Prévia do material em texto
<p>ALTERAÇÃO NA AUDIÇÃO</p><p>Disciplina: Bases Morfológicas IV: Componente de Bioquímica;</p><p>Docente: Mr. Marvyn de Santana do Sacramento;</p><p>Componentes: Bianca Santos da Costa, Cícera Daniela Barros Figueiredo, Felipe Kinuy Silva Araújo, Ina Iara Lopes Lucena Guerra Silva, Larissa Andrade dos Santos, Monalisa de Jesus Almeida, Nubia Cristina Rocha Passos, Paula Barreto de Oliveira, Sarah de Queiroz Passos, Tainã Cardoso Bello Pereira, Theo Vincoleto Onishi, Yasmin Ramos de Jesus.</p><p>1</p><p>ORELHAS</p><p>2</p><p>Anteriormente ao vestíbulo encontra-se a cóclea, um canal espiral ósseo que lembra a casca de um caracol e realiza quase três voltas ao redor de um núcleo ósseo central chamado de modíolo, o qual contém no seu interior um gânglio nervoso, o gânglio espiral.</p><p>ORELHA INTERNA</p><p>3</p><p>Células ciliadas da cóclea</p><p>Núcleos cocleares</p><p>Núcleo olivar superior</p><p>Lemnisco lateral</p><p>Colículo inferior</p><p>Núcleo geniculado medial do tálamo</p><p>Córtex auditivo primário</p><p>VIAS AUDITIVAS</p><p>4</p><p>O órgão espiral é uma lâmina espiral de células epiteliais, incluindo células epiteliais de sustentação e células ciliadas, que são os receptores da audição.</p><p>ÓRGÃO DE CORTI</p><p>5</p><p>Em suas extremidades basais, as células ciliadas formam sinapses com os neurônios sensitivos de primeira ordem e com os neurônios motores da parte coclear do nervo vestibulococlear (VIII).</p><p>Os corpos celulares dos neurônios sensitivos estão localizados no gânglio espiral.</p><p>ÓRGÃO DE CORTI</p><p>6</p><p>Os compartimentos (rampas, ou escalas) da cóclea, que são separadas pela membrana de Reissner e pela membrana basilar, são cheias por líquido (a perilinfa e a endolinfa, que têm um composição iônica diferente e não se misturam.</p><p>ÓRGÃO DE CORTI</p><p>7</p><p>ATIVIDADE FUNCIONAL DO APARELHO CÓCLEAR</p><p>8</p><p>As ondas sonoras de várias frequências fazem com que determinadas regiões da lâmina basilar vibrem mais intensamente do que outras. Cada segmento da lâmina basilar está “afinado” para um tom em particular.</p><p>Como a membrana é mais estreita e mais espessa na base da cóclea (próxima à janela do vestíbulo [oval]), os sons de alta frequência (com tom alto) induzem vibrações máximas nessa região.</p><p>Na direção do ápice da cóclea, a lâmina basilar é mais ampla e mais flexível; os sons de baixa frequência (de tom baixo) causam a vibração máxima da lâmina basilar naquele local.</p><p>ATIVIDADE FUNCIONAL DO APARELHO CÓCLEAR</p><p>9</p><p>Movimento em direção do estereocílio mais comprida resulta em: Abertura de canais de cátions permitindo a entrada de potássio e resultando em despolarização e liberação de um neurotransmissor excitatório. Movimento em direção do estereocílio menos comprida resulta em: Fechadura de canais de cátions e hiperpolarização da célula ciliada.</p><p>ATIVIDADE FUNCIONAL DO APARELHO CÓCLEAR</p><p>10</p><p>Os estereocílios se dobram em direção aos estereocílios mais altos, as ligações de extremidade (tip links) disparam os canais de transdução, abrindo-os.</p><p>Canais permitem que cátions na endolinfa, principalmente K + , entrem no citosol da célula ciliada. Conforme os cátions entram, eles produzem um potencial receptor despolarizante.</p><p>A despolarização se espalha rapidamente ao longo da membrana plasmática e abre canais de Ca 2+ dependentes de voltagem na base das células ciliadas.</p><p>O influxo de cálcio resultante promove a exocitose de vesículas sinápticas contendo um neurotransmissor, que provavelmente é o glutamato.