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<p>GUIA DE ESTUDO</p><p>FUNDAMENTOS DA</p><p>PSICOPEDAGOGIA</p><p>A família, escola, psicopedagogo:</p><p>Uma parceira nos problemas de</p><p>aprendizagem</p><p>2</p><p>FUNDAMENTOS DA PSICOPEDAGOGIA</p><p>IV UNIDADE</p><p>pAlAvrAs do professor</p><p>Olá tudo Bem?</p><p>Estamos chegando ao final da nossa disciplina espero que o estudo dos conteúdos dos nossos guias</p><p>tenham contribuído de maneira positiva para seu aprendizado. Está pronto para nossa última unidade?</p><p>Espero que sim, conto com seu comprometimento nesta reta final.</p><p>orientAções dA disciplinA</p><p>Na unidade anterior vimos “Fazer, Pensar e Ser Psicopedagogo” suas principais ocupações no</p><p>âmbito clínico e institucional, as modalidades de atendimento, os vários locais de atuação, a relação</p><p>aprendente-ensinante e importância da tríade: teoria, prática e crescimento pessoal, na formação do</p><p>Psicopedagogo.</p><p>Nesta aula vamos abordar os problemas de aprendizagem e a importância da relação família, escola e</p><p>psicopedagogo. Mais uma vez gostaria de lembrar a importância da leitura do nosso livro texto, também</p><p>vou indicar como leitura complementar de alguns links com o objetivo de facilitar seu aprendizado. Você</p><p>ainda tem o recurso da vídeo aula e da nossa biblioteca virtual. Não deixe de no final do nosso estudo</p><p>acessar o ambiente e responder as atividades e fóruns avaliativos, qualquer dúvida pergunte ao tutor .</p><p>Os nossos Objetivos nesta IV unidade são:</p><p>•	 Discernir o que é normal e patológico no decorrer do desenvolvimento.</p><p>•	 Compreender o que é um sinal e o que é um sintoma.</p><p>•	 Descrever o que é problema de aprendizagem.</p><p>•	 Reconhecer a importância da parceria família, escola e psicopedagogo nos problemas de</p><p>aprendizagem.</p><p>Começamos então!</p><p>3</p><p>pAlAvrAs do professor</p><p>Você já parou para pensar que tudo depende do jeito que você vê. João não têm limites,</p><p>não para na sala de aula; Maria é preguiçosa, não gosta de ler; o Pedro, não aprende</p><p>a tabua, Carla é distraída; Claudio é inibido.........Como os Joãos, as Marias, os Pedros,</p><p>as Carlas e os Cláudios e tantos outros, são vistos pela família e pela escola? Depende</p><p>do que? Do jeito da gente ver.</p><p>Jandira Nasur, escritora e psicóloga, escreveu vários livros infanto-juvenis. Um deles é: O Frio pode ser</p><p>quente? Que nos leva a refletir sobre a questão da percepção sobre os fenômenos.</p><p>leitura complementar: Convido a acessar o link para ler o livro. Boa Leitura!</p><p>Na última página do livro como você acabou de ler diz: Ver de um jeito agora e de outro depois, ou melhor</p><p>ainda ver na mesma hora os dois.</p><p>O livro nos leva a refletir a importância de estar aberto às várias percepções sobre um objeto de estudo. O</p><p>Fazer, o Pensar e o Ser do psicopedagogo “tecelão”, é dinâmico, e requer um olhar interdisciplinar sobre</p><p>a aprendizagem humana.</p><p>Por quê? Porque todos têm o direito de aprender.</p><p>Fonte: http://sereduc.com/Xdocl5</p><p>Para compreender como ocorre o processo de aprendizagem humana, e os possíveis problemas de</p><p>aprendizagem que podem vir a ocorrer neste processo, é importante ter claro o que é normal e o que é</p><p>patológico.</p><p>http://pt.slideshare.net/jozimares/o-frio-pode-ser-quent</p><p>4</p><p>O conceito de “normal” apresenta várias definições; porém, para o nosso estudo, vamos considerar o</p><p>formulado por Mielnik (1982, p. 13), que afirma:</p><p>“para podermos conceituar o que é normal, devemos basear-nos no progresso da criança, em</p><p>sua evolução e desenvolvimento, comparando-a com suas próprias habilidades e capacidades</p><p>em época diversas.”</p><p>O comportamento normal ou patológico, pode ter origem no próprio sujeito, (fator intrínseco - deficiência)</p><p>ou no ambiente (fator extrínseco- ambiente cultural).</p><p>De acordo com este autor (1982, p. 21-26), observe a seguir, um quadro sobre o comportamento esperado</p><p>e o comportamento patológico de 0 a 12 anos.</p><p>do recém-nascido aos primeiros seis meses de vida</p><p>Atitude adequada: Ajustamento fisiológico à vida extrauterina. Aceitação dos mecanismos</p><p>de comer, dormir, etc. Necessidades fisiológicas essenciais à sobrevivência. Domínio sobre os</p><p>reflexos. Unidade biológica com a mãe. Relação simbiótica com a mãe. Atividade de sucção</p><p>presente e fundamental. Chora quando desconfortável. Reage a estímulos: boca, pele, som e</p><p>luz. Fisiologicamente instável. Egoísmo acentuado. Dependência total. Pouca paciência. Ne-</p><p>cessidades evidentes pelo sentido. Não demonstra raciocínio. “Confiança” no adulto. Aprende</p><p>a “aguardar” as atitudes adultas. Afetado pelas atitudes e sentimentos dos que cuidam dele.</p><p>problemática: Dificuldade na alimentação. Complicação digestiva: vômitos, cólicas, desinte-</p><p>ria, etc. Dificuldades no sono. Excesso de sucção. Excesso de atividade motora(agitação),choro</p><p>em excesso, irritabilidade demasiada. Hipertonicidade e dificuldade de acalmar.</p><p>tendente a anormal: Apatia e depressão. Indiferença. Choro contínuo e monótono. Gritos</p><p>sem motivo aparente. Não reage aos estímulos. Não suga. Não percorre as etapas normais de</p><p>desenvolvimento.</p><p>criança de 06 a 18 meses (1 ano e 6 meses)</p><p>Atitude adequada: Fisiologicamente mais estável. Maior atividade motora e exploradora.</p><p>Maior paciência e tolerância. Melhor controle dos instintos. “Distingue” os estranhos. Muito</p><p>ligada à mãe. Aumento no número de palavras utilizadas. Conduta mais sociável. Alegre e</p><p>brincalhona. Crises de raiva e negativismo. “Manias pessoais” Capacidade de memória e de</p><p>antecipação. Início da imitação</p><p>5</p><p>problemática: Excesso de choro, irritabilidade e raiva. Pouca tolerância. Excesso de negati-</p><p>vismo. Dificuldades na alimentação e sono. Dificuldades no controle das evacuações. Padrões</p><p>motores evidentes: chupar o dedo, balançar-se, etc. Desenvolvimento retardado em algumas</p><p>etapas.</p><p>tendente a anormal: Crises temperamentais muito frequentes. Perdas de fôlego. Convulsões</p><p>repetidas. Apatia, imobilidade e isolamento. Excesso e caráter obsessivo em padrões motores:</p><p>chupar o dedo, balançar-se, mover a cabeça de lado a lado ou contra o berço, etc.</p><p>Falta de interesse pelo ambiente, por objetos ou por brincar. Falta de apetite acentuada. Falta</p><p>de emotividade. Não tem discriminação social (não diferenciação de ambientes). Não demons-</p><p>tra ligação com a mãe. Medo de todos. Interiorização (autismo infantil).Não consegue desen-</p><p>volver-se. Desenvolvimento estacionário.</p><p>criança até 5 anos de idade</p><p>Atitude adequada: Satisfação com os exercícios de habilidade neuromotora (pular, correr, re-</p><p>cortar, etc.). Investigação, imitação e uso da imaginação. Atos moderados pelo raciocínio. Boa</p><p>memória; pensamento original e animístico. Autonomia nas funções corporais (comer, controle</p><p>dos esfíncteres). Dependência materna e medo de separação. Identificação no comportamento</p><p>com os pais, irmãos e amigos. Aprende a falar para se comunicar. Consciência incipiente dos</p><p>próprios motivos. Sentimentos intensos emocionais (vergonha, culpa, alegria, amor e desejo</p><p>de agradar). Padrões interiorizados de “bom e mal.” Começa a testar a realidade. Curiosidade</p><p>sexual mais ampla.</p><p>Ambivalência referente a dependência e independência. Perguntas sobre nascimento e morte.</p><p>problemática: Satisfação com os exercícios de habilidade neuromotora (pular, correr, recortar,</p><p>etc.) Investigação, imitação e uso da imaginação.</p><p>Atos moderados pelo raciocínio. Boa memória; pensamento original e animístico. Autonomia</p><p>nas funções corporais (comer, controle dos esfíncteres).Dependência materna e medo de se-</p><p>paração. Identificação no comportamento com os pais, irmãos e amigos. Aprende a falar para</p><p>se comunicar. Consciência incipiente dos próprios motivos. Sentimentos intensos emocionais</p><p>(vergonha, culpa, alegria, amor e desejo de agradar).</p><p>Padrões interiorizados de “bom e mal.” Começa a testar a realidade.</p><p>Curiosidade sexual mais ampla. Ambivalência referente a dependência e independência. Per-</p><p>guntas sobre nascimento e morte.</p><p>tendente a anormal: Extrema agitação ou, então, passividade.