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<p>SUMÁRIO</p><p>PRÁTICAS</p><p>PEDAGÓGICAS DO</p><p>SUPERVISOR</p><p>ESCOLAR</p><p>PROFESSOR (A): COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA</p><p>INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO</p><p>NEUROCIÊNCIAS E APRENDIZAGEM</p><p>1</p><p>SUMÁRIO</p><p>Elementos conceituais ...................................................................................... 01</p><p>1.2. Habilidades do supervisor .......................................................................... 04</p><p>1.3. O processo da supervisão ......................................................................... 08</p><p>1.3.1. Planejar ................................................................................................... 08</p><p>1.3.2. Organizar ................................................................................................ 09</p><p>1.3.3. Orientar ................................................................................................... 10</p><p>1.3.4. Controlar ................................................................................................. 11</p><p>1.3.5. Avaliar ..................................................................................................... 12</p><p>1.4. O atendimento aos professores ................................................................. 13</p><p>2. FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO .............................................................. 17</p><p>2.1. Sociológicos ............................................................................................... 17</p><p>2.2. Psicológicos ............................................................................................... 18</p><p>2.3. Filosóficos .................................................................................................. 19</p><p>2.4. Biológicos .................................................................................................. 19</p><p>3. PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO ......................................................... 22</p><p>4. O TRABALHO COM PROJETOS ................................................................ 26</p><p>5. CURRICULO E AVALIAÇÃO ....................................................................... 30</p><p>6. REFERÊNCIAS CONSULTADAS E UTILIZADAS ...................................... 35</p><p>INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO</p><p>PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DO SUPERVISOR ESCOLAR</p><p>1</p><p>1 AÇÃO SUPERVISORA</p><p>Quando pensamos a escola como espaço e tempo de aprendizagem quase</p><p>que automaticamente pensamos em formação humana e, por conseguinte,</p><p>pensamos no supervisor educacional, definido por Foulquié (1971 apud Rangel,</p><p>1997) como aquele que vela sobre alguma coisa ou alguém a fim de assegurar a</p><p>regularidade do seu funcionamento ou do seu comportamento.</p><p>Pois bem, nosso foco nesta apostila volta-se para a atuação do supervisor</p><p>educacional, supervisor escolar ou ainda (como em algumas regiões do país,</p><p>especialmente São Paulo) coordenador pedagógico, que compõem a gestão</p><p>integradora no ambiente escolar.</p><p>Rangel (1997) ao expor o supervisor como um especialista em educação,</p><p>principalmente na América Latina, pondera que é preciso refletir sobre questões um</p><p>tanto complexas que vão da observação dos elementos conceituais que perpassam</p><p>a profissão, passando pela questão do currículo como objeto de trabalho da</p><p>supervisão até a tomada de consciência da necessidade de superar dependências</p><p>políticas e se emancipar para ter condições de oferecer qualidade enquanto</p><p>educador. Seguindo sua linha de pensamento, vamos também ponderar sobre os</p><p>elementos que definem a ação supervisora, os fundamentos da educação e os</p><p>vários conhecimentos e habilidades que devem ser desenvolvidos pelo especialista</p><p>em questão.</p><p>1.1 Elementos Conceituais</p><p>O conceito de supervisão incorpora elementos da função e do trabalho do</p><p>supervisor além de educador, o que nos faz vê-lo como um profissional</p><p>comprometido com as implicações sociopolíticas da educação.</p><p>Entendendo supervisão como “visão sobre”, observamos a importância de</p><p>sua percepção ampla, de cima, dos aspectos e dos componentes das atividades que</p><p>supervisiona. E em se tratando das atividades escolares sua visão alcança os</p><p>fatores inerentes às relações entre alunos, professores, conteúdos, métodos e</p><p>contexto de ensino, ou seja, realmente é uma função ampla.</p><p>INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO</p><p>PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DO SUPERVISOR ESCOLAR</p><p>2</p><p>É na escola que ocorrem as relações, não só dos atores mais diretamente</p><p>ligados à ação educativa (alunos e professores), mas também as relações</p><p>especificamente ligadas ao ensino e à administração, ao técnico e ao político, à sala</p><p>de aula, ao sistema educacional, ao Estado e à sociedade. É na escola que todas</p><p>essas questões ganham concretude; onde o micro e macro se integram, interagem,</p><p>dando cor e forma a valores, ideais, interesses e necessidades de diferentes grupos.</p><p>É também na escola que as pressões vindas das diferentes categorias de</p><p>profissionais ligados à educação, na luta por melhores condições de trabalho, bem</p><p>como de famílias, entidades e grupos sociais que defendem os interesses dos</p><p>alunos, fazem-se sentir com mais vigor e energia (FERNANDES, 1997).</p><p>Segundo Rangel (2008) nos anos 1960 e 1970, concebia-se a supervisão</p><p>como especialidade pedagógica à qual se incumbia garantir a efetividade –</p><p>eficiência dos meios e eficácia dos resultados – do trabalho didático-pedagógico da</p><p>e na escola. Assim, sonhava-se com uma supervisão que acompanha, controla,</p><p>avalia e direciona as atividades na escola, evitando desvios na direção do seu</p><p>sucesso e desse pensamento as habilidades do supervisor acabavam se definindo e</p><p>realçando como aquele sujeito capaz de pensar e agir, com inteligência, equilíbrio,</p><p>autoridade, dominando conhecimentos técnicos e de relações humanas.</p><p>É uma valorização do “super” que deve ser ponderado, principalmente porque</p><p>essa visão tecnicista onde o especialista usa a técnica sem contexto, acaba</p><p>enfraquecendo a escola no seu interior e na relação com seu entorno e com sua</p><p>conjuntura, desviando seus objetivos para interesses políticos econômicos.</p><p>Voltando ao nosso foco inicial – algumas conceituações pertinentes à</p><p>supervisão educacional e ainda tomando os pensamentos de Mary Rangel, ela</p><p>observa que supervisão escolar supõe a supervisão da escola nos serviços</p><p>administrativos, de fundamentação geral, como também os pedagógicos. Nesse</p><p>sentido, observam-se ações semelhantes às de direção (gestoras), ficando,</p><p>portanto, pouco identificada a especificidade da função com referência ao ensino</p><p>(RANGEL, 2008, p. 76).</p><p>Orientação pedagógica designa, parcialmente, uma das atividades</p><p>supervisoras. A orientação que se faz pelo estudo (do supervisor, dos docentes, dos</p><p>setores especializados) propicia a reflexão teórica sobre a prática e as trocas de</p><p>INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO</p><p>PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DO SUPERVISOR ESCOLAR</p><p>3</p><p>experiências, a observação e análise de problemas e soluções comuns,</p><p>acompanhamento, leitura e debate de estudos e pesquisas sobre a prática</p><p>pedagógica: a orientação e procedimento natural, consequência ao “olhar sobre”,</p><p>com atenção a perceber e estimular o aproveitamento dos elos articuladores das</p><p>atividades pedagógicas.</p><p>Coordenação é, também, designativo que se atribui a uma das condutas</p><p>supervisoras. “Co-ordenar” é organizar em comum, é prever e prover momentos de</p><p>integração do trabalho entre as diversas disciplinas, numa mesma série, e na</p><p>mesma disciplina, em todas as séries, aplicando-se a diferentes atividades, a</p><p>exemplo da avaliação e elaboração de programas, de planos de curso, da seleção</p><p>de livros didáticos, da identificação de problemas que se manifestam no cotidiano do</p><p>trabalho, solicitando estudo e definição de critérios que fundamentem soluções.</p><p>Coordenação de turno refere-se à organização em comum das atividades de</p><p>cada turno escolar, englobando, portanto, não só as de caráter pedagógico, como as</p><p>de</p><p>quem? Encontros pela justiça na educação.</p><p>Brasília: MEC/Ministério da Justiça, 2000.