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Protozoários bucais: 1- Qual a prevalência desses protozoários em pacientes com doença periodontal? A Entamoeba gingivalis e a Trichomonas tenax são mais prevalentes em indivíduos com doença periodontal do que em pessoas saudáveis, sendo encontradas principalmente em bolsas periodontais e tecidos inflamados. 2- A correlação entre a presença desses parasitas e doenças sistêmicas? se sim quais? Embora não sejam diretamente causadoras, a presença desses protozoários pode estar associada a doenças sistêmicas relacionadas à periodontite, como doenças cardiovasculares e diabetes, devido ao impacto da inflamação crônica. 3- Quais fatores de riscos estão associados a infecção por esses protozoários? Má higiene oral, doença periodontal avançada, uso de próteses dentárias, tabagismo e imunossupressão (como em pacientes com HIV ou diabetes) aumentam a presença desses protozoários. 4- Como esse protozoários podem ser transmitidos na cavidade oral? Ocorre pelo contato direto, como compartilhamento de utensílios, beijos e gotículas de saliva. Amebíase: 1- Agente etiológico: Etamoelba histolytica, um protozoário parasita. 2- Ciclo biológico: Contaminação do hospedeiro: A infecção ocorre quando uma pessoa ingere água ou alimentos contaminados com cistos da Entamoeba histolytica, que são as formas infectantes do parasita. Desencistamento: No intestino delgado, os cistos tetranucleados sofrem divisão, dando origem a oito pequenas amebas na forma metacística, que posteriormente evoluem para a forma trofozoíta. Atividade das trofozoítas: No intestino grosso, as trofozoítas são ativas, fagocitam bactérias e outras partículas, e se multiplicam. Formação da forma pré-cística: Algumas trofozoítas presentes nas fezes começam a perder atividade, diminuem de tamanho e se tornam arredondadas, originando a forma pré-cística. Encistamento: Uma parede cística resistente é secretada ao redor da forma anterior, e o núcleo do parasita se divide, formando os cistos típicos.Eliminação e resistência dos cistos: Os cistos são eliminados com as fezes e podem sobreviver no ambiente, resistindo a condições adversas até que sejam ingeridos novamente por outro hospedeiro, fechando o ciclo. Infecção invasiva (casos graves): Em algumas situações, os trofozoítas podem invadir a mucosa intestinal, atingindo tecidos e órgãos, como o fígado, causando a doença extra-intestinal. 3- Transmissão: Ingestão de água e alimentos sólidos e líquidos contaminados por cistos. Manipuladores de alimentos. Artrópodes: moscas e baratas Fecal oral-sexual Pessoa pra pessoa 4- Quadro clínico / sintomas: Forma assintomática ou não invasiva: Representa a maioria dos casos (80% a 90%). Os indivíduos infectados eliminam cistos nas fezes, mas não apresentam sintomas. Essas pessoas podem atuar como reservatórios da infecção, contribuindo para a transmissão da doença. Colite não disentérica: Caracteriza-se por duas a quatro evacuações por dia, podendo ser diarreicas ou não. As fezes são moles ou pastosas, podendo conter muco ou sangue. O paciente pode sentir desconforto abdominal ou cólicas, geralmente na parte superior do abdômen. A doença pode alternar entre períodos sintomáticos e silenciosos, o que pode dificultar o diagnóstico. Disenteria amebiana (colite amebiana grave): Evolução da colite não disentérica. Caracteriza-se por diarreia intensa com muco e sangue, além de dores abdominais fortes. Pode causar febre, emagrecimento e desidratação. Em casos graves, pode haver perfuração intestinal, levando a peritonite. Amebíase extraintestinal: ocorre quando a Entamoeba histolytica, um protozoário causador da amebíase, sai do intestino e se espalha para outros órgãos. O fígado é o órgão mais afetado, resultando no abscesso hepático amebiano. características do abscesso hepático amebiano:Principais 1. Causa: Complicação grave da amebíase intestinal. 2. Comum em áreas como Pará e Amazonas (Brasil). 3. Constante e grave complicação da amebíase: México, África do Sul, Tailândia e Egito. 4. Grupos afetados: Todo grupo etário (20 a 60 anos.) 5. Sintomas principais (Tríade clássica): · Dor no quadrante superior direito do abdome (próximo ao fígado). · Febre (38°C a 40°C) com calafrios. · Hepatomegalia (aumento do fígado) dolorosa em 90% dos casos. 6. Outros sintomas: · Anorexia (falta de apetite). · Perda de peso. · Febre intermitente e irregular. 