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<p>Dermatologia</p><p>ANATOMIA DA PELE</p><p>funções: Revestimento, delimitação e proteção,</p><p>homeostasia, termorregulação, sensorial, defesa.</p><p>Origem: ectoderma e mesoderma</p><p>Ordem:</p><p>1. queratina</p><p>2. epiderme</p><p>3. derme</p><p>4. subcutâneo</p><p>ANEXOS:</p><p>-Unidade pilossebácea</p><p>-glândulas sudoríparas</p><p>-unhas</p><p>HISTOLOGIA</p><p>-epiderme: superficial, epitélio plano estratificado</p><p>-derme: tc. rico em fibras de sustentação, nervos,</p><p>vasos e anexos.</p><p>-hipoderme: tc. adiposo</p><p>EPIDERME</p><p>-Epitélio plano estratificado queratinizado</p><p>-origem ectodérmica</p><p>-espessura 0,04mm (pálpebra) e 1,6mm (palmo</p><p>plantar)</p><p>-achatamento em direção a superfície até o</p><p>desprendimento</p><p>-tipos celulares:</p><p>1. queratinócitos: na maioria, tecido estrat.</p><p>com função de produzir queratina</p><p>2. cél. dendríticas: de defesa (merkel e</p><p>langerhan)</p><p>*as células mais superficiais são mais finas e mais</p><p>internas mais espessas.</p><p>*queratinócitos: são células que possuem</p><p>citoplasma corável.</p><p>Camadas:</p><p>CAMADA BASAL:</p><p>-mais profunda</p><p>-células cilíndricas</p><p>-germinativa</p><p>-intensa mitose</p><p>-situa-se sobre a MB</p><p>-função: adesão, suporte mecânico e barreira.</p><p>CAMADA ESPINHOSA:</p><p>-Várias camadas de células</p><p>-formato poligonal</p><p>-está entre a basal e a granulosa</p><p>-função: sustentação</p><p>CAMADA GRANULOSA:</p><p>-Formato de losango ou achatadas, pavimentares</p><p>-camada única ou múltipla</p><p>-presença de grânulos de querato-hialina basófilos</p><p>que são produtos da síntese das cél. granulosas e</p><p>formam matriz rica em cistina.</p><p>CAMADA CÓRNEA:</p><p>-cél. anucleadas, queratina</p><p>-lâminas superpostas de queratina</p><p>-variam de espessura de acordo com a região</p><p>-função: proteção contra agressões externas,</p><p>absorção de água</p><p>-15 a 20 camadas no abdômen e centenas na</p><p>planta do pé.</p><p>DESMOSSOMO</p><p>Fazem a união das células da derme e da</p><p>epiderme, são placas de aderência.</p><p>CÉLULA DE LANGERHANS</p><p>-origem na medula óssea</p><p>-maior número na camada espinhosa</p><p>-são células apresentadoras de AG aos LT</p><p>(imunovigilância)</p><p>CÉLULAS DE MERKEL</p><p>-Raras</p><p>-entre as células da camada basal</p><p>-núcleo oval, no citoplasma possui grânulos</p><p>secretores com neurotransmissores</p><p>-receptor do tato</p><p>MELANÓCITO</p><p>-derivado da crista neural, migra para a camada</p><p>basal</p><p>-mesmo número em todas as raças, porém varia</p><p>em cada região do corpo</p><p>-célula clara que dentro possui melanina</p><p>-apresenta dendritos que transferem a melanina</p><p>aos queratinócitos</p><p>-função: síntese de melanina</p><p>DERME</p><p>-origem mesodérmica</p><p>-espessura variável 1 a 4 mm</p><p>-4 a 12x maior do que a epiderme</p><p>-nervos e vasos</p><p>-glândulas, aparelho pilossebáceo (implantação),</p><p>músculos eretores de pelo</p><p>-tecido compressível, elástico, de sustentação e</p><p>nutrição da epiderme.</p><p>Componentes:</p><p>1. células:</p><p>a. fibroblastos (colágeno e elastina)</p><p>b. histiócitos, linfócitos, mastócitos,</p><p>dendrócitos</p><p>2. subst. fundamental amorfa:</p><p>a. fibras colágenas</p><p>b. fibras elásticas</p><p>Divisão:</p><p>-papilar: superficial, entre as cristas epidérmicas</p><p>-reticular: mais profunda, fibras colágenas, mais</p><p>grossa</p><p>HIPODERME</p><p>-parte mais profunda</p><p>-células adiposas</p><p>-origem mesodérmica</p><p>-função: proteção e depósito de calorias</p><p>ANEXOS CUTÂNEOS</p><p>1. GLÂNDULAS SEBÁCEA:</p><p>-pequenos túbulos que se enrolam em forma de</p><p>novelo</p><p>-maior número na região palmo plantar</p><p>-não tem nos lábios, glande e clitoris</p><p>-Ela se inicia na derme e vai para a epiderme</p><p>-são reguladas por hormônios</p><p>2. UNHAS:</p><p>-função protetora</p><p>-formadas por queratina</p><p>-cresce 3mm por mês (mãos), mais lento nos pés</p><p>-partes:</p><p>a. lâmina</p><p>b. leito ungueal</p><p>c. dobras laterais</p><p>d. borda livre</p><p>FOTOTIPOS</p><p>Dermatoscopia</p><p>Ajuda na diferenciação de lesões melanocíticas</p><p>das não melanocíticas.</p><p>VANTAGENS</p><p>-auxilia na delimitação da margem cirúrgica</p><p>-permite que lesões benignas sejam</p><p>acompanhadas evitando biópsias desnecessárias</p><p>-documentação digital das lesões</p><p>DEVEMOS PROCURAR:</p><p>-Rede pigmentar</p><p>-glóbulos</p><p>-pontos</p><p>pois são características de lesões melanocíticas.</p><p>Se não tiver nenhum dos acima são utilizados</p><p>critérios para saber se trata-se de ceratose</p><p>seborreica, hemangiomas, CEC, CBC</p><p>-devemos avaliar o padrão global, características</p><p>predominantes e o local da lesão.</p><p>Diferença nevo atípico X melanoma:</p><p>Nevo Melanoma</p><p>rede pigment. irregular, discreta,</p><p>terminação</p><p>abrupta ou</p><p>gradual</p><p>irregular,</p><p>proeminente,</p><p>espessa,</p><p>terminação</p><p>abrupta na</p><p>periferia</p><p>pigment. difusa irregular, intensa,</p><p>heterogênea</p><p>central,</p><p>terminação</p><p>abrupta na</p><p>periferia</p><p>irregular, intensa,</p><p>heterogênea,</p><p>terminação</p><p>abrupta na</p><p>periferia</p><p>despigmentação irregular e</p><p>periférica</p><p>irregular, bizarra,</p><p>coloração branco</p><p>rosada no centro</p><p>e periferia</p><p>glóbulos</p><p>marrons</p><p>tamanho e</p><p>formato variados,</p><p>distribuídos</p><p>irregularmente</p><p>geralm.</p><p>presentes,</p><p>amanho e</p><p>formato variados,</p><p>distribuídos</p><p>irregularmente</p><p>pontos pretos raros, distribuídos</p><p>regularmente</p><p>comuns, tamanho</p><p>e formato</p><p>variados, distrib.</p><p>irreg.