</p><p>SILVA, Marcelo Soares Pereira da. O planejamento em educação. In:</p><p>Planejamento e prática de gestão escolar (2008). Disponível em:</p><p><http://escoladegestores.mec.gov.br/site/5-</p><p>sala_planejamento_praticas_gestao_escolar/pdf/u1_4.pdf> Acesso em: 10 mai.</p><p>2010.</p><p>http://www.pedagogia.com.br/artigos/pedagogiaeducacional</p><p>INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO</p><p>NEUROCIÊNCIAS E APRENDIZAGEM</p><p>38</p><p>SILVA JR, Celestino alves da; RANGEL, Mary (orgs). Nove olhares sobre a</p><p>supervisão. 5 ed. Campinas (SP): Papirus, 1997. Coleção Magistério –</p><p>Formação e trabalho pedagógico.</p><p>SILVA JUNIOR, Celestimo Alves da e RANGEL, Mary (org.). Nove olhares</p><p>sobre a supervisão. São Paulo: Papirus, 1997.</p><p>SMEC- SALVADOR. REGIMENTO ESCOLAR: Subsídios Orientadores.</p><p>Disponível em: <http://www.smec.salvador.ba.gov.br/site/documentos/espaco-</p><p>virtual/espaco-jornada-pedagogica/gestao-escolar/regimento-escolar.pdf></p><p>Acesso em: 10 mai. 2010.</p><p>SOUZA, José Vieira. Gestão Democrática da escola. Guia de Estudo –</p><p>Veredas. Formação superior de professores. Viçosa: UFV, 2002.</p><p>SOUZA, S. A. Gestão escolar compartilhada: Democracia ou</p><p>descompromisso? SP: Xamã, 2001.</p><p>STONER, James A. F.; FREEMAN, R. Edward. Administração. 5 ed. Rio de</p><p>Janeiro: Prentice Hall do Brasil, 1999.</p><p>STONER, R. Teoria Geral da Administração. São Paulo: Makron Books,</p><p>1999.</p><p>THIOLLENT, M. Metodologia da Pesquisa – ação. 3 ed. São Paulo: Cortez,</p><p>1986. (coleção temas básicos de pesquisa – ação).</p><p>VASCONCELLOS, C. S. Planejamento: Plano de Ensino-Aprendizagem e</p><p>Projeto Educativo. São Paulo: Libertat, 1995.</p><p>VEIGA, Ilma Passos Alencastro. (Org.) Projeto político-pedagógico da</p><p>escola: uma construção possível. 23 ed. Campinas: Papirus, 2001.</p><p>VEIGA, Ilma Passos Alencastro. Escola: espaço do projeto político-</p><p>pedagógico. 4 ed. Campinas: Papirus, 1998.</p><p>VEIGA, Ilma Passos Alencastro (org.). Quem sabe faz a hora de construir o</p><p>projeto político-pedagógico. Campinas (SP): Papirus, 2007. Coleção</p><p>Magistério – Formação e trabalho pedagógico.</p><p>INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO</p><p>NEUROCIÊNCIAS E APRENDIZAGEM</p><p>39</p><p>VEIGA, Ilma Passos Alencastro. As instâncias colegiadas da escola. In: VEIGA,</p><p>I. P. A.; RESENDE, L. M. G. Escola: espaço do projeto político pedagógico. 5</p><p>ed. Campinas: Papirus, 2001.</p><p>VEIGA, Ilma Passos Alencastro. Perspectiva para reflexão em torno do projeto</p><p>políticopedagógico, In: Escola: espaço do projeto político-pedagógico.</p><p>Campinas, SP: Ed. Papirus, 1998.</p><p>VEIGA, Ilma Passos Alencastro; FONSECA, Marília (orgs.). As dimensões do</p><p>projeto político pedagógico: novos desafios para a escola. Campinas (SP):</p><p>Papirus, 2001. Coleção Magistério – Formação e trabalho pedagógico.</p><p>WAHRLICH Beatriz M. Uma análise das teorias de organização. Rio de</p><p>Janeiro: FGV, 1986.</p><p>caráter administrativo. Logo, a “coordenação de turno” é designativo que</p><p>extrapola a especificidade da supervisão pedagógica, que tem no ensino-</p><p>aprendizagem o seu objeto.</p><p>Coordenação de área ou disciplina é função que se realiza em várias escolas,</p><p>no interesse das articulações possíveis, do aproveitamento dos elos integradores de</p><p>conteúdos e métodos de ensino no âmbito de determinada disciplina ou área de</p><p>estudo. Pelo seu alcance, essa função pode ser coexistente, mas não substitutiva da</p><p>supervisão pedagógica.</p><p>Supervisão pedagógica refere-se à abrangência da função, cujo “olhar sobre”</p><p>o pedagógico oferece condições de coordenação e orientação.</p><p>A coordenação implica criar e estimular oportunidade de organização comum</p><p>e de integração do trabalho em todas as suas etapas. A orientação implica criar e</p><p>estimular oportunidades de estudos coletivos, para análise da prática em suas</p><p>questões e em seus fundamentos teóricos, em seus problemas e possíveis</p><p>soluções, que se “trocam” e se aproximam nos relatos de experiências.</p><p>O qualificativo pedagógico tem, como significante, o estudo da prática</p><p>educativa, o que reforça o estudo como núcleo da orientação supervisora.</p><p>INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO</p><p>PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DO SUPERVISOR ESCOLAR</p><p>4</p><p>Quando se incorpora à supervisão pedagógica a integração do trabalho em</p><p>todas as suas etapas, assim como a transformação da prática em práxis, por meio</p><p>do estudo fundamentado, é importante, então, clarificar o objeto da ação supervisora</p><p>(RANGEL, 2008).</p><p>1.2 Habilidades do supervisor</p><p>Antes de tudo o supervisor deve ser uma pessoa educada, objetiva e</p><p>agradável, uma vez que lida com as mais diversas pessoas (alunos, professores,</p><p>direção, família e comunidade). Segundo, uma pessoa aberta ao mundo, que</p><p>busque expandir-se culturalmente e que incorpore conhecimentos e experiências</p><p>variadas as quais só irão acrescentar em sua bagagem.</p><p>Essa expansão cultural permite-lhe valorizar os grupos informais, leva-o a</p><p>participar, cooperar, promover trocas com todos os atores do cenário educacional,</p><p>ao mesmo tempo em que favorece sua liderança afrouxando as tensões normais de</p><p>uma organização formal, evitando ou resolvendo conflitos mais sérios de uma</p><p>maneira mais suave.</p><p>É de bom tom que o supervisor desenvolva algumas habilidades que podem</p><p>ser divididas em humanas, conceituais e técnicas. A saber:</p><p>Humanas Conceituais Técnicas</p><p> Ser simpático</p><p> Saber entrevistar</p><p> Ser um observador</p><p> Saber conduzir</p><p>discussões</p><p> Refletir sobre</p><p>sentimentos dos demais</p><p>membros da escola</p><p> Participar de discussões</p><p> Saber desempenhar</p><p>vários papéis</p><p> Visualisar</p><p> Analisar</p><p> Diagnosticar</p><p> Sintetizar</p><p> Criticar</p><p> Perguntar</p><p> Computar</p><p> Fala</p><p> Escrever</p><p> Ouvir</p><p> Grifar</p><p> Anotar</p><p> Esquematizar</p><p> Desempenhar</p><p>papéis</p><p> Computar</p><p> Presidir uma</p><p>reunião.</p><p>O caminho da ação supervisora nesse início de século XXI nos leva a</p><p>praticamente abandonar o conceito tradicional de supervisor focando o gestor</p><p>INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO</p><p>PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DO SUPERVISOR ESCOLAR</p><p>5</p><p>pedagógico. Willes e Bondi (2000 apud Rodrigues, 2008) levantam oito</p><p>competências importantes para o gestor pedagógico, as quais são:</p><p>1. Gestores como formadores de pessoas: nessa competência os autores</p><p>levantam o fato das escolas trabalharem em prol da formação de crianças e</p><p>jovens, cada qual com sua individualidade e com valores sociais próprios,</p><p>adquiridos junto às famílias. Portanto, ao conduzir o processo pedagógico, o</p><p>gestor não pode perder de vista essa particularidade do grupo de discentes e,</p><p>então, conduzir as interferências necessárias à formação de cidadãos</p><p>socialmente responsáveis. Nessa perspectiva, é importante ressaltarmos</p><p>também a articulação que o gestor pedagógico deve fazer junto às famílias,</p><p>pois a formação de um cidadão está intrinsecamente relacionada com as</p><p>interferências familiares.</p><p>2. Gestores como formadores de currículos: essa competência analisa a</p><p>capacidade que o gestor precisa ter para atuar junto aos professores no</p><p>desenvolvimento do currículo real. Ele é o profissional que está mais próximo</p><p>ao professor, sendo, portanto, quem possui condições de avaliar e refletir</p><p>sobre o currículo que o docente está levando para a sala de aula.</p><p>3. Seres especialistas de instrução: aqui, os autores analisam a competência</p><p>do gestor em instruir os professores. Geralmente os gestores foram bons</p><p>professores, portanto, possuem uma vasta experiência na condução de</p><p>processos de aprendizagem, podendo ser bons coordenadores do grupo de</p><p>docentes, na construção de conhecimentos. Como o gestor é também um</p><p>articulador e possui a visão da escola como um todo, ele é um facilitador da</p><p>troca de experiências entre os demais professores, contribuindo, assim, para</p><p>melhorar os processos de ensino-aprendizagem.</p><p>4. Gestores como trabalhadores de relações humanas: esses profissionais</p><p>comunicam com o corpo docente e com o corpo administrativo, articulam</p><p>ações entre os professores e estabelecem contato com toda a comunidade</p><p>educativa: professores, diretoria, alunos, pais.