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<p>lOMoARcPSD|396 314 83</p><p>GRUPO SER EDUCACIONAL</p><p>CURSO DE GRADUAÇÃO EM FARMÁCIA</p><p>ESTÁGIO SUPERVISIONADO I</p><p>Gabrielly Cristiny Silva Araujo</p><p>RELATÓRIO DO ESTÁGIO ACADÊMICO I</p><p>BRASILÉIA- ACRE</p><p>2024</p><p>lOMoARcPSD|396 314 83</p><p>SUMÁRIO</p><p>1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................. 4</p><p>2 ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA ................................................................................. 5</p><p>3 FARMÁCIA COMUNITÁRIA ........................................................................................ 7</p><p>4 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL .............................................................................. 9</p><p>5 CONSIDERAÇÕES FINAIS .......................................................................................... 11</p><p>REFERÊNCIAS ................................................................................................................. 12</p><p>lOMoARcPSD|396 314 83</p><p>4</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Imbuído da missão de “prover informações sobre medicamentos,</p><p>fundamentadas nas melhores evidências científicas, aos profissionais da saúde,</p><p>visando a promoção de práticas terapêuticas seguras, eficazes e de melhor custo</p><p>benefício à sociedade” (CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA, 2021), o</p><p>farmacêutico atua como o responsável pela garantia do acesso a população assistida,</p><p>pautando suas ações e decisões no uso racional do produto e dentro dessa visão</p><p>global, sua presença em todas as áreas desde a produção, armazenamento,</p><p>dispensação e controle de qualidade mostra-se essencial para o bom funcionamento</p><p>dos sistemas de saúde da rede privada e especialmente no nosso Sistema Único de</p><p>Saúde (SUS).</p><p>O termo Assistência Farmacêutica envolve atividades que apresentam caráter</p><p>abrangente, de cunho multiprofissional e de abordagem intersetorial, que conforme</p><p>Marin et al (2003) apud Vieira (2010): “situam como seu objeto de trabalho a</p><p>organização das ações e serviços relacionados ao medicamento em suas diversas</p><p>dimensões, com ênfase à relação com o paciente e a comunidade na visão da</p><p>promoção da saúde”, ações que possuem como foco aumentar a efetividade do</p><p>tratamento medicamentoso, ao tempo que buscam a detecção de problemas</p><p>relacionados a medicamentos (PRMs) e, conforme Oliveira et al (2005): “Compõe uma</p><p>prática que vem sendo gradualmente aplicada em número crescente de farmácias</p><p>comunitárias em diversas regiões”.</p><p>Neste trabalho abordaremos a assistência farmacêutica e sua aplicação na</p><p>nossa realidade bem como as implicações da atuação do farmacêutico na farmácia</p><p>comunitária vislumbrar as nuances das propostas que visam garantir o acesso da</p><p>população aos medicamentos e a racionalidade do seu uso.</p><p>lOMoARcPSD|396 314 83</p><p>5</p><p>2. ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA</p><p>Consoante a definição da Organização Mundial da Saúde (OMS), a</p><p>Assistência Farmacêutica deve ser entendida como um conjunto de serviços e</p><p>atividades relacionados ao medicamento, objetivando o apoio as ações de saúde</p><p>demandados pela comunidade (OSORIO-DE-CASTRO, OLIVEIRA e</p><p>VASCONCELOS, 2017). O papel deste conjunto de operações deve efetivar-se por</p><p>meio de ações sequenciais e complementares, que garantam que os usuários</p><p>recebam todos os serviços e insumos com total qualidade para a obtenção bem</p><p>sucedida da terapia farmacológica (OSORIO-DE-CASTRO, OLIVEIRA e</p><p>VASCONCELOS, 2017).