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<p>. 1</p><p>Câmara Municipal de Campo Grande/MS</p><p>Técnico Administrativo</p><p>1. Ética no Serviço Público: Conceitos Básicos ................................................................................... 1</p><p>2. Serviço Público no Brasil: definição, natureza, espécies, características. ...................................... 12</p><p>3. Lei Orgânica do Município: Título III-Da Organização dos Poderes-Capítulo I- Do Poder Legislativo-</p><p>Seção I- Da Câmara Municipal e Seção II-Das Atribuições da Câmara Municipal: artigos 20 a 25. ........ 23</p><p>4. Regimento Interno da Câmara Municipal de Campo Grande Resolução n. 1.109, de 17 de dezembro</p><p>de 2009 com suas alterações: Título I- Da Câmara Municipal –Capítulo I- Disposições Preliminares:</p><p>artigos 1º ao 4º. ...................................................................................................................................... 26</p><p>5. Estatuto do Servidor Público Municipal-Lei Complementar n. 190, de 22 de dezembro de 2011: Título</p><p>VI-Capítulo II-Das Responsabilidades: artigos 208 a 216; Título VII-Capítulo I- Dos Deveres: artigo 217 e</p><p>incisos; Capítulo IIDas Proibições: artigo 218 e incisos. ......................................................................... 27</p><p>Candidatos ao Concurso Público,</p><p>O Instituto Maximize Educação disponibiliza o e-mail professores@maxieduca.com.br para dúvidas</p><p>relacionadas ao conteúdo desta apostila como forma de auxiliá-los nos estudos para um bom</p><p>desempenho na prova.</p><p>As dúvidas serão encaminhadas para os professores responsáveis pela matéria, portanto, ao entrar</p><p>em contato, informe:</p><p>- Apostila (concurso e cargo);</p><p>- Disciplina (matéria);</p><p>- Número da página onde se encontra a dúvida; e</p><p>- Qual a dúvida.</p><p>Caso existam dúvidas em disciplinas diferentes, por favor, encaminhá-las em e-mails separados. O</p><p>professor terá até cinco dias úteis para respondê-la.</p><p>Bons estudos!</p><p>1353836 E-book gerado especialmente para HIRAN COSTA BUSTAMANTE MENDES</p><p>. 1</p><p>Caro(a) candidato(a), antes de iniciar nosso estudo, queremos nos colocar à sua disposição, durante</p><p>todo o prazo do concurso para auxiliá-lo em suas dúvidas e receber suas sugestões. Muito zelo e técnica</p><p>foram empregados na edição desta obra. No entanto, podem ocorrer erros de digitação ou dúvida</p><p>conceitual. Em qualquer situação, solicitamos a comunicação ao nosso serviço de atendimento ao cliente</p><p>para que possamos esclarecê-lo. Entre em contato conosco pelo e-mail: professores @maxieduca.com.br</p><p>A questão ética é um fator imprescindível para uma sociedade e por isso sempre encontramos diversos</p><p>autores tentando definir o que vem a ser ética e como ela se interfere em uma sociedade.</p><p>O tema: Ética é por si só polêmico, entretanto causa ainda mais inquietação quando falamos sobre a</p><p>ética na administração pública, pois logo pensamos em corrupção, extorsão, ineficiência, etc., mas na</p><p>realidade o que devemos ter como ponto de referência em relação ao serviço público, ou na vida pública</p><p>em geral, é que seja fixado um padrão a partir do qual possamos em seguida julgar a atuação dos</p><p>servidores públicos ou daqueles que estiverem envolvidos na vida pública, entretanto não basta que haja</p><p>padrão, tão somente, é necessário que esse padrão seja ético, acima de tudo.</p><p>Assim, ética pública seria a moral incorporada ao Direito, consolidando o valor do justo. Diante da</p><p>relevância social de que a Ética se faça presente no exercício das atividades públicas, as regras éticas</p><p>para a vida pública são mais do que regras morais, são regras jurídicas estabelecidas em diversos</p><p>diplomas do ordenamento, possibilitando a coação em caso de infração por parte daqueles que</p><p>desempenham a função pública.</p><p>Todas as diretivas de leis específicas sobre a ética no setor público partem da Constituição Federal,</p><p>que estabelece alguns princípios fundamentais para a ética no setor público. Em outras palavras, é o</p><p>texto constitucional do artigo 37, especialmente o caput, que permite a compreensão de boa parte do</p><p>conteúdo das leis específicas, porque possui um caráter amplo ao preconizar os princípios fundamentais</p><p>da administração pública. Estabelece a Constituição Federal:</p><p>Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do</p><p>Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade,</p><p>publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: [...]</p><p>São princípios da administração pública, nesta ordem:</p><p>Legalidade</p><p>Impessoalidade</p><p>Moralidade</p><p>Publicidade</p><p>Eficiência</p><p>Para memorizar: veja que as iniciais das palavras formam o vocábulo LIMPE, que remete à limpeza</p><p>esperada da Administração Pública.</p><p>CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988</p><p>CAPÍTULO VII</p><p>DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA</p><p>Seção I</p><p>DISPOSIÇÕES GERAIS</p><p>Artigo 37- A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados,</p><p>do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade,</p><p>publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (...)</p><p>Princípio da Legalidade:</p><p>O princípio da legalidade, um dos mais importantes princípios consagrados no ordenamento jurídico</p><p>brasileiro, consiste no fato de que o administrador somente poderá fazer o que a lei permite. É importante</p><p>demonstrar a diferenciação entre o princípio da legalidade estabelecido ao administrado e ao</p><p>administrador. Como já explicitado para o administrador, o princípio da legalidade estabelece que ele</p><p>somente poderá agir dentro dos parâmetros legais, conforme os ditames estabelecidos pela lei. Já, o</p><p>princípio da legalidade visto sob a ótica do administrado, explicita que ninguém será obrigado a fazer ou</p><p>1. Ética no Serviço Público: Conceitos Básicos</p><p>1353836 E-book gerado especialmente para HIRAN COSTA BUSTAMANTE MENDES</p><p>. 2</p><p>deixar de fazer alguma coisa, senão em virtude lei. Esta interpretação encontra abalizamento no artigo</p><p>5º, II, da Constituição Federal de 1988.</p><p>Para o particular, legalidade significa a permissão de fazer tudo o que a lei não proíbe. Contudo, como</p><p>a administração pública representa os interesses da coletividade, ela se sujeita a uma relação de</p><p>subordinação, pela qual só poderá fazer o que a lei expressamente determina (assim, na esfera estatal,</p><p>é preciso lei anterior editando a matéria para que seja preservado o princípio da legalidade). A origem</p><p>deste princípio está na criação do Estado de Direito, no sentido de que o próprio Estado deve respeitar</p><p>as leis que dita.1</p><p>Princípio da Impessoalidade:</p><p>Posteriormente, o artigo 37 estabelece que deverá ser obedecido o princípio da impessoalidade.</p><p>Este princípio estabelece que a Administração Pública, através de seus órgãos, não poderá, na execução</p><p>das atividades, estabelecer diferenças ou privilégios, uma vez que deve imperar o interesse social e não</p><p>o interesse particular. De acordo com os ensinamentos de Maria Sylvia Zanella Di Pietro, o princípio da</p><p>impessoalidade estaria intimamente relacionado com a finalidade pública. De acordo com a autora “a</p><p>Administração não pode atuar com vista a prejudicar ou beneficiar pessoas determinadas, uma vez que</p><p>é sempre o interesse público que deve nortear o seu comportamento”.2</p><p>Em interessante constatação, se todos são iguais perante a lei (art. 5º, caput) necessariamente o serão</p><p>perante a Administração, que deverá atuar sem favoritismo ou perseguição, tratando a todos de modo</p><p>igual, ou quando necessário, fazendo a discriminação necessária para se chegar à igualdade real e</p><p>material.</p><p>Nesse sentido podemos destacar como um exemplo decorrente deste princípio a regra do concurso</p><p>público, onde a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso</p><p>público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e complexidade do cargo ou emprego.</p><p>Por força dos interesses que representa, a administração pública está proibida de promover</p><p>discriminações</p><p>único. A lei disporá sobre:</p><p>I - o regime das empresas concessionárias e permissionárias de serviços públicos, o caráter especial</p><p>de seu contrato e de sua prorrogação, bem como as condições de caducidade, fiscalização e rescisão da</p><p>concessão ou permissão;</p><p>II - os direitos dos usuários;</p><p>III - política tarifária;</p><p>IV - a obrigação de manter serviço adequado.</p><p>1353836 E-book gerado especialmente para HIRAN COSTA BUSTAMANTE MENDES</p><p>. 18</p><p>Note-se que o dispositivo não faz referência à autorização de serviço público, talvez porque os</p><p>chamados serviços públicos autorizados não sejam prestados a terceiros, mas aos próprios particulares</p><p>beneficiários da autorização; são chamados serviços públicos, porque atribuídos à titularidade exclusiva</p><p>do Estado, que pode, discricionariamente, atribuir a sua execução ao particular que queira prestá-lo, não</p><p>para atender à coletividade, mas às suas próprias necessidades.</p><p>Concessão de serviço público: É a delegação da prestação do serviço público feita pelo poder</p><p>concedente, mediante licitação na modalidade concorrência, à pessoa jurídica ou consórcio de empresas</p><p>que demonstrem capacidade de desempenho por sua conta e risco, com prazo determinado. Essa</p><p>capacidade de desempenho é averiguada na fase de habilitação da licitação. Qualquer prejuízo causado</p><p>a terceiros, no caso de concessão, será de responsabilidade do concessionário – que responde de forma</p><p>objetiva (art. 37, § 6.º, da CF) tendo em vista a atividade estatal desenvolvida, respondendo a</p><p>Administração Direta subsidiariamente. É admitida a subconcessão, nos termos previstos no contrato de</p><p>concessão, desde que expressamente autorizada pelo poder concedente. A subconcessão corresponde</p><p>à transferência de parcela do serviço público concedido a outra empresa ou consórcio de empresas. É o</p><p>contrato firmado por interesse da concessionária para a execução parcial do objeto do serviço concedido.</p><p>Permissão de Serviço Público: É a delegação a título precário, mediante licitação feita pelo poder</p><p>concedente à pessoa física ou jurídica que demonstrem capacidade de desempenho por sua conta e</p><p>risco.</p><p>A Lei n. 8.987/95 é contraditória quando se refere à natureza jurídica da permissão: menciona que é</p><p>“precária”, mas que será precedida de “licitação”, o que pressupõe um contrato e um contrato não pode</p><p>ser precário.</p><p>Em razão disso, diverge a doutrina.</p><p>Para Hely Lopes Meirelles, Maria Sylvia Zanella di Pietro e Celso Antonio Bandeira de Mello,</p><p>concessão é uma espécie de contrato administrativo destinado a transferir a execução de um serviço</p><p>público para terceiros; permissão é ato administrativo unilateral e precário.</p><p>Nada obstante, a Constituição Federal iguala os institutos quando a eles se refere (art. 223, §§ 4.º e</p><p>5.º):</p><p>Art. 223. Compete ao Poder Executivo outorgar e renovar concessão, permissão e autorização para o</p><p>serviço de radiodifusão sonora e de sons e imagens, observado o princípio da complementaridade dos</p><p>sistemas privado, público e estatal.</p><p>[...]</p><p>§ 4º O cancelamento da concessão ou permissão, antes de vencido o prazo, depende de decisão</p><p>judicial.</p><p>§ 5º O prazo da concessão ou permissão será de dez anos para as emissoras de rádio e de quinze</p><p>para as de televisão.</p><p>Autorização: É um ato administrativo unilateral, discricionário e precário, pelo qual o Poder Público</p><p>transfere por delegação a execução de um serviço público para terceiros. O ato é precário porque não</p><p>tem prazo certo e determinado, possibilitando o seu desfazimento a qualquer momento.</p><p>O que diferencia, basicamente, a autorização da permissão é o grau de precariedade. A autorização</p><p>de serviço público tem precariedade acentuada e não está disciplinada na Lei n. 8.987/95. É aplicada</p><p>para execução de serviço público emergencial ou transitório (Exemplo: serviço de táxi; serviços de</p><p>despachantes; serviço de guarda particular em estabelecimentos; serviços de pavimentação de ruas pela</p><p>própria população etc.).</p><p>Relativamente à permissão de serviço público, as suas características assim se resumem:</p><p>1. é contrato de adesão, precário e revogável unilateralmente pelo poder concedente (em</p><p>conformidade com o art. 1 75, parágrafo único, inciso I, da Constituição, e do art. 40 da Lei nº 8987/95),</p><p>embora tradicionalmente seja tratada pela doutrina como ato unilateral, discricionário e precário, gratuito</p><p>ou oneroso, intuitu personae.</p><p>2. depende sempre d e licitação, conforme artigo 1 75 da Constituição;</p><p>3. seu objeto é a execução d e serviço público, continuando a titularidade do serviço com o Poder</p><p>Público;</p><p>4. o serviço é executado e m nome d o permissionário, por sua conta e risco;</p><p>5. o permissionário sujeita-se à s condições estabelecidas pela Administração e a sua fiscalização;</p><p>6. como ato precário, pode ser alterado ou revogado a qualquer momento pela Administração, por</p><p>motivo de interesse público;</p><p>1353836 E-book gerado especialmente para HIRAN COSTA BUSTAMANTE MENDES</p><p>. 19</p><p>7. não obstante seja de sua natureza a outorga sem prazo, tem a doutrina admitido a possibilidade de</p><p>fixação de prazo, hipótese em que a revogação antes do termo estabelecido dará ao permissionário direito</p><p>à indenização; é a modalidade que Hely Lopes Meirelles denomina de permissão condicionada e</p><p>Cretella Júnior de permissão qualificada.</p><p>Extinção da concessão de serviço público e reversão dos bens</p><p>São formas de extinção do contrato de concessão:</p><p>- Advento do termo contratual (art. 35, I da Lei 8987/95).</p><p>- Encampação (art. 35, II da Lei 8987/95).</p><p>- Caducidade (art. 35, III da Lei 8987/95).</p><p>- Rescisão (art. 35, IV da Lei 8987/95).</p><p>- Anulação (art. 35, V da Lei 8987/95).</p><p>- Falência ou extinção da empresa concessionária e falecimento ou incapacidade do titular, no caso</p><p>de empresa individual (art. 35, VI da Lei 8987/95).</p><p>Questões</p><p>01. (IF/BA - Assistente em Administração – FUNRIO/2016). Representa característica da permissão</p><p>de serviço público</p><p>(A) constituir ato bilateral e discricionário.</p><p>(B) não depender de licitação.</p><p>(C) constituir ato unilateral, discricionário e precário.</p><p>(D) não poder ser alterada ou revogada.</p><p>(E) impedir o Poder Público de fiscalizar o permissionário.</p><p>02. (Prefeitura de Suzano/SP - Procurador Jurídico – VUNESP/2015). São exemplos de serviços</p><p>públicos uti singuli:</p><p>(A) iluminação pública, calçamento e fornecimento de gás.</p><p>(B) energia elétrica, iluminação pública e saúde.</p><p>(C) telefonia, energia elétrica e fornecimento de água.</p><p>(D) educação, saúde e policiamento.</p><p>(E) transporte coletivo, defesa civil e educação.</p><p>03. (ANS - Ativ. Tec. de Suporte – Direito – FUNCAB/2015). Marque a opção correta, a respeito do</p><p>serviço público.</p><p>(A) Sobre as concessões de serviços público e de obras públicas e as permissões de serviços públicos</p><p>reger-se-ão, exclusivamente, nos termos da lei que trata das licitações e contratos administrativos.</p><p>(B) Sobre a concessão de serviço público precedida da execução de obra pública, a construção, total</p><p>ou parcial, conservação, reforma, ampliação ou melhoramento de quaisquer obras de interesse público,</p><p>delegada pelo poder concedente, mediante licitação, na modalidade de concorrência e tomada de preço,</p><p>à pessoa física e jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para a sua realização,</p><p>por sua conta e risco, de forma que o investimento da concessionária seja remunerado e amortizado</p><p>mediante a exploração do serviço ou da obra por prazo determinado.