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<p>SAÚDE MENTAL NA ESCOLA 0 QUE EDUCADORES DEVEM SABER gustavo m. ESTANISLAU rodrigo affonseca BRESSAN ORGANIZADORES 10 artmed Digitalizado com CamScanner</p><p>S255 Saúde mental na (recurso / Redrigo - 2014. também como livro 2014. 978-85-8271-105-7 1. 2. Saúde mental. 1 II. Bressan, Rodrigo CDU Sanchez de - 10/2094 Digitalizado com CamScanner</p><p>SAÚDE MENTAL NA ESCOLA 0 05 EDUCADORES DEVEM SABER gustavo m. ESTANISLAU rodrigo affonseca BRESSAN Versão 2014 Digitalizado com CamScanner</p><p>Editora Ltda, 2014 editorial de capa Brain about the are and right Preparação do original Augusto de final Projeto E Digital Editoração - Carlos Reservados de publicação à ARTMED LTDA. uma empresa do A EDUCAÇÃO de 670 - 90040-34U Alegre RS 3027-7000 - 3027-7070 É a duplicação ou reprodução deste volume, no ou em formas ou por qualsquer distribuição Web da PAULU 10.735 - 5 Cond. Center - 05095-035 São SP (11) 3665-1100 Fax: 3667-1333 SAC 703-3444 IMPRESSO NO BRASIL PRINTED IN BRAZIL Digitalizado com CamScanner</p><p>Autores Gustavo M. Especialista em da e da Adolescência pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), Universidade deral do Grande do Sul (UFRGS). Mestrando em Federal de São Paulo (Unifesp). Coordenador do Projeto Cuca Legal/Uni- fesp. Pesquisador e supervisor clínico do Programa de Identificação e Intervenção para Individuos em Estados Mentais de Risco Unifesp. Rodrigo Bressan: PhD pelo King's College, Londres. Professor adjunto livre-docente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Coordenador geral do Projeto Adriana Educadora. Especialista em Orientação Educacional pela Universi- dade de São Paulo (USP), em Psicopedagogia pelo Sedes e em Neuropsicologia pelo Centro de Diagnóstico (CDN), Unifesp. Coordenadora do Projero Cuen Pesquisadora em cias na Educação do CNPq. Gotuzo Seabra: Mestra, Doutora e em Psi- pela USP Docente e pesquisadora do Programa de em Dis- túrbios do Desenvolvimento da Universidade Mackenzie (UPM). Bolsista de produtividade do Presidente do Instituto Brasileiro da Avalia- ção Psicológica Arta Rita Bruni: Especialista em e em Educação por Projetos e Construtivismo pela Universidad Autonoma de Madrid e pela Facul- dad de Ciencias Sociales Docente no Curso de Espe- cialização em Saúde Mental da e Coordenadora do Grupo de Família na Infantil, Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência (UPIA), Unifesp. Andrea P Jackowski: Mestre em Neurociências e Doutora em Ciências Médicas pela UFRGS. Professora adjunta de da Unifesp. Angela Alfano: Mestre e Doutorn em pela adjunta da Universidade do Estado do de Digitalizado com CamScanner</p><p>Autores Bacy Médica. Doutora em Psiquiatria da pela Universi- dade de Professora da da de Medicina da USP (FMUSP). Supervisora técnica do Programa de Assistência, e Pesquisa em Transtornos Alimentares do Instituto de da FMUSP Pesquisadora do Instituto de Psiquiatria do Desenvolvimento da FMUSE Bruna Trevisan: Mestre e em Distúrbios do Desen- volvimento pela Professora da Especialização em da UPM e da Especialização em Neuropsicologia da Universidade Cruzeiro do Sul do de da UPM. Bruno Sini Especialista em Psicologia da Saúde e Terapia Comportamental Cognitiva em Saúde Mental pela Unifesp. Mestre em Psicologia Médica pela Bruno Zanotti Schneider: Especialista em da e Adolescência pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Preto Carolina Meneses Gaya: Especialista em e Saúde Pública Universidade de (Unifran). Doutora em Saúde Mental pela USR Pós- -doutoranda do Departamento de Psiquiatria e Psicologia Médica da Unifesp. Do- cente do Programa de em Promoção de Saúde Unifran. Christian Kieling: Psiquiatra. da Infância e da Adolescência pelo HCPA. Mestre e Douter em pela Clarice Sandi Madruga: Mestre em Neurociências pela UFRGS e em Dependência Química pela Sussex University (UK). Doutora em Psiquiatria e Psicologia Médica pela Unifesp/King's College. Professora da Especialidade em Dependência Química da Unidade de Pesquisas em Álcool e Drogas (UNIAD)/ Unifesp. Pesquisadora associada do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para do e Drogns Cristiane Tacla: Mestre em Psicologia da Saúde pela Unifesp. Membro Projeto Cuea Legal/Unifesp. Cristiano Noto: Mestre em e pela Unifesp. Programa de Esquizofrenia (PROESQ) da Unifesp. Coordenador do de Primeiro Episódio Psicótico de Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP). Bordini: da e Adolescência. do Ambu- latório de Cognição Social Prof. Dr. Marcos Tomanik Mercadante fesp. no Departamento de Psiquiatria da Unifesp. Daniela Ceron-Litvoc: Mestre em Ciências pela Unifesp. em na Supervisora do Grupo de Con- sultoria Escolar em Saúde Mental do Serviço de Psiquiatria da Infância e do Membro fundador da Sociedade Brasileiro de Psicopatologia (SBPFE). Edyleine Bellini Peroni Benezik: Neuropsicóloga. Mestre em Psicolo- gia Escolar pela Universidade Católica de Campinas Doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela USP sora da em Neuroaprendizagem, Grupo se Pro- convidada da Pós-graduação em da Faculdade de Medi- cina do Digitalizado com CamScanner</p><p>Autores Elisa Kijner Gutt: Mestre e Doutora em Ciências pelo Departamento de da FMUSP Supervisora do Grupo de Consultoria Es- colar em Saúde Mental do Serviço de da Infância e do Érika Leonardo de Souza: Mestre em Psicologia pelo Doutora em Ciências pela FMUSP Pesquisadora Prisma/Unifesp. Flávia de Lima Osório: Doutora em Saúde Mental pela FMRP-USP e pela FMRPUSP e Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Translacional Medicina CNPq. Docente da Divisão de do Departa- mento de Neurociências e Ciências do Comportamento da Gizela Especialista em e cência pelo Mestre em Ciências pela FMUSP Graccielle Rodrigues da Cunha: Especialista em da In- e Adolescência pela Colaboradora do de Cog. nição Social da UPIA/Unifesp e do Prisma/Unifesp. Gullherme Psiquiatra da Infância e Mestre e Doutor em pela UFRGS. no Social, and Developmen- tal Psychiatry Centre, Instituto de Psiquiatria de Londres, e na Duke University Professor doutor de da e Adolescência do Departamento de da FMUSP Coordenador do Programa de Diagnóstico Intervenções Precoces e da Unidade de Internação do Serviço de da Infância e Ado- do Coordenador do Núcleo de Pesquisa em Neurodesen- volvimento e Saúde Mental da USP Isabel Bordin: da e Pesquisadora no Depar- tamento de da Unifesp. Jair de Jesus PhD pelo King's College, de Psiquiatria de Londres. Professor titular do Departamento de da Unifesp. Pesqui- sador do CNPq. João Paulo Machado de Sousa: Mestre e Doutor em Saúde Mental pc- la Docente de Programa de em Saúde Mental da -USP Pesquisador do de Translacional (LABNET). José Alexandre de Souza Cripps: Douter em Saúde Mental pela FMRP-USP Professor visitante do Instituto de de Londres, King's Colle- ge. Professor associado III do Departamento de Neurociências e do Com- portamento da FMRP-USP Leandra de Souza Pereira Ferreira: Neuropsicóloga. Especialista em Saúde da e pela Unifesp e em Atendimento Especializado pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Membro do Projeto Cuca Legal/Unifesp. Monteiro de Mourn: e Mestre em Neu- rociências e Comportamento pela USP Doutoranda no Departamento de Psi- quiatria da Unifesp. Nutricionista. Aprimorada em Transtornos Alimentares pelo Coordenadora da Equipe de do Programa de Atendi- Ensino e Pesquisa em Transtornos Alimentares na e Adolescência (PROTAD), Coordenadora da Nutrição da Casa Viva de mento de Transtornos Alimentares. Digitalizado com CamScanner</p><p>Autores Maria Conceição do Rosário: Professora adjunta do Departamento de da Unifesp. Coordenadora da Maria de Norgren: em pelo Ins- Sedes Sapientiae. Mestre e Doutora em Psicologia Clínica pela PUCSP Pro- e cocoordenadora do Curso de do Sedes do Assessoria em Qualidade de Vida e Desen- volvimento Humano. Marlene A. Mestre em Ciências pelo De- partamento de e Psicologia Médica Unifesp. Maura Regina Mestre em Psicologia pela Douto- ra em Ciências pela Pesquisadora área de Natália Martins Doutora e pós-doutoranda em Distúrbios do pela UPM. Professora convidada da late sensu em Psicopedagogia da Pesquisadora do Grupo de Patricia Especialista em da e Adoles- pelo HCPA. Mestre e Doutora em pela UFRGS. Professora adjunta de da Universidade Federal de Coordena- dora do Ambulatório de Infantil da UFPel. Patricia Velloso: Especialista em Terapia Comportamental Cognitiva em Saúde Mental pelo Programa Ansiedade (Amban) do Pós-gra- duanda da Patricia Especialista em e Neuropsico- lógica pelo Serviço de Psicología do IPq-HCFMUSE em pela Paulo Mattos: Mestre e Doutor em pela Professor associado de da UFRJ. Pedro Mario Pan: Mestre em Ciências pelo Departamento de tria da Pesquisador executante do Instituto Nacional de Psiquiatria do Desenvolvimento (INPD) Projeto Roberta Paula Schell Coelho: em Psicología Cognição Huma- Universidade do Grande do Sul (PUCRS). Dou- toranda em Psicologia na PUCRS. Estagiária doutoral na University of Texas/He- Science Center San no Grupo do Desenvolvimento na PUCRS. Rosana S. Mastrorosa: Especialista em Terapia mental. Colaboradora da Associação Brasileira de de Tourette, Tiques e Obsessivo-compulsivo (ASTOC). Stan Kurcher: Especialista em da e da cia. Professor de Psiquiatria do Departamento de Medical School of Dalhousie University This 5. da e da Mestre em Ciências pela Unifesp. Pós-graduanda