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<p>UNIDADE CURRICULAR</p><p>– MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA -</p><p>ROTEIRO DE AULAS PRÁTICAS</p><p>PROFESSORAS:</p><p>DRA. AGNES CASALI</p><p>DRA. ALINE MARTINS</p><p>ALUNO: _______________________________________________</p><p>CAMPUS: ________________________ SEMESTRE/ANO: 1º/2024</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>2</p><p>BIOSSEGURANÇA EM LABORATÓRIO</p><p>As aulas práticas da Unidade Curricular de Mecanismo de Agressão e Defesa têm</p><p>como objetivo ensinar ao estudante as normas de biossegurança, os princípios, as técnicas e</p><p>os métodos utilizados em um laboratório de microbiologia, parasitologia e imunologia.</p><p>No laboratório são manipulados micro-organismos e amostras biológicas. Portanto, é</p><p>essencial seguir as normas de biossegurança estabelecidas para evitar qualquer tipo de</p><p>contaminação.</p><p>Biossegurança é o conjunto de ações voltadas para a prevenção, minimização ou</p><p>eliminação de riscos inerentes às atividades de pesquisa, produção, ensino,</p><p>desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços; riscos que podem comprometer a</p><p>saúde do homem e dos animais, do meio ambiente ou a qualidade dos trabalhos</p><p>desenvolvidos (Comissão de Biossegurança da Fundação Oswaldo Cruz, 1998).</p><p>Os riscos biológicos são decorrentes da exposição a agentes do reino animal, vegetal</p><p>e de micro-organismos ou de seus subprodutos. Os micro-organismos podem ser veiculados</p><p>sob diversas formas que oferecem risco biológico, como aerossóis, poeira, alimentos,</p><p>instrumentos de laboratório, água, cultura, amostras biológicas, entre outros. As rotas mais</p><p>frequentes de contaminação dos profissionais acontecem por inalação de aerossóis</p><p>produzidos por acidente, pelo processamento de amostras contaminadas com esses agentes</p><p>ou pela inoculação com agulhas contaminadas.</p><p>Existem quatro níveis de biossegurança, NB-1, NB-2, NB-3 e NB-4, crescentes no</p><p>maior grau de contenção e complexidade do nível de proteção, que consistem em</p><p>combinações de práticas e técnicas de laboratório e barreiras primárias e secundárias de</p><p>laboratório (Quadro 1).</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>3</p><p>Quadro 1 – Descrição dos níveis de biossegurança.</p><p>Nível de</p><p>Biossegurança</p><p>Descrição</p><p>NB-1 Práticas padrões de microbiologia sem indicação de barreiras primárias</p><p>ou secundárias. Pia para a higienização das mãos. Nível básico de</p><p>contenção. Acesso limitado.</p><p>NB-2 Trabalho que envolvam sangue humano, líquidos corporais, tecidos ou</p><p>linhas de células humanas primárias, em que a presença de um agente</p><p>infeccioso pode ser desconhecida. Requer equipamento de contenção</p><p>primária ou dispositivos como a cabine de segurança biológica (CSB).</p><p>Outras barreiras primárias, como escudos para borrifos, proteção facial,</p><p>aventais e luvas, e barreiras secundárias, como pias para higienização</p><p>das mãos e instalações para descontaminação de lixo. Acesso</p><p>controlado.</p><p>NB-3 Trabalho com agentes nativos ou exóticos que possuam potencial de</p><p>transmissão via respiratória e que possam causar infecções sérias e</p><p>potencialmente fatais (Mycobacterium tuberculosis, vírus da encefalite</p><p>de St. Louis e a Coxiella burnetii). Barreiras primárias (CSB) e secundárias</p><p>(acesso controlado ao laboratório e sistemas de ventilação que</p><p>minimizam a liberação de aerossóis). Sala de paramentação.</p><p>NB-4 Trabalhos que envolvam agentes exóticos perigosos que representam</p><p>um alto risco por provocarem doenças fatais em indivíduos. Esses</p><p>agentes podem ser transmitidos via aerossóis e até o momento não há</p><p>nenhuma vacina ou terapia disponível (vírus Marburg ou da febre</p><p>hemorrágica Crimeia-Congo). CSB</p><p>classe III ou macacão individual suprido com pressão de ar positiva.</p><p>Definições importantes para o bom entendimento de biossegurança no laboratório</p><p>de microbiologia:</p><p>Aerossóis: micropartículas sólidas ou líquidas com aproximadamente 0,1 a 50 micras,</p><p>constituídas de micro-organismos, matéria orgânica e fragmentos expelidos pela boca.</p><p>Podem permanecer em suspensão por várias horas em condições viáveis e podem alcançar</p><p>longas distâncias. As partículas maiores caem no chão e se juntam às sujidades, sendo re-</p><p>suspensas pelo movimento das pessoas no ambiente, contaminando roupas, superfície do</p><p>mobiliário e a pele. Podem provocar contaminação biológica e química.</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>4</p><p>Descontaminação: processo de desinfecção ou esterilização terminal de superfícies e objetos</p><p>contaminados com micro-organismos patogênicos, de forma a torná-los seguros à</p><p>manipulação.</p><p>Desinfecção: processo de eliminação ou destruição de todos os micro-organismos, na forma</p><p>vegetativa, presentes em objetos inanimados, por meio de meios químicos ou físicos. A</p><p>desinfecção não destrói os esporos de bactérias.</p><p>Equipamento de proteção individual (EPI): jalecos, toucas, visor ou escudo facial, óculos de</p><p>proteção, luvas, botas e sapatos antiderrapantes e impermeáveis, máscaras e outros. São de</p><p>uso individual e intransferível.</p><p>Equipamento de proteção coletiva (EPC): cabine de segurança biológica, capela de exaustão,</p><p>exaustor, extintor de incêndio, chuveiro, lava-olhos, sinalização, entre outros.</p><p>Esterilização: processo de eliminação de todos os tipos de micro-organismos, inclusive de</p><p>esporos, com produtos químicos ou meios físicos.</p><p>Infecção: doença caracterizada pela presença de agentes infecciosos, que causam danos em</p><p>determinados órgãos ou tecidos do organismo. Produz febre, dor, eritema, edema,</p><p>alterações sanguíneas e, por vezes, secreção purulenta.</p><p>Material perfurocortante: material pontiagudo, como agulhas, fragmento de vidros, bisturis</p><p>e outros. Podem perfurar e/ou cortar.</p><p>Micro-organismos: formas de vida de dimensões microscópicas. Organismos visíveis</p><p>individualmente apenas ao microscópio. Abrangem bactérias, vírus, fungos e protozoários.</p><p>Patogenicidade: capacidade de um micro-organismo causar doença em um hospedeiro</p><p>suscetível.</p><p>Resíduos: materiais considerados sem utilidade por seu possuidor.</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>5</p><p>Tabela 1 – Exemplos de micro-organismos e seu potencial de infecção.</p><p>Doença ou Agente Etiológico Carga Infectante Via de Inoculação</p><p>Malária 10 intravenoso</p><p>Sífilis 57 intradérmico</p><p>Escherichia coli 108 ingestão</p><p>Poliovírus 2 inalação</p><p>Os agentes biológicos são classificados em quatro grupos de risco (Tabela 2).</p><p>Fonte: SBPC/ML, 2015.</p><p>As Boas Práticas em Laboratório Clínico – BPLC referem-se às atividades operacionais</p><p>no laboratório, uma série de regras ou normas que deve ser instituída, orientada e</p><p>disponível para todos os colaboradores do laboratório, juntamente com as normas da</p><p>Norma Reguladora 32 – Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde (NR 32)</p><p>(Tabela 3).