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<p>1</p><p>O Programa</p><p>Criança Feliz e as</p><p>Diversidades das</p><p>Infâncias brasileiras</p><p>MÓDULO 1</p><p>Marcos Legais da Primeira Infância</p><p>O Programa</p><p>Criança Feliz e as</p><p>Diversidades das</p><p>Infâncias brasileiras</p><p>MÓDULO 3</p><p>As diversidades no Brasil</p><p>Ficha catalográfica elaborada pela Seção de Catalogação e</p><p>Classificação da Biblioteca Central da Universidade Federal de</p><p>Viçosa - Campus Viçosa</p><p>O Programa Criança Feliz e as diversidades das infâncias</p><p>P964 brasileiras [recurso eletrônico] / organizador Marcelo</p><p>2022 José Braga ; elaboração de conteúdo Naise Valéria</p><p>Guimarães Neves ... [et ai.]. - Viçosa, MG, c2022.</p><p>1 livro eletrônico (128 p.) : il. color.</p><p>Disponível em:</p><p>https://moodle .cidadania .gov .br/ead</p><p>Inclui bibliografia.</p><p>ISBN 978-85-66148-31-2</p><p>1. Crianças - Política governamental. 2. Crianças -</p><p>Formação. 3. Crianças - Educação. 4. Direitos das crianças.</p><p>1. Braga, Marcelo José, 1969-. 11. Neves, Naise Valéria</p><p>Guimarães, 1968-. Ili. Monteiro, Ana Louricélia Chagas,</p><p>1966-. IV. Ladeira, Priscila Daniele, 1988-. V. Gusmão,</p><p>Camila Botelho, 1999-. VI. Cordeiro, Ester Augusto, 2000-.</p><p>VII. Alves, Juliana Monteiro, 1999-. VIII. Brasil.</p><p>Ministério da Cidadania. Programa Criança Feliz.</p><p>IX. Universidade Federal de Viçosa. Instituto de Políticas</p><p>Públicas e Desenvolvimento Sustentável. X. Universidade</p><p>Federal de Viçosa. Coordenadoria de Educação Aberta</p><p>e a Distância.</p><p>COO 22. ed. 353.536</p><p>Bibliotecário responsável: Euzébio Luiz Pinto - CRB6/3317</p><p>3</p><p>Sumário</p><p>Apresentação da Unidade IV, V e VI ...................................... 5</p><p>Unidade IV - As diversidades brasileiras .............................. 7</p><p>Aula Narrada 4:</p><p>4.1. Diversidades da formação social e econômica brasileira</p><p>4.2. Variedades regionais e culturais do Brasil</p><p>4.3. A política social e a apreensão das territorialidades e regionalidades</p><p>4.4. O Programa Criança Feliz e sua inserção nos territórios diversos</p><p>Unidade V - As diversidades das famílias brasileiras ...... 15</p><p>Aula Narrada 5:</p><p>5.1. Famílias extensas e famílias monoparentais</p><p>5.2. A composição das famílias brasileiras atualmente</p><p>5.3. Quem são os cuidadores e as cuidadoras das crianças nas famílias</p><p>brasileiras</p><p>Unidade VI - O desenvolvimento infantil e as diversidades</p><p>das infâncias brasileiras ......................................................... 21</p><p>Aula Narrada 5:</p><p>6.1. Importância do desenvolvimento infantil para a quebra</p><p>intergeracional da pobreza</p><p>6.2. Os aspectos diversos das infâncias brasileiras</p><p>6.3. O papel das cuidadoras e dos cuidadores na promoção do</p><p>desenvolvimento infantil</p><p>4</p><p>Significado dos</p><p>ícones da apostila</p><p>Como forma de facilitar a compreensão dos conteúdos apresentados</p><p>assim como seu estudo, no decorrer das apostilas você irá encontrar alguns</p><p>ícones como os inseridos abaixo. Esses ícones tem por objetivo destacar algumas</p><p>partes do conteúdo, para chamar sua atenção. Cada figura tem uma função,</p><p>confira:</p><p>Perguntas em destaque: questionamentos que</p><p>conduzem à reflexão ou explicação de alguns termos</p><p>importantes.</p><p>Sínteses e afirmações importantes</p><p>sobre o conteúdo para se atentar.</p><p>Links de vídeos para complementar e</p><p>aprodundar os estudos.</p><p>Links na internet, onde é possível acessar</p><p>sites ou artigos relacionados ao tema.</p><p>5</p><p>Apresentação e</p><p>Guia de Estudos da</p><p>Unidade IV, V e VI</p><p>Olá cursista, bem-vindo ao nosso Módulo III!</p><p>Este módulo III é dividido em três unidades. Dando continuidade às</p><p>unidades do módulo 2, apresentaremos neste módulo as unidades IV, V</p><p>e VI. Desejamos que você mantenha o prazer de estudar e conhecer um</p><p>pouco mais sobre os temas deste módulo.</p><p>Como parte do módulo III, iremos, primeiramente, conhecer sobre</p><p>as diversidades brasileiras, compreendendo como se deu a formação</p><p>territorial e social do Brasil, com suas diversas realidades regionais e suas</p><p>implicações para diferentes formas de organização social e assim contribuir</p><p>para nossa atuação na promoção da Primeira Infância, na execução de uma</p><p>política ou programa social com foco na efetivação do Programa Criança</p><p>Feliz nesse cenário atual, respeitando as diversidades.</p><p>Para aprofundar esses conhecimentos, siga a seguinte ordem de</p><p>estudos:</p><p>1. Leia, na apostila, a Aula 4;</p><p>2. Assista a aula narrada 4;</p><p>3. Faça o jogo de palavras-cruzadas e os exercícios de</p><p>fixação da Aula 4;</p><p>6</p><p>Depois, seguimos para a aula 5 que vai possibilitar reflexões sobre</p><p>as diversidades das famílias brasileiras, entendendo a existência das várias</p><p>configurações de família, tipos diferenciados de formação familiar, diferentes</p><p>formas de exercer a parentalidade para o cuidado com as crianças, relacionando</p><p>todo o aprendizado com a prática diária do PCF.</p><p>Sugerimos, para conhecimento sobre esse assunto, a seguinte ordem de</p><p>estudo:</p><p>1. Ler, na apostila, a Aula 5;</p><p>2. Assistir à aula narrada 5;</p><p>3. Faça os exercícios de fixação;</p><p>Por último, para fechar com chave de ouro este importantíssimo módulo,</p><p>apresentamos a aula 6 que é de extrema importância para quem trabalha</p><p>com a Primeira Infância! Nela, iremos compreender qual a importância</p><p>do desenvolvimento infantil para a quebra intergeracional da pobreza,</p><p>entendendo os aspectos diversos das infâncias brasileiras, o papel das cuidadoras</p><p>e dos cuidadores na promoção do desenvolvimento infantil e como as visitas</p><p>domiciliares do PCF contribuem para o fortalecimento da primeira infância e de</p><p>um futuro melhor paras as crianças.</p><p>Como nas outras aulas, nessa, recomendamos que siga a seguinte ordem</p><p>de estudos:</p><p>1. Ler, na apostila, a Aula 6;</p><p>2. Assistir à aula narrada 6;</p><p>3. Brinque com o jogo de palavras cruzadas e faça os</p><p>exercícios de fixação.</p><p>Bons estudos!</p><p>7</p><p>Aula Narrada 4:</p><p>As diversidades brasileiras</p><p>4.1. Diversidades da formação social e econômica</p><p>brasileira.</p><p>Sabemos que a história do Brasil, ao longo dos anos, foi marcada pela migração</p><p>de outros povos, o que contribuiu para que a ocupação do território brasileiro fosse</p><p>diverso, trazendo consigo diferentes costumes e culturas.</p><p>Durante um período, a concentração populacional do território brasileiro</p><p>aconteceu nas região Nordeste e Sudeste e em parte da região Sul. Alguns motivos</p><p>levaram a isso, como por exemplo, a chegada dos colonizadores no litoral nordestino,</p><p>estabelecendo pequenos comércios e pequenas cidades, o comércio da cana-de-</p><p>açúcar. Já alguns anos depois, a região Sudeste passou a concentrar grandes fluxos</p><p>populacionais, graças ao ciclo do café, o desenvolvimento da indústria e comércio,</p><p>levando o estado de São Paulo a receber grandes contingentes de migrantes</p><p>brasileiros e europeus.</p><p>8</p><p>Esses fluxos são marcados pelo desenvolvimento urbano e rural, que não</p><p>se desenvolveram igualmente no território brasileiro. Além disso, é preciso levar</p><p>em consideração que o processo de urbanização e de influência econômica e</p><p>política de uma localidade depende de fatores como desenvolvimento comercial</p><p>e industrial, elementos que propiciam maior fluxo de pessoas, que levam à maior</p><p>concentração de bens e serviços. Contudo, maior urbanização, área comercial e</p><p>industrial, nem sempre significa maior e melhor desenvolvimento. A gestão de</p><p>um território depende também da consolidação e efetivação de políticas públicas,</p><p>vinculadas à preservação ambiental e cultural.</p><p>Considerando a forma desigual como o território brasileiro foi ocupado,</p><p>podemos identificar diversidades territoriais, culturais, étnicas, econômicas</p><p>e sociais bem definidas nas cinco regiões.</p><p>Diante das especificidades que circundam nosso território brasileiro,</p><p>convidamos você a refletir sobre as seguintes questões:</p><p>Você já pensou sobre a diversidade regional do Brasil?</p><p>Quantas paisagens diferentes podemos apreciar se conhecermos o</p><p>território brasileiro?