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<p>Apostila: Módulo 1</p><p>MATERIAL ATUALIZADO</p><p>Pra ficar por dentro de todas as</p><p>novidades, siga a gente no Instagram:</p><p>Planejamento Financeiro</p><p>Clique aqui para</p><p>acessar outros materiais</p><p>@academiarafaeltoro</p><p>ou Escaneie o QR Code</p><p>Exame 48 CFP®</p><p>https://www.academiarafaeltoro.com.br/simulados-gratuitos/</p><p>https://www.instagram.com/academiarafaeltoro/</p><p>https://www.instagram.com/academiarafaeltoro/</p><p>SOBRE NÓS</p><p>Com mais de 50 mil alunos, a Academia Rafael Toro</p><p>(também chamada de ART), foi fundada em 2017, tendo o</p><p>professor Rafael Toro como idealizador e fundador. Movido</p><p>pela vontade de transformar a maneira com que as pessoas</p><p>aprendiam, o Toro desenvolveu uma metodologia de</p><p>aprendizado que revolucionou o mercado de Certificações</p><p>no Brasil e já aprovou milhares de pessoas nas principais</p><p>provas da Anbima, Planejar, Ancord e Apimec.</p><p>Sumário Módulo I</p><p>Planejamento Financeiro</p><p>Módulo I: Objetivo .............................................................................................................................. 04</p><p>Capítulo 1: O processo do Planejamento Financeiro do Profissional CFP ........................................... 05</p><p>1.1 Etapas do Processo de Planejamento Financeiro ........................................................... 06</p><p>Capítulo 2: Responsabilidades Fiduciária e Conduta Profissional ..................................................... 55</p><p>2.1 Código de Ética CFP ........................................................................................................ 56</p><p>Capítulo 3: Perfil de Competências do Planejador Financeiro ............................................................ 90</p><p>3.1 Matriz de Capacidades do Planejador Financeiro ........................................................... 91</p><p>Capítulo 4: Ambiente Macroecônomico, Regulatório e Fundamentos de Economia e Finanças ... 113</p><p>4.1 Sistema Financeiro Nacional ......................................................................................... 114</p><p>4.1.1 Participantes do Mercado Financeiro ........................................................................ 130</p><p>4.2.1 Principais Indicadores Econômicos ............................................................................ 159</p><p>4.2.2 Políticas Macroeconômicas: Monetária, Fiscal e Cambial ......................................... 186</p><p>4.2.3 Análises de Ciclos Econômicos ................................................................................... 209</p><p>4.3 Normas e Regulação ..................................................................................................... 213</p><p>4.3.1 Lavagem de Dinheiro (PLD-FT) ................................................................................... 214</p><p>4.3.2 Normas & Padrões Éticos........................................................................................... 248</p><p>4.4 Fundamentos de Finanças ............................................................................................ 254</p><p>4.5 Análise de Investimentos .............................................................................................. 320</p><p>Capítulo 5: Gestão Financeira ........................................................................................................... 349</p><p>5.1 Matriz de Capacidades do Planejador Financeiro ......................................................... 350</p><p>5.2 Balanço Patrimonial Pessoal ........................................................................................... 356</p><p>5.3 Crédito e Gestão de Dividas ............................................................................................ 362</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>4</p><p>Planejamento Financeiro</p><p>Objetivo</p><p>O conhecimento do processo de planejamento financeiro do profissional CFP® visa permitir</p><p>aos candidatos desenvolver um plano financeiro estruturado para um cliente. Adicionalmente</p><p>aos princípios básicos do processo de planejamento financeiro, são incluídos neste módulo</p><p>outros assuntos que sustentam esse processo:</p><p>� a análise da gestão financeira de um indivíduo ou uma família;</p><p>� o conhecimento de fundamentos de economia e finanças; e</p><p>� a aplicação e avaliação de métodos de análise de investimentos.</p><p>Complementam os conhecimentos exigidos de um profissional CFP® o Código de Ética e</p><p>Responsabilidade Profissional da PLANEJAR, o Perfil de Competências do Planejador Financeiro</p><p>e as Melhores Práticas de Planejamento Financeiro.</p><p>Conceitos de matemática financeira e conceitos básicos de estatística são pré-requisitos para</p><p>os cálculos que serão exigidos nesse módulo, bem como uma avaliação e formulação de</p><p>estratégias em função do ambiente econômico e regulatório, da necessidade de utilização de</p><p>operações de crédito e dos investimentos.</p><p>Os componentes exigidos na parte de gestão financeira visam preparar os profissionais para</p><p>desenvolverem estratégias e técnicas de otimização do fluxo de caixa, ativos e passivos,</p><p>liquidez, orçamento e o uso do crédito responsável.</p><p>Capítulo 1:</p><p>O Processo de Planejamento</p><p>Financeiro do Profissional CFP®</p><p>5</p><p>CFP - Certified Financial Planner 6</p><p>1.1 Etapas do Processo de</p><p>Planejamento Financeiro</p><p>6</p><p>CFP - Certified Financial Planner 7</p><p>Conceito</p><p>O Planejamento Financeiro ajuda a alcançar os obje5vos de curto, médio ou longo prazo,</p><p>abordando os seguintes temas:</p><p>Ø Construção do orçamento;</p><p>Ø Racionalização dos gastos;</p><p>Ø O5mização dos inves5mentos.</p><p>Segundo a FPSB, o Processo de Planejamento Financeiro é uma abordagem colabora5va e</p><p>intera5va que os profissionais de planejamento financeiro u5lizam para considerar todos</p><p>os aspectos da situação financeira de um cliente ao formular estratégias de planejamento</p><p>financeiro e fazer as devidas recomendações. Essa abordagem fornece um guia para</p><p>estruturar os inves5mentos do cliente dentro dos parâmetros estabelecidos, gerando</p><p>segurança para que ele possa agir. Já o cliente se beneficia ao ter um plano individual, no</p><p>qual ele pode visualizar como a5ngir seus sonhos, gerando a disciplina que muitas vezes</p><p>falta aos clientes. Além disso, o Planejamento Financeiro também faz com que a pessoa</p><p>enxergue todas as suas obrigações, como, por exemplo, o que aconteceria com sua</p><p>família caso o cliente venha a falecer.</p><p>Propósito e Benefícios do Planejamento</p><p>CFP - Certified Financial Planner 8</p><p>Ordem Cronológica</p><p>As seis etapas do Planejamento Financeiro são:</p><p>Ø (1) Definir e estabelecer o relacionamento com o cliente.</p><p>Ø (2) Identificar necessidades ou Coletar informações necessárias para elaborar um</p><p>plano financeiro e que permitam uma visão completa do cliente: gestão financeira,</p><p>ativos e investimentos, seguros, aposentadoria, fiscal e sucessória.</p><p>Ø (3) Analisar e avaliar a situação financeira do cliente.</p><p>Ø (4) Sintetizar ou Desenvolver as recomendações de planejamento financeiro e</p><p>apresentá-las ao cliente.</p><p>Ø (5) Implementar as recomendações de planejamento financeiro.</p><p>Ø (6) Monitorar a situação do cliente.</p><p>Desta forma, podemos decorar as 6 etapas como DIA-SIM, o dia perfeito em que o cliente</p><p>diz SIM, mas também memorizado como DCADIM.</p><p>Etapas do Processo de Planejamento Financeiro</p><p>CFP - Certified Financial Planner 9</p><p>Conceito</p><p>Esta é a etapa inicial de todo o planejamento financeiro, no qual o profissional irá</p><p>informar e explicar como funciona o seu serviço, mas também alinhando expectativas do</p><p>que o cliente espera. Desta forma, o profissional deverá:</p><p>Ø Informar adequadamente ao cliente como irá funcionar a relação profissional;</p><p>Ø Delimitar o seu escopo de atuação em razão de suas competências;</p><p>Ø Explicar claramente e documentar os serviços que irá fornecer ao cliente;</p><p>Ø Explicar como será remunerado pelo serviço, deixando claro eventuais acordos de</p><p>compensação com terceiros, já que o profissional poderá ser remunerado</p><p>exclusivamente pelo cliente ou receber uma remuneração híbrida, advinda parte</p><p>por comissionamento de próprios financeiros, por exemplo.</p><p>O documento de Escopo de Relacionamento deverá ser assinado por ambas as partes e</p><p>eletrônica. O Planejador CFP e Associado deverão</p><p>tratar todos os Dados Pessoais a que tiverem acesso no desempenho de suas funções,</p><p>única e exclusivamente para cumprir com a finalidade determinada junto ao Titular dos</p><p>Dados Pessoais, em atenção a legislação aplicável sobre o tema, em especial, a Lei Federal</p><p>nº 13.709/2018 (a “Lei Geral de Proteção de Dados”). FALTA: GRAVE, MAIS MULTA.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>76</p><p>Princípio 8: Diligência</p><p>Definição</p><p>O Planejador CFP e o Associado deve FORNECER SERVIÇOS PROFISSIONAIS DE FORMA</p><p>DILIGENTE. A diligência exige que o Planejador CFP e Associado atendam aos</p><p>compromissos profissionais com zelo, dedicação e rigor, cuidando e supervisionando</p><p>adequadamente a execução dos serviços profissionais de acordo com o escopo, condições</p><p>e prazos acordados com o cliente.</p><p>❑ PROVA: A dica é lembrar de “Funções de um Gerente / Dirigente” .</p><p>❑EXEMPLO: Um profissional tem um problema com um cliente por erro de um membro</p><p>de sua equipe. Ele é responsável pela falha de um de seus subordinados?</p><p>Resposta: Sim, pois o profissional deverá supervisionar ou direcionar de forma prudente e</p><p>responsável quaisquer subordinados ou terceiros a quem delegue responsabilidades por</p><p>quaisquer serviços para o cliente.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>77</p><p>Princípio 8: Diligência</p><p>Regras</p><p>❑ O Profissional CFP® e os associados deverão:</p><p>Ø Devolver documentos ou qualquer outro bem do cliente mediante solicitações</p><p>do mesmo, assim que possível, ou em conformidade com os prazos estabelecidos</p><p>com o cliente. Falta: Grave, mais multa.</p><p>Ø Sempre que aplicável, documentar, identificar e manter atualizadas as</p><p>informações do cliente sobre as quais exerça qualquer tipo de supervisão. Falta:</p><p>leve, mais multa.</p><p>Ø Supervisionar ou direcionar de forma prudente e responsável quaisquer</p><p>subordinados ou terceiros a quem delegue responsabilidades por quaisquer</p><p>serviços para o cliente. Falta: Leve a Grave, mais multa.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>78</p><p>Procedimentos Disciplinares (Seção IV)</p><p>Definição</p><p>O eventual descumprimento dos Princípios e Regras contidos neste Código será objeto de</p><p>apuração pela Planejar, seja de ofício ou mediante o recebimento de denúncia, devendo</p><p>o respectivo procedimento disciplinar ser conduzido de acordo com o estabelecido no</p><p>documento “Normas Disciplinares e Procedimentos Para Apuração de Descumprimentos</p><p>às Regras do Código de Conduta Ética e Responsabilidade Profissional da Planejar” (Anexo</p><p>do Código). Vale ressaltar que o procedimento disciplinar só será aplicado no caso de</p><p>eventuais descumprimentos deste código, mas não à outras normas ou infrações da lei.</p><p>Além disso, serão assegurados, na condução do procedimento disciplinar, a ampla defesa</p><p>e o contraditório, sendo observadas também a celeridade, a razoabilidade e a</p><p>simplificação dos atos (informalidade). Com isso, pretende-se que o processo seja rápido,</p><p>simplificado e razoável para que a punição não seja desproporcional à gravidade do</p><p>descumprimento eventualmente cometido pelo Planejador CFP ou Associado</p><p>Na hipótese de reconhecimento da irregularidade atribuída ao Planejador CFP e</p><p>Associado, serão aplicadas as penalidades também previstas no documento “Normas</p><p>Disciplinares e Procedimentos Para Apuração de Descumprimentos às Regras do Código</p><p>de Conduta Ética e Responsabilidade Profissional da Planejar”.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>79</p><p>Melhores Práticas (Seção V)</p><p>Definição</p><p>As Melhores Práticas de Relacionamento entre Planejador CFP® e Associado e clientes</p><p>constituem recomendações, não sendo, dessa forma, de observância obrigatória.</p><p>Recomenda-se que o Planejador CFP® e Associado:</p><p>Ø Desenvolvam mecanismos para formalizar com seu cliente o escopo do trabalho,</p><p>custos envolvidos, remuneração pelos serviços, prazos acordados e outros itens</p><p>que as partes julguem necessários;</p><p>Ø Comuniquem ao cliente qualquer informação que possa afetar sua decisão de</p><p>contratá-lo;</p><p>Ø Informem ao cliente que a Planejar é o canal oficial para reclamações.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>80</p><p>Procedimentos Disciplinares (Anexo)</p><p>Equipes</p><p>O CONSELHO DE NORMAS ÉTICAS, composto por 5 a 9 membros, tem como função a</p><p>apreciação das denúncias, com o poder de decisão sobre a instauração ou não de</p><p>procedimento disciplinar. Além disso, ele conduz eventuais audiências, decidindo sobre a</p><p>celebração de termos de compromissos e impondo as penalidades previstas se for o caso.</p><p>Ela é a instância final, quem avalia todo o caso e decide qual será a atitude a ser tomada</p><p>diante do indício de descumprimento do Código.</p><p>A EQUIPE PLANEJAR é responsável pela supervisão, acompanhamento e verificação da</p><p>adequação dos documentos e condutas dos profissionais certificados perante as normas</p><p>do código de ética, além de receber as denúncias contra os profissionais certificados e</p><p>os associados. Caso seja identificada alguma irregularidade é iniciado um processo</p><p>disciplinar (esta é a verificação de ofício). Os integrantes são sempre do quadro de</p><p>profissionais da Planejar e designados pela Diretoria da entidade.</p><p>O GRUPO DE TRABALHO é responsável pela condução dos trabalhos na busca da</p><p>realidade dos fatos e elaboração de um parecer encaminhando-o para apreciação do</p><p>CONSELHO. Ele é composto por 3 membros (um membro do Conselho, sendo este o</p><p>coordenador do Grupo de Trabalho e relator do caso; e dois membros voluntários</p><p>indicados a exclusivo critério da Planejar).</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>81</p><p>Procedimentos Disciplinares (Anexo)</p><p>Procedimentos para Apuração</p><p>❑ Art. 1º: Os procedimentos para apuração de eventuais descumprimentos estão</p><p>sujeitos às normas estabelecidas no Código, sendo sigilosos e terão por escopo</p><p>exclusivamente a apuração de eventuais descumprimentos dos Princípios e Regras. A</p><p>interpretação das normas será feita com base nos pilares da Integridade, Excelência e</p><p>Engajamento.</p><p>❑ Art. 2º: Serão assegurados, na condução do procedimento disciplinar, a ampla defesa e</p><p>o contraditório, sendo observadas também a celeridade, a razoabilidade e a simplificação</p><p>dos atos (informalidade). São direitos do denunciado no procedimento disciplinar, sem</p><p>prejuízo dos demais direitos e faculdades garantidos por lei e anexo do código:</p><p>Ø Ser comunicado acerca do início da apuração de eventual infração, podendo ter</p><p>vista e obter cópias dos autos;</p><p>Ø Formular alegações, apresentar defesa escrita e documentos, assim como</p><p>comparecer pessoalmente perante o Grupo de Trabalho, em dia e hora por este</p><p>definidos, para prestar esclarecimentos e, ainda, na sessão de julgamento,</p><p>apresentar sustentação oral, ressalvado que a falta de manifestação das partes</p><p>interessadas não impedirá o andamento do procedimento disciplinar;</p><p>Ø Fazer-se representar, facultativamente, por advogado; e</p><p>Ø Manter-se silente.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>82</p><p>Procedimentos Disciplinares (Anexo)</p><p>Procedimentos para Apuração</p><p>❑ Art. 4º: A Equipe Planejar analisará eventuais descumprimentos ao Código, inclusive</p><p>aqueles de que tiver ciência por meio de denúncia ou de condenações definitivas em</p><p>processos administrativos instaurados por autoridades regulatórias.</p><p>Ø A denúncia pode ser efetuada por QUALQUER PESSOA FÍSICA OU JURÍDICA, mas</p><p>somente será apreciada e considerada eficaz se FEITA POR INSTRUMENTO ESCRITO</p><p>E ENCAMINHADA PELOS CANAIS ELETRÔNICOS OFICIAIS DA PLANEJAR, COM A</p><p>IDENTIFICAÇÃO INEQUÍVOCA DO DENUNCIANTE, contendo a descrição da prática</p><p>objeto da denúncia e, sempre que possível, acompanhada dos documentos que a</p><p>fundamentem.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>83</p><p>Procedimentos Disciplinares (Anexo)</p><p>Procedimentos para Apuração</p><p>❑ Art. 5º: Caso encontre, em sua análise técnica ou por meio de denúncia, efetivos</p><p>indícios de descumprimento das normas do Código, a Equipe Planejar encaminhará o</p><p>caso, apresentando todas as informações até então disponíveis, para o Conselho de</p><p>Normas Éticas, para que este, em reunião ordinária, a ser realizada até a 3ª (terceira)</p><p>reunião ordinária do Conselho dado do recebimento das informações</p><p>pela Equipe</p><p>Planejar, aça análise preliminar do mérito e, conforme o caso, determine a instauração</p><p>do processo. Caso a análise não ocorra até a 3ª (terceira) reunião ordinária do Conselho,</p><p>uma reunião extraordinária será agendada para cumprir a obrigação de análise.</p><p>Ø Na instauração do procedimento disciplinar, deverá haver clara indicação do fato</p><p>considerado irregular, da regra do Código infringida e do suposto autor da</p><p>infração;</p><p>Ø A denúncia será arquivada caso o Conselho de Normas Éticas, na reunião</p><p>ordinária, conclua de plano que não há indícios de violação, devendo o</p><p>denunciado ser notificado de tal fato, no prazo de 15 (quinze) dias úteis de tal</p><p>decisão;</p><p>Ø Caso o Conselho conclua que há indícios de violação, será determinada a</p><p>instauração do procedimento disciplinar e indicado o Coordenador do GT;</p><p>Ø Caso o denunciado seja membro do Conselho de Normas Éticas ou da Equipe</p><p>Planejar, será automaticamente afastado do processo desde o início.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>84</p><p>Procedimentos Disciplinares (Anexo)</p><p>Prazos</p><p>❑ Art. 6º: O Associado deverá apresentar sua defesa e eventuais alegações, por escrito,</p><p>em até 15 (quinze) dias úteis, contados do recebimento da notificação.</p><p>❑ Art. 28: O prazo para instauração do procedimento disciplinar prescreve em 5 (cinco)</p><p>anos, contados da data da prática do ato ou, no caso de infração permanente ou</p><p>continuada, do dia em que tiver cessado.</p><p>Ø Interrompe-se a prescrição referida no “caput” deste artigo, sendo reiniciada</p><p>uma nova contagem, na data em que o fato tenha chegado ao conhecimento da</p><p>Planejar.</p><p>Ø O prazo para encerramento do procedimento disciplinar será de até 12 (doze)</p><p>meses, contados a partir da decisão de sua instauração, podendo ser prorrogado</p><p>uma única vez, a critério do Conselho de Normas Éticas.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>85</p><p>Procedimentos Disciplinares (Anexo)</p><p>AS 10 ETAPAS</p><p>O fluxo dos acontecimentos em caso de denúncia será:</p><p>Ø (1) EQUIPE PLANEJAR recebe a denúncia de possível descumprimento do Código</p><p>de Ética ou constata a denúncia em seu monitoramento rotineiro (como por</p><p>exemplo, condenações definitivas de em processos regulatórios);</p><p>Ø (2) EQUIPE PLANEJAR encaminha o caso para o CONSELHO DE NORMAS ÉTICAS;</p><p>Ø (3) CONSELHO, em reunião ordinária, a ser realizada até a 3ª (terceira) reunião</p><p>ordinária do Conselho, analisa e, caso identifique efetivos indícios de</p><p>descumprimento, na mesma reunião, indica o Coordenador do GT (os demais</p><p>são indicados pela Equipe Planejar) e determina a instauração do procedimento</p><p>disciplinar.</p><p>Ø (4) Denunciado deve ser avisado em até 15 (quinze) dias úteis pela EQUIPE</p><p>PLANEJAR da instauração do processo, avisando-lhe também que o mesmo terá</p><p>um prazo de 15 (quinze) dias úteis, a partir do momento em que ele recebeu a</p><p>notificação, para a sua defesa.</p><p>Ø (5) GRUPO DE TRABALHO conduz a investigação e pode, neste momento,</p><p>solicitar documentos por parte do denunciante e denunciado com relação ao</p><p>caso;</p><p>Ø (6) EQUIPE PLANEJAR elabore relatório sobre o caso em até 15 (quinze) dias</p><p>úteis contados de referida determinação e apresenta ao GRUPO DE TRABALHO.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>86</p><p>Procedimentos Disciplinares (Anexo)</p><p>(...) Continuação:</p><p>Ø (7) GRUPO DE TRABALHO analisa o relatório e pode pedir ou não documentos e</p><p>depoimentos complementares que deverão ser obtidos pela EQUIPE PLANEJAR.</p><p>O GRUPO DE TRABALHO entendendo que há indícios de descumprimento ao</p><p>código de ética, encaminha parecer (indicando as penalidades que entende</p><p>aplicáveis) ao CONSELHO DE NORMAS ÉTICAS para apreciação final e decisão</p><p>definitiva. Caso contrário, o processo é arquivado.</p><p>Ø (8) Se a infração for considerada de porte leve e de fácil reparação, o CONSELHO</p><p>pode enviar uma carta ao denunciado recomendando que seja tomada medidas</p><p>para ajustar a conduta irregular e assim que o profissional adotar as medidas e</p><p>sanar a irregularidade, o processo é extinto.</p><p>Ø (9) Se a infração for considerada de porte grave, o caso será levado a julgamento.</p><p>Nesta sessão, o denunciado tem direito a sustentação oral de sua defesa,</p><p>inclusive podendo ser representado por advogados. A sessão é presidida pelo</p><p>presidente do CONSELHO DE NORMAS ÉTICAS, sendo a decisão decidida por</p><p>maioria dos votos dos presentes (membros do Conselho), sendo que o presidente</p><p>não pode votar. A decisão do CONSELHO é soberana e definitiva, não cabendo</p><p>recurso.</p><p>Ø (10) O Processo é concluído.</p><p>AS 10 ETAPAS</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>87</p><p>Procedimentos Disciplinares (Anexo)</p><p>Sanções</p><p>❑ Art. 24º: O Planejador CFP® e Associado que descumprirem qualquer um dos Princípios</p><p>e Regras estabelecidos no Código estarão sujeitos à imposição das seguintes penalidades:</p><p>Ø I – ADVERTÊNCIA PRIVADA do Conselho de Normas Éticas, através de</p><p>reprimenda por escrito, não publicada, mas apontada nos registros da Planejar e</p><p>enviada diretamente ao denunciado para INFRAÇÃO LEVE;</p><p>Ø II – MULTA, que não poderá exceder a 50 (cinquenta) vezes o valor da respectiva</p><p>anuidade vigente, por ocasião da infração;</p><p>Ø III – ADVERTÊNCIA PÚBLICA do Conselho de Normas Éticas, a ser divulgada nos</p><p>meios de comunicação da Planejar para INFRAÇÃO GRAVE;</p><p>Ø IV – SUSPENSÃO TEMPORÁRIA do denunciado do quadro de associados e</p><p>proibição temporária, divulgada nos meios de comunicação da Planejar, do uso</p><p>das Marcas CFP® pelos Planejadores CFP® para INFRAÇÃO GRAVÍSSIMA;</p><p>Ø V – REVOGAÇÃO do direito de uso das Marcas CFP® e exclusão do quadro de</p><p>Planejadores CFP® ou Associados, divulgada nos meios de comunicação da</p><p>Planejar para INFRAÇÃO GRAVÍSSIMA.</p><p>❑ OBS: A multa poderá ser aplicada cumulativamente com quaisquer outras penalidades</p><p>e níveis de infração, sendo definida pelo Conselho.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>88</p><p>Procedimentos Disciplinares (Anexo)</p><p>Atenuantes e Agravantes</p><p>❑ São ATENUANTES (diminui a penalização):</p><p>Ø A reparação integral dos danos eventualmente causados pelo denunciado;</p><p>Ø A confissão espontânea;</p><p>Ø O arrependimento posterior eficaz.</p><p>❑ São AGRAVANTES (aumentam a penalização):</p><p>Ø A reincidência abstrata, abrangendo toda e qualquer conduta cometida pelo</p><p>mesmo denunciado, em que pese a conduta da denúncia anterior for distinta da</p><p>atual em análise;</p><p>Ø O motivo fútil;</p><p>Ø O dolo de lesão ou vantagem econômica;</p><p>Ø A acumulação de mais de uma infração cometida pela mesma conduta.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>89</p><p>PRINCÍPIO PRINCIPAIS CONCEITOS PRINCIPAIS REGRAS</p><p>Cliente em</p><p>Primeiro Lugar - Colocar o cliente em primeiro lugar - Não há regras</p><p>Integridade</p><p>(Hintegridade) - Fornecer serviços profissionais com integridade</p><p>- Não fornecer informações falsas ou enganosas;</p><p>- Não omitir benefícios gerados em proveito próprio;</p><p>- Exercer julgamento adequado e prudente ao oferecer e</p><p>prestar serviço.</p><p>Objetividade</p><p>OBJESUITABILIDADE</p><p>- Fornecer serviços profissionais de forma</p><p>objetiva</p><p>- Agir de acordo com os objetivos do cliente;</p><p>- Comunicar todos os fatos relevantes;</p><p>- Fazer com que o cliente entenda as recomendações.</p><p>Imparcialidade</p><p>(conflito de</p><p>interesse)</p><p>- Ser justo e imparcial no relacionamento</p><p>profissional</p><p>- Segregar o patrimônio e interesses do cliente daqueles do</p><p>profissional e da instituição que o profissional trabalhar.</p><p>Profissionalismo - Agir com postura exemplar; - Não emprestar ou tomar dinheiro emprestado;</p><p>- Observar a lei, regras e códigos;</p><p>Competência</p><p>(ser humilde)</p><p>- Manter-se atualizado acerca de conhecimentos</p><p>para o desenvolvimento da atividade profissional. - Assessorar o cliente apenas na área que tem competência;</p><p>Confidencialidade - Proteger as informações confidenciais do cliente - Agir com prudência para proteger dados do cliente;</p><p>- Exceção em processos legais.</p><p>Diligência</p><p>(Funções de</p><p>um gerente)</p><p>- Fornecer serviços profissionais de forma</p><p>diligente</p><p>- Fornecer serviços respeitando o escopo e o prazo acordado;</p><p>- Supervisionar ou direcionar de forma prudente e</p><p>responsável qualquer subordinado ou terceiro;</p><p>Princípios e Regras: Resumo em tabela</p><p>Capítulo 3:</p><p>Perfil</p><p>de Competências do</p><p>Planejador Financeiro</p><p>90</p><p>CFP - Certified Financial Planner 91</p><p>3.1 Matriz de Capacidades do</p><p>Planejador Financeiro</p><p>91</p><p>CFP - Certified Financial Planner 92</p><p>https://www.planejar.org.br/institucional/fpsb/</p><p>Financial Planning Standards Board (FPSB)</p><p>Conceito</p><p>Em meados da década 70, surge nos Estados Unidos, a profissão de planejador financeiro</p><p>certificado. Em 2004, por causa do o crescimento da Certificação CFP® no mundo, nasce a</p><p>Financial Planning Standards Board (FPSB), entidade responsável pela divulgação,</p><p>gerenciamento e controle do uso das marcas CFP® nos países onde ela está presente no</p><p>mundo. Com isso, ela definiu também o Perfil de Competências do Planejador Financeiro.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 93</p><p>Perfil de Competências do Planejador Financeiro</p><p>Conceito</p><p>O Perfil de Competências do Planejador Financeiro, desenhado pelo FPSB, reflete o que o</p><p>profissional deve ter e fazer para proporcionar – de maneira competente – um serviço de</p><p>planejamento financeiro a um cliente. Estes itens são:</p><p>Ø CAPACIDADE de executar tarefas de planejador financeiro, que será dividida em:</p><p>o Coleta;</p><p>o Análise; e</p><p>o Síntese</p><p>Ø HABILIDADES PROFISSIONAIS adequadas, que serão divididas em:</p><p>o Responsabilidade Profissional;</p><p>o Prática;</p><p>o Comunicação; e</p><p>o Cognição</p><p>Ø CONHECIMENTO de questões de planejamento financeiro.</p><p>Os profissionais CFP® que optaram por especializar-se ou limitar-se a uma área</p><p>específica, devem (mesmo assim) serem capazes de dominar todo o conjunto de</p><p>capacidades do planejador financeiro, ou seja, devem ter domínio sobre todas as áreas</p><p>CFP - Certified Financial Planner 94</p><p>COMPETÊNCIAS</p><p>Perfil de Competências do Planejador Financeiro</p><p>Coleta</p><p>Análise</p><p>Síntese</p><p>Responsabilidade Profissional</p><p>Prática</p><p>Comunicação</p><p>Cognição</p><p>CONHECIMENTO</p><p>HABILIDADE</p><p>PROFISSIONAL</p><p>CAPACIDADE</p><p>• Gestão Financeira</p><p>• Gestão de Ativos</p><p>• Aposentadoria</p><p>• Seguros</p><p>• Impostos</p><p>• Sucessão</p><p>Gráfico</p><p>CFP - Certified Financial Planner 95</p><p>Perfil de Competências do Planejador Financeiro</p><p>Conhecimento</p><p>O Profissional deve dominar o conhecimento teórico e prático em um amplo leque de</p><p>tópicos de planejamento financeiro e afins para, então, poder aliar esse conhecimento a</p><p>habilidades e capacidades profissionais para proporcionar planejamento financeiro</p><p>competente.</p><p>O domínio do conjunto de conhecimentos da profissão de planejamento financeiro</p><p>permite que o profissional dessa área suscite o respeito e a confiança dos clientes e</p><p>adquira confiança em sua capacidade de exercer a profissão com competência</p><p>CFP - Certified Financial Planner 96</p><p>Perfil de Competências do Planejador Financeiro</p><p>As Capacidades do Planejador Financeiro, determinadas pelo FPSB, descrevem as</p><p>diversas tarefas que os profissionais de planejamento financeiro CFP® devem ser</p><p>capazes de realizar no decorrer de trabalhos de planejamento financeiro para clientes,</p><p>qualquer que seja o tipo, o contexto ou sua localização. A FPSB classificou em três</p><p>funções, relacionando-os a cada um dos seis componentes do Planejamento Financeiro</p><p>(Gestão Financeira, Gestão de Ativos, Gestão de Risco, Planejamento Tributário,</p><p>Planejamento de Aposentadoria e Planejamento Sucessório) . Estas funções sãos:</p><p>Ø Coleta (Etapa 2);</p><p>Ø Análise (Etapa 3);</p><p>Ø Síntese (Etapa 4).</p><p>Lembrando que as 6 Etapas, conforme visto no “Capítulo 1 (1.2 – Etapas do Processo de</p><p>Planejamento Financeiro), a serem realizadas com um cliente são: (1) Definir Escopo;</p><p>(2) Coletar; (3) Analisar; (4) Sintetizar; (5) Implementar; e (6) Monitorar,.</p><p>Capacidades</p><p>CFP - Certified Financial Planner 97</p><p>Matriz de Capacidades</p><p>Práticas Fundamentais</p><p>Representam as competências que se relacionam com a capacidade de o profissional de</p><p>planejamento financeiro de:</p><p>Ø Integrar as diversas competências essenciais do planejador financeiro e</p><p>componentes do planejador financeiro;</p><p>Ø Entender e dominar as inter-relações entre as diversas capacidades do planejador</p><p>financeiro de executar uma função de planejador financeiro.</p><p>Desta forma, o profissional de planejador financeiro usa uma ou mais Práticas</p><p>Fundamentais de Planejamento Financeiro ao fornecer um planejamento financeiro a um</p><p>cliente.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 98</p><p>Matriz de Capacidades</p><p>Coleta: Etapa 2</p><p>A coleta de informações necessárias para preparar um plano financeiro deve ir além da</p><p>simples reunião de informações, incluindo também a identificação de fatos relacionados,</p><p>por meio dos cálculos requeridos, e a ordenação das informações do cliente para análise.</p><p>q PRÁTICAS FUNDAMENTAIS:</p><p>Ø Identificar os objetivos, necessidades e valores do cliente que tenham implicações</p><p>financeiras;</p><p>Ø Identificar as informações necessárias para a elaboração o plano financeiro</p><p>pessoal;</p><p>Ø Identificar os problemas legais do cliente que afetem o plano financeiro pessoal;</p><p>Ø Identificar mudanças relevantes na situação pessoal e financeira do cliente;</p><p>Ø Determinar as atitudes e o nível de sofisticação financeira do cliente;</p><p>Ø Preparar as informações para possibilitar a análise.</p><p>q COMPETÊNCIAS ESSENCIAIS:</p><p>Ø Coletar as informações QUANTITATIVAS e QUALITATIVAS necessárias para elaborar</p><p>um plano financeiro pessoal.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 99</p><p>Matriz de Capacidades</p><p>O profissional de planejamento financeiro deve identificar e considerar problemas, fazer</p><p>análises financeiras e avaliar as informações resultantes para poder formular estratégias</p><p>para o cliente.</p><p>q PRÁTICAS FUNDAMENTAIS:</p><p>Ø Analisar os objetivos, necessidades, valores e informações do cliente para priorizar</p><p>os componentes do planejamento financeiro pessoal;</p><p>Ø Considerar as inter-relações entre componentes de planejamento financeiro</p><p>pessoal;</p><p>Ø Considerar oportunidades e restrições e avaliar as informações coletadas em</p><p>todos os componentes de planejamento financeiro;</p><p>Ø Considerar o impacto do ambiente econômico, político e regulatório no plano</p><p>financeiro pessoal do cliente;</p><p>Ø Medir o progresso em direção à conquista dos objetivos do cliente.</p><p>q COMPETÊNCIAS ESSENCIAIS:</p><p>Ø Considerar as oportunidades e restrições potenciais;</p><p>Ø Avaliar as informações para formular estratégias.</p><p>Análise: Etapa 3</p><p>CFP - Certified Financial Planner 100</p><p>Matriz de Capacidades</p><p>O profissional de planejamento financeiro sintetiza as informações para formular e avaliar</p><p>estratégias para criar um plano financeiro.</p><p>q PRÁTICAS FUNDAMENTAIS:</p><p>Ø Priorizar as recomendações provenientes dos componentes de planejamento</p><p>financeiro para otimizar a situação do cliente;</p><p>Ø Consolidar as recomendações e passos de ação em um plano financeiro;</p><p>Ø Determinar o ciclo adequado de revisão do plano financeiro.</p><p>q COMPETÊNCIA ESSENCIAL:</p><p>Ø Sintetizar as informações para formular e avaliar estratégias para elaborar um</p><p>plano financeiro pessoal.</p><p>Síntese: Etapa 4</p><p>CFP - Certified Financial Planner 101</p><p>Componentes do Planejamento Financeiro</p><p>Conforme estamos vendo, o planejador CFP® não avalia isoladamente as necessidades de</p><p>impostos, gestão de ativos ou aposentadoria ao fornecer planejamento financeiro a um</p><p>cliente. O profissional deve compreender que as habilidades de coleta, análise e síntese</p><p>(ou seja, as Capacidades do Planejador Financeiro) abrangem um amplo escopo, que</p><p>totalizam as seis áreas de conhecimento da prova, que são elas:</p><p>Ø Gestão Financeira (Módulo I);</p><p>Ø Gestão de Ativos (Módulo II);</p><p>Ø Planejamento de Aposentadoria (Módulo III);</p><p>Ø Gestão de Risco (Módulo IV);</p><p>Ø Planejamento Tributário (Módulo V);</p><p>Ø Planejamento Sucessório (Módulo VI).</p><p>Definição</p><p>CFP - Certified Financial Planner 102</p><p>Componentes do Planejamento Financeiro</p><p>Gestão Financeira</p><p>Ø Verificar se o cliente vive de acordo com suas posses;</p><p>Ø Avaliar o impacto de mudanças potenciais em receitas/despesas; as alternativas</p><p>de financiamento; e se o fundo de emergência é adequado e provisioná-lo;</p><p>Ø Determinar os problemas pertinentes aos ativos e passivos.</p><p>Ø Considerar possíveis estratégias de gestão de caixa.</p><p>Ø Identificar demandas conflitantes do fluxo de caixa.</p><p>CO</p><p>LE</p><p>TA</p><p>AN</p><p>ÁL</p><p>IS</p><p>E</p><p>SÍ</p><p>NT</p><p>ES</p><p>E</p><p>Ø Coletar informações</p><p>do cliente relativas: aos ativos e passivos; fluxo de caixa,</p><p>renda e/ou obrigações; e as necessárias para preparar um orçamento.</p><p>Ø Preparar demonstrativos do patrimônio, fluxo de caixa e orçamento do cliente.</p><p>Ø Determinar: a propensão do cliente em poupar recursos; como ele toma</p><p>decisões sobre gastos; e as suas atitudes em relação a dívidas.</p><p>Ø Formular estratégias de gestão financeira.</p><p>Ø Avaliar as vantagens e desvantagens de cada estratégia de gestão financeira.</p><p>Ø Otimizar as estratégias para fazer recomendações de gestão financeira.</p><p>Ø Priorizar os passos de ação para auxiliar o cliente a implementar as</p><p>recomendações de gestão financeira.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 103</p><p>Componentes do Planejamento Financeiro</p><p>Gestão de Ativos e Investimentos</p><p>Ø Calcular a taxa de retorno requerida para atingir os objetivos do cliente.</p><p>Ø Determinar as características dos investimentos detidos; as implicações da</p><p>aquisição/alienação de ativos e considerar possíveis estratégias de investimento.</p><p>Ø Avaliar se as expectativas de retorno e a composição dos investimentos são</p><p>compatíveis com a tolerância ao risco e a taxa de retorno requerida.</p><p>CO</p><p>LE</p><p>TA</p><p>AN</p><p>ÁL</p><p>IS</p><p>E</p><p>SÍ</p><p>NT</p><p>ES</p><p>E</p><p>Ø Coletar informações necessárias para preparar um demonstrativo detalhado de</p><p>Investimentos Atuais.</p><p>Ø Determinar a atual alocação dos ativos; a experiência do cliente, suas atitudes e</p><p>tendências em relação a investimentos; seus objetivos de investimento; e a</p><p>tolerância do cliente ao risco de investimento.</p><p>Ø Identificar: as premissas do cliente e suas expectativas de retorno; o horizonte</p><p>temporal do cliente; e os fluxos de caixa disponíveis para investimento.</p><p>Ø Formular estratégias e otimizar as estratégias para fazer recomendações e gestão</p><p>de ativos; e avaliar as suas vantagens e desvantagens;</p><p>Ø Priorizar os passos de ação para auxiliar o cliente a implementar as</p><p>recomendações de gestão de ativos.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 104</p><p>Componentes do Planejamento Financeiro</p><p>Planejamento de Aposentadoria</p><p>Ø Fazer projeções financeiras com base na posição atual. Concluir se os objetivos</p><p>de aposentadoria do cliente são realistas.</p><p>Ø Considerar possíveis estratégias de planejamento de aposentadoria.</p><p>Ø Avaliar os requisitos financeiros na data da aposentadoria.</p><p>Ø Avaliar o impacto de mudanças das premissas nas projeções financeiras.</p><p>Ø Avaliar trade-offs necessários para atingir os objetivos de aposentadoria</p><p>CO</p><p>LE</p><p>TA</p><p>AN</p><p>ÁL</p><p>IS</p><p>E</p><p>SÍ</p><p>NT</p><p>ES</p><p>E</p><p>Ø Coletar dados sobre possíveis fontes de renda de aposentadoria;</p><p>Ø Coletar dados sobre as despesas estimadas na aposentadoria;</p><p>Ø Determinar os objetivos de aposentadoria do cliente, as atitudes com relação a</p><p>este tema e o seu conforto com premissas de planejamento de aposentadoria.</p><p>Ø Formular estratégias de planejamento de aposentadoria e avaliar as vantagens e</p><p>desvantagens de cada uma destas estratégia;</p><p>Ø Otimizar as estratégias para fazer recomendações de planejamento de</p><p>aposentadoria.</p><p>Ø Priorizar os passos de ação para auxiliar o cliente a implementar as</p><p>recomendações de planejamento de aposentadoria.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 105</p><p>Componentes do Planejamento Financeiro</p><p>Gestão de Risco e Seguros</p><p>Ø Determinar as características da atual cobertura de seguros;</p><p>Ø Considerar estratégias atuais e possíveis de gestão de risco;</p><p>Ø Avaliar a exposição a risco financeiro;</p><p>Ø Avaliar a exposição a risco do cliente diante da atual cobertura de seguros e</p><p>estratégias de gestão de risco e as implicações de mudanças nas suas coberturas;</p><p>Ø Priorizar as necessidades de gestão de risco do cliente.</p><p>CO</p><p>LE</p><p>TA</p><p>AN</p><p>ÁL</p><p>IS</p><p>E</p><p>SÍ</p><p>NT</p><p>ES</p><p>E</p><p>Ø Coletar dados sobre a atual cobertura de seguros do cliente;</p><p>Ø Identificar possíveis obrigações financeiras;</p><p>Ø Determinar os objetivos de gestão de risco, a tolerância a exposição ao risco, as</p><p>questões pertinentes de estilo de vida do cliente e os problemas de saúde;</p><p>Ø Coletar dados para identificar os riscos de natureza patrimonial.</p><p>Ø Formular estratégias de gestão de risco;</p><p>Ø Avaliar as vantagens e desvantagens de cada estratégia de gestão de risco;</p><p>Ø Otimizar as estratégias para fazer recomendações de gestão de risco;</p><p>Ø Priorizar os passos de ação para auxiliar o cliente a implementar as</p><p>recomendações de gestão de risco.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 106</p><p>Componentes do Planejamento Financeiro</p><p>Planejamento Fiscal</p><p>Ø Revisar os documentos tributários pertinentes.</p><p>Ø Considerar possíveis estratégias e estruturas tributárias.</p><p>Ø Avaliar a adequação das atuais estratégias e estruturas tributárias.</p><p>Ø Avaliar o impacto financeiro de alternativas de planejamento tributário.</p><p>CO</p><p>LE</p><p>TA</p><p>AN</p><p>ÁL</p><p>IS</p><p>E</p><p>SÍ</p><p>NT</p><p>ES</p><p>E</p><p>Ø Coletar as informações necessárias para determinar a situação tributária do</p><p>cliente;</p><p>Ø Identificar a natureza tributável dos ativos e passivos;</p><p>Ø Identificar passivos tributários correntes, diferidos e futuros;</p><p>Ø Identificar as pessoas envolvidas na situação tributária do cliente;</p><p>Ø Determinar as atitudes do cliente com relação à tributação.</p><p>Ø Formular estratégias de planejamento tributário.</p><p>Ø Avaliar as vantagens e desvantagens de cada estratégia de planejamento</p><p>tributário.</p><p>Ø Otimizar as estratégias para fazer recomendações de planejamento tributário.</p><p>Ø Priorizar os passos de ação para auxiliar o cliente a implementar as</p><p>recomendações de planejamento tributário.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 107</p><p>Ø Formular estratégias de planejamento sucessório.</p><p>Ø Avaliar as vantagens e desvantagens de cada estratégia sucessória.</p><p>Ø Otimizar as estratégias para fazer recomendações de planejamento sucessório.</p><p>Ø Priorizar os passos de ação para auxiliar o cliente a implementar as</p><p>recomendações de planejamento sucessório.</p><p>Componentes do Planejamento Financeiro</p><p>Ø Projetar o patrimônio no momento da morte;</p><p>Ø Considerar as restrições para atingir os objetivos de planejamento sucessório;</p><p>Ø Considerar possíveis estratégias de planejamento sucessório;</p><p>Ø Calcular possíveis despesas e impostos em função de morte;</p><p>Ø Avaliar as necessidades específicas dos beneficiários;</p><p>Ø Avaliar a liquidez da sucessão no momento da morte.</p><p>Planejamento Sucessório</p><p>CO</p><p>LE</p><p>TA</p><p>AN</p><p>ÁL</p><p>IS</p><p>E</p><p>SÍ</p><p>NT</p><p>ES</p><p>E</p><p>Ø Coletar contratos legais e documentos que afetem as estratégias de</p><p>planejamento sucessório.</p><p>Ø Identificar os objetivos de planejamento sucessório do cliente.</p><p>Ø Identificar a dinâmica familiar e as relações comerciais que poderiam impactar</p><p>as estratégias de planejamento sucessório.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 108</p><p>Habilidades Profissionais</p><p>Conceito</p><p>As HABILIDADES PROFISSIONAIS descritas pelo FPSB (Financial Planning Standards Board)</p><p>identificam as habilidades que o profissional deve ter para aconselhar os clientes em</p><p>trabalhos de planejamento financeiro e que envolvem um alto grau de confiança,</p><p>incerteza, complexidade e acordo mútuo com clientes de vários tipos, ou na interação</p><p>com colegas ou outras pessoas na condição de profissional.</p><p>Este profissional certificado CFP®, precisa ser capaz de integrar sem rupturas, uma ou</p><p>mais habilidades profissionais com o devido conhecimento e capacidades adequadas em</p><p>cada um de seus atos ou interações profissionais, e comprometer-se em atualizar</p><p>permanentemente suas habilidades profissionais para manter a competência no campo</p><p>do planejamento financeiro.</p><p>Desta forma, o FPSB classificou as habilidades profissionais em quatro áreas:</p><p>Ø Responsabilidade Profissional;</p><p>Ø Prática;</p><p>Ø Comunicação; e</p><p>Ø Cognição.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 109</p><p>Habilidades Profissionais</p><p>A RESPONSABILIDADE PROFISSIONAL envolve:</p><p>Ø Atuar no interesse do cliente ao prestar serviços profissionais;</p><p>Ø Estabelecer confiança em todas as relações profissionais;</p><p>Ø Demonstrar discernimento ético;</p><p>Ø Demonstrar honestidade intelectual e imparcialidade;</p><p>Ø Reconhecer o papel de interesse público da profissão e agir de acordo com isso; e</p><p>Ø Reconhecer os limites da competência e buscar voluntariamente a opinião de</p><p>outros profissionais ou encaminhar os cliente até eles.</p><p>Responsabilidade Profissional</p><p>CFP - Certified Financial Planner 110</p><p>Habilidades Profissionais</p><p>Já a PRÁTICA envolve:</p><p>Ø Aprender continuamente para assegurar a atualização de seu conhecimento e</p><p>habilidades;</p><p>Ø Atualizar-se nos ambientes econômico, político e regulatório;</p><p>Ø Cumprir as leis e regulamentos pertinentes a serviços financeiros;</p><p>Ø Exerce autonomia e iniciativa no desempenho das atividades profissionais;</p><p>Ø Exercer responsabilidade pela capacidade sua e/ou da firma de prestar serviços ao</p><p>cliente ao longo de todo o trabalho;</p><p>Ø Fazer juízos adequados nas áreas não tratadas pelas normas existentes da prática;</p><p>Ø Realizar pesquisas adequadas ao analisar e formular estratégias; e</p><p>Ø Seguir o código profissional de ética e os padrões da prática.</p><p>Prática</p><p>CFP - Certified Financial Planner 111</p><p>Habilidades Profissionais</p><p>A habilidade profissional COMUNICAÇÃO envolve:</p><p>Ø Apresentar raciocínios lógicos e persuasivos;</p><p>Ø Comunicar suas informações e ideias verbalmente ou por escrito de forma</p><p>compreensível para o cliente e outras pessoas;</p><p>Ø Conseguir obter a concordância do cliente e de outras pessoas;</p><p>Ø Dar atenção ao que o cliente e outras pessoas dizem e não se apressar para</p><p>entender os pontos levantados;</p><p>Ø Estabelecer uma boa ligação com o cliente e outras pessoas; e</p><p>Ø Obter a concordância e reclamações de maneira eficaz;</p><p>Ø Tratar objeções e reclamações de maneira eficaz.</p><p>Comunicação</p><p>CFP - Certified Financial Planner 112</p><p>Habilidades Profissionais</p><p>A COGNIÇÃO irá envolver:</p><p>Ø Analisar e integrar informações de várias fontes para chegar a soluções;</p><p>Ø Aplicar métodos ou fórmulas matemáticas conforme adequadas;</p><p>Ø Demonstrar a capacidade de adaptar seu pensamento e comportamentos;</p><p>Ø Tomar decisões fundamentadas quando contar com informações incompletas ou</p><p>incoerentes; e</p><p>Ø Usar a lógica e raciocínio para avaliar os pontos fortes e fracos de possíveis linhas</p><p>de ação.</p><p>Cognição</p><p>Capítulo 4:</p><p>Ambiente Macroeconômico, Regulatório</p><p>e Fundamentos de Economia e Finanças</p><p>113</p><p>CFP - Certified Financial Planner 114</p><p>4.1 Sistema Financeiro Nacional</p><p>114</p><p>CFP - Certified Financial Planner 115</p><p>Agente</p><p>Superavitário</p><p>Agente</p><p>Deficitário</p><p>LUCRO</p><p>Poupadores</p><p>Menor Risco</p><p>Rentabilidade</p><p>TRANSFERIR RECURSOS</p><p>Tomadores</p><p>Maior Risco</p><p>Crédito</p><p>Sistema Financeiro Nacional</p><p>Conceito</p><p>Objetivo do Sistema Financeiro é facilitar a transferência de recursos entre os agentes</p><p>superavitários e os agentes deficitários.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 116</p><p>Órgãos Normativos Entidades Supervisoras Principais Operadores</p><p>CMN –</p><p>Conselho Monetário</p><p>Nacional</p><p>BACEN</p><p>Banco Central do Brasil</p><p>Ø Instituições Financeiras:</p><p>Bancos; Corretoras; Cooperativas</p><p>de Crédito; Instituições não</p><p>bancárias; etc.