</p><p>O conceito de Assistência Farmacêutica foi incluído em nosso país nos últimos</p><p>trinta anos. Inicialmente ele delimitava o campo das práticas da profissão. Em 1990,</p><p>uma publicação de autoria de em Hepler e Strand influenciou profundamente a</p><p>profissão farmacêutica no mundo onde os referidos consoante Angonesi e Sevalho</p><p>(2010): “Embora reconhecessem a importância da farmácia clínica para a</p><p>profissionalização da farmácia, esses autores consideram que algumas de suas</p><p>definições situavam o medicamento em primeiro plano em detrimento do paciente”. A</p><p>partir disso, foi proposto que os farmacêuticos além de apoiar a concepção do</p><p>funcionamento da farmácia clínica, passassem a estar preparados para assumir, entre</p><p>outras, a responsabilidade sanitária de prevenir a morbimortalidade relacionada ao uso</p><p>dos medicamentos através da modificação da sua prática. Nesta nova perspectiva, a</p><p>profissão farmacêutica deveria basear-se em uma filosofia/teoria apropriada para</p><p>complementar a prática e uma estrutura organizada que orientasse a prática de forma</p><p>embasada, empática e colaborativa (ANGONESI E SEVALHO, 2010). O termo</p><p>assistência farmacêutica após novas proposições, validações teóricas e</p><p>comportamentais passou a englobar a pesquisa, desenvolvimento, dispensação e</p><p>utilização, passou ainda, a agregar os profissionais das áreas da saúde, tecnológicas</p><p>e das ciências sociais, em atividades multiprofissionais e multissetoriais (MINAYO e</p><p>GUALHANO, 2017).</p><p>Em 1998 um novo e importante instrumento normativo, a portaria 3.916/98 MS</p><p>lOMoARcPSD|396 314 83</p><p>6</p><p>viria com o objetivo de determinar aos órgãos e entidades do Ministério da Saúde (MS)</p><p>que: “promovam a elaboração ou a readequação de seus planos, programas,</p><p>projetos e atividades na conformidade das diretrizes, prioridades e responsabilidades</p><p>nela estabelecidas” (BRASIL, 1998), dando o enfoque na atuação dos órgãos em</p><p>saúde e principalmente aos profissionais envolvidos, na relevância da sistematização</p><p>da terapia medicamentosa com a efetiva implementação de ações capazes de</p><p>promover a melhoria das condições da assistência à saúde da população, definindo o</p><p>seu propósito de: “garantir a necessária segurança, eficácia e qualidade dos</p><p>medicamentos, a promoção do uso racional e o acesso da população àqueles</p><p>considerados essenciais” (BRASIL, 1998).</p><p>Nesse tocante das propostas que objetivam o fortalecimento da assistência</p><p>prestada e principalmente dar ao tratamento medicamentoso segurança e efetividade,</p><p>a figura do farmacêutico desde a concepção da profissão passando pelas evoluções</p><p>conceituais e legais mostra-se central pois além de atuar na prevenção, etapas de</p><p>manipulação da medicação, de controle e distribuição, este profissional age</p><p>proativamente na busca pelo uso racional do fármaco visando o bom andamento do</p><p>tratamento de doenças adentrando ainda nas intervenções educacionais apropriadas</p><p>para cada interação que a medicação pode fazer e possíveis implicações em</p><p>condições preexistentes junto ao paciente individualmente (VIEIRA, 2007).</p><p>Essa visão da atuação é sinterizada nas palavras de VIEIRA (2007), onde: “O</p><p>farmacêutico está voltando a cumprir o seu papel perante a sociedade,</p><p>corresponsabilizando- se pelo bem estar do paciente e trabalhando para que este</p><p>não tenha sua qualidade de vida</p><p>lOMoARcPSD|396 314 83</p><p>7</p><p>comprometida por um problema evitável, decorrente de uma terapia</p><p>farmacológica”. As intervenções prestadas nessas dimensões tem colaborado na</p><p>busca por uma melhor qualidade de vida dos pacientes pois é um compromisso</p><p>relevante, já que os eventos adversos a medicamentos hoje são tidos como uma</p><p>patologia e emergente, além de responsáveis por grandes perdas tanto de cunho</p><p>financeiro como de vida (VIEIRA, 2007).