</p><p>Letargia (torpor ou sonolência). Fala pouco ou nada, não é comunicativa. Não reage às pessoas,</p><p>não se relaciona com elas. Fixação materna. Doenças somáticas: vômitos, prisão de ventre,</p><p>diarréias, rupções, tiques. Introversão profunda (autismo). Urina excessivamente na cama enu-</p><p>rese). Não controla as fezes. Medo excessivo de tudo. Comportamento totalmente infantil (re</p><p>6</p><p>gressão grave). Ausência ou excesso de atividade autoerótica (masturbação). Comportamento</p><p>obsessivo compulsivo: rituais, maneirismo, excentricidades. Comportamento destrutivo com-</p><p>pulsivo: queimar, rasgar, cortar.</p><p>criança de 5 a 12 anos</p><p>Atitude adequada: Saúde física boa, capacidade corporal realizada, aguda percepção sen-</p><p>sorial. Orgulho e confiança em si mesma, menor dependência dos pais. Melhor controle dos</p><p>impulsos. Ambivalência contra dependência, separação e novas experiências. Aceita a função</p><p>do próprio sexo, expressão psicossexual no brinquedo e fantasia. Compara os pais com colegas</p><p>e outros adultos. Consciência do mundo natural (vida, morte, nascimento, ciência).</p><p>Ainda subjetiva, porém realista a respeito do mundo. Competitiva, mas bem organizada no</p><p>jogo. Aprecia a interação dos colegas. Respeita a obediência coletiva às leis sociais, regu-</p><p>lamentos e tem espírito esportivo. Explora o ambiente; a escola e vizinhança são elementos</p><p>básicos à experiência socializadora. Raciocínio em evolução, o pensamento intuitivo atinge</p><p>nível operacional concreto. Responde ao aprendizado. A fala torna-se instrumento de raciocínio</p><p>e expressão. Pensamento ainda egocêntricos.</p><p>problemática: Ansiedade e supersensibilidade a novas experiências (escola, relacionamen-</p><p>tos, separação).Falta de concentração, dificuldade no aprendizado, falta de motivação no estu-</p><p>do. Delinquência: ostentação, mentira, furto, explosões temperamentais, conduta antissocial.</p><p>Comportamento regressivo: enurese, evacuação, choro, medos. Aparecimento de maneirismos</p><p>compulsivos: rituais e tiques. Moléstia somática: dificuldade na alimentação e sono, dores,</p><p>erupções, mal-estar indefinido. Medo de doença corporal.</p><p>Dificuldades e rivalidades com colegas, irmãos e adultos, brigas constantes.</p><p>Fortes tendências destrutivas. Inabilidade ou incapacidade de fazer as coisas por si própria.</p><p>Temperamento imprevisível e isolamento, poucos amigos ou relações pessoais.</p><p>tendente a anormal: Retraimento excessivo, apatia, depressão, tristeza, tendências a au-</p><p>toeliminação. Incapacidade completa no aprendizado. Dificuldades na fala, especialmente a</p><p>gagueira. Conduta antissocial excessiva e incontrolável (agressividade, destrutividade, mentira</p><p>crônica, roubo, crueldade intencional com animais). Comportamento obsessivo compulsivo se-</p><p>vero: fobias, fantasias, rituais. Incapacidade de distinguir a realidade da fantasia.</p><p>Exibicionismo sexual excessivo, erotismo, assalto sexual. Moléstia somática grave, incapaci-</p><p>dade de desenvolvimento, falta de apetite, obesidade, hipocondria, dismenorreia. Completa</p><p>ausência ou deterioramento pessoal e com os outros.</p><p>7</p><p>pAlAvrAs do professor</p><p>Quando a aprendizagem não se desenvolve conforme o esperado pelo aluno, para os</p><p>pais e para a escola ocorre o “problema de aprendizagem”. É necessário a identifica-</p><p>ção do problema, esforço, compreensão, colaboração e flexibilização de todas as partes</p><p>envolvidas no processo: criança, pais, professores e orientadores.</p><p>Os problemas de aprendizagens, dizem respeito a um conjunto de manifestações mui-</p><p>to amplo e passíveis de diferentes interpretações, que podem ocorrer tanto no início,</p><p>como durante o período escolar; surgem em situações diferentes para cada sujeito, o</p><p>que requer uma investigação no campo em que eles se manifestam.</p><p>Figura 1: Esquema sobre problema de aprendizagem</p><p>Fonte: Elaborado pela Autora, 2015.</p><p>Os problemas de aprendizagem como destacado anteriormente é um conjunto de manifestações e com</p><p>várias interpretações. Uma dessas interpretações é a representada na figura acima.</p><p>O problema no processo de aprender pode ser por uma deficiência, dificuldade ou transtorno. No decorrer</p><p>do processo de investigação, ou seja, diagnóstico, é de suma importância que o psicopedagogo se atenha</p><p>aos sinais e os sintomas.</p><p>8</p><p>figura 2: diferença de sinais e sintomas.</p><p>Fonte: Elaborado pela autora,2015.</p><p>Para sua melhor compreensão vamos conhecer um pouco cada uma destas deficiências, dificuldade ou</p><p>transtorno. Vamos dar início falando das deficiências.</p><p>deficiÊnciAs</p><p>DECRETO N• 3298/99: - REGULAMENTA A LEI 7853/89 I Deficiência – toda perda ou anormalidade de</p><p>uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho</p><p>de atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser humano.</p><p>visite a página: Sugiro a você que acesse os links: Link 1, Link 2. E aprenda mais em</p><p>reação da Lei 7853/89 I</p><p>Figura 3: Deficiências</p><p>Fonte: Elaborado pela autora,2015.</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D3298.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LeIs/L7853.htm</p><p>9</p><p>Deficiência Física</p><p>Refere-se a alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando</p><p>o comprometimento da função física, aparelho locomotor que compreende o sistema ósteo-articular, o</p><p>sistema muscular e o sistema nervoso. As doenças ou lesões que afetam quaisquer desses sistemas, iso-</p><p>ladamente ou em conjunto, podem produzir quadros de limitações físicas de grau e gravidade variáveis,</p><p>segundo o(s) segmento(s) corporais afetados e o tipo de lesão ocorrida.</p><p>ExEMpLO:</p><p>•	 Lesão cerebral (paralisia cerebral, hemiplegias)</p><p>•	 Lesão medular (tetraplegias, paraplegias)</p><p>•	 Amputação ou ausência de membro</p><p>•	 Membros com deformidade congênita ou adquirida.</p><p>A Identificação precoce pela família e escola de educação infantil seguida de exame clínico especializado</p><p>favorecem a prevenção primária e secundária e o agravamento do quadro de incapacidade.</p><p>Portanto, é importante estar atento aos sinais, como por exemplo: não firmar a cabeça, não sentar, não</p><p>falar, no tempo esperado. Pela descrição desses comportamentos, pode-se levantar a hipótese, de atraso</p><p>no desenvolvimento neuropsicomotor do bebê.</p><p>LEITURA COMpLEMENTAR</p><p>É importante você aprofundar no assunto, leia o Livro de Atendimento Educacional</p><p>Especializado para a Deficiência Física, elaborado pelo Ministério de Educação junta-</p><p>mente com Secretaria de Educação Especial e a Secretaria de Educação a Distância,</p><p>realizado em uma ação conjunta com a Universidade Federal do Ceará, que efetiva um</p><p>amplo projeto de formação continuada de professores por meio do programa Educação</p><p>Inclusiva: direito à diversidade realizado em 2007.</p><p>O Manual vai discorrer desse conceito de deficiência física, atividades didáticas peda-</p><p>gógicas, o uso da tecnologia, a acessibilidade dentro outros. Acesse o link.</p><p>Deficiência Visual</p><p>É uma situação irreversível de diminuição da resposta visual, em virtude de causas congênitas ou heredi-</p><p>tárias, mesmo após tratamento clínico e/ou cirúrgico e uso de óculos convencionais.</p><p>A classificação da resposta visual pode ser leve, moderada, severa, profunda (que compõem o grupo de</p><p>visão subnormal ou baixa visão) e ausência total da resposta visual (cegueira).</p><p>http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aee_df.pdf</p><p>10</p><p>Quanto as causas, podem ser de ordem congênita (Característico do sujeito desde o ou antes do nasci-</p><p>mento), como por exemplo, malformações oculares, glaucoma congênito, catarata congênita. E por causas</p><p>adquiridas, como por exemplo: à hipertensão arterial ou diabetes.</p><p>Como na deficiência física, é de suma importância o diagnóstico precoce, portanto, fique atendo os sinais</p><p>característicos da presença da deficiência visual na criança.</p><p>como por exemplo: Desvio de um dos olhos, não seguimento visual de objetos, baixo</p><p>aproveitamento escolar, olhos vermelhos, mancha branca nos olhos, dor, lacrimejamen-</p><p>to, retração do campo de visão que pode provocar esbarrões e tropeços em móveis, etc</p><p>Os pais, responsáveis e escola, ao verificar esses sinais, deve primeiramente realizar avaliação oftalmo-</p><p>lógica para diagnóstico, e possíveis tratamentos, em caráter de urgência, bem como toda a organização</p><p>das atividades escolares.