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<p>COLORAÇÃO DAS</p><p>LAMINAS DOS EXAMES</p><p>CITOPATOLÓGICOS</p><p>Ananindeua – Pa</p><p>2023</p><p>Prof. Dr. Bruno José</p><p>Martins da Silva</p><p>• O etanol a 96% é o fixador de rotina</p><p>devido a sua eficiência, seu baixo custo e</p><p>ausência de toxicidade.</p><p>• O esfregaço ainda úmido deve ser</p><p>imediatamente imerso em etanol, onde</p><p>permanece até o momento da coloração.</p><p>• O tempo de permanência da amostra no</p><p>fixador deve ser no mínimo 15 minutos,</p><p>recomendando-se não ultrapassar duas</p><p>semanas.</p><p>FIXAÇÃO DOS ESFREGAÇOS</p><p>CITOPATOLÓGICOS</p><p>FIXAÇÃO DOS ESFREGAÇOS</p><p>CITOPATOLÓGICOS</p><p>A demora na fixação ou a utilização de etanol em concentração</p><p>inferior à preconizada pode levar a alterações celulares</p><p>importantes, dificultando ou mesmo impossibilitando a avaliação</p><p>oncológica.</p><p>Os seguintes efeitos podem ser encontrados nas amostras</p><p>dessecadas (exposição prolongada no ar):</p><p>• Aspecto opacificado, turvo, dando a impressão de que a amostra</p><p>está fora do campo de visão.</p><p>• Aumento da eosinofilia citoplasmática.</p><p>• Aumento nuclear (de quatro a seis vezes maior ao verificado nas</p><p>amostras fixadas imediatamente) e perda dos detalhes da</p><p>estrutura cromatínica.</p><p>FIXAÇÃO INADEQUADO</p><p>O que interfere na</p><p>coloração das</p><p>lâminas do</p><p>exame citopatológico?</p><p>CITOPATOLOGIA</p><p>A qualidade da coloração</p><p>citológica está</p><p>diretamente relacionada</p><p>às características tintoriais dos</p><p>corantes, ao processamento da</p><p>amostra (espessura dos esfregaços)</p><p>e fixação. Esses cuidados devem ser</p><p>observados para se evitar artefatos</p><p>e dificuldade de análise do</p><p>material.</p><p>COLORAÇÃO CITOPATOLÓGICA</p><p>O método de Papanicolaou utiliza um conjunto</p><p>de corantes e tem como objetivo a evidenciação</p><p>das variáveis na morfologia e dos graus de</p><p>maturidade e de atividade metabólica celular.</p><p>MÉTODO PAPANICOLAOU</p><p>1. Corante básico: com afinidade pelo núcleo das</p><p>células - a Hematoxilina (Oxidação do mercúrio-</p><p>hemateína) → Cora em púrpura</p><p>2. Corante ácido: que se combina com o citoplasma das</p><p>células queratinizadas - Orange G</p><p>3. Corante policromático: que oferece tonalidades de</p><p>cores diferentes no citoplasma das células: EA-65</p><p>(eosina, verde-luz ou verde-brilhante e pardo de Bismarck)</p><p>Silva Neto e colaboradores. Citologia clínica do trato genital feminino. Thieme Revinter. Rio de janeiro,</p><p>2020.</p><p>MÉTODO PAPANICOLAOU</p><p>MÉTODO PAPANICOLAOU</p><p>Este método abrange cinco etapas:</p><p>1. Hidratação</p><p>2. Coloração nuclear</p><p>3. Desidratação</p><p>4. Coloração citoplasmática</p><p>5. Desidratação</p><p>MÉTODO PAPANICOLAOU</p><p>2. Coloração nuclear: as células</p><p>hidratadas podem agora</p><p>receber um corante aquoso</p><p>para corar os</p><p>núcleos (hematoxilina de Harris).