no Programa de Pós-graduação em Saú- de Mental do Departamento de da Unifesp. Médica assistence do Ser- viço de da e Adolescência do Tatiana Freire: Neurologista da e da Médica do Ambulatório dos Aprendizado do Instituto da Criança HCFMUSP Yifeng Wei: Mestre em Educação. Doutoranda em Litéracia em Mental Digitalizado com CamScanner</p><p>Apresentação Hoje, a educação básica é obrigatória para todas as crianças e A esco- la tem, assim, uma função não excludente. o acesso ela expressa direito, uma conquista, bem como uma necessidade social. o pode-se perguntar: afinal, qual a conexão entre essa mudança função da escola, antes a poucos e agora para e o presente livro? Bem, quando a escola se tornou um espaço para todos, pro- blemas de saúde mental, assumidos de modo responsável e sereno, se torna- ram. igualmente, uma questão Apesar de. ainda hoje, muitos de nós terem uma visão dissociada en- tre o aprender que se ensina e o comportar-se bem, conforme certas regras, em que aprender seria uma cognitiva, de -se bem seria uma questão moral afetiva (gostar do que se faz, ser bem este livro Saúde mental na escola apresenta uma forma de pensar alternativa e complementar: aprender e comportar-se são expres- de uma condição de saúde física e, sobretudo, mental. Ou seja, a saúde mental é o elo entre o aprender e o poder viver e conviver no âmbito escolar. Não se pode falar em aprendizagem e comportamento nal como separadas. De fato se considerarmos a perspectiva das e dos jovens escola suns enpacidades interesses de aprendi- zagem, suas sociais e reações emocionais, seus modos de se larem com as e as tarefas são parte de um todo. E um todo que implica questões de saúde mental. Quanto a essas questões, no entanto, o mais comum é nós, e edu- cadores, termos, geral, medo até das palavras doença ou transtorno men- tal, sobretudo se aplicadas a nossos filhos e alunos. Afinal, o que isso? Quais são as diversas formas expressões dos transtornos mentais? o que fazer com eles no contexto escolar? Dar medicamento ou não? Enfim, como es- cola pode incluir em sua pauta a saúde mental de seus alunos de modo cal- mo, responsável, cuidadoso? Quais as relações e implicações entre aprender e se comportar bem na escola e, ter algum tipo de transtorno que afeta o comportamento, que perturba as possibilidades de ser ou se tor- nar um aluno? Digitalizado com CamScanner</p><p>x Apresentação Este livro responde a e outras E de forma mas sendo a professores e ges- que no dia dia em suas esculas não o que que como como no corpo e comportamento de seus Entre os saúde mental na a entre saúde promoção de do R aprendizagem a relação escola e o mento normal período ns e problemas tais mais na além de aspectos jurídicos rela- Apenas desses tópicos permite e identificação, por parte do professor ou gestor, do que é observado no diano de sua sale de aule Assim, acual esta obra opre- sento mental, na 6 o que o sentimos e nossas e por de e possibilidades sejam elas ou que e em Line de de ds de Paulo (Hospital Academia de Digitalizado com CamScanner</p><p>Sumário 1. Saúde mental na escola 13 Marlene A Gustavo M. Rodrigo Bressan Isabel A. Bordin 2. Saúde e transtornos mentais 25 Bacy Rodrigues da Cunha, M. Maria do 3. Promoção da saúde mental e prevenção de transtornos mentais no contexto escolar 37 Rodrigo Bresson, Christian Kieling M. Jair de Jesus Mari 4. Aprendizagem socioemocional na escola 49 Cristiane Maria de Pues Leandra de Percira M. e Adriana 5. Educação em saúde mental: uma nova perspectiva 63 Stan e Gustavo M. 6. A escola e a família 71 Gustavo M. 7. Desenvolvimento normal no período escolar 81 Andrea Maura Regina M. Luciana Monteiro de Moure 8. Transtornos de ansledade (transtorno de ansiedade generalizada, ansledade de separação e fobla social) 101 João Paulo Machado de Sousa, Flávia de Lima Osório, Bruno Schneider e José Alexundre de Crippa 9. Transtorno como o professor pode ajudar 119 Maria Concrição do Velloso Rosana S. 10. Transtornos do humor - depressão e transtorno bipolar 133 Stan de Sousa, Pedro Mario Pan, Roberta Paula Schell Coelho e Gustavo M. Digitalizado com CamScanner</p><p>12 11. Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade 153 Gustavo M. e 12. Manejo do transtorno de déficit de em sala de aula 165 Angela Sini Scarpato e Gustavo M. 13. Comportamentos disruptivos na escola 177 Daniela Elisa Gutt, e Guilherme V 14. Transtornos de aprendizagem 189 Gustavo e Brung 15. Esquizofrenia 207 e Gustavo M. 16. do espectro autista 219 Daniela e Ano Bruni 17. Uso de drogas na escola 231 Carolina Meneses Gaya, M. Patricia e Sandi Madruga 18. Transtornos alimentares 251 e Bacy 19. Aspectos no contexto escolar 263 Freire, Edyleine Peroni Gustavo M. Digitalizado com CamScanner</p><p>1 Saúde mental na escola A. Vieira Gustavo M. Bressan Isabel A. Bordin PROBLEMAS DE SAÚDE MENTAL NAS ESCOLAS BRASILEIRAS Contrariando a crença de que a é um periodo invariavelmente dados brasileiros alertando que 10 a 20% das crianças e adolescentes apresentam algum tipo de Um desses estu- dos, envolvendo jovens de 7 a 14 anos vivendo Região Sudeste do Brasil, constatou que 1 a cada alunos matriculados na escola tem algum tipo de di- ficuldade que justifica a necessidade de atendimento na área de saúde mental. Além da alta prevalência, o impacto dos tricos na vida do indivíduo aferido pelo de por Doença (Global Burden of - é considerado mais prejudicial entre todos os problemas médicos na população dos 10 aos 24 anos. situação no Brasil é particularmente alarmante se considerarmos do País e as encrmes diferenças culturais e sociais entre suas regiões. Os prejuízos causados pelos problemas mentais no sistema escolar tam- bém sido Jovens afetados por mentais apresen- com frequência rendimento acadêmico inférior, evasão escolar e en- volvimento com problemas legais, e a demanda de alunos com algum tipo de preocupando educadores, que, nos últimos anos, passaram a demonstrar altos afastamento do balho. Nesse a falta de informações confiáveis e de orientação cializada vem causando que, por sua é um fator relevante para a distorção do othar do professor, que passa a considerar como mental o que não e o senso de impotência diante dos trans- tornos (reais ou não) acaba acarretando uma crescente dependência da fi- gura médica, supostamente portadora de soluções que culmina em grandes como a medicalização. Digitalizado com CamScanner</p><p>14 a (orga.) que da medicalização lenha como a falla de infor- meção e não A informação de do sobre o que deveria ser benéfico Em com esse sas apontam que muitos encaminhamentos feitos ao sistema de saúde por las são ocasionando sobrecarga aos já escassos ticos (no ano de 2007, hávia 107 infantis registrados no País A EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE SAÚDE Confiar em um conceito exclusivamente biológico traz complicações uma série de motivos, entre de um que leva a definições de pro- cessos psíquicos como transtorno" ou "só saúde" gera distorções, como a ideia de "cura" parasituações em que so não se aplica ele é um modelo que, negar o continuum entre saúde e doença, considera como foco de atuação apenas as pessoas que já sofrem com a doença instalada ele custa caro, pois "aguardar a doença" implica tratamentos e des- pesas A figura do médico é importante, e em muitos casos fundamental, rém, existe uma generalização com tendências à supervalorização da doença que não traz benefícios a ninguém. Nas últimas décadas, o da saúde mental amplian- do-se, extrapolando conceitos puramente biológicos, passando a considerar sintomas como resultantes da complexa entre fatores biológicos (questões estruturais do cérebro, psi- cológicos, sociais e culturais. Nele, o processo entre saúde e doença deve ser considerado como um Relacionado a isso, outro aspecto recente- mente incorporado esse paradigma é nos estados mentals de ris- e na identificação precoce, valiosos por possibilitarem o da compreensão sobre os transtornos na sua origem e favorecerem a ção de intervenções em um momento em que os transtomos ainda não estão fortemente instalados, propiciando tratamentos mais Digitalizado com CamScanner</p><p>Saúde mental na escola 15 "Novos" caminhos: promoção e prevenção Partindo dessa nova concepção de saúde, uma para ações descentralizadoras que contemplem o empoderamento do e da comunidade, contrapondo-se ao caráter da doença. A própria Constituição de 1988 a necessidade de uma mudança dos serviços, de um modelo assistencial, centrado ne e no quem procura, para um modeln de alenção Integral à no qual haja progressiva de ações de promoção e proteção, lado daquelas citas de recuperação PROMOÇÃO DE SAÚDE o conceito de de saúde" foi apresentado oficialmente 1984 pe- la Organização Mundial da Saúde (OMS). Está relacionado à concepção "am- pla" de saúde e um modelo que envolve os determinantés da saúde, como educação; meio ambiente e acesso a serviços essenciais, por meio de ações coletivas, e fomentadoras de políticas públicas, Em 1998, a OMS definiu os sete da promoção de saúde, quais se- jam (World Health 1998): concepção empoderamento participação social equidade ações sustentabilidade A capacitação de comunidades e por da informação e do desenvolvimento de habilidades pessoais e sociais é exemplo de ação pro- motora de saúde. A informação é uma das bases para a tomada de decisão e leva à autonomia por meio do empoderamento, combatendo, impo- é importante