</p><p>No que tange aos campos de atuação do farmacêutico, um que recebe</p><p>enfoque é a sua posição dentro do sistema único de saúde, pois a atenção básica em</p><p>nosso país é uma estratégia estruturante para mudança do modelo de atenção à</p><p>saúde, visto que nesta porta de entrada ao sistema, temos o campo ideal para</p><p>promover alterações na concepção do processo saúde/doença, e nesse prisma</p><p>segundo Barberato, Scherer e Lacourt (2019) “O profissional farmacêutico tem</p><p>responsabilidade na implementação de estratégias para promoção do uso racional de</p><p>medicamentos, bem como pela repercussão</p><p>financeira que o medicamento</p><p>representa para os serviços de saúde e para a coletividade”. O trabalho do</p><p>farmacêutico demonstra aí componente fomentador da qualidade da assistência</p><p>farmacêutica que, no que lhe concerne, gera implicações positivas diretas na</p><p>eficiência do sistema de saúde.</p><p>Elencando outras atividades do profissional na atenção básica podemos citar:</p><p>atribuições nas diversas as etapas do ciclo da assistência, desde a seleção,</p><p>programação, aquisição, armazenamento, distribuição e dispensação. Na farmácia</p><p>clínica, pode ofertar diversos serviços para os usuários dos sistemas de saúde, como</p><p>o acompanhamento farmacoterapêutico, manejo de problemas de saúde</p><p>autolimitados, educação em saúde, revisão da farmacoterapia e o rastreamento em</p><p>saúde, entre outros. Como membro do Núcleo Ampliado de Saúde da Família (NASF)</p><p>e de equipes multidisciplinares, o farmacêutico pode realizar visitas domiciliares junto</p><p>a equipe de saúde, como médicos, enfermeiros, nutricionistas, a fim de construir um</p><p>plano terapêutico particular para os indivíduos, melhorando o cuidado prestado e</p><p>dando protagonismo ao paciente como ator do processo (CONSELHO FEDERAL DE</p><p>FARMÁCIA, 2013).</p><p>Muito embora o arcabouço teórico nos revele subsídios para intervenções</p><p>holísticas e com potencial transformador, o farmacêutico muitas vezes pode deparar-</p><p>lOMoARcPSD|396 314 83</p><p>8</p><p>se na realidade, principalmente longe dos grandes centros, com fragmentações das</p><p>ações dos serviços de saúde, grandemente graças a desarticulação entre as práticas</p><p>desenvolvidas por diferentes profissionais de um ou mais serviços e a fragilidade na</p><p>articulação entre as instâncias gestoras aliadas ao desconhecimento por parte da</p><p>população sobre as atribuições e competências demonstrando verdadeiras barreiras</p><p>a plena atuação profissional (OLIVEIRA et al, 2005). Este desafio gerencial é uma</p><p>instância ainda a pouco habitada pelo farmacêutico e a inclusão desse profissional</p><p>pode transformar-se na força motriz para mudanças ainda mais profundas do que as</p><p>já lançadas já alcançadas.</p><p>lOMoARcPSD|396 314 83</p><p>9</p><p>3. FARMÁCIA COMUNITÁRIA</p><p>A farmácia tem protagonismo absoluto como via de acesso da população em</p><p>relação ao consumo de medicamentos, segundo dados do Ministério da Fazenda</p><p>apud Bastos e Caetano (2010) “as farmácias e drogarias seriam responsáveis por</p><p>76% do fornecimento direto de medicamentos à população”. Contudo, ela agrega</p><p>funções mais amplas, o artigo 3 da lei nº 13.021, de 8 de agosto de 2014 descreve o</p><p>conceito deste estabelecimento e averba que: “é uma unidade de prestação de</p><p>serviços destinada a prestar assistência farmacêutica, assistência à saúde e</p><p>orientação sanitária individual e coletiva, na qual se processe a manipulação e/ou</p><p>dispensação de medicamentos magistrais, oficinais, farmacopeicos ou</p><p>industrializados, cosméticos, insumos farmacêuticos, produtos farmacêuticos e</p><p>correlatos” (BRASIL, 2014). Este instrumento legal que trata do exercício e</p><p>fiscalização das atividades farmacêuticas veio complementar algumas lacunas de lei</p><p>anterior, a lei nº 5.991, de 17 de dezembro de 1973, que versava “apenas” sobre o</p><p>controle sanitário do comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e</p><p>correlatos, dando mais profundidade principalmente conceitual, pois como pode se</p><p>observar, o conceito anterior de farmácia: “estabelecimento de manipulação de</p><p>fórmulas magistrais e oficinais, de comércio de drogas, medicamentos, insumos</p><p>farmacêuticos e correlatos, compreendendo o de dispensação e o de atendimento</p><p>privativo de unidade hospitalar ou de qualquer outra equivalente de assistência</p><p>médica” (BRASIL, 1973), não albergava toda a complexidade do que representa o</p><p>estabelecimento e suas atribuições.