</p><p>5. Formador de professor é uma competência que contempla a dimensão da</p><p>formação contínua do professor e vislumbra o gestor, como um sujeito</p><p>responsável pela condução desse processo. A condução dos processos de</p><p>INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO</p><p>PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DO SUPERVISOR ESCOLAR</p><p>6</p><p>formação contínua é uma competência de grande importância no contexto</p><p>atual, pois hoje, sabemos que a formação não se completa com a conclusão</p><p>do curso de graduação, mas apenas inicia-se (CARLOS MARCELO, 2001</p><p>apud RODRIGUES, 2008). Portanto, é necessário que a escola tenha um</p><p>projeto de formação permanente dos docentes, sendo o gestor pedagógico o</p><p>responsável por esse projeto, pois, como é o profissional que está próximo</p><p>dos professores e dos alunos, é quem melhor consegue visualizar as</p><p>necessidades daquela comunidade educativa. Ainda, segundo Nóvoa (2002),</p><p>falar de formação contínua de professores é falar de criação de redes de auto</p><p>formação participada, levando os professores a assumirem a sua construção</p><p>profissional, como um processo interativo e dinâmico. Desse modo, cabe ao</p><p>gestor pedagógico ser um motivador e facilitador da efetivação desse projeto.</p><p>6. Supervisores como administradores: o supervisor deve ser capaz de</p><p>administrar assistentes e secretários, de gerenciar informações e estabelecer</p><p>a manutenção efetiva de registros; devem ser habilidosos no uso de influência</p><p>administrativa; trabalharem efetivamente com outros administradores; devem,</p><p>portanto, pensar como administradores.</p><p>7. Gerentes de mudança: o gestor pedagógico deve ser capaz de analisar</p><p>resultados e fazer ajustes no sistema, tendo uma percepção do todo e</p><p>conduzindo a interação deste todo, efetivando as mudanças necessárias.</p><p>8. Gestores como avaliadores: o gestor pedagógico assume um papel de</p><p>constante avaliador, avaliando o desempenho de professores, resultados de</p><p>programas, textos e materiais, resultados de avaliação. Além de avaliar, esse</p><p>profissional deve utilizar os dados obtidos para o aprimoramento do processo</p><p>educativo, trabalhando, assim, com o conceito de avaliação institucional.</p><p>É possível concluirmos que a pedagogia educacional é uma função</p><p>desenvolvida em momentos distintos, por processos que se sucedem e se</p><p>complementam. No desenvolvimento desses processos, o gestor pedagógico presta</p><p>ajuda técnica e humana ao professor e coordena os processos educativos e</p><p>administrativos. Essa participação do gestor pedagógico, em todos os momentos da</p><p>realização do processo educacional, oportuniza a unidade e a integração da ação</p><p>pedagógica.</p><p>INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO</p><p>PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DO SUPERVISOR ESCOLAR</p><p>7</p><p>Dessa forma, sendo o gestor pedagógico um especialista</p><p>qualificado, ao</p><p>acompanhar o desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem e o desempenho</p><p>dos professores, ele deverá ser responsável em capacitar o corpo docente e ser um</p><p>elemento de integração de todos os segmentos da escola. É o profissional</p><p>responsável pelo desenvolvimento das atividades educacionais, tendo em vista a</p><p>unidade das ações pedagógicas, o melhor desempenho dos docentes e o</p><p>aprimoramento permanente do pessoal envolvido na situação ensino-aprendizagem</p><p>e na relação da escola com as famílias (RODRIGUES, 2008).</p><p>1.3 O processo da Supervisão</p><p>Como em todo processo de gestão, a supervisão também conta com os</p><p>processos de planejamento, organização, orientação, controle e a avaliação, como</p><p>veremos:</p><p>1.3.1 Planejar</p><p>Segundo Chiavenato (2000) a tarefa básica da Administração é a de fazer as</p><p>coisas por meio de pessoas de maneira eficiente e eficaz. Assim podemos entender</p><p>que planejar é a arte de elaborar o plano de um processo de mudança. Compreende</p><p>um conjunto de conhecimentos práticos e teóricos ordenados de modo a possibilitar</p><p>interagir com a realidade, programar as estratégias e ações necessárias, e tudo o</p><p>mais que seja delas decorrente, no sentido de tornar possível alcançar os objetivos e</p><p>metas desejados e nele preestabelecidos.</p><p>O processo do planejamento em qualquer área comporta quatro grandes</p><p>etapas:</p><p>1. Reflexão e decisão em torno das ações a realizar.</p><p>2. Montagem do plano como relatório às decisões tomadas e respectivas</p><p>justificativas.</p><p>3. Acompanhante da ação para controlar a execução das ações definidas e</p><p>reunir dados para sua revisão.</p><p>INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO</p><p>PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DO SUPERVISOR ESCOLAR</p><p>8</p><p>4. Revisão e critica da ação realizada e seus resultados.</p><p>Focando a Supervisão escolar, podemos exemplificar com os tipos de</p><p>planejamento que retratam a estrutura da unidade Escolar: de Setores, de</p><p>Professores (plano de curso, de unidade, aula, recuperação de estudos),</p><p>Planejamento Curricular, Plano Pedagógico da Escola.</p><p>Quanto ao planejamento específico das atividades de Supervisão torna-se</p><p>necessária a programação de todas as ações a serem desenvolvidas estabelecendo</p><p>prioridades em função do processo dinâmico de funcionamento da Escola.</p><p>1.3.2 Organizar</p><p>Organizar é o segundo passo do processo de Administrar e consiste em</p><p>procurar a melhor forma para executar o que foi planejado. Para Stoner (1999)</p><p>organizar é o processo de arrumar e alocar o trabalho, a autoridade e os recursos</p><p>entre os membros de uma organização, de modo que eles possam alcançar</p><p>eficientemente os objetivos da mesma.</p><p>Segundo Chiavenato (2000, p. 202) organizar consiste em “determinar as</p><p>atividades específicas necessárias ao alcance dos objetivos planejados. Agrupar as</p><p>atividades em uma estrutura lógica (departamentalização). Designar as atividades às</p><p>específicas posições e pessoas (cargos e tarefas)”.</p><p>Por isso, o processo de organizar exige racionalização do trabalho</p><p>objetivando minimizar desperdícios e otimizar a produtividade para alcançar ótimos</p><p>resultados. Organizar significa buscar a melhor maneira para agir.</p><p>Focando o nosso especialista, na sala de supervisão pode ser afixado um</p><p>quadro geral de controle das atividades contendo um cronograma das atividades, o</p><p>calendário com as datas chaves assinaladas segundo convenções e um controle de</p><p>atividades programadas.</p><p>Em relação aos docentes, um arquivo e fichas para cada professor, contendo</p><p>dados de caracterização profissional. Pode também anotar observações sobre o</p><p>INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO</p><p>PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DO SUPERVISOR ESCOLAR</p><p>9</p><p>desempenho do professor nas suas atividades pontuando assiduidade e</p><p>pontualidade; cooperação; criatividade; iniciativa e auto aperfeiçoamento.</p><p>Um arquivo de documentos diversos, por exemplo: abrir pastas para</p><p>colecionar documentos de interesse do serviço de supervisão pedagógica, o</p><p>currículo e programas, os planos de curso, normas de serviço; projetos, atas de</p><p>reuniões da supervisão (com professores, direção e pais de alunos).</p><p>Um arquivo de desempenho das turmas se torna interessante, onde pode</p><p>registrar a vida escolar dos alunos. Um fichário contendo o desempenho de cada</p><p>turma do ponto de vista do treinamento escolar em gráficos é também muito válido</p><p>para acompanhar o desenvolvimento das turmas.</p><p>Uma pequena biblioteca com referências básicas sobre Pedagogia,</p><p>Psicologia, Didática, Sociologia, Dicionários, revistas de atualização educacional,</p><p>publicações oficiais, etc. acaba por chamar a atenção e o interesse dos professores.</p><p>Por fim, um horário das atividades do supervisor, especificando o tempo</p><p>disponível para atendimento ao público, aos professores e aos alunos organiza o</p><p>seu tempo e de todos que o procuram.</p><p>A organização da Supervisão Escolar deve estar alicerçada no Regimento</p><p>Escolar através da definição de atribuições e limites de autoridade, normas e</p><p>procedimentos para sua atuação, visando o aperfeiçoamento docente e do processo</p><p>ensino-aprendizagem, a organização da Escola.</p><p>Existem três princípios básicos ligados a organização e que a Supervisão</p><p>deve observar:</p><p>1. Situação de aprendizagem dos alunos que pode ser aperfeiçoada pela</p><p>organização adequada do pessoal administrativo, ligado ao Serviço de</p><p>Coordenação do processo educativo;</p><p>2. Organização da supervisão pedagógica baseada na aceitação geral de uma</p><p>filosofia de educação para o sistema escolar;</p><p>3. Organização escolar continuamente avaliada e revista a luz da avaliação.