</p><p>CVM – Comissão de</p><p>Valores Mobiliários</p><p>Ø Bolsa de Valores, Mercadorias</p><p>e Futuros (B3)</p><p>CNSP –</p><p>Conselho Nacional</p><p>de Seguros Privados</p><p>SUSEP –</p><p>Superintendência</p><p>de Seguros Privados</p><p>Ø Seguradoras</p><p>Ø Resseguradoras</p><p>Ø EAPC - Entidades Abertas de</p><p>Previdência Complementar</p><p>Ø Sociedades de Capitalização</p><p>CNPC - Conselho</p><p>Nacional de Previdência</p><p>Complementar</p><p>PREVIC - Superintendência</p><p>Nacional de Previdência</p><p>Complementar</p><p>Ø EFPC - Entidades Fechadas de</p><p>Previdência Complementar</p><p>Sistema Financeiro Nacional</p><p>Composição</p><p>CFP - Certified Financial Planner 117</p><p>Fi</p><p>sc</p><p>al</p><p>iz</p><p>am</p><p>Pr</p><p>ot</p><p>eg</p><p>em</p><p>Sistema Nacional de Seguros</p><p>CNPC</p><p>Conselho Nacional</p><p>de Previdência</p><p>Complementar</p><p>CNSP</p><p>Conselho Nacional</p><p>de Seguros Privados</p><p>CMN</p><p>Conselho Monetário Nacional</p><p>BACEN CVM</p><p>• B3 S/A</p><p>• Empresas Aberta</p><p>• Sócio Controlador</p><p>• Op. financeiras</p><p>• Bancos</p><p>• Corretoras CTVM</p><p>• Distribuidoras</p><p>• Cooperativas</p><p>• EFPC (Fechada)</p><p>• Fundos de Pensão</p><p>• EAPC (Aberta)</p><p>• Seguradora</p><p>• Resseguradora</p><p>SUSEP PREVIC</p><p>Sócio Minoritário</p><p>Debenturista SeguradosClientes Participantes</p><p>Resumo</p><p>CFP - Certified Financial Planner 118</p><p>CMN - Conselho Monetário Nacional</p><p>Conceito</p><p>O Conselho Monetário Nacional (CMN) é o ÓRGÃO MÁXIMO DO SISTEMA FINANCEIRO</p><p>NACIONAL e tem como objetivo a estabilidade da moeda e o desenvolvimento econômico</p><p>e social do país. Este é um órgão com caráter unicamente normativo, com a</p><p>responsabilidade de formular a política da moeda e do crédito.</p><p>Os membros do conselho se reúnem uma vez por mês para deliberarem sobre assuntos</p><p>relacionados com as suas competências, podendo acontecer mais de uma reunião por</p><p>mês em casos extraordinários. Ele é composto por 3 pessoas, que são:</p><p>Ø Ministro de Estado da Fazenda (Presidente do conselho);</p><p>Ø Ministro de Estado do Planejamento e Orçamento;</p><p>Ø Presidente do Banco Central.</p><p>Vale ressaltar que, desde a Lei Complementar 179/2021, que dá autonomia ao Banco</p><p>Central, algumas funções que lhe faziam parte, foram revogadas, tais como:</p><p>Ø Adaptar o volume dos meios de pagamento às reais necessidades da economia</p><p>nacional e seu processo de desenvolvimento (Vetado);</p><p>Ø Autorizar as emissões de papel-moeda (Vetado);</p><p>Ø Determinar o recolhimento do compulsório (Vetado).</p><p>CFP - Certified Financial Planner 119</p><p>CMN - Conselho Monetário Nacional</p><p>Principais Atribuições</p><p>As principais atribuição ao Conselho Monetário Nacional são:</p><p>Ø DEFINIR A META PARA A INFLAÇÃO (IPCA);</p><p>Ø Coordenar as políticas monetária, creditícia, orçamentária, fiscal e da dívida</p><p>pública, interna e externa.</p><p>Ø Disciplinar o crédito em todas as suas modalidades e as operações creditícias</p><p>em todas as suas formas, inclusive aceites, avais e prestações de quaisquer garantias</p><p>por parte das instituições financeiras;</p><p>Ø Aprovar os orçamentos monetários, preparados pelo Banco Central do Brasil, por</p><p>meio dos quais se estimarão as necessidades globais de moeda e crédito;</p><p>Ø Baixar normas que regulem as operações de câmbio, inclusive swaps.</p><p>Ø Disciplinar as atividades das Bolsas de Valores e dos corretores de fundos públicos;</p><p>Ø Fixar as diretrizes e normas da política cambial, inclusive a compra e venda de</p><p>ouro e quaisquer operações em Direitos Especiais de Saque e em moeda estrangeira;</p><p>Ø Limitar as taxas de juros, descontos, comissões entre outras, quando necessário;</p><p>Ø Propiciar o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos financeiros;</p><p>Ø Regular a constituição, o funcionamento e a fiscalização de todas as instituições</p><p>financeiras que operam no País, bem como a aplicação das penalidades previstas;</p><p>Ø Zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 120</p><p>BACEN – Banco Central</p><p>Conceito</p><p>O banco central é a instituição de um país à qual se tenha confiado o dever de regular o</p><p>volume de dinheiro e de crédito da economia. Com isso, os bancos centrais possuem</p><p>diversas funções, sendo ele o:</p><p>Ø “Banqueiro do governo”;</p><p>Ø “Banco dos bancos”;</p><p>Ø Supervisor do sistema financeiro;</p><p>Ø Executor da política monetária;</p><p>Ø Executor da política cambial e depositário das reservas internacionais.</p><p>No brasil, o BACEN (Banco Central do Brasil) é uma autarquia de natureza especial, sem</p><p>vinculação a Ministérios, tutela ou subordinação hierárquica e tem como objetivos:</p><p>Ø Assegurar a estabilidade de preços (principal função);</p><p>Ø Zelar pela estabilidade e pela eficiência do sistema financeiro;</p><p>Ø Suavizar as flutuações do nível de atividade econômica;</p><p>Ø Fomentar o pleno emprego.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 121</p><p>BACEN – Banco Central</p><p>Lei Complementar Nº 179</p><p>Em 24 de fevereiro de 2021, sob a leu complementar nº 179, foi definido os novos</p><p>objetivos do Banco Central do Brasil (BC ou BACEN) e também sobre a sua autonomia. Os</p><p>principais pontos a serem elencados sobre esta lei complementar são:</p><p>Ø Seu objetivo fundamental é assegurar a estabilidade de preços;</p><p>Ø Autonomia perante alguns itens, como por exemplo, o Bacen não necessita mais</p><p>de autorizações do CMN para na emissão do papel moeda. As metas de política</p><p>monetária continuam sendo estabelecidas pelo CMN, mas compete privativamente</p><p>ao Bacen conduzir a política monetária necessária para cumprimento das metas</p><p>estabelecidas.</p><p>Ø A Diretoria Colegiada do BACEN terá 9 (nove) membros, sendo um deles o seu</p><p>Presidente, todos nomeados pelo Presidente da República.</p><p>Ø O mandato do Presidente do Banco Central do Brasil terá duração de</p><p>4 (quatro)</p><p>anos, com início no dia 1º de janeiro do terceiro ano de mandato do Presidente da</p><p>República, ou seja, não é concomitante ao do Presidente da República.</p><p>Ø Presidente do Banco Central do Brasil deverá apresentar, no Senado Federal, em</p><p>arguição pública, no primeiro e no segundo semestres de cada ano, relatório de</p><p>inflação e relatório de estabilidade financeira, explicando as decisões tomadas no</p><p>semestre anterior.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 122</p><p>BACEN – Banco Central</p><p>Principais Atribuições</p><p>As principais atribuições do Banco Central são:</p><p>Ø EMITIR PAPEL-MOEDA E MOEDA METÁLICA;</p><p>Ø EXECUTAR AS DIRETRIZES E NORMAS DO CMN;</p><p>Ø REALIZAR OPERAÇÕES DE REDESCONTO E DEFINIR SUA TAXA;</p><p>Ø Administrar o Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) e o meio circulante;</p><p>Ø Conceder autorização às instituições financeiras</p><p>Ø Exercer a fiscalização das instituições financeiras e aplicar penalidades previstas;</p><p>Ø Controlar o fluxo de capitais estrangeiros no país;</p><p>Ø Determinar e Receber os recolhimentos compulsórios das instituições financeiras;</p><p>Ø Executar (conduzir) as políticas monetárias e cambiais, como por exemplo, efetuar</p><p>operações de compra e venda de títulos públicos federais;</p><p>Ø Exercer o controle do crédito sob todas as suas formas;</p><p>Ø Regular e administrar o Sistema Financeiro Nacional.</p><p>Também é de responsabilidade do BACEN conceder a autorização para a prática de</p><p>operações no mercado de câmbio as instituições financeiras que desejarem.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 123</p><p>CVM – Comissão de Valores Mobiliários</p><p>Conceito</p><p>Conforme a Lei nº 10.411, a CVM é uma entidade autárquica em regime especial,</p><p>vinculada ao Ministério da Fazenda, personalidade jurídica e patrimônio próprios, dotada</p><p>de autoridade administrativa independente, ausência de subordinação hierárquica,</p><p>mandato fixo e estabilidade de seus dirigentes, e autonomia financeira e orçamentária.</p><p>Tem como missão desenvolver, regular e fiscalizar o Mercado de Valores Mobiliários,</p><p>como instrumento de captação de recursos para as empresas S/A de capital, protegendo o</p><p>interesse dos investidores (principalmente os minoritários) e assegurando ampla</p><p>divulgação das informações sobre os emissores e seus valores mobiliários.</p><p>q RESUMO:</p><p>Ø Entidade autárquica, vinculada ao governo através do Ministério da Fazenda;</p><p>Ø O presidente e seus diretores são escolhidos pelo Presidente da República;</p><p>Ø Órgão supervisor voltado para o fortalecimento e o desenvolvimento do mercado</p><p>de títulos e valores mobiliários (ações, debêntures, bônus de subscrição, derivativos,</p><p>venda de mercadorias, fundos de investimentos, clubes de investimentos). Vale</p><p>ressaltar que títulos da dívida pública federal, estadual ou municipal não são</p><p>considerados valores mobiliários.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 124</p><p>CVM – Comissão de Valores Mobiliários</p><p>Principais Atribuições</p><p>As principais atribuições da CVM são:</p><p>Ø PROTEGER OS INVESTIDORES DE VALORES MOBILIÁRIOS;</p><p>Ø Assegurar a lisura nas operações de compra e venda de valores mobiliários</p><p>(emissão fraudulenta, manipulação de preços e outros atos ilegais);</p><p>Ø Assegurar o funcionamento eficiente e regular dos mercados de bolsa e de balcão,</p><p>fiscalizando as companhias abertas, a Bolsa de Valores, os agentes do mercado de</p><p>capitais e os Fundos de Investimento;</p><p>Ø Fiscalizar permanentemente as atividades e os serviços do mercado de valores</p><p>mobiliários, tais como as operações na Bolsa de Valores (B3);</p><p>Ø Fiscalizar a intermediação das operações Corretoras e Distribuidoras de Valores</p><p>Mobiliários e dos Fundos de Investimentos;</p><p>Ø Fiscalizar e inspecionar as companhias abertas (S/A) dada prioridade às que não</p><p>apresentem lucro em balanço ou às que deixem de pagar o dividendo mínimo</p><p>obrigatório;</p><p>Ø Propor ao Conselho Monetário Nacional a eventual fixação de limites máximos de</p><p>preço, comissões, emolumentos e quaisquer outras vantagens cobradas pelos</p><p>intermediários do mercado.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 125</p><p>SUSEP – Superintendência de Seguros Privados</p><p>Conceito</p><p>A SUSEP (Superintendência de Seguros Privados), uma autarquia vinculada ao Ministério</p><p>da Fazenda, é o órgão supervisor responsável pelo controle e fiscalização dos mercados</p><p>de seguro, previdência privada aberta, capitalização e resseguro.</p><p>As Previdências Privadas Abertas, também são chamadas de EAPCs (Entidades Abertas de</p><p>Previdência Complementar), que são todas as previdências “abertas ao público”, ou seja,</p><p>que qualquer pessoa física possa aderir um devido plano. Esta ênfase é de suma</p><p>importância para a prova para que você não confunda com as EFPCs (Entidades</p><p>FECHADAS), também conhecidas como fundos de pensão, e que são fiscalizadas pela</p><p>PREVIC.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 126</p><p>SUSEP – Superintendência de Seguros Privados</p><p>Principais Atribuições</p><p>As principais atribuições da SUSEP são:</p><p>Ø Autorizar e fiscalizar a constituição, organização, funcionamento e operação das</p><p>Sociedades Seguradoras, de Capitalização, Entidades de Previdência Privada Aberta</p><p>e Resseguradores, na qualidade de executora da política traçada pelo CNSP;</p><p>Ø Zelar (proteger) pela defesa dos consumidores de seguros e previdência aberta.</p><p>Ø Atuar no sentido de proteger a captação de poupança que se efetua através das</p><p>operações de seguro, previdência privada aberta, de capitalização e resseguro;</p><p>Ø Cumprir e fazer cumprir as deliberações do CNSP e exercer as atividades que por</p><p>este forem delegadas;</p><p>Ø Disciplinar e acompanhar os investimentos daquelas entidades, em especial os</p><p>efetuados em bens garantidores de provisões técnicas;</p><p>Ø Promover o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos operacionais a</p><p>eles vinculados, com vistas à maior eficiência do Sistema Nacional de Seguros</p><p>Privados e do Sistema Nacional de Capitalização;</p><p>Ø Promover a estabilidade dos mercados sob sua jurisdição, assegurando sua</p><p>expansão e o funcionamento das entidades que neles operem;</p><p>Ø Prover os serviços de Secretaria Executiva do CNSP.</p><p>Ø Zelar pela liquidez e solvência das sociedades que integram o mercado.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 127</p><p>PREVIC</p><p>Conceito</p><p>A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) é uma autarquia</p><p>especial vinculada ao Ministério da Fazenda, com a finalidade de FISCALIZAR E</p><p>SUPERVISIONAR AS ENTIDADES FECHADAS de previdência complementar (EFPC),</p><p>também chamadas de FUNDOS DE PENSÃO e de executar políticas para o regime de</p><p>previdência complementar.</p><p>q PRINCIPAIS ATRIBUIÇÕES:</p><p>Ø Autorizar a constituição e o funcionamento das EFPC (FUNDOS DE PENSÃO) e a</p><p>aplicação dos respectivos estatutos e dos regulamentos de planos de benefícios;</p><p>Ø Apurar e julgar as infrações, aplicando as penalidades cabíveis;</p><p>Ø Decretar intervenção e liquidação extrajudicial das entidades fechadas de</p><p>previdência complementar e nomear interventor ou liquidante, nos termos da lei;</p><p>Ø Nomear administrador especial de plano de benefícios específico, podendo</p><p>atribuir-lhe poderes de intervenção e liquidação extrajudicial, na forma da lei;</p><p>Ø Promover a mediação e a conciliação entre entidades fechadas de previdência</p><p>complementar e entre as entidades e seus participantes, assistidos, patrocinadores</p><p>ou instituidores.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 128</p><p>Tesouro Nacional</p><p>Conceito</p><p>O Tesouro Nacional é o órgão do Ministério da Fazenda responsável por garantir que os</p><p>recursos arrecadados serão distribuídos conforme o orçamento. A instituição busca</p><p>caminhos para que os gastos ocorram com qualidade, acompanhamento e controle. Essa</p><p>responsabilidade faz com que o Tesouro leve sempre em consideração a sustentabilidade</p><p>das contas públicas brasileiras.</p><p>O Tesouro Nacional é como se fosse o caixa do governo. Ele recebe o dinheiro arrecadado</p><p>pela Receita Federal e outros órgãos e faz a gestão destes recursos para cumprir o</p><p>orçamento público, que é um planejamento dos gastos do governo.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 129</p><p>Sistema Financeiro Nacional</p><p>Resumo</p><p>q CMN: regular a constituição e regulamentos das instituições financeiras; coordenar as</p><p>políticas monetária, creditícia, orçamentária,</p><p>fiscal e da dívida pública, interna e externa;</p><p>disciplinar o crédito em todas as suas modalidades; definir a meta da inflação IPCA.</p><p>q BACEN: executor de diretrizes e normas do CMN; autorizar o funcionamento e fiscalizar</p><p>as Instituições Financeiras; emitir moeda; controlar crédito e capitais estrangeiros;</p><p>executar a política monetária e cambial; órgão autônomo.</p><p>q CVM: incentivar a poupança ao mercado de capitais e estimular o seu funcionamento;</p><p>fixar e implementar as diretrizes e normas do mercado de capitais; fiscalizar todos os seu</p><p>agentes (B3, S/A abertas, Fundos de Investimentos) e proteger os seus investidores.</p><p>q SUSEP: fiscalizar a constituição, organização, funcionamento e operação das</p><p>Sociedades Seguradoras, de Capitalização e Entidades Aberta (EAPC); proteger os</p><p>investidores desses mercados.</p><p>q PREVIC: fiscalizar e supervisionar as Entidades Fechadas (EFPC); promover a mediação</p><p>e conciliação dos participantes, assistidos, patrocinadores ou instituidores com os planos;</p><p>autorizar a constituição e o funcionamento das EFPC e suas regras.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 130</p><p>4.1.1 Participantes do Mercado</p><p>Financeiro</p><p>130</p><p>CFP - Certified Financial Planner 131</p><p>Participantes do Mercado Financeiro</p><p>Conceito</p><p>Os participantes do mercado financeiros, quando são instituições são chamados também</p><p>como Operadores. Eles ofertam serviços financeiros, no papel de intermediários, ou seja,</p><p>o elo final entre as pessoas e as devidas empresas. Os principais são:</p><p>Ø Bancos Comerciais;</p><p>Ø Bancos de Investimentos;</p><p>Ø Bancos Múltiplos;</p><p>Ø Corretoras de Valores Mobiliárias;</p><p>Ø Distribuidoras de Valores Mobiliárias;</p><p>Ø Clearing Houses.</p><p>Além destes tipos, um conceito importante sobre os participantes que será abordado a</p><p>seguir, será o do Investidor Qualificado, no qual este poderá realizar investimentos com</p><p>uma aceitação maior de risco.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 132</p><p>Bancos Comerciais</p><p>Conceito</p><p>São instituições financeiras privadas ou públicas (sempre sendo sociedades anônimas)</p><p>que têm como PRINCIPAL OBJETIVO FINANCIAR, A CURTO E A MÉDIO PRAZO, o</p><p>comércio, a indústria, as empresas prestadoras de serviços, as pessoas físicas e terceiros</p><p>em geral. Sua captação pode ser através de depósitos à vista (conta corrente para livre</p><p>movimentação) ou depósitos a prazo, como por exemplo, CDBs. Diante dessas captações,</p><p>os bancos comerciais possuem a capacidade de “criar” moeda corrente e colocá-las em</p><p>circulação na economia, pois pode oferecer empréstimos e aumentar a base monetária</p><p>circulante na economia, de certa forma.</p><p>Estas instituições podem oferecer os seguintes serviços:</p><p>Ø EMPRÉSTIMOS E OPERAÇÕES DE CRÉDITO;</p><p>Ø Aluguel de cofres;</p><p>Ø Cobranças, mediante comissão;</p><p>Ø Custódia de valores;</p><p>Ø Emissão de meios de pagamento, como cheque e cartões de crédito;</p><p>Ø Recebimentos de impostos e tarifas públicas;</p><p>Ø Serviços de câmbio;</p><p>Ø Transferências de fundos.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 133</p><p>Bancos de Investimento</p><p>Conceito</p><p>São instituições financeiras privadas especializadas em operações de participação</p><p>societária de caráter temporário, de financiamento da atividade produtiva para</p><p>suprimento de CAPITAL FIXO E DE GIRO E DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS DE</p><p>TERCEIROS, devendo sempre serem constituídas como Sociedades Anônimas (S/A).</p><p>q PRINCIPAIS FUNÇÕES E ATRIBUIÇÕES:</p><p>Ø Coordenar processos de reorganização e reestruturação de sociedades e</p><p>conglomerados, financeiros ou não, mediante prestação de serviços de consultoria,</p><p>participação societária e/ou concessão de financiamentos ou empréstimos;</p><p>Ø Conceder de crédito para financiamento de capital fixo e de giro;</p><p>Ø Operar em bolsas de mercadorias e futuros, bem como em mercados de balcão</p><p>organizados, por conta própria e de terceiros;</p><p>Ø Operar em câmbio, mediante autorização específica do Banco Central do Brasil;</p><p>Ø Pode manter contas de terceiros, mas sem juros e não movimentáveis por cheque;</p><p>Ø Praticar operações de compra e venda, por conta própria ou de terceiros, de</p><p>metais preciosos, no mercado físico, e de quaisquer títulos e valores mobiliários;</p><p>Ø Participar do processo de emissão, subscrição para revenda e distribuição de</p><p>títulos e valores mobiliários.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 134</p><p>Bancos Múltiplos</p><p>Conceito</p><p>São instituições financeiras privadas ou públicas que realizam as operações ativas,</p><p>passivas e acessórias das diversas instituições financeiras. Para ser considerado um Banco</p><p>Múltiplo, a instituição deve possuir PELO MENOS DUAS das carteiras mencionadas abaixo,</p><p>sendo uma delas COMERCIAL ou de INVESTIMENTOS. Além disso, um banco múltiplo</p><p>deve ser constituído com um CNPJ para cada carteira, podendo publicar um único</p><p>balanço.</p><p>q CARTEIRAS DE UM BANCO MÚLTIPLO:</p><p>Ø COMERCIAL;</p><p>Ø de INVESTIMENTOS e/ou de desenvolvimento (esta última, exclusiva de bancos</p><p>públicos);</p><p>Ø de crédito imobiliário;</p><p>Ø de crédito, financiamento e investimento (financeiras);</p><p>Ø de arrendamento mercantil (leasing).</p><p>CFP - Certified Financial Planner 135</p><p>BNDES</p><p>Conceito</p><p>A BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento), também não é um banco propriamente</p><p>dito, pois também é uma Instituição Financeira Pública, sendo administrado pelo Governo</p><p>Federal e sem ser de economia mista. Tem como objetivo proporcionar o suprimento</p><p>adequado ao financiamento, de médio e longo prazo, de programas e projetos que visem</p><p>promover o desenvolvimento econômico e social. Suas operações ativas são empréstimos</p><p>e financiamentos, dirigidos prioritariamente ao setor privado, utilizando muitas vezes em</p><p>seus empréstimos a TLP (Taxa de Longo Prazo), que é calculada pelo BACEN.</p><p>O Sistema BNDES é formado por três empresas:</p><p>Ø BNDES e suas subsidiárias;</p><p>Ø BNDES Participações S.A. (BNDESPAR), que atua no mercado de capitais nas</p><p>empresas onde a BNDESPar entra com investimentos e participa como socia;</p><p>Ø Agência Especial de Financiamento Industrial (FINAME), dedicada ao fomento da</p><p>produção e da comercialização de máquinas e equipamentos.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 136</p><p>Financeiras (SCFI)</p><p>Conceito</p><p>As Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento (SCFI), conhecidas como</p><p>“FINANCEIRAS”, são instituições privadas que fornecem empréstimo e financiamento para</p><p>aquisição de bens, serviços e capital de giro. As SCFIs também podem operar em nichos</p><p>que não são atendidos pelos conglomerados bancários, principalmente nos empréstimos</p><p>e financiamentos com características específicas (risco mais elevado, financiamento de</p><p>veículos usados, convênios com estabelecimentos comerciais). Além disso as</p><p>FINANCEIRAS devem ser constituídas como Sociedade Anônima e ter a expressão</p><p>"Crédito, Financiamento e Investimento” em seu nome. Estas instituições também são</p><p>supervisionadas pelo Bacen.</p><p>Vale ressaltar que EMPRÉSTIMO, o recurso recebido não tem destinação obrigatória. Já o</p><p>FINANCIAMENTO, o recurso recebido está vinculado a aquisição de um determinado</p><p>bem.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 137</p><p>Sociedades de Crédito Imobiliário (SCI)</p><p>Conceito</p><p>As Sociedades de Crédito Imobiliário (SCI) são instituições financeiras especializadas no</p><p>financiamento habitacional, proporcionar amparo financeiro a operações imobiliárias</p><p>relativas à incorporação, construção, venda ou aquisição de habitação. Elas deverão ser</p><p>constituídas sob a forma de sociedade anônima, de cuja denominação constará</p><p>obrigatoriamente a expressão "crédito imobiliário", e, para funcionar, dependerão de</p><p>prévia autorização do Banco Central, se nacionais, ou de decreto do Poder Executivo, se</p><p>filiais de sociedades estrangeiras.</p><p>Segundo o Banco Central, o foco da SCI consiste no financiamento para construção de</p><p>habitações, na abertura de crédito para compra ou construção de casa própria e no</p><p>financiamento de capital de giro a empresas incorporadoras, produtoras e distribuidoras</p><p>de material de construção. Atualmente, em decorrência da sua condição de repassadora,</p><p>as SCIs têm atuado de forma mais limitada, voltando-se para operações específicas, como</p><p>o programa “Minha Casa, Minha Vida”. Desde a década de 80, as SCIs não captam</p><p>recursos do público e atuam somente na condição de repassadoras.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 138</p><p>Corretoras e Distribuidoras de Valores Mobiliários</p><p>Conceito</p><p>As Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários (CTVMs) e as Distribuidoras de Títulos e</p><p>Valores Mobiliários (DTVMs) são instituições financeiras que tem como atividades a</p><p>intermediação de operações nos mercados regulamentados de valores mobiliários, como</p><p>é o caso dos mercados de bolsa e de balcão para seus clientes; administração de clubes e</p><p>fundos de investimentos, realização de câmbio; estruturação de IPO; entre outras</p><p>funções. Vale ressaltar que as CTVM e as DTVM são instituições financeiras que atuam na</p><p>intermediação de valores mobiliários e por isso, são fiscalizadas pelo Banco Central (por</p><p>serem instituições financeiras) e pela CVM (pelas operações com valores mobiliários).</p><p>qPRINCIPAIS FUNÇÕES E ATRIBUIÇÕES:</p><p>Ø Abertura de capital e na subscrição de novas ações ou debêntures de uma</p><p>empresa (IPO e underwriting);</p><p>Ø Constituídas sob a forma de S.A e dependem da autorização da CVM;</p><p>Ø Operam nas bolsas de valores e de mercadorias (ações, derivativos,...);</p><p>Ø Podem administrar fundos e clubes de investimento;</p><p>Ø Podem atuar também por conta própria ou de terceiros;</p><p>Ø Podem intermediar operações de câmbio;</p><p>Ø Têm a função de dar maior liquidez e segurança ao mercado acionário.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 139</p><p>Corretoras de Câmbio</p><p>Conceito</p><p>Segundo o Banco Central, as corretoras de câmbio atuam, exclusivamente, no mercado de</p><p>câmbio, intermediando operações entre clientes e bancos ou comprando e vendendo</p><p>moedas estrangeiras de/para seus clientes. A diferença com relação aos bancos que</p><p>operam em câmbio é que estes, além de atuarem sem limites de valor, podem realizar</p><p>outras modalidades de operação como financiamentos a exportações e importações,</p><p>adiantamentos sobre contratos de câmbio e operações no mercado futuro de dólar em</p><p>bolsa de valores</p><p>Vale ressaltar que as Corretores de Câmbio podem realizar operações financeiras de</p><p>ingresso e remessa de valores do/para o exterior e operações vinculadas a importação e</p><p>exportação, desde que limitadas ao valor de US$ 100.000,00 ou o seu equivalente em</p><p>outras moedas.</p><p>Outro ponto interessante é que, diferentemente do que ocorre com as CTVM e as DTVM,</p><p>a Corretora de Câmbio são fiscalizadas apenas pelo Banco Central do Brasil, pois atuam</p><p>apenas com a intermediação de operações de câmbio.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 140</p><p>Pagamento</p><p>Vendedor Comprador</p><p>Contrato Vendido Pagamento</p><p>Contrato Vendido</p><p>Clearing House</p><p>Conceito</p><p>As Clearing House (Câmara de Compensação) são responsáveis pelo registro de todas as</p><p>operações realizadas, além do acompanhamento das posições mantidas, compensação</p><p>financeira dos fluxos e liquidação dos contratos e tem como uma das suas principais</p><p>funções MITIGAR O RISCO DE LIQUIDAÇÃO.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 141</p><p>B3 S/A – Brasil, Bolsa e Balcão</p><p>Conceito</p><p>A B3 é o resultado da combinação entre a BM&FBOVESPA (fusão entre a BOVESPA e a</p><p>BM&F) e a CETIP, oferecendo serviços de negociação (bolsa), pós-negociação (clearing),</p><p>registro de operações de balcão e de financiamento de veículos e imóveis. Desta forma, a</p><p>B3 acaba sendo a clearing house de todos os títulos privados, juntamente com alguns</p><p>títulos públicos.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 142</p><p>B3 S/A – Brasil, Bolsa e Balcão</p><p>Principais Características</p><p>As principais características da B3 – Brasil, Bolsa e Balcão são:</p><p>Ø Desenvolve, implanta e provê sistemas e serviços de negociação e pós-negociação</p><p>(compensação e liquidação) de ações, derivativos de ações, financeiros e de</p><p>mercadorias, títulos de renda fixa, moedas à vista e commodities agropecuárias;</p><p>Ø É uma sociedade de capital aberto, cujas ações B3SA3 são negociadas no Novo</p><p>Mercado , sendo uma das 5 maiores bolsas de valores do mundo;</p><p>Ø Possui receita também através de Emolumentos;</p><p>Ø Possui tanto pregão eletrônico, quanto mercado de balcão;</p><p>Ø Realiza o registro, negociações e pós-negociações de ações, títulos de renda fixa</p><p>câmbio pronto e contratos de derivativos referenciados em ações, ativos financeiros,</p><p>índices, taxas, mercadorias, moedas entre outros.</p><p>Ø É associada mantenedora da BSM Supervisão de Mercados (BSM), uma associação</p><p>civil que dentre uma das suas funções, fiscaliza a atuação da B3, dos devidos</p><p>participantes do mercado e suas operações.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 143</p><p>Agentes de</p><p>Clearing.</p><p>B3</p><p>SELIC</p><p>Clearing House</p><p>Títulos Privados:</p><p>Ø Títulos de Renda Fixa (LCI, CRI, ...);</p><p>Ø Valores Mobiliários (ações, fundos...);</p><p>Ø Mercado de balcão (swaps, termo de moeda e</p><p>opções flexíveis);</p><p>Ø Commodities;</p><p>Ø Demais títulos.</p><p>B3</p><p>Conforme mencionado, a B3 tem como principais funções administrar os mercados</p><p>organizados de títulos, valores mobiliários e contratos futuros (interfinanceiro). Além</p><p>disso, ela presta o serviço de registro, depositária central, compensação e liquidação,</p><p>chegando atuar até mesmo como contraparte em alguns tipos de negociação.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 144</p><p>Clearing House</p><p>SELIC</p><p>O SELIC (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia), do BACEN, é o depositário central</p><p>dos títulos públicos federais, tendo como atividade a emissão, o resgate, o pagamento dos</p><p>juros e a custódia desses ativos. As suas liquidações são operadas no conceito de</p><p>Liquidação Bruta em Tempo Real (LBTR), que garante agilidade e segurança.</p><p>Agentes de</p><p>Clearing.</p><p>B3</p><p>SELIC</p><p>Títulos Públicos Federais (TPF):</p><p>Ø LTN (Tesouro Prefixado;</p><p>Ø LFT (Tesouro Selic);</p><p>Ø NTN-B Principal (Tesouro IPCA);</p><p>Ø NTN-B (Tesouro IPCA com Juros Semestrais);</p><p>Ø NTN-F (Tesouro Prefixado com Juros Semestrais).</p><p>CFP - Certified Financial Planner 145</p><p>Prazos de Liquidação</p><p>Conceito</p><p>Cada ativo possui um prazo de liquidação (tanto de recebimento do ativo, quanto do seu</p><p>pagamento financeiro). Por exemplo, as ações possuem liquidação física & financeira em</p><p>D+2 (2 dias úteis após a realização da operação), assim sendo, mesmo que um investidor</p><p>venda as suas ações da Petrobrás hoje, ele apenas receberá os recursos após 2 dias úteis.</p><p>Desta forma, os prazos de liquidação física e financeira dos principais ativos são:</p><p>Ø Tesouro Direto: ocorre em 0 dia útil (d+0), desde que seja até as 13hrs;</p><p>Ø Mercado a Vista (ETF de Renda Fixa): liquidação física e financeira em D+1;</p><p>Ø Mercado a Vista (Ações, FII, ETF de Ações): liquidação física e financeira em D+2;</p><p>Ø Operações day-trade: liquidação física em D+0 e financeira em D+2;</p><p>Ø Mercado a termo de ações: poderá ter sua liquidação antecipada, caso contrário,</p><p>ocorrerá no vencimento do contrato, onde foi previamente definida entre as partes.</p><p>Ø Mercado a Termo ou Swap: poderá ter sua liquidação antecipada, desde que</p><p>ambas as partes concordem. Caso contrário, ocorrerá no vencimento do contrato.</p><p>Ø Mercado futuro: não há possibilidade de liquidação antecipada, apenas na data</p><p>de vencimento. Porém, é possível encerrar a posição, realizando uma operação</p><p>contrária ao que foi feito inicialmente realizada.</p><p>Ø Mercado de Opções: os prêmios possuem liquidação em D+1 e, no vencimento,</p><p>será apurado o valor da liquidação a partir do exercício do direito dos compradores.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 146</p><p>Sistema de Pagamento Brasileiro (SPB)</p><p>Conceito</p><p>O Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) é o conjunto de procedimentos, regras,</p><p>instrumentos e operações integradas que, por meio eletrônico, dão suporte à</p><p>movimentação financeira entre os diversos agentes econômicos do mercado brasileiro,</p><p>tanto em moeda local quanto estrangeira, ou seja, é “a transferência de fundos próprios</p><p>e de terceiros realizados entre bancos em tempo real (LBTR – Liquidação Bruta em</p><p>Tempo Real), com o objetivo de reduzir o risco sistêmico”.</p><p>O SPB tem dois componentes principais: Infraestruturas do Mercado Financeiro (IMF) e</p><p>Arranjos de Pagamento. A IMF inclui IOSMF (Instituições Operadoras de Sistemas do</p><p>Mercado Financeiro) e SMF (Sistemas do Mercado Financeiro), que são conjuntos de</p><p>regras para atividades financeiras</p><p>como liquidação e registro. As IOSMF são cruciais para a</p><p>estabilidade financeira, e o Banco Central do Brasil trabalha para garantir sua solidez. Já o</p><p>segmento de arranjos de pagamento engloba regras para serviços como Pix e cartões de</p><p>crédito, envolvendo instituições financeiras e de pagamento, conforme definido pela Lei</p><p>12.865/2013. Ambos os segmentos são essenciais para a economia e requerem confiança</p><p>e supervisão para funcionar adequadamente.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 147</p><p>q SIGLAS:</p><p>Ø IOSMF: Instituições Operadoras de Sistemas do Mercado Financeiro</p><p>Ø SMF: Sistemas do Mercado Financeiro</p><p>Sistema de Pagamento Brasileiro (SPB)</p><p>Gráfico</p><p>SISTEMA DE PAGAMENTO BRASILEIRO (SPB)</p><p>Segmentos Infraestruturas do Mercado Financeiro (IMF) Arranjos de Pagamento (AP)</p><p>Entidades</p><p>Normativas</p><p>CMN (Regras Gerais) e</p><p>BC e CVM (nas suas respectivas competências) CMN (Regras gerais) e BC</p><p>Entidades</p><p>Supervisoras</p><p>BC (Ativos Financeiros</p><p>e Liquidação)</p><p>CVM (Valores</p><p>Mobiliários) BC</p><p>Operadores ou</p><p>Instituidores IOSMF e BC IOSMF Instituidores de Arranjos de</p><p>Pagamento (IAP)</p><p>Sistemas ou</p><p>Participantes SMF SMF Instituições Financeiras (IF) e</p><p>Instituições de Pagamento ( IP)</p><p>CFP - Certified Financial Planner 148</p><p>Sistema de Pagamento Brasileiro (SPB)</p><p>Resumo</p><p>Os principais pontos de exames sobre o SPB são:</p><p>Ø Podemos definir o SPB como “O conjunto de procedimentos, regras, instrumentos</p><p>e operações integradas que, por meio eletrônico, dão suporte à movimentação</p><p>financeira entre os diversos agentes econômicos do mercado brasileiro é o sistema”</p><p>Ø É o BACEN que administra o SPB e o meio circulante (moeda na economia);</p><p>Ø Principal função do SPB é diminuir o risco sistêmico.</p><p>Ø O SPB dá mais segurança e agilidade nas transferências entre agentes financeiros;</p><p>Ø Toda transação econômica que envolva como forma de pagamento a TED, DOC,</p><p>Cartão de Crédito, Cheque, Pix, Drex, entre outras, envolve o SPB.</p><p>Ø O Sistema de Transferência de Reservas (STR) realiza a transferência de recursos</p><p>entre instituições financeiras, sendo o sistema central do SPB, responsável pela</p><p>transferência de fundos com liquidação bruta em tempo real (LBTR).</p><p>CFP - Certified Financial Planner 149</p><p>Investidor Qualificado</p><p>Conceito</p><p>INVESTIDOR QUALIFICADO é uma classificação oficial da Comissão de Valores Mobiliários</p><p>a um grupo específico de investidores pessoa física ou jurídica. Este grupo tem acesso a</p><p>investimentos com mais risco, como por exemplo, investimentos em FIDC (Fundos de</p><p>Investimentos em Direitos Creditórios) ou em FIP (Fundo de Investimentos em</p><p>Participações).</p><p>São considerados Investidores Qualificados:</p><p>Ø INVESTIDORES PROFISSIONAIS (trataremos a seguir esse conceito);</p><p>Ø Pessoas naturais ou jurídicas que possuam investimentos financeiros em valor</p><p>superior a UM MILHÃO DE REAIS e que, adicionalmente, atestem por escrito sua</p><p>condição de investidor qualificado mediante termo próprio; ou</p><p>Ø Pessoas naturais que foram aprovadas em exames de qualificação técnica ou</p><p>possuam certificações aprovadas pela CVM para Assessor de Investimentos,</p><p>administrador de carteira, analista e consultor de valores mobiliários em relação a</p><p>seus recursos próprios (Ancord, CEA, CGA, CNPI, CFP® e CFA®); e</p><p>Ø Clubes de investimento, desde que tenham a carteira gerida por um ou mais</p><p>cotistas, que sejam investidores qualificados.”</p><p>CFP - Certified Financial Planner 150</p><p>Investidor Profissional</p><p>Conceito</p><p>São considerados INVESTIDORES PROFISSIONAIS :</p><p>Ø Pessoas naturais ou jurídicas que possuam investimentos financeiros em valor</p><p>superior a DEZ MILHÕES DE REAIS e que, adicionalmente, atestem por escrito sua</p><p>condição de investidor profissional mediante termo próprio; ou</p><p>Ø Instituições Financeiras, Seguradoras e Resseguradoras;</p><p>Ø Fundos de Investimentos e de Previdência (EAPC e EFPC);</p><p>Ø Clubes de investimento, desde que tenham a carteira gerida por administrador de</p><p>carteira de valores mobiliários autorizado pela CVM;</p><p>Ø Assessor de Investimentos, administrador de carteira, analista e consultor de</p><p>valores mobiliários autorizados pela CVM, em relação a seus recursos próprios;</p><p>Ø INVESTIDOR NÃO-RESIDENTE: investidor individual, pessoa jurídica, fundo ou</p><p>outro veículo de investimento coletivo, com residência, sede ou DOMICÍLIO NO</p><p>EXTERIOR, que investem os seus recursos no Brasil.</p><p>Vale ressaltar que todo investidor profissional é um investidor qualificado, mas nem todo</p><p>investidor qualificado é um investidor profissional. O Investidor Profissional tem acesso a</p><p>estruturas financeiras mais sofisticadas que o Investidor Qualificado, como por exemplo, a</p><p>possibilidade de ser cotista de um fundo exclusivo.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 151</p><p>Investidor Profissional</p><p>Investidor Não-Residente</p><p>Como dito, o INVESTIDOR NÃO-RESIDENTE pode ser uma pessoa física ou jurídica, fundos</p><p>e outras entidades de investimentos individuais ou coletivas, com RESIDÊNCIA, SEDE ou</p><p>DOMICÍLIO NO EXTERIOR, que investem os seus recursos no Brasil.</p><p>Esses investidores são comumente chamados de “INVESTIDOR 4373”, pois a sua</p><p>regulamentação vem através da Resolução nº 4373 da Conselho Monetário Nacional</p><p>(CMN), devendo os mesmos se registrarem na CVM, através das regras da RCVM 13/20</p><p>Em linha geral, estes investidores tem acesso aos mesmos mercados que o investidor</p><p>residente possui, podendo investir, por exemplo, na bolsa de valores.</p><p>Antes de iniciar seus investimentos, o “investidor 4373” deverá:</p><p>Ø Preencher formulário de identificação exigido pela legislação;</p><p>Ø Obter registro junto à CVM; e</p><p>Ø Constituir um ou mais representantes no País. Esse representante tem diversas</p><p>obrigações, tais como: (I) Guardar e apresentar para os órgãos reguladores o</p><p>formulário de identificação assinado e o contrato de representação; (II) Efetuar e</p><p>manter os registros atualizados; (III) Informar, imediatamente, a existência de</p><p>irregularidades; e (IV) Prestar informações aos órgãos reguladores.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 152</p><p>Agentes do Mercado Financeiro</p><p>Profissões</p><p>No mercado financeiro, diversas são as profissões que as pessoas físicas podem atuar,</p><p>podendo ser um empregado de uma instituição ou sendo sócio de uma empresa. Além</p><p>disso, podemos segmentar essa profissões em “DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS”, “GESTÃO</p><p>DE ATIVOS” ou “ANÁLISE DE INVESTIMENTOS”. A seguir, iremos discriminar as seguintes</p><p>profissões:</p><p>Ø Assessor de Investimentos (AI), antigo Agente Autônomo de Investimentos (AAI);</p><p>Ø Analista de Valores Mobiliários (Analista CVM);</p><p>Ø Consultor de Valores Mobiliários (Consultor CVM);</p><p>Ø Corretor de Seguros</p><p>Ø Gestor de Recursos (Gestor de Carteiras).</p><p>Na distribuição de produtos, o profissional poderá trabalhar de forma autônoma, mas</p><p>também poderá ser um EMPREGADOS, por exemplo, um Gerente de Relacionamento.</p><p>Neste caso, o CMN estabeleceu que as instituições financeiras e demais instituições</p><p>autorizadas a funcionar pelo Bacen devem adotar providências com vistas a que seus</p><p>empregados, para exercerem, na própria instituição, as atividades de distribuição e</p><p>mediação de títulos, valores mobiliários e derivativos, sejam considerados aptos em</p><p>exame de certificação organizado por entidade de reconhecida capacidade técnica.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 153</p><p>O Assessor de Investimentos (AI), chamado antigamente de Agente Autônomo de</p><p>Investimentos, é definido pela resolução CVM nº 178/23. O AI é uma pessoa natural ou</p><p>jurídica registrada na CVM, sob a responsabilidade e como preposto de intermediário</p><p>integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários para realizar as seguintes</p><p>atividades:</p><p>Ø Prospecção e captação de clientes;</p><p>Ø Recepção e registro de ordens e transmissão dessas ordens para os sistemas de</p><p>negociação ou de registro cabíveis, na forma da regulamentação em vigor; e</p><p>Ø Prestação de informações sobre os produtos oferecidos e sobre os serviços</p><p>prestados pelos intermediários em nome dos quais atue. Estas informações incluem</p><p>as atividades de suporte, orientação e recomendações de investimento inerentes à</p><p>relação comercial com os clientes.</p><p>O AI NÃO pode, simultaneamente,</p><p>exercer atividades de administração de carteiras, de</p><p>consultoria ou de análise de investimentos. Portanto, ele não pode atuar como planejador</p><p>financeiro CFP® ao mesmo tempo que está atuando como AI. No entanto, isto não</p><p>significa que o AI não possa ter o certificado CFP®, mas que ele não pode atuar como</p><p>planejador financeiro ou como consultor de valores mobiliários.</p><p>Agentes do Mercado Financeiro</p><p>Assessor de Investimentos</p><p>CFP - Certified Financial Planner 154</p><p>Agentes do Mercado Financeiro</p><p>Analista de Valores Mobiliários</p><p>Também chamado de Analista CNPI, o ANALISTA DE VALORES MOBILIÁRIOS é a pessoa</p><p>natural ou jurídica que, em caráter profissional, elabora relatórios de análise destinados à</p><p>publicação, divulgação ou distribuição a terceiros, ainda que restrita a clientes. Esses</p><p>“relatórios de análises” podem ser textos, relatórios de acompanhamento, estudos ou</p><p>análises sobre valores mobiliários específicos ou sobre emissores de valores mobiliários</p><p>determinados que possam auxiliar ou influenciar investidores no processo de tomada de</p><p>decisão de investimentos.</p><p>Vale ressaltar que exposições públicas, apresentações, vídeos, reuniões, conferências</p><p>telefônicas e quaisquer outras manifestações não escritas, cujo conteúdo seja típico de</p><p>relatório de análise, são equiparadas a relatórios de análise. Outro ponto importante é</p><p>que esta legislação não se aplica a pessoas naturais ou jurídicas que desenvolvam</p><p>atividades de classificação de risco de crédito.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 155</p><p>Agentes do Mercado Financeiro</p><p>Consultor de Valores Mobiliários</p><p>Também chamado de Consultor CVM, o CONSULTOR DE VALORES MOBILIÁRIOS atua na</p><p>consultoria de valores mobiliários a prestação dos serviços de orientação, recomendação</p><p>e aconselhamento, de forma profissional, independente e individualizada, sobre</p><p>investimentos no mercado de valores mobiliários, cuja adoção e implementação sejam</p><p>exclusivas do cliente. Esta prestação de serviço pode se dar por meio de uma ou mais das</p><p>seguintes formas de orientação, recomendação e aconselhamento sobre:</p><p>Ø Classes de ativos e valores mobiliários;</p><p>Ø Títulos e valores mobiliários específicos;</p><p>Ø Prestadores de serviços no âmbito do mercado de valores mobiliários; e</p><p>Ø Outros aspectos relacionados a essas atividades.</p><p>Os agentes autônomos de investimento, gerentes de investimentos de instituições</p><p>financeiras e outras pessoas que atuem na distribuição de valores mobiliários podem</p><p>prestar informações sobre os produtos oferecidos e sobre os serviços prestados pela</p><p>instituição integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários pela qual</p><p>trabalhem ou tenham sido contratados, sem configurar a atividade de consultoria. Mas</p><p>vale ressaltar que esta prestação de informações circunscreve-se às atividades de suporte</p><p>e orientação inerentes à relação comercial com os clientes.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 156</p><p>Agentes do Mercado Financeiro</p><p>Corretor de Seguros</p><p>O CORRETOR DE SEGUROS, pessoa física ou jurídica, é o intermediário legalmente</p><p>autorizado a angariar e promover contratos de seguro entre as sociedades seguradoras e</p><p>as pessoas físicas ou jurídicas de direito privado, devidamente registrado, conforme as</p><p>instruções estabelecidas na Circular SUSEP 127/2000 (e suas atualizações). Cabe à</p><p>Superintendência de Seguros Privados – SUSEP conceder a autorização para o exercício da</p><p>profissão, na forma do registro, e expedir a competente carteira ou título de habilitação</p><p>para o corretor ou corretora de seguros, respectivamente, atendidos os requisitos formais</p><p>e legais.</p><p>Para o exercício da profissão de corretor de seguros, o profissional depende da obtenção</p><p>do Certificado de Habilitação Profissional em Instituição oficial ou autorizada, o que</p><p>ocorre atualmente pela ENS (Escola de Negócios e Seguros), e do seu devido Registro.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 157</p><p>Agentes do Mercado Financeiro</p><p>Gestor de Recursos</p><p>Também chamado de Gestor de Carteiras, o GESTOR DE RECURSOS realiza a gestão de</p><p>uma carteira de valores mobiliários, incluindo a aplicação de recursos financeiros no</p><p>mercado de valores mobiliários por conta do investidor. Este profissional deverá se</p><p>registrar na CVM como administrador de carteiras de valores mobiliários, escolhendo a</p><p>categoria Gestor de Recursos.</p><p>O Gestor de Recursos pode ser pessoa física ou jurídica, mas estamos tratando aqui</p><p>apenas da pessoa física. Diferentemente das demais profissões, o profissional neste caso é</p><p>obrigado a ser graduado em curso superior ou equivalente, em instituição reconhecida</p><p>oficialmente no País ou no exterior.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 158</p><p>O Planejador Financeiro CFP® é o profissional que auxilia as pessoas físicas a atingir as</p><p>metas financeiras da vida, por meio do gerenciamento adequado dos seus recursos</p><p>financeiros. Ele ajuda o cliente a desenvolver uma visão holística e abrangente de suas</p><p>finanças, determinando onde ele está agora, onde gostaria de estar no futuro e o que</p><p>deve fazer para alcançar seus objetivos através de seis áreas, que são:</p><p>Ø Planejamento Financeiro e Ética</p><p>Ø Planejamento da Aposentadoria</p><p>Ø Planejamento Fiscal</p><p>Ø Planejamento Sucessório</p><p>Ø Gestão de Investimentos</p><p>Ø Gestão de Riscos e Seguros</p><p>Vale ressaltar que é possível ser um Planejador Financeiro sem ter o selo de distinção</p><p>internacional CFP®, já que todavia não existe uma determinação da CVM sobre</p><p>autorizações concedidas à Planejadores Financeiros. No entanto, a Certificação CFP® é a</p><p>mais desejada e respeitada certificação global para os profissionais que atuam com</p><p>planejamento financeiro.</p><p>Agentes do Mercado Financeiro</p><p>Planejador Financeiro CFP®</p><p>CFP - Certified Financial Planner 159</p><p>4.2.1 Principais Indicadores</p><p>Econômicos</p><p>159</p><p>CFP - Certified Financial Planner 160</p><p>Principais Indicadores Econômicos</p><p>Conceito</p><p>Os principais indicadores da economia brasileira e cobrados em prova são:</p><p>Ø PIB – Produto Interno Bruto;</p><p>Ø PNB – Produto Nacional Bruto;</p><p>Ø Taxa SELIC-Meta e Selic-Over;</p><p>Ø Taxa DI;</p><p>Ø TR – Taxa Referencial;</p><p>Ø TLP – Taxa de Longo Prazo;</p><p>Ø PTAX – Taxa de câmbio; e</p><p>Ø IPCA e IGP-M – Índices de Inflação.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 161</p><p>PIB – Produto Interno Bruto</p><p>Conceito</p><p>O Produto Interno Bruto (PIB) é uma medida de tudo que é produzido dentro de um país</p><p>em um determinado ano, sendo considerado o melhor medidor de bem estar econômico</p><p>de uma sociedade. O economista Mankiw (2007) definiu PIB como “o valor de mercado de</p><p>todos os bens e serviços finais produzidos em um país em um dado período de tempo”.