% ) ( M RS A 35 ,8 % ); gr up o bo vi s (8 ,3 % ); en te ro co co s (1 6, 5% ); EC N (1 4% ); es tre pt oc oc os do g ru po v iri da ns (1 4, 2% ) RM (6 3% ); EA (2 8% ); pr oc ed im en to in va siv o (5 6, 2% ); DM (2 2, 9% ); CA ge ni tu rin ár io (4 ,7 % ); GI (3 ,2 % ) IC C (3 3, 1% ); AV E (1 4, 6% ); Em bo lia s ist êm ic a (1 5, 3% ); Ab sc es so (1 4% ); Ba ct er em ia pe rs ist en te (9 ,2 % ) 38 ,9 % 24 ,9 % Re m ad i, 20 09 17 Fr an ça 34 8 19 91 -2 00 6 75 id os os (7 5 an os o u m ais ); m as c: 4 7; fe m : 2 8 M : 4 5, 3% ; Ao : 5 4, 7% ; M -A o: 1 6% ; E I l ad o di re ito : 1 6% ; pr ót es e va lva r ( 28 % ); m ar ca pa ss o (2 6, 7% ) Es tre pt oc oc os (3 7, 4% ); es ta fil oc oc os (3 6 % ); EC N (2 7, 8% ) e m p ac ie nt es op er ad os DM 2 (2 5. 3% ); DR C (1 7, 3% ); ne op las ia (2 6, 7% ) IC C (2 8% ); em bo lia 1 8, 7% ; ev en to m aio r d e SN C 9, 3% ; He m or ra gi a In tra ce re br al 1, 3% A bs ce ss os 1 8, 7% 29 ,3 % Ge ra l: 16 % Ci rú rg ic a: 9 % ; Ló pe z, 20 10 19 Es pa nh a 60 0 EI e sq ue rd a 19 96 -2 00 8 Q3 (6 4- 72 an os ): 15 2; Q4 (> 72 an os ): 14 8 No so co m ial : 33 % - 37 % ; Pr ót es e: 4 7% - 4 2% ; pr ót es e pr ec oc e: 36 % - 3 9% ; M (n at ): 51 % -6 1% ; M (m ec ): 54 % -3 5% ; Ao (n at ): 49 % -3 9% ; Ao (m ec ): 35 % -2 1% ; Ao (b io ): 12 % -3 3% EC N: 2 2% -1 8% ; S . a ur eu s: 1 4% -1 4% ; M RS A: 1 8% -3 3% ; en te ro co co s: 12 % -1 3% ; gr up o vi rid an s: 1 2% -1 2% ; gr up o bo vi s: 5 % -7 % . Re um át ico s: 1 1% -8 % ; pr ót es es 4 5- 4 8% ; de ge ne ra çã o 12 % - 21 % ; DM : 2 8% - 2 9% ; CA : 1 1% -1 3% ; ca te te r I V: 6 % -1 2% ; C. c ar dí ac a pr év ia: 14 % - 1 2% IC C: 5 9- 64 % ; AV E: 1 8- 2 3% ; IR A: 4 0- 4 6% ; B ac te re m ia Pe rs ist en te : 3 2- 3 7% ; Em bo lia : 2 4- 2 8% ; S ep se : 14 % - 1 6% ; A bs ce ss o pe riv alv ar : 25 - 2 6% . 54 % -4 0% Ge ra l: 37 % - 36 % ; C. U rg : 4 4% - 39 % ; C. E le: 2 8% - 34 % . Tr at . M ed .: 40 % -3 6% Ra m íre z- Du qu e 20 11 12 Es pa nh a 96 1 EI e sq ue rd a 19 84 -2 00 8 65 a no s ou m ais : 3 56 ; M as c: 6 3, 3% No so co m ial : 21 ,1 % ; va lva n at iva : 7 4, 5% ; pr ót es e ta rd ia: 1 3, 2% ; pr ót es e pr ec oc e: 12 ,4 % ; Ao : 5 0% ; M : 3 7% ; M -A o: 1 1, 4% ; Gr up o vi rid an s: 1 6. 9% ; S . a ur eu s: 1 7. 4% ; M RS A 12 .9 % ; E CN : 1 7, 1% ; en te ro co cc os : 1 6, 3% ; gr up o bo vi s: 5 .3 % ; BG N: 4 ,2 % 80 % . AV E: 2 6, 6% ; E m bo lia : 2 9, 2% ; IR A: 3 9, 6% ; s ep se 1 6, 5% ; Co m pl ic aç õe s In tra ca rd íac as : 27 ,8 % ; I CC : 2 8, 9% 36 % Ge ra l: 43 ,2 % Ba ss et ti, 20 14 5 Itá lia 43 6 20 04 -2 01 1 Gr up o B (6 5- 74 a no s) : 14 5; fe m : 3 0% ; gr up o C (7 5 an os o u m ais ): 13 7; fe m : 3 8, 6% Ve ge ta çã o: 7 7, 2% - 