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<p>B</p><p>Eletroestimulação</p><p>para</p><p>Fonoaudiologia</p><p>Bruno Guimarães</p><p>NÓS FAZEMOS FONOAUDIOLOGIA</p><p>COM ELETROESTIMULAÇÃO</p><p>Fazer Fonoaudiologia com eletroestimulação é</p><p>acreditar na tecnologia como instrumento de</p><p>mudança e melhoria na área da saúde, e aumentar</p><p>as possibilidades de tratamento nas diversas áreas</p><p>de atuação do Fonoaudiólogo.</p><p>brunoguimaraesfonoaudiologo</p><p>brunofonoaudiologo.com.br</p><p>3</p><p>Graduado em 1983 no Rio de</p><p>Janeiro, Bruno Guimarães é</p><p>atualmente um dos principais</p><p>estudiosos brasileiros sobre o</p><p>uso da eletroestimulação para</p><p>Fonoaudiologia .</p><p>Considerado um dos pioneiros</p><p>na técnica, iniciou suas</p><p>pesquisas em 1985,</p><p>encontrando então a</p><p>oportunidade que procurava</p><p>para trazer inovação à profissão</p><p>de fonoaudiólogo.</p><p>Sobre o Autor</p><p>Seu interesse inicial era usar principalmente em pacientes com</p><p>problemas relacionados a voz, casos de paralisia de prega vocal. Para o</p><p>autor, isso definitivamente iria trazer benefícios até então inatingíveis</p><p>na fonoaudiologia. Começou então a desenvolver a técnica voltada</p><p>principalmente para voz, mas a medida que foi compreendendo como</p><p>funcionava começou a aplicar em outras patologias como motricidade</p><p>orofacial e disfagia.</p><p>Atualmente com trabalhos publicados em revistas nacionais, além de</p><p>fonoaudiólogo clínico, também ministra cursos de eletroestimulação</p><p>voltado para fonoaudiologia no Brasil e exterior.</p><p>Antes de mais nada , é preciso entender a técnica</p><p>e compreender que a eletroestimulação</p><p>deve complementar o trabalho do fonoaudiólogo.</p><p>Bruno Guimarães</p><p>O que é a Eletroestimulação - EE........................................................5</p><p>A importância da Fisiologia................................................................9</p><p>O que ocorre na EE (basicamente)..................................................11</p><p>O que é a TENS.................................................................................13</p><p>O que é a EENM................................................................................15</p><p>Aplicações da EE transcutânea.........................................................17</p><p>Considerações sobre correntes........................................................18</p><p>Considerações sobre frequência ......................................................19</p><p>Considerações sobre duração de pulso...........................................20</p><p>Considerações sobre intensidade.....................................................21</p><p>Fadiga muscular...............................................................................23</p><p>Eletroestimulação Extra e Intraoral..................................................25</p><p>Canetas forma..................................................................................35</p><p>Outras aplicações da Eletroestimulação para fonoaudiologia........37</p><p>Contra indicações e cuidados...........................................................41</p><p>Índice</p><p>5</p><p>A eletroestimulação - EE é o ato de produzir um estímulo, com a</p><p>finalidade de aumentar a função orgânica ou a resposta de um</p><p>determinado tecido.</p><p>.