</p><p>VIsITE A páGINA</p><p>No livro de Atendimento Educacional Especializado para a Deficiência Visual, você</p><p>vai encontrar, recursos didáticos, recursos materiais, bem como orientações de como</p><p>utilizar a informativa para pessoas com deficiência visual. Link.</p><p>O Ministério da Educação, disponibiliza gratuitamente o programa: Mecdaisy. Link. Um conjunto de</p><p>programas que permite transformar qualquer formato de texto disponível no computador em texto digital</p><p>falado</p><p>Deficiência Mental/ Intelectual</p><p>Funcionamento intelectual significativamente inferior à média, com manifestação antes dos dezoito anos</p><p>e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas, tais como: comunicação, cuida-</p><p>do pessoal, habilidades sociais, utilização da comunidade, saúde e segurança, habilidades acadêmicas,</p><p>lazer e trabalho. Sendo classificado no quadro 1:</p><p>Quadro 1: Classificação da deficiência mental/intelectual</p><p>Fonte: Elaborado pela autora ,2015.</p><p>http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aee_dv.pdf</p><p>http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=13786%3Aprograma-amplia-inclusao-de-pessoas-com-deficiencia-ao-converter-texto-em-audio&catid=205&Itemid=862</p><p>11</p><p>São inúmeras as causas e os fatores de risco que podem levar à instalação da deficiência mental.</p><p>Quadro 2: Fatores de riscos e causas da Deficiência mental / intelectual</p><p>pré natais</p><p>definiçÃo: São aqueles que vão incidir desde a concepção até o início do trabalho de parto.</p><p>exemplos:</p><p>•	 Doenças infecciosas: sífilis, rubéola, toxoplasmose, (medicamentos teratogênicos),</p><p>poluição ambiental, tabagismo.</p><p>•	 Genéticos: alterações cromossômicas (numéricas ou estruturais), ex: Síndrome de</p><p>Down, alterações gênicas, ex: erros inatos do metabolismo (fenilcetonúria), Síndrome</p><p>de Williams, esclerose tuberosa, etc.</p><p>•	 Desnutrição materna.</p><p>perinatais</p><p>definiçÃo: Os que vão incidir do início do trabalho de parto até o 30° dia de vida do bebê</p><p>exemplos:</p><p>•	 Icterícia grave do recém nascido.</p><p>•	 Má assistência ao parto e traumas de parto.</p><p>•	 Hipóxia ou anóxia (oxigenação cerebral insuficiente).</p><p>•	 Kernicterus (incompatibilidade RH/ABO ).</p><p>pós natais</p><p>definiçÃo: Os que vão incidir do 30° dia de vida até o final da adolescência</p><p>exemplos:</p><p>•	 Desnutrição, desidratação grave, carência de estimulação global.</p><p>•	 Infecções: meningoencefalites, sarampo, etc.</p><p>•	 Intoxicações exógenas (envenenamento): remédios, inseticidas, produtos químicos</p><p>(chumbo, mercúrio, etc.).</p><p>•	 Acidentes: trânsito, afogamento, choque elétrico, asfixia, quedas, etc.</p><p>12</p><p>É preciso que haja vários sinais para que se suspeite de deficiência mental/intelectual. Um único aspecto</p><p>não pode ser considerado como indicativo de qualquer deficiência. Portanto, precisa estar associada a</p><p>duas ou mais áreas de habilidades adaptativas, como destacado na definição, ou seja, apresenta muitas</p><p>vezes, atraso no desenvolvimento neuro-psicomotor( a criança demora para firmar a cabeça, sentar, andar,</p><p>falar), e problemas no processo de aprendizado (dificuldade de compreensão de normas e ordens, dificul-</p><p>dade no aprendizado escolar).</p><p>VIsITE A páGINA</p><p>Se você tem interesse de saber um pouco mais, sobre Deficiência Mental/intelectual,</p><p>acesse o link, vai encontrar definições, dicas de atividades pedagógicas, orientações</p><p>sobre a elaboração de instrumentos de avaliação, dentre outros.</p><p>Deficiência Auditiva/surdez</p><p>Perda parcial ou total das possibilidades auditivas sonoras, variando de graus e níveis. Sendo classifica-</p><p>da, como: normal, leve, moderna, severa e profunda.</p><p>Podemos destacar alguns fatores e causas que levam a deficiência auditiva, que ocorrem no pré-natal, no</p><p>perinatal e pós-natal, são elas:</p><p>Otite externa: Infecção bacteriana da pele do conduto auditivo externo.</p><p>•	 Atresia do conduto auditivo externo (redução de calibre ou ausência do conduto auditivo</p><p>externo), geralmente uma malformação congênita.</p><p>•	 Obstrução da tuba auditiva.</p><p>•	 Fissuras Palatinas.</p><p>•	 De origem hereditárias.</p><p>•	 Infecções maternas por rubéola, citomegalovírus, sífilis, herpes, toxoplasmose.</p><p>•	 Icterícia grave do recém-nascido.</p><p>•	 Traumas físicos que afetam o osso temporal.</p><p>A primeira suspeita quanto à existência de uma alteração auditiva na criança é realizada sempre pela</p><p>família a partir dos seguintes sinais: ausência de reações a sons, comportamento diferente do usual (a</p><p>criança que é muito quieta, dorme muito e em qualquer ambiente, não se assusta com sons intensos) e,</p><p>um pouco mais velha, não desenvolve linguagem.</p><p>Acesse o link. e conheça as considerações do livro, Pessoa com Surdez, que orienta</p><p>sobre o papel do interprete escolar, metodologias didático-pedagógicas, e demais con-</p><p>tribuições.</p><p>http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aee_dm.pdf</p><p>http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aee_da.pdf</p><p>13</p><p>pAlAvrAs do professor</p><p>O diagnóstico precoce é fundamental. Portanto, é muito importante, a presença do</p><p>pediatra no momento do parto, para fazer as primeiras avaliações. E antes da alta da</p><p>maternidade, o pediatra faça o teste do reflexo vermelho, mais conhecido como o teste</p><p>do olhinho, e que pode detectar e prevenir diversas patologias oculares, assim como o</p><p>agravamento dessas alterações, como uma cegueira irreversível.</p><p>Outro teste importante, o Teste da Orelhinha é um exame simples para saber se está tudo bem com a au-</p><p>dição do bebê. O exame não tem contraindicações e pode ser feito com o bebê dormindo. Recomenda-se</p><p>que o teste seja feito no primeiro mês de vida, mas todos os bebês devem passar pelo exame.</p><p>A Lei 12.303/10, destaca a obrigatoriedade dos hospitais e maternidades do país a realizarem o exame.</p><p>Peça o Teste da Orelhinha. É um direito do seu bebê.</p><p>E ainda, o teste do pezinho. Um exame obrigatório, realizado a todos os recém-nascidos, realizado entre</p><p>o 3º e o 6º dia, para diagnosticar precocemente doenças graves como:</p><p>•	 Hipotireoidismo congênito, em que a tireoide do bebê produz menos hormônios que o normal;</p><p>•	 fenilcetonúria, que é uma doença do metabolismo;</p><p>•	 Hemoglobinopatias, que são doenças que afetam o sangue, como a anemia falciforme que</p><p>é uma doença hereditária em que há alteração da forma da hemoglobina, uma substância do</p><p>sangue.</p><p>Estes testes, previnem muitos das deficiências citadas acima, bem como outras doenças que interferem</p><p>no desenvolvimento humano, implicando na aprendizagem.</p><p>Portanto, no momento do diagnóstico psicopedagógico, por meio da anamnese (instrumento que resgata</p><p>a história pregressa), no item sobre nascimento, é importante perguntar se estes três testes foram reali-</p><p>zados, e qual o resultado.</p><p>E ainda, em continuidade ao diagnóstico, pode solicitar que o pais ou responsáveis, tragam a carteira de</p><p>vacinação e os resultados destes testes, caso tenham guardado. Segue abaixo o modelo de anamnese:</p><p>ANAMNESE DATA ------/------/--------</p><p>1.Identificação:</p><p>Nome:_________________________________________________________________</p><p>Idade:______ Data de Nascimento :---/---/---/</p><p>Fiiação: ________________________________________________________________</p><p>Informante:______________________________________________________________</p><p>14</p><p>2.ordem de nascimento:</p><p>Primeiro Filho:____________________________________________________________</p><p>Família Composta por quantos filhos?(nome,idade) ________________________________</p><p>3-Gestação:</p><p>Foi planejada?____________________________________________________________</p><p>Pensou em aborto? ( )Não ( ) Sim Motivo (s)_____________________________________</p><p>Como passou a gravidez? Com enjôos_____________________________________________</p><p>______________________________________________________________________</p><p>Situação financeira?