78 ,1 % En te ro co co s: 1 1, 7% -2 7% ; es tre pt oc oc os s pp .: 33 ,1 % - 22 ,6 % ; vi rid an s: 1 5, 2% -7 ,3 % ; gr up o bo vi s: 1 2, 4% -1 1, 2% ; S . a ur eu s: 1 4, 5% -1 9, 7% ; EC N: 1 1% -1 3, 1% Do en ça v alv ar : 4 7, 6% - 40 ,2 % ; pr ót es e: 4 0% -4 0, 2% ; IC C: 3 0, 3% -4 7, 7% ; DR C: 2 2, 1% -2 9, 2% ; DM 2: 3 0, 3% -2 3, 4% ; CA : 2 3, 5% -2 5, 6% ; ca rd ite re um át ic a: 7, 6% -2 ,9 % Em bo lia : 2 2, 1% -1 3, 9% Si na l n eu ro ló gi co fo ca l: 11 % -9 ,5 % ; A bs ce ss o: 1 5, 9% - 14 ,6 % 37 ,9 % - 22 ,6 % Ge ra l: 19 ,3 % - 22 ,6 % . 779 Arq Bras Cardiol. 2021; 117(4):775-781 Carta Científica Lemos et al. Endocardite em Idosos Co nt in ua çã o Ol ive r, 20 17 6 Fr an ça 45 4 20 08 -2 01 3 G2 (6 5- 80 an os ): 17 3; M as c: 7 1, 7% ; G3 (a cim a de 80 a no s) : 5 1; M as c: 6 4, 7% Ho sp .: 19 ,9 % -2 3, 5% ; Pó s- op ..: 1 1% -1 1, 8% ; Va lva n at iva : 5 7, 8% - 58 ,8 % ; Ao G 2: 4 2% ; M G 3: 4 3, 1% ; va lva p ro té tic a: 42 ,2 % -4 1, 2% ; EI a gu da : 5 7, 1% - 68 ,8 % ; EI > 3 m es es : 1 4, 3% - 6, 3% ; pr in cip ais p or ta s de en tra da (G 3) : TG I: 33 ,3 % ; TG U: 7 ,8 % ; p el e (2 3, 6% ) En te ro co co s: 1 5, 6% - 21 ,6 % ; G ru po b ov is : 16 ,2 % -1 7, 7% ; v iri da ns : 17 ,9 % -1 5, 7% ; EC N 9, 3% -5 ,9 % ; M SS A: 12 ,7 % -1 1, 8% ; M RS A: 2 ,9 % - 2 % EI p ré via : 1 1% -1 1, 8% ; DM 2: 1 9, 1% -2 5, 5% ; HA S: 4 9, 1% -5 8, 8% ; DA C: 1 7, 8% -1 7% ; AV E: 9 ,3 % -7 ,8 % ; DR C: 1 4, 5% -2 7, 5% ; CA : 2 4, 3% -2 9, 4% Em bo lia e m A TB : G 3: 2 1, 6% ; IR A: G 3: 51 % ; Es po nd ilit e: 1 2, 6% -2 3, 5% Ab sc es so : 2 6. 5% -2 9, 4% 69 ,6 % - 42 ,1 % In tra ho sp ita lar : 13 ,3 % -1 5, 7% ; Em 1 a no : 19 ,7 % -3 7, 3% ; Ci rú rg ic a: G 3: 6, 3% W u, 2 01 911 Ch in a 40 5 20 07 -2 01 6 G3 (6 5 an os ou m ais ): 59 ; m as c: 6 9, 5% Na tiv a: 8 3, 1% ; m itr al: 25 ,4 % ; A o: 3 0, 5% ; va lva s à D: 6 ,8 % ; pr ót es es : 1 3, 6% m ar ca pa ss o: 3 ,4 % ; co m un itá ria : 7 9, 7% ; no so co m ial : 1 0, 2% Es tre pt oc oc os : 2 2% ; vi rid an s: 5 ,1 % ; es ta fil oc oc os : 1 8, 5% ; S . a ur eu s: 3 ,4 % ; E CN : 15 ,3 % ; e nt er oc oc os : 1 ,7 % Re um át ico s: 1 8, 6% ; cir ur gi a ca rd íac a pr év ia: 2 3, 7% ; de ge ne ra tiv a: 1 0, 2% ; DP OC : 3 ,4 % ; C A: 3, 4% ; H D: 6 ,8 % ; H AS : 42 ,4 % ; D M : 1 6, 9% ; M á hi gi en e or al: 4 9, 2% . IC C: 6 2, 7% ; E m bo lia : 3 9% ; IR A: 3 0, 5% ; A VE : 2 3, 7% ; Ar rit m ia: 3 9% FA : 3 3, 9% ; A bs ce ss o: 1 3, 6% ; In di ca çã o: 96 ,6 % Ci ru rg ia: 40 ,7 % In tra -h os pi ta lar : 20 ,3 % Ch un -Y u Li n, 2 02 020 Ta iw an 17 9 EI e sq ue rd a 20 05 -2 01 5 65 a no s ou m ais : 3 8; fe m : 3 6, 8% ; m éd ia de id ad e: 74 .2 ±6 .4 Ao : 5 0% Tr oc a po r: Ao b io : 1 00 % ; A