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<p>8 o QUE É CONFIGURAÇÃO SOCIAL? Welkson Pires Contextualizando O conceito de configuração social é adotado no âmbito das Ciências Sociais visando trazer nova compreensão sobre a sociedade e os indivíduos que a formam. Em linhas gerais, trata-se de uma noção capaz de romper com as frequentes oposições analíticas estabelecidas entre sociedade e indi- víduo, demonstrando as relações fundamentais que existem entre eles. Isso só é possível porque o conceito de configuração social permite apreender tanto o processo de constituição da sociedade (sociogênese), em seus diversos níveis global, nacional, regional, local e grupal -, quanto o processo de desenvolvimento subjetivo dos indivíduos (psicogênese), deixando evidente que se tratam de processos necessariamente interligados. Conceituando D esenvolvido pelo sociólogo alemão Norbert Elias, o conceito de configuração é definido, em linhas gerais, como uma rede de indivíduos estruturalmente interconectados por meio de uma multiplicidade de relações de interdependência. Para melhor visualizar o que seria a estrutura de uma con- figuração, vejamos seguinte diagrama elaborado pelo próprio Elias: Figura 1 Representação de uma configuração (família, estado, grupo, sociedade etc.) Indivíduo Símbolo de um de poder mais ou menos Valência aberta (desligada) Elo de interdependência Fonte: Diagrama extraído de Elias (2008, p. 15), mas com pequenos ajustes realiza- dos nas legendas, visando torná-las mais precisas. A partir desse diagrama (Figura 1), percebemos que uma configuração social é necessariamente produto das relações de interdependência que os indivíduos vão estabelecendo uns com os outros ao longo 57 CONCEITOS E CATEGORIAS FUNDAMENTAIS DO ENSINO DE SOCIOLOGIA volume 1</p><p>de toda sua vida. Desde já, é possível perceber que a noção de interdependência é fundamental à concepção eliasiana de configuração, pois nos revela justamente a natureza das conexões entre os indivíduos, que são decorrentes de relações biológicas e sociais. Exemplificando algumas dessas conexões, Elias (1994a, p. 31) nos diz, sobre a constituição de uma dependência biológica entre um recém-nascido e seus progenitores, que "[...] os pais são necessários para trazer um filho ao mundo [...]", especificamente "[...] a mãe nutre o filho, primeiro com seu sangue e depois com o alimento vindo de seu corpo". Dessa forma, percebemos que "[...] o indivíduo sempre existe, no nível mais fundamental, na relação com os outros No que diz respeito às relações de dependência social, Elias (1994a, p. 22) aponta que, em decorrência dos processos de socialização primários e secundários, "[cada pessoa] está ligada a outras por laços invisíveis, sejam estes laços de trabalho e propriedade, sejam de instintos e afetos. Os tipos mais díspares de funções tornaram- na dependente de outrem e tornaram outros dependentes dela". As conexões formadas entre os indivíduos são representadas, no diagrama acima, pelos elos de inter- dependência. Já as valências abertas indicam a possibilidade da constituição de novas conexões modi- ficação das conexões já existentes, tendo em vista que os indivíduos estão em constante processo de sociali- zação e, por isso, podem constituir novas relações ou mesmo ter suas relações anteriores transformadas. É importante perceber que, nesse contexto, qualquer alteração nas conexões de um indivíduo dentro de uma determinada configuração social implica necessariamente uma mudança na própria estrutura configuracional, sendo dessa forma que as mudanças sociais acontecem. O próprio Elias nos dá um exemplo disso: Quando alguém que amamos morre [...] A morte desta significa que o sobrevivente perdeu uma parte de si mesmo. Na configuração das suas valências de afeição ou de independência, uma dessas valências fixara-se na outra pessoa. Agora essa pessoa morreu. Foi destruída uma parte integrante do seu eu, a sua imagem de "eu e A valência que se afeiçoara