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DIDÁTICA-E-METODOLOGIA-DO-ENSINO-SUPERIOR-8

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<p>SUMÁRIO</p><p>1 INTRODUÇÃO ............................................................................................ 3</p><p>2 BASE LEGAL DO ENSINO FUNDAMENTAL, MÉDIO E SUPERIOR ........ 4</p><p>3 DIDÁTICA ................................................................................................... 5</p><p>3.1 A história da didática brasileira.............................................................9</p><p>3.2 A didática no ensino superior..............................................................13</p><p>4 METODOLOGIA DE ENSINO .................................................................. 19</p><p>4.1 Tipos de metodologias ativas de ensino.............................................22</p><p>4.2 Pirâmide de William Glasser...............................................................23</p><p>4.3 Estratégia sala de aula invertida – flipped classroom.........................24</p><p>4.4 Aprendizagem baseada em projetos ou Project-Based Learning – PBL</p><p>......................................................................................................................26</p><p>4.5 Peer instruction (PI)............................................................................27</p><p>4.6 Projeto Teal/Studio Physics................................................................29</p><p>4.7 Ensino híbrido.....................................................................................30</p><p>4.8 Gamificação........................................................................................31</p><p>5 COMPETÊNCIA DOCENTE NO ENSINO SUPERIOR ............................. 32</p><p>6 POSTURA DO EDUCADOR NA SALA DE AULA .................................... 34</p><p>6.1 Didática e características do educador ...............................................35</p><p>6.2 Métodos de ensino pedagógicos: específicos, gerais e de conteúdos</p><p>......................................................................................................................36</p><p>6.3 Formação pedagógica superior...........................................................36</p><p>7 LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996 ........................................ 38</p><p>8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................... 83</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>Prezado aluno!</p><p>O Grupo Educacional FAVENI, esclarece que o material virtual é semelhante</p><p>ao da sala de aula presencial. Em uma sala de aula, é raro – quase improvável - um</p><p>aluno se levantar, interromper a exposição, dirigir-se ao professor e fazer uma</p><p>pergunta, para que seja esclarecida uma dúvida sobre o tema tratado. O comum é</p><p>que esse aluno faça a pergunta em voz alta para todos ouvirem e todos ouvirão a</p><p>resposta. No espaço virtual, é a mesma coisa. Não hesite em perguntar, as perguntas</p><p>poderão ser direcionadas ao protocolo de atendimento que serão respondidas em</p><p>tempo hábil.</p><p>Os cursos à distância exigem do aluno tempo e organização. No caso da nossa</p><p>disciplina é preciso ter um horário destinado à leitura do texto base e à execução das</p><p>avaliações propostas. A vantagem é que poderá reservar o dia da semana e a hora</p><p>que lhe convier para isso.</p><p>A organização é o quesito indispensável, porque há uma sequência a ser</p><p>seguida e prazos definidos para as atividades.</p><p>Bons estudos!!!</p><p>4</p><p>2 BASE LEGAL DO ENSINO FUNDAMENTAL, MÉDIO E SUPERIOR</p><p>Fonte: pixabay.com</p><p>A educação básica composta pela educação infantil, educação fundamental</p><p>anos iniciais e finais e ensino médio, é um padrão de ensino que visa garantir</p><p>competências gerais, aprendizagem e o desenvolvimento de cidadãos éticos e</p><p>participativos. O ensino superior é a etapa posterior ao ensino médio. Neste sentido a</p><p>Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN 9.394/96), assegura em seu</p><p>artigo 43, a educação em nível superior, bem como sua finalidade, que são as</p><p>seguintes:</p><p>Art. 43. A educação superior tem por finalidade:</p><p>I - estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do</p><p>pensamento reflexivo;</p><p>II - formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a</p><p>inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento</p><p>da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua;</p><p>III - incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica, visando o</p><p>desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da cultura,</p><p>e, desse modo, desenvolver o entendimento do homem e do meio em que</p><p>vive;</p><p>IV - promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos</p><p>que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do</p><p>ensino, de publicações ou de outras formas de comunicação;</p><p>V - suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento cultural e profissional e</p><p>possibilitar a correspondente concretização, integrando os conhecimentos</p><p>que vão sendo adquiridos numa estrutura intelectual sistematizadora do</p><p>conhecimento de cada geração;</p><p>VI - estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, em</p><p>particular os nacionais e regionais, prestar serviços especializados à</p><p>comunidade e estabelecer com esta uma relação de reciprocidade;</p><p>VII - promover a extensão, aberta à participação da população, visando à</p><p>difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e da</p><p>pesquisa científica e tecnológica geradas na instituição.</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>5</p><p>VIII - atuar em favor da universalização e do aprimoramento da educação</p><p>básica, mediante a formação e a capacitação de profissionais, a realização</p><p>de pesquisas pedagógicas e o desenvolvimento de atividades de extensão</p><p>que aproximem os dois níveis escolares.</p><p>Corroborando com a LDBEN 9.394/96, a constituição em seu artigo 205 e a</p><p>Declaração Universal dos Direitos Humanos prioriza em seu artigo 26, o direito ao</p><p>ensino nos três níveis, bem como o acesso.</p><p>Artigo 26</p><p>I.Todos os seres humanos têm direito à educação. A educação será gratuita,</p><p>pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A educação elementar</p><p>será obrigatória. A educação técnica-profissional será acessível a todos,</p><p>bem como a educação superior, está baseada no mérito.</p><p>II.A educação será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da</p><p>personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos</p><p>humanos e pelas liberdades fundamentais. A educação promoverá a</p><p>compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos</p><p>raciais ou religiosos, e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol</p><p>da manutenção da paz.</p><p>III.Os pais têm prioridade de direito na escolha do género de educação que</p><p>será ministrada aos seus filhos.</p><p>Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será</p><p>promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno</p><p>desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua</p><p>qualificação para o trabalho.</p><p>Os cursos de ensino superior são ministrados por instituições reconhecidas</p><p>pelo Ministério da Educação (MEC), que são denominadas universidades, centros</p><p>universitários, faculdades e institutos.</p><p>3 DIDÁTICA</p><p>Fonte: pixabay.com</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>6</p><p>A palavra didática origina-se do grego didaktiké, usualmente traduzida por</p><p>“arte de ensinar”. A didática pode ser definida como um conjunto de atividades</p><p>organizadas pelo docente visando o favorecimento da construção do conhecimento</p><p>pelo estudante. O didata é o profissional de ensino que tanto desenvolve como reflete</p><p>sobre sua prática numa disciplina específica (FIORE FERRARI; LEYMONIÉ SÁEN,</p><p>2007).</p><p>A história da didática brasileira mostra que sua trajetória de desenvolvimento</p><p>buscava atender às necessidades educacionais relativas a cada época e</p><p>DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional</p><p>decreta e eu sanciono a seguinte Lei:</p><p>TÍTULO I</p><p>Da Educação</p><p>Art. 1º A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na</p><p>vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e</p><p>pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas</p><p>manifestações culturais.</p><p>§ 1º Esta Lei disciplina a educação escolar, que se desenvolve,</p><p>predominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias.</p><p>§ 2º A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática</p><p>social.</p><p>TÍTULO II</p><p>Dos Princípios e Fins da Educação Nacional</p><p>Art. 2º A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de</p><p>liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno</p><p>http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%209.394-1996?OpenDocument</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>39</p><p>desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua</p><p>qualificação para o trabalho.</p><p>Art. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:</p><p>I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;</p><p>II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o</p><p>pensamento, a arte e o saber;</p><p>III - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas;</p><p>IV - respeito à liberdade e apreço à tolerância;</p><p>V - coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;</p><p>VI - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;</p><p>VII - valorização do profissional da educação escolar;</p><p>VIII - gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da legislação</p><p>dos sistemas de ensino;</p><p>IX - garantia de padrão de qualidade;</p><p>X - valorização da experiência extraescolar;</p><p>XI - vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais.</p><p>XII - consideração com a diversidade étnico-racial. (Incluído pela Lei nº 12.796,</p><p>de 2013)</p><p>XIII - garantia do direito à educação e à aprendizagem ao longo da</p><p>vida. (Incluído pela Lei nº 13.632, de 2018)</p><p>TÍTULO III</p><p>Do Direito à Educação e do Dever de Educar</p><p>Art. 4º O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado</p><p>mediante a garantia de:</p><p>I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete)</p><p>anos de idade, organizada da seguinte forma: (Redação dada pela Lei nº 12.796, de</p><p>2013)</p><p>a) pré-escola; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013)</p><p>b) ensino fundamental; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013)</p><p>c) ensino médio; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013)</p><p>II - educação infantil gratuita às crianças de até 5 (cinco) anos de</p><p>idade; (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013)</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13632.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>40</p><p>III - atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com</p><p>deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou</p><p>superdotação, transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, preferencialmente</p><p>na rede regular de ensino; (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013)</p><p>IV - acesso público e gratuito aos ensinos fundamental e médio para todos os</p><p>que não os concluíram na idade própria; (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013)</p><p>V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação</p><p>artística, segundo a capacidade de cada um;</p><p>VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando;</p><p>VII - oferta de educação escolar regular para jovens e adultos, com</p><p>características e modalidades adequadas às suas necessidades e disponibilidades,</p><p>garantindo-se aos que forem trabalhadores as condições de acesso e permanência</p><p>na escola;</p><p>VIII - atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por</p><p>meio de programas suplementares de material didático-escolar, transporte,</p><p>alimentação e assistência à saúde; (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013)</p><p>IX - padrões mínimos de qualidade de ensino, definidos como a variedade e</p><p>quantidade mínimas, por aluno, de insumos indispensáveis ao desenvolvimento do</p><p>processo de ensino-aprendizagem.</p><p>X – vaga na escola pública de educação infantil ou de ensino fundamental mais</p><p>próxima de sua residência a toda criança a partir do dia em que completar 4 (quatro)</p><p>anos de idade. (Incluído pela Lei nº 11.700, de 2008).</p><p>Art. 4º-A. É assegurado atendimento educacional, durante o período de</p><p>internação, ao aluno da educação básica internado para tratamento de saúde em</p><p>regime hospitalar ou domiciliar por tempo prolongado, conforme dispuser o Poder</p><p>Público em regulamento, na esfera de sua competência federativa. (Incluído pela Lei</p><p>nº 13.716, de 2018).</p><p>Art. 5º O acesso à educação básica obrigatória é direito público subjetivo,</p><p>podendo qualquer cidadão, grupo de cidadãos, associação comunitária, organização</p><p>sindical, entidade de classe ou outra legalmente constituída e, ainda, o Ministério</p><p>Público, acionar o poder público para exigi-lo.(Redação dada pela Lei nº 12.796, de</p><p>2013)</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11700.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13716.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13716.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>41</p><p>§ 1º O poder público, na esfera de sua competência federativa,</p><p>deverá: (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013)</p><p>I - recensear anualmente as crianças e adolescentes em idade escolar, bem</p><p>como os jovens e adultos que não concluíram a educação básica; (Redação dada pela</p><p>Lei nº 12.796, de 2013)</p><p>II - fazer-lhes a chamada pública;</p><p>III - zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela frequência à escola.</p><p>§ 2º Em todas as esferas administrativas, o Poder Público assegurará em</p><p>primeiro lugar o acesso ao ensino obrigatório, nos termos deste artigo, contemplando</p><p>em seguida os demais níveis e modalidades de ensino, conforme as prioridades</p><p>constitucionais e legais.</p><p>§ 3º Qualquer das partes mencionadas no caput deste artigo tem legitimidade</p><p>para peticionar no Poder Judiciário, na hipótese do § 2º do art. 208 da Constituição</p><p>Federal, sendo gratuita e de rito sumário a ação judicial correspondente.</p><p>§ 4º Comprovada a negligência da autoridade competente para garantir o</p><p>oferecimento do ensino obrigatório, poderá ela ser imputada</p><p>por crime de</p><p>responsabilidade.</p><p>§ 5º Para garantir o cumprimento da obrigatoriedade de ensino, o Poder Público</p><p>criará formas alternativas de acesso aos diferentes níveis de ensino,</p><p>independentemente da escolarização anterior.</p><p>Art. 6º É dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula das crianças na</p><p>educação básica a partir dos 4 (quatro) anos de idade. (Redação dada pela Lei nº</p><p>12.796, de 2013)</p><p>Art. 7º O ensino é livre à iniciativa privada, atendidas as seguintes condições:</p><p>I - cumprimento das normas gerais da educação nacional e do respectivo</p><p>sistema de ensino;</p><p>II - autorização de funcionamento e avaliação de qualidade pelo Poder Público;</p><p>III - capacidade de autofinanciamento, ressalvado o previsto no art. 213 da</p><p>Constituição Federal.</p><p>Art. 7º-A Ao aluno regularmente matriculado em instituição de ensino pública</p><p>ou privada, de qualquer nível, é assegurado, no exercício da liberdade de consciência</p><p>e de crença, o direito de, mediante prévio e motivado requerimento, ausentar-se de</p><p>prova ou de aula marcada para dia em que, segundo os preceitos de sua religião, seja</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art208%C2%A72</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art208%C2%A72</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art213</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art213</p><p>42</p><p>vedado o exercício de tais atividades, devendo-se lhe atribuir, a critério da instituição</p><p>e sem custos para o aluno, uma das seguintes prestações alternativas, nos termos do</p><p>inciso VIII do caput do art. 5º da Constituição Federal: (Incluído pela Lei nº 13.796, de</p><p>2019) (Vigência)</p><p>I - prova ou aula de reposição, conforme o caso, a ser realizada em data</p><p>alternativa, no turno de estudo do aluno ou em outro horário agendado com sua</p><p>anuência expressa; (Incluído pela Lei nº 13.796, de 2019) (Vigência)</p><p>II - trabalho escrito ou outra modalidade de atividade de pesquisa, com tema,</p><p>objetivo e data de entrega definidos pela instituição de ensino. (Incluído pela Lei nº</p><p>13.796, de 2019) (Vigência)</p><p>§ 1º A prestação alternativa deverá observar os parâmetros curriculares e o</p><p>plano de aula do dia da ausência do aluno. (Incluído pela Lei nº 13.796, de</p><p>2019) (Vigência)</p><p>§ 2º O cumprimento das formas de prestação alternativa de que trata este artigo</p><p>substituirá a obrigação original para todos os efeitos, inclusive regularização do</p><p>registro de frequência. (Incluído pela Lei nº 13.796, de 2019) (Vigência)</p><p>§ 3º As instituições de ensino implementarão progressivamente, no prazo de 2</p><p>(dois) anos, as providências e adaptações necessárias à adequação de seu</p><p>funcionamento às medidas previstas neste artigo. (Incluído pela Lei nº 13.796, de</p><p>2019) (Vigência) (Vide parágrafo único do art. 2)</p><p>§ 4º O disposto neste artigo não se aplica ao ensino militar a que se refere o</p><p>art. 83 desta Lei.(Incluído pela Lei nº 13.796, de 2019) (Vigência)</p><p>TÍTULO IV</p><p>Da Organização da Educação Nacional</p><p>Art. 8º A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão, em</p><p>regime de colaboração, os respectivos sistemas de ensino.</p><p>§ 1º Caberá à União a coordenação da política nacional de educação,</p><p>articulando os diferentes níveis e sistemas e exercendo função normativa,</p><p>redistributiva e supletiva em relação às demais instâncias educacionais.</p><p>§ 2º Os sistemas de ensino terão liberdade de organização nos termos desta</p><p>Lei.</p><p>Art. 9º A União incumbir-se-á de: (Regulamento)</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13796.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13796.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13796.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13796.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13796.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13796.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm#art2p</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13796.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2001/D3860.htm</p><p>43</p><p>I - elaborar o Plano Nacional de Educação, em colaboração com os Estados, o</p><p>Distrito Federal e os Municípios;</p><p>II - organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais do sistema</p><p>federal de ensino e o dos Territórios;</p><p>III - prestar assistência técnica e financeira aos Estados, ao Distrito Federal e</p><p>aos Municípios para o desenvolvimento de seus sistemas de ensino e o atendimento</p><p>prioritário à escolaridade obrigatória, exercendo sua função redistributiva e supletiva;</p><p>IV - estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os</p><p>Municípios, competências e diretrizes para a educação infantil, o ensino fundamental</p><p>e o ensino médio, que nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos, de modo a</p><p>assegurar formação básica comum;</p><p>IV-A - estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os</p><p>Municípios, diretrizes e procedimentos para identificação, cadastramento e</p><p>atendimento, na educação básica e na educação superior, de alunos com altas</p><p>habilidades ou superdotação; (Incluído pela Lei nº 13.234, de 2015)</p><p>V - coletar, analisar e disseminar informações sobre a educação;</p><p>VI - assegurar processo nacional de avaliação do rendimento escolar no ensino</p><p>fundamental, médio e superior, em colaboração com os sistemas de ensino,</p><p>objetivando a definição de prioridades e a melhoria da qualidade do ensino;</p><p>VII - baixar normas gerais sobre cursos de graduação e pós-graduação;</p><p>VIII - assegurar processo nacional de avaliação das instituições de educação</p><p>superior, com a cooperação dos sistemas que tiverem responsabilidade sobre este</p><p>nível de ensino;</p><p>IX - autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar, respectivamente,</p><p>os cursos das instituições de educação superior e os estabelecimentos do seu sistema</p><p>de ensino. (Vide Lei nº 10.870, de 2004)</p><p>§ 1º Na estrutura educacional, haverá um Conselho Nacional de Educação,</p><p>com funções normativas e de supervisão e atividade permanente, criado por lei.</p><p>§ 2° Para o cumprimento do disposto nos incisos V a IX, a União terá acesso a</p><p>todos os dados e informações necessários de todos os estabelecimentos e órgãos</p><p>educacionais.</p><p>§ 3º As atribuições constantes do inciso IX poderão ser delegadas aos Estados</p><p>e ao Distrito Federal, desde que mantenham instituições de educação superior.</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm#art9iva</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13234.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.870.htm#art1</p><p>44</p><p>Art. 10. Os Estados incumbir-se-ão de:</p><p>I</p><p>- organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais dos seus</p><p>sistemas de ensino;</p><p>II - definir, com os Municípios, formas de colaboração na oferta do ensino</p><p>fundamental, as quais devem assegurar a distribuição proporcional das</p><p>responsabilidades, de acordo com a população a ser atendida e os recursos</p><p>financeiros disponíveis em cada uma dessas esferas do Poder Público;</p><p>III - elaborar e executar políticas e planos educacionais, em consonância com</p><p>as diretrizes e planos nacionais de educação, integrando e coordenando as suas</p><p>ações e as dos seus Municípios;</p><p>IV - autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar, respectivamente,</p><p>os cursos das instituições de educação superior e os estabelecimentos do seu sistema</p><p>de ensino;</p><p>V - baixar normas complementares para o seu sistema de ensino;</p><p>VI - assegurar o ensino fundamental e oferecer, com prioridade, o ensino médio</p><p>a todos que o demandarem, respeitado o disposto no art. 38 desta Lei; (Redação dada</p><p>pela Lei nº 12.061, de 2009)</p><p>VII - assumir o transporte escolar dos alunos da rede estadual. (Incluído pela</p><p>Lei nº 10.709, de 31.7.2003)</p><p>Parágrafo único. Ao Distrito Federal aplicar-se-ão as competências referentes</p><p>aos Estados e aos Municípios.