</p><p>Farmácias comunitárias, objeto deste, referem-se aos estabelecimentos do</p><p>comércio varejista privado tendo o farmacêutico como responsável técnico, atendendo</p><p>às exigências da Lei nº 5.991/73 do Ministério da Saúde. O termo farmácia comunitária</p><p>nas palavras de Correr, Pontarolo e Ribeiro refere-se: “aos estabelecimentos</p><p>farmacêuticos não hospitalares e não ambulatoriais que atendem à comunidade. As</p><p>farmácias comunitárias no Brasil são, em sua maioria, privadas, de propriedade</p><p>particular, mas existem também farmácias públicas, sejam elas vinculadas à rede</p><p>nacional de farmácias populares ou às esferas públicas municipais ou estaduais”. A</p><p>organização mundial da saúde (OMS) complementa reconhecendo que a estes</p><p>estabelecimentos cabe a dispensação do medicamento e aos profissionais neles</p><p>lotados, recai a função de aconselhar os pacientes sobre o uso correto e seguro dos</p><p>http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%205.991-1973?OpenDocument</p><p>http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%205.991-1973?OpenDocument</p><p>lOMoARcPSD|396 314 83</p><p>10</p><p>medicamentos prescritos, além de assessorá-los sobre o risco da automedicação,</p><p>bem como fornecer a outros profissionais de atenção à saúde informações</p><p>farmacológicas pertinentes e atualizadas (BARETA, 2003). Esses conceitos fundem-</p><p>se a uma característica muito marcante da farmácia comunitária que vem a ser</p><p>evidenciada na prática diária, característica observada por Tonnies (1995) apud</p><p>Bareta, (2003), o qual cita que: “as farmácias comunitárias, atendem a uma</p><p>comunidade porque se destinam a atenção primária à saúde e, portanto direcionam-</p><p>se a atender pessoas que vivem ou trabalham próximas a ela, as quais mantêm,</p><p>entre si, relações de amizade pela semelhança ou a partir das condições de trabalho</p><p>ou do modo de pensar”.</p><p>Na rotina da farmácia comunitária, na organização das atividades,</p><p>notadamente realizam-se ações direcionadas para o medicamento, da separação,</p><p>disposição até a dispensação, bem como de cosméticos e correlatos, realizada de</p><p>forma humanizada e em condições sanitárias que possam minimizar os riscos do uso</p><p>dos medicamentos e que permitam a contínua avaliação da evolução clínica,</p><p>objetivando reduzir os riscos associados, sempre observando a nova forma de pensar</p><p>e desenvolver a assistência farmacêutica, centrada na figura do paciente, ou seja, o</p><p>pensar e agir da profissional está se reestruturando e mudando da simples oferta de</p><p>medicamentos para uma função clínica e de fornecimento de informações. Nesse</p><p>novo modelo de acompanhamento clínico, a indicação, a revisão da terapêutica, a</p><p>educação para a saúde, a farmacovigilância, o segmento farmacoterapêutico dão</p><p>lOMoARcPSD|396 314 83</p><p>11</p><p>a farmácia comunitária o status de posto avançado de cuidados à saúde</p><p>deixando para trás a imagem de meros estabelecimentos comerciais (GALATO,</p><p>2008).</p><p>A figura do farmacêutico como pudemos ver é determinante para o</p><p>funcionamento da farmácia comunitária, e dentro deste contexto renovado da prática</p><p>farmacêutica, focado na preocupação com a saúde e bem estar do paciente, passa a</p><p>assumir maior responsabilidade nas ações e na mudança de comportamento da</p><p>sociedade, somando esforços aos demais profissionais de saúde e as figuras</p><p>representativas do governo e da comunidade para a união de esforços para uma</p><p>renovada promoção da saúde. Sob esta visão da assistência prestada, Vieira (2007)</p><p>ratifica que: “das estratégias defendidas mundialmente, é possível dizer que o</p><p>farmacêutico (da drogaria, farmácia comercial ou farmácia privativa dos hospitais e</p><p>unidades ambulatoriais de saúde) pode trabalhar sob três pontos básicos:</p><p>reorientando o serviço de farmácia, desenvolvendo as habilidades da comunidade e</p><p>incentivando os indivíduos à ação comunitária.