</p><p>A EE pode ser empregada para acelerar processos de recuperação</p><p>em várias áreas corporais, mas não deve ser considerada uma</p><p>substituta dos tratamentos tradicionais (Guirro et al, 2000).</p><p>A aplicação da EE Transcutânea requer uma base de conhecimento</p><p>completa nas áreas de transmissão neural, e impedância biológica. O</p><p>fonoaudiólogo cada vez mais precisa compreender a fisiologia.</p><p>Quanto mais o profissional entende a fisiologia orgânica e a</p><p>eletrofisiologia ,melhor ele trabalha com a EE.</p><p>O que é eletroestimulação</p><p>Javi_indy-Freepik</p><p>6</p><p>O que é eletroestimulação</p><p>É importante lembrar que para a eficácia da Eletroestimulação - EE,</p><p>o estímulo tem que ser inteligente, porque se não ele se perde. E</p><p>quem pode favorecer essa inteligência ao estimular corretamente</p><p>durante o processo terapêutico, é o profissional que entender e</p><p>combinar corretamente frequências, duração de pulso e</p><p>intensidade. A eficácia do tratamento depende dos parâmetros de</p><p>estimulação escolhidos com precisão para a meta que se quer</p><p>alcançar durante o tratamento.</p><p>.</p><p>7</p><p>O que é eletroestimulação</p><p>Melhores práticas</p><p>O uso simultâneo das várias opções existentes para tratar um</p><p>problema, não deve esquecer os exercícios. O sucesso do trabalho</p><p>está diretamente ligado ao uso adequado das técnicas. Tendo</p><p>sempre como objetivo melhorar a condição funcional do paciente</p><p>para uma correta execução do movimento, sem que ele fique</p><p>dependente do aparelho. Este deve ser incluso na terapia para</p><p>desenvolver ou facilitar a reabilitação de algumas funções que o</p><p>paciente perdeu ou que está com dificuldade para executar.</p><p>8</p><p>O que é eletroestimulação</p><p>O cuidado no uso dos equipamentos deve se estender para outras</p><p>aplicações como laser, bandagem, ultrassom. Lembrando sempre</p><p>que o importante no uso da tecnologia é o profissional.</p><p>A ação do fonoaudiólogo com o uso de exercícios associados são</p><p>indispensáveis para o sucesso da terapia. Não esqueça que</p><p>aparelho é para melhorar a condição da terapia, não para tornar o</p><p>paciente dependente.</p><p>9</p><p>A importância da Fisiologia</p><p>.</p><p>Quanto mais conhecer a</p><p>Eletroestimulação,</p><p>mais você vai perceber o</p><p>quanto é importante</p><p>estudar a</p><p>Fisiologia humana.</p><p>O conhecimento da Fisiologia</p><p>permite também orientar com</p><p>precisão a realização dos</p><p>exercícios, estimular a</p><p>contração mais adequada</p><p>inclusive quando o paciente</p><p>precisa do processo de</p><p>compreensão do movimento</p><p>O diagnóstico da problemática que envolve o paciente, como</p><p>também a percepção do que está dando certo e a evolução do</p><p>tratamento, ficam mais fáceis de analisar quando se tem o</p><p>conhecimento da Fisiologia. Cuidado para não comprometer o</p><p>cliente.</p><p>Por ser a fonoaudiologia uma ciência que estuda tanto aspectos</p><p>orgânicos quanto funcionais, para usar a EE o profissional precisa</p><p>conhecer e entender de Fisiologia. Essa compreensão possibilita ao</p><p>fonoaudiólogo aplicar com eficácia a tecnologia, casando a</p><p>eletrofisiologia com a fisiologia muscular, neurológica e humana.</p><p>São importantes o conhecimento de parâmetros como frequências,</p><p>duração de pulso e intensidade, também necessários para saber o</p><p>momento de alterar um parâmetro capaz de afetar o resultado do</p><p>cliente, e principalmente evitar efeitos como a fadiga muscular, que</p><p>veremos mais na frente.