que empoderamento é diferente de cons- dentização, pois está associado à proatividade em relação à saúde, a reais mudanças de atitude. Uma pesquisa realizada em nove países, inclusive no Brasil, demonstrou que uma campanha informativa pode modificar o conhe- cimento e as atitudes com relação a problemas de saúde Digitalizado com CamScanner</p><p>16 & Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais: A promoção da saúde por da educação, da adoção de de vida saudáveis, de capacidades da produção de um ambiente da da socie- na de de públicas para da vida dos serviços de 1997) PREVENÇÃO A prevenção é a atividade relacionada controle dos fatores de risco que an- Ela atua em diferentes fases no saúde-do- ença visando impedir a progressão desse processo em aos problemas de saúde (vide 5 saúde mental: nova perspecti- va). Como exemplo, no caso das drogas, ela conhecida como: prevenção primária: que visam evitar ocorrência do consu- mo de antes de ele acontecer prevenção secundária: ações que visam interromper o uso de substâncias nos casos em que a pessoa já as utiliza com alguma fre- quência risco de piorar o padrão de prevenção terciária: após a dependência instalada, se es- ações que incentivam a busca ao tratamento e à recupe- ração A prevenção abordada no 3 deste livro. o PAPEL DA ESCOLA NA PROMOÇÃO DE SAÚDE E NA PREVENÇÃO literatura saúde mental tem identificado o sistema escolar como um paço estratégico e privilegiado de políticas de saúde blica para jovens, passando a como principal de promoção e prevenção de saúde mental para crianças e no de- de fatores de e na redução de riscos ligados saúde mental. nesse sentido, fato de a escola concentrar em um ambiente único a parte da população jovem do País, por bca parte do dia, des- de a primeira desenvolvendo um trabalho sistematizado e passível de ser Escolas também são mais acessiveis à popula- ção que os serviços de saúde mental propiciam a realização de intervenções com menos estigma para alunos e familiares. Além disso, como parte atuante Digitalizado com CamScanner</p><p>Saúde escola 17 processo, o professor encontra-se em posição nobre por diversos moti- vos, entre eles: ter experiência com diversas crianças de uma mesma faixa etária (permitindo uma observação mais critica do comportamento de seus alunos) poder observar os alunos em diversos contextos tarefa, sociali- zando, etc.) e por longos períodos de tempo poder utilizar-se da flexibilidade do para abordar assuntos relacionados à promoção de saúde mental poder utilizar-se de seu papel de modelo como um "trunfo", ensi- nando criatividade e senso no dia a dia Assim, um professor bem informado e sensível pode tanto promover saúde mental quanto atuar na prevenção de por iden- tificando sinais que para avaliação de equipe de saúde mental, contribuindo para uma intervenção que, via de re- leva a resultados mais Segundo Puura e colaboradores (1998), o professor na posição ideal para observar sinais como irritabilidade, isolamento social e queda no rendimento escolar, mas precisaria ser capacita- do para identificar sinais precoces de problemas como, por exem- plo, os de depressão, que poderiam ser interpretados co- mo sinais de mau humor e preguiça. AS INICIATIVAS DE PROMOÇÃO DE SAÚDE E PREVENÇÃO NAS ESCOLAS DO BRASIL E DO MUNDO No (1996), partir da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (n° e da construção dos Curriculares abor- dagem do Saúde foi mais consistência nas passando a ser integrado como um tema permeando todo o esco- lar assim, possibilitando uma abordagen mais ampla dos diversos aspec- tos ao processo de saúde individual e Os Cur- riculares Nacionais estão em congruência com os princípios de promoção de saúde em escolas indicados pela OMS, ou buscam a sustentação da saú- de e do além de integrar profissionais de saúde, educação, pais, alunos e membros da ajudando a transformar escola em um lugar saudável e propício ao bem-estar, ao crescimento e ao desenvolvimen- to. Além dessas outras propostas reforcado a importância da escola busca pelo desenvolvimento saudável de crianças adolescentes no Brasil e no mundo. Digitalizado com CamScanner</p><p>18 & DAS ESCOLAS PROMOTORAS DE SAÚDE 1. Ter ampla de todos os da escola provendo um ambiente saudável e que favorece a 2. à da assim como psicológico direto que ela sobre professores e alunos. 3. em um modelo de saúde que inclus a interação dos aspectos físicos, socioculturais e 4. Promover a participação ativa de alunos e 5. Reconhecer que os conteúdos de saúce ser necessariamente nas diferentes áreas 6. Entender que o desenvolvimento da autoestima e da autonomia pessoal é fundamental promoção da 7. Valorizar a promoção da saúde na escola para B. Ter visão ampla dos serviços de saúde que tenham interface com a escola. 9. Reforçar o desenvolvimento de saudáveis de vida que ofereçam viáveis e para a de ações promovam a Favorecer a participação dos educadores na elaboração do projeto pedagógico da educação para a saúde. 11. Buscar inter-relações na elaboração do Preocupada com os enormes vinculados aos mentais, a munidade internacional a nos últimos anos, a necessidade de in- para esse assunto no ambiente Nesse sentido, Comissão em um importante pronunciamento chamado Pacto Europeu para a Saúde Mental e o (tradução livre de Pact for Mental Health and (World Health Organization, 2008) definiu como urgente a inserção estratégica da saúde mental nas atividades curriculares e extracurri culares das ascolas, além da sensibilização de profissionais da saúde ex., pe- diatras e médicos de e da educação para o No discus- sobre sentimentos, pensamentos e comportamentos a ótica da saúde da mente (o não exclusivamente de ja são parte curricu- regular das Digitalizado com CamScanner</p><p>19 NOVAS PERSPECTIVAS VOLTADAS A SAÚDE MENTAL: INTERSETORIALIDADE Em países, organização integrada dos sistemas de e de educação levou à implantação de serviços de saúde mental Nesses a eatre educadores e da de saúde e com a de problemas den- da a demanda per services no Brasil, ainda é por de de to III de de precipitados para a rede de saúde de com de tempo, que grande parte das pessoas que mental é diagnosticada de programas de recção precoce poderiam curso desses evitando seu de- ou amenizando sue Instalados de capacitação em saúde mental para ser de grande valia. Um de saúde de mental ID em uma escola pública da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) que Identificar or mais como discriminar normal do que no- do malorie ter cimentos a do e que de e de Uma colaboração mais entre os setores da e poderia a promoção da saúde mental de de crianças o fracasso na a evasão diminuir que pessons do seu facilitar o a servi- cos Além a proximidade de de permitiria a de saberes, fator para de Digitalizado com CamScanner</p><p>20 & Bressan (orgs.) QUAL o PAPEL DO EDUCADOR NO QUE TANGE À SAÚDE DE SEUS ALUNOS? Os educadores têm a árdua tarefa de no desenvolvi- mento de seus não apenas acadêmico, também como so considerarmos de snúde descrito neste en- os já no processo de seus alunos de diversas como, por exemplo, ao desenvolverem vínculos baseados na e respeitosa, na consideração pelas qualidades do visando ao fortalecimento de sua etc. Os professores influenciam positivamente quando de forma mo- rivadora e criativa, informando e encorajando nas tomadas de decisão, fo- mentando a autonomia, sem recorrer a regras e dogmas preestabelecidos que possam defasar-se com o Um exemplo disso é o conselho "Não aceite nada de que, embora ainda muito utilizado, se considerado sob prisma do uso de drogas, está completamente ultrapassado, pois sabe-se hoje que as grandes fontes de dregas estão entre os amigos mais Não se sugere aqui, que educadores tenham responsabilidade de diagnosticar, ou mesmo sejam exigidos a aplicar qualquer tipo de conhe- cimento que não seja da área da educação. Porém, considerando que já atu- am contemplando os aspectos emocionais, cognitivos e de seus alunos, conhecimentos em saúde mental, baseados princi- em aspecios de promoção e prevenção, podem ser de grande utili- dade na prática an empoderar a figura do educador. ORIENTAÇÕES 1. Reconheça a responsabilidade de formar aluno como 2. Contribua para um escolar favorável, priorizando os 3. Contribua, por meio do diálogo, com o combate ao Evite a segregação de problema". 4. Discuta abertamente o assunto "saúde mental" com os aluncs. 5. Discuta casos de sua prática diária com os colugas, para que possa sobre o que fazer diante de apresentadas pelos que em do agressivos violação de regras. 6. Estimule os alunos para que habilidades como fazer amigos e manter 7. Mantenha-se atento à identificação precoce de problemas para o devido encaminhamento dos alunos que necessitam de assistência nessas (Continue) Digitalizado com CamScanner</p><p>Saúde 21 Construs com para do das e tanto do de vista como de de assuntos do coda a um maior rendimento 10. de e material na de saúda mental nessa CONSIDERAÇÕES FINAIS e saúde mental de adolescentes protago nista em de escolas, de péblicos da de devido . impacto Sobretudo educação, o tem sido a de grandes nas últimas de saúde se puramente passando siderar sintomas como resultances de interação entre diversos fa- colocando processo entre saúde e em um visão mais ampla espaço para perspectivas de à na do de protação de pela OMS, 1984. A disso, o sistema escolar a ser des- tacado principal de promoção e prevenção de (e geral) para crianças e aruando no de res de proteção na redução de de risce lígados à saúde Per- cebendo isso, diversos de intervenções para saúde mental sendo de abordagens que vão da (vide 4) a para Identificação de em de avaliação para que o rama modifique contento, é a setores da saúde e da educação, a fim de que por melo do se recimento dos dois REFERÊNCIAS BRASIL da República Federativa de em: 7 2014. tel de 20 de de 1996 e bases de Oficial do 20 dez. 1996. Digitalizado com CamScanner</p><p>22 (orgs.) Secretaria de Educação Fundamental. nacionais: in- trodução aos parâmetros curriculares nacionals. 