</p><p>1. Hidratação: esta etapa</p><p>requer a reposição gradual</p><p>da água das células por meio</p><p>de banhos alcoólicos</p><p>de concentrações decrescentes</p><p>até a água destilada.</p><p>MÉTODO PAPANICOLAOU</p><p>3. . Desidratação: para receber</p><p>corantes</p><p>alcoólicos citoplasmáticos, devem</p><p>os agora retirar a água</p><p>das células com banhos</p><p>alcoólicos de concentrações</p><p>crescentes.</p><p>4. Coloração</p><p>citoplasmática: nesta etapa,</p><p>o citoplasma das células é</p><p>corado pelos corantes orange G e</p><p>EA-65, de modo a diferenciar com</p><p>diversas tonalidades o citoplasma</p><p>das células de acordo com a sua</p><p>maturidade e metabolismo.</p><p>MÉTODO PAPANICOLAOU</p><p>5. Desidratação, clarificação e</p><p>selagem: a água agora deve ser retirada</p><p>com concentrações alcoólicas crescentes,</p><p>clarificadas e seladas com meios</p><p>permanentes hidrofóbicos.</p><p>FONTE: Silva Neto e</p><p>colaboradores. Citologia</p><p>clínica do trato genital</p><p>feminino. Thieme Revinter.</p><p>Rio de janeiro, 2020.</p><p>MÉTODO PAPANICOLAOU</p><p>MÉTODO PAPANICOLAOU</p><p>• A hematoxilina cora</p><p>o núcleo em azul.</p><p>O verde-brilhante cora o</p><p>citoplasma em verde-azul</p><p>das células escamosas par</p><p>abasais e intermediárias,</p><p>células colunares</p><p>e histiócitos.</p><p>A eosina cora em rosa o</p><p>citoplasma das</p><p>células superficiais, nuclé</p><p>olos,</p><p>mucina endocervical e</p><p>cílios.</p><p>•O Orange G6 cora as</p><p>hemácias e as células</p><p>queratinizadas em lara</p><p>nja-brilhante.</p><p>MÉTODO PAPANICOLAOU</p><p>• Para a padronização da coloração é necessário checar</p><p>diariamente os esfregaços sob o microscópio, fazendo as</p><p>correções, se necessárias.</p><p>• Assim, é ajustado o tempo que os esfregaços devem</p><p>permanecer em cada corante.</p><p>• Nunca deve ser esquecida a manutenção da bateria de</p><p>coloração, filtrando diariamente e trocando os corantes e</p><p>soluções (álcool, xilol) quando necessário, para atingir um</p><p>padrão ideal de coloração dos esfregaços.</p><p>FALHAS NO PROCEDIEMNTO DE</p><p>COLORAÇÃO</p><p>FONTE: Silva Neto e colaboradores. Citologia clínica do trato genital feminino. Thieme Revinter. Rio de</p><p>janeiro, 2020.</p><p>os níveis dos corantes não imergiram</p><p>suficientemente as lâminas. Observe que na</p><p>parte superioronde foi depositado o material</p><p>colhido pela escovinha cervical está mais</p><p>claro. Também é possível observar que há</p><p>muito material espalhado na lâmina, e isto</p><p>écausa de sobreposição celular, dificultando a</p><p>análise do citologista</p><p>FALHAS NO PROCEDIEMNTO DE</p><p>COLORAÇÃO</p><p>Células escamosas superficiais com citoplasma corado em rosa (eosinofílicas) e células</p><p>intermediárias com citoplasma corado em azul (cianofílicas). A coloração citoplasmática</p><p>é bem diferenciada nessas células.