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<p>1. Drenos e Seus Tipos</p><p>1. Dreno de Tórax (Portovac, Bulb):</p><p>· Função: Utilizado para remover fluidos (sangue, pus, ou outros líquidos) ou ar do espaço pleural, restaurando a pressão negativa nos pulmões.</p><p>· Indicação: Pós-cirurgia torácica (como ressecção pulmonar), trauma torácico, pneumotórax.</p><p>Dreno de Portovac</p><p>· Mecanismo de Funcionamento:</p><p>O dreno cria uma sucção para remover o ar ou fluido acumulado.</p><p>Normalmente é conectado a um sistema de três câmaras: uma de coleta, uma de selagem de água (para prevenir o retorno de ar) e uma de controle de sucção.</p><p>· Cuidados de Enfermagem:</p><p>· Monitorar a quantidade, cor e consistência do líquido drenado (sangue claro, seroso, purulento).</p><p>· Garantir que o sistema esteja sempre abaixo do nível do tórax.</p><p>· Verificar a integridade do sistema de sucção e selagem de água, evitando que o ar retorne para a cavidade pleural.</p><p>· Realizar a troca do curativo estéril, verificando sinais de infecção no local de inserção.</p><p>· Complicações: Deslocamento do dreno, obstrução, infecção, pneumotórax persistente.</p><p>2. Dreno de Penrose:</p><p>· Função: Utilizado para drenar passivamente líquidos de feridas ou cavidades corporais, permitindo que o fluido siga seu caminho natural para fora do corpo.</p><p>· Indicação: Feridas abertas, cirurgias abdominais, drenagem de abscessos superficiais.</p><p>· Cuidados de Enfermagem:</p><p>· Manter o local do dreno limpo e trocar curativos com frequência para evitar contaminação.</p><p>· Inspecionar o local de inserção para verificar a saída de fluidos e garantir que não haja obstruções.</p><p>· Reforçar a fixação para evitar deslocamento.</p><p>· Complicações: Risco de infecção se não mantido adequadamente.</p><p>3. Dreno de Blake:</p><p>· Função:Um dreno de silicone que promove drenagem com baixa pressão negativa, utilizado principalmente em cirurgias torácicas e abdominais.</p><p>· Indicação:Pós-operatório em cirurgias cardíacas ou torácicas.</p><p>· Mecanismo de Funcionamento:</p><p>Conectado a um sistema de drenagem fechado para evitar infecções, com baixa sucção para remoção suave de fluidos.</p><p>· Cuidados de Enfermagem:</p><p>· Verificar a permeabilidade do dreno e observar o volume de saída.</p><p>· Garantir a integridade do sistema fechado e monitorar sinais de infecção.</p><p>· Manter curativo estéril no local de inserção.</p><p>4. Dreno Jackson-Pratt (JP):</p><p>· Função: Um dreno de sucção que remove fluidos de feridas ou cavidades após cirurgias.</p><p>· Indicação: Usado após cirurgias abdominais, mamárias ou outras intervenções em que há acúmulo de líquidos.</p><p>· Mecanismo de Funcionamento:</p><p>· O dreno é conectado a uma bolha de compressão que cria pressão negativa para "sugar" os líquidos.</p><p>· Cuidados de Enfermagem:</p><p>· Comprimir a bolha para garantir a criação de sucção adequada.</p><p>· Monitorar a quantidade e a natureza do fluido drenado (sangue, seroso).</p><p>· Manter curativos limpos e inspecionar o local de inserção.</p><p>5. Dreno Redon:</p><p>· Função: Utilizado principalmente em cirurgias plásticas e ortopédicas, associado à drenagem de sangue e fluidos serosos.</p><p>· Mecanismo de Funcionamento:</p><p>Um sistema fechado com sucção.</p><p>· Cuidados de Enfermagem:</p><p>· Verificar a saída de fluido e a permeabilidade do dreno.</p><p>· Garantir que o dreno não esteja dobrado ou obstruído.</p><p>· Inspecionar o local de inserção diariamente e trocar os curativos conforme necessário.</p><p>2. Sondas</p><p>1. Sonda Nasogástrica (SNG):</p><p>· Função:Usada para drenagem gástrica (remoção de conteúdo gástrico) ou para alimentação enteral em pacientes que não conseguem se alimentar oralmente.