a outro foi destruída. Como resultado, houve uma alteração da configuração particular de todas as valências do sobrevivente e mudou-se o equilíbrio de toda a teia de relações pessoais. A sua relação com uma outra pessoa, que anteriormente apenas ocupara um lugar marginal na configuração das suas valências, pode tornar- se muito mais cordial. Pode haver um certo arrefecimento nas suas relações com os outros, que desempenhavam uma função especial na sua relação com a pessoa que morreu, talvez porque atuassem como catalizadores ou como espectadores benevolentes. Assim, é verdadeira a afirmação de que quando morre alguém que muito amamos, toda a configuração das valências do sobrevivente e todo equilíbrio da sua teia de relações se altera (ELIAS, 2008, p. 149). O diagrama apresentado na Figura 1 também faz referência às relações de poder que são intrínsecas a toda configuração social. Na perspectiva eliasiana, a condição de interdependência, fundamental à exis- tência de uma estrutura configuracional, pressupõe a existência de uma coação mútua entre os indivíduos interdependentes, ou seja, se um depende do outro, então necessariamente um exerce poder sobre o outro, ainda que em proporções desiguais. Nas palavras de Elias, Dependemos dos outros; os outros dependem de nós. Na medida em que somos mais dependentes dos outros do que eles são de nós, em que somos mais dirigidos pelos outros do que eles são por nós, estes têm poder sobre nós, quer nos tenhamos tornado dependentes deles pela utilização que fizeram da força bruta ou pela necessidade que tínhamos de ser amados, pela necessidade de dinheiro, de cura, de estatuto, de uma carreira ou simplesmente de estímulo (ELIAS, 2008, p. Segundo a perspectiva eliasiana, o poder não pode ser encarado como algo que um indivíduo possua e outro não ou como sendo proveniente de uma entidade sobre-humana, mas como "[...] uma característica estrutural das relações humanas de todas as relações humanas" (ELIAS, 2008, p. 81; grifo do autor). Sendo assim, não há configuração social que não seja constituída por relações de poder. Além disso, vale ainda considerar que, como o poder se origina de relações de interdependência variadas, ele também as- sume variadas formas, podendo se materializar, por exemplo, como poder econômico, poder político e poder cultural (ELIAS, 1994b). Por fim, ainda sobre as relações de poder que constituem as configurações sociais, importa perceber que o diagrama exposto indica que entre dois ou mais indivíduos existe um "equilíbrio de poder mais ou 58 CONCEITOS E CATEGORIAS FUNDAMENTAIS DO ENSINO DE SOCIOLOGIA volume 1</p><p>menos instável". No pensamento eliasiano, isso quer dizer que, de acordo com circunstância pessoais e sociais, a força dos indivíduos poderá variar. Vale enfatizar que não se deve confundir que Elias chama de "equilíbrio de poder" com "igualdade de poder", já que aquela noção diz respeito à "força relativa" dos indivíduos, ou seja, a força de um varia conforme a força do outro. É por isso que Elias (2008, p. 81) nos diz que, "[...] sejam grandes ou pequenas as diferenças de poder, equilíbrio de poder está sempre presente onde quer que haja uma interdependência funcional entre pessoas". Conceito em movimento O conceito de configuração social foi desenvolvido pelo sociólogo alemão Norbert Elias, por volta da primeira metade do século XIX, visando superar as oposições conceituais que as pers- pectivas teóricas de sua época estabeleciam entre as noções de indivíduo e sociedade. Isso porque, na sua percepção, não era possível nem se estudar os processos sociais considerando-os como produto de estru- turas que estão acima e além dos indivíduos nem, tampouco, explicá-los a partir da análise das ações dos indivíduos vistos isoladamente, como se fossem resultado da vontade individual. Para Elias, os processos sociais nada mais eram do que resultado de dinâmicas configuracionais resultantes das relações de inter- dependência estabelecidas entre