Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

<p>1</p><p>Maria Izabel</p><p>Neuroimagem</p><p>RADIOGRAFIA SIMPLES DE CRÂNIO</p><p>Não dá para ver o parênquima cerebral mas permite avaliar a calota craniana</p><p>e possíveis fraturas, como na imagem abaixo</p><p>ARTERIOGRAFIA</p><p>Permite avaliar a circulação sanguinea intracraniana e</p><p>possiveis alterações, como MAV´s, aneurismas e</p><p>tromboses</p><p>TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA (maior e mais importante parte da aula)</p><p>Mecanismo:</p><p>Raios-X é energia utilizada na tomografia. A energia é produzida na ampola que</p><p>giram em torno do paciente e capturam as imagens. Na tomografia, o tubo de</p><p>raios-x gira 360º em torno da estrutura desejada para o exame.</p><p>Importância:</p><p>1- É o exame de escolha nas emergências devido ao custo, tempo de aquisição</p><p>e a facilidade de distinguir entre AVC – isquêmico de AVC - hemorrágico.</p><p>2- Detectar: hemorragia intracraniana e hemorragia subaracnóidea (HSA) (a</p><p>sensibilidade é de quase 100%)</p><p>Não foquem tanto</p><p>nisso, só é usada</p><p>quando está</p><p>disponivel e não há</p><p>recursos melhores</p><p>É importante entender que as diferentes</p><p>densidades do conteúdo encefálico têm</p><p>relação com as cores vistas na tomografia.</p><p>Quanto mais escuro, menos denso (hipodenso);</p><p>quanto mais claro, mais denso (hiperdenso).</p><p>Cortes axiais sem</p><p>alterações (a</p><p>imagem mais à</p><p>direita mostra</p><p>apenas a janela</p><p>ossea)</p><p>2</p><p>Maria Izabel</p><p>DIFERENCIANDO OS TIPOS DE HEMORRAGIA</p><p>Hematoma subgaleal x Hematoma epidural</p><p>O hematoma subgaleal acontece acima da</p><p>calota craniana, na galea aponeurotica (por isso, o</p><p>nome).</p><p>O hematoma epidural, por sua vez, ocorre dentro</p><p>no cranio, entre o osso e a dura-máter (membrana</p><p>meningea mais externa). Ele apresenta uma</p><p>caracteristica marcante: não ultrapassa o limite das</p><p>suturas cranianas, isso faz com que ele tenha esse</p><p>formado de “lente biconvexa”(isso acontece</p><p>porque essas suturas estão aderidas fortemente ao</p><p>osso, impossibilitando o “espalhamento” dessa</p><p>hemorragia)</p><p>Figura à esq: Tc de crânio com</p><p>extensa área hipodensa à</p><p>direita</p><p>Figura à dir: Tc de crânio com</p><p>hiperdensidade em tecido</p><p>cerebral à esquerda</p><p>Tc de crânio sem alterações</p><p>(com sulcos bem definidos,</p><p>parênquima cerebral e</p><p>calota craniana íntegros, sem</p><p>desvio da linha média ou</p><p>sinais de edema, isquemia ou</p><p>hemorragia)</p><p>3</p><p>Maria Izabel</p><p>Hematoma subgaleal (famoso ‘galo’)</p><p>Hematoma epidural x Hemorragia subdural</p><p>É muito característico do</p><p>HEMATOMA EPIDURAL -</p><p>HED (EXTRADURAL) o</p><p>”intervalo lúcido”, até 60%</p><p>dos pacientes chegam a</p><p>emergência conscientes,</p><p>passada algumas horas</p><p>ocorre a deterioração da</p><p>consciência,</p><p>provavelmente pela</p><p>expansão do hematoma</p><p>(lesão da artéria meníngea</p><p>média) e compressão</p><p>cerebral. A