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<p>METODOLOGIA DOS ESPORTES</p><p>COLETIVOS I</p><p>A Faculdade Multivix está presente de norte a sul do</p><p>Estado do Espírito Santo, com unidades presenciais</p><p>em Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Castelo,</p><p>Nova Venécia, São Mateus, Serra, Vila Velha e Vitória,</p><p>e com a Educação a Distância presente</p><p>em todo estado do Espírito Santo, e com</p><p>polos distribuídos por todo o país.</p><p>Desde 1999 atua no mercado capixaba,</p><p>destacando-se pela oferta de cursos de</p><p>graduação, técnico, pós-graduação e</p><p>extensão, com qualidade nas quatro</p><p>áreas do conhecimento: Agrárias, Exatas,</p><p>Humanas e Saúde, sempre primando</p><p>pela qualidade de seu ensino e pela</p><p>formação de profissionais com consciência</p><p>cidadã para o mercado de trabalho.</p><p>Atualmente, a Multivix está entre o seleto grupo de</p><p>Instituições de Ensino Superior que</p><p>possuem conceito de excelência junto ao</p><p>Ministério da Educação (MEC). Das 2109</p><p>instituições avaliadas no Brasil, apenas</p><p>15% conquistaram notas 4 e 5, que são</p><p>consideradas conceitos de excelência em</p><p>ensino. Estes resultados acadêmicos</p><p>colocam todas as unidades da Multivix</p><p>entre as melhores do Estado do Espírito</p><p>Santo e entre as 50 melhores do país.</p><p>MISSÃO</p><p>Formar profissionais com consciência cidadã para o</p><p>mercado de trabalho, com elevado padrão de quali-</p><p>dade, sempre mantendo a credibilidade, segurança</p><p>e modernidade, visando à satisfação dos clientes e</p><p>colaboradores.</p><p>VISÃO</p><p>Ser uma Instituição de Ensino Superior reconhecida</p><p>nacionalmente como referência em qualidade</p><p>educacional.</p><p>R E I TO R</p><p>GRUPO</p><p>MULTIVIX</p><p>R E I</p><p>2</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>3</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>BIBLIOTECA MULTIVIX (Dados de publicação na fonte)</p><p>Gislaine de Fátima Geraldo</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I/ GERALDO, DE F. G Multivix, 2022</p><p>Catalogação: Biblioteca Central Multivix</p><p>2020 • Proibida a reprodução total ou parcial. Os infratores serão processados na forma da lei.</p><p>4</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>LISTA DE QUADROS1</p><p>UNIDADE 1</p><p>Quadro 1: Competições e resultados da década de 1950 18</p><p>Quadro 2: Aspectos distintos do voleibol e JEC 27</p><p>UNIDADE 6</p><p>Quadro 1 – Evolução das regras do voleibol 98</p><p>5</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>LISTA DE FIGURAS</p><p>UNIDADE 1</p><p>Figura 1: Willian George Morgan 13</p><p>Figura 2: Jogo de mintonette 14</p><p>Figura 3: Primeira bola de voleibol 16</p><p>Figura 4: Posições dos jogadores em quadra 23</p><p>UNIDADE 2</p><p>Figura 1: Iniciação esportiva universal: aprendizado intencional 32</p><p>Figura 2: Gesto motor do saque no voleibol 33</p><p>Figura 3: Atleta realizando o ataque 34</p><p>Figura 4: Jogo incidental, no campo ou na rua 35</p><p>Figura 5: Jogo formal de voleibol 38</p><p>Figura 6: Projeto Viva Vôlei CBV 43</p><p>UNIDADE 3</p><p>Figura 1 – Seleção brasileira 48</p><p>Figura 2 – Movimento do toque 51</p><p>Figura 3 – Toque 52</p><p>Figura 4 – Posição saque por baixo. 54</p><p>Figura 5 – Passada de ataque 54</p><p>Figura 6 – Posição de bloqueio 55</p><p>Figura 7 – Posição de expectativa para recepção. 56</p><p>Figura 8 – Movimentação para o ataque 57</p><p>Figura 9 – Posição de expectativa 58</p><p>Figura 10 – Saque na posição de fundo (defesa) 61</p><p>6</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>LISTA DE FIGURAS</p><p>UNIDADE 4</p><p>Figura 1 – Jogo de passes 65</p><p>Figura 2 – Jogo do mata 66</p><p>Figura 3 – Materiais para aulas 67</p><p>Figura 4 – Jogo dos 10 passes 67</p><p>Figura 5 – Voleibol com balões 69</p><p>Figura 6 – Minivoleibol 71</p><p>Figura 7 – Jogo recreativo 73</p><p>Figura 8 – Fundamento manchete 74</p><p>Figura 9 – Jogo recreativo 4x4 75</p><p>Figura 10 – Voleibol de apoio 78</p><p>UNIDADE 5</p><p>Figura 1 – Sistema de rodízio 82</p><p>Figura 2 – Sistema de jogo 6x0 85</p><p>Figura 3 – Sistema de jogo 4x2 86</p><p>Figura 4 – Sistema 5x1 86</p><p>Figura 5 – Formação recepção em W 88</p><p>Figura 6 – “Peixinho” 89</p><p>Figura 7 – Posicionamento do bloqueio simples 90</p><p>Figura 8 – Recepção em W 92</p><p>Figura 9 – Recepção com 4 jogadores 93</p><p>Figura 10 – Recepção com 3 jogadores 93</p><p>UNIDADE 6</p><p>Figura 1 – Disputa no bloqueio 99</p><p>Figura 2 – Jogadora usando os pés para recupear a bola 99</p><p>Figura 3 – Seleção Brasileira Masculina de Voleibol 100</p><p>Figura 4 – Disposição da quadra em uma partida de voleibol 103</p><p>7</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>LISTA DE FIGURAS</p><p>Figura 5 – Altura e posicionamento da rede em uma</p><p>partida de voleibol 104</p><p>Figura 6 – Equipe completa de um clube profissional 105</p><p>Figura 7 – Posicionamento dos árbitros na quadra 109</p><p>Figura 8 – Sinal de bola fora 109</p><p>Figura 9 – Sinal de bola dentro, ou ponto 110</p><p>Figura 10 – Sinal de tempo 110</p><p>8</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>1UNIDADE</p><p>SUMÁRIO</p><p>APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA 10</p><p>1 HISTÓRIA DO VOLEIBOL 12</p><p>INTRODUÇÃO DA UNIDADE 12</p><p>1.1 VOLEIBOL PELO MUNDO 12</p><p>1.2 CARACTERÍSTICAS DA MODALIDADE 21</p><p>2 PROCESSOS PEDAGÓGICOS DA INICIAÇÃO AO VOLEIBOL 30</p><p>INTRODUÇÃO DA UNIDADE 30</p><p>2.1 INICIAÇÃO ESPORTIVA 30</p><p>2.1.2 INICIAÇÃO ESPORTIVA NO VOLEIBOL 33</p><p>2.2 PEDAGOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS 38</p><p>3 FUNDAMENTOS DO VOLEIBOL 47</p><p>3.1 ENSINO DOS FUNDAMENTOS DO VOLEIBOL 47</p><p>3.2 POSIÇÕES FUNDAMENTAIS 55</p><p>4 JOGOS PRÉ-DESPORTIVOS 64</p><p>INTRODUÇÃO DA UNIDADE 64</p><p>4.1 CONTEXTO DOS JOGOS PRÉ-DESPORTIVOS 64</p><p>4.2 UTILIZAÇÃO DOS JOGOS PRÉ-DESPORTIVOS NO VOLEIBOL 70</p><p>5 ENSINO E EXECUÇÃO DOS SISTEMAS TÁTICOS</p><p>DEFENSIVOS E OFENSIVOS 80</p><p>INTRODUÇÃO DA UNIDADE 80</p><p>5.1 PADRÕES E SISTEMAS DE JOGOS 80</p><p>5.2 TIPOS DE SISTEMAS 85</p><p>6 REGRAS OFICIAIS 97</p><p>INTRODUÇÃO DA UNIDADE 97</p><p>6.1 PARA QUE SERVEM AS REGRAS? 97</p><p>6.2 IMPORTÂNCIA DOS REGULAMENTOS 106</p><p>2UNIDADE</p><p>3UNIDADE</p><p>4UNIDADE</p><p>5UNIDADE</p><p>6UNIDADE</p><p>9</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>ATENÇÃO</p><p>PARA SABER</p><p>SAIBA MAIS</p><p>ONDE PESQUISAR</p><p>DICAS</p><p>LEITURA COMPLEMENTAR</p><p>GLOSSÁRIO</p><p>ATIVIDADES DE</p><p>APRENDIZAGEM</p><p>CURIOSIDADES</p><p>QUESTÕES</p><p>ÁUDIOSMÍDIAS</p><p>INTEGRADAS</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>EXEMPLOS</p><p>CITAÇÕES</p><p>DOWNLOADS</p><p>ICONOGRAFIA</p><p>10</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA</p><p>A disciplina Metodologia dos Esportes Coletivos I objetiva conhecer processo</p><p>de evolução, objetivos, características, regras e fundamentos da modalidade</p><p>voleibol. Além disso, busca ampliar o conhecimento sobre o processo de ensino e</p><p>aprendizagem, conhecendo e agregando diversas possibilidades de técnicas de</p><p>ensino. Com isso, almeja-se entender que a modalidade precisa ser estudada e</p><p>compreendida em todos os seus aspectos, para que seja possível o aprendizado</p><p>do aluno, por consequência dos conhecimentos aplicados em suas aulas como</p><p>professor.</p><p>Vale ressaltar que o voleibol é uma modalidade em crescente ascensão pelo</p><p>mundo, e sua prática está cada vez mais presente na sociedade. Com isso,</p><p>conhecer e compreender a modalidade em todos os seus aspectos é papel</p><p>fundamental do professor.</p><p>UNIDADE 1</p><p>OBJETIVO</p><p>Ao final desta</p><p>unidade,</p><p>esperamos que</p><p>possa:</p><p>11</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>> Compreender o surgimento</p><p>da modalidade e suas</p><p>evoluções.</p><p>> Conhecer o contexto</p><p>histórico do voleibol.</p><p>> Identificar a importância</p><p>da evolução da modalidade</p><p>no processo de formação dos</p><p>atletas.</p><p>> Explicar por que as</p><p>mudanças foram necessárias.</p><p>> Entender como a</p><p>modalidade foi difundida no</p><p>Brasil.</p><p>> Compreender os conceitos e</p><p>objetivos da modalidade.</p><p>> Conhecer as características</p><p>do jogo voleibol</p><p>12</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017,</p><p>(2022).</p><p>#PraCegoVer: A figura colorida representa três atletas realizando a posição de</p><p>expectativa para recepção de um saque no jogo de voleibol.</p><p>57</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>• Movimento de ataque</p><p>• Outra movimentação muito comum na partida é quando o atleta vai</p><p>em direção a bola para realizar o movimento de ataque.</p><p>FIGURA 8 – MOVIMENTAÇÃO PARA O ATAQUE</p><p>Fonte: Energia Volley (2015).</p><p>#PraCegoVer: A figura colorida representa o movimento para a realização do ataque</p><p>no jogo de voleibol.</p><p>As posições de expectativa, seja ela com deslocamento até a bola ou estática,</p><p>aguardando o saque, por exemplo, devem ser executadas de uma maneira</p><p>que seja confortável para o aluno, mas, ao mesmo tempo, seja rápido no</p><p>deslocamento, conseguindo acompanhar a jogada da equipe adversária.</p><p>Segundo Bizzocchi (2013), existem diversos tipos de posições de expectativa,</p><p>mas existe uma que pode ser executada em jogadores iniciantes e experientes.</p><p>Dentro de quadra, no seu posicionamento, o jogador deve manter os joelhos</p><p>semiflexionados, as pernas em afastamento lateral, com uma distância</p><p>entre os pés que corresponda aproximadamente à largura dos ombros. Os</p><p>cotovelos devem estar semiflexionados e os braços à frente da linha anterior ao</p><p>tronco, assumindo uma posição intermediária entre a posição da manchete</p><p>e do toque por cima. Na figura a seguir, podemos visualizar uma jogadora</p><p>assumindo a posição de expectativa.</p><p>58</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>FIGURA 9 – POSIÇÃO DE EXPECTATIVA</p><p>Fonte: J. Bojikian e L. Bojikian (2012, p. 70).</p><p>#PraCegoVer: A figura em preto e branco representa uma atleta realizando a posição de</p><p>expectativa.</p><p>Sendo assim, compreender a posição de expectativa é um pontapé inicial</p><p>para executar de maneira eficaz e efetiva os fundamentos dentro de quadra,</p><p>pois ela é a base para a execução da grande maioria dos fundamentos.</p><p>3.2.2 RECEPÇÃO, SAQUE E DEFESA</p><p>A recepção deve ser predominantemente realizada em manchete; além</p><p>desse fundamento em específico, alguns outros fazem parte do processo</p><p>de treinamento, como análise do saque adversário, postura do atleta,</p><p>deslocamentos e, por fim, a execução do passe ou da defesa. A análise do</p><p>saque inicia-se pela observação do sacador, pois conforme o movimento</p><p>que ele realiza pode ser fundamental para os “passadores” realizar um passe</p><p>efetivo.</p><p>No sistema de recepção, os treinadores e jogadores devem ficar atentos para</p><p>algumas medidas táticas que poderão aumentar a eficácia das combinações</p><p>de ataque e armações de recepções, por exemplo: a flexibilidade nas armações</p><p>de recepção, que permitam agilizar mudanças com segurança; sempre</p><p>que possível, não utilizar jogadores de primeiro tempo, quando na rede,</p><p>em bolas profundas, a não ser que outro jogador de ataque possa cumprir</p><p>sua tarefa. Além disso, os atacantes que estão no fundo de quadra deverão</p><p>59</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>ficar protegidos para obter maior eficácia e eficiência do ataque em pontos</p><p>distintos da quadra, buscar as trajetórias mais curtas e objetivas para os</p><p>levantadores na infiltração e, por fim, usar combinações de ataque coerentes</p><p>com as armações para recepção e característica de ataque de seus atletas.</p><p>A postura adequada que antecede a execução</p><p>do passe permite ao jogador reagir prontamente,</p><p>além de aumentar seu poder de concentração para</p><p>a análise do saque e o início das movimentações</p><p>para chegar à bola. Quando o cansaço é intenso</p><p>(provocado por uma posição de expectativa</p><p>prolongada e desnecessária) ou o saque é</p><p>subestimado, o jogador tende a relaxar, o que</p><p>prejudica a qualidade da ação.</p><p>Vale ressaltar que é com o saque que temos a oportunidade de treinar a</p><p>recepção; entretanto, quando se treina o fundamento passe, os objetivos</p><p>devem ser claros e tangíveis. É necessário cobrar concentração, precisão</p><p>e execução da técnica correta, mas ao mesmo tempo é preciso respeitar</p><p>o processo evolutivo de cada aluno/atleta, ou seja, não adianta buscar</p><p>incansavelmente a precisão se este ainda apresenta déficits na parte técnica</p><p>que precisam ser trabalhados. Por ser um fundamento que requer extremo</p><p>rendimento, a recepção não pode ser treinada aleatoriamente, sem o cuidado</p><p>e a atenção devidos por parte de treinadores e atletas (BIZZOCCHI, 2013).</p><p>Sendo assim, mesmo que o princípio do jogo exija que o passe chegue ao</p><p>levantador, isso não será alcançado caso não se aprimore o gesto técnico (ou</p><p>a concentração) do atleta.</p><p>Alguns aspectos do treinamento para execução da recepção devem ser levados</p><p>em consideração, como as movimentações rápidas, os braços afastados do</p><p>corpo, o controle dos movimentos do tórax, o ritmo de execução, para finalizar</p><p>o movimento de modo mais eficiente e eficaz. Além disso, a concentração é</p><p>fundamental para uma boa execução desse fundamento.</p><p>60</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>3.2.3 VARIAÇÕES DE TOQUE, MANCHETE,</p><p>ATAQUE E BLOQUEIO</p><p>O saque é considerado o primeiro ataque, porque é o fundamento que dá</p><p>início ao jogo ou ao rally – que compreende o intervalo entre o apito do árbitro</p><p>para iniciar a jogada e a marcação de um ponto. Para executar um saque, o</p><p>sacador segura a bola com uma mão e com a outra bate nela para a lançar por</p><p>cima da rede em direção à quadra adversária. Os principais tipos de saques</p><p>são:</p><p>• Saque por baixo</p><p>É o saque menos potente. O jogador deve segurar a bola com</p><p>uma mão e bater-lhe com a outra, aberta ou fechada, fazendo um</p><p>movimento de baixo para cima.</p><p>• Saque por cima</p><p>É o saque mais utilizado e em que a bola é lançada com força. Nesse</p><p>tipo de saque, o jogador deve lançar a bola para cima, com uma mão, e</p><p>bater-lhe com a outra.</p><p>• Saque em suspensão</p><p>É o saque mais potente, onde o jogador lança a bola para cima e,</p><p>saltando, bate nela como se fosse fazer uma cortada, ou seja, num</p><p>movimento de cima para baixo.</p><p>O ataque é o fundamento que geralmente finaliza um rally, muitas das</p><p>vezes gerando o ponto. Existem vários tipos de ataque: ataque de bola alta</p><p>nas extremidades, ataque de bola rápida nas extremidades, ataque de bola</p><p>rápida no meio, ataque de fundo da quadra, ataque de meio.</p><p>O ataque de bola alta nas extremidades é considerado o mais seguro, porque</p><p>demora mais tempo. Não sendo uma jogada imediata, permite aos jogadores</p><p>estudarem as jogadas em execução. Por esse motivo, esse tipo de ataque</p><p>também é chamado de bola de segurança. O ataque de fundo (figura a</p><p>seguir) é uma boa alternativa de ataque, uma vez que não é realizado da zona</p><p>61</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>de ataque, mas sim da zona de defesa, ou seja, da zona de trás da quadra.</p><p>Daí o nome “ataque de fundo”. A cortada é um recurso que pode finalizar o</p><p>fundamento do ataque e geralmente garante pontos à equipe, decidindo o</p><p>rally.</p><p>O bloqueio é a jogada que tenta impedir que a bola lançada pelo adversário</p><p>ultrapasse a rede, alcançando o lado da quadra da outra equipe e não só: o</p><p>bloqueio tenta fazer com que a bola bata no chão da quadra adversária para</p><p>marcar pontos. Para tanto, o(s) jogador(es) se posiciona(m) perto da rede para</p><p>impedir que a bola avance.</p><p>FIGURA 10 – SAQUE NA POSIÇÃO DE FUNDO (DEFESA)</p><p>Fonte: Esporte S2 (2015).</p><p>#PraCegoVer: A figura colorida representa um jogo de vôlei, em que uma atleta realiza um</p><p>ataque na zona de defesa, denominado ataque de fundo.</p><p>Outro fator importante do bloqueio é que ele faz parte do sistema tático de</p><p>defesa. Sendo assim, ele tornou ainda mais importante que os treinadores se</p><p>preocupem com as proteções do ataque e a trajetória das bolas</p><p>que batem</p><p>no bloqueio e voltam para a quadra. Por isso, é importante adotar a cobertura</p><p>do ataque, que basicamente é uma ação de tática coletiva defensiva que</p><p>visa recuperar as bolas interceptadas pelo bloqueio adversário, nos ataques</p><p>ou contra-ataques. A sua importância varia com a eficácia do bloqueio</p><p>adversário, sua organização está ligada às armações para recepção (ataque)</p><p>62</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>e às armações para bloqueio e defesa (contra-ataque). Seu dispositivo básico</p><p>consiste em formar dois semicírculos de proteção ao atacante, e todos os</p><p>jogadores que não participam do ataque deverão ser utilizados.</p><p>CONCLUSÃO</p><p>Esta unidade objetivou trazer elementos para execução dos fundamentos</p><p>da modalidade de voleibol; com isso, esses elementos auxiliam os futuros</p><p>professores/treinadores para seus trabalhos com a modalidade.</p><p>Embora o voleibol seja uma modalidade complexa devido aos seus</p><p>movimentos, adotar e aprender estratégias de ensino são de suma importância</p><p>para transmitir esse conhecimento. Entender e compreender os movimentos</p><p>faz com que o ensino seja mais efetivo, e os resultados ficam mais evidentes.</p><p>Com esse conhecimento, o professor/treinador consegue demonstrar para</p><p>seus alunos a importância de cada fundamento ensinado, fazendo com que</p><p>eles compreendam que todos esses fundamentos são importantes para o</p><p>jogo, pois sem eles o jogo não seria possível.</p><p>UNIDADE 4</p><p>OBJETIVO</p><p>Ao final desta</p><p>unidade,</p><p>esperamos que</p><p>possa:</p><p>63</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>> Compreender</p><p>a importância de</p><p>ressignificar os</p><p>exercícios.</p><p>> Identificar as</p><p>atividades que</p><p>podem ser utilizadas</p><p>como jogos pré-</p><p>desportivos.</p><p>> Aprender que os</p><p>jogos formais podem</p><p>ser trabalhados</p><p>ressignificando as</p><p>atividades.</p><p>> Entender que é</p><p>possível trabalhar o</p><p>jogo com atividades</p><p>lúdicas.</p><p>64</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>4 JOGOS PRÉ-DESPORTIVOS</p><p>INTRODUÇÃO DA UNIDADE</p><p>Fazendo um retrospecto do que foi ensinado nas unidades anteriores até a</p><p>atual, pode-se observar que há uma sequência para o aprendizado da moda-</p><p>lidade voleibol. Nesta unidade, abordaremos a utilização dos jogos pré-des-</p><p>portivos no ensino das modalidades esportivas.</p><p>Compreender que a ludicidade pode ser um meio para ensino é uma impor-</p><p>tante estratégia de ensino das modalidades para os alunos. Com isso, o aluno</p><p>aprende de maneira leve e divertida os fundamentos, fazendo com que haja</p><p>maior adesão e participação dos alunos.</p><p>Sendo assim, esta unidade traz elementos para trabalhar de forma lúdica os</p><p>jogos esportivos, fazendo com que os alunos possam experimentar a moda-</p><p>lidade “brincando”.</p><p>4.1 CONTEXTO DOS JOGOS PRÉ-DESPORTIVOS</p><p>Entendendo os jogos pré-desportivos.</p><p>4.1.1 CONCEITOS E DEFINIÇÕES</p><p>Os jogos pré-desportivos são utilizados com o intuito de iniciar o esporte for-</p><p>mal de maneira acessível a todos. Por isso, têm grande importância no pro-</p><p>cesso de adaptação a gestos motores, regras e outros aspectos, pois sua prin-</p><p>cipal característica é a ludicidade. A ludicidade na iniciação esportiva pode ser</p><p>uma grande aliada dos professores, mas não se pode esquecer das fases do</p><p>desenvolvimento das crianças, adaptando jogos para que todos participem e</p><p>tenham várias experiências, agregando ainda mais elementos ao seu repertó-</p><p>rio motor (MOURA; SOUSA, 2018).</p><p>A maneira de brincar de cada criança varia de acordo com a sua fase de de-</p><p>senvolvimento; sendo assim, o jogo lúdico permite que os seus participantes</p><p>criem as regras e a forma de jogar, respeitando a individualidade de cada um</p><p>no grupo. Além disso, desenvolve a autonomia e a imaginação para criar.</p><p>65</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>FIGURA 1 – JOGO DE PASSES</p><p>Fonte: Melo (2010).