</p><p>Pense nos diferentes cenários que vivenciamos</p><p>quando trabalhamos com políticas sociais, nas</p><p>diversas realidades das cidades e territórios e em</p><p>diferentes modos de viver.</p><p>Ainda é possível presenciarmos áreas de floresta, cerrado, caatinga. Temos</p><p>praias, serras, cachoeiras</p><p>e rios, bem como metrópoles e cidades grandes.</p><p>A diversidade regional tem que ser pensada quando</p><p>se pretende executar uma política pública e social, já</p><p>que a forma de acesso das pessoas será diferente de</p><p>acordo com a região em que está inserida.</p><p>Com certeza, no trabalho cotidiano, você já se deparou com alguma</p><p>dificuldade de acesso ao território e isso influencia no trabalho que o Programa</p><p>Criança Feliz realiza com as crianças e famílias atendidas.</p><p>4.2. Variedades regionais e culturais do Brasil</p><p>Cultura é um complexo conjunto de elementos que envolve arte (todas as</p><p>linguagens artísticas possíveis, como a pintura, a escultura e outras artes visuais, o</p><p>artesanato, a literatura, o teatro etc.), educação, religião e religiosidade, culinária,</p><p>idioma, festividades, histórias populares etc.1</p><p>1 https://brasilescola.uol.com.br/brasil/a-diversidade-cultural-no-brasil.htm#:~:text=Cul-</p><p>tura%20%C3%A9%20um%20complexo%20conjunto,%2C%20festividades%2C%20hist%-</p><p>https://brasilescola.uol.com.br/brasil/a-diversidade-cultural-no-brasil.htm#:~:text=Cultura%20%C3%A9%20um%20complexo%20conjunto,%2C%20festividades%2C%20hist%C3%B3rias%20populares%20etc</p><p>https://brasilescola.uol.com.br/brasil/a-diversidade-cultural-no-brasil.htm#:~:text=Cultura%20%C3%A9%20um%20complexo%20conjunto,%2C%20festividades%2C%20hist%C3%B3rias%20populares%20etc</p><p>9</p><p>Falar em diversidade cultural também vai além do simples fato de constatar</p><p>o convívio de culturas diferentes em um mesmo local. Ao falarmos de diversidade</p><p>cultural, nós estamos falando também de respeito à diversidade e à pluralidade,</p><p>pois uma sociedade com diversidade, que se pretende justa e democrática,</p><p>precisa do respeito ao diferente para funcionar2.</p><p>Por que o Brasil é um país com diversidade cultural?3</p><p>C3%B3rias%20populares%20etc.</p><p>2 https://brasilescola.uol.com.br/brasil/a-diversidade-cultural-no-brasil.htm#:~:text=Cultura%20</p><p>%C3%A9%20um%20complexo%20conjunto,%2C%20festividades%2C%20hist%C3%B3rias%20</p><p>populares%20etc.</p><p>3 o § 1 e 2 deste texto foi retirado na íntegra da publicação disponível em: https://brasilescola.</p><p>uol.com.br/brasil/a-diversidade-cultural-no-brasil.htm#:~:text=O%20Brasil%20crioulo%2C%20</p><p>da%20%C3%A1rea,forte%20presen%C3%A7a%20de%20culturas%20ind%C3%ADgenas.</p><p>Cultura, é um complexo conjunto de elementos que</p><p>envolve arte (todas as linguagens artísticas possíveis,</p><p>como a pintura, a escultura e outras artes visuais, o artesa</p><p>nato, a literatura, o teatro etc.), educação, religião e religio</p><p>sidade, culinária, idioma, festividades, histórias populares,</p><p>etc.</p><p>Cultura</p><p>Arte</p><p>Educação</p><p>Religião e</p><p>religiosidade</p><p>Culinária</p><p>Idioma</p><p>Festividades</p><p>Histórias</p><p>populares</p><p>https://brasilescola.uol.com.br/brasil/a-diversidade-cultural-no-brasil.htm#:~:text=Cultura%20%C3%A9%20um%20complexo%20conjunto,%2C%20festividades%2C%20hist%C3%B3rias%20populares%20etc</p><p>https://brasilescola.uol.com.br/brasil/a-diversidade-cultural-no-brasil.htm#:~:text=Cultura é um complexo conjunto,%2C festividades%2C histórias populares etc</p><p>https://brasilescola.uol.com.br/brasil/a-diversidade-cultural-no-brasil.htm#:~:text=Cultura é um complexo conjunto,%2C festividades%2C histórias populares etc</p><p>https://brasilescola.uol.com.br/brasil/a-diversidade-cultural-no-brasil.htm#:~:text=Cultura é um complexo conjunto,%2C festividades%2C histórias populares etc</p><p>https://brasilescola.uol.com.br/brasil/a-diversidade-cultural-no-brasil.htm#:~:text=O%20Brasil%20crioulo%2C%20da%20%C3%A1rea,forte%20presen%C3%A7a%20de%20culturas%20ind%C3%ADgenas</p><p>https://brasilescola.uol.com.br/brasil/a-diversidade-cultural-no-brasil.htm#:~:text=O%20Brasil%20crioulo%2C%20da%20%C3%A1rea,forte%20presen%C3%A7a%20de%20culturas%20ind%C3%ADgenas</p><p>https://brasilescola.uol.com.br/brasil/a-diversidade-cultural-no-brasil.htm#:~:text=O%20Brasil%20crioulo%2C%20da%20%C3%A1rea,forte%20presen%C3%A7a%20de%20culturas%20ind%C3%ADgenas</p><p>10</p><p>Alguns sociólogos e antropólogos se dedicam a estudar esta diversidade</p><p>cultural do nosso país. Em suas pesquisas é possível reconhecer, pelo menos,</p><p>cinco grandes eixos culturais, que se formaram durante o período colonial. São</p><p>eles:</p><p>O Brasil crioulo, da área litorânea do extremo norte da região</p><p>Nordeste ao Rio de Janeiro, com bastante influência da cultura</p><p>africana (que também é diversa).</p><p>O Brasil sertanejo no interior do Nordeste, onde predomina a</p><p>Caatinga.</p><p>O Brasil caboclo, predominante na região Norte, com forte presença</p><p>de culturas indígenas.</p><p>O Brasil caipira, com predominância nas regiões Sudeste e Centro-</p><p>Oeste.</p><p>O Brasil sulino, com predominância de miscigenação mameluca e</p><p>grande influência europeia e indígena.</p><p>Apesar da formação destes eixos estarem diretamente relacionadas ao</p><p>período colonial, até os dias atuais experimentamos os traços culturais de cada</p><p>um deles. No entanto, é importante compreender que a nossa riqueza cultural</p><p>está em cada um deles, e nenhum é melhor ou mais importante do que o outro.</p><p>Brasil</p><p>Crioulo</p><p>Brasil</p><p>Sertanejo</p><p>Brasil</p><p>Caipira</p><p>Brasil</p><p>Sulino</p><p>Brasil</p><p>Caboclo</p><p>11</p><p>Qual a importância da diversidade cultural no Brasil?</p><p>4</p><p>O primeiro e mais importante argumento a favor da diversidade cultural</p><p>brasileira diz respeito à nossa própria cultura, pois ela só é o que é hoje devido ao</p><p>curso da história que proporcionou todos os acontecimentos citados nos tópicos</p><p>anteriores. Se não fosse diversa, não seria a cultura brasileira que temos hoje.</p><p>O segundo e mais forte argumento é o do respeito e da tolerância cultural.</p><p>Por termos uma cultura tão vasta, aprendemos (às vezes nem tanto) a lidar com</p><p>o diferente. Com isso, pudemos desenvolver a tolerância por aquele que vive de</p><p>maneira diferente da nossa, enxergando-o como alguém que merece respeito,</p><p>que merece viver e expressar-se tanto quanto os que vivem e se expressam como</p><p>nós.</p><p>4.3. A política social e a apreensão das territorialidades</p><p>e regionalidades</p><p>O conhecimento das diversidades culturais que organizam a sociedade</p><p>brasileira nos ajuda a:</p><p>pensar melhor em como devemos atuar em cada território;</p><p>respeitar as tradições locais e a ter cuidado para não estigmatizar</p><p>práticas que são culturais de cada região.</p><p>Quando atuamos no cotidiano, no dia-a-dia com as famílias em seus</p><p>territórios, é preciso buscar entender os hábitos culturais de cada local e região.</p><p>Em termos de estrita interpretação, diversidade cultural e desigualdade</p><p>social são completamente diferentes. Desigualdade social faz referência à</p><p>diferença entre as classes sociais e aos rendimentos de cada classe. Diversidade</p><p>cultural faz referência à vasta quantidade de culturas diferentes existentes em</p><p>um território. A desigualdade social é a diferença existente entre as diferentes</p><p>classes sociais, levando-se em conta fatores econômicos, educacionais e culturais.</p><p>Assim, somos um país de grande extensão territorial, de diversidades</p><p>culturais e regionais e, infelizmente, na mesma proporção, temos grandes</p><p>4 Texto retirado na íntegra da publicação disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/</p><p>brasil/a-diversidade-cultural-no-brasil.htm#:~:text=O%20Brasil%20crioulo%2C%20da%20</p><p>%C3%A1rea,forte%20presen%C3%A7a%20de%20culturas%20ind%C3%ADgenas.</p><p>Nunca devemos julgar que uma família</p><p>administra mal sua casa ou que não cuida de suas</p><p>crianças, antes de conhecermos sua realidade</p><p>social, econômica e cultural.</p><p>https://brasilescola.uol.com.br/brasil/a-diversidade-cultural-no-brasil.htm#:~:text=O%20Brasil%20cri</p><p>https://brasilescola.uol.com.br/brasil/a-diversidade-cultural-no-brasil.htm#:~:text=O%20Brasil%20cri</p><p>https://brasilescola.uol.com.br/brasil/a-diversidade-cultural-no-brasil.htm#:~:text=O%20Brasil%20cri</p><p>12</p><p>desigualdades sociais. Fruto de uma divisão desigual da riqueza que temos e</p><p>produzimos no país, existem pessoas que vivem muito aquém do que é considerado</p><p>o mínimo para uma vida digna. Conhecer essa realidade é fundamental para</p><p>quem trabalha com políticas públicas e sociais, uma vez que, como vimos no</p><p>módulo II, é geralmente para essas pessoas que são direcionadas às políticas de</p><p>assistência social</p><p>do Estado.