</p><p>10</p><p>Somente o conhecimento da Fisiologia como um</p><p>todo, pode dar ao profissional um total domínio do</p><p>uso correto da Eletroestimulação.</p><p>A importância da Fisiologia</p><p>Após anos de pesquisa e treinamentos, aliando conhecimento à</p><p>prática, houve uma considerável mudança no contexto da aplicação da</p><p>eletroestimulação na Fonoaudiologia. Muitos fonoaudiólogos já veem</p><p>a eletroestimulação como uma ferramenta que pode ser aplicada por</p><p>trazer resultados que demonstram a importância de estímulos</p><p>elétricos em processos curativos também nessa área.</p><p>Alguns profissionais por não</p><p>entenderem como funciona,</p><p>ainda não confiam na</p><p>técnica, não a usam, e não</p><p>podem conhecer quão eficaz</p><p>é o seu uso para aliviar</p><p>tensões e dores, facilitar</p><p>movimentos, melhorar o</p><p>condicionamento muscular</p><p>entre outros.</p><p>kjpargeter-Freepik</p><p>11</p><p>O que ocorre na Eletroestimulação</p><p>(basicamente)</p><p>O chamado efeito de indução. A corrente passa no nervo</p><p>motor e este vai estimular o músculo, o qual possui vários tipos de</p><p>fibras. De um modo geral, os músculos esqueléticos apresentarem</p><p>todos os tipos de fibras, porém cada músculo tem predominância</p><p>por um desses tipos.</p><p>A TENS age sobre as fibras nervosas aferentes como um estímulo</p><p>diferencial que “concorre” com a transmissão do impulso doloroso.</p><p>Favorece a ativação às células da substância gelatinosa, promovendo</p><p>uma modulação inibitória segmentar. No sistema</p><p>nervoso central</p><p>(SNC), estimula a liberação de endorfinas, endomorfinas e</p><p>encefalinas, através da ativação do Sistema Analgésico Central (SAC),</p><p>resultando numa diminuição ou bloqueio da percepção central à dor,</p><p>no aumento do fluxo sanguíneo e redução da fadiga muscular pela</p><p>remoção de dendritos e o aumento no aporte de oxigênio devido a</p><p>capacidade de recrutamento de 25% do capilar sanguíneo.</p><p>A EENM estimula potenciais de ação em receptores superficiais e</p><p>intramusculares, gerando força muscular de forma direta, por</p><p>ativação de axônios motores, e indireta, por recrutamento de</p><p>motoneurônios espinhais. O resultado de excitação da musculatura</p><p>estriada.</p><p>.</p><p>.</p><p>12</p><p>Resposta do músculo à EE</p><p>Não há efeito trófico sobre o músculo se ele não realizar trabalho; a</p><p>EE deve trabalhar a contra resistência de uma carga e com</p><p>intensidade suficiente para provocar contrações musculares.</p><p>Estudos demonstraram que o treinamento aumenta a eficiência de</p><p>todos os tipos de fibras musculares, mas não altera o tipo de fibra,</p><p>porém o treinamento de resistência pode alterar uma glicolítica</p><p>rápida (B) para um oxidativo rápido (A).</p><p>É importante pensar na pré-contração para preparar o músculo. O</p><p>profissional deve estimular a contração mais adequada,</p><p>principalmente quando o paciente precisa do processo de</p><p>compreensão do movimento</p><p>O que ocorre na Eletroestimulação</p><p>(basicamente)</p><p>Todos os músculos</p><p>esqueléticos são uma</p><p>combinação dos três</p><p>tipos de fibras</p><p>musculares:</p><p>-Tipo I - contração lenta</p><p>(lenta oxidativa).