</p><p>estrias radiadas ausentes presentes</p><p>pseudópodes ausentes presentes</p><p>véu azul ausente presente</p><p>REDE PIGMENTAR</p><p>Lesão produzida pela localização da melanina no</p><p>queratinócito dos cones epidérmicos.</p><p>-é característico de melanoma</p><p>*exceto se for: dermatofibroma e mamilo</p><p>supranumerário, em raros casos pode aparecer em</p><p>ceratose seborreica e melanose solar no tórax de</p><p>caucasianos.</p><p>GLÓBULOS</p><p>1. pigmentados: quando cél. melanocíticas</p><p>intensamente pigmentadas estão na</p><p>epiderme inferior ou na derme papilar</p><p>superior.</p><p>a. pretos, cinza azulados e marrons</p><p>são vistos somente em lesões</p><p>melanocíticas e quando estão tipo</p><p>pedra de calçamento indicam nevo</p><p>benigno.</p><p>2. individuais: melanoma</p><p>3. vermelhos leitosos e áreas irregulares =</p><p>melanoma</p><p>PONTOS</p><p>-marrons a pretos: menores que 0,1mm referem-se</p><p>a presença de células intensamente pigmentadas</p><p>nas camadas superficiais</p><p>-marrons avermelhados ou cinza azulados: vistos</p><p>em melanoma em regressão</p><p>-vermelhos: capilares pequenos</p><p>Semiologia Dermatológica</p><p>-principalmente inspeção (ver e reconhecer as</p><p>alterações)</p><p>-em alguns casos palpação</p><p>REGRA GERAL</p><p>-observar todas as regiões (não só a queixa)</p><p>-inspecionar e palpar lesões ou rash</p><p>-usar lente de aumento</p><p>-rotina craniocaudal</p><p>EXAMINANDO AS LESÕES</p><p>-Analisar sítio e distribuição</p><p>-características individuais (tipo, tamanho, forma,</p><p>cor, textura)</p><p>-sítio secundário (pés, unhas, cabelos)</p><p>TÉCNICAS ESPECIAIS DE DIAGNÓSTICO</p><p>-Lentes de aumento</p><p>-Lâmpada de wood: identifica lesões de acordo</p><p>com o padrão de fluorescência</p><p>-digito pressão</p><p>-vitropressão</p><p>-dermatoscopia: câmera que aumenta a lesão em</p><p>muitas vezes.</p><p>Lesões Elementares</p><p>Ocorrem por modificações decorrentes de</p><p>infamações, degenerações e neoplasias.</p><p>LESÕES ELEMENTARES PRIMÁRIAS</p><p>Não se alteram por trauma, manipulação,</p><p>tratamento ou regressão natural.</p><p>1. Lesões por modificação da cor:</p><p>-não há alteração de relevo.</p><p>a. mácula: área circunscrita entre 0,5 e 1 cm,</p><p>plana, não palpável</p><p>b. mancha: diâmetro maior do que 1,0 cm</p><p>2. lesões com alteração da cor devido ao</p><p>pigmento:</p><p>Relacionada a pigmentos endógenos (melanina ou</p><p>bilirrubina) ou exógenos (caroteno).</p><p>Pode ser:</p><p>-acrômica (sem cor)</p><p>-hipocrômica (menos cor que a pele)</p><p>-hipercrômica</p><p>Exemplos:</p><p>● melanose solar: hipercrômica</p><p>● vitiligo: acrômico, inicialmente hipo</p><p>● melasma: hipercrômico</p><p>3. lesões com alteração de cor devido a fatores</p><p>vasculares ou sanguíneos:</p><p>-podem ser transitórias ou permanentes</p><p>a. púrpura: extravasamento sanguíneo (não</p><p>desaparece a vitropressão)</p><p>b. petequia: púrpura pequena (<1,0 cm)</p><p>c. equimose: púrpura maior que 1 cm</p><p>d. telangiectasia: proliferação capilar</p><p>arboriforme, desaparece a vitropressão</p><p>(rosácea)</p><p>4. Alterações vasculo-sanguíneo:</p><p>-lesões transitórias</p><p>a. eritema: lesão avermelhada na pele, ativa</p><p>por vasodilatação, desaparece pela</p><p>vitropressão</p><p>i. exantema: eritema disseminado,</p><p>agudo (sarampo, rubéola)</p><p>b. enantema: lesão avermelhada em mucosas</p><p>c. eritrodermia: pele toda avermelhada > 1</p><p>mês</p><p>d. cianose: coloração azulada, geralmente</p><p>mais vista em extremidades</p><p>e. livedo reticular: redes vasculares,</p><p>componentes vasculares com tons pálidos</p><p>e cianóticos que se entremeiam.</p><p>5. alterações difusas:</p><p>a. melanodermias: escurecimento da pele</p><p>b. icterícia</p><p>c. pigmentação externa: carotenemia (sol,</p><p>corantes ou medicamentos)</p><p>6. Lesões sólidas:</p><p>A. pápulas: lesão elevada, <0,5cm, achatada,</p><p>arredondada, pode ter várias cores.</p><p>*ex: acne inicial</p><p>ou verruga.</p><p>*muitas pápulas formam uma placa.</p><p>B. Tubérculo: maior do que a pápula em altura</p><p>e extensão. 1 a 2 cm (carcinoma espino</p><p>celular).</p><p>*também pode ser chamado de pápula</p><p>C. Placa: junção de pápulas, achatada,</p><p>irregular, comum na psoríase (pode ser</p><p>vermelha ou não).</p><p>D. Urtica: placa edemaciada, pruriginosa,</p><p>tamanho e formato variados.</p><p>E. Nódulo: sólido, consistência e tamanho</p><p>variável, mais palpável do que visível.</p><p>F. Tumoração: parece o nódulo, porém eleva</p><p>mais a pele, lembra uma montanha.</p><p>7. Lesões com conteúdo líquido, semilíquido ou</p><p>gelatinoso:</p><p>A. Vesícula: <0,5 cm, conteúdo límpido ou</p><p>sanguinolento.</p><p>B. bolha: >0,5, conteúdo límpido ou</p><p>sanguinolento, pode ser tensa ou flácida.</p><p>C. Pústula: com pus. <0,5cm chama-se</p><p>vesico-pústula. (acne por exemplo).</p><p>D. Cisto: nódulo com material fluido ou</p><p>semi-sólido, pode ser mais palpável do que</p><p>visível (abscesso).</p><p>LESÕES ELEMENTARES SECUNDÁRIAS</p><p>Evolução das lesões primárias (quando são</p><p>manipuladas).</p><p>-crosta, erosão, fissura, úlcera, escoriação.</p><p>A. Fissura:</p><p>-perda vertical da epiderme</p><p>B. Erosão:</p><p>-perda longitudinal da epiderme</p><p>C. úlcera:</p><p>-perda focal da epiderme e derme</p><p>D. Cicatriz: coleção de TC, pode ser</p><p>hipertrófica ou atrófica.</p><p>E. Escamas: espessamento da camada</p><p>córnea, hiperproliferação ou perda da</p><p>coesão dos ceratinócitos. (psoríase)</p><p>F. Liquefação: espessamento da epiderme</p><p>que passa a evidenciar sulcos e saliências.</p><p>G. edema: extravasamento de plasma na</p><p>derme ou hipoderme</p><p>H. infiltração: aumento da consistência da</p><p>pele, menor evidenciação de sulcos</p><p>(hanseníase)</p><p>I. queratose: aumento da camada córnea,</p><p>duro, inelástico (pré C.A.)