</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>6</p><p>Fonte: SBPC/ML, 2015.</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>7</p><p>Fonte: SBPC/ML, 2015.</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>8</p><p>Os equipamentos para garantir a segurança dos colaboradores são descritos como</p><p>equipamentos de proteção individual (EPI) e equipamentos de proteção coletiva (EPC)</p><p>(Tabela 5 e 6).</p><p>Fonte: SBPC/ML, 2015.</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>9</p><p>NORMAS ADOTADAS NO LABORATÓRIO</p><p>1. Uso obrigatório do jaleco, sempre fechado. Além de protegê-lo contra contaminação,</p><p>muitos dos corantes utilizados em microbiologia são de difícil remoção. Uso</p><p>obrigatório de sapato fechado e calça comprida.</p><p>2. O aluno deverá observar o horário e estar sempre munido de material.</p><p>3. O laboratório deve ser recinto calmo. O aluno deve ocupar sempre o mesmo lugar,</p><p>evitando falar em voz alta e sair, desnecessariamente, de seu lugar.</p><p>4. Manter portas e janelas fechadas.</p><p>5. O aluno não deve comer (inclusive balas e chicletes), beber ou fumar no laboratório.</p><p>6. O aluno que tiver cabelo comprido deve mantê-lo sempre preso.</p><p>7. Não leve nenhum instrumento à boca, nariz ou qualquer outra parte do rosto.</p><p>Portanto, o uso de telefone celular é PROIBIDO.</p><p>8. Na mesa de trabalho não deverá haver acúmulo de objetos, permanecendo apenas os</p><p>indispensáveis para a experiência em execução.</p><p>9. Em caso de acidente (derramamento de culturas, quebra de placas, ferimentos e</p><p>outros) comunicar imediatamente ao professor.</p><p>10. Desinfetar a bancada de trabalho, no início e no final de cada aula, utilizando álcool a</p><p>70 %, com auxílio de algodão hidrófilo.</p><p>11. Fazer a assepsia das mãos, no início e no final de cada aula, com álcool a 70 %.</p><p>12. Ler o roteiro de prática antes de iniciar o trabalho.</p><p>13. Os materiais em uso (alças, pinças, pipetas, tubos de ensaio, etc.) devem ser colocados</p><p>nos suportes e não dispersos sobre a bancada.</p><p>14. Os materiais contaminados (pipetas, lâminas, lamínulas, etc.) deverão ser colocados</p><p>em recipientes apropriados, com solução desinfetante, que se encontram sobre a</p><p>bancada.</p><p>15. Nunca deverá ser colocado material contaminado na pia.</p><p>16. Faça a flambagem cuidadosa das alças (ou agulhas, ou espátulas) de repicagem antes e</p><p>após o uso. Da mesma forma, a boca dos tubos de ensaio e frascos de cultura deve ser</p><p>passada no fogo, seguindo sempre a orientação recebida.</p><p>17. Antes de acender o bico de gás verificar se não há substâncias inflamáveis por perto.</p><p>Ao acender o bico de gás, aproximar primeiro a chama ao bico e em seguida, abrir a</p><p>torneira e mantê-lo aceso somente quando necessário. Verificar se o mesmo foi</p><p>corretamente desligado no final da aula.</p><p>18. Os meios de cultura semeados devem ser devidamente identificados e levados ao local</p><p>de incubação, para permitir o desenvolvimento dos micro-organismos.</p><p>19. Seguir as normas de uso dos aparelhos. Quando utilizar o microscópio, com objetiva</p><p>(100X) de imersão em óleo, a lente deverá ser limpa com álcool após o uso.</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>10</p><p>USO DO MICROSCÓPIO</p><p>O microscópio é um instrumento óptico com capacidade de ampliar imagens de</p><p>objetos muito pequenos graças ao seu poder de resolução. Este pode ser composto (tem</p><p>duas ou mais lentes associadas) ou simples (constituído por apenas uma lente).</p><p>A citologia é dependente de equipamentos que permitem toda a visualização das</p><p>células, pois a maioria delas são tão pequenas que não podem ser observadas sem o auxílio</p><p>de instrumentos ópticos de ampliação. O olho humano tem um limite de resolução de</p><p>0,2 mm. Abaixo desse valor, não é possível enxergar os objetos sem o auxílio de</p><p>instrumentos, como lupas e, principalmente, o microscópio.</p><p>Partes de um microscópio</p><p>1 - Oculares: Dois sistemas de lentes (em microscópios mais simples há apenas um). As</p><p>oculares geralmente tem poder de aumento de 10X e é por meio delas que observamos a</p><p>imagem ampliada.</p><p>2 - Tubo: Suporte das oculares. Também chamado de canhão.</p><p>3 - Revólver: Peça giratória que comporta as objetivas. Para trocar de objetiva, sempre</p><p>manuseie o revólver, nunca force as objetivas.</p><p>4 - Objetivas: Geralmente três ou quatro, são lentes de maior poder de ampliação.</p><p>5 - Braço: Também chamado de coluna, é fixo na base do microscópio e serve de suporte</p><p>para as demais partes.</p><p>6 - Platina: Também chamada de mesa, é o suporte onde será colocada a lâmina. A platina</p><p>pode ser levantada ou baixada para regular o foco, utilizando-se os parafusos macro e</p><p>micrométrico.</p><p>7 - Condensador: Concentra os raios luminosos que incidem sobre a lâmina.</p><p>8 - Fonte de luz: Nos microscópios modernos é uma lâmpada embutida que facilita a</p><p>visualização da imagem.</p><p>9 - Base: Suporte que estabiliza o microscópio na mesa.</p><p>10 - Macrométrico: Parafuso que permite regular a altura da platina. Faz movimentos</p><p>amplos para um ajuste grosso.</p><p>11 - Micrométrico: Parafuso que permite regular a altura da platina. Permite um ajuste fino</p><p>do foco.</p><p>12 - Charriot: Peça que permite movimentar a lâmina sobre a platina.</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%93ptica</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Olho_humano</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>11</p><p>FOCALIZAÇÃO COM OBJETIVAS DE AUMENTO 10 E 45X</p><p>1. Retirar o microscópio da caixa. Colocá-lo sobre a mesa cuidadosamente.</p><p>2. Ligar a lâmpada.</p><p>3. Colocar a lâmina preparada na platina do microscópio e com objetiva 10X em posição de</p><p>foco, abaixar o canhão do microscópio por meio de parafuso macrométrico até o</p><p>aparecimento da imagem. Com o parafuso micrométrico, ajustar a sua nitidez.</p><p>4. Sem mover o canhão e a platina do microscópio, mudar para a objetiva de aumento 45X.</p><p>Se houver necessidade, ajustar a iluminação e o foco.</p><p>FOCALIZAÇÃO COM OBJETIVA DE IMERSÃO</p><p>1. Retirar o microscópio da caixa. Colocá-lo sobre a mesa cuidadosamente.</p><p>2. Ligar a lâmpada.</p><p>3. Suspender o condensador ao máximo. Abrir todo o diafragma. Verificar se o campo do</p><p>microscópio está bem iluminado.</p><p>4. Colocar a lâmina, com uma gota de óleo de cedro sobre o esfregaço na platina do</p><p>microscópio.</p><p>5. Baixar o canhão do microscópio de modo a mergulhar a objetiva de imersão no óleo.</p><p>Suspender o canhão do microscópio por meio de parafuso macrométrico até o</p><p>aparecimento da imagem e, com o parafuso micrométrico ajustar a nitidez.</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>12</p><p>Exercício de fixação:</p><p>1) Dê nome às partes de um microscópio:</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>13</p><p>Título: Ubiquidade dos Micro-organismos – Protocolo 1</p><p>Assunto: Demonstração da presença e da distribuição dos micro-organismos em vários</p><p>ambientes.</p><p>Objetivo: Verificar a presença e a distribuição dos micro-organismos em vários ambientes.