</p><p>Art. 11. Os Municípios incumbir-se-ão de:</p><p>I - organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais dos seus</p><p>sistemas de ensino, integrando-os às políticas e planos educacionais da União e dos</p><p>Estados;</p><p>II - exercer ação redistributiva em relação às suas escolas;</p><p>III - baixar normas complementares para o seu sistema de ensino;</p><p>IV - autorizar, credenciar e supervisionar os estabelecimentos do seu sistema</p><p>de ensino;</p><p>V - oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas, e, com prioridade, o</p><p>ensino fundamental, permitida a atuação em outros níveis de ensino somente quando</p><p>estiverem atendidas plenamente as necessidades de sua área de competência e com</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12061.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12061.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.709.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.709.htm#art1</p><p>45</p><p>recursos acima dos percentuais mínimos vinculados pela Constituição Federal à</p><p>manutenção e desenvolvimento do ensino.</p><p>VI - assumir o transporte escolar dos alunos da rede municipal. (Incluído pela</p><p>Lei nº 10.709, de 31.7.2003)</p><p>Parágrafo único. Os Municípios poderão optar, ainda, por se integrar ao sistema</p><p>estadual de ensino ou compor com ele um sistema único de educação básica.</p><p>Art. 12. Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as</p><p>do seu sistema de ensino, terão a incumbência de:</p><p>I - elaborar e executar sua proposta pedagógica;</p><p>II - administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financeiros;</p><p>III - assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aula estabelecidas;</p><p>IV - velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente;</p><p>V - prover meios para a recuperação dos alunos de menor rendimento;</p><p>VI - articular-se com as famílias e a comunidade, criando processos de</p><p>integração da sociedade com a escola;</p><p>VII - informar pai e mãe, conviventes ou não com seus filhos, e, se for o caso,</p><p>os responsáveis legais, sobre a frequência e rendimento dos alunos, bem como sobre</p><p>a execução da proposta pedagógica da escola; (Redação dada pela Lei nº 12.013, de</p><p>2009)</p><p>VIII – notificar ao Conselho Tutelar do Município a relação dos alunos que</p><p>apresentem quantidade de faltas acima de 30% (trinta por cento) do percentual</p><p>permitido em lei; (Redação dada pela Lei nº 13.803, de 2019)</p><p>IX - promover medidas de conscientização, de prevenção e de combate a todos</p><p>os tipos de violência, especialmente a intimidação sistemática (bullying), no âmbito</p><p>das escolas; (Incluído pela Lei nº 13.663, de 2018)</p><p>X - estabelecer ações destinadas a promover a cultura de paz nas</p><p>escolas. (Incluído pela Lei nº 13.663, de 2018)</p><p>XI - promover ambiente escolar seguro, adotando estratégias de prevenção e</p><p>enfrentamento ao uso ou dependência de drogas. (Incluído pela Lei nº 13.840, de</p><p>2019)</p><p>Art. 13. Os docentes incumbir-se-ão de:</p><p>I - participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de</p><p>ensino;</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.709.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.709.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12013.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12013.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13803.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13663.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13663.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13840.htm#art17</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13840.htm#art17</p><p>46</p><p>II - elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica do</p><p>estabelecimento de ensino;</p><p>III - zelar pela aprendizagem dos alunos;</p><p>IV - estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor</p><p>rendimento;</p><p>V - ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de participar</p><p>integralmente dos períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao</p><p>desenvolvimento profissional;</p><p>VI - colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a</p><p>comunidade.</p><p>Art. 14. Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do</p><p>ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme</p><p>os seguintes princípios:</p><p>I - participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto</p><p>pedagógico da escola;</p><p>II - participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou</p><p>equivalentes.</p><p>Art. 15. Os sistemas de ensino assegurarão às unidades escolares públicas de</p><p>educação básica que os integram progressivos graus de autonomia pedagógica e</p><p>administrativa e de gestão financeira, observadas as normas gerais de direito</p><p>financeiro público.</p><p>Art. 16. O sistema federal de ensino compreende: (Regulamento)</p><p>I - as instituições de ensino mantidas pela União;</p><p>II - as instituições de educação superior mantidas pela iniciativa</p><p>privada; (Redação dada pela Lei nº 13.868, de 2019)</p><p>III - os órgãos federais de educação.</p><p>Art. 17. Os sistemas de ensino dos Estados e do Distrito Federal compreendem:</p><p>I - as instituições de ensino mantidas, respectivamente, pelo Poder Público</p><p>estadual e pelo Distrito Federal;</p><p>II - as instituições de educação superior mantidas pelo Poder Público municipal;</p><p>III - as instituições de ensino fundamental e médio criadas e mantidas pela</p><p>iniciativa privada;</p><p>IV - os órgãos de educação estaduais e do Distrito Federal, respectivamente.</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2306.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13868.htm#art3</p><p>47</p><p>Parágrafo único. No Distrito Federal, as instituições de educação infantil,</p><p>criadas e mantidas pela iniciativa privada, integram seu sistema de ensino.</p><p>Art. 18. Os sistemas municipais de ensino compreendem:</p><p>I - as instituições do ensino fundamental, médio e de educação infantil mantidas</p><p>pelo Poder Público municipal;</p><p>II - as instituições de educação infantil criadas e mantidas pela iniciativa</p><p>privada;</p><p>III – os órgãos municipais de educação.</p><p>Art. 19. As instituições de ensino dos diferentes níveis classificam-se nas</p><p>seguintes categorias administrativas: (Regulamento) (Regulamento)</p><p>I - públicas, assim entendidas as criadas ou incorporadas, mantidas e</p><p>administradas pelo Poder Público;</p><p>II - privadas, assim entendidas as mantidas e administradas por pessoas físicas</p><p>ou jurídicas de direito privado.</p><p>III - comunitárias, na forma da lei. (Incluído pela Lei nº 13.868, de 2019)</p><p>§ 1º As instituições de ensino a que se referem os incisos II e III do caput deste</p><p>artigo podem qualificar-se</p><p>como confessionais, atendidas a orientação confessional e</p><p>a ideologia específicas. (Incluído pela Lei nº 13.868, de 2019)</p><p>§ 2º As instituições de ensino a que se referem os incisos II e III do caput deste</p><p>artigo podem ser certificadas como filantrópicas, na forma da lei. (Incluído pela Lei nº</p><p>13.868, de 2019)</p><p>Art. 20 (Revogado pela Lei nº 13.868, de 2019)</p><p>TÍTULO V</p><p>Dos Níveis e das Modalidades de Educação e Ensino</p><p>CAPÍTULO I</p><p>Da Composição dos Níveis Escolares</p><p>Art. 21. A educação escolar compõe-se de:</p><p>I - educação básica, formada pela educação infantil, ensino fundamental e</p><p>ensino médio;</p><p>II - educação superior.</p><p>CAPÍTULO II</p><p>DA EDUCAÇÃO BÁSICA</p><p>Seção I</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2207.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2306.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13868.htm#art3</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13868.htm#art3</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13868.htm#art3</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13868.htm#art3</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13868.htm#art4</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>48</p><p>Das Disposições Gerais</p><p>Art. 22. A educação básica tem por finalidades desenvolver o educando,</p><p>assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e</p><p>fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores.</p><p>Art. 23. A educação básica poderá organizar-se em séries anuais, períodos</p><p>semestrais, ciclos, alternância regular de períodos de estudos, grupos não-seriados,</p><p>com base na idade, na competência e em outros critérios, ou por forma diversa de</p><p>organização, sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o</p><p>recomendar.</p><p>§ 1º A escola poderá reclassificar os alunos, inclusive quando se tratar de</p><p>transferências entre estabelecimentos situados no País e no exterior, tendo como</p><p>base as normas curriculares gerais.</p><p>§ 2º O calendário escolar deverá adequar-se às peculiaridades locais, inclusive</p><p>climáticas e econômicas, a critério do respectivo sistema de ensino, sem com isso</p><p>reduzir o número de horas letivas previsto nesta Lei.</p><p>Art. 24. A educação básica, nos níveis fundamental e médio, será organizada</p><p>de acordo com as seguintes regras comuns:</p><p>I - a carga horária mínima anual será de oitocentas horas para o ensino</p><p>fundamental e para o ensino médio, distribuídas por um mínimo de duzentos dias de</p><p>efetivo trabalho escolar, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando</p><p>houver; (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017)</p><p>II - a classificação em qualquer série ou etapa, exceto a primeira do ensino</p><p>fundamental, pode ser feita:</p><p>a) por promoção, para alunos que cursaram, com aproveitamento, a série ou</p><p>fase anterior, na própria escola;</p><p>b) por transferência, para candidatos procedentes de outras escolas;</p><p>c) independentemente de escolarização anterior, mediante avaliação feita pela</p><p>escola, que defina o grau de desenvolvimento e experiência do candidato e permita</p><p>sua inscrição na série ou etapa adequada, conforme regulamentação do respectivo</p><p>sistema de ensino;</p><p>III - nos estabelecimentos que adotam a progressão regular por série, o</p><p>regimento escolar pode admitir formas de progressão parcial, desde que preservada</p><p>a sequência do currículo, observadas as normas do respectivo sistema de ensino;</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art1</p><p>49</p><p>IV - poderão organizar-se classes, ou turmas, com alunos de séries distintas,</p><p>com níveis equivalentes de adiantamento na matéria, para o ensino de línguas</p><p>estrangeiras, artes, ou outros componentes curriculares;</p><p>V - a verificação do rendimento escolar observará os seguintes critérios:</p><p>a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência</p><p>dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período</p><p>sobre os de eventuais provas finais;</p><p>b) possibilidade de aceleração de estudos para alunos com atraso escolar;</p><p>c) possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do</p><p>aprendizado;</p><p>d) aproveitamento de estudos concluídos com êxito;</p><p>e) obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralelos ao</p><p>período letivo, para os casos de baixo rendimento escolar, a serem disciplinados pelas</p><p>instituições de ensino em seus regimentos;</p><p>VI - o controle de frequência fica a cargo da escola, conforme o disposto no seu</p><p>regimento e nas normas do respectivo sistema de ensino, exigida a frequência mínima</p><p>de setenta e cinco por cento do total de horas letivas para aprovação;</p><p>VII - cabe a cada instituição de ensino expedir históricos escolares, declarações</p><p>de conclusão de série e diplomas ou certificados de conclusão de cursos, com as</p><p>especificações cabíveis.</p><p>§ 1º A carga horária mínima anual de que trata o inciso I do caput deverá ser</p><p>ampliada de forma progressiva, no ensino médio, para mil e quatrocentas horas,</p><p>devendo os sistemas de ensino oferecer, no prazo máximo de cinco anos, pelo menos</p><p>mil horas anuais de carga horária, a partir de 2 de março de 2017. (Incluído pela Lei</p><p>nº 13.415, de 2017)</p><p>§ 2o Os sistemas de ensino disporão sobre a oferta de educação de jovens e</p><p>adultos e de ensino noturno regular, adequado às condições do educando, conforme</p><p>o inciso VI do art. 4o. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)</p><p>Art. 25. Será objetivo permanente das autoridades responsáveis alcançar</p><p>relação adequada entre o número de alunos e o professor, a carga horária e as</p><p>condições materiais do estabelecimento.</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art1</p><p>50</p><p>Parágrafo único. Cabe ao respectivo sistema de ensino, à vista das condições</p><p>disponíveis e das características regionais e locais, estabelecer parâmetro para</p><p>atendimento do disposto neste artigo.</p><p>Art. 26. Os currículos da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino</p><p>médio devem ter base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de</p><p>ensino e em cada estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas</p><p>características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e dos</p><p>educandos. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013)</p><p>§ 1º Os currículos a que se refere o caput devem abranger, obrigatoriamente,</p><p>o estudo da língua portuguesa e da matemática, o conhecimento do mundo físico e</p><p>natural e da realidade social e política, especialmente do Brasil.</p><p>§ 2o O ensino da arte, especialmente em suas expressões regionais, constituirá</p><p>componente curricular obrigatório da educação básica. (Redação dada pela Lei nº</p><p>13.415, de 2017)</p><p>§ 3º A educação física, integrada à proposta pedagógica da escola, é</p><p>componente curricular obrigatório da educação básica, sendo sua prática facultativa</p><p>ao aluno: (Redação dada pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003)</p><p>I – que cumpra jornada de trabalho igual ou superior a seis horas; (Incluído pela</p><p>Lei nº 10.793, de 1º.12.2003)</p><p>II – maior de trinta anos de idade; (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003)</p><p>III – que estiver prestando serviço militar inicial ou que, em situação similar,</p><p>estiver obrigado à prática da educação física; (Incluído pela Lei nº 10.793, de</p><p>1º.12.2003)</p><p>IV – amparado pelo Decreto-Lei no 1.044, de 21 de outubro de 1969; (Incluído</p><p>pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003)</p><p>V – (VETADO) (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003)</p><p>VI – que tenha prole. (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003)</p><p>§ 4º O ensino da História do Brasil levará em conta as contribuições das</p><p>diferentes culturas e etnias para a formação do povo brasileiro, especialmente das</p><p>matrizes indígena, africana e europeia.</p><p>§ 5º No currículo do ensino fundamental, a partir do sexto ano, será ofertada a</p><p>língua inglesa.</p><p>(Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017)</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.793.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.793.htm#art26%C2%A73</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.793.htm#art26%C2%A73</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.793.htm#art26%C2%A73</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.793.htm#art26%C2%A73</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.793.htm#art26%C2%A73</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del1044.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.793.htm#art26%C2%A73</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.793.htm#art26%C2%A73</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/2003/Mv07-03.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.793.htm#art26%C2%A73</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.793.htm#art26%C2%A73</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art2</p><p>51</p><p>§ 6º As artes visuais, a dança, a música e o teatro são as linguagens que</p><p>constituirão o componente curricular de que trata o § 2o deste artigo. (Redação dada</p><p>pela Lei nº 13.278, de 2016)</p><p>§ 7º A integralização curricular poderá incluir, a critério dos sistemas de ensino,</p><p>projetos e pesquisas envolvendo os temas transversais de que trata</p><p>o caput. (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017)</p><p>§ 8º A exibição de filmes de produção nacional constituirá componente</p><p>curricular complementar integrado à proposta pedagógica da escola, sendo a sua</p><p>exibição obrigatória por, no mínimo, 2 (duas) horas mensais. (Incluído pela Lei nº</p><p>13.006, de 2014)</p><p>§ 9º Conteúdos relativos aos direitos humanos e à prevenção de todas as</p><p>formas de violência contra a criança e o adolescente serão incluídos, como temas</p><p>transversais, nos currículos escolares de que trata o caput deste artigo, tendo como</p><p>diretriz a Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente),</p><p>observada a produção e distribuição de material didático adequado. (Incluído pela Lei</p><p>nº 13.010, de 2014)</p><p>§ 9º-A. A educação alimentar e nutricional será incluída entre os temas</p><p>transversais de que trata o caput. (Incluído pela Lei nº 13.666, de 2018)</p><p>§ 10. A inclusão de novos componentes curriculares de caráter obrigatório na</p><p>Base Nacional Comum Curricular dependerá de aprovação do Conselho Nacional de</p><p>Educação e de homologação pelo Ministro de Estado da Educação. (Incluído pela Lei</p><p>nº 13.415, de 2017)</p><p>Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio,</p><p>públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira</p><p>e indígena. (Redação dada pela Lei nº 11.645, de 2008).</p><p>§ 1º O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos</p><p>aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira,</p><p>a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos</p><p>africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e</p><p>indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando</p><p>as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do</p><p>Brasil. (Redação dada pela Lei nº 11.645, de 2008).</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13278.htm#ART1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13278.htm#ART1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13006.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13006.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art3</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art3</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13666.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11645.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11645.htm#art1</p><p>52</p><p>§ 2º Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos</p><p>indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em</p><p>especial nas áreas de educação artística e de literatura e história</p><p>brasileiras. (Redação dada pela Lei nº 11.645, de 2008).</p><p>Art. 27. Os conteúdos curriculares da educação básica observarão, ainda, as</p><p>seguintes diretrizes:</p><p>I - a difusão de valores fundamentais ao interesse social, aos direitos e deveres</p><p>dos cidadãos, de respeito ao bem comum e à ordem democrática;</p><p>II - consideração das condições de escolaridade dos alunos em cada</p><p>estabelecimento;</p><p>III - orientação para o trabalho;</p><p>IV - promoção do desporto educacional e apoio às práticas desportivas não-</p><p>formais.</p><p>Art. 28. Na oferta de educação básica para a população rural, os sistemas de</p><p>ensino promoverão as adaptações necessárias à sua adequação às peculiaridades</p><p>da vida rural e de cada região, especialmente:</p><p>I - conteúdos curriculares e metodologias apropriadas às reais necessidades e</p><p>interesses dos alunos da zona rural;</p><p>II - organização escolar própria, incluindo adequação do calendário escolar às</p><p>fases do ciclo agrícola e às condições climáticas;</p><p>III - adequação à natureza do trabalho na zona rural.</p><p>Parágrafo único. O fechamento de escolas do campo, indígenas e quilombolas</p><p>será precedido de manifestação do órgão normativo do respectivo sistema de ensino,</p><p>que considerará a justificativa apresentada pela Secretaria de Educação, a análise do</p><p>diagnóstico do impacto da ação e a manifestação da comunidade escolar. (Incluído</p><p>pela Lei nº 12.960, de 2014)</p><p>Seção II</p><p>Da Educação Infantil</p><p>Art. 29. A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como</p><p>finalidade o desenvolvimento integral da criança de até 5 (cinco) anos, em seus</p><p>aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e</p><p>da comunidade. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013)</p><p>Art. 30. A educação infantil será oferecida em:</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11645.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L12960.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L12960.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>53</p><p>I - creches, ou entidades equivalentes, para crianças de até três anos de idade;</p><p>II - pré-escolas, para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos de</p><p>idade. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013)</p><p>Art. 31. A educação infantil será organizada de acordo com as seguintes regras</p><p>comuns: (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013)</p><p>I - avaliação mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento das</p><p>crianças, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino</p><p>fundamental; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013)</p><p>II - carga horária mínima anual de 800 (oitocentas) horas, distribuída por um</p><p>mínimo de 200 (duzentos) dias de trabalho educacional; (Incluído pela Lei nº 12.796,</p><p>de 2013)</p><p>III - atendimento à criança de, no mínimo, 4 (quatro) horas diárias para o turno</p><p>parcial e de 7 (sete) horas para a jornada integral; (Incluído pela Lei nº 12.796, de</p><p>2013)</p><p>IV - controle de frequência pela instituição de educação pré-escolar, exigida a</p><p>frequência mínima de 60% (sessenta por cento) do total de horas; (Incluído pela Lei</p><p>nº 12.796, de 2013)</p><p>V - expedição de documentação que permita atestar os processos de</p><p>desenvolvimento e aprendizagem da criança.