</p><p>A desigualdade social não pode ser vista como algo comum e intransponível,</p><p>diferentemente das diversidades regionais e culturais. Reconhecer as desigualdades</p><p>sociais do Brasil, que interferem no acesso a direitos como educação, saúde,</p><p>moradia, cultura, entre outros, de milhões de brasileiros, é criar possibilidades de</p><p>intervir para transformação dessa realidade.</p><p>As medidas de elevação do bem-estar social incluem:</p><p>acesso à saúde e educação de qualidade para todos;</p><p>emprego e assistência momentânea para aqueles que estão fora do</p><p>mercado de trabalho;</p><p>garantia da previdência social e dos direitos trabalhistas.</p><p>Para você refletir melhor sobre as diversidades culturais e a desigualdade</p><p>social, responda ao seguinte questionamento:</p><p>Essas questões nos ajudam a compreender melhor nossa atuação como</p><p>profissionais de um programa social ou mesmo como cidadãos, ampliando</p><p>nossos conhecimentos e nos capacitando para a elaboração de projetos, planos e</p><p>intervenções na construção de um país que respeite as diversidades e diferenças e</p><p>que busca a igualdade.</p><p>Quando pensamos</p><p>nas diversidades</p><p>culturais, como você</p><p>acha que é possível</p><p>preservá-las?</p><p>Como podemos</p><p>melhorar nossas</p><p>ações diárias para a</p><p>preservação do meio</p><p>ambiente?</p><p>O que as</p><p>diversidades regionais</p><p>nos ensinam sobre as</p><p>riquezas e dificuldades</p><p>do povo brasileiro?</p><p>Sugerimos que assista a esse vídeo:</p><p>https://criancaenatureza.org.br/nossas-acoes/nossos-</p><p>videos/</p><p>https://criancaenatureza.org.br/nossas-acoes/nossos-videos/</p><p>https://criancaenatureza.org.br/nossas-acoes/nossos-videos/</p><p>13</p><p>4.4. O Programa Criança Feliz e sua inserção nos</p><p>territórios diversos5</p><p>O Programa Criança Feliz (PCF) foi instituído pelo Decreto nº 8.869, de</p><p>05 de outubro de 2016, consolidado pelo Decreto nº 9.579, de 22 de novembro</p><p>de 2018, como parte da implementação do Marco Legal da Primeira Infância.</p><p>Tem como uma de suas características principais a intersetorialidade, a partir</p><p>da articulação de ações das políticas de Assistência Social, Saúde, Educação,</p><p>Cultura, Direitos Humanos e Direitos das Crianças e dos Adolescentes, entre</p><p>outras, com o fim de promover o desenvolvimento integral das crianças na</p><p>primeira infância.</p><p>O eixo central de atuação do Programa são</p><p>as visitas domiciliares, que tem a finalidade</p><p>de apoiar e acompanhar o desenvolvimento</p><p>integral de crianças na primeira infância e</p><p>apoiar a gestante e a família na preparação</p><p>para o nascimento e nos cuidados perinatais.</p><p>Além disso, visa colaborar no exercício da</p><p>parentalidade, fortalecendo os vínculos e</p><p>o papel das famílias para o desempenho da</p><p>função de cuidado, proteção e educação das</p><p>crianças atendidas. Tais elementos encontram</p><p>retaguarda, igualmente, na oferta de serviços</p><p>socioassistenciais, que ao contribuir para o</p><p>fortalecimento da capacidade protetiva das</p><p>famílias, permitem alçar o público do Programa</p><p>à condição de prioridade absoluta determinada</p><p>pelo marco legal vigente no País. (SUAS E</p><p>PROGRAMA CRIANÇA FELIZ - ATUAÇÃO</p><p>INTEGRADA, S/D, p. 7.6 )</p><p>O planejamento das ações no território, no âmbito da integração de</p><p>programas, serviços e benefícios e da intersetorialidade revela-se ainda mais</p><p>estratégico porque muitas das demandas surgidas durante as visitas domiciliares</p><p>que estão além do escopo do PCF, podem estar relacionadas a políticas de</p><p>infraestrutura. No território, sobressai o papel mobilizador e articulador do</p><p>CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), sobretudo a partir do PAIF,</p><p>mas se estendendo para toda a rede de ofertas do SUAS (Sistema Único de</p><p>Assistência Social) na organização do trabalho articulado</p><p>5 Grande parte desse texto foi extraído do documento do Ministério da Cidadania com o</p><p>título de Suas e Programa Criança Feliz - Atuação Integradora. Disponível em: https://www.</p><p>mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Cadernos/Interacao_Suas_CF.pdf</p><p>6 texto extraído do documento do Ministério do Desenvolvimento Social com o título de</p><p>Suas e Programa Criança Feliz - Atuação Integradora. Disponível em: https://www.mds.gov.</p><p>br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Cadernos/Interacao_Suas_CF.pdf</p><p>SUAS</p><p>CRAS</p><p>EDUCAÇÃO</p><p>DIREITOS</p><p>HUMANOSCMDCA</p><p>SAÚDE</p><p>CULTURA</p><p>https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Cadernos/Interacao_Suas_CF.pdf</p><p>https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Cadernos/Interacao_Suas_CF.pdf</p><p>https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Cadernos/Interacao_Suas_CF.pdf</p><p>https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Cadernos/Interacao_Suas_CF.pdf</p><p>14</p><p>Assim, no campo da primeira infância, o SUAS tem a responsabilidade</p><p>de atuar no enfrentamento tanto das vulnerabilidades sociais que dizem</p><p>respeito à pobreza, a fome, ao não acesso a bens e serviços públicos,</p><p>como das vulnerabilidades relacionais, sobretudo as relativas ao ciclo</p><p>de vida, considerando a primeira infância como a etapa mais vulnerável. As</p><p>famílias devem ser empoderadas para, diante das incertezas, das inseguranças</p><p>e rupturas decorrentes da complexidade da vida social da modernidade</p><p>avançada, serem capazes de evitar situações de desproteção, fragilização ou</p><p>rompimento de vínculos familiares, gerando para suas crianças um ambiente</p><p>físico e emocional protetivo, que contribua com o desenvolvimento de suas</p><p>potencialidades enquanto indivíduos plenos e saudáveis.</p><p>É importante ter em mente que, em muitos casos, as demandas levadas</p><p>pelas famílias atendidas pelo PCF estarão relacionadas a problemas estruturais</p><p>do território, atingindo toda a comunidade que nele habita. Assim, a ação do</p><p>SUAS volta-se para seu caráter proativo, no sentido de estimular, por meio</p><p>do Trabalho Social com as Famílias, a autonomia e o empoderamento das</p><p>comunidades para a solução de problemas comuns.</p><p>Vale lembrar que o Comitê Gestor do Programa Criança Feliz é um</p><p>espaço de articulação institucional onde essas questões podem e devem</p><p>ser tratadas, envolvendo, no nível da gestão, as áreas competentes que</p><p>devem ser mobilizadas. O Comitê Gestor tem a possibilidade de atuar nos</p><p>casos que não puderam ser resolvidos a partir do trabalho técnico em rede,</p><p>articulando com as demais políticas setoriais, além de buscar soluções para</p><p>casos de demandas crônicas ou urgentes.</p><p>15</p><p>Aula Narrada 5:</p><p>As Diversidades das Famílias</p><p>Brasileiras</p><p>Nesta aula, temos o objetivo de instigar suas reflexões sobre as várias</p><p>formas de organização das famílias brasileiras e suas mudanças ao longo</p><p>do tempo. Além disso, visamos possibilitar reflexões sobre a existência de</p><p>diferentes tipos de formação de famílias, diferentes formas de exercício da</p><p>parentalidade em relação ao cuidado com as crianças, relacionando-os com a</p><p>prática diária do PCF.</p><p>5.1. A composição das famílias brasileiras atualmente.</p><p>Até agora, vimos a importância de entender as diversidades</p><p>brasileiras(regionais, culturais e sociais) para a atuação na promoção do</p><p>desenvolvimento infantil por meio das ações do PCF. Junto a isso, passamos pela</p><p>discussão de como se constituem as políticas públicas e sociais, a necessidade</p><p>de pensá-las dentro do processo de formação econômica e social do Brasil e de</p><p>como isso interfere na nossa atuação, seja junto ao Programa Criança Feliz, seja</p><p>na promoção e defesa de outros direitos sociais. Nesse processo, a formação</p><p>permanente dos profissionais que atuam na área é fundamental para qualificar</p><p>a intervenção no território e junto às famílias, às crianças e às gestantes.</p><p>Tudo o que foi dito até esse momento do curso, vem se somando, com</p><p>o intuito de possibilitar melhor compreensão sobre a realidade em que atua.