________________________________________________________</p><p>Teve acompanhamento médico? ( ) Não ( ) Sim Quais?_____________________________</p><p>Engordou quantos quilos? Como ficou seu corpo? Como se percebia?_____________________</p><p>_________________________________________</p><p>Sentia-se já</p><p>mãe?_________________________________________________________</p><p>Teve algum problema de saúde?Quais?__________________________________________</p><p>Como foi a reação da família? E seu marido? Filhos etc? _____________________________</p><p>Tomou medicação? Quais? Quanto tempo?________________________________________</p><p>4-Parto:</p><p>( ) normal ( )cessaria</p><p>Ocorreu na data esperada ( ) Sim ( ) Não De quanto tempo:_________________________</p><p>Descreva a aparência do bebê ao nascer: ( ) Roxa ( ) Vermelha ( ) Preta ( ) Normal.</p><p>Quais foram as primeiras reações do bebê: ( ) Chorou logo ( ) Demorou para chorar ( ) Precisou</p><p>de oxigênio ( ) Precisou de encubadeira ( ) Agitação ( ) Apatia ( ) Rigidez ( ) Apresentou alguma</p><p>deformidade? Qual? _______________________________________________________</p><p>Quais eram as preocupações antes do nascimento em relação ao filho?___________________</p><p>______________________________________________________________________</p><p>Como o pai e a mãe reagiram com o nascimento? _________________________________</p><p>______________________________________________________________________</p><p>Teve já na família algum problema de parto? ____________________________________</p><p>______________________________________________________________________</p><p>Quais eram as dúvidas? E os medos? __________________________________________</p><p>______________________________________________________________________</p><p>15</p><p>5- Desenvolvimento:</p><p>Sorriso Social: _____________ Firmou a cabeça: _____________ Sentou: _____________</p><p>Engatinhou: _______________ Caminhou: _________________ Falou: _______________</p><p>Apresentou problema de fala anteriormente? Qual _________________________________</p><p>______________________________________________________________________</p><p>Fala corretamente? ( ) Sim ( ) Não Que palavras?________________________________</p><p>______________________________________________________________________</p><p>Audição: _______________________________________________________________</p><p>Visão: _________________________________________________________________</p><p>Sono (Tranqüilo, agitado, dorme sozinho...) ______________________________________</p><p>6-Alimentação:</p><p>Como foi o processo de alimentação?___________________________________________</p><p>______________________________________________________________________</p><p>Com quantos anos parou de mamar? Por quê?_____________________________________</p><p>______________________________________________________________________</p><p>Acarretou queda de peso? Como foram os outros filhos em relação à queda de peso?__________</p><p>______________________________________________________________________</p><p>______________________________________________________________________</p><p>O que significou, para a mãe, a mudança de alimentação?____________________________</p><p>______________________________________________________________________</p><p>o que a mãe sentia ao amamentar?_____________________________________________</p><p>______________________________________________________________________</p><p>7-Hábitos de Higiene:</p><p>Com quantos anos realizou o controle esfincteriano (xixi, coco)?________________________</p><p>Como vocês ajudaram?______________________________________________________</p><p>Quais as reações dos pais, irmãos e familiares?____________________________________</p><p>Chupou bico com quantos anos?_______________________________________________</p><p>Como são os hábitos da vida diária (escovar dentes, tomar banho, alimentação, higiene pessoal,</p><p>etc): __________________________________________________________________</p><p>Como foi a descoberta da sexualidade? Houve informações? Houve não aceitações?_________</p><p>______________________________________________________________________</p><p>16</p><p>8- História de Saúde:</p><p>Que doença a criança teve?__________________________________________________</p><p>A criança fez todas as vacinas?_______________________________________________</p><p>Foi hospitalizada alguma vez? Qual motivo?______________________________________</p><p>A criança faz algum tratamento? Qual? Por quê?___________________________________</p><p>A criança toma algum medicamento? Qual? Por quê?________________________________</p><p>Há casos na família de pessoas portadoras de DM, epilepsia ou outras problemáticas?_______</p><p>___________________________________________________</p><p>9-Escolaridade:</p><p>Veio encaminhada por quem? Qual colégio?______________________________________</p><p>Está repetindo alguma série? ________________________________________________</p><p>Tipo de dificuldade apresentadas? _____________________________________________</p><p>O que os professores dizem? _________________________________________________</p><p>Já teve acompanhamento de algum profissional? __________________________________</p><p>Como é a leitura? _________________________________________________________</p><p>Existe a ajuda dos pais? ____________________________________________________</p><p>E irmãos? ______________________________________________________________</p><p>Desconfiam que haja algum comprometimento neurológico na criança?___________________</p><p>______________________________________________________________________</p><p>Possuem alguém com esse tipo de comprometimento na família? ______________________</p><p>______________________________________________________________________</p><p>8- História de Saúde:</p><p>Que doença a criança teve?__________________________________________________</p><p>A criança fez todas as vacinas?_______________________________________________</p><p>Foi hospitalizada alguma vez? Qual motivo?______________________________________</p><p>A criança faz algum tratamento? Qual? Por quê?___________________________________</p><p>A criança toma algum medicamento? Qual? Por quê?________________________________</p><p>Há casos na família de pessoas portadoras de DM, epilepsia ou outras problemáticas?_______</p><p>______________________________________________________________________</p><p>17</p><p>________________________________________</p><p>Assinatura do responsável pela Entrevista</p><p>Como já conhecemos um pouco sobre as questões da deficiência, vamos dialogar sobre as dificuldades</p><p>de aprendizagem.</p><p>10- Sociabilidade:</p><p>Como se relaciona em casa, com amigos, e familiares? _____________________________</p><p>______________________________________________________________________</p><p>É uma criança querida, carinhosa, agressiva, explosiva? _____________________________</p><p>______________________________________________________________________</p><p>Como é este temperamento com outras pessoas? __________________________________</p><p>______________________________________________________________________</p><p>Existe pai, mãe substituto? __________________________________________________</p><p>______________________________________________________________________</p><p>11-Ambiente Familiar:</p><p>Como é o relacionamento dos pais com a criança?__________________________________</p><p>______________________________________________________________________</p><p>______________________________________________________________________</p><p>E com os irmãos? E com os colegas?____________________________________________</p><p>______________________________________________________________________</p><p>Existe diálogo, por parte dos pais?_____________________________________________</p><p>______________________________________________________________________</p><p>12-Observação:</p><p>______________________________________________________________________</p><p>______________________________________________________________________</p><p>______________________________________________________________________</p><p>______________________________________________________________________</p><p>18</p><p>DIFICULDADE DE ApRENDIZAGEM</p><p>A dificuldade de aprendizagem, envolve os fatores exógenos, extrínsecos, que são de fora do ambiente,</p><p>para dentro do sujeito.