-áspera</p><p>J. esclerose: aumento da consistência, difícil</p><p>pregueamento, espessamento</p><p>K. atrofia: diminuição da espessura</p><p>UNHAS</p><p>-ver formato, espessura, consistência, cor</p><p>● onicodistrofia: defeito na unha em geral</p><p>○ doliconíquia: unhas longas</p><p>○ hapaloniquia: unha mole</p><p>○ leuconíquia: unha branca</p><p>○ depressões</p><p>○ sulcos</p><p>○ onicólise: unha descolando do leito</p><p>○ onicomicose: micose na unha</p><p>DESCRIÇÃO DAS LESÕES:</p><p>-Cor</p><p>-formato</p><p>-superfície (rugosa, liga, descamativa)</p><p>-dimensão</p><p>-consistência</p><p>-margem (bem delimitada, elevada)</p><p>-sensibilidade da lesão</p><p>-arranjo (isolada, zosteriorme, linear, reticular)</p><p>-distribuição (regional, áreas expostas)</p><p>-diagnóstico sazonal:</p><p>-inverno: dermatite atópica, psoríase</p><p>-primavera: eritemas</p><p>Melanoma</p><p>Neoplasia predominantemente cutânea, porém</p><p>pode ocorrer em outros locais.</p><p>-4% de todos os cânceres.</p><p>-múltiplas etapas de mutações progressivas</p><p>MECANISMO</p><p>-Existem 2 mecanismos distintos:</p><p>1. locais de pele mal protegidos + múltiplos</p><p>nevos + UV intermitente</p><p>2. poucos nevos + exposição crônica a UV</p><p>MELANOMA PRIMÁRIO</p><p>Pode surgir de um nevo precursor, mas 60-75% já</p><p>nascem com melanoma.</p><p>FATORES DE RISCO</p><p>-exposição excessiva a UV na infância</p><p>-queimaduras com formação de bolhas na infância</p><p>-aumento de nevos comuns ou displásicos</p><p>-história familiar</p><p>-presença de alterações em nevo pré existente</p><p>-idade avançada.</p><p>SINAIS DE ALERTA</p><p>-Mudança em nevo prévio</p><p>-presença de nevo atípido ou displásico (>50)</p><p>-presença de grande número de nevos comuns</p><p>(>100)</p><p>-nevo congênito gigante</p><p>-história pessoal de melanoma prévio</p><p>CAUSAS DE MELANOMA</p><p>-Sensibilidade ao sol</p><p>-exposição excessiva ao sol</p><p>-história familiar de qualquer câncer de pele</p><p>-M</p><p>->50 anos</p><p>-sd. do nevo displásico ou xeroderma pigmentoso</p><p>(> em 500x o risco)</p><p>-fenótipo de pele clara</p><p>Sd. do nevo displásico:</p><p>-presença de 50 ou mais nevos, medindo > 8mm</p><p>-em pacientes com antecedente de melanoma</p><p>cutâneo</p><p>-características atípicas</p><p>Xeroderma pigmentoso:</p><p>-doença genética</p><p>-extrema sensibilidade à radiação UV (surge</p><p>mutação no DNA)</p><p>ETIOLOGIA</p><p>-afrodescendentes 1:20 porém a mortalidade</p><p>nestes grupos é maior devido a maior prevalência</p><p>de melanoma acral e seu mal prognóstico.</p><p>-maior parte após 50 anos, porém é o segundo</p><p>câncer mais comum em mulheres entre 25 e 29</p><p>anos</p><p>-alta mortalidade</p><p>HISTÓRIA CLÍNICA</p><p>-Buscas saber mudança de característica de</p><p>lesões pré existentes</p><p>-variação de cor, aumento de diâmetro</p><p>-qualquer alteração no ABCDE = melanoma em</p><p>potencial.</p><p>EXAME FÍSICO</p><p>-A (assimetria)</p><p>-B (bordas irregulares)</p><p>-C (cores variadas)</p><p>-D (diâmetro) = >6mm é característico</p><p>-E (evolução)</p><p>Estes sinais estão presentes em 80% dos casos</p><p>Precisamos tentar diferenciar os 4 subtipos</p><p>existentes, porém a real diferenciação é pelo</p><p>histopatológico.</p><p>-saber tipo de exposição solar:</p><p>● exposição contínua e prolongada = lentigo</p><p>maligno</p><p>● exposição aguda intermitente = extensivo</p><p>superficial</p><p>*geralmente os melanomas in situ não tem</p><p>potencial de metástase, porém a completa excisão</p><p>é recomendada.</p><p>SUBTIPOS</p><p>1. Extensivo superficial:</p><p>-tronco de homens e perna de mulheres</p><p>-é o mais comum</p><p>-30 a 50 anos</p><p>-lesão amarronzada plana ou ligeiramente elevada</p><p>com variação de pigmentação</p><p>-geralmente > 6mm</p><p>-bordas irregulares e assimétricas</p><p>-pode ter hipopigmentação central, cor translúcida</p><p>é sugestiva</p><p>-expansão periférica</p><p>-evolução crônica (meses a anos)</p><p>-sangramento, transudação caracterizam casos</p><p>avançados</p><p>2. melanoma nodular:</p><p>-pernas e tronco</p><p>-crescimento rápido (semanas a meses)</p><p>-maioria dos melanomas invasivos</p><p>-pápula escura ou nódulo, podendo ulcerar com o</p><p>mínimo trauma</p><p>-pode ser amelanótico</p><p>-pode não ter sinais ABCDE</p><p>-é o segundo mais comum</p><p>-sexo M</p><p>3. Lentigo maligno:</p><p>-subtipos in situ e invasivo</p><p>-cabeça. pescoço e braços (regiões expostas)</p><p>-após 65 anos</p><p>-cresce lentamente (5 a 20 anos)</p><p>-lesão precursora (in situ) é larga (> 1 cm), e está</p><p>presente no paciente por 10-15 anos</p><p>-pigmentado ou hipopigmentado</p><p>-pouco frequente</p><p>-após crescimento radial ocorre invasão</p><p>perpendicular à superfície com nódulo elevado em</p><p>meio a diversos tons e crosta.</p><p>4. lentiginoso acral:</p><p>-menos comum em brancos</p><p>-mais comum em negros ou asiáticos</p><p>-mal prognóstico</p><p>-palmas, plantas, abaixo da lâmina ungueal.</p><p>-sinal de Hutchinson: pigmento de espalha pela</p><p>borda da unha (marcador de melanoma acral).</p><p>-sétima década de vida</p><p>4.1 Melanoma do aparelho ungueal (MAU)</p><p>-forma mais comum em negros e asiáticos</p><p>-suspeitar toda vez que houver mácula</p><p>hipercrômica na matriz, leito ou lâmina ungueal.</p><p>ABCDEF do MAU:</p><p>A. age: quinta a sétima década de vida (não</p><p>brancos)</p><p>B. Nail band: pigmentação castanho-negra</p><p>com largura >3mm e borda irregular</p><p>C. change: aumento rápido de tamanho da</p><p>faixa</p><p>D. digit involved: 1 dedo ou mais</p><p>E. extension: sinal de huntchiunson</p><p>F. family ou personal history</p><p>-o tratamento é amputação do dígito acometido ou</p><p>cx micrográfica de Mohs (se in situ).