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<p>DOENÇAS DO COLO</p><p>UTERINO</p><p>CONSIDERAÇÕES INICIAIS</p><p>Colo uterino tem a forma cilíndrica</p><p>Constituído por:</p><p>Canal cervical ou endocérvice (parte interna):</p><p>revestida por uma camada única de células cilíndricas produtoras</p><p>de muco</p><p>Ectocérvice (externa em contato com a vagina</p><p>Revestida epitélio escamoso e estratificado</p><p>Entre esses dois epitélios, encontra-se a Junção</p><p>Escamocolunar (JEC)</p><p>Original e ativa</p><p>O espaço formado pelas 2 JEC corresponde o local de metaplasia</p><p>(zona de transformação)</p><p>CONSIDERAÇÕES INICIAIS</p><p> Constituído por:</p><p> Entre esses dois epitélios, encontra-se a Junção Escamocolunar (JEC)</p><p>Dependendo da estimular hormonal pode estar situada na ectocérvice ou</p><p>na endocervice (menopausa e infância)</p><p>Contem células subcilíndricas bipotenciais, de reserva, se transformam</p><p>por meio de metaplasia em células mais adaptadas a meio acido vaginal</p><p>A metaplasia escamosa é mais ativa durante a adolescência e a gravidez</p><p>As células de reserva e metaplásicas imaturas do colo uterino parecem</p><p>ser particularmente vulneráveis aos efeitos oncogênicos do HPV e dos</p><p>cocarcinógenos</p><p>Pode ocorrer formação de cistos de Naboth pela obstrução dos dutos</p><p>glândular endocervical</p><p>ESTRATÉGIA DIAGNÓSTICA</p><p> história natural do câncer de colo é iniciada com</p><p>transformações intraepiteliais progressivas que podem</p><p>evoluir para uma lesão cancerosa invasora em um prazo de</p><p>10-15 anos</p><p> ANAMNESE</p><p> Fases iniciais: As lesões intraepiteliais cervicais e os</p><p>tumores em são geralmente assintomáticos</p><p> Estágios mais avançados:apresentam sintomas inespecíficos</p><p>(dor, corrimento vaginal e perdas sanguíneas anormais)</p><p>ESTRATÉGIA DIAGNÓSTICA</p><p>FATORES DE RISCO</p><p> Infecção pelo papilomavírus humano (HPV)</p><p> Início precoce da atividade sexual (coitarca ou sexarca</p><p>precoce <16anos)</p><p> Promiscuidade sexual</p><p> Parceiros com câncer de pênis, ITS, Promiscuos</p><p> Presença de outras ITS</p><p> Deficiências vitamínicas A e C</p><p> Tabagismo: efeito carcinogênico direto da nicotina e</p><p>cotinina no muco cervical, menor atividade das células</p><p>natural killer e da redução de IgG e IgA</p><p>ESTRATÉGIA DIAGNÓSTICA</p><p> FATORES DE RISCO</p><p> Comprometimento da imunidade (em paciente HIV positiva</p><p>cancer do colo é considerado neoplasia definidora de caso</p><p>de AIDS)</p><p> Deficiência de alfa-1-antitripsina</p><p> Baixo nível socioeconômico</p><p> Multiparidade;</p><p> Desnutrição</p><p> Má higiene genital;</p><p> Agentes Químicos;</p><p> Exposição à radiação ionizante</p><p>INFECÇÃO PELO PAPILOMAVÍRUS HUMANO (HPV)</p><p> Papilomavírus humano é um vírus de DNA dupla-hélice</p><p>simples com um capsídeo proteico</p><p> Infecta principalmente as células epiteliais escamosas ou</p><p>metaplásicas humanas</p><p> Responsável por 99% dos casos de câncer de colo e</p><p>significativa parte das neoplasias vulvares, vaginais e anais</p><p> Identificados 130 tipos de HPV desses 30 a 40 infetam</p><p>principalmente o trato anogenital inferior</p><p>INFECÇÃO PELO PAPILOMAVÍRUS HUMANO (HPV)</p><p> Ciclo de Vida de HPV:</p><p> A expressão gênica do HPV ocorre em sincronia com e é</p><p>dependente da diferenciação do epitélio escamoso (integração do</p><p>DNA viral ao genoma hospedeiro)</p><p> Inicia com a expressão de genes precoces” (E, de early) na</p><p>camada basal responsáveis pela manutenção, replicação e</p><p>transcrição do DNA</p><p> Termina com expressão de 2 genes “tardios” (de late) codificam</p><p>as proteínas dos capsídeos maior (L1) e menor (L2) e são</p><p>expressos nas camadas mais superficiais</p><p> A liberação viral e nova infeções depende