Prévia do material em texto
<p>Pontuação da tentativa 1,8 / 2</p><p>Nota geral (Maior tentativa) 1,8 / 2</p><p>Pergunta 1 0,2 / 0,2 pontos</p><p>"Todo conflito é o resultado do desejo e todo desejo é a imitação do desejo de outra pessoa.</p><p>Posto de outra forma, a tendência do ser humano é reproduzir o comportamento de outra</p><p>pessoa. Mimetismo é imitação. No caso da violência, constata-se um processo mimético, isto é,</p><p>um ciclo vicioso de repetição: a violência gera uma reação violenta que, por sua vez, torna a</p><p>estimular mais violência."</p><p>RAMOS, Luiz Carlos; CRESPO, Luis Fernando; TOLEDO, Heloísa Maria dos Santos; MARCHINI,</p><p>Welder Lancieri. Estudo do ser humano contemporâneo. Bragança Paulista: USF, 2023. p. 45.</p><p>(adap.)</p><p>A citação acima apresenta uma tese do filósofo francês René Girard, a partir da qual podemos</p><p>inferir que toda pessoa humana trava uma batalha constante contra o instinto para poder</p><p>exercer sua autonomia e livre arbítrio, mas nem sempre se dá conta de que seu comportamento</p><p>é, em muitos casos, resultado da imitação inconsciente do comportamento daqueles que o</p><p>circundam.</p><p>Existem formas de mimetismo que são benéficas, porém, algumas podem ser perigosamente</p><p>prejudiciais, como é o caso da violência. Frequentemente, nos deparamos com manchetes de</p><p>jornais como: “Desejo de vingança desencadeia aumento da violência e regress��o social…”</p><p>A vingança é um ato evidente de tentar solucionar um conflito utilizando os mesmos métodos</p><p>empregados por aqueles que o instigaram.</p><p>Com base no que foi exposto anteriormente, qual das alternativas a seguir expressa melhor o</p><p>provável resultado da prática de vingança na tentativa de resolver um conflito violento?</p><p>Pergunta 2 0,2 / 0,2 pontos</p><p>Da mesma maneira que não dá certo tentar jogar basquete com as regras do voleibol, por mais</p><p>semelhantes que sejam (ambos são esportes, são jogados por dois times, usam bola, têm algum</p><p>tipo de rede, etc.), usar as regras do conhecimento religioso no âmbito acadêmico pode trazer</p><p>complicações desnecessárias. Da mesma forma aconteceria se tentássemos jogar o jogo da fé</p><p>com as regras da ciência.</p><p>RAMOS, Luiz Carlos; CRESPO, Luis Fernando; TOLEDO, Heloísa Maria dos Santos; MARCHINI,</p><p>Welder Lancieri. Estudo do ser humano contemporâneo. Bragança Paulista: USF, 2023. p. 24.</p><p>O texto transcrito acima expressa uma preocupação relativa à maneira como lidamos com</p><p>diferentes formas de conhecimento.</p><p>Dentre as alternativas apresentadas a seguir, selecione a que mais se alinha com a preocupação</p><p>destacada no texto.</p><p>Pergunta 3 0,2 / 0,2 pontos</p><p>A vingança não tem efeito sobre o conflito.</p><p>A vingança resolve o conflito de forma pacífica.</p><p>A vingança diminui gradualmente a violência.</p><p>A vingança resolve o conflito definitivamente.</p><p>A vingança intensifica o conflito e pode levar a mais violência.</p><p>Conhecimentos semelhantes possuem regras semelhantes que, porém, mesmo sendo inválidas dentro do</p><p>seu próprio contexto, podem ser aplicáveis em contextos diferentes.</p><p>Conhecimentos de diversos campos, para que sejam validados em seus respectivos contextos, requerem</p><p>regras semelhantes.</p><p>Diferentes campos de conhecimento possuem regras específicas que, ainda assim, devem ser aplicados em</p><p>contextos diversos.</p><p>Diversos campos de conhecimento possuem regras específicas que são pertinentes dentro de seu próprio</p><p>contexto, no entanto, estas podem não ser aplicáveis em outros contextos.</p><p>Conhecimentos semelhantes requerem regras diferentes para que sejam válidados em contextos</p><p>semelhantes.</p><p>[...] por meio das minhas pesquisas pude perceber a importância das emoções e dos</p><p>sentimentos na construção do nosso raciocínio. Para ter o que chamamos de consciência básica</p><p>é preciso ter sentimentos. Isto é, é preciso que o cérebro seja capaz de representar aquilo que</p><p>se passa no corpo e fora dele de uma forma muito detalhada. É daí que nasce a rocha sobre a</p><p>qual a mente forma sua base e se edifica.