7. Lesões hepáticas: · Em 80% dos casos, há apenas uma lesão. · Geralmente localizada no lobo direito do fígado. 5- Diagnóstico: Exame parasitológico de fezes (EPF) Identifica trofozoítos ou cistos de Entamoeba histolytica. O uso de purgativos pode aumentar a chance de encontrar o parasita. Exame a fresco: As fezes devem ser analisadas imediatamente após a emissão (no máximo 20 a 30 minutos), pois os trofozoítos se desintegram rapidamente fora do organismo. Outros exames laboratoriais podem incluir: Sorologia para detectar anticorpos. Colonoscopia: para visualizar lesões na mucosa intestinal. 6- Profilaxia: •Exames frequentes: (detecção e tratamento): Manipuladores de alimentos e portadorores assintomáticos. •Higienização das verduras e das mãos •Tratamento do esgoto doméstico •Educação sanitária, cívica e ambiental. Giardíase: A gente etiológico- giardia lamblia / giardia intestialis / giardia duodenalis. Um protozoário flagelado. 2- ciclo biológico (Monoxênico ou direto – ou seja, só precisa de um hospedeiro: o ser humano) 1. Contaminação do hospedeiro: A pessoa se infecta ao ingerir cistos da Giardia presentes em: Água contaminada Alimentos crus (como frutas e verduras) mal lavados Mãos sujas ou objetos contaminados (fômites) 2. Desencistamento: O cisto entra no corpo e resiste ao suco gástrico. Ao chegar ao duodeno e jejuno, ele se rompe (desencista) e libera a forma ativa: o trofozoíto. 3. Colonização do intestino: Os trofozoítos se multiplicam e aderem à mucosa do intestino delgado. Aqui, causam os sintomas da giardíase, como diarreia, dor abdominal e má absorção de nutrientes. 4. Encistamento: Antes de sair pelas fezes, os trofozoítos se transformam novamente em cistos, principalmente no ceco (parte do intestino grosso). 5. Eliminação do cisto: Os cistos são eliminados com as fezes e continuam infectantes no ambiente. Assim, o ciclo se reinicia se outra pessoa ingerir esses cistos. 3- transmissão Ingestão de alimentos contaminados Insetos como vetores mecânicos Contaminação de alimentos por manipuladores Contato direto pessoa-pessoa (creche e asilos) Oral fecal Solo contaminado Contato animais contaminados 4- quadro clínico/sintomas 🔹 Assintomáticos · Ocorre principalmente em adultos e crianças. · Podem hospedar cistos no intestino por até 6 meses sem apresentar sintomas. 🔹 Sintomáticos Fase Aguda (Diarreia Autolimitante) · Duração: geralmente entre 2 a 4 semanas. · Principais sintomas: · Diarreia explosiva e fétida (esteatorreia, fezes gordurosas). · Náuseas e vômitos. · Dor e desconforto abdominal. · Perda de apetite e cansaço. Diarreia Persistente (Forma Crônica) · Má absorção intestinal → dificuldade na absorção de nutrientes e perda de peso. · Deficiência secundária de lactase → pode levar a intolerância à lactose. · Pode não responder ao tratamento específico e durar meses, com períodos de melhora e piora. · Mais comum em imunocomprometidos (ex.: deficiência de IgA, agamaglobulinemia ligada ao X). 5-diagnóstico ELISA: Pesquisa de anticorpos: método indireto e capturas de IGM Exame parasitológico de fezes: identifica cistos e trofozoítos nas fezes. Fezes formadas e semi-formadas- maior presença de cistos. Fezes pastosas e líquidas predomínio de trofozoítos. ENTEROTEST: Obtenção do flúido duodenal, o paciente engole um fio de náilon que absorve as secreções, após algumas horas o fio é retirado e analisado para trofozoítos. 6- profilaxia Não ingeriR água e alimentos contaminados. Ser cuidadoso entre (higiênicos) nos contatos diretos. Lavagem das mãos. Saneamentobásico. Não usar excrementos (fertilizantes de hortas). Tratar escritores assintomáticos de cistos. Toxoplasmose: 1- qual o agente etiológico da toxoplasmose? Toxoplasma gondii 2- como se dá o ciclo de vida? CICLO DE VIDA DO Toxoplasma gondii 1. Hospedeiro definitivo: o gato e outros felinos · O gato se infecta ao comer carne crua de animais infectados (como roedores ou aves). · No intestino do gato, o parasita se reproduz sexuadamente, formando oocistos. · Esses oocistos são eliminados nas fezes do gato e contaminam o ambiente (solo, água, alimentos). 2. Maturação no ambiente · Os oocistos eliminados nas fezes levam de 1 a 5 dias para se tornarem esporulados (infectantes) no ambiente. · Eles são altamente resistentes e podem sobreviver por meses em solo úmido. 