</p><p>5. melanoma amelanótico:</p><p>-muito raro</p><p>-róseo ou cor da pele</p><p>INVESTIGAÇÃO LABORATORIAL</p><p>-não trazem benefícios adicionais</p><p>-devem ser realizados se sinais clínicos de</p><p>metástase</p><p>BIÓPSIA</p><p>-Padrão ouro</p><p>-biópsia excisional com margem estreita é</p><p>preferível (1 a 3 mm)</p><p>-se lentigo maligno fazer shaving (ampla) ou</p><p>múltiplas biópsias</p><p>-critério de clark: sobrevida em 10 anos (mede a</p><p>extensão da lesão)</p><p>-critério de breslow: sobrevida em 10 anos (mede a</p><p>profundidade da lesão)</p><p>NEVO MELANOCÍTICO DISPLÁSICO</p><p>-solitários ou múltiplos</p><p>-bordas, coloração e tamanho variados</p><p>-podem evoluir para melanoma</p><p>-no anátomo se for displasia de alto grau</p><p>precisamos tirar com margem.</p><p>TRATAMENTO CIRÚRGICO DO MELANOMA</p><p>-É o tto primário para melanomas localizados</p><p>-margem de 5mm são recomendadas para</p><p>melanomas in situ e 1 cm de profundidade.</p><p>-margem de 2cm são recomendadas para lesões</p><p>maiores de 4mm de espessura</p><p>-cx micrográfica de Mohs indicada para face, mãos</p><p>e pescoço.</p><p>TRATAMENTO CLÍNICO</p><p>-Interferon: para quem não pode operar</p><p>Carcinoma Basocelular</p><p>Tumor cutâneo maligno originário das células</p><p>basais.</p><p>-câncer mais comum em humanos</p><p>-baixo grau de malignidade, com capacidade de</p><p>invasão local, destruição tecidual, e recidiva</p><p>-baixo potencial de metástase</p><p>-baixa taxa de mortalidade devido ao diagnóstico</p><p>precoce</p><p>-crescimento lento</p><p>-20% no nariz</p><p>-raro em negros e orientais</p><p>-paciente com CBC tem 3x mais chance de</p><p>melanoma</p><p>-risco cumulativo em 3 anos de um paciente com</p><p>CBC vir a ter outro é 44% maior do que na</p><p>população em geral.</p><p>-acompanhamento a cada 6 meses por 5 anos</p><p>-cura + ou - 90% se terapêutica</p><p>adequada</p><p>BIOLOGIA TUMORAL</p><p>-Crescimento lento</p><p>-atividade proteolítica: aumenta a expressão de</p><p>metaloproteinases e colagenases que degradam a</p><p>derme facilitando a proliferação.</p><p>-subclones: diferentes partes do tumor dividem</p><p>uma mutação em comum</p><p>-a maioria das mutações em P53 do CBC se dão</p><p>por RUV.</p><p>FATORES DE RISCO</p><p>-Sardas antes dos 15 anos</p><p>-pele clara que queima com facilidade</p><p>-queimaduras do sol</p><p>-imunossupressão</p><p>-alcoólatras tem lesões mais infiltrativas</p><p>-incidência menor em pacientes com acne (pela</p><p>camada lipídica)</p><p>-exposição breve e frequente a RUV (férias)</p><p>Síndrome do nevo basocelular:</p><p>-mutação genética</p><p>-vários CBC</p><p>-Base nasal alargada</p><p>-inteligência limitada</p><p>-cistos mandibulares</p><p>ASPECTOS CLÍNICOS</p><p>-crescimento lento e assintomático</p><p>-pode começar com peq. ulceração e borda</p><p>ligeiramente elevada, lisa e brilhante (pérola)</p><p>-pode ulcerar ou escoriar</p><p>-ou pode comportar-se como um verdadeiro</p><p>carcinoma, infiltrando e destruindo tecidos.</p><p>-recidiva frequente</p><p>CBC NA DERMATOSCOPIA:</p><p>-não tem rede</p><p>-pelo menos 1 dos seguintes:</p><p>● telangiectasias</p><p>● pode ter áreas brancas</p><p>● bordas irregulares ou assimétricas</p><p>● lesões em dedo de luva</p><p>● borda perlácea</p><p>● acúmulos ovóides</p><p>● raio de roda</p><p>CLASSIFICAÇÃO</p><p>4 grandes categorias com as suas subdivisões.</p><p>1. CBC’s PRIMÁRIOS:</p><p>-tratados pela primeira vez</p><p>-independentemente da morfologia</p><p>-3 aspectos são de extrema importância:</p><p>● tamanho > ou = 1cm (maior tendência a</p><p>invasão)</p><p>● localização (retroauriculares, perinasal,</p><p>periorbital, peripalpebral e couro cabeludo</p><p>tem maior chance de recidiva)</p><p>● morfologia (5 subtipos)</p><p>a. CBC nodular:</p><p>-nóbulo ou pápula, translúcido, telangiectasias,</p><p>bordas elevadas, perolados</p><p>-mais comum</p><p>-áreas fotoexpostas</p><p>-com o crescimento pode tomar aparência ulcerada</p><p>com bordos elevados.</p><p>b. CBC pigmentado:</p><p>-subtipo do nodular</p><p>-presença de melanina</p><p>-pode ulcerar</p><p>-diagnóstico diferencial do melanoma</p><p>-precisa biópsia.</p><p>c. CBC superficial:</p><p>-tronco</p><p>-placa eritematosa, bem delimitada, parece um</p><p>eczema (alergia)</p><p>-forma placa com eritema</p><p>d. CBC esclerodermiforme:</p><p>-mais agressivo</p><p>-placa branca ou mármore com cicatriz central</p><p>e. fibroepitelioma de Pinkus:</p><p>-neo cutânea com diferenciação folicular</p><p>-áreas não fotoexpostas</p><p>-pápula rósea, perolada ou marrom, crosta central</p><p>-principalmente dorso inferior</p><p>-pode ulcerar</p><p>-raro</p><p>-amolecido e pendulado como papiloma</p><p>-raramente > 1 ou 2 cm</p><p>2. CBC’s RECIDIVADOS:</p><p>-geralmente por restos tumorais</p><p>Latência CX x recidiva:</p><p>-2 meses a 2 anos: mais freq. nos primeiros 6</p><p>meses</p><p>-a recidiva pode surgir com outro tipo de CBC</p><p>O comportamento biológico agressivo é traduzido</p><p>por:</p><p>-ulcerações</p><p>-displasia celular no parênquima tumoral</p><p>-ausência de reação inflamatória peritumoral</p><p>3. CBC metastático:</p><p>-raríssimo</p><p>-por via linfática</p><p>-ou ainda hematogênica (pulmão, fígado, ossos)</p><p>Critérios para dizer que é metastático:</p><p>-lesão primária ser originária de pele (não mucosa)</p><p>-metástase distante da lesão primária</p><p>-metástase e lesão primária com o mesmo tipo</p><p>histológico.</p><p>4. CBC’s ligados a síndromes:</p><p>a. sd. do nevo basocelular:</p><p>-genética</p><p>-múltiplos CBC’s</p><p>-cistos mandibulares, cerebelares (assintomáticos,</p><p>mas podem erosar dentes)</p><p>-lesões hiperceratósicas</p><p>-principalmente no rosto</p><p>-lesões pitz: puntiformes, deprimidas nas regiões</p><p>palmoplantares</p><p>-deform. ósseas</p><p>-nunca fazer radio (somente crio)</p><p>b. sd. de basex:</p><p>-múltiplos CBC’s</p><p>-hipotricose generalizada</p><p>COMPORTAMENTO BIOLÓGICO DO CBC</p><p>-Comum invadir tecidos próximos</p><p>-lesões mais profundas em sulco nasolabial,</p><p>retroauricular</p><p>-pode haver invasão perineural</p><p>-raro, porém agressivo</p><p>DIAGNÓSTICO</p><p>-histopatológico</p><p>-incisional (pedaço) ou excisional (tudo)</p><p>-shaving (tira o que está para fora da pele)</p><p>ou exérese.