</p><p>Estudar sobre as diversidades das famílias brasileiras, buscando compreender</p><p>melhor o cenário de mudanças dessas famílias, bem como de suas diferentes</p><p>composições, é indispensável para que você consiga estabelecer uma melhor</p><p>interação com as famílias e as crianças pertencentes a este Programa.</p><p>Compreender essas diferenças que existem em nossa sociedade,</p><p>no que se</p><p>refere às mais diversas organizações familiares, é um passo fundamental</p><p>para que consiga promover os vínculos afetivos junto aos membros dessas</p><p>famílias.</p><p>Dentre as diferentes formas de organizações, arranjos e tipos de famílias,</p><p>vamos apresentar, conceitualmente, neste curso, somente alguns arranjos</p><p>familiares: famílias extensas, famílias monoparentais e famílias nucleares. Ao</p><p>apresentarmos esses tipos de arranjos familiares, queremos deixar claro que</p><p>existem muitos outros que fazem parte da nossa sociedade brasileira.</p><p>O mais importante aqui é a compreensão de que você, enquanto visitador,</p><p>tem a responsabilidade de conhecer como a família em que está visitando</p><p>16</p><p>se organiza, respeitando a organização apresentada, sem tentar “impor” outra</p><p>forma de arranjo ou realizar “julgamento” sobre como essa família se estrutura</p><p>ou se organiza. Portanto, precisamos nos desnudarmos de pré-conceitos sobre os</p><p>diferentes tipos e arranjos familiares para que possamos estabelecer os vínculos</p><p>necessários com as famílias que fazem parte do PCF e, a partir disso, conseguirmos</p><p>atingir nosso objetivo principal que é a melhoria da condição de vida da criança,</p><p>para que ela tenha um desenvolvimento integral e saudável, tendo seus direitos</p><p>atendidos e preservados.</p><p>Para dar sequência a essa discussão, gostaria que você, cursista, respondesse</p><p>à seguinte pergunta:</p><p>Ao longo da sua trajetória profissional e de vida, você já</p><p>teve a curiosidade de refletir sobre os diferentes</p><p>arranjos familiares presentes no Brasil? Ou seja, já</p><p>pensou nas diversidades das famílias? Se já, isso é um</p><p>bom começo.</p><p>Temos uma proposta para você:</p><p>Faça algumas anotações no seu material de estudo, descrevendo quais os</p><p>tipos de arranjos familiares que você teve oportunidade de conhecer.</p><p>Sugerimos</p><p>Depois de finalizado este curso, durante as visitas</p><p>domiciliares que você irá realizar, vá adicionando às suas</p><p>anotações outros arranjos familiares com os quais for se</p><p>deparando. Fazendo esse exercício, você vai perceber</p><p>inúmeros arranjos familiares que extrapolam a esses que</p><p>estamos apresentando aqui neste módulo.</p><p>Independente das diversas configurações familiares, o importante é</p><p>compreendermos que é na família que ocorre a primeira vivência de socialização</p><p>da criança. Essa afirmativa é confirmada por Lasch (1991) e Amazonas et al (2003)</p><p>quando dizem:</p><p>A família é o principal agente da socialização e reproduz padrões</p><p>culturais no indivíduo. Ela “inculca modos de pensar e atuar que se</p><p>transformam em hábitos” (LASCH, 1991, p.25).</p><p>É na família que se concentram as possibilidades de constituição</p><p>de pessoas enquanto sujeitos e cidadãos. É no seio dela que vão</p><p>acontecer as primeiras identificações, espelho para identificações</p><p>futuras (AMAZONAS, et al, 2003, p. 11).</p><p>17</p><p>Ao compreendermos a família como uma categoria responsável pelo início</p><p>do processo de socialização das crianças, possibilitando-as a construção de hábitos,</p><p>valores, crenças, acreditamos que a família, do ponto de vista antropológico, é</p><p>uma instituição universal (ROMANELLI, 2002, apud NEVES, 2004).</p><p>Além da família nuclear (pai, mãe e filhos), encontramos também as</p><p>famílias extensas, monoparentais, mosaico e outros arranjos. Assim, constata-se</p><p>que essas famílias representam as mudanças ocorridas na sociedade brasileira.</p><p>Vale ressaltar que as diferentes formas familiares se concretizam no expressivo</p><p>número de uniões estáveis fora do rito do casamento civil e religioso. Dentre</p><p>muitos conceitos de família, apresentamos a seguinte definição:</p><p>Família são as funções desempenhadas por seus membros e suas</p><p>inter-relações, podendo assim apresentar-se como família um sem</p><p>número de arranjos entre membros com tais características de</p><p>lealdade, afeição e durabilidade de pertinência, como por exemplo:</p><p>casal sem filhos, casal com vários filhos, avós, filhos e netos, um pai</p><p>ou uma mãe singular e filhos, casais recasados com filhos de outras</p><p>relações (MACEDO, 1994, p. 185 apud NEVES 2004, p. 19).</p><p>Dentre os diferentes disparadores para o surgimento de novas</p><p>configurações e tipologias familiares, podemos citar as situações de “divórcio”</p><p>e “separação”. Essas situações são muito comuns e abrem portas para a criação</p><p>de novas possibilidades de arranjos familiares, tornando a composição familiar</p><p>muito mais diversa. Vale destacar, por exemplo, a família mosaico, isto é, famílias</p><p>compostas por pais, mães e filhos de diferentes casamentos ou relações conjugais7.</p><p>Em acordo com esse conceito de família, Bruschini (1994), citada por Neves</p><p>(2004), afirma:</p><p>Famílias são espaços de convívio, de troca de informações entre</p><p>os membros e onde existe a possibilidade de as decisões serem</p><p>tomadas coletivamente. São vínculos nos quais os sujeitos têm</p><p>a oportunidade de se re-socializarem, revendo seus valores e</p><p>posturas na dinâmica do cotidiano e em função das necessidades</p><p>do grupo, que se modificam a cada etapa da vida familiar. (NEVES,</p><p>2004, p. 20)</p><p>As transformações que têm passado as famílias não representam</p><p>a perda de noção de mundo, e sim as transformações que vêm</p><p>ocorrendo na sociedade contemporânea.</p><p>7 Quando um homem já com filhos se casa novamente, ou uma mãe também já foi casada e</p><p>têm filhos, formam uma outra família.</p><p>A família é uma instituição de importante</p><p>referência para as crianças e indivíduos de maneira geral.</p><p>É nela que aprendemos os primeiros aspectos do que é o</p><p>mundo, de carinho, de cuidado, de proteção. É ela também</p><p>que nos ensina as primeiras noções acerca de crenças,</p><p>tradições e cultura do local onde vivemos.</p><p>18</p><p>Essas transformações vêm contribuindo para o reconhecimento da</p><p>igualdade de direitos construídos no espaço doméstico/familiar. Dentre os</p><p>avanços registrados, foi dada tutela à união estável e à família monoparental.</p><p>Assim, tanto os filhos concebidos durante a união, como os filhos concebidos</p><p>de maneira externa ao casamento/união, bem como os adotivos, passaram a</p><p>ter seus direitos legitimados. Portanto, as configurações familiares sofreram</p><p>modificações para dar conta das demandas emergentes da sociedade (BANACO</p><p>et al, 2020).</p><p>Na sequência, vamos fazer um destaque relativo às famílias extensas e</p><p>monoparentais como um exemplo de configuração familiar a ser apresentado</p><p>para reflexão. Entretanto, reafirmamos que essas configurações não são</p><p>exclusivas. Conforme já apresentamos, muitos outros arranjos surgiram e vêm</p><p>surgindo na sociedade contemporânea</p><p>Em resumo:</p><p>De acordo com Macedo (1994), sendo a família considerada parte</p><p>de um contexto mais amplo dentro do sistema social, no qual faz</p><p>parte sua função de transmissão de valores, de suporte físico,</p><p>afetivo e social, fica implícita a contribuição de seus membros</p><p>no que se refere ao suporte para o desenvolvimento da criança,</p><p>favorecendo a construção de sua identidade. Porém, não existe</p><p>nenhuma configuração familiar melhor que outra, uma vez que a</p><p>família tem sido o que é possível ser em função do seu contexto,</p><p>de sua herança, da fase de vida em que está e da capacidade de</p><p>mudança que têm (NEVES, 2004, p. 23).</p><p>5.2. Famílias extensas e famílias monoparentais</p><p>Famílias</p><p>Monoparentais</p><p>Família extensa</p><p>São formadas quando a</p><p>mãe cuida dos filhos</p><p>sozinha ou o pai cuida</p><p>sozinho dos filhos,</p><p>mesmo que contando</p><p>com uma ajudinha de</p><p>algum parente.</p><p>São os cuidados com as</p><p>crianças que são</p><p>compartilhados com outros</p><p>parentes e/ou amigos - avós</p><p>e avôs, tios e tias, primo e</p><p>prima, amigos/amigas, que</p><p>residem na mesma casa ou</p><p>próximo à residência.