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<p>As fases do processo de aconselhamento Essa postagem, ainda</p><p>baseada no capítulo “O aconselhamento como processo” do livro “O</p><p>processo de aconselhamento” dos autores Sheldon Eisenberg e Lewis</p><p>E. Patterson, traz alguns apontamentos sobre as fases do processo de</p><p>aconselhamento. Essa produção foi realizada na disciplina de</p><p>Aconselhamento Psicológico, no 7º período do curso de Psicologia.</p><p>AS FASES DO PROCESSO DE ACONSELHAMENTO O aconselhamento</p><p>possui um processo, ou seja, um conjunto predizível e descritível de</p><p>etapas progressivas que ocorrem numa sequência completa. O ponto</p><p>inicial é definir a posição em que o cliente se encontra no momento</p><p>em relação a sua vida; a conversa então toma um novo rumo que leva</p><p>a uma compreensão mais profunda do que o cliente precisa e do que</p><p>ele deseja mudar; e, por fim, é possível estabelecer um plano de ações</p><p>que irão auxiliar nas mudanças desejadas. A quantidade de sessões</p><p>para aplicação da sequência integral das fases irá variar dependendo</p><p>sempre da demanda do cliente. •</p><p>Descoberta inicial</p><p>Se trata do início do trabalho, o conselheiro e o cliente ainda não se</p><p>conhecem direito, então é preciso estabelecer o primeiro vínculo entre</p><p>eles, o cliente ainda poderá estar um pouco ansioso por não saber</p><p>como sua queixa será recebida. Nesta etapa, a demonstração de</p><p>atenção da parte do conselheiro é um fator de suma importância, pois</p><p>ele deve se mostrar interessado no que o outro está trazendo, fazendo</p><p>isso por meio da forma como se porta diante do cliente. Também deve</p><p>estar atento ao comportamento verbal e não-verbal do cliente, é o</p><p>momento reservado para conhecer, a partir do sujeito, a forma como</p><p>ele se percebe em sua realidade. Para encorajar a descoberta, o</p><p>conselheiro deve estabelecer condições que promovam confiança no</p><p>cliente. Rogers descreveu essas condições como características da</p><p>relação de ajuda que, caso se façam presentes na fase de descoberta</p><p>inicial do aconselhamento, o cliente será encorajado a falar livremente</p><p>e a discorrer sobre suas preocupações. São elas: 1. Empatia:</p><p>compreender a experiência do outro como se fosse a própria, sem</p><p>jamais esquecer a condição “como se”. 2. Coerência ou autenticidade:</p><p>ser como você parece, sempre coerente, digno de confiança no</p><p>relacionamento. 3. Consideração positiva: interessar-se por seu</p><p>cliente. 4. Incondicionalidade: não estabelecer condições para seu</p><p>interesse, a fim de transmitir essas condições ao cliente, respondendo</p><p>de maneira significativa ao que o cliente diz. 5. Concreção: usar</p><p>linguagem clara para descrever a situação de vida do cliente,</p><p>separando declarações ambíguas e ajudando o cliente a encontrar</p><p>descrições que retratam exatamente o que está acontecendo em sua</p><p>vida. •</p><p>Exploração em profundidade</p><p>Na segunda fase do aconselhamento, o cliente deverá adquirir uma</p><p>compreensão mais clara de suas preocupações, começando a</p><p>desenvolver um novo direcionamento, à medida em que os</p><p>problemas vão ficando mais claros, a direção também fica. Nesta fase,</p><p>os meios para que sejam alcançados os objetivos talvez ainda não se</p><p>mostrem com clareza, mas os objetivos já possuem uma forma bem</p><p>mais concreta. Esse processo se desenvolve a partir do processo inicial,</p><p>mas nesse ponto, o relacionamento entre o conselheiro e o cliente</p><p>está mais forte e o</p><p>cliente deve se mostrar mais disposto a perseguir seu objetivo de</p><p>mudança, ao perceber que o conselheiro possui empatia e</p><p>compreensão pelo seu mundo. À medida que o relacionamento torna-</p><p>se mais firme, o conselheiro pode também começar a confrontar o</p><p>cliente com observações sobre seus objetivos e comportamentos. A</p><p>confrontação construtiva proporciona ao cliente uma visão externa de</p><p>seu comportamento, baseada nas observações do conselheiro. O</p><p>conselheiro pode até mesmo compartilhar um pouco de sua própria</p><p>experiência de vida, se isso tiver relevância direta para o cliente, pois</p><p>tais revelações pessoais podem auxiliar no estabelecimento de</p><p>identificação entre ambos, o que é imensamente positivo. Essa</p><p>segunda etapa do aconselhamento torna-se emocionalmente</p><p>exaustiva, porque o cliente deve enfrentar repetidamente a</p><p>inadequação do seu comportamento habitual e começar a abandonar</p><p>o que lhe é familiar por aquilo que não é. •</p><p>Preparação para a ação</p><p>Na terceira fase, o cliente deve decidir como realizar os objetivos que</p><p>surgiram durante o processo, suas preocupações já foram definidas e</p><p>estão claras para ele, dentro de seu contexto, ele já refletiu sobre seu</p><p>comportamento e em como ele se relaciona com os objetivos a serem</p><p>atingidos e o que lhe resta é decidir quais ações poderão ser realizadas</p><p>para que suas preocupações possam diminuir. Se não houver</p><p>nenhuma ação indicada, esta fase pode ter como foco fazer com que o</p><p>cliente tenha consciência de que fez tudo o que estava ao seu alcance.</p><p>Também podem ser identificados possíveis cursos alternativos de</p><p>ações ou decisões, que o cliente poderá escolher e julgar em termos</p><p>da probabilidade dos resultados. Em suma, essa fase é um momento</p><p>de tomada de decisão e ação onde o cliente considera as ações</p><p>possíveis e escolhe uma, para colocar à prova, e o conselheiro apóia a</p><p>experimentação de novos comportamentos e ajuda a avaliar a eficácia</p><p>deles. •</p><p>Não-linearidade das fases</p><p>Como em qualquer modelo consistido por fases, o processo de</p><p>aconselhamento também possui fases que dependem da fase</p><p>anterior, ou seja, não é possível que se estabeleçam novos objetivos, se</p><p>a pessoa não tiver as suas preocupações claras. Também não é</p><p>possível avaliar possibilidades de ação, se não houverem objetivos</p><p>estabelecidos. No entanto, a linearidade dessas fases é apenas uma</p><p>simplificação e é preciso compreender as limitações desse modelo.</p><p>Nem sempre é preciso que o indivíduo tenha todas as suas</p><p>preocupações esclarecidas para que possa pensar em objetivos e</p><p>ações que sejam pertinentes a um aspecto de sua vida, é possível que</p><p>se priorize assuntos que tenham uma maior emergência para serem</p><p>acertados. As ações podem ser tomadas em relação aos objetivos já</p><p>esclarecidos, mas é importante esperar para agir em relação ao que</p><p>permanece indefinido. REFERÊNCIA PATTERSON, L. E.; EISENBERG,</p><p>S. O aconselhamento como processo. In _______. O processo de</p><p>aconselhamento. São Paulo: Martins Fontes; 2003. pp. 19-36 COMO</p><p>REFERENCIAR ESTA POSTAGEM FERREIRA, A. C. C.; PEREIRA, J. K. O</p><p>processo de aconselhamento psicológico. Curitiba, 06 jan 2019.</p><p>Disponível em:</p>