</p><p>(C) Sobre a concessão de serviço público, a delegação de sua prestação, feita pelo poder concedente,</p><p>mediante licitação, na modalidade de concorrência, à pessoa física ou jurídica, ou consórcio de empresas</p><p>que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco e por prazo determinado.</p><p>(D) Sobre o poder concedente, são eles a União, o Estado, o Distrito Federal, o Município ou o território,</p><p>em cuja competência se encontre o serviço público, precedido ou não da execução de obra pública e</p><p>licitação, objeto de concessão ou permissão.</p><p>(E) Sobre</p><p>a permissão de serviço público, a sua delegação, a título precário, mediante licitação, da</p><p>prestação de serviços públicos, feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre</p><p>capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco.</p><p>04. (CRC/RO – Contador – FUNCAB/2015) Serviços públicos classificados como “uti universí' ou</p><p>gerais:</p><p>(A) são prestados a usuários determinados.</p><p>(B) são custeados pela receita de impostos.</p><p>(C) podem ser dados em concessão.</p><p>(D) são prestados por entes privados.</p><p>(E) podem ser remunerados por taxas.</p><p>1353836 E-book gerado especialmente para HIRAN COSTA BUSTAMANTE MENDES</p><p>. 20</p><p>05. (MPE/SP – Analista de Promotoria – Vunesp/2015) A respeito da encampação nos contratos de</p><p>concessão de serviço público, é correto afirmar que:</p><p>(A é medida facultativa da concessionária.</p><p>(B) deve ser precedida de lei autorizativa específica e de pagamento da indenização.</p><p>(C) não é permitida por lei.</p><p>(D) é medida impositiva do poder concedente após o término da concessão.</p><p>(E) ocorre durante a concessão, por motivo de interesse público, sem direito à indenização.</p><p>06. (TJ/SP - Juiz Substituto – VUNESP/2015). Sobre os serviços públicos, assinale a alternativa</p><p>correta.</p><p>(A) As tarifas de remuneração da prestação de serviços públicos concedidos deverão ser fixadas pelo</p><p>preço da proposta vencedora da licitação nos termos de sua proposta e sua cobrança poderá ser</p><p>condicionada à existência de serviço alternativo e gratuito para o usuário.</p><p>(B) A prestação de serviço público diretamente pelo poder público é imune à aplicação do regime de</p><p>proteção contido no Código de Defesa do Consumidor por caracterizar relação de prestação ao usuário</p><p>e não relação de consumo.</p><p>(C) Os serviços públicos previstos na Constituição que sejam passíveis de concessão aos particulares</p><p>só poderão ser remunerados por meio de tarifas.</p><p>(D) A prestação do serviço público não pode ser interrompida por inadimplemento do usuário no</p><p>pagamento das tarifas, pois sendo um serviço essencial, o corte fere o princípio da dignidade da pessoa</p><p>humana.</p><p>07. (TJ/BA - Técnico Judiciário - Área Administrativa – FGV/2015). Em tema de serviços públicos,</p><p>a doutrina de Direito Administrativo ensina que se aplica especificamente o princípio da:</p><p>(A) autotutela, o qual indica que a Administração Pública ou o concessionário (no caso de delegação),</p><p>ao prestar os serviços públicos, gozam de liberdade de gestão, podendo aumentar unilateralmente as</p><p>tarifas para manter a lucratividade da atividade;</p><p>(B) modicidade, segundo o qual os serviços públicos devem ser remunerados a preços módicos,</p><p>devendo o Poder Público calcular o valor das tarifas com vistas à eficiência e lucros máximos;</p><p>(C) supremacia do interesse público, segundo o qual as atividades administrativas e os serviços</p><p>públicos são prestados pelo Estado para benefício do particular individualmente considerado em</p><p>detrimento da coletividade;</p><p>(D) continuidade, o qual indica que os serviços públicos não devem sofrer interrupção, ou seja, sua</p><p>prestação deve ser contínua para evitar que a paralisação provoque colapso nas múltiplas atividades</p><p>particulares;</p><p>(E) indisponibilidade, o qual indica que a Administração Pública ou o concessionário (no caso de</p><p>delegação), ao prestar os serviços públicos, tem a livre disposição dos bens e interesses públicos.</p><p>08. (TER/SE -Técnico Judiciário - Área Administrativa – FCC/2015). A cortesia constitui um dos</p><p>princípios que regem os serviços públicos. Exemplo de sua aplicação é</p><p>(A) modicidade das tarifas, de modo a não onerar os usuários dos serviços públicos.</p><p>(B) isenção de tarifas para administrados que assim necessitem.</p><p>(C) tratamento educado, prestativo e respeitoso aos usuários dos serviços públicos.</p><p>(D) eficiência na prestação dos serviços públicos.</p><p>(E) trazer ao conhecimento público e geral dos administrados a forma como o serviço foi prestado, os</p><p>gastos e a disponibilidade de atendimento.</p><p>09. (TRT - 23ª REGIÃO (MT) -Juiz do Trabalho Substituto – FCC/2015). O conceito de serviço</p><p>público sofreu sucessivas atualizações em seu conteúdo ao longo do tempo, sendo essa expressão citada</p><p>em inúmeros artigos na Constituição Federal, tal como no artigo 175, que assim dispõe “incumbe ao</p><p>Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, sempre através</p><p>de licitação, a prestação de serviços públicos”. Não obstante os variados conceitos e entendimentos</p><p>doutrinários,</p><p>(A) o critério subjetivo não define serviço público, mas é imprescindível que o Poder Público remanesça</p><p>prestando diretamente alguma parcela de determinada atividade assim definida, característica que não</p><p>se mostra presente naquele conceito no caso de delegação da totalidade da prestação para a iniciativa</p><p>privada.</p><p>1353836 E-book gerado especialmente para HIRAN COSTA BUSTAMANTE MENDES</p><p>. 21</p><p>(B) o critério material é insuficiente para definir serviço público, pois se limita a identificar os</p><p>destinatários finais da atividade para analisar se há fruição coletiva, condição para enquadramento</p><p>naquele conceito.</p><p>(C) o conceito de serviço público sofreu alteração em seu conteúdo para que passasse a ser</p><p>identificado não pela legislação, mas também pelo critério formal, tendo em vista que somente podem ser</p><p>prestados pelo regime jurídico de direito público, vedada inferência do direito comum.</p><p>(D) o conteúdo de serviço público é contemporaneamente definido pela presença do viés social, na</p><p>medida em que o serviço de interesse econômico geral afastou-se daquele conceito quando se tornou</p><p>possível delegá-lo à iniciativa privada.</p><p>(E) remanescem abrangidas pelo conceito de serviço público as atividades previstas em lei que tenham</p><p>interesse econômico, podendo se tornar atrativas para o mercado privado, tal como nas concessões e</p><p>permissões previstas no dispositivo supra indicado, critério subjetivo que não altera o conteúdo da</p><p>definição.</p><p>10. (PC/TO - Agente de Polícia – Aroeira). Contrato por meio do qual a Administração Pública delega</p><p>a execução material de serviços públicos a pessoas jurídicas ou consórcio de empresas, mediante prévia</p><p>licitação na modalidade concorrência, por prazo determinado, normalmente pelo tempo necessário para</p><p>amortização dos investimentos. Essa definição se ajusta à figura da:</p><p>(A) concessão</p><p>(B) permissão.</p><p>(C) privatização</p><p>(D) autorização.</p><p>11. (SEGER/ES - Analista Executivo – Direito – CESPE). Caso determinada comunidade, desejando</p><p>comemorar o aniversário de seu bairro, decida solicitar o fechamento de uma rua para realizar uma festa</p><p>comunitária, ela deve obter do poder público</p><p>(A) autorização.</p><p>(B) permissão.</p><p>(C) delegação.</p><p>(D) convênio.</p><p>(E) concessão.</p><p>12. (TCE/AP - Analista de Controle Externo - Meio Ambiente – FCC). Os serviços públicos</p><p>(A) devem ser sempre prestados pelo poder público, em face de seu caráter essencial.</p><p>(B) podem ter sua titularidade transferida a entidade privada, quando de natureza econômica, mediante</p><p>concessão.</p><p>(C) podem ser prestados por particular, apenas a título precário, mediante permissão.</p><p>(D) não são passíveis de cobrança de tarifa, exceto quando submetidos, por lei, ao regime de</p><p>concessão.</p><p>(E) constituem obrigação do poder público, que pode prestá-los diretamente ou mediante concessão</p><p>ou permissão, sempre através de licitação.</p><p>Respostas</p><p>01. Resposta: C</p><p>Permissão: é ato precário, discricionário, intuito personae (pessoal) e exige a realização de</p><p>procedimento licitatório. Grande parte dos doutrinadores o considera como unilateral, embora haja a</p><p>celebração de um contrato de adesão entre a Administração e o licitante vencedor;</p><p>02. Resposta: C</p><p>Os serviços públicos uti singuli, ou serviços individuais, são prestados de modo a criar benefícios</p><p>individuais a cada usuário, podendo ser concedidos e custeados pela cobrança de taxas.</p><p>03. Resposta: E</p><p>Lei nº 8987/1995</p><p>Art. 2o Para os fins do disposto nesta Lei, considera-se:</p><p>( )IV - permissão de serviço público: a delegação,</p><p>a título precário, mediante licitação, da prestação</p><p>de serviços públicos, feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade</p><p>para seu desempenho, por sua conta e risco.</p><p>1353836 E-book gerado especialmente para HIRAN COSTA BUSTAMANTE MENDES</p><p>. 22</p><p>04. Resposta: B</p><p>Os serviços gerais são prestados para a sociedade como um todo, portanto não há destinatário</p><p>específico. Justamente por isso são custeados pelos impostos.</p><p>05. Resposta: B</p><p>A alternativa correta está de acordo com o art. 37 da Lei nº 8.987/95.</p><p>06. Resposta: A</p><p>Art. 9º, Lei 8987/1995. A tarifa do serviço público concedido será fixada pelo preço da proposta</p><p>vencedora da licitação e preservada pelas regras de revisão previstas nesta Lei, no edital e no contrato.</p><p>07. Resposta: D</p><p>O princípio da continuidade compreende que os serviços públicos não podem sofrer interrupção para</p><p>que sua paralisação não cause colapso nas atividades realizadas pelos particulares.</p><p>08. Resposta: C</p><p>O princípio da cortesia constitui direito do usuário e dever do fornecedor de proporcionar um tratamento</p><p>educado, prestativo e respeitoso ao usuário.</p><p>09. Resposta: E</p><p>Remanescem abrangidas pelo conceito de serviço público as atividades previstas em lei que tenham</p><p>interesse econômico, podendo se tornar atrativas para o mercado privado, tal como nas concessões e</p><p>permissões previstas no dispositivo supra indicado, critério subjetivo que não altera o conteúdo da</p><p>definição. Em caso de interesse coletivo o Estado pode prestar serviços natureza privada, concorrendo</p><p>em igualdade os particulares. (art. 175, CF).</p><p>10. Resposta: A</p><p>Art. 2º, Lei 8987/95: Para os fins do disposto nesta Lei, considera-se:</p><p>( )</p><p>II - concessão de serviço público: a delegação de sua prestação, feita pelo poder concedente, mediante</p><p>licitação, na modalidade de concorrência, à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre</p><p>capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco e por prazo determinado.</p><p>11. Resposta: A</p><p>A autorização apresenta três modalidades:</p><p>a) autorização de uso – em que um particular é autorizado a utilizar bem público de forma especial,</p><p>como na autorização de uso de uma rua para realização de uma quermesse.</p><p>b) autorização de atos privados controlados – em que o particular não pode exercer certas atividades</p><p>sem autorização do poder público, são atividades exercidas por particulares mas consideradas de</p><p>interesse público.</p><p>· autorização é diferente de licença, termos semelhantes. A autorização é ato discricionário, enquanto</p><p>a licença é vinculado. Na licença o interessado tem direito de obtê-la, e pode exigi-la, desde que preencha</p><p>certos requisitos, ex. licença para dirigir veículo.</p><p>c) autorização de serviços públicos – coloca-se ao lado da concessão e da permissão de serviços</p><p>públicos, destina-se a serviços muito simples, de alcance limitado, ou a trabalhos de emergência.</p><p>12. Resposta: E</p><p>Art. 175, CF Incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concessão ou</p><p>permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviços públicos.</p><p>3. Lei Orgânica do Município: Título III-Da Organização dos Poderes-</p><p>Capítulo I- Do Poder Legislativo-Seção I- Da Câmara Municipal e</p><p>Seção II-Das Atribuições da Câmara Municipal: artigos 20 a 25.</p><p>1353836 E-book gerado especialmente para HIRAN COSTA BUSTAMANTE MENDES</p><p>. 23</p><p>Vamos disponibilizar apenas os artigos exigidos em seu edital.</p><p>LEI ORGÂNICA MUNICIPAL</p><p>[...]</p><p>TÍTULO III</p><p>DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES</p><p>CAPÍTULO I</p><p>DO PODER LEGISLATIVO</p><p>SEÇÃO I</p><p>DA CÂMARA MUNICIPAL</p><p>Art. 20. O Poder Legislativo é exercido pela Câmara Municipal, que se compõe de representantes do</p><p>povo, eleitos na forma da legislação eleitoral. (Emenda n. 28, de 14/07/09)</p><p>§ 1º Cada legislatura terá a duração de quatro anos.</p><p>§ 2º É de quatro anos o mandato dos vereadores, eleitos em pleito direto e simultâneo realizado em</p><p>todo o País, no primeiro domingo de outubro do ano anterior ao término do mandato dos que devam</p><p>suceder. (Emenda n. 28, de 14/07/09)</p><p>§ 3º A Câmara Municipal reunir-se-á, anualmente, na Capital do Estado, de 2 de fevereiro a 17 de julho</p><p>e de 1º de agosto a 22 de dezembro, sendo que, ao início de cada Legislatura, a primeira Sessão</p><p>Legislativa será instalada no dia 15 de fevereiro. (Emenda n. 28, de 14/07/09)</p><p>§ 4º As reuniões marcadas para essas datas serão transferidas para o primeiro dia útil subsequente,</p><p>quando caírem em sábados, domingos ou feriados. (Emenda n. 28, de 14/07/09)</p><p>§ 5º A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto de lei de diretrizes</p><p>orçamentárias. (Emenda n. 28, de 14/07/09)</p><p>§ 6º No início de cada legislatura haverá, em primeiro de janeiro, reuniões preparatórias com a</p><p>finalidade de: (Emenda n. 28, de 14/07/09)</p><p>I- dar posse aos Vereadores diplomados; (Emenda n. 28, de 14/07/09)</p><p>II- eleger a Mesa que dirigirá os trabalhos nas duas sessões legislativas. (Emenda n. 28, de</p><p>14/07/09)</p><p>§ 7º É permitida a recondução de membro da Mesa, para o mesmo cargo, na eleição subsequente.</p><p>(Emenda n. 28, de 14/07/09)</p><p>§ 8º O número de vereadores, respeitada a proporcionalidade constitucional, é de vinte e nove.</p><p>(Emenda n. 29, de 14/07/11)</p><p>§ 9º Este número poderá ser alterado, proporcionalmente à população, observado o disposto no inciso</p><p>IV, do Art. 29, da Constituição Federal. (NR) (Emenda n. 28, de 14/07/09)</p><p>Art. 20-A. O total da despesa do Poder Legislativo Municipal, incluídos os subsídios dos Vereadores e</p><p>excluídos os gastos com inativos não poderá ultrapassar cinco por cento do somatório da Receita</p><p>Tributária e das transferências previstas no § 5º do artigo 153 e nos artigos 158 e 159 da Constituição</p><p>Federal, efetivamente realizado no exercício anterior. (Emenda n. 20, de 06/12/05)</p><p>§ 1º A Câmara Municipal não gastará mais de setenta por cento de sua receita com folha de</p><p>pagamento, incluído o gasto com o subsídio de seus Vereadores. (Emenda n. 28, de 14/07/09)</p><p>§ 2º O total da despesa com a remuneração dos Vereadores não poderá ultrapassar o montante de</p><p>cinco por cento da receita do Município. (Emenda n. 28, de 14/07/09)</p><p>§ 3º Constitui crime de responsabilidade do Presidente da Câmara Municipal, o desrespeito ao § 1º</p><p>deste artigo. (NR) (Emenda n. 28, de 14/07/09)</p><p>Art. 21. Salvo disposição em contrário, as deliberações da Câmara serão tomadas pela maioria de</p><p>votos, presente a maioria absoluta de seus membros.