</p><p>Famílias</p><p>Monoparentais</p><p>Família extensa</p><p>São formadas quando a</p><p>mãe cuida dos filhos</p><p>sozinha ou o pai cuida</p><p>sozinho dos filhos,</p><p>mesmo que contando</p><p>com uma ajudinha de</p><p>algum parente.</p><p>São os cuidados com as</p><p>crianças que são</p><p>compartilhados com outros</p><p>parentes e/ou amigos - avós</p><p>e avôs, tios e tias, primo e</p><p>prima, amigos/amigas, que</p><p>residem na mesma casa ou</p><p>próximo à residência.</p><p>São formadas quando</p><p>a mãe cuida dos filhos</p><p>sozinha</p><p>ou o pai cuida</p><p>sozinho dos filhos,</p><p>mesmo que contando</p><p>com uma ajudinha de</p><p>algum parente.</p><p>Famílias</p><p>Monoparentais</p><p>São os cuidados</p><p>com as crianças que são</p><p>compartilhados com outros</p><p>parentes e/ou amigos - avós</p><p>e avôs, tios e tias, primo e</p><p>prima, amigos/amigas, que</p><p>residem na mesma casa ou</p><p>próximo à residência.</p><p>Famílias Extensas</p><p>19</p><p>As famílias monoparentais são formadas quando a mãe cuida dos filhos</p><p>sozinha ou o pai cuida sozinho dos filhos, mesmo que contando com uma</p><p>ajudinha de algum parente.</p><p>Apesar das famílias monoparentais serem, em sua maioria, chefiadas por</p><p>mulheres, têm aparecido arranjos familiares com apenas genitores e filhos.</p><p>Os motivos que caracterizam as famílias com pais e filhos são diferentes</p><p>daqueles em que as mulheres criam sozinhas seus filhos. Sem a pretensão</p><p>de generalizar, muitas vezes, é o falecimento da genitora que leva os pais a</p><p>criarem seus filhos sozinhos, quando eles não se casam ou se unem novamente.</p><p>Mas, independentemente dos fatores que contribuem para essa situação, a</p><p>paternidade responsiva deve ser encarada como uma mudança nos paradigmas</p><p>sociais que levam aos novos arranjos familiares.</p><p>O cuidado com os filhos deve ser compartilhado pelos genitores e os pais</p><p>precisam ser responsabilizados por esse cuidado ou falta dele.</p><p>A família extensa, como o próprio nome diz, é algo extenso, colocando-</p><p>se além do modelo tradicional, configurado por mãe, pai e filho, mãe e filho ou</p><p>pai e filho. Assim, a família extensa define-se pelos cuidados com as crianças</p><p>que são compartilhados com outros parentes e/ou amigos - avós e avôs, tios e</p><p>tias, primo e prima, amigos/amigas - que residem na mesma casa ou próximos</p><p>à residência. Há comunidades que compartilham os cuidados de maneira mais</p><p>coletiva e todos acabam ficando responsáveis por determinados cuidados.</p><p>Embora possa haver um cuidador ou cuidadora principal, no</p><p>compartilhamento dos cuidados das crianças, existem diferentes abordagens</p><p>para o fortalecimento de vínculos. Outras pessoas, que não somente os genitores</p><p>e genitores, tornam-se referência no desenvolvimento infantil dessas crianças e</p><p>contribuem para seu processo de socialização e apreensão do mundo. Devemos</p><p>levar isso em consideração na elaboração do nosso plano de atuação com as</p><p>famílias, ainda que seja para pensar diferentes atividades para promoção da</p><p>Primeira Infância.</p><p>5.3. Quem são os cuidadores das crianças nas famílias</p><p>brasileiras</p><p>Como vimos anteriormente, as famílias são as cuidadoras principais das</p><p>crianças e, embora possa haver um cuidador ou cuidadora principal, existem</p><p>diferentes abordagens para o fortalecimento de vínculos. Outras pessoas, que</p><p>não somente os genitores, tornam-se referência no desenvolvimento infantil</p><p>dessas crianças e contribuem para seu processo de socialização e conhecimento</p><p>de mundo.</p><p>Nas visitas domiciliares do Programa Criança Feliz, percebemos diferentes</p><p>maneiras de exercer o cuidado com as crianças, dependendo do arranjo familiar,</p><p>cultura e do território/região onde residem as famílias e sua organização social.</p><p>Por isso, devemos ter cuidado para não julgarmos essas famílias e seu modo</p><p>20</p><p>de viver. Devemos, entretanto, aprender mais sobre essas famílias</p><p>para organizar melhor as atividades/estratégias de intervenção.</p><p>Quando existem várias pessoas compartilhando os cuidados com as</p><p>crianças, precisamos referenciar o cuidador principal, sem deixar de entender</p><p>a importância que essas outras pessoas exercem no processo de aprendizado</p><p>delas.</p><p>O que importa, muitas vezes, é buscar um ambiente seguro e acolhedor</p><p>para realizar as atividades do programa e orientar as famílias a propiciar o</p><p>desenvolvimento infantil.</p><p>As equipes que atuam no PCF, bem como outros atores que trabalham</p><p>com a garantia de direitos, devem ter atenção para não desrespeitar os</p><p>cuidadores e cuidadoras nem tomar nenhuma atitude que possa afastar</p><p>essas famílias do programa e agravar sua situação.</p><p>Reiteramos que as situações de vulnerabilidades sociais devem ser</p><p>trabalhadas em rede, buscando a melhor intervenção para a garantia dos direitos</p><p>dessas famílias e das crianças. Um fator importante nas visitas domiciliares,</p><p>além de trabalhar junto aos cuidadores das crianças, é compreender que</p><p>tanto você (visitador ou visitadora) quanto os cuidadores devem dar à criança</p><p>o direito de falar e de ser ouvida em sua essência em todos os momentos da</p><p>convivência familiar e na sociedade em geral. Aprofundaremos nesta temática</p><p>no módulo 4.</p><p>A família representa uma forma de integração ao mundo e o</p><p>fortalecimento desse vínculo é fundamental para a Primeira Infância.</p><p>Devemos levar isso em consideração quando estamos elaborando nosso</p><p>plano de atuação com as famílias, respeitando-as e conhecendo-as, se</p><p>quisermos intervir nas realidades delas, ainda que seja para pensar diferentes</p><p>atividades para promoção da Primeira Infância, estimulando o cuidado entre</p><p>os cuidadores, gestantes e crianças.</p><p>As diversidades das famílias e do território brasileiro produzem</p><p>diferentes influências, pois tem um jeito próprio de entender a</p><p>infância, de exercer o desenvolvimento infantil e o fortalecimento</p><p>de vínculos familiares independentemente da sua configuração.</p><p>Não impede de utilizarmos conhecimentos científicos comprovados</p><p>que ajudam na promoção do desenvolvimento infantil.</p><p>É preciso aliar esse conhecimento científico às diversidades das</p><p>infâncias brasileiras em prol da Primeira Infância.</p><p>21</p><p>Aula Narrada 6:</p><p>O Desenvolvimento Infantil e as</p><p>Diversidades das Infâncias Brasileiras</p><p>Nesta aula 6, o nosso desafio para você é que consiga compreender a</p><p>importância do desenvolvimento infantil e como um desenvolvimento integral</p><p>e harmônico pode contribuir para a quebra intergeracional da pobreza,</p><p>entendendo os aspectos diversos das infâncias brasileiras. Importante</p><p>também entender o papel das cuidadoras e dos cuidadores na promoção do</p><p>desenvolvimento infantil e como as visitas domiciliares do PCF contribuem para</p><p>o fortalecimento da Primeira Infância, oportunizando um futuro melhor para as</p><p>crianças.</p><p>6.1. Importância do desenvolvimento infantil para a</p><p>quebra intergeracional da pobreza</p><p>Iniciando nossa conversa, convidamos você a refletir sobre o que é a</p><p>pobreza em nosso país. Você acredita que seja possível promover esse percurso</p><p>na vida da criança que está inserida nesse contexto social?</p><p>Faça um exercício mental para pensar em estratégias</p><p>de abordagens das famílias que fazem parte do</p><p>PCF, buscando verificar como isso pode acontecer</p><p>ao longo de sua abordagem nas visitas domiciliares.</p><p>Você é criativo/a e temos certeza de que conseguirá</p><p>pensar em várias estratégias.</p><p>Para contribuir com sua reflexão e processo criativo, apresentaremos aqui</p><p>um conceito de pobreza. Entretanto, é preciso ficar claro que esse é apenas um</p><p>de muitos outros conceitos de pobreza construídos pela comunidade científica.</p><p>“A pobreza é um processo complexo e está relacionado a algum</p><p>tipo de privação constituída por elementos de ordem material,</p><p>não material, cultural e social na vida de uma pessoa ou família.”</p><p>(MOTTA; PARENTE, 2018)</p><p>Outro questionamento que precisa vir seguido de uma reflexão: você</p><p>acredita que a Primeira Infância constitui uma etapa fundamental para o</p><p>desenvolvimento do ser humano? Bom, acreditamos que sim, pois se você não</p><p>acreditasse, não faria este curso.