</p><p>(Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013)</p><p>Seção III</p><p>Do Ensino Fundamental</p><p>Art. 32. O ensino fundamental obrigatório, com duração de 9 (nove) anos,</p><p>gratuito na escola pública, iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade, terá por objetivo a</p><p>formação básica do cidadão, mediante: (Redação dada pela Lei nº 11.274, de 2006)</p><p>I - o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos</p><p>o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo;</p><p>II - a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da</p><p>tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade;</p><p>III - o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a</p><p>aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores;</p><p>IV - o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade</p><p>humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11274.htm#art3</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>54</p><p>§ 1º É facultado aos sistemas de ensino desdobrar o ensino fundamental em</p><p>ciclos.</p><p>§ 2º Os estabelecimentos que utilizam progressão regular por série podem</p><p>adotar no ensino fundamental o regime de progressão continuada, sem prejuízo da</p><p>avaliação do processo de ensino-aprendizagem, observadas as normas do respectivo</p><p>sistema de ensino.</p><p>§ 3º O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa,</p><p>assegurada às comunidades indígenas a utilização de suas línguas maternas e</p><p>processos próprios de aprendizagem.</p><p>§ 4º O ensino fundamental será presencial, sendo o ensino a distância utilizado</p><p>como complementação da aprendizagem ou em situações emergenciais.</p><p>§ 5º O currículo do ensino fundamental incluirá, obrigatoriamente, conteúdo</p><p>que trate dos direitos das crianças e dos adolescentes, tendo como diretriz a Lei</p><p>no 8.069, de 13 de julho de 1990, que institui o Estatuto da Criança e do Adolescente,</p><p>observada a produção e distribuição de material didático adequado.(Incluído pela Lei</p><p>nº 11.525, de 2007).</p><p>§ 6º O estudo sobre os símbolos nacionais será incluído como tema transversal</p><p>nos currículos do ensino fundamental. (Incluído pela Lei nº 12.472, de 2011).</p><p>Art. 33. O ensino religioso, de matrícula facultativa, é parte integrante da</p><p>formação básica do cidadão e constitui disciplina dos horários normais das escolas</p><p>públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa</p><p>do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo. (Redação dada pela Lei nº</p><p>9.475, de 22.7.1997)</p><p>§ 1º Os sistemas de ensino regulamentarão os procedimentos para a definição</p><p>dos conteúdos do ensino religioso e estabelecerão as normas para a habilitação e</p><p>admissão dos professores. (Incluído pela Lei nº 9.475, de 22.7.1997)</p><p>§ 2º Os sistemas de ensino ouvirão entidade civil, constituída pelas diferentes</p><p>denominações religiosas, para a definição dos conteúdos do ensino</p><p>religioso. (Incluído pela Lei nº 9.475, de 22.7.1997)</p><p>Art. 34. A jornada escolar no ensino fundamental incluirá pelo menos quatro</p><p>horas de trabalho efetivo em sala de aula, sendo progressivamente ampliado o</p><p>período de permanência na escola.</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11525.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11525.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12472.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9475.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9475.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9475.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9475.htm#art1</p><p>55</p><p>§ 1º São ressalvados os casos do ensino noturno e das formas alternativas de</p><p>organização autorizadas nesta Lei.</p><p>§ 2º O ensino fundamental será ministrado progressivamente em tempo</p><p>integral, a critério dos sistemas de ensino.</p><p>Seção IV</p><p>Do Ensino Médio</p><p>Art. 35. O ensino médio, etapa final da educação básica, com duração mínima</p><p>de três anos, terá como finalidades:</p><p>I - a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino</p><p>fundamental, possibilitando o prosseguimento de estudos;</p><p>II - a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para</p><p>continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas</p><p>condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores;</p><p>III - o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação</p><p>ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico;</p><p>IV - a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos</p><p>produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina.</p><p>Art. 35-A. A Base Nacional Comum Curricular definirá direitos e objetivos de</p><p>aprendizagem do ensino médio, conforme diretrizes do Conselho Nacional de</p><p>Educação, nas seguintes áreas do conhecimento: (Incluído pela Lei nº 13.415, de</p><p>2017)</p><p>I - linguagens e suas tecnologias; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)</p><p>II - matemática e suas tecnologias; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)</p><p>III - ciências da natureza e suas tecnologias; (Incluído pela Lei nº 13.415, de</p><p>2017)</p><p>IV - ciências humanas e sociais aplicadas. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)</p><p>§ 1º A parte diversificada dos currículos de que trata o caput do art. 26, definida</p><p>em cada sistema de ensino, deverá estar harmonizada à Base Nacional Comum</p><p>Curricular e ser articulada a partir do contexto histórico, econômico, social, ambiental</p><p>e cultural. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)</p><p>§ 2º A Base Nacional Comum Curricular referente ao ensino médio incluirá</p><p>obrigatoriamente estudos e práticas de educação física, arte, sociologia e filosofia.</p><p>(Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>56</p><p>§ 3º O ensino da língua portuguesa e da matemática será obrigatório nos três</p><p>anos do ensino médio, assegurada às comunidades indígenas, também, a utilização</p><p>das respectivas línguas maternas. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)</p><p>§ 4º Os currículos do ensino médio incluirão, obrigatoriamente, o estudo da</p><p>língua inglesa e poderão ofertar outras línguas estrangeiras, em caráter optativo,</p><p>preferencialmente o espanhol, de acordo com a disponibilidade de oferta, locais e</p><p>horários definidos pelos sistemas de ensino. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)</p><p>§ 5º A carga horária destinada ao cumprimento da Base Nacional Comum</p><p>Curricular não</p><p>poderá ser superior a mil e oitocentas horas do total da carga horária</p><p>do ensino médio, de acordo com a definição dos sistemas de ensino. (Incluído pela</p><p>Lei nº 13.415, de 2017)</p><p>§ 6º A União estabelecerá os padrões de desempenho esperados para o ensino</p><p>médio, que serão referência nos processos nacionais de avaliação, a partir da Base</p><p>Nacional Comum Curricular. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)</p><p>§ 7º Os currículos do ensino médio deverão considerar a formação integral do</p><p>aluno, de maneira a adotar um trabalho voltado para a construção de seu projeto de</p><p>vida e para sua formação nos aspectos físicos, cognitivos e socioemocionais. (Incluído</p><p>pela Lei nº 13.415, de 2017)</p><p>§ 8º Os conteúdos, as metodologias e as formas de avaliação processual e</p><p>formativa serão organizados nas redes de ensino por meio de atividades teóricas e</p><p>práticas, provas orais e escritas, seminários, projetos e atividades on-line, de tal forma</p><p>que ao final do ensino médio o educando demonstre: (Incluído pela Lei nº 13.415, de</p><p>2017)</p><p>I - domínio dos princípios científicos e tecnológicos que presidem a produção</p><p>moderna; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)</p><p>II - conhecimento das formas contemporâneas de linguagem. (Incluído pela Lei</p><p>nº 13.415, de 2017)</p><p>Art. 36. O currículo do ensino médio será composto pela Base Nacional</p><p>Comum Curricular e por itinerários formativos, que deverão ser organizados por meio</p><p>da oferta de diferentes arranjos curriculares, conforme a relevância para o contexto</p><p>local e a possibilidade dos sistemas de ensino, a saber: (Redação dada pela Lei nº</p><p>13.415, de 2017)</p><p>I - linguagens e suas tecnologias; (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017)</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4</p><p>57</p><p>II - matemática e suas tecnologias; (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017)</p><p>III - ciências da natureza e suas tecnologias; (Redação dada pela Lei nº 13.415,</p><p>de 2017)</p><p>IV - ciências humanas e sociais aplicadas; (Redação dada pela Lei nº 13.415,</p><p>de 2017)</p><p>V - formação técnica e profissional. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)</p><p>§ 1o A organização das áreas de que trata o caput e das respectivas</p><p>competências e habilidades será feita de acordo com critérios estabelecidos em cada</p><p>sistema de ensino. (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017)</p><p>I - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017)</p><p>II - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017)</p><p>§ 3º A critério dos sistemas de ensino, poderá ser composto itinerário formativo</p><p>integrado, que se traduz na composição de componentes curriculares da Base</p><p>Nacional Comum Curricular - BNCC e dos itinerários formativos, considerando os</p><p>incisos I a V do caput. (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017)</p><p>§ 5º Os sistemas de ensino, mediante disponibilidade de vagas na rede,</p><p>possibilitarão ao aluno concluinte do ensino médio cursar mais um itinerário formativo</p><p>de que trata o caput. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)</p><p>§ 6º A critério dos sistemas de ensino, a oferta de formação com ênfase</p><p>técnica e profissional considerará: (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)</p><p>I - a inclusão de vivências práticas de trabalho no setor produtivo ou em</p><p>ambientes de simulação, estabelecendo parcerias e fazendo uso, quando aplicável,</p><p>de instrumentos estabelecidos pela legislação sobre aprendizagem</p><p>profissional; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)</p><p>II - a possibilidade de concessão de certificados intermediários de qualificação</p><p>para o trabalho, quando a formação for estruturada e organizada em etapas com</p><p>terminalidade. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)</p><p>§ 7º A oferta de formações experimentais relacionadas ao inciso V do caput,</p><p>em áreas que não constem do Catálogo Nacional dos Cursos Técnicos, dependerá,</p><p>para sua continuidade, do reconhecimento pelo respectivo Conselho Estadual de</p><p>Educação, no prazo de três anos, e da inserção no Catálogo Nacional dos Cursos</p><p>Técnicos, no prazo de cinco anos, contados da data de oferta inicial da</p><p>formação. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4</p><p>58</p><p>§ § 8º A oferta de formação técnica e profissional a que se refere o inciso V</p><p>do caput, realizada na própria instituição ou em parceria com outras instituições,</p><p>deverá ser aprovada previamente pelo Conselho Estadual de Educação, homologada</p><p>pelo Secretário Estadual de Educação e certificada pelos sistemas de ensino.</p><p>(Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)</p><p>§ 9º As instituições de ensino emitirão certificado com validade nacional, que</p><p>habilitará o concluinte do ensino médio ao prosseguimento dos estudos em nível</p><p>superior ou em outros cursos ou formações para os quais a conclusão do ensino</p><p>médio seja etapa obrigatória. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)</p><p>§ 10. Além das formas de organização previstas no art. 23, o ensino médio</p><p>poderá ser organizado em módulos e adotar o sistema de créditos com terminalidade</p><p>específica. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)</p><p>§ 11. Para efeito de cumprimento das exigências curriculares do ensino médio,</p><p>os sistemas de ensino poderão reconhecer competências e firmar convênios com</p><p>instituições de educação a distância com notório reconhecimento, mediante as</p><p>seguintes formas de comprovação: (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)</p><p>I - demonstração prática; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)</p><p>II - experiência de trabalho supervisionado ou outra experiência adquirida fora</p><p>do ambiente escolar; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)</p><p>III - atividades de educação técnica oferecidas em outras instituições de ensino</p><p>credenciadas; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)</p><p>IV - cursos oferecidos por centros ou programas ocupacionais; (Incluído pela</p><p>Lei nº 13.415, de 2017)</p><p>V - estudos realizados em instituições</p><p>de ensino nacionais ou</p><p>estrangeiras; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)</p><p>VI - cursos realizados por meio de educação a distância ou educação</p><p>presencial mediada por tecnologias. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)</p><p>§ 12. As escolas deverão orientar os alunos no processo de escolha das áreas</p><p>de conhecimento ou de atuação profissional previstas no caput. (Incluído pela Lei nº</p><p>13.415, de 2017)</p><p>Seção IV-A</p><p>Da Educação Profissional Técnica de Nível Médio (Incluído pela Lei nº 11.741,</p><p>de 2008)</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art2</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>59</p><p>Art. 36-A. Sem prejuízo do disposto na Seção IV deste Capítulo, o ensino</p><p>médio, atendida a formação geral do educando, poderá prepará-lo para o exercício de</p><p>profissões técnicas. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008)</p><p>Parágrafo único. A preparação geral para o trabalho e, facultativamente, as</p><p>habilitações profissionais poderão ser desenvolvidas nos próprios estabelecimentos</p><p>de ensino médio ou em cooperação com instituições especializadas em educação</p><p>profissional. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008)</p><p>Art. 36-B. A educação profissional técnica de nível médio será desenvolvida</p><p>nas seguintes formas: (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008)</p><p>I - articulada com o ensino médio; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008)</p><p>II - subsequente, em cursos destinados a quem já tenha concluído o ensino</p><p>médio. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008)</p><p>Parágrafo único. A educação profissional técnica de nível médio deverá</p><p>observar: (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008)</p><p>I - os objetivos e definições contidos nas diretrizes curriculares nacionais</p><p>estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação; (Incluído pela Lei nº 11.741, de</p><p>2008)</p><p>II - as normas complementares dos respectivos sistemas de ensino; (Incluído</p><p>pela Lei nº 11.741, de 2008)</p><p>III - as exigências de cada instituição de ensino, nos termos de seu projeto</p><p>pedagógico. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008)</p><p>Art. 36-C. A educação profissional técnica de nível médio articulada, prevista</p><p>no inciso I do caput do art. 36-B desta Lei, será desenvolvida de forma: (Incluído pela</p><p>Lei nº 11.741, de 2008)</p><p>I - integrada, oferecida somente a quem já tenha concluído o ensino</p><p>fundamental, sendo o curso planejado de modo a conduzir o aluno à habilitação</p><p>profissional técnica de nível médio, na mesma instituição de ensino, efetuando-se</p><p>matrícula única para cada aluno; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008)</p><p>II - concomitante, oferecida a quem ingresse no ensino médio ou já o esteja</p><p>cursando, efetuando-se matrículas distintas para cada curso, e podendo</p><p>ocorrer: (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008)</p><p>a) na mesma instituição de ensino, aproveitando-se as oportunidades</p><p>educacionais disponíveis; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008)</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art2</p><p>60</p><p>b) em instituições de ensino distintas, aproveitando-se as oportunidades</p><p>educacionais disponíveis; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008)</p><p>c) em instituições de ensino distintas, mediante convênios de</p><p>intercomplementaridade, visando ao planejamento e ao desenvolvimento de projeto</p><p>pedagógico unificado. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008)</p><p>Art. 36-D. Os diplomas de cursos de educação profissional técnica de nível</p><p>médio, quando registrados, terão validade nacional e habilitarão ao prosseguimento</p><p>de estudos na educação superior. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008)</p><p>Parágrafo único. Os cursos de educação profissional técnica de nível médio,</p><p>nas formas articulada concomitante e subsequente, quando estruturados e</p><p>organizados em etapas com terminalidade, possibilitarão a obtenção de certificados</p><p>de qualificação para o trabalho após a conclusão, com aproveitamento, de cada etapa</p><p>que caracterize uma qualificação para o trabalho. (Incluído pela Lei nº 11.741, de</p><p>2008)</p><p>Seção V</p><p>Da Educação de Jovens e Adultos</p><p>Art. 37. A educação de jovens e adultos será destinada àqueles que não</p><p>tiveram acesso ou continuidade de estudos nos ensinos fundamental e médio na idade</p><p>própria e constituirá instrumento para a educação e a aprendizagem ao longo da</p><p>vida. (Redação dada pela Lei nº 13.632, de 2018)</p><p>§ 1º Os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente aos jovens e aos</p><p>adultos, que não puderam efetuar os estudos na idade regular, oportunidades</p><p>educacionais apropriadas, consideradas as características do alunado, seus</p><p>interesses, condições de vida e de trabalho, mediante cursos e exames.</p><p>§ 2º O Poder Público viabilizará e estimulará o acesso e a permanência do</p><p>trabalhador na escola, mediante ações integradas e complementares entre si.</p><p>§ 3º A educação de jovens e adultos deverá articular-se, preferencialmente,</p><p>com a educação profissional, na forma do regulamento. (Incluído pela Lei nº 11.741,</p><p>de 2008)</p><p>Art. 38. Os sistemas de ensino manterão cursos e exames supletivos, que</p><p>compreenderão a base nacional comum do currículo, habilitando ao prosseguimento</p><p>de estudos em caráter regular.</p><p>§ 1º Os exames a que se refere este artigo realizar-se-ão:</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13632.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art1</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>61</p><p>I - no nível de conclusão do</p><p>ensino fundamental, para os maiores de quinze</p><p>anos;</p><p>II - no nível de conclusão do ensino médio, para os maiores de dezoito anos.</p><p>§ 2º Os conhecimentos e habilidades adquiridos pelos educandos por meios</p><p>informais serão aferidos e reconhecidos mediante exames.</p><p>CAPÍTULO III</p><p>DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL</p><p>Da Educação Profissional e Tecnológica (Redação dada pela Lei nº 11.741, de</p><p>2008)</p><p>Art. 39. A educação profissional e tecnológica, no cumprimento dos objetivos</p><p>da educação nacional, integra-se aos diferentes níveis e modalidades de educação e</p><p>às dimensões do trabalho, da ciência e da tecnologia. (Redação dada pela Lei nº</p><p>11.741, de 2008)</p><p>§ 1º Os cursos de educação profissional e tecnológica poderão ser organizados</p><p>por eixos tecnológicos, possibilitando a construção de diferentes itinerários formativos,</p><p>observadas as normas do respectivo sistema e nível de ensino. (Incluído pela Lei nº</p><p>11.741, de 2008)</p><p>§ 2º A educação profissional e tecnológica abrangerá os seguintes</p><p>cursos: (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008)</p><p>I – de formação inicial e continuada ou qualificação profissional; (Incluído pela</p><p>Lei nº 11.741, de 2008)</p><p>II – de educação profissional técnica de nível médio; (Incluído pela Lei nº</p><p>11.741, de 2008)</p><p>III – de educação profissional tecnológica de graduação e pós-graduação.</p><p>(Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008)</p><p>§ 3º Os cursos de educação profissional tecnológica de graduação e pós-</p><p>graduação organizar-se-ão, no que concerne a objetivos, características e duração,</p><p>de acordo com as diretrizes curriculares nacionais estabelecidas pelo Conselho</p><p>Nacional de Educação. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008)</p><p>Art. 40. A educação profissional será desenvolvida em articulação com o ensino</p><p>regular ou por diferentes estratégias de educação continuada, em instituições</p><p>especializadas ou no ambiente de trabalho. (Regulamento)</p><p>(Regulamento) (Regulamento)</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art3</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art3</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2208.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Decreto/D5154.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Decreto/D5154.htm</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>62</p><p>Art. 41. O conhecimento adquirido na educação profissional e tecnológica,</p><p>inclusive no trabalho, poderá ser objeto de avaliação, reconhecimento e certificação</p><p>para prosseguimento ou conclusão de estudos. (Redação dada pela Lei nº 11.741, de</p><p>2008)</p><p>Art. 42. As instituições de educação profissional e tecnológica, além dos seus</p><p>cursos regulares, oferecerão cursos especiais, abertos à comunidade, condicionada</p><p>a matrícula à capacidade de aproveitamento e não necessariamente ao nível de</p><p>escolaridade. (Redação dada pela Lei nº 11.741, de 2008)</p><p>CAPÍTULO IV</p><p>DA EDUCAÇÃO SUPERIOR</p><p>Art. 43. A educação superior tem por finalidade:</p><p>I - estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do</p><p>pensamento reflexivo;</p><p>II - formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a</p><p>inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da</p><p>sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua;</p><p>III - incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica, visando o</p><p>desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da cultura, e, desse</p><p>modo, desenvolver o entendimento do homem e do meio em que vive;</p><p>IV - promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos</p><p>que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de</p><p>publicações ou de outras formas de comunicação;</p><p>V - suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento cultural e profissional e</p><p>possibilitar a correspondente concretização, integrando os conhecimentos que vão</p><p>sendo adquiridos numa estrutura intelectual sistematizadora do conhecimento de cada</p><p>geração;</p><p>VI - estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, em particular</p><p>os nacionais e regionais, prestar serviços especializados à comunidade e estabelecer</p><p>com esta uma relação de reciprocidade;</p><p>VII - promover a extensão, aberta à participação da população, visando à</p><p>difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e da pesquisa</p><p>científica e tecnológica geradas na instituição.