</p><p>Com relação ao ambiente escolar, ou seja, intra-escolares, o que pode levar a uma dificuldade de aprendi-</p><p>zagem, os métodos didáticos, a relação entre os alunos, e a relação do professor com o aluno, formação</p><p>do professor, cultura da escola, mudanças frequentes de escola.</p><p>Temos as causas extra-escolares, como os aspectos psíquicos, emocionais,</p><p>a motivação, que em muitos</p><p>casos são responsáveis pelo baixo rendimento escolar, e ainda, luto, separação dos pais, mudança de</p><p>cidade, fatores culturais, como falta de estímulos e condições socioeconômicas.</p><p>vejA o vídeo</p><p>Convido-o a assistir ao filme A MAÇA, que tem a duração</p><p>de 1:22, dirigido por Samira Makhmalbaf, em 1998, Mulher</p><p>cega e seu marido, matem as filhas gêmeas presas, seguin-</p><p>do vagos preceitos do Alcorão.</p><p>As meninas são soltas, após 11 anos em cativeiro, e tem que descobrir o mundo com olhos infantis que</p><p>nunca conheceram nada além de sua alcova, apresentado muitas dificuldades no desenvolvimento. Obra</p><p>baseada em fatos reais.</p><p>GUARDE EssA IDEIA!</p><p>A massificação do ensino tem contribuído muito ao aparecimento e aumento das difi-</p><p>culdades de aprendizagem, e outros fatores como socioculturais, evidentes no filme a</p><p>Maça. Podemos dizer, que o ambiente muitas vezes provoca essa dificuldade.</p><p>A seguir, você vai conhecer as dificuldades de crianças PARA a aprendizagem, que, embora tenham saúde,</p><p>vão às aulas, não sejam deficientes, tenham potencial para aprender, não “conseguem aprender”. Então,</p><p>qual é a dificuldade desta criança?</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=buhLlfTVPwI</p><p>19</p><p>TRANsTORNOs DE ApRENDIZAGEM</p><p>pAlAvrAs do professor</p><p>O transtorno mais conhecido e que vem tendo grande repercussão na atualidade é a dislexia, porém, é</p><p>necessário estarmos atentos a outros sérios problemas: disgrafia, discalculia, disortografia e o Transtorno</p><p>de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).</p><p>Devemos entender que o Transtorno de aprendizagem são de ordem endógenas intrínsecas, de dentro</p><p>do sujeito para o ambiente. Inabilidade específica na leitura, na expressão escrita ou na matemática em</p><p>sujeitos que apresentam resultado abaixo do esperado para seu nível de desenvolvimento, escolaridade</p><p>capacidade intelectual.</p><p>Os Transtornos de Aprendizagem afetam a habilidade da pessoa de falar, escutar, ler, escrever, soletrar,</p><p>pensar, recordar, organizar informações ou aprender a matemática.</p><p>Existem dois manuais internacionais de diagnóstico, utilizados pelos profissionais da saúde para a reali-</p><p>zação do diagnóstico, e diálogo, estre estes profissionais, que são:</p><p>1. A Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da Classificação Internacional de</p><p>Doenças (CID10) , elaborado pela Organização Mundial de Saúde, tendo como última atualiza-</p><p>ção em 1992,</p><p>2. Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM –5) elaborado pela Associação</p><p>Americana de Psiquiatria, atualizado em 2014.</p><p>Ambos os manuais reconhecem a falta de exatidão do termo “transtorno”, mas destacam que</p><p>é usado para indicar a existência de um conjunto de sintomas ou comportamentos clinicamente</p><p>reconhecível associado, na maioria dos casos, a sofrimento e interferência com funções pes-</p><p>soais.</p><p>Segundo a Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da Classificação Internacional de</p><p>Doenças (CID 10), situa os problemas referentes à aprendizagem na classificação Transtornos específicos</p><p>do desenvolvimento das habilidades escolares (F81), destacando que estes transtornos, se apresentam</p><p>desde as fases iniciais do desenvolvimento.</p><p>Não são decorrentes da falta de oportunidade de aprender ou qualquer forma de traumatismo ou de</p><p>doença cerebral adquirida. Ao contrário, pensa-se que os transtornos se originam de anormalidades no</p><p>processo cognitivo, que derivam em grande parte de algum tipo de disfunção biológica.</p><p>20</p><p>Fazem parte da categoria Transtornos específicos do desenvolvimento das habilidades escolares (F81), as</p><p>seguintes subcategorias:</p><p>•	 F81.0 - Transtorno específico de leitura</p><p>•	 F81.2 - Transtorno específico da habilidade em aritmética</p><p>•	 F81.81- Outros transtornos do desenvolvimento das habilidades escolares</p><p>De acordo com a CID - 10, os Transtornos específicos do desenvolvimento das habilidades escolares, são</p><p>compostos por grupos de transtornos manifestados por comprometimentos específicos e significativos no</p><p>aprendizado de habilidades escolares, comprometimentos esses que não são resultado direto de outros</p><p>transtornos, como o retardo mental, os déficits neurológicos grosseiros, os problemas visuais ou auditivos</p><p>não corrigidos ou as perturbações emocionais, embora eles possam ocorrer simultaneamente com essas</p><p>condições.</p><p>Os transtornos específicos do desenvolvimento das habilidades escolares geralmente ocorrem junto com</p><p>outras síndromes clínicas, como por exemplo, o transtorno de déficit de atenção ou como os transtornos</p><p>específicos do desenvolvimento da fala e linguagem.</p><p>No Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM –5), são denominados de Transtornos</p><p>Específicos da Aprendizagem, situados na categoria dos Transtornos geralmente diagnosticados pela pri-</p><p>meira vez na infância ou adolescência, sendo classificado em:</p><p>•	 315.00 Transtorno de Leitura</p><p>•	 315.1 Transtorno de Matemática</p><p>•	 315.2 Transtorno da Expressão Escrita</p><p>dicA</p><p>Os Transtornos de Aprendizagem são diagnosticados quando o desempenho de sujeitos</p><p>submetidos a testes padronizados de leitura, matemática ou expressão escrita está sig-</p><p>nificativamente abaixo do esperado para a idade, escolarização e nível de inteligência.</p><p>O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM - 5) estima que a prevalência dos Trans-</p><p>tornos de Aprendizagem seja na faixa de 2 a 10% da população, dependendo da natureza da averiguação</p><p>e das definições explicadas.</p><p>As possíveis causas dos Transtornos de Aprendizagem não são conhecidas, mas supõe-se que exista a</p><p>predominância de fatores biológicos, os quais interagem com fatores não biológicos, como oportunidade</p><p>para aprender e qualidade do ensino.</p><p>21</p><p>É um fator diagnóstico importante que os transtornos se manifestem durante os primeiros anos de esco-</p><p>laridade.</p><p>Ambos os manuais informam que os transtornos não podem ser consequência de:</p><p>O atraso do desempenho escolar de crianças em um estágio posterior de suas vidas escolares, devido à</p><p>falta de interesse, a um ensino deficiente, a perturbações emocionais ou ao aumento ou mudança no pa-</p><p>drão de exigência das tarefas, não podem ser considerados Transtornos específicos do desenvolvimento</p><p>das habilidades escolares.</p><p>Vamos conhecer os tipos de Transtornos de Aprendizagem?</p><p>Tanto o CID-10, como o DSM-5 apresentam basicamente três tipos de transtornos específicos: o Transtor-</p><p>no da Leitura, o Transtorno da Matemática, e o Transtorno da Expressão Escrita. A caracterização geral</p><p>destes transtornos não difere muito entre os dois manuais.</p><p>Quadro 3: Comparação dos transtornos no CID-10 e DSM-5</p><p>Fonte: Elaborado pela autora ,2015.</p><p>TRANsTORNO DA MATEMáTICA</p><p>O Transtorno da Matemática, conhecido como discalculia, não é relacionado à ausência de habilidades</p><p>matemáticas básicas, como contagem, e sim, dificuldades em fazer operações matemáticas, fazer classi-</p><p>ficações, em entender os conceitos matemáticos, na sequenciação numérica, na forma com que a criança</p><p>e o adolescente associam essas habilidades e sua aplicabilidade no seu cotidiano.</p><p>Ou seja, a aquisição de conceitos matemáticos e outras atividades que exigem raciocínio são afetadas</p><p>neste transtorno, cuja baixa capacidade para manejar números e conceitos matemáticos não é originada</p><p>por uma lesão, envolve questões neurológicas.