</p><p>· Tipos de Sonda Nasogástrica</p><p>· Sonda de Levine: É uma das mais usadas, existindo no mercado tanto tubos de plástico como de borracha, com orifícios laterais próximos à ponta; são passadas normalmente pelas narinas. Apresenta uma única luz (números 14 a 18).</p><p>· Sonda gástrica simples (“Salem-VENTROL”):</p><p>É uma sonda radiopaca, de plástico claro, dotada de duas luzes. É usada para descomprimir o estômago e mantê-lo vazio;</p><p>· Sonda Nutriflex:</p><p>É uma sonda usada para nutrição. Possui 76 cm de comprimento e uma ponta pesada de mercúrio para facilitar sua inserção. É protegida por um lubrificante que é ativado quando é umidificado;</p><p>· Sonda de MOSS:</p><p>É uma sonda de descompressão gástrica de 90 cm de comprimento, três luzes e somente um balão que serve para fixar a sonda ao estômago quando inflado. O cateter de descompressão serve para aspiração gástrica e esofágica, como também para lavagem. A terceira luz é uma via para alimentação duodenal;</p><p>· Sonda S-B:</p><p>É usada para tratar sangramento de varizes esofagianas. Tem 3 luzes e 2 balões; duas das luzes são utilizadas para inflar os balões, enquanto a terceira é usada para lavagem gástrica e para monitorizar o sangramento.</p><p>· Indicação:</p><p>Pacientes com obstrução intestinal, sangramento gastrointestinal, ou necessidade de nutrição enteral.</p><p>· Cuidados de Enfermagem:</p><p>· Verificar o posicionamento correto através de ausculta ou radiografia para evitar aspiração pulmonar.</p><p>· Manter a sonda limpa e desobstruída, realizando lavagens periódicas com solução salina.</p><p>· Monitorar sinais de desconforto do paciente (náusea, dor, vômito).</p><p>· Manter a cabeça do paciente elevada para evitar aspiração.</p><p>2. Sonda de Foley (Vesical):</p><p>· Função: Usada para drenagem contínua de urina da bexiga.</p><p>· Indicação: Pacientes com retenção urinária, incontinência ou após cirurgias abdominais.</p><p>· Cuidados de Enfermagem:</p><p>· Assepsia rigorosa ao manusear a sonda para evitar infecções urinárias.</p><p>· Verificar o volume de urina no coletor, cor, presença de sedimentos ou sangue.</p><p>· Certificar-se de que o balonete está devidamente inflado para manter a sonda no lugar.</p><p>3. Sonda de Sengstaken-Blakemore:</p><p>· Função:</p><p>Usada para controle temporário de sangramento de varizes esofágicas através da compressão direta.</p><p>· Indicação:</p><p>Hemorragia gastrointestinal superior, geralmente causada por varizes esofágicas.</p><p>· Cuidados de Enfermagem:</p><p>· Monitorar o paciente de perto, uma vez que essa sonda exige monitoramento constante devido ao risco de complicações graves como necrose esofágica.</p><p>· Verificar a posição da sonda regularmente e realizar aspiração do conteúdo gástrico.</p><p>4. Sonda Nasoenteral:</p><p>· Função:</p><p>Introduzida pelo nariz até o intestino delgado, utilizada para nutrição enteral prolongada.</p><p>· Indicação:</p><p>Pacientes com risco de aspiração ou incapazes de tolerar alimentação gástrica.</p><p>· Cuidados de Enfermagem:</p><p>· Verificar o posicionamento correto regularmente e evitar deslocamento.</p><p>· Monitorar a tolerância à alimentação e prevenir obstruções.</p><p>5. Sonda de Malecot:</p><p>· Função:</p><p>Sonda de drenagem com extremidade em formato de flor, usada para drenagem gástrica ou vesical.</p><p>· Indicação:</p><p>Cirurgias abdominais e vesicais onde a drenagem contínua é necessária.</p><p>· Cuidados de Enfermagem:</p><p>· Garantir a fixação correta para evitar deslocamento.</p><p>· Verificar o volume e a natureza dos líquidos drenados.</p><p>3. Cateteres</p><p>1. Cateter Venoso Central (CVC):</p><p>· Função:</p><p>· Inserido em grandes veias centrais (jugular, subclávia, femoral) para administração de medicamentos, nutrição parenteral, ou coleta de sangue.