</p><p>Art. 21- A. É assegurado à Câmara Municipal, no exercício de suas funções legislativa e fiscalizadora,</p><p>o direito ao recebimento das informações que solicitar aos órgãos estaduais da administração direta e</p><p>indireta situados no Município, e deverão ser satisfeitas no prazo máximo de trinta dias. (Emenda n. 28,</p><p>de 14/07/09)</p><p>SEÇÃO II</p><p>DAS ATRIBUIÇÕES DA CÂMARA MUNICIPAL</p><p>1353836 E-book gerado especialmente para HIRAN COSTA BUSTAMANTE MENDES</p><p>. 24</p><p>Art. 22. Cabe a Câmara Municipal, com a sanção do Prefeito, não exigida esta para o especificado no</p><p>art. 23, dispor sobre todas as matérias de competência do Município e especialmente:</p><p>I- sistema tributário municipal, arrecadação e distribuição das rendas do Município;</p><p>II- plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamento anual, operações de crédito e dívida pública;</p><p>III- concessão administrativa de uso e concessão de direito real de uso dos bens municipais;</p><p>IV- alienação de bens públicos;</p><p>V- aquisição de bens imóveis, salvo quando se tratar de doação sem encargo;</p><p>VI- transferência temporária da sede do Governo Municipal;</p><p>VII- concessão de anistia, isenção e remissão tributárias ou previdenciárias e incentivos fiscais, bem</p><p>como moratória e privilégios;</p><p>VIII- criação, transformação e extinção de cargos, empregos e funções públicas municipais, fixação e</p><p>alteração da respectiva remuneração;</p><p>IX- criação, estruturação, transformação e extinção de órgãos da administração direta e indireta e de</p><p>suas subsidiárias;</p><p>X- normatização</p><p>da cooperação das associações representativas no planejamento municipal;</p><p>XI- normatização da iniciativa popular em projetos de lei do interesse específico do Município, da</p><p>cidade, de distritos ou de bairros, através de manifestação de, pelo menos, cinco por cento do total do</p><p>eleitorado, quando for do interesse do Município, e de cinco por cento do eleitorado residente na cidade,</p><p>no distrito ou no bairro, respectivamente, quando se tratar de interesse específico das mencionadas</p><p>unidades geográficas;</p><p>XII- denominação ou alteração de próprios, vias e logradouros públicos;</p><p>XIII- normas de polícia administrativa nas matérias de competência do Município;</p><p>XIV- organização e estrutura básica dos serviços públicos municipais;</p><p>XV- aprovação dos planos e programas de governo;</p><p>XVI- delimitação do perímetro urbano;</p><p>XVII- aprovação do ordenamento, parcelamento, uso e ocupação do solo urbano;</p><p>XVIII- estabelecimento e implantação da política de educação para o trânsito e para o meio ambiente;</p><p>XIX- autorização para assinatura de convênio de qualquer natureza com outros municípios ou com</p><p>qualquer entidade pública ou privada;</p><p>XX- concessão de auxílios e subvenções a entidades públicas ou privadas;</p><p>XXI- obtenção e concessão de empréstimos e operações de crédito, bem como a forma e os meios de</p><p>pagamento.</p><p>Parágrafo único. Lei municipal disporá sobre os requisitos necessários para o cumprimento dos incisos</p><p>X e XI.</p><p>Art. 23. É da competência exclusiva da Câmara Municipal:</p><p>I- eleger e destituir a Mesa Diretora e constituir comissões, na forma regimental;</p><p>II- elaborar seu Regimento Interno;</p><p>III- dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção de</p><p>cargos, empregos e funções de seus serviços, fixação e alteração da respectiva remuneração,</p><p>observados os parâmetros estabelecidos no art. 10, inciso XII desta lei e na lei de diretrizes orçamentárias;</p><p>IV- dar posse ao Prefeito, Vice-Prefeito e aos Vereadores eleitos;</p><p>V- mudar, temporariamente, sua sede;</p><p>VI- autorizar o Prefeito a se ausentar do Município quando a ausência for superior a 10 (dez) dias;</p><p>VII- fixar os subsídios dos Vereadores, de uma legislatura para a subsequente, e por lei específica, os</p><p>do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Secretários Municipais, vedado atribuir a estes agentes qualquer</p><p>gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória, obedecido</p><p>o disposto nos incisos X e XI do Art. 10 desta Lei Orgânica. (Emenda n. 26, de 1º/01/2009)</p><p>VIII- sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites</p><p>de delegação legislativa;</p><p>IX- julgar as contas anuais do Município e apreciar os relatórios sobre a execução dos planos de</p><p>governo;</p><p>X- fiscalizar os atos do Poder Executivo, inclusive os da administração indireta e fundacional, mediante</p><p>controle externo, com o auxílio do Tribunal de Contas do Estado e pelo sistema de controle interno, na</p><p>forma da lei; (Emenda n. 28, de 14/07/09)</p><p>XI- zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa do Poder</p><p>Executivo;</p><p>1353836 E-book gerado especialmente para HIRAN COSTA BUSTAMANTE MENDES</p><p>. 25</p><p>XII- representar ao Procurador-Geral da Justiça, mediante aprovação de dois terços dos seus</p><p>membros, contra o Prefeito, o Vice-Prefeito e Secretários Municipais ou ocupantes de cargos da mesma</p><p>natureza, pela prática de crime de responsabilidade;</p><p>XIII- julgar o Prefeito, nas infrações político-administrativas, declarando a perda do mandato por dois</p><p>terços de seus membros, no caso de procedência da acusação;</p><p>XIV- afastar de suas funções, o Prefeito, o Vice-Prefeito, os Secretários Municipais ou ocupantes de</p><p>cargo da mesma natureza, se recebida a denúncia contra os mesmos, pelo juízo competente;</p><p>XV- processar e julgar os Vereadores nos crimes de responsabilidade, na forma desta lei e do</p><p>regimento interno;</p><p>XVI- suspender a execução, no todo ou em parte, de lei municipal declarada inconstitucional, por</p><p>decisão do Tribunal de Justiça do Estado;</p><p>XVII- deliberar sobre limites e condições para concessão de garantia do Município em operações de</p><p>crédito;</p><p>XVIII- proceder a tomada de contas do Prefeito, quando não apresentadas à Câmara dentro de</p><p>sessenta dias após abertura da sessão legislativa;</p><p>XIX- aprovar, previamente, após arguição pública, a escolha de titulares de cargos que a lei especificar;</p><p>(Emenda n. 18, de 10/09/2001)</p><p>XX- aprovar as indicações dos membros de conselhos e órgãos municipais, nos casos previstos em</p><p>lei;</p><p>XXI- requerer informações ao Prefeito sobre assuntos referentes à administração;</p><p>XXII- autorizar referendo e convocar plebiscito;</p><p>§ 1º O subsídio do Procurador-Geral do Município será igual ao valor fixado para os Secretários</p><p>Municipais, na forma prevista no inciso VII deste Artigo. (Emenda n. 26, de 1º/01/2009)</p><p>§ 2º Às funções públicas referidas no inciso VII deste artigo, observado o disposto no Art. 18-A, e aos</p><p>titulares das entidades de administração indireta, ficam assegurados os direitos destacados no § 3º do</p><p>Art. 39 da Constituição Federal. (Emenda n. 28, de 14/07/09)</p><p>§ 3º Se, decorrido o prazo de cento e oitenta dias, o julgamento do Prefeito, do Vice Prefeito, dos</p><p>Secretários e de ocupantes de cargos da mesma natureza, não estiver concluído, cessará o afastamento,</p><p>sem prejuízo do regular prosseguimento do processo. (Emenda n. 20, de 06/12/2005)</p><p>§ 4° O subsídio dos Vereadores será fixado em cada legislatura para a subsequente, observado como</p><p>limite máximo de setenta e cinco por cento dos subsídios, em espécie, a qualquer título, dos Deputados</p><p>Estaduais. (NR) (Emenda n. 28, de 14/07/09)</p><p>Art. 24. Os Secretários Municipais e os Administradores Regionais nos crimes comuns e de</p><p>responsabilidade, serão processados e julgados pelo juiz singular e, nos crimes conexos com os do</p><p>Prefeito Municipal, pelo órgão competente para o processo e o julgamento deste.</p><p>Art. 25. A Câmara Municipal ou qualquer de suas comissões poderão convocar o Prefeito, o Secretário</p><p>Municipal ou quaisquer titulares de órgãos diretamente subordinados ao Prefeito para prestarem,</p><p>pessoalmente, informações sobre assunto previamente determinado, importando crime de</p><p>responsabilidade a ausência sem justificação adequada. (Emenda n. 28, de 14/07/09)</p><p>§ 1º Os Secretários Municipais ou ocupantes de cargos da mesma natureza, poderão comparecer à</p><p>Câmara Municipal ou a qualquer de suas comissões, por iniciativa própria e mediante entendimento com</p><p>a respectiva Mesa, para prestar informações sobre matéria de sua competência.</p><p>§ 2º A Mesa da Câmara poderá encaminhar pedidos escritos de informação aos Secretários Municipais</p><p>ou ocupantes de cargos da mesma natureza, importando em infração político-administrativa a recusa ou</p><p>o não atendimento no prazo de quinze dias, bem como a prestação de informações falsas. (NR) (Emenda</p><p>n. 28, de 14/07/09)</p><p>[...]</p><p>Questões</p><p>01. Acerca da Lei Orgânica do Município de Campo Grande-MS, julgue o item abaixo:</p><p>1353836 E-book gerado especialmente para HIRAN COSTA BUSTAMANTE MENDES</p><p>. 26</p><p>A Câmara Municipal reunir-se-á, anualmente, na Capital do Estado, de 2 de fevereiro a 17 de julho e</p><p>de 1º de agosto a 22 de dezembro, sendo que, ao início de cada Legislatura, a primeira Sessão Legislativa</p><p>será instalada no dia 05 de fevereiro.</p><p>( ) Certo ( ) Errado</p><p>02. Acerca da Lei Orgânica do Município de Campo Grande-MS, julgue o item abaixo:</p><p>É assegurado à Câmara Municipal, no exercício de suas funções legislativa e fiscalizadora, o direito</p><p>ao recebimento das informações que solicitar aos órgãos estaduais da administração direta e indireta</p><p>situados no Município, e deverão ser satisfeitas no prazo máximo de trinta dias.</p><p>( ) Certo ( ) Errado</p><p>Respostas</p><p>01. Resposta: Errado.</p><p>Art. 20, § 3º A Câmara Municipal reunir-se-á, anualmente, na Capital do Estado, de 2</p><p>de fevereiro a 17</p><p>de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro, sendo que, ao início de cada Legislatura, a primeira Sessão</p><p>Legislativa será instalada no dia 15 de fevereiro.</p><p>02. Resposta: Certo.</p><p>Art. 21- A. É assegurado à Câmara Municipal, no exercício de suas funções legislativa e fiscalizadora,</p><p>o direito ao recebimento das informações que solicitar aos órgãos estaduais da administração direta e</p><p>indireta situados no Município, e deverão ser satisfeitas no prazo máximo de trinta dias.</p><p>Vamos disponibilizar apenas os artigos exigidos em seu edital.</p><p>REGIMENTO INTERNO15</p><p>TÍTULO I</p><p>DA CÂMARA MUNICIPAL</p><p>CAPÍTULO I</p><p>DISPOSIÇÕES PRELIMINARES</p><p>Art. 1º O Poder Legislativo do Município é exercido pela Câmara Municipal de Campo Grande e tem</p><p>sua sede na Avenida Ricardo Brandão n. 1600, Jatiúka Park, na Capital do Estado de Mato Grosso do</p><p>Sul.</p><p>§ 1º As sessões da Câmara não serão realizadas fora de sua sede à exceção das sessões solenes e</p><p>itinerantes.</p><p>§ 2º Havendo motivo relevante ou de força maior, a Câmara poderá, por deliberação da Mesa, “ad</p><p>referendum” da maioria absoluta dos Vereadores, reunir-se em outro edifício ou em ponto diverso no</p><p>Município de Campo Grande.</p><p>§ 3º Quaisquer autoridades ou pessoas, somente serão admitidas no recinto reservado aos</p><p>Vereadores, quando expressamente convidadas pela Mesa.</p><p>Art. 2º A Câmara Municipal tem funções institucional, legislativa, fiscalizadora, julgadora,</p><p>administrativa, integrativa e de assessoramento que serão exercidas com independência e harmonia em</p><p>relação ao Executivo Municipal.</p><p>15 Resolução nº. 1.109, de 17/12/2009, aprovada na 1ª Sessão Legislativa da 8ª Legislatura.</p><p>4. Regimento Interno da Câmara Municipal de Campo Grande</p><p>Resolução n. 1.109, de 17 de dezembro de 2009 com suas alterações:</p><p>Título I- Da Câmara Municipal –Capítulo I- Disposições Preliminares:</p><p>artigos 1º ao 4º.</p><p>1353836 E-book gerado especialmente para HIRAN COSTA BUSTAMANTE MENDES</p><p>. 27</p><p>§ 1º A função institucional é exercida pelo ato de posse dos Vereadores, do Prefeito e do Vice-Prefeito,</p><p>da extinção de seus mandatos, da convocação de suplente e da comunicação à Justiça Eleitoral de vagas</p><p>a serem preenchidas.</p><p>§ 2º A função legislativa é exercida no processo legislativo por meio de emendas à Lei Orgânica, leis</p><p>complementares, leis ordinárias, leis delegadas, medidas provisórias, resoluções e decretos legislativos</p><p>sobre matérias da competência do Município, respeitadas as da competência privativa da União e do</p><p>Estado.</p><p>§ 3º A função fiscalizadora é exercida por meio de requerimentos sobre fatos sujeitos à fiscalização da</p><p>Câmara e pelo controle externo da execução orçamentária do Município, com o auxílio do Tribunal de</p><p>Contas do Estado.</p><p>§ 4º A função julgadora é exercida pela apreciação do parecer prévio emitido pelo Tribunal de Contas</p><p>sobre as contas que o Prefeito e a Mesa da Câmara devem anualmente prestar.</p><p>§ 5º A função administrativa é restrita à sua organização interna, ao seu pessoal e aos seus serviços</p><p>auxiliares.</p><p>§ 6º A função integrativa é exercida pela cooperação das associações representativas na elaboração</p><p>das leis municipais.</p><p>§ 7º A função de assessoramento é exercida por meio de indicações sugerindo medidas de interesse</p><p>público ao Executivo.</p><p>Art. 3º Cada legislatura terá a duração de quatro anos, que correspondem a quatro sessões legislativas</p><p>anuais.</p><p>Art. 4º A Câmara Municipal reunir-se-á anualmente, de 2 de fevereiro a 17 de julho e de 1º de agosto</p><p>a 22 de dezembro de cada ano, quando se encerrará a sessão legislativa, sendo que, ao início de cada</p><p>legislatura a primeira sessão legislativa será instalada no dia 15 de fevereiro. (NR) (Resolução n. 1.231,</p><p>de 16/06/2016)</p><p>§ 1º Entende-se por sessão legislativa o conjunto dos dois períodos de funcionamento referidos neste</p><p>artigo.</p><p>§ 2º Quando caírem em sábados, domingos ou feriados, as reuniões previstas para as datas fixadas</p><p>neste artigo serão transferidas para o primeiro dia útil subsequente.</p><p>§ 3º A primeira e a terceira sessões legislativas ordinárias de cada legislatura serão precedidas de</p><p>sessões preparatórias.</p><p>§ 4º A sessão legislativa ordinária não será interrompida sem a aprovação do projeto de lei de diretrizes</p><p>orçamentárias.</p><p>[...]</p><p>No que diz respeito à responsabilidade dos servidores, podemos dizer que ao exercer funções</p><p>públicas, os servidores públicos não estão desobrigados de se responsabilizar por seus atos, tanto atos</p><p>públicos quanto atos administrativos, além dos atos políticos, dependendo de sua função, cargo ou</p><p>emprego.</p><p>Esta responsabilidade é algo indispensável na atividade administrativa, ou seja, enquanto houver</p><p>exercício irregular de direito ou de poder a responsabilidade deve estar presente. É uma forma de manter</p><p>a soberania e a autenticidade dos órgãos públicos.</p><p>Quanto o Estado repara o dano, fica com direito de regresso contra o responsável, isto é, com o direito</p><p>de recuperar o valor da indenização junto ao agente que causou o dano.</p><p>Efetivamente, o direito de regresso, em sede de responsabilidade estatal, configura-se na pretensão</p><p>do Estado em buscar do seu agente, responsável pelo dano, a recomposição do erário, uma vez</p><p>desfalcado do montante destinado ao pagamento da indenização à vítima. Nesse aspecto, o direito de</p><p>5. Estatuto do Servidor Público Municipal-Lei Complementar n. 190,</p><p>de 22 de dezembro de 2011: Título VI-Capítulo II-Das</p><p>Responsabilidades: artigos 208 a 216; Título VII-Capítulo I- Dos</p><p>Deveres: artigo 217 e incisos; Capítulo IIDas Proibições: artigo 218 e</p><p>incisos.</p><p>1353836 E-book gerado especialmente para HIRAN COSTA BUSTAMANTE MENDES</p><p>. 28</p><p>regresso é o direito assegurado ao Estado no sentido de dirigir sua pretensão indenizatória contra o</p><p>agente responsável pelo dano, quando tenha este agido com culpa ou dolo.