</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art1</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>63</p><p>VIII - atuar em favor da universalização e do aprimoramento da educação</p><p>básica, mediante a formação e a capacitação de profissionais, a realização de</p><p>pesquisas pedagógicas e o desenvolvimento de atividades de extensão que</p><p>aproximem os dois níveis escolares. (Incluído pela Lei nº 13.174, de 2015)</p><p>Art. 44. A educação superior abrangerá os seguintes cursos e programas:</p><p>(Regulamento)</p><p>I - cursos sequenciais por campo de saber, de diferentes níveis de abrangência,</p><p>abertos a candidatos que atendam aos requisitos estabelecidos pelas instituições de</p><p>ensino, desde que tenham concluído o ensino médio ou equivalente; (Redação dada</p><p>pela Lei nº 11.632, de 2007).</p><p>II - de graduação, abertos a candidatos que tenham concluído o ensino médio</p><p>ou equivalente e tenham sido classificados em processo seletivo;</p><p>III - de pós-graduação, compreendendo programas de mestrado e doutorado,</p><p>cursos de especialização, aperfeiçoamento e outros, abertos a candidatos diplomados</p><p>em cursos de graduação e que atendam às exigências das instituições de ensino;</p><p>IV - de extensão, abertos a candidatos que atendam aos requisitos</p><p>estabelecidos em cada caso pelas instituições de ensino.</p><p>§ 1º O resultado do processo seletivo referido no inciso II do caput deste artigo</p><p>será tornado público pela instituição de ensino superior, sendo obrigatórios a</p><p>divulgação da relação nominal dos classificados, a respectiva ordem de classificação</p><p>e o cronograma das chamadas para matrícula, de acordo com os critérios para</p><p>preenchimento das vagas constantes do edital, assegurado o direito do candidato,</p><p>classificado ou não, a ter acesso a suas notas ou indicadores de desempenho em</p><p>provas, exames e demais atividades da seleção e a sua posição na ordem de</p><p>classificação de todos os candidatos. (Redação dada pela Lei nº 13.826, de 2019)</p><p>§ 2º No caso de empate no processo seletivo, as instituições públicas de ensino</p><p>superior darão prioridade de matrícula ao candidato que comprove ter renda familiar</p><p>inferior a dez salários mínimos, ou ao de menor renda familiar, quando mais de um</p><p>candidato preencher o critério inicial. (Incluído pela Lei nº 13.184, de 2015)</p><p>§ 3º O processo seletivo referido no inciso II considerará as competências e</p><p>as habilidades definidas na Base Nacional Comum</p><p>Curricular. (Incluído pela lei nº</p><p>13.415, de 2017)</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13174.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2001/D3860.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11632.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11632.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13826.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13184.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art5</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art5</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>64</p><p>Art. 45. A educação superior será ministrada em instituições de ensino superior,</p><p>públicas ou privadas, com variados graus de abrangência ou</p><p>especialização. (Regulamento) (Regulamento)</p><p>Art. 46. A autorização e o reconhecimento de cursos, bem como o</p><p>credenciamento de instituições de educação superior, terão prazos limitados, sendo</p><p>renovados, periodicamente, após processo regular de</p><p>avaliação. (Regulamento) (Regulamento) (Vide Lei nº 10.870, de 2004)</p><p>§ 1º Após um prazo para saneamento de deficiências eventualmente</p><p>identificadas pela avaliação a que se refere este artigo, haverá reavaliação, que</p><p>poderá resultar, conforme o caso, em desativação de cursos e habilitações, em</p><p>intervenção na instituição, em suspensão temporária de prerrogativas da autonomia,</p><p>ou em descredenciamento. (Regulamento) (Regulamento) (Vide Lei nº 10.870, de</p><p>2004)</p><p>§ 2º No caso de instituição pública, o Poder Executivo responsável por sua</p><p>manutenção acompanhará o processo de saneamento e fornecerá recursos</p><p>adicionais, se necessários, para a superação das deficiências.</p><p>§ 3º No caso de instituição privada, além das sanções previstas no § 1o deste</p><p>artigo, o processo de reavaliação poderá resultar em redução de vagas autorizadas e</p><p>em suspensão temporária de novos ingressos e de oferta de cursos. (Incluído pela Lei</p><p>nº 13.530, de 2017)</p><p>§ 4º É facultado ao Ministério da Educação, mediante procedimento específico</p><p>e com aquiescência da instituição de ensino, com vistas a resguardar os interesses</p><p>dos estudantes, comutar as penalidades previstas nos §§ 1º e 3º deste artigo por</p><p>outras medidas, desde que adequadas para superação das deficiências e</p><p>irregularidades constatadas. (Incluído pela Lei nº 13.530, de 2017)</p><p>§ 5º Para fins de regulação, os Estados e o Distrito Federal deverão adotar os</p><p>critérios definidos pela União para autorização de funcionamento de curso de</p><p>graduação em Medicina. (Incluído pela Lei nº 13.530, de 2017)</p><p>Art. 47. Na educação superior, o ano letivo regular, independente do ano civil,</p><p>tem, no mínimo, duzentos dias de trabalho acadêmico efetivo, excluído o tempo</p><p>reservado aos exames finais, quando houver.</p><p>§ 1o As instituições informarão aos interessados, antes de cada período letivo,</p><p>os programas dos cursos e demais componentes curriculares, sua duração, requisitos,</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2207.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2306.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2207.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2306.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.870.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2207.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2306.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.870.htm#art1p</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.870.htm#art1p</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13530.htm#art6</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13530.htm#art6</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13530.htm#art6</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13530.htm#art6</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>65</p><p>qualificação dos professores, recursos disponíveis e critérios de avaliação, obrigando-</p><p>se a cumprir as respectivas condições, e a publicação deve ser feita, sendo as 3 (três)</p><p>primeiras formas concomitantemente:(Redação dada pela lei nº 13.168, de 2015)</p><p>I - em página específica na internet no sítio eletrônico oficial da instituição de</p><p>ensino superior, obedecido o seguinte: (Incluído pela lei nº 13.168, de 2015)</p><p>a) toda publicação a que se refere esta Lei deve ter como título “Grade e Corpo</p><p>Docente”; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015)</p><p>b) a página principal da instituição de ensino superior, bem como a página da</p><p>oferta de seus cursos aos ingressantes sob a forma de vestibulares, processo seletivo</p><p>e outras com a mesma finalidade, deve conter a ligação desta com a página específica</p><p>prevista neste inciso; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015)</p><p>c) caso a instituição de ensino superior não possua sítio eletrônico, deve criar</p><p>página específica para divulgação das informações de que trata esta Lei; (Incluída</p><p>pela lei nº 13.168, de 2015)</p><p>d) a página específica deve conter a data completa de sua última</p><p>atualização; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015)</p><p>II - em toda propaganda eletrônica da instituição de ensino superior, por meio</p><p>de ligação para a página referida no inciso I; (Incluído pela lei nº 13.168, de 2015)</p><p>III - em local visível da instituição de ensino superior e de fácil acesso ao</p><p>público; (Incluído pela lei nº 13.168, de 2015)</p><p>IV - deve ser atualizada semestralmente ou anualmente, de acordo com a</p><p>duração das disciplinas de cada curso oferecido, observando o seguinte: (Incluído</p><p>pela lei nº 13.168, de 2015)</p><p>a) caso o curso mantenha disciplinas com duração diferenciada, a publicação</p><p>deve ser semestral; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015)</p><p>b) a publicação deve ser feita até 1 (um) mês antes do início das aulas; (Incluída</p><p>pela lei nº 13.168, de 2015)</p><p>c) caso haja mudança na grade do curso ou no corpo docente até o início das</p><p>aulas, os alunos devem ser comunicados sobre as alterações; (Incluída pela lei nº</p><p>13.168, de 2015)</p><p>V - deve conter as seguintes informações: (Incluído pela lei nº 13.168, de 2015)</p><p>a) a lista de todos os cursos oferecidos pela instituição de ensino</p><p>superior; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015)</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm#art1</p><p>também</p><p>classes sociais. Num primeiro momento, foi baseado em bases explicativas e</p><p>instrumentais, o que trouxe a teoria da manutenção desse status, com o tempo</p><p>ocorreu o surgimento de uma visão mais individualista que visando organizar e manter</p><p>o conhecimento sistemático.</p><p>Até o século XIX a didática aparece no campo da educação fundamentando-se</p><p>nos estudos da filosofia, tendo-se difundido especialmente a partir do livro de Jan</p><p>Amos Comenius (1592-1670) intitulado ‘Didactica Magna’ ou ‘Tratado da arte</p><p>universal de ensinar tudo a todos’, publicado em 1657. Também são relevantes as</p><p>contribuições de Jean Jacques Rousseau (1712-1778), Johann Heinrich Pestalozzi</p><p>(1746-1827), Johan Friederich Herbart (1777-1841) dentro outros autores que</p><p>discutiram a temática. (GIL, 2008).</p><p>Segundo Marin (2005, p. 19):</p><p>No século XVII, quando surge formalmente a Didática, esta veio influenciada</p><p>pelas ciências em geral e pela Filosofia, com os estudiosos à procura de</p><p>forma de atuação mais organizada. O desenvolvimento das ciências nos</p><p>séculos seguintes trouxe novos dados à Didática, com especial destaque os</p><p>da Psicologia. O desenvolvimento dos estudos psicológicos ocasionou o</p><p>surgimento de análises sistemáticas sobre a criança, o aluno, influenciando</p><p>fortemente o campo didático, que absorveu tais dados. Emerge dessas</p><p>constatações a noção-síntese de que a Didática, ao longo do tempo, tem sido</p><p>influenciada tanto pelo campo pedagógico, filosófico, como pelo campo das</p><p>ciências em geral.</p><p>Depois de anos de domínio no campo da educação e devido às mudanças</p><p>sociais e econômicas, foi necessário quebrar as normas e a instrumentalidade do</p><p>método de ensino didático, e tentar reformulá-lo para que pudesse continuar a se</p><p>desenvolver conforme as mudanças que ocorriam. A partir do início do século XX a</p><p>didática passou a receber aportes significativos de outras ciências como a Biologia e</p><p>Psicologia, impulsionando muitos movimentos de reforma escolar que admitiam a</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>7</p><p>falência didática do modelo tradicional e buscavam uma educação que considerasse</p><p>os aspectos psicológicos relacionados com o processo de ensino e aprendizagem.</p><p>Com as ideias tecnicistas de meados do século XX, a didática assumiu um conceito</p><p>instrumental que enfatizava tão somente a elaboração de planos de ensinos,</p><p>elaboração de objetivos, seleção de conteúdos e técnicas de ensino, confundindo-se</p><p>assim com a metodologia de ensino. (GIL, 2008; FIORE FERRARI; LEYMONIÉ SÁEN,</p><p>2007)</p><p>O campo didático costuma estar associado a muitas lendas e raramente se</p><p>discute a possibilidade de formação de professores. Quando os educadores e</p><p>estudantes são questionados em debates sobre o tema didática, muitos profissionais</p><p>e até mesmo os alunos definem a mesma como apenas uma matéria que possui como</p><p>fundamentação os métodos, técnicas e receitas de aprendizagem, que podem ser</p><p>utilizadas como forma de apoio para todas as aulas. A didática foi entendida durante</p><p>séculos como técnicas e métodos de ensino. Os elementos da ação da didática</p><p>constituem tradicionalmente em: Professor, aluno, conteúdo, contexto e estratégicas</p><p>metodológicas (PACIEVITCH, [S.D.]).</p><p>Gil (2010, p.2) vai mais além e define a didática como a “arte de ensinar. ” Ele</p><p>segue citando Comenius, que afirmava que didática é a “arte de ensinar tudo a todos”</p><p>e Masetto, que diz que didática “é o estudo do processo de ensino-aprendizagem em</p><p>sala de aula e de seus resultados”.</p><p>Libâneo (1990, p.25), denomina didática como “teoria do ensino” por investigar</p><p>os fundamentos, condições e formas de ensino. Acerca de didática Libâneo diz:</p><p>A didática é uma disciplina que estuda o processo de ensino no seu conjunto,</p><p>no qual os objetivos, conteúdos, métodos e formas organizativas da aula se</p><p>relacionam entre si de modo a criar as condições e os modos de garantir aos</p><p>alunos uma aprendizagem significativa. Ela ajuda o professor na direção e</p><p>orientação das tarefas do ensino e da aprendizagem, fornecendo-lhe</p><p>segurança profissional. (LIBÂNEO, 2002, p.5).</p><p>Ainda segundo Libâneo:</p><p>“A ela cabe converter objetivos sociopolíticos e pedagógicos em objetivos de</p><p>ensino, selecionar conteúdos e métodos em função desses objetivos,</p><p>estabelecer os vínculos entre ensino e aprendizagem, tendo em vista o</p><p>desenvolvimento das capacidades mentais dos alunos. [...] trata da teoria</p><p>geral do ensino (1990, p. 26). ”</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>8</p><p>Fiore Ferrari e Leymonié Sáen, (2007). Propõe que o campo didático é</p><p>composto de três dimensões distintas, alunos, saberes culturais e professores.</p><p>Pesquisar cada um desses aspectos ajuda a compreender melhor o processo de</p><p>aprendizagem dos alunos e o ensino dos professores, prestando atenção aos</p><p>obstáculos, expondo soluções de aprendizagem para superá-los e promover o uso do</p><p>conhecimento cultural. Na figura do triângulo didático abaixo observa-se que o</p><p>professor possui conhecimento e habilidades que dão o direito ao docente de atuar</p><p>com base em acordo (contrato) didático.</p><p>Triângulo didático</p><p>Fonte: Fiore Ferrari; Leymonié Sáen (2007, p. 4)</p><p>No vértice do triângulo, temos:</p><p>1. Conhecimento cultural ou saberes culturais que são representados</p><p>através de conceitos teóricos da área do conhecimento;</p><p>2. Na parte onde estão os discentes (alunos), verificamos diferentes</p><p>estratégias de aprendizagem, e as concepções previamente ligadas a</p><p>um modelo sociocultural e suas ideias anteriores;</p><p>3. No campo de ensino do professor, percebemos a modalidade de ensino,</p><p>itens de atividade e no âmbito psicossocial dos professores restritos por</p><p>suas instituições e seu ambiente de ensino.</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>9</p><p>Não obstante toda a evolução observada nos conceitos fundantes da didática,</p><p>muitos docentes universitários não valorizam a sua importância; deveras, neste nível</p><p>de ensino as práticas didáticas são reduzidas a aulas expositivas (mais ou menos</p><p>dialogadas) e o professor aprende a ensinar pela tentativa e erro. O docente</p><p>normalmente incentiva a memorização dos conteúdos e utiliza a prova escrita e o ‘dar</p><p>notas’ como instrumento de autoridade; quanto aos discentes, só lhe restam colocar-</p><p>se na posição de meros ouvintes, quais seres sem luz, à espera que os professores</p><p>deem suas aulas e terminem logo a agonia do período letivo. Quantos equívocos!</p><p>(LOWMAN, 2004; FIORE FERRARI; LEYMONIÉ SÁEN, 2007; GIL, 2008).</p><p>3.1 A história da didática brasileira</p><p>Fonte: pixabay.com</p><p>Adotado inicialmente pela escola brasileira, de acordo com suas normas e</p><p>objetivos de homogeneização, o método das etapas formais em Herbart apoiou o</p><p>desenvolvimento do chamado método de ensino tradicional, formando assim a escola</p><p>tradicional No Brasil, o foco estava na divulgação do conteúdo da enciclopédia pelo</p><p>educador, bem como no trabalho de memorização e posterior repetição dos alunos.</p><p>Nos penúltimos decênios do século XX ocorreu um marco histórico para a</p><p>Pedagogia no Brasil, quando teóricos engajados na discussão sobre o rumo da</p><p>Educação e da Didática trataram da problematização do esvaziamento teóricopolítico</p><p>da Didática nos cursos de formação de professores e da superação da Didática</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>10</p><p>instrumental rumo à construção de uma Didática fundamental de acordo com Candau</p><p>(1997).</p><p>Seguindo esse mesmo pensamento Saviani afirma que, em meados do século</p><p>XX, os adeptos do movimento da chamada Escola Nova ou escola renovada</p><p>afirmaram que tal pedagogia, decorrente</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm#art1</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>66</p><p>b) a lista das disciplinas que compõem a grade curricular de cada curso e as</p><p>respectivas cargas horárias; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015)</p><p>c) a identificação dos docentes que ministrarão as aulas em cada curso, as</p><p>disciplinas que efetivamente ministrará naquele curso ou cursos, sua titulação,</p><p>abrangendo a qualificação profissional do docente e o tempo de casa do docente, de</p><p>forma total, contínua ou intermitente. (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015)</p><p>§ 2º Os alunos que tenham extraordinário aproveitamento nos estudos,</p><p>demonstrado por meio de provas e outros instrumentos de avaliação específicos,</p><p>aplicados por banca examinadora especial, poderão ter abreviada a duração dos seus</p><p>cursos, de acordo com as normas dos sistemas de ensino.</p><p>§ 3º É obrigatória a frequência de alunos e professores, salvo nos programas</p><p>de educação a distância.</p><p>§ 4º As instituições de educação superior oferecerão, no período noturno,</p><p>cursos de graduação nos mesmos padrões de qualidade mantidos no período diurno,</p><p>sendo obrigatória a oferta noturna nas instituições públicas, garantida a necessária</p><p>previsão orçamentária.</p><p>Art. 48. Os diplomas de cursos superiores reconhecidos, quando registrados,</p><p>terão validade nacional como prova da formação recebida por seu titular.</p><p>§ 1º Os diplomas expedidos pelas universidades serão por elas próprias</p><p>registrados, e aqueles conferidos por instituições não-universitárias serão registrados</p><p>em universidades indicadas pelo Conselho Nacional de Educação.</p><p>§ 2º Os diplomas de graduação expedidos por universidades estrangeiras</p><p>serão revalidados por universidades públicas que tenham curso do mesmo nível e</p><p>área ou equivalente, respeitando-se os acordos internacionais de reciprocidade ou</p><p>equiparação.</p><p>§ 3º Os diplomas de Mestrado e de Doutorado expedidos por universidades</p><p>estrangeiras só poderão ser reconhecidos por universidades que possuam cursos de</p><p>pós-graduação reconhecidos e avaliados, na mesma área de conhecimento e em nível</p><p>equivalente ou superior.</p><p>Art. 49. As instituições de educação superior aceitarão a transferência de</p><p>alunos regulares, para cursos afins, na hipótese de existência de vagas, e mediante</p><p>processo seletivo.</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm#art1</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>67</p><p>Parágrafo único. As transferências ex officio dar-se-ão na forma da</p><p>lei. (Regulamento)</p><p>Art. 50. As instituições de educação superior, quando da ocorrência de vagas,</p><p>abrirão matrícula nas disciplinas de seus cursos a alunos não regulares que</p><p>demonstrarem capacidade de cursá-las com proveito, mediante processo seletivo</p><p>prévio.</p><p>Art. 51. As instituições de educação superior credenciadas como universidades,</p><p>ao deliberar sobre critérios e normas de seleção e admissão de estudantes, levarão</p><p>em conta os efeitos desses critérios sobre a orientação do ensino médio, articulando-</p><p>se com os órgãos normativos dos sistemas de ensino.</p><p>Art. 52. As universidades são instituições pluridisciplinares de formação dos</p><p>quadros profissionais de nível superior, de pesquisa, de extensão e de domínio e</p><p>cultivo do saber humano, que se caracterizam por: (Regulamento) (Regulamento)</p><p>I - produção intelectual institucionalizada mediante o estudo sistemático dos</p><p>temas e problemas mais relevantes, tanto do ponto de vista científico e cultural, quanto</p><p>regional e nacional;</p><p>II - um terço do corpo docente, pelo menos, com titulação acadêmica de</p><p>mestrado ou doutorado;</p><p>III - um terço do corpo docente em regime de tempo integral.</p><p>Parágrafo único. É facultada a criação de universidades especializadas por</p><p>campo do saber. (Regulamento) (Regulamento)</p><p>Art. 53. No exercício de sua autonomia, são asseguradas às universidades,</p><p>sem prejuízo de outras, as seguintes atribuições:</p><p>I - criar, organizar e extinguir, em sua sede, cursos e programas de educação</p><p>superior previstos nesta Lei, obedecendo às normas gerais da União e, quando for o</p><p>caso, do respectivo sistema de ensino; (Regulamento)</p><p>II - fixar os currículos dos seus cursos e programas, observadas as diretrizes</p><p>gerais pertinentes;</p><p>III - estabelecer planos, programas e projetos de pesquisa científica, produção</p><p>artística e atividades de extensão;</p><p>IV - fixar o número de vagas de acordo com a capacidade institucional e as</p><p>exigências do seu meio;</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9536.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2207.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2306.