</p><p>-Tipo II - contração</p><p>rápida</p><p>A - Oxidativa rápida</p><p>B - rápida glicolítica</p><p>13</p><p>O que é a TENS</p><p>A Eletroestimulação nervosa trânscutânea (TENS), é uma forma de</p><p>estimulação feita através de eletrodos que produzem um bloqueio</p><p>de mensagem dolorosa de áreas corporais ao sistema nervoso</p><p>central.</p><p>A propósito do TENS acupuntura é a ativação das fibras de pequeno</p><p>diâmetro que se originam nos músculos através de uma contração</p><p>muscular que resulta na atividade de ergorreceptores, ativando</p><p>assim pontos-motores e vias eferentes. Portanto o TENS acupuntura</p><p>é a emissão de TENS sobre pontos de acupuntura independente de</p><p>produzir atividade na musculatura.</p><p>Como usar</p><p>Aplicada na periferia, ou seja, no local da lesão, ativa as fibras</p><p>aferentes primárias. Essa informação é transmitida para a medula</p><p>espinhal e o resultado é a inibição tanto no local como nas vias</p><p>descendentes inibitórias, medula ventromedial rostral (RVM);</p><p>envolve 5-HT opioides, que podem ser ativados pela substância</p><p>cinzenta periaquedutal.</p><p>As configurações de intensidade e frequência devem observar a</p><p>necessidade do paciente: recuperação de movimento ou</p><p>sensibilidade.</p><p>Em se falando de cicatriz, o interessante é primeiro estimular a</p><p>periferia da cicatriz.</p><p>.</p><p>.</p><p>14</p><p>Efeitos colaterais no uso da TENS</p><p>Como em toda terapia, o uso da TENS também tem prós e contras,</p><p>porém a TENS não possui efeitos sistêmicos, não causa dependência,</p><p>não promove degeneração celular, nem gera efeitos colaterais.</p><p>Apresenta forma de pulso bifásico, assimétrico, balanceado. Os</p><p>pulsos para relaxamento ou analgesia, são na forma de ondas</p><p>retangulares, produzindo uma resultante vibratória variável. Pode</p><p>ser utilizada como corrente de curto período com efeito analgésico e</p><p>estimulante do trofismo.</p><p>.</p><p>.</p><p>15</p><p>O que é a EENM</p><p>A Estimulação Elétrica Neuromuscular (EENM) é uma técnica de</p><p>fortalecimento muscular baseada na estimulação elétrica dos ramos</p><p>intramusculares dos motoneurônios, que induzem a contração</p><p>muscular.</p><p>A EENM tem por finalidade clássica estimular contração muscular</p><p>isométrica no nível máximo tolerado do indivíduo, para que</p><p>colhamos como resultado um aumento precoce de força muscular.</p><p>Como usar</p><p>Essa técnica é utilizada como um recurso adicional para reabilitação</p><p>envolvendo o tratamento de hipotrofias, espasticidade, contraturas</p><p>e na aquisição de aumento de força.</p><p>A EENM pode causar alterações na propriedade contrátil do</p><p>músculo, associado às alterações na composição das proteínas</p><p>miofibrilares, e aumento da área das fibras musculares decorrente</p><p>do aumento na síntese de proteínas contráteis.</p><p>Essas adaptações fazem-se necessárias para que o músculo possa</p><p>melhorar seu desempenho durante a realização das atividades em</p><p>questão.</p><p>.</p><p>.</p><p>16</p><p>Porém, podemos usar a eletroestimulação também para</p><p>estimulação sensorial com excelentes resultados. Os nervos</p><p>sensoriais são inevitavelmente estimulados quando fazemos</p><p>qualquer tipo de estimulação na fonoaudiologia.</p><p>Bem aplicada, não tem apenas efeito sobre os ganhos de força, mas</p><p>também sobre a vascularização do músculo, com repercussão</p><p>trófica. Polacow et al. (2003); Schuster, (2007/09)</p><p>Prós e contras do uso da EENM</p><p>A maior limitação da EENM, é a queda precoce da força muscular,</p><p>devido ao aparecimento da fadiga muscular.