da descamação das</p><p>células superficiais</p><p> L1 e L2 ligam à membrana basal epitelial e/ou às células basais,</p><p>permitindo a</p><p>entrada do viros</p><p>INFECÇÃO PELO PAPILOMAVÍRUS HUMANO (HPV)</p><p> Tipos de HPV</p><p> São classificados com base em sua oncogenicidade e força de</p><p>associação ao câncer de colo uterino</p><p> Alto risco</p><p> 16, 18, 31, 33, 35, 45 e 58,</p><p> respondem por aproximadamente 95% dos casos de câncer de colo uterino</p><p> 16 é o mais carcinogênico responsável 45% de lesões NIC 3 e 55% Ca do colo uterino</p><p> HPVs 16 e 18 respondem por aproximadamente 70% dos cânceres de colo uterino</p><p> Baixo risco</p><p> 6 e 11 causam verrugas genitais e infecções subclínicas por HPV</p><p> raramente, são oncogênicas</p><p>INFECÇÃO PELO PAPILOMAVÍRUS HUMANO (HPV)</p><p> HPV possui proteínas que interagem com os genes supressores de</p><p>tumor p53 e ERB, capaz de acelerar a velocidade das mitoses</p><p>celulares e desenvolvimento de atipias</p><p> Curso da Infeção:</p><p> Pode ser transitória e regredir espontaneamente 6meses a 2anos apos</p><p>exposição- em mulheres <30 anos</p><p> Persistente ( quando causada por serotipos oncogénicos-alto risco)-</p><p>mulheres >30anos</p><p> pode ocorrer o desenvolvimento de lesões precursoras</p><p> fatores ligados à hospedeira e ao ambiente determinam se o HPV de</p><p>alto risco causará ou não neoplasia</p><p> Mais frequente na faixa de 20 e 40 anos (maior atividade sexual)</p><p> É a infeção sexualmente transmitida mais comum</p><p>INFECÇÃO PELO PAPILOMAVÍRUS HUMANO (HPV)</p><p> EVOLUÇÕES DA INFECÇÃO POR HPV</p><p> INFECÇÃO LATENTE POR HPV</p><p> Quando as células estão infectadas, mas o HPV permanece quiescente</p><p> Genoma viral permanece na forma epissomal (intacto e sem integrar-se ao genoma da célula</p><p>hospedeira)</p><p> Não há efeito detectável nos tecidos</p><p> INFECÇÃO POR HPV PROLIFERATIVA</p><p> Caracterizam-se pela ocorrência do ciclo de vida completo do vírus e por aumento da população</p><p>de partículas virais infecciosas</p><p> Produção viral é finalizada em sincronia com a diferenciação final das células escamosas e sua</p><p>descamação do epitélio superficial</p><p> Têm pouco ou nenhum potencial de malignidade</p><p> O genoma circular do HPV permanece na forma epissomal</p><p> Causam verrugas genitais (condilomas acuminados) e</p><p> infecções subclínicas (identificadas indiretamente por citologia na forma de lesões</p><p>intraepiteliais escamosas de baixo grau –LIEBGs, anormalidades colposcópicas e</p><p>histologicamente (NIC 1)</p><p>INFECÇÃO PELO PAPILOMAVÍRUS HUMANO (HPV</p><p> EVOLUÇÕES DA INFECÇÃO POR HPV</p><p> INFECÇÃO NEOPLÁSICA POR HPV</p><p> Genoma circular do HPV sofre uma quebra e integra-se</p><p>linearmente em locais aleatórios no cromossomo do hospedeiro</p><p> Transcrição ilimitada dos oncogenes E6 e E7 que interferem com a</p><p>função e aceleram a degradação de p53 e pRB</p><p> A célula infectada torna-se vulnerável à transformação maligna</p><p> A diferenciação epitelial normal é abreviada</p><p> O grau de maturação epitelial anormal resultante permite</p><p>classificar a histologia das lesões em: NIC I, II e III</p><p> As lesões de baixo grau em geral são transitórias e não</p><p>oncogênicas</p><p> Lesões de alto grau ou cancerosas</p><p>INFECÇÃO PELO PAPILOMAVÍRUS HUMANO (HPV</p><p>TRANSMISSÃO DO HPV</p><p> Infeção genital ocorre por contato direto com pele</p><p>ou mucosas ou com líquidos corporais de um</p><p>parceiro com verrugas ou infecção subclínica por</p><p>HPV</p><p>HPV tem acesso a camada de células basais e à</p><p>membrana basal por meio de microabrasões do</p><p>epitélio genital durante o contato sexual</p><p> Infecção genital é multifocal</p><p>INFECÇÃO PELO PAPILOMAVÍRUS HUMANO (HPV</p><p>Cont.