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<p>DIREITO EMPRESARIAL: PARTE GERAL E</p><p>TÍTULOS DE CRÉDITO - AULA N. 11</p><p>UNIDADE V - Elementos do Exercício da Atividade Empresarial</p><p>1. Nome empresarial</p><p>1.1. Sentido e Espécies de nome empresarial;</p><p>Os nomes obedecerão aos princípios da veracidade e da novidade,</p><p>incorporando os elementos específicos ou complementares exigidos e</p><p>não defesos em lei.</p><p>Como ensina Garrigues, o nome comercial designa não certamente a</p><p>pessoa do comerciante isolado, mas o comerciante como titular de</p><p>uma empresa.</p><p>DIREITO EMPRESARIAL: PARTE</p><p>GERAL E TÍTULOS DE CRÉDITO</p><p>Como sinal distintivo que identifica o empresário no exercício de sua</p><p>atividade, o nome empresarial possui duas funções relevantes, uma</p><p>de ordem subjetiva – de individualizar e identificar o sujeito de</p><p>direitos exercente da atividade empresarial – e outra de ordem</p><p>objetiva – de lhe garantir fama, renome, reputação etc. (SANTA</p><p>CRUZ, 2018)</p><p>É preciso tomar cuidado, todavia, para não confundir o nome</p><p>empresarial com alguns outros importantes elementos de</p><p>identificação do empresário, tais como a marca, o nome de fantasia</p><p>(também chamado por alguns de título de estabelecimento ou</p><p>insígnia), o nome de domínio e os chamados sinais de propaganda.</p><p>(SANTA CRUZ, 2018)</p><p>DIREITO EMPRESARIAL</p><p>DIREITO EMPRESARIAL: PARTE</p><p>GERAL E TÍTULOS DE CRÉDITO</p><p>=> Instrução Normativa nº 81, de 10/06/2020 do DREI (Dispõe sobre</p><p>as normas e diretrizes gerais do Registro Público de Empresas, bem</p><p>como regulamenta as disposições do Decreto nº 1.800/96.)</p><p>Atualizada pela Instrução Normativa</p><p>DREI nº 55, de 2 de junho de 2021.</p><p>Art. 18. O nome empresarial atenderá</p><p>aos princípios da veracidade e da</p><p>novidade e identificará, quando assim</p><p>exigir a lei, o tipo jurídico adotado.</p><p>DIREITO EMPRESARIAL: PARTE</p><p>GERAL E TÍTULOS DE CRÉDITO</p><p>=> Nome empresarial compreende, como expressão genérica, duas</p><p>espécies de designação (art. 18, §1º, da IN nº 81/2020 – DREI):</p><p>=> A FIRMA individual ou social (Razão Social) e</p><p>=> A DENOMINAÇÃO (Nome ou Elemento Fantasia).</p><p>=> Firma ou razão empresarial é “o nome sob o qual o comerciante</p><p>ou sociedade exerce o comércio e assina-se nos atos a ele referentes”.</p><p>Fonte: SANTA CRUZ, 2018</p><p>DIREITO EMPRESARIAL: PARTE</p><p>GERAL E TÍTULOS DE CRÉDITO</p><p>Art. 18 [...] (IN nº 81/2020 – DREI)</p><p>§ 2º A firma é composta pelo nome civil, de forma completa ou</p><p>abreviada.</p><p>§ 3º A denominação é formada por quaisquer palavras da língua</p><p>nacional ou estrangeira, sendo facultada a indicação do objeto.</p><p>(Redação dada pela Instrução Normativa DREI nº 55/2021).</p><p>Art. 18-A. O empresário individual, a empresa individual de</p><p>responsabilidade limitada (EIRELI), a sociedade empresária e a</p><p>cooperativa podem optar por utilizar o número de inscrição no</p><p>Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) como nome</p><p>empresarial, seguido da partícula identificadora do tipo societário ou</p><p>jurídico, quando exigida por lei. (Incluído pela Instrução Normativa</p><p>DREI nº 55/2021)</p><p>DIREITO EMPRESARIAL: PARTE</p><p>GERAL E TÍTULOS DE CRÉDITO</p><p>1.2. Formação e proteção do nome empresarial</p><p>=> A formação do nome deve atender a dois Princípios:</p><p>a) Novidade (art. 1.163 do CC/02 e art. 34 da Lei nº 8.934/94).