</p><p>É importante não criar</p><p>dependência</p><p>da técnica ou do</p><p>Aparelho.</p><p>Quando usado numa</p><p>intensidade adequada, não dói</p><p>e deixa uma sensação,</p><p>juntamente com exercícios e a</p><p>habilidade do fonoaudiólogo,</p><p>de mais firmeza e definição dos</p><p>músculos e linhas faciais já na</p><p>primeira sessão de aplicação.</p><p>As configurações de intensidade e frequência devem observar a</p><p>necessidade do paciente: recuperação de movimento ou</p><p>sensibilidade.</p><p>17</p><p>As correntes terapêuticas têm diferentes finalidades e formas de</p><p>atuação, destacando entre elas, objetivos de analgesia, estímulo</p><p>linfático, estímulo muscular e recuperação funcional.</p><p>Aplicação prática</p><p>Aquecimento</p><p>Vascularização</p><p>Circulação</p><p>Analgesia</p><p>Relaxamento</p><p>Sensorial</p><p>Motor</p><p>Contração</p><p>Cicatrização</p><p>Drenagem</p><p>Porque usar a EE transcutânea</p><p>18</p><p>Considerações sobre correntes</p><p>Correntes Eletroanalgésicas devem estimular inervações sensoriais</p><p>ou motoras com objetivos de gerar respostas químicas, ou seja,</p><p>liberar substâncias envolvidas nos processos de alivio da dor como</p><p>neurotransmissor GABA e endorfinas.</p><p>As correntes excitomotoras com formas simétricas bifásicas são as</p><p>preferidas para eletroestimulação devido a sua baixa carga elétrica.</p><p>O fato de associar uma contração isométrica à EENM torna a</p><p>corrente mais confortável, aprimorando a tolerância do paciente à</p><p>corrente, facilitando o recrutamento neuronal e incrementando</p><p>o ganho de força muscular.</p><p>TENS</p><p>Portadora de 1000Hz</p><p>Modulação entre 0,5 Hz e 250Hz</p><p>Duração de pulso entre 0,5ms e 700ms</p><p>Int. entre 0 e 120mA</p><p>FES</p><p>Portadora de</p><p>1000Hz</p><p>Modulação entre</p><p>0,5 Hz e 250Hz</p><p>Duração de pulso</p><p>entre 0,5ms e</p><p>700ms</p><p>Int. entre 0 e 120mA</p><p>AUSSIE</p><p>Portadora 4000 Hz</p><p>Modulação 120 Hz</p><p>Menor impedância RUSSA</p><p>Portadora de 2500 Hz</p><p>Modulação 100 Hz</p><p>Apresenta Ciclos de trabalho</p><p>Pouco menos impedância</p><p>19</p><p>O TENS convencional tem a função de ativar de forma seletiva as</p><p>fibras de diâmetro largo sem ativar concorrentemente fibras de</p><p>pequeno diâmetro (relacionadas com a dor) ou eferente com as</p><p>dores. Correntes pulsadas de alta frequência, e baixa intensidade</p><p>seriam mais efetivas para ativar fibras de diâmetro largo. Na pratica</p><p>isso sempre é possível quando o paciente relata uma parestesia</p><p>confortável. KITCHEN (2003).</p><p>Devido à diferença significativa entre a força muscular e a fadiga</p><p>geradas pelas frequências de 100, 50 e 20 Hz, Dreibati et al.</p><p>propõem que a frequência de 100 Hz seja aplicada apenas ao</p><p>treinamento de força muscular máxima em um contexto de</p><p>programas de treinamento de atletas.</p><p>A estimulação neuromuscular transcutânea é uma corrente de baixa</p><p>ou média frequência, quando comparada a todo o espectro das</p><p>frequências de corrente elétrica disponíveis para uso terapêutico.</p><p>Considerações sobre frequência</p><p>20</p><p>Um pulso muito longo torna-se</p><p>desconfortável para a estimulação</p><p>transcutânea; por outro lado, pulsos muito curtos são ineficazes</p><p>para desencadear o processo de contração.</p><p>Pulso normalmente com duração mais longa penetra mais</p><p>profundamente no tecido subcutâneo, devendo ser usado quando</p><p>se tenta impactar camadas de tecido secundárias.