</p><p>Desta forma, é possível apresentar o PIB de forma NOMINAL (medido a preços correntes</p><p>do ano) e de forma REAL (medido a preços constantes de determinado ano, descontando</p><p>o efeito da inflação dos preços correntes).</p><p>Perceba que foi citado “valores finais” da cadeia produtiva. Isto ocorre para que não haja</p><p>um valor acima do que de fato um país produziu, excluindo da conta todos os bens e</p><p>serviços intermediários, mesmo que eles tenham contribuído para o devido cálculo. A</p><p>seguir veremos este conceito de valor agregado (ou valor adicionado), que serve para</p><p>saber o quanto cada produtor contribuiu individualmente para o PIB do país.</p><p>Para chegarmos nesse valor, é possível calcular através de três maneiras, que são:</p><p>Ø Ótica do Consumo (Dispêndio ou Despesa);</p><p>Ø Ótica da Produção;</p><p>Ø Ótica da Renda.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 162</p><p>PIB – Produto Interno Bruto</p><p>MARCENEIRO</p><p>R$ 500 R$ 1.500</p><p>FÁBRICA CONSUMIDOR</p><p>PIB TOTAL GERADO:</p><p>R$ 2.000,00</p><p>PIB e o Valor Agregado (Adicionado)</p><p>Cada bem ou serviço prestado está agregando valor ao PIB, mas como vimos, para o</p><p>devido cálculo consideramos apenas o valor final. Para descobrirmos o valor adicionado</p><p>de uma pessoa ao PIB, basta descontar do valor cobrado os bens e serviços intermediários</p><p>que lhe custou para gerar aquele faturamento. Por exemplo, um (1) MARCENEIRO vendeu</p><p>por R$ 500, madeiras para uma (2) FÁBRICA construir uma cama. Após isso, esta fábrica</p><p>vendeu por R$ 2 mil a cama. O PIB total gerado foi de R$ 2 mil, no</p><p>será a base do contrato a ser elaborado. Neste escopo já deverá constar:</p><p>Ø O prazo estimado de duração da prestação de serviço pelo planejador;</p><p>Ø A responsabilidades do cliente e do planejador;</p><p>Ø Possíveis conflitos de interesses.</p><p>ETAPA 1: Definir relacionamento com o cliente</p><p>CFP - Certified Financial Planner 10</p><p>Remuneração do Planejador</p><p>O planejador financeiro pode ter diversos tipos de remunerações, podendo ela ser de um</p><p>único tipo ou uma combinação delas. Alguns desses exemplos são:</p><p>Ø Tarifas ou Mensalidades: valor fixo pago ao planejador financeiro;</p><p>Ø Taxa de administração: cobrada de cada cliente pelo serviço de gestão e</p><p>administração da carteira, ou seja, do valor total administrado;</p><p>Ø Taxa de performance: cobrada quando a rentabilidade supera um número</p><p>previamente definido (recai apenas sobre o rendimento excedente);</p><p>Ø Comissões ou Rebates: são os custos gerados pela intermediação da venda de</p><p>algum produto, como por exemplo, Prêmios de Seguros ou Taxa de Administração</p><p>em Planos de Previdência.</p><p>Importante reforçar que o Agente Autônomo de Investimento é proibido pela CVM de</p><p>receber valores financeiros motivados por outra forma que não seja o comissionamento</p><p>(corretagem ou rebate de fundos).</p><p>ETAPA 1: Definir relacionamento com o cliente</p><p>CFP - Certified Financial Planner 11</p><p>Responsabilidades</p><p>A responsabilidade profissional surge para ambos os lados: tanto para o profissional,</p><p>quanto para o cliente, devendo ser descritas no contrato de prestação de serviços.</p><p>Resumidamente, podemos elencar essas responsabilidades da seguinte forma:</p><p>Ø Responsabilidades do Planejador:</p><p>▪ Assessorar seus clientes apenas naquelas áreas de sua competência;</p><p>▪ Colocar os interesses do cliente em primeiro lugar;</p><p>▪ Comunicar todos os fatos relevantes, sempre que necessário, para evitar que</p><p>clientes ou partes relacionadas sejam induzidos a erros ou enganos</p><p>▪ Fazer recomendações adequadas ao seu cliente conforme seu Suitability (API);</p><p>▪ Fornecer serviços profissionais de forma prudente, obje5va e com integridade;</p><p>▪ Informar possíveis conflitos de interesses;</p><p>▪ Tratar as informações do cliente como confidenciais e protegê-las.</p><p>Ø Responsabilidades do Cliente:</p><p>▪ Não omi5r informações;</p><p>▪ Realizar as tarefas acordadas no plano financeiro;</p><p>▪ Cumprir com todas as obrigações financeiras e tributárias;</p><p>▪ Descrever todas as informações que possam gerar informações privilegiadas.</p><p>ETAPA 1: Definir relacionamento com o cliente</p><p>CFP - Certified Financial Planner 12</p><p>Conceito</p><p>Esta etapa visa COLETAR as informações necessárias para elaborar um plano financeiro e</p><p>que permitam uma visão completa do cliente: gestão financeira, gestão de investimentos,</p><p>gestão de risco e seguros, planejamento da aposentadoria, planejamento fiscal e</p><p>sucessório. Nesta PRIMEIRA ENTREVISTA com o cliente, o profissional deverá ser capaz:</p><p>Ø Identificar os objetivos pessoais e financeiros do cliente, suas necessidades e</p><p>prioridades (objetivos de acumulação de capital, tais como geração de renda,</p><p>aposentadoria, entre outros);</p><p>Ø Coletar dados e processar informações qualitativas (perfil psicológico, disposição a</p><p>assumir riscos e propensões) e restrições específicas, visando à análise adequada</p><p>do perfil do investidor (suitability), e sua capacidade de suportar perdas;</p><p>Ø Coletar dados e processar informações quantitativas e documentos, visando à</p><p>análise adequada;</p><p>Ø Coletar dados e processar informações de situações específicas, tais como:</p><p>divórcio, invalidez, doença terminal, filhos com necessidades especiais, entre</p><p>outras, visando à análise adequada.</p><p>ETAPA 2: Coletar informações</p><p>CFP - Certified Financial Planner 13</p><p>Coletando Informações</p><p>A coleta de informações ocorre normalmente através do preenchimento de um</p><p>QUESTIONÁRIO, podendo ser através de perguntas mais fechadas (nome, quantidade de</p><p>filhos, valor de cobertura das apólices) e/ou de perguntas mais abertas (como ele reagiria</p><p>se a bolsa de valores desvalorizasse 20%; quais são os sonhos que o cliente gostaria de</p><p>alcançar).</p><p>Em relação aos tipos de informações, elas podem ser do tipo quantitativa ou do tipo</p><p>psicológica. As informações quantitativas são aquelas que apresentam números, tais</p><p>como: Declaração de Ajuste de Imposto de Renda; Orçamento doméstico;</p><p>Contracheques; Apólices de seguros; Planos de Previdência; entre outros documentos</p><p>que podem também ser solicitados ao cliente. Já as informações psicológicas são</p><p>coletadas principalmente através do API e servem para entender a disposição do cliente</p><p>em de assumir risco.</p><p>ETAPA 2: Coletar informações</p><p>CFP - Certified Financial Planner 14</p><p>Identificação de Aspectos Relevantes</p><p>Quando o profissional estiver coletando e identificando as necessidades do cliente, ele</p><p>deve se ater não somente nas Informações Genéricas, mas também nas Necessidades</p><p>Especiais. Podemos destrinchar estes dados da seguinte forma:</p><p>Ø INFORMAÇÕES GENÉRICAS:</p><p>▪ Situação financeira atual;</p><p>▪ Capacidade de poupança;</p><p>▪ Atitude e expectativas;</p><p>▪ Tolerância ao risco;</p><p>▪ Gestão e Exposição ao risco.</p><p>Ø NECESSIDADES ESPECIAIS:</p><p>▪ Divórcio, segundo casamento ou relacionamento extraconjugal;</p><p>▪ Planejamento de caridade;</p><p>▪ Necessidade de dependentes adultos;</p><p>▪ Crianças com deficiências;</p><p>▪ Planejamento para casos de doenças terminais;</p><p>▪ Planejamento para empresas familiares (sucessão).</p><p>ETAPA 2: Coletar informações</p><p>CFP - Certified Financial Planner 15</p><p>Perfil do Cliente</p><p>Nesta etapa 2 (dois) são coletados os dados qualita5vos e as restrições específicas,</p><p>visando à análise adequada do perfil do inves5dor (suitability) e sua capacidade de</p><p>suportar perdas. Nesta etapa se determina a TOLERÂNCIA AO RISCO DE INVESTIMENTO</p><p>do cliente. Alguns pontos também são interessantes a serem realizados na coleta de</p><p>dados, pois podem dar indícios de como será o perfil do inves5dor, tais como:</p><p>Ø ORIGEM DE RECURSOS: Significa como e quando os recursos foram ob5dos.</p><p>Normalmente, recursos advindos de atos únicos (heranças, doações, bilhetes</p><p>premiados) podem indicar pessoas menos propensas a riscos do que advindo de</p><p>empreendedorismo.</p><p>Ø PATRIMÔNIO (REAL VS. PERCEPÇÃO): Cada indivíduo tem sua percepção sobre</p><p>riqueza e isso interfere no nível de tolerância de risco. No entanto, uma carteira de</p><p>inves5mentos que gera mais rendimentos que o es5lo de vida do dono, é uma</p><p>carteira passível a aumentar o risco.</p><p>Ø CICLO DE VIDA: Em geral, há uma relação inversa entre idade e tolerância de risco,</p><p>ou seja, quanto mais próximo da aposentadoria, menor o risco que o inves5dor</p><p>deseja correr.</p><p>ETAPA 2: Coletar informações</p><p>CFP - Certified Financial Planner 16</p><p>ETAPA 2: Coletar informações</p><p>Definições das Fases da Vida</p><p>O ciclo de vida de um indivíduo tende a ser dividido em quatro fases, que serão citados</p><p>abaixo. No entanto, não se apegue em “decorar” o nome com a idade, mas sim</p><p>compreender cada uma das fases.</p><p>Ø Fundação da Riqueza (entre 18 e 28 anos): Aqui o investidor está iniciando a sua</p><p>jornada financeira, com patrimônio e renda baixa, comparado com o seu próprio</p><p>potencial. Além disso, ele tende a não ter obrigações com terceiros e com isso, pode</p><p>assumir riscos acima da média.</p><p>Ø Acumulação de Capital (entre 28 e 40 anos): O cliente está iniciando a sua família e</p><p>está ascendendo profissionalmente. Seu patrimônio líquido ainda é baixo, mas seus</p><p>ativos já são relevantes, pois muitos deles foram adquiridos através de dívidas. Desta</p><p>forma, seguros de vida e previdência privada são boas alternativas nesse momento.</p><p>Ø Conservação ou Proteção de Capital (entre 40 a 60 anos): Nesta fase da vida, o</p><p>investidor tende a não ter mais aumento na sua renda e as estratégias para</p><p>planejamento tributário e blindagem patrimonial passam a ser relevantes, como a</p><p>construção de holdings, trusts, seguros de vida resgatáveis, entre outros.</p><p>Ø Distribuição ou Transferência de Capital (acima de 60 anos): O cliente se aposentou</p><p>e diminuiu seus custos com terceiros. Aqui passa a ser muito interessante o seguro</p><p>acidentes pessoais (custo/benefício) e o planejamento</p><p>entanto, o marceneiro</p><p>gerou R$ 500,00 e sobre a madeira, a fábrica AGREGOU mais R$ 1.500,00 ao PIB.</p><p>PIB – Produto Interno Bruto</p><p>CFP - Certified Financial Planner 163</p><p>PIB = Consumo + Investimentos + GGastos do Governo + Xexportação – iMportação</p><p>Balança Comercial</p><p>PIB – Produto Interno Bruto</p><p>Ótica do Consumo (Dispêndio)</p><p>Pela ÓTICA DO CONSUMO (Dispêndio), o PIB resulta da soma dos seguintes fatores:</p><p>Ø Consumo das Famílias: Como o nome já diz, é o consumo das pessoas físicas!</p><p>Ø Investimentos das Empresas: despesa das empresas em investimento, sendo em</p><p>bens de capital, matérias-primas e produtos (variação de estoques),;</p><p>Ø Gastos do Governo: este item leva em consideração todos os gastos que o</p><p>governo faz em bens ou serviços. Não é considerado os gastos com transferências</p><p>(como bolsa família) e nem os pagamento de juros sobre a dívida pública.</p><p>Ø Balança Comercial: Também chamada de EXPORTAÇÃO LÍQUIDA, é a resultante</p><p>das nossas exportações, descontado das importações. Quanto mais caro o dólar</p><p>(desvalorização do real), maior será esse item e maior será o PIB.</p><p>PIB – Produto Interno Bruto</p><p>CFP - Certified Financial Planner 164</p><p>Pela ÓTICA DA PRODUÇÃO, também chamado de ÓTICA DA OFERTA, o Produto Interno</p><p>Bruto corresponde à soma dos valores agregados líquidos dos setores primário,</p><p>secundário e terciário da economia (indústria, agropecuária e serviços), mais os impostos</p><p>indiretos, mais a depreciação do capital, menos os subsídios governamentais. Portanto, a</p><p>Ótica da Produção é o processo reverso da ótica do consumo, pois, para alguém comprar,</p><p>outra deve vender (produzir).</p><p>q FÓRMULA:</p><p>PIB Produção</p><p>da Indústria</p><p>Produção</p><p>Agrícola</p><p>Produção</p><p>de Serviços+ +=</p><p>PIB – Produto Interno Bruto</p><p>Ótica da Produção</p><p>PIB – Produto Interno Bruto</p><p>CFP - Certified Financial Planner 165</p><p>PIB Salários Juros Aluguéis+ +=</p><p>PIB – Produto Interno Bruto</p><p>Ótica da Renda</p><p>Para chegarmos ao PIB pela ÓTICA DA RENDA, devemos somar todas as remunerações</p><p>com base em salários, juros, aluguéis e lucros distribuídos (dividendos), ou seja, o</p><p>somatório da renda do trabalho, renda do capital, renda de instalações e renda do</p><p>processo de produção.</p><p>Mesmo não sendo muito utilizada (o mais comum é mensurar o PIB através da Ótica do</p><p>Dispêndio ou pela Ótica de Produção), a ÓTICA DA RENDA tem como vantagem</p><p>compreender a situação dos rendimentos do país, mensurando a maneira pela qual é</p><p>remunerada toda produção nacional de riqueza.</p><p>q FÓRMULA:</p><p>Dividendos+</p><p>PIB – Produto Interno Bruto</p><p>CFP - Certified Financial Planner 166</p><p>PNB – Produto Nacional Bruto</p><p>Conceito</p><p>O Produto Nacional Bruto (PNB) se difere do PIB apenas por incluir os valores dos bens e</p><p>serviços produzidos e realizados no exterior. Enquanto que o PIB considera apenas o que</p><p>foi gerado INTERNAMENTE (dentro do país), o PNB considera o que foi gerado</p><p>INTERNAMENTE e EXTERNAMENTE, ou seja dentro e fora do país.</p><p>Com isso, para chegarmos no PNB devemos subtrair do PIB o que chamamos de Renda</p><p>Líquida Enviada ao Exterior (RLEE), que é a diferença dos valores enviados para o exterior</p><p>e os valores recebidos do exterior a partir dos fatores de produção. Quando mais valores</p><p>enviarmos para o exterior, menor será a produção nacional. Quando maior for o</p><p>recebimento dos valores do exterior, maior será a produção nacional.</p><p>q FÓRMULA:</p><p>PNB PIB RLEE (envio menos recebimento)−=</p><p>CFP - Certified Financial Planner 167</p><p>SELIC-META</p><p>Conceito</p><p>A Selic-Meta é a taxa de juros definida pelo COPOM, que toma essa decisão com base na</p><p>Meta de Inflação (IPCA). Ela será a META que o governo deseja para taxa de juros</p><p>praticada pela economia brasileira em relação a dívida brasileira para aquele período.</p><p>q PRINCIPAIS INFORMAÇÕES:</p><p>Ø É a meta da taxa de Juros brasileira;</p><p>Ø Definida pelo BACEN através do COPOM;</p><p>Ø Alterada através de AGO (cada 45 dias) ou AGE;</p><p>Ø Praticada pelo Governo.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 168</p><p>SELIC-OVER</p><p>Conceito</p><p>Já a SELIC-OVER é a taxa de juros apurada no SELIC (Sistema Especial de Liquidação e</p><p>Custódia). Ela é obtida mediante o cálculo da taxa média ponderada e ajustada das</p><p>operações de financiamento por um dia, lastreadas em Títulos Públicos Federais e</p><p>cursadas no referido Sistema na forma de operações compromissadas.</p><p>A tendência é que a SELIC-OVER tenda a convergir para à SELIC-META. Essa taxa é o que</p><p>chamamos de TAXA LIVRE DE RISCO (TLR) da economia brasileira, que é o quanto um</p><p>investidor está recebendo por emprestar recursos para o Brasil. Desta forma, a taxa</p><p>cobrada nos demais segmentos de empréstimos existentes no mercado brasileiro é</p><p>composta pela meta da taxa de juros Selic, acrescido pelo Risco de inadimplência e</p><p>demais custos (custos administrativos, impostos, lucro, ...).</p><p>q PRINCIPAIS INFORMAÇÕES:</p><p>Ø É a média diária das negociações dos Títulos Públicos Federais (TPF);</p><p>Ø É alterada diariamente (dias úteis) e anualizada;</p><p>Ø Praticada pelo Mercado Financeiro;</p><p>Ø Resolução em vigor para maiores informações: Resolução BCB nº 46/2020.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 169</p><p>DI – Depósito Interbancário</p><p>Conceito</p><p>A taxa DI, que significa Depósito Interbancário, é a taxa média ponderada das operações</p><p>realizadas entre instituições financeiras pelo prazo de um dia. Essas operações são</p><p>chamadas de CDI (Certificados de Depósito Interbancário), sendo um contrato privado de</p><p>empréstimo restrito ao mercado interbancário. Como de praxe, a taxa DI também é</p><p>expressa de forma anual e com base em 252 dias úteis.</p><p>No entanto, com o passar dos anos, esta operação ficou cada vez menos comum, gerando</p><p>um problema para a indústria de renda fixa, pois o CDI é muito utilizado como parâmetro</p><p>de rentabilidades (remuneração de CDB, LCI, LCA e também como benchmark para a</p><p>remuneração de taxa performance de diversos fundos de investimentos).</p><p>Desta forma, a CETIP (atual B3), criou um novo modelo de fallback (plano B) quando não</p><p>há operações suficientes para cálculo do DI (ocorrer menos de 100 operações ou o</p><p>somatório dos volumes das operações elegíveis para o cálculo da Taxa DI for inferior a</p><p>R$ 30 bilhões), ela será igual à Taxa SELIC Over divulgada no dia.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 170</p><p>Banco</p><p>Central</p><p>Venda</p><p>de TPF</p><p>IF = Instituição Financeira</p><p>IF</p><p>IF</p><p>Títulos Privados (DI)</p><p>Taxa DI</p><p>Taxa Selic Over</p><p>Títulos Públicos Federais</p><p>IF</p><p>DI X SELIC</p><p>Conceito</p><p>O Tesouro Nacional, através da emissão de papéis (mercado primário) dá o parâmetro</p><p>para a curva de juros da economia brasileira - curva Selic. No entanto, a taxa Selic Over é</p><p>obtida mediante o cálculo da taxa média das operações de financiamento por um dia</p><p>entre as instituições financeiras, lastreadas em títulos públicos federais. Quando o</p><p>financiamento é lastreado em Títulos Privados, temos a taxa DI.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 171</p><p>TR – Taxa Referencial</p><p>Conceito</p><p>A TR é um índice de referência de juros da economia brasileira, principalmente utilizada</p><p>para correções da Poupança, empréstimos de habitação como o SFH, títulos da dívida</p><p>agrária (TDA) e do FGTS.</p><p>Para chegarmos no valor da Taxa Referencial, o banco central aplica um redutor sobre a</p><p>Taxa Básica Financeira. Para a formação da TBF, calculasse as taxas de juros negociadas</p><p>no mercado secundário com Letras do Tesouro Nacional (LTN). Assim, a TBF de um mês</p><p>será uma média ponderada entre as taxas médias das LTNs com vencimentos</p><p>imediatamente anterior e imediatamente posterior ao prazo de um mês, seguida da</p><p>aplicação, ao valor resultante, de um fator multiplicativo fixado em 0,93.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 172</p><p>TLP – Taxa de Longo Prazo</p><p>TLP</p><p>Juros Reais</p><p>Prefixados</p><p>(“TLP-Pré”)</p><p>Inflação</p><p>(IPCA)= ×</p><p>Conceito</p><p>A Taxa de longo prazo (TLP) é o principal custo financeiro dos financiamentos do BNDES.</p><p>Ela compõe a taxa de juros final, junto com as remunerações (spreads) do BNDES e dos</p><p>bancos repassadores e a taxa de risco de crédito do cliente. A TLP mensal é composta de</p><p>uma parcela de juros reais pré-fixados ("TLP-Pré") e da inflação (IPCA), sendo que a</p><p>TLP-Pré será CALCULADA E DIVULGADA</p><p>NO INÍCIO DE CADA MÊS PELO BANCO CENTRAL.</p><p>A partir da data de início de vigência dos contratos em TLP, a parcela de juro real será fixa,</p><p>ao longo da vida dos contratos, variando apenas o componente da inflação, que é o IPCA.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 173</p><p>Taxa de Câmbio</p><p>Conceito</p><p>Por definição do Banco Central do Brasil a “Taxa de Câmbio é o preço de uma moeda</p><p>estrangeira medido em unidades ou frações (centavos) da moeda nacional. No Brasil, a</p><p>moeda estrangeira mais negociada é o dólar dos Estados Unidos, fazendo com que a</p><p>cotação comumente utilizada seja a dessa moeda”.</p><p>Contratos de câmbio são realizados por motivos de viagens internacionais, transferências</p><p>unilaterais, negociações, podem ser realizados diretamente com uma corretora de câmbio</p><p>ou alguma instituição financeira autorizada pelo Bacen, sendo que elas possuem</p><p>liberdade para negociar as suas taxas pelos seus spreads. Para o fechamento de contrato</p><p>de câmbio, passa-se pelas fases de contratação, negociação da taxa e posterior liquidação.</p><p>A liquidação é a última fase do fechamento do contrato de câmbio. Ela acontece quando</p><p>se efetiva o envio da moeda estrangeira entre os envolvidos, através de um banco ou</p><p>corretora. O fechamento de câmbio se dá quando há a conversão das moedas da</p><p>negociação, quando há o crédito ou débito da moeda estrangeira entre as partes e a</p><p>instituição responsável realiza a transferência internacional através do SWIFT.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 174</p><p>Taxa de Câmbio</p><p>PTAX</p><p>A PTAX é a principal taxa de câmbio utilizada nacionalmente como referência do real por</p><p>dólares americanos. Seu nome veio da PTAX800, por causa da PTAX800, uma transação do</p><p>Sistema do Banco Central usada durante muitos anos pelo público para consultar taxas de</p><p>câmbio, mas que foi descontinuado em 2014.</p><p>Antigamente, a PTAX era calculada através de uma média ponderada pelo volume das</p><p>operações no mercado interbancário de câmbio, com liquidação em dois dias úteis. Hoje</p><p>em dia, o BANCO CENTRAL consulta os dealers em quatro momentos de alta liquidez no</p><p>mercado de câmbio, que informam qual foi o valor que eles fizeram numa única</p><p>negociação naquele momento com o dólar americano, ou seja, qual o preço praticado no</p><p>mercado interbancário. Com estas informações, o BACEN faz uma MÉDIA SIMPLES</p><p>(aritmética), de cada ponta de compra e venda do dólar, excluindo em cada caso, as duas</p><p>maiores e as duas menores. A divulgação da PTAX ocorra a cada consulta (são 4 por dia) e</p><p>no final do dia também, com a PTAX do dia. A participação dos dealers (instituições</p><p>financeira) no cálculo da Ptax é avaliada mensalmente e um desempenho insatisfatório, o</p><p>leva ao descredenciamento.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 175</p><p>Taxa de Câmbio</p><p>Outros tipos de cotação</p><p>Além da forma de mensuração do Banco Central do Brasil, podemos ter outros tipos de</p><p>cotação, como por exemplo:</p><p>Ø COMERCIAL: Conforme o próprio nome diz, faz referências às transações</p><p>comerciais, sendo utilizado para balizar as grandes movimentações de importação &</p><p>exportação das empresas brasileiras, transferências financeiras, etc. Esta também é a</p><p>cotação considerada nas ações do governo no exterior, como empréstimos</p><p>(registrados no Banco Central) de brasileiros residentes em outros países e.</p><p>Ø TURISMO: Já neste caso, representa a cotação das moedas para as pessoas físicas</p><p>que usarão a moeda para viajar ao exterior ou para comprar produtos e serviços em</p><p>sites interacionais. Sua cotação é baseada no custo da moeda comercial, com o</p><p>acréscimo do IOF praticado pelo Governo. Por se tratar de moeda física, possui</p><p>demais custos, como por exemplo, o de logística.</p><p>Ø SPOT: Chamado de Dólar a vista ou “Câmbio Pronto”, são operações com</p><p>liquidação em até D+2 e podem ser negociados nos mercados da B3.</p><p>Ø FORWARD: Termo utilizado para taxações feitas em contratos financeiros que</p><p>serão iniciados em uma data futura, como por exemplo, nos contratos futuros ou nos</p><p>contratos a termo da B3.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 176</p><p>Taxa de Câmbio</p><p>Câmbio Pronto e Câmbio Futuro</p><p>O CÂMBIO PRONTO é aquele em que ocorre a compra ou venda de moeda estrangeira</p><p>com prazo à vista, seguindo liquidação em até 2 dias úteis. Já o CÂMBIO FUTURO, possui</p><p>o seu preço também fechado no momento da contratação, mas sendo liquidado em um</p><p>prazo mais extenso, além de 2 dias úteis (uma liquidação futura).</p><p>As operações de câmbio contratadas para liquidação pronta devem ser liquidadas no</p><p>mesmo dia, quando se tratar de compras e de vendas de moeda estrangeira em espécie</p><p>ou em cheques de viagem; ou de operações ao amparo da sistemática de câmbio</p><p>simplificado de exportação. Caso não sejam esses casos, a liquidação ocorrerá em até dois</p><p>dias úteis da data da contratação, nos demais casos, excluídos os dias não úteis nas</p><p>praças das moedas.</p><p>Vale ressaltar que a liquidação pronta é obrigatória nos seguintes casos:</p><p>Ø Operações de câmbio simplificado de exportação ou de importação;</p><p>Ø Compras ou vendas de moeda estrangeira em espécie ou em cheques de viagem;</p><p>Ø Compra ou venda de ouro - instrumento cambial.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 177</p><p>Quantidade de</p><p>Dólares no Brasil</p><p>$ $ $</p><p>$ $ $</p><p>$ $ $</p><p>$ $ $</p><p>US 1,00 = R$ 2,00</p><p>Taxa de Câmbio</p><p>Quantidade de</p><p>Dólares no Brasil</p><p>$ $ $</p><p>$ $ $</p><p>US 1,00 = R$ 4,00</p><p>Com o dólar “caro”, o aumento da</p><p>quantidade de dólares em</p><p>circulação poderá ocorrer através</p><p>de:</p><p>o Aumento das Exportações</p><p>o Aumento da Conta Turismo</p><p>o Venda de dólares pelo BC</p><p>Desvalorização do Dólar</p><p>Como qualquer objeto, as moedas terão desvalorização quando mais pessoas estiverem</p><p>vendendo e/ou houver maior quantidade para vender. Desta forma, quando o dólar está</p><p>caro (R$ 4,00), muitas pessoas desejam vender a moeda estrangeira fazendo com que se</p><p>tenha mais dólares na economia brasileira DESVALORIZANDO o dólar e VALORIZANDO O</p><p>REAL, deixando o cenário mais atrativo para o IMPORTADOR. Esse aumento de dólares</p><p>pode ocorrer da seguinte forma:</p><p>CFP - Certified Financial Planner 178</p><p>Com o dólar “barato”, o seu</p><p>aumento de preço poderá</p><p>ocorrer por causa do:</p><p>o Aumento das Importações</p><p>o Diminuição da Conta Turismo</p><p>o Compra de dólares pelo BC</p><p>Quantidade de</p><p>Dólares no Brasil</p><p>$ $ $</p><p>$ $ $</p><p>$ $ $</p><p>$ $ $</p><p>US 1,00 = R$ 2,00</p><p>Taxa de Câmbio</p><p>Quantidade de</p><p>Dólares no Brasil</p><p>$ $ $</p><p>$ $ $</p><p>US 1,00 = R$ 4,00</p><p>Valorização do Dólar</p><p>A valorização da moeda estrangeira ocorre da mesma forma: quando há uma diminuição</p><p>da sua quantidade ou quando muitas pessoas a estão comprando. Ou seja, quando o</p><p>dólar está barato (R$ 2,00), muitas pessoas desejam comprar dólares, fazendo com que se</p><p>tenha menos moeda estrangeira na economia brasileira VALORIZANDO o dólar e</p><p>DESVALORIZANDO O REAL, deixando o cenário mais atrativo para o EXPORTADOR. Essa</p><p>diminuição de dólares na economia brasileira, pode ocorrer da seguinte forma:</p><p>CFP - Certified Financial Planner 179</p><p>Inflação</p><p>Conceito</p><p>Podemos definir INFLAÇÃO como a alta persistente e generalizada dos preços em uma</p><p>determinada economia, gerando para as pessoas a perda do poder de compra e como</p><p>iremos ver a seguir, existem vários motivos para ocorrer a inflação e para cada motivo,</p><p>temos um nome específico: inflação inercial, inflação de demanda, inflação de oferta</p><p>(custos), inflação estrutural.</p><p>Você pode perceber essa perda de poder de compra de duas formas: a primeira é</p><p>perceber que um serviço que custava R$ 50,00 agora está custando R$ 100,00, ou seja,</p><p>você precisa do dobro de dinheiro para contratar o mesmo serviço (ou produto). A outra</p><p>forma é na diminuição do produto, como por exemplo, nas barras de chocolate. A 10 anos</p><p>atrás, uma barra de chocolate de 200 gramas custava R$ 5,00. Hoje, quando você vai</p><p>comprar a mesma barra de chocolate, você percebe que ela continua custando R$ 4,00,</p><p>mas ao invés de ela ter 200 gramas, a barra de chocolate tem cem gramas (a metade), ou</p><p>seja, os mesmos R$ 4,00 compram a metade, ocorrendo a perda do poder de compra.</p><p>Importante entender essa perda do poder</p><p>de compra, para podermos repor ela através de</p><p>correções nos contratos de alugueis, nas dívidas e, principalmente, nos salários. Mas para</p><p>isso, precisamos entender “quanto foi essa inflação” e assim, surgem os diversos índices</p><p>de inflação, sendo os dois principais o IPCA e o IGP-M.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 180</p><p>Inflação</p><p>Motivos para a Inflação</p><p>Os dois principais motivos que podemos ter inflação são:</p><p>Ø Inflação de Demanda: considerado como o tipo mais clássico, ocorre quando há</p><p>muito mais procura por produtos (serviços) do que há de ofertas. Esse tipo de</p><p>inflação tende a ocorrer quando há um rápido crescimento econômico e causado</p><p>também pela Inflação Monetária, que é quando o governo emite dinheiro de forma</p><p>descontrolada, através de redução de taxa de juros ou impressão de papel-moeda.</p><p>Ø Inflação de Custos: consiste no aumento dos preços gerados pelo aumento dos</p><p>custos, como por exemplo, redução da quantidade de certo produto ou aumento dos</p><p>custos de produção. Desta forma, esse tipo de inflação pode ser de duas formas:</p><p>§ Inflação de custos autônoma: quando o aumento dos preços ocorrem de forma</p><p>autônoma, como foi na pandemia, onde o preço das commodities subiu e gerou</p><p>aumento no custo generalizado, ou quando um grupo oligopolista aumenta o</p><p>preço dos seus produtos e/ou serviços.</p><p>§ Inflação de custos induzida: a inflação de demanda faz com que as empresas</p><p>lucrem mais e com isso, as empresas contratam mais pessoas. Se houver poucas</p><p>pessoas a serem contratadas, os valores a serem pagos serão maiores, gerando</p><p>um aumento no preço do produto e/ou serviço vendido pela empresa. O</p><p>exemplo disso, foi o setor de tecnologia durante a pandemia.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 181</p><p>Inflação</p><p>Hiperinflação, Deflação & Estagflação</p><p>Vimos que a mudança dos preços dos produtos e serviços geram o conceito de inflação.</p><p>No entanto, outros três conceitos são interessantes a serem compreendidos, que são:</p><p>Ø Hiperinflação: Como o próprio nome remete, a Hiperinflação ocorre quando há</p><p>um aumento dos preços dos produtos e serviços de forma completamente fora do</p><p>controle. Não há um percentual definido, mas de praxe, quando uma economia tem</p><p>uma inflação acima de 50% ao ano, entendemos que está ocorrendo este efeito. O</p><p>Brasil viveu este fenômeno nos anos 80 e início dos anos 90.</p><p>Ø Deflação: Este é o caso onde os preços ao invés de subirem, começam a</p><p>desvalorizar. Inicialmente, isso aparente ser bom, mas se todos os meses um produto</p><p>é vendido a um preço mais barato, o consumidor “sempre” prorroga a sua compra.</p><p>Qual a consequência? As empresas não vendem e com isso necessitam demitir</p><p>funcionários, fazendo com que a economia fique cada vez mais pobre.</p><p>Ø Estagflação: Este é um conceito técnico de quando o PIB de uma economia não</p><p>cresce, mas os preços não param de subir. Temos uma economia “estagnada”, com</p><p>depreciação do poder de compra da população.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 182</p><p>O IPCA é o índice de inflação oficial do Brasil, sendo calculado pelo IBGE. Ele tem como</p><p>objetivo medir a inflação de um conjunto de produtos e serviços comercializados no</p><p>varejo, referentes ao consumo pessoal das famílias, ou seja, é influenciado pela variação</p><p>dos preços no VAREJO.</p><p>Atualmente, a população-objetivo do IPCA abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40</p><p>salários mínimos, qualquer que seja a fonte, residentes nas áreas urbanas das regiões de</p><p>abrangência do SNIPC (Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor), as quais</p><p>são: regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória,</p><p>Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios</p><p>de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.</p><p>A utilização do IPCA ocorre em diversas frentes, como por exemplo:</p><p>Ø É o indicador que o CMN utiliza como meta da inflação;</p><p>Ø Nos títulos públicos do governo federal (NTN-B e NTN-B Principal);</p><p>Ø Correção dos balanços e das demonstrações financeiras de companhias abertas;</p><p>Ø Fornecer um panorama sobre como está o poder de compra da população.</p><p>IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo</p><p>Definição</p><p>CFP - Certified Financial Planner 183</p><p>A PONDERAÇÃO DAS DESPESAS DAS PESSOAS PARA SE VERIFICAR</p><p>A VARIAÇÃO DOS CUSTOS FOI DEFINIDA PELO SEGUINTE MODO:</p><p>Tipo de Gasto Peso % do Gasto • Índice Oficial de Inflação do Brasil;</p><p>• Calculado pelo IBGE;</p><p>• Divulgado mensalmente;</p><p>• Utilizado como referência para META de</p><p>inflação definida pelo CMN para o COPOM;</p><p>• População-objetivo do IPCA abrange as</p><p>famílias com rendimentos mensais</p><p>compreendidos entre 1 (hum) e 40 (quarenta)</p><p>salários-mínimos, qualquer que seja a fonte</p><p>de rendimentos, e residentes nas áreas</p><p>urbanas das regiões metropolitanas de</p><p>Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo</p><p>Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba,</p><p>Porto Alegre, Brasília e município de Goiânia.</p><p>Alimentação 25,21</p><p>Transporte e</p><p>Comunicação 18,77</p><p>Despesas Pessoais 15,68</p><p>Vestuário 12,49</p><p>Habitação 10,91</p><p>Saúde e cuidados</p><p>pessoais 8,85</p><p>Artigos de residência 8,09</p><p>Total 100,00</p><p>IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo</p><p>Resumo</p><p>CFP - Certified Financial Planner 184</p><p>IGP-M – Índice Geral de Preços do Mercado</p><p>Definição</p><p>O IGP-M é um índice de inflação muito utilizado para correção de contratos de aluguéis e</p><p>também em contratos de dívidas de empresas. Ele é calculado pela FGV (Fundação</p><p>Getúlio Vargas), sendo na verdade, uma composição de três outros índices de inflação:</p><p>Ø 60% do Índice de Preços por Atacado (IPA): Atualmente chamado de Índice de</p><p>Preços ao Produtor Amplo, registra variações de preços de produtos agropecuários e</p><p>industriais nos estágios de comercialização anteriores ao consumo final.</p><p>Ø 30% Índice de Preços ao Consumidor (IPC): medida de preço médio necessário</p><p>para comprar determinados bens de consumo e serviços no mercado varejista por</p><p>famílias que possuem renda de 1 a 33 salários mínimos residentes nos principais</p><p>centros consumidores do Brasil.</p><p>Ø 10% Índice Nacional de Custo de Construção (INCC): Reflete o ritmo dos preços de</p><p>materiais de construção e da mão de obra no setor imobiliário, sendo muito utilizado</p><p>na correção de contratos de Compra & Venda na planta.</p><p>Como podemos perceber, diferentemente do que ocorre no IPCA, que tem maior impacto</p><p>nos preços do varejo, o IGP-M tem como principal variável os preços no ATACADO e como</p><p>a variação cambial tem impacto mais relevante nos preços do atacado do que no varejo, o</p><p>IGP-M sofre variações mais impactantes do que o IPCA quando há variações cambiais.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 185</p><p>4.2.2 Políticas Macroeconômicas:</p><p>Monetária, Fiscal e Cambial</p><p>185</p><p>CFP - Certified Financial Planner 186</p><p>Política Macroeconômicas</p><p>Conceito</p><p>Políticas Macroeconômicas são ferramentas de um governo para atingir os objetivos do</p><p>PIB desejado. Quando um governo deseja que o PIB cresça, chamamos de política</p><p>expansionista, e ao contrário, de política contracionista, ou seja:</p><p>Ø Política Expansionista: o governo “injetará” dinheiro na economia, fazendo com</p><p>que as variáveis que compõe o PIB, aumentem. A consequência é um aumento da</p><p>inflação, aumento da liquidez, aumento do PIB e uma diminuição da taxa de juros.</p><p>Ø Política Contracionista: o governo “retira” dinheiro da economia, fazendo com</p><p>que as variáveis que compõe o PIB, diminuam. A consequência é uma diminuição da</p><p>inflação, diminuição da liquidez, diminuição do PIB e um aumento da taxa de juros.</p><p>Estas estratégicas poderão vir através de 3 políticas (Monetária, Fiscal e Cambial), sendo</p><p>que elas não precisam ter as mesmas estratégias, ou seja, pode-se ter, por exemplo, uma</p><p>política monetária expansionista, enquanto a cambial é contracionista, lembrando que o</p><p>PIB é a soma de todos os setores que podem consumir dentro de um país (Pessoas Físicas,</p><p>chamado de Consumo; Pessoas Jurídicas, chamado de Investimentos; Governo,</p><p>considerado os Gastos do Governo; estrangeiros, resultante da Balança Comercial).</p><p>CFP - Certified Financial Planner 187</p><p>Política Monetária</p><p>Conceito</p><p>Política monetária</p><p>é o controle da oferta de moeda na economia, ou seja, o meio de</p><p>estabilizar e controlar os níveis de preços para garantir a liquidez ideal (equilíbrio) do</p><p>sistema econômico do país. Para controlar o dinheiro e a taxa de juros, as autoridades</p><p>monetárias utilizam-se dos seguintes instrumentos:</p><p>Ø Operações de Mercado Aberto (Open Market): Compra ou venda de Títulos</p><p>Públicos Federais (TPF) pelo BACEN. Este é o instrumento mais ágil e eficaz que o</p><p>governo dispõe para fazer política monetária.</p><p>Ø Depósito Compulsório: O Banco Central obriga os bancos a depositar parte dos</p><p>recursos captados dos clientes, via depósitos à vista, a prazo ou poupança, numa</p><p>conta no BACEN. Quanto maior o percentual do compulsório, menor será a liquidez</p><p>do mercado.</p><p>Ø Operações de Redesconto Bancário: É a taxa de juros cobrada pelo Banco Central</p><p>pelos empréstimos concedidos aos bancos. Quanto maior a alíquota cobrada pelo</p><p>BACEN, menor a liquidez do mercado.</p><p>Importante compreender que maior a oferta de moeda na economia, significa ter mais</p><p>dinheiro em circulação, e quanto mais dinheiro em circulação, maior o PIB e maior a</p><p>tendência de um aumento da inflação.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 188</p><p>COPOM</p><p>Conceito</p><p>Ao Comitê de Política Monetária (Copom), constituído no âmbito do Banco Central do</p><p>Brasil, compete, com base em avaliação do cenário macroeconômico e dos principais</p><p>riscos a ele associados:</p><p>Ø Definir a meta para a Taxa Selic (taxa básica de juros do Brasil);</p><p>Ø Definir as orientações e diretrizes estratégicas para a execução da política</p><p>monetária;</p><p>Ø Divulgar o Relatório de Inflação.</p><p>Este comitê é composto pelo Presidente do Banco Central e mais 8 diretores (9 membros),</p><p>se reunindo a cada 45 dias, durante dois dias. Suas decisões são tomadas visando com</p><p>que a inflação brasileira (IPCA) fique em linha com a meta definida pelo CMN.</p><p>q PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:</p><p>Ø Tem como principal função definir a meta da taxa de juros do Brasil (selic-meta);</p><p>Ø Divulgar a cada trimestre, o relatório de inflação, analisando detalhadamente a</p><p>conjuntura econômica e financeira do Brasil, juntamente com suas projeções;</p><p>Ø Composto pelo Presidente do Banco Central e mais 8 diretores (9 membros)</p><p>Ø Resolução em vigor para maiores informações: Resolução BCB nº 61/2021</p><p>CFP - Certified Financial Planner 189</p><p>q EXEMPLOS:</p><p>Ø EXPANSIONISTA: Havendo uma diminuição do compulsório, os bancos terão mais</p><p>recursos para poder emprestar e, com isso, haverá mais recursos circulando na</p><p>economia.</p><p>Ø CONTRACIONISTA: Quando o Banco Central vende títulos públicos, o investidor</p><p>entrega o dinheiro para o governo e recebe os papéis (LFT, LTN, NTN-B ...). Desta</p><p>forma, há menos dinheiro na economia circulando.</p><p>POLÍTICA OPERAÇÃO LIQUIDEZ INFLAÇÃO PIB</p><p>Expansionista</p><p>• COMPRAR Títulos Públicos.</p><p>• REDUZIR a Taxa de Juros.</p><p>• REDUZIR Compulsório.</p><p>• REDUZIR Redesconto.</p><p>AUMENTA AUMENTA AUMENTA</p><p>Contracionista</p><p>• VENDER Títulos Públicos.</p><p>• AUMENTAR a Taxa de Juros.</p><p>• AUMENTAR Compulsório.</p><p>• AUMENTAR Redesconto.</p><p>REDUZ REDUZ REDUZ</p><p>Política Monetária</p><p>Aplicação Prática</p><p>CFP - Certified Financial Planner 190</p><p>Política Fiscal</p><p>Conceito</p><p>Política Fiscal reflete o conjunto de medidas pelas quais o Governo arrecada receitas</p><p>(impostos, taxas e contribuições) e realiza despesas de modo a cumprir três funções:</p><p>Ø Estabilização macroeconômica: crescimento do PIB e controle da inflação;</p><p>Ø Redistribuição da renda: projetos sociais, tais como bolsa família;</p><p>Ø Alocação de recursos: fornecimento de bens e serviços públicos.</p><p>Quando as arrecadações são menores que as despesas, o governo se financia através da</p><p>venda de títulos públicos. Esta análise primária, que leva em consideração somente as</p><p>despesas NÃO financeiras, quando positiva, chamamos de Superávit Primário, quando</p><p>negativa, déficit primário. Ela serve para analisar o quão eficiente está o governo atual.</p><p>Para analisar a eficiência do País como um todo, deve-se descontar também os juros que</p><p>ele está pagando por toda a sua dívida (dívidas criadas pelo governo atual e pelos</p><p>governos anteriores). Este resultado chamados de Superávit/Déficit NOMINAL.</p><p>Caso o governo tenha um déficit fiscal, ele pode tomar mais dívida (Vender Títulos</p><p>Públicos) ou tentar aumentar sua receita (aumentar os impostos, exceto o imposto de</p><p>exportação, já que o seu aumento faz com que as empresas nacionais vendam menos). O</p><p>dinheiro do compulsório não pode ser utilizado para isso.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 191</p><p>Política Fiscal</p><p>Superávit / Déficit</p><p>PRIMÁRIO</p><p>Receitas</p><p>(impostos, taxas e</p><p>contribuições)</p><p>Despesas NÃO</p><p>financeiras= ‒</p><p>Superávit / Déficit</p><p>NOMINAL</p><p>Superávit / Déficit</p><p>PRIMÁRIO</p><p>Pagamento dos</p><p>juros da dívida</p><p>Pública= ‒</p><p>Contas do Setor Público</p><p>CFP - Certified Financial Planner 192</p><p>q EXEMPLOS:</p><p>Ø Expansionista: Quando o Governo faz obras públicas (por exemplo, estradas), ele</p><p>está contratando pessoas e pagando com dinheiro. Consequentemente, estará</p><p>retirando dinheiro dos cofres públicos e injetando na economia.</p><p>Ø Contracionista: Quando há um aumento dos tributos, os recursos estão saindo das</p><p>empresas e das famílias, e indo para os cofres públicos. Desta forma, há menos</p><p>dinheiro circulando na economia.</p><p>POLÍTICA OPERAÇÃO</p><p>EXPANSIONISTA</p><p>• Aumento dos gastos públicos;</p><p>• Diminuição das cargas tributárias;</p><p>• Aumento das transferências (Ex. bolsa família)</p><p>CONTRACIONISTA</p><p>• Diminuição dos gastos públicos;</p><p>• Elevação da carga tributária;</p><p>• Extinção de transferências (Ex. leve leite).</p><p>Política Fiscal</p><p>Aplicação Prática</p><p>CFP - Certified Financial Planner 193</p><p>Política Cambial</p><p>Conceito</p><p>O Banco Central define POLÍTICA CAMBIAL como “o conjunto de ações governamentais</p><p>diretamente relacionadas ao comportamento do mercado de câmbio, inclusive no que se</p><p>refere à estabilidade relativa das taxas de câmbio e do equilíbrio no balanço de</p><p>pagamentos”. Nessa política, podemos ter 3 regimes cambiais:</p><p>Ø Câmbio Fixo: regime na qual a taxa de câmbio é estritamente imutável ao longo</p><p>do tempo. O resultado é uma mudança constante nas reservais cambiais, pois o</p><p>governo se compromete a comprar/vender a moeda estrangeira, para manter o</p><p>equilíbrio de oferta e demanda.</p><p>Ø Câmbio Flutuante: resultado puro de oferta e demanda pela moeda, sem</p><p>intervenção do Banco Central, permanecendo inalterado as Reservas Internacionais.</p><p>Ø Flutuação Suja: Também chamado por Câmbio Flutuante Administrado, ele é o</p><p>Câmbio Flutuante, mas com interferência do Banco Central. Inicialmente, o Bacen</p><p>atuava apenas quando ultrapassava a “banda cambial”, que é um certo teto ou um</p><p>certo piso estabelecido por ele, mas hoje atua sempre que acredita que há</p><p>desiquilíbrio, necessitando de correções</p><p>CFP - Certified Financial Planner 194</p><p>Política Cambial</p><p>Balanço de Pagamentos (BP)</p><p>A economia de um país aberto depende de um sistema eficiente de contabilidade</p><p>nacional, que registra os fluxos de produção, renda, comércio e capitais com o exterior.</p><p>Esse sistema inclui o Balanço de Pagamentos, que é uma ferramenta de contabilidade que</p><p>registra todas as transações econômicas entre um país e o resto do mundo durante um</p><p>determinado período de tempo, geralmente um ano. Ela é dividida em três contas</p><p>principais, que são:</p><p>Ø CONTA CORRENTE</p><p>Ø CONTA DE CAPITAIS</p><p>Ø CONTA FINANCEIRA</p><p>Essas contas fornecem dados essenciais para entender a situação macroeconômica,</p><p>auxiliando na formulação de políticas e na avaliação das relações econômicas</p><p>internacionais do país.</p><p>A seguir, veremos mais especificamente, cada uma delas.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 195</p><p>Política Cambial</p><p>BP: Conta Corrente</p><p>A CONTA CORRENTE, também chamada de transações correntes registra os fluxos entre</p><p>residentes e não residentes de um país de quatro sub-contas, que são:</p><p>Ø Balança Comercial: também chamada de exportação líquida, mede a diferença</p><p>entre as exportações e as importações de bens.</p><p>Ø Balança de Serviços: registra as receitas e despesas relativos a prestação de</p><p>serviços em transações entre residentes e não residentes, e também pelo saldo da</p><p>conta turismo (os gastos das</p><p>viagens de residentes ao exterior, menos os das viagens</p><p>de não-residentes para o país). Temos como exemplo nessa conta, viagens</p><p>internacionais, serviços de transportes, seguros e aluguel de equipamentos.</p><p>Ø Renda Primária: Refere-se aos rendimentos derivados do trabalho e do capital.</p><p>Inclui a Remuneração de Empregados (Salários e outros benefícios pagos a</p><p>trabalhadores residentes por entidades não residentes, ou vice-versa) e Rendimentos</p><p>de Investimentos (Juros, dividendos e lucros repatriados por empresas</p><p>multinacionais ou por investidores)</p><p>Ø Renda Secundária: Envolve transferências unilaterais sem contrapartida, ou seja,</p><p>não há uma obrigação de reembolso. Temos como exemplos remessas de</p><p>trabalhadores estrangeiros para seus países de origem, doações, ajuda internacional,</p><p>pensões e outras transferências privadas ou governamentais.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 196</p><p>Política Cambial</p><p>BP: Conta de Capitais</p><p>A CONTA DE CAPITAL registra transferências de capital e a compra/venda de ativos não</p><p>produzidos e não financeiros. Ela é geralmente menor em volume comparada à Conta</p><p>Financeira e inclui:</p><p>Ø Transferências de Capital: Incluem transferências unilaterais de propriedade de</p><p>ativos fixos, como doações de imóveis, cancelamento de dívidas, e transferências de</p><p>bens de capital.</p><p>Ø Aquisição e/ou Alienação de Ativos Não Produzidos e Não Financeiros: Incluem</p><p>transações relacionadas à compra e venda de ativos intangíveis (como direitos</p><p>autorais, patentes, marcas registradas, licenças e franquias), bem como a aquisição e</p><p>alienação de recursos naturais (como terrenos e subsolos).</p><p>Essas transações não envolvem um aumento ou diminuição direta dos recursos</p><p>financeiros disponíveis para o país, mas podem afetar a capacidade de gerar receitas no</p><p>futuro.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 197</p><p>Política Cambial</p><p>BP: Conta Financeira</p><p>A CONTA FINANCEIRA contabiliza as transações que envolvem ativos e passivos</p><p>financeiros entre residentes e não-residentes, sendo dividido da seguinte forma:</p><p>Ø Investimentos Diretos: Refere-se a investimentos em negócios e indústrias</p><p>estrangeiras, como a compra de empresas, fábricas, e outros ativos que resultem em</p><p>controle ou influência significativa sobre a entidade investida.