</p><p>Em geral, o Transtorno da Matemática é encontrado em combinação com o Transtorno da Leitura (dislexia)</p><p>que apresenta dificuldade em ler, escrever e soletrar, pois o sujeito com necessidades educativas espe-</p><p>22</p><p>ciais possui dificuldade em interpretar o enunciado dos exercícios e dos conceitos matemáticos, muitas</p><p>vezes combinado também, com o Transtorno da Expressão Escrita (Disgrafia, disortografia).</p><p>É de suma importância, pais e escola, ficar atendo aos sinais, que podem levantar a hipótese O Transtorno</p><p>da Matemática, que são:</p><p>•	 Dificuldade em memorizar cálculos e fórmulas; conta com os dedos para adicionar números;</p><p>•	 Dificuldades em posicionar os números em folha de papel; perde-se no meio</p><p>de cálculos arit-</p><p>méticos e pode trocar as operações;</p><p>•	 Dificuldade em distinguir os símbolos matemáticos; tem grave dificuldade em aplicar concei-</p><p>tos, fatos ou operações matemáticas para solucionar problemas quantitativos;</p><p>•	 Dificuldade em somar, subtrair, multiplicar e dividir, dentre outros sinais.</p><p>Na Educação Infantil, já pode ser notado alguns sinais da discalculia, quando a criança tende a ter dificul-</p><p>dades em compreender os termos já utilizados, como igual, diferente, porém somente após a introdução</p><p>de símbolos e conceitos mais específicos é que o problema se acentua e sim já pode ser diagnosticado,</p><p>ou seja, nas séries iniciais do Ensino Fundamental.</p><p>Saiba mais.....</p><p>VIsITE A pAGINA</p><p>O artigo, Um olhar sobre os transtornos de aprendizagem da matemática escri-</p><p>to por Rosana De Luca Cardillo, fonoaudióloga na Associação Brasileira de Dislexia,</p><p>ressalta que:</p><p>“(…) A matemática sempre foi um bicho de sete cabeças para a maioria das pes-</p><p>soas e este conceito vem passando de geração a geração. Precisamos começar a</p><p>desvendar esse enigma e para isso é necessário compreender que, ao falarmos</p><p>em transtorno de aprendizagem da matemática, podemos estar falando de dife-</p><p>rentes causas (…)”.</p><p>Portanto, compreender o que, quais as causas, e como auxiliar é de suma importância</p><p>para os profissionais da saúde e educação.</p><p>vejA o vídeo</p><p>A psicopedagoga, Drª. Nádia Bossa, no vídeo de 15 min sobre discalculia , por meio</p><p>de casos, mostra , como realizar análise do material produzido pelo aluno, para</p><p>compreender o seu raciocínio matemático.</p><p>http://www.dislexia.org.br/images/pdf/um-olhar.pdf</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=mfHXkM1ctD0</p><p>23</p><p>trAnstorno dA eXpressÃo escritA</p><p>Um transtorno apenas de ortografia ou caligrafia, na ausência de outras dificuldades da expressão escrita,</p><p>em geral, não se presta a um diagnóstico de Transtorno da Expressão Escrita (Disgrafia; Discalculia).</p><p>Neste transtorno geralmente existe uma combinação de dificuldades na capacidade de compor textos es-</p><p>critos, evidenciada por erros de gramática e pontuação dentro das frases, má organização dos parágrafos,</p><p>múltiplos erros ortográficos ou fraca caligrafia, na ausência de outros prejuízos na expressão escrita.Para</p><p>que você compreenda melhor, vou fazer uma breve definição dos transtornos da Disgrafia , Disortografia.</p><p>Disgrafia</p><p>Disgrafia é uma deficiência na qualidade do traçado gráfico, sendo que esta causa, não pode ser de déficit</p><p>intelectual, ou neurológico, uma alteração da escrita normalmente ligada a problemas perceptivo-moto-</p><p>res, que afetam a escrita legível, e é realizada com lentidão.</p><p>Para realizar uma escrita legível, é necessário adquirir certo desenvolvimento ao nível de coordenação</p><p>viso-motora para que se possam realizar os movimentos finos e precisos que exigem o desenho gráfico</p><p>das letras, da linguagem, para compreender o paralelismo entre o simbolismo da linguagem oral e da</p><p>linguagem escrita, e da percepção que possibilita a discriminação e a realização dos caracteres numa</p><p>situação espacial determinada; cada letra dentro da palavra, das palavras na linha e no conjunto da folha</p><p>de papel, assim como o sentido direcional de cada grafismo e da escrita em geral.</p><p>A escrita disgráfica pode ser observada por meio dos seguintes sinais:</p><p>•	 Traços pouco precisos e incontrolados, ou traços demasiado fortes que vinquem o papel.</p><p>•	 Grafismos não diferenciados nem na forma nem no tamanho.</p><p>•	 A escrita desorganizada que se pode referir não só a irregularidades e falta de ritmo dos signos</p><p>gráficos, mas também a globalidade do conjunto escrito.</p><p>•	 Comete múltiplos erros de gramática ou pontuação nas frases.</p><p>•	 Emprega organização inadequada de parágrafos.</p><p>•	 Expressão escrita das ideias sem clareza.</p><p>•	 Inconsistências: misturas de formas de impressão e cursivo, superior e minúsculas, tamanhos</p><p>irregulares, ou inclinação das letras;</p><p>•	 Palavras ou letras inacabadas, palavras omitidas;</p><p>•	 Posição inconsistente na página em relação a linhas e margens.</p><p>•	 Espaços inconsistentes entre palavras e letras,</p><p>•	 Copiar ou escrever muito lentamente ou com dificuldade - mesmo que o conteúdo seja nítido</p><p>e legível.</p><p>24</p><p>Disortografia</p><p>Consiste numa escrita, não necessariamente disgráfica, que pode ou não estar acompanhada da dislexia.</p><p>É a incapacidade de transcrever a linguagem oral, havendo trocas ortográficas como confusões, substitui-</p><p>ções e omissões de letras, sílabas e até palavras, ou seja, com numerosos erros, que se manifesta logo</p><p>que se tenham adquirido os mecanismos da leitura e da escrita.</p><p>Um sujeito é disortográfico quando apresenta os seguintes sinais, na representação gráfica (escrita):</p><p>•	 Confusão de letras (trocas auditivas).</p><p>•	 Omissões. Caixa / caxa</p><p>•	 Adições: árvore-árvovore</p><p>•	 Confusão de palavras com configurações semelhantes: pato – pelo</p><p>•	 Confusão de sílabas com tonicidade semelhante: cantarão/cantaram</p><p>•	 Escrita lenta com cópia com erros.</p><p>•	 Inversões: pipoca/picoca</p><p>•	 Junções: Um dia o menino / Umdia o menino</p><p>vejA o vídeo</p><p>Veja o vídeo Disortografia de 9 min, e o vídeo Disgrafia de 6 min, apresentado</p><p>pela Psicopedagoga Drª. Nádia Bossa, que destaca questões sobre diagnóstico e</p><p>intervenção.</p><p>trAnstorno dA leitUrA</p><p>O Transtorno da Leitura, também conhecido como dislexia, é um transtorno caracterizado por uma difi-</p><p>culdade específica em compreender palavras escritas. Dessa forma, pode-se afirmar que se trata de um</p><p>transtorno específico das habilidades de leitura, que sob nenhuma hipótese está relacionado à idade</p><p>mental, problemas de acuidade visual ou baixo nível de escolaridade.</p><p>vocÊ sAbiA?</p><p>Etimologicamente advém do grego (dis + lexis) significa palavra difícil prejudicada.</p><p>Dislexia caracteriza-se por uma dificuldade na área da leitura, escrita e soletração.</p><p>Costuma-se identificar-se no momento que se ensina o alfabeto, constituindo a sua</p><p>identificação um obstáculo severo ao sucesso escolar.</p><p>???</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=pS5l1C2li3k</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=7tndJj-RapY</p><p>25</p><p>Quanto as causas da dislexia, não há um consenso entre os cientistas, que destacam a existência de evi-</p><p>dências neurológicas; é sugerida uma possibilidade genética e pode advir da exposição do feto a doses</p><p>exageradas de testosterona in-utero.</p><p>O transtorno de leitura dislexia, consiste em um rendimento da leitura (correção, velocidade ou compreen-</p><p>são) substancialmente inferior ao esperado para a idade cronológica, a inteligência e a escolarização.</p><p>Caracteriza-se também, por distorções, substituições ou omissões, por lentidão e erros na compreensão,</p><p>tanto da leitura em voz alta quanto a silenciosa.</p><p>Em geral pode vir associado ao transtorno da matemática e da expressão escrita. Apesar de já ocorrer na</p><p>pré-escola, raramente é diagnosticado antes do 3º e 4º ano. Corresponde por aproximadamente 4 em cada</p><p>5 casos de transtornos de aprendizagem onde 60 a 80% são no sexo masculino.</p><p>Alguns sinais de alerta mais significativos da dislexia são:</p><p>•	 Atraso significativos na aprendizagem da leitura e da escrita.</p><p>•	 Frequentes erros fonológicos e/ou visuo-espaciais: Substituir b por d bem como q-p, caba em</p><p>vez de cada ou lepe em vez de leque.</p><p>•	 Lê palavras isoladas em voz alta, de forma incorreta ou lenta e hesitante.</p><p>•	 Frequentemente adivinha palavras, tem dificuldade de soletrá-las.