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LABORATÓRIO DE BIOLOGIA MOLECULAR ANÁLISES DE RESTRIÇÃO ALGETEC – SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS EM EDUCAÇÃO CEP: 40260-215 Fone: 71 3272-3504 E-mail: contato@algetec.com.br | Site: www.algetec.com.br ANÁLISE DE RESTRIÇÃO A análise do perfil de restrição consiste em submeter amostras de DNA à clivagem por enzimas de restrição e, a partir do tamanho dos fragmentos gerados, obter informações sobre a sequência nucleotídica observada e/ou realizar a identificação de diferentes amostras. ENZIMAS DE RESTRIÇÃO E A CLIVAGEM DE SEQUÊNCIAS ESPECÍFICAS DO DNA Uma das descobertas fundamentais para o desenvolvimento das técnicas de biologia molecular ocorreu na década de 1970, com o isolamento das enzimas de restrição (também chamadas de endonucleases de restrição). Essa classe especial de enzima é produzida por determinadas bactérias como resposta de defesa à invasão por vírus, denominados bacteriófagos. No processo de infecção, o bacteriófago transfere seu material genético para a célula hospedeira e passa a produzir cópias de si mesmo até que a célula bacteriana se rompa e libere novos vírus. Nesse processo, as enzimas de restrição atuam como tesouras moleculares, produzindo cortes no genoma viral, de modo a torná-lo inativo. O grande diferencial das enzimas de restrição reside na capacidade de clivar cadeias duplas de DNA exógeno em sequências específicas de nucleotídeos. Isso ocorre porque cada enzima reconhece apenas um determinado sítio de restrição, ou seja, uma sequência específica de quatro a oito pares de bases onde ocorrerá a clivagem da molécula de DNA (Figura 1). mailto:contato@algetec.com.br LABORATÓRIO DE BIOLOGIA MOLECULAR ANÁLISES DE RESTRIÇÃO ALGETEC – SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS EM EDUCAÇÃO CEP: 40260-215 Fone: 71 3272-3504 E-mail: contato@algetec.com.br | Site: www.algetec.com.br Figura 1 – Representação ilustrativa de algumas enzimas de restrição com os respectivos sítios de clivagem (setas verticais) e os organismos em que foram isoladas. Fonte: Klug et al. (2010). A maioria dos sítios de restrição são constituídos por sequências simétricas denominadas palíndromo, ou seja, sequências nucleotídicas lidas igualmente em ambas as fitas no sentido 5’ → 3’. Além disso, cada enzima tem um padrão de clivagem que pode produzir extremidades lisas devido ao corte da dupla fita de DNA no mesmo par de nucleotídeos, como é o caso da AluI e HaeIII; ou elaborar extremidades coesivas devido a cortes desencontrados, como é o caso das enzimas EcoRI e HindIII (Figura 1). Essa alta especificidade torna as enzimas de restrição ferramentas laboratoriais muito úteis, pois permitem a identificação de semelhanças ou diferenças por meio da análise do perfil de restrição apresentado por amostras distintas de DNA. Atualmente, centenas de enzimas de restrição já foram isoladas de microrganismos específicos, sendo frequentemente empregadas na prática laboratorial. Ao incubar qualquer amostra de DNA em solução com uma enzima de restrição e todas as condições necessárias para o seu funcionamento (tampão, temperatura e tempo adequados), a digestão enzimática produzirá a clivagem de todos os sítios de restrição específicos existentes na amostra em questão. Por exemplo, se uma amostra for mailto:contato@algetec.com.br LABORATÓRIO DE BIOLOGIA MOLECULAR ANÁLISES DE RESTRIÇÃO ALGETEC – SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS EM EDUCAÇÃO CEP: 40260-215 Fone: 71 3272-3504 E-mail: contato@algetec.com.br | Site: www.algetec.com.br submetida à clivagem pela enzima EcoRI, todas as sequências 5’ GAATTC 3’ serão reconhecidas e clivadas por essa enzima. Por outro lado, se a enzima utilizada na reação for a AluI, então todas as sequências 