</p><p>Analisar as colônias de micro-organismos de acordo com suas características morfológicas</p><p>macroscópicas.</p><p>Introdução:</p><p>Os micro-organismos são encontrados praticamente em todos os lugares. A grande</p><p>maioria faz parte do ecossistema, onde exerce profunda influência na manutenção do</p><p>equilíbrio entre os organismos vivos e os compostos químicos do ambiente – sendo</p><p>denominados de autóctones ou nativos. No solo, nas águas, sobre ou no interior do</p><p>organismo animal (pele, boca, estômago, intestino), na superfície externa dos vegetais, e,</p><p>em certos casos no interior de seus tecidos, estão os micro-organismos presentes,</p><p>permanente ou transitoriamente.</p><p>São encontrados também na atmosfera, embora sem qualquer atividade, pois para</p><p>que possam se manter em atividade, é necessário que estejam em contato com o substrato</p><p>de onde retiram os nutrientes de que necessitam. No entanto, a demonstração da existência</p><p>de micro-organismos na atmosfera é de grande importância e aplicação em diferentes</p><p>campos da microbiologia (microbiologia médica, industrial, agrícola, básica, ambiental, etc.).</p><p>Quanto mais movimentado e populoso é o ambiente, mais rico em micro-organismos, que</p><p>podem ser disseminados pela movimentação do ar e pelas correntes aéreas, ele será.</p><p>Apenas uma minoria dos micro-organismos é patogênica, a grande maioria é benéfica para</p><p>os seres humanos, outros animais e plantas.</p><p>Material (para 5 grupos):</p><p>1) ágar PCA (PCA) em placa;</p><p>2) ágar Sabouraud (SB) em placa.</p><p>3) Estereoscópio (1 por grupo no dia da leitura dos resultados)</p><p>Metodologia:</p><p>1) Escolher o local para a pesquisa da presença dos micro-organismos em vários ambientes</p><p>(fungos e bactérias);</p><p>2) Identificar as placas (nome dos alunos, data e local escolhido);</p><p>3) Inocular as placas (exposição de 10 a 15 min, com tampa aberta, no ambiente escolhido);</p><p>4) Incubar as placas à temperatura ambiente (mínimo de 5 dias).</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>14</p><p>Título: Ubiquidade dos micro-organismos - Protocolo 2</p><p>Introdução: O conceito de ubiquidade microbiana pode ser traduzido no entendimento de</p><p>que não há parte na biosfera em que não se encontrem microrganismos. Na maior parte das</p><p>vezes eles fazem parte do ecossistema, influindo significativamente no equilíbrio</p><p>biológico e</p><p>na preservação desses sistemas. Nesse caso, esses microrganismos podem ser denominados</p><p>residentes, indígenas ou autóctones. No solo, na superfície de vegetais, na pele – e em seus</p><p>anexos como pelos e unhas - de animais, e em diversos tecidos dos seres vivos os</p><p>microrganismos estão presentes, fazendo parte de uma flora permanente e, em alguns</p><p>casos, transitória. Alguns microrganismos podem ser encontrados na atmosfera, mesmo não</p><p>exercendo nenhuma atividade, uma vez que nesse local eles não encontram substratos que</p><p>podem servir como nutrientes em seus processos metabólicos. Demonstrar a presença de</p><p>microrganismos na atmosfera é de grande importância e tem aplicação destacada em</p><p>diversos campos de estudo,</p><p>como a medicina, em diversos segmentos industriais e na agricultura. Normalmente, quanto</p><p>mais populoso o ambiente, maior sua riqueza microrgânica, sendo estes seres disseminados</p><p>pela movimentação do ar. O objetivo desta prática é demonstrar a presença de</p><p>microrganismos em diversos ambientes domésticos, sua diversidade e capacidade de</p><p>desenvolvimento em um meio de cultura relativamente simples de ser preparado:</p><p>Metodologia: Para realizar a prática, você precisará dos seguintes materiais:</p><p>Uma batata (aproximadamente 100 g), com casca</p><p>500 ml de água</p><p>Uma colher de sopa de açúcar</p><p>3 potes de vidro ou plástico, com tampa</p><p>Uma panela</p><p>Uma tigela</p><p>Um agente espessante (um pacote de gelatina sem sabor e incolor, uma colher de sopa de</p><p>amido de milho ou de fécula de batata ou de fécula de mandioca – tapioca, uma colher de</p><p>sopa de ágar).</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>15</p><p>Adicione a batata e a água à panela e aqueça em ebulição suave por aproximadamente 30</p><p>minutos. Retire a batata da água e adicione, com a água ainda quente, o açúcar e o agente</p><p>espessante escolhido. Caso tenha optado por utilizar algum tipo de amido (milho, batata,</p><p>mandioca), aqueça a mistura até que fique bastante viscosa. Caso utilize a gelatina ou o</p><p>ágar, basta homogeneizar a mistura até que todo o material se disperse e a solução fique</p><p>transparente; transfira a mistura ainda quente para os frascos separados, deixe resfriar e</p><p>firmar coberto com um pano limpo; leve esses frascos aos locais escolhidos para a pesquisa</p><p>(pode ser o seu quarto, a cozinha ou a sala de casa, um banheiro, a despensa ou outro</p><p>cômodo que quiser pesquisar) e deixe-o aberto no ambiente por um período de 10 minutos.</p><p>Em seguida feche-o, porém sem torná-lo hermético (a tampa deve estar fechada, mas não</p><p>lacrada), para que o oxigênio presente no ar possa permear o ambiente interno. Guarde-o</p><p>em um local adequado (dentro de uma gaveta, num armário, na bancada) e, se possível, que</p><p>tenha o mínimo de variação de temperatura, por um período de 4 a 7 dias e faça a</p><p>observação e o registro fotográfico dos microrganismos que ali se desenvolveram. Ao final</p><p>do experimento (após mostrar ao seu professor), o material utilizado deve ser descartado e</p><p>os frascos devem ser esterilizados (usando hipoclorito ou, no caso do vidro, aquecendo-se</p><p>em banho maria fervente por 15 minutos). Guarde esses frascos vazios pois utilizaremos em</p><p>um momento posterior do nosso semestre.</p><p>Ubiquidade dos micro-organismos - Leitura e interpretação:</p><p>Uma célula vegetativa ou um esporo de um micro-organismo, em condições</p><p>nutritivas favoráveis, multiplicando-se sucessivamente, formará uma população visível</p><p>macroscopicamente, denominada colônia. As características morfológicas macroscópicas das</p><p>colônias são importantes para a identificação do micro-organismo. Destas características as</p><p>mais evidentes são:</p><p>1) Tamanho</p><p>colônias pequenas (até 5 mm) bactérias e fungos leveduriformes</p><p>colônias grandes fungos filamentosos</p><p>2) Aspecto</p><p>mucóide, cremoso ou butiroso bactérias e fungos leveduriformes</p><p>cotonoso, aveludado, granular ou pulverulento fungos filamentosos</p><p>3) Pigmentação</p><p>cor do verso parte em contato com o ar</p><p>cor do reverso parte em contato com o meio de cultura (só p/ os fungos</p><p>filamentosos)</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>16</p><p>Resultados:</p><p>1) Anotar os resultados obtidos na tabela abaixo:</p><p>Placas Número de colônias</p><p>aspecto filamentoso aspecto mucóide total</p><p>1 – PCA</p><p>2 – SB</p><p>Comentários:</p><p>A microbiota do ar é transitória e variável, sendo o ar portador de matéria</p><p>particulada, pó e gotículas, que podem estar carregadas com micro-organismos. O número e</p><p>o tipo de micro-organismos contaminantes são determinados pelas fontes de contaminação</p><p>existentes no ambiente.