</p><p>b) Veracidade (art. 1.165 do CC/02 e 34 da Lei nº 8.934/94).</p><p>=> O art. 62 do Decreto nº 1.800/96 confere concreção a esses</p><p>dispositivos.</p><p>Art. 62. O nome empresarial atenderá aos princípios da veracidade e da</p><p>novidade e identificará, quando assim o exigir a lei, o tipo jurídico da</p><p>sociedade.</p><p>§ 1º. Havendo indicação de atividades econômicas no nome empresarial,</p><p>essas deverão estar contidas no objeto da firma mercantil individual ou</p><p>sociedade mercantil.</p><p>DIREITO EMPRESARIAL: PARTE</p><p>GERAL E TÍTULOS DE CRÉDITO</p><p>Princípios formadores do Nome Empresarial:</p><p> Novidade: não poderão coexistir na mesma unidade federativa</p><p>dois nomes empresariais semelhantes ou idênticos. Solução:</p><p>modificar e aditar à firma designação distinta (art. 1.163, CC/02);</p><p> Veracidade: vale dizer, o nome deve indicar quem realmente</p><p>exerce o comércio, com clareza, quem responde pelos encargos</p><p>sociais (art. 1.165, CC/02);</p><p> Distinção: o nome empresarial não pode ser idêntico a outro já</p><p>inscrito no mesmo registro (art. 1.163, CC/02).</p><p>DIREITO EMPRESARIAL: PARTE</p><p>GERAL E TÍTULOS DE CRÉDITO</p><p>Quanto à estrutura, a firma só pode ter por base o nome civil, do</p><p>empresário individual ou dos sócios da sociedade empresarial:</p><p> O núcleo do nome empresarial dessa espécie (firma) será sempre</p><p>um ou mais nomes civis;</p><p> Ainda quanto à estrutura, a denominação deve designar o objeto</p><p>da empresa (farmácia, supermercado, indústria, etc.) e pode</p><p>adotar por base nome civil ou qualquer outra expressão</p><p>linguística (que a doutrina costuma chamar de elemento fantasia);</p><p>Exemplos: Almeida & Prado Cosméticos Ltda. (nome empresarial</p><p>baseado em nomes civis), e</p><p>Imperatriz Cosméticos Ltda. (nome baseado em</p><p>elemento fantasia).</p><p>DIREITO EMPRESARIAL: PARTE</p><p>GERAL E TÍTULOS DE CRÉDITO</p><p> Nota: a firma é constituída apelo nome civil do empresário, não</p><p>pode ser abreviado o último sobrenome, nem ser excluído</p><p>qualquer dos componentes do nome, podendo, ainda, ser</p><p>acrescido de elemento distintivo;</p><p> Não constituem sobrenome e não podem ser abreviados: FILHO,</p><p>JÚNIOR, NETO, SOBRINHO etc., que indicam uma ordem ou</p><p>relação de parentesco.</p><p> Havendo nome igual já registrado, o empresário deverá aditar ao</p><p>nome escolhido designação mais precisa de sua pessoa ou gênero</p><p>de negócio que o diferencie do outro já existente.</p><p>DIREITO EMPRESARIAL: PARTE</p><p>GERAL E TÍTULOS DE CRÉDITO</p><p> Assim, o nome empresarial do livreiro José Saraiva poderá ser seu</p><p>patronímico ou a abreviatura:</p><p>J. Saraiva ou J. Saraiva – Livreiro;</p><p> Exemplos de nome empresarial (firma):</p><p>1. José Carlos da Silva Filho ou J. Carlos da Silva Filho ou José C.</p><p>da Silva Filho ou José Carlos da Silva Filho Mercearia.</p><p>2. Maria Eduarda Barreto de Lima ou M. Eduarda Barreto de Lima</p><p>ou Maria E. Barreto de Lima ou M. E. Barreto de Lima.</p><p>Exemplo: G L de Almeida e T. A. e Silva</p><p> Para mais detalhes sobre a composição do nome empresarial –</p><p>consultar a IN nº 81/2020 do DREI</p><p>DIREITO EMPRESARIAL: PARTE</p><p>GERAL E TÍTULOS DE CRÉDITO</p><p>DIREITO EMPRESARIAL: PARTE</p><p>GERAL E TÍTULOS DE CRÉDITO</p><p>Para a composição do nome empresarial deve-se observar as regras</p><p>dos arts. 1.155 a 1.168, CC/02.</p><p>No caso do Empresário Individual = art. 1.156, CC/02.