</p><p>Características comuns:</p><p>-células com pouco citoplasma</p><p>-núcleos grandes</p><p>-não há descrição de mitose</p><p>TIPOS:</p><p>-nodular:</p><p>-mais comuns (50%)</p><p>TRATAMENTO</p><p>-Cirurgia é gold</p><p>-tto depende de condições do paciente e do tumor</p><p>CONDIÇÕES LIGADAS AO TUMOR:</p><p>-tamanho e número de lesões</p><p>-localização</p><p>-tempo de evolução</p><p>-tipo histológico</p><p>-se é primário ou recidivado</p><p>CONDIÇÕES LIGADAS AO PACIENTE:</p><p>-Condições de saúde</p><p>-medicamentos em uso</p><p>tumores >2cm e com > 2 anos de evolução em</p><p>região temporal, retroauricular, sulco nasogeniano</p><p>e carúncula lacrimal tem maior probabilidade de</p><p>recidiva se não tratados radicalmente.</p><p>cx.</p><p>micrográfica</p><p>de Mohs</p><p>-tumor recorrente</p><p>-tumor primário se histologia</p><p>agressiva, sítio de alta recidiva,</p><p>>2cm, bordes bem definidos e maior</p><p>necessidade estética</p><p>-método mais eficaz</p><p>excisão</p><p>simples</p><p>tumores primários, bem delimitados,</p><p><2cm, fora de áreas de risco, <</p><p>60anos.</p><p>Curetagem -não se recomenda em tumores</p><p>primários grandes.</p><p>-fazer se primário < 1 cm</p><p>-área anatômica de retração</p><p>cicatricial</p><p>-evitar áreas de recidiva alta de</p><p>média</p><p>quimio tópica -5 fluoracil 5%: evitar em áreas de</p><p>alto e médio risco de recidiva</p><p>-não usar em diâmetro > 1cm,</p><p>tumores recidivados ou idosos em</p><p>uso de anticoag.</p><p>-recorrência 21% em 5 anos</p><p>Crioterapia -para idosos com múltiplos tumores</p><p>-não indicada para jovens</p><p>Imiquimod.</p><p>tópico</p><p>estimula a imunidade</p><p>radioterapia útil para margens comprometidas</p><p>quimio com</p><p>cisplatina</p><p>boa resposta</p><p>Margens de segurança:</p><p>-<1cm precisa tirar 3mm</p><p>->1cm precisa tirar 5mm</p><p>Com essas margens a recorrência em 5 anos é</p><p>baixa.</p><p>PROFILAXIA E PREVENÇÃO</p><p>-Fotoproteção</p><p>Carcinom� Espinocelula�</p><p>Neoplasia maligna derivada dos queratinócitos,</p><p>com capacidade de invasão, destruição tecidual e</p><p>metástase.</p><p>É o segundo câncer cutâneo mais frequente em</p><p>brancos e o primeiro em negros.</p><p>-Masculino, > 50 anos, fototipo I e II</p><p>Possíveis causas de aumento da ocorrência:</p><p>-envelhecimento da população</p><p>-melhora na detecção</p><p>-diminuição da camada de ozônio</p><p>-mudança nos hábitos de vestuário</p><p>-transplantados</p><p>FATORES DE RISCO</p><p>-fatores externos:</p><p>● exposição crônica a RUV</p><p>● imunossupressão</p><p>● HIV</p><p>● transplantes</p><p>● papiloma vírus</p><p>● produtos químicos (arsênio,</p><p>hidrocarbonetos)</p><p>-fatores próprios do paciente:</p><p>● genético</p><p>● fototipo I e II</p><p>● doenças crônicas (úlceras, epidermólise,</p><p>líquen plano erosivo, queimaduras)</p><p>ORIGEM FREQUENTE</p><p>-Cicatrizes de queimaduras ou de feridas</p><p>-xeroderma pigmentoso</p><p>-queratose solar ou actínica</p><p>-leucoplasia</p><p>-úlceras crônicas</p><p>LOCALIZAÇÃO MAIS COMUM</p><p>-terço inferior da face</p><p>-orelhas</p><p>-lábio inferior</p><p>-dorso das mãos</p><p>-mucosa oral</p><p>-genitália</p><p>EXPOSIÇÃO SOLAR - UV</p><p>-Desenvolve resistência a apoptose por mutação</p><p>no P53</p><p>-BCL2 e RAS também estão mutados</p><p>-principalmente UVB</p><p>-pacientes que fazem tto para psoríase tem</p><p>predisposição.</p><p>DOENÇA ESPECTRAL</p><p>-Queratose-queilite actínica (atipia camadas basais</p><p>da epiderme)</p><p>-CEC in situ (atipia em toda a epiderme): Bowen e</p><p>Queyrat</p><p>ASPECTOS CLÍNICOS</p><p>-ceratose actínica pode ser precursora da CEC</p><p>-múltiplas ceratoses aumenta até 10% a chance</p><p>-70% ocorre na cabeça, pescoço, lábio inferior,</p><p>orelha, fronte ou couro cabeludo.</p><p>-dorso das mãos é frequente</p><p>-Observar sinais de retração, dor, fraqueza</p><p>muscular = podem demonstrar invasão a planos</p><p>profundos.</p><p>-lesões > 2cm e localizadas em lábio ou orelha =</p><p>pior prognóstico</p><p>LESÕES PRECURSORAS</p><p>1. CERATOSE ACTÍNICA:</p><p>-lesões eritemato-escamosas, com escama seca e</p><p>aderente, áspera e rugosa (espículas)</p><p>-de poucos mm até cm</p><p>-por efeito cumulativo da RUV</p><p>FORMAS CLÍNICAS</p><p>1. CEC IN SITU:</p><p>-atipia que envolve a epiderme, sem invasão da</p><p>derme</p><p>-placa ou pápula rósea e descamativa fina e</p><p>ceratósica.</p><p>2. LESÕES MUCOSAS IN</p><p>SITU-ERITROPLASIA DE QUEYRAT:</p><p>-lesões na glande ou genitália externa feminina em</p><p>forma de placas avermelhadas, aveludadas.</p><p>3. DOENÇA DE BOWEN:</p><p>-placa rósea, eczematóide que surge na pele não</p><p>exposta ao sol.</p><p>4. CEC TÍPICO:</p><p>-forma invasiva é uma pápula ou placa elevada,</p><p>ceratótica e firme, com tonalidade eritematosa ou</p><p>rósea em área exposta ao sol.</p><p>-70% na cabeça</p><p>-alterações incluem: descamação, crostas, corno</p><p>cutâneo</p><p>5. CEC PERIUNGUEAL</p><p>-Pode mimetizar verruga</p><p>-difícil diagnóstico</p><p>6. ÚLCERA DE MARJOLIN:</p><p>-CEC que surge em cicatriz, úlcera ou pele</p><p>inflamada cronicamente por dermatose.</p><p>-modifica o aspecto da lesão inicial</p><p>-latente por 20-30 anos</p><p>7. CEC PERIORAL:</p><p>-vermelhidão no lábio inferior</p><p>-pápula, erosão,</p><p>eritema ou infiltração</p><p>-também existe CEC intraoral que se inicia com</p><p>leucoplasia geralmente.