</p><p>Os micro-organismos veiculados pelo ar constituem na atualidade, um grande risco</p><p>em termos de contaminação (colonização e infecção) da pele e superfícies mucosas do</p><p>homem. Eles têm papel de destaque nas infecções hospitalares endêmicas.</p><p>ATIVIDADE:</p><p>1) Qual grupo de micro-organismos forma colônias de aspecto filamentoso? E mucóide?</p><p>2) Para que servem os meios de cultura? Como os meios de cultura podem se apresentar</p><p>fisicamente?</p><p>3) O que pode ser demonstrado através da inoculação nos meios de cultura?</p><p>4) O que se pode concluir em relação às condições de cultivo usadas e a população</p><p>microbiana em cada uma? Discuta, considerando a composição química dos meios de</p><p>cultura utilizados.</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>17</p><p>Ágar PCA Ágar Sabouraud</p><p>Peptona de caseína 5 g Peptona de carne 5 g</p><p>Extrato de levedura 2,5 g Peptona de caseína 5 g</p><p>Glicose 1 g Glicose 20 g</p><p>Ágar 15 g Ágar 15 g</p><p>Água destilada 1000 ml Água destilada 1000 ml</p><p>pH 7,0 0,2 pH 5,6 0,1</p><p>5) Qual o objetivo da incubação?</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>18</p><p>Título: Morfologia Bacteriana.</p><p>Assunto: Coloração pelo Método de Gram.</p><p>Objetivo: Preparar esfregaços de culturas de células bacterianas para coloração de Gram.</p><p>Realizar coloração de Gram. Diferenciar células gram-positivas e gram-negativas.</p><p>Introdução:</p><p>Entre os vários métodos de coloração bacteriana, o método de Gram, desenvolvido</p><p>pelo médico Hans Christian Gram, em 1884, é o mais empregado na rotina bacterioscópica,</p><p>pois permite observar a forma, o tipo de arranjo e o comportamento do material celular</p><p>frente aos corantes básicos. O método de Gram é uma coloração diferencial amplamente</p><p>utilizada para visualizar as bactérias, e ao mesmo tempo classificá-las em dois grandes</p><p>grupos: gram-positivos e gram-negativos.</p><p>A coloração de Gram está relacionada a diferenças na estrutura da parede celular das</p><p>bactérias. Aquelas bactérias capazes de reter o complexo formado pelo cristal violeta mais o</p><p>iodo coram-se em violeta (gram-positivas), enquanto que as que não retêm o complexo</p><p>coram-se em vermelho (gram-negativas).</p><p>Várias alterações do método original já foram feitas. Entretanto, em todas elas,</p><p>quatro reagentes básicos são usados: corante básico (violeta de genciana), mordente</p><p>(solução de iodo-iodetada de lugol), agente descorante (álcool etílico, acetona ou álcool-</p><p>acetona) e contracorante (fucsina básica diluída ou safranina).</p><p>Material (para 6 grupos):</p><p>1) culturas de bactérias em meio sólido ( E.coli e S.aureus)</p><p>2) bateria de Gram</p><p>3) alça de platina</p><p>4) tubo com solução salina (0,9%)</p><p>5) lâmina de microscopia</p><p>6) swabs estéreis (NÃO FAZER – COVID-19)</p><p>Metodologia:</p><p>1) Preparação de esfregaço utilizando cultura de bactérias em meio sólido:</p><p> Flambar a alça de platina e deixá-la resfriar conservando-a próximo à chama;</p><p> Depositar uma gota de soro fisiológico no centro da lâmina;</p><p> Segurar o tubo de cultura contendo meio sólido com a mão esquerda e, com o dedo</p><p>mínimo, remover a rolha da boca do tubo;</p><p> Flambar a boca do tubo de cultura e com a alça de platina esterilizada retirar uma</p><p>pequena porção da cultura de bactéria e depositá-la sobre a gota de soro fisiológico na</p><p>lâmina;</p><p> Flambar novamente a boca do tubo e fechá-lo;</p><p> Espalhar o material sobre a lâmina, fazendo movimentos circulares com a alça de platina,</p><p>a fim de se obter uma camada delgada bem dispersa na área delimitada;</p><p> Deixar a lâmina secar ao ar completamente;</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>19</p><p> Fixar o esfregaço movimentando a lâmina sobre a chama por algumas vezes, a fim de</p><p>que o material fique bem aderido à lâmina;</p><p> Deixar a preparação esfriar ao ar;</p><p> Marcar com lápis preto o lado do esfregaço.</p><p>2) Preparação de esfregaço utilizando material clínico (saliva): (NÃO FAZER – COVID-19)</p><p> Coletar a saliva com o auxílio de cotonete;</p><p> Espalhar o material sobre a lâmina, fazendo movimentos circulares com o cotonete, a</p><p>fim de se obter uma camada delgada bem dispersa na área delimitada;</p><p> Deixar a lâmina secar ao ar completamente;</p><p> A fixação do material é semelhante a do esfregaço de cultura em meio sólido.</p><p>3) Coloração pelo método de Gram:</p><p> Colocar a lâmina com o esfregaço seco e fixado, voltado para cima, sobre o suporte da</p><p>cuba de coloração;</p><p> Cobrir o esfregaço com algumas gotas de corante (cristal violeta), acrescentar 3 gotas de</p><p>solução de bicarbonato de sódio;</p><p> Deixar o corante agir durante um minuto e desprezar o corante na cuba, lavando</p><p>rapidamente a lâmina em água corrente, para retirar o excesso de corante;</p><p> Cobrir a lâmina com lugol;</p><p> Deixar o mordente agir durante 1 minuto e desprezar o mordente na cuba, lavando o</p><p>esfregaço em água corrente;</p><p> Descorar, rapidamente, o esfregaço com solução de éter-acetona, lavando rapidamente</p><p>o esfregaço em água corrente;</p><p> Cobrir o esfregaço com algumas gotas de contracorante (safranina);</p><p> Deixar o contracorante agir durante 30 segundos;</p><p> Escorrer e lavar em água corrente;</p><p> Deixar a lâmina secar ao ar completamente;</p><p> Colocar uma gota de óleo de imersão sobre a preparação e examiná-la ao microscópio</p><p>com objetiva de imersão.</p><p>Leitura e interpretação:</p><p>1) Observar cada esfregaço isoladamente.</p><p>2) Diferenciar: células gram-positivas e células gram-negativas.</p><p>3) Caracterizar: formas e arranjos das células gram-positivas e gram-negativas.</p><p>Resultados:</p><p>1) Células gram-positivas: coradas em roxo.</p><p>Células gram-negativas: coradas em rosa.</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>20</p><p>ATIVIDADE:</p><p>1) Desenhe as formas e os arranjos bacterianos observados no esfregaço e a cor que</p><p>tomaram após a coloração.</p><p>CULTURA 1 CULTURA 1</p><p>Desenho:</p><p>Forma:</p><p>Arranjo:</p><p>Cor:</p><p>Bactéria:</p><p>Desenho:</p><p>Forma:</p><p>Arranjo:</p><p>Cor:</p><p>Bactéria:</p><p>2) Descreva as diferenças de composição química da parede celular de bactérias gram-</p><p>positivas e gram-negativas?</p><p>3) Qual a importância da coloração de Gram na prática bacteriológica?</p><p>4) Por que a coloração de Gram deve ser realizada com culturas novas?</p><p>5) Defina o fenômeno de gram-labilidade.</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>21</p><p>Comentários:</p><p>A primeira caracterização que se deve ter de uma célula bacteriana é quanto a sua</p><p>forma, seu arranjo e seu comportamento frente à coloração de Gram.</p><p>A coloração deve ser sempre feita com células jovens, obtidas no habitat natural ou</p><p>em condições de cultivo. O uso de células em cultura velha é desaconselhado porque</p><p>algumas células podem perder certas características físico-químicas, fazendo com que</p><p>células gram-positivas possam apresentar-se como gram-negativas frente a coloração de</p><p>Gram. Um descoramento muito rápido e intenso pode alterar também a informação. A</p><p>adição de bicarbonato de sódio visa corrigir o fenômeno de gram-labilidade, ou seja, uma</p><p>célula gram-positiva se comportar como gram-negativa.