1997. K. al. Children with symptoms of - what do the adults see7 J Child 39. n. 4. p. 577-585, 1998. WORLD HEALTH ORGANIZATION. European PACT for mental health and well-being: high-level conference. WHO, Disponível 27 ago. 2011. WORLD HEALTH Health Promotion Glessary. Geneva: WHO, 1998. LEITURAS RECOMENDADAS M. S. et al. Toward the integration of education and mental health in schools. Adm Policy Health, 37, 1-2, p. 40-47, BORDINI, D. et al. escolar de crianças o CAPSi: o peso dos encaminhamentos incorretos. Rev. 34, n. 4, p. 493-494, 2012. BRASIL. Comissão de de Justiça e Projeto de lei n° de 2010. Aprova o Plano Nacional de Educação - PNE e entras Câmara dos 2010. Lei n° de 13 de julho de da criança e do Oficial 13 1990. Disponível em: Acesso em: 20 2014. COUTO, M. C. DUARTE, C. DELGADO, G. A saúde mental infantil na saúde pública brasileira: atual e Rev. 30, n. 4, p. 390- 398, 2008. GOODMAN, R. Prevalence of child and adolescent psychiatric disorders in southeast J Accd Child Adolesc 43, n. 6, p. 727-34, 2004. W. et al. Worldwide child and adolescent mental health begins with awa- reness: a preliminary assessment in nine countries. Rev n. 3, p. 261-270, 2008. M. et al. 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Ensinar uma criança com qualquer dificuldade ou problema, pessoal ou familiar, é mais desafiador, pois as adversidades o processo de o inverso também é verdadeiro, já que uma criança com de aprendizagem também pode passar a apresentar alterações em seu funcionamento pessoal ou Considerando que o educador tem importante papel e real responsabili- dade em relação ao processo de aprendizagem de seus alunos, torna-se extre- mamente importante que ele esteja para identificar o mais rápido pos- qualquer problema que possa comprometer o aprendizado da Os professores uma condição privilegiada de observação do comportamento das crianças sob seus cuidados, pois as observam em uma grance variedade de situações como atividades atividades trabalho vidades da durante a interação com outros e com crianças de diver- sas o fato de os professores terem experiência com um grande número de crianças a distinção entre os comportamentos esperados para uma o comportamentos Como passam bastante tempo com as crianças, às vezes até mais do que os próprios pais (sobretudo na pré-escola e nas séries iniciais do ensino fun- damental), professores a oportunidade de identificar problemas pre- cocemente, mesmo antes da Essa possibilidade de identificar os sintomas de forma precoce e encami- nhar a criança o mais rápido possível para a avaliação transforma não apenas Digitalizado com CamScanner</p><p>26 a os professores, mas toda a equipe técnica da escola, em figuras fundamentais no processo de diagnóstico e seguir, apresentaremos alguns dos principais conceitos sobre saúde mental que podem ser importantes no contexto escolar. COMO PODEMOS DEFINIR SAÚDE E DOENÇA? Diferentemente do que se pensar, definir o que é saúde e que é doença ou mental) não é uma tarefa um lado, levamos em conside- ração a definição "Saúde é estado de completo bem-estar mental cial, não apenas estado de ausência de pela Organi- zação Mundial Saúde partir de (World Health Organization, 1948). nos deparamos com uma realidade praticamente se pensamus pessoa que sofre uma fratura (que um estado mas que ainda assim segue com bom funcionamento emo- cional e pode-se dizer que ela está Conclui-se que conceitos de "saúde" "doença" a pa- radigmas bastante complexos dinâmicos devido a sobreposições estados passageiros, por Parece mais razoável compreender que os tos de saúde doença não são absolutos e que nenhuma pessoa é 100% sau- dável ou 100% E QUANTO À SAÚDE MENTAL? Em relação ao conceito de saúde a complexidade é ainda maior. Do ponto de vista da mental, em geral se acredita que crianças e lescentes saudáveis são aqueles que apresentam desenvolvimento cognitivo, e social satisfatórios para a idade. fatores esses que ca- pacidade de adapração aos desafios da No dia a dia, esses jovens são vínculos, estratégias para resolver problemas de maneira apresentam qualidade de vida. situações cotidianas geram algum tipo de tensão mental. Es- sa tensão é um sinal de que algum tipo de adaptação é de que ela parte do desenvolvimento de mecanismos de que evitar a exposição de crianças e a estres- ses die impedem que mecanismos sa fazendo esses tomendo situações novas fundamental para que sejam de suas traje- Na o que se observa é que, na dos em que a ten- são mental aparece, o dos adultos não é sequer necessário. Digitalizado com CamScanner</p><p>27 COMO DEFINIR PROBLEMAS OU TRANSTORNOS MENTAIS? Cada pessoa reage a um evento estressor de mancira Individual, dependendo de uma série de a resposta pode ser acompanhada, não, de um proble- ma mental de um transtorno mental. Problemas mentais (condições mais amenas do que mentais) podem surgir em dois tipos de Primeiro, diante de situações em que a tensão mental é muito intensa e a adaptação se torna (como em alguns casos de divórcio dos perda de um ente querido ou de relação Segundo, quando pequenas no psicológico, social ou do (podendo ou não ser acompanhadas por problemas acabam do sua capacidade adaptativa. Nesses casos, eventos corriqueiros (como zer uma ou brincar com os amigos) podem se tornar grandes Nessas situações, passageiras e sem grande amigos família e outras figuras de referência podem ajudar. nas situações em que os prejuizos são mais significativos, mais bem como de figuras de su- porte, o acompanhamento de um profissional da saúde pode ser Os transtornos mentais são condições muito Por exemplo, al- gumas pessoas podem vivenciar um mental e mesmo assim conti- nuar levando sua vida de como em casos de de ansiedade menos intensos ou em casos de transtorno de déficit de aten- (TDAH) nos quais a pessoa aprende ou é orientada a se adaptar aos sintomas. Além a pessoa pode apresentar um transtor- no de períodos de ausência de sinto- mas entre crises. No há, alguns gravemente que geram ao à família à co- Os transtornos mentais ocorrem pela interação de individuais (biológicos, genéticos, sociais (condições financeiras, de mora- rede de suporte, cultura, etc.) e dos qualida- de dos amigos e da escola, exposição a eventos estressores, etc.) nem sem- pro precisam ser por uma situação Multas vezes, os problemas ou mentais surgem sem que exista ne- nhum evento estressor ou acontecimento traumático na vida da ou de sua ocorre porque os transtornes mentais são causados por uma com- plexa de fatores. Durante o curso de transtorno mental, são observados sinais e sinto- mas que diversas alterações no funcionamento do corpo, principal- mente do Entre elas, podemos citar: Digitalizado com CamScanner</p><p>28 cognição (ou pensamento) (vinculada ao domínio dos cinco sentidos [audição, olfato, paladar, tato e emoções (ou sentimentos) sinalização (vinculada ao modo como reage ao ambiente) física (ou somática) comportamental Os transtornos mentais ocasionam falhas adaprativas mais graves do que as citadas no que chamamos de e por frequen- temente são caracterizados por e mais graves no funciona- mento da e de No caso dos é comum que o rendi- mento na sofra alterações, assim como relacionamento com a família e os Os ser porém existem Nos casos em que um transtorno mental desenvolve, é diagnóstico portanto, a intervenção Nos últimos anos, principalmente por da publicação ca Classificação de e problemas relacionados saúde termo sido utilizado do es- colha uma do sistoma se mais nas causas das "doenças" e a concentrar-se mais na descrição dos Os principais problemas percebidos na de alterações de comportamento dificuldade de É importante lembrar que se já que criança que não consegue panhar o conteúdo maior ficar dispersa e está mais propensa desenvolver comportamentos inadequados. o inverso também ocorre com quando crianças que apresentam problemas de comportamento têm dificuldade de absorver conteúdo exposto e desempenho do esperado. Nesse desenvolvemos um fluxograma com as mais no ambiente escolar e os sinais associados. Ao esse fluxograma, fatores ambientais podem comprometer o desempenho e o compor- da quanto menor a criança, maior é a influência do ambiente qualquer situação, interna ou externa, que comprometa o funciona- mento da criança deve ser abordada logo, pois a é uma fase essencial para a formação de padrões e emocionais Digitalizado com CamScanner</p><p>mental ne 29 DESEMPENHO PROBLEMAS ESCOLAR COMPORTAMENTAIS Criança que Considerar causas para ou Problemas de visão, a professora, dores de frequentes, quedas e/ou Atraso de marcos básicos do desen- Considerar atraso geral no volvimento andar, controlar (Considerar deficiência res, em associada) atividades de vida diária) e/ou Considerar etraso no amarrar o cadarço, segurar o problemas na aquisição