</p><p>INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO</p><p>PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DO SUPERVISOR ESCOLAR</p><p>10</p><p>1.3.3 Orientar</p><p>Enquanto um especialista podemos dizer que a orientação nada mais é do</p><p>que direcionar o trabalho dos professores, dar um norte ao educador, por exemplo,</p><p>no momento de redigir um projeto, um plano de aula. Muitas vezes o próprio</p><p>professor busca orientação junto ao supervisor, em outras situações, este precisa</p><p>estar atento, ter sensibilidade e perceber o momento que precisa intervir e oferecer</p><p>orientação.</p><p>1.3.4 Controlar</p><p>Liderar ou controlar é a função mais difícil de se definir, devido sua</p><p>complexidade e variedade de conceitos. Esse trabalho não pretende fazer uma</p><p>grande discussão sobre aos diferentes estilos de liderança e suas influências. Em</p><p>poucas palavras, liderar é usar das habilidades técnicas, conceituais e</p><p>principalmente humanas, para se construir junto às pessoas o resultado esperado.</p><p>Para Stoner (1999) liderar significa dirigir, influenciar e motivar os</p><p>empregados a realizar tarefas essenciais.</p><p>Esse controle se traduz no acompanhamento que poderá ser feito através de</p><p>assistência às aulas; atenção ao sistema de verificação da aprendizagem;</p><p>articulação com o Serviço de Orientação Educacional (SOE) para estabelecer</p><p>processos de recuperação de estudantes; ouvir os pais de alunos, tanto para</p><p>receber como para oferecer sugestões; manter outras formas de contato com a</p><p>comunidade; reunir-se com os professores para dar-lhes direção em processos</p><p>pedagógicos, fazendo demonstrações, palestras, conferências; analisar seus</p><p>problemas dando-lhes assistência.</p><p>Para Przybylski (1988) o processo de supervisão escolar exigirá por sua</p><p>posição chave na organização a responsabilidade com supervisores e</p><p>supervisionados, formando equipes e fazendo parte de equipes. A função não lhe</p><p>permitirá agir como indivíduo, mas como parte, como membro de uma organização.</p><p>“No seu trabalho ele deve ser um intérprete da política administrativa do</p><p>sistema ou da escola, pois via de regra, é através dele que os diretores (no caso de</p><p>INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO</p><p>PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DO SUPERVISOR ESCOLAR</p><p>11</p><p>supervisores de sistema) e/ou professores tomam conhecimentos gerais da política</p><p>de trabalho a ser seguida” (PRZYBYLSKI, 1988, p. 43).</p><p>Entretanto, a Supervisão representa,</p><p>também, uma função educativa em sua</p><p>ação. Como tal, seguindo a afirmação de Saviani (1981 apud Nogueira,1989, p. 29)</p><p>ela tem a característica técnico política de instrumentalizar o povo para</p><p>determinados fins de participação social. Dependendo da perspectiva de quem</p><p>educa, tal instrumentalização leva a uma participação que pode ou não estar de</p><p>acordo com os interesses do povo.</p><p>1.3.5 Avaliar</p><p>A avaliação é essencial à educação e ao processo de Supervisão Escolar. Ela</p><p>deve ser realizada para diagnóstico de necessidades, implantação e implementação</p><p>do planejamento e como ação final para retroalimentação.</p><p>Portanto, o conceito de avaliação abrange os participantes (corpo discente,</p><p>corpo docente, supervisão, orientação educacional, administração escolar, equipe</p><p>regional ou central de supervisão) os processos, instrumentos, objetivos,</p><p>metodologia, técnicas e recursos, inclusive o sistema de avaliação indicados no</p><p>planejamento.</p><p>A avaliação serve como um princípio de orientação para a seleção das</p><p>técnicas de supervisão, relaciona medidas dos objetivos de instrumentalização,</p><p>facilita a avaliação e o aperfeiçoamento dos instrumentos de medidas, aprecia o</p><p>“status” e as mudanças de comportamento do aluno, mede o valor dos instrumentos</p><p>e materiais utilizados, aprecia a competência do professor, apura o desempenho da</p><p>Supervisão Pedagógica, auxilia na seleção dos objetivos, serve como meio de</p><p>aperfeiçoamento do aluno/professor, expande o conceito de valor dos objetivos,</p><p>serve como meio de aperfeiçoar as relações escola/comunidade, facilita o processo</p><p>de planejamento.</p><p>INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO</p><p>PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DO SUPERVISOR ESCOLAR</p><p>12</p><p>1.4 O atendimento aos professores</p><p>Dentre as suas várias atribuições e contribuições no ambiente educacional,</p><p>Rangel (2008) discorre sobre várias linhas de atuação, visando efetividade e</p><p>qualidade no processo ensino aprendizagem.</p><p>A supervisão dos programas:</p><p>Os programas de cada disciplina são construções coletivas de professores. A</p><p>sequência – ou seja, o curso da ampliação e aprofundamento de conceitos, de</p><p>aplicações, de raciocínios – é também elemento de estudo e avaliação dos</p><p>professores.</p><p>Numa perspectiva de interdisciplinaridade, a construção coletiva dos</p><p>programas requer do supervisor o incentivo e o planejamento de oportunidades nas</p><p>quais se reúnam professores de diversas disciplinas de uma mesma série e de uma</p><p>mesma disciplina em diversas séries. Os valores da “vida cidadã” e outros temas</p><p>relevantes ao desenvolvimento sócio cognitivo serão referências para a integração</p><p>de conteúdos e para o seu tratamento interdisciplinar e contextualizado.</p><p>É esse o sentido da “supervisão” dos programas, aos quais se associa a</p><p>escolha de livros didáticos que serão adotados como apoio - mas não como limites -</p><p>ao estudo dos alunos.</p><p>Supervisão da escolha de livros didáticos:</p><p>Escolher livros é escolher recursos de apoio ao processo de ensino-</p><p>aprendizagem, é escolher conhecimento e valores (porque em todo conhecimento</p><p>existem valores e intenções) que substanciam esse processo. É este o conceito que</p><p>fundamenta a orientação supervisora das decisões coletivas dos professores sobre</p><p>os livros a serem adotados.</p><p>O trabalho do professor requer estudo, exatamente porque o conhecimento e</p><p>os valores que lhe são aderentes constituem substância do que, para quê e como</p><p>ensinar.</p><p>Se, por um lado, há valores universais que transcendem o tempo - a fé, a</p><p>fraternidade, a liberdade, a cooperação, o amor e outros que dignificam o ser</p><p>INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO</p><p>PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DO SUPERVISOR ESCOLAR</p><p>13</p><p>humano e a vida -, por outro o conhecimento, na nossa “sociedade tecnológica”,</p><p>avança, rapidamente, pelos caminhos da pesquisa. Nesse avanço, conceitos são</p><p>superados, questões perdem o sentido, fatos são revistos, enfim, configura-se um</p><p>desafio a quem trabalha com esses elementos de currículo: a “espinha dorsal” do</p><p>conteúdo escolar (RANGEL, 2008).</p><p>No desafio que a evolução e reconstrução do conhecimento nos põem, algo</p><p>novamente se destaca: a importância do estudo.</p><p>É preciso que os professores leiam sobre suas disciplinas, façam assinaturas</p><p>de revistas específicas, analisem, criticamente, os artigos e partilhem com os</p><p>colegas.</p><p>Ler não é apenas concordar ou repetir; sabe-se que pode haver bem mais</p><p>nas entrelinhas do que nas linhas dos textos. Contudo, não se pode, hoje, trabalhar</p><p>com conhecimento sem acompanhar a sua trajetória no curso das pesquisas e</p><p>possíveis renovações conceituais.</p><p>A leitura de artigos nos quais se discute o conhecimento da disciplina e seus</p><p>avanços, mas também dos livros propostos pelas editoras é condição prévia, é pré-</p><p>requisito ao professor, na sua competência profissional e, mais amplamente, na sua</p><p>função educativa e, portanto, valorativa.</p><p>Ler, acompanhar a evolução do conhecimento, selecionar livro, como tudo</p><p>que se faz numa comunidade escolar, são atos coletivos. Desse modo, é</p><p>coletivamente, com todos os colegas que trabalham com a mesma disciplina, em</p><p>todas as séries, que se decide sobre os livros a serem adotados.</p><p>Nas trocas entre os professores estabelece-se um fluxo de contribuições e</p><p>aproximações. Estamos num coletivo, e isto significa que o acerto ou desacerto de</p><p>cada um refletem no todo.</p><p>É importante que a escola trate o momento da decisão sobre a escolha de</p><p>livros com muito cuidado e atenção, de modo que isso se dê com a participação e</p><p>critério de grupo, observando-se o estado do conhecimento, qualidade de valores,</p><p>correção e atualidade de conceitos. A escola deve, portanto, planejar, organizar o</p><p>momento em que as editoras ou mesmo os órgãos oficiais do sistema lhe oferecem</p><p>INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO</p><p>PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DO SUPERVISOR ESCOLAR</p><p>14</p><p>livros, e os professores, em conjunto, os recebem para ler, trocar impressões,</p><p>estudar e decidir (RANGEL, 2008).