</p><p>8. CEC ANOGENITAL:</p><p>-localmente destrutivo, mas raramente metastiza</p><p>-nódulos verrucosos ou placas multilobuladas</p><p>(couve flor)</p><p>TRATAMENTO</p><p>-Quimio tópica: 5 fluoracil, não indicado em</p><p>formas invasivas</p><p>-imunoquimol: bowen, pode ser associado ao 5</p><p>fluoracil, o que demonstra efetividade das formas</p><p>invasivas.</p><p>-terapia fotodinâmica: em estudo</p><p>-radioterapia: primeira opção quando a cx não é</p><p>factível, porém alto custo, e não define margem.</p><p>-quimio sistêmica: formas metastáticas avançada</p><p>-crioterapia: lesões pré ou in situ (cura >95%)</p><p>-curetagem e eletrodissecção: mesmos</p><p>resultados da crio, porém não aplicar em lábios,</p><p>pálpebras, orelha e genitália.</p><p>-cirurgia convencional: margem de 1 cm é ok, a</p><p>partir de 4mm para lesões bem diferenciadas e</p><p>sem sinais de invasão e menores de 2 cm. E de</p><p>6mm para lesões em locais de risco.</p><p>-cx micrográfica: sinais de invasão neural, áreas</p><p>nobres, ótima reconstrução e cura.</p><p>Dрmatov��с</p><p>1. Herpes simples</p><p>2. Varicela zoster</p><p>3. Varicela</p><p>4. Molusco contagioso</p><p>5. Verrugas</p><p>Hрpс Simplс</p><p>-uma das principais doenças virais, perdendo</p><p>apenas para gripe.</p><p>-causa herpes labial, genital e varicela, podem</p><p>permanecer latentes e serem reativadas.</p><p>-existem 25 subtipos, mss 8 afetam seres</p><p>humanos.</p><p>-HSV-1: Labial, gengivoestomatite, ceratite,</p><p>encefalite</p><p>-HSV-2: genital, neonatal, meningite e proctite.</p><p>HSV 1 e 2</p><p>-As cél. epiteliais são infectadas e o vírus se</p><p>replica ao redor da lesão, entrando no ramo neural.</p><p>-ele viaja ao longo do neurônio e vai para o gânglio</p><p>neural.</p><p>-se infecção anal o vírus para o trigêmino e se</p><p>infecção genital invade os gânglios sacrais.</p><p>-nos neurônios o vírus fica latente e quando ae</p><p>reativa volta a infectar o local inicial.</p><p>-vesículas contendo o vírus são formadas e ocorre</p><p>a propagação do vírus, enquanto está úmido é</p><p>infeccioso.</p><p>-geralmente não deixa cicatriz</p><p>GENGIVOESTOMATITE HERPÉTICA</p><p>-geralmente em crianças</p><p>-pode variar de quadro discreto a grave com febre</p><p>alta e adenopatia.</p><p>-com o rompimento das vesículas formam-se</p><p>exulcerações edemaciadas e a alimentação é</p><p>prejudicada.</p><p>-faringe pode ser atingida.</p><p>-primoinfecção em crianças pode ocorrer na região</p><p>genital</p><p>-quadro dura 2 semanas sem deixar sequelas.</p><p>HSV RECORRENTE</p><p>-Mais freq. do tipo 2</p><p>-geralmente com menor tamanho das vesículas,</p><p>afetam sempre a mesma região, mas não</p><p>necessariamente o mesmo sítio.</p><p>-pródromo: prurido ou ardência 1-2 dias, pequenas</p><p>vesículas, dor</p><p>-cicatrização em 5-7 dias sem sequelas</p><p>FATORES DESENCADEANTES:</p><p>● Trauma na região</p><p>● outras infecções</p><p>● RUV</p><p>● fatores hormonais</p><p>● estresse</p><p>● procedimentos</p><p>● cirurgias dentárias</p><p>HERPES GENITAL</p><p>-Geralmente HSV-2</p><p>-pródromo: ardência, prurido, vesículas agrupadas</p><p>em pétalas de rosa</p><p>-a dor pode ser importante, acompanhada de</p><p>linfonodomegalia</p><p>-primeira infecção costuma ser mais exuberante</p><p>COMPLICAÇÕES:</p><p>-Aborto, natimorto, prematuro</p><p>-vulvite, vaginite, cervicite</p><p>-infecções neonatais</p><p>-complicações neurológicas</p><p>-endometrite pós parto</p><p>OUTRA MANIFESTAÇÃO:</p><p>1. OCULAR: pode causar edema palpebral,</p><p>conjuntivite e ulceração córnea.</p><p>HSV OUTRAS MANIFESTAÇÕES</p><p>panarício herpético:</p><p>-inf. herpética recidivante atingindo mãos e pés</p><p>-primoinfecção: vesículas que coalescem podendo</p><p>formar bolha única com adenopatia e febre</p><p>Eczema herpético:</p><p>-erupção cutânea grave, principalmente em</p><p>atópicos</p><p>-inúmeras vesículas e crostas que se rompem na</p><p>face ou outra parte com linfonodomegalia</p><p>Sistema nervoso:</p><p>-os nervos faciais podem ser acometidos,</p><p>produzindo paralisia temporária dos músculos</p><p>acometidos</p><p>-raramente dor nevrálgica</p><p>-meningite é raro</p><p>HERPES SIMPLES PERINATAL</p><p>RNs expostos ao HSV durante o parto.</p><p>-infecção congênita é muito rara</p><p>ASPECTOS CLÍNICOS:</p><p>-Entre 1 e 2 semanas de vida (geralmente)</p><p>-erupções de peq. dimensão confinadas a pele</p><p>TRATAMENTO:</p><p>-compressas com água boricada</p><p>-casos graves podem necessitar de antiviral</p><p>● aciclovir 200mg 5x ao dia - 5 dias</p><p>● recidiva: 200mg ao dia por 3m</p><p>● imunoterapia anti-herpética 3gts sublingual</p><p>por dia</p><p>VARICELA</p><p>-Infecção primária aguda, altamente contagiosa</p><p>-surgimento de exantema maculo-papular de</p><p>distribuição centrípeta que após algumas horas</p><p>torna-se vesicular</p><p>-lesões de vários formatos, acompanhadas de</p><p>prurido</p><p>-evolui para pústulas e após crostas, em 3 a 4 dias</p><p>-pode ocorrer febre e linfonodos aumentados +</p><p>sintomas sistêmicos</p><p>-adolescentes e adultos quadro mais grave</p><p>-podem ocorrer cicatrizes deprimidas</p><p>-pode haver enantema</p><p>TRANSMISSÃO:</p><p>-Contato com secreções respiratórias e raramente</p><p>com a lesão.</p><p>-fômites</p><p>-vesícula é sinal da doença ativa</p><p>INCUBAÇÃO:</p><p>-14 - 26 dias podendo variar de 10-20</p><p>-mais curto em imunodeprimidos</p><p>-mais longo em vacinados</p><p>PERÍODO DE TRANSMISSÃO:</p><p>-1 a 2 dias antes da erupção e 5 dias após o</p><p>surgimento do primeiro grupo de vesículas.