</p><p>O agente público poderá ser responsabilizado nos âmbitos civil, penal e administrativo.</p><p>a) Responsabilidade Civil: neste caso, responsabilidade civil se refere à responsabilidade</p><p>patrimonial, que faz referência aos Atos Ilícitos e que traz consigo a regra geral da responsabilidade civil,</p><p>que é de reparar o dano causado a outrem. O órgão público, confirmada a responsabilidade de seus</p><p>agentes, como preceitua a no art.37, §6, parte final do Texto Maior, é "assegurado o direito de regresso</p><p>contra o responsável nos casos de dolo ou culpa", descontará nos vencimentos do servidor público,</p><p>respeitando os limites mensais, a quantia exata para o ressarcimento do dano.</p><p>b) Responsabilidade Administrativa: a responsabilidade administrativa é apurada em processo</p><p>administrativo, assegurando-se ao servidor o contraditório e a ampla defesa. Uma vez constatada a</p><p>prática do ilícito administrativo, ficará o servidor sujeito à sanção administrativa adequada ao caso, que</p><p>poderá ser advertência, suspensão, demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade, destituição</p><p>de cargo em comissão ou destituição de função comissionada. A penalidade deve sempre ser motivada</p><p>pela autoridade competente para sua aplicação, sob pena de ser nula. Na motivação da penalidade,</p><p>devem estar presentes os motivos de fato (os atos irregulares praticados pelo servidor) e os motivos de</p><p>direito (os dispositivos legais ou regulamentares violados e a penalidade prevista). Se durante a apuração</p><p>da responsabilidade administrativa a autoridade competente verificar que o ilícito administrativo também</p><p>está capitulada como ilícito penal, deve encaminhar cópia do processo administrativo ao Ministério</p><p>Público, que irá mover ação penal contra o servidor</p><p>c) Responsabilidade Penal: a responsabilidade administrativa do servidor será afastada se, no</p><p>processo criminal, o servidor for absolvido por ter sido declarada a inexistência do fato ou, quando o fato</p><p>realmente existiu, não tenha sido imputada sua autoria ao servidor. Notem que, se o servidor for absolvido</p><p>por falta ou insuficiência</p><p>de provas, a responsabilidade administrativa não será afastada.</p><p>Vejamos alguns julgados sobre o tema:</p><p>Desde que o servidor foi absolvido em processo criminal e nenhum resíduo restou sob o aspecto</p><p>administrativo, não se justifica a sua demissão (TJSP, in RDP 1 6/249) .</p><p>"A absolvição no crime produz efeito na demissão do funcionário desde que não haja resíduo a</p><p>amparar o processo administrativo" (STF, in RDA 5 1 / 1 77) .</p><p>"Se a decisão absolutória proferida no juízo criminal não deixa resíduo a ser apreciado na instância</p><p>administrativa, não há como subsistir a pena disciplinar" (STF, in RDA 123/2 1 6) .</p><p>"Se o inquérito administrativo se baseia tão s ó e m fato previsto como crime, a absolvição faz</p><p>desaparecer o motivo do procedimento administrativo, se do fato não restou resíduo para a pena</p><p>disciplinar" (STF, in RDP 34/ 1 3 1) .</p><p>Entretanto, o funcionário poderá ser punido pela Administração se, mesmo com a absolvição na esfera</p><p>criminal houver infração administrativa, que é a chamada falta residual, disposta na Súmula 18, do STF.</p><p>Súmula 18, STF:</p><p>Pela falta residual, não compreendida na absolvição pelo juízo criminal, é admissível a punição</p><p>administrativa do servidor público.</p><p>Abaixo seguem os artigos que estão sendo exigidos pelo edital:</p><p>( )</p><p>CAPÍTULO II</p><p>DAS RESPONSABILIDADES</p><p>1353836 E-book gerado especialmente para HIRAN COSTA BUSTAMANTE MENDES</p><p>. 29</p><p>Art. 208. O servidor municipal responde civil, penal e administrativamente pelo exercício irregular de</p><p>suas atribuições.</p><p>Art. 209. A autoridade municipal e o servidor público municipal, no cumprimento de seus deveres,</p><p>respondem administrativamente pelos atos e omissões que praticarem.</p><p>Art. 210. A responsabilidade civil decorre de ato comissivo ou omissivo, doloso ou culposo que resulte</p><p>em prejuízo ao erário ou a terceiros.</p><p>§1º Será responsabilizada a autoridade ou o servidor que autorizar conceder ou pagar vantagens não</p><p>previstas em Lei ou com descumprimento de normas legais ou regulamentares.</p><p>§2º Os atos indicados no parágrafo anterior caracterizam lesão aos cofres públicos.</p><p>Art. 211. A responsabilidade civil decorre de procedimento doloso ou culposo, que importe em prejuízo</p><p>ao erário municipal ou a terceiros.</p><p>§1º A indenização de prejuízo causado ao erário municipal, inclusive autarquias e fundações públicas,</p><p>na falta de bens que respondam pela indenização, poderá ser feita mediante desconto em parcelas que</p><p>não excedam a dez por cento da remuneração bruta do servidor.</p><p>§2º Tratando-se de dano causado a terceiros, responderá o servidor perante o erário municipal em</p><p>ação regressiva proposta depois de transitar em julgado a decisão que houver condenado o Município a</p><p>indenizar o prejudicado.</p><p>§3º A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores do servidor e contra eles será executada</p><p>até o limite do valor da herança recebida.</p><p>Art. 212. A responsabilidade administrativa resulta de ato comissivo ou omissivo praticado no</p><p>desempenho do cargo ou função.</p><p>Art. 213. A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções imputadas ao servidor, nessa</p><p>qualidade.</p><p>Art. 214. As sanções civis, penais e administrativas poderão cumular-se, sendo independentes entre</p><p>si.</p><p>Parágrafo único. A responsabilidade administrativa do servidor será afastada no caso de absolvição</p><p>criminal que negue a existência do fato ou sua autoria.</p><p>Art. 215. É admissível procedimento administrativo disciplinar ulterior à absolvição no juízo penal</p><p>quando, embora afastada a qualificação do fato como crime, persista residualmente, a falta disciplinar.</p><p>Art. 216. É de cinco anos o prazo de prescrição para ilícito praticado pelo servidor, que cause prejuízo</p><p>ao erário municipal, ressalvada a respectiva ação de ressarcimento.</p><p>TÍTULO VII</p><p>DO REGIME DISCIPLINAR</p><p>CAPÍTULO I</p><p>DOS DEVERES</p><p>Art. 217. São deveres do servidor municipal:</p><p>I - desempenhar com zelo, dedicação, assiduidade, pontualidade, urbanidade e discrição as atribuições</p><p>de seu cargo ou função;</p><p>II - observar as normas legais e regulamentares;</p><p>III - ter lealdade com as instituições públicas, em especial às do Município;</p><p>IV - levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver ciência, em razão do</p><p>exercício do cargo ou função;</p><p>V - guardar sigilo sobre assuntos internos;</p><p>VI - manter conduta compatível com a moralidade administrativa;</p><p>VII - submeter-se à inspeção médica determinada pela autoridade competente;</p><p>VIII - manter atualizada sua declaração de bens e seus assentamentos funcionais;</p><p>IX - atender com presteza:</p><p>1353836 E-book gerado especialmente para HIRAN COSTA BUSTAMANTE MENDES</p><p>. 30</p><p>a) ao público em geral, prestando as informações requeridas, ressalvadas aquelas protegidas por</p><p>sigilo;</p><p>b) quanto à expedição de certidões requeridas para defesa de direito ou esclarecimento de situações</p><p>de interesse pessoal;</p><p>c) às requisições para a defesa da Fazenda Pública;</p><p>X - zelar pela economia de material e conservação do patrimônio público;</p><p>XI - representar contra ilegalidade, omissão ou abuso de poder.</p><p>Parágrafo único. A representação, de que trata o inciso XI, será encaminhada pela via hierárquica e</p><p>apreciada pela autoridade superior àquela contra a qual é formulada, assegurando-se ao representante</p><p>ampla defesa.</p><p>CAPÍTULO II</p><p>DAS PROIBIÇÕES</p><p>Art. 218. Ao servidor municipal é proibido:</p><p>I - ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do chefe imediato;</p><p>II - retirar, sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer documento ou objeto da</p><p>repartição;</p><p>III - recusar fé a documentos públicos;</p><p>IV - opor resistência injustificada ao andamento de documento, requerimento ou processo e à</p><p>execução de serviço;</p><p>V - referir-se, de modo depreciativo ou desrespeitoso, às autoridades e aos atos da Administração, em</p><p>informe, parecer ou despacho;</p><p>VI - atribuir a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o desempenho de</p><p>atribuição que seja de sua responsabilidade ou de seu subordinado;</p><p>VII - coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se a associação profissional ou sindical, ou</p><p>a partido político;</p><p>VIII - manter, sob sua chefia imediata, cônjuge, companheiro ou parente até o segundo grau civil;</p><p>IX - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função</p><p>pública;</p><p>X - receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie, em razão do cargo;</p><p>XI - utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição, em serviços ou atividades particulares;</p><p>XII - participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada,</p><p>ou exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário e, nessa qualidade,</p><p>vedado transacionar com o Município;</p><p>XIII - atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas do Município, salvo quando</p><p>se tratar de representante classista ou para obtenção de benefícios previdenciários ou assistenciais de</p><p>parentes até o segundo grau e de cônjuge ou companheiro;</p><p>XIV - aceitar comissão, emprego ou pensão de estado estrangeiro;</p><p>XV - praticar usura sob qualquer de suas formas;</p><p>XVI - proceder-se de forma desidiosa;</p><p>XVII - atribuir a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa, exceto em situações de</p><p>emergência e transitórias;</p><p>XVIII - exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo ou função e</p><p>com o horário de trabalho;</p><p>XIX - recusar-se a atualizar seus dados cadastrais quando solicitado.</p><p>Parágrafo único. A vedação, de que trata o inciso XII, não se aplica à participação nos conselhos de</p><p>administração e fiscal de empresas ou entidades em que o Município detenha, direta ou indiretamente,</p><p>participação no capital social ou em sociedade cooperativa constituída para prestar serviços a seus</p><p>membros.</p><p>Questões</p><p>01. A responsabilidade civil decorre de procedimento</p><p>doloso ou culposo, que importe em prejuízo ao</p><p>erário municipal ou a terceiros.</p><p>A indenização de prejuízo causado ao erário municipal, inclusive autarquias e fundações públicas, na</p><p>falta de bens que respondam pela indenização, poderá ser feita mediante desconto em parcelas que não</p><p>excedam a quinze por cento da remuneração bruta do servidor.</p><p>1353836 E-book gerado especialmente para HIRAN COSTA BUSTAMANTE MENDES</p><p>. 31</p><p>( ) Certo ( ) Errado</p><p>02. É de cinco anos o prazo de prescrição para ilícito praticado pelo servidor, que cause prejuízo ao</p><p>erário municipal, ressalvada a respectiva ação de ressarcimento.</p><p>( ) Certo ( ) Errado</p><p>03. Ao servidor municipal é proibido:</p><p>I - atribuir a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o desempenho de atribuição</p><p>que seja de sua responsabilidade ou de seu subordinado;</p><p>II - coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se a associação profissional ou sindical, ou a</p><p>partido político;</p><p>III - manter, sob sua chefia imediata, cônjuge, companheiro ou parente até o segundo grau civil;</p><p>IV - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função</p><p>pública.</p><p>Agora assinale a alternativa correta:</p><p>(A) Somente os itens I e II estão corretos;</p><p>(B) Todos os itens estão corretos;</p><p>(C) Somente os itens II e III estão corretos;</p><p>(D) Somente os itens I e III estão corretos.</p><p>Respostas</p><p>01. Resposta: errado</p><p>LC 190/2011</p><p>Art. 211. A responsabilidade civil decorre de procedimento doloso ou culposo, que importe em prejuízo</p><p>ao erário municipal ou a terceiros.</p><p>§1º A indenização de prejuízo causado ao erário municipal, inclusive autarquias e fundações públicas,</p><p>na falta de bens que respondam pela indenização, poderá ser feita mediante desconto em parcelas que</p><p>não excedam a dez por cento da remuneração bruta do servidor.</p><p>02. Resposta: certo</p><p>LC 190/2011</p><p>Art. 216. É de cinco anos o prazo de prescrição para ilícito praticado pelo servidor, que cause prejuízo</p><p>ao erário municipal, ressalvada a respectiva ação de ressarcimento.</p><p>03. Resposta: B</p><p>Art. 218. Ao servidor municipal é proibido:</p><p>( )</p><p>VI - atribuir a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o desempenho de</p><p>atribuição que seja de sua responsabilidade ou de seu subordinado;</p><p>VII - coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se a associação profissional ou sindical, ou</p><p>a partido político;</p><p>VIII - manter, sob sua chefia imediata, cônjuge, companheiro ou parente até o segundo grau civil;</p><p>IX - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função</p><p>pública.</p><p>1353836 E-book gerado especialmente para HIRAN COSTA BUSTAMANTE MENDES</p><p>gratuitas. Discriminar é tratar alguém de forma diferente dos demais, privilegiando ou</p><p>prejudicando. Segundo este princípio, a administração pública deve tratar igualmente todos aqueles que</p><p>se encontrem na mesma situação jurídica (princípio da isonomia ou igualdade). Por exemplo, a licitação</p><p>reflete a impessoalidade no que tange à contratação de serviços. O princípio da impessoalidade</p><p>correlaciona-se ao princípio da finalidade, pelo qual o alvo a ser alcançado pela administração pública é</p><p>somente o interesse público. Com efeito, o interesse particular não pode influenciar no tratamento das</p><p>pessoas, já que deve-se buscar somente a preservação do interesse coletivo.3</p><p>Princípio da Moralidade Administrativa:</p><p>A Administração Pública, de acordo com o princípio da moralidade administrativa, deve agir com</p><p>boa-fé, sinceridade, probidade, lealdade e ética. Tal princípio acarreta a obrigação ao administrador</p><p>público de observar não somente a lei que condiciona sua atuação, mas também, regras éticas extraídas</p><p>dos padrões de comportamento designados como moralidade administrativa (obediência à lei).</p><p>Não basta ao administrador ser apenas legal, deve também, ser honesto tendo como finalidade o bem</p><p>comum. Para Maurice Hauriou, o princípio da moralidade administrativa significa um conjunto de regras</p><p>de conduta tiradas da disciplina interior da Administração. Trata-se de probidade administrativa, que é a</p><p>forma de moralidade. Tal preceito mereceu especial atenção no texto vigente constitucional (§ 4º do artigo</p><p>37 CF), que pune o ímprobo (pessoa não correto -desonesta) com a suspensão de direitos políticos. Por</p><p>fim, devemos entender que a moralidade como também a probidade administrativa consistem</p><p>exclusivamente no dever de funcionários públicos exercerem (prestarem seus serviços) suas funções</p><p>com honestidade. Não devem aproveitar os poderes do cargo ou função para proveito pessoal ou para</p><p>favorecimento de outrem.</p><p>A posição deste princípio no artigo 37 da CF representa o reconhecimento de uma espécie de</p><p>moralidade administrativa, intimamente relacionada ao poder público. A administração pública não atua</p><p>como um particular, de modo que enquanto o descumprimento dos preceitos morais por parte deste</p><p>particular não é punido pelo Direito (a priori), o ordenamento jurídico adota tratamento rigoroso do</p><p>comportamento imoral por parte dos representantes do Estado. O princípio da moralidade deve se fazer</p><p>presente não só para com os administrados, mas também no âmbito interno. Está indissociavelmente</p><p>ligado à noção de bom administrador, que não somente deve ser conhecedor da lei, mas também dos</p><p>1 SPITZCOVSKY, Celso. Direito Administrativo. 