3. Hospedeiros intermediários: humanos, aves e outros mamíferos · Se qualquer outro animal (incluindo o ser humano) ingerir oocistos contaminados, ele se torna um hospedeiro intermediário. · No organismo, os oocistos liberam taquizoítos (forma ativa), que se multiplicam rapidamente e se espalham pelo corpo. · Depois, os taquizoítos se transformam em bradizoítos, que ficam encistados nos tecidos (músculos, cérebro, olhos). Esses cistos podem durar a vida toda. 4. Transmissão entre hospedeiros · Um gato pode se reinfectar ao comer um animal com cistos nos tecidos. · Humanos podem se infectar ao: · Comer carne malcozida com cistos · Ingerir oocistos presentes em solo, água ou alimentos contaminados · Ter contato com fezes de gatos contaminadas · Durante a gravidez, a mãe pode transmitir o parasita ao feto (toxoplasmose congênita) 3- quais as formas infectantes do t. gondii? como diferencia-las? Oocistos esporulados Origem: Eliminados nas fezes dos felinos (hospedeiros definitivos). Características: Após 1 a 5 dias no ambiente, esporulam e se tornam infectantes. Transmissão: Ingestão de água ou alimentos contaminados. Morfologia: Possuem parede espessa e contêm dois esporocistos com quatro esporozoítos cada. Cistos teciduais (com bradizoítos) Origem: Tecidos de animais infectados, principalmente músculos e cérebro. Características: Contêm bradizoítos (forma lenta da infecção). Transmissão: Ingestão de carne crua ou mal cozida. Morfologia: Parede cística espessa; visíveis ao microscópio em cortes histológicos. Taquizoítos Origem: Circulam no sangue e tecidos durante a fase aguda da infecção. Características: Forma replicativa rápida. Transmissão: Via transplacentária, transfusão de sangue ou transplantes. Morfologia: Forma alongada ou em meia-lua; visíveis em exames histopatológicos ou líquidos corporais. 4- qual a forma mais grave da toxoplasmose e quais os grupos de indivíduos mais acometidos? Toxoplasmose Congênita: É a forma mais importante do ponto de vista de saúde pública, devido ao seu impacto sobre o feto e a necessidade de prevenção durante a gestação. Ocorre quando a mãe adquire a infecção primária pelo Toxoplasma gondii durante a gestação, com risco de transmissão transplacentária. Mais graves em crianças recém-nascidas sendo caracterizada por encefalite, icterícia , urticária e hepatomegalia geralmente associada a coriorrentinite hidrocefalia e microcefalia com altas taxas de morbidade e mortalidade. Pacientes imunossuprimidos: Grave evolução indivíduos em mundo comprometido (receptores de órgãos tratamento quimioterápico infectados com HIV) encefalite, retinite ou doença disseminativa. 5- quais os tipos de diagnósticos utilizados para detecção da t. gondii? Diagnóstico Clínico: Difícil - casos agudos assintomáticos: forma crônica, ou então se assemelha a outras doenças. Suspeita clínica deverá ser confirmada por meio de diagnóstico laboratorial. Diagnóstico parasitológico: Esse tipo de diagnóstico tem como objetivo identificar diretamente o parasita. Métodos utilizados: · Inoculação em camundongos: consiste na injeção de amostras de tecido (como gânglio linfático, fígado ou baço) na cavidade peritoneal de camundongos. Caso o parasita esteja presente, o camundongo desenvolve a infecção, permitindo o isolamento do Toxoplasma gondii. É um método demorado, caro e pouco utilizado na prática clínica, sendo mais comum em laboratórios de pesquisa. · Cultura de parasitas: tenta-se cultivar o Toxoplasma gondii em meios de cultura específicos, a partir de tecidos infectados. Também é um método difícil e demorado. · PCR (reação em cadeia da polimerase): detecta o DNA do parasita em amostras como líquido amniótico (usado especialmente em gestantes com suspeita de transmissão congênita), líquor, sangue ou tecidos. É um método moderno, sensível e específico. Diagnóstico sorológico Detecção de anticorpos: IGM-fase aguda (IGA, IGE e IGG) IGG- fase crônica É o método mais utilizado na prática clínica. Esse tipo de exame detecta anticorpos (imunoglobulinas) que o organismo produz em resposta à infecção pelo parasita. 6- como se dá o tratamento e quais medidas de prevenção da toxoplasmose? Tratamento: Indicado somente para casos graves e mulheres grávidas. Objetivo: eliminar o parasito e abrandar reações adversas da resposta imunológica para conter destruição de tecidos nobres. Prevenção: Lavar bem alimentos e evitar carne crua. Higienizar mãos e superfícies após contatos com carne crua. Trocar Areia dos gatos diariamente e evitar contatos com fezes. Gestantes e mundos suprimidos devem fazer sorologia e evitar a exposição a fonte de infecção