</p><p>#PraCegoVer: A figura representa um desenho em preto e branco de crianças jogando com</p><p>uma bola.</p><p>Nesse sentido, os jogos pré-desportivos podem ser uma proposta peda-</p><p>gógica que atenda a essas características do lúdico. Alguns autores, como</p><p>Reverdito e Scaglia (2009), defendem os jogos pré-desportivos, pequenos</p><p>jogos e/ou brincadeiras, como ferramenta no processo de ensino-aprendi-</p><p>zagem, por apresentarem características técnico-táticas e estrutura fun-</p><p>cional comparável aos esportes coletivos.</p><p>Ainda, pode-se destacar que os jogos pré-desportivos se caracterizam por</p><p>apresentar lógica técnico-tática dos jogos esportivos, divisão em equipes,</p><p>objetos que deverão ser manipulados em direção ao alvo, espaço deli-</p><p>mitado e regras pré-def inidas. Esses elementos próprios dos jogos pré-</p><p>-desportivos favorecem um ambiente facilitador da aprendizagem, pois</p><p>reúnem características próximas do desporto, permitindo a vivência de</p><p>situações parecidas com a modalidade, contribuindo para o entendimen-</p><p>to do esporte.</p><p>Os jogos pré-desportivos são elementos que</p><p>podem ser trabalhados nas fases de treinamento;</p><p>sendo assim, não se isola um método para</p><p>trabalhar o outro. Ou seja, você pode trabalhar de</p><p>maneira lúdica, não esquecendo também as partes</p><p>específicas do jogo formal.</p><p>66</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>Portanto, os jogos pré-desportivos podem ser um importante instrumento de</p><p>ensino, contribuindo no processo do ensino da modalidade voleibol, conside-</p><p>rando que essa modalidade possui habilidades consideradas “não naturais”.</p><p>Nesse contexto, trabalhar essas habilidades de maneira lúdica pode colaborar</p><p>para a motivação e o prazer dos alunos em realizar tais atividades. No entanto,</p><p>não se deve deixar de lado o desenvolvimento do aprendizado das habilida-</p><p>des específicas da modalidade, que proporcionam ao aluno o entendimento</p><p>do como fazer determinada ação no momento do jogo formal.</p><p>4.1.2 OBJETIVOS E APLICAÇÕES</p><p>Entendemos que os jogos pré-desportivos trazem uma proposta metodoló-</p><p>gica com características que favorecem o desenvolvimento das habilidades</p><p>específicas da modalidade apreendida. Dessa forma, permitem a aquisição</p><p>das habilidades para que a prática seja feita de forma lenta e natural pelos</p><p>alunos. Além disso, proporcionam entre outros aspectos o desenvolvimento</p><p>da qualidade física e das capacidades de adaptação social, e promovem o</p><p>rendimento individual por meio do rendimento coletivo.</p><p>Segundo Ferreira e Rose Junior (2003), os jogos pré-desportivos possibilitam</p><p>ao professor de educação física atrelar os objetivos da disciplina ao aprendi-</p><p>zado da modalidade, destacando:</p><p>• Participação</p><p>• Permitem que um grande número de alunos jogue simultaneamente</p><p>e sem preocupação com o nível técnico.</p><p>FIGURA 2 – JOGO DO MATA</p><p>Fonte: Melo (2010).</p><p>#PraCegoVer: A figura representa o desenho em preto e branco de várias crianças</p><p>numa quadra, uma delas jogando a bola contra outras.</p><p>67</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>• Material</p><p>• Destaca-se a pouca exigência de material.</p><p>FIGURA 3 – MATERIAIS PARA AULAS</p><p>Fonte: Taquarussu (2019).</p><p>#PraCegoVer: A figura representa alguns materiais usados nas aulas de edução física,</p><p>como cones e bolas.</p><p>• Regras</p><p>• Possibilitam o conhecimento das regras básicas e promovem o</p><p>conhecimento da mecânica do jogo.</p><p>FIGURA 4 – JOGO DOS 10 PASSES</p><p>Fonte: Melo (2010).</p><p>#PraCegoVer: A figura representa um desenho em preto e branco com várias</p><p>crianças numa quadra, brincando com uma bola.</p><p>Considerando que a origem do esporte está́ no jogo, este é um importante</p><p>aliado no processo de aprendizagem do esporte. Já há algum tempo é discu-</p><p>tido no campo da educação física a utilização do jogo como um facilitador na</p><p>68</p><p>MULTIVIX</p><p>EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>educação de crianças e jovens (ROSE JUNIOR, 2011). A área da Educação Físi-</p><p>ca, tem convivido com diversos tipos de jogos, na literatura especifica, temos</p><p>acesso aos jogos pré-esportivos, jogos de regras, grandes jogos, jogos coope-</p><p>rativos, jogos adaptados, entre outros.</p><p>Pode-se observar ainda que os jogos pré-desportivos são excelentes para a</p><p>prática dos fundamentos nas fases de aprendizagem. As características ante-</p><p>riormente citadas são essenciais para um aprendizado consistente que privi-</p><p>legia o entendimento do esporte, agregando o maior número de alunos e, o</p><p>principal, colocando todos em condições de igualdade, principalmente por-</p><p>que o foco dessa atividade se concentra na iniciação esportiva.</p><p>Para iniciar a visualização dos jogos pré-desportivos</p><p>no voleibol, assistam a este jogo, Câmbio, disponível</p><p>no link: https://www.youtube.com/watch?v=M1Tp-</p><p>QEsu1o.</p><p>Sendo assim, compreender os objetivos e como aplicar os jogos pré-despor-</p><p>tivos nos faz refletir sobre como utilizar uma metodologia de ensino para</p><p>colocá-la em prática nas aulas; por isso, no próximo tópico abordaremos as</p><p>metodologias existentes.</p><p>4.1.3 METODOLOGIA DE ENSINO</p><p>O voleibol, quando trabalhado por meio dos jogos e brincadeiras, possui uma</p><p>perspectiva lúdica. Por meio dela, os alunos podem desenvolver melhorias na</p><p>execução dos fundamentos da modalidade. O trabalho lúdico proporciona</p><p>interação em grupo, e, com isso, as relações vivenciadas contribuem para o</p><p>indivíduo, ajudando-o a enfrentar diversas situações na sociedade.</p><p>Assim, a prática do voleibol de forma lúdica (figura a seguir) é uma das formas</p><p>que a criança possui para desenvolver vários movimentos, podendo explorar</p><p>suas atitudes corporais, desde que esse esporte seja voltado para o aprendi-</p><p>zado do indivíduo, e também pode contribuir como facilitador da interação</p><p>social.</p><p>69</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>FIGURA 5 – VOLEIBOL COM BALÕES</p><p>Fonte: Nyland (2015).</p><p>#PraCegoVer: A figura representa crianças jogando em uma quadra um balão grande, a</p><p>figura é colorida.</p><p>Uma das metodologias conhecidas pelo ensino lúdico das modalidades é</p><p>composta por pequenos jogos. No voleibol, temos o minivoleibol, em que seu</p><p>ensino inicia com ações simples, para familiarização das crianças com a práti-</p><p>ca da modalidade. Como alternativa metodológica, o minivoleibol é uma fer-</p><p>ramenta fundamental para os iniciantes na prática esportiva.</p><p>A utilização das metodologias dos pequenos jogos</p><p>pode ser aplicada em diferentes modalidades. Vale</p><p>ressaltar que, em modalidades que exigem um</p><p>grau maior de dificuldade no ensino devido às suas</p><p>peculiaridades, como o caso do voleibol, fazer o uso</p><p>dos pequenos jogos agrega e facilita ainda mais o</p><p>ensino.</p><p>Vale a pena ressaltar que uma proposta pedagógica não pode se limitar aos</p><p>aspectos metodológicos ou somente ao conhecimento técnico-tático, deve-</p><p>-se tomar cuidado e utilizá-los de forma equilibrada, proporcionando uma</p><p>ação educativa para os alunos, sem diminuir a importância desses conheci-</p><p>mentos. Como todo ensino, não existe uma receita de bolo pré-estabelecida.</p><p>Sendo assim, o estudo da teoria, a realização de pesquisas e buscas de no-</p><p>vas metodologias e aplicações agregam ainda mais o treinamento, seja ele</p><p>70</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>no âmbito escolar ou em um clube. E não se limite ao convencional, pense</p><p>sempre “fora da caixinha”, surpreendendo sempre seus alunos e com certeza</p><p>fidelizando cada um deles na prática esportiva.</p><p>4.2 UTILIZAÇÃO DOS JOGOS PRÉ-DESPORTIVOS</p><p>NO VOLEIBOL</p><p>Aplicação dos conhecimentos em uma modalidade específica.</p><p>4.2.1 PEQUENOS JOGOS</p><p>Aprendemos na Unidade 2 sobre a iniciação esportiva, e entendemos que ela</p><p>é o processo em que a criança começa a aprender sistematicamente uma</p><p>modalidade esportiva. Quando trabalhamos com a iniciação esportiva, temos</p><p>que nos atentar para explorar as habilidades motoras da modalidade escolhi-</p><p>da, além de escolher técnicas de ensino que favoreçam o ensino e as aplica-</p><p>ções em situações do jogo formal.</p><p>Devido à complexidade do aprendizado do voleibol, é interessante explorar</p><p>diferentes metodologias para a iniciação. Nesse sentido, o minivoleibol (MV)</p><p>é uma opção bastante utilizada, pois é um método de ensino simplificado e</p><p>adaptado ao estágio de desenvolvimento em que se encontra a criança. Além</p><p>disso, busca facilitar o aprendizado do voleibol, reduzindo as ações complexas</p><p>que são características da modalidade em gestos mais simples, fazendo com</p><p>que a criança evolua mais rapidamente no esporte. A ideia do MV é se valer da</p><p>metodologia que utiliza os pequenos jogos e traz uma transferência do jogo</p><p>lúdico para o jogo formal.</p><p>O minivoleibol busca otimizar as condições f ísicas, motoras e a capacidade</p><p>técnica das crianças, tornando as aulas mais atraentes e motivadora para</p><p>os alunos, pois com as alterações do tamanho das quadras, número de su-</p><p>jeitos e regras simplificadas, os discentes são obrigados a tocar mais vezes</p><p>na bola, mantendo maior contato com a bola, propiciando que desenvol-</p><p>va um maior número de ações durante o jogo, facilitando o processo de</p><p>aprendizagem dos fundamentos técnicos e táticos como posicionamentos</p><p>e antecipações. Dessa maneira, a participação do/da aluno/a é valorizada,</p><p>tornando a ação discente um fator preponderante no aprendizado da mo-</p><p>dalidade do voleibol, e com essa motivação, podemos obter, no desenvol-</p><p>vimento da aula, maior interesse, significância e aprendizagem.</p><p>71</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>Algumas características do MV que podemos</p><p>pontuar são: a redução do tamanho da quadra de</p><p>jogo; o número de jogadores em quadra, variando</p><p>entre dois, três, quatro, cinco ou seis jogadores; a</p><p>utilização de bolas menores e mais leves; por fim,</p><p>a posição da rede, normalmente a uma altura mais</p><p>baixa do que o convencional.</p><p>Método de Ensino do Minivoleibol é uma organização metodológica em que</p><p>uma sequência pedagógica é inserida no contexto de pequenos jogos, para</p><p>auxiliar no processo de iniciação ao voleibol. Organiza-se com o espaço da</p><p>quadra reduzido, colaborando para a participação simultânea de vários alu-</p><p>nos, e o seu processo é centrado no aprender brincando e jogando, com exer-</p><p>cícios interessantes para os praticantes. Caracteriza-se também de uma forma</p><p>que os alunos têm um maior contato com a bola e com situações-problema,</p><p>pois as ações mais complexas do jogo são reduzidas a jogos simplificados,</p><p>auxiliando no processo de iniciação ao voleibol (figura a seguir).</p><p>FIGURA 6 – MINIVOLEIBOL</p><p>Fonte: Souto (2019).</p><p>#PraCegoVer: A figura colorida representa crianças jogando em várias quadras o</p><p>minivoleibol.</p><p>72</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>• Minivoleibol na escola</p><p>O minivoleibol é iniciado com ações simples para familiarização das</p><p>crianças com a prática da modalidade, podendo ser caracterizado</p><p>como fundamental para os alunos ainda nas séries iniciais, para</p><p>posteriormente ser aplicado com regras nas séries finais do ensino</p><p>fundamental.</p><p>• Minivoleibol em clubes</p><p>Jogado sempre com menos de seis jogadores por equipe, permitindo</p><p>um maior número de contato com a bola por jogador, fácil</p><p>cooperação entre jogadores, táticas mais simples e grande interesse.</p><p>Normalmente, as equipes de minivoleibol são formadas por dois, três</p><p>ou quatro jogadores, dependendo da idade e do nível do jogo.</p><p>• Minivoleibol como método de ensino</p><p>Familiarização dos alunos com a bola, local para a prática do voleibol,</p><p>fundamentos, posturas básicas e diferentes tipos de pequenos jogos</p><p>que desenvolverão qualidades físicas necessárias para velocidade,</p><p>agilidade, força. A prática do minivoleibol não é para a formação de</p><p>atletas campeões, mas que bom seria se isso acontecesse, ou que</p><p>terão que praticar essa modalidade para sempre. Mas essa prática</p><p>deve ser principalmente a de socialização como fator de motivação,</p><p>para que esses alunos se tornem pessoas com hábitos saudáveis e</p><p>aprendam um esporte.</p><p>4.2.2 PROGRESSÃO PEDAGÓGICA DE ENSINO</p><p>Para a criança iniciando a prática do MV, temos que explorar todas as possi-</p><p>bilidades de enriquecimento do seu acervo motor, pois isso irá colaborar na</p><p>criação de um repertório motor amplo e, consequentemente, servirá como</p><p>base na formação do esporte formal. Uma das propostas de aprendizado é a</p><p>de blocos de conteúdos, que devem contemplar as necessidades da criança</p><p>no seu atual estágio de maturação.</p><p>Independentemente do caráter lúdico que permeia as aulas de MV, durante</p><p>todo o processo, o profissional responsável pela condução das aulas não pode</p><p>deixar de lado o objetivo principal, que é o aprendizado do voleibol (BOJIKIAN;</p><p>BOJIKIAN, 2012).</p><p>73</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>• 1º Bloco</p><p>• Desenvolvimento das capacidades motoras da criança, vivenciando</p><p>atividades cujos movimentos sejam necessários à prática da</p><p>modalidade. Nesse bloco, é importante variar as atividades de</p><p>forma recreativa; desse modo, a realização de pequenos jogos é um</p><p>importante aliado para o desenvolvimento das qualidades físicas e</p><p>técnicas.</p><p>FIGURA 7 – JOGO RECREATIVO</p><p>Fonte: Educação Física Foz (2017).</p><p>#PraCegoVer: A figura em preto e branco representa várias crianças jogando em</p><p>uma quadra.</p><p>74</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>• 2º Bloco</p><p>• Início do aprendizado dos gestos técnicos específicos, em que o aluno</p><p>deve desenvolver uma polivalência motora e funcional. Sugere-se que</p><p>haja aumento da variabilidade e da complexidade das tarefas, mas</p><p>ainda manter regras respeitando as fases de desenvolvimento dos</p><p>alunos envolvidos.</p><p>FIGURA 8 – FUNDAMENTO MANCHETE</p><p>Fonte: Smart Kids (2017).</p><p>#PraCegoVer: A figura em preto e branco representa crianças jogando de forma</p><p>recreativa.</p><p>75</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>• 3º Bloco</p><p>• Início da transição para o voleibol convencional, em que tudo que foi</p><p>trabalhado anteriormente será utilizado e aproveitado nesse momento.</p><p>Porém, não se deve esquecer da ludicidade, mas aproximando os</p><p>gestos cada vez mais do jogo formal. Nesse bloco, os fundamentos</p><p>podem ser trabalhados em um nível de exigência superior ao que foi</p><p>feito até então, para que a criança desenvolva a inteligência do jogo,</p><p>o entendimento do que acontece e por que acontece. As atividades</p><p>devem, preferencialmente, ser realizadas um contra um, ou dois contra</p><p>dois etc.</p><p>FIGURA 9 – JOGO RECREATIVO 4X4</p><p>Fonte: Educação Física Foz (2017).</p><p>#PraCegoVer: A figura em preto e branco representa crianças jogando minivoleibol</p><p>em uma quadra.</p><p>A progressão pedagógica pode ser realizada e aplicada de diferentes manei-</p><p>ras, esse foi apenas um exemplo. Nas aulas, tudo vai depender do grau de</p><p>desenvolvimento físico, motor e cognitivo dos alunos. Considerando esses as-</p><p>pectos, aplicar o MV tem grandes chances de ser um sucesso na prática do</p><p>voleibol.</p><p>4.2.3 DIFERENTES MANEIRAS DE SE</p><p>APRENDER</p><p>O minivoleibol é um método de iniciação simplificado e adaptado às capaci-</p><p>dades e necessidades das crianças, tendo como princípio básico a formação</p><p>lúdica, fazendo com que elas aprendam brincando, visto que é uma caracte-</p><p>76</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>rística da idade, com formação de turmas mistas de crianças de 07 a 14 anos,</p><p>adequação do tamanho da quadra, do peso da bola, altura da rede e das re-</p><p>gras do jogo a esta faixa etária (CBV, 1999). O minivoleibol torna-se motivan-</p><p>te, pois os alunos conseguem executar os fundamentos com mais facilidade,</p><p>devido ao maior contato com a bola, acarretando melhor aprendizagem. O</p><p>minivoleibol pode ser dividido em quatro fases de aprendizagem:</p><p>Na primeira pode ser aprender a arremessar, receber e movimentar-se na</p><p>quadra, usando quadras pequenas com altura da rede mais baixa, podendo</p><p>utilizar bolas um pouco mais pesadas.</p><p>Na primeira fase, uma brincadeira que pode ser</p><p>utilizada é a “bola sobre a rede”, com jogo 1x1, 2x2.</p><p>Nessa brincadeira, simplesmente se faz o arremesso</p><p>da bola sobre a rede, tentando fazer com que ela</p><p>caia no solo no lado contrário.</p><p>Outra fase é aprender a passar e movimentar, posicionando-se sob a bola.</p><p>Nesse caso, pode ser exigido que a bola seja segurada na posição de toque</p><p>(bola na altura da testa e posicionamento de mãos e dedos).</p><p>Na segunda fase, pode-se usar bolas de diferentes</p><p>pesos e tamanhos. Um jogo interessante é explorar</p><p>1x1, 2x2, 3x3, variando a altura da rede em torno de</p><p>2,25 metros e a quadra de acordo com o número de</p><p>jogadores.</p><p>Terceira fase, início dos fundamentos básicos de forma mais sistematiza-</p><p>da: saque por baixo, toque, manchete, ataque. Deve-se introduzir a ideia de</p><p>conjunto (inicialmente segurando a bola), treinar recepção, levantamento e</p><p>ataque. À medida que aconteça o domínio das técnicas, pode ser liberada</p><p>a prática durante o jogo, segurando a primeira bola e rebatendo as demais,</p><p>77</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>ou rebatendo a primeira bola e segurando as demais, conforme o objetivo</p><p>da aula.</p><p>Na terceira fase, além das bolas de diferentes pesos</p><p>e tamanhos, pode-se inserir elementos do jogo,</p><p>atividades na quadra, utilizando todos os espaços da</p><p>quadra e fazendo pequenos jogos que estimulem</p><p>as ações de agarrar e lançar a bola.</p><p>Última fase é o minivoleibol propriamente dito, dando continuidade ao pro-</p><p>cesso de ensino-aprendizagem. Deve-se ensinar saque por cima, aprimorar</p><p>passe, treinar cortada e bloqueio simples, sem deslocamento lateral inicial-</p><p>mente.</p><p>Na quarta fase o minivoleibol é jogado com 3x3,</p><p>utilizando regras adaptadas. É muito comum</p><p>utilizar os fundamentos do voleibol e, no momento</p><p>da recepção, orienta-se aos alunos a agarrar a</p><p>bola e depois executar o fundamento, e assim</p><p>sucessivamente durante o jogo.</p><p>No minivoleibol ensina-se apenas as técnicas fundamentais ao jogo: Saque</p><p>por baixo e tipo tênis, recepção de saque de toque e manchete, levantada</p><p>de toque e manchete, ataque de toque, largada, cortada, bloqueio simples</p><p>e recuperação. Já a preparação física básica é adquirida através da prática</p><p>do jogo.</p><p>Considerando as possibilidades de ensino e aprendizado do voleibol, os pe-</p><p>quenos jogos, em especial MV, são um caminho que pode ser utilizado pelos</p><p>treinadores e professores, pois a partir dele pode-se ensinar o esporte de ma-</p><p>neira lúdica. Além disso, todos os participantes são agregados e inseridos, tor-</p><p>78</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>nando uma atividade includente, na qual se pode jogar um número ilimitado</p><p>de participantes (figura a seguir).</p><p>FIGURA 10 – VOLEIBOL DE APOIO</p><p>Fonte: Educação Física Foz (2017).</p><p>#PraCegoVer: A figura em preto e branco representa várias crianças jogando o minivoleibol.</p><p>CONCLUSÃO</p><p>Esta unidade objetivou trazer elementos para que os professores e treinado-</p><p>res possam ressignificar o ensino das práticas esportivas. Além disso, mostra</p><p>quais atividades podem ser utilizadas, como os jogos pré-desportivos.</p><p>Embora o voleibol seja uma modalidade complexa devido aos seus movi-</p><p>mentos, adotar e aprender estratégias de ensino é de suma importância para</p><p>transmitir</p><p>esse conhecimento. Os jogos pré-desportivos surgem com a fina-</p><p>lidade de transcender as abordagens tradicionais, priorizando os alunos nas</p><p>situações em que eles mesmos deverão tomar decisões para a resolução de</p><p>um problema, dando autonomia para todos e os incluindo nas atividades.