os indivíduos. De modo a melhor evidenciar as relações entre que nor- malmente chamamos de "sociedade" e os indivíduos que a compõem, Elias se valeu de diversas metáforas, dentre elas, podemos citar jogo de cartas: Se quatro pessoas se sentarem à volta de uma mesa e jogarem cartas, formam uma configuração. As suas ações são interdependentes. [...] [Nesse sentido] o decurso tomado pelo jogo será obviamente o resultado das ações de um grupo de indivíduos interdependentes. Mostramos que o decurso do jogo é relativamente autônomo de cada um dos jogadores individuais, dado que todos os jogadores têm aproximadamente a mesma força. Mas este decurso não tem substância, não tem ser, não tem uma existência independente dos jogadores, como poderia ser sugerido pelo termo "jogo". Nem o jogo é uma ideia ou um "tipo ideal", construído por um observador sociológico através da consideração do comportamento individual de cada um dos jogadores, da abstração das características particulares que os vários jogadores têm em comum e da dedução que destas se faz de um padrão regular de comportamento individual. [...] Por configuração entendemos o padrão mutável criado pelo conjunto dos jogadores não só pelos seus intelectos mas pelo que eles são no seu todo, a totalidade das suas ações nas relações que sustentam uns com os outros. Podemos ver que esta configuração forma um entrançado flexível de tensões. A interdependência dos jogadores, que é uma condição prévia para que formem uma configuração, pode ser uma interdependência de aliados ou de adversários (ELIAS, 2008, p. 141-142). Nesses termos, a noção de configuração social foi fundamental para que Elias pudesse desenvolver, por exemplo, suas análises sobre processo civilizador no contexto das sociedades europeias, atrelando o desenvolvimento de personalidades individuais (psicogênese), marcadas pelo autocontrole dos impulsos momentâneos, que são condicionados por afetos e pulsões, aos padrões sociais de conduta e comporta- mento resultantes de uma determinada configuração das relações de interdependência, nas quais se am- pliou a diferenciação e a integração sociais fazendo surgir formas de organização social (sociogênese) mais complexas: os Estados nacionais (ELIAS, 1993; 2011). Em suma, Elias observou, à luz do conceito de configuração, que os comportamentos individuais denominados "civilizados" eram resultados da interna- lização, por parte do indivíduo, de um conjunto de regras sociais fruto das relações de interdependência em que estavam inseridos. Nas palavras do referido autor: "a agência controladora que se forma como parte da estrutura da personalidade do indivíduo corresponde à agência controladora que se forma na sociedade em geral" (ELIAS, 1993, p. 201). Com isso, a perspectiva eliasiana demonstra que a existência dos indivíduos, em seus aspectos mais íntimos, tais como maneiras de pensar, agir e sentir, produz-se a partir dos grupos de que fazem parte e, ao mesmo tempo, nos releva também que tais grupos só existem 59 CONCEITOS E CATEGORIAS FUNDAMENTAIS DO ENSINO DE SOCIOLOGIA volume 1</p><p>da forma como se apresentam devido às relações de interdependência estabelecidas entre os indivíduos. Ou seja, indivíduo e sociedade são instâncias interrelacionadas, não podendo uma existir sem a outra. Conceito e seus usos D iferentemente do que possa, à primeira vista, parecer, conceito de configuração social não visa apenas oferecer uma imagem mais realística de uma sociedade, mas de quaisquer agrupamentos sociais, de grande, média ou pequena amplitude. Isto é, tal conceito pode ser mobilizado em análises tanto macro quanto microssociais. Sobre isso, é o próprio Elias que nos diz que [O conceito de configuração social] pode ser aplicado tanto a grupos relativamente pequenos como a sociedades constituídas por milhares ou milhões de pessoas interdependentes. Professores e alunos numa aula, médico e doentes num grupo terapêutico, clientes habituais num bar, crianças num infantário