de motoras finas Dom funcionamento geral (social, de aprendizagem rendimento escrita, do esperado em e/ou socais ou cognitivos Considerar etc.) duradouros que cau- transtornos sam do esperado, etc) a existência de problemas não a possibilidade de transtornos, a coexistência de fatores externos e internos, além de maximiza os prejuízos para a criança crianças com doenças ou mais fragilizadas e podem apresentar maior dificuldade lidar si- que antes conseguiam enfrentar Digitalizado com CamScanner</p><p>30 & o QUE FAZER QUANDO UM ALUNO NECESSITA DE AVALIAÇÃO? o professor, an necessidade de avaliação de mental, deve, de mancira sensível e comunicar nos da que algo está acontecendo (em algumas essa comunicação é feita por meio de uma figura como um professor mediador ou diretor). Essa abordagem, se estabelecida em um con- texto de parceria, já pode trazer resultados positivos, família está tão envolvida em seus problemas que não o período di- que profissional da educação deve as preo- cupações dos pais e da criança e oferecer conforto e suporte. Em casos mais graves, um para profissionais especializados pode se fazer necessário, e a escola pode auxiliar conhecendo e apontando os serviços dis- poníveis na região. QUAL o PAPEL DO DIAGNÓSTICO? Um diagnóstico so presta a funções, como descrever de um determinado sua fornecer informações sobre causas para o tratamento mais indicado. o diagnóstico marca o clo do Muitas pessoas questionam o risco do aos jovens que um diagnóstico É interessante observar que essa pergunta só é nos casos de diagnósticos de transtornos Na das outras especialidades, quando vamos ao médico, sempre saber o que mos. Por exemplo, caso uma com fehre e os país com cer- teza vão querer saber se seu filho tem ou apenas um resfriado antes de medicá-lo com aspirina ou Da mesma forma, em saúde também é importan- te identificar e discutir com paciente e seus familiares as diagnós- ticas antes de iniciar um Se nás, (tanto da da saúde quanto da não nos à vontade para discutir um como vamos exigir que uma com um transtor- no mental tenha os mesmos direitos de outra com qualquer problema clínico, como pneumonia ou diabetes? Digitalizado com CamScanner</p><p>Saúde mental na escola 31 COMO REALIZADO o PROCESSO DIAGNÓSTICO? COMO POSSO AJUDAR? o processo pode ser feito por médiens (psiquiarra da infância e adolescência, pediatra oil com sem o de uma equi- que pode ser composta por: psicólogo, terapeuta ocupacional e/ou A avaliação é composta por um ou mais dos passos descritos a seguir: entrevistas com ns país de quebras e sintomase relato sobre comportamento da criança em casa e em atividades sociais) entrevistas com professores sobre o comportamento da criança na escola, levantamento de queixas, desempenho escolar, com adultos e crianças) questionários e escalas de sintomas a serem preenchidos por país e professores da criança no consultório avaliação neuropsicológica avaliação psicopedagógica avaliação fonoaudiológica Para auxiliar nesse processo, é importante que o profes- sor preste especial atenção e descreva as atividades e os comportamentos do aluno, sem preocupação com Dar exemplos práticos sobre os comportamentos da criança para os país quanto para os profissionais da saúde é fundamental para auxiliar no processo Características da criança que devem ser observadas pelo professor e relatadas durante a processo diagnóstico 1. Como a criança relaciona com é recoptivo DO contato com o adulto? É afetuosa? a hierarquia? Obedece regres? Procura ajuda quando recessita? 2. Como a criança se relaciona com crianças? Consegue em grupo? Consegue as regras das brincadeiras? Tem colagas gostam dela? Ela briga facilmente? 3. Como quando é contrariada pelo professor ou por outras crianças? 4. A criança finaliza o trabalho em sala de aula? (Continue) Digitalizado com CamScanner</p><p>32 (Continuação) 5. A criança consegue finalizar o trabalho de no prazo estpulado? Consegue finalizar quando é dado tempo extra? 6. Como é o desempenho em sala de aula? o de acertos é dos colegas de 7. Como a finalização a precisão dos realizados em casa? Como são as habilidades de organização da criança em relação a seu material, anotações e registros de tarefas e das dos trabalhos e do ambiente de trabalho? 9. Quais situações parecem desempenho da Quais parecem É importante enfatizar que a diferenciação entre características pesscais pro- mentais de um mental na cas Por isso, o reconhecimento e o tratamento desses quadros devem ser feitos por profissio- nais com experência na Assim, não se espera que ela seja feita pelo educa- dentro da sala de para os da da ção que possam se sentir mais seguros reconhecer os casos que pre- A CLASSIFICAÇÃO DOS TRANSTORNOS MENTAIS Como o processo de avaliação em saúde mental é muito mais subjetivo que em outras especialidades da saúde, foi necessário que se desenvolvessem classifica- ções para a fim de que a comunicação os profis- sionais fosse cada vez mais clara e favorecendo a pesquisa ao estabelecer parâmetros em comum que ser comparados Sem as classificações, os transtornos possivelmente seriam diag- nosticados de maneiras tão distintas que seria realizar estudos e pesquisas agrupando pacientes com diagnósticos disso, sem critérios as pessoas de a necessidade de busear atendimento quando necessário e, mesmo quando fi- zessem, ser tratadas de formas muito diferentes entre um profis- sional Por meio das classificações, o entendimento sobre as doenças vem evoluindo em diversas áreas, como diagnóstico, prevenção e dois manuais, a CID-10 e o estatístico de edição (DSM-5), os quais critérios pa- dronizados para a classificação dos transtornos mentais. Embora se esperas- se que ambos os fossern fielmente correspondentes, o fato de terem sido revisados em momentos diferentes e de não terem sido elaborados pelos mesmos profissionais faz com que nem sempre estejam em sintonia. Digitalizado com CamScanner</p><p>mental ne escola 33 DSM-5: formulado pela American Psychiatric Association, está em sua quin- ta edição, lançada em 2013. É mais utilizado nos Estados Unidos e bastante utilizado no meio de CID-10: pela Organização Mundial da Saúde, a Classificação inter- nacional de doenças e problemas à saúde em sua edição mais recente (décima edição, lançada em 1993), um capítulo voltado para as doenças mentais e V). CID-10 é utilizada em grande parte do mundo, incluindo o Brasil, COMO SÃO DEFINIDOS os TRATAMENTOS? o tratamento começa a partir da realização de um processo diagnóstico doso, detalhado abrangente, envolvendo diversas cm contato com o Com base no processo diagnóstico, o tratamento instituído e revisto periodicamente. Na maioria das vezes, é realizado por diversos com abordagens que intervenções psicoeducacionais: com a família com o paciente com a escola intervenções psicopedagógicas de reabilitação neuropsicológica psicofarmacológicas As linhas de tratamento na área da saúde seja se- ja psicoterápica, são definidas no por meio de éstudos chama- dos ensaios clínicos Esses estudos, monitorados por agências de vigilância em todo o mundo (no Brasil, a agência responsável é a Agência Nacional de Vigilância Anvisa), comprovam a das interven- que passam a ser parte dos recursos basecdos em evidências De maneira geral, os tratamentos podem ser divididos em dos, complementares e Os tratamentos padronizados são aque- les que passaram pelo dos ensalos clínicos randomizados, al- cançando a qualidade de tratamento baseado em evidência. Os tratamentos complementares, ou adjuvantes, como o nome são estratégias adicionais, que frequentemente auxiliam, mas não são suficientes quando utilizadas a presença de um tratamento Exemplos de tratamentos com- plementares são os exercícios físicos, a rotina de e a alimentação saudá- vel. Por último, os tratamentos alternativos são aqueles que não alcançaram tipo de pesquisa em que divididas dois ou mais grupos recebem ou tipos de sendo deles geralmente placcho, ou seja, uma substância sem propriedades Depois de um período de são comparados entre para que se chegue conclusão sobre sua segurança, Digitalizado com CamScanner</p><p>34 o status de tratamento baseado em mas que podem ser utilizados por escolha própria do paciente (de com o con- sentimento da equipe de saúde) ou em em que as possibilidades de tratamento bascado em evidências se esgotaram. Exemplo de alternativos são medicações em de Um tratamento complementar ou alternativo pode passar ser considerado pa- dronizado a partir da comprovação de sua eficácia po: meio de clíni- cos randomizados. Algumas atitudes práticas que podem auxiliar bastante nos processos de desenvolvimento de saúde da criança por parte do professor consistem em: Informar Aborde o tema de saúde mental na escola, pois isso diminui o estig- ma e estimula a procura por ajuda quando necessário. Fale sobre situações estressoras e dè para que surjam questionamentos e métodos de lidar com elas diferentes dos Escutar Quando procurado, mostre-se aberto a ouvir, sem julgamentos. Tenha uma postura acolhedora e Encaminhar Procure conhecer os serviços de saúde mental região e quem pode ajuda, Quando necessário, oriente os pais a buscarem um serviço de saúde mental. Solicitar ajuda sempre que necessário Profissionais especializados nesses podem ajudar sempre que o QUE É ESTIGMA? Estigma é um conjunto de negarivas que levam o em geral rejeitar, evitar e discriminar os portadores de algum trans- torno