</p><p>O aumento de largura de pulso ou amplitude pode melhorar a</p><p>penetração de corrente em um esforço para alcançar músculos</p><p>distantes a partir da superfície da pele.</p><p>McNeal & Baker (1988) têm sugerido que uma duração de pulso de</p><p>300 us tem se mostrado preferida, nesta relação conforto/eficácia.</p><p>Considerações sobre duração de pulso</p><p>21</p><p>Considerações sobre duração de pulso</p><p>22</p><p>É o fluxo de elétrons que atravessa um condutor num espaço de</p><p>tempo. Representa a intensidade da corrente (velocidade de</p><p>fornecimento de elétrons). A unidade de intensidade é ampere (A).</p><p>Um segmento com maior massa precisa de maiores intensidades</p><p>de corrente para se chegar a uma determinada posição do que um</p><p>seguimento com menor massa.</p><p>A intensidade do estímulo quando é aumentada progressivamente</p><p>atinge o limiar sensitivo (sem contração), limiar motor (esboço de</p><p>contração) e o limiar supramotor; altas intensidades estimulam a</p><p>sensação dolorosa.</p><p>Níveis de intensidade*</p><p> Nível subsensorial: (em média, entre 0,5 e 1mA)</p><p>Ocorre uma discretíssima sensação elétrica.</p><p> Nível sensorial: (em média, entre 1 e 3 mA)</p><p>O estímul o ocorre apenas em nervos sensoriais com sensação de</p><p>leve parestesia.</p><p> Nível pré-motor: (em média, entre 3 e 10 mA)</p><p>Ocorre uma discreta vibração ou tremor muscular, o que para alguns</p><p>autores é uma contração não tetânica.</p><p>* Válido para a maioria dos equipamentos brasileiros</p><p>Considerações sobre intensidade</p><p>23</p><p>Níveis de intensidade*</p><p> Nível motor: (em média, entre 10 e 40 mA)</p><p>Contração tetânica verdadeira, sem dor.</p><p> Nível nocivo: (em média, acima de 40 mA)</p><p>Ocorre à uma intensidade que estimula uma contração muito rígida</p><p>com a intensidade chegando a estimular as fibras de dor</p><p>* Válido para a maioria dos equipamentos brasileiros</p><p>Considerações sobre intensidade</p><p>24</p><p>Enoka e Stuart declararam que a fadiga é "um conceito geral</p><p>destinado a denotar uma deficiência aguda do desempenho que</p><p>inclui tanto um aumento no esforço percebido necessário para</p><p>exercer uma força desejada e uma eventual incapacidade de produzir</p><p>essa força.</p><p>A fadiga é geralmente considerada como originária do sistema</p><p>nervoso periférico (SNP) ou do sistema nervoso central (SNC).</p><p>Fadiga muscular</p><p>Embora seja um ganho</p><p>em processos</p><p>terapêuticos, a</p><p>eletroestimulação</p><p>quando mal aplicada</p><p>ajuda a acelerar o</p><p>processo de fadiga</p><p>muscular, principalmente</p><p>nos pacientes que</p><p>apresentam doença</p><p>neurológica.</p><p>Deve ser evitado o excesso de contrações para não inviabilizar um</p><p>ponto importante em muitos processos terapêuticos</p><p>fonoaudiológicos: o exercício funcional.</p><p>25</p><p>Numa musculatura deficiente, a sugestão é fazer primeiro a</p><p>estimulação elétrica e em seguida a contração pelo exercício, caso o</p><p>paciente possa fazer os exercícios de forma voluntária. Assim cansa</p><p>menos as fibras musculares, metabolicamente o desgaste vai ser</p><p>menor, e consequentemente a fadiga não se instala com tanta</p><p>rapidez.</p><p>Com a continuidade do tratamento, à medida que o músculo vai se</p><p>fortalecendo e acompanhando as propostas de exercícios efetuadas,</p><p>essa porcentagem do ciclo vai sendo elevada.