13. ed. São Paulo: Método, 2011.</p><p>2 DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. São Paulo: Atlas, 2005.</p><p>3 SPITZCOVSKY, Celso. Direito Administrativo. 13. ed. São Paulo: Método, 2011.</p><p>1353836 E-book gerado especialmente para HIRAN COSTA BUSTAMANTE MENDES</p><p>. 3</p><p>princípios éticos regentes da função administrativa. Todo ato imoral será diretamente ilegal ou ao menos</p><p>impessoal, daí a intrínseca ligação com os dois princípios anteriores.4</p><p>Princípio da Publicidade:</p><p>O princípio da publicidade tem por objetivo a divulgação de atos praticados pela Administração</p><p>Pública, obedecendo, todavia, as questões sigilosas. De acordo com as lições do eminente doutrinador</p><p>Hely Lopes Meirelles, “o princípio da publicidade dos atos e contratos administrativos, além de assegurar</p><p>seus efeitos externos, visa a propiciar seu conhecimento e controle pelos interessados e pelo povo em</p><p>geral, através dos meios constitucionais...”.5</p><p>Complementando o princípio da publicidade, o art. 5º, XXXIII, garante a todos o direito a receber dos</p><p>órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão</p><p>prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja</p><p>imprescindível à segurança da sociedade e do Estado, matéria essa regulamentada pela Lei nº</p><p>12.527/2011 (Regula o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5o, no inciso II do § 3o do</p><p>art. 37 e no § 2o do art. 216 da Constituição Federal; altera a Lei no 8.112, de 11 de dezembro de 1990;</p><p>revoga a Lei no 11.111, de 5 de maio de 2005, e dispositivos da Lei no 8.159, de 8 de janeiro de 1991; e</p><p>dá outras providências).</p><p>Os remédios constitucionais do habeas data e mandado de segurança cumprem importante papel</p><p>enquanto garantias de concretização da transparência.</p><p>A administração pública é obrigada a manter transparência em relação a todos seus atos e a todas</p><p>informações armazenadas nos seus bancos de dados. Daí a publicação em órgãos da imprensa e a</p><p>afixação de portarias. Por exemplo, a própria expressão concurso público (art. 37, II, CF) remonta ao</p><p>ideário de que todos devem tomar conhecimento do processo seletivo de servidores do Estado. Diante</p><p>disso, como será visto, se negar indevidamente a fornecer informações ao administrado caracteriza ato</p><p>de improbidade administrativa. Somente pela publicidade os indivíduos controlarão a legalidade e a</p><p>eficiência dos atos administrativos. Os instrumentos para proteção são o direito de petição e as certidões</p><p>(art. 5°, XXXIV, CF), além do habeas data e - residualmente - do mandado de segurança.6</p><p>Princípio da Eficiência:</p><p>A administração pública deve manter o ampliar a qualidade de seus serviços com controle de gastos.</p><p>Isso envolve eficiência ao contratar pessoas (o concurso público seleciona os mais qualificados ao</p><p>exercício do cargo), ao manter tais pessoas em seus cargos (pois é possível exonerar um servidor público</p><p>por ineficiência) e ao controlar gastos (limitando o teto de remuneração), por exemplo. O núcleo deste</p><p>princípio é a procura por produtividade e economicidade. Alcança os serviços públicos e os serviços</p><p>administrativos internos, se referindo diretamente à conduta dos agentes.7</p><p>Por derradeiro, o último princípio a ser abarcado pelo artigo 37, da Constituição da República</p><p>Federativa do Brasil de 1988 é o da eficiência.</p><p>Se, na iniciativa privada, se busca a excelência e a efetividade, na administração outro não poderia</p><p>ser o caminho, enaltecido pela EC n. 19/98, que fixou a eficiência também para a Administração Pública.</p><p>De acordo com os ensinamentos de Hely Lopes Meirelles, o princípio da eficiência “impõe a todo</p><p>agente público realizar as atribuições com presteza, perfeição e rendimento funcional. É o mais moderno</p><p>princípio da função administrativa, que já não se contenta em ser desempenhada apenas com legalidade,</p><p>exigindo resultados positivos para o serviço público e satisfatório atendimento das necessidades da</p><p>comunidade e de seus membros”.8</p><p>Outrossim, DI PIETRO explicita que o princípio da eficiência possui dois aspectos: “o primeiro pode</p><p>ser considerado em relação ao modo de atuação do agente público, do qual se espera o melhor</p><p>desempenho possível de suas atribuições, para lograr os melhores resultados, e o segundo, em relação</p><p>ao modo de organizar, estruturar e disciplinar a Administração Pública, também com o mesmo objetivo</p><p>de alcançar os melhores resultados na prestação do serviço público”.9</p><p>Por sua atualidade merece especial referência a questão do nepotismo, ou seja, a designação de</p><p>cônjuge, companheiro e parentes para cargos públicos no órgão. A lei proíbe o nepotismo direto, aquele</p><p>em que o beneficiado deve estar subordinado a seu cônjuge ou parente, limitado ao segundo grau civil,</p><p>4 SPITZCOVSKY, Celso. Direito Administrativo. 13. ed. São Paulo: Método, 2011.</p><p>5 MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo: Malheiros, 2005.</p><p>6 SPITZCOVSKY, Celso. Direito Administrativo. 13. ed. São Paulo: Método, 2011.</p><p>7 SPITZCOVSKY, Celso. Direito Administrativo. 13. ed. São Paulo: Método, 2011.</p><p>8 MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo: Malheiros, 2005.</p><p>9 DI PIETRO, Maria</p><p>Sylvia Zanella. Direito Administrativo. São Paulo: Atlas, 2005.</p><p>1353836 E-book gerado especialmente para HIRAN COSTA BUSTAMANTE MENDES</p><p>. 4</p><p>por consanguinidade (pai, mãe, avós, irmãos, filhos e netos) ou por afinidade (sogros, pais dos sogros,</p><p>cunhados, enteados e filhos dos enteados).</p><p>O Supremo Tribunal Federal ampliou essa vedação, por meio da Súmula Vinculante nº 13, onde proíbe</p><p>o nepotismo em todas as entidades da Administração direta e indireta de todos os entes federativos,</p><p>enquanto que a Lei 8.112/90 veda apenas para a Administração direta, às autarquias e fundações da</p><p>União; estende a proibição aos parentes de terceiro grau (tios e sobrinhos), que alcançava apenas os</p><p>parentes de segundo grau; e proibiu-se também o nepotismo cruzado, aquele em que o agente público</p><p>utiliza sua influência para possibilitar a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em cargo em</p><p>comissão ou de confiança ou função gratificada não subordinada diretamente a ele.</p><p>A vedação do nepotismo representa os princípios da impessoalidade, moralidade, eficiência e</p><p>isonomia, de acordo com o decidido na Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC nº 12). A partir de</p><p>agora, temos a palavra da Suprema Corte, dizendo que o nepotismo ofende os princípios republicanos,</p><p>previstos nos arts. 5º e 37 da Constituição Federal.</p><p>Neste contexto, podemos verificar que a ética está diretamente relacionada ao padrão de</p><p>comportamento do indivíduo, dos profissionais e também do político. O ser humano elaborou as leis para</p><p>orientar seu comportamento frente as nossas necessidades (direitos e obrigações) e em relação ao meio</p><p>social, entretanto, não é possível para a lei ditar nosso padrão de comportamento e é aí que entra outro</p><p>ponto importante que é a cultura, ficando claro que não a cultura no sentido de quantidade de</p><p>conhecimento adquirido, mas sim a qualidade na medida em que esta pode ser usada em prol da função</p><p>social, do bem estar e tudo mais que diz respeito ao bem maior do ser humano, este sim é o ponto</p><p>fundamental, a essência, o ponto mais controverso quando tratamos da questão ética na vida pública.</p><p>Frequentemente constatamos a opinião pública desabonar o comportamento ético no serviço público.</p><p>A crítica feita pela sociedade, decerto, como todo senso comum é imediatista e baseada em uma visão</p><p>superficial da realidade, que entre outras coisas, trabalha com generalizações, colocando no mesmo “rol”</p><p>servidores, gerentes e políticos. De fato, sabe-se que essa é uma realidade complexa e que precisa ser</p><p>analisada com cautela e visão histórica, recomendando-se tratar cada situação separadamente, dentro</p><p>de seu contexto e não de forma simplista e apressada.</p><p>É verdade que aquilo que a sociedade fala sobre o serviço público é o que se vê na prática através da</p><p>morosidade, do descaso, do empreguismo, improbidade administrativa, má conservação dos bens</p><p>públicos é motivo de descrédito da sociedade. A sociedade não tem condições de saber de quem é a</p><p>responsabilidade, na ausência de tais esclarecimentos faz generalizações distorcidas, impregnadas por</p><p>preconceitos que definem os funcionários públicos como preguiçosos, incompetentes e procrastinadores,</p><p>quando, de fato, existem pessoas que agem dessa forma, assim como em qualquer empresa, mas</p><p>existem também pessoas altamente qualificadas e preocupadas com o serviço público e com o bem</p><p>comum.</p><p>Diferente do que vem sendo posto em prática, as empresas éticas devem estimular e oportunizar o</p><p>advento da consciência crítica de seus colaboradores, clientes e parceiros, e não impor que eles aceitem</p><p>o que lhes é apresentado. É um ato humano e ético não aceitar verdades prontas, de forma imposta, mas</p><p>aquelas que a consciência crítica aponta como aceitáveis. É o ser humano quem deve decidir em quem</p><p>acreditar. As organizações éticas buscam na prática, se tornar honestas, justas, verdadeiras e</p><p>democráticas, por uma questão de princípio e não de conveniências na maioria das vezes muito embora</p><p>esse tipo de agir também traga sucesso e reconhecimento. As empresas éticas devem escolher seus</p><p>líderes e colaboradores considerando tanto suas qualidades técnicas, quanto éticas. Mesmo sabendo-se</p><p>que o ser humano está suscetível à falhas, uma boa política de Recursos Humanos, ou uma ótima</p><p>empresa e banca examinadora no caso dos órgãos públicos diminuem os riscos de práticas lesivas ao</p><p>patrimônio público.</p><p>Além da ética individual a empresa que almeja ser ética deverá refletir seu modo de ser, pois quando</p><p>se conquista a consideração e a confiança dos colaboradores desenvolve a lealdade e compromisso</p><p>necessários ao crescimento e estabilidade da organização.</p><p>Quando a empresa conquista a confiança e o respeito de seus empregados desenvolve a lealdade e</p><p>o compromisso com ela. Estudos confirmam que as empresas mais éticas são as mais bem-sucedidas,</p><p>pois nas últimas décadas elas vêm tomando consciência disso e descobrindo que o ser humano, ou seja,</p><p>os clientes, colaboradores, sociedade, fornecedores, etc., são as coisas mais importantes na organização,</p><p>portanto devem agir de forma a fazer com que eles as admire, respeite, ame e não queira substituí-las</p><p>por outras empresas.</p><p>Em meio a tantas altercações em relação à ética na política, a generalização da corrupção tornou-se</p><p>evidente no setor público, um exemplo recente é a máfia das sanguessugas, mas não se deve esquecer</p><p>que existem pessoas muito éticas e conscientes em todas as organizações. Como se percebe, há uma</p><p>cobrança cada vez maior nos últimos anos por parte da sociedade por transparência e probidade, tanto</p><p>1353836 E-book gerado especialmente para HIRAN COSTA BUSTAMANTE MENDES</p><p>. 5</p><p>no trato da coisa pública, como no fornecimento de produtos e serviços ao mercado. A legislação</p><p>constitucional e a infraconstitucional têm possibilitado um acompanhamento mais rigoroso da matéria,</p><p>permitindo que os órgãos de fiscalização e a sociedade em geral adotem medidas judiciais necessárias</p><p>para coibir os abusos cometidos pelas empresas, espera-se que a impunidade não impere nas</p><p>investigações de ilicitudes.</p><p>A falta de ética nasce nas estruturas administrativas devido ao terreno fértil encontrado ocasionado</p><p>pela existência de governos autoritários, no qual são regidos por políticos sem ética, sem critérios de</p><p>justiça social e que, mesmo após o aparecimento de regimes democrático, continuam contaminados pela</p><p>doença da desonestidade, dos interesses escusos geralmente oriundos de sociedades dominadas por</p><p>situações de pobreza e injustiça social, abala a confiança das instituições, prejudica a eficácia das</p><p>organizações, aumenta os custos, afeta o bom uso dos recursos públicos e compromete a imagem da</p><p>organização e ainda castiga cada vez mais a sociedade que sofre com a pobreza, com a miséria, a falta</p><p>de sistema de saúde, de esgoto, habitação, ocasionados pela falta de investimentos financeiros do</p><p>Governo, porque os funcionários públicos priorizam seus interesses pessoais em detrimento dos</p><p>interesses sociais.</p><p>A mudança que se deseja na Administração pública sugere numa gradativa, mas necessária</p><p>transformação cultural dentro da estrutura organizacional da Administração Pública, isto é, uma</p><p>reavaliação e valorização das tradições, valores morais e educacionais que nascem em cada um de nós</p><p>e se forma ao longo do tempo criando assim um determinado estilo de atuação no seio da organização</p><p>baseada em valores éticos.</p><p>Além destes cinco princípios administrativo-constitucionais diretamente selecionados pelo constituinte,</p><p>podem ser apontados como princípios de natureza ética relacionados à função pública a probidade e a</p><p>motivação:</p><p>a) Princípio da probidade: um princípio constitucional incluído dentro dos princípios específicos da</p><p>licitação, é o dever de todo o administrador público, o dever de honestidade e fidelidade com o Estado,</p><p>com a população, no desempenho de suas funções. Possui contornos mais definidos do que a</p><p>moralidade. Diógenes Gasparini10 alerta que alguns autores tratam veem como distintos</p><p>os princípios da</p><p>moralidade e da probidade administrativa, mas não há características que permitam tratar os mesmos</p><p>como procedimentos distintos, sendo no máximo possível afirmar que a probidade administrativa é um</p><p>aspecto particular da moralidade administrativa.</p><p>b) Princípio da motivação: É a obrigação conferida ao administrador de motivar todos os atos que</p><p>edita, gerais ou de efeitos concretos. É considerado, entre os demais princípios, um dos mais importantes,</p><p>uma vez que sem a motivação não há o devido processo legal, uma vez que a fundamentação surge</p><p>como meio interpretativo da decisão que levou à prática do ato impugnado, sendo verdadeiro meio de</p><p>viabilização do controle da legalidade dos atos da Administração.</p><p>Motivar significa mencionar o dispositivo legal aplicável ao caso concreto e relacionar os fatos que</p><p>concretamente levaram à aplicação daquele dispositivo legal. Todos os atos administrativos devem ser</p><p>motivados para que o Judiciário possa controlar o mérito do ato administrativo quanto à sua legalidade.</p><p>Para efetuar esse controle, devem ser observados os motivos dos atos administrativos.</p><p>Em relação à necessidade de motivação dos atos administrativos vinculados (aqueles em que a lei</p><p>aponta um único comportamento possível) e dos atos discricionários (aqueles que a lei, dentro dos limites</p><p>nela previstos, aponta um ou mais comportamentos possíveis, de acordo com um juízo de conveniência</p><p>e oportunidade), a doutrina é uníssona na determinação da obrigatoriedade de motivação com relação</p><p>aos atos administrativos vinculados; todavia, diverge quanto à referida necessidade quanto aos atos</p><p>discricionários.</p><p>Meirelles11 entende que o ato discricionário, editado sob os limites da Lei, confere ao administrador</p><p>uma margem de liberdade para fazer um juízo de conveniência e oportunidade, não sendo necessária a</p><p>motivação. No entanto, se houver tal fundamentação, o ato deverá condicionar-se a esta, em razão da</p><p>necessidade de observância da Teoria dos Motivos Determinantes. O entendimento majoritário da</p><p>doutrina, porém, é de que, mesmo no ato discricionário, é necessária a motivação para que se saiba qual</p><p>o caminho adotado pelo administrador. Gasparini12, com respaldo no art. 50 da Lei n. 9.784/98, aponta</p><p>inclusive a superação de tais discussões doutrinárias, pois o referido artigo exige a motivação para todos</p><p>os atos nele elencados, compreendendo entre estes, tanto os atos discricionários quanto os vinculados.