</p><p>Sendo assim, sabendo das possibilidades de ensino da modalidade, os jogos</p><p>pré-desportivos surgem como uma maneira simples e lúdica para transmitir</p><p>os conhecimentos técnicos e táticos de uma modalidade complexa como o</p><p>voleibol.</p><p>UNIDADE 5</p><p>OBJETIVO</p><p>Ao final desta</p><p>unidade,</p><p>esperamos que</p><p>possa:</p><p>79</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>> Compreender</p><p>a importância</p><p>e aplicação dos</p><p>sistemas táticos.</p><p>> Conhecer e explicar</p><p>os sistemas táticos</p><p>da modalidade.</p><p>> Aplicar o</p><p>conhecimento</p><p>teórico nas aulas e</p><p>nos treinamentos.</p><p>80</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>5 ENSINO E EXECUÇÃO DOS</p><p>SISTEMAS TÁTICOS DEFENSIVOS E</p><p>OFENSIVOS</p><p>INTRODUÇÃO DA UNIDADE</p><p>Os sistemas táticos de qualquer modalidade são de suma importância para</p><p>compreender o jogo e seu adversário, seu principal objetivo é o desenvolvimento</p><p>do raciocínio. Considerando que o voleibol é uma modalidade coletiva que</p><p>exige dos seus participantes estratégias para vencer o adversário, transmitir</p><p>instruções e conhecimentos das táticas de jogo para os alunos facilita para</p><p>atingir o objetivo final do jogo, que é o ponto na quadra do adversário.</p><p>Sendo assim, esta unidade apresentará conteúdo dos sistemas táticos</p><p>existentes no jogo de voleibol.</p><p>5.1 PADRÕES E SISTEMAS DE JOGOS</p><p>Entendendo os sistemas de jogo.</p><p>5.1.1 CONCEITOS</p><p>Sistema de jogo é a maneira pela qual uma equipe joga, é a esquematização</p><p>adotada, através do posicionamento e da movimentação que os atletas,</p><p>previamente orientados e treinados, assumem dentro da quadra de jogo.</p><p>Os sistemas devem ser escolhidos de acordo com qualidades individuais</p><p>dos jogadores, nível do voleibol praticado e pretensões táticas. Deverá</p><p>partir do mais simples e, juntamente com a evolução técnica, promover a</p><p>evolução tática.</p><p>Contém uma distribuição de funções, posições e áreas bem defendidas para</p><p>os jogadores em todas as formações e fases da defesa e do ataque, visando</p><p>facilitar as ações do jogo. O técnico deve fazer a opção do esquema tático de</p><p>acordo com as características técnicas de seus atletas.</p><p>81</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>• Sistema de ataque</p><p>Os sistemas de ataque no voleibol também podem ser chamados</p><p>de sistemas ofensivos. Por meio da escolha de um dos sistemas, os</p><p>jogadores são divididos entre atacantes e levantadores.</p><p>• Sistema de defesa</p><p>A organização do sistema defensivo normalmente ocorre por meio</p><p>do bloqueio e das defesas, sejam elas em pé, por rolamentos ou por</p><p>mergulhos. A função geral do sistema defensivo é impedir que o</p><p>ataque adversário se transforme em ponto e, ao mesmo tempo, dar</p><p>início à organização do ataque.</p><p>• Sistema de recepção de S</p><p>É a distribuição dos jogadores dentro da quadra de jogo, buscando</p><p>dividir as responsabilidades, protegendo a área de maior incidência</p><p>de saque do adversário, de forma que se consiga a maior eficiência</p><p>possível.</p><p>• Sistema de proteção ao ataque</p><p>É a ação da equipe de posicionar seus jogadores nas proximidades</p><p>do ponto da rede em que o ataque está sendo realizado, a fim de</p><p>recuperar a bola que é bloqueada pelo adversário e, em caso de</p><p>sucesso, construir o contra-ataque.</p><p>Sendo assim, escolher o sistema tático de jogo auxilia os treinadores/</p><p>professores no momento de escalação da sua equipe. Além disso, conhecer</p><p>a equipe adversária é importante para que seu time execute o sistema tático</p><p>adequado, a fim de alcançar a vitória.</p><p>5.1.2 OBJETIVOS E APLICACÕES</p><p>Em qualquer esporte, é preciso ter uma boa estratégia para ser o vencedor.</p><p>No voleibol isso não é diferente; sendo assim, a definição do posicionamento</p><p>dos jogadores na quadra e quais funções cada jogador vai executar pode ser</p><p>82</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>o diferencial entre surpreender a defesa adversária ou ver o seu ataque parar</p><p>no bloqueio. Tanto treinadores quanto jogadores precisam conhecer bem os</p><p>sistemas táticos de voleibol para conquistarem as vitórias (figura a seguir).</p><p>FIGURA 1 – SISTEMA DE RODÍZIO</p><p>Fonte: Andrade (2019).</p><p>#PraCegoVer: A figura representa sistema de rodízio básico no voleibol, em desenho</p><p>colorido.</p><p>No voleibol, é comum que os jogadores sejam divididos em atacantes e</p><p>levantadores. Mas, isto não é uma regra, lembrando que nas fases iniciais</p><p>não existe posição específica para os jogadores para evitar assim uma</p><p>especialização precoce. Considerando, a evolução dos níveis seguindo a</p><p>progressão pedagógica da modalidade, é importante ter claro quais são</p><p>as funções e o que realiza estas duas categorias comuns na partida. Os</p><p>atacantes, durante a partida executam os fundamentos gerais, como</p><p>defesa, passe e bloqueio, além disso realizam sua função principal que é</p><p>atacar para marcar o ponto Já os levantadores são responsáveis realizam</p><p>os fundamentos gerais acima citados, mas tem por finalidade e prioridade</p><p>dentro de quadra, organizar e armar a jogada de forma a aliar a velocidade</p><p>com a capacidade tática e mental, O levantamento pode ocorrer a partir de</p><p>83</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>três variáveis: condição de distribuição, criação das oportunidades e efeitos da</p><p>solução. Apesar das diferentes funções, é de extrema importância que todos</p><p>apresentem resoluções rápidas sobre cada situação a enfrentar.</p><p>Com o intuito de potencializar ainda as funções dos jogadores, são</p><p>criados sistemas táticos de jogo, que podem utilizar maiores ou menores</p><p>especificações de funções por jogador. Um sistema sem especificações é</p><p>chamado de 6x0, um em que ocorre a determinação de dois levantadores, de</p><p>4x2 ou 4x2 com infiltração, e o mais conhecido e utilizado entre as grandes</p><p>equipes é o 5x1, com apenas um levantador. Conheceremos mais sobre esses</p><p>sistemas adiante.</p><p>No sistema 6x0, todos os seis jogadores da</p><p>equipe realizam as funções de ataque, defesa e</p><p>levantamento. O levantador será o jogador que</p><p>ocupa a posição 3. Esse sistema é muito utilizado em</p><p>categorias de base, para a inserção dos jogadores</p><p>nos sistemas táticos.</p><p>Com essa evolução tática, baseada em especializar os atletas em</p><p>determinadas funções (ponteiro, oposto, líbero, central e levantador),</p><p>buscam-se resultados mais expressivos. Apesar de os sistemas exigirem</p><p>ações específicas dos atletas, estes dependem da sua equipe para conseguir</p><p>obter um bom resultado nas partidas, pois, dentro de um sistema 4x2 com</p><p>infiltração, se os levantadores não tiverem conhecimento integral das</p><p>ações técnico-táticas de ataque, há uma perda de 50% da função que deve</p><p>ser executada nas partidas.</p><p>Com isso, trabalhar os sistemas táticos auxilia a equipe a potencializar os</p><p>resultados dentro de quadra. Além disso, estratégias táticas podem ser</p><p>utilizadas com diferentes adversários.</p><p>84</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>5.1.3 ENSINO DOS SISTEMAS</p><p>Na pedagogia de ensino-aprendizagem do voleibol, a divisão do jogo em</p><p>sistema ofensivo e sistema defensivo auxilia no momento de ensino desses</p><p>sistemas. O sistema ofensivo é subdividido em: recepção, levantamento</p><p>e ataque. Já o sistema defensivo é subdividido em: bloqueio, defesa,</p><p>levantamento e contra-ataque. Normalmente, esses sistemas representam a</p><p>ordem sequencial das ações de jogo (DONEGA, 2007).</p><p>É importante considerar a importância</p><p>da passagem gradual e progressiva</p><p>de uma tarefa simples para outra mais complexa, criando dessa maneira</p><p>condições para que o jogador avance de um determinado nível de</p><p>desempenho para outro mais avançado. O termo progressão é a interferência</p><p>no grau de complexidade das tarefas, de forma que, sem retirar a essência do</p><p>comportamento a adquirir, a sua aquisição seja efetuada de forma gradual,</p><p>com aumento progressivo dos níveis de exigência. Em outras palavras, o</p><p>treinamento deve ser organizado mediante o estabelecimento de ligações</p><p>entre o que foi adquirido e o que será adquirido, sempre como um processo</p><p>crescente, referenciado no antes e no depois.</p><p>É importante que o aluno entenda e desenvolva o raciocínio básico de causa</p><p>e consequência entre as ações próprias e alheias.</p><p>Durante uma troca de passes, determinada ação</p><p>provoca no outro uma reação; se o objetivo é</p><p>dificultar a recuperação da bexiga, peteca ou bola</p><p>pelo adversário ou facilitar a participação de um</p><p>companheiro, o executante precisa promover</p><p>escolhas que proporcionem ou a dificuldade ao</p><p>oponente ou a facilitação ao parceiro.</p><p>A evolução do raciocínio tático seria o entendimento do encadeamento das</p><p>ações: a ação previsível provoca uma determinada reação; porém, essa ação</p><p>pode se transformar em uma ação diferente da prevista, determinada por uma</p><p>intenção do adversário, que deve ser prontamente percebida e respondida,</p><p>85</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>por meio de um posicionamento antecipado que favoreça a nova ação. E</p><p>assim por diante, conduzida por um desdobramento de ações e reações, até</p><p>que o ponto seja definido.</p><p>Trabalhando a consciência dessas táticas elementares, facilita-se a</p><p>assimilação das formas mais elaboradas e complexas que serão ensinadas</p><p>futuramente. Além disso, quando o aluno iniciar a prática do voleibol</p><p>competitivo, encontrará muito mais facilidade para elaborar estratégias</p><p>individuais, a fim de superar as dificuldades impostas pelo oponente.</p><p>5.2 TIPOS DE SISTEMAS</p><p>Conhecimento dos sistemas existentes em jogo.</p><p>5.2.1 SISTEMA DE ATAQUE</p><p>Os sistemas de ataque no voleibol também podem ser chamados de sistemas</p><p>ofensivos. Escolhendo um dos sistemas, os jogadores são divididos entre</p><p>atacantes e levantadores. De modo geral, podemos elencar cinco sistemas de</p><p>jogo possíveis de serem utilizados pelas equipes de voleibol:</p><p>• Sistema 6x0 ou 6x6</p><p>• Não existe especialização tática dos jogadores. Todos os jogadores</p><p>“passam” por todas as posições, ou seja, todos executam ataque,</p><p>levantamento e defesa.</p><p>FIGURA 2 – SISTEMA DE JOGO 6X0</p><p>Fonte: https://www.dicaseducacaofisica.info/sistema-tatico-6x0-do-voleibol/</p><p>#PraCegoVer: A figura representa o desenho de uma quadra em laranja, estando seis</p><p>bonecos em um lado da quadra, todos com uma bola.</p><p>86</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>Sistema 4x2</p><p>• Joga-se com dois levantadores e quatro atacantes. Essa posição</p><p>aumenta as possibilidades dentro de quadra.</p><p>FIGURA 3 – SISTEMA DE JOGO 4X2</p><p>Fonte: https://www.dicaseducacaofisica.info/sistema-tatico-6x0-do-voleibol/</p><p>#PraCegoVer: A figura representa o desenho de uma quadra em laranja, estando seis</p><p>bonecos em um lado da quadra, todos com uma bola. Há denominações diferentes</p><p>para cada boneco, “setter” e “spiker”.</p><p>Sistema 5x1</p><p>• A equipe conta com cinco atacantes e um levantador distribuindo as</p><p>jogadas.</p><p>FIGURA 4 – SISTEMA 5X1</p><p>Fonte: https://www.dicaseducacaofisica.info/sistema-tatico-6x0-do-voleibol/</p><p>#PraCegoVer: A figura representa o desenho de uma quadra em laranja, estando seis</p><p>bonecos em um lado da quadra, todos com uma bola. Há denominações diferentes</p><p>para cada boneco, “líbero/central”, “levantador”, “ponteiro”, “ponteiro”, “oposto” e</p><p>“central”, com setas que os conectam.</p><p>87</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>Entre as opções disponíveis, o sistema de jogo mais utilizado pelas equipes</p><p>de jogadores iniciantes no voleibol é o 6x6 ou 6x0. Nesse sistema, não</p><p>existe a especialização tática dos jogadores, ou seja, todos os principiantes</p><p>têm a oportunidade de realizar todas as funções em uma partida, e</p><p>o levantamento f ica a cargo daquele que geralmente se encontra na</p><p>posição 3.</p><p>Quando a equipe já demonstra maior conhecimento tático e técnico, e</p><p>existem posições específicas de seus jogadores, o sistema de jogo 6x0</p><p>ou 6x6 passa a não ser mais utilizado, passando a ser adotado o sistema</p><p>4x2. Nesse sistema, as equipes contam com a habilidade formada do</p><p>levantador, e normalmente escolhem o jogador de melhor toque por cima</p><p>para desempenhar essa função. Além disso, esperam-se sincronias, e as</p><p>movimentações dos jogadores já estão bem ensaiadas e permitem as</p><p>trocas de posições para que o levantador atue na posição mais confortável</p><p>para servir os atacantes.</p><p>Após trabalhar nos sistemas anteriores, surge o sistema 5x1, o mais</p><p>comum entre as equipes de alto rendimento. Nesse sistema, cada</p><p>jogador possui uma função específ ica, tanto nas situações em que a</p><p>equipe deve neutralizar os ataques adversários, quanto nos momentos</p><p>em que deve atacar. Esse sistema requer o domínio das habilidades</p><p>técnicas específ icas por parte de cada jogador e uma organização e</p><p>sincronia da equipe de forma mais complexa. Qualquer que seja a função</p><p>tática adotada por uma equipe, a primeira ação para a organização</p><p>ofensiva é a recepção do saque, que pode ocorrer utilizando-se três,</p><p>quatro ou cinco receptores, com diversas formações. Normalmente,</p><p>encontramos a formação da recepção em W (f igura a seguir).</p><p>88</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>FIGURA 5 – FORMAÇÃO RECEPÇÃO EM W</p><p>Fonte: Mesquita Junior (2016).</p><p>#PraCegoVer: A figura representa um desenho em preto e branco de formação de</p><p>recepção em W.</p><p>Pensando no momento do ataque, no sistema 6x0 ou 6x6, este deverá ser</p><p>realizado pelos jogadores das posições 2 e 4. Ainda que seja possível realizar o</p><p>ataque pelas posições 1, 5 e 6, isso não é recomendado para iniciantes, já que</p><p>a chance de fracassar durante a execução do movimento é grande, tendo em</p><p>vista que, pela regra, esses jogadores precisam saltar de antes da linha de 3</p><p>metros para poderem golpear a bola acima do bordo superior da rede.</p><p>Já nos sistemas 4x2 e 5x1, o ataque geralmente é realizado pelos jogadores das</p><p>posições 2 e 4, que estão na zona de ataque, e pelos jogadores das posições</p><p>1 e 6, que estão nas zonas de defesa e devem realizar o ataque de fundo de</p><p>quadra.</p><p>89</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>O sistema tático 4x2 com infiltração para muitos</p><p>treinadores é o melhor para ser utilizado nas</p><p>partidas de voleibol. Mas, este sistema é executado</p><p>por poucos times, pois muitos não conseguem já</p><p>que é preciso ter dois jogadores quem sejam bons</p><p>no levantamento e no ataque. A seleção feminina</p><p>de Cuba, que foi tricampeã olímpica (venceu os</p><p>Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992, Atlanta, em</p><p>1996, e Sydney, em 2000) e rival do time brasileiro</p><p>então comandado por Bernardinho, utilizava essa</p><p>formação.</p><p>5.2.2 SISTEMA DE DEFESA</p><p>Quando uma equipe está organizando a forma como vai atacar, a equipe</p><p>adversária se prepara para receber e neutralizar o ataque. A organização do</p><p>sistema defensivo normalmente ocorre por meio do bloqueio e das defesas,</p><p>sejam elas em pé ou por rolamentos ou por mergulhos (figura a seguir).</p><p>A função geral do sistema defensivo é impedir que o ataque adversário se</p><p>transforme em ponto e, ao mesmo tempo, dar início à organização do ataque.</p><p>FIGURA 6 – “PEIXINHO”</p><p>Fonte: Sol Brilhando (2001).</p><p>#PraCegoVer: A figura representa dois atletas realizando</p><p>o movimento de defesa</p><p>denominado de “peixinho”, figura é colorida.</p><p>90</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>O Voleibol moderno exige um perfeito entrosamento entre bloqueadores</p><p>e defensores de campo, para a defesa de ataques adversários. Todo</p><p>posicionamento dos jogadores de defesa será ditado pelo tipo de bloqueio,</p><p>sua eficácia, número de bloqueadores, características do adversário, etc.</p><p>No momento em que o adversário começa a desenvolver o seu ataque, os</p><p>jogadores devem ficar atentos às ações do levantador, pois este distribui as</p><p>jogadas. A posição do levantador na quadra adversária determinará como</p><p>deverá ser armada a defesa, já que esse jogador efetuará o toque para a</p><p>cortada do atacante adversário.</p><p>Com um bloqueio alto e eficiente, é possível proteger uma zona até o fundo da</p><p>quadra, a qual chamamos de cone ou sombra de bloqueio. Nessas formações,</p><p>os jogadores que não participam do bloqueio devem se posicionar fora do</p><p>cone, à exceção do jogador que se encontra na posição 3 (quando o bloqueio</p><p>for simples) ou na posição 6 (quando o bloqueio for duplo), que cobrirá</p><p>imediatamente a parte de trás do bloqueador para a recuperação de bolas</p><p>largadas (figura a seguir).</p><p>Quanto maior for a quantidade de bloqueadores, maior será a sombra</p><p>produzida. A posição dos jogadores que não participam dos bloqueios será</p><p>determinada pela zona não coberta pelo cone e é proporcional à quantidade</p><p>de jogadores na zona.</p><p>FIGURA 7 – POSICIONAMENTO DO BLOQUEIO SIMPLES</p><p>Fonte: J. Bojikian e L. Bojikian (2012, p. 131-134).</p><p>#PraCegoVer: A figura representa posicionamento do bloqueio simples de ataque do</p><p>adversário, figura é colorida.</p><p>91</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>As posições dos jogadores variam bastante, por isso são realizadas seguidas</p><p>trocas de posição para adequar a função exigida para cada atleta às suas</p><p>qualidades. Como sabemos, a cada direito ao saque que uma equipe recupera,</p><p>ocorre o rodízio de seus jogadores. Com isso, nem sempre o melhor defensor</p><p>estará na posição em que a bola cair, tampouco o levantador jogará na melhor</p><p>posição para efetuar o toque por cima. Assim, as trocas de posições se fazem</p><p>necessárias para que a equipe obtenha o melhor rendimento em quadra.</p><p>5.2.3 SISTEMA DE RECEPÇÃO E PROTEÇÃO</p><p>No voleibol, é muito difícil verificar o término de uma ação ofensiva e o início</p><p>de uma ação defensiva, já que no mesmo momento que alguém defende, há</p><p>o início do contra-ataque. Ao realizar um ataque, no mesmo instante, os atletas</p><p>já necessitam adotar um posicionamento defensivo pera tentar neutralizar o</p><p>contra-ataque adversário. Essa é a dinâmica que torna o voleibol apaixonante.</p><p>Na dinâmica de jogo, a recepção do saque é o primeiro elemento tático</p><p>coletivo que aparece de modo claro. A partir dessa situação, as demais táticas</p><p>se desenvolvem com a sequência das ações. O sistema de recepção consiste</p><p>na distribuição dos jogadores de uma equipe em quadra para receber o saque</p><p>adversário, associada à facilitação da ação ofensiva subsequente (BIZZOCCHI,</p><p>2013, p. 53). A recepção do saque pode ser realizada por cinco, quatro, três</p><p>ou dois jogadores, segundo o autor. No processo metodológico do ensino da</p><p>recepção do saque, é aconselhável utilizar as formações em W. Em equipes</p><p>de alto nível, aconselha-se iniciar com as formações em W e caminhar para</p><p>outras de forma gradativa (BIZZOCCHI, 2013).</p><p>Por isso, o sistema de recepção indicado no 6x6 é aquele com cinco jogadores,</p><p>em W. Já no sistema 4x2, pode-se inicialmente manter o sistema em W e, na</p><p>medida em que a equipe se adapta, ir diminuindo o número de passadores.</p><p>Para o sistema 4x2, as formações de recepção sofrerão adaptações em</p><p>razão da infiltração. Já no 5x1, o sistema de recepção varia de acordo com as</p><p>características individuais dos jogadores e as passagens, sendo natural que o</p><p>número de passadores seja menor do que o utilizado em sistemas anteriores,</p><p>em razão do nível técnico mais apurado do grupo que utiliza esse sistema de</p><p>jogo (BIZZOCCHI, 2013).</p><p>92</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>• Recepção com cinco jogadores</p><p>• Na formação para recepção de saque em W, ocorre a distribuição dos</p><p>jogadores que compõem uma equipe, de forma a impedir o sucesso</p><p>do saque adversário. Nessa formação, os cinco são organizados em</p><p>duas linhas, uma delas mais próxima da rede com três passadores e a</p><p>outra com dois.