</p><p>As bactérias gram-positivas, devido a sua constituição química estrutural,</p><p>principalmente da parede, retêm o complexo cristal violeta – iodo (CV-I) não sendo</p><p>descoradas pela ação do éter-acetona. As bactérias gram-negativas, por não reterem o</p><p>complexo CV-I quando submetidas à ação do solvente orgânico, são descoradas e</p><p>novamente coradas pelo contracorante (safranina).</p><p>Parede celular gram-positiva Parede celular gram-negativa</p><p>Membrana Externa</p><p>Peptideoglicana</p><p>Membrana Plasmática</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>22</p><p>Título: Controle da População Microbiana – Agentes Químicos.</p><p>Assunto: Ação de anti-sépticos sobre a microbiota das mãos.</p><p>Objetivo: Verificar o controle da população de micro-organismos através do emprego de</p><p>agentes químicos.</p><p>LEITURA E DISCUSSÃO DOS PARÁGRAFOS COM OS ALUNOS:</p><p>A microbiota das mãos apresenta uma população de microrganismos representada por</p><p>diferentes gêneros, e por uma diversificação muito grande de indivíduo para indivíduo. Essa</p><p>microbiota sofre muita interferência temporal, ambiental e associada aos hábitos pessoais</p><p>dos hospedeiros. Os folículos pilosos são colonizados por bactérias não virulentas, que</p><p>apresentam características benéficas aos hospedeiros como impedimento da implantação</p><p>de microrganismos patogênicos exógenos, constituindo a ‘microbiota indígena”, “autóctone”</p><p>ou “residente” dessa superfície. Além disso, entende-se que apesar de vários</p><p>microrganismos se depositarem na superfície da pele, esses microrganismos não nos</p><p>colonizam e são de fácil remoção, qualificando a microbiota transitória".</p><p>Dependendo da atividade profissional do indivíduo, seja ele médico, enfermeiro,</p><p>farmacêutico, biólogo, biomédico, dentista, auxiliar de enfermagem, manipulador de</p><p>alimentos, entre outros, os microrganismos presentes na microbiota da mão representam</p><p>elevado risco de contaminação para outros indivíduos, porque as mãos agem como um</p><p>veículo de transmissão de microrganismos patogênicos.</p><p>Muitos surtos de intoxicações alimentares, infecções intestinais, infecções hospitalares e a</p><p>elevada incidência de contaminação de feridas cirúrgicas podem ser evitados com um</p><p>simples ato de lavar as mãos antes de preparar os alimentos e antes da manipulação do</p><p>paciente. Na indústria, especialmente alimentar e farmacêutica, as mãos ou equipamentos,</p><p>não bem processados com fins de afastar microrganismos contaminantes, podem gerar</p><p>perdas econômicas que resultam no refugo de grande volume de produção.</p><p>No hospital, a lavagem das mãos deve ser um procedimento dos mais importantes entre as</p><p>medidas que se destinam ao controle de infecções hospitalares. Isto deve ser exigido de</p><p>todos aqueles que manipulam doentes, inclusive do médico. A lavagem das mãos com água</p><p>e sabão ou água e detergente remove a "microbiota transitória", mas a "microbiota</p><p>residente" persiste, havendo necessidade do emprego do antisséptico e uso de luvas</p><p>estéreis, quando o paciente ficar exposto a alto risco de infecção (cirurgia, angiografia,</p><p>biópsia hepática, dentre outros).</p><p>Para a antissepsia das mãos existe uma série de produtos comerciais, cabendo ao usuário a</p><p>escolha de acordo com os critérios fundamentais apresentados em trabalhos científicos, que</p><p>apontam as vantagens e desvantagens de cada um dos produtos. O controle artificial da</p><p>população microbiana, por agentes químicos e físicos, propicia a obtenção de condições</p><p>assépticas e de esterilidade em ambientes e vários materiais. O controle da população</p><p>microbiana em nível de pele e mucosa é um problema constante.</p><p>A pesquisa da microbiota das mãos deve ser feita periodicamente em médicos, enfermeiros,</p><p>dentistas e outros profissionais da saúde que cuidam de pacientes queimados, com feridas</p><p>cirúrgicas ou de recém-nascidos. Não é raro, profissionais apresentarem bactérias</p><p>patogênicas na microbiota residente das mãos, como Pseudomonas spp e Staphylococcus</p><p>aureus, o que apresenta um grande risco de contaminação externa para os pacientes. Na</p><p>indústria, profissionais das diferentes cadeias produtivas, mais sensíveis à contaminação,</p><p>também devem ter cuidados de manutenção da assepsia durante suas atividades.</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>23</p><p>Outro cuidado que se deve ter</p><p>é em relação aos antissépticos indicados para a assepsia das</p><p>mãos, verificando, antes do seu uso rotineiro, se os componentes de sua fórmula são</p><p>germicidas nas concentrações indicadas e se no preparo das soluções são seguidas as</p><p>especificações do fabricante, não deixando de observar o tempo de validade das soluções</p><p>em uso. Muitos produtos já lançados no mercado mostraram-se menos eficientes que o</p><p>sabão neutro. Com relação ao álcool iodado, deve-se salientar que, embora seja um</p><p>antisséptico de grande poder germicida, seu uso constante provoca o ressecamento da pele</p><p>e pessoas alérgicas ao iodo não devem usá-lo, havendo então a necessidade de substituí-lo</p><p>por outro produto de eficiência comprovada e equivalente.</p><p>Além dos cuidados com os tecidos vivos, quando não se tem condição de fazer a retirada</p><p>total dos microrganismos de determinados ambientes ou superfície inanimada, fazemos o</p><p>controle da população microbiana através de agentes químicos desinfetantes. Estes agentes</p><p>têm a propriedade de eliminar parcialmente os microrganismos (sobretudo os patogênicos),</p><p>entretanto, deve-se sempre ter conhecimento do mecanismo de ação do desinfetante, da</p><p>concentração a ser usada e do tempo de ação.</p><p>BUSCA ATIVA:</p><p>Correta Higienização das mãos: água e sabão ou preparação alcoólica - Portal de Boas</p><p>Práticas IFF/Fiocruz (https://www.youtube.com/watch?v=Q6NTxSINVSI&feature=youtu.be)</p><p>https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/atencao-recem-nascido/como-higienizar-</p><p>corretamente-as-maos-e-antebracos/</p><p>Material (para 5 grupos):</p><p>1) álcool a 70 %;</p><p>2) sabonete líquido;</p><p>3) álcool iodado a 2%;</p><p>4) placa de ágar simples;</p><p>5) toalhas de papel;</p><p>6) peróxido de hidrogênio;</p><p>7) swabs;</p><p>Metodologia:</p><p>Parte 1</p><p>1) Tomar uma placa de ágar simples e, com um pincel atômico, dividir a parte externa do</p><p>fundo em 4 setores, marcando: I, II, III e IV;</p><p>2) Sem lavar as mãos, abrir a placa próxima à chama do bico de Bunsen e tocar o dedo</p><p>indicador no setor I. Fechar a placa;</p><p>3) Lavar as mãos com água e sabonete líquido. Enxugar as mãos com toalha de papel e</p><p>tocar com o mesmo dedo indicador no setor II;</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=Q6NTxSINVSI&feature=youtu.be</p><p>https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/atencao-recem-nascido/como-higienizar-corretamente-as-maos-e-antebracos/</p><p>https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/atencao-recem-nascido/como-higienizar-corretamente-as-maos-e-antebracos/</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>24</p><p>4) Passar o álcool a 70 % nas mãos, deixar evaporar e tocar com o dedo indicador no setor</p><p>III;</p><p>5) Passar o álcool iodado a 2 % nas mãos, deixar evaporar e tocar com o dedo indicador no</p><p>setor IV;</p><p>6) Identificar o material e incubar a placa a 370C.