o m ec : 0 % ; M : 3 6, 8 Tr oc a po r: M b io : 1 00 % ; M m ec : 0 % Es tre pt oc oc os : 2 8, 9% ; V iri da ns : 1 3, 2%; En te ro co co s: 1 0, 5% ; S . a ur eu s: 7 ,9 % . HA S: 1 3, 2% ; D M : 28 ,9 % ; D RC : 1 0, 5% VM : 2 3, 7% ; I no tró pi co s: 10 ,5 % ; E m bo lia : 2 3, 7% ; I RA : 5, 3% ; F A: 1 3, 2% ; I CC : 1 8, 4% ; Ab sc es so : 2 ,6 % To do s os pa cie nt es re ali za ra m cir ur gi a, vis to q ue o es tu do a va lia os p ac ie nt es su bm et id os à m es m a In tra -h os pi ta lar : 26 ,3 % Fe m : f em in in o; m as c: m as cu lin o; M : m itr al; A o: a ór tic a; T ri: tr icú sp id e; M RS A: M et ici lin R es ist an t S ta ph ylo co cc us a ur eu s; E CN : e st af ilo co co s co ag ul as e ne ga tiv o; R M : r ev as cu lar iza çã o m io cá rd ic a; E A: e st en os e aó rti ca ; D M : di ab et es m el ito ; C A: c ân ce r; GI : g as tri nt es tin al; IC C: in su fic iê nc ia ca rd íac a co ng es tiv a; A VE : a cid en te v as cu lar e nc ef áli co ; E I: en do ca rd ite in fe cc io sa ; D RC : d oe nç a re na l c rô ni ca ; S NC : s ist em a ne rv os o ce nt ra l; (m ec ): m ec ân ic a; (n at ): na tiv a; b io : b io ló gi ca ; I RA : i nj úr ia re na l a gu da ; C . U rg : c iru rg ia de u rg ên cia ; C . E le: c iru rg ia el et iva ; T ra t. m ed .: tra ta m en to m ed ic am en to so ; B GN : b ac ilo s gr am -n eg at iv os ; P . v alv .: pr oc ed im en to v alv ar ; h os p. : h os pi ta lar ; p ós - op .: pó s- op er at ór ia; T GU : t ra to g en itu rin ár io ; H AS : h ip er te ns ão a rte ria l s ist êm ic a; D AC : d oe nç a ar te ria l c or on ar ian a; D PO C: d oe nç a pu lm on ar o bs tru tiv a cr ôn ic a; V M : v en til aç ão m ec ân ic a; F A: fi br ila çã o at ria l. 780 Arq Bras Cardiol. 2021; 117(4):775-781 Carta Científica Lemos et al. Endocardite em Idosos GF, Lamas CC; Análise e interpretação dos dados: Lemos LHB, Correa MG, Lamas CC; Análise estatística: Correa MG; Obtenção de financiamento: Lamas CC; Revisão crítica do manuscrito quanto ao conteúdo intelectual importante: Weksler C, Garrido RQ, Barbosa GF, Lamas CC. Potencial conflito de interesse Não há conflito com o presente artigo Fontes de financiamento Dra. Cristiane Lamas recebeu auxilio à pesquisa pela Fundação Carlos Chagas de Amparo a Pesquisa do Rio de Janeiro (FAPERJ, JCNE ), Luiz Henrique Braga Lemos bolsa de Iniciação Científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento e Pesquisa (CNPq) e Leonardo Ribeiro da Silva bolsa deIniciação Científica do Santander. Vinculação acadêmica Este artigo é parte de trabalho de conclusão de graduação de Luiz Henrique Braga Lemos pela Unigranrio. Aprovação ética e consentimento informado Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética do Instituto Nacional de Cardiologia sob o número de protocolo 080/12.09.2005 e 171/2006. Todos os procedimentos envolvidos nesse estudo estão de acordo com a Declaração de Helsinki de 1975, atualizada em 2013. O consentimento informado foi obtido de todos os participantes incluídos no estudo. 1. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas. Estatísticas Sociais. Projeção da população 2018: número de habitantes do país deve parar de cresce em 2047 [Internet]. Rio de Janeiro: Agência de Notícias IBGE; c2021 [cited 2021 Aug 31]. Available from: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de- imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/21837-projecao-da-populacao- 2018-numero-de-habitantes-do-pais-deve-parar-de-crescer-em-2047. 2. Baddour LM, Wilson WR, Bayer AS, Fowler VG Jr, Tleyjeh IM, Rybak MJ, et al. Infective Endocarditis in Adults: Diagnosis, Antimicrobial Therapy, and Management of Complications: A Scientific Statement for Healthcare Professionals from the American Heart Association. Circulation. 2015;132(15):1435-86. doi: 10.1161/CIR.0000000000000296. 3. Ursi MP, Durante-Mangoni E, Rajani R, Hancock J, Chambers JB, Prendergast B. Infective Endocarditis in the Elderly: Diagnostic and Treatment Options. Drugs Aging. 2019;36(2):115-24. doi: 10.1007/s40266-018-0614-7. 4. Durante-Mangoni E, Bradley S, Selton-Suty C, Tripodi MF, Barsic B, Bouza E, et al. Current Features of Infective Endocarditis in Elderly Patients: Results of the International Collaboration on Endocarditis Prospective Cohort Study. Arch Intern Med. 2008;168(19):2095-103. doi: 10.1001/archinte.168.19.2095. 5. Bassetti M, Venturini S, Crapis M, Ansaldi F, Orsi A, Della Mattia A, et al. Infective Endocarditis in Elderly: An Italian Prospective Multi-Center Observational Study. Int J Cardiol. 2014;177(2):636-8. doi: 10.1016/j.ijcard.2014.09.184. 6. Oliver L, Lavoute C, Giorgi R, Salaun E, Hubert S, Casalta JP, et al. Infective Endocarditis in Octogenarians. Heart. 2017;103(20):1602-9. doi: 10.1136/heartjnl-2016-310853. 7. Dhawan VK. Infective Endocarditis in Elderly Patients. Clin Infect Dis. 2002;34(6):806-12. doi: 10.1086/339045. 8. Selton-Suty C, Célard M, Le Moing V, Doco-Lecompte T, Chirouze C, Iung B, et al. Preeminence of Staphylococcus Aureus in Infective Endocarditis: A 1-year Population-Based Survey. Clin Infect Dis. 2012;54(9):1230-9. doi: 10.1093/cid/cis199. 9. Slipczuk L, Codolosa JN, Davila CD, Romero-Corral A, Yun J, Pressman GS, et al. Infective Endocarditis Epidemiology Over Five Decades: A Systematic Review. PLoS One. 2013;8(12):e82665. doi: 10.1371/journal.pone.0082665. 10. Faulkner CM, Cox HL, Williamson JC. Unique Aspects of Antimicrobial Use in Older Adults. Clin Infect Dis. 2005;40(7):997-1004. doi: 10.1086/428125. 