</p><p>Reafirma-se que o livro não limita o conhecimento e o valor que serão objetos</p><p>de estudo de alunos e professores. O livro é um dos meios didáticos para o trabalho</p><p>por meio da leitura, da análise de conceitos e da realização de exercícios, que</p><p>propiciam conteúdos e desenvolvimento de habilidades de raciocínio e maturação de</p><p>atitudes e conceitos de vida. E esses princípios da orientação supervisora da</p><p>escolha de livro aplicam-se também à supervisão do planejamento.</p><p>Rangel (2008) ressalta claramente a importância de fazer assinaturas de</p><p>revistas específicas, analisar, criticamente, os artigos e partilhar com os colegas.</p><p>Supervisão do planejamento de ensino:</p><p>Assim como o livro didático, o planejamento de ensino não limita, mas prevê</p><p>as ações didáticas.</p><p>Supervisionar o planejamento de ensino é orientar conceitos e critérios,</p><p>procurando, mais uma vez, garantir oportunidades de sua construção coletiva.</p><p>O planejamento de ensino - seja de curso, de unidade ou de aula - inclui os</p><p>objetivos, o conteúdo, os procedimentos, a avaliação, a bibliografia.</p><p>Afasta-se, mais uma vez, a crítica tecnicista, compreendendo- se os planos</p><p>como roteiros refletidos coletivamente, de modo a organizar o trabalho, entendendo</p><p>que o previsto nesta organização poderá ser alterado, de acordo com as</p><p>circunstâncias da prática. O momento de planejar coletivamente é também o de</p><p>pensar a contextualização e a interdisciplinaridade (RANGEL, 2008).</p><p>O plano não é papel para “arquivo”, mas encaminhamento de ações</p><p>conjuntamente refletidas. Reflexão-ação-reflexão continua sendo, portanto,</p><p>referência para o processo de orientação e coordenação supervisoras, que se</p><p>aplicam, também, aos métodos de ensino.</p><p>INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO</p><p>PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DO SUPERVISOR ESCOLAR</p><p>15</p><p>A supervisão dos métodos de ensino:</p><p>Métodos (individualizados ou em grupo) e técnicas de ensino são meios</p><p>didáticos que</p><p>encontram sentido e finalidade na aprendizagem.</p><p>As teorias, os princípios pedagógicos, psicológicos, didáticos são</p><p>conhecimentos cujo estado e evolução o supervisor acompanha e considera para</p><p>efeito do seu avanço no sentido e no significado da práxis (RANGEL, 2008).</p><p>No bojo do conhecimento metodológico encontram-se princípios, como os da</p><p>relação entre forma, conteúdo e contexto, compreendendo-se que a recorrência a</p><p>métodos e técnicas se faz de acordo com o conteúdo, os sujeitos e as circunstâncias</p><p>e contexto de sua aplicação.</p><p>O conteúdo, o sujeito e o contexto são também condicionantes da avaliação</p><p>(RANGEL, 2008).</p><p>INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO</p><p>PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DO SUPERVISOR ESCOLAR</p><p>16</p><p>2 FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO</p><p>Ao entendermos que a educação tem como objetivo adaptar a criança ao</p><p>meio social do adulto, logicamente que ela, a educação e seus atores docentes</p><p>devem levar em consideração a natureza do sujeito, sua constituição biológica,</p><p>psicológica e social.</p><p>Nesse sentido, a educação tem seus fundamentos na Sociologia, na</p><p>Psicologia, na Biologia e na Filosofia e a supervisão encontra seus fundamentos nas</p><p>ciências da educação e nas ciências sociais que explicam a criação e o</p><p>desenvolvimento dos grupos organizados socialmente para realizar funções ou</p><p>atividades consideradas desejáveis.</p><p>2.1 Sociológicos</p><p>Hoje, a Sociologia da Educação tem sido embasada em duas correntes. A</p><p>primeira delas vem de estudos de Althusser (1970), Bowle e Gintis (1976), Bourdieu</p><p>e Passeron (1970), Bowles e Gintis (1976), que postulam que a produção e</p><p>reprodução das classes reside na capacidade de manipulação e moldagem das</p><p>consciências, na preparação de tipos diferenciados de subjetividade de acordo com</p><p>as diferentes classes sociais. A escola participa na consolidação desta ordem social</p><p>pela transmissão e incubação diferenciada de algumas ideias, valores, estilos de</p><p>vida, enfim, os estudos centram-se nos mecanismos de reprodução social. A</p><p>segunda corrente, mais moderna, chamada de Nova Sociologia da Educação</p><p>envolve detalhes do funcionamento do currículo escolar e o papel da escola na</p><p>estrutura das desigualdades sociais.</p><p>Não há dúvidas como diz Pedro Demo (1987), que a escola faz parte, está no</p><p>interior dos movimentos sociais, reproduz e tem a capacidade de modificá-los. Tanto</p><p>por isso ela tem como papel preparar técnica e subjetivamente as diferentes classes</p><p>sociais para ocuparem seus lugares na divisão social. Também não adiantar negar</p><p>que essa divisão existe, e não é questão de vivermos no modelo capitalista. A</p><p>história nos mostrou que mesmo no sistema socialista existe divisão de classes, mas</p><p>essa não é questão de discussão no momento.</p><p>INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO</p><p>PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DO SUPERVISOR ESCOLAR</p><p>17</p><p>A organização do currículo, de planejamentos de ensino ou de programas,</p><p>podem ser alienante ou transformador, pois bem: o profissional da educação não só</p><p>pode como deve refletir e promover as transformações necessárias para que o</p><p>sujeito não seja alienado, nem se sinta aquém de suas potencialidades por</p><p>pertencer a esta ou aquela classe social, ao contrário, entendendo a dinâmica da</p><p>sociedade pode fazer emergir um ser humano integral e adaptado em qualquer tipo</p><p>de sociedade no tempo e no espaço.</p><p>2.2 Psicológicos</p><p>A Psicologia tem como objeto o comportamento humano e pode ser dividida</p><p>em várias áreas: para entender como o indivíduo aprende, temos a Psicologia de</p><p>Aprendizagem, ao indivíduo que se desenvolve corresponde a Psicologia do</p><p>Desenvolvimento, ao indivíduo que se relaciona no grupo, a Psicologia Social, ao</p><p>indivíduo que se constitui como individualidade, a Psicologia da Personalidade, e</p><p>assim por diante.</p><p>Dentre as subáreas de Psicologia, as que têm tido um papel destacado na</p><p>Educação são: a Psicometria, a Psicologia da Aprendizagem e a Psicologia do</p><p>Desenvolvimento.</p><p>Qual a importância então de a Educação observar os fundamentos</p><p>psicológicos? Como a aprendizagem é um processo pessoal, que ocorre no aluno,</p><p>os profissionais precisam conhecer este aluno, no seu todo e nas partes e a maneira</p><p>como este processo se desenvolve, pois não pode haver ensino eficiente se não</p><p>houver dispêndio de tempo e esforço do educador e supervisor.</p><p>Paín (1991) afirma que o sujeito só aprende quando alguém primeiro lhe olha,</p><p>reconhece-o como sujeito desejante e depois se volta para o conhecimento. Assim,</p><p>quando o professor dirigir o seu olhar para o conhecimento, o olhar de quem vai</p><p>aprender também se volta para lá. Isso quer dizer que o primeiro passo para que</p><p>alguém aprenda é que ele seja reconhecido por um outro, do ponto de vista da</p><p>identidade pessoal e da possibilidade de interação cognitiva.</p><p>INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO</p><p>PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DO SUPERVISOR ESCOLAR</p><p>18</p><p>2.3 Filosóficos</p><p>Segundo Saviani (1980) a filosofia é uma reflexão radical, rigorosa e de</p><p>conjunto sobre os problemas que a realidade apresenta.</p><p>De maneira bem simples, Lara (2001) explica o porquê da educação assentar</p><p>suas bases também na filosofia: “porque educação é, afinal de contas, o próprio</p><p>“tornar-se homem” de cada homem num mundo em crise”.</p><p>Não há como educar fora do mundo. Nenhum educador, nenhuma instituição</p><p>educacional pode colocar-se à margem do mundo, encarapitando-se numa torre de</p><p>marfim. A educação, de qualquer modo que a entendamos, sofrerá necessariamente</p><p>o impacto dos problemas da realidade em que acontece, sob pena de não ser</p><p>educação. Em função dos problemas existentes na realidade é que surgem os</p><p>problemas educacionais, tanto mais complexos quanto mais incidem na educação</p><p>todas as variáveis que determinam uma situação. Deste modo, a “Filosofia na</p><p>educação” transforma-se em “Filosofia da Educação” enquanto reflexão rigorosa,</p><p>radical e global ou de conjunto sobre os problemas educacionais. De fato, os</p><p>problemas educacionais envolvem sempre os problemas da própria realidade. A</p><p>Filosofia da Educação apenas não os considera em si mesmos, mas enquanto</p><p>imbricados no contexto educativo (LARA, 2001).