</p><p>10 GASPARINI, Diógenes. Direito Administrativo. 9ª ed. São Paulo: Saraiva, 2004.</p><p>11 MEIRELLES, Hely Lopes. Direito administrativo brasileiro. São Paulo: Malheiros, 1993.</p><p>12 GASPARINI, Diógenes. Direito Administrativo. 9ª ed. São Paulo: Saraiva, 2004.</p><p>1353836 E-book gerado especialmente para HIRAN COSTA BUSTAMANTE MENDES</p><p>. 6</p><p>Questões</p><p>01. (ANS – Técnico em Regulação – FUNCAB/2016) Com relação à ética no setor público, e de</p><p>acordo com os termos do Decreto n° 1.171/1994 (Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil</p><p>do Poder Executivo Federal), é correto afirmar que:</p><p>(A) o trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a comunidade deve ser entendido como</p><p>acréscimo ao seu próprio bem-estar, já que, como cidadão, integrante da sociedade, o êxito desse</p><p>trabalho pode ser considerado como seu maior patrimônio.</p><p>(B) o servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua conduta, devendo decidir</p><p>apenas entre a legal e o ilegal.</p><p>(C) não é dever do servidor público zelar, no exercício do direito de greve, pelas exigências específicas</p><p>da defesa da vida e da segurança coletiva.</p><p>(D) salvo os casos de segurança nacional, investigações policiais ou interesse superior do Estado e</p><p>da Administração Pública, a publicidade do ato administrativo não constitui requisito de eficácia e</p><p>moralidade.</p><p>(E) com relação à Administração Pública, a moralidade limita-se à distinção entre o bem e o mal.</p><p>02. (TRF - 4ª REGIÃO - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador Federal - FCC) O princípio</p><p>que traduz a ideia de que a Administração tem que tratar a todos os administrados sem discriminações,</p><p>benéficas ou peculiares denomina-se princípio da:</p><p>(A) responsabilidade.</p><p>(B) moralidade.</p><p>(C) publicidade.</p><p>(D) supremacia do interesse público.</p><p>(E) impessoalidade.</p><p>03. (SEFAZ/RS - Técnico Tributário da Receita Estadual - FUNDATEC) São Princípios da</p><p>Administração Pública, expressos na Constituição Federal, exceto:</p><p>(A) Legalidade</p><p>(B) Probidade</p><p>(C) Impessoalidade.</p><p>(D) Eficiência.</p><p>(E) Publicidade.</p><p>04. (Caixa Econômica Federal – Advogado – CESPE) A respeito das classificações da ética como</p><p>campo de estudo, assinale a opção correta.</p><p>(A) Na abordagem da ética absoluta, toda ação humana é boa e, consequentemente, um dever, pois</p><p>se fundamenta em um valor.</p><p>(B) De acordo com a ética formal, não existem valores universais, objetivos, mas estes são</p><p>convencionais, condicionados ao tempo e ao espaço.</p><p>(C) Segundo a ética empírica, a distinção entre o certo e o errado ocorre por meio da experiência, do</p><p>resultado do procedimento, da observação sensorial do que de fato ocorre no mundo.</p><p>(D) Quanto ao aspecto histórico, a ética empírica possui a razão como enfoque para explicar o mundo,</p><p>na medida em que ela constrói a teoria explicativa e vai ao mundo para ver sua adequação.</p><p>(E) Em todas as classificações da ética, ela se torna equivalente à moral porque direciona o</p><p>comportamento humano para ações consideradas positivas para um grupo social.</p><p>05. (Caixa Econômica Federal – Advogado – CESPE) Acerca da relação entre ética e moral, assinale</p><p>a opção correta.</p><p>(A) O entendimento ético discorre filosoficamente, em épocas diferentes e por vários pensadores,</p><p>dando conceitos e formas de alusão ao termo ética.</p><p>(B) Durante as Idades Média e Moderna, a ética era considerada uma ciência, portanto, era ensinada</p><p>como disciplina escolar. Na Idade Contemporânea, a ética assumiu uma nova conotação, desvinculando-</p><p>se da ciência e da filosofia e sendo vinculada às práticas sociais.</p><p>(C) A simples existência da moral significa a presença explícita de uma ética, entendida como filosofia</p><p>moral, isto é, uma reflexão que discute, problematiza e interpreta o significado dos valores morais.</p><p>(D) A ética não tem por objetivo procurar o fundamento do valor que norteia o comportamento, tendo</p><p>em vista a historicidade presente nos valores.</p><p>1353836 E-book gerado especialmente para HIRAN COSTA BUSTAMANTE MENDES</p><p>. 7</p><p>(E) O conhecimento do dever está desvinculado da noção de ética, pois este é consequência da</p><p>percepção, pelo sujeito, de que ele é um ser racional e, portanto, está obrigado a obedecer ao imperativo</p><p>categórico: a necessidade de se respeitar todos os seres racionais na qualidade de fins em si mesmos.</p><p>06. (ASPERH – Professor auxiliar ética profissional – ASPERH) Sobre moral e ética é incorreto</p><p>afirmar:</p><p>(A) A moral é a regulação dos valores e comportamentos considerados legítimos por uma determinada</p><p>sociedade, um povo, uma religião, uma certa tradição cultural etc.</p><p>(B) Uma moral é um fenômeno social particular, que tem compromisso com a universalidade, isto é,</p><p>com o que é válido e de direito para todos os homens. Exceto quando atacada: justifica-se se dizendo</p><p>universal, supostamente válida para todos.</p><p>(C) A ética a uma reflexão crítica sobre a moralidade. Mas ela não é puramente teoria. A ética é um</p><p>conjunto de princípios e disposições voltados para a ação, historicamente produzidos, cujo objetivo é</p><p>balizar as ações humanas.</p><p>(D) A moral é um conjunto de regras de conduta adotadas pelos indivíduos de um grupo social e tem</p><p>a finalidade de organizar as relações interpessoais segundo os valores do bem e do mal.</p><p>(E) A moral é a aplicação da ética no cotidiano, é a prática concreta.</p><p>07. (ASPERH – Professor auxiliar ética profissional – ASPERH) Sobre a ética, moral e direito é</p><p>incorreto afirmar:</p><p>(A) Tanto a moral como o direito baseiam-se em regras</p><p>que visam estabelecer uma certa</p><p>previsibilidade para as ações humanas. Ambas, porém, se diferenciam.</p><p>(B) O direito busca estabelecer o regramento de uma sociedade delimitada pelas fronteiras do Estado.</p><p>(C) As leis têm uma base territorial, elas valem apenas para aquela área geográfica onde uma</p><p>determinada população ou seus delegados vivem.</p><p>(D) Alguns autores afirmam que o direito é um subconjunto da ética. Esta perspectiva pode gerar a</p><p>conclusão de que toda a lei é moralmente aceitável. Inúmeras situações demonstram a existência de</p><p>conflitos entre a ética e o direito.</p><p>(E) A desobediência civil ocorre quando argumentos morais impedem que uma pessoa acate uma</p><p>determinada lei. Este é um exemplo de que a moral e o direito, apesar de referirem-se a uma mesma</p><p>sociedade, podem ter perspectivas discordantes.</p><p>08. (ASPERH – Professor auxiliar ética profissional – ASPERH) Sobre moralidade administrativa e</p><p>a constituição federativa é incorreto afirmar:</p><p>(A) A carta magna faz menção em diversas oportunidades ao princípio da moralidade. Uma delas,</p><p>prevista no art. 5º, LXXIII, trata da ação popular contra ato lesivo à moralidade administrativa.</p><p>(B) Em outra, o constituinte determinou a punição mais rigorosa da imoralidade qualificada pela</p><p>improbidade (art. 37, §4º).</p><p>(C) Há ainda o art. 14, §9º, onde se visa proteger a probidade e moralidade no exercício de mandato,</p><p>e o art. 85, V, que considera a improbidade administrativa como crime de atividade administrativa.</p><p>(D) O princípio da moralidade, com o advento da Carta Constitucional de 1988 foi alçado, pela vez</p><p>primeira em nosso direito positivo a princípio constitucional, nos termos do artigo 37, caput, o qual</p><p>estabelece diretrizes à administração pública.</p><p>(E) Também o artigo 5º, inciso LXXIII, da Constituição Federal, prevê a possibilidade de anulação de</p><p>atos lesivos à moralidade administrativa.</p><p>09. (ASPERH – Professor auxiliar ética profissional – ASPERH) Referente a princípio constitucional</p><p>da moralidade administrativa e administração pública é incorreto afirmar:</p><p>(A) O princípio constitucional da moralidade administrativa configura um vigoroso instrumento à função</p><p>de controle de legalidade, legitimidade e economicidade dos atos administrativos dos quais resultam</p><p>despesas públicas</p><p>(B) O princípio atua positivamente, impondo à Administração Pública o dever de bem gerir e</p><p>aumentando os demais deveres de conduta administrativa, tais como os de agir impessoalmente, garantir</p><p>a ampla publicidade de seus atos, pautar-se com razoabilidade, motivar seus atos e decisões, agir com</p><p>eficiência e observar a compatibilidade entre o objetivo de suas ações e o ato praticado para</p><p>operacionalizar tal objetivo ou finalidade. Bem assim, configura cânone de interpretação e integração de</p><p>norma jurídicas e/ou atos administrativos.</p><p>1353836 E-book gerado especialmente para HIRAN COSTA BUSTAMANTE MENDES</p><p>. 8</p><p>(C) O princípio atua negativamente, impondo limites ao exercício da discricionariedade e permitindo a</p><p>correção dos atos praticados em desvio de finalidade, mediante o seu expurgo do mundo jurídico através</p><p>da invalidação</p><p>(D) O princípio geralmente “aplicável” isoladamente, compondo-se e articulando-se, algumas vezes,</p><p>com outros princípio jurídicos</p><p>(E) O princípio consubstancia “norma jurídica” e, portanto, ao utilizá-lo no exercício das funções</p><p>constitucionais de controle dos atos administrativos que geram despesas públicas sob os prismas de</p><p>legalidade e da legitimidade, não desborda o Tribunal de Contas de sua competência constitucional</p><p>10. (Correios – Agente de Correios – CONSULPLAN) Pode-se afirmar que a ética tem como objeto</p><p>de estudo:</p><p>(A) O ato humano (voluntário e livre) que é o ato com vontade racional, permeado por inteligência e</p><p>reflexão prévia.</p><p>(B) A distinção entre o existir e o agir, solenemente.</p><p>(C) A tradução dos costumes aceitos pela sociedade emergente.</p><p>(D) O conceito de moralidade dos povos segregados.</p><p>(E) N.R.A.</p><p>11. (Nossa Caixa Desenvolvimento – Contador – FCC) A respeito dos conceitos de ética, moral e</p><p>virtude, é correto afirmar:</p><p>(A) A vida ética realiza-se no modo de viver daqueles indivíduos que não mantêm relações</p><p>interpessoais.</p><p>(B) Etimologicamente, a palavra moral deriva do grego mos e significa comportamento, modo de ser,</p><p>caráter.</p><p>(C) Virtude deriva do latim virtus, que significa uma qualidade própria da natureza humana; significa,</p><p>de modo geral, praticar o bem usando a liberdade com responsabilidade constantemente.</p><p>(D) A moral é influenciada por vários fatores como, sociais e históricos; todavia, não há diferença entre</p><p>os conceitos morais de um grupo para outro.</p><p>(E) Compete à moral chegar, por meio de investigações científicas, à explicação de determinadas</p><p>realidades sociais, ou seja, ela investiga o sentido que o homem dá a suas ações para ser</p><p>verdadeiramente feliz.</p><p>12. (TRT 8ª Região – Técnico – FCC) O servidor público que deixa de acatar as ordens legais de seus</p><p>superiores e a sua fiel execução, infringe o dever de:(A) conduta ética.</p><p>(B) eficiência.</p><p>(C) obediência.</p><p>(D) lealdade.</p><p>(D) fidelidade.</p><p>13. (TRT 22ª Região – Técnico – FCC) O princípio da administração pública que tem por fundamento</p><p>que qualquer atividade de gestão pública deve ser dirigida a todos os cidadãos, sem a determinação de</p><p>pessoa ou discriminação de qualquer natureza, denomina-se(A) Eficiência.</p><p>(B) Moralidade.</p><p>(C) Legalidade.</p><p>(D) Finalidade.</p><p>(E) Impessoalidade.</p><p>14. (DPE/PR – Defensor – FCC) Sobre os princípios orientadores da administração pública é</p><p>INCORRETO afirmar:</p><p>(A) A administração pública não pode criar obrigações ou reconhecer direitos que não estejam</p><p>determinados ou autorizados em lei.</p><p>(B) A conduta administrativa com motivação estranha ao interesse público caracteriza desvio de</p><p>finalidade ou desvio de poder.</p><p>(C) A oportunidade e a conveniência são delimitadas por razoabilidade e proporcionalidade tanto na</p><p>discricionariedade quanto na atividade vinculada da administração pública.</p><p>(D) Além de requisito de eficácia dos atos administrativos, a publicidade propicia o controle da</p><p>administração pública pelos administrados.</p><p>(E) O princípio da eficiência tem sede constitucional e se reporta ao desempenho da administração</p><p>pública.</p><p>1353836 E-book gerado especialmente para HIRAN COSTA BUSTAMANTE MENDES</p><p>. 9</p><p>15. (TRF 5ª Região – Técnico – FCC) O artigo 37 da Constituição Federal estabelece os princípios</p><p>aplicáveis à Administração Pública, entre os quais NÃO se inclui, expressamente, (A) eficiência.</p><p>(B) finalidade.</p><p>(C) publicidade.</p><p>(D) impessoalidade.</p><p>(E) moralidade.</p><p>16. (SET/RN – Auditor Fiscal do Tesouro Estadual – ESAF) Sobre os princípios constitucionais da</p><p>administração pública, pode-se afirmar que:</p><p>I. o princípio da legalidade pode ser visto como incentivador do ócio, haja vista que, segundo esse</p><p>princípio, a prática de um ato concreto exige norma expressa que o autorize, mesmo que seja inerente</p><p>às funções do agente público;</p><p>II. o princípio da publicidade visa a dar transparência aos atos da administração pública e contribuir</p><p>para a concretização do princípio da moralidade administrativa;</p><p>III. a exigência de concurso público para ingresso nos cargos públicos reflete uma aplicação</p><p>constitucional do princípio da impessoalidade;</p><p>IV. o princípio da impessoalidade é violado quando se utiliza na publicidade oficial de obras e de</p><p>serviços públicos o nome ou a imagem do governante, de modo a caracterizar promoção pessoal do</p><p>mesmo;</p><p>V. a aplicação do princípio da moralidade administrativa demanda a compreensão do conceito de</p><p>"moral administrativa", o qual comporta juízos de valor bastante elásticos;</p><p>VI. o princípio da eficiência não pode ser exigido enquanto não for editada a lei federal que deve defini-</p><p>lo e estabelecer os seus contornos.</p><p>Estão corretas as afirmativas:</p><p>(A) I, II, III e IV.</p><p>(B) II, III, IV e V.</p><p>(C) I, II, IV e VI.</p><p>(D) II, III, IV e VI.</p><p>(E) III, IV, V e VI.</p><p>17. (TRE/MG – Técnico</p><p>Judiciário – CONSULPLAN/2015) Os mais modernos postulados da gestão</p><p>administrativa, tanto no setor privado quanto no âmbito dos órgãos públicos, determinam que os atos</p><p>administrativos observem os padrões usuais de moralidade que estão indissociavelmente vinculados</p><p>a critérios de escolha pautados pela</p><p>(A) ética</p><p>(B) avaliação.</p><p>(C) subordinação.</p><p>(D) estandardização.</p><p>18. (ANS – Técnico em Regulação em Saúde Complementar – FUNCAB/2016) Com relação à ética</p><p>no setor público, e de acordo com os termos do Decreto n° 1.171/1994 (Código de Ética Profissional do</p><p>Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal), é correto afirmar que:</p><p>(A) o trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a comunidade deve ser entendido como</p><p>acréscimo ao seu próprio bem-estar, já que, como cidadão, integrante da sociedade, o êxito desse</p><p>trabalho pode ser considerado como seu maior patrimônio.</p><p>(B) o servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua conduta, devendo decidir</p><p>apenas entre a legal e o ilegal.</p><p>(C) não é dever do servidor público zelar, no exercício do direito de greve, pelas exigências específicas</p><p>da defesa da vida e da segurança coletiva.