</p><p>· Indicação:</p><p>Pacientes em terapia intensiva, quimioterapia, ou em necessidade de acesso venoso prolongado.</p><p>· Cuidados de Enfermagem:</p><p>· Monitorar sinais de infecção local ou sistêmica (febre, dor, vermelhidão).</p><p>· Realizar trocas assépticas dos curativos regularmente.</p><p>· Manter o cateter limpo com soluções de heparina para evitar tromboses.</p><p>2. Cateter de Swan-Ganz:</p><p>· Função:</p><p>Um cateter balão usado para monitoramento hemodinâmico, fornecendo dados sobre a pressão arterial pulmonar e débito cardíaco.</p><p>· Indicação:</p><p>Pacientes críticos em UTI que necessitam de monitoramento invasivo de parâmetros cardíacos.</p><p>· Cuidados de Enfermagem:</p><p>· Verificar o funcionamento adequado do cateter e monitorar complicações, como arritmias cardíacas.</p><p>· Manipulação feita apenas por pessoal especializado.</p><p>3. Cateter de Duplo Lúmen:</p><p>· Função:</p><p>Possui dois lúmens independentes, permitindo a infusão de diferentes medicamentos ou fluidos simultaneamente, sem mistura.</p><p>· Indicação:</p><p>Usado em pacientes que precisam de múltiplos acessos venosos simultâneos, como para quimioterapia e nutrição parenteral.</p><p>· Cuidados de Enfermagem:</p><p>· Lavar ambos os lúmens com solução salina ou heparina após o uso para evitar oclusão.</p><p>· Trocar os curativos regularmente, mantendo a área estéril.</p><p>· Monitorar sinais de infecção e complicações, como obstrução ou deslocamento do cateter.</p><p>4. Seringas</p><p>1. Seringa de Insulina:</p><p>· Capacidade: 1 ml.</p><p>· Detalhe Técnico:</p><p>A escala da seringa de insulina é específica para a dosagem de insulina, onde cada pontinho na seringa de 3 ml representa 1 unidade de insulina, com 0,30 ml por ponto.</p><p>· Cuidados de Enfermagem:</p><p>· Verificar a dosagem correta de insulina antes da administração.</p><p>· Confirmar a via correta de administração (subcutânea) e o local de injeção (braço, abdômen, coxa).</p><p>· Rotacionar os locais de aplicação para evitar lipodistrofia (alteração do tecido subcutâneo).</p><p>5. Temas Clínicos Importantes para a Prova</p><p>1. Acidente Vascular Cerebral (AVC):</p><p>· Tipos:</p><p>AVC Isquêmico (causado por obstrução de vasos sanguíneos) e AVC Hemorrágico (causado por ruptura de vasos).</p><p>· Sinais e Sintomas:</p><p>Fraqueza em um lado do corpo, dificuldade na fala, confusão mental, perda de visão, dor de cabeça severa.</p><p>· Cuidados de Enfermagem:</p><p>· Monitorar constantemente os sinais vitais e o estado neurológico (escala de Glasgow).</p><p>· Manter a cabeceira elevada para prevenir aspiração e facilitar a perfusão cerebral.</p><p>· Estabelecer cuidado rigoroso com a prevenção de úlceras por pressão e mobilização passiva em casos de imobilidade.</p><p>· Protocolo de AVC (Acidente Vascular Cerebral)</p><p>· Objetivo:</p><p>Reduzir os danos neurológicos, restaurar o fluxo sanguíneo cerebral (em casos de AVC isquêmico) e prevenir complicações.</p><p>· Passos principais:</p><p>Reconhecimento Rápido (Escala FAST):</p><p>· F (Face): Verificar assimetria facial (queda de um dos lados).</p><p>· A (Arms - Braços): Verificar fraqueza em um braço.</p><p>· S (Speech - Fala): Verificar dificuldades na fala ou fala arrastada.</p><p>· T (Time - Tempo): Anotar o tempo de início dos sintomas e levar o paciente imediatamente ao hospital.</p><p>· Avaliação Inicial:</p><p>· Monitorar sinais vitais, oxigenação (manter SatO2 > 94%).</p><p>· Glicemia capilar: A hipoglicemia pode imitar um AVC, corrigir glicemia se < 70 mg/dL.</p><p>· Escala de Coma de Glasgow (ECG): Avaliar o nível de consciência.</p><p>· Tomografia Computadorizada (TC) ou Ressonância Magnética (RM):</p><p>· Realizar exame de imagem imediatamente para diferenciar AVC isquêmico e hemorrágico.