</p><p>Fadiga muscular</p><p>26</p><p>Os problemas relacionados às funções como mastigação, deglutição,</p><p>função respiratória, parte do objeto de estudo e pesquisa na</p><p>Fonoaudiologia, influenciam diretamente na função cognitiva,</p><p>linguagem oral, fala, fluência e voz.</p><p>Dentre as inúmeras funções do corpo humano, algumas</p><p>extremamente complexas, uma parte está relacionada ao sistema</p><p>estomatognático, que identifica um conjunto de estruturas</p><p>orofaciais que desenvolvem funções comuns.</p><p>A anamnese é o ponto de partida e um dos mais importantes para o</p><p>sucesso do tratamento, não somente na fonoaudiologia, como</p><p>também em outras áreas da saúde Sinais e sintomas apresentados</p><p>durante o exame identificam o caminho inicial da aplicação da</p><p>terapia. Andrade (2012) afirma que a prática baseada em evidências,</p><p>é o uso da expertise do terapeuta com base na evidência cientifica e</p><p>os valores do paciente.</p><p>É objetivo da fonoaudiologia, recuperar o sistema estomatognático</p><p>em seu dinamismo e complexidade (Ferraz, 2012), como também</p><p>conhecer suas funções. A Eletroesdtimulação Extra e Intraoral veio</p><p>como um avanço tecnológico capaz de propiciar ganhos até então</p><p>inatingíveis na Fonoaudiologia.</p><p>Eletroestimulação Extra e Intraoral</p><p>27</p><p>Músculos faciais (figura1)</p><p>Fonte: https://www.anatomynext.com/muscles-facial-muscles/#media-1</p><p>Eletroestimulação Extra e Intraoral</p><p>28</p><p>Quando usado numa intensidade adequada, juntamente com</p><p>exercícios e a habilidade do fonoaudiólogo, não dói, e deixa uma</p><p>sensação de mais firmeza e definição dos músculos e linhas faciais.</p><p>Músculos faciais (figura 2)</p><p>Fonte: https://www.anatomynext.com/muscles-facial-muscles/#media-2</p><p>Eletroestimulação Extra e Intraoral</p><p>29</p><p>Fonte: https://www.anatomynext.com/muscles-facial-muscles/#media-2</p><p>Eletroestimulação Extra e Intraoral</p><p>Músculos faciais (figura 3)</p><p>30</p><p>Músculos mastigação</p><p>Fonte:</p><p>https://www.anatomynext.com/masti</p><p>catory-muscles/#media-2</p><p>Fonte: https://www.anatomynext.com/masticatory-muscles/#media-1</p><p>Eletroestimulação Extra e Intraoral</p><p>31</p><p>Músculos do pescoço (figura 1)</p><p>Fonte: https://www.anatomynext.com/neck-muscles/#media-2</p><p>Eletroestimulação Extra e Intraoral</p><p>32</p><p>Músculos do pescoço (figura 2)</p><p>Fonte: https://www.anatomynext.com/neck-muscles/#media-3</p><p>Eletroestimulação Extra e Intraoral</p><p>33</p><p>A eletroestimulação de baixa e media frequência extra e intraoral</p><p>consegue atingir várias camadas; o sistema musculoaponeurótico</p><p>superficial desde a mucosa oral (a sensibilidade intraoral), até</p><p>estruturas musculares mais profundas, onde através de uma maior</p><p>oxigenação, vascularização e contração, aumenta a produção do</p><p>colágeno que ajuda na maior resistência e firmeza dos tecidos</p><p>Eletroestimulação Extra e Intraoral</p><p>A Eletroestimulação</p><p>Extra e Intraoral</p><p>contém fases e programas</p><p>de frequências que</p><p>deverão ser usadas de</p><p>acordo com o objetivo da</p><p>terapia. O fonoaudíólogo</p><p>deverá ser capaz de</p><p>promover o correto</p><p>direcionamento</p><p>clínico para cada</p><p>paciente.