</p><p>-enquanto houver vesículas a infecção é possível</p><p>-imunidade permanente (em raros casos há</p><p>segunda infecção)</p><p>-imunidade passiva até 4 a 6 meses</p><p>TRATAMENTO:</p><p>-Higiene local</p><p>-permanganato de K</p><p>-anti térmico e anti histamínico</p><p>Varicela grave ou imunodeprimidos ou lactentes:</p><p>-internação</p><p>-aciclovir EV</p><p>Infecção secundária das lesões:</p><p>-cefalexina</p><p>SD. DA VARICELA CONGÊNITA</p><p>-Varicela na gestação é rara (1 a 7:10.000)</p><p>-o vírus da VZ é transmitido ao feto pela placenta</p><p>(por infecção primária ou reativação da mãe)</p><p>-quando a gestante se infecta entre 0-20 semanas</p><p>de gestação</p><p>VARICELA PERINATAL</p><p>-Entre 6 e 21 dias antes do parto o quadro será</p><p>leve</p><p>-5 dias até 2 meses pós parto quadro grave, lesões</p><p>em órgãos.</p><p>Herpe� Z�ter</p><p>-fogo de santo Antônio ou Cobreiro</p><p>-mais comum em adultos ou idosos</p><p>FATORES PREDISPONENTES</p><p>- maior de 50 anos</p><p>- estresse físico ou psicológico</p><p>- privação de sono</p><p>- DM</p><p>- quimio ou neoplasia</p><p>- uso de imunossupressores</p><p>- SIDA</p><p>SINTOMAS</p><p>Pode ocorrer de forma atenuada, ou disseminada.</p><p>-sintomas sistêmicos</p><p>-sintomas locais:</p><p>-acomete dermátomos</p><p>-placa única ou múltipla</p><p>eritemato-vesiculosa, irregular</p><p>-vesículas de vários tamanhos, tensas</p><p>FORMAS CLÍNICAS</p><p>1. FORMA HEMORRÁGICA:</p><p>-base escura-violeta</p><p>-conteúdo das vesículas é sanguinolento</p><p>-tendencia para confluência e grandes lesões</p><p>ulcerosas</p><p>-cicatrizes importantes</p><p>2. FORMA GANGRENOSA:</p><p>-rara</p><p>-idosos ou imunodeprimidos</p><p>-escaras e úlceras profundas</p><p>-debridamento cx é imprescindível</p><p>3. FORMA BILATERAL:</p><p>-Rara</p><p>-dermátomos bilaterais</p><p>-reativação do vírus em mais de um gânglio</p><p>4. FORMA SINE HERPETE:</p><p>-sinais prodrômicos característicos que</p><p>desaparecem sem forma cutânea, ou as vezes</p><p>com discreta descamação;</p><p>-neuralgia intensa com linfocitose</p><p>-aftas em mucosa jugal</p><p>5. SD. DE RAMSAY HUNT</p><p>-Vertigem, otalgia, dor em orofaringe, paralisia</p><p>facial, surdez súbita</p><p>-lesão muito dolorosa em orelha externa e paralisia</p><p>de Bell</p><p>-possibilidade de ser irreversível</p><p>6. LESÕES VISCERAIS:</p><p>-pneumonia, edema de traquéia, hematúria, crises</p><p>de nefrolitíase</p><p>TRATAMENTO</p><p>FASE ATIVA:</p><p>1. Antiviral (aciclovir 800mg 5x ao dia por 7-10</p><p>dias)</p><p>2. prednisona 20-60mg por dia com desmame</p><p>em 20-30 dias</p><p>3. analgesia (paracetamol, tramadol)</p><p>4. curativo local: permanganato de K, água</p><p>boricada</p><p>5. ATB se infecção secundária</p><p>NEURALGIA PÓS HERPÉTICA:</p><p>-Tricíclicos ou anticonvulsivante</p><p>Molusco Contagioso</p><p>-afecção mais frequente do grupo poxvírus</p><p>-mais freq. em idade escolar</p><p>-adultos: anogenital - IST</p><p>-formas disseminadas ou gigantes =</p><p>imunodeprimidos</p><p>-lesões individuais regridem espontaneamente em</p><p>2-3 meses</p><p>-contágio por contato direto</p><p>CLÍNICA</p><p>-Pápula semi esférica, brilhante, geralmente</p><p>umbilicada ou com depressão central</p><p>-pequenos mm</p><p>-pele principalmente (mucosas é raro)</p><p>-em atópicos: áreas eczemáticas ao redor da lesão</p><p>= eczema moluscatum</p><p>TRATAMENTO</p><p>-Curetagem das lesões</p><p>-ATA (ácido)</p><p>-KOH 10%: aplicar com cotonete</p><p>-sulfato de zinco VO por 3 meses (melhora o</p><p>sistema imune e evita recidivas)</p><p>Verrugas</p><p>-proliferação epitelial em pele e mucosas</p><p>-por vários tipos de papiloma vírus</p><p>-por vezes auto curável</p><p>-HPV penetra por pequenas soluções de</p><p>continuidade da pele (por isso afeta áreas de</p><p>trauma)</p><p>-em crianças a regressão espontânea chega a</p><p>60% em 2 anos</p><p>CLÍNICA</p><p>-verrugas orais</p><p>de consistência firme, base séssil,</p><p>e superfície rugosa</p><p>-assemelham-se papiloma (não ao condiloma)</p><p>-maior incidência é verruga vulvar depois plantar</p><p>-podem ser únicas ou múltiplas</p><p>VERRUGAS VULGARES</p><p>-Qualquer área do corpo</p><p>-mais freq. em dorso da mãos, pés, cotovelo,</p><p>joelhos, antebraços e pernas</p><p>-superfície áspera e ceratótica, com pápulas que</p><p>podem formar placas</p><p>Piodermites e infecções bacterianas de pele</p><p>-cocos piogênicos (s. aureus e s. pyogenes)</p><p>PATOGENIA</p><p>-3 fatores principais:</p><p>1. porta de entrada (barreira cutânea)</p><p>2. defesa do hospedeiro</p><p>3. patogenicidade do microorganismo</p><p>ETIOLOGIA</p><p>-s. aureus e s. pyogenes</p><p>-10% da população é assintomática</p><p>-h. influenza: celulite em criança</p><p>-p. aeruginosa: celulite gangrenosa</p><p>CLASSIFICAÇÃO</p><p>ESTAFILOCÓCICAS:</p><p>● Impetigo bolhoso e não bolhoso</p><p>● ectima</p><p>● foliculite</p><p>● furúnculo e carbúnculo</p><p>● abscesso</p><p>TOXINAS:</p><p>● sd. da pele escaldada</p><p>● sd. do choque tóxico</p><p>ESTREPTOCÓCICAS:</p><p>● impetigo não bolhoso</p><p>● extima</p><p>● erisipela</p><p>● celulite</p><p>● dactilite</p><p>● escarlatina</p><p>Impetigo</p><p>-infecção piogênica altamente contagiosa</p><p>-estafilo G+ (principal), estrepto tbm</p><p>-é a infecção bacteriana mais comum na infância</p><p>-por contato interpessoal</p><p>-predisposição: má higiene, umidade, trauma</p><p>cutâneo</p><p>-impetiginização (mais S. aureus): impetigo piora</p><p>dermatose já existente</p><p>IMPETIGO NÃO BOLHOSO</p><p>-S. aureus ou S. pyogenes</p><p>-70% dos casos de impetigo</p><p>-mácula eritematosa de 2-4mm que evolui</p><p>rapidamente para vesícula e pústula de curta</p><p>duração</p><p>-crosta espessa, melicérica, sem circinação</p><p>-face (próximo ao nariz e boca) e extremidades</p><p>-nefrite</p><p>IMPETIGO BOLHOSO</p><p>-s. aureus</p><p>-pode se desenvolver sobre a pele intacta</p><p>-frequente no período neonatal</p><p>-face, tronco, nádegas, períneo e extremidades</p><p>-bolha persistente, crosta fina, tendência a</p><p>circinação (descama)</p><p>-pode afetar mucosas</p><p>DIAGNÓSTICO IMPETIGO:</p><p>-Exame