</p><p>•	 Tendências em memorizar os textos, para fingir que os está a ler.</p><p>•	 Dificuldade em identificar os om das letras e palavras.</p><p>•	 Falta de interesse por livros impressos.</p><p>•	 Dificuldade em dividir as palavras em silabas e /ou fazer jogos de rimas.</p><p>•	 Pode ler o texto com precisão, mas não compreende a sequência, as relações, as inferências</p><p>ou os sentidos mais profundos do que é lido.</p><p>•	 Atraso na estruturação e no conhecimento do esquema corporal.</p><p>•	 Dificuldade em manusear mapas, dicionários, listas telefônicas etc.</p><p>•	 Tendência para a escrita em espelho.</p><p>•	 Pavor à leitura, e quando leem, soletram.</p><p>•	 Demoram em responder o que lhe é perguntado.</p><p>•	 Dificuldade</p><p>com relação ao desenvolvimento de seu filho, bem como</p><p>a importância dada pela família sobre o processo de aprender, também são de grande</p><p>importância para o psicopedagogo chegar a um diagnóstico e intervenção.</p><p>O psicopedagogo tendo claro o significado do aprender para a criança, o adolescente e sua família, a fim</p><p>de descobrir os motivos do não aprender, e a parceria com a escola, irá procurar propor metodologias que</p><p>viabilizem e/ou facilitem os processos de aprendizagem.</p><p>http://lafitness.com.br/entrevistas/entrevista-com-nadia-bossa</p><p>31</p><p>A intervenção psicopedagógica deve buscar a inclusão dos familiares, por meio de encontros que possi-</p><p>bilitem o acompanhamento do trabalho junto aos professores e demais envolvidos. Tendo em vista que</p><p>família e escola devem primar pelo desenvolvimento do aluno, portanto, essas duas instituições sociais</p><p>devem atuarem em conjunto.</p><p>O psicopedagogo irá primar por uma relação pautada pela confiança, respeito e cooperação entre escola</p><p>e família. Porque sabemos que uma criança e ou adolescente só aprende se tem o desejo de aprender. E</p><p>para isso e importante que a família e a escola contribuam para que eles tenham esse desejo.</p><p>LEITURA COMpLEMENTAR</p><p>No artigo, Os problemas de aprendizagem e o papel da família: uma análise a partir</p><p>da clínica, escrito por Lúcia de Fátima Carvalho Salvari e Cristina Maria de Souza Brito</p><p>Dias, relata a pesquisa que realizaram com o objetivo de investigar como psicólogos</p><p>e pedagogos que atuam em psicopedagogia na clínica compreendem os problemas de</p><p>aprendizagem em crianças e como veem o papel da família, especialmente dos pais,</p><p>nos referidos problemas.</p><p>Utilizaram o método qualitativo, tendo como instrumento um roteiro semiestruturado,</p><p>utilizado em uma entrevista individual, realizada com três psicólogas e com três</p><p>pedagogas.</p><p>Dentre as principais fontes de problemas de aprendizagem, as participantes apontaram</p><p>a grande dependência da criança em relação à mãe, a participação periférica do pai no</p><p>processo de aprendizagem escolar dos filhos e a tendência atual dos pais em delegar</p><p>aos educadores e psicólogos os cuidados com esse processo.</p><p>Assim, consideramos que os conhecimentos sobre as formas de funcionamento da</p><p>família contemporânea, em cada etapa de seu ciclo de vida, podem contribuir para o</p><p>acompanhamento terapêutico da criança e do grupo familiar.</p><p>Para realizar a leitura completa, acesse o link.</p><p>O psicopedagogo precisa compreender as constelações familiares na contemporaneidade, sobre as eta-</p><p>pas do ciclo vital, a importância da integração família e escola, o seu fazer psicopedagógico, para instigar</p><p>o desejo de aprender do sujeito.</p><p>No Programa Algo a Mais, da apresentadora Gisele Almeida, teve como tema, O que é Psicopedagogia,</p><p>dividido em três partes. A Parte I, vemos na Unidade 1, que conceituo o que é a psicopedagogia.</p><p>http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-166X2006000300004&lang=pt</p><p>32</p><p>vejA o vídeo</p><p>Na parte II de 19min, e na parte III de 9 m, descreve sobre a família, a relação desta</p><p>com o problema de aprendizagem, e o fazer do psicopedagogo.</p><p>Para finalizar é importante ter claro que, Todos Tem o Direito de Aprender, e você com o seu Fazer, Pensar</p><p>Ser e Psicopedagogo, vai tecer muitas tapeçarias cada qual com o seu tamanho, altura, cores, designer,</p><p>espessura, seu tempo de produção, com o aprendente-ensinante.</p><p>VIsITE As páGINAs</p><p>Para ficar sempre atualizado sobre dislexia, acesse o site da SOCIEDADE BRASILIE-</p><p>RA DE DISLEXIA</p><p>Sobre TDAH, A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DÉFICIT DE ATENÇÃO</p><p>Na Casa do Psicopedagogo na Loja virtual, você vai encontrar vários jogos, maté-</p><p>rias, e indicações de testes, para auxiliar no diagnóstico e intervenção psicopedagógi-</p><p>ca.</p><p>Acesse o link para aprofundar o conhecimento sobre Psicopedagogia, há uma relação</p><p>de referências, nas seguintes áreas: Especificidade e Conceituação da Psicopedago-</p><p>gia; Psicopedagogia e Áreas do Conhecimento; Psicopedagogia e Contextos de Apren-</p><p>dizagem; Diagnóstico e Intervenção Psicopedagógica e Pesquisa em Psicopedagogia.</p><p>É importante que você tome conhecimento da Associação Brasileira de Psicopedago-</p><p>gia. Acesse o link.</p><p>Fundada em 12 de novembro de 1980, a ABPp agrega psicopedagogos brasileiros com a finalidade de</p><p>propiciar-lhes o desenvolvimento, a divulgação e o aprimoramento desta área do conhecimento.</p><p>Promove debates, reuniões, conferências, cursos, seminários, congressos e eventos de âmbito regional,</p><p>nacional ou internacional, com objetivo do aprimoramento técnico-científico, tem publicações como por</p><p>exemplo, a edição e uma revista que publica pesquisa que envolve temáticas de psicopedagogia, traz</p><p>notícias da área dentre outros assuntos.</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=3JaOV2UjMZc</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=x4PondZ93ZQ</p><p>http://www.dislexia.org.br/</p><p>http://www.dislexia.org.br/</p><p>http://www.tdah.org.br/</p><p>http://www.psicopedagogavaleria.com.br/site/index.php?option=com_virtuemart&Itemid=6</p><p>http://www.psicopedagogavaleria.com.br/site/index.php?option=com_content&view=article&id=49&Itemid=28</p><p>http://www.mlspsicopedagogia.com/6.html</p><p>http://www.abpp.com.br/</p><p>33</p><p>vejA o vídeo</p><p>No programa Viva Saúde, a jornalista Léa Medeiros entrevista a pedagoga e psicope-</p><p>dagoga Maria Aparecida Pereira Lopes, que fala sobre a Psicopedagogia, destacando</p><p>os assuntos tratados ao longo desta disciplina.</p><p>Etapa 1 tem 12min30seg.</p><p>Etapa 2 tem 15min30seg.</p><p>pAlAvrAs do professor</p><p>Ao longo do Ciclo Vital, na fase da infância e adolescência, pode ocorrer um problema</p><p>no processo de aprender, devido a uma deficiência, uma dificuldade ou um transtorno</p><p>de aprendizagem. É importância a parceria família, escola e psicopedagogo para auxi-</p><p>liar o aprendente a resgatar e ter o desejo de aprender.</p><p>Portanto, pergunto! Ao longo dessa caminhada de tornar-se Psicopedagogo (tecelão),</p><p>você já consegue responder as seguintes perguntas: O que é a psicopedagogia? Qual</p><p>a sua origem? E o seu objeto de estudo? Quem é o Psicopedagogo e os campos de</p><p>atuação? E o que é o transtorno de aprendizagem e qual o papel da família e escola?</p><p>Chegamos ao final da nossa disciplina, espero ter colaborado para o seu aprendizado</p><p>através dos conteúdos estudados em nossos guias. Agora não deixe de acessar o nosso</p><p>AVA e realizar as atividades e os fóruns garantindo desta forma seu aprendizado, eles</p><p>representam 40% da sua nota da prova.</p><p>lembre-se: É importante ter claro que estamos em formação permanente, ou seja,</p><p>somos eternos aprendizes. Sucesso !</p><p>referÊnciAs</p><p>BEE, Helen L. O ciclo vital. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997</p><p>PAIN, Sara. Diagnóstico e tratamento dos problemas de aprendizagem. 4. ed. Porto</p><p>Alegre: Artes Médicas, 1992</p><p>CADOR, Sana, Cristiane. Por que Meu Filho Não Aprende? Blumenau: Eko, 2005.</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=DZHViJsH5xo&feature=youtu.be</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=NnrNXvmYbxM</p>com relação ao desenvolvimento de seu filho, bem como 
a importância dada pela família sobre o processo de aprender, também são de grande 
importância para o psicopedagogo chegar a um diagnóstico e intervenção.