</p><p>Leitura e interpretação:</p><p>1) Observar o crescimento bacteriano nos quatro setores da placa de ágar simples.</p><p>2) Contar o número de colônias crescidas em cada setor.</p><p>3) Na Parte 1 da aula prática, o crescimento no setor I e II qualifica a microbiota transitória</p><p>ou flutuante, principalmente. O crescimento no setor III qualifica a microbiota residente</p><p>ou permanente.</p><p>Resultados:</p><p>Procedimento Setor N° total de colônias</p><p>Mãos ANTES da lavagem I</p><p>Mãos APÓS a lavagem II</p><p>Mãos APÓS anti-sepsia III</p><p>Mãos APÓS anti-sepsia IV</p><p>Comentários:</p><p>Muitos surtos de intoxicações alimentares, infecções intestinais, infecções</p><p>hospitalares e a elevada incidência de contaminação de feridas cirúrgicas, podem ser</p><p>evitados com um simples ato de lavar as mãos antes de preparar os alimentos e antes da</p><p>manipulação do paciente. A lavagem das mãos com água e sabão ou água e detergente</p><p>remove a microbiota transitória, mas a microbiota residente persiste havendo necessidade</p><p>do emprego do anti-séptico.</p><p>Deve-se ter cuidado em relação aos anti-sépticos indicados para a assepsia das mãos.</p><p>Antes do seu uso, rotineiro, deve ser verificado se os componentes de sua fórmula são</p><p>germicidas nas concentrações indicadas, se no preparo das soluções são seguidas as</p><p>especificações do fabricante e se o tempo de validade das soluções em uso está adequado.</p><p>Esterilização de materiais, equipamentos e instrumentos:</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>25</p><p>Muitos procedimentos necessitam de equipamentos, ferramentas, e material</p><p>especializado para sua execução. Muitos materiais são de uso individual e de</p><p>responsabilidade da própria pessoa que vai ser submetida ao procedimento. Entretanto,</p><p>outros materiais não. Esses materiais devem então, serem submetidos a processos de</p><p>esterilização evitando assim a contaminação do paciente que está sendo submetido ao</p><p>procedimento.</p><p>Por exemplo, a autoclave é um dispositivo utilizado para esterilizar instrumentos e</p><p>materiais. O processo se baseia em manter a pressão e temperatura elevadas.</p><p>Primeiramente é formado um vácuo dentro do equipamento para garantir que o vapor de</p><p>água em elevada temperatura permita o contato total com o material a ser esterilizado. Com</p><p>o aumento da temperatura a água vaporiza e aumenta a pressão do equipamento formando</p><p>assim, uma atmosfera de vapor de água em alta pressão ocorrendo assim, a esterilização dos</p><p>instrumentos. Em seguida, o vapor passa por um filtro que evita que os microrganismos</p><p>saiam da autoclave.</p><p>ATIVIDADE:</p><p>1) Como explicar as diferenças observadas no setor I, II, III e IV?</p><p>2) Porque o álcool a 70% é mais eficaz que o álcool a 100%?</p><p>3) Pesquise um artigo científico que aborde a higienização de mãos. Escreva aqui a</p><p>referência e um breve resumo.</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>26</p><p>Título: Agentes Quimioterápicos.</p><p>Assunto: Estudo in vitro da suscetibilidade de bactérias a drogas antimicrobianas -</p><p>Antibiograma.</p><p>Objetivo: Realizar e interpretar um antibiograma.</p><p>Introdução:</p><p>Os agentes quimioterápicos atuam pela interferência no crescimento dos micro-</p><p>organismos. Diferentemente dos desinfetantes, todavia, estas drogas devem muitas vezes</p><p>atuar dentro do hospedeiro.</p><p>Antibiograma é um teste aplicado para determinados tipos de bactérias, a fim de</p><p>avaliar sua sensibilidade ou resistência a um determinado antibiótico. Sua aplicação básica</p><p>está em avaliar a provável eficácia de um dado antimicrobiano sobre determinadas</p><p>bactérias.</p><p>Dispõe-se, hoje, de uma gama de métodos que visam a avaliação do perfil bacteriano</p><p>de suscetibilidade a drogas. Um deles, que avalia diretamente a atividade antimicrobiana</p><p>sobre determinada amostra, é o método da difusão em placa (Teste de Kirby-Bauer). Este</p><p>método clássico, bastante empregado, baseia-se no fato de que antimicrobianos</p><p>impregnados em discos de papel de filtro difundem-se no ágar inoculado com o micro-</p><p>organismo, criando, em torno do disco, um gradiente decrescente de concentração da</p><p>droga. Se o agente quimioterapêutico é efetivo, uma zona de inibição de crescimento forma-</p><p>se imediatamente ao redor do disco. O diâmetro da zona de inibição é comparado com uma</p><p>tabela padrão para a droga e a concentração, e os resultados obtidos classificam o micro-</p><p>organismo como sensível, intermediário ou resistente.</p><p>Material:</p><p>1) Culturas de bactérias em caldo nutriente;</p><p>2) Discos de antimicrobianos;</p><p>3) Placas de ágar nutriente;</p><p>4) Swabs estéreis;</p><p>5) Becker com álcool etílico;</p><p>6) Pinça.</p><p>Metodologia:</p><p>1) Identificar a placa e marcar os locais onde serão colocados os discos de antimicrobianos,</p><p>que devem ficar eqüidistantes e a cerca de 1 cm da borda;</p><p>2) Embeber o swab na cultura bacteriana e eliminar o excesso de líquido por compressão</p><p>nas paredes do tubo. Espalhar o inóculo, uniformemente, de maneira a cobrir toda a</p><p>superfície do ágar;</p><p>3) Deixar a superfície do ágar secar por 15 segundos;</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>27</p><p>4) Com uma pinça flambada e resfriada, retirar um disco de antimicrobiano do frasco, abrir</p><p>a placa perto do bico de Bunsen e colocar o disco no local previamente marcado,</p><p>comprimindo-o ligeiramente para que</p><p>fique aderido à superfície do meio e fechar a</p><p>placa;</p><p>5) Repetir o procedimento anterior para a colocação dos demais discos de antimicrobianos;</p><p>6) Incubar a placa a 37 °C.</p><p>Leitura e interpretação:</p><p>1) Observar o crescimento bacteriano, principalmente nas áreas ao redor dos discos de</p><p>antimicrobianos.</p><p>2) Medir o diâmetro dos halos de inibição do crescimento bacteriano e anotar os</p><p>resultados.</p><p>3) Interpretar os dados com o auxílio do quadro fornecido no final do roteiro desta prática.</p><p>Usar S para micro-organismos sensíveis, I para aqueles que apresentam sensibilidade</p><p>intermediária e R para resistentes.</p><p>4) Comparar os resultados obtidos para as diferentes espécies bacterianas.</p><p>Resultados:</p><p>Antimicrobiano Bactéria</p><p>Zona de inibição (mm) Suscetibilidade (S, I ou R)</p><p>Comentários:</p><p>Os testes para indicar qual agente quimioterapêutico é o mais apropriado para</p><p>combater um patógeno específico são necessários somente quando a suscetibilidade não é</p><p>previsível ou quando existem problemas de resistência à antibióticos.