</p><p>CARVALHO, Júlia. "O homem está evoluindo para conciliar a emoção e a razão", diz António</p><p>Damásio. 06/05/2016. Veja. Disponível em: <https://veja.abril.com.br/ciencia/o-homem-esta-</p><p>evoluindo-para-conciliar-a-emocao-e-a-razao-diz-antonio-damasio/>. Acesso em 29 de mai.</p><p>2021.</p><p>A partir das ideias do autor, analise as proposições.</p><p>I. Não há indicação de que o ser humano tenha de se posicionar sempre de um mesmo modo —</p><p>ou pela razão ou pela emoção.</p><p>II. A consciência, costumeiramente relacionada unicamente à razão, deve ser associada,</p><p>também, à emoção.</p><p>III. As emoções e sentimentos são subprodutos do raciocínio humano, mas não contribuem para</p><p>a sua formação.</p><p>IV. A consciência básica e o raciocínio humano são formados pela capacidade do cérebro de</p><p>representar detalhadamente o que acontece dentro e fora do corpo, e as emoções e sentimentos</p><p>são fundamentais para esse processo.</p><p>É correto o que se afirma apenas em:</p><p>Pergunta 4 0,2 / 0,2 pontos</p><p>Como o homem não tem a capacidade, em e pelo seu consciente, de ver o todo, tudo ao mesmo</p><p>tempo, desenvolveu o sentimento, que pode ser a ação expressa, resultante do sentir, como um</p><p>"dispositivo" de apreensão de aspectos relativos ao todo, tal qual o instinto, em um primeiro</p><p>momento; a intuição, em um estágio mais apurado; e a consciência — como idéia de saber e</p><p>conhecimento — em um estado mais avançado de desenvolvimento intelectual, no qual as</p><p>faculdades da razão se mostram mais notórias e como guia final das ações humanas.</p><p>LOOS, H.; SANT'ANA, R. S. Cognição, afeto e desenvolvimento humano: a emoção de viver e a</p><p>razão de existir. Educ. rev. (30), 2007. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0104-</p><p>40602007000200011>. Acesso em 26 mai. 2021.</p><p>A partir do conteúdo apresentado, analise as proposições.</p><p>I. Em seu estágio mais avançado de desenvolvimento, o ser humano recorre exclusivamente ao</p><p>poder da razão para embasar suas decisões.</p><p>II. A intuição humana pode ser entendida como o aperfeiçoamento de uma percepção que era</p><p>instintivo.</p><p>III. Deu-se um processo evolutivo no ser humano, partindo do instinto até chegar à consciência.</p><p>É correto o que se afirma apenas em:</p><p>Pergunta 5 0,2 / 0,2 pontos</p><p>I, III e IV.</p><p>I, II e IV.</p><p>III e IV.</p><p>I, II e III.</p><p>II, III e IV.</p><p>III.</p><p>I e III.</p><p>II.</p><p>II e III.</p><p>I e II.</p><p>U012024.1LR-02F</p><p>Considere a citação tomada de João Ubaldo Ribeiro no livro “Viva o povo Brasileiro”:</p><p>[...] E tem mais, falou o cego, o que para um é preto como carvão, para outro é alvo como um jasmim. O que para um</p><p>é alimento ou metal de valor, para outro é veneno ou flandre. O que para um é um grande acontecimento, para outro é</p><p>vergonha a negar. O que para um é importante, para outro não existe. Por conseguinte, a maior parte da História se</p><p>oculta na consciência dos homens e por isso a maior parte da História nunca ninguém vai saber, isto para não falar</p><p>em coisas como Alexandria, que matam a memória.</p><p>Apud. RAMOS, Luiz Carlos; CRESPO, Luis Fernando; TOLEDO, Heloísa Maria dos Santos; MARCHINI, Welder</p><p>Lancieri. Estudo do ser humano contemporâneo. Bragança Paulista: USF, 2023. p. 14.</p><p>Qual das opções reflete de maneira mais precisa a interpretação que o autor do texto atribui ao conceito de História?</p><p>Pergunta 6 0,2 / 0,2 pontos</p><p>Se você tem um celular e redes sociais, provavelmente sabe que Facebook, Google e outras</p><p>gigantes da tecnologia conseguem prever com bastante precisão seu comportamento,</p><p>principalmente de consumo.</p><p>POLLO, L. Livre-arbítrio: é você ou o universo que determina suas escolhas? Disponível em:</p><p><https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2021/05/22/livre-arbitrio-e-voce-ou-o-universo-</p><p>que-determina-suas-escolhas.htm?cmpid>. Acesso em: 29 mai. 2021.