</p><p>Ø Investimentos de Carteira: Incluem investimentos em ações, títulos de dívida, e</p><p>outros instrumentos financeiros sem intenção de controle direto, como a compra de</p><p>ações em mercados estrangeiros ou aquisição de títulos emitidos por governos ou</p><p>empresas estrangeiras.</p><p>Ø Derivativos Financeiros: Contratos financeiros cujo valor é derivado de um ativo</p><p>subjacente, como opções, futuros, swaps, etc.</p><p>Ø Outros Investimentos: Incluem todas as outras formas de investimento que não</p><p>são classificadas como investimentos diretos ou de carteira, como empréstimos</p><p>internacionais, depósitos em bancos estrangeiros, e créditos comerciais.</p><p>Ø Reservas Internacionais: Ativos mantidos pelo banco central, como moeda</p><p>estrangeira, ouro, SDRs (Direitos Especiais de Saque), e a posição de reserva no FMI.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 198</p><p>Política Cambial</p><p>Reservas Internacionais</p><p>As reservas monetárias internacionais, também chamadas de “reservas cambiais”, são os</p><p>ativos dos bancos centrais e autoridades monetárias, tais como, moedas estrangeiras</p><p>(dólar, euro, libra esterlina, ...), direitos especiais de saque junto ao Fundo Monetário</p><p>Internacional (FMI), depósitos no Banco de Compensações Internacionais (BIS), ouro,</p><p>entre outros ativos.</p><p>Elas funcionam como uma espécie de seguro para o país fazer frente à seus compromissos</p><p>financeiros (obrigações no exterior, emissão de moeda e financiar déficits temporários em</p><p>seus balanços de pagamentos) e a choques de natureza externa, tais como crises cambiais</p><p>e interrupções nos fluxos de capital para o país.</p><p>As reservas aumentam quando há um superávit no Balanço de Pagamentos (BP), ou seja,</p><p>quando a soma das “Transações Correntes”, “Conta de Capital” e “Conta Financeira”</p><p>forem positivas. Assim, em um economia sem intervenção do governo, ocorrerá uma</p><p>valorização da moeda local, diminuindo assim o valor da moeda estrangeira. Da mesma</p><p>forma, quando o Balanço de Pagamento for negativo, haverá uma diminuição de moeda</p><p>estrangeira no país, ocasionando um valorização do dólar (desvalorização da moeda local,</p><p>no caso do Brasil, uma desvalorização do Real).</p><p>CFP - Certified Financial Planner 199</p><p>Política Cambial</p><p>Reservas Internacionais</p><p>REGIME ENTRADA DE DÓLARES SÁIDA DE DÓLARES</p><p>CÂMBIO</p><p>FIXO</p><p>Para manter o preço fixo,</p><p>o BACEN irá comprar os dólares,</p><p>aumentando sua reserva cambial.</p><p>Para manter o preço fixo,</p><p>o BACEN irá vender seus dólares,</p><p>diminuindo suas reserva cambial.</p><p>CÂMBIO</p><p>FLUTUANTE</p><p>O BACEN não irá interferir,</p><p>mantendo sua reserva cambial.</p><p>Assim, o preço do dólar irá diminuir.</p><p>O BACEN não irá interferir,</p><p>mantendo sua reserva cambial.</p><p>Com isso, o preço do dólar irá</p><p>aumenta.</p><p>CÂMBIO</p><p>FLUTUANTE</p><p>SUJO</p><p>Se o BACEN entender ser relevante,</p><p>ele irá comprar parte desses dólares</p><p>para minimizar a desvalorização do</p><p>dólar. Com isso, aumentará a sua</p><p>reserva cambial.</p><p>Se o BACEN entender ser</p><p>relevante, ele irá vender dólares</p><p>para minimizar a valorização do</p><p>dólar. Desta forma, diminuirá a</p><p>sua reserva cambial.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 200</p><p>Política Cambial</p><p>Swap Cambial e Swap Cambial Reverso</p><p>Swap é um derivativo financeiro que promove simultaneamente a troca de taxas ou</p><p>rentabilidade de ativos financeiros entre agentes econômicos (neste caso, uma das partes</p><p>é o Banco Central), não ocorrendo transferências de ativos, mas sim um crédito ou débito</p><p>em moeda local no final da operação. Nesta operação, os indexadores serão a taxa Selic e</p><p>a variação cambial do dólar. Estas operações poderão ser de dois tipos:</p><p>Ø Swap Cambial: o Banco Central “vende” dólares com a obrigação de “recomprá-</p><p>los” no futuro, recebendo em troca a taxa de juros do período. Desta forma, o</p><p>governo age com o intuito de arrefecer uma alta do dólar.</p><p>Ø Swap Cambial Reverso: desta vez, o Banco Central está na ponta contrária ao</p><p>Swap Cambial. Ao invés de “vender” dólares, ele “compra” dólares para evitar uma</p><p>valorização do real (desvalorização do dólar), pagando ao investidor os juros do</p><p>período e recebendo a variação do dólar.</p><p>Nos dois casos, após a operação, analisa-se o resultado operacional da</p><p>valorização/desvalorização do dólar, havendo somente o pagamento/recebimento do</p><p>resultado financeiro.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 201</p><p>q EXEMPLOS:</p><p>Ø Expansionista: Quando o Banco Central compra dólares, o governo pretende</p><p>deixar o dólar mais “caro”, pois pretende ESTIMULAR AS EXPORTAÇÕES e restringir</p><p>as importações, fazendo com que haja um AUMENTO no PIB, lembrando que uma</p><p>das variáveis do PIB é Balança Comercial (Exportação menos Importação).</p><p>Ø Contracionista: Quando o Banco Central vende dólares, o governo pretende deixar</p><p>o dólar mais “barato”, pois pretende ESTIMULAR AS IMPORTAÇÕES e restringir as</p><p>exportações, fazendo com que haja uma DIMINUIÇÃO no PIB, pois a Balança</p><p>Comercial será negativa.</p><p>POLÍTICA OPERAÇÃO</p><p>EXPANSIONISTA</p><p>(Desvalorização Cambial)</p><p>• Banco Central compra dólares; ou</p><p>• Realiza Swap Cambial Reverso</p><p>CONTRACIONISTA</p><p>(Valorização Cambial)</p><p>• Banco Central vende dólares; ou</p><p>• Realiza Swap Cambial</p><p>Política Cambial</p><p>Aplicação Prática</p><p>CFP - Certified Financial Planner 202</p><p>Política Cambial</p><p>Cupom Cambial</p><p>O CUPOM CAMBIAL pode ser definido como “a taxa de juros em dólar, que remunera</p><p>investimentos em moeda estrangeira feitos no Brasil”. É como se o investidor não</p><p>precisasse transformar seus recursos para reais, mantendo toda a aplicação em dólares.</p><p>Qualquer investidor poderá fazer essa aplicação através de duas formas, que são:</p><p>Ø Cupom Cambial Sujo (DDI): O valor do dólar inicial é calculado com base na PTAX,</p><p>sendo que ela utiliza a taxa média do dólar do dia anterior.</p><p>Ø Cupom Cambial Limpo (FRC): É retirado o efeito da variação cambial, substituindo</p><p>a PTAX do dia anterior pela operação da taxa do dólar spot.</p><p>Primeiramente iremos</p><p>apresentar a fórmula direta do Cupom Cambial (taxa de juros</p><p>Brasil, dividida pela diferença do dólar futuro pelo dólar a vista). Depois iremos apresentar</p><p>a origem da fórmula, pois ela remete a fórmula dos juros compostos (valor presente</p><p>acrescido por uma certa taxa de juro). Outro ponto interessante é que estas taxas são</p><p>apresentadas ao ano e com isso, deveremos fazer as devidas conversões de taxas, sendo</p><p>que a taxa Brasil (Selic ou DI) possui conversão em juros compostos e base em 252 dias</p><p>úteis e a taxa do cupom cambial segue a regra americana, ou seja, conversão por juros</p><p>simples e base em 360 dias corridos.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 203</p><p>Política Cambial</p><p>Cupom Cambial: Fórmula 1</p><p>Para chegarmos no valor do cupom cambial, conforme fórmula abaixo, basta dividir a taxa</p><p>de juros Brasil do período pela variação do preço do dólar futuro em relação ao dólar a</p><p>vista. Mas para deixar mais fácil a compreensão do cálculo, iremos trazer um passo a</p><p>passo para o devido cálculo, conforme a seguir:</p><p>Ø (1) A TLR Brasil (taxa livre de risco: Selic ou DI) deverá ser convertida para o prazo</p><p>do período, utilizando a conversão por juros compostos e dias úteis (lembrando que</p><p>um ano possui 252 dias úteis).</p><p>Ø (2) Encontrar a variação do dólar, dividindo o dólar futuro pelo dólar spot.</p><p>Ø (3) Fazer a divisão da TLR Brasil do respectivo período, pela variação do dólar.</p><p>Ø (4) Converter a taxa encontrada para ano, devendo ser utilizada a conversão por</p><p>juros simples e através de dias corridos (um ano possui 360 dias corridos).</p><p>q FÓRMULA:</p><p>!"#$% !'%()'* = , + ./0</p><p>!"</p><p>#$#</p><p>1ó345 678759</p><p>1ó345 4 :;<84</p><p>− 1 ? @AB</p><p>C)'D E$FF)C$D</p><p>CFP - Certified Financial Planner 204</p><p>q EXEMPLO 1: O contrato futuro de dólar, com vencimento em 90 dias corridos (63 dias</p><p>úteis), está sendo negociado a R$ 2,10. Sabendo que o dólar spot está sendo negociado</p><p>a R$ 2,07, a taxa livre de risco Brasil está em 12,00%a.a, qual a taxa do Cupom Cambial?</p><p>q RESPOSTA: Perceba que o contrato apresentado está para 3 meses (90 dias corridos</p><p>e/ou 63 dias úteis), mas a taxa Brasil está apresentada ao ano. Diante disso, o primeiro</p><p>passo (1) é converter a taxa para o período do contrato (63 dias úteis). A segunda etapa é</p><p>saber (2) qual a diferente (em taxa) do dólar de hoje para o dólar futuro e para isso,</p><p>basta dividir os dois valores dos dólares, para posteriormente . Desta forma:</p><p>Política Cambial</p><p>Cupom Cambial: Cálculo Fórmula 1</p><p>(1) TAXA BRASIL 63DU:</p><p>o 12 [i]</p><p>o 252 [n]</p><p>o 63</p><p>o [R/S]</p><p>R: 2,8737% = 1,028737</p><p>(2) DÓLAR FUTURO POR</p><p>DÓLAR A VISTA</p><p>o 2,10 [ENTER]</p><p>o 2,07 [÷]</p><p>R: 1,014493</p><p>(3) FÓRMULA</p><p>Com os valores de (1) e (2)</p><p>calculados, iremos enxergar</p><p>aonde estes números são</p><p>aplicados na fórmula. Verás</p><p>agora. que basta dividir e</p><p>converter para ano.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 205</p><p>q EXEMPLO 1: O contrato futuro de dólar, com vencimento em 90 dias corridos (63 dias</p><p>úteis), está sendo negociado a R$ 2,10. Sabendo que o dólar spot está sendo negociado</p><p>a R$ 2,07, a taxa livre de risco Brasil está em 12,00%a.a, qual o valor do Cupom Cambial?</p><p>Política Cambial</p><p>!"#$% !'%()'* = ,, BHIJ@J</p><p>,, B,KKLA − 1 ? @ABLB</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>Cupom Cambial: Cálculo Fórmula 1</p><p>!"#$% !'%()'* = , + ./0</p><p>!"</p><p>#$#</p><p>1ó345 678759</p><p>1ó345 4 :;<84</p><p>− 1 ? @AB</p><p>C)'D E$FF)C$D</p><p>!"#$% !'%()'* = ,, B,KB@I − 1 ? K</p><p>4 !"#$% !'%()'* = B, B,KB@I ? K</p><p>5 !"#$% !'%()'* = B, BMA,MB = M, AH% '$ 'O$</p><p>CFP - Certified Financial Planner 206</p><p>Política Cambial</p><p>Cupom Cambial: Fórmula 2</p><p>Como foi dito, o Cupom Cambial faz parte da fórmula básica da matemática financeira de</p><p>juros compostos. Como assim? Exatamente isso, a fórmula básica nos diz que todo e</p><p>qualquer valor futuro parte do valor presente pela correção de uma certa taxa de juros e</p><p>o dólar futuro não é diferente.</p><p>Para chegamos no dólar futuro (Forward), basta termos o dólar a vista e multiplicarmos</p><p>por uma certa taxa. Mas qual taxa? Essa taxa será a divisão entre a taxa livre de risco</p><p>Brasil, dividida pela taxa do Cupom Cambial, conforme fórmula abaixo. Gostamos de</p><p>apresentar ela, pois os exames não costumam colocar a fórmula do Cupom Cambial nas</p><p>suas “listas de fórmulas”. No entanto, aqui teremos que fazer a parte algébrica,</p><p>necessitando “isolar” o Cupom Cambial para poder resolver o problema.</p><p>q FÓRMULA:</p><p>!"#$%#& = ()"*× , + ./0</p><p>PQ</p><p>HMH</p><p>, + 11× 21</p><p>345</p><p>CFP - Certified Financial Planner 207</p><p>Política Cambial</p><p>R$ H, ,B</p><p>R$ H, BJ =</p><p>, + ,H% %,#$</p><p>, + !!×B, HM</p><p>U$FV'FC = W#$X× , + ./0</p><p>!"</p><p>#$#</p><p>, + !!× P!</p><p>@AB</p><p>, + !!×B, HM = ,, B,KBK,</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>!! = B, BMA,AK = M, AH% '. '.</p><p>4</p><p>q EXEMPLO 2: O contrato futuro de dólar, com vencimento em 90 dias corridos (63 dias</p><p>úteis), está sendo negociado a R$ 2,10. Sabendo que o dólar spot está sendo negociado</p><p>a R$ 2,07, a taxa livre de risco Brasil está em 12,00%a.a, qual o valor do Cupom Cambial?</p><p>R$ H, ,B = R$ H, BJ× , + ,H%</p><p>'(</p><p>#$#</p><p>, + !!× LB</p><p>@AB</p><p>,, B,KKL@ = ,, BHIJ@J</p><p>, + !!×B, HM</p><p>,, B,KKL@ Z , + !!×B, HM = ,, BHIJ@J5</p><p>6</p><p>7</p><p>8</p><p>9</p><p>, + !!×B, HM = ,, BHIJ@J</p><p>,, B,KKL@</p><p>!!×B, HM = ,, B,KBK, − ,</p><p>!! = B, B,KBK,</p><p>B, HM</p><p>10</p><p>Cupom Cambial: Cálculo Fórmula 2</p><p>CFP - Certified Financial Planner 208</p><p>q EXEMPLO 3: Sabendo que faltam 90 dias corridos (63 dias uteis) para do contrato</p><p>futuro de dólar, que a taxa spot do dólar está em R$ 3,18, o cupom cambial em 6,00% ao</p><p>ano e a taxa livre de risco brasil em 11,25% ao ano, qual o valor do forward do dólar?</p><p>U$FV'FC = R$ @, ,I× ,, ,,HM %,#$</p><p>, + B, B,M</p><p>U$FV'FC = W#$X× , + ./0</p><p>!"</p><p>#$#</p><p>, + !!× P!</p><p>@AB</p><p>U$FV'FC = R$ @, ,I× , + ,,, HM%</p><p>'(</p><p>#$#</p><p>, + A%× LB</p><p>@AB</p><p>U$FV'FC = R$ @, ,I×,, BHJB,,,, B,M</p><p>U$FV'FC = R$ @, ,I× , + B, ,,HM %,#$</p><p>, + B, BA×B, HM</p><p>1 5</p><p>2 6</p><p>3 7</p><p>4</p><p>Dólar Forward: Cálculo Fórmula 2</p><p>U$FV'FC = R$ @, ,I×,, B,,I@@</p><p>U$FV'FC = R$ @, H,JA@B</p><p>Política Cambial</p><p>CFP - Certified Financial Planner 209</p><p>4.2.3 Análise de Ciclos Econômicos</p><p>209</p><p>CFP - Certified Financial Planner 210</p><p>Ciclos Econômicos</p><p>Conceito</p><p>Os Ciclos Econômicos referem-se às flutuações da atividade econômica no longo prazo. O</p><p>ciclo envolve uma alternância de períodos de crescimento relativamente rápido do</p><p>produto (recuperação e prosperidade), com períodos de relativa estagnação ou declínio</p><p>(contração ou recessão). Estes ciclos são caracterizados por inúmeras atividades</p><p>econômicas, tais como o PIB real e a taxa de desemprego. Definiu-se quatro fases para</p><p>um ciclo econômico. São eles:</p><p>Ø Declínio;</p><p>Ø Depressão;</p><p>Ø Recuperação;</p><p>Ø Boom (Pico).</p><p>CFP - Certified Financial Planner 211</p><p>Ciclos Econômicos</p><p>As 4 Fases dos Ciclos Econômicos</p><p>As quatro principais fases dos ciclos econômicos são:</p><p>Ø Declínio (Contração / Recessão): Fase em que diminui o volume da produção e a</p><p>atividade empresarial. Caracteriza-se por um aumento do desemprego. Um país será</p><p>considerado em declínio quando se verificar uma quebra na atividade empresarial</p><p>(PIB negativo) durante dois trimestres consecutivos.</p><p>Ø Depressão (Fundo): É o "ponto mais baixo" ao qual caem a produção, a taxa de</p><p>desemprego aumenta e a taxa de inflação diminui com atraso (lag). Este período é</p><p>identificado quando o PIB tem uma queda muito acentuada (10% ou mais), gerando</p><p>muitos pedidos de Recuperação Judicial, alta taxa de desemprego e baixos níveis de</p><p>investimentos das empresas, por um longo período.</p><p>Ø Recuperação (Expansão): Ocorre após se chegar ao ponto mais baixo da</p><p>depressão. Esta fase se caracteriza pelo aumento da produção e diminuição da taxa</p><p>de desemprego. Enquanto a economia não atingir a capacidade produtiva plena, o</p><p>nível de inflação será baixo.</p><p>Ø Boom (Pico): É o ponto mais alto de todas as fases do ciclo econômico. A taxa de</p><p>desemprego atinge o nível mínimo ou mesmo desaparece, a economia opera em</p><p>potência plena e todos os recursos de trabalho e capital disponíveis no país são</p><p>engajados na produção. Via de regra, a inflação tende a aumentar nesse período.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 212</p><p>Ciclos Econômicos</p><p>Boom (Pico)DepressãoDeclínio Recuperação</p><p>Tendência de Crescimento</p><p>no longo prazo</p><p>México</p><p>Brasil</p><p>Alemanha</p><p>ChinaEUA</p><p>Japão</p><p>Itália</p><p>Exemplo em Gráfico</p><p>CFP - Certified Financial</p><p>Planner 213</p><p>4.3 Normas e Regulação</p><p>213</p><p>CFP - Certified Financial Planner 214</p><p>4.3.1 Lavagem de Dinheiro (PLD-FT)</p><p>214</p><p>CFP - Certified Financial Planner 215</p><p>Lavagem de Dinheiro</p><p>Conceito</p><p>Em 1988, através da Convenção de Viena, iniciou-se o debate sobre como a Lavagem de</p><p>Dinheiro estava diretamente interligado com o tráfico ilícito de entorpecentes e de</p><p>substâncias psicotrópicas, como problema social. Diante disso, a Lavagem de Dinheiro</p><p>passou a ser um esforço internacional para coibir esse crime, já que, se o criminoso não</p><p>conseguisse utilizar os recursos ilícitos, haveria uma diminuição deste crime.</p><p>Mas qual a definição de LAVAGEM DE DINHEIRO? Ele é o processo pelo qual o criminoso</p><p>transforma, recursos obtidos através de ATIVIDADES ILEGAIS, em ativos com uma origem</p><p>APARENTEMENTE LEGAL, ou seja, caracteriza-se como crimes de lavagem de dinheiro</p><p>ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou</p><p>propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de</p><p>infração penal.</p><p>No Brasil, este crime está expresso na Lei 9.613/98 (com alteração pela Lei 12.683/12), e</p><p>visam garantir que as instituições financeiras, joalherias, concessionárias de veículos entre</p><p>outras, cumpram o seu papel no combate e na prevenção à lavagem de dinheiro. No</p><p>âmbito do sistema financeiro, as principais normas regulatórios são do Banco Central</p><p>(Circular 3.978) e da CVM (Resolução CVM 50/21 – no âmbito do mercado de valores</p><p>mobiliários).</p><p>CFP - Certified Financial Planner 216</p><p>Lavagem de Dinheiro</p><p>Bacen e CVM</p><p>Conforme mencionamos, o Banco Central e CVM também fazem parte da fiscalização e</p><p>combate a lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo, no qual chamaremos a</p><p>partir de agora de PLD-FT (Prevenção a Lavagem de Dinheiro & Financiamento do</p><p>Terrorismo).</p><p>As regras do Bacen, através da circular 3.978, dispõe sobre a política, os procedimentos e</p><p>os controles internos a serem adotados pelas instituições autorizadas a funcionar pelo</p><p>Banco Central do Brasil visando à prevenção da utilização do sistema financeiro para a</p><p>prática dos crimes de “lavagem” ou ocultação de bens, direitos e valores, de que trata a</p><p>Lei nº 9.613/98 e de financiamento do terrorismo, previsto na Lei nº 13.260/16.</p><p>A CVM, através da Resolução CVM 50/21, dispõe sobre a PLD-FT no âmbito do mercado</p><p>de valores mobiliários; o estabelecimento da política de PLD-FT, da avaliação interna de</p><p>risco e de regras, procedimentos e controles internos; a identificação e o cadastro de</p><p>clientes, assim como as diligências contínuas visando à coleta de informações</p><p>suplementares e, em especial, à identificação de seus respectivos beneficiários finais; o</p><p>monitoramento, a análise e a comunicação das operações e situações mencionadas nesta</p><p>Instrução; e o registro de operações e manutenção de arquivos.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 217</p><p>Lavagem de Dinheiro</p><p>COI: As 3 fases</p><p>O crime de Lavagem de Dinheiro ocorre em três etapas basicamente, no qual, muitas</p><p>vezes, não são tão simples de se identificar, pois os criminosos acabam fazendo diversas</p><p>operações de lavagem de dinheiro e não apenas uma. Estas etapas são chamadas de:</p><p>Ø (1) COLOCAÇÃO: Essa é a primeira etapa e os criminosos têm como objetivo</p><p>inserir o dinheiro no sistema financeiro. Eles tentam dificultar a identificação da</p><p>procedência do dinheiro, com técnicas como: fracionar os valores em pequenos</p><p>depósitos, compra de bens ou de instrumentos negociáveis, utilização de</p><p>estabelecimentos comerciais que usualmente trabalham com dinheiro em</p><p>espécie.</p><p>Ø (2) OCULTAÇÃO: A segunda etapa consiste em dificultar o rastreamento contábil</p><p>dos recursos ilícitos, quebrando a cadeia de evidências ante a possibilidade da</p><p>realização de investigações sobre a origem do dinheiro. Os criminosos buscam</p><p>movimentá-lo de forma eletrônica, transferindo os ativos para contas anônimas</p><p>ou de terceiros (vulgo laranjas), preferencialmente, em países com lei de sigilo</p><p>bancário;</p><p>Ø (3) INTEGRAÇÃO: na última etapa, os ativos são incorporados formalmente ao</p><p>sistema econômico. As organizações criminosas prestam serviços entre si ou</p><p>buscam investir em empreendimentos que facilitem suas atividades. Uma vez</p><p>formada a cadeia, torna-se cada vez mais fácil legitimar o dinheiro ilegal.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 218</p><p>Lavagem de Dinheiro – Lei 9.613</p><p>É criado, no âmbito do Ministério da Fazenda, atual Ministério da Economia, o Conselho</p><p>de Controle de Atividades Financeiras - COAF, com a finalidade de disciplinar, aplicar</p><p>penas administrativas, receber, examinar e identificar as ocorrências suspeitas de</p><p>atividades ilícitas previstas na Lei, sem prejuízo da competência de outros órgãos e</p><p>entidades. Ele é o ÓRGÃO MÁXIMO NO COMBATE À LAVAGEM DE DINHEIRO e sua</p><p>composição é feita por servidores públicos de reputação ilibada e reconhecida</p><p>competência.</p><p>Com a Lei nº 13.974, de 7 de janeiro de 2020, o COAF foi vinculado administrativamente</p><p>ao Banco Central do Brasil, mas dispondo de autonomia técnica e operacional, atuando</p><p>em todo o território nacional. Além do mercado financeiro, a fiscalização do COAF</p><p>também ocorre obrigatoriamente em outros setores, como por exemplo:</p><p>Ø Joias, pedras e metais preciosos;</p><p>Ø Fomento comercial (factoring);</p><p>Ø Bens de luxo ou alto valor;</p><p>Ø Setores que não tem regulador próprio.</p><p>COAF</p><p>CFP - Certified Financial Planner 219</p><p>Lavagem de Dinheiro – Lei 9.613</p><p>As PRINCIPAIS FUNÇÕES DO COAF são:</p><p>Ø Tem como finalidade de disciplinar, aplicar penas administrativas, receber,</p><p>examinar e identificar as ocorrências suspeitas de atividades ilícitas previstas</p><p>nesta Lei, sem prejuízo da competência de outros órgãos e entidades.</p><p>Ø Deverá coordenar e propor mecanismos de cooperação e de troca de</p><p>informações que viabilizem ações rápidas e eficientes no combate à ocultação ou</p><p>dissimulação de bens, direitos e valores.</p><p>Ø Poderá requerer aos órgãos da Administração Pública as informações cadastrais</p><p>bancárias e financeiras de pessoas envolvidas em atividades suspeitas.</p><p>Ø Comunicará às autoridades competentes para a instauração dos procedimentos</p><p>cabíveis, quando concluir pela existência de crimes previstos nesta Lei, de</p><p>fundados indícios de sua prática, ou de qualquer outro ilícito.</p><p>COAF: Funções</p><p>CFP - Certified Financial Planner 220</p><p>Lavagem de Dinheiro – Lei 9.613</p><p>Quem está sujeito ao crime?</p><p>Com a redação dada pela Lei 12.683/12, incorre na mesma pena quem:</p><p>Ø ocultar ou dissimular a utilização de bens, direitos ou valores provenientes de</p><p>infração penal:</p><p>▪ os converte em ativos lícitos;</p><p>▪ os adquire, recebe, troca, negocia, dá ou recebe em garantia, guarda, tem em</p><p>depósito, movimenta ou transfere;</p><p>▪ importa ou exporta bens com valores não correspondentes aos verdadeiros.</p><p>Ø utiliza, na atividade econômica ou financeira, bens, direitos ou valores</p><p>provenientes de infração penal;</p><p>Ø participa de grupo, associação ou escritório tendo conhecimento de que sua</p><p>atividade principal ou secundária é dirigida à prática de crimes previstos nesta Lei.</p><p>Desta forma, todas as pessoas que participarem de alguma forma para que o crime de</p><p>Lavagem de Dinheiro ocorra, ficarão sujeitas às punições aplicáveis a este crime e diante</p><p>disto, é de suma importância que o profissional que trabalha no mercado financeiro atue</p><p>de forma extremamente diligente para que não seja enquadrado nesse crime.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 221</p><p>Lavagem de Dinheiro – Lei 9.613</p><p>Penalização</p><p>Às pessoas que incorrem do crime de Lavagem de dinheiro, terão de Pena de reclusão (de</p><p>3 a 10 anos) e multa pecuniária aplicada pelo COAF, sendo variável não superior ao:</p><p>Ø Dobro do valor da operação;</p><p>Ø Dobro do lucro real obtido ou que presumivelmente seria obtido pela realização</p><p>da operação; ou</p><p>Ø Valor de R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais).</p><p>Além das penas pecuniárias, é possível haver sanções não pecuniárias, sendo elas:</p><p>Ø Inabilitação temporária, pelo prazo de até dez anos, para o exercício do cargo de</p><p>administrador das respectivas</p><p>pessoas jurídicas;</p><p>Ø Cassação ou suspensão da autorização para o exercício de atividade, operação ou</p><p>funcionamento.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 222</p><p>Lavagem de Dinheiro – Lei 9.613</p><p>Penalização</p><p>A pena será aumentada de um a dois terços, se os crimes definidos nesta Lei forem</p><p>cometidos de forma reiterada ou por intermédio de organização criminosa. Mas ela</p><p>também poderá ser reduzida de um a dois terços e ser cumprida em regime aberto ou</p><p>semiaberto, facultando-se ao juiz deixar de aplicá-la ou substituí-la, a qualquer tempo, por</p><p>pena restritiva de direitos, se o autor, coautor ou partícipe colaborar espontaneamente</p><p>com as autoridades, prestando esclarecimentos que conduzam à apuração das infrações</p><p>penais, à identificação dos autores, coautores e partícipes, ou à localização dos bens,</p><p>direitos ou valores objeto do crime.</p><p>Desta forma, percebemos que a pena poderá ser de 1 ano, pois é possível ter redução de</p><p>dois terços e que poderá chegar a 16,66 anos, pois há possibilidade de aumento de dois</p><p>terços.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 223</p><p>Lavagem de Dinheiro – Lei 9.613</p><p>Penalização</p><p>O processo e julgamento dos crimes previstos nesta Lei (9.613/98):</p><p>Ø Obedecem às disposições relativas ao procedimento comum dos crimes punidos</p><p>com reclusão, da competência do juiz singular;</p><p>Ø Independem do processo e julgamento das infrações penais antecedentes, ainda</p><p>que praticados em outro país, cabendo ao juiz competente para os crimes</p><p>previstos nesta Lei a decisão sobre a unidade de processo e julgamento;</p><p>Ø São da competência da Justiça Federal:</p><p>▪ Quando praticados contra o sistema financeiro e a ordem econômico-</p><p>financeira, ou em detrimento de bens, serviços ou interesses da União, ou de</p><p>suas entidades autárquicas ou empresas públicas;</p><p>▪ Quando a infração penal antecedente for de competência da Justiça Federal.</p><p>O juiz, de ofício, a requerimento do Ministério Público (MP) ou mediante representação</p><p>do delegado de polícia, ouvido o MP em 24 horas, havendo indícios suficientes de infração</p><p>penal, poderá decretar medidas assecuratórias de bens, direitos ou valores do investigado</p><p>ou acusado, ou existentes em nome de interpostas pessoas, que sejam instrumento,</p><p>produto ou proveito dos crimes previstos nesta Lei ou das infrações penais antecedentes.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 224</p><p>Lavagem de Dinheiro – Lei 9.613</p><p>Penalização</p><p>A alienação antecipada para preservação de valor de bens sob constrição será decretada</p><p>pelo juiz, de ofício, a requerimento do Ministério Público ou por solicitação da parte</p><p>interessada, mediante petição autônoma, que será autuada em apartado e cujos autos</p><p>terão tramitação em separado em relação ao processo principal.</p><p>O requerimento de alienação deverá conter a relação de todos os demais bens, com a</p><p>descrição e a especificação de cada um deles, e informações sobre quem os detém e local</p><p>onde se encontram. Com isso, o juiz determinará a avaliação dos bens, nos autos</p><p>apartados, e intimará o Ministério Público. Feita a avaliação e dirimidas eventuais</p><p>divergências sobre o respectivo laudo, o juiz, por sentença, homologará o valor atribuído</p><p>aos bens e determinará sejam alienados em leilão ou pregão, preferencialmente</p><p>eletrônico, por valor não inferior a 75% (setenta e cinco por cento) da avaliação.</p><p>Realizado o leilão, a quantia apurada será depositada em conta judicial remunerada. Em</p><p>relação a esses depósitos, os processos dependerão se a competência for da Justiça</p><p>Federal (ou da Justiça do Distrito Federal) ou se serão de competência da Justiça dos</p><p>Estados.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 225</p><p>Lavagem de Dinheiro – Lei 9.613</p><p>Penalização</p><p>Quando os processos forem de COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL E DA JUSTIÇA DO</p><p>DISTRITO FEDERAL, deverão seguir os seguintes critérios:</p><p>Ø Os depósitos serão efetuados na Caixa Econômica Federal ou em instituição</p><p>financeira pública, mediante documento adequado para essa finalidade;</p><p>Ø Os depósitos serão repassados pela Caixa Econômica Federal ou por outra</p><p>instituição financeira pública para a Conta Única do Tesouro Nacional,</p><p>independentemente de qualquer formalidade, no prazo de 24 horas; e</p><p>Ø Os valores devolvidos pela Caixa Econômica Federal ou por instituição financeira</p><p>pública serão debitados à Conta Única do Tesouro Nacional, em subconta de</p><p>restituição.</p><p>Já nos processos de COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DOS ESTADOS:</p><p>Ø Os depósitos serão efetuados em instituição financeira designada em lei,</p><p>preferencialmente pública, de cada Estado ou, na sua ausência, em instituição</p><p>financeira pública da União;</p><p>Ø Os depósitos serão repassados para a conta única de cada Estado, na forma da</p><p>respectiva legislação.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 226</p><p>Lavagem de Dinheiro – Lei 9.613</p><p>Pessoas ligadas ao mecanismo de Controle</p><p>Sujeitam-se à lei as pessoas físicas e jurídicas que tenham, em caráter permanente ou</p><p>eventual, como atividade principal ou acessória, cumulativamente ou não:</p><p>Ø A captação, intermediação e aplicação de recursos financeiros de terceiros;</p><p>Ø A compra e venda de moeda estrangeira ou ouro como ativo financeiro;</p><p>Ø A custódia, emissão, distribuição, liquidação, negociação, intermediação ou</p><p>administração de títulos ou valores mobiliários.</p><p>Ø Prestem no mercado de valores mobiliários, em caráter permanente ou eventual,</p><p>os serviços relacionados à distribuição, custódia, intermediação, ou administração</p><p>de carteiras, que são funções do ADMINISTRADOR FIDUCIÁRIO, GESTOR,</p><p>CUSTODIANTE e DISTRIBUIDOR INDEPENDENTE;</p><p>Ø Os AUDITORES INDEPENDENTES no âmbito do mercado de valores mobiliários;</p><p>Ø Bolsas de valores, seguradoras & entidades de previdência, corretoras de</p><p>seguros, administradoras de cartão de crédito, administradoras de consórcios,</p><p>factorings.</p><p>Ø Comercializem joias, pedras e metais preciosos, objetos de arte e antiguidade ou</p><p>que exerçam atividades de promoção imobiliária ou compra e venda de imóveis.</p><p>❑ OBS: Análise e classificação de risco de uma empresa por meio de uma agência de risco</p><p>(rating) não são atividades sujeitas as leis da Prevenção de Lavagem de Dinheiro (PLD-FT).</p><p>CFP - Certified Financial Planner 227</p><p>Lavagem de Dinheiro – Lei 9.613</p><p>Comunicação de Operações Financeiras</p><p>As pessoas ligadas ao mecanismo de controle deverão comunicar ao Coaf, abstendo-se de</p><p>dar ciência de tal ato a qualquer pessoa (inclusive ao cliente), NO PRAZO DE 24 (VINTE E</p><p>QUATRO) HORAS, a proposta ou realização, sendo que esta comunicação deverá ser feita</p><p>através do SISCOAF (Sistema de Controle de Atividades Financeiras).</p><p>Essas pessoas deverão comunicar ao COAF toda transação em moeda nacional ou</p><p>estrangeira, títulos e valores mobiliários, títulos de crédito, metais, ou qualquer ativo</p><p>passível de ser convertido em dinheiro, que ultrapassar limite fixado pela autoridade</p><p>competente e nos termos de instruções por esta expedidas. Segundo a circular do Banco</p><p>Central, deve ser comunicado até o próximo dia útil, além das operações suspeitas, as</p><p>seguintes operações em espécie:</p><p>Ø as operações de depósito ou aporte em espécie ou saque em espécie de valor</p><p>igual ou superior a R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais);</p><p>Ø as operações relativas a pagamentos, recebimentos e transferências de recursos,</p><p>por meio de qualquer instrumento, contra pagamento em espécie, de valor igual</p><p>ou superior a R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais); e</p><p>Ø a solicitação de provisionamento de saques em espécie de valor igual ou superior</p><p>a R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais).</p><p>CFP - Certified Financial Planner 228</p><p>Lavagem de Dinheiro – Lei 9.613</p><p>Responsabilidade Administrativa</p><p>As pessoas sujeitas ao mecanismo de controle bem como aos administradores das</p><p>pessoas jurídicas, que deixem de cumprir as devidas obrigações, serão aplicadas,</p><p>cumulativamente ou não, pelas autoridades competentes, as seguintes sanções:</p><p>Ø advertência;</p><p>Ø multa pecuniária variável não superior ao:</p><p>▪ dobro do valor da operação;</p><p>▪ dobro do lucro real obtido ou que presumivelmente seria obtido pela</p><p>realização da operação;</p><p>▪ valor de R$</p><p>20.000.000,00 (vinte milhões de reais);</p><p>Ø inabilitação temporária, pelo prazo de até dez anos, para o exercício do cargo de</p><p>administrador das pessoas jurídicas referidas no mecanismo de controle;</p><p>Ø cassação ou suspensão da autorização para o exercício de atividade, operação ou</p><p>funcionamento.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 229</p><p>Lavagem de Dinheiro – Lei 9.613</p><p>Manutenção dos Registros</p><p>As pessoas sujeitas ao mecanismo de controle:</p><p>Ø Identificarão seus clientes e manterão cadastro atualizado, nos termos de</p><p>instruções emanadas das autoridades competentes;</p><p>Ø Manterão registro de toda transação em moeda nacional ou estrangeira, títulos e</p><p>valores mobiliários, títulos de crédito, metais, ou qualquer ativo passível de ser</p><p>convertido em dinheiro, que ultrapassar limite fixado pela autoridade competente</p><p>e nos termos de instruções por esta expedidas;</p><p>Ø Deverão adotar políticas, procedimentos e controles internos, compatíveis com</p><p>seu porte e volume de operações, que lhes permitam atender ao disposto da Lei,</p><p>na forma disciplinada pelos órgãos competentes;</p><p>Ø Deverão cadastrar-se e manter seu cadastro atualizado no órgão regulador ou</p><p>fiscalizador e, na falta deste, no COAF, na forma e condições por eles</p><p>estabelecidas;</p><p>Ø Deverão atender às requisições formuladas pelo COAF na periodicidade, forma e</p><p>condições por ele estabelecidas, cabendo-lhe preservar, nos termos da lei, o sigilo</p><p>das informações prestadas.</p><p>❑ OBS: Os cadastros e registros deverão ser conservados durante o período mínimo de</p><p>dez anos a partir do encerramento da conta ou da conclusão da transação.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 230</p><p>Lavagem de Dinheiro – Lei 9.613</p><p>Disposições Gerais</p><p>A AUTORIDADE POLICIAL e o MINISTÉRIO PÚBLICO TERÃO ACESSO, exclusivamente, aos</p><p>dados cadastrais do investigado que informam qualificação pessoal, filiação e endereço,</p><p>INDEPENDENTEMENTE DE AUTORIZAÇÃO JUDICIAL, mantidos pela Justiça Eleitoral, pelas</p><p>empresas telefônicas, pelas instituições financeiras, pelos provedores de internet e pelas</p><p>administradoras de cartão de crédito.</p><p>Além disso, os encaminhamentos das instituições financeiras e tributárias em resposta às</p><p>ordens judiciais de quebra ou transferência de sigilo deverão ser, sempre que</p><p>determinado, em meio informático, e apresentados em arquivos que possibilitem a</p><p>migração de informações para os autos do processo sem redigitação.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 231</p><p>PLD-FT – Bacen Circular 3.978/20</p><p>Circular 3.978/20</p><p>A circular 3.978 do Bacen, que entrou em vigor em 2020, compilou diversas circulares,</p><p>mas também “desengessou” o modelo controles sobre a PLD-FT a serem adotados pelas</p><p>instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Agora as próprias</p><p>instituições financeiras devem implementar e manter uma política formulada com base</p><p>em princípios e diretrizes que busquem prevenir a utilização da sua instituição financeira</p><p>para práticas desses crimes. Essa política deve ser compatível com os perfis de risco:</p><p>Ø dos clientes</p><p>Ø da instituição,</p><p>Ø das operações, transações, produtos e serviços; e</p><p>Ø dos funcionários, parceiros e prestadores de serviços terceirizados.</p><p>Esta nova política deverá ser aprovada pelo Conselho de Administração da instituição ou,</p><p>na falta deste, por sua diretoria. Além disso, esta circular exige a criação de uma estrutura</p><p>de governança para assegurar o cumprimento da referida política, DEVENDO SER</p><p>INDICADO AO BACEN O DIRETOR RESPONSÁVEL PELO CUMPRIMENTO DAS NOVAS</p><p>OBRIGAÇÕES INTRODUZIDAS POR ESSA CIRCULAR. Vale ressaltar o diretor mencionado</p><p>pode desempenhar outras funções na instituição, desde que não haja conflito de</p><p>interesses.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 232</p><p>PLD-FT – Bacen Circular 3.978/20</p><p>Circular 3.978/20</p><p>A política referida anteriormente deve contemplar, no mínimo a:</p><p>Ø Avaliação interna de risco e a avaliação de efetividade;</p><p>Ø Definição de papéis e responsabilidades para o cumprimento das obrigações;</p><p>Ø Definição de procedimentos voltados à avaliação e à análise prévia de novos</p><p>produtos e serviços, bem como da utilização de novas tecnologias, tendo em vista o</p><p>risco de lavagem de dinheiro e de financiamento do terrorismo;</p><p>Ø Verificação do cumprimento da política, dos procedimentos e dos controles</p><p>internos de que trata esta Circular, bem como a identificação e a correção das</p><p>deficiências verificadas;</p><p>Ø Promoção de cultura organizacional de prevenção à lavagem de dinheiro e ao</p><p>financiamento do terrorismo, contemplando, inclusive, os funcionários, os parceiros</p><p>e os prestadores de serviços terceirizados;</p><p>Ø Seleção e a contratação de funcionários e de prestadores de serviços terceirizados,</p><p>tendo em vista o risco de lavagem de dinheiro e de financiamento do terrorismo; e</p><p>Ø Capacitação dos funcionários sobre o tema da prevenção à lavagem de dinheiro e</p><p>ao financiamento do terrorismo, incluindo os funcionários dos correspondentes no</p><p>País que prestem atendimento em nome das instituições mencionadas na legislação.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 233</p><p>PLD-FT – Bacen Circular 3.978/20</p><p>Circular 3.978/20</p><p>A AVALIAÇÃO DE EFETIVIDADE citada anteriormente, significa que as instituições devem</p><p>avaliar a efetividade da política, dos procedimentos e dos controles internos. Esta</p><p>avaliação deve ser documentada em relatório específico e deve ser</p><p>Ø elaborado anualmente, com data-base de 31 de dezembro; e</p><p>Ø encaminhado, para ciência, até 31 de março do ano seguinte ao da data-base:</p><p>§ ao comitê de auditoria, quando houver; e</p><p>§ ao conselho de administração ou, se inexistente, à diretoria da instituição.</p><p>Este relatório deve conter informações que descrevam:</p><p>Ø a metodologia adotada na avaliação de efetividade;</p><p>Ø os testes aplicados;</p><p>Ø a qualificação dos avaliadores; e</p><p>Ø as deficiências identificadas.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 234</p><p>PLD-FT – Bacen Circular 3.978/20</p><p>Conheça o seu Cliente (KYC)</p><p>O Cadastro de Clientes é elemento chave para fins de Prevenção e Combate à Lavagem de</p><p>Dinheiro, sendo o dossiê do cliente suporte e subsídio importantes nas análises de</p><p>operações dos clientes com a instituição. Caso o cliente se negue a fornecer informações,</p><p>a instituição financeira não deve aceitá-lo.</p><p>O procedimento de CONHEÇA SEU CLIENTE, em inglês “Know Your Customer” (KYC), é</p><p>feito junto com o cadastro, buscando identificar e conhecer a origem e constituição do</p><p>patrimônio e dos recursos financeiros do cliente, reduzindo a possibilidade dos bancos se</p><p>tornarem veículos ou vítimas de crimes financeiros. São procedimentos que devem ser</p><p>realizados na forma de uma due dilligence sobre o cliente, com o objetivo de conhecer</p><p>detalhes da sua vida pessoal e profissional, dando maior segurança às informações</p><p>apresentadas pelo cliente na Ficha Cadastral.</p><p>Este documento deverá ser atualizado no prazo máximo a cada dois (2) anos e DEVERÃO</p><p>SER CONSERVADOS DURANTE O PERÍODO MÍNIMO DE 10 (DEZ) ANOS A PARTIR DO</p><p>ENCERRAMENTO DA CONTA OU DA CONCLUSÃO DA TRANSAÇÃO, prazo este que poderá</p><p>ser ampliado pela autoridade competente.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 235</p><p>PLD-FT – Bacen Circular 3.978/20</p><p>Processo de Identificação dos Clientes</p><p>As pessoas ligadas ao mecanismo de Controle devem implementar procedimentos</p><p>destinados a conhecer seus clientes, incluindo procedimentos que assegurem a devida</p><p>diligência na sua identificação, qualificação e classificação. Esses procedimentos devem</p><p>ser compatíveis com:</p><p>Ø o perfil de risco do cliente, contemplando medidas reforçadas para clientes</p><p>classificados em categorias de maior risco, de acordo com a avaliação interna de</p><p>risco;</p><p>Ø a política de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo;</p><p>Ø a avaliação interna de risco.</p><p>Além disso, as instituições financeiras deverão identificar seus clientes, representantes e</p><p>manter cadastro atualizado, nos termos de instruções emanadas das autoridades</p><p>competentes. Tratando de investidor Pessoa Jurídica, as informações cadastrais devem</p><p>abranger as pessoas naturais autorizadas a representá-los, todos seus controladores,</p><p>diretos e indiretos, e as pessoas naturais que sobre eles tenham influência significativa,</p><p>até alcançar a pessoa natural caracterizada como beneficiário final (salve exceções, por</p><p>exemplo, empresas S/A de capital aberto).</p><p>CFP - Certified Financial Planner 236</p><p>PLD-FT – Bacen Circular 3.978/20</p><p>Conhecimento dos Funcionários & Parceiros</p><p>As instituições financeiras devem implementar procedimentos destinados a conhecer seus</p><p>funcionários, parceiros e prestadores de serviços terceirizados, incluindo procedimentos</p><p>de identificação e qualificação, devendo esses procedimentos serem compatíveis com a</p><p>política de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo e com a</p><p>avaliação interna de risco aprovada pela sua diretoria.</p><p>As instituições referidas também devem classificar as atividades exercidas por seus</p><p>funcionários, parceiros e prestadores de serviços terceirizados nas categorias de risco</p><p>definidas na avaliação interna de risco e quando forem terceiros não sujeitos a</p><p>autorização para funcionar do Banco Central do Brasil, participantes de arranjo de</p><p>pagamento do qual a instituição também participe, devem:</p><p>Ø ter informações que possam compreender a natureza da atividade e da</p><p>reputação;</p><p>Ø verificar se o terceiro foi objeto de investigação ou de ação de autoridade</p><p>supervisora relacionada com LD-FT;</p><p>Ø quando for o caso, certificar que o mesmo tem licença do instituidor para operar;</p><p>Ø conhecer os controles adotados pelo terceiro relativos à PLD-FT;</p><p>Ø dar ciência do contrato ao diretor responsável.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 237</p><p>PLD-FT – Bacen Circular 3.978/20</p><p>Registro das Operações</p><p>As instituições financeiras devem manter registros de todas as operações realizadas,</p><p>produtos e serviços contratados, inclusive saques, depósitos, aportes, pagamentos,</p><p>recebimentos e transferências de recursos, devendo conter, no mínimo, as seguintes</p><p>informações sobre cada operação:</p><p>Ø Tipo;</p><p>Ø Valor, quando aplicável;</p><p>Ø Data de realização;</p><p>Ø Nome;</p><p>Ø CPF ou CNPJ do beneficiário da operação (valores acima de R$ 2.000,00);</p><p>Ø Canal utilizado.</p><p>As instituições financeiras devem requerer dos sacadores clientes e não clientes</p><p>solicitação de provisionamento com, no mínimo, três dias úteis de antecedência, das</p><p>operações de saque, inclusive as realizadas por meio de cheque ou ordem de pagamento,</p><p>de valor igual ou superior a R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais). Vale ressaltar que devem</p><p>manter registro de todas as operações, inclusive nas situações em que a operação ocorrer</p><p>no âmbito da mesma instituição.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 238</p><p>PLD-FT – Bacen Circular 3.978/20</p><p>Análise de Operações e Situações Suspeitas</p><p>As instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil devem implementar</p><p>procedimentos de análise das operações e situações selecionadas por meio dos</p><p>procedimentos de monitoramento e seleção, com o objetivo de caracterizá-las ou não</p><p>como suspeitas de lavagem de dinheiro e de financiamento do terrorismo. Diante disso:</p><p>Ø O período para a execução dos procedimentos de análise das operações e</p><p>situações selecionadas não pode exceder o prazo de quarenta e cinco dias,</p><p>contados a partir da data da seleção da operação ou situação.</p><p>Ø A análise mencionada deve ser formalizada em dossiê, independentemente da</p><p>comunicação ao Coaf sobre as operações ou situações suspeitas de lavagem de</p><p>dinheiro e de financiamento do terrorismo.</p><p>É vedado a esta análise a contratação de terceiros para sua realização e ela não poderá ser</p><p>realizada no exterior. Vale ressaltar que a vedação mencionada não inclui a contratação</p><p>de terceiros para a prestação de serviços auxiliares à análise referida.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 239</p><p>PLD-FT – Bacen Circular 4.001/20</p><p>Operações Suspeitas (I)</p><p>Através da Carta Circular Nº 4.001, o Bacen divulga uma relação de operações e situações</p><p>que podem configurar indícios de ocorrência dos crimes de lavagem de dinheiro. A lista é</p><p>muito vasta, mas também muito interessante de ser lida, pois ela é construída através de</p><p>casos reais. Diante de tantos exemplos, selecionamos os que entendemos serem os mais</p><p>relevantes:</p><p>Ø Depósitos, aportes, saques, pedidos de provisionamento para saque ou qualquer</p><p>outro instrumento de transferência de recursos em espécie, que apresentem</p><p>atipicidade em relação à atividade econômica do cliente ou incompatibilidade</p><p>com a sua capacidade financeira;</p><p>Ø Depósitos ou aportes em espécie em contas de clientes que exerçam atividade</p><p>comercial relacionada com negociação de bens de luxo ou de alto valor, tais como</p><p>obras de arte, imóveis, barcos, joias, automóveis ou aeronaves;</p><p>Ø Depósitos ou aportes em espécie com cédulas úmidas, malcheirosas, mofadas,</p><p>ou ainda que apresentem marcas, símbolos ou selos desconhecidos, empacotadas</p><p>em maços desorganizados e não uniformes;</p><p>Ø Depósitos em espécie relevantes em contas de servidores públicos e de qualquer</p><p>tipo de Pessoas Expostas Politicamente (PEP);</p><p>CFP - Certified Financial Planner 240</p><p>PLD-FT – Bacen Circular 4.001/20</p><p>Operações Suspeitas (II)</p><p>(...) continuação:</p><p>Ø Abertura, movimentação de contas ou realização de operações por detentor de</p><p>procuração ou de qualquer outro tipo de mandato;</p><p>Ø Aumentos substanciais no volume de depósitos ou aportes em espécie dentro de</p><p>curto período de tempo, a destino não relacionado com o cliente;</p><p>Ø Fragmentação de depósitos ou outro instrumento de transferência de recurso em</p><p>espécie, inclusive boleto de pagamento, de forma a dissimular o valor total da</p><p>movimentação;</p><p>Ø Movimentação em espécie, que apresentem atipicidade em relação à atividade</p><p>econômica do cliente ou incompatibilidade com a sua capacidade financeira;</p><p>Ø Oferecimento de informação falsa;</p><p>Ø Operações realizadas com a aparente finalidade de gerar perda ou ganho para as</p><p>quais falte, objetivamente, fundamento econômico ou lega;</p><p>Ø Representação de diferentes pessoas jurídicas ou organizações pelos mesmos</p><p>procuradores ou representantes legais, sem justificativa razoável para tal</p><p>ocorrência;</p><p>Ø Resistência ao fornecimento de informações necessárias para o início de</p><p>relacionamento ou para a atualização cadastral.