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2207.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2306.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2001/D3860.htm</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>68</p><p>V - elaborar e reformar os seus estatutos e regimentos em consonância com as</p><p>normas gerais atinentes;</p><p>VI - conferir graus, diplomas e outros títulos;</p><p>VII - firmar contratos, acordos e convênios;</p><p>VIII - aprovar e executar planos, programas e projetos de investimentos</p><p>referentes a obras, serviços e aquisições em geral, bem como administrar</p><p>rendimentos conforme dispositivos institucionais;</p><p>IX - administrar os rendimentos e deles dispor na forma prevista no ato de</p><p>constituição, nas leis e nos respectivos estatutos;</p><p>X - receber subvenções, doações, heranças, legados e cooperação financeira</p><p>resultante de convênios com entidades públicas e privadas.</p><p>§ 1º Para garantir a autonomia didático-científica das universidades, caberá aos</p><p>seus colegiados de ensino e pesquisa decidir, dentro dos recursos orçamentários</p><p>disponíveis, sobre: (Redação dada pela Lei nº 13.490, de 2017)</p><p>I - criação, expansão, modificação e extinção de cursos; (Redação dada pela</p><p>Lei nº 13.490, de 2017)</p><p>II - ampliação e diminuição de vagas; (Redação dada pela Lei nº 13.490, de</p><p>2017)</p><p>III - elaboração da programação dos cursos; (Redação dada pela Lei nº 13.490,</p><p>de 2017)</p><p>IV - programação das pesquisas e das atividades de extensão; (Redação dada</p><p>pela Lei nº 13.490, de 2017)</p><p>V - contratação e dispensa de professores; (Redação dada pela Lei nº 13.490,</p><p>de 2017)</p><p>VI - planos de carreira docente. (Redação dada pela Lei nº 13.490, de 2017)</p><p>§ 2º As doações, inclusive monetárias, podem ser dirigidas a setores ou</p><p>projetos específicos, conforme acordo entre doadores e universidades. (Incluído pela</p><p>Lei nº 13.490, de 2017)</p><p>§ 3º No caso das universidades públicas, os recursos das doações devem ser</p><p>dirigidos ao caixa único da instituição, com destinação garantida às unidades a serem</p><p>beneficiadas. (Incluído pela Lei nº 13.490, de 2017)</p><p>Art. 54. As universidades mantidas pelo Poder Público gozarão, na forma da</p><p>lei, de</p><p>O poder público adotará, como alternativa preferencial, a</p><p>ampliação do atendimento aos educandos com deficiência, transtornos globais do</p><p>desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na própria rede pública regular</p><p>de ensino, independentemente do apoio às instituições previstas neste</p><p>artigo. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013)</p><p>TÍTULO VI</p><p>Dos Profissionais da Educação</p><p>Art. 61. Consideram-se profissionais da educação escolar básica os que, nela</p><p>estando em efetivo exercício e tendo sido formados em cursos reconhecidos,</p><p>são: (Redação dada pela Lei nº 12.014, de 2009)</p><p>I – professores habilitados em nível médio ou superior para a docência na</p><p>educação infantil e nos ensinos fundamental e médio; (Redação dada pela Lei nº</p><p>12.014, de 2009)</p><p>II – trabalhadores em educação portadores de diploma de pedagogia, com</p><p>habilitação em administração, planejamento, supervisão, inspeção e orientação</p><p>educacional, bem como com títulos de mestrado ou doutorado nas mesmas</p><p>áreas; (Redação dada pela Lei nº 12.014, de 2009)</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm#art59a</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13234.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13234.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12014.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12014.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12014.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12014.htm#art1</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>72</p><p>III – trabalhadores em educação, portadores de diploma de curso técnico ou</p><p>superior em área pedagógica ou afim. (Incluído pela Lei nº 12.014, de 2009)</p><p>IV - profissionais com notório saber reconhecido pelos respectivos sistemas de</p><p>ensino, para ministrar conteúdos de áreas afins à sua formação ou experiência</p><p>profissional, atestados por titulação específica ou prática de ensino em unidades</p><p>educacionais da rede pública ou privada ou das corporações privadas em que tenham</p><p>atuado, exclusivamente para atender ao inciso V do caput do art. 36; (Incluído pela lei</p><p>nº 13.415, de 2017)</p><p>V - profissionais graduados que tenham feito complementação pedagógica,</p><p>conforme disposto pelo Conselho Nacional de Educação. (Incluído pela lei nº 13.415,</p><p>de 2017)</p><p>Parágrafo único. A formação dos profissionais da educação, de modo a</p><p>atender às especificidades do exercício de suas atividades, bem como aos objetivos</p><p>das diferentes etapas e modalidades da educação básica, terá como</p><p>fundamentos: (Incluído pela Lei nº 12.014, de 2009)</p><p>I – a presença de sólida formação básica, que propicie o conhecimento dos</p><p>fundamentos científicos e sociais de suas competências de trabalho; (Incluído pela Lei</p><p>nº 12.014, de 2009)</p><p>II – a associação entre teorias e práticas, mediante estágios supervisionados e</p><p>capacitação em serviço; (Incluído pela Lei nº 12.014, de 2009)</p><p>III – o aproveitamento da formação e experiências anteriores, em instituições</p><p>de ensino e em outras atividades. (Incluído pela Lei nº 12.014, de 2009)</p><p>Art. 62. A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em</p><p>nível superior, em curso de licenciatura plena, admitida, como formação mínima para</p><p>o exercício do magistério na educação infantil e nos cinco primeiros anos do ensino</p><p>fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade normal. (Redação dada pela</p><p>lei nº 13.415, de 2017)</p><p>§ 1º A União, o Distrito Federal, os Estados e os Municípios, em regime de</p><p>colaboração, deverão promover a formação inicial, a continuada e a capacitação dos</p><p>profissionais de magistério. (Incluído pela Lei nº 12.056, de 2009).</p><p>§ 2º A formação continuada e a capacitação dos profissionais de magistério</p><p>poderão utilizar recursos e tecnologias de educação a distância. (Incluído pela Lei nº</p><p>12.056, de 2009).</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12014.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art6</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art6</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art6</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art6</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12014.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12014.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12014.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12014.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12014.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art7</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art7</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12056.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12056.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12056.htm#art1</p><p>73</p><p>§ 3º A formação inicial de profissionais de magistério dará preferência ao</p><p>ensino presencial, subsidiariamente fazendo uso de recursos e tecnologias de</p><p>educação a distância. (Incluído pela Lei nº 12.056, de 2009).</p><p>§ 4º A União, o Distrito Federal, os Estados e os Municípios adotarão</p><p>mecanismos facilitadores de acesso e permanência em cursos de formação de</p><p>docentes em nível superior para atuar na educação básica pública. (Incluído pela Lei</p><p>nº 12.796, de 2013)</p><p>§ 5º A União, o Distrito Federal, os Estados e os Municípios incentivarão a</p><p>formação de profissionais do magistério para atuar na educação básica pública</p><p>mediante programa institucional de bolsa de iniciação à docência a estudantes</p><p>matriculados em cursos de licenciatura, de graduação plena, nas instituições de</p><p>educação superior. (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013)</p><p>§ 6º O Ministério da Educação poderá estabelecer nota mínima em exame</p><p>nacional aplicado aos concluintes do ensino médio como pré-requisito para o ingresso</p><p>em cursos de graduação para formação de docentes, ouvido o Conselho Nacional de</p><p>Educação - CNE. (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013)</p><p>§ 7º (VETADO). (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013)</p><p>§ 8º Os currículos dos cursos de formação de docentes terão por referência a</p><p>Base Nacional Comum Curricular. (Incluído pela lei nº 13.415, de 2017) (Vide Lei nº</p><p>13.415, de 2017)</p><p>Art. 62-A. A formação dos profissionais a que se refere o inciso III do art. 61</p><p>far-se-á por meio de cursos de conteúdo técnico-pedagógico, em nível médio ou</p><p>superior, incluindo habilitações tecnológicas. (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013)</p><p>Parágrafo único. Garantir-se-á formação continuada para os profissionais a</p><p>que se refere o caput, no local de trabalho ou em instituições de educação básica e</p><p>superior, incluindo cursos de educação profissional, cursos superiores de graduação</p><p>plena ou tecnológicos e de pós-graduação. (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013)</p><p>Art. 62-B. O acesso de professores das redes públicas de educação básica a</p><p>cursos superiores de pedagogia e licenciatura será efetivado por meio de processo</p><p>seletivo diferenciado. (Incluído pela Lei nº 13.478, de 2017)</p><p>§ 1º Terão direito de pleitear o acesso previsto no caput deste artigo os</p><p>professores das redes públicas municipais, estaduais e federal que ingressaram por</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12056.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art7</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art11</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art11</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13478.htm#art2</p><p>74</p><p>concurso público, tenham pelo menos três anos de exercício da profissão e não sejam</p><p>portadores de diploma de graduação. (Incluído pela Lei nº 13.478, de 2017)</p><p>§ 2º As instituições de ensino responsáveis pela oferta de cursos de pedagogia</p><p>e outras licenciaturas definirão critérios adicionais de seleção sempre que acorrerem</p><p>aos certames interessados em número superior ao de vagas disponíveis para os</p><p>respectivos cursos. (Incluído pela Lei nº 13.478, de 2017)</p><p>§ 3º Sem prejuízo dos concursos seletivos a serem definidos em regulamento</p><p>pelas universidades, terão prioridade de ingresso os professores que optarem por</p><p>cursos de licenciatura em matemática, física, química, biologia e língua</p><p>portuguesa. (Incluído pela Lei nº 13.478, de 2017)</p><p>Art. 63. Os institutos superiores de educação manterão: (Regulamento)</p><p>I - cursos formadores de profissionais para a educação básica, inclusive o curso</p><p>normal superior, destinado à formação de docentes para a educação infantil e para as</p><p>primeiras séries do ensino fundamental;</p><p>II - programas de formação pedagógica para portadores de diplomas de</p><p>educação superior que queiram se dedicar à educação básica;</p><p>III - programas de educação continuada para os profissionais de educação dos</p><p>diversos níveis.</p><p>Art. 64. A formação de profissionais de educação para administração,</p><p>planejamento, inspeção, supervisão e orientação educacional para a educação</p><p>básica, será feita em cursos de graduação em pedagogia ou em nível de pós-</p><p>graduação, a critério da instituição de ensino, garantida, nesta formação, a base</p><p>comum nacional.</p><p>Art. 65. A formação docente, exceto para a educação superior, incluirá prática</p><p>de ensino de, no mínimo, trezentas horas.</p><p>Art. 66. A preparação para o exercício do magistério superior far-se-á em nível</p><p>de pós-graduação, prioritariamente em programas de mestrado e doutorado.</p><p>Parágrafo único. O notório saber, reconhecido por universidade com curso de</p><p>doutorado em área afim, poderá suprir a exigência de título acadêmico.</p><p>Art. 67. Os sistemas de ensino promoverão a valorização dos profissionais da</p><p>educação, assegurando-lhes, inclusive nos termos dos estatutos e dos planos de</p><p>carreira do magistério público:</p><p>I - ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos;</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13478.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13478.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13478.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D3276.htm</p><p>75</p><p>II - aperfeiçoamento profissional continuado, inclusive com licenciamento</p><p>periódico remunerado para esse fim;</p><p>III - piso salarial profissional;</p><p>IV - progressão funcional baseada na titulação ou habilitação, e na avaliação</p><p>do desempenho;</p><p>V - período reservado a estudos, planejamento e avaliação, incluído na carga</p><p>de trabalho;</p><p>VI - condições adequadas de trabalho.</p><p>§ 1º A experiência docente é pré-requisito para o exercício profissional de</p><p>quaisquer outras funções de magistério, nos termos das normas de cada sistema de</p><p>ensino. (Renumerado pela Lei nº 11.301, de 2006)</p><p>§ 2º Para os efeitos do disposto no § 5º do art. 40 e no § 8o do art. 201 da</p><p>Constituição Federal, são consideradas funções de magistério as exercidas por</p><p>professores e especialistas em educação no desempenho de atividades educativas,</p><p>quando exercidas em estabelecimento de educação básica em seus diversos níveis e</p><p>modalidades, incluídas, além do exercício da docência, as de direção de unidade</p><p>escolar e as de coordenação e assessoramento pedagógico. (Incluído pela Lei nº</p><p>11.301, de 2006)</p><p>§ 3º A União prestará assistência técnica aos Estados, ao Distrito Federal e aos</p><p>Municípios na elaboração de concursos públicos para provimento de cargos dos</p><p>profissionais da educação. (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013)</p><p>TÍTULO VII</p><p>Dos Recursos financeiros</p><p>Art. 68. Serão recursos públicos destinados à educação os originários de:</p><p>I - receita de impostos próprios da União, dos Estados, do Distrito Federal e</p><p>dos Municípios;</p><p>II - receita de transferências constitucionais e outras transferências;</p><p>III - receita do salário-educação e de outras contribuições sociais;</p><p>IV - receita de incentivos fiscais;</p><p>V - outros recursos previstos em lei.</p><p>Art. 69. A União aplicará, anualmente, nunca menos de dezoito, e os Estados,</p><p>o Distrito Federal e os Municípios, vinte e cinco por cento, ou o que consta nas</p><p>respectivas Constituições ou Leis Orgânicas, da receita resultante de impostos,</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11301.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art40%C2%A75</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art201%C2%A78</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art201%C2%A78</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11301.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11301.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>76</p><p>compreendidas as transferências constitucionais, na manutenção e desenvolvimento</p><p>do ensino público. (Vide Medida Provisória nº 773, de 2017) (Vigência encerrada)</p><p>§ 1º A parcela da arrecadação de impostos transferida pela União aos Estados,</p><p>ao Distrito Federal e aos Municípios, ou pelos Estados aos respectivos Municípios,</p><p>não será considerada, para efeito do cálculo previsto neste artigo, receita do governo</p><p>que a transferir.</p><p>§ 2º Serão consideradas excluídas das receitas de impostos mencionadas</p><p>neste artigo as operações de crédito por antecipação de receita orçamentária de</p><p>impostos.</p><p>§ 3º Para fixação inicial dos valores correspondentes aos mínimos estatuídos</p><p>neste artigo, será considerada a receita estimada na lei do orçamento anual, ajustada,</p><p>quando for o caso, por lei que autorizar a abertura de créditos adicionais, com base</p><p>no eventual excesso de arrecadação.</p><p>§ 4º As diferenças entre a receita e a despesa previstas e as efetivamente</p><p>realizadas, que resultem no não atendimento dos percentuais mínimos obrigatórios,</p><p>serão apuradas e corrigidas a cada trimestre do exercício financeiro.</p><p>§ 5º O repasse dos valores referidos neste artigo do caixa da União, dos</p><p>Estados, do Distrito Federal e dos Municípios ocorrerá imediatamente ao órgão</p><p>responsável pela educação, observados os seguintes prazos:</p><p>I - recursos arrecadados do primeiro ao décimo dia de cada mês, até o vigésimo</p><p>dia;</p><p>II - recursos arrecadados do décimo primeiro ao vigésimo dia de cada mês, até</p><p>o trigésimo dia;</p><p>III - recursos arrecadados do vigésimo primeiro dia ao final de cada mês, até o</p><p>décimo dia do mês subsequente.</p><p>§ 6º O atraso da liberação sujeitará os recursos a correção monetária e à</p><p>responsabilização civil e criminal das autoridades competentes.</p><p>Art. 70. Considerar-se-ão como de manutenção e desenvolvimento do ensino</p><p>as despesas realizadas com vistas à consecução dos objetivos básicos das</p><p>instituições educacionais de todos os níveis, compreendendo as que se destinam a:</p><p>I - remuneração e aperfeiçoamento do pessoal docente e demais profissionais</p><p>da educação;</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Mpv/mpv773.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Congresso/adc-069-mpv773.htm</p><p>77</p><p>II - aquisição, manutenção, construção e conservação de instalações e</p><p>equipamentos necessários ao ensino;</p><p>III – uso e manutenção de bens e serviços vinculados ao ensino;</p><p>IV - levantamentos estatísticos, estudos e pesquisas visando precipuamente ao</p><p>aprimoramento</p><p>da qualidade e à expansão do ensino;</p><p>V - realização de atividades-meio necessárias ao funcionamento dos sistemas</p><p>de ensino;</p><p>VI - concessão de bolsas de estudo a alunos de escolas públicas e privadas;</p><p>VII - amortização e custeio de operações de crédito destinadas a atender ao</p><p>disposto nos incisos deste artigo;</p><p>VIII - aquisição de material didático-escolar e manutenção de programas de</p><p>transporte escolar.</p><p>Art. 71. Não constituirão despesas de manutenção e desenvolvimento do</p><p>ensino aquelas realizadas com:</p><p>I - pesquisa, quando não vinculada às instituições de ensino, ou, quando</p><p>efetivada fora dos sistemas de ensino, que não vise, precipuamente, ao</p><p>aprimoramento de sua qualidade ou à sua expansão;</p><p>II - subvenção a instituições públicas ou privadas de caráter assistencial,</p><p>desportivo ou cultural;</p><p>III - formação de quadros especiais para a administração pública, sejam</p><p>militares ou civis, inclusive diplomáticos;</p><p>IV - programas suplementares de alimentação, assistência médico-</p><p>odontológica, farmacêutica e psicológica, e outras formas de assistência social;</p><p>V - obras de infraestrutura, ainda que realizadas para beneficiar direta ou</p><p>indiretamente a rede escolar;</p><p>VI - pessoal docente e demais trabalhadores da educação, quando em desvio</p><p>de função ou em atividade alheia à manutenção e desenvolvimento do ensino.</p><p>Art. 72. As receitas e despesas com manutenção e desenvolvimento do ensino</p><p>serão apuradas e publicadas nos balanços do Poder Público, assim como nos</p><p>relatórios a que se refere o § 3º do art. 165 da Constituição Federal.</p><p>Art. 73. Os órgãos fiscalizadores examinarão, prioritariamente, na prestação de</p><p>contas de recursos públicos, o cumprimento do disposto no art. 212 da Constituição</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art165%C2%A73</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art212</p><p>78</p><p>Federal, no art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias e na legislação</p><p>concernente.</p><p>Art. 74. A União, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os</p><p>Municípios, estabelecerá padrão mínimo de oportunidades educacionais para o</p><p>ensino fundamental, baseado no cálculo do custo mínimo por aluno, capaz de</p><p>assegurar ensino de qualidade.</p><p>Parágrafo único. O custo mínimo de que trata este artigo será calculado pela</p><p>União ao final de cada ano, com validade para o ano subsequente, considerando</p><p>variações regionais no custo dos insumos e as diversas modalidades de ensino.</p><p>Art. 75. A ação supletiva e redistributiva da União e dos Estados será exercida</p><p>de modo a corrigir, progressivamente, as disparidades de acesso e garantir o padrão</p><p>mínimo de qualidade de ensino.</p><p>§ 1º A ação a que se refere este artigo obedecerá a fórmula de domínio público</p><p>que inclua a capacidade de atendimento e a medida do esforço fiscal do respectivo</p><p>Estado, do Distrito Federal ou do Município em favor da manutenção e do</p><p>desenvolvimento do ensino.</p><p>§ 2º A capacidade de atendimento de cada governo será definida pela razão</p><p>entre os recursos de uso constitucionalmente obrigatório na manutenção e</p><p>desenvolvimento do ensino e o custo anual do aluno, relativo ao padrão mínimo de</p><p>qualidade.</p><p>§ 3º Com base nos critérios estabelecidos nos §§ 1º e 2º, a União poderá fazer</p><p>a transferência direta de recursos a cada estabelecimento de ensino, considerado o</p><p>número de alunos que efetivamente frequentam a escola.</p><p>§ 4º A ação supletiva e redistributiva não poderá ser exercida em favor do</p><p>Distrito Federal, dos Estados e dos Municípios se estes oferecerem vagas, na área de</p><p>ensino de sua responsabilidade, conforme o inciso VI do art. 10 e o inciso V do art. 11</p><p>desta Lei, em número inferior à sua capacidade de atendimento.</p><p>Art. 76. A ação supletiva e redistributiva prevista no artigo anterior ficará</p><p>condicionada ao efetivo cumprimento pelos Estados, Distrito Federal e Municípios do</p><p>disposto nesta Lei, sem prejuízo de outras prescrições legais.</p><p>Art. 77. Os recursos públicos serão destinados às escolas públicas, podendo</p><p>ser dirigidos a escolas comunitárias, confessionais ou filantrópicas que:</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art212</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#adctart60</p><p>79</p><p>I - comprovem finalidade não-lucrativa e não distribuam resultados, dividendos,</p><p>bonificações, participações ou parcela de seu patrimônio sob nenhuma forma ou</p><p>pretexto;</p><p>II - apliquem seus excedentes financeiros em educação;</p><p>III - assegurem a destinação de seu patrimônio a outra escola comunitária,</p><p>filantrópica ou confessional, ou ao Poder Público, no caso de encerramento de suas</p><p>atividades;</p><p>IV - prestem contas ao Poder Público dos recursos recebidos.