</p><p>(D) salvo os casos de segurança nacional, investigações policiais ou interesse superior do Estado e</p><p>da Administração Pública, a publicidade do ato administrativo não constitui requisito de eficácia e</p><p>moralidade.</p><p>(E) com relação à Administração Pública, a moralidade limita-se à distinção entre o bem e o mal.</p><p>Respostas</p><p>01. Resposta: A.</p><p>1353836 E-book gerado especialmente para HIRAN COSTA BUSTAMANTE MENDES</p><p>. 10</p><p>a) Certo. Das regras Deontológicas. V - O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a</p><p>comunidade deve ser entendido como acréscimo ao seu próprio bem-estar, já que, como cidadão,</p><p>integrante da sociedade, o êxito desse trabalho pode ser considerado como seu maior patrimônio.</p><p>02. Resposta: E.</p><p>O princípio da impessoalidade estabelece que a Administração Pública, através de seus órgãos, não</p><p>poderá, na execução das atividades, estabelecer diferenças ou privilégios, uma vez que deve imperar o</p><p>interesse social e não o interesse particular.</p><p>03. Resposta: B.</p><p>Pelo disposto no artigo 37, caput, da CF/88, a administração pública direta e indireta de qualquer dos</p><p>Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de</p><p>legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.</p><p>04. Resposta: C.</p><p>Empirismo é a observação prática de um fenômeno. Enquanto que numa ética teórica bastaria a</p><p>reflexão para conhecer o certo e o errado, por uma ética empírica é preciso vivenciar o contato direto com</p><p>situações que permitam compreender estes valores.</p><p>Na filosofia, empirismo é um movimento que acredita nas experiências como únicas (ou principais)</p><p>formadoras das ideias, discordando, portanto, da noção de ideias inatas, havendo também uma vertente</p><p>no campo de estudo da ética.</p><p>05. Resposta: A.</p><p>O termo ética passa por diversas interpretações no decorrer da história, mas é possível notar que</p><p>alguns de seus elementos, guardadas as devidas particularidades, são reincidentes na formação deste</p><p>conceito.</p><p>06. Resposta: B.</p><p>A Moral, embora seja mais subjetiva que a Ética, reflete o seu conteúdo, logo, também possui</p><p>universalidade. O sentimento moral é uno e repousa no seio social, sendo assim universal. Logo, a Moral</p><p>é válida para todos, não supostamente válida.</p><p>07. Resposta: D.</p><p>O Direito é um subconjunto da Ética e, por isso mesmo, suas normas devem refletir o conteúdo ético</p><p>sempre que possível, o que ocorre pela presença do valor do justo. Tomar como correta a afirmativa d</p><p>seria entender que o Direito pode não ser justo e ainda assim ser válido, premissa positivista refutada no</p><p>contexto pós-guerra.</p><p>08. Resposta: C.</p><p>Embora o artigo 85, V faça referência à probidade administrativa como um dos objetos de violação,</p><p>caracterizando crime de responsabilidade pelo Presidente da República, o ato de improbidade</p><p>administrativa praticado pelos servidores em geral tem natureza cível e está regulado na Lei nº 8.429/92.</p><p>09. Resposta: D.</p><p>O princípio da moralidade administrativa deve sempre ser lido em conjunto com os demais princípios</p><p>constitucionais, notadamente os aplicáveis à Administração Pública: legalidade, impessoalidade,</p><p>publicidade e eficiência.</p><p>10. Resposta: A.</p><p>O principal objeto de estudo da ética é a ação humana, num sentido de refletir sobre ela. De forma</p><p>estrita, a moral, parte da ética, estuda a ação humana enquanto ação propriamente dita. De qualquer</p><p>maneira, no âmbito da ética é feito um estudo da ação humana baseada na razão, na vontade racional.</p><p>11. Resposta: C.</p><p>Virtude é uma qualidade da natureza humana relacionada a um valor ético. A ação que seja virtuosa</p><p>será voltada sempre ao bem e praticada com responsabilidade e razoabilidade, sem o que perderia tal</p><p>caráter. Vale destacar que a alternativa d está incorreta porque embora a ética seja imutável, preceitos</p><p>morais podem sofrer pequenas variações de um grupo social para outro sem que se perca a essência</p><p>ética.</p><p>1353836 E-book gerado especialmente para HIRAN COSTA BUSTAMANTE MENDES</p><p>. 11</p><p>12. Resposta: C.</p><p>Dever de obediência é o que se liga diretamente à hierarquia que deve ser respeitada dentro das</p><p>instituições públicas, garantindo a melhor prestação do serviço. Os demais princípios são mais</p><p>abrangentes, referindo-se ao cargo como um todo, não apenas à relação hierárquica.</p><p>13. Resposta: E.</p><p>Todos os princípios da administração pública se ligam, por isso, ao menos indiretamente todos acabam</p><p>se fazendo presentes. Contudo, é preciso se atentar ao mais específico: o preâmbulo da questão</p><p>descreve exatamente o conceito do princípio da impessoalidade, que veda distinções indevidas entre os</p><p>administrados.</p><p>14. Resposta: C.</p><p>A alternativa a) define o princípio da legalidade para a administração pública, pelo qual ela somente</p><p>pode fazer o que a lei permite; a b) traz o princípio da motivação, pelo qual todos atos da administração</p><p>devem ser justificados pelo interesse público, sob pena de desvio de finalidade ou desvio de poder; a d)</p><p>relembra que a publicidade dos atos da administração facilita o controle destes pelo povo; a e) se refere</p><p>ao art. 37 da CF e traz a principal finalidade do princípio da eficiência, que é a otimização do desempenho</p><p>da administração pública. A alternativa c) está incorreta porque oportunidade e conveniência somente</p><p>são delimitadas pela razoabilidade e pela proporcionalidade nos atos discricionários, nos quais a</p><p>administração possui alguma liberdade de escolha.</p><p>15. Resposta: B.</p><p>O artigo 37 da CF traz, nesta ordem, os princípios da administração pública: legalidade,</p><p>impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (formando a palavra LIMPE).</p><p>16. Resposta: B.</p><p>O princípio da legalidade é reforço da moralidade, não incentivador do ócio e da preguiça, até mesmo</p><p>porque a exigência de lei expressa não exclui o desempenho de funções inerentes ao cargo pelo servidor.</p><p>O princípio da eficiência, por sua vez, consubstancia-se no binômio produtividade-economicidade e pode</p><p>ser exigido desde sua previsão no texto constitucional. Logo, I e VI estão incorretas.</p><p>17. Resposta: A.</p><p>O princípio da moralidade revela-se intimamente ligado à ideia de honestidade, de probidade</p><p>administrativa, de ética. Na linha do exposto, confira-se a seguinte lição de José dos Santos Carvalho</p><p>Filho:</p><p>"O princípio da moralidade impõe que o administrador público não dispense os preceitos éticos que</p><p>devem estar presentes em sua conduta." (Manual de Direito Administrativo, 26ª edição, 2013, p. 21)</p><p>18. Resposta: A.</p><p>a) Certo. Das regras Deontológicas. V - O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a</p><p>comunidade deve ser entendido como acréscimo ao seu próprio bem-estar, já que, como cidadão,</p><p>integrante da sociedade, o êxito desse trabalho pode ser considerado como seu maior patrimônio.</p><p>b) II - O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua conduta. Assim, não</p><p>terá que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o</p><p>oportuno e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e o desonesto, consoante as regras contidas</p><p>no art. 37, caput, e § 4°, da Constituição Federal.</p><p>c) XIV - São deveres fundamentais do servidor público: j) zelar, no exercício do direito de greve, pelas</p><p>exigências específicas da defesa da vida e da segurança coletiva;</p><p>d) VII - Salvo os casos de segurança nacional, investigações policiais ou interesse superior do Estado</p><p>e da Administração Pública, a serem preservados em processo previamente declarado sigiloso, nos</p><p>termos da lei, a publicidade de qualquer ato administrativo constitui requisito de eficácia e moralidade,</p><p>ensejando sua omissão comprometimento ético contra o bem comum, imputável a quem a negar.</p><p>e) III - A moralidade da Administração Pública não se limita à distinção entre o bem e o mal, devendo</p><p>ser acrescida da ideia de que o fim é sempre o bem comum. O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade,</p><p>na conduta do servidor público, é que poderá consolidar a moralidade do ato administrativo.</p><p>2. Serviço Público no Brasil: definição, natureza, espécies, características.</p><p>1353836 E-book gerado especialmente para HIRAN COSTA BUSTAMANTE MENDES</p><p>. 12</p><p>Serviços públicos são aqueles serviços prestados pela Administração, ou por quem lhe faça às vezes,</p><p>mediante regras previamente estipuladas por ela para a preservação do interesse público.</p><p>A titularidade da prestação de um serviço público sempre será da Administração Pública, somente</p><p>podendo ser transferido a um particular a prestação do serviço público. As regras serão sempre fixadas</p><p>unilateralmente pela Administração, independentemente de quem esteja executando o serviço público.</p><p>Qualquer contrato administrativo aos olhos do particular é contrato de adesão.</p><p>Para distinguir quais serviços são públicos e quais não, deve-se utilizar as regras de competência</p><p>dispostas na Constituição Federal. Quando não houver definição constitucional a respeito, deve-se</p><p>observar as regras que incidem sobre aqueles serviços, bem como o regime jurídico ao qual a atividade</p><p>se submete. Sendo regras de direito público, será serviço público; sendo regras de direito privado, será</p><p>serviço privado.</p><p>O fato de o Ente Federado ser o titular dos serviços não significa que deva obrigatoriamente prestá-</p><p>los por si. Assim, tanto poderá prestá-los por si mesmo, como poderá promover-lhes a prestação,</p><p>conferindo à entidades estranhas ao seu aparelho administrativo, titulação para que os prestem, segundo</p><p>os termos e condições fixadas, e, ainda, enquanto o interesse público aconselhar tal solução. Dessa</p><p>forma, esses serviços podem ser delegados a outras entidades públicas ou privadas, na forma de</p><p>concessão, permissão ou autorização.</p><p>Assim, em sentido amplo, pode-se dizer que serviço público é a atividade ou organização abrangendo</p><p>todas as funções do Estado; já em sentido estrito, são as atividades exercidas pela administração pública.</p><p>CARACTERES JURÍDICOS: os serviços públicos possuem quatro caracteres jurídicos, quais sejam:</p><p>- Generalidade: o serviço público deve ser prestado a todos, ou seja à coletividade.</p><p>- Uniformidade: exige a igualdade entre os usuários do serviço público, assim todos eles devem ser</p><p>tratados uniformemente.</p><p>- Continuidade: não se pode suspender ou interromper a prestação do serviço público.</p><p>-Regularidade: todos os serviços devem obedecer às normas técnicas.</p><p>- Modicidade: o serviço deve ser prestado da maneira mais barata possível, de acordo com a tarifa</p><p>mínima. Deve-se considerar a capacidade econômica do usuário com as exigências do mercado, evitando</p><p>que o usuário deixe de utilizá-lo por motivos de ausência de condições financeiras.</p><p>- Eficiência: para que o Estado preste seus serviços de maneira eficiente é necessário que o Poder</p><p>Público atualize-se com novos processos tecnológicos, devendo a execução ser mais proveitosa com o</p><p>menos dispêndio.</p><p>PRINCÍPIOS</p><p>Vamos conferir os principais princípios do serviço público.</p><p>a. Princípio da continuidade da prestação do serviço público: Em se tratando de serviço público,</p><p>o princípio mais importante é o da continuidade de sua prestação.</p><p>Num contrato administrativo, quando o particular descumpre suas obrigações, há rescisão contratual.</p><p>Se a Administração, entretanto, que descumpre suas obrigações, o particular não pode rescindir o</p><p>contrato, tendo em vista o princípio da continuidade da prestação.</p><p>Essa é a chamada “cláusula exorbitante”, que visa dar à Administração Pública uma prerrogativa que</p><p>não existe para o particular, colocando-a em uma posição superior em razão da supremacia do interesse</p><p>público.</p><p>b. Princípio da mutabilidade: Fica estabelecido que a execução do serviço público pode ser alterada,</p><p>desde que para atender o interesse público. Assim, nem os servidores, nem os usuários de serviços</p><p>públicos, nem os contratados pela administração pública, têm direito adquirido à manutenção de</p><p>determinado regime jurídico.</p><p>c. Princípio da igualdade dos usuários: Esse princípio estipula que não haverá distinção entre as</p><p>pessoas interessadas em contratar com a administração pública. Dessa forma, se tais pessoas possuírem</p><p>condições legais de contratação, não poderão ser diferenciadas.</p><p>d. Princípio da adequação: na própria Lei 8.897/95, resta claro que o serviço adequado é aquele que</p><p>preenche as condições de regularidade, continuidade, eficiência, segurança...Dessa forma, se nota que</p><p>à Administração Pública e aos seus delegado é necessário que se respeite o que a legislação exige.</p><p>1353836 E-book gerado especialmente para HIRAN COSTA BUSTAMANTE MENDES</p><p>. 13</p><p>e. Princípio da obrigatoriedade: o Estado não tem a faculdade discricionária em prestar o serviço</p><p>público, ele é obrigado a fazer, sendo, dessa maneira, um dever jurídico.</p><p>f. modicidade das tarifas: significa que o valor exigido do usuário a título de remuneração pelo uso</p><p>do serviço deve ser o menor possível, reduzindo-se ao estritamente necessário para remunerar o</p><p>prestador com acréscimo de pequena margem de lucro. Daí o nome “modicidade”, que vem de “módico”,</p><p>isto é, algo barato, acessível.</p><p>Como o princípio é aplicável também na hipótese de serviço remunerado por meio de taxa, o mais</p><p>apropriado seria denominá-lo princípio da modicidade da remuneração.13</p><p>g. transparência: o usuário tem direito de receber do poder concedente e da concessionária</p><p>informações para defesa de interesses individuais ou coletivos.</p><p>REGULAMENTAÇÃO E CONTROLE</p><p>A regulamentação e o controle competem ao serviço público, independente da forma de prestação de</p><p>serviço público ao usuário.</p><p>Caso o serviço não esteja sendo prestado de forma correta, o Poder Público poderá intervir e retirar a</p><p>prestação do terceiro que se responsabilizou pelo serviço. Deverá, ainda exigir eficiência para o</p><p>cumprimento do contrato.</p><p>Como a Administração goza de poder discricionário, poderão ter as cláusulas contratuais modificadas</p><p>ou a delegação do serviço público revogada, atendendo ao interesse público.</p><p>O caráter do serviço público não é a produção de lucros, mas sim servir ao público donde nasce o</p><p>direito indeclinável da Administração de regulamentar, fiscalizar, intervir, se não estiver realizando a sua</p><p>obrigação.</p><p>Características jurídicas, titularidade.</p><p>As características do serviço público envolvem alguns elementos, tais quais: elemento subjetivo,</p><p>elemento formal e elemento material.</p><p>Elemento Subjetivo – o serviço público compete ao Estado que poderá delegar determinados serviços</p><p>públicos, através de lei e regime de concessão ou permissão por meio de licitação. O Estado é</p><p>responsável pela escolha dos serviços que em determinada ocasião serão conhecidos como serviços</p><p>públicos. Exemplo: energia elétrica; navegação aérea e infraestrutura portuária;</p><p>transporte ferroviário e</p><p>marítimo entre portos brasileiros e fronteiras nacionais; transporte rodoviário interestadual e internacional</p><p>de passageiros; portos fluviais e lacustres; serviços oficiais de estatística, geografia e geologia</p><p>Elemento Material – o serviço público deve corresponder a uma atividade de interesse público.