O psicopedagogo tendo claro o significado do aprender para a criança, o adolescente e sua família, a fim 
de descobrir os motivos do não aprender, e a parceria com a escola, irá procurar propor metodologias que 
viabilizem e/ou facilitem os processos de aprendizagem.
http://lafitness.com.br/entrevistas/entrevista-com-nadia-bossa
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A intervenção psicopedagógica deve buscar a inclusão dos familiares, por meio de encontros que possi-
bilitem o acompanhamento do trabalho junto aos professores e demais envolvidos. Tendo em vista que 
família e escola devem primar pelo desenvolvimento do aluno, portanto, essas duas instituições sociais 
devem atuarem em conjunto. 
O psicopedagogo irá primar por uma relação pautada pela confiança, respeito e cooperação entre escola 
e família. Porque sabemos que uma criança e ou adolescente só aprende se tem o desejo de aprender. E 
para isso e importante que a família e a escola contribuam para que eles tenham esse desejo.
LEITURA COMpLEMENTAR
No artigo, Os problemas de aprendizagem e o papel da família: uma análise a partir 
da clínica, escrito por Lúcia de Fátima Carvalho Salvari e Cristina Maria de Souza Brito 
Dias, relata a pesquisa que realizaram com o objetivo de investigar como psicólogos 
e pedagogos que atuam em psicopedagogia na clínica compreendem os problemas de 
aprendizagem em crianças e como veem o papel da família, especialmente dos pais, 
nos referidos problemas. 
Utilizaram o método qualitativo, tendo como instrumento um roteiro semiestruturado, 
utilizado em uma entrevista individual, realizada com três psicólogas e com três 
pedagogas.
Dentre as principais fontes de problemas de aprendizagem, as participantes apontaram 
a grande dependência da criança em relação à mãe, a participação periférica do pai no 
processo de aprendizagem escolar dos filhos e a tendência atual dos pais em delegar 
aos educadores e psicólogos os cuidados com esse processo. 
Assim, consideramos que os conhecimentos sobre as formas de funcionamento da 
família contemporânea, em cada etapa de seu ciclo de vida, podem contribuir para o 
acompanhamento terapêutico da criança e do grupo familiar. 
Para realizar a leitura completa, acesse o link.
O psicopedagogo precisa compreender as constelações familiares na contemporaneidade, sobre as eta-
pas do ciclo vital, a importância da integração família e escola, o seu fazer psicopedagógico, para instigar 
o desejo de aprender do sujeito.
No Programa Algo a Mais, da apresentadora Gisele Almeida, teve como tema, O que é Psicopedagogia, 
dividido em três partes. A Parte I, vemos na Unidade 1, que conceituo o que é a psicopedagogia.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-166X2006000300004&lang=pt
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vejA o vídeo
 
Na parte II de 19min, e na parte III de 9 m, descreve sobre a família, a relação desta 
com o problema de aprendizagem, e o fazer do psicopedagogo.
Para finalizar é importante ter claro que, Todos Tem o Direito de Aprender, e você com o seu Fazer, Pensar 
Ser e Psicopedagogo, vai tecer muitas tapeçarias cada qual com o seu tamanho, altura, cores, designer, 
espessura, seu tempo de produção, com o aprendente-ensinante.
VIsITE As páGINAs
Para ficar sempre atualizado sobre dislexia, acesse o site da SOCIEDADE BRASILIE-
RA DE DISLEXIA 
Sobre TDAH, A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DÉFICIT DE ATENÇÃO 
Na Casa do Psicopedagogo na Loja virtual, você vai encontrar vários jogos, maté-
rias, e indicações de testes, para auxiliar no diagnóstico e intervenção psicopedagógi-
ca.
Acesse o link para aprofundar o conhecimento sobre Psicopedagogia, há uma relação 
de referências, nas seguintes áreas: Especificidade e Conceituação da Psicopedago-
gia; Psicopedagogia e Áreas do Conhecimento; Psicopedagogia e Contextos de Apren-
dizagem; Diagnóstico e Intervenção Psicopedagógica e Pesquisa em Psicopedagogia.
É importante que você tome conhecimento da Associação Brasileira de Psicopedago-
gia. Acesse o link.
Fundada em 12 de novembro de 1980, a ABPp agrega psicopedagogos brasileiros com a finalidade de 
propiciar-lhes o desenvolvimento, a divulgação e o aprimoramento desta área do conhecimento.
Promove debates, reuniões, conferências, cursos, seminários, congressos e eventos de âmbito regional, 
nacional ou internacional, com objetivo do aprimoramento técnico-científico, tem publicações como por 
exemplo, a edição e uma revista que publica pesquisa que envolve temáticas de psicopedagogia, traz 
notícias da área dentre outros assuntos. 
 
https://www.youtube.com/watch?v=3JaOV2UjMZc
https://www.youtube.com/watch?v=x4PondZ93ZQ
http://www.dislexia.org.br/
http://www.dislexia.org.br/
http://www.tdah.org.br/
http://www.psicopedagogavaleria.com.br/site/index.php?option=com_virtuemart&Itemid=6
http://www.psicopedagogavaleria.com.br/site/index.php?option=com_content&view=article&id=49&Itemid=28
http://www.mlspsicopedagogia.com/6.html
http://www.abpp.com.br/
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vejA o vídeo
No programa Viva Saúde, a jornalista Léa Medeiros entrevista a pedagoga e psicope-
dagoga Maria Aparecida Pereira Lopes, que fala sobre a Psicopedagogia, destacando 
os assuntos tratados ao longo desta disciplina. 
Etapa 1 tem 12min30seg.
Etapa 2 tem 15min30seg.
pAlAvrAs do professor
Ao longo do Ciclo Vital, na fase da infância e adolescência, pode ocorrer um problema 
no processo de aprender, devido a uma deficiência, uma dificuldade ou um transtorno 
de aprendizagem. É importância a parceria família, escola e psicopedagogo para auxi-
liar o aprendente a resgatar e ter o desejo de aprender. 
Portanto, pergunto! Ao longo dessa caminhada de tornar-se Psicopedagogo (tecelão), 
você já consegue responder as seguintes perguntas: O que é a psicopedagogia? Qual 
a sua origem? E o seu objeto de estudo? Quem é o Psicopedagogo e os campos de 
atuação? E o que é o transtorno de aprendizagem e qual o papel da família e escola? 
Chegamos ao final da nossa disciplina, espero ter colaborado para o seu aprendizado 
através dos conteúdos estudados em nossos guias. Agora não deixe de acessar o nosso 
AVA e realizar as atividades e os fóruns garantindo desta forma seu aprendizado, eles 
representam 40% da sua nota da prova. 
lembre-se: É importante ter claro que estamos em formação permanente, ou seja, 
somos eternos aprendizes. Sucesso !
 
referÊnciAs
BEE, Helen L. O ciclo vital. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997
PAIN, Sara. Diagnóstico e tratamento dos problemas de aprendizagem. 4. ed. Porto 
Alegre: Artes Médicas, 1992 
CADOR, Sana, Cristiane. Por que Meu Filho Não Aprende? Blumenau: Eko, 2005.
https://www.youtube.com/watch?v=DZHViJsH5xo&feature=youtu.be
https://www.youtube.com/watch?v=NnrNXvmYbxM

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