5’ AGCT 3’ serão reconhecidas e clivadas, conforme observado na Figura 1. Nesse sentido, cada amostra de DNA submetida à clivagem por uma determinada enzima de restrição produzirá um número fixo de fragmentos que corresponderá ao número de sítios de restrição ali existentes, formando um perfil de restrição (SNUSTAD; SIMMONS, 2018). Com o conhecimento da sequência de nucleotídeos que compõe o sítio de restrição específico de cada enzima e a comparação dos perfis de restrição de diferentes amostras, torna-se possível caracterizar polimorfismos, detectar mutações pontuais e realizar a identificação de indivíduos, por exemplo. SEPARAÇÃO DOS FRAGMENTOS DE RESTRIÇÃO POR ELETROFORESE EM GEL Após realizar a reação de digestão por enzima de restrição, os diferentes fragmentos de DNA produzidos precisam ser separados para que o perfil de restrição obtido possa ser identificado. Para isso, o método mais utilizado é a eletroforese em gel (de agarose ou poliacrilamida). Nessa técnica, cada amostra da reação de restrição será aplicada em um poço na extremidade do gel que, suspenso em solução tamponante, será submetido a um campo elétrico. Para a correta identificação dos diferentes tamanhos produzidos pela clivagem, um marcador molecular contendo fragmentos de DNA de tamanhos conhecidos também é adicionado ao gel. Como o DNA é negativamente carregado devido à presença de agrupamentos fosfato, ao aplicar o campo elétrico, os fragmentos irão migrar em direção à extremidade positiva do campo. Nesse processo, o gel funciona como uma barreira física por meio da qual os fragmentos de DNA maiores migram mais lentamente que os menores. Ao fim do processo, os fragmentos de restrição de cada amostra estarão separados, formando bandas de diferentes tamanhos, que poderão ser visualizadas sob luz ultravioleta (Figura 2). Isso é possível porque após a corrida da eletroforese, o gel utilizado é submerso em uma mailto:contato@algetec.com.br LABORATÓRIO DE BIOLOGIA MOLECULAR ANÁLISES DE RESTRIÇÃO ALGETEC – SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS EM EDUCAÇÃO CEP: 40260-215 Fone: 71 3272-3504 E-mail: contato@algetec.com.br | Site: www.algetec.com.br solução contendo um agente intercalante denominado brometo de etídio. Essa substância tem capacidade de se intercalar entre os pares de base do DNA e emitir fluorescência quando exposto à luz ultravioleta, evidenciando, assim, as bandas formadas. Devido ao potencial mutagênico, ambos os reagentes — brometo de etídio e luz ultravioleta — devem ser manipulados com especial atenção para o uso correto dos equipamentos de proteção (EPIs). Como resultado, são obtidos os perfis de restrição de cada amostra, de forma a tornar possível identificar a presença e/ou ausência de sítios de restrição, bem como comparar e identificar amostras específicas. mailto:contato@algetec.com.br LABORATÓRIO DE BIOLOGIA MOLECULAR ANÁLISES DE RESTRIÇÃO ALGETEC – SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS EM EDUCAÇÃO CEP: 40260-215 Fone: 71 3272-3504 E-mail: contato@algetec.com.br | Site: www.algetec.com.br Figura 2 – Separação dos fragmentos de restrição por eletroforese em gel de agarose. mailto:contato@algetec.com.br LABORATÓRIO DE BIOLOGIA MOLECULAR ANÁLISES DE RESTRIÇÃO ALGETEC – SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS EM EDUCAÇÃO CEP: 40260-215 Fone: 71 3272-3504 E-mail: contato@algetec.com.br | Site: www.algetec.com.br REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS KLUG, W. S. et al. Conceitos de genética. 9. ed. Porto Alegre: Artmed, 2010. SADAVA, D. et al. Vida: a ciência da biologia. 11. ed. Porto Alegre: Artmed, 2020. v. 1. SNUSTAD, D. P.; SIMMONS, M. J. Fundamentos de genética. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018. mailto:contato@algetec.com.br