</p><p>Com base no texto, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.</p><p>I. O avanço nas tecnologias digitais pode levar à perda da liberdade individual, especialmente no</p><p>que tange às escolhas mercadológicas.</p><p>PORQUE</p><p>II. O indivíduo, como consumidor autônomo, tem liberdade para escolher de acordo com sua vontade, sem</p><p>influências externas.</p><p>A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:</p><p>Pergunta 7 0,2 / 0,2 pontos</p><p>"Estamos diante de um dilema. Se um dia fomos presos pelos instintos e tentamos</p><p>nos libertar</p><p>dele teria sido para nos darmos conta de que caímos prisioneiros dos deuses ou do DNA? E o</p><p>que dizer das ideologias, que são correntes que nos prendem sutilmente a padrões sociais</p><p>baseados em interpretações e explicações distorcidas do real?"</p><p>RAMOS, Luiz Carlos; CRESPO, Luis Fernando; TOLEDO, Heloísa Maria dos Santos; MARCHINI,</p><p>Welder Lancieri. Estudo do ser humano contemporâneo. Bragança Paulista: USF, 2023. p. 40.</p><p>No que concerne ao debate que contrapõe o determinismo e o livre-arbítrio envolvendo religião,</p><p>ciência e ideologia, avalie as afirmações a seguir classificando-as como (V) verdadeiras ou (F)</p><p>falsas:</p><p>(__) Certos religiosos acreditam que alguma divindade todo-poderosa predestinou cada detalhe</p><p>da nossa existência.</p><p>(__) Há cientistas que afirmam que a informação necessária para determinar as características de</p><p>um organismo está armazenada no núcleo das células.</p><p>A história humana é amplamente documentada e define claramente quem somos, o que pensamos e o que fizemos.</p><p>A maior parte da história humana, que define quem somos, o que pensamos e o que fizemos, permanece não</p><p>documentada.</p><p>A história humana não tem relevância a nossa compreensão de quem somos, pensamos e fizemos.</p><p>A história humana, que define quem somos, o que pensamos e o que fizemos, foi totalmente perdida.</p><p>Apenas uma pequena parte da história humana, que define quem somos, o que pensamos e o que fizemos, não foi</p><p>documentada.</p><p>A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.</p><p>As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.</p><p>As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.</p><p>As asserções I e II são proposições falsas.</p><p>A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.</p><p>(__) Os seres humanos gozam de livre arbítrio, isto é, têm liberdade para fazer certas escolhas</p><p>autonomamente.</p><p>(__) Ideologias são correntes que nos prendem sutilmente a padrões sociais baseados em certas</p><p>interpretações e explicações que muitas vezes camuflam a realidade.</p><p>(__) Ideologias oferecem padrões interpretativos que nos libertam de condicionamentos sociais</p><p>e nos permitem agir de forma autônoma e independente.</p><p>A sequência correta, de cima para baixo, é:</p><p>Pergunta 8 0 / 0,2 pontos</p><p>O botânico sueco Carl Linnaeus (1707-1778) cunhou a designação homo sapiens para</p><p>classificar a espécie humana.</p><p>A propósito dos termos empregados por Linnaeus, avalie as asserções a seguir e a relação</p><p>proposta entre elas.</p><p>I. A origem latina do termo "homem" significa, primariamente, "ser terrestre" ou "ser da terra",</p><p>ou ainda, "ser de terra".</p><p>PORQUE</p><p>II. Linnaeus compreendeu que o cérebro altamente desenvolvido do ser humano lhe permite o</p><p>emprego do raciocínio abstrato, o uso da linguagem simbólica e a resolução de problemas</p><p>abstratos, por isso o chamou de homo sapiens.</p><p>A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:</p><p>Pergunta 9 0,2 / 0,2 pontos</p><p>"Será que corremos o risco de virmos a ser anulados pelas máquinas, para que não continuemos</p><p>a cometer erros primários, crimes passionais, a destruir o planeta por pura ambição e a cometer</p><p>outros atos considerados absurdos por afetação ideológica? Ou, quem sabe, estejamos tendo a</p><p>oportunidade de vislumbrar um novo tempo no qual poderemos relegar as coisas não essenciais</p><p>às máquinas, para podermos nos concentrar naquilo que é essencial, que nos é próprio?"