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<p>21</p><p>HISTÓRIA - MÓDULO - 1 - COLÔNIA - 1.1 - PRÉ-COLONIAL</p><p>QUESTÃO 01</p><p>(ENEM 2009 CANCELADO) Distantes uma da outra quase 100</p><p>anos, as duas telas seguintes, que integram o patrimônio cultural</p><p>brasileiro, valorizam a cena da primeira missa no Brasil, relatada</p><p>na carta de Pero Vaz de Caminha. Enquanto a primeira retrata</p><p>fi elmente a carta, a segunda — ao excluir a natureza e os índios —</p><p>critica a narrativa do escrivão da frota de Cabral. Além disso, na</p><p>segunda, não se vê a cruz fi ncada no altar.</p><p>Ao comparar os quadros e levando-se em consideração a</p><p>explicação dada, observa-se que:</p><p>A. a ausência dos índios na segunda tela signifi ca que Portinari</p><p>quis enaltecer o feito dos portugueses.</p><p>B. a segunda tela, ao diminuir o destaque da cruz, nega a</p><p>importância da religião no processo dos descobrimentos.</p><p>C. a tela de Victor Meirelles contribuiu para uma visão</p><p>romantizada dos primeiros dias dos portugueses no Brasil.</p><p>D. a infl uência da religião católica na catequização do povo</p><p>nativo é objeto das duas telas.</p><p>E. ambas, apesar de diferentes, retratam um mesmo momento e</p><p>apresentam uma mesma visão do fato histórico.</p><p>EQUILÍBRIO IÔNICOSB</p><p>HISTÓRIA EXERCÍCIO - ENEM</p><p>06 00 19 25 17 04</p><p>CAPÍTULO 1.1 PRÉ-COLONIAL</p><p>QUESTÃO 02</p><p>(ENEM 2010 2ª APLICAÇÃO) Dali avistamos homens que</p><p>andavam pela praia, obra de sete ou oito. Eram pardos, todos nus.</p><p>Nas mãos traziam arcos com suas setas. Não fazem o menos caso</p><p>de encobrir ou de mostrar o rosto. Ambos traziam os beiços de</p><p>baixo furados e metidos neles seus ossos brancos e verdadeiros.</p><p>Os cabelos seus são corredios.</p><p>CAMINHA, P. V. Carta. RIBEIRO, D. et al Viagem pela história do Brasil: documentos.São</p><p>Paulo: Companhia das Letras, 1997 (adaptado).</p><p>O texto é parte da famosa Carta de Pero Vaz de Caminha,</p><p>documento fundamental para a formação de identidade</p><p>brasileira. Tratando da relação que, desde esse primeiro contato,</p><p>se estabeleceu entre portugueses e indígenas, esse trecho da</p><p>carta revela a:</p><p>A. preocupação em garantir a integridade do colonizador diante</p><p>da resistência dos índios à ocupação da terra.</p><p>B. oposição de interesses entre portugueses e índios, que</p><p>difi cultava o trabalho catequético e exigia amplos recursos</p><p>para a defesa da posse da nova terra.</p><p>C. orientação da política da Coroa Portuguesa quanto à utilização</p><p>dos nativos como mão de obra para colonizar a nova terra.</p><p>D. abundância da terra descoberta, o que possibilitou a sua</p><p>incorporação aos interesses mercantis portugueses, por meio</p><p>da exploração econômica dos índios.</p><p>E. postura etnocêntrica do europeu diante das características</p><p>físicas e práticas culturais do indígena.</p><p>QUESTÃO 03</p><p>(ENEM 2010 2ª APLICAÇÃO)</p><p>Chegança</p><p>Sou Pataxó, Sou Xavante e Carriri, lanomâmi, sou Tupi Guarani,</p><p>sou Carajá. Sou Pancaruru, Carijó, Tupinajé, Sou Potiguar, sou</p><p>Caeté, Ful-ni-ô, Tupinambá.</p><p>Eu atraquei num porto muito seguro, Céu azul, paz e ar puro...</p><p>Botei as pernas pro ar. Logo sonhei que estava no paraíso,</p><p>Onde nem era preciso dormir para sonhar.</p><p>Mas de repente me acordei com a surpresa: Uma esquadra</p><p>portuguesa veio na praia atracar. Da grande-nau, Um branco de</p><p>barba escura, Vestindo uma armadura me apontou pra me pegar.</p><p>E assustado dei um pulo da rede, Pressenti a fome, a sede, Eu</p><p>pensei: “vão me acabar”. 0 Levantei-me de Borduna já na mão. Aí,</p><p>senti no coração, O Brasil vai começar.</p><p>NÓBREGA; e FREIRE. W. CD Pernambuco falando para o mundo. 1998.</p><p>A letra da canção apresenta um tema recorrente na história da</p><p>colonização brasileira, as relações de poder entre portugueses</p><p>e povos nativos, e representa uma crítica à ideia presente no</p><p>chamado mito:</p><p>22</p><p>HISTÓRIA - MÓDULO - 1 - COLÔNIA - 1.1 - PRÉ-COLONIAL</p><p>A. da cordialidade brasileira, advinda da forma como os povos</p><p>nativos se associaram economicamente aos portugueses,</p><p>participando dos negócios coloniais açucareiros.</p><p>B. do encontro, que identifica a colonização portuguesa como</p><p>pacífica em função das relações de troca estabelecidas nos</p><p>primeiros contatos entre portugueses e nativos.</p><p>C. da democracia racial, originado das relações cordiais</p><p>estabelecidas entre portugueses e nativos no período anterior</p><p>ao início da colonização brasileira.</p><p>D. do brasileiro receptivo, oriundo da facilidade com que os nativos</p><p>brasileiros aceitaram as regras impostas pelo colonizador, o que</p><p>garantiu o sucesso da colonização.</p><p>E. da natural miscigenação, resultante da forma como a metrópole</p><p>incentivou a união entre colonos, ex-escravas e nativas para</p><p>acelerar o povoamento da colônia.</p><p>QUESTÃO 04</p><p>(ENEM 2013 1ª APLICAÇÃO) De ponta a ponta, é tudo praia-</p><p>palma, muito chã e muito formosa. Pelo sertão nos pareceu, vista</p><p>do mar, muito grande, porque, a estender olhos, não podíamos</p><p>ver senão terra com arvoredos, que nos parecia muito longa.</p><p>Nela, até agora, não pudemos saber que haja ouro, nem prata,</p><p>nem coisa alguma de metal ou ferro; nem lho vimos. Porém a</p><p>terra em si é de muito bons ares [...]. Porém o melhor fruto que</p><p>dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente.</p><p>Carta de Pero Vaz de Caminha. In: MARQUES, A.; BERUTTI, F.; FARIA, R. História</p><p>moderna através de textos. São Paulo: Contexto, 2001.</p><p>A carta de Pero Vaz de Caminha permite entender o projeto</p><p>colonizador para a nova terra. Nesse trecho, o relato enfatiza o</p><p>seguinte objetivo:</p><p>A. Criticar o modo de vida dos povos autóctones para evidenciar</p><p>a ausência de trabalho.</p><p>B. Descrever a cultura local para enaltecer a prosperidade</p><p>portuguesa.</p><p>C. Valorizar a catequese a ser realizada sobre os povos nativos.</p><p>D. Transmitir o conhecimento dos indígenas sobre o potencial</p><p>econômico existente.</p><p>E. Realçar a pobreza dos habitantes nativos para demarcar a</p><p>superioridade europeia.</p><p>GABARITO</p><p>01 C 02 E 03 B 04 C</p>