bacterioscópico com antibiograma e</p><p>cultura</p><p>-exame clínico</p><p>TRATAMENTO IMPETIGO:</p><p>-Antissépticos: permanganato de K, triclosan</p><p>-limpeza e remoção das crostas com água de</p><p>dalibur</p><p>-ATB tópico: mupirocina ou bacitracina</p><p>-ATB sistêmico: penicilina, oxacilina, cefalexina</p><p>Ectima</p><p>-forma ulcerada do impetigo não bolhoso</p><p>CLÍNICA</p><p>-Início com lesão vesicopustulosa fugaz</p><p>-evolui para lesão ulcerada rasa, coberta por crosta</p><p>hemática espessa e circundada por halo</p><p>eritematoso</p><p>-predisposição: pouca idade, higiene precaria,</p><p>membros edemaciados, trauma, imunossupressão</p><p>-MMIIs</p><p>-deixa cicatriz</p><p>tratamento: igual o impetigo</p><p>Síndrome da Pele Escaldada</p><p>Estafilocócica</p><p>-impetigo neonatal</p><p>-s. aureus esfoliativo A e B</p><p>-Foco infeccioso: otite, conjuntivites, faringites, ITU</p><p>(exceto pele)</p><p>-criança < 6 anos M</p><p>-rash escarlatiforme principalmente nas flexuras</p><p>-após 24-48h folhas flácidas</p><p>-sinal de Nikolsky + (pressionar a pele perilesional</p><p>e há um deslocamento parcial ou total da epiderme</p><p>DIAGNÓSTICO E TTO</p><p>-Clínico + isolamento</p><p>-hospitalização</p><p>-penicilina (se resistente oxacilina EV)</p><p>-hidratação + tto foco infeccioso primário</p><p>Escarlatina</p><p>doença contagiosa endêmica</p><p>-toxina estreptocócica do grupo A</p><p>-crianças entre 1-10 anos</p><p>-foco infeccioso: pele, faringe</p><p>-incubação 2 a 4 dias</p><p>CLÍNICA</p><p>-Início súbito de febre, faringite, náuseas, vômitos,</p><p>cefaléia e dor abdominal</p><p>-língua branco-amarelada com protrusão da</p><p>papilas</p><p>-linfadenopatia difusa</p><p>-exantema no pescoço e face que evolui para</p><p>tronco e extremidades</p><p>-palmas e plantas são poupadas inicialmente</p><p>-sinal da pastia: petéquias lineares na fossa</p><p>antecubital</p><p>-descamação em face, tronco, pés e mãos em 4-8</p><p>semanas</p><p>-alterações ungueais</p><p>DIAGNÓSTICO</p><p>-Clínico</p><p>-título de ASLO crescente</p><p>TRATAMENTO</p><p>-Penicilina</p><p>-cefalosporinas</p><p>-eritromicina</p><p>Furúnculo e Antraz</p><p>Infecção estafilocócica do aparelho pilossebáceo.</p><p>-antraz = vários furúnculos</p><p>-furunculose = múltiplas lesões</p><p>CLÍNICA</p><p>-Tumoração eritematosa com pêlo no centro</p><p>-geralmente com ponto de flutuação</p><p>-adultos jovens</p><p>-comum em áreas pilosas de fricção (axilas,</p><p>nádegas)</p><p>carbúnculo ou antraz:</p><p>furunculose:</p><p>DIAGNÓSTICO</p><p>-clínico</p><p>-bacteriológico + antibiograma</p><p>TRATAMENTO</p><p>-Drenagem se lesão com flutuação</p><p>-sabonete antisséptico</p><p>-atb tópico: mupirocina</p><p>-ATB oral de acordo com o antibiograma</p><p>-evitar fricção</p><p>Foliculite</p><p>-piodermite por estafico G + (as vezes G-)</p><p>FORMAS CLÍNICAS</p><p>1. FOLICULITE PRIMÁRIA:</p><p>a. superficial</p><p>b. profunda (sicose e hordéolo)</p><p>2. FOLICULITE SECUNDÁRIA:</p><p>a. abscedante de couro cabeludo de</p><p>Hoffmann</p><p>b. decalvante</p><p>c. queloidiana na nuca</p><p>d. pseudofoliculite de barba e virilha</p><p>FOLICULITES PRIMÁRIAS</p><p>1. Foliculite superficial:</p><p>-pequena pústula folicular de 1-4mm com crosta</p><p>-acomete o infundíbulo do folículo</p><p>-não interfere no crescimento do pelo</p><p>-frequente em couro cabeludo de crianças, barba,</p><p>tórax e nádegas</p><p>2. Foliculite profunda</p><p>a. sicose de barba:</p><p>● pústula folicular, centrada por pêlo e placa</p><p>● não interfere no crescimento</p><p>● exame micológico negativo</p><p>● pode cronificar</p><p>b. Foliculite dermatófica de barba:</p><p>● pêlos frouxos e quebradiços</p><p>● ato de arrancar os pelos é indolor</p><p>c. hordéolo:</p><p>● infecção estafilocócica dos cílios e</p><p>glândulas de meibomius</p><p>d. foliculite dissecante de hoffmann:</p><p>● forma crônica e grave da foliculite</p><p>● alopecia e formação de fístulas ou</p><p>abscessos</p><p>● cultura e antibiograma</p><p>● isotretinoína oral</p><p>● tto igual a furunculose</p><p>● tto tópico: mupirocina</p><p>● ATB sistêmico de acordo com antibiograma</p><p>FOLICULITES SECUNDÁRIAS</p><p>a. Foliculite queloidiana da nuca:</p><p>-homens negros</p><p>-politriquia (cada folículo tem 2-3 pêlos)</p><p>-G-</p><p>-nuca: pápula dura, folicular, acompanhada de</p><p>pústulas ou abscessos</p><p>-evolui para placas de fibrose com cicatrizes</p><p>hipertróficas</p><p>-tto: drenagem, atb tópico e oral, infiltração de</p><p>corticóide</p><p>b. pseudofoliculose da barba e virilha:</p><p>-homens negros com hábito de se barbear</p><p>regularmente</p><p>-pápulas e pústulas na barba</p><p>-fazer depilação definitiva e ATB tópico</p><p>Erisipela</p><p>-infecção na derme com acometimento linfático</p><p>-estrepto. beta hemolítico A</p><p>-fator de risco: DM, ins. venosa, trauma</p><p>CLÍNICA</p><p>-febre seguida de sinais inflamatórios locais</p><p>-eritema vivo</p><p>-edema, sinais flogísticos</p><p>-face e MMIIs</p><p>Podem ocorrer ulcerações:</p><p>TRATAMENTO</p><p>INICIAL:</p><p>-Penicilina G 400.000 IM 12-12h por 10 a 14 dias</p><p>-repouso do membro</p><p>-alternativa: cefalosp., ampi, eritro</p><p>PREVENÇÃO:</p><p>-Pen. benzatina 1.200.000 IM 1x por semana por 4</p><p>semanas</p><p>CASOS RECORRENTES:</p><p>-Pen. benzatina 1.200.000 IM a cada 15 dias por 6</p><p>meses</p><p>Celulite</p><p>-infecção bacteriana da derme e hipoderme</p><p>-s. aureus, pyogenes e H. influenzae em não</p><p>vacinados</p><p>PORTA DE ENTRADA</p><p>-úlcera de perna</p><p>-incisão cirúrgica</p><p>-coto umbilical</p><p>QUADRO CLÍNICO</p><p>-Eritema menos vivo, bordas mal definidas</p><p>-febre, dor, sinais flogísticos</p><p>-tto: igual erisipela + corticóide se celulite</p><p>hemorrágica e uso de meia elástica</p><p>-atb pode usar também oxacilina, cefalotina</p>