</p><p>· Terapia de Reperfusão (AVC Isquêmico):</p><p>· Trombolítico (rtPA - Alteplase): Administrar se o AVC for isquêmico e o paciente estiver dentro da janela terapêutica de 4,5 horas do início dos sintomas.</p><p>· Dose: 0,9 mg/kg, com 10% em bolus e o restante em infusão por 1 hora.</p><p>· Trombectomia Mecânica: Considerar em pacientes com grandes oclusões arteriais, dentro de 6 a 24 horas do início dos sintomas.</p><p>· Controle de Pressão Arterial:</p><p>· Para AVC isquêmico sem trombólise, manter pressão sistólica abaixo de 220 mmHg e diastólica abaixo de 120 mmHg.</p><p>· Para AVC isquêmico com trombólise, manter pressão abaixo de 180/105 mmHg.</p><p>· Cuidados Gerais:</p><p>· Manter glicemia entre 140-180 mg/dL.</p><p>· Monitorar e prevenir complicações como aspiração (elevar cabeceira), úlceras por pressão, trombose venosa profunda (TVP).</p><p>2. Infarto Agudo do Miocárdio (IAM):</p><p>· Sinais e Sintomas:</p><p>Dor torácica, sudorese, náusea, palidez, dispneia, dor irradiada para o braço esquerdo ou mandíbula.</p><p>· Cuidados de Enfermagem:</p><p>· Monitorar o ECG e observar sinais de arritmias.</p><p>· Administração de medicamentos, como nitratos, anticoagulantes e analgésicos, conforme prescrição médica.</p><p>· Acompanhar atentamente os níveis de dor e oxigenação do paciente, mantendo o ambiente calmo e monitorando sinais de choque cardiogênico.</p><p>· Objetivo:</p><p>Reperfusão precoce do miocárdio para minimizar danos e reduzir a mortalidade.</p><p>· Passos principais:</p><p>· Reconhecimento dos Sintomas:</p><p>Dor torácica (geralmente irradiada para o braço esquerdo, pescoço ou mandíbula), sudorese, náuseas, vômito, dispnéia.</p><p>· Avaliação Inicial:</p><p>· Monitorar sinais vitais e oxigenação (SatO2 > 94%).</p><p>· ECG de 12 derivações: Identificar alterações de segmento ST (supradesnivelamento ou infradesnivelamento) e iniciar protocolo de reperfusão.</p><p>· STEMI (Infarto com Supra ST): Infarto grave com obstrução completa da artéria coronária.</p><p>· NSTEMI (Infarto sem Supra ST): Infarto com obstrução parcial.</p><p>· Administração Imediata - Protocolo MONABASH:</p><p>· M (Morfina): Para alívio da dor, se não controlada com nitratos.</p><p>· O (Oxigênio): Se SatO2 < 90%.</p><p>· N (Nitrato): Nitroglicerina sublingual ou intravenosa (cuidado em pacientes com infarto do ventrículo direito).</p><p>· A (Aspirina): Dose de 160 a 325 mg, mastigar para rápida absorção.</p><p>· B (Betabloqueador): Reduz a demanda de oxigênio do miocárdio. Administre dentro das primeiras 24 horas, se não houver contraindicações.</p><p>· A (Anticoagulantes): Heparina ou enoxaparina, conforme protocolo.</p><p>· S (Estatina): Doses altas de estatina (como atorvastatina) para controle lipídico.</p><p>· H (Heparina): Usada para evitar a formação de trombos.</p><p>· Terapias de Reperfusão:</p><p>· Trombolítico (se STEMI e sem acesso a angioplastia rápida):</p><p>· rtPA (Alteplase), tenecteplase ou estreptoquinase.</p><p>· Idealmente, administrado dentro de 30 minutos após a chegada ao hospital (tempo porta-agulha).</p><p>· Angioplastia Primária (Intervenção Coronária Percutânea - ICP):</p><p>· Angioplastia com ou sem stent. Deve ser realizada em até 90 minutos após o paciente chegar ao hospital.</p><p>· Cuidados Pós-reperfusão:</p><p>· Monitorar complicações, como arritmias e choque cardiogênico.</p><p>· Reabilitação cardíaca e acompanhamento rigoroso da pressão arterial, glicemia e lipídios.</p><p>3. Protocolo de Sepse</p><p>· Objetivo:</p><p>Diagnosticar rapidamente, iniciar antibióticos e tratar disfunções orgânicas para evitar choque séptico e morte.</p><p>· Passos principais:</p><p>· Reconhecimento dos Sinais Clínicos:</p><p>· Temperatura > 38,3°C ou < 36°C, frequência cardíaca > 90 bpm, frequência respiratória > 20 ipm, leucócitos > 12.000 ou < 4.000/mm³.</p><p>· Sinais de disfunção orgânica: Hipotensão, oligúria, alteração do nível de consciência, aumento do lactato (> 2 mmol/L).