</p><p>ATIVIDADE FUNCIONAL DO APARELHO CÓCLEAR</p><p>11</p><p>O dobramento dos estereocílios na direção oposta fecha os canais de transdução, permitindo que ocorra hiperpolarização e reduzindo a liberação de neurotransmissor pelas células ciliadas. Isso diminui a frequência de impulsos nervosos nos neurônios sensitivos.</p><p>ATIVIDADE FUNCIONAL DO APARELHO CÓCLEAR</p><p>12</p><p>DOENÇA DE MÉNIÈRE</p><p>Esta doença foi descoberta pelo médico francês Prosper Ménière, que a relatou, pela primeira vez, num artigo publicado em 1861.</p><p>Também chamada de hidropisia endolabiríntica, é uma doença do ouvido interno que afeta a audição e o equilíbrio.</p><p>PATOLOGIA</p><p>13</p><p>É uma vestibulopatia crônica idiopática caracterizada por episódios recorrentes de vertigem incapacitante com duração de 20 minutos a 12 horas, hipoacusia neurossensorial flutuante, plenitude auricular e acúfenos.</p><p>Os pacientes também se queixam de alterações na marcha, instabilidade postural, queda e náusea.</p><p>PATOLOGIA</p><p>14</p><p>Quais são as possíveis causas?</p><p>Desequilíbrio nestas concentrações, aumentando o sódio, dando lugar a um aumento da pressão da endolinfa, chamada hidropisia endolabiríntica.</p><p>A hidropisia pode acontecer devido a diversos fatores, incluindo:</p><p>alterações metabólicas;</p><p>infeções virais;</p><p>alergias;</p><p>problemas vasculares;</p><p>problemas hormonais;</p><p>doenças autoimunes;</p><p>entre outros.</p><p>PATOLOGIA</p><p>15</p><p>Os tratamentos podem incluir:</p><p>Medicamentos: controlar as crises principais e os enjoos. Crises súbitas de vertigem. Aliviar o vômito; Terapia de reabilitação vestibular: Exercícios específicos para ajudar o corpo a maximizar o equilíbrio.</p><p>Injeções: podem ser usadas injeções de antibióticos ou corticoides.</p><p>Aparelho auditivo: Para pacientes com redução permanente da audição.</p><p>Terapia com dispositivo Meniett: aparelho usado para aplicar pressão positiva no ouvido médio, melhorando o intercâmbio de fluidos no labirinto.</p><p>Cirurgia: realizada em último recurso, quando os tratamentos conservadores não apresentaram resultado.</p><p>PATOLOGIA</p><p>16</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>MACHADO, A. B. M.; HAERTEL L. M. Neuroanatomia Funcional 4. Ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2022. ISBN: 978-65-5586-361-1</p><p>MOORE, K. L.; DALLEY, A. F.; AGUR, A. M. R. Anatomia Orientada para a Clínica. 8. Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019.</p><p>NETTER, F. H. Atlas de Anatomia Humana. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019.</p><p>SOBOTTA, J. et al. Atlas de Anatomia Humana. 24. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018.</p><p>MACHADO, A. B. M.; HAERTEL L. M.; Neuroanatomia Funcional 4. Ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2022. ISBN: 978-65-5586-361-1</p><p>SILVERTHORN, D. U. Fisiologia Humana: Uma abordagem integrada. 7. ed. Porto Alegre: Artmed Editora Ltda, 2017.</p><p>TORTORA G. J.; DERRICKSON B. Princípios de anatomia e fisiologia. 14. Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.</p><p>17</p><p>18</p><p>image1.jpeg</p><p>image2.png</p><p>image3.png</p><p>image4.png</p><p>image5.png</p><p>image6.png</p><p>image7.png</p><p>image8.png</p><p>image9.png</p><p>image10.png</p><p>image11.png</p><p>image12.png</p><p>image13.png</p><p>image14.png</p><p>image15.png</p><p>image16.jpeg</p><p>image17.jpeg</p><p>image18.jpeg</p><p>image19.png</p><p>image20.jpeg</p>