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 241</p><p>PLD-FT – Bacen Circular 4.001/20</p><p>Operações Suspeitas (III)</p><p>(...) continuação:</p><p>Ø Informação de mesmo endereço residencial ou comercial por pessoas naturais,</p><p>sem demonstração da existência de relação familiar ou comercial;</p><p>Ø Negociações de moeda estrangeira em espécie ou de cheques de viagem</p><p>denominados em moeda estrangeira, que não apresentem compatibilidade com a</p><p>natureza declarada da operação;</p><p>Ø Negociações envolvendo taxas de câmbio com variação significativa em relação</p><p>às praticadas pelo mercado;</p><p>Ø Saques em espécie de conta que receba diversos depósitos por transferência</p><p>eletrônica de várias origens em curto período de tempo;</p><p>Ø Registro de mesmo endereço de e-mail ou Internet Protocol (IP) por pessoas</p><p>naturais ou jurídicas, sem justificativa razoável para tal ocorrência.</p><p>Este são alguns de tantos exemplos que criminosos utilizam para burlar o sistema. Vale</p><p>ressaltar que, estes atos quando justificáveis, não caracterizam como operações suspeitas,</p><p>como por exemplo, se houver uma enchente em uma cidade e um marceneiro depositar</p><p>R$ 2.000,00 em notas molhadas um dia depois, isso não deverá ser considera como uma</p><p>operação suspeita.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 242</p><p>PLD-FT – CVM 50/21</p><p>Resolução CVM 50/21</p><p>Já a CVM, através Resolução nº 50, de 31 de agosto de 2021, também dispôs sobre a</p><p>prevenção à lavagem de dinheiro, ao financiamento do terrorismo e ao financiamento da</p><p>proliferação de armas de destruição em massa (PLD/FTP), mas no âmbito do mercado de</p><p>valores mobiliários.</p><p>O ponto mais central desta resolução, está na definição de palavras, como por exemplo:</p><p>Ø CLIENTE ATIVO: o cliente que nos últimos 12 (doze) meses tenha:</p><p>▪ Efetuado movimentação, na sua conta-corrente ou na sua posição de</p><p>custódia;</p><p>▪ Realizado operação no mercado de valores</p><p>sucessório.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 17</p><p>Geração</p><p>de Renda</p><p>Idade</p><p>Fundação</p><p>Acúmulo Manutenção</p><p>Distribuição</p><p>18 – 28 28 – 40 40 – 60 +60</p><p>Gráfico</p><p>CICLO DE VIDA</p><p>ETAPA 2: Coletar informações</p><p>CFP - Certified Financial Planner 18</p><p>Conceito</p><p>Esta etapa visa ANALISAR os obje5vos, necessidades, valores e informações do cliente</p><p>através dos dados coletados na etapa 2. Desta forma, deve-se:</p><p>Ø Analisar as informações do cliente e determinar sua capacidade de correr riscos;</p><p>Ø Avaliar os obje5vos, necessidades e prioridades do cliente;</p><p>Ø Avaliar compa5bilidade entre obje5vos x riscos x situação patrimonial;</p><p>Ø Analisar o perfil do cliente (suitability): iden5ficar o perfil de risco do cliente e, em</p><p>função de seus obje5vos, horizonte de inves5mento e expecta5vas de retorno,</p><p>avaliar todas essas informações para formular uma estratégia adequada de</p><p>inves5mentos;</p><p>Ø Analisar e avaliar os 5pos de risco aos quais o cliente está exposto (vida,</p><p>patrimônio, renda, acidentes pessoais, saúde, aposentadoria, responsabilidade</p><p>civil etc.).</p><p>ETAPA 3: Analisar Informações</p><p>CFP - Certified Financial Planner 19</p><p>Análise do Perfil do Investidor (API)</p><p>O API é uma metodologia que orienta o investidor a identificar seu perfil (disponibilidade</p><p>e capacidade ao risco) e a verificar a adequação dos produtos de investimentos,</p><p>desenvolvida a partir de um questionário ao investidor pessoa física, antes da decisão</p><p>sobre em quais produtos ele irá aplicar seus recursos. Desta forma, o API auxilia o cliente</p><p>na tomada de decisão na aplicação dos recursos e proporciona maior transparência no</p><p>momento do investimento.</p><p>A Resolução CVM 30/2021 regulamenta o dever de verificação da adequação dos</p><p>produtos, serviços e operações ao perfil do cliente. Estas regras são aplicáveis às</p><p>recomendações de produtos ou serviços, direcionadas a clientes específicos, realizadas</p><p>mediante contato pessoal ou com o uso de qualquer meio de comunicação (forma oral,</p><p>escrita, eletrônica ou pela rede mundial de computadores), e devem ser adotadas para o</p><p>cliente titular da aplicação.</p><p>ETAPA 3: Analisar Informações</p><p>CFP - Certified Financial Planner 20</p><p>OBJETIVOS DO</p><p>INVESTIMENTO</p><p>SITUAÇÃO</p><p>FINANCEIRA</p><p>CONHECIMENTO</p><p>Período em que o</p><p>cliente deseja</p><p>manter os</p><p>investimentos</p><p>Valor das receitas</p><p>regulares declaradas</p><p>pelo cliente</p><p>Tipos de produtos, serviços</p><p>e operações com os quais o</p><p>cliente tem familiaridade.</p><p>Preferências</p><p>declaradas do cliente</p><p>quanto à assunção de</p><p>riscos</p><p>Valor e ativos que</p><p>compõem o patrimônio</p><p>do cliente.</p><p>A natureza, o volume e a</p><p>frequência das operações já</p><p>realizadas pelo cliente, bem como</p><p>o período em que tais operações</p><p>foram realizadas.</p><p>Finalidades dos</p><p>investimento.</p><p>Necessidade futura de</p><p>recursos declarada pelo</p><p>cliente</p><p>Formação acadêmica e experiência</p><p>profissional.</p><p>API: Os 3 Pilares</p><p>ETAPA 3: Analisar Informações</p><p>Os pilares obrigatórios para a construção do API do cliente são:</p><p>CFP - Certified Financial Planner 21</p><p>API: Objetivos do Investidor</p><p>O processo de análise do perfil do investidor envolve também compreender os objetivos</p><p>do cliente. Em linhas gerais, um investimento pode ter como objetivo custear:</p><p>Ø Educação;</p><p>Ø Aquisição de bens móveis e imóveis;</p><p>Ø Aposentadoria.</p><p>É possível também que o investidor tenha como objetivo fazer aplicações para formação</p><p>de uma poupança como reserva para despesas inesperadas. É o que se costuma chamar</p><p>de Colchão de Segurança ou Reserva de Emergência.</p><p>Os objetivos sempre são acompanhados por uma expectativa de prazo para que eles</p><p>sejam atingidos. Por exemplo, um investidor pode querer se aposentar em 30 anos, mas</p><p>gostaria de adquirir um novo imóvel em, no máximo, cinco anos. Tão importante quanto</p><p>o objetivo é o horizonte desse investimento.</p><p>ETAPA 3: Analisar Informações</p><p>CFP - Certified Financial Planner 22</p><p>API: Horizonte de Tempo</p><p>Os horizontes de tempo são períodos nos quais uma carteira de inves5mentos é dividida</p><p>para que possa ter liquidez (ou geração de recursos) para atender os obje5vos traçados</p><p>com o cliente. Esses períodos podem ser divididos da seguinte forma:</p><p>Ø Curlssimo Prazo: até 12 meses (reserva de emergência).</p><p>Ø Curto prazo: menos de 3 anos.</p><p>Ø Médio prazo: entre 3 e 10 anos.</p><p>Ø Longo prazo: mais de 10 anos.</p><p>Vale ressaltar que, a definição destes prazos variam de ins5tuição para ins5tuição,</p><p>portanto, não é preciso decorá-los, mas sim, ter a compreensão básica desses prazos.</p><p>Outro ponto importante é ter a consciência que os obje5vos do cliente alteraram com o</p><p>passar dos anos, por vontade própria, mas também por percalços da vida. Assim, sempre</p><p>é importante ter o API atualizado com o seu cliente.</p><p>ETAPA 3: Analisar Informações</p><p>CFP - Certified Financial Planner 23</p><p>API: Situação Financeira</p><p>A Resolução CVM 30/2021 destaca, no inciso II do Artigo 3º, os profissionais devem</p><p>analisar no mínimo os seguintes fatores para o pilar SITUAÇÃO FINANCEIRA:</p><p>Ø VALOR DAS RECEITAS REGULARES DECLARADAS PELO CLIENTE: Isso se refere à</p><p>renda regular do investidor, que fornece informações sobre sua capacidade de</p><p>investir e suportar determinados níveis de risco. A renda é um fator crucial para</p><p>determinar o valor que o investidor pode alocar em investimentos e o tipo de</p><p>investimentos que podem ser adequados para ele.</p><p>Ø VALOR E OS ATIVOS QUE COMPÕEM O PATRIMÔNIO DO CLIENTE: Envolve a</p><p>análise dos ativos financeiros e não financeiros que compõem o patrimônio do</p><p>investidor. Isso pode incluir ações, títulos, imóveis, investimentos em fundos, entre</p><p>outros. A composição do patrimônio fornece insights sobre a diversificação, o nível</p><p>de exposição a diferentes ativos e a capacidade do investidor de assumir riscos.</p><p>Ø NECESSIDADE FUTURA DE RECURSOS DECLARADA PELO CLIENTE: Esse fator se</p><p>refere às necessidades financeiras futuras que o investidor declara, como</p><p>aposentadoria, educação de filhos, compra de imóveis, entre outros. Compreender</p><p>essas necessidades auxilia na determinação dos objetivos financeiros do investidor</p><p>e no alinhamento das estratégias de investimento.</p><p>ETAPA 3: Analisar Informações</p><p>CFP - Certified Financial Planner 24</p><p>API: Grau de Conhecimento Financeiro</p><p>A ICVM 30/2021 destaca, no inciso III do Artigo 2º, que um dos pontos a ser avaliado no</p><p>API do cliente é se ele possui conhecimento necessário para compreender os riscos</p><p>relacionados a aquilo que está sendo oferecido, ou seja, o seu nível de conhecimento.</p><p>Uma forma de se assegurar que o cliente possui tal conhecimento seria verificar qual a</p><p>experiência desse cliente com investimentos. Clientes que investem há mais tempo, ou</p><p>ainda que investem em produtos mais sofisticados, tendem a apresentar mais</p><p>conhecimento do mercado financeiro. Por sua vez, clientes que investem há pouco tempo</p><p>(ou mesmo que nunca investiram anteriormente), ou aqueles que concentram suas</p><p>aplicações em produtos mais simplificados e de baixo risco tendem a apresentar um</p><p>conhecimento menos profundo do mercado financeiro.</p><p>Ao identificar o grau de conhecimento do mercado financeiro de seu cliente, o</p><p>profissional de investimentos saberá como se comunicar melhor com ele e também quais</p><p>produtos (mais ou menos arriscados) lhe oferecer.</p><p>ETAPA 3: Analisar Informações</p><p>CFP - Certified Financial Planner 25</p><p>API: Tolerância aos Riscos</p><p>A tolerância ao risco é determinada pela:</p><p>Ø Disposição de assumir risco (fatores psicológicos):</p><p>▪ Sensação em relação à possibilidade de perder dinheiro;</p><p>▪ Tomar decisões de investimento baseado em medo ou euforia.</p><p>Ø Capacidade de assumir riscos (fatores econômicos):</p><p>▪ Valor das receitas regulares declaradas;</p><p>▪ Valor e os ativos que compõem o patrimônio;</p><p>▪ Prazo (curto / longo) e importância (necessidade / desejos) de objetivos;</p><p>▪ Necessidade futura de recursos declarada pelo cliente.</p><p>Vale ressaltar que a Disposição e a Capacidade de assumir riscos são independentes,</p><p>devendo ser colocado como prioritário aquele que for o menor, ou seja, se o cliente tem</p><p>baixa DISPOSIÇÃO a risco, mas alta capacidade, devemos respeitar a disposição do</p><p>cliente; se a CAPACIDADE</p><p>mobiliários; ou</p><p>▪ Apresentado saldo em sua posição de custódia.</p><p>Ø Investidor: pessoa natural ou jurídica, fundo ou veículo de investimento coletivo</p><p>ou o investidor não residente em nome do qual são efetuadas operações com</p><p>valores mobiliários.</p><p>Ø Beneficiário Final: pessoa natural ou pessoas naturais que, em conjunto, possuam,</p><p>controle ou influenciem significativamente, direta ou indiretamente, um cliente em</p><p>nome do qual uma transação esteja sendo conduzida ou dela se beneficie. Vale</p><p>ressaltar que, se equivalem ao beneficiário final, para fins da presente norma, os</p><p>seus prepostos, procuradores ou representantes legais.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 243</p><p>PLD-FT – CVM 50/21</p><p>Cadastro e Identificação de Beneficiário Final</p><p>As pessoas ligadas ao mecanismo de controle de PLD-FT que tenham relacionamento</p><p>direto com o investidor devem identificá-lo, manter seu cadastro atualizado. Elas devem</p><p>continuamente difundir perante seus clientes a importância da manutenção de seus</p><p>dados cadastrais atualizados, disponibilizando canais para que esses investidores e seus</p><p>representantes, conforme o caso, comuniquem quaisquer atualizações, observado que o</p><p>cadastro deve constar declaração, datada e assinada pelo investidor de o mesmo se</p><p>compromete a informar, no prazo de 10 (dez) dias, quaisquer alterações que vierem a</p><p>ocorrer nos seus dados cadastrais.</p><p>Vale ressaltar que as informações cadastrais relativas a clientes classificados como pessoa</p><p>jurídica, exceto pessoas jurídicas com valores mobiliários de sua emissão admitidos à</p><p>negociação em mercado organizado e os fundos de investimento registrados na CVM,</p><p>devem abranger as pessoas naturais autorizadas a representá-los, todos seus</p><p>controladores, diretos e indiretos, e as pessoas naturais que sobre eles tenham influência</p><p>significativa, até alcançar a pessoa natural caracterizada como beneficiário final. O</p><p>percentual de participação mínimo que caracteriza o controle direto ou indireto,</p><p>observado que, exclusivamente para fins de cumprimento da lei, o percentual não pode</p><p>ser superior a 25% (vinte e cinco por cento) da participação.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 244</p><p>PLD-FT – CVM 50/21</p><p>Cadastro e Identificação de Beneficiário Final</p><p>NÃO É NECESSÁRIO à obrigação de identificação da pessoa natural caracterizada como</p><p>beneficiário final nos seguintes casos:</p><p>Ø a pessoa jurídica constituída como companhia aberta no Brasil.</p><p>Ø instituições financeiras e demais entidades autorizadas a funcionar pelo BACEN.</p><p>Ø seguradoras, EAPCs, EFPcs e RPPS.</p><p>Ø alguns tipo de investidores não residentes, como por exemplo os bancos centrais,</p><p>instituições financeiras, seguradoras e companhias abertas.</p><p>Ø fundos e clubes de investimento nacionais registrados, desde que:</p><p>§ não seja fundo exclusivo, ou seja, FUNDO EXCLUSIVA PRECISA;</p><p>§ obtenham recursos de investidores com o propósito de atribuir o</p><p>desenvolvimento e a gestão de uma carteira de investimento a um gestor</p><p>qualificado que deve ter plena discricionariedade na representação e na tomada</p><p>de decisão junto às entidades investidas, não sendo obrigado a consultar os</p><p>cotistas para essas decisões e tampouco indicar os cotistas ou partes a eles</p><p>ligadas para atuar nas entidades investidas; e</p><p>§ seja informado o número do CPF/MF ou CNPJ de todos os cotistas para a RFB</p><p>na forma definida em regulamentação específica daquele órgão.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 245</p><p>A LEI 13.810 dispõe sobre o cumprimento de sanções impostas por resoluções do</p><p>Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU), incluída a indisponibilidade de ativos</p><p>de pessoas naturais e jurídicas e de entidades, e a designação nacional de pessoas</p><p>investigadas ou acusadas de terrorismo, de seu financiamento ou de atos a ele</p><p>correlacionados; e revoga a Lei nº 13.170, de 16 de outubro de 2015.</p><p>Esta lei faz com que às instituições reguladas pela CVM e pelo BACEN devam:</p><p>Ø monitorar listas de sanções CSNU;</p><p>Ø dispor de controles aptos a efetivar imediatamente bloqueio de ativos; e</p><p>Ø comunicar imediatamente a indisponibilidade de ativos e as tentativas de sua</p><p>transferência ao BACEN ou CVM (conforme aplicável), ao Ministério da Justiça e</p><p>Segurança Pública e ao Coaf.</p><p>Da mesma forma, o Ministério da Justiça e Segurança Pública também deve ser</p><p>comunicado sem demora sempre que, por qualquer razão, a instituição regulada deixar</p><p>de dar cumprimento imediato às medidas de indisponibilidade determinadas pelo CSNU</p><p>ou designadas por seus comitês de sanções.</p><p>Lavagem de Dinheiro</p><p>Conselho de Segurança das Nações Unidas</p><p>CFP - Certified Financial Planner 246</p><p>São consideradas Pessoas Expostas Politicamente (PEP) aquelas que desempenham ou</p><p>tenham desempenhado, nos últimos 5 (cinco) anos, cargos, empregos ou funções públicas</p><p>relevantes, no Brasil ou em outros países, territórios e dependências estrangeiros, assim</p><p>como seus representantes, familiares (parentes, na linha direta, até o segundo grau, o</p><p>cônjuge, o companheiro, a companheira, o enteado e a enteada) e outras pessoas de seu</p><p>relacionamento próximo.</p><p>As instituições financeiras devem obter de seus clientes permanentes informações que</p><p>permitam caracterizá-los ou não como PEP e identificar a origem dos fundos envolvidos</p><p>nas transações dos clientes assim caracterizados, devendo dedicar especial atenção com</p><p>pessoas politicamente expostas oriundas de países com os quais o Brasil possua elevado</p><p>número de transações financeiras e comerciais, fronteiras comuns ou proximidade</p><p>étnica, linguística ou política.</p><p>O Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do</p><p>Terrorismo (GAFI/FATF), organismo internacional no qual o Coaf representa o Brasil,</p><p>enaltece que as medidas envolvendo PEP são preventivas e não devem ser interpretadas</p><p>como uma forma de classificar PEP como pessoas com potencial de se envolver em</p><p>atividade suspeita.</p><p>Lavagem de Dinheiro</p><p>Pessoas Expostas Politicamente (PEP)</p><p>CFP - Certified Financial Planner 247</p><p>Lavagem de Dinheiro</p><p>Exemplos de PEP</p><p>PESSOAS NO BRASIL QUE SEJAM: PESSOAS NO EXTERIOR QUE SEJAM:</p><p>I – Ministros, Deputados e Senadores;</p><p>II – Presidente, Vice-presidente e Diretor de</p><p>entidades da administração pública ou de</p><p>economia mista;</p><p>III - Membros do STF e tribunais superiores;</p><p>IV - Membros do Conselho Nacional do</p><p>Ministério Público;</p><p>V - Membros do TCU União;</p><p>VI - Presidentes e Tesoureiros de partidos</p><p>políticos;</p><p>VII – Governadores, Deputados, Prefeitos e</p><p>Vereadores.</p><p>I – Chefes de estado ou de governo;</p><p>II – Políticos de escalões superiores;</p><p>III – Ocupantes de cargos</p><p>governamentais de escalões superiores;</p><p>IV – Oficiais generais e membros de</p><p>escalões superiores do poder judiciário;</p><p>V – Executivos de escalões superiores de</p><p>empresas públicas;</p><p>VI – Dirigentes de partidos políticos.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 248</p><p>4.3.2 Normas & Padrões Éticos</p><p>248</p><p>CFP - Certified Financial Planner 249</p><p>Crimes no Mercado de Capitais</p><p>Conceito</p><p>Além das penalizações da CVM, os profissões e os investidores no mercado de capita,</p><p>também poderão ser sancionados através do Código Penal. Existem diversos crimes,</p><p>principalmente na parte de manipulação de ativos financeiros. Diante do nosso edital,</p><p>iremos separar em 4 grupos possíveis e suas respectivas tipificações, sendo elas:</p><p>Ø USO INDEVIDO DE INFORMAÇÃO PRIVILEGIADA:</p><p>▪ Insider Trading Primário & Secundário</p><p>▪ Front Running;</p><p>▪ Repasse de Informação Privilegiada.</p><p>Ø MANIPULAÇÃO DO MERCADO:</p><p>Ø EXERCÍCIO IRREGULAR DE CARGO, PROFISSÃO, ATIVIDADE OU FUNÇÃO REGULADA</p><p>Ø OMISSÃO IMPRÓPRIA</p><p>q OBS: Somente USO INDEVIDO DE INFORMAÇÃO PRIVILEGIADA está descrito no edital</p><p>CFP - Certified Financial Planner 250</p><p>O crime por “Insider Trading” ocorre devido a utilização de uma informação privilegiada</p><p>(em inglês, Insider Information) de dentro da companhia, como por exemplo, uma fraude</p><p>em um balanço ou a venda da companhia a um terceiro. Essas são informações relevantes</p><p>que ainda não foram divulgadas ao público em geral e que, normalmente, somente</p><p>funcionários, familiares ou profissionais acabam tendo acesso.</p><p>Algumas dessas informações são de cunho estratégico e devem manter sigilo (negociação</p><p>de venda da companhia). Outras há o dever de divulgação ao público o mais rápido</p><p>possível, através de um fato relevante, como por exemplo, uma fraude no balanço.</p><p>Se uma dessas pessoas tiver esse tipo de informação privilegiada e utilizar para benefício</p><p>próprio, ela estará incorrendo no chamado “INSIDER TRADING PRIMÁRIO”. No entanto, o</p><p>que também pode ocorrer, é uma segunda pessoa que não tem relação direta com a</p><p>empresa, receber a informação privilegiada do “Insider primário” e a utilizar para tirar</p><p>proveito. Essa segunda pessoa estará incorrendo num “INSIDER TRADING SECUNDÁRIO”.</p><p>Insider Trading: Conceito</p><p>Crimes no Mercado de Capitais</p><p>CFP - Certified Financial Planner 251</p><p>Insider Trading: Exemplo</p><p>Para deixar mais claro o crime de Insider Trading, vamos trazer dois exemplos:</p><p>Ø Exemplo 1: o MPF-SP denunciou Eike Batista por uso de informações</p><p>privilegiadas, pois ele teria vendido ações sem informar perspectivas negativas da</p><p>OSX. Segundo o MPF, o empresário obteve um lucro de R$ 8,7 milhões</p><p>ilegalmente. Com isso, Eike Batista foi denunciado pelo crime de INSIDER</p><p>TRADING PRIMÁRIO.</p><p>Ø Exemplo 2: Gustavo, diretor da empresa XYZ, comenta a seu irmão Rodrigo, que a</p><p>sua empresa será comprada pelo dobro do valor que está sendo negociada na</p><p>bolsa de valores. Com isso, seu irmão compra as ações antes desta notícia ser</p><p>divulgada ao mercado financeiro, tendo um lucro por esta informação privilegiada</p><p>(insider information). Após a operação, Rodrigo repassa parte do lucro ao seu</p><p>irmão Gustavo. Desta forma, por terem tido um benefício ao utilizar uma</p><p>informação privilegiada, Gustavo e Rodrigo cometeram o crime de Insider Trading.</p><p>No entanto, Gustavo (diretor) seria considerado um “INSIDER PRIMÁRIO” e</p><p>Rodrigo (irmão), seria considerado um “INSIDER SECUNDÁRIO”.</p><p>Crimes no Mercado de Capitais</p><p>CFP - Certified Financial Planner 252</p><p>Front Running</p><p>Das mesma forma que o Insider Trading, o Front Running (tradução literal: correr na</p><p>frente) também é uma prática ilegal de obtenção de informações privilegiadas (Insider</p><p>Information). No entanto, o que diferencia um crime do outro, é a fonte da informação</p><p>privilegiada. Enquanto que a informação do Insider Trading parte de “dentro da</p><p>companhia”, relacionada a informações que impactam no resultado da empresa, a</p><p>informação do Front Running ocorre de um pedido de execução de uma grande ordem</p><p>de um cliente, no qual impactará nos preços das ações.</p><p>O crime ocorre quando um cliente solicita a realização de uma grande ordem de compra</p><p>ou de venda de uma certo ativo financeiro e o operador, sabendo que essa ordem irá</p><p>impactar nos preços desse ativo, decide, antes de realizar a operação do cliente, se</p><p>beneficiar dessa informação comprando ou vendendo para si (ou outra pessoa próxima),</p><p>“correndo na frente”, colocando assim o seu interesse pessoal acima dos clientes.</p><p>❑ EXEMPLO: Um cliente passa uma ordem para comprar R$ 10 milhões de ações da RToro</p><p>Education S/A na bolsa de valores. O funcionário sabendo que essa ordem impactará no</p><p>preço do ativo, compra primeiro para si e depois executa a ordem do cliente. Com isso, ele</p><p>tem um retorno financeiro ilegal e cometeu o crime Front Running.</p><p>Crimes no Mercado de Capitais</p><p>CFP - Certified Financial Planner 253</p><p>Repasse de Informação</p><p>Outra forma de ser enquadro pelo crime de uso indevido de informação privilegiada está</p><p>relacionada, não a utilizam para si, mas sim, ao REPASSE DE INFORMAÇÃO. O código</p><p>penal diz que “incorre na mesma pena, quem repassa informação sigilosa relativa a fato</p><p>relevante a que tenha tido acesso em razão de cargo ou posição que ocupe em emissor</p><p>de valores mobiliários ou em razão de relação comercial, profissional ou de confiança</p><p>com o emissor”.</p><p>Desta forma, por exemplo, se o diretor financeiro de uma companhia repassa uma</p><p>informação privilegiada a um amigo, ele estará incorrendo do crime de “Uso indevido de</p><p>informação privilegiada” por “REPASSE DE INFORMAÇÃO”, mesmo não sendo beneficiado</p><p>financeiramente. Caso seja beneficiado financeiramente, seria classificado por “INSIDER</p><p>PRIMÁRIO”.</p><p>Crimes no Mercado de Capitais</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>254</p><p>4.4 Fundamentos de Finanças</p><p>254</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>255</p><p>A MATEMÁTICA FINANCEIRA é uma área da matemática para calcular o valor do dinheiro</p><p>no tempo, ou seja, quanto um valor de hoje deverá valer no futuro ou quanto um valor no</p><p>futuro deveria valer hoje. A partir de diferentes fórmulas, é possível mensurar este valor e</p><p>ter uma melhor compreensão sobre finanças e com isso, utilizar melhor o dinheiro, como</p><p>por exemplo, realizar investimentos, decidir se é melhor comprar um veículo a vista ou</p><p>tomar uma empréstimo, quanto necessito acumular todos os meses para atingir meu</p><p>objetivo ou até mesmo, qual deveria ser o valor de uma empresa hoje baseado nos seu</p><p>lucros futuros.</p><p>A fórmula básica desta compreensão da matemática é que o montante (valor futuro) será</p><p>o principal (valor de hoje) mais os juros gerados deste principal, ou seja, a sua fórmula é:</p><p>Matemática Financeira</p><p>Conceito</p><p>Valor Futuro (Montante) = Valor Presente (Principal) + JUROS</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>256</p><p>As principais definições para este início são:</p><p>Ø CAPITAL (C): Também chamado de Valor Presente (PV), representa o valor do</p><p>dinheiro hoje, podendo ser, por exemplo, o valor de um investimento, o valor de uma</p><p>dívida ou empréstimo.</p><p>Ø JUROS (J): Representam os valores gerados pela remuneração do capital inicial.</p><p>Podemos dizer que eles são o custo do dinheiro, podendo ser gerados por uma</p><p>aplicação (ou empréstimo) ou ainda pela diferença entre o valor à vista e o valor</p><p>pago a prazo de uma compra, ou até mesmo de um pagamento de um tributo. Aqui</p><p>entrará os TIPOS DE JUROS (Juros Simples ou Juros Compostos).</p><p>Ø TAXA DE JUROS (i): É o percentual aplicado sobre os fluxos de caixa, também</p><p>chamado de custo ou remuneração do dinheiro. Ela sempre será associada a um</p><p>certo prazo (n), podendo ser ao dia, ao mês, ao bimestre, ao ano...</p><p>Ø PRAZO (n): é o tempo do “problema” apresentado. Vale ressaltar que no</p><p>momento do cálculo, o prazo (n) e a taxa de juros (i) devem estar no mesmo período.</p><p>Por exemplo, 2% ao mês aplicados por 24 meses (e não em 2 anos).</p><p>Ø MONTANTE (M): Também chamado de Valor Futuro (FV), representa o capital</p><p>inicial mais os juros acrescidos.</p><p>Matemática Financeira</p><p>Definições</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>257</p><p>Matemática Financeira</p><p>Fluxo de Caixa (Cash Flow)</p><p>É o conjunto de entradas e saídas de capital dispostas ao longo do tempo. Por exemplo,</p><p>Rafael tem um capital de R$ 1.000,00 e irá aplicar por 5 meses a uma taxa de 1% a.m.</p><p>Após esse período, resgatará R$ 1.051,00. Assim, temos que no período zero (hoje) há</p><p>uma saída de R$ 1.000,00 (aplicação) e no período 5 há uma entrada de recursos</p><p>(vencimento) de R$ 1.051,00. Nos demais períodos (1, 2, 3 e 4), não há entradas e nem</p><p>saídas, apenas correção do valor do dinheiro.</p><p>Os números 0, 1, 2, 3, 4 e 5 representam os períodos de tempo, sendo saída em 0 (seta</p><p>para baixo) e entrada dos recursos em 5 (seta para cima).</p><p>R$ 1.000</p><p>1 2</p><p>0</p><p>R$1.051</p><p>Mês</p><p>CONVENÇÃO:</p><p>Ø Seta para cima: Entrada de recursos,</p><p>ou seja, resgates de aplicações e</p><p>tomadas de empréstimos;</p><p>Ø Seta para baixo: Saída de recursos,</p><p>ou seja, aplicações financeiras e</p><p>pagamentos de dívidas.</p><p>3 4 5</p><p>Valor</p><p>Futuro</p><p>Valor Presente</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>258</p><p>No Regime de Capitalização Simples, também conhecido como Regime de Juros Simples,</p><p>os juros incidem somente sobre o capital inicial. Desta forma, os cálculos só podem ser</p><p>executados se o tempo de aplicação (n) for expresso na mesma unidade de tempo a que</p><p>se refere a taxa (i), ou seja, considerando o prazo em ano, a taxa deve ser ao ano; prazo</p><p>em mês, taxa ao mês, etc. As suas fórmulas são:</p><p>Ø FV (M) = C + J</p><p>Ø J = C × i × n</p><p>Ø FV (M) = C + (C × i × n) ou</p><p>Ø FV (M) = C × (1 + i × n)</p><p>Sendo que:</p><p>§ J = Juros;</p><p>§ C = Capital ou Valor Presente</p><p>(PV)</p><p>§ FV (M) = Montante ou Valor Futuro</p><p>§ i = taxa de juros</p><p>§ n = prazo ou período</p><p>Regimes de Capitalização: Juros Simples</p><p>Conceito</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>259</p><p>PERÍODO JUROS SIMPLES</p><p>Principal R$ 100.000,00</p><p>Após 1 ano 100.000 + (1 × 0,10) × 100.000 = 110.000</p><p>Após 2 anos 100.000 + (2 × 0,10) × 100.000 = 120.000</p><p>Após 3 anos 100.000 + (3 × 0,10) × 100.000 = 130.000</p><p>Após 4 anos 100.000 + (4 × 0,10) × 100.000 = 140.000</p><p>Regimes de Capitalização: Juros Simples</p><p>Exemplo 1</p><p>q PERGUNTA: Qual o valor total, ano após ano (durante 4 anos), se aplicarmos</p><p>R$ 100.000,00 a uma taxa de juros simples de 10% ao ano?</p><p>Para facilitar o entendimento, vamos demonstrar o crescimento do valor aplicado, ano</p><p>após ano, através da seguinte tabela:</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>260</p><p>q EXEMPLO: Qual a taxa anual que devemos ter para obter R$ 40.000,00 de juros após</p><p>4 anos , se aplicarmos R$ 100.000,00 no Regime de Capitalização Simples?</p><p>Ø (1) J = C x i x n</p><p>Ø (2) R$ 40.000,00 = R$ 100.000,00 × i × 4 anos</p><p>Ø (3) i = !$ $%.%%%,%%</p><p>!$ (%%.%%%,%% ×$ *+,-</p><p>Ø (4) i = 0,10 = 10% a.a</p><p>Regimes de Capitalização: Juros Simples</p><p>Exemplo 2 (i)</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>261</p><p>Exemplo 3</p><p>q EXEMPLO: Um cheque de R$ 3.000,00 é descontado bancáriop por fora (juros</p><p>simples), 6 meses antes do seu vencimento, a uma taxa de 2% ao mês. Qual o valor do</p><p>desconto e o valor atual do título?</p><p>(1) Primeiramente, devemos calcular o valor do desconto:</p><p>Ø Desconto = (Valor Nominal) × (Taxa de juros) × (Prazo)</p><p>Ø Desconto = (R$ 3.000,00) × (2% ao mês) × (6 meses)</p><p>Ø Resposta: Desconto = R$ 360,00</p><p>(2) A partir do desconto, subtraímos este resultado do valor nominal</p><p>Ø Valor Presente = (Valor nominal) – (Desconto)</p><p>Ø Valor Presente = 3.000,00 – R$ 360,00</p><p>Ø Resposta: Valor Presente = R$ 2.640,00</p><p>Regimes de Capitalização: Juros Simples</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>262</p><p>R$</p><p>PV = Valor Atual</p><p>R$ 2.640,00</p><p>R$ 3.000,00</p><p>Preço Futuro,</p><p>Valor de Nominal</p><p>Desconto (D): R$ 360,00</p><p>N =6</p><p>(período de antecipação)</p><p>6 meses</p><p>P</p><p>tempo</p><p>Exemplo 3 (Gráfico)</p><p>Regimes de Capitalização: Juros Simples</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>263</p><p>No Regime de Capitalização Composta, também conhecido como Regime de Juros</p><p>Composto, os Juros incidem sobre o capital acrescido dos juros do período anterior e é</p><p>por este motivo, que falamos que são “juros sobre juros”. Da mesma forma como nos</p><p>juros simples, os cálculos só podem ser executados se o tempo de aplicação (n) for</p><p>expresso na mesma unidade de tempo a que se refere a taxa (i), ou seja, considerando o</p><p>prazo em ano, a taxa deve ser ao ano; prazo em mês, taxa ao mês, etc.</p><p>Sendo que:</p><p>§ PV = Valor Presente</p><p>§ FV = Valor Futuro</p><p>§ i = taxa de juros</p><p>§ n = prazo ou período</p><p>§ PMT = parcelas iguais no fluxo</p><p>Regimes de Capitalização: Juros Compostos</p><p>Conceito</p><p>PV = !"#(/)</p><p>(%&')/ +</p><p>!"#(1)</p><p>(%&')1 +... + !"# 2 & *+</p><p>(%&')2FV = PV×(1 + )),</p><p>FÓRMULA PADRÃO (Futuro) FÓRMULA COM PARCELAS (Presente)</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>264</p><p>PERÍODO JUROS COMPOSTOS</p><p>Principal R$ 100.000,00</p><p>Após 1 ano 100.000 + (0,10) × 100.000 = 110.000</p><p>Após 2 anos 110.000 + (0,10) × 110.000 = 121.000</p><p>Após 3 anos 121.000 + (0,10) × 121.000 = 133.100</p><p>Após 4 anos 133.100 + (0,10) × 133.100 = 146.410</p><p>Regimes de Capitalização: Juros Compostos</p><p>Exemplo 1</p><p>q PERGUNTA: Qual o valor total, ano após ano (durante 4 anos), se aplicarmos</p><p>R$ 100.000,00 a uma taxa de juros compostos de 10% ao ano?</p><p>Para facilitar o entendimento, vamos demonstrar o crescimento do valor aplicado, ano</p><p>após ano, através da seguinte tabela:</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>265</p><p>q EXEMPLO: Qual o valor a ser aplicado hoje, para que em 48 meses, a uma taxa de 10%</p><p>ao ano, eu tenha R$ 146.410,00?</p><p>q RESPOSTA:</p><p>Ø (1) Zerar os registros da HP 12C! Pressione [f][CLX]</p><p>Ø (2) Digite [146.410] e pressione [FV]</p><p>Ø (3) Digite [10] e pressione [i]</p><p>Ø (4) Digite [48] e [ENTER], digite [12], pressione [÷] e pressione [n]</p><p>Ø (5) Aperte [PV]</p><p>Ø Resposta: ꟷ R$ 100.000,00</p><p>Precisamos aplicar (saída de caixa) R$ 100.000,00 para podermos RECEBER (entrada de</p><p>caixa) de R$ 146.410,00.</p><p>Exemplo 2 (PV)</p><p>Regimes de Capitalização: Juros Compostos</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>266</p><p>Exemplo 3 (FV)</p><p>q EXEMPLO: Qual o total a ser pago em um empréstimo de R$ 100.000,00 hoje, a uma</p><p>taxa de juros de 10% a.a, após 4 anos?</p><p>q RESPOSTA:</p><p>Ø (1) Zerar os registros da HP 12C! Pressione [f][CLX]</p><p>Ø (2) Digite [100.000] e pressione [PV]</p><p>Ø (3) Digite [10] e pressione [i]</p><p>Ø (4) Digite [4] e pressione [n]</p><p>Ø (5) Aperte [FV]</p><p>Ø Resposta: ꟷ R$ 146.410,00</p><p>q OBS: A resposta desta vez está negativa, pois o valor inserido no PV foi positivo (entrou</p><p>R$ 100.000,00 na nossa conta do banco) e precisamos pagar (saída de caixa) de</p><p>R$ 146.410,00.</p><p>Regimes de Capitalização: Juros Compostos</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>267</p><p>Regimes de Capitalização: Juros Compostos</p><p>Exemplo 4 (i)</p><p>q EXEMPLO: Qual a taxa de juros compostos de uma aplicação de R$ 100.000,00 para</p><p>que se tenha R$ 500.000,00 em um prazo de 5 anos?</p><p>q RESPOSTA:</p><p>Ø (1) Zerar os registros da HP 12C! Pressione [f][CLX]</p><p>Ø (2) Digite [100.000] [CHS] e pressione [PV] → aplicação = saída de caixa</p><p>Ø (3) Digite [500.000] e pressione [FV] → recebimento = entrada de caixa</p><p>Ø (4) Digite [5] e pressione [n]</p><p>Ø (5) Aperte [i]</p><p>Ø Resposta: 37,97% ao ano</p><p>q OBS: sabemos que a taxa está em ano, pois o prazo (n) foi inserido em anos: 5 anos. O</p><p>prazo e a taxa SEMPRE devem estar no mesmo período (taxa em ano, prazo em ano; prazo</p><p>em dias, taxa em dias).</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>268</p><p>q EXEMPLO: Rafael tem 30 anos e deseja se aposentar daqui 20 anos com um patrimônio</p><p>financeiro de R$ 1.000.000,00. Atualmente ele possui R$ 200.000,00 em um fundo de</p><p>previdência aplicados no banco com você a uma taxa de 0,5% ao mês. Qual deverá ser o</p><p>aporte mensal que Rafael necessitará fazer para atingir seu objetivo?</p><p>q RESPOSTA:</p><p>Ø (1) Zerar os registros da HP 12C! Pressione [f][CLX]</p><p>Ø (2) Digite [200.000][CHS] e pressione [PV]</p><p>Ø (3) Digite [0,5] e pressione [i]</p><p>Ø (4) Digite [20] e [ENTER], digite [12], pressione [x] e pressione [n]</p><p>Ø (5) Digite [1.000.000] e pressione [FV]</p><p>Ø (6) Aperte [PMT]</p><p>Ø Resposta: ꟷ R$ 731,45</p><p>Exemplo 5 (PMT)</p><p>Regimes de Capitalização: Juros Compostos</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>269</p><p>-R$ 200.000</p><p>240n</p><p>R$ 1.000.000</p><p>-R$ 731,45</p><p>Taxa de juros</p><p>(i) = 0,5 a.m.</p><p>0</p><p>Normalmente, em casos de acumulação para retirada futura, Valor Presente (PV) e</p><p>Pagamentos (PMT) têm o mesmo sinal. Consequentemente, o Valor Futuro (FV) terá sinal</p><p>contrário.</p><p>Exemplo 5 (PMT - Gráfico)</p><p>Regimes de Capitalização: Juros Compostos</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>270</p><p>q EXEMPLO: Levando em consideração as mesmas condições do exemplo anterior,</p><p>porém agora o banco irá fornecer uma rentabilidade de 2% a.m. Qual deverá ser o</p><p>aporte mensal que Rafael necessitará fazer para atingir seu objetivo?</p><p>q RESPOSTA:</p><p>Ø (1) Zerar os registros da HP 12C! Pressione [f][CLX]</p><p>Ø (2) Digite [200.000][CHS] e pressione [PV]</p><p>Ø (3) Digite [2] e pressione [i]</p><p>Ø (4) Digite [20] e [ENTER], digite [12], pressione [x] e pressione [n]</p><p>Ø (5) Digite [1.000.000] e pressione [FV]</p><p>Ø (6) Aperte [PMT]</p><p>Ø Resposta: + R$ 3.860,73</p><p>Exemplo 6 (PMT)</p><p>Regimes de Capitalização: Juros Compostos</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>271</p><p>-R$ 200.000</p><p>240n</p><p>R$ 1.000.000R$ 3.860,73</p><p>Taxa de juros</p><p>(i) = 2,00 a.m.</p><p>0</p><p>Neste caso, ao invés de Rafael necessitar aportar, ele poderá resgatar todos os meses</p><p>R$ 3.860,73 e mesmo assim chegará no objetivo de R$ 1.000.000,00 em 20 anos. Este é</p><p>um exemplo claro de que devemos SEMPRE fazer o fluxo de caixa, já que normalmente o</p><p>PV e o PMT possuem o mesmo sinal, o que poderia nos levar ao equívoco da questão.</p><p>Exemplo 6 (PMT - Gráfico)</p><p>Regimes de Capitalização: Juros Compostos</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>272</p><p>Exemplo 7 (PMT)</p><p>q EXEMPLO: Você irá adquirir um imóvel financiado no valor de R$ 500.000,00. Se o</p><p>financiamento prevê pagamentos iguais mensais durante 30 anos,</p><p>à taxa de 0,5% ao</p><p>mês, qual será o valor das prestações?</p><p>q RESPOSTA:</p><p>Ø Zerar os registros da HP 12C! Pressione [f][CLX]</p><p>Ø Digite [500.000] e pressione [PV]</p><p>Ø Digite [0,5] e pressione [i]</p><p>Ø Digite [30] e [ENTER], digite [12], pressione [x] e pressione [n]</p><p>Ø Digite [0] e pressione [FV]</p><p>Ø Aperte [PMT]</p><p>Ø Resposta: - R$ 2.997,75</p><p>q OBSERVAÇÃO: quando uma das variáveis for zero, não é necessário inseri-la. No</p><p>entanto, sempre teremos as 5 variáveis: [n], [i], [PV], [PMT] e [FV]</p><p>Regimes de Capitalização: Juros Compostos</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>273</p><p>R$ 500.000</p><p>360 meses</p><p>R$ 0,00</p><p>-R$ 2.997,75</p><p>Taxa de juros</p><p>(i) = 0,5 a.m.</p><p>0</p><p>Exemplo 7 (PMT - Gráfico)</p><p>Quando uma pessoa toma uma empréstimo, este recurso entra na conta corrente (ou</p><p>seja, um valor positivo). Assim, as parcelas pagas serão negativas. Outro ponto importante</p><p>é: o final de uma dívida é zero, portanto, o FV será igual a zero (salve exceções).</p><p>Regimes de Capitalização: Juros Compostos</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>274</p><p>Exemplo 8 (PMT Postecipado)</p><p>q EXEMPLO: Rafael assinou um plano de previdência de R$ 400,00 por mês, com</p><p>aportes postecipados, onde rendeu 1% ao mês. Qual foi o valor total após 6 meses?</p><p>q RESPOSTA:</p><p>Ø (1) Zerar os registros da HP 12C! Pressione [f][CLX]</p><p>Ø (2) Pressione [g] e depois [8] → Informa a função “END” (depósitos postecipados)</p><p>Ø (3) Digite [6] e pressione [n]</p><p>Ø (4) Digite [1] e pressione [i]</p><p>Ø (5) Digite [400][CHS] e pressione [PMT]</p><p>Ø (6) Aperte [FV]</p><p>Ø Resposta: R$ 2.460,81 ao mês</p><p>q OBSERVAÇÃO: Se a Hp-12C não mostrar no visor a palavra “BEGIN” é porque ela já está</p><p>na função postecipada (END). Vale ressaltar que as funções “BEGIN” e “END” somente</p><p>terão impactos quando o PMT for diferente de zero.</p><p>Regimes de Capitalização: Juros Compostos</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>275</p><p>R$ 2.460,81</p><p>6</p><p>- 400</p><p>Taxa de juros</p><p>(i) = 1% a.m.</p><p>0</p><p>Neste gráfico fica claro como a HP-12C trabalha com as parcelas postecipadas, com a</p><p>primeira parcela ocorrendo no período 1 (no nosso exemplo, um mês após a assinatura do</p><p>plano de previdência). Outro ponto importante, é perceber que a última parcela entrará</p><p>junto com o valor final (FV).</p><p>Exemplo 8 (PMT Postecipado - Gráfico)</p><p>Regimes de Capitalização: Juros Compostos</p><p>- 400 - 400 - 400 - 400 - 400</p><p>1 2 3 4 5</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>276</p><p>Através desta tabela, podemos perceber como a HP-12C chegou no valor final (FV) de</p><p>R$ 2.460,81. Os juros (i) sempre são aplicados sobre o TOTAL do período anterior (juros</p><p>do período 2, veio através da multiplicação da taxa pelo TOTAL do período 1). Outro ponto</p><p>que fica claro é que, em relação ao último aporte, não há aplicação de juros, ele apenas</p><p>será somado, conforme demonstrado pelo gráfico anterior apresentado.</p><p>Exemplo 8 (PMT Postecipado - Tabela)</p><p>Regimes de Capitalização: Juros Compostos</p><p>Período APORTE (PMT) JUROS (1%) TOTAL (FV)</p><p>0 0 0 0</p><p>1 R$ 400,00 0 R$ 400,00</p><p>2 R$ 400,00 R$ 4,00 R$ 804,00</p><p>3 R$ 400,00 R$ 8,04 R$ 1.212,04</p><p>4 R$ 400,00 R$ 12,12 R$ 1.624,16</p><p>5 R$ 400,00 R$ 16,24 R$ 2.040,40</p><p>6 R$ 400,00 R$ 20,40 R$ 2.460,81</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>277</p><p>Exemplo 9 (PMT Antecipado)</p><p>q EXEMPLO: Rafael assinou um plano de previdência de R$ 400,00 por mês, com</p><p>aportes antecipados, onde rendeu 1% ao mês. Qual foi o valor total após 6 meses?</p><p>q RESPOSTA:</p><p>Ø (1) Zerar os registros da HP 12C! Pressione [f][CLX]</p><p>Ø (2) Pressione [g] e depois [7] → Informa a função “BEGIN” (depósitos antecipados)</p><p>Ø (3) Digite [6] e pressione [n]</p><p>Ø (4) Digite [1] e pressione [i]</p><p>Ø (5) Digite [400][CHS] e pressione [PMT]</p><p>Ø (6) Aperte [FV]</p><p>Ø Resposta: R$ 2.485,41 ao mês</p><p>q OBSERVAÇÃO: Após realizar algum exercício que necessite utilizar a função Begin, volte</p><p>para a função END [g][8]. O normal na vida é termos parcelas postecipadas.</p><p>Regimes de Capitalização: Juros Compostos</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>278</p><p>R$ 2.485,41</p><p>6</p><p>- 400</p><p>Taxa de juros</p><p>(i) = 1% a.m.</p><p>0</p><p>Exemplo 9 (PMT Antecipado - Gráfico)</p><p>Regimes de Capitalização: Juros Compostos</p><p>- 400 - 400 - 400 - 400 - 400</p><p>1 2 3 4 5</p><p>Neste gráfico fica claro como a HP-12C trabalha com as parcelas postecipadas, com a</p><p>primeira parcela ocorrendo no período 1 (no nosso exemplo, um mês após a assinatura do</p><p>plano de previdência). Outro ponto importante, é perceber que a última parcela entrará</p><p>junto com o valor final (FV).</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>279</p><p>Através desta tabela, podemos perceber como a HP-12C chegou no valor final (FV) de</p><p>R$ 2.485,41. Diferentemente do caso postecipado, no antecipado, a primeira parcela de</p><p>PMT ocorre no período zero, juntamente com PV (caso houvesse). Outro ponto</p><p>interessante, no período 6, não há contribuições que impactam no resultado final,</p><p>demonstrando de fato que “n”, “i” e “PMT” devem sempre estar no mesmo período.</p><p>Exemplo 9 (PMT Antecipado - Tabela)</p><p>Regimes de Capitalização: Juros Compostos</p><p>Período APORTE (PMT) JUROS (1%) TOTAL (FV)</p><p>0 R$ 400,00 R$ 0,00 R$ 400,00</p><p>1 R$ 400,00 R$ 4,00 R$ 804,00</p><p>2 R$ 400,00 R$ 8,04 R$ 1.212,04</p><p>3 R$ 400,00 R$ 12,12 R$ 1.624,16</p><p>4 R$ 400,00 R$ 16,24 R$ 2.040,40</p><p>5 R$ 400,00 R$ 20,40 R$ 2.460,81</p><p>6 - R$ 24,61 R$ 2.485,41</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>280</p><p>Regimes de Capitalização: Juros Simples</p><p>Proporcionalidade de Taxas</p><p>Em JUROS SIMPLES, usamos TAXA PROPORCIONAL. Isso significa que, duas taxas são</p><p>proporcionais quando os seus valores guardam uma proporção com o tempo a que elas se</p><p>referem, portanto, é preciso reduzir o tempo a uma mesma unidade. Estes problemas</p><p>envolvendo taxas proporcionais podem ser resolvidos por meio de “Regra de Três”.</p><p>q EXEMPLO: Calcular a taxa mensal proporcional a 30% ao ano?</p><p>Ø Primeiro passo é reduzir o tempo a uma mesma unidade (1 ano = 12 meses).</p><p>Ø Depois, fazemos a “Regra de Três”:</p><p>§ 30% está para 12 meses, assim como X está para 1 mês, ou seja:</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>281</p><p>Em JUROS COMPOSTOS, usamos TAXA EQUIVALENTE. Isso significa que as taxas de juros</p><p>não são proporcionais, ou seja, uma taxa de 12% ao ano é não é equivalente a 1% ao mês.</p><p>Teoricamente, taxa equivalente significa que, aplicadas ao mesmo capital durante o</p><p>mesmo período de tempo, através de diferentes períodos de capitalização, produzem o</p><p>mesmo montante final. Diante disso, necessitamos usar conceitos exponenciais para</p><p>fazermos a conversão de taxas equivalentes e sua fórmula é:</p><p>q Regra do QUERO/TENHO:</p><p>Ø iQ = taxa de juros cujo resultado se pretende encontrar (taxa que “eu quero”).</p><p>Ø iT = taxa de juros cujo resultado já sabemos (taxa que “eu tenho”).</p><p>Ø q = período em que está expressa a taxa cujo resultado se pretende encontrar</p><p>(prazo que “eu quero”).</p><p>Ø t = período em que está expressa a taxa cujo resultado já se sabe (prazo que “eu</p><p>tenho”).</p><p>Equivalência de Taxas: Juros Compostos</p><p>Fórmula</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>282</p><p>Equivalência de Taxas: Juros Compostos</p><p>Modelo 1 (Fórmula)</p><p>Qual a taxa equivalente ao mês de 12% ao ano?</p><p>Ø (1) Zerar os registros da HP 12C! Pressione [f][CLX]</p><p>Ø (2) Digite [1] e pressione [ENTER]</p><p>Ø (3) Digite [0.12] e pressione [+]</p><p>Ø (4) Digite [12], aperte e pressione</p><p>Ø (5) Digite [1] e pressione [-]</p><p>Ø (6) Digite [100] e aperte [x]</p><p>Ø Resposta: 0,948879</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>283</p><p>Equivalência de Taxas: Juros Compostos</p><p>Modelo 2 (Programação Hp-12c)</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>284</p><p>Qual a taxa anual equivalente ao mês de 12% ao ano?</p><p>q Resposta: 0,948879% ao mês.</p><p>q OBS: Este método é sendo pela programação inserida. Após inserirmos o passo-a-passo</p><p>anterior, não será mais necessário imputar a programação (ela é feita apenas uma vez), a</p><p>não ser que a HP-12C desprograme, que pode ocorrer por “limpar” a programação</p><p>(f PRGM) ou haja algum outro problema, devendo ser necessário inserir o passo-a-passo</p><p>novamente.</p><p>PRESSIONAR OBJETIVO VISOR</p><p>12 i Introduzir a taxa que desejo converter no [i] 12,000</p><p>360 n Introduzir o prazo em dias, correspondente do [i] 360,000</p><p>30 Prazo desejado (dias que você quer 30). Caso seja em</p><p>dias úteis, 1 mês =21 dias; e 1 ano = 252 dias)</p><p>30</p><p>R/S Executa o programa 0,948879</p><p>Equivalência de Taxas: Juros Compostos</p><p>Modelo 2 (Programação Hp-12c)</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>285</p><p>Taxas de Juros</p><p>Conceito</p><p>Além compreender as formas dos regimes de capitalização através dos juros simples e dos</p><p>juros compostos, é importante compreender que as taxas de juros também podem ser</p><p>classificadas como taxa de juros específicas, sendo elas chamadas de:</p><p>Ø Taxa Nominal: é uma taxa de juros onde a unidade referencial não coincide com a</p><p>unidade de tempo da capitalização, como por exemplo, uma taxa de 12% ao ano,</p><p>capitalizada mensalmente No entanto, também podemos definir a taxa nominal</p><p>como sendo a taxa contratada ou declarada em uma operação financeira.</p><p>Ø Taxa Efetiva: é a taxa de juros onde a unidade referencial coincide com a unidade</p><p>de tempo da capitalização, como por exemplo, uma taxa de 1% ao mês, capitalizada</p><p>mensalmente.