</p><p>34</p><p>EE Extraoral</p><p>35</p><p>EE Intraoral - Lábios, bochechas, língua</p><p>36</p><p>Acessório extensor para equipamentos de eletroestimulação, as</p><p>Canetas forma, idealizadas pelos Fonoaudiólogos Bruno Guimarães</p><p>e Marta Jarrus, foram especialmente desenvolvidas para uso em</p><p>estimulação na cavidade intra e extraoral e nas regiões de face e</p><p>pescoço. Com design ergonômico, facilitam o manuseio e o alcance</p><p>de áreas dentro da boca sem provocar o aumento da sensação de</p><p>um volume exagerado dentro da cavidade oral. Podem ser usadas</p><p>na forma monopolar com eletrodo fixo e só uma caneta, ou na</p><p>forma bipolar com as duas canetas.</p><p>As canetas seguem as normas do Ministério da Saúde, e são</p><p>compostas por matérias-primas atóxica e com desenho ergonômico,</p><p>o que propicia maior conforto e segurança, tanto para os</p><p>profissionais como para os pacientes que a utilizam. É importante</p><p>salientar que acessórios dessa natureza devem ter</p><p>acompanhamento profissional para uso com segurança .</p><p>Canetas Forma</p><p>As canetas Forma são</p><p>compatíveis com 97% dos</p><p>cabos de aparelhos</p><p>fabricados no Brasil e em</p><p>vários países.</p><p>Caneta Forma®</p><p>Registro 81130549001</p><p>37</p><p>Canetas FORMA®</p><p>Indicações</p><p>São excelentes para trabalhar pontos motores, sensibilidade intra e</p><p>extraoral, contração dos músculos da face externa e internamente,</p><p>músculos do palato mole e o alongamento dos músculos faciais.</p><p>Importante ferramenta para a fonoaudiologia e áreas afins</p><p>(fisioterapia, odontologia e estética facial), para produzir com</p><p>segurança uma estimulação sensorial, contração muscular, analgesia</p><p>e relaxamento muscular dentro da necessidade de cada indivíduo,</p><p>obedecendo os padrões de segurança em eletroterapia.</p><p>A escolha do par de ponteiras a ser utilizado deve ser conforme</p><p>aplicação indicada. Não deve ser aplicado em incisões ou orifícios</p><p>com drenos, escoriações, feridas abertas.</p><p>38</p><p>Outras aplicações da Eletroestimulação</p><p>para fonoaudiologia</p><p>Pós ortognática</p><p>Após estimulação sensorial, sensório motora e contrações é indicado</p><p>efetuar massagens</p><p>39</p><p>Outras aplicações da Eletroestimulação</p><p>para fonoaudiologia</p><p>Gagueira</p><p>Possibilidades de uso de eletrodos na forma mono ou bipolar, TENS</p><p>acupuntura associado a exercícios próprios para gagueira.</p><p>40</p><p>Outras aplicações da Eletroestimulação</p><p>para fonoaudiologia</p><p>Paralisia facial</p><p>Desenvolver trabalho com mobilização por níveis, sensorial, motor,</p><p>sensório motor e as fases de contrações (poucas na fase inicial) e</p><p>associar exercícios.</p><p>41</p><p> Cardiopatias severos;</p><p> Portadores de marca-passo;</p><p> Sobre os seios carotídeos</p><p> Sobre tumores cancerígenos</p><p> Falta de sensibilidade</p><p> Contrações muito longas</p><p> Regiões com dermatites e dermatoses.</p><p> Contrações sobre áreas excessivamente aderentes por</p><p>esvaziamento cirúrgico ou radioterapia</p><p> Crianças sindrômicas graves com finalidade de contrações</p><p>excessivas.</p><p> Epiléticos (autorização médica)</p><p> Estados febris</p><p> Regiões com dermatites e dermatoses.</p><p> Ausência de cognição</p><p>Contraindicações e cuidados da EE</p><p>42</p><p>brunoguimaraesfonoaudiologo</p><p>brunofonoaudiologo.com.br</p><p>Ensinar e praticar o que</p><p>você ensina,</p><p>o deixa</p><p>mais perto da</p><p>excelência daquilo que</p><p>você quer repassar.</p><p>Convido você a</p><p>aprender e me ensinar.</p><p>Bruno Guimarães</p>