todos eles constituem configurações relativamente compreensíveis. Mas os habitantes da aldeia, da cidade ou da nação, também formam configurações embora, neste caso, as configurações não se possam percepcionar diretamente, porque as cadeias de interdependência que os ligam são maiores e mais diferenciadas. Configurações tão complexas terão de ser abordadas indiretamente e compreendidas mediante uma análise dos elos de interdependência (ELIAS, 2008, p. 143). Essas possíveis aplicações do conceito de configuração social permitiram a Elias compreender, por exem- plo, não apenas, de uma perspectiva mais ampla, as relações de interdependência da sociedade de corte que condicionaram a existência do músico Wolfgang Amadeus Mozart, mas também, de uma perspectiva mais restrita, a configuração familiar específica fundamental à constituição da genialidade desse artista. Assim, por um lado, Elias buscou esmiuçar a forma como se estruturavam as relações de interdependência no seio da família de Mozart, principalmente no que diz respeito à relação de extrema proximidade que ele mantinha com seu pai, músico Leopold Mozart, responsável direto pela sua formação musical: "toda a sua educação, sua precoce educação musical, seu conhecimento de línguas e cultura tudo foi adquirido com a ajuda do pai e segundo seus preceitos" (ELIAS, 1995, p. 72). Por outro lado, Elias também traçou as características gerais da sociedade de corte, indicando a posição ocupada por Mozart nessa configuração e, nesse sentido, as possibili- dades e limites que ela lhe impôs e que definiu seu percurso profissional e de vida. Sobre isso, o referido autor nos diz que, nas sociedades de corte, "[...] as pessoas que trabalhavam neste campo [da música] ainda eram fortemente dependentes do favor do patronato e, portanto, do gosto da corte e dos círculos aristocráticos" (ELIAS, 1995, p. 17-18). Isso significava, em termos práticos, que "[...] um músico que desejasse ser socialmente reconhecido como artista sério e, ao mesmo tempo, quisesse manter a si e à sua família, tinha de conseguir um posto na rede das instituições da corte ou em suas ramificações. Não tinha escolha" (Ibidem). Dessa forma, Elias demonstra que somente com a observação dessas diversas redes configuracionais em que Mozart estava inserido, sejam as especificamente familiares, sejam as mais amplas da sociedade de corte, é possível compre- ender sua trajetória. O livro Os estabelecidos e outsiders, publicado em 1965, é outro estudo desenvolvido por Elias, em co- autoria com Scotson, que nos permite atentar para os possíveis usos do conceito de configuração social para além das abordagens macrossociais. Nesse trabalho, os referidos autores tinham por objetivo compreender a configuração específica que as relações de interdependência assumiam entre os habitantes de uma pequena comunidade da Inglaterra, buscando verificar quais as condições estruturais que sustentavam as múltiplas ten- sões e conflitos ali presentes. Acerca do problema investigado, Elias e Scotson (2000, p. 20) relatam que "bas- tava falar com as pessoas de lá para deparar com fato de que os moradores de uma área, na qual viviam as 'famílias antigas', consideravam-se humanamente superiores aos residentes da parte vizinha da comunidade, de formação mais recente". À primeira vista, não havia, entre os habitantes dessas duas áreas, diferenças étnico- raciais ou quanto à classe social que pudessem explicar sentimento de superioridade de um grupo em relação ao outro e os conflitos decorrentes disso. Observando a natureza das relações de interdependência 60 CONCEITOS E CATEGORIAS FUNDAMENTAIS DO ENSINO DE SOCIOLOGIA volume 1</p><p>estabelecidas entre esses dois grupos de habitantes, Elias e Scotson (2000, p. 21) constataram que a única dife- rença entre eles estava no fato de que "[...] um grupo compunha-se de antigos residentes, instalados na região havia duas ou três gerações, e o outro era formado por recém-chegados". Depois de