imagem</p><p>característica do HED na</p><p>tomografia de crânio é</p><p>biconvexa. Ocorre mais em</p><p>jovens por trauma</p><p>cranioencefálico (TCE)</p><p>Hematoma</p><p>epidural:</p><p>formato de lente</p><p>biconvexa</p><p>Sangramento</p><p>arterial</p><p>Não ultrapassa o</p><p>limite das suturas</p><p>Hematoma</p><p>subdural:</p><p>formato de lua</p><p>crescente</p><p>Sangramento</p><p>venoso</p><p>Atravessa o limite</p><p>das suturas</p><p>cranianas</p><p>4</p><p>Maria Izabel</p><p>Hemorragia subaracnoidea (HSA)</p><p>- Sangramento que aconteça no espaço entre a aracnóide e a pia-máter.</p><p>Comumente, causada pela rotura de aneurismas saculares ou malformações</p><p>artériovenosas (MAVs)</p><p>AVCi</p><p>No AVCi recente (poucas horas), a</p><p>lesão é quase imperceptivel (isodensa)</p><p>A medida que as horas/dias vão</p><p>passando, a imagem se torna</p><p>hipodensa (AVCi subagudo)</p><p>Após cerca de 4 semana, a lesão</p><p>hipodensa se torna muito bem definida</p><p>(AVCi cronico)</p><p>Tomografia de crânio: boa para avaliar</p><p>calcificações, sangramentos e parte óssea</p><p>Ressonância de crânio: boa para avaliar</p><p>partes moles (parênquima cerebral)</p><p>https://www.medicinanet.com.br/pesquisas/mavs.htm</p><p>5</p><p>Maria Izabel</p><p>Neurocisticercose (TC vs RNM)</p><p>Hemorragia intraparenquimatosa Hidrocefalia</p><p>TC evidenciando Tumor cerebral</p><p>Sem contraste Com contraste (gadolínio)</p><p>6</p><p>Maria Izabel</p><p>Acidente vascular encefálico (AVC)</p><p>1-Isquêmico:</p><p>Trombótico</p><p>Embólico</p><p>2- Hemorragico</p><p>- AVC hemorragico intraparenquimatoso: geralmente, ocorre pelo rompimento</p><p>de microaneurismas (Aneurismas de Charcot-Bouchard)</p><p>- as localizações mais comuns são:</p><p>Núcleos da base (putamem, tálamo), ponte e cerebelo</p><p>7</p><p>Maria Izabel</p><p>PET- RM neurológico (RM por emissão de pósitrons)</p><p>- É um exame importante,</p><p>principalmente para a</p><p>investigação de déficit</p><p>cognitivo e demências</p><p>- o Radiofármaco utilizado é a</p><p>fluordeoxiglicose-18F (FDG)</p><p>RESSONÂNCIA MAGNÉTICA</p><p>Ótima para o estudo de partes moles</p><p>O contraste é feito com Gadolineo(Gd)</p><p>Ponderações:</p><p>Existem diversas ponderações, no entanto, essas 3 são as principais:</p><p>T1</p><p>Agua (liquor, olho) fica escuro – HIPOSSINAL</p><p>Substancia branca fica – Branco</p><p>Substancia cinzenta fica – Escuro</p><p>Obs: O contraste gadolíneo depois de injetado na veia, é avaliado na</p><p>sequencia em T1.</p><p>O contraste (gadolínio) brilha em T1 fica branco (HIPERSINAL) principalmente os</p><p>vasos. Havendo quebra da barreira hematoencefálica, o contraste vai</p><p>impregnar onde tem inflamação, tumor, etc.</p><p>T2</p><p>-Agua (Liquor, olho, sulcos corticais) brilha em T2</p><p>- fica branco (hipersinal = hiperintenso).