</p><p>RAMOS, Luiz Carlos; CRESPO, Luis Fernando; TOLEDO, Heloísa Maria dos Santos; MARCHINI,</p><p>Welder Lancieri. Estudo do ser humano contemporâneo. Bragança Paulista: USF, 2023. p. 22.</p><p>A partir das questões que acima foram levantadas, avalie as asserções a seguir e a relação</p><p>proposta entre elas.</p><p>I. É possível que, num futuro não muito remoto, as máquinas inteligentes assumam a maioria</p><p>das tarefas que antes cabiam aos seres humanos. A depender da maneira como nós, seres</p><p>humanos, lidarmos com isso, as consequências podem ser aniquiladoras ou esperançosas.</p><p>PORQUE</p><p>II. Se tais transformações forem bem geridas, os seres humanos poderão, finalmente, delegar às</p><p>máquinas aquelas tarefas que podem ser realizadas por máquinas, para, então, se dedicarem à</p><p>realização daquilo que é essencialmente humano. Disputar espaço com as máquinas só fará</p><p>reduzir o humano à mesma condição inumana dos autômatos.</p><p>A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:</p><p>F, F, V, F, V.</p><p>V, F, V, V, V.</p><p>F, V, V, F, V.</p><p>V, V, V, V, F.</p><p>V, V, F, V, F.</p><p>As asserções I e II são proposições falsas.</p><p>A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.</p><p>A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.</p><p>As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.</p><p>As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.</p><p>Pergunta 10 0,2 / 0,2 pontos</p><p>Considere o excerto da matéria publicada pelo canal de ciência e tecnologia do UOL, no dia</p><p>2/10/2020:</p><p>"O Facebook parece ter sentido a repercussão do documentário "O Dilema das Redes", lançado</p><p>pela Netflix há algumas semanas. Nesta sexta-feira (2/10/2020), a rede social divulgou um</p><p>comunicado em sete tópicos criticando o conteúdo do filme. A empresa de Mark Zuckerberg</p><p>acusa a obra de dar uma visão distorcida de como as redes sociais funcionam, para, segundo o</p><p>texto, "criar um conveniente bode expiatório para problemas sociais complexos". No</p><p>comunicado, a empresa tenta desmentir a narrativa do documentário sobre vício, algoritmos,</p><p>dados, polarização, eleições, desinformação e a visão de usuário como produto. Para isso, o</p><p>Facebook resgata iniciativas dos últimos anos para corrigir seus problemas, embora algumas</p><p>delas tenham vindo depois do lançamento do filme —que foi em janeiro deste ano, no Festival</p><p>de Sundance."</p><p>TRINDADE, Rodrigo. Sentiu? Facebook se defende de acusações do filme "O Dilema das Redes".</p><p>In: Tilt-Uol, São Paulo, 02/10/2020 – Disponível em</p><p>https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2020/10/02/facebook-rebate-documentario-o-</p><p>dilema-das-redes.htm?cmpid=copiaecola. Acesso em 28 abr 2021. (Adap.)</p><p>No centro dessa discussão está a questão do emprego dos algoritmos, entendidos aqui como</p><p>um conjunto de regras e procedimentos lógicos e tecnológicos empregados em processos de</p><p>análise inteligente de dados.</p><p>Especificamente em relação ao emprego de algoritmos, pode-se considerar que o conflito</p><p>relatado pela matéria acima se inscreve em qual dos contextos aludidos a seguir? Assinale a</p><p>alternativa mais pertinente.</p><p>As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.</p><p>As asserções I e II são proposições falsas.</p><p>As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.</p><p>A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.</p><p>A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.</p><p>Dilema entre a vida real e a virtualidade das redes sociais.</p><p>Dilema do tratamento do humano como produto e fonte de lucro.</p><p>Dilema ideológico da tentativa de manipulação política dos usurários das redes sociais.</p><p>Disputa de mercado entre as redes sociais, tais como Facebook, Google, Pinterest, Twitter e outros.</p><p>Dilema ético do embate entre o emprego da Inteligência Artificial para manipular a inteligência</p>