</p><p>b - Efeito do Orange na coloração citoplasmática.</p><p>Esfregaço cervicovaginal, Papanicolaou, 400x. Células malignas queratinizadas e</p><p>hemácias coradas em laranja devido à ação do Orange.</p><p>c; d - Contaminação celular cruzada. Esfregaços cervicovaginais, Papanicolaou, 100x.</p><p>Observar os conjuntos de células em outro campo de visão (setas) devido à transferência</p><p>de células de outro esfregaço. Isso pode acontecer quando os corantes e soluções</p><p>utilizados no processamento técnico das amostras não são filtrados rotineiramente.</p><p>FALHAS NO PROCEDIEMNTO DE</p><p>COLORAÇÃO</p><p>e - Excesso de hematoxilina. Esfregaço cervicovaginal, Papanicolaou, 100x. Não há coloração</p><p>diferencial do citoplasma das células devido ao tempo de exposição prolongada do esfregaço na</p><p>hematoxilina ou pela extração insuficiente desse corante na água corrente (etapa que antecede a</p><p>coloração pelo EA).</p><p>f - Coloração insuficiente pela hematoxilina. Esfregaço cervicovaginal, Papanicolaou, 100x.</p><p>Observar que os núcleos das células quase não são identificados.</p><p>FALHAS NO PROCEDIEMNTO DE</p><p>COLORAÇÃO</p><p>• Clareamento dos esfregaços: o xilol, um solvente, tem a finalidade de</p><p>tornar as células translúcidas, participando no processo do seu</p><p>clareamento, ou diafanização.</p><p>FALHAS NO PROCEDIEMNTO DE</p><p>COLORAÇÃO</p><p>• Contaminação por talco. Esfregaços cervicovaginais, Papanicolaou, 100x e</p><p>400x. O talco contido nas luvas utilizadas pelo médico no momento da</p><p>colheita ou durante a confecção dos esfregaços pode contaminar a amostra.</p><p>Representam cristais birrefringentes, com aparência de cruz de malta (setas).</p><p>FALHAS NO PROCEDIEMNTO DE</p><p>COLORAÇÃO</p><p>• c - “Fundo” hemorrágico. Esfregaço cervicovaginal, Papanicolaou, 100x.</p><p>Hemácias bem conservadas na amostra, como observado nesta figura,</p><p>geralmente ocorrem por trauma na colheita.</p><p>• d - Esmagamento das células. Esfregaço cervicovaginal, 100x. A compressão</p><p>excessiva do material sobre a lâmina no momento da confecção do esfregaço</p><p>resulta em distorção e lise das células com o aparecimento de</p><p>filamentos basofílicos correspondendo a restos dos núcleos.</p><p>MONTAGEM DAS LÂMINAS</p><p>• É o processo em que é aplicada uma</p><p>resina sintética dissolvida em um</p><p>solvente, geralmente o xilol, permitindo</p><p>a adesão entre a lamínula e a lâmina.</p><p>A ligação entre as duas protege o</p><p>esfregaço da dessecação e diminui as</p><p>chances de descoloração ao decorrer</p><p>do tempo.</p><p>• Os meios de montagem mais utilizados</p><p>no nosso meio são o bálsamo do Canadá</p><p>e o Entellan (Merck).</p><p>MONTAGEM DAS LÂMINAS</p><p>• É fundamental que o</p><p>procedimento de montagem seja</p><p>rápido, imediatamente após a</p><p>remoção do esfregaço do xilol,</p><p>impedindo a penetração de ar</p><p>entre a lâmina e a lamínula.