</p><p>Colônias isoladas na zona de inibição de crescimento indicam a presença de mutantes</p><p>resistentes à ação do antimicrobiano. Estes mutantes surgem espontaneamente na</p><p>população bacteriana, seu aparecimento não é induzido pela droga.</p><p>A droga antimicrobiana ideal mata o micro-organismo nocivo sem prejudicar o</p><p>hospedeiro, este é o princípio da toxicidade seletiva.</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>28</p><p>Atividades:</p><p>1) O que é antibiograma e para que serve?</p><p>2) Qual a diferença entre agente bactericida e bacteriostático?</p><p>3) Dos antibióticos testados qual seria o mais indicado para o tratamento de infecção</p><p>causada pelo micro-organismo testado? Por quê?</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>29</p><p>Título: Diagnóstico Microbiológico.</p><p>Assunto: Teste da Catalase.</p><p>Objetivo: Observar a reação da enzima catalase produzida por algumas bactérias.</p><p>Introdução:</p><p> Gênero Staphylococcus</p><p>O gênero Staphylococcus pertence à família Micrococcaceae. São cocos Gram positivos</p><p>agrupados em cachos, anaeróbios facultativos (porém crescem melhor quando incubados</p><p>em aerobiose). São catalase positivos, e crescem melhor em meios suplementados com 10-</p><p>15% de NaCl. Possuem metabolismo respiratório e fermentativo.</p><p>Alguns são membros da microbiota residente da pele e das mucosas dos seres</p><p>humanos, enquanto que outros provocam intoxicações alimentares, formação de abcessos,</p><p>várias infecções supurativas, uma variedade de infecções piogênicas e até septicemia fatal;</p><p>são de extrema importância ocupacional nas infecções associadas à assistência à saúde,</p><p>também designadas infecções hospitalares (ex: S. aureus).</p><p>Os estafilococos patogênicos são em geral hemolíticos e coagulase-positivos (ou seja,</p><p>são capazes de coagular o plasma humano ou de coelho). As amostras humanas coagulase-</p><p>positivas são classificadas e conhecidas como S. aureus, e podem ser isoladas das vias aéreas</p><p>superiores de portadores assintomáticos. Existem também os estafilococos que são</p><p>coagulase-negativos. A identificação dos estafilococos coagulase-negativos em laboratório</p><p>está limitada geralmente a duas espécies: Staphylococcus epidermidis e Staphylococcus</p><p>saprophyticus. O S. epidermidis é um importante agente da endocardite e está envolvido em</p><p>infecções geniturinárias. O S. saprophyticus está relacionado com infecções do trato urinário</p><p> Gênero Streptococcus</p><p>Os estreptococos são microrganismos esféricos, Gram positivos, dispostos dois a dois ou</p><p>em cadeias, quando cultivados em meio líquido. A maioria é anaeróbia facultativa, sendo</p><p>que algumas espécies necessitam de CO2 para o seu crescimento. Possuem metabolismo</p><p>fermentativo, metabolizando carboidratos com a produção estrita de ácido lático. São</p><p>catalase negativos, o que os diferencia dos Staphylococcus.</p><p>Os estreptococos estão amplamente distribuídos na natureza. Alguns são habitantes da</p><p>pele, boca, nariz, garganta, trato intestinal e genital. Os estreptococos são responsáveis por</p><p>várias doenças infecciosas em seres humanos. Algumas infecções estreptocócicas comuns</p><p>são: faringite, escarlatina, febre reumática, endocardite, dentre outras. S. pyogenes pode</p><p>causar uma variedade de infecções piogênicas.</p><p>De acordo com os tipos de hemólise em placas de ágar sangue, os estreptococos podem</p><p>ser classificados em alfa-hemolíticos (produzem hemólise parcial – halos verdes – em ágar</p><p>sangue); beta-hemolíticos (produzem hemólise total em ágar sangue - halos claros) e</p><p>gama�hemolíticos (quando não há hemólise). Os estreptococos exigem meios de cultura</p><p>mais ricos e maiores cuidados em sua conservação no laboratório.”</p><p>Fonte: Diniz, C. G. Roteiro de Práticas UFIF 2018. 68pp.</p><p>Material (para 6 grupos):</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>30</p><p>1) lâmina de microscopia ou placa de petri;</p><p>2) cultura gram-positiva;</p><p>3) peróxido de hidrogênio a 3% (água oxigenada).</p><p>Metodologia:</p><p> Retirar uma colônia cultura, colocá-la na lâmina ou placa de petri.</p><p> Deixar uma lâmina sem a colônia.</p><p> Pingar água oxigenada na lamina sem colônia.</p><p> Pingar água oxigenada na lamina com a colônia.</p><p>Interpretação:</p><p>4) Observar e anotar qual reação ocorreu.</p><p>ATIVIDADE:</p><p>1) Por que ocorreu a formação de bolhas?</p><p>2) Por que é importante fazer o teste em uma lâmina sem a cultura bacteriana?</p><p>3) O que aconteceria ao colocar o peróxido de hidrogênio em uma colônia de</p><p>Streptococcus?</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>31</p><p>Título: Células do Sistema Imune.</p><p>Assunto: Esfregaço Sangue Capilar.</p><p>Objetivo: Preparar esfregaços de sangue capilar para coloração de Giemsa. Realizar</p><p>coloração de Giemsa. Diferenciar os seguintes componentes do sangue humano: neutrófilos,</p><p>basófilos e eosinófilos.</p><p>Introdução:</p><p>A confecção do esfregaço sanguíneo é o fator mais importante para a realização de</p><p>um hemograma. Há todo um procedimento técnico para que o esfregaço seja satisfatório,</p><p>ele deve ser fino e regular, e de margens livres, para haver boa distribuição das células. Por</p><p>meio dessa técnica é possível observar neutrófilos, basófilos e macrófagos.</p><p>Os neutrófilos são células sanguíneas leucocitárias responsáveis pela defesa do</p><p>organismo, sendo sempre as primeiras a chegarem nas áreas de inflamação. Possuem um</p><p>núcleo formado por dois a cinco lóbulos, sendo mais comuns três.</p><p>Os basófilos são leucócitos granulares que podem participar de processos alérgicos, e</p><p>seu número pode aumentar quando o paciente apresentar colite ulcerativa, sinusite crônica,</p><p>nefrose, anemia hemolítica, doença de Hodgkin.</p><p>Os macrófagos são células de grandes dimensões do tecido conjuntivo, ricos em</p><p>lisossomas, que fagocitam elementos estranhos ao corpo. Os macrófagos intervêm na</p><p>defesa do organismo contra infecções.</p><p>Os neutrófilos e macrófagos são células que compõem o sistema imune e estão</p><p>envolvidos no processo de cicatrização de feridas. A cicatrização é um processo de reparação</p><p>tecidual que substitui o tecido lesado por um tecido novo. A reparação envolve a</p><p>regeneração de células especializadas, a formação de tecido de granulação e a reconstrução</p><p>do tecido.