</p><p>22</p><p>A Primeira Infância constitui uma etapa fundamental para o desenvolvimento</p><p>das pessoas em todos os aspectos. Importante dizer que já é consenso entre</p><p>os cientistas da área educacional, psicológica, antropológica, sociológica e da</p><p>medicina que o desenvolvimento da criança precisa se dar de forma harmônica</p><p>em todos os seus aspectos: físico, motor, social, cognitivo, afetivo e moral.</p><p>Portanto, afirmam que o desenvolvimento se dá tanto em termos cognitivos</p><p>como socioemocionais e físicos. Por isso, é indispensável e indiscutível a ideia de</p><p>que precisamos investir no desenvolvimento infantil desde o início da vida e em</p><p>políticas</p><p>para a Primeira Infância.</p><p>É possível encontrar uma multiplicidade de argumentos que apoiam</p><p>essa afirmação. O principal é o direito de todas as crianças ao desenvolvimento</p><p>pleno de seus potenciais, estabelecido pela Convenção dos Direitos da Criança e</p><p>outros instrumentos internacionais.</p><p>Por outro lado, as neurociências demonstraram que, nos primeiros anos de</p><p>vida, o cérebro se desenvolve muito rapidamente e é particularmente sensível às</p><p>manifestações de uma criação rica e estimulante (KAGAN, 2013). A capacidade</p><p>de aprendizado dos seres humanos durante esses anos é maior e o conjunto</p><p>de suas habilidades básicas apresenta uma grande plasticidade (BERNAL, 2013).</p><p>O investimento em programas de qualidade para a primeira infância tem,</p><p>dessa forma, uma alta taxa de retorno para toda a sociedade.</p><p>Um terceiro argumento está relacionado à existência, na região, de um</p><p>desequilíbrio etário do bem-estar ou situação de infantilização da pobreza</p><p>(ROSSEL, 2013). Isso significa que as crianças estão sobrerrepresentadas na</p><p>pobreza em comparação com outras faixas etárias. É necessário investir na</p><p>Primeira Infância para superar essa situação de violação dos direitos das</p><p>crianças e contribuir para quebrar o ciclo intergeracional da pobreza e garantir</p><p>um desenvolvimento mais equitativo e sustentável.</p><p>Em quarto lugar, o argumento demográfico em relação à importância</p><p>de investir na Primeira Infância é particularmente importante. A América Latina</p><p>está atravessando um processo de transição demográfica, com os países em</p><p>diferentes fases: a porcentagem de pessoas com 60 anos ou mais triplicará até</p><p>2050 e aumentará o número de doentes crônicos, conforme dados do Centro</p><p>Latino-Americano e Caribenho de Demografia (CELADE) da Comissão Econômica</p><p>para a América Latina e o Caribe (CEPAL). Por isso, é importante aproveitar a</p><p>fase denominada “bônus demográfico” (quando as taxas de natalidade ainda</p><p>estão altas e existe uma proporção baixa de adultos idosos) para fazer fortes</p><p>investimentos na Primeira Infância. São eles que permitirão contar, no futuro,</p><p>com uma população com maiores níveis de capital humano.</p><p>Como argumento final, relacionado com o anterior, o investimento na</p><p>Primeira Infância gera efeitos positivos em matéria de gênero, promovendo,</p><p>também, a (re)inserção laboral das mulheres, que continuam a ser as principais</p><p>23</p><p>provedoras de cuidado. Os países que conseguiram solucionar de forma virtuosa</p><p>o desafio da integração da mulher no mercado de trabalho o fizeram ao combinar</p><p>a modificação da distribuição de tarefas do lar entre homens e mulheres, junto</p><p>com uma forte coletivização do cuidado por meio dos serviços públicos do Estado</p><p>e, em menor medida, do mercado (FILGUEIRA; AULICINO, 2015).</p><p>No entanto, ainda restam desafios importantes pela frente para que essas</p><p>iniciativas se transformem em melhorias concretas na situação dos bebês e das</p><p>crianças, permitindo, assim, que todos usufruam do seu direito de desenvolvimento</p><p>pleno de seus potenciais. Mais especificamente, merecem destaque aqueles</p><p>desafios relacionados ao desenvolvimento relativo dos programas e serviços,</p><p>à utilização de ferramentas de gestão, ao financiamento e à sustentabilidade e</p><p>institucionalidade.</p><p>Desse modo, a quebra intergeracional da pobreza busca oferecer condições,</p><p>já na infância, para que as pessoas tenham a oportunidade de quebrar o ciclo de</p><p>pobreza experienciado por suas famílias.</p><p>No entanto, é preciso analisar e estudar os adultos para que se possa</p><p>chegar a medidas que sejam eficazes no desenvolvimento infantil, fazendo com</p><p>que essa quebra aconteça de fato. O acesso a condições básicas de saúde</p><p>e saneamento, direito ao lazer e, principalmente, à educação são fatores</p><p>de extrema importância para o desenvolvimento infantil que, por sua vez,</p><p>será crucial para o desenvolvimento dessa criança, tornando-a um adulto com</p><p>melhores condições para romper o ciclo de pobreza vivenciado.</p><p>Sabemos também que romper com as condições de extrema pobreza é</p><p>difícil e as políticas públicas e sociais precisam ter papel ativo para garantir o</p><p>acesso das crianças a um desenvolvimento digno.</p><p>Diante desse cenário, o Programa Criança Feliz, que busca garantir o</p><p>desenvolvimento da criança, faz o acompanhamento da Primeira Infância desde</p><p>a gestação até os seis anos, auxiliando os cuidadores em sua parentalidade.</p><p>Sugerimos, para aprofundar seu conhecimento</p><p>sobre a importância do desenvolvimento da criança para</p><p>a vida, que você assista ao documentário “O começo da vida”.</p><p>Pode acessá-lo pelo link:</p><p>https://www.videocamp.com/pt/movies/o-comeco-da-vida</p><p>ou</p><p>https://ocomecodavida.com.br/filme-completo/</p><p>https://www.videocamp.com/pt/movies/o-comeco-da-vida</p><p>https://ocomecodavida.com.br/filme-completo/</p><p>24</p><p>6.2. Os aspectos diversos das infâncias brasileiras</p><p>As sociedades ocidentais se estruturaram seguindo os moldes das</p><p>sociedades gregas. Se hoje vivenciamos ideias e práticas de democracia, isso se</p><p>deve ao imenso legado deixado pelos gregos. No entanto, é preciso compreender</p><p>que a democracia experimentada na Grécia difere-se da democracia vivenciada</p><p>nos tempos atuais. Também será diferente de país para país, embora se mantenha</p><p>uma base filosófica e ideológica comum. Na Grécia, ao contrário do que vivemos</p><p>hoje, nem todas as pessoas eram consideradas cidadãs e, por isso, havia grupos</p><p>não autorizados a participarem das discussões e decisões acerca da vida pública.</p><p>Nos debates sobre a pólis, ou seja, sobre a cidade e as dinâmicas impostas a</p><p>ela, mulheres e crianças não podiam participar, visto que, para aquela sociedade,</p><p>não eram consideradas como cidadãs. Portanto, desde a antiguidade, mulheres</p><p>e crianças eram consideradas seres inferiores, que mereciam tratamento</p><p>diferenciado.</p><p>A ideia de cidadania é importante para pensarmos os aspectos diversos</p><p>das infâncias brasileiras, pois é a partir dela que os sujeitos passam a existir e</p><p>serem dotados de direitos que lhes serão garantidos pelo Estado, por meio de</p><p>políticas que vão ao encontro de suas necessidades específicas.</p><p>Se considerarmos a história do Brasil, apenas recentemente que muitos</p><p>sujeitos foram considerados de fato como cidadãos, incluindo-se, nesse grupo,</p><p>as crianças. Somente com a promulgação da Constituição de 1988 que as crianças</p><p>passam a ter uma série de direitos garantidos por Lei, como, por exemplo, o</p><p>direito à educação, à saúde, ao lazer e à segurança.</p><p>A razão para não serem identificados como cidadãos e, por isso, não</p><p>serem sujeitos de direitos, deve-se ao fato de que, historicamente, a criança era</p><p>vista como uma espécie de instrumento de manipulação ideológica dos adultos.</p><p>O sentimento de infância, a concepção de uma faixa etária diferenciada com</p><p>interesses próprios, a preocupação com a educação, o comportamento com o</p><p>meio social são questões vislumbradas somente na Idade Moderna.</p><p>Apesar de reconhecermos esse grande avanço na Legislação Brasileira, é</p><p>preciso considerarmos que, num país de proporções continentais, as crianças</p><p>são diversas e as infâncias experimentadas por elas serão múltiplas. Como bem</p><p>lembra Ariés (1978), a particularidade da infância não será reconhecida nem</p><p>praticada para todas as crianças, pois algumas não vivem a infância devido às suas</p><p>condições econômicas, sociais e culturais. Ou seja, as condições socioeconômicas</p><p>das crianças é um fator de grande influência sobre suas experiências durante a</p><p>infância.