</p><p>-Liquor - fica branco</p><p>Substancia branca - fica escuro</p><p>Substancia cinzenta – fica claro</p><p>8</p><p>Maria Izabel</p><p>FLAIR</p><p>É uma imagem em T2 com apagamento (supressão) do brilho do liquor (como</p><p>se retirasse do T2 a imagem do liquor). Porém, não retira o branco dos tecidos</p><p>caso exista anormalidades no parênquima cerebral (ex: desmielinização,</p><p>inflamação, evento vascular, edema )</p><p>Substancia branca fica – Escuro</p><p>Substancia cinzenta fica - Claro</p><p>RNM cerebral na avaliação de Esclerose múltipla</p><p>Sinal dos “dedos de dawson”</p><p>Lesoes em dedo de luva</p><p>Principalmente região periventricular e corpo caloso</p><p>Black holes</p><p>Fase crônica da EM</p><p>Mostra degeneração dos corpos neuronais</p><p>Hipossinal em T1</p><p>O sinal dos “dedos de Dawson” na esclerose</p><p>múltipla(EM) corresponde às lesões localizadas</p><p>na substância branca periventricular, com maior</p><p>eixo perpendicular ao corpo caloso, com</p><p>aspecto ovoide, relacionadas a alterações</p><p>inflamatórias ao redor das veias medulares .</p><p>9</p><p>Maria Izabel</p><p>RNM na avaliação de processos tumorais</p><p>T1 sem contraste T1 com Gd</p><p>RNM na avaliação de malformações</p><p>RNM na avaliação de alterações vasculares</p><p>Malformação arteriovenosa (MAV) Hematoma subdural</p><p>10</p><p>Maria Izabel</p><p>Avaliação de processo infeccioso</p><p>Na encefalite herpética, geralmente,</p><p>ocorre acometimento da base do lobo</p><p>frontal, podendo ser uma lesão uni ou</p><p>bilateral</p><p>RNM na avaliação de Hérnia discal</p><p>Na imagem da</p><p>esquerda, dá para</p><p>perceber os discos</p><p>intervertebrais</p><p>escurecidos</p><p>(desidratados) e a</p><p>medula sendo</p><p>comprimida.</p><p>À direita vemos uma</p><p>RNM normal (discos</p><p>íntegros e canal</p><p>medular uniforme)</p><p>Disco desidratado</p><p>e protruso,</p><p>penetrando o</p><p>canal medular e</p><p>comprimindo a raiz</p><p>TOXOPLAS</p><p>MOSE</p><p>CEREBRAL</p><p>Captação</p><p>anelar do</p><p>contraste</p><p>(gadolínio)</p><p>11</p><p>Maria Izabel</p><p>DUPLEX SCAN DE CARÓTIDAS</p><p>Serve para avaliar a presença de placas ateroscleróticas nas carótidas</p><p>Geralmente, deve ser solicitado a pacientes com mais de 50 anos</p><p>DOPPLER TRANSCRANIANO</p><p>Avalia a funcionalidade da circulação cerebral</p><p>(fluxo sanguíneo arterial)</p><p>Importante na avaliação de AVC, Morte Encefálica, etc</p><p>PET (tomografia por emissão de pósitrons)</p><p>Estuda a neuroanatomia funcional</p><p>•Obter imagem em tempo real da função cerebral</p><p>•Estudos experimentais e clínicos do cérebro</p><p>•Muito caro, custa vários milhões de dólares, alto custo de operação.</p><p>•Pode estudar o fluxo sanguíneo, consumo de oxigênio, Ph tecidual (acidez),</p><p>utilização de glicose, atividade de receptores a drogas nas células cerebrais.</p><p>•Mostra a localização da função ao invés de sua anatomia.</p><p>•Muito útil para investigar funções cognitivas (linguagem, consciência,</p><p>aprendizado, processamento sensorial)</p><p>•Tem uso na psiquiatria, psicologia, neurociências para estudar estrutura e</p><p>função.</p><p>12</p><p>Maria Izabel</p><p>Na imagem vemos</p><p>área de deficiência</p><p>metabólica em</p><p>região temporo-</p><p>parietal</p>

Mais conteúdos dessa disciplina