</p><p>Ø Taxa Real: esta taxa apura o quanto uma pessoa tem de ganho (ou perda) além da</p><p>inflação. Portanto, esta taxa representa de fato o quanto um investidor está</p><p>ganhando em poder de compra.</p><p>A seguir, iremos aprender como calcular cada uma dessas taxas de forma simples para</p><p>podermos compreender melhor as suas representações.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>286</p><p>Para calcularmos a taxa real, utilizamos a fórmula de Fischer:</p><p>Importante dizer que, o retorno nominal é o retorno total do investimento. Ressaltamos</p><p>isso, pois vamos ver adiante, produtos que rendem um “fixo MAIS inflação”, como na</p><p>NTN-B. No entanto, este “MAIS” não deverá ser utilizado como soma, mas sim, como</p><p>MULTIPLICAÇÃO. Provamos isso, reorganizando a fórmula de Fischer, no qual a Taxa</p><p>Nominal de um investimento, será dada pela Taxa Real e pela Inflação:</p><p>Mas não se preocupe, te ensinaremos de uma forma fácil como calcular!</p><p>Taxa de Juros Real</p><p>#$%$ '($) = 1 + #$%$ ,-./0$)</p><p>1 + 102)$çã- − 1 ×100</p><p>#$%$ ,-./0$) = 1 + #$%$ '($) × 1 + 102)$çã- − 1 ×100</p><p>Fórmula</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>287</p><p>Taxa de Juros Real</p><p>PASSO A PASSO NA HP-12C</p><p>Ø (1) Pressione [f][CLx], para zerar a HP</p><p>Ø (2) Digite [15] e pressione [ENTER]</p><p>Ø (3) Digite [100] [÷]</p><p>Ø (4) Digite [1] [+]</p><p>Ø (5) Digite [10] e pressione [ENTER]</p><p>Ø (6) Digite [100] [÷]</p><p>Ø (7) Digite [1] [+]</p><p>Ø (8) Pressione [÷]</p><p>Ø (9) Digite [1] [‒]</p><p>Ø (10) Digite [100] [×]</p><p>Ø Taxa Real: 4,55% ao ano</p><p>#$ %&'l = !"!#%</p><p>!"!%% − 1 ×100 1</p><p>#$ %&'l = !,!#</p><p>!,!% − 1 ×100</p><p>#$ %&'l = ., 0122 − 1 ×100</p><p>#$ %&'l = 0, 0122 ×100</p><p>#$ %&'l = 4,55%</p><p>q Cálculo da Taxa Real:</p><p>2</p><p>3</p><p>4</p><p>R</p><p>Cálculo: Modelo 1</p><p>EXEMPLO: Qual a taxa real de uma aplicação que rendeu 15% e a inflação foi 10%?</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>288</p><p>Taxa de Juros Real</p><p>Cálculo: “Fórmula de Toro”</p><p>Neste modelo, vamos calcular através das teclas [n], [i], [PV] e [FV], da seguinte forma:</p><p>Ø n: sempre receberá o valor [1]</p><p>Ø PV: aqui será inserido o valor da inflação, adicionado o valor 100. Este valor deverá</p><p>ser inserido como sendo negativo, ou seja, clicando em [CHS]</p><p>Ø FV: aqui será inserido o valor da taxa nominal, adicionado o valor 100</p><p>Ø PMT: não precisa inserir nada, já que sempre iremos zerar a HP antes do cálculo</p><p>Ø i: nossa resposta</p><p>q EXEMPLO: Qual a taxa real de uma aplicação que rendeu 15% e a inflação foi 10%?</p><p>Ø [f] [CLx] → zerar a hp-12c</p><p>Ø 100 [ENTER] 10 [+] [CHS] [PV] → Lançar o número “- 110”, entrada negativa</p><p>Ø 100 [ENTER] 15 [+] [FV] → Lançar o número “115”, entrada positiva</p><p>Ø 1 [n] → Prazo sempre será 1</p><p>Ø [i] → Esta será a nossa resposta: 4,55%</p><p>q OBS: Esta maneira de calcular serve para toda vez que for necessária “descontar</p><p>taxas” (divisão de taxas) em juros compostos.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>289</p><p>Taxa de Juros Nominal</p><p>Exemplo 1: Cálculo</p><p>q EXEMPLO: Um investidor aplicou seus recursos em um título de renda fixa que está</p><p>remunerando 4,55% ao ano + inflação. Após um ano, qual foi o retorno do investidor</p><p>sabendo que a inflação durante foi de 10% no ano?</p><p>Para calcularmos, precisamos utilizar a fórmula do juro nominal:</p><p>Primeiro precisamos dividir todos os números por 100 e somar 1, para depois poder</p><p>multiplicar, ou seja ( 4,55 /100 + 1) e (10 / 100 + 1). Com isso, teremos 1,0455 e 1,10 e</p><p>desta forma poderemos chegar a resposta:</p><p>Ø Taxa nominal = ( 1,0455 x 1,10 )</p><p>Ø Taxa nominal = [(1,15) – 1] x 100</p><p>Ø Taxa nominal = (0,15) x 100</p><p>Ø Taxa nominal = 15%</p><p>#$%$ ,-./0$) = 1 + #$%$ '($) × 1 + 102)$çã- − 1 ×100</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>290</p><p>Taxa de Juros Nominal</p><p>Exemplo 1: “Base 100”</p><p>Já vimos como utilizar a “fórmula de toro” par quando necessitamos dividir taxas. Agora</p><p>utilizaremos de um “novo truque” para facilitar nosso cálculo quando tivermos que</p><p>multiplicar taxas. Este truque se baseia em somar as taxas utilizando uma base 100, da</p><p>seguinte forma:</p><p>Ø 100 [ENTER] → numero que utilizaremos para a nossa base</p><p>Ø 4,55 [%] [+]→ estamos somando a taxa real na nossa base</p><p>Ø 10 [%] [+] → estamos crescendo 10% o número anterior</p><p>Ø 100 [-] → estamos descontando a nossa base</p><p>Ø Resposta: 15% é a nossa taxa nominal</p><p>Ø OBS: Esta maneira de calcular serve para toda vez que for necessário “somar taxas”</p><p>(multiplicação de taxas) em juros compostos.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>291</p><p>Taxa de Juros Nominal</p><p>Exemplo 2</p><p>q EXEMPLO: A inflação brasileira foi positiva nos três primeiros meses do ano e negativa</p><p>no quarto mês, sendo os seus valores em: 0,27%, 0,11%, 0,47% e -0,51%. Desta forma,</p><p>qual foi a inflação acumulada no período?</p><p>Para calcularmos a taxa desta inflação, basta somarmos todos os valores através da</p><p>fórmula da taxa nominal:</p><p>Ø 100 [ENTER] → numero que utilizaremos para a nossa base</p><p>Ø 0,27 [%] [+]→ estamos crescendo 0,27% o número anterior</p><p>Ø 0,11 [%] [+] → estamos crescendo 0,11% o número anterior</p><p>Ø 0,47 [%] [+] → estamos crescendo 0,47% o número anterior</p><p>Ø 0,51 [%] [-] → estamos diminuindo 0,51% o número anterior</p><p>Ø 100 [-] → estamos descontando a nossa base</p><p>Ø Resposta: 0,337739% é a nossa taxa nominal</p><p>Perceba que mesmo o número sendo negativo, devemos utilizar com a regra da soma da</p><p>base 100, pois para chegarmos no resultado, deveríamos multiplicar as taxas, mesmo</p><p>quando tivermos um número negativo. Você poderia ter usado [CHS] e somar o número</p><p>negativo ou descontar com [ꟷ], conforme fizemos.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>292</p><p>Taxa de Juros Efetiva</p><p>Exemplo 3</p><p>q EXEMPLO: A taxa de juros de 48% ao ano, capitalizada mensalmente, resulta em uma</p><p>taxa efetiva anual aproximada de quanto?</p><p>Para calcularmos esta taxa efetiva, necessitamos seguir uma receita de bolo dividida em</p><p>duas etapas, que são:</p><p>Ø ETAPA 1: converter a taxa por juros simples;</p><p>Ø ETAPA 2: converter a taxa da etapa 1, mas agora por juros compostos.</p><p>Desta forma, vamos resolver o problema apresentado através dessas duas etapas:</p><p>Ø ETAPA 1: Convertendo a taxa anual para taxa mês através de juros simples</p><p>§ ETAPA 1: 48% ÷ 12</p><p>§ ETAPA 1: 4% ao mês</p><p>Ø ETAPA 2: Convertendo a taxa da ETAPA 1 (MÊS) para a TAXA EFETIVA ANO</p><p>§ 4 [i]</p><p>§ 1 [n]</p><p>§ 12 [R/S]</p><p>§ RESPOSTA: 60,10% ao ano</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>293</p><p>Estrutura a Termo da Taxa de Juros</p><p>Conceito</p><p>A estrutura a termo de taxas de juros (ETTJ), também chamada de curva de juros,</p><p>representa a expectativa de retornos nas aplicações de renda fixa, levando em</p><p>consideração a relação entre tempo e taxa. A ideia é conseguir compreender que cada</p><p>período de tempo possui uma certa taxa e que os retornos não são sempre os mesmos</p><p>em todo o período (mesmo que a gente acredite nisso).</p><p>Por exemplo, imagine que estamos no início de 2021 e que a expectativa de juros para</p><p>Brasil no ano de 2021 seja de 2% e a que a expectativa de juros para o ano de 2022 seja</p><p>de 3%. Se você aplicar hoje R$ 100,00 e tiver esses retornos, ao final do ano de 2021 terá</p><p>R$ 102,00 e ao final de 2022, terá R$ 105,06 (3% sobre os R$ 102,00), ou seja, terá um</p><p>retorno total de 5,06% para todo o período (ou 2,498780% por ano → conversão de taxa).</p><p>Tecnicamente a taxa SPOT do ano 1 é de 2%, que a taxa a TERMO entre os anos 1 e 2 é</p><p>de 3% e que a taxa SPOT dos dois primeiros anos é de 2,498780% por ano. Diante disso,</p><p>podemos compreender</p><p>que taxa SPOT é uma taxa que inicia HOJE e que taxa a termo é</p><p>uma taxa que NÃO inicia hoje. Outro ponto relevante é que mesmo a gente dizendo que a</p><p>taxa spot de 2 anos é de 2,498780% ao ano, isso não quer dizer que rendeu essa taxa</p><p>TODOS os anos, pois ela foi uma composição de taxas (2% ano 1 e 3% no ano 2).</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>294</p><p>ARQUEADA</p><p>retorno</p><p>Tempo</p><p>NORMAL (Ascendente)</p><p>retorno</p><p>Tempo</p><p>INVERTIDA (Descendente)</p><p>retorno</p><p>Tempo</p><p>Estrutura a Termo da Taxa de Juros</p><p>Gráfico</p><p>As taxas juros podem ter diversos gráficos para o longo prazo. O normal é quanto mais</p><p>longo for o empréstimo, maior o retorno por ano (ASCENDENTE). No entanto, podemos</p><p>ter fases em que as taxas de juros de um país estão decrescentes (INVERTIDA), quando</p><p>temos uma política monetária expansionista. Mas o relevante em se analisar estas curvas</p><p>no mercado financeiro é que elas demonstram as expectativas futuras de taxas de juros</p><p>de longo prazo.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>295</p><p>Como a ETTJ é uma curva de juros (juros compostos), a sua fórmula se baseia na</p><p>multiplicação de cada fator de retorno para se encontrar o retorno total do período. Após</p><p>isso, apresentamos o retorno total do período ao ano.</p><p>Sabemos que a grande maioria, quando olha a fórmula apresentada abaixo, sente</p><p>calafrios. Mas não se preocupe, pois podemos transformar todos os cálculos exigidos na</p><p>fórmula em “soma” e “subtração”. Ou seja, será mais importante a compreensão do</p><p>conteúdo e saber montar os gráficos, do que decorar a devida fórmula.</p><p>q FÓRMULA:</p><p>Ø Zn: taxa spot anualizado do período total</p><p>Ø Z1: é a taxa spot para 1 ano</p><p>Ø f1: é a taxa a termo de um ano</p><p>Ø fn: taxa a termo para n períodos</p><p>Estrutura a Termo da Taxa de Juros</p><p>Fórmula</p><p>(+ + ,-)- = + + ,. × + + ./ ×⋯×(+ + .-)</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>296</p><p>0 (hoje) 1 ano 2 anos 3 anos</p><p>2% 3% 4%</p><p>???</p><p>Taxa spot Taxa Termo 1A Taxa Termo 2A</p><p>Estrutura a Termo da Taxa de Juros</p><p>Exemplo 1</p><p>Se a taxa spot atual de um ano é 2%, a taxa a termo de 1 ano (entre o primeiro e o</p><p>segundo ano) é 3% e a taxa a termo de 2 anos (entre o segundo e o terceiro ano) é de 4%,</p><p>qual a taxa spot de 3 anos?</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>297</p><p>Estrutura a Termo da Taxa de Juros</p><p>Exemplo 1: Resposta</p><p>Para encontrarmos a TAXA SPOT 0-3, vamos encontrar o retorno total e depois anualizar:</p><p>0 (hoje)</p><p>1 ano 2 anos</p><p>3 anos</p><p>2% 3% 4%</p><p>Taxa spot Taxa Termo 1A Taxa Termo 2A</p><p>9,26% TOTAL 2,997% a.a=</p><p>(1) RETORNO TOTAL DO PERÍODO DE 0 A 3:</p><p>§100 [ENTER]</p><p>§ 2 [%] [+]</p><p>§ 3 [%] [+]</p><p>§ 4 [%] [+]</p><p>§ 100 [-]</p><p>R: 9,26%</p><p>(2) TAXA SPOT 0-3:</p><p>§ 9,26 [i]</p><p>§ 3 [n]</p><p>§ 1</p><p>§ [R/S]</p><p>R: 2,997% ao ano</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>298</p><p>0 (hoje) 1 ano 2 anos 3 anos</p><p>??? 3% 4%</p><p>9,26% ao período</p><p>de 3 anos</p><p>Taxa spot Taxa Termo 1A Taxa Termo 2A</p><p>Estrutura a Termo da Taxa de Juros</p><p>Exemplo 2</p><p>Sabendo que uma LTN com prazo de 3 anos rende 9,26% no período, a taxa a termo de 1</p><p>ano é de 3% (entre o primeiro e o segundo ano) e a taxa termo de 2 é 4% anos (entre o</p><p>segundo e o terceiro ano), qual a taxa spot de 1 ano?</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>299</p><p>Estrutura a Termo da Taxa de Juros</p><p>Parte que deve ser subtraída</p><p>HP 12C: Parte que deve ser subtraída:</p><p>Ø 100 [ENTER]</p><p>Ø 3 [%] [+]</p><p>Ø 4 [%] [+]</p><p>Ø 100 [-]</p><p>Ø Resposta: 7,12%</p><p>HP 12C: Taxa Spot desejada</p><p>Ø 109,26 [FV]</p><p>Ø 107,12 [CHS] [PV]</p><p>Ø 1 [n]</p><p>Ø clicar em i</p><p>Ø Resposta final: 2% a.a</p><p>1 2</p><p>Exemplo 2: Cálculo HP12C</p><p>Como percebemos, (1) a taxa total de um período é o somatório das taxas</p><p>intermediárias, e (2) um “pedaço” dessa taxa é a taxa total subtraída das taxas que não</p><p>queremos, lembrando que em juros compostos, “subtração” significa “divisão”.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>300</p><p>O desconto comercial simples, também chamado de desconto bancário ou por fora, é a</p><p>modalidade de desconto mais utilizada pelas instituições financeiras. O desconto se</p><p>baseia nos juros simples, produzidos pelo valor nominal do título (valor de resgate final).</p><p>Desta forma, representamos o Desconto (D) da seguinte maneira:</p><p>Para saber o valor que o cliente está antecipando, basta agora subtrair o “Desconto” do</p><p>valor nominal (valor futuro):</p><p>Valor Presente = (Valor Nominal) ‒ Desconto</p><p>Desconto = (Valor Nominal) × (Taxa de juros) × (Prazo)</p><p>Conceito</p><p>Desconto Bancário e Comercial (ou por fora)</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>301</p><p>R$</p><p>PV = Valor Atual</p><p>FV = Preço Futuro,</p><p>Valor de Nominal</p><p>D = Desconto</p><p>n</p><p>(período de antecipação)</p><p>P</p><p>tempo</p><p>Desconto Bancário e Comercial (ou por fora)</p><p>Gráfico</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>302</p><p>Exemplo</p><p>Um cheque de R$ 3.000,00 é descontado por fora, 6 meses antes do seu vencimento, a</p><p>uma taxa de 2% ao mês. Considerando o regime de capitalização de juros simples, qual o</p><p>valor do desconto e o valor atual do título?</p><p>q RESPOSTA:</p><p>Ø Primeiramente, devemos calcular o desconto</p><p>o Desconto = (Valor Nominal) × (Taxa de juros) × (Prazo)</p><p>o Desconto = (R$ 3.000,00) × (2% ao mês) × (6 meses)</p><p>o Desconto = R$ 360,00</p><p>Ø A partir do desconto, subtraímos este resultado do valor nominal</p><p>o Valor Presente = (Valor nominal) – (Desconto)</p><p>o Valor Presente = 3.000,00 – R$ 360,00</p><p>o Valor Presente = R$ 2.640,00</p><p>Desconto Bancário e Comercial (ou por fora)</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>303</p><p>Série de Pagamentos (PMT)</p><p>Conceito</p><p>Séries de pagamentos, também chamadas de renda certa ou ANUIDADE, são nomes</p><p>dados à sequência de pagamentos, que tem por objetivo a quitação de empréstimos</p><p>(amortização) de forma parcelada, ou a formação de um montante (capitalização) para</p><p>utilização futura. Elas podem ser:</p><p>Ø Finitas: no caso de existir uma última prestação;</p><p>Ø Infinitas (Perpetuidade): quando NÃO existir uma última prestação.</p><p>Em relação ao vencimento de seus termos, possuímos também dois casos:</p><p>Ø ANTECIPADAS: quando os termos posicionam-se no INÍCIO de cada período. Para</p><p>utilizarmos os cálculos desta forma, devemos clicar nas teclas [g][7], o que fará surgir</p><p>no visor da HP-12C a sigla “BEG” de begin (início);</p><p>Ø POSTECIPADAS: quando os termos posicionam-se no FINAL de cada período. Para</p><p>utilizarmos os cálculos desta forma, devemos clicar nas teclas [g][8]. Importante</p><p>notar que não surgirá nenhuma informação no visor, ou seja, se não estiver</p><p>mostrando no visor a palavra “BEG”, significa que os cálculos estarão sendo feitos de</p><p>forma postecipada.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>304</p><p>Perpetuidade do Valor Presente</p><p>01("#$) =</p><p>023</p><p>4</p><p>Conceito</p><p>O termo perpetuidade (ou série infinita) sugere fluxos de duração infinita sem limite, ou</p><p>seja, seria a “utilização dos juros gerados da aplicação financeira (imóvel, ação, cdb, ...)”.</p><p>Como os juros gerados de uma aplicação é: PMT = PV × i, para encontrarmos a</p><p>perpetuidade de um valor presente, precisamos reorganizar a fórmula do juros, ou seja:</p><p>q EXEMPLO: Qual valor Rafael precisa investir para ter uma renda perpétua de</p><p>R$ 5.000,00 por mês, sabendo que a taxa de investimento é de 0,5% a.m?</p><p>Ø Fórmula: PVPER = 5.000 /0,005 = R$ 1.000.000,00</p><p>Ø Calculando pela HP-12C:</p><p>§ 0,5 [ENTER] → inserir taxa em %</p><p>§ 5.000 → inserir renda TOTAL deseja</p><p>§ [%T] → tecla para calcular renda perpétua</p><p>§ Resposta: R$ 1.000.000,00</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>305</p><p>Financiamento</p><p>Prestação = Juros + Amortização</p><p>Conceito</p><p>Em um financiamento ou empréstimo para aquisição de um bem, é esperada a devolução</p><p>do capital acrescido de juros.</p><p>As maneiras mais comuns de pagamentos de uma dívida são os sistemas de amortização,</p><p>que se distinguem pela maneira de pagamento das prestações (constantes, variáveis ou</p><p>únicas):</p><p>Ø Tabela Price, também chamado de sistema francês;</p><p>Ø Tabela SAC (Sistema de Amortização Constante); e</p><p>Ø Tabela SAA (Sistema de Amortização Americano).</p><p>As prestações (P) são sempre compostas de: juros (J) e amortização (A)</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>306</p><p>Tabela Price</p><p>Período Prestação</p><p>(J + A)</p><p>Juros</p><p>(J)</p><p>Amortização</p><p>(A)</p><p>Saldo</p><p>Devedor</p><p>0 5.000</p><p>1 1.154,87 250,00 904,87 4.095,13</p><p>2 1.154,87 204,76 950,11 3.145,02</p><p>3 1.154,87 157,25 997,62 2.147,40</p><p>4 1.154,87 107,37 1.047,50 1.099,90</p><p>5 1.154,87</p><p>55,00 1.099,87 0</p><p>q Cálculo:</p><p>Ø PV = + 5.000</p><p>Ø n = 5</p><p>Ø i = 5%</p><p>Ø FV = 0 (dívida)</p><p>Ø PMT = ? = - R$ 1.154,87</p><p>Conceito</p><p>No sistema pela tabela Price, o empréstimo será pago em prestações iguais e, com isso, o</p><p>cálculo para descobrir o valor da parcela, será através da tecla “PMT” da HP-12C.</p><p>Comparando com o sistema SAC, as prestações iniciais serão menores, fazendo com que</p><p>gera uma possibilidade maior de alavancagem ao cliente.</p><p>q EXEMPLO: Empréstimo de R$ 5.000,00, a um juros de 5% ao ano, com pagamento</p><p>anual através da tabela Price.</p><p>q OBS: o FV final de toda</p><p>dívida é zero.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>307</p><p>Período Prestação</p><p>(J + A)</p><p>Juros</p><p>(J)</p><p>Amortização</p><p>(A)</p><p>Saldo</p><p>Devedor</p><p>0 5.000</p><p>1 1.154,87 250,00 904,87 4.095,13</p><p>2 1.154,87 204,76 950,11 3.145,02</p><p>3 1.154,87 157,25 997,62 2.147,40</p><p>4 1.154,87 107,37 1.047,50 1.099,90</p><p>5 1.154,87 55,00 1.099,87 0</p><p>Tabela Price</p><p>q Cálculo:</p><p>Ø PV = + 5.000</p><p>Ø n = 2</p><p>Ø i = 5%</p><p>Ø PMT = - 1.154,87</p><p>Ø FV2 = ? = - R$ 3.145,02</p><p>Ø J = FV2 x 5%</p><p>Ø Resposta: 157,25</p><p>Exemplo: Juros</p><p>Como já sabemos o valor da prestação, podemos calcular qual o valor de juros cobrado</p><p>em cada parcela. Para isso, precisamos sempre calcular o saldo devedor anterior a parcela</p><p>que desejamos descobrir. Por exemplo, se desejarmos saber o juros da parcela 3 (três),</p><p>precisamos encontrar o saldo devedor após o pagamento de 2 (duas) prestações. Com</p><p>este valor, basta aplicarmos a taxa de juros sobre este valor, vide demonstração abaixo.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>308</p><p>Tabela Price</p><p>Período Prestação</p><p>(J + A)</p><p>Juros</p><p>(J)</p><p>Amortização</p><p>(A)</p><p>Saldo</p><p>Devedor</p><p>0 5.000</p><p>1 1.154,87 250,00 904,87 4.095,13</p><p>2 1.154,87 204,76 950,11 3.145,02</p><p>3 1.154,87 157,25 997,62 2.147,40</p><p>4 1.154,87 107,37 1.047,50 1.099,90</p><p>5 1.154,87 55,00 1.099,87 0</p><p>q Cálculo:</p><p>Ø P(3) = 1.154,87</p><p>Ø J(3) = 157,25</p><p>Ø A(3) = ?</p><p>Ø A = 1.154,87 – 157,25</p><p>Ø A = 997,62</p><p>Exemplo: Amortização</p><p>Sabendo o valor da prestação e o valor do juros da parcela (demonstrado anteriormente),</p><p>podemos descobrir agora o valor da amortização de cada parcela, pois a amortização será</p><p>a diferença entre o valor da prestação e o juros cobrado daquela parcela, conforme</p><p>fórmula abaixo:</p><p>Ø Amortização = (Prestação) ‒ (Juros)</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>309</p><p>Tabela Price</p><p>Exemplo: Repactuação do Saldo Devedor</p><p>Uma pergunta cotidiana de clientes é: “caso eu deseja pagar um valor maior durante o</p><p>pagamento da minha dívida, o que irá ocorrer? Irei manter o prazo e pagar menos em</p><p>cada prestação, ou irei diminuir o prazo e manter a prestação? Qual é a melhor escolha”?</p><p>Primeiramente, não há “melhor escolha”, devemos analisar as condições e explicar as</p><p>diferenças ao cliente. Mas, para isso, precisamos compreender essas diferenças. Dentre o</p><p>nosso exemplo, vamos supor uma amortização extraordinária de R$ 1.000,00 em conjunto</p><p>a segunda parcela. Analisando a tabela anterior, se o cliente não tivesse essa amortização</p><p>extraordinária, Saldo Devedor seria de R$ 3.145,02. Com estes R$ 1.000,00, seu novo</p><p>saldo devedor será de R$ 2.145,02 (R$ 3.145,02 menos R$ 1.000,00).</p><p>Para resolvermos esta dúvida do cliente, basta calcularmos tudo de novo, imaginando que</p><p>ele “quitou” a dívida anterior e tomou um novo empréstimo de R$ 2.145,02, simples</p><p>assim, conforme cálculo a seguir.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>310</p><p>Tabela Price</p><p>Exemplo: Repactuação do Saldo Devedor</p><p>q Mantendo o valor da prestação (descobrir qual o novo prazo):</p><p>Ø PV = + 2.145,02 (novo saldo devedor)</p><p>Ø PMT = R$ 1.154,87 [CHS] (manteve o valor da prestação</p><p>Ø FV = 0 (valor da dívida que será quitada no final do prazo)</p><p>Ø i = 5%</p><p>Ø n = ? = 2, a dívida será quitada em mais duas parcelas e não em três.</p><p>q Mantendo o prazo (descobrir qual o novo valor da prestação):</p><p>Ø PV = + 2.145,02</p><p>Ø FV = 0 (valor da dívida que será quitada no final do prazo)</p><p>Ø n = 5 – 2 = 3 (quantidade de parcelas restantes)</p><p>Ø i = 5%</p><p>Ø PMT = ? = ꟷ R$ 787,67, a prestação reduziu de R$ 1.154,87, para R$ 787,67.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>311</p><p>Sistema de Amortização Constante (SAC)</p><p>Conceito</p><p>Neste sistema, o devedor também paga o empréstimo em prestações periódicas,</p><p>englobando juros e amortização. No entanto, a diferença é que agora a AMORTIZAÇÃO É</p><p>CONSTANTE em todos os períodos, fazendo com que as parcelas sejam sempre diferentes</p><p>e sempre decrescentes, já que o saldo devedor diminui ao longo do tempo</p><p>Assim, a amortização será obtida pelo quociente do valor da dívida pelo número de</p><p>períodos em que deve ser quitado o financiamento. Sua fórmula é:</p><p>Este sistema é o que se paga menos juros comparado com os demais sistemas. Não</p><p>confunda “pagar menos juros” com “taxa de juros menor”. Se paga menos juros na SAC,</p><p>pois possui parcelas maiores no seu início, amortizando a dívida mais rapidamente.</p><p>Amortização (A) = Dívida (D)</p><p>Número de Parcelas (n)</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>312</p><p>Sistema de Amortização Constante (SAC)</p><p>Período Prestação</p><p>(J + A)</p><p>Juros</p><p>(J)</p><p>Amortização</p><p>(A)</p><p>Saldo</p><p>Devedor</p><p>0 5.000</p><p>1 1.250 250 1.000 4.000</p><p>2 1.200 200 1.000 3.000</p><p>3 1.150 150 1.000 2.000</p><p>4 1.100 100 1.000 1.000</p><p>5 1.050 50 1.000 0</p><p>q CÁLCULO:</p><p>Ø D = 5.000</p><p>Ø n = 5</p><p>Ø A = D / n = 1.000</p><p>Exemplo</p><p>No sistema pela tabela SAC, o cálculo para descobrir o valor da parcela, deverá ser feito</p><p>em duas etapas. A primeira é descobrir o valor da amortização, e para isso, basta pensar</p><p>“qual o valor das prestações caso não houvesse juros?”. Após encontrar a Amortização,</p><p>necessitamos calcular o juros de cada prestação e somar a Amortização.</p><p>q EXEMPLO: Empréstimo de R$ 5.000,00, a um juros de 5% ao ano, com pagamento</p><p>anual através da tabela SAC.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>313</p><p>Sistema de Amortização Constante (SAC)</p><p>Exemplo: Saldo Devedor</p><p>Como já sabemos o valor da amortização, podemos calcular qual o valor do saldo devedor</p><p>de qualquer período. Para isso, basta multiplicarmos número de parcelas pagas pelo</p><p>cliente e descontar do valor da dívida. Perceba que não importa o valor do juros para esta</p><p>análise, pois em toda prestação, ele sempre paga todo o juros devido. Por exemplo, se</p><p>desejarmos saber o saldo devedor após 2 (duas) prestações, basta multiplicarmos a</p><p>amortização por 2 e diminuir da dívida inicial.</p><p>Período Prestação</p><p>(J + A)</p><p>Juros</p><p>(J)</p><p>Amortização</p><p>(A)</p><p>Saldo</p><p>Devedor</p><p>0 5.000</p><p>1 1.250 250 1.000 4.000</p><p>2 1.200 200 1.000 3.000</p><p>3 1.150 150 1.000 2.000</p><p>4 1.100 100 1.000 1.000</p><p>5 1.050 50 1.000 0</p><p>q CÁLCULO:</p><p>Ø Dívida Inicial = 5.000</p><p>Ø Amortizações Pagas: 2</p><p>Ø Valor amortizado:</p><p>2 x R$ 1.000 = 2.000</p><p>Ø Saldo Devedor:</p><p>5.000 – 2.000 = 3.000</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>314</p><p>Sistema de Amortização Constante (SAC)</p><p>Exemplo: Juros</p><p>Como já sabemos o valor do saldo devedor, podemos calcular qual o valor de juros</p><p>cobrado em cada parcela, lembrando que precisamos sempre calcular o saldo devedor</p><p>anterior a parcela que desejamos descobrir. Por exemplo, se desejarmos saber o juros da</p><p>parcela 3 (três), precisamos encontrar o saldo devedor após o pagamento de 2 (duas)</p><p>prestações. Com este valor, basta aplicarmos a taxa de juros sobre este valor, vide</p><p>demonstração abaixo.</p><p>Período Prestação</p><p>(J + A)</p><p>Juros</p><p>(J)</p><p>Amortização</p><p>(A)</p><p>Saldo</p><p>Devedor</p><p>0 5.000</p><p>1 1.250 250 1.000 4.000</p><p>2 1.200 200 1.000 3.000</p><p>3 1.150 150 1.000 2.000</p><p>4 1.100 100 1.000 1.000</p><p>5 1.050 50 1.000 0</p><p>q Cálculo:</p><p>Ø Dívida Inicial = 5.000</p><p>Ø Amortizações Pagas:</p><p>2 x 1.000 = 2.000</p><p>Ø Saldo Devedor (FV2):</p><p>5.000 – 2.000 = 3.000</p><p>Ø Juros = FV2 × 5%</p><p>Ø Juros = 3.000 × 5%</p><p>Ø Juros = R$ 150,00</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>315</p><p>Sistema de Amortização Constante (SAC)</p><p>Exemplo: Repactuação do Saldo Devedor</p><p>Da mesma forma que trouxemos o problema do cliente em querer realizar uma</p><p>amortização extraordinária durante um financiamento através da tabela Price, esta dúvida</p><p>também pode ocorrer pelo financiamento pela tabela SAC.</p><p>Nosso exemplo anterior, supomos que houve uma amortização extraordinária durante a</p><p>segunda parcela no valor de R$ 1.000,00. Com isso, utilizaremos o mesmo exemplo.</p><p>Assim, analisando a tabela anterior, se o cliente não tivesse essa amortização</p><p>extraordinária,</p><p>Saldo Devedor seria de R$ 3.000,00. Com estes R$ 1.000,00, seu novo</p><p>saldo devedor será de R$ 2.000,00 (R$ 3.000,00 menos R$ 1.000,00).</p><p>Para resolvermos esta dúvida do cliente, basta calcularmos tudo de novo, imaginando que</p><p>ele “quitou” a dívida anterior e tomou um novo empréstimo de R$ 2.000,00, simples</p><p>assim, conforme cálculo a seguir.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>316</p><p>Sistema de Amortização Constante (SAC)</p><p>Exemplo: Repactuação do Saldo Devedor</p><p>q Mantendo o valor da prestação (descobrir qual o novo prazo):</p><p>Ø Amortização = Dívida / número de parcelas</p><p>Ø Dívida = R$ 2.00,00</p><p>Ø Amortização = R$ 1.000,00</p><p>Ø n = ? = R$ 2.000,00 / R$ 1.000,00 = 2, a dívida será quitada em mais duas parcelas</p><p>e não em três.</p><p>q Mantendo o prazo (descobrir qual o novo valor da amortização):</p><p>Ø Amortização = Dívida / número de parcelas</p><p>Ø Dívida = R$ 2.000,00</p><p>Ø n = 3</p><p>Ø Amortização = ? = R$ 2.000,00 / 3 = R$ 666,67, a amortização reduziu de</p><p>R$ 2.000,00, para R$ 666,67</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>317</p><p>PERÍODO PRESTAÇÃO JUROS AMORTIZAÇÃO SALDO DEVEDOR</p><p>0 5.000</p><p>1 250 250 0 5.000</p><p>2 250 250 0 5.000</p><p>3 250 250 0 5.000</p><p>4 250 250 0 5.000</p><p>5 5.250 250 5.000 0</p><p>Sistema de Amortização Americano (SAA)</p><p>Conceito</p><p>No Sistema de Amortização Americano (SAA), a amortização da dívida ocorre apenas no</p><p>final. Já os juros da operação, são pagos periodicamente. Em alguns casos, quando</p><p>descrito em contrato, os juros podem ser capitalizados e todo o valor ser quitado no final,</p><p>como ocorre em um CDB (no mercado financeiro, quando toda a dívida é quitada no final,</p><p>chamamos de Bullet ou Ballon).</p><p>q EXEMPLO: Empréstimo de R$ 5.000,00, a um juros de 5% ao ano, com pagamento</p><p>anual através do sistema SAA.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>318</p><p>n PMT J A FV</p><p>0 5.000</p><p>1 1.154 250 904 4.095</p><p>2 1.154 204 950 3.145</p><p>3 1.154 157 997 2.147</p><p>4 1.154 107 1.047 1.099</p><p>5 1.154 55 1.099 0</p><p>n PMT J A FV</p><p>0 5.000</p><p>1 1.250 250 1.000 4.000</p><p>2 1.200 200 1.000 3.000</p><p>3 1.150 150 1.000 2.000</p><p>4 1.100 100 1.000 1.000</p><p>5 1.050 50 1.000 0</p><p>n PMT J A FV</p><p>0 5.000</p><p>1 250 250 0 5.000</p><p>2 250 250 0 5.000</p><p>3 250 250 0 5.000</p><p>4 250 250 0 5.000</p><p>5 5.250 250 5.000 0</p><p>TABELA PRICE TABELA SAC TABELA SAA</p><p>Financiamentos: Sistemas de Amortização</p><p>Resumo: SAC x Price x SAA</p><p>O sistema americano (SAA) é o mais custoso (maior pagamento de juros), já que o saldo</p><p>devedor não é reduzido ao longo do tempo, somente na última prestação. Em relação</p><p>entre a SAC e a PRICE, pelo motivo da amortização ser maior no início pela SAC, a mesma</p><p>implica um menor pagamento de juros. Porém, trazendo a valor presente os fluxos de</p><p>caixa de ambas, as tabelas acabando sendo EQUIVALENTES.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>319</p><p>Matemática Financeira</p><p>Lembretes</p><p>Os Principais lembretes para você fazer os cálculos são:</p><p>Ø Nunca se esqueça de zerar a calculadora, pois pode haver dados guardados que</p><p>influenciarão seu cálculo, levando a respostas equivocadas na prova!</p><p>Ø Taxa de juros(i), períodos (n) e parcelas (PMT) devem estar sempre na mesma</p><p>base (mês com mês, ano com ano, etc), sendo que quando:</p><p>§ Houver PMT, o prazo “n” e a taxa “i” devem ficar na SEMPRE na base do PMT;</p><p>§ Não houver PMT, você pode escolher qual deve transformar. Porém, é mais fácil</p><p>converter a base do prazo (n) para a mesma base da taxa (ou seja, se a taxa está</p><p>em ano e o prazo em mês, é mais fácil converter tudo para ano);</p><p>Ø Convenção de sinais:</p><p>§ Entrada de caixa: sinal positivo</p><p>§ Saída de caixa: sinal negativo (CHS)</p><p>Ø Preste muita atenção no enunciado da questão para não passar desapercebido</p><p>quando indicarem que o fluxo é antecipado (ativar o modo BEGIN – “g7”)</p><p>Ø Sempre deixe a calculadora no modo END (“g8”), pois raramente teremos duas</p><p>questões em sequência que sejam de fluxo antecipado;</p><p>Ø E por último, FAÇA SEMPRE O FLUXO DE CAIXA!</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>320</p><p>320</p><p>4.5 Análise de Investimentos</p><p>320</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>321</p><p>Método de Análise de Investimentos</p><p>Conceito</p><p>A Análise de Investimentos busca identificar qual a melhor alocação para os recursos</p><p>financeiro entre as diversas alternativas existentes . Podemos afirmar que essa análise é</p><p>de suma importância ao se considerar a realização de um investimento, pois as</p><p>ferramentas utilizadas conseguem mensurar de forma clara, investimentos com prazos,</p><p>taxas e fluxos de pagamentos distintos, sendo uma ótima ferramenta de apoio a decisão</p><p>do investidor.</p><p>Os métodos de análise de investimentos são:</p><p>Ø Valor Presente Líquido (VPL);</p><p>Ø Taxa Interna de Retorno (TIR);</p><p>Ø Taxa Interna de Retorno Modificada (TIRM);</p><p>Ø Payback Simples;</p><p>Ø Payback Descontado.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>322</p><p>Custo de Oportunidade e TMA</p><p>Conceito</p><p>q TAXA MÍNIMA DE ATRATIVIDADE (TMA): representa o mínimo que um investidor se</p><p>propõe a ganhar quando faz um investimento, ou o máximo que um tomador de dinheiro</p><p>se propõe a pagar quando faz um financiamento. Em relação investimentos, ela deve ser</p><p>maior que o Custo de Oportunidade, senão, o investidor racional não tem motivos para</p><p>realizar. No Brasil, utilizamos muitas vezes a Taxa Selic como a TMA, já que ela é o</p><p>investimento de menor risco do país.</p><p>q CUSTO DE OPORTUNIDADE: é a opção que foi renunciada, entre as opções que</p><p>poderiam ter sido feitas. Ela não representa necessariamente uma taxa, mas sim o que foi</p><p>deixado de lado para ser realizada outra tarefa. No mundo dos investimentos,</p><p>normalmente dizemos que é uma taxa de retorno, vide que sempre que um investidor</p><p>realizado uma aplicação financeira, ele também está renunciando outras aplicações ou</p><p>projetos. Importante notar que o custo de oportunidade é diferente para cada ser</p><p>humano, vide que as pessoas não possuem as mesmas oportunidades.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>323</p><p>O VPL (Valor Presente Líquido), em inglês Net Present Value (NPV) é o principal método</p><p>de análise de investimentos. Ele consiste em trazer para a data zero todos os fluxos de</p><p>caixa de um investimento e somá-los ao valor do investimento inicial, usando como taxa</p><p>de desconto a TMA (Taxa Mínima de Atratividade) do investidor. Caso o cálculo do VPL</p><p>seja negativo, isto significa que o projeto não é financeiramente viável (o retorno é pior</p><p>que a TMA).</p><p>O termo FC0 representa o fluxo de caixa do período zero (investimento inicial).</p><p>Normalmente este termo entrará com sinal negativo na equação do VPL.</p><p>q OBS: Quando estamos analisando dois projetos, escolheremos sempre aquele que</p><p>possui o maior VPL.</p><p>VPL – Valor Presente Líquido</p><p>Conceito</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>324</p><p>-R$ 50.000</p><p>R$ 10.000</p><p>0</p><p>Ano 1</p><p>R$ 20.000</p><p>Ano 2</p><p>R$ 30.000</p><p>Ano 3</p><p>R$ 40.000</p><p>Ano 4</p><p>VPL – Valor Presente Líquido</p><p>Exemplo</p><p>q EXEMPLO: Um investidor aplica R$ 50.000 em um projeto que prevê fluxos de caixa</p><p>anuais positivos de: R$ 10.000,00 no primeiro ano; R$ 20.000,00 no segundo ano;</p><p>R$ 30.000,00 no terceiro ano; e R$ 40.000,00 no quarto ano. Sabendo que o Taxa</p><p>Mínima de Atratividade do investidor é a Taxa Selic, que está em 10% ao ano, qual o VPL</p><p>deste projeto?</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>325</p><p>FLUXO TECLA MOTIVO RESULTADO</p><p>50.000 CHS CF0: [g][PV] Fluxo de Caixa ZERO,</p><p>ou seja, Valor Presente</p><p>10.000 CFj: [g][PMT] Recebimento do Ano 1</p><p>20.000 CFj: [g][PMT] Recebimento do Ano 2</p><p>30.000 CFj: [g][PMT] Recebimento do Ano 3</p><p>40.000 CFj: [g][PMT] Recebimento do Ano 4</p><p>10 [i] Taxa TMA</p><p>VPL NPV: [f][PV] Valor Presente</p><p>Líquido R$ 25.479,82</p><p>VPL – Valor Presente Líquido</p><p>Solução do Exemplo</p><p>Para calcularmos o VPL, precisamos utilizar a função [g] das teclas [PV], [PMT], [FV] para</p><p>inserir dados e a função [f], para a resposta dos dados inseridos. Como o VPL é uma</p><p>comparação com outro projeto, além das informações dos fluxos, precisamos inserir a</p><p>TMA na taxa [i] também.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>326</p><p>TIR – Taxa Interna de Retorno</p><p>Conceito</p><p>A Taxa Interna de Retorno (TIR), em do inglês Internal Rate of Return (IRR), é a taxa de</p><p>desconto que faz com que o Valor Presente Líquido (VPL) de um projeto seja igual a zero,</p><p>ou seja, é o retorno do investimento.</p><p>Assim sendo, se utilizarmos a metodologia da TIR</p><p>para analisarmos dois projetos, escolheremos aquele que possui a maior Taxa Interna de</p><p>Retorno. Importante ressaltar que, se estivermos analisando fluxos anuais, a TIR será</p><p>anual (sua periodicidade é a mesma dos fluxos analisados), se estivermos analisando</p><p>fluxos mensais, ela será uma taxa mensal.</p><p>Este estudo considera que os fluxos de caixa do projeto são reinvestidos pela própria TIR,</p><p>o que acaba sendo um grande problema, pois dificilmente ocorrerá na prática.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>327</p><p>TIR – Taxa Interna de Retorno</p><p>Exemplo</p><p>q EXEMPLO: Um investidor aplica R$ 50.000 em um projeto que prevê fluxos de caixa</p><p>anuais positivos de: R$ 10.000,00 no primeiro ano; R$ 20.000,00 no segundo ano;</p><p>R$ 30.000,00 no terceiro ano; e R$ 40.000,00 no quarto ano. Qual o retorno do</p><p>investimento?</p><p>-R$ 50.000</p><p>R$ 10.000</p><p>0</p><p>Ano 1</p><p>R$ 20.000</p><p>Ano 2</p><p>R$ 30.000</p><p>Ano 3</p><p>R$ 40.000</p><p>Ano 4</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>328</p><p>FLUXO TECLA MOTIVO RESULTADO</p><p>50.000 CHS CF0: [g][PV] Fluxo de Caixa ZERO,</p><p>ou seja, Valor Presente</p><p>10.000 CFj: [g][PMT] Recebimento do Ano 1</p><p>20.000 CFj: [g][PMT] Recebimento do Ano 2</p><p>30.000 CFj: [g][PMT] Recebimento do Ano 3</p><p>40.000 CFj: [g][PMT] Recebimento do Ano 4</p><p>TIR IRR: [f][FV] Retorno do</p><p>Investimento 27,27% a.a</p><p>TIR – Taxa Interna de Retorno</p><p>Solução do Exemplo</p><p>Como os fluxos de caixa são distintos, necessitamos calcular inserindo fluxo por fluxo na</p><p>HP-12C. Desta forma, utilizaremos a função [g] das teclas [PV], [PMT], [FV] para inserir</p><p>dados e a função [f], para a resposta dos dados inseridos.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>329</p><p>Conceito</p><p>Graficamente, a Relação VPL x TMA para esse exemplo pode ser expressa da seguinte</p><p>forma:</p><p>(R$10.000,00)</p><p>R$0,00</p><p>R$10.000,00</p><p>R$20.000,00</p><p>R$30.000,00</p><p>R$40.000,00</p><p>R$50.000,00</p><p>0% 5% 10% 15% 20% 25% 27% 30% 35%</p><p>Aceitar o projeto</p><p>TIR</p><p>Rejeitar o projeto</p><p>Relação VPL x TMA</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>330</p><p>Problemas com o enfoque da TIR</p><p>Conceito</p><p>Até agora vimos que, se a Taxa Interna de Retorno (TIR) for superior à Taxa Mínima de</p><p>Atratividade (TMA), o Valor Presente Líquido (VPL) será positivo e ambas medidas</p><p>fornecem o mesmo resultado, que devemos aceitar o projeto. No entanto, a TIR apresenta</p><p>alguns problemas conceituais, que são:</p><p>Ø PROBLEMA 1: A TIR assume que os fluxos de caixa intermediários serão</p><p>reinvestidos à própria taxa de retorno e na vida real, quando recebemos os fluxos de</p><p>caixa do projeto, precisamos reinvesti-los. No entanto, não temos como saber de</p><p>antemão a que taxa conseguiremos reinvestir. Desta forma, surgiu uma solução para</p><p>contornar esse problema, que foi o cálculo da TIR Modificada, que veremos a seguir.</p><p>Ø PROBLEMA 2: O fluxo “normal” nos investimentos é termos uma saída de caixa</p><p>inicial e várias entradas posteriores, como por exemplo, nos pagamentos de cupons</p><p>dos títulos públicos. Quando isso ocorre, o cálculo da TIR nos leva a uma única</p><p>resposta. No entanto, se houver mudanças nas direções dos fluxos de caixa, poderá</p><p>haver mais de uma resposta para a TIR. Nesse caso, o VPL será a medida mais</p><p>correta, como veremos mais à frente.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>331</p><p>TIRM – Taxa Interna de Retorno Modificada</p><p>Conceito</p><p>A Taxa Interna de Retorno Modificada (TIRM) é um método de análise de projetos de</p><p>investimentos que consiste em trazer os fluxos de caixa negativos para valor presente e</p><p>levar os fluxos de caixa positivos para valor futuro, gerando desta forma um novo fluxo</p><p>de caixa convencional e eliminando assim o problema do reinvestimento sempre na</p><p>mesma taxa, no qual é apresentado no modelo da TIR tradicional.</p><p>No entanto, a TIR Modificada continua tendo os seguintes problemas:</p><p>Ø Mesmo aplicando em taxas diferentes, jamais saberemos exatamente qual será a</p><p>taxa futura de captação de recursos e/ou de reinvestimento.</p><p>Ø Quando o fluxo não for tradicional (somente uma mudança de sinal no fluxo de</p><p>caixa), poderemos ter mais de uma taxa de retorno, devendo assim, ser utilizado o</p><p>modelo VPL.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>332</p><p>-R$ 50.000</p><p>R$ 20.000</p><p>0</p><p>Ano 1</p><p>R$ 20.000</p><p>Ano 2</p><p>R$ 20.000</p><p>Ano 3</p><p>R$ 20.000</p><p>Ano 4</p><p>Fluxo 1 renderá</p><p>10% por mais 3 anos</p><p>(até o ano 4)</p><p>Fluxo 2 renderá</p><p>10% por mais 2 anos</p><p>(até o ano 4)</p><p>Fluxo 3 renderá</p><p>10% por mais 1 anos</p><p>(até o ano 4)</p><p>Encerramento</p><p>do projeto</p><p>TIRM – Taxa Interna de Retorno Modificada</p><p>Exemplo</p><p>q EXEMPLO: Um investidor aplica R$ 50.000,00 em um projeto que prevê fluxos de</p><p>caixa anuais positivos de R$ 20.000 pelos próximos 4 anos, sem valor residual. Se o</p><p>investidor consegue reinvestir esses fluxos à taxa de 10% ao ano, qual a taxa de retorno</p><p>do projeto?</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>333</p><p>-R$ 50.000</p><p>R$ 20.000</p><p>0</p><p>Ano 1</p><p>R$ 20.000</p><p>Ano 2</p><p>R$ 20.000</p><p>Ano 3</p><p>R$ 20.000</p><p>Ano 4</p><p>Fluxo 1 renderá</p><p>10% por mais 3 anos</p><p>(até o ano 4)</p><p>Fluxo 2 renderá</p><p>10% por mais 2 anos</p><p>(até o ano 4)</p><p>Fluxo 3 renderá</p><p>10% por mais 1 ano</p><p>(até o ano 4)</p><p>Encerramento</p><p>do projeto</p><p>TIRM – Taxa Interna de Retorno Modificada</p><p>Solução do Exemplo</p><p>Para resolvermos este problema, primeiro precisamos corrigir todos os fluxos positivos</p><p>para o último ano e soma-los (caso houvesse algum negativo, este deveria ser trazido a</p><p>valor presente e somado ao CF0). Desta forma, ao invés de termos 4 fluxos positivos,</p><p>teremos somente 1 fluxo no último ano.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>334</p><p>TIRM – Taxa Interna de Retorno Modificada</p><p>Solução do Exemplo</p><p>Conforme mencionado, devemos corrigir os R$ 20.000,00 dos anos 1, 2 e 3 até o último</p><p>período, e acrescentar o ano 4, transformando assim tudo em um só valor no último ano.</p><p>Este cálculo possui o mesmo significado que “uma pessoa irá investir durante 4 anos,</p><p>R$ 20.000 a uma taxa de 10%a.a. Qual o valor final que ela terá?”</p><p>q CÁLCULO:</p><p>Ø n = 4 (anos)</p><p>Ø i = 10 (ao ano)</p><p>Ø PV = 0</p><p>Ø PMT = -20.000 [CHS]</p><p>Ø FV = ? = 92.820,00</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>335</p><p>Agora que já calculamos qual o valor corrigido de todos os fluxos, podemos enxergar da</p><p>seguinte forma o problema:</p><p>Por fim, calcularemos o retorno (i) deste investimento, que é o que buscamos:</p><p>Ø PV = 50.000 [CHS]</p><p>Ø PMT = 0</p><p>Ø FV = + 92.820</p><p>Ø n = 4 anos</p><p>Ø i = ? = 16,73% ao ano, esta é a TIR Modificada.</p><p>TIRM – Taxa Interna de Retorno Modificada</p><p>-R$ 50.000</p><p>0</p><p>Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4</p><p>Encerramento</p><p>do projeto</p><p>R$ 92.820</p><p>Exemplo</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>336</p><p>Payback</p><p>Conceito</p><p>O Payback, também chamado de “Payback Simples”, é o período de tempo necessário</p><p>para que as entradas de caixa do projeto se igualem ao valor a ser investido, ou seja, o</p><p>tempo de recuperação do investimento realizado. Diferentemente das análises de VPL e</p><p>da TIR, no qual, entre dois projetos, escolhemos aquele que der o maior resultado, pela</p><p>análise do Payback, devemos escolher aquele que dará o menor número.</p><p>Importante ressaltar que, após o retorno do capital, o Payback ignora todos os fluxos de</p><p>caixa de restante, seguindo a premissa de “depois que recuperar meu capital, o que vier é</p><p>lucro”.</p><p>q CÁLCULO: para descobrirmos o Payback, devemos somar os fluxos de caixa, com seus</p><p>respectivos sinais (entradas, positivo; saídas, negativo) até ele ser zerado. Poderá ocorrer</p><p>que, ao somar um dos fluxos de caixa, o valor ultrapasse o valor investido (tornar a soma</p><p>positiva). Desta forma, devesse utilizar o valor financeiro do último período proporcional</p><p>ao necessário para zerar o fluxo.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>337</p><p>Payback</p><p>-R$ 50.000</p><p>R$ 10.000</p><p>0</p><p>Ano 1</p><p>R$ 20.000</p><p>Ano 2</p><p>R$ 30.000</p><p>Ano 3</p><p>R$ 40.000</p><p>Ano 4</p><p>Ainda faltam</p><p>R$ 40.000 a serem</p><p>recuperados</p><p>Ainda faltam</p><p>R$ 20.000 a serem</p><p>recuperados</p><p>Neste ano foi</p><p>Recuperado o capital</p><p>investido e, ainda por cima,</p><p>ultrapassou R$ 10.000.</p><p>Exemplo</p><p>q EXEMPLO: Um investidor aplica R$ 50.000 em um projeto A que prevê fluxos de caixa</p><p>anuais positivos de: R$ 10.000,00 no primeiro ano; R$ 20.000,00 no segundo ano;</p><p>R$ 30.000,00 no terceiro ano; e R$ 40.000,00 no quarto ano. Qual o Payback do</p><p>investimento?</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>338</p><p>Período 0 1 2 3 4</p><p>Fluxo A (R$) -50.000 +10.000 +20.000 +30.000 +40.000</p><p>Somatório A -50.000 -40.000 -20.000 +10.000</p><p>!"#$"%& = (). )))</p><p>+). ))) = ), -- /01 + ( /013 = (, -- /013</p><p>Payback</p><p>Solução do Exemplo</p><p>A maneira mais fácil de se calcular o Payback é realizar uma tabela e ir somando os fluxos</p><p>de caixa, até zerar a aplicação ou deixar positiva (para posteriormente, fazer a</p><p>proporcionalidade do período):</p><p>Podemos notar que o capital foi recuperado no terceiro ano e, além disso, que “sobrou”</p><p>R$ 10 mil (o conceito de Payback é recuperar o capital investido). Ou seja, o que precisava</p><p>para recuperar o capital investido, não eram os R$ 30 mil do terceiro ano, mas R$ 20 mil</p><p>(devemos olhar para o ano anterior ao fluxo que ficou positivo). Desta forma, fazemos</p><p>uma regra de três com o que faltou do “ano 2” com o valor recebido do ano 3:</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>339</p><p>Payback Modificado (Descontado)</p><p>Conceito</p><p>O “Payback Descontado” vem a consertar um problema primário do “Payback Simples”: o</p><p>valor do dinheiro no tempo. Desta forma, o “Payback Descontado” traz a valor presente,</p><p>todos os fluxos de caixa, para depois aplicar o mesmo conceito do “Payback Simples”, ou</p><p>seja, ele é o período de tempo necessário para recuperar o investimento, avaliando-se os</p><p>fluxos de caixa descontados.</p><p>q CÁLCULO: para descobrirmos o Payback Descontado, devemos primeiramente, trazer</p><p>cada fluxo de caixa a valor presente ([n], [i], [PV], [PMT] e [FV]). Após sabermos isso, o</p><p>cálculo passa a ser o mesmo do “Payback Simples”, ou seja, somar os fluxos de caixa, com</p><p>seus respectivos sinais (entradas, positivo; saídas, negativo) até ele ser zerado. Poderá</p><p>ocorrer que, ao somar um dos fluxos de caixa, o valor ultrapasse o valor investido (tornar</p><p>a soma positiva). Desta forma, devesse utilizar o valor financeiro do último período</p><p>proporcional ao necessário para zerar o fluxo.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>340</p><p>Payback Modificado (Descontado)</p><p>-R$ 50.000</p><p>R$ 10.000</p><p>0</p><p>Ano 1</p><p>R$ 20.000</p><p>Ano 2</p><p>R$ 30.000</p><p>Ano 3</p><p>R$ 40.000</p><p>Ano 4</p><p>O valor presente</p><p>será R$ 9.090,91</p><p>O valor presente</p><p>será R$ 16.528,93</p><p>O valor presente</p><p>será R$ 22.539,44</p><p>O valor presente</p><p>será R$ 27.320,54</p><p>Exemplo</p><p>q EXEMPLO: Um investidor aplica R$ 50.000 em um projeto A que prevê fluxos de caixa</p><p>anuais positivos de: R$ 10.000,00 no primeiro ano; R$ 20.000,00 no segundo ano;</p><p>R$ 30.000,00 no terceiro ano; e R$ 40.000,00 no quarto ano. Sabendo que a TMA está</p><p>10% ao ano, qual o Payback Descontado do investimento?