</p><p>· Diagnóstico Rápido (Protocolo Hour-1):</p><p>· 1ª Hora: Realizar rapidamente as intervenções a seguir:</p><p>· Coleta de lactato: Repetir se o valor inicial for > 2 mmol/L.</p><p>· Coleta de hemoculturas: Antes de iniciar antibióticos.</p><p>· Antibióticos de largo espectro: Iniciar o mais rápido possível, com ajuste posterior conforme os resultados das culturas.</p><p>· Reposição volêmica: Administrar 30 ml/kg de cristalóides (como Ringer Lactato ou soro fisiológico) se houver hipotensão ou lactato elevado.</p><p>· Vasopressores: Se, após reposição volêmica, a pressão arterial média (PAM) permanecer abaixo de 65 mmHg, iniciar norepinefrina.</p><p>· Avaliação e Monitoramento:</p><p>· Pressão arterial invasiva: Para monitorar a PAM.</p><p>· Diurese: Manter fluxo urinário > 0,5 ml/kg/h.</p><p>· Controle de glicemia: Manter entre 140-180 mg/dL.</p><p>· Monitorar complicações como choque séptico (hipotensão persistente após reposição volêmica e lactato > 2 mmol/L).</p><p>· Suporte de Órgãos:</p><p>· Ventilação mecânica: Se houver insuficiência respiratória.</p><p>· Suporte renal: Diálise em casos de insuficiência renal aguda.</p><p>· Cuidados Continuados:</p><p>· Monitorar a resposta ao tratamento a cada 4 a 6 horas.</p><p>· Ajustar antibióticos conforme os resultados das culturas e a resposta do paciente.</p><p>6 . Curativos</p><p>Os curativos são essenciais para o tratamento de feridas, e a escolha correta ajuda na cicatrização, previne infecções e melhora o conforto do paciente. Aqui está um detalhamento dos principais tipos de curativos utilizados na prática clínica:</p><p>· Curativo Simples ou Seco</p><p>· Indicação: Feridas superficiais com pouca secreção e sem infecção.</p><p>· Composição: Gaze estéril, fixada com esparadrapo ou ataduras.</p><p>· Função: Proteção mecânica contra agentes externos e absorção de líquidos em pequenas quantidades.</p><p>· Vantagens: Fácil aplicação e troca.</p><p>· Desvantagens: Pode aderir à ferida, causando desconforto e trauma</p><p>ao removê-lo.</p><p>· Curativo Oclusivo</p><p>Indicação: Feridas que precisam de um ambiente úmido para cicatrização (como queimaduras e abrasões), mas que devem ser protegidas de contaminantes externos.</p><p>Composição: Filmes transparentes (como filme de poliuretano), que são impermeáveis à água e bactérias, mas permeáveis ao vapor.</p><p>Função: Mantém a umidade da ferida, acelerando a cicatrização e protegendo contra infecções.</p><p>Vantagens: Facilita a visualização da ferida sem necessidade de remoção do curativo.</p><p>Desvantagens: Não é adequado para feridas muito exsudativas, pois pode acumular líquido.</p><p>· Curativo de Alginato</p><p>· Indicação: Feridas exsudativas, cavitárias ou com sangramento leve, como úlceras de pressão e feridas cirúrgicas.</p><p>· Composição: Derivados de algas marinhas, transformando-se em um gel em contato com o exsudato.</p><p>· Função: Absorve grandes quantidades de exsudato e cria um ambiente úmido, promovendo a cicatrização.</p><p>· Vantagens: Alta capacidade de absorção e de fácil adaptação a feridas profundas.</p><p>· Desvantagens: Não indicado para feridas secas ou com pouco exsudato, pois pode aderir ao tecido e causar desconforto ao remover.</p><p>· Curativo Hidrocolóide</p><p>· Indicação: Feridas com exsudato leve a moderado, como úlceras por pressão e queimaduras de segundo grau.</p><p>· Composição: Camadas de carboximetilcelulose, pectina e gelatina.</p><p>· Função: Mantém o ambiente úmido, promove autólise do tecido necrosado e absorve exsudato.</p><p>· Vantagens: Proporciona conforto, é impermeável a água e bactérias, e precisa ser trocado menos frequentemente.</p><p>· Desvantagens: Pode causar mau cheiro ao ser removido devido à interação do exsudato com o curativo. Não é ideal para feridas infectadas.