</p><p>FIGURA 8 – RECEPÇÃO EM W</p><p>Fonte: Mesquita Junior (2016).</p><p>#PraCegoVer: A figura representa um desenho em preto e branco de formação de</p><p>recepção em W.</p><p>93</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>• Recepção com quatro jogadores</p><p>• Uma das cinco peças do W é retirada, e a recepção do saque passa</p><p>a ser realizada em semicírculo, por quatro jogadores. O objetivo da</p><p>mudança é neutralizar a intenção crescente dos sacadores de buscar o</p><p>atleta com mais dificuldade técnica ou o atacante de velocidade.</p><p>FIGURA 9 – RECEPÇÃO COM 4 JOGADORES</p><p>Fonte: https://es.slideshare.net/purewhite71/sistemas-de-recepcion</p><p>#PraCegoVer: A figura representa metade de uma quadra, com círculos com</p><p>números de 1 a 6 simbolizando os jogadores. Os círculos de números 2 e 3 estão junto</p><p>à rede, e os demais atrás da linha de 3 metros.</p><p>• Recepção com três jogadores</p><p>• Desse modo, dois jogadores, além do levantador, não têm mais</p><p>responsabilidade de receber o saque. Os jogadores que estavam na</p><p>rede, livres dessa função, podem bloquear. No entanto, essa evolução</p><p>tática afetou as regras do jogo com a proibição do bloqueio do saque.</p><p>Vale ressaltar que essa recepção é a mais utilizada atualmente para</p><p>receber saques do tipo viagem.</p><p>FIGURA 10 – RECEPÇÃO COM 3 JOGADORES</p><p>Fonte: https://es.slideshare.net/purewhite71/sistemas-de-recepcion</p><p>#PraCegoVer: A figura representa metade de uma quadra, com círculos com números de 1 a 6</p><p>simbolizando os jogadores. Os círculos de números 3 e 4 estão junto à rede, e os demais atrás</p><p>da linha de 3 metros, porém o 1 também não está sob responsabilidade de receber o saque.</p><p>94</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>Diante desse contexto, é possível compreender o grande dinamismo que</p><p>existe durante uma partida de voleibol, sendo que muitas situações podem</p><p>ser parcialmente resolvidas apenas pela compreensão tática que o aluno tem</p><p>do jogo, associada à formação adequada ao nível dos alunos.</p><p>Existem algumas estratégias táticas que podem</p><p>aumentar a eficácia nas combinações de ataque e</p><p>no sistema de recepção tais , como: ter flexibilidade</p><p>na formação da recepção, pois isto permite ter mais</p><p>agilidade e rapidez nas mudanças atacantes de</p><p>fundo, quando possível, ficar isolado na linha de</p><p>recepção para maior eficácia de ataque em pontos</p><p>distintos da quadra; traçar as trajetórias mais curtas</p><p>e objetivas para otimizar o levantamento no sistema</p><p>com infiltração; e usar combinações de ataque de</p><p>acordo com as características de ataque de seus</p><p>atletas.</p><p>Sendo assim, diante de todo exposto da unidade o treinador tem que se atentar</p><p>aos processos de transições da Iniciação para o Alto Nível. A transição inicia-</p><p>se ação após o toque da defesa, tendo com o levantamento, a preparação</p><p>e o ataque como fundamento finalizador do contra-ataque. O sistema de</p><p>transição é definido como sendo contra-ataque.</p><p>Na Iniciação:</p><p>• Dos 9 aos 15 anos: Na iniciação deve-se dar ênfase ao jogo o máximo possível,</p><p>já que o erro é de maior incidência desta faixa etária.</p><p>• Aos 16 e17 anos: na formação devemos orientar com maior clareza o sistema</p><p>de transição.</p><p>• Aos 18 e19 anos: aperfeiçoamento do contra-ataque e conscientização</p><p>do</p><p>acerto e direcionamento dos pontos citados anteriormente.</p><p>• Aos 20 anos: devemos orientar os atletas para que o contra-ataque não seja</p><p>desperdiçado pois no sistema em “tie break” é fundamental aproveitar o</p><p>ponto a ser conquistado. É o diferencial do sistema tático entre duas equipes.</p><p>95</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>CONCLUSÃO</p><p>Esta unidade objetivou trazer elementos para que os professores e treinadores</p><p>possam conhecer e analisar os sistemas táticos do jogo de voleibol.</p><p>Embora o voleibol seja uma modalidade complexa devido aos seus movimentos,</p><p>compreender os aspectos táticos do voleibol é de grande importância, tendo</p><p>em vista que sua utilização facilita a organização e a prática do esporte pelos</p><p>estudantes. Além disso, aumenta o repertório conceitual dos alunos sobre</p><p>a modalidade, possibilitando que venham a praticar a modalidade com</p><p>um maior nível no futuro ou, simplesmente, que compreendam melhor as</p><p>situações ofensivas e defensivas enquanto assistem a uma partida de voleibol.</p><p>Sendo assim, sabendo dos sistemas táticos existentes na modalidade, é</p><p>interessante que esse conhecimento seja aplicado na prática e transmitido</p><p>para seus alunos/atletas.</p><p>UNIDADE 6</p><p>OBJETIVO</p><p>Ao final desta</p><p>unidade,</p><p>esperamos que</p><p>possa:</p><p>96</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>> Diferenciar os</p><p>tipos de regras e</p><p>identificar diferentes</p><p>categorias.</p><p>Compreender a</p><p>importância dos</p><p>regulamentos e</p><p>funções à beira da</p><p>quadra.</p><p>97</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>6 REGRAS OFICIAIS</p><p>INTRODUÇÃO DA UNIDADE</p><p>As regras em qualquer modalidade esportiva são os elementos que definem</p><p>sua coerência e estrutura. Apesar de um mesmo jogo poder ser praticado</p><p>de diferentes maneiras, algumas mudanças inclusive podem dar origem a</p><p>novos jogos. No voleibol, suas regras são determinantes para nortear os seus</p><p>praticantes, fazendo com que a modalidade seja uma das mais praticadas</p><p>em todo mundo.</p><p>Sendo assim, esta unidade apresentará as regras e os regulamentos do</p><p>voleibol. Com isso, o conteúdo apreendido será aplicado nas aulas práticas.</p><p>6.1 PARA QUE SERVEM AS REGRAS?</p><p>Entendendo as regras do jogo.</p><p>6.1.1 EVOLUÇÃO E MUDANÇAS DAS REGRAS</p><p>No voleibol, desde sua criação, as regras do jogo têm sofrido modificações</p><p>constantes. Isso ocorre porque a modalidade é um dos esportes que mais</p><p>aceitam modificações com o intuito de tornar o jogo mais dinâmico, mais</p><p>agradável ao público, menos extenuante para os jogadores e mais interessante</p><p>para a transmissão dos jogos pela mídia (BIZZOCCHI, 2013). Um dos exemplos</p><p>de modificação das regras foi a inclusão do jogador líbero na partida em 1998.</p><p>Essa foi considerada uma alteração significativa nas regras e uma mudança</p><p>de fundamental importância para o voleibol moderno.</p><p>O objetivo dessa inclusão foi dar mais dinâmica ao jogo e obter melhorias</p><p>nas ações defensivas e ofensivas, elevando as habilidades técnicas e táticas,</p><p>tornando-se muito eficaz no contra-ataque. Nesse mesmo período, a</p><p>Federação Internacional de Voleibol (FIVB) modificou a contagem de pontos</p><p>nas partidas (PRIESS; GONÇALVES; SANTOS, 2018).</p><p>No início de sua criação, a contagem dos pontos tinha o limite de 15 pontos</p><p>em cada set e havia a regra da vantagem. Com o passar dos anos, os sets</p><p>começaram a ser de 25 pontos corridos e sem vantagem. Além disso, quando</p><p>98</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>as equipes estavam disputando a partida e chegassem até o quinto set, este</p><p>era chamado de tie-break, e a equipe que completasse 15 pontos ganhava a</p><p>partida. Com isso, cada disputa de bola começou a valer ponto. No quadro a</p><p>seguir, serão apresentadas as principais transformações das regras do voleibol.</p><p>QUADRO 1 – EVOLUÇÃO DAS REGRAS DO VOLEIBOL</p><p>1985</p><p>Jogo disputado em 9 pontos, sem número de participantes determinados. O</p><p>jogador precisava colocar um pé sobre a linha no momento do saque e tinha</p><p>direito a duas tentativas.</p><p>1902</p><p>O jogo terminava em 21 pontos. O saque era dado com a mão aberta ou</p><p>com o punho. Se a bola caísse na linha, passaria a ser considerada dentro. Foi</p><p>eliminado o drible e permitido tocar duas vezes na bola.</p><p>1912</p><p>Foram implementados novos tamanhos de quadra. A disputa era fixada em</p><p>dois sets por partida. O rodízio foi introduzido, e foi proibido golpear a bola</p><p>com o punho. O peso da bola diminuiu e a circunferência aumentou.</p><p>1918</p><p>Foi estabelecido que árbitro poderia voltar o saque. A altura da rede foi</p><p>aumentada, e o saque não poderia tocá-la. O auxílio de outro jogador para</p><p>que o saque passasse da rede foi proibido, assim como tocar a bola na</p><p>quadra adversária por sob a rede. O set passou a ser de 15 pontos, e o limite</p><p>de jogadores de cada lado passou para 6.</p><p>1920</p><p>Foram validados quaisquer toques acima da cintura. Foi instituída a linha</p><p>central e proibida a invasão da quadra adversária. Os toques foram limitados</p><p>a 3, e as medidas da quadra foram alteradas para as atuais (18x9 m). Foi</p><p>determinado que o set só terminaria em 15 pontos se houvesse diferença de</p><p>dois pontos entre os times.</p><p>Fonte: Bizzocchi (2013).</p><p>#PraCegoVer: O quadro representa uma linha do tempo, com eventos descritos em</p><p>datas específicas. 1985: Jogo disputado em 9 pontos, sem número de participantes</p><p>determinados. O jogador precisava colocar um pé sobre a linha no momento do saque e</p><p>tinha direito a duas tentativas.</p><p>1902: O jogo terminava em 21 pontos. O saque era dado com a mão aberta ou com o</p><p>punho. Se a bola caísse na linha, passaria a ser considerada dentro. Foi eliminado o drible</p><p>e permitido tocar duas vezes na bola. 1912: Foram implementados novos tamanhos</p><p>de quadra. A disputa era fixada em dois sets por partida. O rodízio foi introduzido, e</p><p>foi proibido golpear a bola com o punho. O peso da bola diminuiu e a circunferência</p><p>aumentou. 1918: Foi estabelecido que árbitro poderia voltar o saque. A altura da rede foi</p><p>aumentada, e o saque não poderia tocá-la. O auxílio de outro jogador para que o saque</p><p>passasse da rede foi proibido, assim como tocar a bola na quadra adversária por sob a</p><p>rede. O set passou a ser de 15 pontos, e o limite de jogadores de cada lado passou para 6.</p><p>1920: Foram validados quaisquer toques acima da cintura. Foi instituída a linha central e</p><p>proibida a invasão da quadra adversária. Os toques foram limitados a 3, e as medidas da</p><p>quadra foram alteradas para as atuais (18x9 m). Foi determinado que o set só terminaria</p><p>em 15 pontos se houvesse diferença de dois pontos entre os times.</p><p>99</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>• 1º Bloco</p><p>• As regras sofrem modificações constantemente, ao encostar em</p><p>qualquer local da rede era falta e ponto para o adversário, atualmente</p><p>só considera falta quando jogador encosta no bordo superior da rede,</p><p>ou seja, na fita branca.</p><p>FIGURA 1 – DISPUTA NO BLOQUEIO</p><p>Fonte: Profe Mirian (2016).</p><p>#PraCegoVer: A figura colorida representa uma disputa de bloqueio entre duas atletas.</p><p>• 2º Bloco</p><p>• Outro ponto interessante na evolução das regras é sobre o que é</p><p>considerado toque na bola: quando esta toca em qualquer parte do</p><p>corpo do atleta, desde que não seja conduzida por ele.</p><p>FIGURA 2 – JOGADORA USANDO OS PÉS PARA RECUPEAR A BOLA</p><p>Fonte: Profe Mirian (2016).</p><p>#PraCegoVer: A figura colorida representa atleta utilizando os pés com recurso para</p><p>não deixar a bola cair em sua quadra.</p><p>100</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>• 3º Bloco</p><p>• Outro fator importante para as equipes foi a inserção um jogador</p><p>líbero no ano de 1998.</p><p>No ano de 2010, a regra novamente foi alterada,</p><p>dando liberdade para as equipes terem dois jogadores líberos na</p><p>equipe. Estes não jogam ao mesmo tempo, mas revezam entre passes</p><p>e defesas.</p><p>FIGURA 3 – SELEÇÃO BRASILEIRA MASCULINA DE VOLEIBOL</p><p>Fonte: A Crítica (2019).</p><p>#PraCegoVer: A figura colorida representa a seleção masculina de voleibol, onde se</p><p>tem dois líberos.</p><p>Esse é um breve relato de importantes modificações das regras do voleibol,</p><p>muitas das vezes com a intenção de modernizar a modalidade. Outras</p><p>mudanças ocorreram e ainda acontecem pela necessidade de transformar o</p><p>jogo em um produto atraente para as transmissões televisivas.</p><p>No início da criação da modalidade, ela era</p><p>disputada somente entre os homens. Apesar da</p><p>popularidade do esporte entre as mulheres, as</p><p>competições femininas iniciaram dez anos depois.</p><p>As regras do jogo não eram diferentes devido ao</p><p>sexo dos participantes, a única mudança que</p><p>acontecia era a altura da rede.</p><p>101</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>6.1.2 DIVISÃO DAS CATEGORIAS</p><p>As categorias estão presentes em todas as modalidades esportivas, existem</p><p>algumas modalidades que classificam e dividem as categorias por idade,</p><p>altura, peso etc. Por exemplo, nas lutas, em sua grande maioria, seus atletas</p><p>são classificados pelo seu peso.</p><p>Outra modalidade em que é muito comum encontrar as divisões de</p><p>categoria é no futebol, temos as categorias de base sub-15, ou seja, atletas</p><p>que têm até 15 anos, incluindo os que completarão a idade-limite no ano da</p><p>competição. Ainda podem ser divididos em: sub-7 para atletas de 6 e 7 anos,</p><p>sub-8 para atletas de 8 anos, Sub-9 para atletas de 8 e 9 anos, sub-11 para</p><p>atletas de 10 e 11 anos, sub-13 para atletas de 12 e 13 anos, sub-15 para atletas</p><p>de 14 e 15 anos, sub-17 para atletas de 16 e 17 anos, sub-20 para atletas de 18,</p><p>19 e 20 anos, adulto para atletas de 20 anos em diante, veterano para atletas</p><p>a partir dos 35 anos.</p><p>No voleibol, as faixas etárias oficiais das categorias para as competições nos</p><p>naipes masculino e feminino são sete: pré-mirim, mirim, infantil, infanto</p><p>juvenil, juvenil, adultos e máster, com variação de altura da rede para cada,</p><p>levando-se em consideração as idades dos competidores (FIVB; FMV, 2021).</p><p>No masculino, a categoria pré-mirim vale para os nascidos de 1998, com</p><p>altura da rede de 2,15 metros; mirim, 1997, com rede a 2,30 metros do chão;</p><p>infantil, 1996 (rede de 2,38 metros); infanto juvenil, 1995 (rede 2,43 metros);</p><p>juvenil, 1993 (rede 2,43 metros); adulto, idade livre (rede 2,43 metros); e</p><p>máster, 35 anos ou mais, (com rede 2,43 metros).</p><p>No feminino, a categoria pré-mirim vale para os nascidos de 1999, com altura</p><p>da rede de 2, 05 metros; mirim, 1998, (com rede 2,30 metros); infantil, 1997 (com</p><p>rede a 2,38 metros do chão); infanto juvenil, 1996 (rede 2,24 metros); juvenil,</p><p>1994 (rede 2,24 metros); adulto, idade livre, com rede 2,43 metros; e máster, 35</p><p>anos ou mais (rede 2,24 metros).</p><p>Outro fator importante, ao se conhecer as categorias das modalidades, é</p><p>no momento de organizar um evento esportivo. As divisões de categorias</p><p>compõem um tema importante não apenas pelo quesito de nominação,</p><p>mas também pelo fato de que, num evento com muitas categorias, é</p><p>possível proporcionar diversos pódios e premiações, atraindo muitos</p><p>atletas. Sendo assim, quando se está disposto a organizar um campeonato</p><p>102</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>esportivo, precisa-se pensar em suas divisões e conhecer as suas formas,</p><p>para mencioná-lo da maneira correta, inclusive no momento de buscar</p><p>as autorizações, procurar patrocínios e divulgar.</p><p>6.1.3 NORMAS E DISPOSIÇÕES</p><p>O jogo de voleibol deve acontecer em uma quadra retangular medindo 18 x 9</p><p>metros, circundada por uma zona livre, que pode variar entre competições</p><p>nacionais e internacionais. Todas as delimitações da quadra são feitas pelas</p><p>linhas, duas linhas laterais e duas de fundo, as quais possuem a largura de 5</p><p>centímetros, e devem possuir cor clara, diferente da cor do piso da quadra.</p><p>Tanto as linhas de fundo quanto as laterais fazem parte da dimensão da quadra,</p><p>e isso significa que se a bola cair em cima da linha é considerada dentro da</p><p>quadra de jogo. Em cada quadra há um limite de ataque demarcado no chão,</p><p>cuja extremidade posterior é desenhada a 3 metros de distância a partir do</p><p>eixo da linha central (linha dos 3 metros).</p><p>Para saber mais sobre a modalidade voleibol</p><p>e os detalhes além da quadra, entre no site da</p><p>Confederação Brasileira de Voleibol.</p><p>A zona é limitada lateralmente por duas pequenas linhas, as quais são</p><p>prolongamentos das linhas laterais. Existe também um local específico para</p><p>substituir jogadores, a chamada zona de substituição, localizada na lateral na</p><p>quadra, sendo um prolongamento imaginário das linhas de ataque e centro,</p><p>até a mesa do apontador (figura a seguir).</p><p>103</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>FIGURA 4 – DISPOSIÇÃO DA QUADRA EM UMA PARTIDA DE VOLEIBOL</p><p>Fonte: CBV (2020).</p><p>#PraCegoVer: A figura representa uma fotografia em preto e branco, da quadra de voleibol</p><p>e suas delimitações.</p><p>A rede deve ser pendurada sobre a linha central e é sustentada em dois postes</p><p>(figura a seguir). A altura da borda superior até o chão pode sofrer variações</p><p>dependendo da categoria e naipe da competição. Em jogos oficiais adultos,</p><p>a rede é ajustada a 2,43 metros do solo para os homens e 2,24 metros para</p><p>as mulheres. A altura da rede sobre as linhas laterais deve ser exatamente a</p><p>mesma, não excedendo a altura regulamentar em mais de 2 centímetros. Há</p><p>uma faixa branca de cada lado, fixadas verticalmente à rede no prolongamento</p><p>acima de cada linha lateral, assim como a antena, que é amarrada de forma a</p><p>tangenciar a parte externa de cada faixa.</p><p>104</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>FIGURA 5 – ALTURA E POSICIONAMENTO DA REDE EM UMA PARTIDA DE VOLEIBOL</p><p>Fonte: CBV (2020).</p><p>#PraCegoVer: A figura representa uma fotografia em preto e branco, posicionamento da</p><p>rede de voleibol na quadra.</p><p>Uma equipe é composta por até 12 jogadores, além da Comissão Técnica</p><p>(CT) e do Corpo Médico (CM). Além disso, podem compor a CT um técnico</p><p>e até dois assistentes. Já o CM é composto por um fisioterapeuta e um</p><p>médico (figura a seguir). Um dos jogadores, exceto o líbero, é nomeado</p><p>como capitão da equipe, e o seu número (da camisa) deve ser destacado</p><p>na súmula do jogo. Capitão e CT são responsáveis pela equipe. Apenas</p><p>seis jogadores podem adentrar no espaço de jogo, e os demais precisam</p><p>permanecer sentados no banco da equipe ou na área de aquecimento. Já</p><p>os membros da CT podem sentar-se no banco, mas podem deixá-lo desde</p><p>que temporariamente, respeitando os limites da quadra.</p><p>105</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>FIGURA 6 – EQUIPE COMPLETA DE UM CLUBE PROFISSIONAL</p><p>Fonte: Patricia Axer (2018).</p><p>#PraCegoVer: A figura representa uma fotografia colorida, de uma equipe profissional de</p><p>voleibol feminino, nela contém todas as atletas e a comissão técnica.</p><p>O uniforme de uma equipe de voleibol é</p><p>composto por camiseta, numerada de 1 a 20,</p><p>short, meias e calçado. Todos os uniformes</p><p>devem ser iguais (cor e design), com exceção</p><p>do líbero (se houver). É necessário destacar o</p><p>número da camiseta do capitão, dessa forma</p><p>uma tarja deve ser f ixada abaixo do número.</p><p>106</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>6.2 IMPORTÂNCIA DOS REGULAMENTOS</p><p>Conhecendo os regulamentos conforme cada competição.</p><p>6.2.1 CONCEITOS</p><p>E OBJETIVOS</p><p>O regulamento pode ser determinado como um conjunto de normas e</p><p>orientações que tem como objetivo organizar e orientar uma atividade. Sendo</p><p>assim, existem diversos tipos de regulamentos destinados a diferentes áreas,</p><p>por exemplo, no meio esportivo, escolar, de trânsito, entre outros. Resumindo,</p><p>podemos afirmar que um regulamento estabelece o que se pode fazer ou</p><p>não dentro de uma atividade.</p><p>Conforme a definição de regulamento, acredita-se que toda atividade</p><p>humana precisaria desse norteador e dessa orientação para que não houvesse</p><p>desordem e injustiça. A maioria dos regulamentos nascem da necessidade</p><p>de organização. Para conseguirmos enxergar um pouco mais sobre a</p><p>importância do regulamento, imagine um grupo de crianças jogando voleibol</p><p>em seu horário livre no colégio. Visto que é uma atividade lúdica, não haveria</p><p>necessidade de regras específicas, mas, para que a partida aconteça de forma</p><p>mais organizada, seria preciso implementar o regulamento para que o jogo</p><p>acontecesse de forma organizada e justa, sem maiores intercorrências.