11. Wu Z, Chen Y, Xiao T, Niu T, Shi Q, Xiao Y. The Clinical Features and Prognosis of Infective Endocarditis in the Elderly from 2007 to 2016 in a Tertiary Hospital in China. BMC Infect Dis. 2019;19(1):937. doi: 10.1186/s12879-019-4546-6. 12. Ramírez-Duque N, García-Cabrera E, Ivanova-Georgieva R, Noureddine M, Lomas JM, Hidalgo-Tenorio C, et al. Surgical Treatment for Infective Endocarditis in Elderly Patients. J Infect. 2011;63(2):131-8. doi: 10.1016/j.jinf.2011.05.021. 13. Baddour LM, Epstein AE, Erickson CC, Knight BP, Levison ME, Lockhart PB, et al. Update on Cardiovascular Implantable Electronic Device Infections and their Management: A Scientific Statement from the American Heart Association. Circulation. 2010;121(3):458-77. doi: 10.1161/ CIRCULATIONAHA.109.192665. 14. Gould FK, Denning DW, Elliott TS, Foweraker J, Perry JD, Prendergast BD, et al. Guidelines for the Diagnosis and Antibiotic Treatment of Endocarditis in Adults: A Report of the Working Party of the British Society for Antimicrobial Chemotherapy. J Antimicrob Chemother. 2012;67(2):269-89. doi: 10.1093/jac/dkr450. 15. Habib G, Lancellotti P, Antunes MJ, Bongiorni MG, Casalta JP, Del Zotti F, et al. 2015 ESC Guidelines for the Management of Infective Endocarditis: The Task Force for the Management of Infective Endocarditis of the European Society of Cardiology (ESC). Endorsed by: European Association for Cardio-Thoracic Surgery (EACTS), the European Association of Nuclear Medicine (EANM). Eur Heart J. 2015;36(44):3075-128. doi: 10.1093/eurheartj/ehv319. 16. Forestier E, Fraisse T, Roubaud-Baudron C, Selton-Suty C, Pagani L. Managing Infective Endocarditis in the Elderly: New Issues for an Old Disease. Clin Interv Aging. 2016;11:1199-206. doi: 10.2147/CIA.S101902. 17. Remadi JP, Nadji G, Goissen T, Zomvuama NA, Sorel C, Tribouilloy C. Infective Endocarditis in Elderly Patients: Clinical Characteristics and Outcome. Eur J Cardiothorac Surg. 2009;35(1):123-9. doi: 10.1016/j.ejcts.2008.08.033. 18. Brasil. Secretaria Especial dos Direitos Humanos. Estatuto do Idoso: Lei Federal no 10.741. Brasília, DF (Oct 1 2003). 19. López J, Revilla A, Vilacosta I, Sevilla T, Villacorta E, Sarriá C, et al. Age-Dependent Profileof Left-Sided Infective Endocarditis: A 3-Center Experience. Circulation. 2010;121(7):892-7. doi: 10.1161/ CIRCULATIONAHA.109.877365. 20. Lin CY, Lu CH, Lee HA, See LC, Wu MY, Han Y, et al. Elderly Versus Non- Elderly Patients Undergoing Surgery for Left-Sided Native Valve Infective Endocarditis: A 10-year Institutional Experience. Sci Rep. 2020;10(1):2690. doi: 10.1038/s41598-020-59657-1. Referências Este é um artigo de acesso aberto distribuído sob os termos da licença de atribuição pelo Creative Commons 781