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<p>Cutânea: 1,5 milhão novos casos</p><p>por ano</p><p>Visceral: 500 mil novos casos</p><p>por ano</p><p>79 países afetados nos 4</p><p>continentes</p><p>Ordem: Kinetoplatida</p><p>Família: trypanosomatidae</p><p>Gênero: Leishmania</p><p>Protozoário flagelado</p><p>Dois hospedeiros obrigatórios →</p><p>hetexênico</p><p>Vetor: lúmen do trato digestivo</p><p>Hospedeiro vertebrado: células</p><p>do sistema mononuclear</p><p>fagocitário, macrófagos</p><p>Vetor: inseto díptero da família</p><p>phlebotomidae</p><p>Mosquito palha</p><p>Somente fêmeas são</p><p>hematófagas – transmitido pela</p><p>fêmea do mosquito flebótomo.</p><p>Agente etiológico: gênero</p><p>leishmania (+30 espécies)</p><p>No Brasil: Leishmania</p><p>Leishmania chagasi, Leishmania</p><p>amazolensis e Leishmania</p><p>brasiliensis</p><p>Polimórfico:</p><p>• Promastigota → inseto</p><p>• Paramastigota → inseto</p><p>• Promastigota metacíclico</p><p>(na saliva) → hospedeiro</p><p>mamífero</p><p>• Amastigota → hospedeiro</p><p>mamífero</p><p>Reprodução por divisão binária</p><p>Ciclo de vida:</p><p>Sistema do mosquito: hemolinfa</p><p>***VACÚOLO PARASITÁRIO</p><p>Promastigotas se desenvolvem</p><p>para que paramastigotas que</p><p>aderem em pontos divergentes</p><p>do trato digestório</p><p>Ciclo de vida geral:</p><p>No homem: forma amastigota</p><p>• Parasito intracelular</p><p>• Vive dentro do</p><p>fagolisossomo do</p><p>macrófago</p><p>• Célula pequena,</p><p>arredondada/elipsóide,</p><p>sem flagelo</p><p>• Reprodução por fissão</p><p>binária dentro do</p><p>macrófago</p><p>• Rompimento da</p><p>membrana do</p><p>macrófago e liberação</p><p>do parasito</p><p>• Nova fagocitose</p><p>No inseto: forma promastigota</p><p>• Na picada, o inseto ingere</p><p>as formas amastigotas</p><p>presentes no sangue ou</p><p>na linfa</p><p>• No intestino do inseto, os</p><p>amastigotas se</p><p>diferenciam em</p><p>promastigotas</p><p>• Citoplasma alongado,</p><p>flagelo alongado,</p><p>expansão da mitocôndria</p><p>• Intensa atividade</p><p>multiplicadora</p><p>• Atingem o estômago do</p><p>inseto</p><p>• Picada → promastigotas</p><p>metacíclicos e saliva</p><p>(papel na infecção)</p><p>• Na pele, os promastigotas</p><p>são fagocitados por</p><p>macrófagos</p><p>• Os que se diferenciam em</p><p>amastigotas tem mais</p><p>chances de sobreviver</p><p>Tipos de Leishmaniose na clínica</p><p>• Cutânea: produz lesões</p><p>cutâneas, ulcerosas ou</p><p>não, porém limitadas</p><p>• Muco-cutânea: produz</p><p>lesões destrutivas na</p><p>mucosa do nariz, boca e</p><p>faringe</p><p>• Cutânea difusa: produz</p><p>lesões cutâneas</p><p>disseminadas</p><p>• Visceral/calazar:</p><p>parasitos apresentam</p><p>acentuado tropismo pelo</p><p>baço, fígado, medula</p><p>óssea e tecidos linfóides</p><p>Leishmaniose cutânea</p><p>Leishmania braziliensis</p><p>• Pode infectar o homem,</p><p>cachorro, cavalo, roedores</p><p>• De uma a quatro semanas</p><p>após a picada, pode- se</p><p>ver a lesão</p><p>• Pode haver regressão</p><p>espontânea ou progressão</p><p>discreta da lesão, sem</p><p>ulceração</p><p>• Frequentemente a</p><p>inflamação cutânea leva a</p><p>necrose e ulceração</p><p>• Úlceras profundas,</p><p>indolores, com bordas</p><p>salientes e endurecidas,</p><p>com os limites internos</p><p>talhados</p><p>• Localização das feridas</p><p>em partes descobertas do</p><p>corpo, maior parte dos</p><p>pacientes tem apenas</p><p>uma lesão, mas pode</p><p>haver mais</p><p>Leishmaniose muco-cutânea</p><p>• Ulceração na porção</p><p>cartilaginosa do septo</p><p>nasal</p><p>• Lesões costumam</p><p>progredir em