</p><p>Avançando na análise dos regulamentos e de suas modificações, observam-</p><p>se constantes mudanças para que eles se adaptem às novas circunstâncias</p><p>de cada atividade. As regras em todos os esportes são estabelecidas para</p><p>garantir uma disputa justa entre os atletas e promover um ambiente com o</p><p>que chamamos de jogo limpo (fair play). É de suma importância que todos</p><p>os atletas que queiram participar em um determinado esporte obtenham os</p><p>recursos que precisam para aprender as regras e aderir a elas. Além disso, é</p><p>papel do professor/treinador explicar sobre o regulamento de determinada</p><p>competição para que o jogo aconteça de forma correta e fluida.</p><p>Entretanto, o professor/treinador também pode se deparar com a construção</p><p>de um regulamento interno para seu trabalho ou para alguma competição</p><p>regional. Sendo assim, compreender os elementos existentes no regulamento</p><p>é importante para elaborar um de maneira bem-feita e assertiva.</p><p>107</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>• Introdução, histórico e objetivos</p><p>Na introdução, você pode mencionar idealizador, organizadores</p><p>principais, apoiadores e demais agradecimentos, breve descrição da</p><p>competição, dizendo com quais objetivos ela surgiu e o histórico que</p><p>possui ou deseja construir.</p><p>• Modalidades, categorias, participantes</p><p>Se o seu evento contém apenas uma modalidade, basta descrevê-lo</p><p>juntamente com as regras. Caso sua competição seja um encontro</p><p>que reúna diversas modalidades (corrida, natação, vôlei, futsal etc.),</p><p>o ideal é elaborar uma descrição para cada uma delas, definindo os</p><p>critérios de pontuação para cada equipe a partir das modalidades.</p><p>Dependendo do esporte, podem ser divididas por faixa etária (mirim,</p><p>infantil, juvenil, adulto, veterano), por peso ou nível. Deve haver</p><p>descrição dos critérios de inscrição e segmentação dos atletas, como</p><p>sexo e idade.</p><p>• Programação, locais e datas, modelo de disputa</p><p>Calendário da competição e sequência das provas. Lista com as</p><p>localidades e datas de quando as provas serão realizadas, com</p><p>horário de começo e fim. Aqui, encaixam-se os modelos de disputa</p><p>e classificação para a competição, por exemplo, provas eliminatórias,</p><p>grupos, chaves, rodízio ou turnos etc.</p><p>Os itens pontuados são apenas alguns pontos importantes ao se elaborar o</p><p>regulamento de alguma competição. E não se deve esquecer de levar em</p><p>consideração a realidade em que seu trabalho está inserido.</p><p>6.2.2 ESTRUTURA DE UM CAMPEONATO</p><p>Primeiramente, é interessante definir o que é campeonato e suas diferenças</p><p>quanto aos demais formatos de competições. Campeonato é uma sequência</p><p>de jogos ou disputas esportivas em que se procura a classificação de uma</p><p>ou mais equipes por meio de confrontos diretos e obrigatórios. Com isso, a</p><p>determinação do vencedor pode ser por pontos corridos ou não, e os jogos</p><p>são realizados em um período longo de duração. Outro formato bastante</p><p>108</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>utilizado é o torneio, composto por uma série de partidas que valem para</p><p>decidir o vencedor de uma competição, normalmente utiliza-se este formato</p><p>para finalizar temporadas em clubes e escolas.</p><p>No voleibol, a estrutura de cada campeonato vai depender da sua região e</p><p>categoria. Campeonatos como Super Liga, Brasileiro, Regionais adultos etc.,</p><p>possuem estruturas mais elaboradas e regulamentos mais exigentes quanto</p><p>a organização geral do campeonato.</p><p>Por exemplo, em um Campeonato Brasileiro, no seu regulamento é exigido</p><p>um ginásio com a altura mínima de 8 m, medida a partir da superfície da</p><p>quadra, livre de qualquer obstáculo, equipamentos e acessórios de outras</p><p>modalidades esportivas, sistema de iluminação na área de jogo com</p><p>luminárias instaladas com proteção de tela, preferencialmente, ao lado da</p><p>quadra e possuir intensidade de, no mínimo 800 lux com medição a 1 m da</p><p>superfície do piso.</p><p>O ginásio deverá possuir, no mínimo, os seguintes equipamentos e instalações:</p><p>um placar eletrônico afixado em local de excepcional visibilidade, um placar</p><p>manual disponibilizado para utilização em caso necessário, um sistema de</p><p>som com potência e qualidade equipado com CD player, microfones com ou</p><p>sem fio com decibéis necessários para audição em todos os locais do ginásio,</p><p>uma cadeira de árbitro, dois pares de postes, dois protetores de poste e um</p><p>protetor de cadeira, dois pares de antenas de fibra de vidro ou material similar,</p><p>com garras de fixação, pintadas em faixas nas cores vermelha e branca, dois</p><p>conjuntos de faixas laterais de rede, uma régua de medição, duas redes de</p><p>voleibol, com até 10 m de comprimento de malha preta, com faixas superior</p><p>de 7 cm e inferior de 5 cm.</p><p>O exemplo é de uma competição nacional adulta e completa, mas os</p><p>campeonatos regionais possuem características específicas e de acordo com</p><p>suas necessidades.</p><p>6.2.3 FUNÇÕES DA ARBITRAGEM</p><p>A composição da equipe de arbitragem para uma partida é composta por:</p><p>primeiro árbitro, segundo árbitro, um apontador e quatro (ou dois) juízes de</p><p>linha (figura a seguir).</p><p>109</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>FIGURA 7 – POSICIONAMENTO DOS ÁRBITROS NA QUADRA</p><p>Fonte: CBV (2020).</p><p>#PraCegoVer: A figura preto e branco representa as posições na quadra de vôlei onde ficam</p><p>os árbitros da partida.</p><p>• Bola “fora de jogo”</p><p>• A bola se torna “fora de jogo” quando há a ocorrência ou o</p><p>cometimento de uma falta e, na ausência de uma falta, ao soar do</p><p>apito; ou quando acabar o rally e alguém fizer ponto.</p><p>FIGURA 8 – SINAL DE BOLA FORA</p><p>Fonte: Profe Mirian (2016).</p><p>#PraCegoVer: A figura representa o desenho colorido do árbitro sinalizando “bola fora”,</p><p>iniciando com os braços estendidos à frente com as palmas das mãos viradas para</p><p>cima, e depois dobrando os cotovelos em 90°, com os dedos apontados para o alto.</p><p>110</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>• Bola “dentro”</p><p>• Considera-se bola “dentro” quando, em qualquer momento do</p><p>contato, esta toca o solo da quadra de jogo, incluindo as linhas de</p><p>delimitação desta.</p><p>FIGURA 9 – SINAL DE BOLA DENTRO, OU PONTO</p><p>Fonte: Profe Mirian (2016).</p><p>#PraCegoVer: A figura representa o desenho colorido do árbitro sinalizando “bola</p><p>dentro”, em que mantém o braço esquerdo para baixo, enquanto o direito aponta</p><p>em diagonal para o lado.</p><p>• Tempo de descanso e tempo técnico</p><p>• Requisições de tempo de descanso devem ser realizadas através do</p><p>sinal manual oficial correspondente, durante o período em que a bola</p><p>está fora de jogo, antes do apito do primeiro árbitro autorizando o</p><p>saque. Todos os tempos de descanso têm a duração de 30 segundos.</p><p>FIGURA 10 – SINAL DE TEMPO</p><p>Fonte:</p><p>Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>1 HISTÓRIA DO VOLEIBOL</p><p>INTRODUÇÃO DA UNIDADE</p><p>Esta unidade abordará como o voleibol se difundiu pelo mundo desde o seu</p><p>surgimento, mostrando como é importante a evolução de uma modalidade</p><p>esportiva para melhorar a jogabilidade para seus praticantes. Entender esse</p><p>processo de evolução é de suma importância para trabalhar a modalidade</p><p>em seus diferentes âmbitos, tanto no escolar quanto em escolas de esportes.</p><p>Nesse sentido, compreender o contexto histórico e as características de</p><p>uma modalidade esportiva nos faz refletir e ver a importância do processo</p><p>evolutivo até se tornar o que é atualmente. Além disso, mostrar essa evolução</p><p>para nossos alunos faz com que a modalidade seja vivenciada em todos os</p><p>seus aspectos. Entretanto, nesta unidade, você irá refletir sobre a origem da</p><p>modalidade, qual é a importância das mudanças, qual é o impacto dessas</p><p>mudanças nos praticantes e professores de voleibol, além de compreender</p><p>as características e os objetivos dessa modalidade tão difundida e praticada</p><p>por milhares de pessoas ao redor do mundo. Sendo assim, o conteúdo está</p><p>organizado em seis tópicos: voleibol pelo mundo, evolução do esporte, voleibol</p><p>no Brasil, conceitos básicos, objetivos e características do jogo.</p><p>1.1 VOLEIBOL PELO MUNDO</p><p>Vamos conhecer neste tópico como se deu o início de uma grande modalidade,</p><p>bem como sua evolução pelo mundo e no Brasil.</p><p>1.1.1 COMO SURGIU?</p><p>No início do século XIX, nos Estados Unidos, costumava-se praticar</p><p>determinados esportes de acordo com as estações do ano. Sendo assim, na</p><p>primavera era comum praticar o beisebol, no outono o futebol americano e</p><p>no inverno exercícios utilizando o peso do próprio corpo em ginásios fechados</p><p>(BIZZOCCHI, 2013). Com o intuito de atender as demandas dos esportistas</p><p>quando a neve os impossibilitava de realizar as práticas de atividades</p><p>recreativas ao ar livre, o voleibol foi criado.</p><p>13</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>A modalidade foi criada em 1895 por William George Morgan (figura a seguir),</p><p>diretor do Departamento de Atividades Físicas da Associação Cristã de Moços</p><p>(ACM) no estado de Massachusetts, nos EUA (FIVB, 2021). Como diretor da ACM,</p><p>desenvolveu e dirigiu programas de exercícios e esportes para adultos do sexo</p><p>masculino. Acredita-se que a invenção do voleibol seria uma adaptação de</p><p>um jogo italiano praticado nos países latinos na Idade Média (séculos V a XV) e</p><p>levado à Alemanha em 1893, onde ficou conhecido com o nome de Faustball.</p><p>FIGURA 1: WILLIAN GEORGE MORGAN</p><p>Fonte: Culturas do Corpo (2013).</p><p>#PraCegoVer: A figura representa uma fotografia de Willian George Morgan, em preto e</p><p>branco.</p><p>Com base nos dois esportes populares nos Estados Unidos, basquetebol</p><p>e tênis, Morgan apresentou um jogo de rebater batizado com nome de</p><p>mintonette (figura a seguir). Esse jogo era praticado de forma recreativa,</p><p>com baixa intensidade, cooperação e oposição. Além disso, a rede de tênis foi</p><p>adaptada, sendo elevada a aproximadamente 1,98 m, e a câmara da bola de</p><p>basquetebol serviu de elemento para o “novo jogo” (BIZZOCCHI, 2013).</p><p>Devido à similaridade do novo jogo com o badminton, apareceu o nome</p><p>mintonette (minton + net), inclusive muitos acreditam que a escolha da</p><p>rede foi baseada no próprio badminton. Após um período, o nome voleibol</p><p>14</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>foi surgindo, especificamente quando Morgan foi mostrar sua “invenção”</p><p>em uma Conferência dos Diretores dos Departamentos de Atividades Físicas</p><p>das ACMs (MEZZAROBA; PIRES, 2011). Durante o evento, o Dr. A. T. Halstead</p><p>sugeriu o nome de voleibol, “já que a bola permanecia em constante voleio</p><p>(volley, em inglês) sobre a rede” (BIZZOCCHI, 2013).</p><p>FIGURA 2: JOGO DE MINTONETTE</p><p>Fonte: Culturas do Corpo (2013).</p><p>#PraCegoVer: A figura representa uma fotografia em preto e branco de um jogo</p><p>semelhante ao voleibol, numa quadra com uma rede central.</p><p>No ano de 1915, devido a uma resolução dos órgãos governamentais de</p><p>educação, recomendou-se a prática do voleibol nos programas de educação</p><p>física das escolas (BIZZOCCHI, 2013).</p><p>Com isso, o voleibol se espalhou para os demais países: Canadá (1900);</p><p>Cuba (1905); Peru (1910); Filipinas (1908); Porto Rico, Uruguai, Argentina,</p><p>China e Japão (1912); Brasil (1915 ou 1916); países da Europa (1916); e México</p><p>(1917), devido aos núcleos internacionais da ACM. Assim, a modalidade foi</p><p>ganhando espaço, até se tornar um dos esportes mais populares na década</p><p>de 1960 (BIZZOCCHI, 2013).</p><p>No início da criação da modalidade, ela era</p><p>disputada somente entre os homens. Apesar da</p><p>popularidade do esporte entre as mulheres, as</p><p>competições femininas iniciaram dez anos depois.</p><p>15</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>1.1 .2 EVOLUÇÃO DO ESPORTE</p><p>Antes de falarmos sobre a evolução da modalidade, devemos entender</p><p>como foi a sua difusão pelo mundo. Devido à resolução que recomendou</p><p>a prática da modalidade nos programas de educação física das escolas</p><p>estadunidenses, o voleibol foi sendo difundido (GARCIA; MEIRELES; PEREIRA,</p><p>2021). Em 1916, a partir de uma ação entre a ACM e o órgão que coordenava os</p><p>eventos esportivos nas universidades, a National Council for Curriculum and</p><p>Assessment (NCCA), foram publicadas as regras oficiais do voleibol naquela</p><p>época. Ao final desse ano, estimou-se em 200 mil o número de praticantes da</p><p>modalidade entre várias faixas etárias nos EUA, em unidades da ACM, escolas</p><p>e universidades (BIZZOCCHI, 2013).</p><p>No continente asiático, a modalidade chegou em 1905 e foi introduzida nas</p><p>escolas chinesas. Logo depois, em 1908, foi a vez do Japão, e em 1910 das</p><p>Filipinas. Na América do Sul, o primeiro país a receber a modalidade foi o Peru,</p><p>em 1910, logo em seguida, em 1912, foi a vez de Uruguai e Argentina. Afinal de</p><p>contas, o voleibol foi difundido pelo mundo, mas o que mudou desde a sua</p><p>criação?</p><p>Vamos começar pela bola utilizada: a primeira era muito pesada (figura a</p><p>seguir), e esse foi um motivo pelo qual Morgan idealizou e solicitou uma bola</p><p>com tamanho e peso específicos que facilitasse a prática esportiva. A nova</p><p>bola tinha 67 cm de circunferência e pesava 340 g no máximo; atualmente, a</p><p>bola tem uma circunferência de 65 cm a 67 cm, com peso entre 260 e 280 g.</p><p>Além disso, ela é colorida para que seja identificada mais facilmente.</p><p>16</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>FIGURA 3: PRIMEIRA BOLA DE VOLEIBOL</p><p>Fonte: Portal do Professor (2021).</p><p>#PraCegoVer: A figura representa uma fotografia colorida de uma bola marrom com</p><p>aparência de velha e pesada.</p><p>Em relação ao espaço de jogo, a quadra tinha 15 m de comprimento por</p><p>7,60 m de largura, a rede media 8,3 m de comprimento, com uma largura de</p><p>0,61 m e distância de 1,98 m a partir do chão. Atualmente, seguindo os padrões</p><p>oficiais de jogo, a quadra tem a medida de 18 x 9 m, a rede entre 9,5 e 10 m</p><p>e é posicionada a uma altura de 2,43 m, nos jogos masculinos e 2,24 m nos</p><p>jogos femininos. Outro fator importante é o número de jogadores dentro de</p><p>quadra, este não estava definido inicialmente, mas atualmente cada equipe é</p><p>composta por seis jogadores. Porém, vale ressaltar que, até o final da década</p><p>de 1950, no continente asiático, jogava-se em quadras maiores e com oito a</p><p>nove jogadores de cada lado, para potencializar a participação de um número</p><p>maior de pessoas (BIZZOCCHI, 2013).</p><p>Ainda pensando no jogo e em seus elementos, no Brasil, foi criado o saque</p><p>“Jornada nas Estrelas” e o “Viagem ao Fundo do Mar”, que eram os saques mais</p><p>potentes do voleibol, porém devido às mudanças e melhorias nas técnicas,</p><p>estes não são mais utilizados.</p><p>17</p><p>Profe Mirian (2016).</p><p>#PraCegoVer: A figura representa o desenho colorido do árbitro sinalizando “tempo”,</p><p>que consiste em fazer um “t” com as duas mãos e após apontar com a mão esquerda</p><p>para a lateral.</p><p>6.2.3.1 PRIMEIRO ÁRBITRO</p><p>O primeiro árbitro é quem rege o jogo, tendo a autonomia sobre toda a</p><p>equipe de arbitragem. Mesmo que alguém vá por outro caminho, ele possui</p><p>111</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>autonomia para anular as decisões dos demais membros da equipe, se julgar</p><p>que estão erradas. Além das questões de jogo, o primeiro árbitro tem como</p><p>função a decisão de julgar se a área de jogo, os equipamentos e as condições</p><p>são apropriados ou não para o jogo. Ainda, o primeiro árbitro tem como</p><p>responsabilidade realizar os protocolos pré-jogo (sorteio, aquecimento e afins),</p><p>advertir equipes, permitir ações, realizar decisões, como faltas, penalidades,</p><p>bola fora ou dentro, entre outras situações de jogo.</p><p>6.2.3.2 SEGUNDO ÁRBITRO</p><p>O segundo árbitro deve estar posicionado</p><p>em pé, fora da quadra de jogo, próximo ao</p><p>poste e de frente para o primeiro árbitro. O</p><p>segundo árbitro também faz a comunicação</p><p>entre apontador e primeiro árbitro. É dever do</p><p>segundo árbitro supervisionar os jogadores</p><p>reservas e membros da CT que estão sentados</p><p>no banco e relatar ao primeiro árbitro caso</p><p>haja conduta inadequada.</p><p>Caso o primeiro árbitro torne-se incapaz de</p><p>continuar sua atuação na partida, o segundo</p><p>árbitro deverá substituí-lo. Além disso, pode</p><p>autorizar as interrupções, controlar suas</p><p>durações e rejeitar solicitações indevidas.</p><p>Como assistente, o segundo árbitro controla</p><p>os pedidos de tempos e substituições de</p><p>cada equipe e pode informar em questão o segundo tempo, a quinta e a</p><p>sexta substituições. Como já relatado, é responsabilidade do segundo árbitro</p><p>verificar as posições dos jogadores em quadra para que estas correspondam</p><p>às da papeleta que informa a formação inicial. De acordo com as regras oficiais,</p><p>durante o jogo, o segundo árbitro decide, apita e sinaliza:</p><p>• Invasão na quadra do adversário sob a rede.</p><p>• Faltas de posição da equipe receptora.</p><p>• Contato do jogador com a rede que resulta em falta, e contato com a antena</p><p>em seu lado da quadra.</p><p>As funções da arbitragem</p><p>do voleibol são complexas e</p><p>detalhistas, nesta unidade</p><p>serão citadas apenas</p><p>algumas funções, para saber</p><p>mais ainda sobre o assunto,</p><p>navegue pelo site da CBV!</p><p>112</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>• Contato da bola com um objeto fora do jogo (por exemplo: parede, colunas,</p><p>teto, entre outros).</p><p>• Contato da bola com o solo, quando o primeiro árbitro não está em posição</p><p>de visualizar.</p><p>• Bola que cruza o plano da rede total ou parcialmente fora do espaço de</p><p>cruzamento para a quadra adversária ou toca a antena do seu lado da quadra.</p><p>• Bola que passa sobre ou fora da antena do seu lado da quadra.</p><p>6.2.3.3 APONTADOR</p><p>Diferentemente dos demais árbitros, o apontador exerce suas funções sentado</p><p>em uma mesa posicionada de frente para o primeiro árbitro, do outro lado da</p><p>quadra. A principal função do apontador é preencher corretamente a súmula,</p><p>registrar dados da partida (local, data, horário, equipes), relatar todos os nomes</p><p>e documentos dos jogadores, CT e CM, e passar a ordem de saque de ambas</p><p>as equipes, antes do início do jogo.</p><p>Ao decorrer da partida, é de responsabilidade do apontador relatar os</p><p>pontos de cada equipe (placar), controlar a ordem de saque e indicar se</p><p>houver irregularidade, anunciar solicitações de substituições utilizando a</p><p>campainha (ou apito) e avisar ao árbitro o último ponto de cada set. Além</p><p>dessas responsabilidades, durante o jogo o apontador deve relatar tudo o que</p><p>acontece na súmula. É dever do apontador registrar punições com cartões,</p><p>por retardamento, substituições, pedidos de tempo, interferências da torcida,</p><p>caso essas situações venham a acontecer.</p><p>Ao final do jogo, o apontador deve “fechar a súmula”, isso significa que é</p><p>preciso realçar o placar final, relatar o tempo de jogo, preencher o resultado,</p><p>e, ao final, após a conferência, todos os árbitros assinam a súmula, junto com</p><p>os técnicos e capitães.</p><p>113</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>É permitido que o jogador toque a quadra adversária</p><p>com o(s) pé(s), desde que alguma parte dele(s)</p><p>permaneça(m) em contato com a linha central, ou</p><p>a projeção do(s) pé(s) no solo esteja sobre a linha</p><p>central.</p><p>CONCLUSÃO</p><p>Esta unidade objetivou trazer elementos para que os professores e treinadores</p><p>possam compreender o jogo de voleibol além dos fundamentos técnicos e</p><p>táticos.