</p><p>Quando isso ocorre, poderão</p><p>surgir artefatos, como a presença</p><p>de pigmento acastanhado</p><p>recobrindo</p><p>a amostra (artefato</p><p>corn flakes) ou a formação de</p><p>bolhas.</p><p>QUALIDADE E ADEQUABILIDADE</p><p>Deve ser considerado</p><p>satisfatório o esfregaço</p><p>que apresentar células</p><p>epiteliais escamosas e</p><p>glandulares</p><p>Celularidade --> 8.000 -</p><p>12,000 células epiteliais</p><p>escamosas bem</p><p>preservadas e bem</p><p>visualizadas – incluindo</p><p>metaplasia</p><p>A eosina cora em rosa o</p><p>citoplasma das</p><p>células superficiais, nucl</p><p>éolos,</p><p>mucina endocervical e</p><p>cílios.</p><p>•O Orange G6 cora as</p><p>hemácias e as células</p><p>queratinizadas em lara</p><p>nja-brilhante.</p><p>DESCRIÇÃO DA AMOSTRA –</p><p>QUALIDADE</p><p>• Amostras não processadas: descrever, por exemplo,</p><p>se a lâmina veio quebrada, não identificada etc.</p><p>• Amostras processadas: descrever, por exemplo,</p><p>dessecamento, esfregaço hemorrágico, abundante</p><p>exsudato inflamatório, fungos contaminantes,</p><p>escassez celular, amostra muito espessa (muita</p><p>sobreposição celular)</p><p>DESCRIÇÃO DA AMOSTRA –</p><p>QUALIDADE</p><p>FONTE: Silva Neto e colaboradores. Citologia clínica do trato genital feminino. Thieme Revinter. Rio de</p><p>janeiro, 2020.</p><p>DESCRIÇÃO DA AMOSTRA –</p><p>QUALIDADE</p><p>FONTE: Silva Neto e colaboradores. Citologia clínica do trato genital feminino. Thieme Revinter. Rio de</p><p>janeiro, 2020.</p><p>LEITURA DE LÂMINA</p><p>FONTE: Silva Neto e colaboradores. Citologia clínica do trato genital feminino. Thieme Revinter. Rio de</p><p>janeiro, 2020.</p><p>LEITURA DE LÂMINA - MARCAÇÃO</p><p>DE CAMPOS SUSPEITOS</p><p>FONTE: Silva Neto e colaboradores. Citologia clínica do trato genital feminino. Thieme Revinter. Rio de</p><p>janeiro, 2020.</p><p>Assunto inicial</p><p>Slide 1</p><p>Slide 2</p><p>Slide 3</p><p>Slide 4</p><p>Slide 5</p><p>Slide 6</p><p>Slide 7</p><p>Slide 8</p><p>Slide 9</p><p>Slide 10: MÉTODO PAPANICOLAOU</p><p>Slide 11: MÉTODO PAPANICOLAOU</p><p>Slide 12: MÉTODO PAPANICOLAOU</p><p>Slide 13: MÉTODO PAPANICOLAOU</p><p>Slide 14</p><p>Slide 15: MÉTODO PAPANICOLAOU</p><p>Slide 16: MÉTODO PAPANICOLAOU</p><p>Slide 17: FALHAS NO PROCEDIEMNTO DE COLORAÇÃO</p><p>Slide 18: FALHAS NO PROCEDIEMNTO DE COLORAÇÃO</p><p>Slide 19: FALHAS NO PROCEDIEMNTO DE COLORAÇÃO</p><p>Slide 20: FALHAS NO PROCEDIEMNTO DE COLORAÇÃO</p><p>Slide 21: FALHAS NO PROCEDIEMNTO DE COLORAÇÃO</p><p>Slide 22: FALHAS NO PROCEDIEMNTO DE COLORAÇÃO</p><p>Slide 23: MONTAGEM DAS LÂMINAS</p><p>Slide 24: MONTAGEM DAS LÂMINAS</p><p>Slide 25: QUALIDADE E ADEQUABILIDADE</p><p>Slide 26: DESCRIÇÃO DA AMOSTRA – QUALIDADE</p><p>Slide 27: DESCRIÇÃO DA AMOSTRA – QUALIDADE</p><p>Slide 28: DESCRIÇÃO DA AMOSTRA – QUALIDADE</p><p>Slide 29: LEITURA DE LÂMINA</p><p>Slide 30: LEITURA DE LÂMINA - MARCAÇÃO DE CAMPOS SUSPEITOS</p><p>Slide 31</p>