</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>341</p><p>Ø FV1 = 10.000</p><p>Ø PMT = 0</p><p>Ø n = 1</p><p>Ø i = 10</p><p>Ø PV =? = 9.090,91</p><p>Ø FV2 = 20.000</p><p>Ø PMT = 0</p><p>Ø n = 2</p><p>Ø i = 10</p><p>Ø PV =? = 16.528,93</p><p>Ø FV3 = 30.000</p><p>Ø PMT = 0</p><p>Ø n = 3</p><p>Ø i = 10</p><p>Ø PV =? = 22.529,44</p><p>Ø FV4 = 40.000</p><p>Ø PMT = 0</p><p>Ø n = 4</p><p>Ø i = 10</p><p>Ø PV =? = 27.320,54</p><p>PV do Fluxo 1 PV do Fluxo 2 PV do Fluxo 3 PV do Fluxo 4</p><p>-R$ 50.000</p><p>R$ 9.090,91</p><p>0</p><p>Ano 1</p><p>R$ 16.528,93</p><p>Ano 2</p><p>R$ 22.529,44</p><p>Ano 3</p><p>R$ 27.320,54</p><p>Ano 4</p><p>Payback Modificado (Descontado)</p><p>Solução do Exemplo</p><p>Primeiramente, devemos trazer para valor presente, cada fluxo de caixa, gerando um novo</p><p>fluxo de caixa:</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>342</p><p>Período 0 1 2 3 4</p><p>Fluxo A (R$) -50.000 +9.090,91 +16.528,93 +22.529,44 +27.320,54</p><p>Somatório A -50.000 -40.909,10 -24.380,20 -1.850,72 +25.469,82</p><p>!"#$"%& 456%789":7 = ;. <=), >(</p><p>(>. +(), =? = ), )> /01 + + /013 = +, )> /013</p><p>Payback Modificado (Descontado)</p><p>Solução do Exemplo</p><p>Agora que temos o novo fluxo, fazemos a mesma tabela para do Payback Simples, mas</p><p>utilizando o valor presente de cada fluxo de caixa:</p><p>Trazendo os fluxos a valor presente a uma taxa de 10% ao ano, o Payback saiu de 2 anos e</p><p>pouco, para mais de 3 anos. Da mesma forma, por ter ficado um saldo positivo, devemos</p><p>fazer uma regra de três com o que faltou do “ano 3” com o valor recebido do ano 4 (ano</p><p>que zerou o fluxo e ficou positivo):</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>343</p><p>EBITDA (LAJIDA)</p><p>Conceito</p><p>O EBITDA (“Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization”) é um</p><p>indicador financeiro bastante utilizado pelas empresas de capital aberto e pelos analistas</p><p>de mercado que representa o lucro operacional de uma companhia. A sua tradução seria</p><p>Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (LAJIDA em português).</p><p>O EBITDA é utilizado para diversas análises, pois consegue demonstrar se a empresa está</p><p>sendo bem gerida e também a sua capacidade de pagamento de dívidas. Com isso,</p><p>podemos utilizar esse conceito de algumas formas:</p><p>Ø Margem EBITDA: este indicador demonstra a eficiência operacional da companhia,</p><p>bastando dividir o lucro operacional (EBITDA) pela receita líquida. Por exemplo, se a</p><p>empresa X tem uma receita de R$ 100 mil e um EBITDA de R$ 40.000,00, temos que:</p><p>R$ 40.000,00 / R$ 100.000,00 = 0,40. Portanto, a margem EBITDA é de 40%.</p><p>Ø Dívida Líquida/EBITDA: este indicador serve para analisar a solvência da empresa,</p><p>demonstrando em quantos anos a dívida líquida seria quitada através da geração.</p><p>Por exemplo, se a empresa Y tem uma Dívida Líquida de R$ 80.000,00 e um EBITDA</p><p>de R$ 40.000,00, temos que: R$ 80.000,00 / R$ 40.000,00 = 2. Portanto, a dívida</p><p>poderia ser paga em 2 anos através da geração de caixa.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>344</p><p>EBITDA (LAJIDA)</p><p>(+) RECEITA OPERACIONAL BRUTA</p><p>(-) Impostos Incidentes sobre Vendas (tais como PIS/COFINS)</p><p>(=) Receita Líquida de Vendas</p><p>(-) Custo dos Produtos Vendidos</p><p>(-) Despesas Operacionais (Vendas, Administrativas, Outras)</p><p>(=) EBITDA (LAJIDA) = LUCRO OPERACIONAL AJUSTADO</p><p>(-) Despesas Financeiras (tais como Juros e JCP)</p><p>(-) Depreciação e Amortização</p><p>(-) Tributos (IRPJ e CSLL)</p><p>(=) RESULTADO LÍQUIDO</p><p>SUBTRAIR</p><p>SOMAR</p><p>Cálculo do EBITDA</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>345</p><p>EBITDA (LAJIDA)</p><p>Exemplo</p><p>A empresa RToro Education S/A obteve no seu último ano fiscal, os seguintes resultados</p><p>financeiros:</p><p>Ø Receita Líquida: R$ 100.000,00</p><p>Ø Despesas com fornecedores: R$ 60.000,00</p><p>Ø Despesas operacionais: R$ 17.000,00</p><p>Ø Despesas financeiras: R$ 4.000,00</p><p>Ø Depreciação: R$ 4.000,00</p><p>Ø Amortização: R$ 2.000,00</p><p>Ø Impostos (IRPJ e CSLL): R$ 7.000,00</p><p>Ø Lucro Líquido: R$ 6.000,00</p><p>Desta forma, qual foi o valor do seu EBITDA?</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>346</p><p>EBITDA (LAJIDA)</p><p>R$ 100.000,00 RECEITA LÍQUIDA</p><p>(-) R$ 60.000,00 Despesas com Fornecedores</p><p>(-) R$ 17.000,00 Despesas Operacionais</p><p>(=) R$ 23.000,00 EBITDA (LAJIDA)</p><p>(+) R$ 4.000,00 Juros (Despesas Financeiras)</p><p>(+) R$ 7.000,00 Impostos (IRPJ e CSLL)</p><p>(+) R$ 4.000,00 Depreciação</p><p>(+) R$ 2.000,00 Amortização</p><p>R$ 6.000,00 LUCRO LÍQUIDO</p><p>SUBTRAI</p><p>SOMA</p><p>LA</p><p>J</p><p>I</p><p>D</p><p>A</p><p>Solução do Exemplo</p><p>O EBITDA, também chamado de LAJIDA, pode ser calculado partindo tanto da sua Receita</p><p>Operacional (descontando seus custos operacionais), quanto do seu Lucro Líquido</p><p>(adicionando a parte não operacional: Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações).</p><p>Desta forma, mostraremos das duas formas para chegarmos na resposta de R$ 23.000,00:</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>347</p><p>CMPC = !"</p><p>!" $ % ×#$ + %</p><p>!" $ % ×#&× ' − )#</p><p>q Onde:</p><p>Ø PL: Patrimônio Líquido</p><p>Ø D: Dívidas</p><p>Ø PL + D = Total de Ativos</p><p>Peso do</p><p>Capital de</p><p>Terceiros</p><p>Peso do</p><p>Capital</p><p>Próprio</p><p>Benefício Fiscal</p><p>Custo do</p><p>Capital de</p><p>Terceiros</p><p>Retorno</p><p>Requerido pelos</p><p>acionistas</p><p>(CAPM)</p><p>CMPC – Custo Médio Ponderado de Capital</p><p>Ø RP: Retorno do Capital Próprio (CAPM das ações)</p><p>Ø RT: Retorno de Terceiros (YTM de debentures)</p><p>Ø IR = Alíquota do imposto de renda</p><p>Conceito</p><p>O CMPC (em inglês WACC – Weighted Average Capital Cost) representa a média do custo</p><p>de capitais próprios e de capitais de terceiros de uma empresa. São esses capitais que</p><p>sustentam a companhia, seja por meio de financiamento (capital de terceiros) ou</p><p>investimentos internos (capital próprio), sendo que cada fonte tem um peso na Estrutura</p><p>de Capital.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>348</p><p>Método de Análise de Investimentos</p><p>Resumo</p><p>q VPL (Valor Presente Líquido):</p><p>Ø VPL maior que zero: o projeto gera mais lucro que</p><p>a risco for menor que a disposição, devemos respeitar a</p><p>capacidade.</p><p>ETAPA 3: Analisar Informações</p><p>CFP - Certified Financial Planner 26</p><p>BAIXA TOLERÂNCIA A RISCO ALTA TOLERÂNCIA A RISCO</p><p>Objetivos de curto prazo Objetivos de longo prazo</p><p>Estar próximo da aposentadoria Ter uma longa jornada para se</p><p>aposentar</p><p>Patrimônio está altamente</p><p>comprometido para gerar renda para</p><p>as despesas</p><p>Patrimônio não comprometido</p><p>para gerar renda para as despesas</p><p>Tem baixa capacidade de poupança Tem alta capacidade de poupança</p><p>Mudanças bruscas no mercado</p><p>financeiro causam ansiedade</p><p>Mudanças bruscas no mercado</p><p>financeiro não causam ansiedade</p><p>API: Tolerância aos Riscos (Exemplos)</p><p>ETAPA 3: Analisar Informações</p><p>CFP - Certified Financial Planner 27</p><p>API: Tipos de Perfis</p><p>Após a realização do API, poderemos ter 3 tipos de Perfis:</p><p>Ø Perfil Conservador (RISCO BAIXO): Objetivo principal é a segurança, com a</p><p>preservação do capital e baixa tolerância a riscos. Desta forma, suas aplicações</p><p>tendem a ter uma rentabilidade menor e, normalmente, ter posições a longo</p><p>prazo. Exemplos: Renda Fixa de bancos AAA, fundo de investimentos</p><p>Referenciados ou Curto Prazo e Títulos Público.</p><p>Ø Perfil Moderado (RISCO MÉDIO): Objetivo principal é ter retornos acima das</p><p>aplicações normais de renda fixa, podendo se expor levemente em riscos de renda</p><p>variável ou de crédito. Exemplos: fundos de renda fixa de médio e longo prazo;</p><p>multimercados; podendo aplicar uma pequena parte em fundos de ações.</p><p>Ø Perfil Arrojado (RISCO ALTO): Tem como objetivo correr maior risco buscando</p><p>máxima rentabilidade para os seus investimentos Desta forma, o investidor possui</p><p>parcela mínima do seu patrimônio para as aplicações mais seguras, investindo em</p><p>aplicações mais arriscadas, se valendo também de investimentos especulativos de</p><p>curto prazo. Exemplos: day-trades; fundos de ações; exposição em derivativos.</p><p>ETAPA 3: Analisar Informações</p><p>CFP - Cer/fied Financial Planner 28</p><p>API: Fatores Determinantes</p><p>Como o PERFIL PODE MUDAR COM O TEMPO, a CVM colocou um prazo máximo de 24</p><p>meses para que seja atualizado o API (veremos a seguir todas as regras). No entanto, as</p><p>instituições podem colocar como regra interna, prazos menores para a sua atualização,</p><p>mas nunca maiores que 24 meses.</p><p>No entanto, é interessante o profissional deixar claro ao cliente que há diversos fatores</p><p>que podem alterar o perfil e que, quando ocorrer qualquer um deles, seja refeito o</p><p>devido documento para que o profissional sempre possa recomendar os produtos e/ou</p><p>serviços adequados ao perfil do cliente.</p><p>Os fatores determinantes para essa mudança são itens que englobam os 3 pilares do API:</p><p>Ø Conhecimento sobre o mercado financeiro e experiência profissional;</p><p>Ø Horizonte ou prazo de investimento;</p><p>Ø Nível de risco que o cliente aceita em suas aplicações;</p><p>Ø Nível e horizonte de renda desejado;</p><p>Ø Nível de despesa familiar;</p><p>Ø Nível de segurança a garantir;</p><p>Ø Mudança no valor patrimonial.</p><p>ETAPA 3: Analisar Informações</p><p>CFP - Certified Financial Planner 29</p><p>API: Prazos de Atualização & Dispensa</p><p>A Resolução CVM 30/2021, diz que o API deverá ser ATUALIZADO NO MÁXIMO 24 MESES</p><p>após a sua realização ou atualização. Além disso, os profissionais devem manter, pelo</p><p>PRAZO MÍNIMO DE 5 (CINCO) anos contados da última recomendação prestada ao</p><p>cliente, ou da última operação realizada pelo cliente, conforme o caso, ou por prazo</p><p>superior por determinação expressa da CVM, em caso de processo administrativo, todos</p><p>os documentos e declarações exigidos por esta Resolução.</p><p>Ficarão DISPENSADOS da obrigatoriedade quando:</p><p>Ø for investidor qualificado, EXCETO quando forem pessoas naturais classificadas</p><p>como investidor qualificado ou profissional, em qualquer situação;</p><p>Ø for pessoa jurídica de direito público;</p><p>Ø o cliente tiver sua carteira de valores mobiliários administrada discricionariamente</p><p>por administrador de carteira de valores mobiliários autorizado pela CVM.</p><p>Ø o cliente já tiver o seu perfil definido por um consultor de valores mobiliários</p><p>autorizado pela CVM e esteja implementando a recomendação por ele fornecida.</p><p>ETAPA 3: Analisar Informações</p><p>CFP - Certified Financial Planner 30</p><p>API: Vedações & Obrigações</p><p>É vedado aos profissionais recomendar produtos ou serviços ao cliente quando:</p><p>Ø (I) o produto ou serviço não seja adequado ao perfil do cliente;</p><p>Ø (II) as informações relativas ao perfil do cliente não estejam atualizadas;</p><p>Ø (III) não sejam obtidas as informações que permitam a identificação do perfil do</p><p>cliente.</p><p>Quando o cliente ordenar a realização de operações nas situações previstas nos itens (I) e</p><p>(II) acima, os profissionais devem, antes da primeira operação com a categoria de valor</p><p>mobiliário:</p><p>Ø Alertar o cliente acerca da ausência ou desatualização de perfil ou da sua</p><p>inadequação, com a indicação das causas da divergência; e</p><p>Ø Obter declaração expressa do cliente de que está ciente da ausência,</p><p>desatualização ou inadequação de perfil.</p><p>❑ OBSERVAÇÃO: As providências exigidas na lei são dispensadas quando o cliente</p><p>estiver, comprovadamente, implementando recomendações fornecidas por consultor de</p><p>valores mobiliários autorizado pela CVM.</p><p>ETAPA 3: Analisar Informações</p><p>CFP - Certified Financial Planner 31</p><p>Existem diversos 5pos de rentabilidades, que são formas de apresentar os retornos dos</p><p>inves5mentos. É importante ter a concepção desses conceitos para não se misturar</p><p>“alhos com bagulhos”, ou seja, devemos sempre comparar com os mesmos 5pos de</p><p>rentabilidade, que são:</p><p>Ø Rentabilidade Observada;</p><p>Ø Rentabilidade Esperada;</p><p>Ø Rentabilidade Absoluta;</p><p>Ø Rentabilidade Relasva;</p><p>Ø Rentabilidade Bruta;</p><p>Ø Rentabilidade Líquida;</p><p>Ø Rentabilidade Real;</p><p>Ø Rentabilidade Nominal.</p><p>Importante ressaltar que os 5pos de rentabilidades poderão aparecer muitas vezes</p><p>juntas, como por exemplo uma rentabilidade observada com retorno rela5vo (um fundo</p><p>rendeu 100% do CDI nos úl5mos 3 anos). Veremos a seguir, as devidas diferenças para</p><p>cada um desses 5pos.</p><p>Tipos de Rentabilidade</p><p>ETAPA 3: Analisar Informações</p><p>CFP - Cer/fied Financial Planner 32</p><p>A RENTABILIDADE OBSERVADA de um investimento está relacionada com o conceito de</p><p>passado, com o seu devido histórico. Ela é muito comum aparecer quando se quer</p><p>demonstrar o retorno de investimento até o exato momento. Por exemplo, “o fundo de</p><p>investimentos XYZ rendeu 2% ao mês, nos últimos 36 meses”. Quando ela é apresentada</p><p>a um investidor através do retorno passado de um vendo, a lei exige que junto seja</p><p>incluído a frase “retornos passados, não são garantias de retornos futuros”.</p><p>Já a RENTABILIDADE ESPERADA condiz com a expectativa futura de um retorno. Seu</p><p>cálculo leva em consideração as possibilidades de cenários futuros ocorreram e os pesos</p><p>dos ativos.</p><p>Rentabilidade Observada x Esperada</p><p>ETAPA 3: Analisar Informações</p><p>Rentabilidade</p><p>Observada</p><p>Rentabilidade</p><p>Esperada</p><p>HojePassado Futuro</p><p>Linha do</p><p>Tempo</p><p>CFP - Cer/fied Financial Planner 33</p><p>A RENTABILIDADE ABSOLUTA de um investimento é o retorno total em percentuais que</p><p>um investidor irá receber. Por exemplo, um CDB rendeu 18% no período de 2 anos e uma</p><p>LTN foi contratada com retorno de 12% ao ano. Nos dois casos, o retorno está sendo</p><p>apresentada em retornos absolutos, ou seja, em taxas na qual o investidor sabe quanto</p><p>ganhou ou quanto irá ganhar.</p><p>Já a RENTABILIDADE RELATIVA de uma aplicação financeira, é quando a demonstração é</p><p>baseada com referência em outro retorno, sendo o caso mais comum, quando</p><p>demonstrada ou contratada através do CDI. Por exemplo, um CDB foi contrato com taxa</p><p>de 100% do CDI. Ou seja, o retorno do investidor dependerá do retorno que o CDI terá no</p><p>período. Esta é uma forma muito boa de se analisar se o retorno de um investimento foi</p><p>melhor ou pior que a sua referência (CDI, Selic, IPCA, Ibovespa, ...).</p><p>Como regra geral, títulos pós-fixados possuem rentabilidades relativas e títulos prefixados</p><p>possuem rentabilidades absolutas.</p><p>Rentabilidade Absoluta x Relativa</p><p>ETAPA 3: Analisar Informações</p><p>CFP - Certified Financial</p><p>a TMA, devemos aceitá-lo;</p><p>Ø VPL menor que zero: o projeto gera menos lucro que a TMA, devemos negá-lo;</p><p>Ø VPL igual a zero: O projeto remunera apenas a TMA, sendo indiferente a escolha.</p><p>q TIR e a TIRM (Taxa Interna de Retorno e Modificada):</p><p>Ø É a taxa que faz com que o VPL seja zero!</p><p>Ø A TIR supõe que os fluxos de caixa serão reinvestido pela própria taxa da TIR. Já a</p><p>TIRM corrige esta falha fazendo com que os fluxos sejam reinvestidos em taxas</p><p>estipuladas pelo próprio investidor.</p><p>q PAYBACK e PAYBACK Descontado:</p><p>Ø O Payback calcula o tempo necessário para recuperar o capital investido, sem</p><p>considerar o valor do dinheiro no tempo. Já o Payback Descontado, traz a valor</p><p>presente todos os fluxos de caixa, considerando o valor do dinheiro no tempo.</p><p>q WACC (Custo Médio Ponderado de Capital):</p><p>Ø O Custo do Capital Próprio (RP) pode ser mensurado por CAPM;</p><p>Ø O Custo do Capital de Terceiros (RT) pode ser calculado por YTM.</p><p>Capítulo 5:</p><p>Gestão Financeira</p><p>349</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>350</p><p>5.1 Orçamento e Fluxo de Caixa</p><p>350</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>351</p><p>O Orçamente Doméstico, também chamado como Orçamento Familiar, é a junção da</p><p>construção e da análise de todas as fontes de renda da família, juntamente com os seus</p><p>devidos gastos. Com isso, passamos a enxergar que as pessoas físicas também devem ter</p><p>controles e análises como se fossem pessoas jurídicas (empresas). Somente após montar</p><p>o Fluxo de Caixa da Família, com entradas (rendas) e saídas (custos), que poderá ser</p><p>traçado planos para atingir os objetivos no futuro, como por exemplo, uma nova moradia,</p><p>uma viagem ou a antecipação da aposentadoria.</p><p>q FÓRMULA:</p><p>q OBSERVAÇÃO: Para a análise financeira, valores que acumulam ativos não devem ser</p><p>considerados como despesas (saídas), tais como aplicações mensais em CDB, VGBL e</p><p>PGBL.</p><p>Demonstrações Financeiras Pessoais</p><p>Orçamento Doméstico (Fluxo de Caixa )</p><p>ORÇAMENTO DOMÉSTICO = RENDAS – DESPESAS</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>352</p><p>Na construção de um orçamento familiar, devemos identificar:</p><p>Ø Custos fixos, Custos variáveis e Custos sensíveis à inflação;</p><p>Ø Projetar o orçamento para os próximos 12 meses;</p><p>Ø Comparar as despesas reais com as projetadas (quando já foi feito a primeira).</p><p>Vale salientar que é muito importa analisar a o impacto da inflação no custo de vida do</p><p>cliente. Muitas pessoa possuem salário fixo e não conseguem reajustar a sua renda com o</p><p>devido aumento dos gastos gerados pelo aumento dos preços (inflação), gerando uma</p><p>perda na qualidade de vida.</p><p>RECEITAS DESPESAS</p><p>Ø Salários;</p><p>Ø Receitas de juros;</p><p>Ø Receitas de dividendos;</p><p>Ø Receitas de aluguéis;</p><p>Ø Reembolso de impostos;</p><p>Ø Outras receitas.</p><p>Ø Custos fixos (aluguel, financiamentos, prêmios de</p><p>seguros, pensão alimentícia,...);</p><p>Ø Custos variáveis (transporte, alimentação, telefone,</p><p>internet, lazer, férias, ...);</p><p>Ø Demais tipos de custos.</p><p>Construindo um Plano Orçamentário</p><p>Demonstrações Financeiras Pessoais</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>353</p><p>Índice de Poupança = Resultado do Orçamento Doméstico</p><p>Receitas</p><p>Capacidade de Poupança</p><p>A capacidade de poupança é um dos principais itens a ser analisado no orçamento</p><p>familiar. Ele é o resultado do quanto uma família ganha e o quanto ela consegue guardar a</p><p>sua renda. Se as receitas são MAIORES que as despesas, a família possui “Capacidade de</p><p>Poupança”, e poderá continuar aumentando o patrimônio e a conquistar seus objetivos</p><p>financeiros. Porém, se as receitas são MENORES que as despesas, a família está com</p><p>problemas financeiros, necessitando tomar empréstimos para custear seu padrão de vida</p><p>ou vendendo ativos para se manter. Segue a fórmula para este indicador:</p><p>q EXEMPLO: Rafael tem sua renda líquida de R$ 9.000,00 e consegue investir todos os</p><p>meses R$ 300,00. Seu índice de Poupança é:</p><p>Í89:;< 9< =>?@A8çA = 3009000 = 3,33%</p><p>Demonstrações Financeiras Pessoais</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>354</p><p>Fundo de Emergência</p><p>O Fundo de Emergência, também chamado de Reserva de Emergência, é um valor</p><p>financeiro que deve estar aplicado em investimentos com muita liquidez, ou seja, que</p><p>possa ser convertido em dinheiro o mais rápido possível e sem variações bruscas, como</p><p>por exemplo LFT – Tesouro Selic, CDB liquidez diária, poupança, fundos Renda Fixa Curto</p><p>Prazo.</p><p>O objetivo desse recurso é para suprir imprevistos em nossas vidas (batida do carro,</p><p>problemas de saúde, e até mesmo desemprego) sem que seja necessário a tomada de</p><p>empréstimos com taxas extremamente altas ou a venda de patrimônio (ativos de longo</p><p>prazo). O aconselhável é que este valor seja de 3 a 12 meses das despesas correntes, ou</p><p>seja, se uma família tem renda de R$ 10 mil por mês e um custo de vida de R$ 5 mil,</p><p>iremos analisar de 3 a 12 meses sobre os R$ 5 mil (entre R$ 15 mil e R$ 60 mil para o</p><p>fundo de emergência).</p><p>Em 2019, o Banco Mundial constatou que mais de 70 milhões de brasileiros consideravam</p><p>impossível levantar cerca de R$ 2.500,00 numa necessidade extrema. No mundo, somente</p><p>outros sete países estão mais despreparados que o Brasil para surgimento de infortúnios.</p><p>Demonstrações Financeiras Pessoais</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>355</p><p>(1) ENTRADAS</p><p>• Salário de João (líquido) R$ 15.000,00</p><p>• Salário de Maria (líquido) R$ 15.000,00</p><p>Total de Entradas R$ 30.000,00</p><p>(2) Saídas</p><p>• Casa (água, luz, telefone, ...) R$ 8.000,00</p><p>• Automóveis (combustível, impostos, ...) R$ 3.000,00</p><p>• Despesas Pessoais R$ 3.000,00</p><p>• Prêmios de seguros R$ 2.000,00</p><p>• Pagamento Prestação financiamento dos automóveis R$ 2.000,00</p><p>• Pagamento Prestação financiamento imobiliário R$ 3.000,00</p><p>Total de Saídas R$ 21.000,00</p><p>Saldo Final ( 1 - 2) R$ 9.000,00</p><p>CAPACIDADE DE POUPANÇA (Saldo ÷ Entradas))) 30%</p><p>Exemplo</p><p>Orçamento Doméstico</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>356</p><p>5.2 Balanço Patrimonial Pessoal</p><p>356</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>357</p><p>Demonstrações Financeiras Pessoais</p><p>Balanço Patrimonial</p><p>É um relatório que demonstra qual a situação financeira de uma pessoa (física ou</p><p>jurídica), relacionada aos seus bens, direitos e suas obrigações, ou seja, é tudo que ela</p><p>poderia vender e tudo que ela precisa pagar em uma certa data específica. Existem</p><p>algumas regras que deverão ser respeitas para que se haja um padrão nestes relatórios,</p><p>mesmo sendo para as pessoas físicas, que são:</p><p>Ø O Patrimônio será composto por dois grandes grupos: Ativos e Passivos;</p><p>Ø ATIVOS: tudo o que foi adquirido e que poderá ser vendido (transformado em</p><p>dinheiro ou que já é dinheiro. Apólice de seguro de vida não é ativo);</p><p>Ø PASSIVO ou EXIGÍVEL: são as dívidas da pessoa.</p><p>Ø PATRIMÔNIO LÍQUIDO: ATIVOS menos os PASSIVOS, ou seja, se vender tudo e</p><p>pagar tudo o que deve, quanto irá sobra? Este será o Patrimônio Líquido</p><p>Ø São agrupados em contas dispostas em ordem decrescente de liquidez, ou seja,</p><p>primeiro aparecerão aqueles mais fáceis de vender ou que serão cobradas primeiro;</p><p>Ø Os ATIVOS das pessoas físicas são classificados com:</p><p>§ Bens de uso: Imóvel de moradia, veículos da família, casa de veraneio;</p><p>§ Bens de não uso: Aplicações financeiras, participações societárias, imóveis e</p><p>veículos que geram renda ou que o objetivo é uma venda futura.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>358</p><p>ATIVO (A) EXIGÍVEL TOTAL (ET)</p><p>Ø Bens de Uso</p><p>o Veículos da família</p><p>o Residência familiar</p><p>o Casa de Veraneio</p><p>Ø Dívidas:</p><p>o Cartão de Crédito</p><p>o Financiamento do Carro</p><p>o Financiamento Imobiliário</p><p>Ø Bens de Não Uso</p><p>o CDB Liquidez Diária</p><p>o Previdência VGBL</p><p>o Imóveis para locação Ø PL = ATIVOS – PASSIVOS = R$ 1,1 MM</p><p>ATIVOS = R$ 1,4 MM PL + ET = 1,4 MM</p><p>R$ 100 mil</p><p>R$ 500 mil</p><p>R$ 200 mil</p><p>R$ 100 mil</p><p>R$ 200 mil</p><p>R$ 300 mil</p><p>R$ 5 mil</p><p>R$ 55 mil</p><p>R$ 240 mil</p><p>PATRIMÔNIO LÍQUIDO (PL)</p><p>Exemplo</p><p>Balanço Patrimonial</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>359</p><p>O ÍNDICE DE COBERTURA DAS DESPESAS MENSAIS mede a capacidade da família em</p><p>honrar suas despesas mensais somente com os investimentos que possui de curto prazo,</p><p>ou seja, aqueles que possuem baixíssimo risco (liquidez e mercado), chamados de Ativos</p><p>de Curto Prazo. Este indicador é</p><p>utilizado para saber em quantos meses as reservas</p><p>emergenciais serão consumidas pelas despesas. Assim sendo, sua fórmula é:</p><p>q EXEMPLO: Victorio foi demitido e recebeu uma rescisão de R$ 30.000,00. Ele tem</p><p>despesas mensais de R$ 10.000,00 e recursos em CDB no valor de R$ 20.000,00. Quantos</p><p>meses ele consegue sobreviver no atual padrão de vida?</p><p>ÍGHIJK HK LMNKOPQOR = SPITMU HK LQOPM VORWM</p><p>XKUYKURU ZKGURIU</p><p>Índice de Cobertura das Despesas Mensais</p><p>Í[\]^_ \_ ^`a_bcdbe = 30.000 + 20.000</p><p>10.000 = 5 k<l<l</p><p>Principais Indicadores</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>360</p><p>ÍGHIJK HK mInQIHKW = SPITMU HK LQOPM VORWM</p><p>VRUUITMU HK LQOPM VORWM</p><p>Índice de Liquidez</p><p>O ÍNDICE DE LIQUIDEZ nos diz se os ativos de curto prazo (com liquidez) conseguem</p><p>honrar as dívidas de curto prazo. Muitas famílias possuem um patrimônio elevado, mas</p><p>não possuem liquidez. Assim, em qualquer necessidade extrema, terão que vender ativos</p><p>de longo prazo com muito desconto, gerando prejuízos (ou diminuição de ganho) por falta</p><p>de planejamento. Para calcularmos este indicador, devemos fazer da seguinte forma:</p><p>q EXEMPLO: Nathan tomou crédito pessoal por R$ 60.000,00 e está vencendo hoje. Seus</p><p>ativos são: R$ 4 mil conta corrente e R$ 40.000,00 em CDB com vencimento em 3 anos</p><p>sem liquidez. Desta forma, veremos que o índice de liquidez de Nathan é menor que 1 e</p><p>ele não tem liquidez para quitar a dívida.</p><p>Í89:;< 9< o:p?:9<q = 4.000</p><p>60.000 = 6,67%</p><p>Principais Indicadores</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>361</p><p>Como vimos, os ATIVOS são compostos por Capital Próprio (PATRIMÔNIO LÍQUIDO) e por</p><p>Capital de Terceiros (PASSIVOS), também chamado de Passivo Exigível, que são as dívidas.</p><p>Assim, é normal as pessoas terem dívidas para aquisição de bens. No entanto, no</p><p>momento em que se começa a adquirir dívidas, é importante que a família passe a</p><p>acompanhar a evolução do seu índice de endividamento para garantir que suas contas</p><p>estejam sob controle no curto, médio e longo prazo. Sua fórmula é:</p><p>q EXEMPLO: Marina tem ativos no valor de R$ 2.000.000,00. Suas dívidas, incluindo</p><p>pagamentos mensais de um Financiamento Imobiliário e do seu veículo, somam</p><p>R$ 900.000,00. O Índice de endividamento é:</p><p>PASSIVOS (Passivo Exigível)</p><p>ATIVOS (Ativo Total)</p><p>=ÍNDICE DE</p><p>ENDIVIDAMENTO</p><p>Índice de Endividamento</p><p>Índice de Endividamento = !$ $%%.%%%</p><p>!$ '.%%%.%%% = 45%</p><p>Principais Indicadores</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>362</p><p>5.3 Crédito e Gestão de Dívidas</p><p>362</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>363</p><p>Cheque Especial</p><p>Segundo o Banco Central, o CHEQUE ESPECIAL é uma operação de crédito, a exemplo do</p><p>empréstimo, mas que é pré-aprovada e vinculada a uma conta de depósitos à vista. Tem o</p><p>objetivo de cobrir movimentações financeiras quando não há mais saldo disponível na</p><p>conta. O banco disponibiliza ao cliente um limite de crédito rotativo que, embora apareça</p><p>no extrato da conta, não é um recurso do cliente. Quando utilizado esse valor, o banco</p><p>pode cobrar juros sobre o valor usado, ou seja, sobre o saldo devedor.</p><p>Deve ser utilizado em situações de emergência (pagamento de uma conta quando se</p><p>sabe que receberá o dinheiro em alguns dias ou em prazos curtos). Para prazos mais</p><p>longos, deve-se analisar outras linhas de crédito, já que este é um dos maiores juros</p><p>cobrados por empréstimos, vide sua fácil disponibilidade.</p><p>Créditos Rotativos</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>364</p><p>Cartão de Crédito: Conceito</p><p>O CARTÃO DE CRÉDITO tem dupla função, que é ser um instrumento de pagamento e um</p><p>instrumento de crédito pós-pago. A sua emissão é realizada por instituição financeira ou</p><p>instituição de pagamento, sendo eu sua regulamentação e fiscalização feita pelo BACEN.</p><p>Vale ressaltar que as instituições não são obrigadas a emitir cartão de crédito a que o</p><p>solicitar, podendo estabelecer critérios próprios em decorrência de sua política de crédito.</p><p>Além disso, os cartões de crédito podem ser de dois tipos: básico ou diferenciado. Na</p><p>modalidade de cartão de crédito básico, serve apenas para pagamentos de bens e de</p><p>serviços em estabelecimentos credenciados. Já na modalidade diferenciado, além das</p><p>funções do básico, oferece benefícios adicionais, como programas de milhagem, seguro</p><p>de viagem, desconto na compra de bens e serviços e atendimento personalizado no</p><p>exterior, entre outros.</p><p>Em relação ao serviço de cartão de crédito, as instituições podem cobrar de pessoas</p><p>naturais basicamente cinco tarifas, que são: (I) anuidade; (II) emissão de segunda via do</p><p>cartão; (III) uso do cartão para saque em espécie; (IV) uso do cartão para pagamento de</p><p>contas (por exemplo, faturas e boletos de cobranças de produtos e serviços); (V) pedido</p><p>de avaliação emergencial do limite de crédito.</p><p>Créditos Rotativos</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>365</p><p>Cartão de Crédito: Características</p><p>As PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS do cartão de crédito são:</p><p>Ø Existem dois tipos de cartão de crédito: Básico e Diferenciado;</p><p>Ø As instituições não são obrigadas a oferecer cartão de crédito</p><p>Ø As instituições emissoras de cartão de crédito são obrigadas a fornecer extrato ou</p><p>fatura mensal a seus clientes;</p><p>Ø Existem diversas opções de pagamento da fatura, sendo elas:</p><p>§ Pagamento do valor integral até o dia do vencimento: Não há cobrança de</p><p>encargos financeiros, como os juros e o Imposto sobre Operações Financeiras</p><p>(IOF), imposto cobrado pelo governo em todas as operações de crédito.</p><p>§ Parcelamento da fatura (crédito rotativo): O total de parcelas pode já estar</p><p>definido em contrato ou ser discutido caso a caso. No parcelamento há cobrança</p><p>de encargos financeiros, juros e IOF no valor da fatura seguinte.</p><p>§ Pagamento mínimo da fatura: Não existe mais o pagamento mínimo</p><p>obrigatório de 15% do valor da fatura, mas, cada instituição financeira pode</p><p>estabelecer com os clientes percentual de pagamento mínimo mensal, em</p><p>função do risco da operação, do perfil do cliente ou do tipo de produto.</p><p>§ Pagamento parcial da fatura (mínimo ou outro valor distinto do total).</p><p>Créditos Rotativos</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>366</p><p>Modalidades</p><p>As instituições financeiras normalmente possuem uma grade com uma vasta variedade de</p><p>empréstimos pessoais. Em linhas gerais, os principais tipos são:</p><p>Ø Crédito Automático;</p><p>Ø Crédito como Antecipação de Recebimentos Certos (IR, 13º Salário);</p><p>Ø Crédito com Garantia de Investimentos;</p><p>Ø Crédito Consignado (Lei 10.820/03): É uma modalidade de empréstimo pessoal</p><p>em que as parcelas são descontadas diretamente do salário, aposentadoria ou</p><p>pensão do solicitante. Através da LEI 14.432/22, foi alterado o limite máximo a ser</p><p>descontado para 40% do valor a ser comprometido, sendo 35% destinados</p><p>exclusivamente a empréstimos, financiamentos e arrendamentos mercantis e 5%</p><p>destinados exclusivamente à amortização de despesas contraídas por meio de cartão</p><p>de crédito consignado ou à utilização com a finalidade de saque por meio de cartão</p><p>de crédito consignado. Vale ressaltar que o saldo do FGTS pode ser utilizado como</p><p>garantia para este tipo de empréstimo, limitado a 10% do saldo da conta.</p><p>Vale ressaltar que, quanto maior a garantia do pagamento da dívida, menor será a taxa de</p><p>juros cobrada. Por este motivo, créditos automáticos são mais caros que as demais</p><p>modalidades (principalmente, comparado com o Crédito Consignado).</p><p>Empréstimos Pessoais</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>367</p><p>Alíquota</p><p>Com relação à tributação, incidem sobre operações de crédito o IOF-Crédito, cobrado de</p><p>duas formas:</p><p>Ø 0,38% sobre o saldo devedor, cobrado na liberação do empréstimo (o banco</p><p>geralmente oferece a possibilidade de financiar também o IOF); MAIS</p><p>Ø +0,0082% ao dia, limitado a 365 dias, ou seja, máximo de 3,0%.</p><p>Por exemplo, um empréstimo pessoal com valor de R$ 100 mil, incidiriam, a título de IOF,</p><p>as seguintes alíquotas:</p><p>Ø 0,38%, que corresponde a R$ 380,00; MAIS</p><p>Ø 0,0082% ao dia, ou seja, R$ 8,22 por dia, limitado a 365 dias (R$ 3.000,00).</p><p>Tributação sobre Empréstimos (IOF)</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>368</p><p>Conceito</p><p>Custo Efetivo Total (CET) é a taxa que considera todos os encargos e despesas incidentes</p><p>nas operações de crédito e de arrendamento mercantil financeiro, contratadas ou</p><p>ofertadas: a pessoas físicas, microempresas ou empresas de pequeno porte (BC) como</p><p>por exemplo: Taxa de Juros cobrada pela instituição financeira; Tributos (IOF); Tarifas;</p><p>Seguros; e Custos relacionados a registro de contrato.</p><p>Na vida, estes custos podem fazer com que o tomador de crédito, tenha tomar um</p><p>empréstimo maior que o desejado para pagar os custos embutidos no momento do</p><p>crédito. Mas na prova, preste muita atenção se “os custos serão financiados pela</p><p>instituição”, porque se não forem, será descontado do valor que ele solicitou emprestado.</p><p>Portanto, o mais importante não é o custo da taxa de juros cobrada pelas instituições</p><p>financeiras, mas sim, o Custo Efetivo Total que a instituição financeira terá.</p><p>q OBS: Por legislação do Banco Central, quando as instituições financeiras forem</p><p>apresentar a taxa da CET anualizada para as pessoas, a conversão deverá ser feira pelo</p><p>critério de 365 dias corridos.</p><p>Custo Efetivo Total (CET)</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>369</p><p>(1) Valor total a ser pago (FV):</p><p>Ø PV = +1.061,30 (Custos)</p><p>Ø PMT = 0</p><p>Ø n = 3</p><p>Ø i = 3</p><p>Ø FV = ? = -1.159,71</p><p>(2) CET (taxa ao mês):</p><p>Ø PV = +1.000 (valor que queria)</p><p>Ø PMT = 0</p><p>Ø n = 3</p><p>Ø FV = -1.159,71</p><p>Ø i (CET) = ? = 5,06% a.m.</p><p>Exemplo</p><p>Um cliente contrai um empréstimo no valor de R$ 1.000,00, com taxa de juros anunciada</p><p>de 3% ao mês, para pagamento em uma parcela única, três meses após a contratação.</p><p>Sejam ainda devidos no empréstimo IOF de R$ 11,30 e taxa de confecção de cadastro</p><p>para início de relacionamento no valor de R$ 50,00, custos que serão financiados pela</p><p>instituição financeira. Qual valor a ser pago pelo cliente e o Custo Efetivo Total (CET)</p><p>anual da operação, respectivamente?</p><p>q RESPOSTA (1): O problema é dividido em três etapas: (1) descobrir quanto ele irá pagar</p><p>no final, (2) calcular o verdadeiro “i” da operação mensal; e (3) anualizar a taxa.</p><p>Custo Efetivo Total (CET)</p><p>(3) CET (tx ano):</p><p>Ø 5,06 [i]</p><p>Ø 30 [n]</p><p>Ø 365 (ATENÇÃO)</p><p>Ø R/S</p><p>R: 82,31% ao ano</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>370</p><p>Conceito</p><p>O FINANCIAMENTO é uma COMPRA PARCELADA de um produto ou serviço, em que se</p><p>acrescenta uma TAXA DE JUROS ao montante inicial, que variará conforme o tempo de</p><p>duração do mesmo. Difere-se do empréstimo por se tratar de uma ajuda para o</p><p>pagamento de um bem ou serviço, e não somente um montante pego emprestado sem</p><p>nenhuma finalidade. Na maioria dos casos, os financiamentos são feitos para a compra de</p><p>carros, motos e casas, podendo ser utilizado também para a compra de móveis e</p><p>computadores com periféricos. Normalmente, a instituição financeira que fornece</p><p>recursos para outra parte que está sendo financiada, podendo abranger diversas</p><p>modalidades, além de custos diferentes.</p><p>As principais modalidades existentes de financiamentos são:</p><p>Ø CDC (Crédito Direto ao Consumidor);</p><p>Ø Leasing (Operacional e Financeiro);</p><p>Ø Financiamento imobiliário;</p><p>Ø Cartões de crédito (quando financiado);</p><p>Ø Cheque especial;</p><p>Ø Operações com penhor.</p><p>Financiamentos</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>371</p><p>CDC: Crédito Direto ao Consumidor</p><p>O crédito direto ao consumidor (CDC) é um financiamento para a aquisição de bens de</p><p>consumo duráveis (eletrodomésticos, eletrônicos, móveis e utensílios, veículos, entre</p><p>outros), sendo concedido por uma instituição financeira em parceria com a loja ou</p><p>empresa que está vendendo o bem ou serviço ao tomador, após realização de cadastro e</p><p>análise da renda do cliente.</p><p>Além disso, o Bacen admite ainda as operações relativas a prestações de serviços, como</p><p>pacotes turísticos, incluindo passagens e estadia, mediante a apresentação de documento</p><p>probatório, além de também poder financiar aquisição de máquinas, equipamentos e</p><p>veículos para compor o ativo imobilizado das empresas.</p><p>Financiamentos</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>372</p><p>Seguro Prestamista</p><p>O SEGURO PRESTAMISTA tem como função garantir a quitação de uma dívida do</p><p>segurado, no caso de sua morte ou invalidez ou até mesmo desemprego involuntário.</p><p>Este seguro faz com que tanto a instituição financeira credora, quanto o devedor, tenham</p><p>maior tranquilidade com as prestações para pagar.</p><p>q OBSERVAÇÃO: caso o segurado tenha contratado uma apólice com valor superior ao</p><p>valor da dívida contraída, primeiramente será pago ao credor e, posteriormente, o</p><p>restante será creditado aos beneficiários da apólice.</p><p>Financiamentos</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>373</p><p>Conceito</p><p>O Leasing é um contrato através do qual a arrendadora/locadora (a empresa que se</p><p>dedica à exploração de leasing) adquire um bem escolhido por seu cliente (o arrendatário,</p><p>ou locatário) para, em seguida, alugá-lo a este último, por um prazo determinado. Ao final</p><p>do prazo, é possível comprar o bem, renovar o contrato ou devolvê-lo à empresa. Assim, o</p><p>leasing está associado ao seu uso econômico e não à sua propriedade, e podem ser:</p><p>Ø LEASING FINANCEIRO: em geral, esta modalidade se assemelha a uma operação</p><p>de financiamento, por abranger a quase totalidade do valor do bem, o cliente quase</p><p>sempre opta pela compra do bem ao final do contrato. Seu prazo mínimo de</p><p>arrendamento é de dois anos para bens com vida útil de até cinco anos e de três</p><p>anos para os demais.</p><p>Ø LEASING OPERACIONAL: aqui possui prazo mais curto e similaridade com uma</p><p>locação, sendo mais utilizado quando o cliente não pretende, a princípio, adquirir o</p><p>bem. Neste caso, o seu prazo mínimo é de 90 dias.</p><p>Caso não seja respeitado os prazos mínimos, a operação de Leasing será desconfigurada e</p><p>transformada em um financiamento, sendo cobrado IOF. Portanto, consideramos que o</p><p>Leasing não pode ter pagamento antecipado a qualquer momento!</p><p>Leasing</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>374</p><p>Características</p><p>As vantagens do Leasing perante aos financiamentos são:</p><p>Ø Benefício fiscal: dedução, da base de cálculo do Imposto de Renda, do valor das</p><p>contraprestações (exclusivo a Pessoas Jurídicas tributadas pelo Lucro Real);</p><p>Ø Diferentemente dos financiamentos, o Leasing NÃO possui de IOF! No entanto,</p><p>há incidência de ISS (Imposto Sobre Serviço);</p><p>Ø Menor imobilização dos ativos de uma empresa;</p><p>Ø Possibilidade de quitação antes do prazo definido, sendo vedada a cobrança de</p><p>qualquer taxa do cliente que queira quita antecipadamente o contrato. Caso seja</p><p>realizado antes dos prazos mínimos, o contrato deixa de ter característica de leasing</p><p>e passa a ser tratado como uma Compra & Venda a prazo.</p><p>Leasing</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>375</p><p>Comparação</p><p>Operações de Crédito</p><p>EMPRÉSTIMO FINANCIAMENTO LEASING</p><p>Liberação dos recursos</p><p>mais simples</p><p>Análise mais detalhada que</p><p>o empréstimo para</p><p>liberação dos recursos</p><p>Análise mais detalhada</p><p>ara liberação do bem</p><p>Juros mais altos em</p><p>operações sem garantias</p><p>Juros tendem a ser mais</p><p>baixos: o bem financiado</p><p>serve como garantia</p><p>Custo tende a ser mais baixo:</p><p>o bem financiado serve</p><p>como garantia</p><p>Prazos geralmente</p><p>mais curtos</p><p>Prazos geralmente</p><p>mais longos</p><p>Prazos mais curtos</p><p>no leasing operacional e</p><p>mais longos no financeiro</p><p>Você usa o crédito da</p><p>maneira que desejar</p><p>Recursos financeiros têm</p><p>uma destinação específica</p><p>No final da operação, é</p><p>possível renovar o contrato,</p><p>devolver o bem ou comprá-lo</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>376</p><p>Conceito</p><p>No Financiamento Imobiliário, o comprador obrigatoriamente deve contratar o SEGURO</p><p>PRESTAMISTA HABITACIONAL. Este seguro possui modalidade obrigatória (ou seja, não é</p><p>opcional), não possui franquia ou carência (exceção para casos de suicídio antes de dois</p><p>anos) e tem como finalidade primária, proteger prejuízos causados por acontecimentos</p><p>gerados de fora para dentro do imóvel ou também da possibilidade não pagamento da</p><p>dívida causado pela morte ou invalidez do cliente. Desta forma, dizemos que o seguro</p><p>habitacional possui dois tipos de coberturas, que são:</p><p>Ø DANOS FÍSICOS AO IMÓVEL (DFI): Garante a indenização ou reconstrução</p><p>do</p><p>imóvel, caso ocorram danos físicos causados por riscos cobertos (incêndio, queda de</p><p>raio, explosão, vendaval, desmoronamento de paredes, rompimento de canos e</p><p>tubulações não pertencentes ao imóvel segurado ou outra parte estrutural), tendo</p><p>como cobertura máxima o valor de avaliação do imóvel (atualizado pelo índice</p><p>estipulado no contrato, quando for o caso);</p><p>Ø MORTE E INVALIDEZ PERMANENTE: quitação do saldo devedor para a instituição</p><p>financeira no caso de falecimento ou invalidez permanente do mutuário.</p><p>Além do seguro obrigatório, o financiador pode contratar coberturas adicionais para o</p><p>imóvel, como por exemplo, seguro para danos ao conteúdo interno dos imóveis.</p><p>Financiamento Imobiliário</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>377</p><p>Conceito</p><p>Consórcio é a modalidade de compra baseada na união de pessoas físicas ou jurídicas em</p><p>grupos, promovida por administradoras de consórcios, que são fiscalizadas pelo Banco</p><p>Central, com a finalidade de propiciar a seus integrantes, por meio de autofinanciamento,</p><p>a aquisição de bens ou serviços. O grupo de consórcio tem prazo de duração e número de</p><p>cotas previamente determinados. Os consorciados podem ser contemplados por sorteio</p><p>ou através de lances, que correspondem a pagamentos antecipados de prestações, onde</p><p>deve possuir regras, previamente previstas em contrato. Como o Consórcio não é um</p><p>financiamento, ele não possui juros, mas sim, outros tipos de custos que são:</p><p>Ø TAXA DE ADMINISTRAÇÃO: taxa cobrada pela administração dos recursos.</p><p>Ø FUNDO DE RESERVA: é um cobrado valor sobre o valor do bem, para compor um</p><p>fundo que poderá ser utilizado para situações contratualmente previstas (não</p><p>pagamento de outros participantes). Caso não seja necessário a sua utilização, o</p><p>valor é devolvido aos consorciados.</p><p>Ø SEGURO DE VIDA: possibilidade (opcional) de contração junto a adesão.</p><p>Consórcio</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>378</p><p>Características</p><p>As principais características dos consórcios são:</p><p>Ø Tende a ser mais barato que o financiamento, vide que não possui juros. Em</p><p>contrapartida, a pessoa não tem a certeza da data da aquisição do bem;</p><p>Ø É uma modalidade para aquisição bens ou serviços para o longo prazo e não para</p><p>o curto prazo, vide a incerteza da sua contemplação;</p><p>Ø Da mesma forma que nos financiamentos imobiliários, é possível a utilização do</p><p>saldo do FGTS para a aquisição de imóveis através de consórcios imobiliários, tanto</p><p>na utilização da amortização do saldo devedor, quanto na utilização para lances;</p><p>Ø A carta de contemplação do consórcio possui reajuste através de índices de</p><p>inflação. Com isso, quando há uma inflação elevada, as parcelas a serem pagas,</p><p>também possuíram uma correção elevada;</p><p>Ø Clientes que possuem dificuldade para acumular patrimônio, principalmente por</p><p>falta de disciplina, acabam conseguindo se organizar para pagar compromissos</p><p>firmados. Com isso, o consórcio se torna uma ferramenta de acumulação patrimonial</p><p>“forçada” para atingir os objetivos do cliente.</p><p>Consórcio</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>379</p><p>Conceito</p><p>O crédito rural é o financiamento destinado ao segmento rural, como os produtores rurais</p><p>(pessoa física ou jurídica), as cooperativas rurais ou pessoas que tenham atividades</p><p>ligadas ao segmento (mesmo não sendo produtores rurais). Eles utilizam os recursos</p><p>concedidos pelas instituições financeiras nessa linha de crédito de diversas maneiras na</p><p>sua propriedade, podendo investir em: novos equipamentos e animais; custear matéria</p><p>prima para o cultivo; comercializar e industrializar a produção; pesquisa; atividades</p><p>florestais; entre outros. Essas atividades são as chamadas finalidades do crédito rural.</p><p>As finalidades do crédito rural, segundo Banco Central, podem ser descritas como:</p><p>Ø CUSTEIO: Destina-se a cobrir despesas normais dos ciclos produtivos, da compra</p><p>de insumos à fase de colheita.</p><p>Ø INVESTIMENTO: Destina-se aplicações em bens ou serviços cujo benefício se</p><p>estenda por vários períodos de produção;</p><p>Ø COMERCIALIZAÇÃO: Destina-se a viabilizar ao produtor rural ou às cooperativas os</p><p>recursos necessários à comercialização de seus produtos no mercado.</p><p>Ø INDUSTRIALIZAÇÃO: Destina-se à industrialização de produtos agropecuários,</p><p>quando efetuada por cooperativas ou pelo produtor na sua propriedade rural.</p><p>Crédito Rural</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>380</p><p>Conceito</p><p>O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) é um banco público,</p><p>sendo o principal instrumento do Governo Federal para o financiamento de longo prazo e</p><p>investimento em todos os segmentos da economia brasileira. O BNDES financia quase a</p><p>totalidade dos setores da economia, dentre eles: infraestrutura; indústria, comércio e</p><p>serviços; agropecuária; exportação; desenvolvimento regional; cultura; entre outros.</p><p>São passíveis de investimento pelo BNDES: implantação, expansão, modernização,</p><p>ampliação e recuperação de empresas; produção e aquisição de máquinas e</p><p>equipamentos novos, de fabricação nacional credenciados pelo BNDES; entre tantos</p><p>outros. Em regra geral, o BNDES não financia itens usados e é destinado a empresas</p><p>privadas; MEI; pessoas físicas (microempreendedor, produtor rural e transportador</p><p>autônomo); e outros. Estas operações (empréstimos) podem ser de três tipos:</p><p>Ø OPERAÇÃO DIRETA: realizada diretamente com o BNDES ou através de</p><p>mandatário;</p><p>Ø OPERAÇÃO INDIRETA: realizada por meio de instituição financeira credenciada, ou</p><p>através do uso do Cartão BNDES;</p><p>Ø OPERAÇÃO MISTA: Combina a forma direta com a forma indireta não automática.</p><p>Repasses BNDES</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>381</p><p>NOME DO</p><p>PRODUTO</p><p>FINALIDADE</p><p>DOS RECURSOS</p><p>BNDES Finame: Produção e aquisição de máquinas e equipamentos novos.</p><p>Cartão BNDES: Crédito rotativo pré-aprovado para as micro, pequenas e médias</p><p>empresas e dos microempreendedores individuais.