</p><p>· Curativo de Hidrogel</p><p>· Indicação: Feridas secas, necrosadas ou com baixo nível de exsudato, como queimaduras de primeiro grau e úlceras por pressão.</p><p>· Composição: Gel à base de água, polímeros sintéticos.</p><p>· Função: Hidrata a ferida e facilita o desbridamento autolítico (remoção natural de tecido morto).</p><p>· Vantagens: Proporciona alívio da dor e é fácil de aplicar.</p><p>· Desvantagens: Não é adequado para feridas com muito exsudato, pois pode acumular líquido e causar maceração.</p><p>· Curativo de Espuma</p><p>· Indicação: Feridas com moderada a grande quantidade de exsudato, como úlceras venosas e diabéticas.</p><p>· Composição: Espuma de poliuretano com alta capacidade de absorção.</p><p>· Função: Absorve o exsudato enquanto mantém a umidade da ferida, promovendo a cicatrização.</p><p>· Vantagens: Alta absorção e conforto, ajuda a prevenir a maceração da pele ao redor da ferida.</p><p>· Desvantagens: Pode precisar de trocas frequentes se o exsudato for excessivo.</p><p>· Curativo com Prata</p><p>· Indicação: Feridas infectadas ou com alto risco de infecção, como úlceras crônicas e queimaduras.</p><p>· Composição: Incorporado com prata iônica, um agente antimicrobiano.</p><p>· Função: Combate bactérias e ajuda a controlar a infecção, mantendo a umidade.</p><p>· Vantagens: Eficaz contra uma ampla gama de microrganismos, incluindo bactérias resistentes.</p><p>· Desvantagens: Pode ser caro e não deve ser usado em pacientes com alergia à prata.</p><p>· Curativo com Carvão Ativado</p><p>· Indicação: Feridas infectadas com odor forte, como úlceras crônicas e feridas neoplásicas.</p><p>· Composição: Contém carvão ativado que absorve odores.</p><p>· Função: Controla o odor da ferida, mantendo a integridade da ferida e absorvendo exsudato.</p><p>· Vantagens: Reduz o odor de feridas malcheirosas, promovendo maior conforto social ao paciente.</p><p>· Desvantagens: Não tem ação antimicrobiana, precisando ser combinado com outros curativos.</p><p>· Curativo Biológico (ou Bioativo)</p><p>· Indicação: Feridas complexas, como queimaduras de segundo ou terceiro grau e úlceras de difícil cicatrização.</p><p>· Composição: Feitos com colágeno, fibroblastos, ou até pele sintética, promovendo a regeneração tecidual.</p><p>· Função: Estimula o processo de cicatrização e promove o crescimento de novos tecidos.</p><p>· Vantagens: Proporciona regeneração rápida e é ideal para feridas de difícil cicatrização.</p><p>· Desvantagens: Custos elevados e requer cuidados especializados para aplicação.</p><p>· Curativo com Papaína</p><p>· Indicação: Feridas necróticas ou com tecido desvitalizado.</p><p>· Composição: Papaína, uma enzima extraída do mamão, que promove o desbridamento químico.</p><p>· Função: Facilita a remoção de tecido morto e promove a cicatrização.</p><p>· Vantagens: Desbridamento seletivo, age apenas no tecido desvitalizado.</p><p>· Desvantagens: Pode causar desconforto ou reação alérgica em alguns pacientes.</p><p>· Considerações Importantes na Escolha do Curativo</p><p>· Tipo de ferida: Considerar se é uma ferida seca, exsudativa, ou infectada.</p><p>· Nível de exsudato: Curativos altamente absorventes para feridas exsudativas e curativos que mantêm a umidade para feridas secas.</p><p>· Estado da ferida: Presença de infecção, necrose ou tecido de granulação influência na escolha do tipo de curativo.</p><p>· Conforto do paciente: Curativos que proporcionam alívio da dor ou que permitem menor frequência de troca são preferíveis em alguns casos.</p><p>image7.png</p><p>image9.png</p><p>image5.png</p><p>image3.png</p><p>image6.png</p><p>image2.png</p><p>image13.png</p><p>image4.png</p><p>image8.png</p><p>image16.png</p><p>image12.png</p><p>image1.png</p><p>image15.jpg</p><p>image10.png</p><p>image11.png</p><p>image14.png</p>