</p><p>Material (para 5 grupos):</p><p>1) lancetas</p><p>2) lâminas de microscopia</p><p>3) corante Giemsa</p><p>4) corante May Grunwald</p><p>5) pipeta Pasteur</p><p>6) luvas</p><p>7) algodão</p><p>8) óleo de imersão</p><p>Metodologia:</p><p>1) Preparação de esfregaço utilizando sangue capilar:</p><p> Lavar as mãos e calçar luvas;</p><p> Aquecer o local da punção;</p><p> Fazer assepsia do local da punção e permitir secagem natural (álcool a 70%);</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>32</p><p> Preparar a lanceta de punção;</p><p> Puncionar a pele (falange distal) e descartar a lanceta em local apropriado;</p><p> Coletar a uma gota de sangue na ponta de uma lâmina de microscopia;</p><p> Fazer o esfregaço espalhando o material</p><p>sobre a lâmina, com auxílio de outra lâmina</p><p>posicionada em um ângulo aproximado de 45°, a fim de se obter uma camada delgada</p><p>bem dispersa na superfície da lâmina;</p><p> Pressionar o local da punção com algodão ou gaze e elevar ligeiramente a extremidade</p><p>puncionada acima do nível do coração para interromper a saída de sangue;</p><p> Deixar a lâmina secar ao ar completamente;</p><p>Coloração pelo método de Giemsa:</p><p> Cobrir cada lâmina com 15 a 20 gotas de corante May Grunwald por a 1 a 2 minutos, de</p><p>acordo com a extensão do esfregaço;</p><p> Acrescentar a lâmina igual número de gotas de água destilada, homogeneizar e deixar</p><p>agir por 2 minutos;</p><p> Deixar escorrer a água da lâmina e cobrir em seguida com a solução diluída de Giemsa,</p><p>preparada no momento da coloração;</p><p> Corar durante 20 minutos;</p><p> Deixar escorrer e lavar a lâmina em água corrente;</p><p> Secar a lâmina, mantendo-a em posição vertical;</p><p> Colocar uma gota de óleo de imersão sobre a preparação e examiná-la ao microscópio</p><p>com objetiva de imersão.</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>33</p><p>Leitura e interpretação:</p><p>1) Observar cada esfregaço isoladamente.</p><p>2) Diferenciar: hemácias, neutrófilos, basófilos e eosinófilos.</p><p>Resultados:</p><p>1) Desenhe as células sanguíneas observadas no esfregaço</p><p>Hemáceas Neutrófilos</p><p>Basófilos Eosinófilos</p><p>ATIVIDADE:</p><p>1) Descreva as diferenças entre as células sanguíneas observadas?</p><p>2) Qual a importância da coloração de Giemsa na prática laboratorial?</p><p>3) Qual é o papel de cada uma das células identificadas?</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>34</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>35</p><p>Título: Sistema ABO/Rh</p><p>Assunto: Tipagem Sanguinea – Sistema ABO/Rh - Hemaglutinação.</p><p>Objetivo: Realizar a tipagem sanguínea dos alunos e analisar o tipo sanguíneo mais</p><p>frequente na sala de aula.</p><p>Introdução:</p><p>O sistema ABO é composto por quatro tipos sanguíneos A, B, AB e O, que são caracterizados</p><p>pela presença ou ausência de aglutinogênios em suas hemácias e de aglutininas em seu</p><p>plasma. O tipo sanguíneo A possui aglutinogênio A em suas hemácias e aglutinina anti-B em</p><p>seu plasma; o tipo B possui aglutinogênio B e aglutinina anti-A; o tipo AB possui</p><p>aglutinogênios A e B, mas não possui aglutininas e, o tipo O, não possui aglutinogênios, mas</p><p>possui aglutininas anti-A e anti-B. Em relação ao sistema Rh, se houver aglutinação do</p><p>sangue, significa que o indivíduo possui o fator Rh na membrana eritrocitária, assim, o</p><p>mesmo é Rh+, se não, significa ausência do fator Rh, então é Rh-.</p><p>Material (para 6 grupos):</p><p>1) Lâminas de vidro para cada tipo sanguíneo.</p><p>2) Lancetas.</p><p>3) Algodão.</p><p>4) Soro anti-A, Soro anti-B e Soro anti-Rh.</p><p>5) Álcool 70%.</p><p>6) Palitos descartáveis.</p><p>Metodologia:</p><p>1) Pingar uma gota de soro anti-A e uma gota de soro anti-B em uma lâmina.</p><p>2) Pingar uma gota de soro anti-Rh em outra lâmina.</p><p>3) Fazer a antissepsia de um dedo da mão do aluno com álcool 70 % e algodão.</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>36</p><p>4) Puncionar o dedo com uma lanceta.</p><p>5) Gotejar uma gota de sangue em cada soro.</p><p>6) Homogenizar, com ajuda de um palito descartável, o sangue no soro até formar uma</p><p>mistura homogênea. Importante: Utilizar palitos distintos para cada amostra.</p><p>7) Verificar a presença ou não de aglutinação a olho nu, comparando o resultado da</p><p>amostra com os padrões obtidos com os controles.</p><p>8) Após a aglutinação fazer as devidas análises e realizar os cálculos para chegar ao tipo</p><p>sanguíneo mais frequente na classe.</p><p>Leitura e interpretação:</p><p>Examinar macroscopicamente a presença ou ausência de aglutinação imediatamente</p><p>após a aglutinação.</p><p>Resultados:</p><p>Negativo: Ausência de aglutinação.</p><p>Positivo: Presença de aglutinação. Observa-se uma aglutinação macroscópica que varia</p><p>desde a formação de grumos finos até grumos grosseiros.</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>37</p><p>Atividades:</p><p>1) Represente as reações observadas em sua placa de teste. Descreva o resultado em</p><p>cada área de teste.</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>38</p><p>Título: Parasitologia</p><p>Assunto: Conhecendo os parasitas e seus vetores</p><p>Objetivo: Observar lâminas padrões com diversos agentes parasitários ao microscópio.</p><p>Material (para 5 grupos):</p><p>- 1 Microscópio por grupo</p><p>- Material parasitológico</p><p>Lutzomya sp. Macho 2</p><p>Entamoeba histolytica Trofozoitos 2</p><p>Lheishmaniose promastigota 2</p><p>Lheishmaniose amastigota 2</p><p>Trypanossoma cruzi epimastigota 2</p><p>Trypanossoma cruzi tripomastigota 2</p><p>Trypanossoma cruzi trofozoíto 1</p><p>Strongyloides (larva filarióde) 2</p><p>Strongyloides fêmea 2</p><p>Giardia lamblia trofozoítos 2</p><p>Aedes macho 2</p><p>Aedes fêmea 2</p><p>Schistosoma mansoni (cercária) 1</p><p>Schistosoma mansoni (corte/fígado) 1</p><p>Schistosoma mansoni (adulto/casal) 2</p><p>Schistosoma mansoni ovo (mansoni) 2</p><p>Ascaris ovos 2</p><p>Ascaris (fêmea) 1</p><p>Plasmódio falciparum 1</p><p>Tunga penetrans macho 1</p><p>Tunga penetrans fêmea 1</p><p>Pediculus capitis fêmea 1</p><p>Toxoplasma gondii (cisto) 2</p><p>Toxoplasma gondii (taquizoíto) 2</p><p>Xenopsylla cheopis macho 1</p><p>Oxiurídeo (adulto) 1</p><p>Corte de fígado infectado por Esquitossomo Sec. 1</p><p>Ovo de Tênia 1</p><p>Tênia Secção 1</p><p>Tênia Sec 1</p><p>Nutrição Ovo de Tênia 1</p><p>Cisticerco Escólex 1</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>39</p><p>ATIVIDADE:</p><p>1) Desenhe as formas dos parasitas e vetores encontrados nas lâminas e adicione uma</p><p>legenda.</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>40</p><p>2) Responda às seguintes questões:</p><p>a. Luztzomia é o vetor de qual parasita? Qual o seu nome popular?</p><p>b. Quais as formas da Lheishmania? E onde se encontram?</p><p>c. Trypanossoma cruzi é o nome do patógeno que causa qual doença? Como esta</p><p>doença é transmitida?</p><p>d. O parasito Strongyloides causa qual doença? Quais sintomas no indivíduo infectado?</p><p>e. Como é transmitida a Giardia lamblia? Quais os sintomas da doença? Qual</p><p>medicamento mais indicado para o tratamento?</p><p>f. Quais formas de se combater o vetor Aedes aegypti? Por quê no Brasil é ainda é um</p><p>vetor de grande importância na Saúde pública?</p><p>g. Quais as formas do Shistossoma mansoni? Como é contraída a Esquistossomose?</p><p>Quais sintomas da doença?</p><p>h. Qual medida profilática para prevenção da Ascaridíase?</p><p>UC MECANISMO DE AGRESSÃO E DEFESA</p><p>41</p><p>i. Qual doença é causada pelo Plasmodium? Qual medicamento é amplamente</p><p>recomendado para esta doença?</p><p>j. Explique a assertiva: “A toxoplasmose é uma doença muito grave em gestante. “</p><p>k. Quais hábito em crianças que você, como profissional de saúde, suspeitaria da</p><p>infestação de oxíurus?</p><p>l. Qual a consequência da ingestão de ovos de Taenia solium? E da ingestão da larva de</p><p>Taenia solium?</p>