Ele sempre que pessoas são julgadas (co- mo figuras atrapalhadas, violentas ou incompetentes, por exemplo) apenas pela suspeita de um transtorno o estigma é um dos problemas de maior impacto na saúde a ponro de algumas sas demonstrarem que seu efeito pode ser mais prejudicial para a pessoa em do que própria condição Certamente, ele é um dos res pelo qual, no mundo se estima que mais de 70% das que necessitam de algum tipo de atendimento em saúde mental não o estigma está relacionado a três componentes básicos: Falta de informação: embora estejamos vivendo em um período em que a quantidade de Informação disponível é o conhe- cimento popular a respeito dos transtornos mentais ainda é muito Por exemplo, que mais da metade das pessoas envolvidas em um estudo considerou adequada a Digitalizado com CamScanner</p><p>Saúde escola 35 afirmação que não pode se responsabilizar por suas ações" para descrever uma pessoa com um transtorno mental. (atitudes negativas): envolve pensamentos e como ansiedade, que podem fazer alguns passarem a evitar pessoas com transtorno Discriminação (comportamentos negativos): envolve de reicição e evitação com relação ao portador. Ações como negar uma a um aluno com dificuldades são consideradas discrimi- nação. Outro caso de discriminação bastante complicado pode ser chamado de autoestigma. Essa ocorre quando a própria pessoa que apresenta o transtorno passa a se enxergar de maneira negativa, com base no estigma dos demais, evitando iniciar o trata- mento ou o interrompendo antes do escipulado, por exemplo. Lidar com estigma não é no entanto, algumas me- que podem ser dentro e fora de sala de aula, para que essa realidade se ORIENTAÇÕES 1. Busque informações sobre saúde mental que sejam comprovadas melhor você com preconceito e a discriminação. Por uma das informações mais prejudiciais a respeito dos portadores de menta's é a de que seriam mais agressivos do que a população em geral. Essa no completamente infundada do ponto de vista de 2. Contando com comprovadas fale abertamente sobre transtornos 3. com Expressões como "não bem da são altamente 4. Discuta a exposição dos transtornos na 5. contra u sempre que 6. Apoie Instituições que contra 7. Evito estigma conversando com alunos sobre as do cada um, com rão (Wahl, 1999). CONSIDERAÇÕES FINAIS Ensinar é uma tarefa que impõe diários e variados ao En- sinar uma criança com problemas é ainda mais pois cada criança é única. muitos desses casos, o educador se sente desorientado, cansado, e sem Entretanto, prover o ensino adequado às necessida- des dessas crianças inquestionável, nesse sentido, as leis de inclusão são cada vez mais consideradas. Digitalizado com CamScanner</p><p>36 & Os transtornos mentais não são apenas problemas comportamentais, co- muitas vezes se Esse tipo de raciocínio acaba, de mancira muito ne- conectado à crença de que culpa é sempre dos gerando a idela de que esses problemas são de responsabilidade exclusiva da criança ou de seus familiares. Como um dos protagonistas ao longo do processo de desenvolvi- mento de crianças e adolescentes, o educador também um papel junto aos portadores de um transtorno mental, oferecendo seu conhecimento e cia diante das dificuldades de assim como auxiliando na identi- ficação de problemas e transtorrios e o tratamento. REFERÊNCIAS AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. and of mental disorders - DSM. ed. Arlington: APA, 2013. CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE Classificação de men- de da CID 10 clínicas e Alegre: 1993 a F. Telling is risky business: mental health stigma New Rutgers University Press, 1999. WORLD HEALTH Constitution of the World Health WHO, LEITURAS RECOMENDADAS COSTELLO, J. and measurement in child and adolescent psychiatry J Child n. 1-2, p. 9-15, 2009. BRIDGE, et al. Placebo response In randomized controlled totals of antidepressants for major depressive Am 156, n. 1, p. 42-49, 2009. D. Prevailing and shifting a historical perspective. In: MARTIN, R. (Ed.). Lewis's child and adolescent psychiatry. A comprehensive & 2007. p. PENN. D. J. The stigma of severe mental potential solutions for a problem. n. p. 1995. D. et The de facto mental and addictive disorders service system. Epidemiclogic area prospective 1-year prevalence rates of disorders and services, Archives of General 50, n. 2. M. Understanding and testing risk mechanisms for mental disorders. J Child 50, p. 44-52, 2009. RUIZ, P Kaplan and Sadock's comprehensive textbook of 9. ed. Philadelphia: Williams & Wilkins, 2009. UNITED Public Health Service. Office of the Surgeon General. Mental health: a report of the Surgeon General. Bethesda: National Institute of Mental Health. 1999. Disponível em: Acesso em: 24 2014. Digitalizado com CamScanner</p><p>3 Promoção da saúde montal e prevenção de transtornos mentais no contexto escolar de Mart EM BUSCA DE UM NA SAÚDE Aré tempo, as em saúde mental voltadas para e esmdn depressão a Isso res melhor se e cuais são as possibilidades de tratamen- to. Essa no beneficiou um número enorme de ao enfatizar a público a de indiscriminada, saúde mental a alimeu- tando as de tão Com a constatação de que os são mais prevalentes que se imaginava de us limitações que no to da saúde L na dos para a ser vez mais Graças nos 30 o campo da premoção em men- tale da prevenção de mentais vem Ao expandir de "saúde mental" do que o enfoque exclusivo nas doenças muita de passou a considerer a mental de mais menos há muito tempo em relação à pla, mesino sabendo que está ende que com a exercícios regulares tação de maus hábitos como o fumo saúde, de doenças. Digitalizado com CamScanner</p><p>38 & Seguindo esse principio, estudos demonstrado que as iniciativas de promoção e prevenção têm resultados promissores quanto à re- dução do número de novos da gravidade dos casos que não puderam ser evitados e das recaídas de pessoas em A DA ABORDAGEM PRECOCE o humano é caracterizado por série de transformações físicas e psicológicas que o a ter competência para interagir de forma produtiva Au desse o de de de interação so- cial e de vida por si só, e as lidades da vida essa ainda mais complexa. Nesse sentido, us à saúde mental da criança e do adolescente um fator fundamental para que essa trajetória percorrida de satis- os diversos pontos positivos das preventivas preco- ces, podemos incluir: pois partem do principio de que todos temos mental e de que um aspecto que deve ser cultivado por qualquer pessoa e não só por aqueles em maior risco de desenvol- ver um Como o conhecimento atual é de que a grande maioria dos trans- tornos tem na juventude, intervenções precoces são ao favorecer a identificação precoce de problemas e Ao estágios iniciais do desenvolvimento (e de poten- intervenções precoces podem ser bastante vas mesmo mm "mais simples" (como mudança de há- bitos, orientações aos país, etc.). Investr na saúde mental de crianças e adolescentes é necessário, e A maioria dos jovens, mesmo que estejam expostos a mutos riscos e não apresenta nenhum Digitalizado com CamScanner</p><p>Saúde mental escola 39 o QUE É SAÚDE MENTAL? Em 2005, a Organização Mundial da Saúde definiu saúde mental na e na adolescência como a de alcançar e se manter um psicosso- cial de Ela a perceber, o mundo que está firm de que adaptações ou modificações sejam feitas em de necessidade (World Health 2005). Por sua vez. transtornos mentais foram relacionados com "a dificuldade que uma criança pode ter de alcançar um nível ótimo de competência funcio- No entanto, saúde e transtornos não são, como pode condições perfeitamente opostas. Uma pessoa considerada saudável pode apresentar sen- timentos e pensamentos desagradáveis, e quem desenvolve um transtorno tam- bém pode apresentar núcleos de saúde que devem ser Ou seja, ambas as condições são muito variáveis por isso não são o que exatamente é a mente? Mente é um construlo que vem sendo desenvolvido por há séculos e surgiu da entre corpo A mente é de definir e Vários estão o desafio de definir a e para tanto, vêm trabalhando em conunto com Entre Pinker que a define da seguinte forma: men- te é o que a mente faz Essa perspectiva se aproxima da definição de saúde mental da Organização Mundial da citada anteriormente, cue aborda a mente a partir da sua capacidade para lidar com as situações de estresse do o termo vem do que significa e en- significa sentido de que que mede é pondera é um utilizado pora descrever funções superioros do que humanos como a os a os sentidos vinculadas ao à razão, à à inteligência. Por termo também descreve a personalidade costuma de- signar o QUE SÃO FATORES DE RISCO? Fatores de risco são ameaças à saúde de uma pessoa. Eles podem aumentar as chances de uma pessoa desenvolver um transterno, assim como podem piorar o quadro de alguém que já tem um Digitalizado com CamScanner</p><p>40 Estanislau & (orgs.) Mais no que diz à saúde mental, um mesmo fator de risco pode trazer múltiplas Por exemplo, conflitos fa- miliares podem se relacionar com problemas de criança, depres- são em mulheres adultas e dependência de álcool tanto para homens quan- to para Fatores de risco podem modificáveis (a redução do número de armas de fogo em casa, na prevenção ao suicidio, por exemplo) ou não (p. ex., a presença de risco genético para um transtorno). fator de risco não o mesmo impacto para todas as pessoas. Ele deve ser observado de forma cautelosa, considerando-se a etapa do desen- volvimento