</p><p>Embora saibamos que os elementos do jogo são de suma importância</p><p>para que aconteça o jogo, sem as regras o jogo formal não seria possível</p><p>de acontecer de maneira organizada e acompanhada por profissionais</p><p>capacitados. Enfim, cabe aos professores e treinadores mostrar a importância</p><p>das regras para seus atletas, pois são por meio delas que foi possível obter</p><p>um jogo mais dinâmico e atrativo para todos.</p><p>CONCLUSÃO DA DISCIPLINA</p><p>Assim, encerramos a disciplina de Metodologia Esportes Coletivos I, em que</p><p>abordamos assuntos diversos sobre o Voleibol, uma modalidade bastante</p><p>praticada em todo mundo, que, embora seja complexa de se ensinar e de</p><p>aprender, existem muitos adeptos.</p><p>Ao conhecer um pouco mais sobre esta modalidade, facilitará aos professores</p><p>e futuros treinadores transmitirem o conhecimento para seus alunos/atletas.</p><p>Sendo assim, que esta unidade seja um primeiro passo rumo ao conhecimento</p><p>aprofundado dessa modalidade difundida pelo mundo.</p><p>114</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ANFILO, M. 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Regulamento oficial de voleibol. 2020.</p><p>DONEGÁ, A. L. Análise do processo de ensino-aprendizagem-treinamento do voleibol mirim</p><p>masculino catarinense: um estudo de casos. 2007. Dissertação (Mestrado em Educação Física)</p><p>– Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2007. Disponível em: https://repositorio.</p><p>ufsc.br/bitstream/handle/123456789/90216/248449.pdf?sequence=1. Acesso em: 8 fev. 2022.</p><p>DÜRRWÄCHTER, G. Voleibol: treinar jogando. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1984.</p><p>FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE VOLEIBOL (FIVB). História do voleibol. 2021. Disponível em:</p><p>https://www.fivb.com/en/volleyball/thegame_glossary/history. Acesso em: 1º nov. 2021.</p><p>FEDÉRATION INTERNATIONALE DE VOLLEYBALL (FIVB); FEDERAÇÃO MINEIRA DE</p><p>VOLEIBOL (FMV). Modificações para as regras oficiais de voleibol e seus impactos. 2021.</p><p>Disponível em: https://2e64aa9b-d48b-4f58-be35-e5ffa6abe683.filesusr.com/ugd/ad26ed_</p><p>e2add8ea884a441682fe90012fd8d927.pdf. Acesso em: 2 nov. 2021.</p><p>FERREIRA, X.; ROSE JUNIOR, D. Basquetebol: técnicas e táticas: uma abordagem didático-</p><p>pedagógica. São Paulo: EPU, 2003.</p><p>GARCIA, R.; MEIRELES, A.; PEREIRA, B. Evolução e adaptação</p><p>histórica do voleibol. Lecturas:</p><p>Educación Física y Deportes, v. 26, n. 281, p. 183-203, 2021. https://doi.org/10.46642/efd.</p><p>v26i281.2842.</p><p>GONÇALVES, P; LOZADA, C. Metodologia do Esporte I: vôlei e basquete. Grupo A, 2020.</p><p>Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595026421/. Acesso em: 12</p><p>dez. 2021.</p><p>GRECO, P. J. (org.). Iniciação esportiva universal: metodologia da iniciação tática. Belo Horizonte:</p><p>Ed. UFMG, 1998. v. 2.</p><p>GRECO, P; BENDA, N. Iniciação esportiva universal. 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Breve panorama histórico do voleibol: do seu surgimento à</p><p>espetacularização esportiva. Atividade Física, Lazer & Qualidade de Vida: Revista de Educação</p><p>Física, Manaus, v. 2, n. 2, p. 3-19, jul./dez. 2011. Disponível em: https://refisica.uea.emnuvens.com.br/</p><p>refisica/article/view/16. Acesso em: 2 nov. 2021.</p><p>MOURA, G. A.; SOUSA, E. C. As práticas lúdicas nas aulas de iniciação ao voleibol. Revista UNI-RN,</p><p>v. 16-17, jan./dez. 2017. Disponível em: http://177.154.115.15/index.php/revistaunirn/article/view/398.</p><p>Acesso em: 1º nov. 2021.</p><p>OLIVEIRA, V.; PAES, R. R. A pedagogia da iniciação esportiva: um estudo sobre o ensino dos jogos</p><p>desportivos coletivos. EFDeportes.com, Buenos Aires, v. 10, n. 71, abr. 2004.</p><p>PEREIRA, E. Iniciação esportiva: esportes individuais e coletivos. Porto Alegre: Sagah, 2019.</p><p>PINHEIRO, F. A mídia no voleibol brasileiro masculino. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE</p><p>CIÊNCIAS DO ESPORTE, 10., 1997, Goiânia. 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Pedagogia do esporte: considerações metodológicas a partir dos</p><p>aspectos técnico-táticos e sócio-afetivos dos Jogos Esportivos Coletivos na escola. Revista</p><p>Movimento & Percepção, Espírito Santo do Pinhal, v. 9, n. 13, p. 235-248, jul./dez. 2008.</p><p>SILVA, A. A prática de voleibol na escola: investigação sobre a relação ensino aprendizagem</p><p>das habilidades básicas do voleibol. 2014. 54 f. Monografia (Licenciatura em Educação Física) –</p><p>Universidade de Brasília, Universidade Aberta do Brasil, Duas Estradas, PB, 2014.</p><p>TANI, G.; BENTO, O.; PETERSEN, S. Pedagogia do desporto. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,</p><p>2006. E-book. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/books/978-85-277-2043-4.</p><p>Acesso em: 20 set. 2021.</p><p>TUBINO, M. O que é esporte. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1994.</p><p>EAD.MULTIVIX.EDU.BR</p><p>CONHEÇA TAMBÉM NOSSOS CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO A DISTÂNCIA NAS ÁREAS DE:</p><p>SAÚDE • EDUCAÇÃO • DIREITO • GESTÃO E NEGÓCIOS</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>Continuando sua trajetória de difusão pelo</p><p>mundo, em 1964, o voleibol foi incluído no</p><p>programa oficial dos Jogos Olímpicos de Tóquio.</p><p>Em 1990, com o intuito de profissionalizar o</p><p>esporte e ao mesmo tempo em que buscava</p><p>aumentar o intercâmbio entre os países,</p><p>valorizando o calendário de competições,</p><p>foi criada a Liga Mundial pela Federação</p><p>Internacional de Voleibol (FIVB). Além da</p><p>promoção de competições, a FIVB preocupou-</p><p>se em difundir o esporte em todas as camadas</p><p>populacionais ao divulgar o esporte nas diversas</p><p>esferas da sociedade (ANFILO, 2003).</p><p>Segundo Anfilo (2003), a FIVB teve a intenção</p><p>de envolver o voleibol nas diferentes fontes de recursos financeiros e</p><p>promocionais. O objetivo era buscar sua inserção na indústria midiática, o que</p><p>pode ser denominado como um processo de “espetacularização do esporte”.</p><p>Exemplificando essa inserção na mídia, Bizzocchi (2013) escreve:</p><p>A televisão é hoje o veículo mais importante para o patrocinador do esporte,</p><p>e os cálculos por aparição são muito vantajosos. O Campeonato Mundial</p><p>de 2002, na Argentina, que teve mais de 330 mil pessoas nos ginásios, foi</p><p>transmitido a cerca de 1 bilhão de telespectadores em 160 países.</p><p>Pode-se dizer que todas as transformações pelas quais o voleibol passou, em</p><p>sua grande maioria, são devidas às adequações do esporte à transmissão pela</p><p>televisão. Pinheiro (1997) faz algumas considerações quanto à relação mídia e</p><p>voleibol:</p><p>Veja como é o saque</p><p>“Jornada nas Estrelas”</p><p>nesse registro do</p><p>Mundialito de 1982 no link:</p><p>https://www.youtube.com/</p><p>watch?v=wDnp-q9gs-k.</p><p>18</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>• Mercantilização</p><p>MERCANTILIZAÇÃO DO ESPORTE</p><p>Fonte: Plataforma Deduca (2021).</p><p>#PraCegoVer: A figura representa bolsas com cifrões estampados, evocando dinheiro.</p><p>O processo de mercantilização pelo qual o voleibol passou.</p><p>• Estímulo ao consumo</p><p>INDUÇÃO AO CONSUMO DO ESPORTE</p><p>Fonte: Plataforma Deduca (2021).</p><p>#PraCegoVer: A figura representa duas mulheres segurando sacolas de compras, fazendo</p><p>alusão ao consumo.</p><p>Indução do público ao consumo por meio da identificação dos</p><p>torcedores com os ídolos criados.</p><p>19</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>• Influência da televisão</p><p>INFLUÊNCIA DA TELEVISÃO</p><p>Fonte: Plataforma Deduca (2021).</p><p>#PraCegoVer: A figura representa o desenho de uma televisão.</p><p>A televisão é a grande responsável pela alteração em algumas</p><p>regras do jogo, como redução do tempo de duração das partidas e</p><p>introdução de intervalos comerciais.</p><p>Importante destacar que as alterações nas regras do voleibol são algo constante</p><p>na modalidade. Um breve retrospecto seria a possibilidade de poder invadir</p><p>a quadra adversária com qualquer parte do corpo (exceto os pés), desde que</p><p>não prejudique a equipe adversária. Outra modificação é quanto ao toque na</p><p>rede, pois atualmente é permitido tocar na rede desde que tal ação não seja</p><p>vantagem para a própria equipe e não atrapalhe o jogo adversário. Portanto,</p><p>só é considerada falta quando o jogador toca o bordo superior da rede ou</p><p>a antena. Essas modificações são para aumentar o tempo de duração dos</p><p>rallies e envolver mais o público, fazendo assim com que a modalidade seja</p><p>mais emocionante.</p><p>1.1 .3 VOLEIBOL NO BRASIL</p><p>O voleibol chegou ao Brasil no ano de 1916 na cidade de São Paulo, por meio</p><p>da ACM. No início era jogado basicamente pelos integrantes das ACMs, com</p><p>o passar dos anos e com a divulgação foi inserido em outras instituições</p><p>(BIZZOCCHI, 2013).</p><p>20</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>Até o final da década de 1920, o voleibol foi praticado exclusivamente em</p><p>caráter recreativo, ganhou espaço aos poucos em clubes e escolas, mas sofreu</p><p>indiretamente, juntamente com outras modalidades, quando o futebol foi</p><p>profissionalizado. No Rio de Janeiro, o voleibol se manteve nas areias, onde</p><p>continuou sendo praticado como jogo recreativo ao ar livre (BIZZOCCHI, 2013).</p><p>A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) foi fundada em 1954, já existia</p><p>a Confederação Brasileira de Desportos (CBD) e esta organizou o primeiro</p><p>Campeonato Brasileiro em 1944 e, em 1951, o primeiro Campeonato Sul-</p><p>Americano de Voleibol Masculino, do qual o Brasil foi sede e campeão. Com isso,</p><p>na década de 1960, o voleibol era uma instituição organizada nacionalmente,</p><p>o que fez com que a modalidade fosse cada vez mais praticada no país.</p><p>O primeiro campeonato nacional organizado pela CBV foi em 1956, sendo a</p><p>década de 1950 marcada pelos seguintes resultados em competições para o</p><p>Brasil:</p><p>QUADRO 1: COMPETIÇÕES E RESULTADOS DA DÉCADA DE 1950</p><p>Campeão sul-americano (1951)</p><p>11º no Mundial de 1956</p><p>Campeão no Pan-americano feminino de 1959</p><p>Fonte: Elaborado pela autora (2021).</p><p>#PraCegoVer: O quadro representa os três importantes resultados do Brasil em</p><p>competições na década de 1950: Campeão sul-americano (1951); 11º no Mundial de 1956;</p><p>Campeão no Pan-americano feminino de 1959.</p><p>Após os resultados alcançados nesses campeonatos, o Brasil começou a adotar</p><p>estilos de jogos baseados em grandes potências da época. Já na década de</p><p>1960, foi a vez dos campeonatos e times nacionais crescerem em competições.</p><p>Assim como no futebol, Santos e Botafogo dominaram as quadras do voleibol</p><p>masculino. Entre as mulheres, destacaram Fluminense, Flamengo, Pinheiros,</p><p>Paulistano e Minas.</p><p>Em 1975, o ex-jogador Carlos Arthur Nuzman assume a presidência da CBV,</p><p>e seu objetivo de gestão era aliar o marketing ao esporte, além de incluir</p><p>as empresas no processo de contratação de jogadores (BIZZOCCHI, 2013).</p><p>Os jogadores brasileiros foram se destacando nas competições, e iniciou-se</p><p>um grande interesse de países em levá-los para seus clubes. Devido a isso,</p><p>no ano de 1981, o presidente da CBV conseguiu, com o Conselho Nacional</p><p>21</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>de Desportos (CND), uma regulamentação esportiva federal, que proibiu os</p><p>jogadores de irem para o exterior (BIZZOCCHI, 2013). Anfilo (2003), a partir do</p><p>entendimento desse contexto histórico, argumenta que:</p><p>Aproveitando esse momento, as empresas começam a apostar no retorno</p><p>econômico do voleibol através da mídia, comprando espaços de divulgação</p><p>nas transmissões de televisão. Com a contribuição da Rede Bandeirantes</p><p>de Televisão, através de seu diretor esportivo, Luciano do Valle, os jogos de</p><p>voleibol passam a ser transmitidos diariamente pela televisão, encontrando</p><p>grande aceitação popular.</p><p>Com os resultados cada vez mais significativos, o voleibol virou sensação</p><p>nacional. Não se pode negar a presença e a influência forte da mídia para esse</p><p>crescimento, pois o voleibol era o primeiro na preferência dos adolescentes e</p><p>ocupava o segundo lugar entre os esportes mais praticados pelos brasileiros</p><p>(BIZZOCCHI, 2013). Além disso, permanece até os dias atuais em grande</p><p>ascensão e ganhando novos praticantes do esporte.</p><p>1.2 CARACTERÍSTICAS DA MODALIDADE</p><p>Neste tópico, conheceremos mais sobre o voleibol e suas características, com</p><p>conceitos e objetivos do jogo.</p><p>1.2.1 CONCEITOS BÁSICOS</p><p>Os esportes são manifestações culturais que se originam em diferentes</p><p>habilidades motoras e das suas combinações. Nas ações motoras básicas</p><p>dos esportes estão os movimentos que são básicos para o desenvolvimento</p><p>motor dos alunos, mas que, ao serem culturalmente aperfeiçoados,</p><p>tornam-se habilidades técnicas de modalidades esportivas (PEREIRA, 2019).</p><p>Existem algumas manifestações que representam as Wdimensões sociais</p><p>do esporte. É de suma importância entendê-las para explorá-lo em seus</p><p>diferentes aspectos. O esporte pode ser entendido em três manifestações, de</p><p>acordo com Tubino (1994): o esporte-educação, o esporte-participação e o</p><p>esporte-performance.</p><p>22</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>• Esporte-educação</p><p>• Também conhecido como esporte educacional, pois trabalha</p><p>o processo educativo na formação dos jovens, um exercício da</p><p>cidadania. Por aperfeiçoar o caráter formativo, é interessante que</p><p>seja desenvolvido na infância e na adolescência. Além disso, pode</p><p>ser trabalhado dentro e fora da escola, com a participação de todos.</p><p>• Esporte-participação</p><p>• Pode ser chamado de esporte popular, pois se apoia no princípio</p><p>da ludicidade, no lazer e na utilização construtiva do tempo livre.</p><p>Além disso, não tem compromisso com as regras e tem como</p><p>premissa a participação no seu sentido maior, promovendo nos</p><p>seus praticantes o bem-estar. Com ela surge a prática esportiva</p><p>democrática, que não privilegia os talentos, permitindo o acesso de</p><p>todos. É a manifestação do esporte que mais se aproxima do jogo,</p><p>sem esquecer as suas ligações com a saúde.</p><p>• Esporte-performance</p><p>• Também conhecido como esporte de rendimento, o conceito de</p><p>esporte se baseou nesta manifestação durante muito tempo e</p><p>hoje o esporte-performance representa apenas uma parte desse</p><p>conceito. Foi a partir dessa manifestação que surgiram o esporte</p><p>olímpico e o esporte como instrumento político-ideológico. No</p><p>esporte de rendimento as regras são rigorosamente respeitadas</p><p>e seguidas, devido a isso é considerado um tipo de esporte</p><p>institucionalizado, do qual fazem parte federações internacionais e</p><p>nacionais que organizam as competições no mundo todo.</p><p>Sendo assim, compreendendo as manifestações culturais e seus conceitos,</p><p>conseguimos aplicar cada uma no ensino da modalidade voleibol. Para dar</p><p>continuidade a esse processo de aprendizagem, vamos prosseguir com o</p><p>entendimento dos objetivos do jogo.</p><p>23</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>1.2.2 OBJETIVOS DO JOGO</p><p>O voleibol é um jogo praticado entre duas equipes com seis jogadores de</p><p>cada lado da quadra, separados por uma rede. O jogo tem como objetivo fazer</p><p>com que a bola passe sobre a rede e caia dentro das marcações da quadra</p><p>adversária. Cada equipe pode tocar três vezes na bola antes de enviá-la para o</p><p>outro lado, e cada jogador não pode repetir o toque seguidamente.</p><p>A bola é colocada em jogo com um saque. No voleibol, a equipe que vence</p><p>um rally marca um ponto (sistema de pontos de rally) ou seja, quando a bola</p><p>toca o chão da quadra. Quando a equipe receptora vence um rally, ganha um</p><p>ponto e o direito de sacar. As partidas são disputadas em sets de 25 pontos –</p><p>exceto o quinto set, jogado em 15 pontos –, e a equipe vencedora é aquela que</p><p>vencer três sets.</p><p>Força e altura se tornaram componentes importantes para a modalidade, mas</p><p>a tendência de times e treinadores de desenvolver novas estratégias, táticas</p><p>e habilidades tem sido crucial para o sucesso contínuo. Há seis jogadores em</p><p>quadra em um time de voleibol, cada um deve girar uma posição no sentido</p><p>horário toda vez que seu time receber o saque do adversário (figura a seguir).</p><p>FIGURA 4: POSIÇÕES DOS JOGADORES EM QUADRA</p><p>Fonte: Toda Matéria (2021).</p><p>#PraCegoVer: A figura representa uma fotografia colorida com as posições dos jogadores na</p><p>quadra e o sistema de rodízio.</p><p>24</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>A maioria das equipes de voleibol utilizavam em sua formação inicial um</p><p>levantador, dois bloqueadores centrais, dois rebatedores e um atacante</p><p>universal, e apenas alguns jogadores eram envolvidos na recepção. Com a</p><p>evolução da modalidade, o esporte foi se especializando, os jogadores foram</p><p>ganhando posições de ataque e defesa. Para otimizar a prática e fazer com</p><p>que o jogo fique mais rápido e dinâmico, foi criado o sistema de pontos de</p><p>rally, ou seja, as equipes marcam pontos em cada rally.</p><p>A formação dentro de quadra varia de acordo</p><p>com a estratégia tática do treinador. Além disso,</p><p>essa formação tem que respeitar a categoria e o</p><p>regulamento das competições.</p><p>Sendo assim, os objetivos da modalidade continuam os mesmos, porém,</p><p>devido às mudanças e evoluções da modalidade, as equipes tiveram que</p><p>adaptar suas táticas e técnicas para obter melhores resultados.</p><p>1.2.3 CARACTERÍSTICAS DO JOGO</p><p>Antes de estudarmos as características do voleibol, é importante compreender</p><p>em qual classificação ele está inserido. Nesse sentido, tradicionalmente a</p><p>classificação mais difundida é a que define os esportes como individuais ou</p><p>coletivos, e o voleibol está inserido nesta última categoria.</p><p>Os jogos esportivos coletivos são compostos por diversas modalidades, com</p><p>regras e regulamentos específicos, que evoluem e mudam sempre que há</p><p>necessidade. As modalidades coletivas auxiliam no desenvolvimento motor,</p><p>cognitivo e social do indivíduo (SCHERRER; GALLATTI, 2008).</p><p>25</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>Os professores e gestores de escolas esportivas</p><p>devem preocupar-se em criar um ambiente</p><p>que ofereça condições ótimas para evolução</p><p>das habilidades motoras e cognitivas dos seus</p><p>praticantes, para que no futuro eles colham frutos</p><p>desse período de formação.</p><p>Levando em consideração a informação supracitada, o início do processo</p><p>de aprendizagem dos jogos coletivos é a lógica interna dessas modalidades,</p><p>o que se manifesta de forma comum a elas. Por exemplo, podemos citar a</p><p>interação com o adversário, os objetivos táticos, os implementos e materiais</p><p>que organizam as tarefas motoras, entre outros. Os esportes em que as ações</p><p>motrizes são semelhantes, de certo modo, terão ensinamentos compartilhados,</p><p>inclusive podendo ser realizados exercícios únicos com processos reflexivos</p><p>específicos.</p><p>A característica básica dos esportes coletivos é o confronto entre duas equipes</p><p>que estão dispostas em um espaço comum, que participam simultaneamente</p><p>com alternância de situações de ataque e defesa. Essa premissa indica quatro</p><p>importantes tarefas a serem cumpridas por esses jogadores, conforme</p><p>apontam Greco e Benda (1998): atacar a meta adversária, defender o seu</p><p>espaço, opor-se ao adversário e jogar coletivamente entre sua equipe.</p><p>A maioria dos esportes coletivos são considerados</p><p>esportes de invasão ou territoriais. Contudo, há</p><p>esportes coletivos que são denominados como</p><p>esportes de rede e quadra, como o voleibol.</p><p>Quando ensinados de forma adequada, esses jogos podem contribuir para o</p><p>desenvolvimento integral do indivíduo, proporcionando a aprendizagem e o</p><p>aperfeiçoamento de competências técnico-táticas, socioafetivas e cognitivas</p><p>26</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>(LOVATTO; GALATTI, 2007). Os esportes coletivos fazem parte de uma cultura</p><p>muito difundida e consolidada pelo mundo, tendo como exemplo algumas</p><p>modalidades:</p><p>JOGO DE BASQUETEBOL</p><p>Basquetebol: jogo coletivo de contato,</p><p>esporte denominado de invasão.</p><p>Fonte: Plataforma Deduca (2021).