</p><p>Na reorientação dos serviços, a farmácia assume o papel complementar ao</p><p>serviço médico na atenção à saúde, abordando ao tratamento prescrito, a</p><p>racionalidade terapêutica, verificando fatores que potencialmente podem interferir em</p><p>seu tratamento, com</p><p>a possibilidade de intervenção objetivando a efetividade</p><p>terapêutica. Relacionado ao papel de desenvolvimento das habilidades da</p><p>comunidade, criando instrumentos para que a população receba informações sobre</p><p>condições determinantes sobre o seu estado de saúde. A conscientização da</p><p>comunidade configura-se em um requisito basilar para que níveis elevados de saúde</p><p>mais sejam alcançados. Por fim, e bastante íntimo ao último ponto apresentado, temos</p><p>a necessidade do incentivo aos indivíduos à ação comunitária, através do reforço das</p><p>propostas adotadas para a promoção da saúde, colocando cada indivíduo como ator</p><p>no processo, dividindo responsabilidades, a comunidade passando ao papel de aliado</p><p>na utilização racional dos medicamentos, identificando e abordando os problemas</p><p>mais frequentes e dividindo com o farmacêutico a responsabilidade na divulgação da</p><p>informação para todos (VIEIRA, 2007).</p><p>lOMoARcPSD|396 314 83</p><p>12</p><p>4. ESTRUTURA ORGANIZACIONAL</p><p>Fluxograma 1 - Organização do atendimento da farmácia comunitária</p><p>lOMoARcPSD|396 314 83</p><p>13</p><p>Fluxograma 2 - Ciclo da assistência farmacêutica.</p><p>a. Seleção – O farmacêutico escolhe os medicamentos</p><p>disponíveis no mercado, visando adotar aqueles com eficácia e segurança</p><p>com base nas doenças e condições prevalentes.</p><p>b. Programação – Nessa etapa observa-se a situação de fluxo:</p><p>consumo, demanda, preços buscando a manutenção de quantidades que</p><p>atendam corretamente os pacientes evitando faltas e desperdícios.</p><p>c. Aquisição – Compra racional dos produtos nas quantidades</p><p>estabelecidas na etapa de programação.</p><p>d. Armazenamento – Conjunto de procedimentos que tem por</p><p>objetivo assegurara a qualidade dos medicamentos por meio de estocagem e</p><p>guarda adequadas, conservação e controle de estoque.</p><p>e. Distribuição – Suprimentos ao(s) estabelecimentos com os</p><p>itens requeridos em qualidade, quantidade e tempo hábil. Deve ser ágil e</p><p>eficiente.</p><p>f. Dispensação – Ato da entrega da medicação dentro da prescrição</p><p>recebida, hoje alberga momento mágico para orientação e engajamento do</p><p>cliente na terapêutica correta, racional e com revisão contínua.</p><p>g. Farmcovigilância – Etapa de vigilância e monitoramento dos</p><p>casos de doenças crônicas, manutenção de terapêutica e revisão da eficácia,</p><p>lOMoARcPSD|396 314 83</p><p>14</p><p>direcionamento a exames e avaliações complementares e notificações de</p><p>doenças. Abrange também pesquisa e determinação de condicionantes de</p><p>saúde local</p><p>lOMoARcPSD|396 314 83</p><p>15</p><p>5. CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>No primeiro contato proporcionado pela disciplina estágio supervisionado</p><p>pudemos identificar a preocupação com a regulamentação dos procedimentos</p><p>relacionados a medicação nas etapas que se seguem até a dispensação. Este</p><p>arcabouço teórico e legal, ainda em evolução dá as provisões necessárias para o</p><p>profissional ajustar o atendimento dentro do estabelecimento farmacêutico visando</p><p>não só as observâncias regulatórias mas buscando promover um padrão de</p><p>excelência e que gere efetivo impacto na saúde da comunidade adscrita, fazendo com</p><p>que se crie uma consciência coletiva a respeito da medicação como uma das fontes</p><p>de recuperação das funções naturais do corpo e não como suporte invariável de</p><p>saúde. Medidas essa que atuam dando as pessoas, através da educação,</p><p>acompanhamento e orientações de controle a possibilidade de que cada indivíduo</p><p>possa transformar a sua realidade e colaborar para que o uso racional dos fármacos</p><p>torne-se uma atitude coletiva.