</p><p>2.4 Biológicos</p><p>A biologia humana oferece conhecimentos sobre a fisiologia, citologia,</p><p>anatomia do corpo humano, genética entre outras especialidades. Além disso ela</p><p>estuda as transformações sofridas pelo corpo e também suas relações com o meio</p><p>ambiente.</p><p>Essas relações são complexas e dentro os vários estudos das áreas</p><p>biológicas, os pesquisadores concluíram que não existe um ser humano igual ao</p><p>outro. Essas diferenças decorrem dentro outros motivos pela nossa evolução</p><p>genética, pelas interações com o meio que convivemos. Mas uma vez nos</p><p>perguntamos, qual a importância da biologia para o profissional que trabalha com a</p><p>educação?</p><p>INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO</p><p>PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DO SUPERVISOR ESCOLAR</p><p>19</p><p>A biologia voltada para a área educacional tem como objetivo, servir de base</p><p>para o professor entender como se dá o desenvolvimento físico, motor e mental do</p><p>educando, para fazer das diversas fases do desenvolvimento, aliadas para sua</p><p>atuação (PACIEVITCH, 2007).</p><p>Mas, não basta ao educador saber quais os fatores das diferenças individuais,</p><p>cabe a ele procurar influir sobre tais fatores a fim de que, graças a essa providência,</p><p>certos caracteres individuais desapareçam e outros se desenvolvam.</p><p>Daí dizermos que a Biologia Educacional é o estudo dos fatores biológicos</p><p>que determinam as diferenças e variações individuais na espécie humana, e dos</p><p>meios com que o educador poderá atuar sobre eles (PACIEVITCH, 2007).</p><p>Embora as diferenças individuais envolvam atributos do caráter e da</p><p>personalidade, não se derivam diretamente de fatores orgânicos, eles têm raízes</p><p>biológicas. A criança começa a vida como um ser orgânico. Torna-se depois um ser</p><p>social.</p><p>A altura, o peso,</p><p>a conformação do corpo e a aparência geral contribuem para</p><p>a personalidade de duas maneiras: 1º) elas impedem ou contribuem para o</p><p>desenvolvimento de habilidades socialmente aprovadas; 2º) porque estes atributos</p><p>físicos, em conformidade com os valores sociais de uma cultura ou divergindo deles</p><p>têm importantes efeitos sobre o comportamento. O físico de um indivíduo influencia</p><p>as relações das outras pessoas em relação a ele, isto, por sua vez determina os</p><p>conceitos que o indivíduo faz de si mesmo, o que tem efeitos decisivos no seu</p><p>próprio comportamento. Os estudos têm demonstrado sistematicamente que os</p><p>indivíduos que têm tipos físicos socialmente aprovados, têm mais atividades</p><p>socialmente aprovadas, menos problemas pessoais e melhor ajustamento social do</p><p>que aqueles que estão mais distantes da forma física ideal (Dimock, 1937 apud</p><p>PACIEVITCH, 2007).</p><p>INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO</p><p>PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DO SUPERVISOR ESCOLAR</p><p>20</p><p>3 PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO</p><p>O Projeto Político Pedagógico não poderia ficar de fora desta apostila,</p><p>falaremos o básico, mas essencial. Acreditamos que já vivemos um tempo em que</p><p>quase, senão todas as escolas, já construíram seu Primeiro Projeto Político</p><p>Pedagógico (PPP). Acreditamos também que os gestores, orientadores,</p><p>educadores, professores, supervisores, demais funcionários da escola já conheçam</p><p>o PPP, portanto, aqui ficará nosso reforço de sua importância para que a</p><p>democracia seja real e efetiva na escola, contando sempre com a participação de</p><p>todos os segmentos, o que se traduz na discussão, reflexão, interferência e escrita a</p><p>várias mãos.</p><p>De acordo com Paroneto e Dalbério (2007) a escola é como um organismo</p><p>vivo, então o projeto educativo é o de fazer da vida dos educandos um projetar-se</p><p>para frente, para o desenvolvimento ou para um outro modo de ser. Nesse</p><p>direcionamento, o projeto deve explicitar a cultura, os anseios, os sonhos e as</p><p>utopias do grupo ou da comunidade.</p><p>Se pensarmos na dimensão sistêmica, o projeto é direcionado, numa visão</p><p>geral, para a sociedade como um todo.</p><p>Ao pensá-lo institucionalmente, como é o caso do PPP, ele representa uma</p><p>visão ampla, mas, da escola e ao pensá-lo didaticamente, estaremos direcionando</p><p>especificamente para uma determinada área, disciplina ou conteúdo. Esse nível de</p><p>projeto varia de abrangência desde um plano de curso até um plano restrito de aula.</p><p>Qualquer que seja a dimensão não podemos deixar de ponderar quanto aos</p><p>limites da nossa realidade e ao mesmo tempo ter consciência de suas</p><p>potencialidades como elemento articulador da ação pedagógica (PARONETO E</p><p>DALBÉRIO, 2007, p. 13).</p><p>Na tentativa de uma síntese, pode-se dizer que a palavra projeto faz</p><p>referência a ideia de frentes, um projetar, lançar para, a ação intencional e</p><p>sistemática, onde estão presentes: a utopia concreta/confiança, a</p><p>ruptura/continuidade e o instituinte/instituído.</p><p>INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO</p><p>PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DO SUPERVISOR ESCOLAR</p><p>21</p><p>Todo projeto supõe ruptura com o presente e promessas para o futuro.</p><p>Projetar significa tentar quebrar um estado confortável para arriscar-se, atravessar</p><p>um período de instabilidade e buscar uma estabilidade em função de promessa que</p><p>cada projeto contém de estado melhor do que o presente. Um projeto educativo</p><p>pode ser tomado como promessa frente determinadas rupturas. As promessas</p><p>tornam visíveis os campos de ação possível, comprometendo seus atores e autores</p><p>(VEIGA, 2001).</p><p>Para André (2001, p. 188) o projeto pedagógico não é somente uma carta de</p><p>intenções, nem apenas uma exigência de ordem administrativa, pois deve</p><p>“expressar a reflexão e o trabalho realizado em conjunto por todos os profissionais</p><p>da escola, no sentido de atender às diretrizes do sistema nacional de Educação,</p><p>bem como às necessidades locais e específicas da clientela da escola”; ele é a</p><p>concretização da identidade da escola e do oferecimento de garantias para um</p><p>ensino de qualidade.</p><p>Segundo Libâneo (2001, p. 125), o projeto pedagógico “deve ser</p><p>compreendido como instrumento e processo de organização da escola”, tendo em</p><p>conta as características do instituído e do instituinte. Segundo Vasconcellos (1995,</p><p>p. 143), o projeto pedagógico é um instrumento teórico-metodológico que visa ajudar</p><p>a enfrentar os desafios do cotidiano da escola, só que de uma forma refletida,</p><p>consciente, sistematizada, orgânica e, o que é essencial, participativa. É uma</p><p>metodologia de trabalho que possibilita resignificar a ação de todos os agentes da</p><p>instituição.</p><p>Para Veiga (2001, p. 11) a concepção de um projeto pedagógico deve</p><p>apresentar características tais como:</p><p>a) ser processo participativo de decisões;</p><p>b) preocupar-se em instaurar uma forma de organização de trabalho</p><p>pedagógico que desvele os conflitos e as contradições;</p><p>c) explicitar princípios baseados na autonomia da escola, na solidariedade</p><p>entre os agentes educativos e no estímulo à participação de todos no projeto comum</p><p>e coletivo;</p><p>INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO</p><p>PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DO SUPERVISOR ESCOLAR</p><p>22</p><p>d) conter opções explícitas na direção de superar problemas no decorrer do</p><p>trabalho educativo voltado para uma realidade especifica;</p><p>e) explicitar o compromisso com a formação do cidadão.</p><p>A execução de um projeto pedagógico de qualidade deve, segundo a mesma</p><p>autora:</p><p>a) nascer da própria realidade, tendo como suporte a explicitação das causas</p><p>dos problemas e das situações nas quais tais problemas aparecem;</p><p>b) ser exequível e prever as condições necessárias ao desenvolvimento e à</p><p>avaliação;</p><p>c) ser uma ação articulada de todos os envolvidos com a realidade da escola,</p><p>d) ser construído continuamente, pois como produto, é também processo.</p><p>A construção do PPP baseado em um contrato pedagógico, no qual gestores</p><p>e comunidade escolar tenham responsabilidades específicas e ao mesmo tempo</p><p>compartilhadas, é uma alternativa.