analisarem todos os as- pectos dessa situação, eles perceberam que o grupo estabelecido, devido à sua "antiguidade", havia conseguido atingir um relativo grau de coesão grupal, de identificação coletiva, de valores e regras partilhados, que os leva- vam a se sentir superiores e, em termos práticos, os tornavam mais fortes que os "recém-chegados", os quais, por serem estranhos não apenas para o grupo estabelecido, mas também entre si, não tinham a coesão neces- sária para fazer frente a esse grupo. Norbert Elias foi um sociólogo alemão, tendo sido considerado um dos principais teóricos sociais do século XX. Foi professor na Universidade Ruhr de Bochum, na London School of Economics, na Universidade de Bielefeld e na Universidade de Leicester. A obra mais importante de Elias foram os dois volumes de O Processo Civilizatório. Elias nasceu em Breslávia, no dia 22 de junho de 1897 e faleceu em no dia 1 de agosto de 1990. Inspirados nessas aplicações do conceito de configuração social, feitas por Elias, podemos pensar a sua mobilização na compreensão de processos sociais que se desenvolvem a partir das mais variadas redes sociais. Dessa forma, podemos compreender, por exemplo, configurações familiares, escolares, religiosas, dentre outras redes sociais presentes em nosso cotidiano, inclusive aquelas que se estabelecem no âmbito da internet, tais como as comunidades virtuais e os grupos constituídos nos jogos on-line. Nesse sentido, a título de exemplo, vejamos como Bodart e Pires mobilizam o conceito de configuração para compreender a forma como se es- truturam as enciclopédias on-line baseadas em tecnologias wiki Elas são o produto de uma complexa rede de relações de interdependência, sendo cada um de seus conteúdos a síntese de uma série de contribuições individuais, por vezes conflitantes. Nesse sentido, não se pode dizer nem que as enciclopédias on-line são inteiramente o resultado da vontade de um indivíduo nem que, ao contrário, seguem uma lógica estrutural autônoma para além das ações individuais (BODART; PIRES, 2020, p. 87). Importante perceber que, sem a noção de configuração social, capaz de evidenciar as relações de interde- pendência que constituem as referidas enciclopédias on-line, elas poderiam ser consideradas como produto da criatividade de algum indivíduo em particular ou como produto determinado por uma estrutura fixa, com regras de funcionamento preestabelecidas, que tornaria a produção de conteúdos algo puramente mecânico e, de certa forma, independente das particularidades dos indivíduos envolvidos. Distanciando-se dessa compreensão su- perficial, a abordagem das enciclopédias on-line com tecnologia wiki, proposta pelos autores acima, com base na noção de configuração social, evidencia que tais enciclopédias são produções que não existiriam da forma como se apresentam sem as contribuições específicas de cada indivíduo que delas participa, mesmo que nenhum deles possa, por seu turno, determinar unilateralmente o produto final. Os estudos eliasianos, especialmente o já referenciado trabalho sobre Mozart, também demonstram quão profícuo é o conceito de configuração social não apenas para entender as dinâmicas e processos relacio- nados aos grupos sociais em sua totalidade, como também o processo de constituição dos indivíduos que os integram. Com isso, podemos aventar a possibilidade de, a partir da perspectiva configuracional, compreender, por exemplo, os processos que originaram indivíduos ilustres dos universos artístico, político e científico, como também seu impacto na sociedade, como frutos de uma determinada configuração das relações de interdepen- dência nas quais se inserem. 61 CONCEITOS E CATEGORIAS FUNDAMENTAIS DO ENSINO DE SOCIOLOGIA volume 1</p><p>COLEÇÃO CONCEITOS E CATEGORIAS FUNDAMENTAIS DO ENSINO DAS CIÊNCIAS SOCIAIS CRISTIANO DAS NEVES BODART (Organizador) Conceitos e categorias fundamentais do ensino de SOCIOLOGIA VOLUME 1 1° edição Maceió-AL Editora Café com Sociologia 2021</p>