extensão e</p><p>profundidade</p><p>• Destruição das</p><p>cartilagens, ossos do nariz</p><p>e região palatina</p><p>• Possível progressão a</p><p>faringe e a laringe</p><p>• Infecção na derme</p><p>(úlceras), invasão de</p><p>mucosa e destruição da</p><p>cartilagem</p><p>• Comprometimento das</p><p>mucosas ocorre em 15 a</p><p>20% dos casos</p><p>• Sintomas iniciais: coriza</p><p>crônica, seguida de dor</p><p>• Segregação social,</p><p>aspectos psicológicos</p><p>• Lesões orofaríngeas</p><p>comprometem a fala e</p><p>alimentação</p><p>Leishmania difusa</p><p>• Infecção confinada na</p><p>derme, formando nódulos</p><p>ou não ulcerados.</p><p>Disseminação no corpo</p><p>todo</p><p>• Associado a deficiência</p><p>imunológica do paciente</p><p>• Crescimento lento, que</p><p>pode durar anos</p><p>Diagnóstico visual + laboratorial</p><p>• Deve-se distinguir as</p><p>lesões</p><p>• Biopsia da lesão e</p><p>visualização ao</p><p>microscópio ou cultura do</p><p>parasito. Mais fácil em</p><p>lesões recentes</p><p>Diagnóstico imunológico</p><p>• Reação de Montenegro</p><p>(injeção de promastigotas</p><p>mortos no antebraço)</p><p>• Se houver pápula</p><p>entematosa em 48 horas,</p><p>teste é positivo</p><p>• Bom método para casos</p><p>crônicos</p><p>• Positivo por toda a vida de</p><p>um paciente já infectado</p><p>(limite de valor em áreas</p><p>endêmicas)</p><p>Tratamento</p><p>• Antimoniais</p><p>pentavalentes (sb5+)</p><p>• Glucantime</p><p>• Pentostan</p><p>Leishmaniose Visceral</p><p>• Capacidade de parasitar</p><p>órgãos profundos</p><p>• Infecta macrófagos do</p><p>fígado, baço, linfonodos,</p><p>medula óssea, pele...</p><p>• Macrófagos transportam</p><p>o parasita pelo sangue</p><p>para todas as partes do</p><p>corpo</p><p>• Enfermidade crônica</p><p>• Caracterizada por: febre</p><p>irregular de longa</p><p>duração,</p><p>hepatoesplenomegalia,</p><p>linfoadenopatia, anemia</p><p>com leucopenia,</p><p>emagrecimento,</p><p>caquexia,</p><p>imunodeficiência e morte</p><p>se não for tratado dentro</p><p>de dois anos</p><p>Diagnóstico</p><p>• Hepatoesplenomegalia</p><p>• Febre irregular</p><p>• Anemia</p><p>Métodos</p><p>• Punção das vísceras</p><p>(baço, medula, linfonodo)</p><p>• Microscópio e cultura</p><p>• Pesquisa no sangue</p><p>Tratamento</p><p>• Antimonias pentavalentes</p><p>• Anfoteticina B</p><p>• Pacientes não tratados:</p><p>75 a 95% de óbito</p><p>Profilaxia- Combate ao</p><p>Luztomyia</p><p>• Telas de proteção</p><p>• Inseticidas</p><p>• Casas distantes de</p><p>florestas</p><p>• Procura por vacina efetiva</p><p>Tratamento dos casos humanos</p><p>• Controle dos cães</p><p>infectados</p><p>RESUMO...</p><p>Epidemiologia da leishmaniose</p><p>O agente etiológico é</p><p>a Leishmania chagasi (sinônimo</p><p>de L. infantum). De forma</p><p>simplificada, o ciclo da vida da</p><p>Leishmania é resumido pela</p><p>picada de um flebotomíneo</p><p>infectado a um ser humano ou</p><p>outro reservatório (mais</p><p>comumente o cão), infectando-</p><p>o com promastigotas de</p><p>Leishmania que apresentam a</p><p>capacidade de invadir</p><p>macrófagos e sobreviver dentro</p><p>deles (Figura 1).</p><p>Nos macrófagos, a</p><p>promastigota passa para a</p><p>forma amastigota, se</p><p>replicando e posteriormente</p><p>infectando outros macrófagos.</p><p>Quando o flebotomíneo pica um</p><p>reservatório infectado pela</p><p>Leishmania, ingere macrófagos</p><p>infectados por amastigotas, que</p><p>são então liberadas no intestino</p><p>do flebotomíneo.</p><p>As amastigotas passam então</p><p>novamente à forma de</p><p>promastigotas, e assim o ciclo</p><p>da vida da Leishmania se</p><p>reinicia.</p>