</p><p>§ 1º Os recursos de que trata este artigo poderão ser destinados a bolsas de</p><p>estudo para a educação básica, na forma da lei, para os que demonstrarem</p><p>insuficiência de recursos, quando houver falta de vagas e cursos regulares da rede</p><p>pública de domicílio do educando, ficando o Poder Público obrigado a investir</p><p>prioritariamente na expansão da sua rede local.</p><p>§ 2º As atividades universitárias de pesquisa e extensão poderão receber apoio</p><p>financeiro do Poder Público, inclusive mediante bolsas de estudo.</p><p>TÍTULO VIII</p><p>Das Disposições Gerais</p><p>Art. 78. O Sistema de Ensino da União, com a colaboração das agências</p><p>federais de fomento à cultura e de assistência aos índios, desenvolverá programas</p><p>integrados de ensino e pesquisa, para oferta de educação escolar bilíngue e</p><p>intercultural aos povos indígenas, com os seguintes objetivos:</p><p>I - proporcionar aos índios, suas comunidades e povos, a recuperação de suas</p><p>memórias históricas; a reafirmação de suas identidades étnicas; a valorização de suas</p><p>línguas e ciências;</p><p>II - garantir aos índios, suas comunidades e povos, o acesso às informações,</p><p>conhecimentos técnicos e científicos da sociedade nacional e demais sociedades</p><p>indígenas e não-índias.</p><p>Art. 79. A União apoiará técnica e financeiramente os sistemas de ensino no</p><p>provimento da educação intercultural às comunidades indígenas, desenvolvendo</p><p>programas integrados de ensino e pesquisa.</p><p>§ 1º Os programas serão planejados com audiência das comunidades</p><p>indígenas.</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>80</p><p>§ 2º Os programas a que se refere este artigo, incluídos nos Planos Nacionais</p><p>de Educação, terão os seguintes objetivos:</p><p>I - fortalecer as práticas socioculturais e a língua materna de cada comunidade</p><p>indígena;</p><p>II - manter programas de formação de pessoal especializado, destinado à</p><p>educação escolar nas comunidades indígenas;</p><p>III - desenvolver currículos e programas específicos, neles incluindo os</p><p>conteúdos culturais correspondentes às respectivas comunidades;</p><p>IV - elaborar e publicar sistematicamente material didático específico e</p><p>diferenciado.</p><p>§ 3º No que se refere à educação superior, sem prejuízo de outras ações, o</p><p>atendimento aos povos indígenas efetivar-se-á, nas universidades públicas e</p><p>privadas, mediante a oferta de ensino e de assistência estudantil, assim como de</p><p>estímulo à pesquisa e desenvolvimento de programas especiais. (Incluído pela Lei nº</p><p>12.416, de 2011)</p><p>Art. 79-A. (VETADO) (Incluído pela Lei nº 10.639, de 9.1.2003)</p><p>Art. 79-B. O calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro como ‘Dia</p><p>Nacional da Consciência Negra’. (Incluído pela Lei nº 10.639, de 9.1.2003)</p><p>Art. 80. O Poder Público incentivará o desenvolvimento e a veiculação de</p><p>programas de ensino a distância, em todos os níveis e modalidades de ensino, e de</p><p>educação continuada. (Regulamento) (Regulamento)</p><p>§ 1º A educação a distância, organizada com abertura e regime especiais, será</p><p>oferecida por instituições especificamente credenciadas pela União.</p><p>§ 2º A União regulamentará os requisitos para a realização de exames e</p><p>registro de diploma relativos a cursos de educação a distância.</p><p>§ 3º As normas para produção, controle e avaliação de programas de</p><p>educação</p><p>a distância e a autorização para sua implementação, caberão aos respectivos</p><p>sistemas de ensino, podendo haver cooperação e integração entre os diferentes</p><p>sistemas. (Regulamento)</p><p>§ 4º A educação a distância gozará de tratamento diferenciado, que incluirá:</p><p>I - custos de transmissão reduzidos em canais comerciais de radiodifusão</p><p>sonora e de sons e imagens e em outros meios de comunicação que sejam explorados</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12416.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12416.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/2003/Mv03-03.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.639.htm#art79a</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.639.htm#art79a</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Decreto/D5622.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Decreto/D9057.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2001/D3860.htm</p><p>81</p><p>mediante autorização, concessão ou permissão do poder público; (Redação dada pela</p><p>Lei nº 12.603, de 2012)</p><p>II - concessão de canais com finalidades exclusivamente educativas;</p><p>III - reserva de tempo mínimo, sem ônus para o Poder Público, pelos</p><p>concessionários de canais comerciais.</p><p>Art. 81. É permitida a organização de cursos ou instituições de ensino</p><p>experimentais, desde que obedecidas as disposições desta Lei.</p><p>Art. 82. Os sistemas de ensino estabelecerão as normas de realização de</p><p>estágio em sua jurisdição, observada a lei federal sobre a matéria. (Redação dada</p><p>pela Lei nº 11.788, de 2008)</p><p>Parágrafo único. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.788, de 2008)</p><p>Art. 83. O ensino militar é regulado em lei específica, admitida a equivalência</p><p>de estudos, de acordo com as normas fixadas pelos sistemas de ensino.</p><p>Art. 84. Os discentes da educação superior poderão ser aproveitados em</p><p>tarefas de ensino e pesquisa pelas respectivas instituições, exercendo funções de</p><p>monitoria, de acordo com seu rendimento e seu plano de estudos.</p><p>Art. 85. Qualquer cidadão habilitado com a titulação própria poderá exigir a</p><p>abertura de concurso público de provas e títulos para cargo de docente de instituição</p><p>pública de ensino que estiver sendo ocupado por professor não concursado, por mais</p><p>de seis anos, ressalvados os direitos assegurados pelos artigos 41 da Constituição</p><p>Federal e 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.</p><p>Art. 86. As instituições de educação superior constituídas como universidades</p><p>integrar-se-ão, também, na sua condição de instituições de pesquisa, ao Sistema</p><p>Nacional de Ciência e Tecnologia, nos termos da legislação específica.</p><p>TÍTULO IX</p><p>Das Disposições Transitórias</p><p>Art. 87. É instituída a Década da Educação, a iniciar-se um ano a partir da</p><p>publicação desta Lei.</p><p>§ 1º A União, no prazo de um ano a partir da publicação desta Lei, encaminhará,</p><p>ao Congresso Nacional, o Plano Nacional de Educação, com diretrizes e metas para</p><p>os dez anos seguintes, em sintonia com a Declaração Mundial sobre Educação para</p><p>Todos.</p><p>§ 2º (Revogado). (Redação dada pela lei nº 12.796, de 2013)</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12603.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12603.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11788.htm#art20</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11788.htm#art20</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11788.htm#art22</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11788.htm#art20</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art41</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art41</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#adctart19</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>82</p><p>§ 3º O Distrito Federal, cada Estado e Município, e, supletivamente, a União,</p><p>devem: (Redação dada pela Lei nº 11.330, de 2006)</p><p>I - (revogado); (Redação dada pela lei nº 12.796, de 2013)</p><p>a) (Revogado) (Redação dada pela Lei nº 11.274, de 2006)</p><p>b) (Revogado) (Redação dada pela Lei nº 11.274, de 2006)</p><p>c) (Revogado) (Redação dada pela Lei nº 11.274, de 2006)</p><p>II - prover cursos presenciais ou a distância aos jovens e adultos</p><p>insuficientemente escolarizados;</p><p>III - realizar programas de capacitação para todos os professores em exercício,</p><p>utilizando também, para isto, os recursos da educação a distância;</p><p>IV - integrar todos os estabelecimentos de ensino fundamental do seu território</p><p>ao sistema nacional de avaliação do rendimento escolar.</p><p>§ 4º (Revogado). (Redação dada pela lei nº 12.796, de 2013)</p><p>§ 5º Serão conjugados todos os esforços objetivando a progressão das redes</p><p>escolares públicas urbanas de ensino fundamental para o regime de escolas de tempo</p><p>integral.</p><p>§ 6º A assistência financeira da União aos Estados, ao Distrito Federal e aos</p><p>Municípios, bem como a dos Estados aos seus Municípios, ficam condicionadas ao</p><p>cumprimento do art. 212 da Constituição Federal e dispositivos legais pertinentes</p><p>pelos governos beneficiados.</p><p>Art. 87-A. (VETADO). (Incluído pela lei nº 12.796, de 2013)</p><p>Art. 88. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios adaptarão sua</p><p>legislação educacional e de ensino às disposições desta Lei no prazo máximo de um</p><p>ano, a partir da data de sua publicação. (Regulamento) (Regulamento)</p><p>§ 1º As instituições educacionais adaptarão seus estatutos e regimentos aos</p><p>dispositivos desta Lei e às normas dos respectivos sistemas de ensino, nos prazos</p><p>por estes estabelecidos.</p><p>§ 2º O prazo para que as universidades cumpram o disposto nos incisos II e III</p><p>do art. 52 é de oito anos.</p><p>Art. 89. As creches e pré-escolas existentes ou que venham a ser criadas</p><p>deverão, no prazo de três anos, a contar da publicação desta Lei, integrar-se ao</p><p>respectivo sistema de ensino.</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11330.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11274.htm#art4</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11274.htm#art4</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11274.htm#art4</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art212</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2207.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2306.htm</p><p>83</p><p>Art. 90. As questões suscitadas na transição entre o regime anterior e o que se</p><p>institui nesta Lei serão resolvidas pelo Conselho Nacional de Educação ou, mediante</p><p>delegação deste, pelos órgãos normativos dos sistemas de ensino, preservada a</p><p>autonomia universitária.</p><p>Art. 91. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.</p><p>Art. 92. Revogam-se as disposições das Leis nºs 4.024, de 20 de dezembro de</p><p>1961, e 5.540, de 28 de novembro de 1968, não alteradas pelas Leis nºs 9.131, de 24</p><p>de novembro de 1995 e 9.192, de 21 de dezembro de 1995 e, ainda, as Leis nºs</p><p>5.692, de 11 de agosto de 1971 e 7.044, de 18 de outubro de 1982, e as demais leis</p><p>e decretos-lei que as modificaram e quaisquer outras disposições em contrário.</p><p>Brasília, 20 de dezembro de 1996; 175º da Independência e 108º da República.</p><p>FERNANDO HENRIQUE CARDOSO</p><p>Paulo Renato Souza</p><p>Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 23.12.1996.</p><p>8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>ALTHAUS, Maiza Taques Margraf. Ação</p><p>Didática no Ensino Superior: A Docência</p><p>em Discussão. Rev. Teoria e Prática da Educação, v.7, n.1., p.101-106, jan./abr.</p><p>2004. Disponível em:. Acessado em 11/11/2020.</p><p>ALVES, F.; MACIEL, C. 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E pensando a prática pedagógica concreta,</p><p>articulada com a perspectiva de transformação social, que emergirá uma</p><p>nova configuração para a Didática (CANDAU, 2002, p. 14).</p><p>Os adeptos do movimento da chamada Escola Nova ou escola renovada se</p><p>apresentaram criticamente, contestando e se contrapondo às concepções que</p><p>apoiavam essa escola considerada por eles como antiga, e advogando em favor de</p><p>uma pedagogia decorrente de escolas pautadas “[...] em uma experiência aberta, em</p><p>termos de programas e métodos, mas centrada em torno do ideal de uma “atividade</p><p>espontânea, pessoal e produtiva” (CASTRO, 1991, p. 20)</p><p>Sobre a trajetória histórica da didática como disciplina ou sistema de</p><p>conhecimento nas instituições de formação de professores no Brasil, pode-se dizer</p><p>que esta ocorreu durante a reforma no Rio de Janeiro em 1847, quando o currículo</p><p>Escola Normal se fundiu com o Liceu Provincial. Devido a essa trajetória histórica do</p><p>método de ensino brasileiro e às tentativas dos teóricos de discutir suas</p><p>características básicas em detrimento da capacidade de ensino, define-se que sua</p><p>identidade primaria foi constituída de forma instrumental.</p><p>De acordo com Villela (2007, p. 110) com tal fusão, surgiu a possibilidade de</p><p>“[...] uma formação diversificada para professores de ensino preliminar e de ensino</p><p>médio”, com a inserção no currículo da cadeira de “Religião do Estado e Didática”,</p><p>entre outras. “O curso tornava-se seriado e já há uma graduação de disciplinas em</p><p>função do nível a que os futuros professores se destinavam. Surge o termo ‘Didática’</p><p>pela primeira vez e disciplinas novas [...]” (VILLELA, 2007, p. 111).</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>11</p><p>Damis (1988), afirma que, a educação sempre esteve a serviço da produção</p><p>da sobrevivência humana. Os contextos foram e são formados conforme as</p><p>necessidades de desenvolvimento e das ações humanas para essa transformação.</p><p>No caso específico da Didática, que é uma disciplina pedagógica fundamentalmente</p><p>criada para elaborar um método universal que possibilitasse ensinar tudo a todos, sua</p><p>contribuição não está no fato da análise dos seus conteúdos técnicos e sim na sua</p><p>relação com a prática social e a necessidade de cada momento histórico. Essa</p><p>corrente teórica recebe apoio de Libâneo, (1994, p.21) que ressalta as influências</p><p>educacionais e didáticas como fatores fundamentais das desigualdades entre os</p><p>homens, sendo o contexto socio-histórico da comunidade um traço fundamental no</p><p>desenvolvimento dos atos coletivos que contribui na politização da prática educativa.</p><p>Se o termo e a cadeira da “didática” apareceu em 1847, o conteúdo da doutrina</p><p>está relacionado ao treinamento de professores ou como afirmou Saviani (2006), com</p><p>a formação Didática dos professores, data de 1827, a partir da Lei das Escolas de</p><p>Primeiras Letras. De acordo com Saviani (2006, p. 3): É na Lei das escolas de</p><p>primeiras letras, promulgada em 15 de outubro de 1827, que essa preocupação</p><p>aparecerá pela primeira vez. Ao determinar que o ensino, nessas escolas, deveria ser</p><p>desenvolvido pelo método mútuo, a referida lei estipula, no artigo 4º, que os</p><p>professores deverão ser treinados neste método, às próprias custas, nas capitais das</p><p>respectivas províncias. Portanto, está colocada aí a exigência de preparo didático,</p><p>embora não se faça referência propriamente à questão pedagógica.</p><p>Portanto, é certo que, mesmo sob outro título, a didática já aparecia no currículo</p><p>das escolas normais. Com o surgimento da primeira escola normal no Brasil, em 1835,</p><p>os saberes docentes da escola normal foram reduzidos à pesquisa, atribuindo-se um</p><p>método, a saber, o método de ensino mútuo, supervisor ou Lancaster. No Brasil,</p><p>experimentos com o novo método possuíam “[...] como característica principal o fato</p><p>de utilizar os próprios alunos como auxiliares do professor” (FARIA FILHO, 2011, p.</p><p>141), este sendo aplicado inicialmente em corporações de âmbito militar.</p><p>Para Bastos (1997, p. 127), “essa preferência evidencia uma aproximação entre</p><p>a disciplina e a ordem exigida e adotada pelo método, nas duas instituições: militar e</p><p>escolar”. Ainda segundo Bastos (1997, p. 133), “o método mútuo é uma etapa da</p><p>história da instrução pública e das escolas de primeiras letras no Brasil, como parte</p><p>do processo de incorporação das modernidades dos países centrais, em fase de</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>12</p><p>industrialização e, consequente, formação de cidadãos adaptados à essa realidade.</p><p>A difusão da instrução elementar às massas trabalhadoras exigia a racionalização do</p><p>ato pedagógico: pela rapidez em ensinar, pelo baixo custo, pela disciplina e ordem,</p><p>pelo uso de poucos professores e vários alunos-mestres. ”</p><p>Segundo Faria Filho esse método visava três vantagens que são:</p><p>1. Abreviar o tempo necessário para a educação das crianças;</p><p>2. Diminuir as despesas das escolas;</p><p>3. Generalizar a instrução necessária às classes inferiores da</p><p>sociedade, (FARIA FILHO, 2011, p. 141).</p><p>Candau (1983, p. 5) afirma que existiram diferentes abordagens didáticas, e a</p><p>mesma autora define duas como principais, que são: humanista, a qual teria</p><p>predominado de 1945 a 1960, e a tecnicista, predominado entre1960 e 1968. Já a</p><p>partir da década de 1970, a “Didática é concebida como estratégia para o alcance dos</p><p>“produtos” previstos para o processo de ensino-aprendizagem” (CANDAU, 1983, p.</p><p>6).</p><p>Para Libâneo (1994, p. 40), de acordo com o contexto do movimento da década</p><p>de oitenta, os "métodos de uma pedagogia crítico-social dos conteúdos não partem,</p><p>então, de um saber artificial, depositado a partir de fora, nem do saber espontâneo",</p><p>mas de uma relação direta com a experiência do aluno, confrontada com o saber</p><p>trazido de fora, em que o professor valoriza os conhecimentos adquiridos</p><p>anteriormente e parte desses conhecimentos para novas aprendizagens.</p><p>Quando voltamos os olhares para o ensino superior, Garcia (1995, p. 78),</p><p>afirma que: [...] a Didática surgiu como curso e disciplina escolar com a organização</p><p>da Faculdade Nacional de Filosofia (FNFi), pelo Decreto lei N. 1. 190 de 4 de abril de</p><p>1939 [...] A FNFi foi organizada compreendendo quatro seções fundamentais:</p><p>Filosofia, Ciência, Letras e Pedagogia, sendo que a cada seção poderiam</p><p>corresponder um ou mais cursos; e uma seção especial de Didática à qual</p><p>correspondia o curso de Didática, com a duração de um ano, abrangendo as seguintes</p><p>disciplinas responsáveis pela totalidade da formação pedagógica do candidato à</p><p>licenciatura: Didática Geral, Didática Especial, Psicologia Educacional, Administração</p><p>Escolar, Fundamentos Biológicos da Educação e Fundamentos Sociológicos da</p><p>Educação.</p><p>O ensino superior é relevante porque, dado o tipo, a abrangência e o ritmo da</p><p>sociedade, esta tende cada vez mais a ser sustentada pelo conhecimento. Segundo</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>13</p><p>Aquino e Puentes (2011), a sociedade atual tem vislumbrado na ciência o alcance de</p><p>melhores condições de vida, razão pelo qual busca no ensino superior</p><p>e na pesquisa</p><p>o desenvolvimento cultural, socioeconômico e ecologicamente sustentável da</p><p>humanidade.</p><p>No final do século XX e início do século XXI, estudiosos e pesquisadores da</p><p>área expressavam preocupações com a teoria didática, principalmente em nossa</p><p>educação básica atual, ou seja, a necessidade de “[...] repensar a “razão-teórica” e a</p><p>“razão-prática” da Didática para o alcance de um fazer-didático que nos liberte da</p><p>abstração-pedagógica e do obscurantismo cultural tão evidente em seus conteúdos</p><p>programáticos”, o que, segundo a autora, será possível acrescentando “à teoria</p><p>Didática a dimensão político-social” (CANDAU, 2001, p. 46). No século XXI, com o</p><p>rápido desenvolvimento da tecnologia e a ampla disseminação do conhecimento, a</p><p>sociedade descobriu que seu campo educacional mudou novamente. O que se</p><p>questiona hoje é a formação de professores do ensino superior, seus conhecimentos</p><p>e uso relativos a didática, ou qual é a sua finalidade em uma sociedade que visa</p><p>primordialmente o conhecimento.</p><p>3.2 A didática no ensino superior</p><p>Fonte: pixabay.com</p><p>Para atender às atuais necessidades de modernização, as universidades</p><p>devem ter em seu corpo docente um número suficiente de educadores com</p><p>características de metodologia científica, que tenham as habilidades necessárias: a</p><p>capacidade de planejar, executar e avaliar de forma planejada.</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>14</p><p>Corroborando com esta afirmação Berbel, 1994, cita que, há anos, várias</p><p>instituições têm se dedicado a formação continuada de professores. O primeiro órgão</p><p>no Brasil a voltado a assessoria pedagógica do docente universitário foi o Laboratório</p><p>de Ensino Superior da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio</p><p>Grande do Sul (BERBEL, 1994).</p><p>Os educadores das instituições de nível superior devem compreender a</p><p>disciplina a que se aplica, devendo ser versátil e abrangente na área do conhecimento,</p><p>permanentemente aberto à pesquisa e atualização de conhecimentos em sua área de</p><p>ensino. Os professores de faculdades e universidades deveram estar atentos ao que</p><p>acontece em sala de aula, como os alunos adquirem o conhecimento daquilo que está</p><p>sendo ensinado, como organizar o espaço e o tempo e qual a estratégia de</p><p>intervenção mais adequada no ensino e na aprendizagem.</p><p>Segundo ALTHAUS (2004), a ação didática no ensino superior é pautada pelas</p><p>tensões enfrentadas no cotidiano universitário e consolida-se pelo o que é inerente à</p><p>extensão: “A autêntica ação de estender o conhecimento, via extensão universitária,</p><p>operacionaliza-se por meio de umas práxis dialética (mediadora entre universidade-</p><p>sociedade-universidade) de produção / reprodução crítica do conhecimento” (RAYS,</p><p>2003, p.3). RIBAS (2000 p. 62) define que “a prática pedagógica só se aperfeiçoa, por</p><p>quem a realiza, a partir de sua história de vida e saberes de referência, das</p><p>experiências e aspirações” e que “é na prática e na reflexão sobre ela que o professor</p><p>consolida ou revê ações, encontra novas bases e descobre novos conhecimentos”.