</p><p>#PraCegoVer: A figura representa crianças jogando basquetebol.</p><p>JOGO DE FUTEBOL</p><p>Futebol: esporte coletivo de invasão.</p><p>Fonte: Plataforma Deduca (2021).</p><p>#PraCegoVer: A figura representa crianças jogando futebol.</p><p>27</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>SELEÇÃO BRASILEIRA DE HANDEBOL</p><p>Handebol: esporte coletivo de invasão.</p><p>Fonte: Mundo Educação (2021).</p><p>#PraCegoVer: A figura representa mulheres jogando handebol.</p><p>O quadro a seguir apresenta alguns aspectos distintos entre voleibol e os</p><p>jogos esportivos coletivos</p><p>(JEC):</p><p>QUADRO 2: ASPECTOS DISTINTOS DO VOLEIBOL E JEC</p><p>Voleibol Jogos esportivos de invasão</p><p>• Espaço separado entre as</p><p>duas equipes.</p><p>• Espaço compartilhado entre duas equipes. Na maior</p><p>parte do tempo, o jogo ocorre em “espaço reduzido”.</p><p>• Exerce funções de defesa e</p><p>ataque alternadamente.</p><p>• Exerce funções de ataque e defesa simultaneamente.</p><p>• Só tem a posse de bola</p><p>quando ela está do seu lado</p><p>da quadra.</p><p>• Sem a necessidade de esperar o fim da ação da equipe</p><p>que tem a posse de bola. Busca pela posse de bola para</p><p>aproximar-se do objetivo.</p><p>Fonte: Elaborado pela autora (2021).</p><p>#PraCegoVer: O quadro representa aspectos distintivos entre o voleibol e outros esportes</p><p>coletivos. Voleibol: espaço separado entre as duas equipes; exerce funções de defesa e</p><p>ataque alternadamente; só tem a posse de bola quando ela está do seu lado da quadra.</p><p>Jogos esportivos de invasão: espaço compartilhado entre duas equipes (na maior parte</p><p>do tempo, o jogo ocorre em “espaço reduzido”); exerce funções de ataque e defesa</p><p>simultaneamente; sem a necessidade de esperar o fim da ação da equipe que tem a posse</p><p>de bola (busca pela posse de bola para aproximar-se do objetivo).</p><p>28</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>CONCLUSÃO</p><p>Esta unidade objetivou apresentar o contexto histórico do voleibol, passando</p><p>pela história de sua criação até o jogo nos moldes atuais.</p><p>Desse modo, as mudanças da modalidade dizem muito sobre o que ela</p><p>representa hoje no mercado esportivo, quanto ela ganhou espaço e se tornou</p><p>um dos esportes mais praticados no mundo. Entretanto, nesta unidade foram</p><p>abordadas, de maneira ampla e resumida, as características da modalidade, e</p><p>isso é importante para que ela seja trabalhada de maneira completa. Embora</p><p>seja um esporte e por isso exija conteúdos práticos, entender absua teoria é</p><p>fundamental para que a prática seja executada de maneira completa.</p><p>UNIDADE 2</p><p>OBJETIVO</p><p>Ao final desta</p><p>unidade,</p><p>esperamos que</p><p>possa:</p><p>29</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>> Compreender a importância</p><p>da iniciação esportiva no</p><p>ensino.</p><p>> Aplicar a iniciação esportiva</p><p>nas aulas de voleibol.</p><p>> Identificar os pontos</p><p>positivos e negativos da</p><p>iniciação esportiva universal.</p><p>> Explicar por que as</p><p>mudanças foram necessárias.</p><p>> Entender como a</p><p>modalidade foi difundida no</p><p>Brasil.</p><p>> Compreender as fases</p><p>do processo de ensino-</p><p>aprendizagem.</p><p>30</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>2 PROCESSOS PEDAGÓGICOS DA</p><p>INICIAÇÃO AO VOLEIBOL</p><p>INTRODUÇÃO DA UNIDADE</p><p>Entendemos um pouco sobre o contexto histórico do voleibol e, agora, nesta</p><p>unidade, será abordada a didática para o processo de ensino aprendizagem</p><p>no voleibol. Assim, vamos entender os conceitos e como eles podem ser</p><p>aplicados na realidade das escolas e dos clubes. Além disso, ter uma visão</p><p>ampla da modalidade pode ressignificar o jogo formal até chegar no jogo</p><p>oficial.</p><p>Sabendo as fases de aprendizagem, torna-se mais fácil o processo de ensino,</p><p>pois você compreende qual fase seu aluno se encontra e inicia o trabalho</p><p>de acordo com as necessidades deles. Todavia, outra aliada importante</p><p>desse aspecto é a pedagogia do esporte, que nos subsidia com conceitos e</p><p>procedimentos didáticos pedagógicos que podem ser replicados nas aulas.</p><p>Com isso, esta unidade é de grande relevância porque é por meio dos</p><p>conteúdos abordados que iniciaremos o processo de ensino-aprendizagem</p><p>da modalidade de voleibol. Esperamos que você aproveite e consiga replicar</p><p>os conteúdos em suas aulas.</p><p>2.1 INICIAÇÃO ESPORTIVA</p><p>O pontapé inicial no ensino das modalidades.</p><p>2.1.1 DEFINIÇÃO</p><p>Devido ao período de preparação esportiva, tornou-se necessária uma</p><p>divisão metodológica ao longo desse processo para respeitar as fases de</p><p>desenvolvimento dos participantes. Sendo assim, as etapas e fases não</p><p>têm prazos def inidos de início e f im, uma vez que independem da idade,</p><p>mas deve-se levar em consideração o potencial genético do indivíduo, o</p><p>ambiente em que está inserido, a maturação, o desenvolvimento motor e</p><p>cognitivo. Além disso, as características da modalidade escolhida também</p><p>31</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>devem ser consideradas.</p><p>Antes de adentrar na temática iniciação esportiva, devemos compreender sua</p><p>definição. Para entender melhor, vamos definir as palavras separadamente:</p><p>• Iniciação</p><p>• De acordo com Barbanti (1994), é o processo de aprendizagem</p><p>em que uma pessoa pode responder a certas exigências ligadas</p><p>à sua posição e ao grupo, portanto, pode ter suas expectativas</p><p>correspondidas. Além disso, para Ferreira (1961) é o ato de iniciar,</p><p>processos correspondentes as diversas faixas etárias.</p><p>• Esporte</p><p>• Não existe uma definição exata sobre esporte, pois existem</p><p>diversos significados. Segundo Barbanti (1994), esporte é uma</p><p>atividade competitiva, institucionalizada, que envolve esforço</p><p>físico vigoroso ou o uso de habilidades motoras relativamente</p><p>complexas, por indivíduos cuja participação é motivada pela</p><p>combinação de fatores intrínsecos e extrínsecos.</p><p>Após compreendermos um pouco sobre alguns conceitos pedagógicos,</p><p>surgem além destes convencionais outras duas propostas: a Iniciação</p><p>Esportiva Universal (IEU) (GRECO, 1998) e a Escola da Bola (EB) (KRÖGER;</p><p>ROTH, 2002). Essas propostas apresentam uma estrutura do processo de</p><p>iniciação esportiva, a partir dos seis anos, e são regidas pela aprendizagem</p><p>incidental, ou seja, jogar para aprender e posteriormente aprender jogando.</p><p>Ambas as propostas e até mesmo a união delas</p><p>resgatam a cultura do jogo na rua, na praia, no</p><p>pátio da escola, suas tradições e variedades de</p><p>opções, para serem reproduzidos nas escolas, nas</p><p>escolinhas e nos clubes no momento da iniciação</p><p>esportiva.</p><p>32</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>Existe uma sequência metodológica sugerida para a progressão dos</p><p>conteúdos chamados de A – B – C, que são relacionados entre si pelos Jogos</p><p>de Inteligência e Criatividade Tática (JICT) (figura a seguir). A literatura</p><p>recomenda iniciar o processo de aprendizagem pelos conteúdos táticos, pela</p><p>aprendizagem tática (A), tendo em seguida o processo de aprendizagem</p><p>motora (B) e posteriormente o treinamento tático e técnico (C).</p><p>FIGURA 1: INICIAÇÃO ESPORTIVA UNIVERSAL: APRENDIZADO INTENCIONAL</p><p>Fonte: Adaptada de Greco (2012).</p><p>#PraCegoVer: A figura representa um esquema em preto e branco sobre a metodologia</p><p>do ensino baseado na IEU. Jogos de inteligência e criatividade tática. A. Da aprendizagem</p><p>tática ao treinamento tático-técnico: 1. Capacidades táticas básicas; 2. Estruturas funcionais</p><p>gerais; 3. Estruturas funcionais direcionadas. B. Da aprendizagem motora ao treinamento</p><p>tático-técnico: 1. Treinamento da coordenação; 2. Habilidades técnicas. C. Treinamento</p><p>tático-técnico: 1. Treinamento tático; 2. Treinamento técnico; 3. Treinamento integrado.</p><p>Após a fase da iniciação, isto é, do ato de jogar, o caminho é fazer com que</p><p>exista o entendimento do jogo formal de uma modalidade esportiva coletiva.</p><p>Pode-se trabalhar recortes de um jogo, em que há participação de um ou</p><p>mais jogadores em situação de defesa ou ataque; dessa forma, inicia-se a fase</p><p>preparatória para se chegar ao jogo propriamente dito (PEREIRA, 2019).</p><p>33</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>2.1.2 INICIAÇÃO ESPORTIVA NO VOLEIBOL</p><p>Entendendo a iniciação esportiva e suas aplicações, empregá-las nas</p><p>modalidades esportivas é um desafio para muitos profissionais, considerando</p><p>as habilidades e os fundamentos</p><p>existentes de cada modalidade. O voleibol</p><p>tem seus gestos motores chamados de não naturais, ou seja, utilizam as</p><p>habilidades fundamentais, como correr, saltar, arremessar, mas aliado a estas</p><p>estão os gestos específicos da modalidade (figura abaixo).</p><p>FIGURA 2: GESTO MOTOR DO SAQUE NO VOLEIBOL</p><p>Fonte: Adaptada de Costa (2020).</p><p>#PraCegoVer: A figura colorida representa as fases do saque no voleibol.</p><p>Sendo assim, entender os gestos motores de cada modalidade é de suma</p><p>importância para o início do ensino da prática esportiva. Atentar aos</p><p>pressupostos da individualidade biológica, o grupo para quem irá ministrar</p><p>as aulas, os espaços disponíveis, os materiais e a metodologia escolhida.</p><p>Considerando os JICT, que permitem as relações entre os diferentes momentos</p><p>da aprendizagem tática, aprendizagem motora e aprendizagem técnica,</p><p>focaremos nesse momento nas duas primeiras, utilizando o princípio de jogar</p><p>para aprender e de aprender jogando (GRECO, 1998).</p><p>Na aprendizagem tática, é interessante compreender e interpretar o jogo.</p><p>34</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>Com isso, é necessário que seus participantes saibam reconhecer palavras,</p><p>ou seja, entender o contexto, interpretar. No jogo, torna-se necessário ler o</p><p>contexto, ver o ambiente, compreender a situação e fazer interpretações.</p><p>Nas modalidades esportivas, a exemplo do voleibol, são constantes os</p><p>momentos de tomada de decisão, como realizar os três passes e realizar o</p><p>ataque em espaços em que não há pessoas e findar o ponto. Nesses momentos,</p><p>há a participação de diferentes processos cognitivos, de recepção/elaboração</p><p>de informação, que permitem essa tomada de decisão (figura a seguir).</p><p>FIGURA 3: ATLETA REALIZANDO O ATAQUE</p><p>Fonte: Academia do Voleibol (2021).</p><p>#PraCegoVer: A figura colorida representa uma atleta realizando um ataque e tendo que</p><p>tomar uma decisão diante de uma ação de bloqueio.</p><p>Portanto, podemos avaliar que o processo de aprendizagem tática é de</p><p>suma importância para que o principiante aprenda a “ler”, tenha “leitura” e</p><p>compreensão do jogo. Quem joga na rua (figura a seguir) aprende de forma</p><p>incidental as regras táticas do jogo que está jogando, o que vai facilitar sua</p><p>compreensão e sua orientação tática no esporte. Além disso, tão importante</p><p>quanto aprender a ler é aprender a fazer, momento em que entra a</p><p>aprendizagem motora.</p><p>35</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>FIGURA 4: JOGO INCIDENTAL, NO CAMPO OU NA RUA</p><p>Fonte: Ciência da Bola (2021).</p><p>#PraCegoVer: A figura colorida representa duas crianças jogando futebol em um campo na</p><p>rua, com várias poças d’água.</p><p>Entendemos que aprendizagem tática está paralelamente interligada com</p><p>a aprendizagem motora, pois você ensina os seus participantes a entender</p><p>o jogo e posteriormente mostra como realizar as ações ensinadas na prática.</p><p>Levando em consideração as decisões dos participantes no jogo, é necessário</p><p>organizar o processo de aprendizagem, seja ela tática ou motora. Sendo assim,</p><p>segundo Greco (1998), deve-se orientar e organizar o processo de ensino-</p><p>aprendizagem desse participante, para que ele não tenha erros técnicos nessa</p><p>fase de iniciação esportiva, ou para que não seja guiado a uma especialização</p><p>precoce.</p><p>Ações no saber fazer são compostas por habilidades</p><p>fundamentais (correr, saltar, lançar, receber,</p><p>empurrar, rebater). Mas, para jogar, ao mesmo</p><p>tempo é necessário que o principiante desenvolva</p><p>sua capacidade de “escrever” o jogo, ou seja, de</p><p>saber fazer.</p><p>36</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>2.1.3 COMO INICIAR O PROCESSO DE ENSINO?</p><p>Ensinar é o ato de ajudar alguém a aprender algo que irá acrescentar na sua</p><p>formação e no desenvolvimento de suas capacidades físicas e cognitivas. A</p><p>prática de uma modalidade esportiva traz diversos benefícios para diferentes</p><p>faixas etária de idade, como a melhora da qualidade de vida, condição física,</p><p>aptidão física e motora, além de ser uma grande aliada na integração social</p><p>(TANI; BENTO; PETERSEN, 2006).</p><p>Estruturar e planejar esse processo de ensino-aprendizagem deve-se basear</p><p>nas diferentes manifestações e vivências que as crianças têm na sua infância</p><p>e adolescência. Portanto, entender o que é o processo de iniciação esportiva e</p><p>seus objetivos traz subsídios ao planejamento da sua aula. Ao planejar, deve-</p><p>se atentar ao processo de transformação de uma habilidade motora básica</p><p>para um gesto técnico específico da modalidade esportiva. Para isso, existem</p><p>algumas fases que norteiam e delimitam essa aprendizagem.</p><p>• Jogos situacionais</p><p>• Nessa fase existe uma valorização do ganho de experiências e da</p><p>compreensão do ato de jogar. Para o aluno avançar para a próxima</p><p>fase suas ações motoras devem estar aperfeiçoadas.</p><p>Jogo manter área livre com balões</p><p>Fonte: Adaptada de Garzon (2012).</p><p>#PraCegoVer: A figura representa um desenho de uma quadra de voleibol, com seis</p><p>crianças de cada lado da quadra, cada uma com uma bola.</p><p>37</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>• Capacidades coordenativas</p><p>• São apontadas como um conjunto de operações que são</p><p>deliberadas pela função que desempenham parcialmente, com</p><p>isso servem de base para as ações específicas da modalidade</p><p>esportiva (GRECO, 1998).</p><p>Atividades para o ensino-aprendizagem-treinamento da coordenação</p><p>Fonte: Adaptada de Greco (2005).</p><p>#PraCegoVer: A figura representa uma fotografia de crianças em linha, posicionados</p><p>dentro de bambolês, passando por cima de pneus e conduzindo uma bola.</p><p>Nas fases citadas, podemos observar que a habilidade motora se inicia como</p><p>um movimento natural e, posteriormente, é potencializada para a execução</p><p>e vivência do movimento, do jogo formal e sem restrições (figura a seguir). Os</p><p>processos de ensino que se pautam no desenvolvimento das tarefas motoras,</p><p>de certa forma, influenciam essa liberdade de execução, pois, aos poucos, vão</p><p>solicitando ao movimento o acréscimo de combinações, de variações e de</p><p>objetivos e, até mesmo, delimitam espaços, regras, adversários, entre outros</p><p>aspectos (PEREIRA, 2019).</p><p>38</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>FIGURA 5: JOGO FORMAL DE VOLEIBOL</p><p>Fonte: Governo do Maranhão (2015).</p><p>#PraCegoVer: A figura colorida representa uma atleta realizando o movimento de</p><p>manchete em uma partida de voleibol.</p><p>2.2 PEDAGOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS</p><p>Neste tópico, serão pensados alguns caminhos para o ensino do voleibol.</p><p>2.2.1 CONCEITOS E DEFINIÇÕES</p><p>Antes de entendermos sobre a pedagogia dos esportes coletivos, vamos</p><p>retomar o significado de jogos esportivos coletivos. Estes são constituídos</p><p>por várias modalidades esportivas, como voleibol, futsal, futebol, handebol,</p><p>basquetebol, entre outras, e podem ser praticados por crianças e adolescentes</p><p>de diferentes faixas etárias. Sua ascensão é constante, e devido às competições</p><p>famosas, como Copa do Mundo de Futebol, Liga Mundial de Voleibol, Jogos</p><p>Olímpicos, fica mais presente seu caráter competitivo. Em contrapartida, a</p><p>pedagogia do esporte relata a importância dos jogos esportivos coletivos no</p><p>processo de ensino-aprendizagem de crianças e adolescentes. Oliveira e Paes</p><p>(2004) pontuam alguns aspectos que são relevantes dessa prática:</p><p>39</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>• Participação e inclusão</p><p>Inclusão</p><p>Fonte: Plataforma Deduca (2021).</p><p>#PraCegoVer: A figura representa ilustrações em diagramas dos conceitos de</p><p>exclusão, separação, integração e inclusão.</p><p>• Esses são fatores que a prática dos jogos coletivos estimula.</p><p>• Cooperação e convivência</p><p>Cooperação</p><p>Fonte: Plataforma Deduca (2021).</p><p>#PraCegoVer: A figura representa ilustrações em diagramas dos conceitos de</p><p>exclusão, separação, integração e inclusão.</p><p>• Além dos fatores citados, a cooperação e a convivência são</p><p>importantíssimas para prática dos jogos coletivos.</p><p>40</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>A pedagogia do esporte busca estudar o processo e a ciência em que o</p><p>esporte está envolvido, em suas diferentes dimensões. Nessa busca sobre a</p><p>pedagogia esportiva, podemos citar alguns problemas que são encontrados</p><p>no caminho do ensino-aprendizagem e que devemos nos atentar como</p><p>professores e treinadores. Por exemplo, podemos citar alguns: vontade de</p><p>alcançar resultados rápidos; especialização precoce; falta de planejamento.</p><p>Considerando tais problemas, devemos visualizar e aplicar a pedagogia</p><p>do esporte no ensino dos jogos esportivos coletivos de uma maneira que</p><p>buscamos um processo de aprendizagem que nos dê aporte teórico e prático.</p><p>Desse modo, poderemos alcançar os objetivos propostos, sempre respeitando</p><p>o tempo de cada fase de aprendizagem e principalmente a individualidade dos</p><p>alunos. Dessa forma, vimos como é importante discutir e aplicar a pedagogia</p><p>da iniciação esportiva.</p><p>Neste link, você poderá ler um conteúdo sobre</p><p>pedagogia do esporte e as novas tendências</p><p>metodológicas com o grande professor Alcides José</p><p>Scaglia: https://novaescola.org.br/conteudo/246/a-</p><p>pedagogia-do-esporte-e-as-novas-tendencias-</p><p>metodologicas</p><p>2.2.2 PROCEDIMENTOS DIDÁTICOS NO</p><p>APRENDIZADO</p><p>O processo pedagógico de ensino acontece muitas das vezes em uma</p><p>sequência gradual de procedimentos, e isso facilita o ensino e o aprendizado do</p><p>aluno, realizando assim o padrão motor no tempo devido e com a qualidade de</p><p>execução esperada. Dentre os métodos conhecidos, existe o sintético-analítico-</p><p>sintético, que permite ao aluno experimentar o fundamento, aprendê-lo de</p><p>forma decomposta e depois realizá-lo de forma global (BIZZOCCHI, 2013).</p><p>Segundo Bizzocchi (2013), há uma estruturação do processo pedagógico:</p><p>41</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>1. Acontece a apresentação do fundamento:</p><p>Nesse momento, deve-se atentar a todos os detalhes para realizar</p><p>a apresentação com qualidade, pois assim se inicia o processo de</p><p>aprendizagem do seu aluno. Caso veja necessidade, utilize recursos</p><p>fotográficos, vídeos, para que a criança assimile aquele ensinamento</p><p>da melhor maneira possível.</p><p>2. Aprender corretamente e utilizar o aprendizado no jogo:</p><p>Devido à dificuldade de alguns fundamentos, às vezes pode haver</p><p>desinteresse nos alunos. Nesse momento, é fundamental o papel do</p><p>professor para mostrar como é importante aprender corretamente</p><p>aquele novo fundamento e como é sua aplicação no momento do</p><p>jogo. Pode-se utilizar recursos como simulação de situações de jogo,</p><p>acontecendo aprendizagem direta e isolada de um fundamento, para</p><p>que a criança veja a importância da utilização daquela habilidade</p><p>específica. Quando seu aluno começa a perceber o problema, é o</p><p>momento em que o trabalho do professor se torna mais fácil, e o</p><p>resultado apropriado.</p><p>3. De uma maneira global experimentar a modalidade:</p><p>Para atender à necessidade e curiosidade do aluno, realizar</p><p>experimentações fazem parte do processo, pois isso permite que ele</p><p>vivencie as dificuldades para realizar o fundamento. Cada aluno terá</p><p>um comportamento diferente do outro, uns realizando a habilidade</p><p>naturalmente e outros com mais dificuldade. Com essa observação,</p><p>o professor poderá definir algumas tratativas diferenciadas dentro do</p><p>processo que iniciará.