</p><p>Nessa disparidade de vivências da infância, encontramos crianças diante de</p><p>sofisticados computadores e garotos descalços que puxam carrinhos de papel</p><p>com a força de homens nas ruas sem calçamento, com os pés na lama, sob as</p><p>marquises nos centros da cidade, nos faróis... São muitos, são diferentes, são</p><p>crianças. São sujeitos de infâncias múltiplas, contextos que diferem práticas</p><p>discursivas que se contrapõem. As marcas dos contextos sociais gritam suas</p><p>25</p><p>diferenças e imprimem novos contornos às infâncias na</p><p>sociedade atual. Por</p><p>isso, não podemos falar apenas em criança ou infância brasileira, e sim crianças e</p><p>infâncias brasileiras, sempre no plural.</p><p>Nesse sentido, uma diversidade de sujeitos crianças se apresentam para</p><p>nós. Temos crianças em contextos urbanos, rurais, ribeirinhas, quilombolas,</p><p>em situação de privação de liberdade, pois suas mães estão encarceradas,</p><p>refugiadas, entre outras. Todas essas crianças possuem uma série de direitos já</p><p>garantidos nas leis que conhecemos ao longo deste curso, mas esses direitos irão</p><p>se efetivar na vida de cada uma delas de maneira diferenciada. Por exemplo, as</p><p>crianças ribeirinhas têm direito à educação, mas, em alguns casos, será necessária</p><p>uma política de acesso à escola diferenciada das relativas às crianças que estão</p><p>em contextos urbanos</p><p>Para as crianças negras, por exemplo, sabemos que, após a abolição da</p><p>escravidão, as crianças das antigas senzalas continuaram a trabalhar nas fazendas</p><p>de cana. E como herança desse período escravocrata, ainda hoje, temos crianças</p><p>trabalhando no corte de cana e em outras atividades não condizentes com sua</p><p>faixa etária, desprovidas das condições básicas de alimentação, moradia, saúde</p><p>e educação. Para muitas crianças, forçadas a trabalhar desde muito cedo, sobra</p><p>pouco tempo para as brincadeiras, um dos direitos garantidos a elas por Lei. Por</p><p>isso, é fundamental pensar em políticas diferenciadas, que vão ao encontro dos</p><p>direitos dessas crianças, garantindo que esses lhes sejam assegurados.</p><p>[...] que todas as crianças possam ouvir histórias, andar na chuva e</p><p>brincar de adivinhação. Porque simplesmente a infância é o tempo</p><p>em que começamos a perceber o tamanho do mundo e descobrir</p><p>quem somos. [...], “embora eu não seja rei, decreto, neste país,</p><p>que toda, toda criança, tem direito a ser feliz!” (ROCHA, 2002, p.</p><p>55, apud DALMAGRO e MARQUES, 2013).</p><p>26</p><p>Portanto, para que as políticas intersetoriais da Primeira Infância possam</p><p>se efetivar com êxito em um país tão grande como nosso, é preciso reconhecer</p><p>e conhecer nossas diferentes infâncias, só assim saberemos como atender</p><p>as especificidades de cada uma delas, garantindo-lhes, sobretudo, o direito à</p><p>felicidade.</p><p>6.3. O papel das cuidadoras e dos cuidadores na</p><p>promoção do desenvolvimento infantil</p><p>“A família é a principal fonte de estímulos ao desenvolvimento</p><p>infantil, e ela deve compreender a importância dos cuidados</p><p>biológicos e afetivos que são requeridos pela criança a fim de</p><p>garantir o desenvolvimento de suas potencialidades de modo</p><p>integral. Dessa forma, ressalta-se a importância de se conhecer</p><p>o significado de cuidado atribuído por quem cuida da criança e</p><p>com ela interage.” (OLIVEIRA, NASCIMENTO; MARCOLINO, 2012)</p><p>A interação entre cuidador e criança é necessária para que haja os estímulos</p><p>neurológicos e psicossociais fundamentais ao desenvolvimento integral. Entre</p><p>as interações necessárias estão:</p><p>Para complementar o estudo sobre as</p><p>diversidades das infâncias, assista à live disponível</p><p>no link abaixo:</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=0MKJjCjgqAg</p><p>Toque</p><p>Conversa</p><p>Escuta</p><p>Olhar</p><p>Brincadeira</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=0MKJjCjgqAg</p><p>27</p><p>Essas ações devem ser constantes para estreitar o vínculo entre cuidador</p><p>e criança, promovendo não somente o desenvolvimento da criança como</p><p>também o desenvolvimento do próprio cuidador, que poderá compreender</p><p>melhor a criança e, assim, garantir um desenvolvimento saudável para além da</p><p>primeira infância. É com o cuidador que a criança vai estabelecer seus primeiros</p><p>vínculos de confiança que serão necessários para o sucesso das próximas etapas</p><p>de sua vida.</p><p>É importante que o cuidador desenvolva a capacidade de escutar as</p><p>crianças e considerar que suas manifestações orais e/ou comportamentais são</p><p>de extrema importância para a promoção do desenvolvimento nos primeiros</p><p>anos de vida, bem como entender que a criança se comunica com os adultos e</p><p>seus pares por meio dessas manifestações. Assim, o propósito de aprofundar</p><p>vínculos se torna muito mais possível.</p><p>“Um olhar de aprovação torna-se então fundamental para dar sustentação</p><p>e demonstrar a confiança do adulto na criança” (BARBOSA, 2009, p. 100).</p><p>Portanto, é ficando atento ao olhar, ao comportamento, ao movimento</p><p>corporal e à voz das crianças que o adulto ou cuidador demonstra seu interesse</p><p>pela singularidade de cada criança (BARBOSA, 2009).</p><p>Ao defender que o adulto/cuidador precisa sempre estar atento,</p><p>observando e exercitando a escuta da criança, Barbosa (2009) afirma:</p><p>Exercitar e praticar a escuta das crianças é perseguir a compreensão</p><p>de seus modos de sentir, pensar, fazer, perguntar, desejar,</p><p>planejar. É também um modo de aproximar-se das tensões, das</p><p>situações conflitantes, das cooperações, das interferências e das</p><p>alegrias [...] (BARBOSA, 2093, p. 102).</p><p>[...] Ao valorizar a observação e a escuta das crianças, estamos</p><p>afirmando o reconhecimento delas como capazes de propor e</p><p>criar. É a presença sutil do adulto implicado, comprometido com</p><p>a escuta da criança e do grupo, e sensível aos momentos tensos</p><p>de descobertas do outro (BARBOSA, 2009, p. 102).</p><p>Diante de todas as perspectivas apresentadas nesta aula, fica evidente a</p><p>importância de você, cursista, investir na formação permanente e continuada</p><p>para que, em sua atuação no PCF, consiga promover o estabelecimento de</p><p>vínculos afetivos dos membros da família com os bebês e as crianças para a</p><p>promoção do desenvolvimento integral delas. Além disso, os conhecimentos</p><p>construídos ao longo desses módulos cursados até o momento lhes possibilitarão</p><p>uma intervenção mais consciente, conscienciosa e sensível durante as visitas e</p><p>atendimentos às crianças participantes deste Programa.</p><p>28</p><p>EM RESUMO</p><p>Nesta unidade, aprendemos que a diversidade cultural é a convivência</p><p>simultânea de várias etnias e culturas em um recorte territorial e social e que o</p><p>Brasil é um país com vasta diversidade cultural em virtude da multiplicidade de</p><p>povos que habitam o nosso território. Somos essencialmente diversos.</p><p>Também foi possível conhecer diversos arranjos familiares e diferentes</p><p>maneiras de exercer o cuidado com as crianças. Já vimos que os arranjos familiares</p><p>e formas de cuidar da casa e dos filhos também são influenciados pela cultura</p><p>e suas diversidades, assim como pela região onde residem as famílias e sua</p><p>organização social. Embora, na construção e execução de políticas e programas</p><p>sociais, especificamente em um programa que propõe influir no desenvolvimento</p><p>infantil, temos que considerar a garantia de certos direitos sociais básicos,</p><p>é necessário ter o cuidado para não julgarmos essas famílias e seu modo de</p><p>viver. Podemos, inclusive, aprender com essas famílias para organizar melhor as</p><p>atividades que faremos com elas e usar seus costumes e tradições culturais para</p><p>elaborar estratégias de atuação.</p><p>Destacamos ainda a importância da criança vivenciar experiências boas e ter</p><p>seus direitos garantidos para que seu desenvolvimento aconteça por completo e</p><p>suas habilidades sejam potencializadas. Por isso, o papel dos cuidadores(as) e as</p><p>políticas públicas para a Primeira Infância são primordiais para os próximos anos</p><p>do desenvolvimento infantil, confirmando que a Primeira Infância constitui uma</p><p>etapa fundamental na vida de cada criança, em todos os aspectos, contribuindo</p><p>significativamente para a quebra intergeracional da pobreza, com a garantia de</p><p>Para complementar a formação deste módulo,</p><p>sugerimos as seguintes leituras:</p><p>Infância, Cultura Contemporânea e Educação Contra</p><p>e Barbárie, de Sonia Kramer. Disponível em: https://</p><p>www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/revistateias/article/</p><p>view/23857/16830</p><p>Poética da Infância, de Severino Antônio e Katia Tavares.