</p><p>Por sua vez Perrenoud quando fala da capacitação da didática, este diz que:</p><p>por isso, é preciso limitar-se ao fato de que os professores saibam razoavelmente</p><p>mais que seus alunos, que não descubram o saber a ser ensinado na véspera de sua</p><p>aula e que o dominem suficientemente para não se sentirem em dificuldade ante o</p><p>menor problema imprevisto (...). Quanto mais avançamos rumo a didáticas</p><p>sofisticadas, pedagogias diferenciadas e construtivistas, mais esperamos que o</p><p>professor tenha domínio dos conteúdos que lhe permita não só planejar e ministrar</p><p>cursos, mas também partir das perguntas dos alunos, de seus projetos e intervir na</p><p>regulação de situações de ensino-aprendizagem que podem ser muito menos</p><p>planejadas que uma sucessão de lições (...). Em suma, a aparente evidência de que</p><p>“deve saber o que ensina” abrange uma grande diversidade de representações quanto</p><p>à extensão dos saberes a dominar, à natureza desse domínio, com relação ao saber</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>15</p><p>que ele envolve e aos seus vínculos com a transposição didática. (PERRENOUD,</p><p>2001, p.16,17).</p><p>De acordo com D’Ávila, o objeto da didática é a mediação didática e a mediação</p><p>cognitiva.</p><p>A mediação cognitiva pressupõe uma mediação de caráter externo, a</p><p>mediação didática. A relação com o saber é, portanto, duplamente mediada:</p><p>uma mediação de ordem cognitiva e uma outra de natureza didática. A</p><p>mediação cognitiva se constitui com base no desejo de saber, de aprender.</p><p>A mediação didática se constitui como sistema de regulação (que organiza e</p><p>concede forma) na determinação de uma estrutura exterior e como</p><p>modalidade de ação que procura tornar esse objeto desejável ao sujeito. É,</p><p>pois, na mediação da mediação que a ação didática ganha corpo e se</p><p>constitui como meio de intervenção de natureza didática (D’ÁVILA, 2012, p.</p><p>19).</p><p>No ensino-aprendizagem das universidades, a inter-relação entre docente e</p><p>estudante deveram estar implícitas e bem coordenadas de forma que existam</p><p>métodos de ensino que funcionem como ferramenta de interfaces entre os dois lados.</p><p>Nóvoa, 1991, defende que, a formação tanto do professor quanto a do aluno para</p><p>quem ele leciona deve ser encarada como um processo permanente, integrado no</p><p>dia-a-dia. As instituições de ensino superior precisam ampliar as ofertas de cursos de</p><p>especialização na área pedagógica, para contemplar um número maior de</p><p>professores. Para possibilitar a formação contínua, propor projetos pedagógicos que</p><p>envolvam os docentes em grupos de estudos na busca de reflexão sobre o corpo</p><p>docente (NÓVOA, 1991).</p><p>De acordo com MESQUITA ([S.D.]) “a didática está ligada com o processo</p><p>ensino aprendizagem, no qual, professor e aluno, devem estabelecer uma relação</p><p>muito boa para que a mesma surta um efeito esperado, podendo assim acontecer</p><p>uma troca de ideias que favoreça e desenvolvimento intelectual de ambos, uma vez,</p><p>que na educação há uma interação de conhecimentos entre todos, se utilizando dos</p><p>meios educacionais de acordo com as necessidades da clientela atendida e de uma</p><p>avaliação de qualidade”.</p><p>Com relação aos citados acima Perrenoud diz que:</p><p>Ensinar é fazer parte de um sistema e trabalhar em diversos níveis. Durante</p><p>muito tempo, a cultura individualista dos professores incitou-os a considerar</p><p>que seu ambiente começava na porta de sua sala de aula. Todavia, a</p><p>complexidade atual obriga a tratá-los como membros de um grupo com um</p><p>papel coletivo e a questionar seus hábitos e suas competências no espaço</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>16</p><p>da equipe, do estabelecimento de ensino e da coletividade local, bem como</p><p>no espaço propriamente pedagógico e didático. (PERRENOUD, 2001, p. 57).</p><p>A conjuntura deste processo somente se dará de forma correta no momento</p><p>em que a didática estiver presente. A autora Amaral diz que:</p><p>“Diferentemente do que se propõe no ensino de alguma coisa, não temos aí</p><p>o problema da especificidade do saber, delimitada em bases epistemológicas:</p><p>delineia-se, com base no diferente, o que perpassa todas as situações. O</p><p>papel da Didática, no caso, é o de percorrer os diferentes campos,</p><p>auscultando as diferentes experiências, para levantar as semelhanças e</p><p>promover o enriquecimento do próprio campo e dos outros campos.”. (2000,</p><p>p.143).</p><p>Contudo, com relação a didática, o autor Gil alerta que:</p><p>(...). Muitos professores universitários exercem duas atividades: a de</p><p>profissional de determinada área e a de docente, com predominância da</p><p>primeira. Por essa razão tendem a conferir menos atenção às questões de</p><p>natureza didática (...). (GIL, 2010, p.5).</p><p>Com os levantamentos que são realizados ao longo dos cursos fica claro as</p><p>deficiências na formação do professor universitário. É comum que a maioria das</p><p>críticas nestes cursos em relação aos professores refere-se à falta de didática,</p><p>por</p><p>essa razão muitos professores vêm realizando cursos de didática do ensino superior</p><p>(BORBA; SILVA, [S.D.]). Dando força ao pensamento de Gil, Borba e Silva, a Lei nº</p><p>9.394/96 em seu artigo 65, afirma que em se tratando da educação superior o</p><p>profissional é dispensado de um maior preparo educacional.</p><p>Art. 65. A formação docente, exceto para a educação superior, incluirá prática</p><p>de ensino de, no mínimo, trezentas horas.</p><p>Cavalcanti e Nunes, afirmam que, é importante que as Universidades e</p><p>Faculdades incentivem a formação continuada dos docentes, para que assim eles</p><p>possam ter uma didática motivadora para o aprendizado de seu alunado</p><p>(CAVALCANTI; NUNES, 2010). Desta forma os autores dão a entender que faz se</p><p>necessário uma atualização por parte dos educadores universitários.</p><p>Observando a indicação da Lei nº 9.394/96 entende-se que esta corrobora com</p><p>a afirmação de Gil (2010, p.5), mas que muito está sendo feito em relação ao professor</p><p>de nível superior e a didática de ensino, sendo constatadas mudanças significativas</p><p>no setor. Segundo BORBA e SILVA ([S.D.]): “Quando nos referimos às necessidades</p><p>dos estudos didáticos dirigidos ao ensino de nível superior, a sua aplicação e</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>17</p><p>investigação aos problemas pedagógicos deve levar cada docente a fazer uma</p><p>autocrítica e a tomar consciência de suas responsabilidades, e principalmente buscar</p><p>a melhor forma de desempenhar suas funções e por sua vez fazer experiências</p><p>pedagógicas que vise aperfeiçoar os diversos tipos de atividades que caracterizam</p><p>tais funções, em particular podemos citar as voltadas à sistematização e transmissão</p><p>do conhecimento, sem deixar em segundo plano ou de lado as responsabilidades</p><p>propriamente educativas.”</p><p>Pimenta e Anastasiou confirmam a busca pela qualidade de ensino do</p><p>professor universitário em relação a didática.</p><p>(...) constata-se nos meios educativos dos países mais avançados, um</p><p>crescimento da preocupação com a formação e o desenvolvimento</p><p>profissional de professores universitários e com as inovações no campo da</p><p>didática (...). Também se nota que a preocupação com a qualidade dos</p><p>resultados do ensino superior (...) aponta para a importância da preparação</p><p>no campo específico e no campo pedagógico de seus docentes. (PIMENTA</p><p>e ANASTASIOU, 2010, p.37,38).</p><p>O professor universitário não é apenas um especialista, um conhecedor em</p><p>determinado assunto, mas também uma pessoa criativa que se desenvolve através</p><p>da análise de cada situação educacional e sua prática docente, pois as atividades</p><p>referentes a didática e o ensino são primordiais para a correta execução das tarefas.</p><p>É importante salientar que: “a didática, quando utilizada do ponto de vista da</p><p>relação sociedade-educação, onde a prática da educação é reconhecida como</p><p>intencional e que busca a emancipação do indivíduo, ou seja, contribui para o</p><p>exercício da cidadania, para a convivência social, é fundamental na formação do</p><p>educador, porém quando reduzida apenas como um subsídio metodológico ela pode</p><p>representar um perigo, já que nessa prática o educador sempre reflete uma ideologia,</p><p>e se ele não está consciente acaba reproduzindo a ideologia dominante que prepara</p><p>o indivíduo apenas para um mercado de trabalho altamente excludente.” (ARAÚJO et</p><p>all., [S.D.]). Portanto, os professores universitários devem possuir algumas qualidades</p><p>que são:</p><p> Preparação: saber fazer um planejamento correto do material bem como</p><p>sua apresentação ao aluno.</p><p> Organização: educadores que trabalham em diversas salas devem manter</p><p>uma organização de aula.</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>18</p><p> Adaptação e socialização: através do andamento de aula, diversos</p><p>fatores podem ocorrer e mudar o rumo do que está sendo apresentado ao</p><p>aluno cabe ao educador saber se adaptar a este momento, bem como uma</p><p>facilidade para se comunicar com os discentes.</p><p> Novas tecnologias: no campo educacional as tecnologias sempre estão</p><p>presentes, cabendo ao professor estar receptivo as novas tecnologias.</p><p> Tolerância e receptividade ao ouvir: demonstração de paciência em</p><p>empatia, aliados a uma aceitabilidade de críticas constroem um profissional</p><p>diferenciado.</p><p> Comprometimento: comprometidos com o dever de ensinar e com a</p><p>profissão.</p><p>Segundo Pimenta e Anastasiou:</p><p>A tarefa da didática é a de compreender o funcionamento do ensino em</p><p>situação, suas funções sociais, suas implicações estruturais; realizar uma</p><p>ação auto reflexiva como componente do fenômeno que estuda, porque é</p><p>parte integrante da trama de ensinar (...); por em relação e diálogo com outros</p><p>campos de conhecimentos construídos e em construção, numa perspectiva</p><p>multidisciplinar e interdisciplinar (...); proceder a constantes balanços críticos</p><p>do conhecimento produzido no seu campo (as técnicas, os métodos, as</p><p>teorias), para dele se apropriar, e criar novos diante das novas necessidades</p><p>que as situações de ensinar produzem. (PIMENTA e ANASTASIOU, 2010,</p><p>p.49).</p><p>É possível verificar a importância dos métodos de ensino na educação superior,</p><p>não bastando que o educador domine a disciplina, ele também precisa de métodos de</p><p>ensino que divulguem seus conhecimentos de forma transparente e concisa para que</p><p>os alunos aprendam melhor. Portanto, as faculdades e universidades devem prestar</p><p>atenção em determinado requisitos que o educador deverá ter, que são, o</p><p>conhecimento da matéria a ser dominado e bons métodos de ensino, a fim de que no</p><p>momento da contratação dos professores, estes possam estar adequados para</p><p>ensinar. A prática da didática necessita ser vivenciada pelos educadores e não</p><p>somente descrita como um importante instrumento pedagógico, desse modo</p><p>compreendemos que a utilização da didática assim como suas adequações na</p><p>sociedade do conhecimento é uma condição indispensável para a garantia de uma</p><p>boa educação (SANTO; LUZ, 2013).</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>19</p><p>4 METODOLOGIA DE ENSINO</p><p>Fonte: pixabay.com</p><p>Uma metodologia nada mais é do que atingir um determinado objetivo. A</p><p>origem do termo vem do latim “methodus” espalhando- se na educação como campo</p><p>de estudo da forma como o conhecimento é gerado. Os métodos de ensino incluem</p><p>todas os mecanismos que os professores usam para divulgar o conhecimento aos</p><p>estudantes. Cada educador possui sua metodologia que o facilita a encontrar a melhor</p><p>maneira de deixar motivados os estudantes de todas as idades, facilitando a</p><p>orientação no momento da aprendizagem. O comportamento docente na educação</p><p>formal leva o mesmo a decidir sobre questões que afetam diretamente a imagem do</p><p>estudante que deseja ser ativo na sociedade. A decisão inclui a definição deste</p><p>método de ensino que se deseja seguir visando nortear o aluno.</p><p>Castanho (2011) da força a esta análise crítica que intervém na prática</p><p>pedagógica explicando que, no momento em que se fala de técnicas de ensino e de</p><p>sugestões metodológicas é importante ter clareza sobre que força intrínseca a</p><p>educação escolar pode exercer, em que condições históricas e sob que formas</p><p>históricas pode contribuir, sem ilusão e sem abdicação, para a formação de uma</p><p>sociedade capaz de intervir em sua própria história (p. 97).</p><p>Anastasiou (2001) faz um resgate histórico da universidade brasileira, com a</p><p>abordagem de alguns elementos da trajetória metodológica, efetivada nos processos</p><p>de ensino, ocorridos ao longo da existência da universidade no Brasil. Destacam-se</p><p>na história a influência de modelos jesuíticos.</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>20</p><p>Conforme Anastasiou (2001), as técnicas de ensino utilizadas pelos jesuítas,</p><p>desenvolviam-se basicamente em dois momentos fundamentais, primeiro a leitura de</p><p>um texto e interpretação</p><p>pelo professor, análise de palavras e comparação com outros</p><p>autores e em um segundo momento, realizavam-se questionamentos entre alunos e</p><p>professores. Aos alunos, cabia realizar anotações e resoluções de exercícios para</p><p>fixação do conteúdo. A perspectiva do modelo jesuítico compreendeu o método</p><p>escolástico ou parisiense.</p><p>Anastasiou define os dois métodos da seguinte forma:</p><p> O método escolástico tinha por objetivo “a colocação exata e analítica</p><p>dos temas a serem estudados, clareza nos conceitos e definições,</p><p>argumentação precisa e sem digressões, expressão rigorosa, lógica e</p><p>silogística, em latim” ANASTASIOU (2001, p.2).</p><p> No método parisiense destaca-se a figura do professor como repassador</p><p>do conteúdo, com aulas expositivas seguida de exercícios a serem</p><p>resolvidos pelos alunos. A forma de avaliação, a aplicação de castigos,</p><p>o controle rígido dentro e fora de sala de aula, o aluno passivo e</p><p>obediente que memorizava ou decorava o conteúdo para as avaliações,</p><p>eram características deste sistema marcado pela rigidez do processo de</p><p>ensino-aprendizagem. Ainda hoje, muitos desses elementos estão</p><p>presentes no cotidiano das salas de aula (ANASTASIOU, 2001).</p><p>Quando se busca compreender e determinar os métodos básicos do processo</p><p>Educação, primeiramente devemos compreender os elementos específicos do</p><p>processo de ensino. Segundo Kubo e Botomé (2005), o processo de ensino-</p><p>aprendizagem é um sistema de interações comportamentais entre professores e</p><p>alunos, pois há os processos comportamentais atribuídos como “ensinar” e</p><p>“aprender”. Além disso, os autores salientam que a interdependência desses dois</p><p>conceitos é fundamental para compreender o que acontece, e seu entendimento e</p><p>percepção constitui algo essencial para o desenvolvimento dos trabalhos de</p><p>aprendizagem, de educação ou de ensino.</p><p>Corroborando como o tema, Veiga (2006), salienta que, no processo de ensino</p><p>é importante que o professor defina as estratégias e técnicas a serem utilizadas. Uma</p><p>estratégia de ensino é uma abordagem adaptada pelo professor que determina o uso</p><p>de informações, orienta a escolha dos recursos a serem utilizados, permite escolher</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>21</p><p>os métodos para a consecução de objetivos específicos e compreende o processo de</p><p>apresentação e aplicação dos conteúdos. Já as técnicas são componentes</p><p>operacionais dos métodos de ensino, têm caráter instrumental uma vez que</p><p>intermediam a relação entre professor e aluno, são favoráveis e necessárias no</p><p>processo de ensino-aprendizagem.</p><p>Neste caso, como intermediário da prática docente, o professor busca uma</p><p>forma de metodologia de ensino, estabelecendo assim os objetivos de ensino e</p><p>aprendizagem dos alunos. A metodologia e o método são realizados a partir da</p><p>seguinte ideia: A metodologia de ensino incorpora o que os professores acreditam ser</p><p>um método realista e significativo para os alunos, esta estrutura é necessária para a</p><p>aplicação das habilidades que irão complementar o processo para atingir o objetivo.</p><p>Segue logo abaixo a figura de conceito de metodologia de ensino.</p><p>Fonte: Altrão e Nez (2016)</p><p>Rays (1991) entende que, o método de ensino passa a ser, assim, um dos</p><p>elementos possíveis para a estruturação dos caminhos a serem percorridos pela ação</p><p>didática. Esses caminhos utilizarão em suas trajetórias diferentes procedimentos de</p><p>ensino, objetivando motivar e orientar o educando para a assimilação do saber</p><p>veiculado no processo escolar e na sua relação com os meios: natural, cultural,</p><p>socioeconômico etc. (RAYS,1991 p. 85).</p><p>Neste sentido o educador tem a necessidade de ficar atento em sua escolha</p><p>do melhor método que facilitara o caminho dos estudantes na aprendizagem.</p><p>Compreender o caminho/método, está intimamente ligado no momento de definição</p><p>Metodologia</p><p>de Ensino</p><p>Método-</p><p>Concepção</p><p>Técnica-</p><p>Forma</p><p>Objetivo</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>22</p><p>de sua metodologia de ensino, através da escolha correta, ocorre a ligação entre</p><p>currículo e realidade que tem como foco central o aluno.</p><p>Defendendo essa metodologia, Nunes, 1993, afirma que:</p><p>A “aplicação do método de ensino”, logo, diz: “A metodologia de ensino pode</p><p>ser entendida, então, como a aplicação dos princípios gerais de uma ciência,</p><p>traduzidos nos seus métodos de investigação nas situações de ensino.</p><p>Concretiza-se pela aplicação dos métodos de ensino em seus pressupostos</p><p>teóricos” (NUNES, 1993, p. 51).</p><p>Gil (2012, p. 94) por sua vez afirma que é necessária uma reflexão em relação</p><p>a falta de criatividade com que muitos educadores ainda planejam seus cursos</p><p>“simplesmente seguem os capítulos de um livro-texto, sem considerar o que é</p><p>realmente necessário que os alunos aprendam”, além disso, o autor destaca que</p><p>muitos professores também utilizam sempre os mesmos métodos de ensino e</p><p>procedimentos de avaliação, não acompanhando assim as mudanças e evoluções</p><p>que vêm ocorrendo.</p><p>Neste sentido, Araújo (2012), conclui que a metodologia de ensino está atrelada</p><p>ao que “pode e precisa ser feito” quanto à prática pedagógica, além disso, representa</p><p>o processo “[...] que viabiliza a veiculação dos conteúdos entre o professor e o aluno,</p><p>quando então manifesta a sua dimensão prática” (p. 27). Portanto, essa relação</p><p>professor-aluno marcada pela implementação de métodos de ensino mostra que o</p><p>planejamento do educador é necessário, e isso mostrará no decorrer do curso que</p><p>sua prática de ensino atingiu o objetivo.</p><p>4.1 Tipos de metodologias ativas de ensino</p><p>De acordo com Guimarães (2015), devido às inúmeras tecnologias que</p><p>desviam a atenção dos alunos, atraí-los é uma tarefa difícil para os professores do</p><p>ensino superior. Para resolver este problema, as Instituições de Ensino Superior,</p><p>estão buscando maneiras de ajudar o professor, através de programas de ensino que</p><p>envolvam o interesse do aluno em aprender.</p><p>Para Cohen (2017), uma metodologia ativa de aprendizagem:</p><p>Tem como premissa que apenas ver e ouvir um conteúdo de maneira apática</p><p>não é suficiente para absorvê-lo. O conteúdo e as competências devem ser</p><p>discutidos e experimentados até chegar ao ponto em que o aluno possa</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>23</p><p>dominar o assunto e falar a respeito com seus pares, e quem sabe até mesmo</p><p>ensiná-lo.</p><p>Neste sentido iremos elencar alguns métodos de ensino superior:</p><p>Para Oliveira e Araújo (2014), citados por Valente (2014), existem seis tipos</p><p>específicos de métodos ativos de aprendizagem:</p><p>1. Flipped classroom, ou sala de aula invertida, é o método de ensino</p><p>através do qual a lógica da organização de uma sala de aula é</p><p>invertida por completo, ou seja, primeiro os alunos estudam o</p><p>conteúdo curricular em casa, depois vão ao encontro de professores</p><p>e colegas para sanar as dúvidas e praticar os conhecimentos com</p><p>exercícios e estudos de casos.</p><p>2. Peer instruction, ou instrução pelos pares, criado em 1991 pelo</p><p>Professor Eric Mazur da Universidade de Harvard, nos EUA;</p><p>3. Problem based learning - PBL, ou aprendizagem baseada em</p><p>problema, criado no final da década de 60 na Faculdade de Medicina</p><p>da Universidade McMaster, na cidade de Hamilton, Canadá, e é</p><p>amplamente utilizado nas escolas de medicina e/ou de profissionais</p><p>da saúde, do Brasil;</p><p>4. Project based learning - PjBL, ou aprendizagem baseada em projeto,</p><p>que vem de uma tradição pedagógica inspirada pelo filósofo</p><p>americano John Dewey, segundo a qual os alunos aprendem melhor</p><p>a partir da experiência e da</p><p>resolução de problemas do mundo real;</p><p>5. Team based learning - TBL, ou aprendizagem baseada em equipe,</p><p>criado por Larry Michaelson, em 1970 na Universidade de Oklahoma,</p><p>EUA.</p><p>6. Case study, ou estudo de caso, surgiu em 1880, no curso de Direito</p><p>da universidade de Harvard, onde os estudantes passaram a</p><p>aprender melhor, estudando as decisões dos tribunais e não somente</p><p>os textos doutrinários.</p><p>4.2 Pirâmide de William Glasser</p><p>A Pirâmide de William Glasser propõe um método de aprendizagem novo e</p><p>mais eficaz, ou seja, este modelo faz parte da abordagem alternativa. A proposta é</p><p>aumentar ainda mais a participação do aluno para que ele se torne mais ativo em seu</p><p>próprio processo de aprendizagem. De acordo com o próprio criador do modelo, “ a</p><p>boa educação é aquela em que o professor pede para que seus alunos pensem e se</p><p>dediquem a promover um diálogo para promover a compreensão e o crescimento dos</p><p>estudantes” (GLASSER, 2017).</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>24</p><p>Figura da pirâmide de Glasser.</p><p>Fonte: comoestudar.com.br</p><p>A pirâmide de aprendizagem compara os resultados que foram absolvidos no</p><p>estudo da matéria de acordo com o método de aprendizagem. Este acontece da</p><p>seguinte maneira:</p><p> 10% quando lê;</p><p> 20% quando ouve;</p><p> 30% quando observa;</p><p> 50% quando vê e ouve;</p><p> 70% quando discute com outras pessoas;</p><p> 80% quando faz;</p><p> 95% quando ensina aos outros.