</p><p> Transmissão não sexual de HPV não foi determinado</p><p> Transmissões oral-genital e manual-genital são possíveis</p><p> Transmissão vertical (mãe para feto ou recém nato) além</p><p>da colonização transitória da pele é rara</p><p> Quando ocorrem verrugas no RN e lactante a infecção não</p><p>está relacionada com presença de verrugas genitais</p><p>maternas ou com a via do parto mas sim pela exposição</p><p>perinatal ao HPV materno</p><p>INFECÇÃO PELO PAPILOMAVÍRUS HUMANO (HPV)</p><p> MANIFESTAÇÃO CLÍNICA:</p><p> Após a exposição, o vírus coloniza todo o epitélio do trato</p><p>genital inferior</p><p> Condiloma acuminado (serotipos 6 e 11):</p><p> acomete a vulva e a pele do períneo e menos frequentemente o</p><p>colo uterino</p><p> lesões exofíticas hiperplásicas</p><p> No caso de condiloma acuminado do colo uterino a confirmação</p><p>histopatológica é recomendável</p><p> Lesão intraepitelial cervical baixo grau</p><p>INFECÇÃO PELO PAPILOMAVÍRUS HUMANO (HPV)</p><p>DIAGNÓSTICO DE INFECÇÃO POR HPV</p><p> Aparecimento de lesões clínicas</p><p> Achados citológicos</p><p> Histológicos</p><p> Colposcopia</p><p> Diagnóstico definitivo</p><p>por detecção direta do DNA do HPV</p><p>INFECÇÃO PELO PAPILOMAVÍRUS HUMANO (HPV)</p><p>TRATAMENTO DE CONDILOMA ACUMINADO</p><p> Objetivo principal do tratamento não é a erradicação do</p><p>vírus mas sim destruir a lesão que está causando</p><p> Presença do vírus, sem ocasionar nenhuma lesão, não</p><p>necessita de tratamento</p><p> A escolha vai depender do número, gravidade e tamanho das</p><p>lesões, disponibilidade de recursos, eficácia e efeitos</p><p>adversos</p><p> indicações</p><p> verrugas sintomáticas que causem desconforto físico ou psicológico</p><p> neoplasia de alto grau</p><p> câncer invasivo</p><p>INFECÇÃO PELO PAPILOMAVÍRUS HUMANO (HPV)</p><p>Cont.</p><p> Cauterização com eletrocautério, laser</p><p> lesões extensas de vulva</p><p> Podofilina solução ou gel a 0,5%</p><p> Aplicar nas lesões mais localizadas</p><p> 2x/dia, por 3 dias, seguido de 4 dias de intervalo repetido 4ciclos</p><p> quantidade total 0,5 mL/dia.</p><p> Interfere na mitose celular e causa danos na microcirculação com consequente necrose celular</p><p> Não deve ser usada durante a gravidez</p><p> Ácido tricloroacético</p><p> Nas lesões mais localizadas</p><p> 1x/semana</p><p> Indicado na gravidez</p><p> Imunomoduladores (Imiquimode) creme a 5%</p><p> 1x/dia, na hora de dormir, 33/semana por até 16 semanas</p><p> Ressecção cirúrgica</p><p> Lesões muito volumosas</p><p>INFECÇÃO PELO PAPILOMAVÍRUS HUMANO (HPV)</p><p> PREVENÇÃO DE INFECÇÃO POR HPV</p><p> INTERVENÇÕES COMPORTAMENTAIS</p><p> Abstinência sexual</p><p> postergação da primeira relação sexual</p><p> redução no número de parceiros sexuais</p><p> USO DE PRESERVATIVOS</p><p> VACINAS ANTI-HPV</p><p> Imunidades local e humoral conferem proteção contra a infecção inicial</p><p> Imunidade mediada por células tem o papel principal na persistência da</p><p>infecção por HPV, na progressão ou regressão de lesões benignas e</p><p>neoplásicas</p><p> Estimulam a produção de anticorpos humorais que neutralizam o HPV</p><p>antes que infecte as células do hospedeiro</p><p> VACINAS ANTI-HPV Cont.</p><p> Não previnem positividade transitória para HPV nem resolvem</p><p>infecção preexistente</p><p> Previnem o estabelecimento de nova infecção ou sua persistência</p><p> Usam proteínas capsídeo L1 sintéticas</p><p> Gardasil vacina tetravalente contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV</p><p> Cervarix vacina bivalente contra os tipos 16 e 18</p><p> Administradas em 3 doses intramusculares ao longo de 6 meses</p><p> Ideal que administração seja antes da primeira relação sexual (9 anos</p><p>ate 26anos )</p><p> Pode ser feita em lactantes, mas não durante a gravidez</p><p> não altera a necessidade de exames de rastreamento para câncer de</p><p>colo uterino</p>