</p><p>Páginas 25 a 33. Disponível em: https://www.nepsid.com.br/_</p><p>files/ugd/27072f_6c92d7e7261f4d15afe44946143d05b8.pdf</p><p>Dar voz às crianças: desafio e prioridade, de Adriana</p><p>Friedmann. Disponível em: https://132914ad-</p><p>cd03-9ef2-c1bf-9fb1457f44dd.filesusr.com/</p><p>ugd/27072f_9334f07fbcb6424590100e93b720d94e.pdf</p><p>https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/revistateias/article/view/23857/16830</p><p>https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/revistateias/article/view/23857/16830</p><p>https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/revistateias/article/view/23857/16830</p><p>https://www.nepsid.com.br/_files/ugd/27072f_6c92d7e7261f4d15afe44946143d05b8.pdf</p><p>https://www.nepsid.com.br/_files/ugd/27072f_6c92d7e7261f4d15afe44946143d05b8.pdf</p><p>https://132914ad-cd03-9ef2-c1bf-9fb1457f44dd.filesusr.com/ugd/27072f_9334f07fbcb6424590100e93b720d94e.pdf</p><p>https://132914ad-cd03-9ef2-c1bf-9fb1457f44dd.filesusr.com/ugd/27072f_9334f07fbcb6424590100e93b720d94e.pdf</p><p>https://132914ad-cd03-9ef2-c1bf-9fb1457f44dd.filesusr.com/ugd/27072f_9334f07fbcb6424590100e93b720d94e.pdf</p><p>29</p><p>oportunidades iguais e investimentos em programas como o PCF para que a</p><p>criança de hoje torne-se um adulto com melhores condições de romper com a</p><p>pobreza.</p><p>Entender a importância da criança, suas necessidades, seu comportamento,</p><p>seu meio social, sua cultura e outras especificidades, é reconhecer as múltiplas</p><p>infâncias existentes tanto na área urbana quanto na área rural, atendendo, dessa</p><p>maneira, as particularidades de cada uma.</p><p>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>Referência Básica:</p><p>CAVALCANTI, Camila Dias. Roteiro do curso: As diversidades das infâncias</p><p>e famílias brasileiras e o PCF. Ministério da Cidadania. Secretaria Especial do</p><p>Desenvolvimento Social. s/d. p. 80. Disponível em: https://drive.google.com/</p><p>drive/folders/1U5GK22yjvw1iwd4Kq2Eq5K4k3253H4zw</p><p>Referências Complementares:</p><p>WAGNER, Adriana.; LEVANDWSKI, Daniela Centenaro. Sentir-se bem em família:</p><p>um desafio frente à diversidade. Revista Textos e Contextos, Porto Alegre, V.</p><p>7, N.1, Jan/jun, p. 88-97, 2008. Disponível em: https://revistaseletronicas.pucrs.</p><p>br/ojs/index.php/fass/article/view/3940</p><p>TEODORO, Luiz Claudio. A importância da educação na construção da cidadania:</p><p>uma análise do Programa Bolsa Família. Revista Acervo Educacional (online),</p><p>v. 2, p. e4086, 8 out. 2020. Disponível em: https://acervomais.com.br/index.php/</p><p>educacional/article/view/4086/2930</p><p>MOTTA, Astrid. PARENTE, Cristina. Reprodução intergeracional da pobreza: o</p><p>caso do complexo de favelas do São João - Rio de Janeiro – Brasil. Investigação</p><p>Qualitativa em Ciências Sociais//Investigación Cualitativa en Ciencias</p><p>Sociales//Volume 3, 2018. Disponível em: https://proceedings.ciaiq.org/index.</p><p>php/ciaiq2018/article/view/1751/1705</p><p>SANTOS, Rosangela. SILVA, Simone Maria. UMA PROPOSTA: quebrar o ciclo de</p><p>pobreza através da condicionalidade da educação do Programa Bolsa Família.</p><p>IV Jornada Internacional de Políticas Públicas. Universidade Federal do</p><p>Maranhão, 25 a 28 de 2015. São Luiz - Maranhão. Disponível em: http://www.</p><p>joinpp.ufma.br/jornadas/joinpp2015/pdfs/eixo13/uma-proposta-quebrar-o-</p><p>ciclo-de-pobreza-atraves-da-condicionalidade-da-educacao-do-programa-bolsa-</p><p>familia.pdf</p><p>https://drive.google.com/drive/folders/1U5GK22yjvw1iwd4Kq2Eq5K4k3253H4zw</p><p>https://drive.google.com/drive/folders/1U5GK22yjvw1iwd4Kq2Eq5K4k3253H4zw</p><p>https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/fass/article/view/3940</p><p>https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/fass/article/view/3940</p><p>https://acervomais.com.br/index.php/educacional/article/view/4086/2930</p><p>https://acervomais.com.br/index.php/educacional/article/view/4086/2930</p><p>https://proceedings.ciaiq.org/index.php/ciaiq2018/article/view/1751/1705</p><p>https://proceedings.ciaiq.org/index.php/ciaiq2018/article/view/1751/1705</p><p>http://www.joinpp.ufma.br/jornadas/joinpp2015/pdfs/eixo13/uma-proposta-quebrar-o-ciclo-de-pobreza-atraves-da-condicionalidade-da-educacao-do-programa-bolsa-familia.pdf</p><p>http://www.joinpp.ufma.br/jornadas/joinpp2015/pdfs/eixo13/uma-proposta-quebrar-o-ciclo-de-pobreza-atraves-da-condicionalidade-da-educacao-do-programa-bolsa-familia.pdf</p><p>http://www.joinpp.ufma.br/jornadas/joinpp2015/pdfs/eixo13/uma-proposta-quebrar-o-ciclo-de-pobreza-atraves-da-condicionalidade-da-educacao-do-programa-bolsa-familia.pdf</p><p>http://www.joinpp.ufma.br/jornadas/joinpp2015/pdfs/eixo13/uma-proposta-quebrar-o-ciclo-de-pobreza-atraves-da-condicionalidade-da-educacao-do-programa-bolsa-familia.pdf</p><p>30</p><p>OLIVEIRA, Dayana. NASCIMENTO, Débora. MARCOLINO, Fernanda. Percepção</p><p>de cuidadores familiares e profissionais da estratégia saúde da família em</p><p>relação ao cuidado e desenvolvimento neuropsicomotor da criança. Rev. bras.</p><p>crescimento desenvolv. hum. vol.22 no.2 São Paulo, 2012.</p><p>AMAZONAS, Maria Cristina Lopes de Almeida et al. Arranjos familiares</p><p>de crianças das camadas populares. Psicologia em estudo, v.</p><p>8, p. 11-20, 2003.Disponível em: https://www.scielo.br/j/pe/a/</p><p>Hbwz3Q5XJLVQrwRhs4H3hnk/?format=pdf&lang=pt</p><p>FACO, Vanessa Marques Gibran; MELCHIORI, Lídia Ebner. Conceito de família:</p><p>adolescentes de zonas rural e urbana. 2005. Editora Unesp, 2018. Disponível</p><p>em: https://books.scielo.org/id/krj5p/pdf/valle-9788598605999-07.pdf</p><p>BANACO, Roberto Alves et al. O que é família para você? Opinião de crianças</p><p>sobre o conceito de família. Avances en Psicología Latinoamericana, v. 38, n.</p><p>2, p. 38-52, 2020. Disponível em: http://www.scielo.org.co/pdf/apl/v38n2/2145-</p><p>4515-apl-38-02-38.pdf</p><p>DALMAGRO, Neli Burtet; MARQUES, Sonia Maria dos Santos. As Diferentes</p><p>Infâncias no Brasil numa Perspectiva Histórica: suas trajetórias, culturas e</p><p>identidades. In: PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Cadernos PDE.</p><p>Os Desafios da Escola Pública Paranaense na Perspectiva do Professor PDE.</p><p>Volume 1, 2013, Versao online, ISBN 978-85-8015-076-6. Disponível em: http://</p><p>www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_</p><p>pde/2013/2013_unioeste_ped_artigo_neli_burtet_dalmagro.pdf</p><p>BARBOSA, Maria Carmen Silveira et al. Projeto de cooperação técnica MEC e</p><p>UFRGS para construção de orientações curriculares para a Educação Infantil.</p><p>Práticas cotidianas na educação infantil–bases para a reflexão sobre</p><p>as orientações curriculares. In: MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, Secretaria de</p><p>Educação Básica. Brasília, 2009. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/</p><p>dmdocuments/relat_seb_praticas_cotidianas.pdf</p><p>NEVES, Naise Valéria Guimarães. Instituição de educação infantil e família:</p><p>limites e possibilidades de um projeto participativo. Dissertação (Mestrado em</p><p>Economia Doméstica) – Universidade Federal de Viçosa, Viçosa. 2004.</p><p>https://www.scielo.br/j/pe/a/Hbwz3Q5XJLVQrwRhs4H3hnk/?format=pdf&lang=pt</p><p>https://www.scielo.br/j/pe/a/Hbwz3Q5XJLVQrwRhs4H3hnk/?format=pdf&lang=pt</p><p>https://books.scielo.org/id/krj5p/pdf/valle-9788598605999-07.pdf</p><p>http://www.scielo.org.co/pdf/apl/v38n2/2145-4515-apl-38-02-38.pdf</p><p>http://www.scielo.org.co/pdf/apl/v38n2/2145-4515-apl-38-02-38.pdf</p><p>http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2013/2013_unioeste_ped_artigo_neli_burtet_dalmagro.pdf</p><p>http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2013/2013_unioeste_ped_artigo_neli_burtet_dalmagro.pdf</p><p>http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2013/2013_unioeste_ped_artigo_neli_burtet_dalmagro.pdf</p><p>http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/relat_seb_praticas_cotidianas.pdf</p><p>http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/relat_seb_praticas_cotidianas.pdf</p><p>MINISTÉRIO DA</p><p>CIDADANIA</p><p>GOVERNO</p><p>FEDERAL</p><p>33</p>

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