</p><p>Procult: Programa criado para a cadeia produtiva da economia da cultura.</p><p>BNDES Automático Projeto de investimento de até R$ 20 milhões.</p><p>BNDES Finem Projeto de investimento com valor superior a R$ 20 milhões.</p><p>BNDES Microcrédito Ampliar o acesso ao crédito entre os microempreendedores</p><p>formais e informais.</p><p>BNDES Project</p><p>Finance</p><p>Engenharia financeira suportada contratualmente pelo fluxo de</p><p>caixa do projeto aprovado, sendo que os ativos e os recebíveis do</p><p>projeto, são as suas garantidas.</p><p>Principais Produtos</p><p>Repasses BNDES</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>382</p><p>Conceito</p><p>Refere-se a uma forma de direito real de garantia que consiste na transferência de algo</p><p>móvel ou mobilizável (qualquer objeto que garante o direito imaterial). Os sujeitos que</p><p>aqui atuam são o devedor e o credor. O devedor é o sujeito passivo da obrigação principal</p><p>ou um terceiro que ofereça o ônus real, como um fiador. O credor é aquele que empresta</p><p>o dinheiro e recebe um bem empenhado. Isso implica também receber a posse deste.</p><p>Normalmente os juros são inferiores em função da garantia dada.</p><p>A CEF (Caixa Econômica Federal) é a maior atuante no mercado financeiro neste tipo de</p><p>modalidade e segundo suas informações:</p><p>Ø O recurso é disponibilizado na hora, após o bem ser analisado, sem a necessidade</p><p>de análise cadastral ou avalista, com os bens ficando em total segurança no cofre;</p><p>Ø É possível renovar o contrato de penhor quantas vezes precisar.</p><p>Ø Os limites de empréstimos podem chegar até 100% do valor da garantia;</p><p>Ø Os bens passarão por uma análise no exato momento;</p><p>Ø Exemplos de bens: joias; pratarias de valor; canetas de valor; relógios de valor.</p><p>Penhor</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>383</p><p>Conceito</p><p>q PÚBLICO:</p><p>Ø FIES: O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) é um programa do Ministério da</p><p>Educação (MEC) destinado à concessão de financiamento a estudantes regularmente</p><p>matriculados em cursos superiores presenciais não gratuitos e com avaliação positiva</p><p>nos processos conduzidos pelo MEC. O FIES (I) possui taxa de juros zero, se</p><p>enquadrando pessoas de até 3 salários mínimos. Já o FIES (II) e (III) os juros variam</p><p>de acordo com o banco e é destinado para estudantes com até 5 salários</p><p>mínimos.</p><p>Ø PROUNI: Programa que concede bolsas de estudo integrais e parciais de 50% em</p><p>instituições privadas de educação superior, em cursos de graduação e sequenciais de</p><p>formação específica, a estudantes brasileiros sem diploma de nível superior.</p><p>q PRIVADO: Normalmente, quando o estudante não conseguiu se encaixar nas regras do</p><p>financiamento estudantil público, ele busca o financiamento privado. Nestes casos, as</p><p>instituições financeiras repassam o valor financiado das mensalidades diretamente para a</p><p>faculdade e o estudante assume o compromisso de efetuar o pagamento no futuro, da</p><p>dívida com os juros e a correção monetária. Por não ser público, os juros tendem a ser</p><p>mais elevados e com prazos de pagamentos também diferentes, podendo ser mensal,</p><p>semestral ou anual.</p><p>Linhas de Créditos Educacionais</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>384</p><p>Tabela Comparativa</p><p>Linhas de Créditos Educacionais</p><p>ITENS FIES P-FIES</p><p>O que é?</p><p>É uma ação do Ministério da</p><p>Educação que financia cursos</p><p>superiores privados com</p><p>avaliação positiva no SINAES.</p><p>Também é um</p><p>financiamento estudantil e</p><p>parecido com o FIES, mas</p><p>com menos subsídios.</p><p>Categoria Financiamento Financiamento</p><p>Taxa de Juros Taxa Real zero de juros Varia de instituição</p><p>para instituição</p><p>Renda Familiar Até 3 salários mínimos Até 5 salários mínimos</p><p>% de Financiamento De 50% a 100% da semestralidade 100% da semestralidade</p><p>Pagamento Após conclusão do curso Após conclusão do curso</p><p>Modalidades Modalidade I Modalidades II e III</p><p>67c8c2272fb9e471fecfc7bff17428b906a7e6c5f571fbd2b4116c100d501715.pdf</p><p>e06eb323768ed0977c5c632910dfa7f23a4f99617ef19f140d464008cad6a41d.pdf</p><p>67c8c2272fb9e471fecfc7bff17428b906a7e6c5f571fbd2b4116c100d501715.pdf</p><p>Planner 34</p><p>Imagine que um cliente investiu R$ 100 mil em um CDB que está rendendo 10% em dois</p><p>anos. Assim sendo, o valor atual aplicado no banco é de R$ 110.000,00, um rentabilidade</p><p>10% no período. No entanto, se ele decidir resgatar o valor do CDB, o que ele terá na sua</p><p>conta corrente não serão os R$ 110.000,00, mas sim o valor descontado do Imposto de</p><p>Renda (no caso 15%), que será de R$ 108.500,00, ou seja, 8,5%.</p><p>Assim, a RENTABILIDADE BRUTA são os 10% de retorno, já que o seu significado é “o</p><p>retorno antes de descontar o imposto de renda”. Já a o conceito de RENTABILIDADE</p><p>LÍQUIDA é “o retorno descontado do imposto de renda”, o que no nosso exemplo são os</p><p>8,5%. Esses retornos podem ser expressos em valores financeiros ou em taxas.</p><p>Salientamos que diversos investimentos não possuem imposto de renda para pessoas</p><p>físicas, tais como poupança, LCI e LCA. Assim, quando tratarmos produtos isentos de IR</p><p>com ativos não isentos, devemos fazer a comparação entre os mesmos TIPOS de</p><p>rentabilidade. Além disso, quando for feito um resgate de CDB ou Fundos de</p><p>Investimentos, o valor que entrar na conta já será o retorno líquido, e não bruto! Já que o</p><p>Imposto de Renda é retido na fonte pela instituição.</p><p>Rentabilidade Bruta x Líquida</p><p>ETAPA 3: Analisar Informações</p><p>CFP - Certified Financial Planner 35</p><p>Conforme descrito no capítulo 4.3 Fundamentos de Finanças, a TAXA NOMINAL é a</p><p>rentabilidade a taxa contratada ou declarada em uma operação financeira, como por</p><p>exemplo, a “rentabilidade do fundo de investimentos nos últimos 12 meses foi de 12%”.</p><p>Estes 12%, é a taxa nominal da aplicação. Já a TAXA REAL é dada pela diferença entre a</p><p>TAXA NOMINAL e a INFLAÇÃO. Ela será a taxa que realmente gerou riqueza para o</p><p>investidor. Como o dinheiro somente é um meio troca (uma forma de pagamento), o que</p><p>importa de verdade é o quanto ele está comprando de bens e de serviços a mais, e não o</p><p>quanto ele, simplesmente, “cresceu”.</p><p>Por exemplo, imagine que você tenha R$ 100,00 e que uma maçã custe R$ 1,00. Desta</p><p>forma, hoje você poderia comprar 100 maçãs. No entanto, você tem como opção realizar</p><p>uma aplicação financeira que renda 15% por 1 ano. Caso você realize o investimento, no</p><p>próximo ano terá R$ 115,00. Mas não é somente o dinheiro que valoriza, os bens e</p><p>serviços também. Caso esta fruta valorize 10%, sendo o seu custo após 1 ano de R$ 1,10,</p><p>você comprará 104,5 maçãs, ou seja, o seu ganho REAL por ter investido no banco, será</p><p>de 4,5 maçãs (4,5%). Perceba que não foi feito uma subtração da inflação pela da taxa</p><p>nominal (15% menos 10%), mas sim, uma divisão, pois dividimos R$ 115,00 por R$ 1,10</p><p>(o cálculo de taxas é ensinado no capítulo 4.3 Fundamentos de Finanças).</p><p>Rentabilidade Real x Nominal</p><p>ETAPA 3: Analisar Informações</p><p>CFP - Certified Financial Planner 36</p><p>ETAPA 3: Analisar Informações</p><p>As carteiras de investimentos devem ser criadas a partir das necessidades reais dos</p><p>clientes. Dessa forma, os tipos mais comuns de carteiras são:</p><p>Ø PRESERVAÇÃO DE CAPITAL: Estratégia utilizada para quando o investidor</p><p>necessita que os seus investimentos consigam remunerar a inflação ou que se</p><p>tenha grande necessidade de liquidez. Este investidor tem um perfil e deve aplicar</p><p>em ativo com alta liquidez, baixo risco de crédito e caso sejam de longo prazo,</p><p>ativos atrelados a inflação, como por exemplo, NTN-B.</p><p>Ø GERAÇÃO DE RENDA: É uma carteira formada para arcar os gastos do investidor.</p><p>Desta forma, terão ativos com remuneração constante, como por exemplo, títulos</p><p>de dívida que pagam cupons periódicos; ações com dividendos constantes; imóveis</p><p>para locação.</p><p>Ø CRESCIMENTO: São investidores que necessitam que seu capital remunere bem</p><p>acima da inflação, em um período longo. Com isso, é recomendado dentre suas</p><p>aplicações, a carteira de investimentos tenha uma boa parcela em ativos com</p><p>maior volatilidade, como por exemplo ações.</p><p>Ø ESPECULAÇÃO: Objetivo de crescimento acelerado com altíssimo risco. Raramente</p><p>é recomendada ao investidor.</p><p>Objetivos de Retorno da Carteira</p><p>CFP - Cer/fied Financial Planner 37</p><p>Ø Retorno Real:</p><p>▪ PV = 100.000 [CHS]</p><p>▪ PMT = 70.000 [CHS]</p><p>▪ FV = 1.000.000</p><p>▪ n = 10 anos</p><p>▪ i = ? = 4,22% a.a.</p><p>Ø Rentabilidade Nominal:</p><p>o 100 [ENTER]</p><p>o 4,22 [%] [+]</p><p>o 4,00 [%] [+]</p><p>o 100 [-]</p><p>R: 8,39% ao ano</p><p>Cálculo do Objetivo de Retorno</p><p>❑ PERGUNTA: Rafael, possui atualmente R$ 100.000,00 e deseja ter em conta corrente</p><p>daqui 10 anos o valor de R$ 1 milhão a valores atuais. Se a inflação esperada é de 4% ao</p><p>ano e ele consegue investir anualmente R$ 70.000,00, qual deverá ser a rentabilidade</p><p>anual bruta que ele deverá buscar para seus investimentos?</p><p>Para resolvermos este problema, precisamos encontrar a rentabilidade anual bruta, ou</p><p>seja, o Retorno Nominal (Retorno Real + Inflação) da aplicação. Como o problema já nos</p><p>forneceu a inflação, nos falta somente calcular o devido Retorno Real e após isso, somar</p><p>com a inflação, lembrando que em juros compostos, “Soma” significa multiplicação.</p><p>ETAPA 3: Analisar Informações</p><p>CFP - Certified Financial Planner 38</p><p>Exemplo (Mini-Case)</p><p>❑ EXEMPLO DE MINI-CASE: Rafael era proprietário da empresa ABC e a vendeu por R$ 25</p><p>milhões, sendo que agora, este é todo o seu capital. Após a venda, ele investiu 80% deste</p><p>valor em um projeto com projeção de 5 anos, no qual acreditava que, após este período,</p><p>o investimento renderia R$ 300 mil por mês a sua família. Com isso, ele deixou os 20%</p><p>restantes em um CDB com liquidez diária sem se preocupar com a rentabilidade. Logo em</p><p>sequência as suas aplicações, o mercado brasileiro entrou em crise e ele foi comunicado</p><p>que a expectativa de retorno do capital, foi modificado de 5 para 10 anos.</p><p>Com este mini-case, as duas problemáticas abaixo serão respondidas a seguir:</p><p>Ø QUESTÃO 1: Caso o custo de vida da família seja de R$ 200.000,00, por quanto</p><p>tempo eles terão renda garantida, sendo o custo do capital do CDB é de 1% a.m?</p><p>Ø QUESTÃO 2: Caso Rafael não tivesse feito nenhum saque nos investimentos</p><p>durante os 10 anos, considerando que em ambos o retorno bruto foi de 1% ao</p><p>mês, qual seria a taxa de retorno líquido ao final deste período caso houvesse</p><p>resgate nos investimentos? Considere a alíquota do Imposto de Renda em 15%.</p><p>ETAPA 3: Analisar Informações</p><p>CFP - Certified Financial Planner 39</p><p>❑ QUESTÃO 1: Caso o custo de vida da família seja de R$ 200.000,00, por quanto</p><p>tempo eles terão renda garansda, sendo o custo do capital do CDB é de 1% a.m?</p><p>❑ RESPOSTA: Para resolvermos este problema, devemos simplesmente calcular o prazo</p><p>no qual os 20% dos R$ 25 milhões (R$ 5 milhões), que estão inves5dos no CDB com</p><p>liquidez diária, durará. Assim sendo:</p><p>Ø PV = - 5.000.000 (20% de R$ 25MM)</p><p>Ø FV = 0</p><p>Ø PMT = +200.000 / mês</p><p>Ø i = 1% a.m.</p><p>Ø n = ? = 29 meses</p><p>Exemplo (Mini-Case)</p><p>ETAPA 3: Analisar Informações</p><p>CFP - Cer/fied Financial Planner 40</p><p>Exemplo (Mini-Case)</p><p>ETAPA 3: Analisar Informações</p><p>❑ QUESTÃO 2: Caso Rafael não tivesse feito nenhum saque nos investimentos durante</p><p>os 10 anos, considerando que em ambos o retorno bruto foi de 1% ao mês, qual seria a</p><p>taxa de retorno líquido ao final deste período caso houvesse resgate nos investimentos?</p><p>Considere a alíquota do Imposto de Renda em 15%.</p><p>Ø 1º: Cálculo do Resultado Financeiro Líquido:</p><p>▪ PV = - 25.000.000</p><p>▪ PMT = 0</p><p>▪ I = 1% am.</p><p>▪ n = 120</p><p>▪ FV = ? = R$ 82.509.672,36</p><p>o Imposto (15%) =(FV – PV) × 15%</p><p>o Imposto (15%) = R$ 8.626.450,85</p><p>o Resultado Líquido = FV – IR</p><p>o Resultado Líquido = R$ 73.883.221,51</p><p>Ø Cálculo da Taxa Líquida:</p><p>▪ PV = - R$ 25.000.000</p><p>▪ FV = R$ 73.883.221,51</p><p>▪ PMT = 0</p><p>▪ n = 10</p><p>▪ i = ? = 11,44% aa.</p><p>CFP - Certified Financial Planner 41</p><p>Definição</p><p>Esta etapa visa DESENVOLVER as recomendações de planejamento financeiro e</p><p>APRESENTÁ-LAS AO CLIENTE. Estas recomendações devem estar sempre baseadas nos</p><p>objetivos, necessidades e prioridades estabelecidas pelo cliente. Desta forma, o</p><p>profissional deverá:</p><p>Ø Determinar e propor uma política de investimentos (Investment Portfolio</p><p>Statement-IPS) em função de sua situação financeira, estágio de vida, perfil</p><p>psicológico (suitability), objetivos e restrições;</p><p>Ø Identificar e avaliar as estratégias de planejamento financeiro;</p><p>Ø Identificar qualquer objetivo financeiro que não seja viável ou qualquer meta</p><p>pessoal declarada de curto, médio ou longo prazo que não pareça ser realista e</p><p>discute com o cliente como a(s) meta(s) pessoal(is) declarada(s) pode(m) ser</p><p>modificados ou abandonados.</p><p>Ø Apresentar as recomendações de planejamento financeiro ao cliente e as</p><p>justificativas, de forma a permitir que o cliente tome uma decisão informada sobre</p><p>se as estratégias ajudarão a atingir os objetivos financeiros do cliente e as metas</p><p>pessoais declaradas.</p><p>ETAPA 4: Desenvolver & Apresentar ao Cliente</p><p>CFP - Certified Financial Planner 42</p><p>IPS: PolíYca de InvesYmentos</p><p>O IPS (Investment Portfolio Statement) é o documento elaborado entre o profissional e</p><p>o cliente que define todas as regras gerais que norteiam a alocação de ativos. Este</p><p>documento deverá demonstrar de forma clara os seguintes itens:</p><p>Ø OBJETIVOS DE RETORNO do cliente de curto, médio e longo prazo;</p><p>Ø RESTRIÇÕES DO INVESTIDOR que devem ser cuidadas;</p><p>Ø TOLERÂNCIA AO RISCO do investidor;</p><p>Ø RESTRIÇÕES aplicáveis, como necessidade de liquidez, considerações sobre</p><p>impostos, requisitos regulatórios e circunstâncias únicas;</p><p>Ø Periodicidade de revisão do plano financeiro (quando ocorrerá a Etapa 6).</p><p>Ø Metas de investimento geral;</p><p>Ø Estratégias que o profissional deverá empregar para atingir os objetivos;</p><p>Ø Limites de alocação em cada classe de ativo, podendo ter mínimo e máximo em</p><p>cada classe de ativo (renda fixa, ações, imóveis);</p><p>Ø Critérios de Seleção dos Ativos.</p><p>ETAPA 4: Desenvolver & Apresentar ao Cliente</p><p>CFP - Cer/fied Financial Planner 43</p><p>IPS: Restrições</p><p>Montar o IPS do cliente envolve muito cuidado e alguns itens são extremamente</p><p>relevantes, pois podem gerar restrições na carteira de investimentos. São eles:</p><p>Ø Horizonte de Tempo (T): quanto mais longo o tempo, maior a disponibilidade e a</p><p>capacidade de se tomar risco. São divididas em Pré-Aposentadoria (aquisição de</p><p>bens), Aposentadoria e Pós-Morte (Herança). Uma mudança de horizonte de</p><p>tempo acontece quando as circunstâncias e padrões de gasto ou receitas do</p><p>investidor mudam significativamente (prêmio de loteria).</p><p>Ø Impostos (I): Afetam o retorno dos investimentos finais quando o imposto é pago</p><p>no final (Sucessão) ou durante a o percurso da carteira (renda/alienação).</p><p>Ø Liquidez (L): São associadas as necessidade de liquidez contínuas (gastos mensais</p><p>ou periódicos), as imediatas (inesperadas) do investidor e aquelas chamadas de</p><p>ocasionais (compra de uma casa na praia).</p><p>Ø Requisitos Regulatórios ou Legais (L): São associados a questões de legislação,</p><p>como por exemplo, regras que podem surgir em uma transferência patrimonial</p><p>através de um trust ou na discussão legal do VGBL & PGBL;</p><p>Ø Circunstâncias Únicas (U): São todas as demais circunstâncias que não foram</p><p>mapeadas nos itens anteriores, como por exemplo, investimentos que o cliente</p><p>não deseja, por ser contra a sua ideologia.</p><p>ETAPA 4: Desenvolver & Apresentar ao Cliente</p><p>CFP - Certified Financial Planner 44</p><p>IPS: Planejamento de Liquidez</p><p>O Planejamento de Liquidez é fundamental em uma carteira de investimentos, para que</p><p>não ocorra a necessidade de ter que transforma um investimento de longo prazo em</p><p>dinheiro em um curto espaço de tempo, causando um prejuízo não previsto por causa da</p><p>falta de liquidez ou causado pelo risco de resgate antecipado.</p><p>Este planejamento se baseia nos objetivos do cliente e nas necessidades de gastos</p><p>financeiros. Esta necessidade poderão ser:</p><p>Ø Imediatas: são despesas que precisam ser atendidas em um espaço de tempo</p><p>muito curto (emergências médicas, etc.). Estes recursos devem vir de</p><p>investimentos com alta liquidez, como por exemplo: Fundo de Renda Fixa Curto</p><p>Prazo; CDB de liquidez diária de bancos de primeira linha (AAA ou AA); Tesouro</p><p>SELIC (LFT);</p><p>Ø Contínuas: são despesas recorrentes que devem ser honradas regularmente pelos</p><p>rendimentos da carteira de investimentos;</p><p>Ø Ocasionais: São gastos em eventos planejados, normalmente são valores altos</p><p>comparado a carteira de investimentos (reformas na casa, viagens, troca de carro).</p><p>ETAPA 4: Desenvolver & Apresentar ao Cliente</p><p>CFP - Certified Financial Planner 45</p><p>IPS: Reserva de Emergência</p><p>Recomendasse que o saldo equivalente seja de 3 a 12 vezes os gastos mensais da família,</p><p>devendo ser considerado as coberturas já contratadas contra riscos (seguros) no cálculo</p><p>da Reserva. Esse valor pode variar em função, por exemplo, das características das</p><p>entradas e saídas de recursos da família:</p><p>Ø Maior previsibilidade quanto às rendas: Funcionários públicos, aposentados e</p><p>pensionistas (assalariados da iniciativa privada, autônomos e empresários</p><p>precisarão de maiores reservas de emergência).</p><p>Ø Maior previsibilidade quanto aos gastos: Análise da estrutura de custos fixos e</p><p>variáveis da família pode levar a variações significativas no saldo recomendado</p><p>para a reserva de emergência.</p><p>É aconselhado que as aplicações da Reserva de Emergência sejam em investimentos com</p><p>baixíssimo risco (tanto de crédito, quanto de volatilidade) e possuam altíssima liquidez. As</p><p>aplicações mais recomendadas são: LFT; CDB de bancos com rating AAA; Fundo de</p><p>Investimentos Renda Fixa (Simples ou Curto Prazo).</p><p>ETAPA 4: Desenvolver & Apresentar ao Cliente</p><p>CFP - Certified Financial Planner 46</p><p>Conforme já mencionado, o profissional deverá deixar acordado qual será o período de</p><p>revisão dos dados do IPS (Polísca de Invessmentos) do seu cliente. Mas isso não</p><p>necessita ser algo rígido, pois o próprio cliente não só pode, mas também deve comunicar</p><p>as mudanças relevantes (caso ocorra antes dos prazos acordados das revisões) para que o</p><p>profissional possa reajustar o seu IPS. Para que isso possa ocorrer, o cliente necessita</p><p>saber quais informações são relevantes e a troca de conhecimento é muito importante.</p><p>Os principais exemplos de mudanças na Polísca de Invessmentos são:</p><p>Ø OBJETIVOS: Antecipação ou a postergação da compra da casa própria ou da</p><p>aposentadoria; nascimento de filhos; doenças terminais; casamento;</p><p>Ø SITUAÇÃO FINANCEIRA: Mudanças de emprego, herança, prêmio de loteria...</p><p>Ø CONHECIMENTO: Formação acadêmica em finanças e experiência profissional;</p><p>Ø MUDANÇAS ECONÔMICAS: Aqui vale uma ressalva, pois quando tratamos de</p><p>mudanças econômicas, nos referimos a parte de longo prazo e não de curto prazo.</p><p>Por exemplo, uma redução na taxa de juros pelo COPOM não modifica o IPS do</p><p>cliente, mas mudanças nos ciclos econômicos do Brasil, podem sim.</p><p>IPS: Alterações</p><p>ETAPA 4: Desenvolver & Apresentar ao Cliente</p><p>CFP - Cer/fied Financial Planner 47</p><p>Asset Allocation</p><p>O objetivo do ASSET ALLOCATION, traduzido como ALOCAÇÃO DE ATIVOS, tem como</p><p>objetivo equilibrar a carteira de investimentos, mitigando os riscos de quem deseja</p><p>investir. Seu foco está na construção da parte da MACRO-ALOCAÇÃO de uma carteira de</p><p>investimentos, definindo o percentual que deverá ser alocado nas categorias de</p><p>investimentos, como, 80% em renda fixa e 20% renda variável.</p><p>Após a Alocação de Ativos, temos o que chamamos de Seleção de Ativos, que é a</p><p>atividade de seleção específica dos produtos financeiros (10% em Petrobrás e 10% em</p><p>Vale do Rio Doce, totalizando os 20% que foram definidos no Asset Allocation). Esta etapa</p><p>também é conhecida com MICRO-ALOCAÇÃO e ocorre na ETAPA 5 – Implementar as</p><p>Recomendações.</p><p>A ALOCAÇÃO DE ATIVOS é dividida também em Estratégia x Tática e Dinâmica x Estática,</p><p>que é aprofundado no Módulo II – Gestão de Ativos & Investimentos (Capítulo 7.3</p><p>Alocação de Ativos e Rebalanceamento de Carteiras).</p><p>ETAPA 4: Desenvolver & Apresentar ao Cliente</p><p>CFP - Certified Financial Planner 48</p><p>Desenvolvendo Recomendações</p><p>Vimos até aqui como são importante as etapas iniciais (Etapa 2 – Coleta & Identificação</p><p>de Necessidades; Etapa 3 – Analisar e Avaliar a Situação do Cliente), pois se coletarmos os</p><p>dados equivocadamente, não será possível</p><p>Avaliar corretamente a Situação do Cliente. E</p><p>se tivermos uma avaliação equivocada, o documento que guiará todo o trabalho</p><p>profissional, que é o IPS (POLÍTICA DE INVESTIMENTOS), também estará equivocado.</p><p>Nos últimos exames foi exigido os seguintes pontos como padrão:</p><p>Ø Nível de Risco da Carteira (concentração da carteira em ativos de risco);</p><p>Ø Necessidade de liquidez (manter entre 5% a 10% em ativos de liquidez imediata);</p><p>Ø Calcular o retorno exigido pelo cliente, sempre assumindo o menor risco possível;</p><p>Ø Prestar muita atenção se os retornos das carteiras serão ou não sujeitos a</p><p>impostos, além de ficar atento se a questão está solicitando retorno real ou</p><p>nominal.</p><p>ETAPA 4: Desenvolver & Apresentar ao Cliente</p><p>CFP - Certified Financial Planner 49</p><p>ATIVOS</p><p>CARTEIRAS</p><p>I II III IV</p><p>Fundos de Curto Prazo 5% 5% 0% 20%</p><p>Títulos do Governo LFT 5% 10% 0% 30%</p><p>Fundos de Renda Fixa de Longo</p><p>Prazo 10% 25% 40% 40%</p><p>Fundos Private Equity 25% 15% 25% 0%</p><p>Ações 55% 45% 30% 10%</p><p>Retorno Esperado Total das</p><p>Carteiras, após os impostos 30% 24% 23% 18%</p><p>Desenvolvendo Recomendações: Exemplo</p><p>Um investidor, 30 anos de idade, solteiro, herdou R$ 2.000.000,00 recentemente. Ele</p><p>não trabalha e suas despesas pessoais são de R$ 30.000 por mês. Ele não pretende</p><p>trabalhar e deseja viver com o rendimento real e ganho de capital gerados pela herança,</p><p>sem tocar no principal. A inflação é de 3,5% a.a., a taxa do ativo livre de risco real de</p><p>4% a.a. Qual é a carteira mais recomendada?</p><p>ETAPA 4: Desenvolver & Apresentar ao Cliente</p><p>CFP - Certified Financial Planner 50</p><p>Primeiramente, devemos calcular o retorno necessário que o inves5dor necessita ter:</p><p>Ø Suas despesas anuais são R$ 30.000 × 12 = R$ 360.000.</p><p>Ø O retorno mínimo REAL que ele precisa ter é 360.000 ÷ 2.000.000 = 18% ao ano.</p><p>Ø Considerando a inflação, o retorno nominal líquido será: 22,13%</p><p>▪ HP-12C:</p><p>o 100 enter</p><p>o 18 [%] [+]</p><p>o 3,5 [%] [+]</p><p>o 100 [-]</p><p>Devemos escolher a carteira que entrega o retorno necessário e que possua liquidez.</p><p>Importante notar que o retorno em vermelho é o retorno líquido e não o retorno real.</p><p>Ø Carteira I: possui um retorno muito acima do necessário, gerando um risco</p><p>desnecessário ao inves5dor (80% está alocado em empresas: Ações + Private</p><p>Equity)</p><p>Ø CARTEIRA II: É a carteira que deve ser escolhida e apresentada ao cliente, pois</p><p>fornece o retorno necessário e possui liquidez (15% em LFT e fundos Curto Prazo).</p><p>Ø Carteira III: mesmo tendo uma remuneração aceitável, não possui liquidez.</p><p>Ø Carteira IV: não gera o retorno necessário para o inves5dor.</p><p>ETAPA 4: Desenvolver & Apresentar ao Cliente</p><p>Desenvolvendo Recomendações: Exemplo</p><p>CFP - Cer/fied Financial Planner 51</p><p>ETAPA 5</p><p>Nesta etapa, deve-se IMPLEMENTAR as recomendações de planejamento financeiro. Esta</p><p>implementação poderá ser feita tanto pelo profissional, quanto pelo próprio cliente, sem</p><p>a par5cipação do profissional. Vale ressaltar que o profissional somente poderá executar</p><p>a implementação das recomendações naquelas áreas na qual ele esteja habilitado</p><p>legalmente e caso o ele e o cliente tenha acordado isto no início do relacionamento (que</p><p>ocorreu na Etapa 1 – Definindo o Escopo de Trabalho). Portanto, um profissional CFP®</p><p>pode cobrar para fazer um inventário extrajudicial? SIM, desde que ele seja advogado.</p><p>Se o profissional for o responsável pela implementação, ele deverá:</p><p>Ø Obter aprovação sobre as responsabilidades na implementação do plano</p><p>financeiro pessoal.</p><p>Ø Idensficar e apresentar os produtos e serviços adequados para implementação</p><p>do plano financeiro aprovado pelo cliente.</p><p>❑ OBSERVAÇÃO: Caso haja a possibilidade de um conflito de interesse nas indicações dos</p><p>produtos, os mesmos deverão ser informados ao cliente.</p><p>ETAPA 5: Implementar as Recomendações</p><p>CFP - Certified Financial Planner 52</p><p>Categorias de Produtos</p><p>Profissionais devem analisar e classificar as categorias de produtos com que atuem,</p><p>identificando as características que possam afetar sua adequação ao perfil do cliente,</p><p>devendo ser considerados, no mínimo:</p><p>Ø Os riscos associados ao produto e seus ativos subjacentes;</p><p>Ø O Perfil dos emissores e prestadores de serviços associados ao produto;</p><p>Ø A existência de garantias;</p><p>Ø Os prazos de carências.</p><p>ETAPA 5: Implementar as Recomendações</p><p>CFP - Certified Financial Planner 53</p><p>Vedações e Deveres</p><p>❑ É vedada a recomendação de produtos ou serviços ao cliente quando:</p><p>Ø O perfil do cliente não for adequado ao produto ou serviço;</p><p>Ø Não sejam obtidas as informações que permitam a identificação do perfil do</p><p>cliente;</p><p>Ø As informações relativas ao perfil do cliente não estiverem atualizadas.</p><p>❑ Dever de quando o cliente ordenar a realização de operações, antes da primeira</p><p>operação:</p><p>Ø Alertar o cliente acerca da ausência ou desatualização de perfil ou da sua</p><p>inadequação, com a indicação das causas da divergência; e</p><p>Ø Obter declaração expressa do cliente de que está ciente da ausência,</p><p>desatualização ou inadequação de perfil.</p><p>ETAPA 5: Implementar as Recomendações</p><p>CFP - Certified Financial Planner 54</p><p>Definição</p><p>Esta é a úl5ma etapa do planejamento financeiro, no qual deve-se MONITORAR a</p><p>situação do cliente, baseada na periodicidade acordada na Etapa 4 – Desenvolvimento de</p><p>Recomendações e Apresentação ao Cliente, no documento IPS (Investment Por7olio</p><p>Statement). Com isso, esta Etapa 6 – Monitoramento da Situação do Cliente, inclui:</p><p>Ø Revisar e reavaliar periodicamente o plano financeiro propondo e implementando,</p><p>se for o caso, os ajustes necessários;</p><p>Ø Obter aprovação sobre estratégias necessárias para implementar os ajustes</p><p>propostos.</p><p>Desta forma, nesta etapa ocorre o Feedback do cliente, criando-se um vínculo de longo</p><p>prazo entre o planejador financeiro e o cliente. Recomenda-se que seja feito pelo menos</p><p>uma vez por ano todo o processo do planejamento financeiro.</p><p>ETAPA 6: Monitorar a Situação com o Cliente</p><p>Capítulo 2:</p><p>Responsabilidade Fiduciária e</p><p>Conduta Profissional</p><p>55</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>56</p><p>2.1 Código de Ética CFP</p><p>56</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>57</p><p>Código de Ética</p><p>Tópicos</p><p>O Código de Conduta Ética e Responsabilidade Profissional da Planejar estabelece</p><p>Princípios e Regras aplicáveis a:</p><p>Ø Pessoas físicas certificadas para o uso das marcas CFP® (Planejadores CFP®).</p><p>Ø Pessoas jurídicas e físicas não certificadas para o uso das marcas que sejam</p><p>associadas à Planejar (Associados).</p><p>Tanto os Princípios quanto as Regras contidos neste Código constituem normas de</p><p>observância obrigatória. O descumprimento de quaisquer destas normas pelos</p><p>Planejadores CFP® e Associados acarreta a instauração de procedimentos disciplinares</p><p>para sua apuração. Vale ressaltar que:</p><p>Ø Adesão ao código de ética é obrigatória a todos os associados; e</p><p>Ø O código se aplica a todos os Profissionais que executem qualquer planejamento</p><p>envolvendo a Marca CFP®.</p><p>Estaremos focando nos principais itens do Código de Ética e do seu devido Anexo, sendo</p><p>a sua leitura obrigatória a todos que desejam ser aprovados.</p><p>(*) https://planejar.org.br/wp-content/uploads/2021/01/planejar_codigo_etica_ed001-1-1_correto.pdf</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>58</p><p>Termos e Expressões (Seção I)</p><p>Definição (I)</p><p>(I) Os Termos e Expressões que trata o código são:</p><p>Ø Planejar: Associação Brasileira de Planejadores Financeiros;</p><p>Ø Associado: Qualquer pessoa física ou jurídica associada à Planejar, ainda que não</p><p>seja certificada como Planejador CFP®;</p><p>Ø Planejador: Qualquer profissional atualmente certificado pela Planejar, sendo-</p><p>lhe autorizado o uso das marcas CFP®;</p><p>Ø Cliente: Qualquer pessoa, física ou jurídica, que contrate um Planejador CFP® e</p><p>Associado para lhe prestar serviços profissionais de planejamento financeiro.</p><p>Quando os serviços são prestados a uma pessoa jurídica, o cliente é a própria</p><p>pessoa jurídica, agindo por meio de seu representante legal;</p><p>Ø Código: O presente Código de Conduta Ética e Responsabilidade Profissional da</p><p>Planejar;</p><p>Ø Conflito de interesses: Situação ou circunstância</p><p>em que o Planejador CFP® e</p><p>Associado obtenham ou possam obter, para si ou para terceiros, vantagem</p><p>indevida e de que resulte, ou possa resultar, prejuízo para seus clientes, ou que</p><p>impeça ou restrinja sua capacidade de prestar aconselhamento, recomendações</p><p>ou serviços de forma isenta.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>59</p><p>Termos e Expressões (Seção I)</p><p>Definição (II)</p><p>(II) Os Termos e Expressões que trata o código são:</p><p>Ø Processo de planejamento financeiro pessoal ou processo de planejamento</p><p>financeiro: Compreende a análise de dados dos clientes, tais como objetivos,</p><p>perfil de tolerância ao risco e avaliação da situação financeira para o correto</p><p>desenvolvimento e monitoramento de recomendações e/ou alternativas de</p><p>planejamento financeiro;</p><p>Ø Remuneração: Significa todo e qualquer ganho do Planejador CFP® ou Associado</p><p>no desenvolvimento de suas atividades junto aos clientes, contemplando todas as</p><p>fontes e formas, pecuniárias ou não, diretas e indiretas, de remuneração,</p><p>independentemente da denominação utilizada, que configurem benefício</p><p>econômico, tais como taxas, comissões, honorários, “rebates”, entre outras;</p><p>Ø Suitability: Análise cuidadosa da situação financeira, experiência e objetivos do</p><p>cliente, para fins de apresentação de aconselhamento financeiro. Para a definição</p><p>do perfil do cliente, devem ser analisados, no mínimo, os seguintes aspectos:</p><p>(I) experiência em matéria de investimentos; (II) horizonte de tempo; (III)</p><p>objetivos; e (IV) capacidade de tolerância ao risco.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>60</p><p>Princípios (Seção II) e Regras (Seção III)</p><p>Definição</p><p>Os Princípios e Regras do Código expressam o reconhecimento pelo Planejador CFP® e</p><p>Associado de suas responsabilidades profissionais para com o público, clientes e colegas.</p><p>Os seus devidos conceitos são:</p><p>Ø PRINCÍPIOS: Os Princípios expressam em termos gerais a postura ética</p><p>profissional esperada dos Profissionais CFP®, que devem persegui-los em suas</p><p>atividades profissionais. Desta forma, ressalta:</p><p>o Postura ética profissional esperada;</p><p>o Assuntos mais genéricos;</p><p>o Responsabilidades dos profissionais CFP® para com o público, clientes, colegas</p><p>e empregadores.</p><p>Ø REGRAS: As Regras determinam os padrões éticos derivados dos dogmas</p><p>contidos nos Princípios. Assim sendo, as Regras clarificam os padrões de conduta</p><p>ética e responsabilidade profissional que devem ser observados e perseguidos em</p><p>determinadas situações. Desta forma, ressalta:</p><p>o Situações específicas;</p><p>o Algumas Regras não são aplicáveis a alguns tipos de serviços.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>61</p><p>Princípios</p><p>Os 8 Princípios</p><p>Os 8 princípios do código de ética da planejar são:</p><p>Ø Princípio 1 – Cliente em primeiro lugar: Colocar os interesses do cliente em</p><p>primeiro lugar;</p><p>Ø Princípio 2 – Integridade: Fornecer serviços profissionais com integridade;</p><p>Ø Princípio 3 – Objetividade: Fornecer serviços profissionais de forma objetiva;</p><p>Ø Princípio 4 – Imparcialidade: Ser justo e imparcial nas suas relações profissionais;</p><p>Ø Princípio 5 – Profissionalismo: Agir com conduta profissional exemplar;</p><p>Ø Princípio 6 – Competência: Manter e desenvolver as habilidades e os</p><p>conhecimentos necessários para a boa atuação profissional;</p><p>Ø Princípio 7 – Confidencialidade: Proteger a confidencialidade de todas as</p><p>informações dos clientes;</p><p>Ø Princípio 8 – Diligência: Fornecer serviços profissionais de forma diligente.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>62</p><p>Princípio 1: Cliente em primeiro lugar</p><p>Definição</p><p>Este princípio diz que o profissional deve COLOCAR OS INTERESSES DO CLIENTE EM</p><p>PRIMEIRO LUGAR e não considerar ganhos ou vantagens pessoais acima dos interesses</p><p>do cliente é obrigação do Planejador CFP e Associado.</p><p>É marca característica de profissionalismo do planejador financeiro CFP colocar os</p><p>interesses do cliente em primeiro lugar, agindo de forma honesta e não colocando ganhos</p><p>ou vantagens pessoais acima dos interesses do cliente.</p><p>❑ PROVA: somente deverá ser assinalado, se os outros princípios estiverem errados, pois</p><p>este princípio sempre é violado, quando algum outro for violado também.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>63</p><p>Princípio 2: Integridade</p><p>Definição</p><p>O Planejador CFP e o Associado devem FORNECER SERVIÇOS PROFISSIONAIS COM</p><p>INTEGRIDADE, pois a integridade requer que observem não apenas o conteúdo dos</p><p>Princípios e Regras, mas também o espírito deste Código. A confiança depositada pelos</p><p>clientes pressupõe atuação honesta, íntegra e transparente. Agindo com integridade, o</p><p>Planejador CFP e Associado mantêm e aprimoram a imagem pública do uso das marcas</p><p>CFP e o compromisso de bem servir.</p><p>❑ PROVA: A dica é escrever “Hintegridade”, com H de HONESTIDADE e ressaltar que agir</p><p>com “propaganda enganosa” é uma violação deste princípio.</p><p>❑ EXEMPLO: Rafael trabalha em uma empresa de consultoria financeira. Ele garante a</p><p>um novo cliente, que acaba de ganhar na loteria R$ 10 milhões, que pode “prover todos</p><p>os serviços de investimentos que você possa precisar”. A empresa na qual Rafael</p><p>trabalha, pode dar consultoria em planejamento financeiro mas não pode atuar em</p><p>alocação de ativos e outros serviços. Qual princípio Rafael violou?</p><p>� Resposta: Como Rafael utilizou de propaganda enganosa, ele violou o princípio da</p><p>integridade, já que sua empresa não pode atuar em todos os serviço.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>64</p><p>Princípio 2: Integridade</p><p>Regras</p><p>❑ O profissional CFP® e o Associado deverão:</p><p>Ø Assegurar que suas preferências ou interesses pessoais não afetem de forma</p><p>adversa os serviços prestados ao cliente. Falta: Leve a Grave, mais multa;</p><p>Ø Exercer julgamento prudente ao oferecer e prestar serviços. Falta: Leve a Grave,</p><p>mais multa.</p><p>❑ O profissional CFP® e o Associado NÃO deverão:</p><p>Ø Omitir a clientes ou terceiros os potenciais benefícios gerados em proveito</p><p>próprio pelos serviços prestados. Falta: Leve a Grave, mais multa;</p><p>Ø Adotar conduta que possa impactar negativamente a imagem das Marcas CFP® e</p><p>da profissão de planejador financeiro. FALTA: GRAVE, MAIS MULTA.</p><p>Ø Fornecer, direta ou indiretamente, informações falsas ou enganosas relacionadas</p><p>às suas qualificações ou serviços. FALTA: GRAVÍSSIMA E MULTA;</p><p>Ø Incorrer em conduta desonesta, fraudulenta, enganosa ou falsa. FALTA:</p><p>GRAVÍSSIMA E MULTA.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>65</p><p>Princípio 3: Objetividade</p><p>Definição</p><p>O Planejador CFP e o Associado devem FORNECER SERVIÇOS PROFISSIONAIS DE FORMA</p><p>OBJETIVA. A objetividade na atuação do Planejador CFP e Associado requer honestidade</p><p>intelectual e imparcialidade na atuação dentro do escopo de serviço acordado. As</p><p>recomendações devem ser feitas de forma pragmática, isenta, transparente e respaldada</p><p>em princípios técnicos.</p><p>❑PROVA: A dica é escrever “objeSUITABILIDADE”, para lembrar de Suitability (API).</p><p>❑EXEMPLO: Um planejador financeiro CFP recebe instruções da instituição financeira</p><p>onde trabalha, para ofertar um novo COE a todos os seus clientes, independente da</p><p>perfil do API (suitability). Ele segue as ordens e consegue que 90% de seus clientes</p><p>comprem o produto. Qual princípio foi violado?</p><p>Ø Resposta: Ele violou o Princípio da Objetividade, pois não respeitou o perfil de seus</p><p>clientes (API), que é um princípio técnico.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>66</p><p>Princípio 3: Objetividade</p><p>Regras</p><p>❑ O Profissional CFP® e o Associado deverão:</p><p>Ø Comunicar todos os fatos relevantes, sempre que necessário, para evitar que</p><p>clientes ou partes relacionadas sejam induzidos a erros ou enganos. Falta: Leve a</p><p>Grave, mais multa;</p><p>Ø Fazer e/ou implementar recomendações adequadas (“Suitability”) ao seu cliente.</p><p>Falta: Leve a Grave, mais multa;</p><p>Ø Acordar com seus clientes os serviços e remuneração a serem fornecidos,</p><p>necessariamente, antes de implementá-los. Falta: Leve a Grave, mais multa;</p><p>Ø Comunicar-se de forma a garantir que o cliente compreenda as recomendações</p><p>de seu planejamento financeiro e possa tomar decisões conscientes. Falta: Leve,</p><p>mais multa.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>67</p><p>Princípio 4: Imparcialidade</p><p>Definição</p><p>O Planejador CFP e o Associado devem SER JUSTOS E IMPARCIAIS NAS SUAS RELAÇÕES</p><p>PROFISSIONAIS. A imparcialidade traduz-se na identificação, informação e administração</p><p>de possíveis conflitos de interesses envolvidos no processo de planejamento financeiro. O</p><p>Planejador CFP e Associado devem informar clientes e colegas de forma imparcial sobre</p><p>seus direitos e deveres, assim como tratá-los como gostariam de ser tratados.</p><p>❑PROVA: A dica é “Conflitos de Interesse”.</p><p>❑EXEMPLO: Um gestor recomenda aos seus clientes a compra de ações da empresa em</p><p>que a sua esposa trabalhou no IPO recentemente. Ele não revela esta informação para</p><p>seus clientes. Qual princípio foi violado?</p><p>Ø Resposta: Ele violou o Princípio de Imparcialidade, pois não informou sobre o</p><p>possível conflito de interesse, pois sua esposa poderá ser beneficiada se o IPO for</p><p>bem sucedido.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>68</p><p>Princípio 4: Imparcialidade</p><p>Regras</p><p>❑ O Profissional CFP e o Associado deverão segregar o patrimônio do cliente do seu</p><p>patrimônio individual, de seu empregador ou de quaisquer outros, a menos que tal</p><p>procedimento seja legalmente previsto e/ou expressamente autorizado por escrito entre</p><p>as partes. FALTA: GRAVE A GRAVÍSSIMA.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>69</p><p>Princípio 5: Profissionalismo</p><p>Definição</p><p>O profissionalismo exige comportamento digno e respeitoso com clientes, colegas,</p><p>instituições vinculadas ou concorrentes e órgãos reguladores, sempre em conformidade</p><p>com a legislação vigente e as regras e princípios deste Código, agindo com conduta</p><p>profissional exemplar. O profissionalismo pressupõe o espírito de cooperação e requer</p><p>que posicionamentos públicos sejam feitos com moderação. Desta forma, o Planejador</p><p>CFP e o Associado devem AGIR COM CONDUTA PROFISSIONAL EXEMPLAR.</p><p>❑PROVA: A dica é “não ser agiota”.</p><p>❑EXEMPLO: Um profissional CFP está passando por dificuldades financeiras e toma</p><p>emprestado recursos financeiros de um cliente. Ele infringiu o Código de Ética?</p><p>Ø Resposta: Sim, pois o profissional CFP não pode emprestar recursos a clientes</p><p>(exceto a familiares até segundo grau) e tão pouco tomar dinheiro emprestado de</p><p>clientes, exceto se o cliente for uma instituição pertencente ao Sistema Financeiro</p><p>Nacional e o empréstimo não estiver relacionado com os serviços prestados.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>70</p><p>Princípio 5: Profissionalismo</p><p>Regras</p><p>❑ O Profissional CFP® e o Associado deverão:</p><p>Ø Respeitar as diretrizes e regras do Guia de Uso das Marcas CFP®. Falta: Leve a</p><p>Grave, mais multa;</p><p>Ø Cumprir e respeitar os procedimentos da Planejar, incluindo as obrigações de</p><p>educação continuada, para manter o direito de uso das Marcas. Falta: Leve, mais</p><p>multa;</p><p>Ø Manter atualizados seus dados cadastrais no sistema da Planejar, em até</p><p>30 (trinta) dias corridos da alteração. Falta: Leve, mais multa.</p><p>❑ O Planejador CFP e Associado que receberem notificação de instauração de processo</p><p>judicial ou administrativo relacionado a sua atividade profissional deverão notificar a</p><p>Planejar por carta ou e-mail com AR (aviso de recebimento) ou protocolo em até</p><p>30 (trinta) dias corridos do recebimento da notificação. Após a conclusão do processo, a</p><p>Planejar deverá ser informada sobre o resultado. Falta: Leve a Grave, mais multa.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>71</p><p>Princípio 5: Profissionalismo</p><p>Regras</p><p>❑ O Profissional CFP® e o Associado NÃO deverão tomar ou emprestar dinheiro ao</p><p>cliente, exceto se:</p><p>Ø O cliente tiver relação ou parentesco até o segundo grau com o Profissional CFP®</p><p>e Associado, ou, ainda, quando for seu cônjuge ou companheiro;</p><p>Ø O cliente for uma instituição pertencente ao Sistema Financeiro Nacional e o</p><p>empréstimo tomado pelo Profissional não estiver relacionado com os serviços</p><p>prestados ou se o dinheiro emprestado ao cliente for da instituição.</p><p>Ø FALTA: GRAVE, MAIS MULTA.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>72</p><p>Princípio 6: Competência</p><p>Definição</p><p>O Planejador CFP e o Associado deve MANTER E DESENVOLVER AS HABILIDADES E OS</p><p>CONHECIMENTOS NECESSÁRIOS PARA A BOA ATUAÇÃO PROFISSIONAL. A competência</p><p>exige atingir e manter um nível adequado de habilidades, capacidades e conhecimentos</p><p>para o fornecimento de serviços profissionais de planejamento financeiro pessoal,</p><p>conforme descrito no documento “Perfil de Competência do Planejador Financeiro”.</p><p>Inclui, também, a sabedoria e maturidade para conhecer suas limitações e situações em</p><p>que a consulta ou o encaminhamento para outro(s) profissional(is) seja apropriado. A</p><p>competência requer compromisso constante com a educação continuada.</p><p>❑ PROVA: Lembrar de humildade, só fazer o que sabe.</p><p>❑ EXEMPLO: Um profissional CFP, especialista em renda variável, aconselha seu cliente</p><p>sobre planejamento sucessório. Este cliente possui diversas peculiaridades, como por</p><p>exemplo, bens no exterior. O Profissional CFP não achou necessário o envolvimento de</p><p>um advogado. Desta forma, qual princípio foi violado?</p><p>Ø Resposta: O profissional CFP violou o Princípio da Competência, pois não deve</p><p>assessorar nas áreas em que não for competente, devendo buscar consultoria e/ou</p><p>encaminhar os clientes para profissionais qualificados.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>73</p><p>Princípio 6: Competência</p><p>Regras</p><p>❑ O Profissional CFP® e o Associado deverão:</p><p>Ø Assessorar seus clientes apenas naquelas áreas de sua competência. Nas áreas</p><p>em que não forem competentes, o Planejador CFP® e Associado deverão buscar</p><p>consultoria e/ou encaminhar os clientes para profissionais qualificados. Falta:</p><p>Leve, mais multa;</p><p>Ø Realizar análise técnica e imparcial dos produtos e serviços a serem</p><p>recomendados aos clientes, podendo valer-se da análise de terceiros de</p><p>reputação comprovada. Falta: Leve, mais multa.</p><p>Ø Manter seus conhecimentos atualizados em todas as áreas do conhecimento que</p><p>envolvam o processo de planejamento financeiro e cumprir todas as exigências</p><p>de educação continuada da Planejar. Falta: Leve, mais multa;</p><p>Ø Conhecer e observar os seguintes documentos da Planejar disponíveis no site:</p><p>o Perfil de Competência do Planejador Financeiro;</p><p>o Melhores Práticas de Planejamento Financeiro.</p><p>o Falta: Leve, mais multa</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>74</p><p>Princípio 7: Confidencialidade</p><p>Definição</p><p>O Planejador CFP e o Associado deve PROTEGER A CONFIDENCIALIDADE DE TODAS AS</p><p>INFORMAÇÕES DOS CLIENTES. A confidencialidade exige do Planejador CFP e Associado a</p><p>guarda e proteção das informações dos clientes, de forma a permitir acesso prudente</p><p>apenas às pessoas autorizadas. Um relacionamento de confiança com o cliente só pode</p><p>ser construído sob o entendimento de que as informações serão tratadas de forma</p><p>discreta e segura e não serão reveladas inadequadamente.</p><p>❑ PROVA: A dica é “só falar, se a justiça mandar”.</p><p>❑ EXEMPLO: Profissional fala dos negócios de um ex-cliente com amigos. Há violação?</p><p>Resposta: Sim, pois a palavra cliente na Planeja se aplica para clientes atuais, potenciais e</p><p>ex-clientes.</p><p>❑ EXEMPLO 2: Profissional é chamado para depor como testemunha num processo</p><p>judicial onde seu cliente é uma das partes envolvidas. Deve revelar as informações?</p><p>Resposta: Sim, não há violação do princípio da confidencialidade, pois é um processo</p><p>judicial.</p><p>CFP - Certified Financial Planner</p><p>75</p><p>Princípio 7: Confidencialidade</p><p>Regras</p><p>❑ O Profissional CFP® e o Associado deverão tratar as informações do cliente como</p><p>confidenciais, EXCETO:</p><p>Ø Responder a processos legais;</p><p>Ø Satisfazer a legislação e regulamentação oficiais vigentes;</p><p>Ø Atender a obrigações para com empregadores ou sócios;</p><p>Ø Defender-se contra acusações de conduta irregular em disputa civil ou criminal;</p><p>Ø Prestar serviços profissionais em nome do cliente com autorização por escrito do</p><p>mesmo.</p><p>Ø FALTA: GRAVE A GRAVÍSSIMA</p><p>❑ O Planejador CFP e Associado deverão agir com prudência para proteger as</p><p>informações e a propriedade do cliente, incluindo segurança de informações</p><p>armazenadas, seja de forma física ou</p>