</p><p>lOMoARcPSD|396 314 83</p><p>16</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Missão, visão, valores. 2021. Disponível em:</p><p><https://www.cff.org.br/pagina.php?id=346&titulo=Miss%C3%A3o%2C+vis%C3%A3o</p><p>%2C+valores>. Acesso em: 08.05.2022.</p><p>VIEIRA, Fabiola Sulpino. Assistência farmacêutica no sistema público de saúde no</p><p>Brasil. Revista Panamericana de Salud Pública. 2010, v. 27, p. 149-156, [Acessado</p><p>8 Maio 2022] Disponível em: <https://www.scielosp.org/article/rpsp/2010.v27n2/149-</p><p>156/#ModalArticles>.</p><p>OLIVEIRA, Andrezza Beatriz et al. Obstáculos da atenção farmacêutica no Brasil. Revista</p><p>Brasileira de Ciências Farmacêuticas [online]. 2005, v. 41, n. 4 [Acessado 8 Maio 2022] , pp.</p><p>409-413. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S1516-93322005000400002>. Epub 05</p><p>Maio 2006. ISSN 1516-9332. https://doi.org/10.1590/S1516-93322005000400002.</p><p>MINAYO, M.C.S. e GUALHANO, L. Assistência farmacêutica com foco nas</p><p>necessidades da população [online]. SciELO em Perspectiva | Press Releases. 2017</p><p>[Acessado 9 Maio 2022]. Disponível em:</p><p>https://pressreleases.scielo.org/blog/2017/08/23/assistencia- farmaceutica-com-foco-</p><p>nas-necessidades-da-populacao/</p><p>OSORIO-DE-CASTRO, Claudia Garcia Serpa; OLIVEIRA, Maria Auxiliadora e</p><p>VASCONCELOS, Daniela Maciel Moulin de. Assistência Farmacêutica: um campo em</p><p>consolidação. Ciência & Saúde Coletiva [online]. 2017, v. 22, n. 8 [Acessado 9 Maio</p><p>2022], pp. 2432. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/1413-</p><p>81232017228.13492017>. ISSN 1678-4561. https://doi.org/10.1590/1413-</p><p>81232017228.13492017.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria Nº 3.916, de 30 de Outubro de 1998. Aprova a</p><p>Política Nacional de Medicamentos. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 30 out 1998.</p><p>Disponível</p><p>em</p><p>:</p><p>https://www.cff.org.br/pagina.php?id=346&titulo=Miss%C3%A3o%2C%2Bvis%C3%A3o%2C%2Bvalores</p><p>https://www.cff.org.br/pagina.php?id=346&titulo=Miss%C3%A3o%2C%2Bvis%C3%A3o%2C%2Bvalores</p><p>http://www.scielosp.org/article/rpsp/2010.v27n2/149-156/#ModalArticles</p><p>http://www.scielosp.org/article/rpsp/2010.v27n2/149-156/#ModalArticles</p><p>lOMoARcPSD|396 314 83</p><p>17</p><p>https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/1998/prt3916_30_10_1998.html.</p><p>Acesso em: 09.05.2022.</p><p>CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Resolução Nº 585, de 29 de Agosto de 2013.</p><p>Regulamenta as atribuições clínicas do farmacêutico e dá outras providências.</p><p>Brasília, CFF; 2013. Disponível em: https://cff-</p><p>br.implanta.net.br/portaltransparencia/#publico/Listas? id=704808bb-41da-4658-</p><p>97d9-c0978c6334dc. Acesso em: 12.05.2022.</p><p>VIEIRA, Fabiola Sulpino. Possibilidades de contribuição do farmacêutico para a</p><p>promoção da saúde. Ciência e saúde coletiva, Rio de Janeiro, v. 12, n. 1, p. 213-220,</p><p>Mar. 2007. Disponível em:</p><p><http://old.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-</p><p>81232007000100024&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 11 Mai 2022.</p><p>https://doi.org/10.1590/S1413-81232007000100024.</p><p>ANGONESI, Daniela e SEVALHO, Gil. Atenção Farmacêutica: fundamentação</p><p>conceitual e crítica para um modelo brasileiro. Ciência & Saúde Coletiva [online].</p><p>2010, v. 15, suppl 3 [Acessado 12 Maio 2022] , pp. 3603-3614. Disponível em:</p><p><https://doi.org/10.1590/S1413- 81232010000900035>. Epub 19 Nov 2010. 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