</p><p>Marques (1992) confirma essa questão dizendo que um projeto político</p><p>pedagógico consubstancia a escola em sua especificidade do conjunto das</p><p>condições para a organização do coletivo da escola e da comunidade em relação de</p><p>reciprocidade e como condução de ações sistemáticas de contínua reflexão sobre</p><p>processos da educação e revisão permanente dos objetivos pretendidos, das</p><p>práticas em desenvolvimento e da processual apreciação e avaliação da</p><p>aprendizagem coletiva e individual.</p><p>A LDB diz que entre as incumbências das escolas está a de “elaborar e</p><p>executar sua proposta pedagógica”. E não somente os professores, bem como toda</p><p>comunidade onde a escola está inserida, devem “participar” da elaboração dessa</p><p>proposta. Um PPP construído coletivamente reflete a realidade, as ações e</p><p>pretensões, resultando em um produto de construção da aprendizagem efetiva,</p><p>operacionalizada diariamente, diante da diversidade social de cada escola ou sala</p><p>de aula; só assim sua existência implicará mudanças na ação educativa.</p><p>Trata-se, portanto, de um projeto de ação coletiva e não de elaboração</p><p>hierarquizada para todos cumprirem; um projeto onde os atores do processo ao</p><p>INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO</p><p>PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DO SUPERVISOR ESCOLAR</p><p>23</p><p>investigarem sua própria prática, produzem novos saberes, dão novo significado à</p><p>prática.</p><p>INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO</p><p>PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DO SUPERVISOR ESCOLAR</p><p>24</p><p>4 O TRABALHO COM PROJETOS</p><p>O trabalho por projetos é uma modalidade interessante de organizar o</p><p>trabalho pedagógico e que sempre apresenta resultados positivos e muitas vezes</p><p>fantásticos.</p><p>Quase todas as nossas ações são desencadeadas após uma análise de</p><p>como, quando, onde elas acontecerão, além de ponderarmos também as possíveis</p><p>consequências.</p><p>Vários autores definem projeto com vocábulos diferentes, porém com mesmo</p><p>significado e todos nós, em nossas rotinas, sempre estamos projetando o seu</p><p>desenrolar. Projetamos o dia, a semana, o mês, o trabalho, os finais de semana,</p><p>enfim, toda vez que pensamos em uma ação, estamos elaborando um projeto.</p><p>Para Nery (2006) o projeto é um trabalho articulado em que as crianças usam</p><p>de forma interativa as quatro atividades linguísticas básicas – falar/ouvir, escrever/ler</p><p>– a partir de muitos e variados gêneros textuais, nas várias áreas do conhecimento,</p><p>tendo em vista uma situação didática que pode ser mais significativa para elas.</p><p>Num projeto, a responsabilidade e a autonomia dos alunos são essenciais, os</p><p>alunos são corresponsáveis pelo trabalho e pelas escolhas ao longo do</p><p>desenvolvimento do projeto. Em geral, fazendo em equipe, motivo pelo qual a</p><p>cooperação está também quase sempre associada ao trabalho.</p><p>Segundo Perrenoud (2000, p. 83), distingue-se projetos de dois tipos:</p><p>1. Os projetos que se organizam em torno de uma atividade pedagógica</p><p>precisam, como, por exemplo, a montagem de um espetáculo em conjunto, a</p><p>organização de uma jornada esportiva, a criação de oficinas abertas, a</p><p>criação de um jornal; a cooperação é, então, o meio para realizar um</p><p>empreendimento que ninguém tem a força ou a vontade de fazer sozinho; ela</p><p>se encerra no momento em que o projeto é concluído;</p><p>2. Os projetos cujo desafio é a própria cooperação e que não têm prazos</p><p>precisos, já que visam a instaurar uma forma de atividade profissional</p><p>interativa que se assemelha mais a um modo de vida e de trabalho do que a</p><p>um desvio para alcançar um objetivo preciso.</p><p>INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO</p><p>PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DO SUPERVISOR ESCOLAR</p><p>25</p><p>A expressão Pedagogia de Projetos pertence ao conjunto de elaborações</p><p>teóricas difundidas, principalmente, pela francesa Josette Jolibert e seus</p><p>colaboradores, engajados ao Instituto Nacional de Pesquisas Pedagógicas da</p><p>França (INRP), e por Fernando Hernández, pesquisador espanhol da Universidade</p><p>de Barcelona, ambos referenciados constantemente pelos pesquisadores da área da</p><p>prática de ensino do Ensino Fundamental.</p><p>O trabalho com projetos traz uma nova perspectiva para entendermos o</p><p>processo ensino-aprendizagem. Aprender deixa de ser um simples ato de</p><p>memorização, e ensinar não significa mais repassar conteúdos prontos</p><p>(HERNÁNDEZ, 1998).</p><p>Nessa postura, todo conhecimento é construído em estreita relação com o</p><p>contexto em que é utilizado, sendo, por isso mesmo, impossível separar os aspectos</p><p>cognitivos, emocionais e sociais presentes nesse processo. A formação dos alunos</p><p>não pode ser pensada apenas como uma atividade intelectual. É um processo global</p><p>e complexo, no qual conhecer e intervir no real não se encontram dissociados.</p><p>Segundo Jolibert et al (1994), ao participar de um projeto, o aluno está</p><p>envolvido em uma experiência educativa em que o processo de construção de</p><p>conhecimento está integrado às práticas vividas. Esse aluno deixa de ser, nessa</p><p>perspectiva, apenas um “aprendiz” do conteúdo de uma área de conhecimento</p><p>qualquer. É um ser humano que está desenvolvendo uma atividade complexa e, que</p><p>nesse processo, está se apropriando, ao mesmo tempo, de um determinado objeto</p><p>de conhecimento cultural e se formando como sujeito cultural. Isso significa que é</p><p>impossível homogeneizar os alunos. É impossível desconsiderar sua história de</p><p>vida, seus modos de viver, suas experiências culturais, e dar um caráter de</p><p>neutralidade aos conteúdos, desvinculando-os do contexto sócio histórico que os</p><p>gestou.</p><p>Abrantes (1995) aponta algumas características fundamentais do trabalho</p><p>com projetos:</p><p> Um projeto é uma atividade intencional: o envolvimento dos alunos é uma</p><p>característica-chave do trabalho de projetos, o que pressupõe um objetivo</p><p>que dá unidade e sentido às várias atividades, bem como um produto final</p><p>INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO</p><p>PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DO SUPERVISOR ESCOLAR</p><p>26</p><p>que pode assumir formas muito variadas, mas procura responder ao objetivo</p><p>inicial e reflete o trabalho realizado.</p><p> Num projeto, a responsabilidade e autonomia dos alunos são</p><p>essenciais: os alunos são corresponsáveis pelo trabalho e pelas escolhas ao</p><p>longo do desenvolvimento do projeto. Em geral, fazem-no em equipe, motivo</p><p>pelo qual a cooperação está também quase sempre associada ao trabalho.</p><p> A autenticidade é uma característica fundamental de um projeto: o</p><p>problema a resolver é relevante e tem um caráter real para os alunos. Não se</p><p>trata de mera reprodução de conteúdo prontos. Além disso, não é</p><p>independente do contexto sociocultural, e os alunos procuram construir</p><p>respostas pessoais e originais.</p><p> Um projeto envolve complexidade e resolução de problemas: o objetivo</p><p>central do projeto constitui um problema ou uma fonte geradora de problemas</p><p>que exige uma atividade para sua resolução.</p><p> Um projeto percorre várias fases: escolha do objetivo central, formulação</p><p>dos problemas, planejamento, execução, avaliação e divulgação dos</p><p>trabalhos.</p><p>Com base nessas características podemos situar os projetos como uma</p><p>proposta de intervenção pedagógica que dá à atividade de aprender um sentido</p><p>novo, através dos quais as necessidades de aprendizagem afloram nas tentativas de</p><p>se resolver situações problemáticas.</p><p>Para Jolibert et al (1994), um projeto gera situações de aprendizagem ao</p><p>mesmo tempo reais e diversificadas. Possibilita, assim, que os educandos, ao</p><p>decidirem, opinarem, debaterem, construam sua autonomia e seu compromisso com</p><p>o social, formando-se como sujeitos culturais.</p><p>INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO</p><p>PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DO SUPERVISOR ESCOLAR</p><p>27</p><p>5 CURRICULO E AVALIAÇÃO</p><p>Sendo o processo ensino-aprendizagem o objeto específico da supervisão em</p><p>nível de escola, necessariamente precisamos falar do currículo. O currículo da</p><p>escola básica - ensino fundamental e médio - tem parâmetros legais, reformulados</p><p>no final dos anos 1990, e pedagógicos.</p><p>Segundo os estudiosos da Teoria Crítica do Currículo, ao longo da história,</p><p>muitas são as acepções dadas ao termo currículo, atribuindo-lhes diferentes</p><p>significados e funções. Muitas pessoas expressam como sendo os conteúdos a</p><p>serem ensinados, as experiências escolares que os alunos viverão, os planos</p><p>pedagógicos elaborados em diferentes âmbitos educacionais: escola, sistema</p><p>municipal, estadual ou federal, os objetivos a serem alcançados por meio do</p><p>desenvolvimento do ensino, entre outros entendimentos.