em que a pessoa se encontra (a morte de um parente pode re- presentar completamente diferentes para uma criança pequena e para um características individuais, como fatores e a cultu- ra em que ela está inserida, entre aspectos. Como a presença de ape- um fator de risco não um muito de ameaça à saúde, é preferível que se considere o conjunto de fatores de risco a um fator de ris- isolado. o QUE SÃO FATORES DE PROTEÇÃO? Fatores são farores que aspectos saudáveis do Eles podem ser ambientais, como bom convívio familiar ou como positiva e habili- dades de socialização. Alguns exemplos de fatores de risco e de proteção são apresentados no Quadro 3.1. que um dos fatores protetores mais importantes para uma pessca é estimulação dos pas durante primeiros anos de pois as cias vividas nesse período servem de para de es- tratégias que serão utilizadas ante os da vida. Fatores protetores agrupados o que chamamos de Digitalizado com CamScanner</p><p>ne 41 é a de se competente mesmo sob forte carga de estresse, dos momentos de desalo lições A é de fatores como o temperamento, e de que ser cultivados, o da De forma o conjunto de fatores de risco com conjunto de fatores protetores disponíveis resulta em maior ou menor proba- bilidade de uma pessoa desenvolver um mental. PROMOÇÃO E PREVENÇÃO EM SAÚDE MENTAL A promoção de saúde mental em ações que estimulam as cialidades de uma pessoa (ou de um grupo de pessoas) em busca de fortaleci- mento de aspectos saudáveis. Como todos temos de saúde, a promo- ção da mental pode ser realizada inclusive com quem está convivendo com um transtorno Alguns exemplos de iniciativas de promoção da saúde mental incluir de habilidades ou campanhas de estímulo à atividade física, já que a saúde do corpo está dire- tamente à saúde da Em a Organização da Saúde definiu o os exercícios e a adaptação ao estresse como a triade básica da promoção da saúde mental (World Health Organization, 2005). A promoção da saúde mental aborda a saúde mental pcr meio do de e potencialmente A prevenção de visa aos por meio de que a fina- Idade de seu surgimento e/ou reduzir seu Digitalizado com CamScanner</p><p>42 & QUADRO 3.1 Alguns fatores de risco e de proteção de acordo com o contexto Contexto de risco Fatores de proteção Problemas na gestação ou duran- normal o Bons recursos de Genética familiar Senso de humor Má nutrição Capacidade de autocontrole da média positiva Problemas de comunicação Habilidade de Temperamento Autonomia adequada para a habilicades sociais, Habilidade de aprender com as mento Problemas dor pró-social Insônia de exercícios Acesso a drogas Familiar to familiar Contato Maus-tratos e traumas Convivência familiar positiva Familiar com problema mental Estimulo à expressão de senti- Morte de um familiar mentos Pouca disciplina na que estimulam de rotna e maus to seus envolvidos com escola Divórcio Regras familiares claras e consis- atentos aos dos País que no dos Escolar Fracasso escolar Escola que estimula a sensação Bullying de pertencimento Ambiente escolar que expõe a crian- Escola que reconhece o esforço a riscos do aluno Escola que estimula os bons há- bitos Comunitário Oportunidades de lazer (espor- dança, etc.) Discriminação Segurança na comunidade Condições de moradia Jovem recebe suporte de três ou Amigos que não reforçam bons há- mais fora os pals bitos e valores Jovem se sente valorizado na co- munidade Digitalizado com CamScanner</p><p>Saúde mental ne escola 43 A prevenção de transtornos é um conjunto de estratégias que busca impedir que um transtorno mental se instale ou, menos, que bus- ca reduzir o impacto desses transtornos na vida de uma pessoa. Suas ações basicamente reduzem fatores de risco associados aos mentais. Existem duas classificações bastante conhecidas para prevenção em saúde mental. A mais antiga divide-se em prevenção (para pessoas sem secundária (para pessoas com quadro inicial do transtorno) e ter- ciária (para pessoas com já instalado). Prevenção primária: reduz fatores de risco que podem deixar a pessoa vulnerável a um Exemplos: campanhas contra bullying ou ação contra abuso infantil. Prevenção secundária: e o tratamento preco- ce de pessoas com quadros Exemplos: programas de ras- treamento para depressão ou risco de Na saúde pública, uma ação bastante conhecida são exames de mamografia, em que se casos em estágios iniciais, que tendem a responder melhor a um Prevenção terciária: reabilita ou reduz por transtorno instalado há mais tempo. Exemplos: ações que buscam impedir que uma pessoa uma comorbidade (uma pes- soa que ansiedade social e que, com tempo, passa a correr risco de se tornar dependente ao álcool), desenvolva hábitos ruins (como isolar-se ou começar a mal) ou consiga ade- ao tratamento, facilitando muito uma segunda classificação das intervenções preventivas é mais recente (Institute of Medicine, 1994) dividide-se em universal um gupo de pessoas independentemente do risco de desenvolver um (para um grupo de pessoas em risco relativo de desenvolver um transterno) indicada (para um grupo de pessoas em alto risco de desenvolver um torno), ou seja, como ponto de referência para qual as in- tervenções se Essa classificação postula que prevenção é algo que ocorre antes do diagnóstico. Prevenção universal: beneficia um grupo geralmente grande de pessoas, sem diferenciar o risco que para desenvolver um problema. Exemplo: campanha de obrigatoriedade do uso de to de segurança, ou as campanhas de marketing no combate às dro- gas. Todas as atividades que ao corpo ou ao cérebro for- talecem a saúde mental. Portanto, ações que estimulem o aprendizado acadêmico, a boa qualidade sono, a rotina diária, relações sociais positivas, a nutrição e o lazer (música, dan- teatro, etc.) são campanhas universais de prevenção em saúde Intervenções que aumentem o conhecimento da população sobre saúde mental (tanto da saúde quanto dos tam- bém são classificadas como campanhas universais de prevenção. Digitalizado com CamScanner</p><p>44 & Prevenção seletiva: é voltada para grupos de pessoas que têm ris- cos psicológicos ou sociais de um no. Exemplo: acompanhamento em de pessoas que so- abuso físico ou sexual ou que têm familiar portador de algum mental mais Prevenção indicada: é geralmente a um número me- nor de com mais alto de desenvolver um transtor- no. identificadas por apresentarem sinais ou sintomas detectáveis, porém que ainda não são suficientes para um diagnóstico pro- priamente Parte do princípio de que diagnóstico e trata- mento precoces levam um desfecho mais positivo para os casos. o Programa de Identificação de em Estados Mentais de Risco avalia dá a que apresentam sintomas leves ou breves de síndromes psicóticas e transtorno bipolar, buscando intervir em estágios ini- desses transtornos e obter um prognóstico mais positivo. ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO Aré o momenio, mais de 400 estudos bem conduzidos já avaliaram ções para prevenir a de problemas de saúde Os programas de promoção e prevenção têm demonstrado resultados mais evidentes em po- pulações mais desfavorecidas e para pessoas que apresentam maior prejuízo de funcionamento. De modo geral, as estratégias preventivas são desenvolvi- das de acordo com a fase da vida do indivíduo (Figura Considerando tores de risco de proteção durante essas fases, existem múltiplas oportuni- dades para intervenção ao longo do ciclo vital. ALGUMAS OPORTUNIDADES DE INTERVENÇÃO 1. As ações proventives mais prococos são as que tôm na pré- voltadas para a redução das por estas representare situações de risco para a saúde mental tanto da mãe quanto do filho. 2. Após a ações de cuidado de nutricional à dupla sido multo que esse de proporcionaram, entre uma série de benefícios, melhora no rendimento dessas crienças ao Digitalizado com CamScanner</p><p>Saúde mental 45 o, como oscolar 6 um Importante do protação para a saúde que esse tipo de tenha alto poder de prevenção. 3. Visitas domiciliares de aconselhamento para gestantes ou mães de crianças até 3 anos com a finalidade de melhorar o vínculo têm grande impacto tanto para a mental da mãe a do Por aconselhamento, entendam-se orientações sobre como e brincar com técnicas de manejo e escuta à gestante. As desse tipo de programa são duradouras: um estudo que a redução dos problemas de conduta após completarem 15 programa estimulação que Inclulu dois de visitos domiciliares para famílias do crianças com reduziu os nívels do depressão e déficit de assim como a desses avaliados aos 18 anos de idade. 4. Programas de treinamento de habilidades de que a entre pals seus filhos demonstrado a capacidade da criança de resolver seus problemas, aprimorar suas habilidades sociais e reduzir problemas de comportamento na escola em 5. Nos anos da fase escolar, intervenções que o acadêmico e de habilidades socials e emocionals são as mais estudadas. 