</p><p>4.3 Estratégia sala de aula invertida – Flipped classroom</p><p>Sala de aula Invertida é um modelo de ensino que demonstra o conteúdo da</p><p>disciplina por meio de vídeos gravados pelos professores, sendo estes</p><p>disponibilizados vídeos aos alunos, geralmente utilizando ferramentas da Internet para</p><p>armazenamento. Desta forma, com o apoio da docente, as atividades</p><p>complementares propostas (tarefas), serão realizadas em grupo na sala de aula como</p><p>apoio do educador. Assim, com a ajuda de colegas e professores, os alunos têm a</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>25</p><p>oportunidade de esclarecer dúvidas e problemas, promovendo um ambiente de</p><p>aprendizagem colaborativo. Segue abaixo figura explicativa do modelo.</p><p>Fonte: ensinovirtualdequimica.blogspot.com</p><p>Fonte: www.ufjf.br</p><p>http://www.ufjf.br/</p><p>26</p><p>4.4 Aprendizagem baseada em projetos ou Project-Based Learning – PBL</p><p>Através de pesquisas de longa duração, o PBL aposta na construção de</p><p>conhecimentos para responder a questões, problemas ou desafios complexos.</p><p>Partindo desse problema inicial, os alunos participarão do processo de pesquisa,</p><p>elaboração de hipóteses, busca de recursos de informação e aplicação prática, até</p><p>que uma solução ou produto final seja encontrado. Segue abaixo figura explicativa do</p><p>modelo.</p><p>Fonte: myhubjundiai.com.br</p><p>As principais características dessa metodologia são (MASSON, MIRANDA,</p><p>MUNHO JR, & CASTANHEIRA, 2012):</p><p> O aluno é o ponto central do processo;</p><p> Desenvolve-se em grupos tutoriais;</p><p> Define-se por ser um processo ativo, cooperativo, integrado e</p><p>interdisciplinar e orientado para a aprendizagem do aluno.</p><p> Orientar e incentivar o aluno sobre o que ele sabe e do que precisa</p><p>estudar;</p><p> Incentivar o aluno a aprender, de fazer projetos em grupo, escutar</p><p>opiniões diferentes das suas;</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>27</p><p> Professor passa de transmissor do saber à um incentivador. O professor</p><p>define os objetivos da situação e incentiva os alunos a discutirem sobre</p><p>o tema, através de uma dinâmica em grupo, avaliando assim o aluno.</p><p>Neste contexto, os alunos devem:</p><p> Colaborar através de seu conhecimento na discussão;</p><p> Colaborar com grupo propondo soluções para eventuais problemas que</p><p>talvez comprometam o desempenho do projeto.</p><p>4.5 Peer instruction (PI)</p><p>Traduzido literalmente como "ensino entre pares", surgiu na década de 1990.</p><p>Após vários anos de observação do professor em sala de aula, com base nas</p><p>estatísticas de desempenho dos alunos do Curso Introdutório de Física da América</p><p>do Norte. Este modelo foi criado por Eric Mazur. Este modelo busca estimular a</p><p>interação social em sala de aula e ao mesmo tempo estimular o aprendizado fora da</p><p>sala de aula. Segue abaixo figura explicativa do modelo.</p><p>Fonte: www.researchgate.net</p><p>Conforme os autores Mazur e Somer (1997) e Crouch et al. (2007), o método</p><p>pode ser descrito em nove etapas:</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=Z9orbxoRofI</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>28</p><p> Etapa 1 – Apresentação oral sobre os elementos centrais de um dado</p><p>conceito ou teoria é feita por cerca de 20 minutos.</p><p> Etapa 2 - Uma pergunta conceitual, usualmente de múltipla escolha, é</p><p>colocada aos alunos sobre o conceito (teoria) apresentado na exposição</p><p>oral.</p><p> Etapa 3 - Os alunos têm entre um e dois minutos para pensarem</p><p>individualmente, e em silêncio, sobre a questão apresentada formulando</p><p>uma argumentação que justifique suas respostas.</p><p> Etapa 4 - Os alunos informam suas respostas ao professor.</p><p> Etapa 5 - De acordo com a distribuição de respostas, o professor pode</p><p>avançar para o passo seis (quando a frequência de acertos estiver entre</p><p>35% e 70%), ou diretamente para o passo nove (quando a frequência de</p><p>acertos for superior a 70%).</p><p> Etapa 6 - Os alunos discutem a questão com seus colegas por cerca de</p><p>dois minutos.</p><p> Etapa 7 - Os alunos votam (informam suas respostas ao professor)</p><p>novamente, de modo similar ao descrito no passo 4.</p><p> Etapa 8 - O professor tem um retorno sobre as respostas dos alunos</p><p>após as discussões e pode apresentar o resultado da votação para os</p><p>alunos.</p><p> Etapa 9 - O professor, então, explica a resposta da questão aos alunos</p><p>e pode apresentar uma nova questão sobre o mesmo conceito ou passar</p><p>ao próximo tópico da aula, voltando ao primeiro passo.</p><p>A partir desse conhecimento prévio, uma vez em sala de aula, os alunos podem</p><p>participar de um debate promovido pelo professor e responder a questões conceituais</p><p>com base nas dificuldades do grupo. Antes do final da reunião, o professor verificará</p><p>a precisão por meio de um teste planejado e determinará se o conteúdo foi absorvido</p><p>pela maioria das pessoas, para que este método seja eficaz, as perguntas</p><p>apresentadas deverão somar uma distribuição de frequências das respostas dos</p><p>alunos em torno de 35% e 70% de acertos. Desta forma, o ensino torna-se mais</p><p>personalizado e a aula é ajustada de acordo com a situação de cada turma.</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>29</p><p>4.6 Projeto Teal/Studio Physics</p><p>O MIT- Massachusetts Institute of Technology, produziu o Projeto TEAL/Studio</p><p>Physics, sendo o responsável o educador John Belcher (2001). Neste consiste que,</p><p>classes de aulas tradicionais foram transformadas em Estúdio de Física e a</p><p>metodologia de ensino é baseada no Technology Enabled Active Learning (TEAL).</p><p>Esta abordagem está sendo utilizada nas disciplinas introdutórias de Física:</p><p>Introductory Mechanics (8.01) e Electricity and Magnetism (8.02), ministradas para</p><p>todos os alunos em ingressam no MIT. Segue abaixo figura explicativa do modelo.</p><p>Fonte: web.mit.edu</p><p>São duas salas, uma sala para cada disciplina, cada sala tem 3.000 m2, e existe</p><p>um posto de trabalho no centro da sala do palestrante, rodeado por treze mesas</p><p>redondas. Existem três grupos em cada mesa, cada grupo tem três alunos e cada</p><p>grupo tem um computador, onde os alunos utilizam-se de slides informações e coleta</p><p>de dados. Os grupos são compostos por alunos com níveis de conhecimento de</p><p>diferentes, estes estudam o material e respondem questões. Sendo as questões</p><p>apresentadas pelo educador junto ao material de estudo, ocorrendo debates e</p><p>resoluções de exercícios por um período de vinte minutos, através do uso de</p><p>computadores e pelo</p><p>professor com perguntas onde é incentivado o debate.</p><p>Por intermédio do Projeto TEAL/Studio Physics o MIT conseguiu bons</p><p>resultados com relação ao aproveitamento dos alunos, reduzindo a taxa de</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>30</p><p>reprovação nas disciplinas, que era de aproximadamente 15% e a frequência no final</p><p>do semestre inferior a 50% (Belcher, 2001).</p><p>4.7 Ensino híbrido</p><p>Ensino híbrido é um método que combina aprendizagem online e off-line, seu</p><p>modelo integra as cenas virtuais dos alunos quando estudam sozinhos com a</p><p>aprendizagem quando os outros estão aprendendo presencialmente, avaliando assim</p><p>a relação entre pares e entre alunos e professores. O educador será responsável por</p><p>propor atividades que valorizem a interação interpessoal. Já a parte didática com o</p><p>auxílio de recursos digitais permite que o aluno controle o local, método, conteúdo e</p><p>objeto de aprendizagem. Podemos observar seu significado nas palavras de Bacich e</p><p>Moran (2015, p. 1):</p><p>Híbrido significa misturado, mesclado, blended. A educação sempre foi</p><p>misturada, híbrida, sempre combinou vários espaços, tempos, atividades,</p><p>metodologias, públicos. Agora esse processo, com a mobilidade e a</p><p>conectividade, é muito mais perceptível, amplo e profundo: trata-se de um</p><p>ecossistema mais aberto e criativo. O ensino também é híbrido, porque não</p><p>se reduz ao que planejamos institucionalmente, intencionalmente.</p><p>Aprendemos através de processos organizados, junto com processos</p><p>abertos, informais. Aprendemos quando estamos com um professor e</p><p>aprendemos sozinhos, com colegas, com desconhecidos. Aprendemos</p><p>intencionalmente e aprendemos espontaneamente.</p><p>Tabela explicativa do ensino híbrido.</p><p>Fonte: www.professorfiorin.com</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>31</p><p>Valente (2014) alerta sobre os materiais a serem utilizados nas atividades</p><p>online, isto é, recomenda-se que os mesmos sejam elaborados para a disciplina em</p><p>questão e não apenas escolhidos materiais aleatórios da internet. Já para as</p><p>atividades presenciais a ressalva é para a atuação do professor na condução das</p><p>atividades e interações bem como a continuidade e a interligação entre os assuntos</p><p>estudados nos dois espaços.</p><p>4.8 Gamificação</p><p>Gamificação refere-se ao uso da mecânica e motivação do jogo para atrair</p><p>pessoas, resolver problemas e melhorar o aprendizado, além de estimular ações e</p><p>comportamentos fora do ambiente de jogo. O principal objetivo é aumentar a</p><p>participação e estimular a curiosidade dos usuários. Além dos desafios trazidos pelos</p><p>jogos, as recompensas gamificadas também são a chave para o sucesso. De acordo</p><p>com Alves e Maciel:</p><p>[...] a gamificação não é um jogo (ou processo para se transformar algo em</p><p>jogo), mas sim a utilização de abstrações e metáforas originárias da cultura e</p><p>estudos de videogames em áreas não relacionadas a videogames. Essa ideia</p><p>é importante para a compreensão do uso da gamificação na educação e sua</p><p>diferenciação do uso de videogames na educação (educational games,</p><p>game-based learning). (ALVES, MACIEL, 2014, p.4).</p><p>Fonte: www.blogs.unicamp.br</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>32</p><p>Há casos de uso dos games no Ensino Superior. Algumas universidades vêm</p><p>utilizando as simulações de situações reais em disciplinas, para os alunos vivenciarem</p><p>habilidades que integram a profissão escolhida (JOHNSON, et.al, 2017).</p><p>5 COMPETÊNCIA DOCENTE NO ENSINO SUPERIOR</p><p>Fonte: pixabay.com</p><p>As funções de um docente de nível superior são diversas. Benedito, Ferrer e</p><p>Ferreres (1995) descrevem algumas dessas funções: a pesquisa, a docência, a</p><p>comunicação de suas investigações, a avaliação da docência, o estudo, o</p><p>estabelecimento de relações com o mercado de trabalho, com a cultura, entre outras.</p><p>Segundo McClelland (1973), competências são características pessoais que</p><p>podem promover uma performance superior na realização de uma tarefa. Boyatzis</p><p>(1982) vê a competência como uma conjunção de conhecimentos, habilidades e</p><p>atitudes que propiciam uma performance superior, mas sem desconsiderar o contexto</p><p>no qual as competências são desempenhadas. Assim, para ele, os resultados</p><p>alcançados pela competência estão em função de uma dinâmica interação entre as</p><p>competências pessoais propriamente ditas, o desempenho no trabalho e o ambiente</p><p>organizacional (NOGUEIRA; BASTOS, 2012).</p><p>De acordo com Masetto (2012), o perfil do professor universitário contempla os</p><p>seguintes aspectos:</p><p> Concepção e gestão do currículo: conheça e se inteire do currículo do</p><p>curso no qual leciona e tenha conhecimento das diretrizes curriculares e</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>33</p><p>das competências básicas esperadas pela instituição. Elas são</p><p>essenciais para uma prática pedagógica competente;</p><p> Integração das disciplinas como componentes curriculares: toda</p><p>disciplina faz parte de uma grade curricular específica e é planejada de</p><p>acordo com o currículo de cada curso, por isso é importante</p><p>compreender que disciplinas com o mesmo nome podem ter programas</p><p>diferentes conforme o curso em que estão inseridas. Esse conhecimento</p><p>permite ao professor planejar a disciplina de modo a contribuir mais</p><p>eficientemente para a formação do profissional;</p><p> Relação professor-aluno e aluno-aluno no processo de aprendizagem:</p><p>no processo de ensino, o professor desempenha o papel de mediador,</p><p>possibilitando situações de interação com os alunos. A aula é um</p><p>momento de diálogo, de trocas, debates e discussões, que promovem a</p><p>produção de conhecimentos;</p><p> Teoria e prática da tecnologia educacional: operar com os recursos</p><p>tecnológicos disponíveis modifica o ambiente de aprendizagem e</p><p>dinamiza as aulas, portanto, saber usá-los como ferramentas de auxílio</p><p>é de suma importância para que a ação docente seja mais eficiente;</p><p> Concepção do processo avaliativo e suas técnicas para feedback: o</p><p>professor compreende o processo avaliativo não apenas como modo de</p><p>atribuir notas e conceitos, mas como meio para incentivar e motivar a</p><p>aprendizagem, pelas informações contínuas. A importância é dada à</p><p>aprendizagem; notas e conceitos vêm, como consequência.</p><p> Planejamento como atividade educacional e política: o planejamento da</p><p>disciplina e do programa é elaborado de forma crítica e reflexiva,</p><p>articulado ao contexto sócio-histórico-político-ideológico, com foco na</p><p>formação do profissional.</p><p>Segundo Pimenta e Anastasiou (2005) os saberes didáticos são</p><p>imprescindíveis para o ensino das diversas áreas de conhecimento, pois esses tratam</p><p>da articulação entre a teoria da educação e a teoria do ensino para ensinar nas</p><p>situações contextualizadas, dialogando com outros saberes. De acordo com as</p><p>autoras, é pela prática que os saberes tomam forma. Ou seja, é pela intermediação</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>34</p><p>da didática que os conteúdos trabalhados e discutidos em aula se transformam em</p><p>conhecimento.</p><p>6 POSTURA DO EDUCADOR NA SALA DE AULA</p><p>Fonte: pixabay.com</p><p>Segundo Freire (2006), o educador já não é apenas o que educa, mas o que,</p><p>enquanto educa, é educado, em diálogo com o educando que, ao ser educado,</p><p>também educa. É preciso que o educador tenha antes de tudo competências técnicas</p><p>e sociais para ser capaz de identificar e de valorizar suas próprias competências,</p><p>dentro de sua profissão e dentro de outras práticas sociais, pois isto exige um trabalho</p><p>sobre sua própria relação com o saber e sua prática pedagógica visto que "um ensino</p><p>só poderá ser considerado de qualidade</p><p>se oportunizar uma efetiva construção do</p><p>conhecimento, e não apenas uma acumulação de informações repassadas em sala</p><p>de aula, por todos os indivíduos envolvidos no processo” (BAZZO, 248).</p><p>Quando acreditamos que uma educação estruturada é essencial para os</p><p>indivíduos, a formação atual que se dá na relação professor-aluno é preocupante. No</p><p>entanto, o resultado do confronto entre educadores e estudantes acaba por abalar</p><p>essa estrutura, levando a professores insatisfeitos e ao conhecimento dos alunos</p><p>sobre as diferentes disciplinas em risco.</p><p>Neste sentido, pode-se dizer que o modo de se portar do professor deve ser</p><p>democrático, com respeito entre as partes e uma flexibilização em relação ao ponto</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>35</p><p>de vista do aluno, e saber articular sua mediação com o saber do aluno e ampliar esse</p><p>saber de forma a complementar o que o estudante adquiriu em seu meio social. É</p><p>importante entender qual o pensamento dos alunos em relação a determinada</p><p>matéria, através dessa percepção, o educador irá compor uma forma de ampliar essa</p><p>visão ou até mesmo mudar sua opinião sobre determinado assunto.</p><p>6.1 Didática e características do educador</p><p>Segundo Nidelcoff (1983), existem linhas que caracterizam o trabalho dos</p><p>professores, ou seja, são características que revelam a identidade do trabalho dos</p><p>mesmos.</p><p> Professor Policial: estes educadores são caracterizados pelo autoritarismo.</p><p>Este professor se define como o único que sabe e ensina, e os alunos são</p><p>aqueles que não sabem, mas deveriam aprender. O aprendizado só pode ser</p><p>feito ouvindo e prestando atenção às pessoas que você conhece. O professor</p><p>policial busca manter uma disciplina em sala de aula, não perceber o meio</p><p>social em que o estudante vive, e também no momento de transmitir o ensino</p><p>somente se preocupa com o conteúdo e sua funcionalidade.</p><p> Professor Povo: de acordo com Nidelcoff (1983), este tipo de professor não</p><p>se preocupa apenas com a aprendizagem intelectual, mas visa a formação de</p><p>atitudes, visto que seus alunos são pessoas e não “máquinas de aprender”. No</p><p>que diz respeito ao método de aprendizagem, sua linha geral é: “Partir da</p><p>observação e da análise de situações reais e concretas”.</p><p> Professor Reflexivo: Segundo Mackay, (2003), os professores estão</p><p>constantemente tomando decisões, o que pode acontecer antes, durante e</p><p>depois da aula. Ainda segundo Mackay o professor reflexivo: guia para</p><p>investigação do comportamento em sala de aula, a autora trata de formas</p><p>variadas para se chegar a ser um professor reflexivo com dicas para uma</p><p>pesquisa ordenada, a fim de distinguir e solucionar problemas habituais de uma</p><p>sala de aula, motivando os professores às práticas reflexivas em seu contexto</p><p>de trabalho. Segundo Cadau (2000, p.89):</p><p>[...] o educador nunca estará definitivamente “pronto”, formado, pois</p><p>que sua preparação, sua maturação se faz no dia a dia, na mediação</p><p>teórica sobre sua prática. A sua constante atualização se fará pela</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>36</p><p>reflexão diurna sobre os dados de sua prática. Os âmbitos do</p><p>conhecimento que lhe servem de base não deverão ser facetados,</p><p>estanques e isoladas de tratamento do seu objeto de ação: a</p><p>educação. Mas serão, sim, formas de ver e compreender globalmente,</p><p>na totalidade, o seu objeto de ação.</p><p>6.2 Métodos de ensino pedagógicos: específicos, gerais e de conteúdos</p><p>Isaia (2005) aborda os seguintes elementos mobilizadores e constitutivos da</p><p>docência no ensino superior: conteúdo específico, pedagógico geral e pedagógico do</p><p>conteúdo.</p><p> Conteúdo pedagógico específico: diz respeito aos conteúdos básicos de</p><p>cada área. Esse saber é produzido por meio de estudos metodológicos</p><p>e empíricos dos processos ocorridos na natureza e na sociedade, em</p><p>prol de um maior conhecimento sobre o mundo em que vivemos. Desde</p><p>o século XIX, esse saber vem sendo organizado em disciplinas, que se</p><p>constituem na subdivisão dos conhecimentos específicos, possibilitando</p><p>a especialização e o domínio, cada vez mais profundo de cada área da</p><p>ciência (D’ÁVILA, 2011).</p><p> Conteúdo pedagógico geral: neste conteúdo ocorre a inclusão de metas,</p><p>objetivos e finalidades educacionais, cuidando da aula e a interação dos</p><p>alunos, sendo que este conteúdo está relacionado à forma como os</p><p>alunos aprendem e se relacionam com outros conteúdos.</p><p> Pedagógico do conteúdo: este conteúdo integra os dois outros</p><p>conteúdos, visando dar orientação ao professor na proposta de ensino</p><p>de cada matéria.</p><p>6.3 Formação pedagógica superior</p><p>Quando falamos em pedagogia em nível superior, é necessário pensar no</p><p>ensino e na formação dos professores, pois como já foi dito, ensinar neste nível é uma</p><p>atividade complexa. Pois de acordo com Cunha a formação;</p><p>[...] exige tanto uma preparação cuidadosa como singulares condições de</p><p>exercício, o que pode distingui-la de outras profissões [...] o exercício da</p><p>docência exige múltiplos saberes que precisam ser apropriados e</p><p>compreendidos em suas relações. A ciência pedagógica situa-se nesse</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>37</p><p>contexto e só com essa perspectiva contribui para a formação dos</p><p>professores (CUNHA, 2010, p. 25).</p><p>Libâneo (2001, p. 3), diz que a formação do docente é um campo de tensões,</p><p>de um lado, estão os pedagogos que insistem na necessidade de aquisição de</p><p>saberes pedagógicos e competências metodológicas e de mudanças de atitudes em</p><p>relação à tarefa de ensinar. De outro, estão os docentes que recusam essa</p><p>necessidade de formação pedagógica específica. A despeito disso, a condução</p><p>pedagógica da universidade supõe uma dupla convicção:</p><p> De que o professor universitário possui duas especialidades</p><p>profissionais: a ser especialista na matéria e especialista no ensino</p><p>dessa matéria.</p><p> De que, se houver algum lugar mais propício para promover mudanças</p><p>e inovações em vista da melhoria da qualidade de ensino, esse lugar é</p><p>o curso, com seus professores e alunos, e a forma, a gestão</p><p>participativa.</p><p>Apesar da tensão supracitada, a Lei de Diretrizes e Bases da educação brasileira nº.</p><p>9394/96 foge do plano da formação pedagógica. Anastasiou (2012 apud NOGUEIRA;</p><p>LIMA, 2012, p. 3) da força a essa abstenção feita pela LDB:</p><p>Quando existe alguma formação para a docência neste grau de ensino está</p><p>se encontra circunscrita “a uma disciplina de Metodologia do Ensino Superior,</p><p>nos momentos da pós-graduação, com carga horária média de 60 horas”.</p><p>Situa-se nesta disciplina, muitas vezes, as referências e orientações para o</p><p>professor universitário atuar em sala de aula. Não há uma exigência de</p><p>conhecimentos de base para o magistério e nem uma formação sistemática</p><p>propiciadora da construção de uma identidade profissional para a docência.</p><p>Em face da inexistência de legislação para a formação de professores no</p><p>ensino superior, e da falta de uma formação sistemática que ajude a estabelecer uma</p><p>imagem profissional da docência, há uma tensão entre a necessidade de saberes</p><p>docentes e a recusa de alguns docentes em buscar o saber profissional. O ensino e a</p><p>formação específicos continuarão a existir e terão um impacto negativo na excelência</p><p>profissional Educação universitária.</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>Positivo</p><p>Sublinhado</p><p>Positivo</p><p>Realce</p><p>38</p><p>7 LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996</p><p>Fonte: pixabay.com</p><p>Estabelece as diretrizes e bases da educação</p><p>nacional.</p><p>O PRESIDENTE</p>http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=cristina%20d%E2%80%99%C3%A1vila%20interdisciplinaridade&source=web&cd=1&cad=rja&ved=0CCwQFjAA&url=http%3A%2F%2Fwww.revistas.unilasalle.edu.br%2Findex.php%2Fconhecimento_diversidade%2Farticle%2Fdownload%2F537%2F398&ei=pLr_UeHXM9Te4AOXqoHwCw&usg=AFQjCNH28ZZeTKa7UNgMFS7MnMdnwZ_Qng&bvm=bv.50165853,d.dmg
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