</p><p>4. Realizar a sequência pedagógica:</p><p>Uma proposta interessante é decompor a habilidade em partes</p><p>que possam ser isoladas do ponto de vista motor e trabalhadas com</p><p>o objetivo de obter um aprendizado uniforme ao retomar todo o</p><p>fundamento. Alguns fundamentos podem ser iniciados sem bola</p><p>de voleibol oficial, e sim com bolas mais leves. Além disso, pode-se</p><p>aproveitar os espaços e materiais disponíveis, como paredes, mesas,</p><p>cordas.</p><p>42</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>5. Realizar exercícios educativos e formativos:</p><p>Durante o processo de aprendizagem, alguns alunos podem</p><p>apresentar déficit de padrões de movimento, devendo ser estes</p><p>corrigidos, utilizando exercícios educativos e formativos. Os educativos</p><p>são exercícios específicos para correção de um desvio motor. O aluno,</p><p>na execução do toque, o realiza com as mãos espalmadas. Para corrigir</p><p>isso, é necessário um exercício educativo, como apanhar a bola no</p><p>chão, com o contato correto dos dedos nela, e lançá-la contra a parede.</p><p>6. Fixação:</p><p>Para que haja o processo de fixação da aprendizagem, é fundamental</p><p>a repetição do gesto, para que o aluno fixe o movimento. Enquanto o</p><p>fundamento não estiver automatizado, o processo não termina. Aos</p><p>poucos, deve-se aumentar a complexidade de execução, para que haja</p><p>adaptação do aluno às condições externas, como velocidade e força,</p><p>bem como oscilações da bola e diferentes situações de jogo que o</p><p>aluno encontrará.</p><p>7. Aplicar na prática:</p><p>Aplicar o fundamento à realidade do jogo significa associar os</p><p>outros elementos, e depois praticá-lo em forma simplificada de</p><p>jogos pré-desportivos. Nesse sentido, utilizar a parte lúdica é um</p><p>grande aliado nessa motivação para o aprendizado dos fundamentos</p><p>do jogo. É crucial, durante todo o processo, dosar intensidade e</p><p>duração, aumentando gradativamente a dificuldade de execução,</p><p>para não gerar uma desmotivação do praticante. Sabendo que o</p><p>desenvolvimento do padrão de movimento de qualquer fundamento</p><p>segue três estágios, inicial, elementar e maduro, é importante que o</p><p>professor saiba identificar em qual estágio se encontra cada um de</p><p>seus alunos para dirigir melhor o programa de ensino, respeitando</p><p>as individualidades e fornecendo elementos pedagógicos que</p><p>possibilitem ao aluno completar a aprendizagem.</p><p>43</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>2.2.3 UTILIZAÇÃO DO MINIVOLEIBOL</p><p>O minivoleibol é um método de iniciação simplificado e adaptado às</p><p>capacidades e necessidades das crianças, fazendo com que elas tenham o</p><p>processo de aprendizagem brincando de uma maneira lúdica. Existe uma</p><p>adequação no tamanho da quadra, no peso e tamanho da bola, na altura</p><p>da rede e nas regras do jogo (CBV, 1999). Além disso, pode-se trabalhar com</p><p>diversas faixas etárias, tornando a prática mais interessante e motivante, visto</p><p>que os alunos conseguem realizar os fundamentos com maior facilidade</p><p>(figura a seguir).</p><p>FIGURA 6: PROJETO VIVA VÔLEI CBV</p><p>Fonte: Adaptada de Souza (2010).</p><p>#PraCegoVer: A figura colorida representa o projeto da CBV Viva Vôlei, crianças de diferentes</p><p>faixas etárias jogando.</p><p>44</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>O projeto Viva Vôlei, que faz parte da Confederação</p><p>Brasileira de Voleibol (CBV), utiliza o minivoleibol</p><p>como metodologia de ensino. E isso traz resultados</p><p>na formação dos alunos.</p><p>Quando se fala em jogo simplificado, temos que levar em consideração a</p><p>quantidade de jogadores. Por exemplo, podemos citar basquete 2 x 2, voleibol</p><p>3 x 3, futsal 3 x 3 com ou sem goleiro, entre outras alternativas. Vale ressaltar</p><p>que as características das modalidades esportivas devem ser mantidas nesse</p><p>processo de ensino, porém, sendo realizadas de uma maneira mais lúdica. O</p><p>minivoleibol e outras alternativas de jogos simplificados surgiram devido aos</p><p>problemas encontrados com relação aos iniciantes, às categorias de base e</p><p>à formação de praticantes, pois existe uma dificuldade no aprendizado</p><p>das</p><p>ações dos jogos, que são muitas vezes complexas.</p><p>O minivoleibol pode ser também uma ferramenta de ensino nas escolas.</p><p>De acordo com Silva (2014), o voleibol escolar tem por objetivo promover o</p><p>desenvolvimento das capacidades motoras, físicas e psicológicas dos alunos.</p><p>Diante disso, o aluno tem em seu primeiro contato a oportunidade de conhecer</p><p>a modalidade, e o minivoleibol tem um papel importante nessa inserção. Os</p><p>alunos, portanto, terão oportunidade de iniciar a prática de maneira lúdica,</p><p>conhecendo os fundamentos do jogo e jogando de forma reduzida, podendo</p><p>gerar interesse dos alunos pela prática, de forma que estes ampliarão cada</p><p>vez mais seus conhecimentos.</p><p>No minivoleibol, trabalham-se os fundamentos básicos do jogo, como</p><p>saque por baixo, recepção de saque de toque e manchete, levantamento</p><p>de toque e manchete, ataque, bloqueio simples e recuperação. Com isso, a</p><p>progressão acontece quando os alunos saem da iniciação e adentram a fase</p><p>de especialização na modalidade. Sendo assim, o minivoleibol é um método</p><p>que agrega e auxilia muito no ensino do voleibol e, além disso, faz com que os</p><p>alunos iniciantes não desistam de aprender essa modalidade.</p><p>45</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>CONCLUSÃO</p><p>Esta unidade objetivou trazer elementos para a compreensão da importância</p><p>da iniciação esportiva no processo de ensino. Além disso, procurou mostrar</p><p>como aplicar esses conhecimentos na prática.</p><p>Dessa forma, foi possível entender a importância da iniciação esportiva</p><p>no processo de ensino-aprendizagem, e quanto o ensino pode ser mais</p><p>leve quando se compreende a fase e a faixa etária em que cada aluno está</p><p>compreendido. Nesta unidade, foram abordados, de maneira ampla e</p><p>resumida, alguns conceitos e definições que subsidiam o planejamento</p><p>das aulas na prática. Além disso, no processo pedagógico de ensino se faz</p><p>necessário compreender para respeitar as fases e a individualidade dos seus</p><p>alunos.</p><p>UNIDADE 3</p><p>> Desenvolver na</p><p>prática os elementos</p><p>do jogo.</p><p>> Analisar e</p><p>compreender</p><p>as posições</p><p>fundamentais da</p><p>modalidade.</p><p>> Aprender as</p><p>sequências</p><p>de ensino dos</p><p>fundamentos.></p><p>Explicar por que as</p><p>mudanças foram</p><p>necessárias.</p><p>>Entender os</p><p>objetivos das</p><p>posições em quadra.</p><p>OBJETIVO</p><p>Ao final desta</p><p>unidade,</p><p>esperamos que</p><p>possa:</p><p>46</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>47</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>3 FUNDAMENTOS DO VOLEIBOL</p><p>Continuando nosso estudo sobre o voleibol, após abordarmos sua parte</p><p>histórica e iniciação esportiva, agora nesta sequência vamos entender um</p><p>pouco sobre os seus fundamentos. Assim, aprenderemos os processos de</p><p>ensino-aprendizagem dos fundamentos, a evolução e as estratégias que</p><p>podem ser exploradas para potencializar o aprendizado.</p><p>Compreender que existem diferentes fundamentos na modalidade é o início</p><p>do ensino, pois estes vêm juntamente com os momentos em que cada</p><p>fundamento deve ser utilizado. Entretanto, é importante aliar a teoria do</p><p>ensino com a execução dos fundamentos e as posições fundamentais de um</p><p>jogo.</p><p>Sendo assim, esta unidade traz grandes elementos básicos para ensinar o</p><p>voleibol na prática, seja nas escolas ou em clubes, por meio de estratégias</p><p>de ensino que irão facilitar e auxiliar o ensino dos fundamentos do voleibol.</p><p>Esperamos que você aproveite e consiga replicar os conteúdos em suas aulas.</p><p>3.1 ENSINO DOS FUNDAMENTOS DO VOLEIBOL</p><p>A base para o início do jogo.</p><p>3.1.1 EVOLUÇÃO DOS FUNDAMENTOS</p><p>Os fundamentos são o que os jogadores realizam durante o jogo, ou seja, são</p><p>particularidades constitutivas do jogo. A evolução desses fundamentos levou</p><p>a grandes melhorias da modalidade, e estas contribuíram para torná-la mais</p><p>atrativa e acessível para todos. Outros aspectos, como a preparação física,</p><p>técnica e tática, foram evoluindo, com isso o jogo necessitou de modificações</p><p>para atender as novas demandas. Considerando que os fundamentos são</p><p>ações técnicas realizadas pelos jogadores em quadra, essa evolução está</p><p>diretamente ligada às equipes praticantes.</p><p>Dessa forma, Bizzocchi (2013) cita um papel importante para essa evolução, a</p><p>contribuição das grandes seleções de diferentes países que são potências do</p><p>voleibol. No momento em que uma seleção era campeã, as demais buscavam</p><p>estudar o que era realizado de diferente para alcançar os bons resultados.</p><p>48</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>Sendo assim, os fundamentos foram evoluindo conforme a necessidade das</p><p>equipes em potencializar os seus resultados. A seleção brasileira (figura a</p><p>seguir) teve um papel relevante nesse processo, a partir de 2001, com um jogo</p><p>mais rápido e de bolas mais baixas, aumentando a velocidade das jogadas</p><p>(GONÇALVES; LOZADA, 2020).</p><p>FIGURA 1 – SELEÇÃO BRASILEIRA</p><p>Fonte: HTE Sports (2020).</p><p>#PraCegoVer: A figura representa a seleção brasileira de voleibol masculino, imagem</p><p>colorida e todos uniformizados com a camisa amarela da seleção.</p><p>Vale ressaltar que os fundamentos técnicos, embora sejam realizados</p><p>individualmente, têm resultado no coletivo da equipe de voleibol. Em se</p><p>tratando de uma modalidade coletiva que exige prática corporal, os jogadores</p><p>devem ficar atentos a realizar os fundamentos de maneira correta para que,</p><p>no conjunto, a equipe obtenha resultados positivos na partida. Entretanto, é</p><p>importante destacar que cada jogador possui uma função específica dentro</p><p>de quadra, e o seu desempenho técnico pode afetar toda a equipe (PRIESS;</p><p>GONÇALVES; SANTOS, 2018).</p><p>49</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>Saiba mais sobre a evolução da modalidade e os</p><p>impactos que ela gerou, no livro Metodologia do</p><p>Esporte I: vôlei e basquete, de Gonçalves e Lozada</p><p>(2020), disponível na minha biblioteca integrada</p><p>Multivix.</p><p>Portanto, é preciso entender que toda a modalidade sofreu modificações.</p><p>Além disso, essas mudanças impactaram diretamente a forma de jogar dos</p><p>atletas e, consequentemente, modificaram também a forma de ensinar os</p><p>fundamentos para os alunos. Considerando esse cenário, abordaremos no</p><p>próximo tópico o ensino dos fundamentos.</p><p>3.1.2 ENSINO E APRENDIZAGEM DOS</p><p>FUNDAMENTOS</p><p>O ensino dos fundamentos esportivos depende da maneira como o profissional</p><p>conduz os ensinamentos, fazendo com que os alunos fiquem engajados e</p><p>motivados a continuarem naquela prática. Existem diferentes formas de</p><p>abordar e sequenciar o ensino dos fundamentos técnicos do voleibol, não</p><p>havendo um modo totalmente correto ou errado de fazê-lo.</p><p>As crianças demoram mais tempo para adquirir a informação que lhe é</p><p>ensinada, por isso muitas vezes a resposta motora é insuficiente. Isso ocorre</p><p>porque a criança tem baixa capacidade de manter-se concentrada por longo</p><p>tempo, e a forma de receber a informação é mais lenta. Argumenta-se que a</p><p>demora na prática dos movimentos coordenados ocorre na criança por causa</p><p>da mielinização dos neurônios motores (MARQUES JUNIOR, 2006).</p><p>50</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>Não existe uma receita de bolo para a sequência e o</p><p>ensino dos fundamentos de qualquer modalidade</p><p>esportiva, o que temos são metodologias de ensino</p><p>que facilitam a prática para que o professor tenha</p><p>onde subsidiar seus ensinamentos.</p><p>Os dois fundamentos basilares toque e manchete podem ser ensinados de</p><p>diferentes maneiras e sequências. Uma sequência bastante utilizada é ensinar</p><p>a manchete logo após o ensinamento do toque, pois se aproveita a mesma</p><p>posição para realizar as movimentações específicas. Aprendendo esses dois</p><p>fundamentos básicos, o repertório de exercícios aumenta, juntamente com</p><p>as possibilidades de tarefas e jogos adaptados associados a essas posições e a</p><p>movimentações específicas.</p><p>Vale ressaltar que a prática do voleibol com crianças é importante e específica,</p><p>devido aos seguintes aspectos: não ocorre contato físico, e a chance de</p><p>lesão torna-se menor; cada jogador pode dar no máximo um toque na bola,</p><p>possibilitando uma coletividade das jogadas; a queda da bola é ponto, e o</p><p>aspecto de cooperação em evitar que ocorra um ponto torna-se positivo; as</p><p>regras são de fácil aprendizado (MARQUES JUNIOR, 2006).</p><p>51</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>Por que o toque antes da manchete? Acredita-</p><p>se que, se a manchete for ensinada antes, o</p><p>toque passará a ser utilizado como segunda</p><p>necessidade, havendo uma queda de qualidade</p><p>nas movimentações específicas e nas posições</p><p>básicas.</p><p>FIGURA 2 – MOVIMENTO DO TOQUE</p><p>Fonte: Dicionário Olímpico ([2022]).</p><p>#PraCegoVer: A figura representa em uma imagem colorida de</p><p>uma jogadora da seleção brasileira de voleibol feminino realizando</p><p>o fundamento de toque.</p><p>Quando o aluno/atleta compreende e executa com facilidade o toque por</p><p>cima, a manchete facilita o processo de antecipação dos seus movimentos,</p><p>ou seja, ele prevê com maior facilidade e rapidez a trajetória da bola. Com</p><p>isso, consegue interceptar a bola que vem do outro lado da quadra com mais</p><p>eficiência.</p><p>Após o ensino do toque e da manchete, vem a combinação saque –</p><p>manchete – toque, e após inclui-se o ataque mais conhecido como a cortada,</p><p>o fundamento mais eficaz para alcançar o objetivo do jogo de voleibol, que</p><p>é fazer com que a bola caia no chão da quadra adversária. O fundamento de</p><p>52</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>bloqueio vem depois de ensinar o ataque, pois para fazer esse movimento</p><p>tem que se atentar às particularidades do fundamento, pois este exige muito</p><p>do equilíbrio e é muito comum de ocorrer lesões de tornozelos, devido à falta</p><p>de equilibro no final da execução do movimento.</p><p>Vale ressaltar que não se deve esperar pela execução perfeita de um</p><p>fundamento para dar início ao ensino do seguinte, o aperfeiçoamento</p><p>acontece com a combinação de exercícios, e o padrão de movimento do</p><p>aluno/atleta acontece de acordo com suas evoluções motoras e cognitivas.</p><p>Além disso, o professor deve ficar atento para promover a aprendizagem das</p><p>habilidades respeitando a individualidade biológica de seus alunos/atletas.</p><p>3.1.3 PROCESSOS DE TREINAMENTO DE CADA</p><p>FUNDAMENTO</p><p>• Toque</p><p>Nesse fundamento, o aluno/atleta recebe e envia a bola rapidamente com os</p><p>dedos, mantendo mãos e braços na altura da cabeça ou acima dela (figura</p><p>a seguir). Esse fundamento é comumente utilizado no levantamento; além</p><p>disso, pode ser usado nos momentos de defesa quando o ataque adversário</p><p>é fraco.</p><p>FIGURA 3 – TOQUE</p><p>Fonte: Educopediaef (2020).</p><p>#PraCegoVer: A figura representa uma sequência da realização do fundamento toque.</p><p>53</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>O fundamento do toque envolve algumas capacidades físicas importantes:</p><p>agilidade, coordenação dinâmica geral, velocidade de reação, coordenação</p><p>visual-motora, força. Além disso, o fundamento exige flexibilidade,</p><p>fortalecimento da região lombar e abdominal. Tendo o conhecimento das</p><p>capacidades físicas, isso subsidia o ensino e aprimoramento da técnica.</p><p>As habilidades motoras mais utilizadas no toque</p><p>são receber e golpear. As combinações entre elas,</p><p>juntamente com todas as habilidades locomotoras,</p><p>são relevantes para auxiliar e preparar o toque.</p><p>• Manchete</p><p>O fundamento manchete é utilizado comumente nos momentos de</p><p>recepções dos saques e nas defesas. Além disso, é um recurso para recuperar</p><p>bolas mais baixas. O movimento basicamente é um toque realizado com</p><p>os antebraços estendidos à frente do corpo, aproximadamente à altura da</p><p>cintura. O movimento para realização da manchete deve ser controlado,</p><p>com o objetivo de diminuir a velocidade de chegada da bola (um saque</p><p>ou um ataque) e conceder a direção desejada (BIZZOCCHI,2013). O toque e</p><p>a manchete são fundamentos básicos do voleibol; sendo assim, eles são as</p><p>bases dos treinamentos, o ponto de partida para o ensino e o entendimento</p><p>da modalidade na sua prática. Temos outros fundamentos que são utilizados</p><p>nos momentos do jogo, não menos importantes:</p><p>54</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>• Saque por baixo</p><p>FIGURA 4 – POSIÇÃO SAQUE POR BAIXO.</p><p>Fonte: Wikihow (2021).</p><p>#PraCegoVer: A figura representa o desenho de um homem preparando-se para</p><p>realizar um saque por baixo, com o braço estendido para trás e a mão fechada em</p><p>punho, com a outra mão segurando a bola à frente.</p><p>• O saque por baixo é o primeiro tipo a ser ensinado, exige habilidades</p><p>simples para executá-lo. Aos poucos, pode-se incentivar a precisão e o</p><p>aumento no efeito da bola.</p><p>• Ataque</p><p>FIGURA 5 – PASSADA DE ATAQUE</p><p>Fonte: Colégio Pirãmide (2020).</p><p>#PraCegoVer: A figura representa um desenho contendo uma sequência de</p><p>movimentos para realizar a cortada.</p><p>• É um movimento seriado, que inclui uma corrida inicial, um salto</p><p>preponderantemente vertical e um golpe na bola, com o braço</p><p>estendido e a mão espalmada.</p><p>55</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>• Bloqueio</p><p>FIGURA 6 – POSIÇÃO DE BLOQUEIO</p><p>Fonte: Just Volleyball (2019).</p><p>#PraCegoVer: A figura representa o desenho de uma sequência de movimentos para</p><p>realizar o bloqueio junto à rede.</p><p>• Fundamento que bloqueia o ataque adversário realizado junto</p><p>da rede, é um salto vertical em que o executante, com os braços</p><p>estendidos, realiza a tentativa de bloqueio da bola. Ou, quando isso</p><p>não é possível, a bola pode tocar na equipe, minimizando o impacto e</p><p>facilitando o contra-ataque.</p><p>Entender um pouco sobre os fundamentos, seus objetivos, as habilidades e as</p><p>capacidades físicas envolvidas facilita o momento do treinamento. Lembre-se</p><p>de que todo ensino deve ser baseado em uma teoria. Sendo assim, entender</p><p>os fundamentos é o princípio para trabalhar na prática.</p><p>3.2 POSIÇÕES FUNDAMENTAIS</p><p>Etapas fundamentais para o desempenho efetivo na modalidade.</p><p>3.2.1 EXPECTATIVA (COM E SEM</p><p>DESLOCAMENTO)</p><p>Para iniciarmos nosso estudo sobre o ensino dos fundamentos, vamos utilizar</p><p>como exemplo a abordagem sugerida por J. Bojikian e L. Bojikian (2012).</p><p>Os autores utilizam a sequência pedagógica, iniciando com a posição e a</p><p>movimentação básica que os jogadores podem realizar dentro de quadra.</p><p>Quando se fala em posição básica, ela está associada a uma movimentação</p><p>56</p><p>METODOLOGIA DOS ESPORTES COLETIVOS I</p><p>MULTIVIX EAD</p><p>Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017</p><p>específica, ou seja, uma boa postura para executar de maneira efetiva o</p><p>deslocamento. Após compreender as posições básicas, os alunos iniciam o</p><p>processo de aprendizagem dos fundamentos de jogo com a bola, estes são</p><p>trabalhados com as posições básicas e movimentações. A combinação dos</p><p>fundamentos com as posições oferece ao professor/técnico uma gama de</p><p>possibilidades de variações de exercícios e tarefas, facilitando o processo de</p><p>aprendizagem (BIZZOCCHI, 2013).</p><p>As posições e as movimentações básicas introduzem os fundamentos técnicos</p><p>no voleibol. Nesse sentido, podemos citar alguns exemplos de situações no</p><p>jogo.</p><p>• Posição de expectativa</p><p>• No momento em que uma equipe realiza o saque, o jogador deverá</p><p>assumir a tarefa de receber a bola; nesse momento, ele realiza posição</p><p>de expectativa.</p><p>FIGURA 7 – POSIÇÃO DE EXPECTATIVA PARA RECEPÇÃO.</p><p>Fonte: Unisport Brasil</p>