6. intervenções especificas parecem ser apropriadas (p. ex., programas que busquern prevenir uso de drogas episódios de comportamente sexual de Muitas preventivas sido com em ambientes inclusive em em CONSIDERAÇÕES FINAIS A prevenção de problemas de saúde hoje em é pensada da mes- ma forma que a prevenção de doenças físicas, e, nesse contexto, as escolas têm um papel fundamental. para que é necessário que se desenvolva uma linguagem comum sobre saúde mental e os as- sociados a fim de que profissionais da educação e da saúde, e as pes- soas com problemas possam se comunicar melhor Estudos recentes vêm de- monstrando que essas estratégias, dentro das escolas, diminuem o estigma, aumentam a do professor e melhoram o rendimento dos alunos e que, portanto, deveriam ser tratadas como prioridade no que tange ao cuidado com crianças e adolescentes. Digitalizado com CamScanner</p><p>46 & (orgs.) Pré- Criança Adolascente da de de o de na de base Figura 3.1 Oportunidades para intervenções preventivas conforme as fases do de- Fonte: e (2009). REFERÊNCIAS INSTITUTE OF MEDICINE. Prevention of mental disorders and substance abuse among children. and young adults: research advances and promising interventions. 1994. BOAT, WARNER, Preventing and beha- disorders among young progress and possibilities Washington National Academies Press, 2009. PINKER, 5. Corro mente São Paulo: das Letras, 1998. WORLD HEALTH Promoting mental health: concepts, emerging evi- dence and practice. Genebra: 2005. LEITURAS RECOMENDADAS ADELMAN, TAYLOR, L Shaping the future of mental health in schools. Psychol 37, n. p. 49-60, 2000. ATKINS, S. et al Toward the integration of education and mental health in Adm Policy IL 1-2, p. 40-47. Digitalizado com CamScanner</p><p>mental ne escola 47 BRASIL Lei n° 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe o estatuto da criança e do di outras providências. Oficial do ril. Brasília, 1990. Disponível em: em: 24 2014. Ministério da Educação do curriculares Brasília: Ministério da Educação e do Desporto, 1997. BRONFENDRENNER, U. Ecology of human development. Cambridge: Harvard University Press, 1979. BRUNS, al. School-based mental health services in association with school climate and special referrals. V. 28, n. 4, 2004. CRAWFORD, N. J. The school role In of at risk of ruicide. Aust Teach 34, n. 2, p. 2009. KAPLAN, W. Research and evaluation in school-based health care. Adolesc 7, n. 2, p. 207-220, 1996. et al. A promoção na educação v. 12, n. 24, p. 2008. Disponível em: pdf>. Acesso em: 24 mar. 2014. HOVEN, et Worldwide child and adolescent mental health begins with awa- reness: a preliminary assessment in nine countries. Rev 20, n. 3, p. 261-270, 2008. K. et al. Children with symptoms of depression what do the adults see? J Child Psychol 39, n. 4, 1998. D. et al. 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Adriana Foz Crescer é um processo complexo, repleto de Fazer amigos, alcançar boas notas, aceitar as frustrações por não ter o corpo que se quer e escolher uma profissão são apenas alguns independentemente das dificuldades que possam representar, as situações se enfrentadas de manci- ra competente, oferecem a oportunidade única da aprendizagem socioemocio- nal, processo fundamental para um crescimento saudável e assunto aborda- do neste DEFININDO APRENDIZAGEM SOCIOEMOCIONAL o termo "aprendizagem (social emotional learning - SEL) definido no ano de 1994, em uma conferência que reuniu especialis- tas em saúde e educação no Instituto Ferzer (Michigan, A partir dela, a aprendizagem socioemocional (ASE) passou a ser compreendida como o pro- cesso de aquisição e reforço de habilidades (HSEs), ou se- ja, habilidades que auxiliam a pessoa a lidar consigo mesma, a relacionar-se com os outros e a executar (estudar, trabalhar, etc.) de maneira com- petente e ética. De acordo com os pesquisadores da Colaborative for Acade- mic, Social and Emotional Learning (CASEL), essas competências referem-se a pensamentos, sentimentos e comportamentos e podem ser agrupadas em cinco aspectos centrais: Autoconhcimento: diz respeito ao reconhecimento das préprias emoções, valores, autoeficácia e limitações. Consciência social: ligada ao cuidado e à preocupação com as tras pessoas, assim como à capacidade de perceber a emoção do Digitalizado com CamScanner</p><p>50 & Bressan outro e sentimentos diferences dos seus; apreciar a diversi- dade e o Tomadas de decisão responsável: conseguir identificar verdadei- ros problemas, analisar e refletir sobre a situação; ter habilidade de resolução de problemas por meio de atitudes baseadas em preceitos éticos, mornis e com fins construtivos. Habilidade de relacionamento: bascada na formação de parcerias positivas, pautadas pelo compromisso, pela cooperação, pela comu- nicação eferiva e pela flexibilidade na negociação de accrdos, possi- bilitando que a pessoa lide satisfatoriamente com conflitos que pos- sam saber solicitar e prover ajuda. Autocontrole: relacionado à capacidade de autogerenciamento de comportamentos e emoções fim de atingir uma meta. Orienta a motivação interna a disciplina e a cia ante Nesse sentido, pode utilizar-se de ferramentas co- mo a organização, humor e a Ao na escola, as crianças já dispõem de HSEs em maior ou menor grau. 1 partir de os educadores se associam aos país na tarefa de estimular essas competências junto a seus As HSEs podem ser consideradas indicadores de saúde por reduzirem os riscos de desenvolvi- mento de prejudiciais, assim como por nos casos em que esses comportamentos já surgiram naqueles em que já se tornaram hábitos. Além disso, por melhorarem a de adaptação da pessoa às dificuldades que enfrenta, reduzem os de estresse, passando a preve- nir problemas como evasão escolar, agressividade excessi- va e uso de Com o tempo, os que estruturam as HSEs passam a apresentar mais senso de controle sobre suas vidas, deirando de se sentirem controlados por externos; tornam-se responsáveis por suas escolhas, adquirem um viver mais integrado, mais dável e com melhor qualidade. A INFLUÊNCIA DA APRENDIZAGEM SOCIOEMOCIONAL NO CONTEXTO ESCOLAR Em um em que a assistência à saúde tem cada vez mais sido concen- trada na promoção e na prevenção e em que as escolas têm sido destacadas por seu potencial como núcleos de de a introdução de professores à área das HSEs toma-se além disso, conside- rarmos que a competência está intimamente relacionada ao processo de aprendizagem e, ao trabalhar na formação pessoal de seus alunos, educadores observarão resultados mais satisfatórios a necessidade dessa iniciativa torna-se o importante estudo de Wang, Haertel e Walberg (1990), ao quais eram os fatores que Digitalizado com CamScanner</p><p>Saúde ne 51 mais atuavam no processo de aprendizagem na sala de aula, detectou 28 pos de Entre as 11 mais 8 estavam fortemente vincu- ladas a HSEs. As influências socioemocionais mais relevantes apontadas pelo estudo são 1. Gerenciamento da sala de capacidade que o professor tom do fazor do um o da classe ao perguntar coisas, para que o grupo repita um conceito, etc. Essa cons derada a mais importante entre as 28, aumenta a participação E reduz os na sala de aula. 2. dos país no processo de presença ativa dos pais no processo de aprencizagem comprovadamente aumenta rendimento, reduz a evasão, a destações indesejadas, etc. Vínculo entre professor e aluno: aumenta a e a de pertencimento do aluno em relação à 4. Atributos socials de comportamento que se envolvem em situações 5 Motivação atributos aumentam o esforço e a requisitos 5. Grupo de o grau de dos colegas com o sucesso do 7. Cultura da escola: ao demonstrar nitidamente seu compromisso como velculadora de escola aumenta a expectativa acadêmica do na sala de aula: cooperação entre alunos e valores, Interesses e de objetivos de em comum: de casa planejadas e de dificuldade das tarefas adequado para a Um educador em posse de conhecimentos sobre ASEs sabendo de sua impor- para a formação da personalidade de seus alunos, como lais influenciam positivamente no processo de e como aplicar esses na sala de em mãos uma Além informações sobre HSEs também a educadores a com seus sentimentos (entre o estres- se) e a de manera na resolução de problemas Digitalizado com CamScanner</p><p>52 & Como no Capítulo o objetivo, ao apresentar educador es- se conjunto de conhecimentos, não é mas sen- do uma escolha dele utilizá-los ou não. Além disso. antes que pense que intervenções voltadas às ASEs sejam de dificil aplicação ou só possam ser con- templadas por meio de programas extensivamente planejados, é relevante ci- tar que, em situações como, por exemplo, quando pergunta para a classo "Como vocês quando demonstra satisfação com as qualida- des de um aluno ou quando interfere em uma discussão na sala de aula. o professor já está atuando em algumas das possibilidades vinculadas às ASEs. PROGRAMAS DE APRENDIZAGEM SOCIOEMOCIONAL NA ESCOLA Embera a ASE possa (e ser estimulada no convívio em sa- la de (e fora dela também), com a finalidade de fomentar bons hábitos nos alunos, ela é frequentemente sistematizada e disseminada por de programas. o conteúdo desses programas é bastante a maio- ria deles parece contemplar ao menos um dos cinco aspectos centrais da As atividades de ASE podem acontecer em diversos Por exemplo, é possível que se por meio de um específico de ASE a ser às disciplinas regulares (como de história, educa- ção física, etc.) em ações informais, como na hora do intervalo ou em atividades ex- por meio de iniciativas que promovam entre escola e mília em situações do a como ao intervir em casos de indisciplina algumas dessas perspectivas são mais trabalhosas do que outras, e fatores como o suporte de familiares de gestores são fundamentals para que as intervenções funcionem. Os principais focos de programas de ASE sido sin- tomas depressivos, uso de drogas, ant ssocial e agressivo, mental o positivo. Digitalizado com CamScanner</p>

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