</p><p>Elemento Formal – a partir do momento em que os particulares prestam serviço com o Poder Público,</p><p>estamos diante do regime jurídico híbrido, podendo prevalecer o Direito Público ou o Direito Privado,</p><p>dependendo do que dispuser a lei. Para ambos os casos, a responsabilidade é objetiva. (os danos</p><p>causados pelos seus agentes serão indenizados pelo Estado)</p><p>Quanto à titularidade:</p><p>A titularidade da prestação de um serviço público sempre será da Administração Pública, somente</p><p>podendo ser transferido a um particular a execução do serviço público. As regras serão sempre fixadas</p><p>unilateralmente pela Administração, independentemente de quem esteja executando o serviço público.</p><p>Qualquer contrato administrativo aos olhos do particular é contrato de adesão.</p><p>Para distinguir quais serviços são públicos e quais não, deve-se utilizar as regras de competência</p><p>dispostas na Constituição Federal. Quando não houver definição constitucional a respeito, deve-se</p><p>13 Mazza, Alexandre. Manual de Direito Administrativo. Saraiva, 4ª edição, 2014.</p><p>1353836 E-book gerado especialmente para HIRAN COSTA BUSTAMANTE MENDES</p><p>. 14</p><p>observar as regras que incidem sobre aqueles serviços, bem como o regime jurídico ao qual a atividade</p><p>se submete. Sendo regras de direito público, será serviço público; sendo regras de direito privado, será</p><p>serviço privado.</p><p>Desta forma, os instrumentos normativos de delegação de serviços públicos, como concessão e</p><p>permissão, transferem apenas a prestação temporária do serviço, mas nunca delegam a titularidade do</p><p>serviço público.</p><p>Assim, em sentido amplo, pode-se dizer que serviço público é a atividade ou organização abrangendo</p><p>todas as funções do Estado; já em sentido estrito, são as atividades exercidas pela administração pública.</p><p>Portanto, a execução de serviços públicos poderá ser realizada pela administração direta, indireta ou</p><p>por particulares. Oportuno lembrar que a administração direta é composta por órgãos, que não têm</p><p>personalidade jurídica, que não podem estar, em regra, em juízo para propor ou sofrer medidas judiciais.</p><p>Exemplos: Ministérios, Secretarias de Estado, administrações regionais, subprefeituras.14</p><p>A administração indireta é composta por pessoas, surgindo como exemplos: autarquias, fundações,</p><p>empresas públicas, sociedades de economia mista. Por outro lado, o serviço público também pode ser</p><p>executado por particulares, por meio de concessão, permissão, autorização. Importante dizer ainda que</p><p>todas estas figuras que integram a administração indireta têm de comum entre si os seguintes itens:</p><p>a) são pessoas jurídicas;</p><p>b) são criadas ou autorizadas por lei de iniciativa do poder executivo;</p><p>c) são dotadas de autonomia administrativa, financeira e patrimônio próprio.</p><p>CLASSIFICAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS</p><p>a) Serviços delegáveis e indelegáveis: Serviços delegáveis são aqueles que por sua natureza, ou</p><p>pelo fato de assim dispor o ordenamento jurídico, comportam ser executados pelo estado ou por</p><p>particulares colaboradores.</p><p>Ex: serviço de abastecimento de água e energia elétrica</p><p>Serviços indelegáveis são aqueles que só podem ser prestados pelo Estado diretamente, por seus</p><p>órgãos ou agentes.</p><p>Ex: serviço de segurança nacional.</p><p>b) Serviços administrativos e de utilidade pública: O chamado serviço de utilidade pública é o</p><p>elenco de serviços prestados à população ou postos à sua disposição, pelo Estado e seus agentes,</p><p>basicamente de infraestrutura e de uso geral, como correios e telecomunicações, fornecimento de</p><p>energia, dentre outros.</p><p>Ex: imprensa oficial</p><p>c) Serviços coletivos (uti universi) e singulares (uti singuli): Coletivo. São serviços gerais,</p><p>prestados pela Administração à sociedade como um todo, sem destinatário determinado e são mantidos</p><p>pelo pagamento de impostos.</p><p>Ex: serviço de iluminação pública e segurança pública</p><p>Serviços singulares são os individuais onde os usuários são determinados e são remunerados pelo</p><p>pagamento de taxa ou tarifa.</p><p>Ex: serviço de telefonia domiciliar</p><p>d) Serviços sociais e econômicos: Serviços sociais são os que o Estado executa para atender aos</p><p>reclamos sociais básicos e representam; ou uma atividade propiciadora de comodidade relevante; ou</p><p>serviços assistenciais e protetivos.</p><p>Ex: serviços de educação e saúde.</p><p>14 https://sites.google.com/site/zeitoneglobal/parte-especial-1/1-01-servico-publico</p><p>1353836 E-book gerado especialmente para HIRAN COSTA BUSTAMANTE MENDES</p><p>. 15</p><p>Serviços econômicos são aqueles que, por sua possibilidade de lucro, representam atividades de</p><p>caráter industrial ou comercial.</p><p>Ex: serviço de telefonia e fornecimento de gás canalizado.</p><p>e. Serviços próprios – compreendem os que se relacionam intimamente com as atribuições do Poder</p><p>Público (Ex.: segurança, polícia, higiene e saúde públicas etc.) devendo ser usada a supremacia sobre</p><p>os administrados para a execução da Administração Pública. Em razão disso não podem ser delegados</p><p>a particulares. Devido a sua essência, são na maioria das vezes gratuitos ou de baixa remuneração.</p><p>f. Serviços impróprios – por não afetarem substancialmente as necessidades da comunidades,</p><p>apenas irá satisfazer alguns de seus membros, devendo ser remunerado pelos seus órgãos ou entidades</p><p>administrativas, como é o caso das autarquias, sociedades de economia mista ou ainda por delegação.</p><p>REMUNERAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS</p><p>Os serviços públicos podem ser prestados de forma abstrata, difusa, à toda coletividade, sem</p><p>particularização ou individualização da prestação (educação, a saúde pública, a iluminação pública, a</p><p>segurança pública, a limpeza pública, coleta de lixo, calçamento e outros), que são remunerados por via</p><p>necessariamente tributária.</p><p>Em contrapartida, existem serviços cuja prestação é especifica, mensurável, individual, ou seja, se</p><p>apresenta de forma concreta ao usuário, o que gerará um direito subjetivo de prestação. A fruição destes</p><p>serviços não será homogênea para todos os usuários, que poderão utilizá-los em intensidades diversas,</p><p>de acordo com a necessidade de cada um. São serviços como energia elétrica, telefonia, gás, água</p><p>encanada e transporte coletivo. Eles são específicos, que significa dizer que são prestados de uma forma</p><p>autônoma, destacada e são também divisíveis, em que o uso efetivo ou potencial pode ser aferido</p><p>individualmente. Estes serviços serão remunerados por Taxas de serviços (que diferem das taxas de</p><p>polícia) ou por tarifas (também chamadas de preços), já que este tipo de serviço público pode ser objeto</p><p>de delegação.</p><p>- Taxa: Taxa é o tributo cobrado de alguém que se utiliza, ou possui à sua disposição, serviço público</p><p>especial e divisível, de caráter administrativo ou jurisdicional. Serviço divisível é aquele que pode ser</p><p>mensurado, medido, ter sua quantidade aferida por algum instrumento, ser prestado de forma</p><p>individualizada ao usuário. Está capitulado no art. 79, III do CTN. Entendem-se divisíveis, os serviços</p><p>quando suscetíveis de utilização, separadamente, por parte de cada um dos usuários.</p><p>- Tarifa: Também conhecida como preço público, é o valor cobrado pela prestação de serviços públicos</p><p>por empresas públicas, sociedades de economia mista, empresas concessionárias e permissionárias de</p><p>serviços públicos (art. 2° e 3° do Código de Defesa do Consumidor). Aqui, o Estado também presta serviço</p><p>público, mas por meio dos órgãos da administração indireta, ao contrário do tributo taxa, cobrado pelos</p><p>órgãos da Administração Direta, que podem, inclusive, celebrar contratos administrativos para a</p><p>prestação de serviços taxados. Tarifa é um instituto típico de direito privado, existente em uma relação de</p><p>consumo, em que há a autonomia da vontade, a liberdade de contratar e de discutir cláusulas e condições</p><p>de contrato, ou seja, do pacta sunt servanda.</p><p>- Imposto: quando se trata de serviços públicos uti universi, não há que se falar em remuneração, mas</p><p>em prestação custeada pelas receitas oriundas de impostos. Ex: serviço de limpeza e conservação de</p><p>logradouros públicos.</p><p>Usuário do serviço público: o usuário do serviço público não é necessariamente o destinatário final.</p><p>Podem ser usuários tanto o indivíduo que recebe energia ou serviço de telecomunicações em sua</p><p>residência, como uma pessoa jurídica que utiliza a energia elétrica ou a telecomunicação como insumo</p><p>em sua atividade comercial.</p><p>Direitos e Obrigações dos usuários</p><p>Os usuários dos serviços públicos têm direito ao recebimento do serviço e indenização no caso de ser</p><p>mal prestado ou interrompida a prestação, provocando prejuízos ao particular.</p><p>1353836 E-book gerado especialmente para HIRAN COSTA BUSTAMANTE MENDES</p><p>. 16</p><p>Os usuários dos serviços públicos devem obedecer aos requisitos de ordem administrativa,</p><p>apresentando dados que a administração requisitar, tais como os de ordem técnica que são condições</p><p>necessárias para Administração prestar o serviço e os de ordem pecuniária, no que diz respeito à</p><p>remuneração do serviço. Vamos fazer a leitura do artigo 7º da Lei 8.987/95. Essa lei dispõe sobre o regime</p><p>de concessão e permissão da prestação de serviços públicos previsto no art. 175 da Constituição Federal:</p><p>Dentro deste contexto, observados os aspectos comuns a todas elas, passaremos agora a estabelecer</p><p>uma definição de cada uma procurando ressaltar seus aspectos característicos, permitindo a visualização</p><p>das diferenças entre elas.</p><p>Art. 7º. Sem prejuízo do disposto na Lei no 8.078, de 11 de setembro de 1990, são direitos e obrigações</p><p>dos usuários:</p><p>I - receber serviço adequado;</p><p>II - receber do poder concedente e da concessionária informações para a defesa de interesses</p><p>individuais ou coletivos;</p><p>III - obter e utilizar o serviço, com liberdade de escolha entre vários prestadores de serviços, quando</p><p>for o caso, observadas as normas do poder concedente.</p><p>IV - levar ao conhecimento do poder público e da concessionária as irregularidades de que tenham</p><p>conhecimento, referentes ao serviço prestado;</p><p>V - comunicar às autoridades competentes os atos ilícitos praticados pela concessionária na prestação</p><p>do serviço;</p><p>VI - contribuir para a permanência das boas condições dos bens públicos através dos quais lhes são</p><p>prestados os serviços.</p><p>Competência:</p><p>São de competência exclusiva do Estado, não podendo delegar a prestação à iniciativa privada: os</p><p>serviços postais e correio aéreo nacional.</p><p>Art. 21, CF Compete à União:</p><p>( )</p><p>X - manter o serviço postal e o correio aéreo nacional</p><p>Além desses casos, veja estes incisos ainda trazidos no mesmo artigo constitucional:</p><p>Art. 21, CF Compete à União:</p><p>( )</p><p>XII - explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão:</p><p>a) os serviços de radiodifusão sonora, e de sons e imagens; (Redação dada pela Emenda</p><p>Constitucional nº 8, de 15/08/95:)</p><p>b) os serviços e instalações de energia elétrica e o aproveitamento energético dos cursos de água, em</p><p>articulação com os Estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos;</p><p>c) a navegação aérea, aeroespacial e a infraestrutura aeroportuária;</p><p>d) os serviços de transporte ferroviário e aquaviário entre portos brasileiros e fronteiras nacionais, ou</p><p>que transponham os limites de Estado ou Território;</p><p>e) os serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros;</p><p>f) os portos marítimos, fluviais e lacustres;</p><p>Titularidade não-exclusiva do Estado: os particulares podem prestar, independentemente de</p><p>concessão, são os serviços sociais. Ex: serviços de saúde, educação, assistência social.</p><p>O artigo 30 da Constituição Federal, traz os serviços de competência dos municípios, destacando-se</p><p>o disposto no inciso V</p><p>Art. 30. Compete aos Municípios:</p><p>I - legislar sobre assuntos de interesse local;</p><p>II - suplementar a legislação federal e a estadual no que couber;</p><p>III - instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem como aplicar suas rendas, sem prejuízo</p><p>da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em lei;</p><p>IV - criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação estadual;</p><p>1353836 E-book gerado especialmente para HIRAN COSTA BUSTAMANTE MENDES</p><p>. 17</p><p>V - organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos</p><p>de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial;</p><p>VI - manter, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, programas de educação</p><p>infantil e de ensino fundamental; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006)</p><p>VII - prestar, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, serviços de atendimento à</p><p>saúde da população;</p><p>VIII - promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle</p><p>do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano;</p><p>IX - promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observada a legislação e a ação</p><p>fiscalizadora federal e estadual.</p><p>FORMAS DE PRESTAÇÃO DO SERVIÇO PÚBLICO</p><p>1. Prestação Direta: É a prestação do serviço pela Administração Pública Direta, que pode se realizar</p><p>de duas maneiras:</p><p>a) pessoalmente pelo Estado: quando for realizada por órgãos públicos da administração direta.</p><p>b) com auxílio de particulares: quando for realizada licitação, celebrando contrato de prestação de</p><p>serviços. Apesar de feita por particulares, age sempre em nome do Estado, motivo pelo qual a reparação</p><p>de eventual dano é de responsabilidade do Estado.</p><p>2. Prestação Indireta por outorga: nesse caso a prestação de serviços públicos pode ser realizada</p><p>por pessoa jurídica especializada criada pelo Estado, se houver lei específica. Este tipo de prestação é</p><p>feita pela Administração Pública Indireta, ou seja, pelas autarquias, fundações públicas, associações</p><p>públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista. A responsabilidade pela reparação de</p><p>danos decorrentes da prestação de serviços, neste caso, é objetiva e do próprio prestador do serviço,</p><p>mas o Estado (Administração Direta) tem responsabilidade subsidiária, caso a Administração Indireta não</p><p>consiga suprir a reparação do dano. Outrossim, a remuneração paga pelo usuário tem natureza de taxa.</p><p>3. Prestação Indireta por delegação: é realizada por concessionários e permissionários, após regular</p><p>licitação. Se a delegação tiver previsão em lei específica, é chamada de concessão de serviço público e</p><p>se depender de autorização legislativa, é chamada de permissão de serviço público.</p><p>A prestação indireta por delegação só pode ocorrer nos chamados serviços públicos uti singuli e a</p><p>responsabilidade por danos causados é objetiva e direta das concessionárias e permissionárias, podendo</p><p>o Estado responder apenas subsidiariamente.</p><p>Outrossim, a natureza da remuneração para pelo usuário é de tarifa ou preço público.</p><p>Vale lembrar, que o poder de FISCALIZAÇÃO da prestação de serviços públicos é sempre do Poder</p><p>Concedente.</p><p>DELEGAÇÃO DA EXPLORAÇÃO A PARTICULARES; PERMISSÃO E CONCESSÃO DE SERVIÇO</p><p>PÚBLICO</p><p>Formas de Delegação do Serviço Público</p><p>As concessões de serviços públicos e de obras públicas e as permissões de serviços públicos reger-</p><p>se-ão pelos termos do art. 175 da Constituição Federal, pela lei 8.987/95, pelas normas legais pertinentes</p><p>e pelas cláusulas dos indispensáveis contratos. Vamos conferir a redação do artigo 175 da Constituição</p><p>Federal:</p><p>Art. 175. Incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concessão ou</p><p>permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviços públicos.</p><p>Parágrafo</p>