</p><p>Para Moreira e Candau (2007) o que se entende como sendo currículo está</p><p>diretamente ligado a uma construção social e histórico-cultural que reflete diferentes</p><p>posições, pontos de vista teóricos e compromissos a serem realizados. Só que</p><p>mesmo esses entendimentos gravitando sobre conhecimentos escolares,</p><p>procedimentos e relações sociais no contexto escolar, os autores acreditam que os</p><p>debates sobre o currículo são discussões sobre conhecimento, verdade, poder e</p><p>identidade. De todo modo o currículo associa-se ao conjunto de esforços</p><p>pedagógicos desenvolvidos com intenções educativas.</p><p>Os parâmetros legais do currículo do ensino fundamental encontram na</p><p>Resolução n. 02/98 do Conselho Nacional de Educação (CNE) uma de suas</p><p>principais referências normativas.</p><p>Nessa Resolução observam-se, de modo especial, os “temas da vida cidadã”,</p><p>numa perspectiva de contextualização e interdisciplinaridade, que são princípios da</p><p>nova proposta curricular.</p><p>Tratando-se da práxis supervisora e seus procedimentos de coordenação</p><p>(com o sentido de promover a integração de estudos e práticas), esses temas como</p><p>“elos articulares” tornam-se particularmente relevantes. Essa relevância se</p><p>potencializa porque os temas, centrados na cidadania, suscitam a análise de valores</p><p>e, mais amplamente, da axiologia do currículo.</p><p>INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO</p><p>PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DO SUPERVISOR ESCOLAR</p><p>28</p><p>Desse modo, é interessante inicialmente ler os termos da Resolução n° 2, de</p><p>7/4/98, do Conselho Nacional de Educação, focalizando, de modo particular, o Inciso</p><p>N, alínea a:</p><p>IV - Em todas as escolas deverá ser garantida a igualdade de acesso para</p><p>alunos a uma base nacional comum, de maneira a legitimar a unidade e a qualidade</p><p>da ação pedagógica na diversidade nacional. A base comum nacional e sua parte</p><p>diversificada deverão integrar-se em torno de paradigma curricular que vise a</p><p>estabelecer a relação entre a educação fundamental e:</p><p>a) a vida cidadã, através da articulação entre vários dos seus aspectos como:</p><p>1. a saúde;</p><p>2. a sexualidade;</p><p>3. a vida familiar e social;</p><p>4. o meio ambiente;</p><p>5. o trabalho;</p><p>6. a ciência e a tecnologia;</p><p>7. a cultura;</p><p>8. as linguagens.</p><p>Assim, menos por uma questão normativa - embora as normas sejam</p><p>referências à ordem, ou seja, à organização das ações e relações - e mais pelo</p><p>significado educativo e, portanto, valorativo do conhecimento, é preciso considerar,</p><p>no conceito e na prática, os “temas da vida cidadã”. E para coordenar atividades de</p><p>estudo e de integração do currículo é necessário que o supervisor tenha clareza dos</p><p>valores inerentes a cada tema (RANGEL, 2008).</p><p>A supervisão da avaliação</p><p>Avaliar vem do latim valere, que significa atribuir valor e mérito ao objeto em</p><p>estudo. Avaliar é atribuir um juízo de valor.</p><p>A prática de avaliação, num sentido amplo, refere-se a uma atividade</p><p>constante no os o dia-a-dia. Faz parte da nossa vida cotidiana. Sobre isso, Franco</p><p>INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO</p><p>PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DO SUPERVISOR ESCOLAR</p><p>29</p><p>(2001, p.1), destaca que “avaliar é uma atividade tão antiga quanto o surgimento da</p><p>consciência humana”.</p><p>Segundo a autora, à medida que os homens começaram a se comunicar,</p><p>para produzir e garantir a sobrevivência, começaram, simultaneamente, a se avaliar,</p><p>a se analisar e se julgar. E, nos dias atuais, frequentemente, deparamo-nos</p><p>analisando e julgando nossos comportamentos e o dos nossos semelhantes, os</p><p>acontecimentos do nosso ambiente, assim como as situações das quais</p><p>participamos.</p><p>Na educação, não ocorre diferente, também necessitamos de práticas</p><p>avaliativas para a realização do processo ensino aprendizagem.</p><p>No entanto, a questão da avaliação escolar tem sido apontada como um dos</p><p>grandes problemas do ensino, assim como um dos principais fatores responsáveis</p><p>pelo fracasso escolar da maioria das nossas crianças.</p><p>Para Leite e Tassoni (2002, p. 135) “a avaliação torna-se profundamente</p><p>aversiva quando o aluno discrimina que as consequências do processo podem ser</p><p>direcionadas contra ele próprio”. Geralmente, é isso que ocorre no interior das</p><p>nossas escolas. Ainda hoje encontramos a lógica do modelo tradicional de avaliação</p><p>- aquela em que o professor ensina e avalia; se o aluno for bem, é sinal que o</p><p>professor ensinou de forma adequada; se o aluno for mal, é o único</p><p>responsabilizado, podendo ser reprovado ou excluído. Nesta perspectiva, ensino e</p><p>aprendizagem são entendidos como processos independentes: o ensino é tarefa do</p><p>professor; a aprendizagem é obrigação do aluno; e ambos se independem.</p><p>A avaliação é ponto sensível, “nevrálgico” do processo de ensino-</p><p>aprendizagem.</p><p>Embora o conhecimento sobre avaliação esteja suscitando, com frequência,</p><p>problemas de pesquisa, apesar das teorias com as quais tem se procurado elucidar</p><p>esses problemas, em vista de procedimentos menos discriminatórios,</p><p>hierarquizados, seletivos, a complexidade e os impasses permanecem (RANGEL,</p><p>2008).</p><p>Assim, acompanhando o debate que fomenta os avanços teóricos, o</p><p>supervisor, que tem, concretamente, na prática de sua escola, a vivência das</p><p>INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO</p><p>PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DO SUPERVISOR ESCOLAR</p><p>30</p><p>dificuldades, dos desdobramentos pedagógicos e sociais da avaliação, pode fazer</p><p>das experiências objetos de análise e possíveis reformulações de conceitos e</p><p>condutas.</p><p>É também nesse sentido - de avaliar a avaliação - que os Conselhos de</p><p>Classe não se concentram em resultados, mas alargam a sua visão, associando</p><p>esses resultados ao processo, tanto do aluno como dos professores. Reavaliam-se,</p><p>portanto, os conceitos, os procedimentos e instrumentos com que se verificam os</p><p>produtos da aprendizagem, procurando-se, ainda, meios de qualificar e</p><p>contextualizar a avaliação, focalizando as atividades do dia-a-dia, os níveis de</p><p>participação e possíveis contribuições trazidas da experiência, do conhecimento</p><p>espontâneo dos alunos. Essa análise oferece também subsídios à recuperação.</p><p>Supervisão da recuperação</p><p>Supervisionar a recuperação é orientar e coordenar atividades que, em</p><p>processo, ou seja, no dia-a-dia das aulas, revisem, (re)expliquem, (re)exemplifiquem</p><p>os tópicos do programa nos quais, observando-se as verificações, revelaram-se</p><p>dificuldades dos alunos (RANGEL, 2008).</p><p>A orientação e coordenação supervisoras consideram, então, os critérios da</p><p>prática e seu respaldo teórico, realçando os cuidados de variar exercícios, formas e</p><p>vocabulário das explicações, com especial atenção para os exemplos, tanto</p><p>formulados por professores como por alunos. Os exemplos são situações de</p><p>aplicação do conhecimento, de elucidação de conceitos e se tornam tão mais</p><p>significativos quanto mais associados à vida, às experiências e quanto mais</p><p>decorrentes de um enfoque interdisciplinar, que amplia a sua significância.</p><p>Finalmente, a supervisão pedagógica e seu objeto – o processo de ensino-</p><p>aprendizagem - insere-se num projeto pedagógico de escola e, recorrendo aos</p><p>fundamentos teóricos desse processo, com especial atenção à Didática e ao</p><p>Currículo, não só assume como (reafirma-se) incentiva nos professores a atitude de</p><p>estudo e pesquisa.</p><p>Observando-se o curso do pensamento que sustenta e encaminha estas</p><p>reflexões, encontra-se a valorização dos fundamentos do trabalho docente, o que</p><p>INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO</p><p>PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DO SUPERVISOR ESCOLAR</p><p>31</p><p>leva, consequentemente, à valorização do projeto pedagógico - base da identidade e</p><p>integração dos serviços da escola, salientando-se o seu vínculo e contribuições à</p><p>supervisão e ao ensino (RANGEL, 2008).</p><p>INE EAD – INSTITUTO NACIONAL DE ENSINO</p><p>NEUROCIÊNCIAS E APRENDIZAGEM</p><p>32</p><p>REFERÊNCIAS CONSULTADAS E UTILIZADAS</p><p>ABRANTES, P. 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