</p><p>Fonte: SANTA CRUZ, 2018</p><p>DIREITO EMPRESARIAL: PARTE</p><p>GERAL E TÍTULOS DE CRÉDITO</p><p>O nome empresarial não pode ser objeto de alienação (art. 1.164).</p><p>Segundo CAMPINHO (2019), a transferência do nome empresarial</p><p>sujeita-se às seguintes condições:</p><p>a) cessão do estabelecimento por ato entre vivos;</p><p>b) permissão de utilização expressa no instrumento contratual;</p><p>c) Emprego do nome do cedente, precedido do nome do adquirente,</p><p>com a qualificação de sucessor.</p><p>DIREITO EMPRESARIAL: PARTE</p><p>GERAL E TÍTULOS DE CRÉDITO</p><p>A proteção ao nome empresarial decorre automaticamente do</p><p>arquivamento na Junta Comercial do contrato social ou da alteração</p><p>contratual que modifica o nome empresarial (Art. 5º, XXIX, CF/88).</p><p>Ao se registrar como empresário individual ou como sociedade</p><p>empresária, já se obtém a proteção, o direito à utilização exclusiva</p><p>do nome empresarial, segundo deflui do art. 1.166 do CC/02 e do art.</p><p>33 da Lei nº 8.934/94.</p><p>Art. 25. A proteção ao nome empresarial decorre, automaticamente,</p><p>do ato de registro e circunscreve-se à unidade federativa da</p><p>jurisdição da Junta Comercial que o tiver procedido. (IN nº 81/2020</p><p>– DREI).</p><p>DIREITO EMPRESARIAL: PARTE</p><p>GERAL E TÍTULOS DE CRÉDITO</p><p>A proteção ao nome empresarial não foi incluída na Lei 8.934/94 –</p><p>Lei de Registro Público da Empresas, mas encontra proteção nos</p><p>seguintes dispositivos legais:</p><p>a) Convenção de Paris art. 1º e 8º (Proteção Internacional);</p><p>b) Dec. 916/1890, art. 2º (parte substantiva das firmas, razões e</p><p>denominação);</p><p>c) Lei 3.708/13, art. 2º (Denominação ou firmas das limitadas);</p><p>d) Convenção de Santiago do Chile (Dec. 11.588/15);</p><p>e) Convênio Brasil-Uruguai (Dec. Leg. 1/50);</p><p>f) Convênio Brasil-Panamá (Dec. 15/50);</p><p>DIREITO EMPRESARIAL: PARTE</p><p>GERAL E TÍTULOS DE CRÉDITO</p><p>g) Lei 8.934/94,</p>(art. 33 e segs. e art. 46) (Registro Comercial);
h) Dec. 1.800/94 (Registro Comercial);
i) LPI/96, arts. 124 (colisão com outras figuras);
j) LPI/96, art. 191 e seg. (proteção penal);
k) Convenção do OMPI (Dec. 75.541/75) art. 2º, VIII (âmbito da
Propriedade Intelectual);
l) Lei 6.404/76, art. 3º, 267, I; 281 (Denominação de companhias,
designação dos grupos, nomes das sociedades em comandita por
ações);
m) Art. 1.167, CC/02 (ação anulatória de inscrição);
n) Estatuto do Advogado, art. 16 (firma das sociedades de
advogados).
DIREITO EMPRESARIAL: PARTE 
GERAL E TÍTULOS DE CRÉDITO
A proteção ao nome empresarial serve à tutela do(a):
a) Clientela, coibindo-se a concorrência desleal, “derivada de
possíveis confusões provocadas aos consumidores em razão da
identidade ou semelhança das expressões nucleares que compõe os
nomes iguais ou semelhantes.”
b) Crédito, tendo por finalidade “proteger a higidez do crédito do
empresário na praça na qual atua, que poderia ser prejudicada com
a publicidade de protestos e requerimentos de falência em face de
empresário com nome igual ou semelhante.” (CAMPINHO, 2019)
DIREITO EMPRESARIAL: PARTE 
GERAL E TÍTULOS DE CRÉDITO
Referências:
MAMEDE, Gladston. Direito empresarial brasileiro. São Paulo: Atlas,
2019. v. 1
COELHO, Fábio Ulhôa. Curso de Direito Comercial. São Paulo:
Saraiva, 2018. v. 1
CAMPINHO, Sérgio. Curso de Direito Comercial. 16ª ed. São Paulo:
Saraiva. 2019 – v. 1 - Direito de Empresa.

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