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AULA 03 - Doenças Cardiovasculares (2)

Apostila sobre Acidente Vascular Encefálico (AVE): define AVE e diferencia AVEI e AVEH; descreve causas (aterosclerose, êmbolos, hipertensão, angiopatia amilóide), sinais, diagnóstico por neuroimagem e exames, tratamento (trombolítico em até 4h30, abordagem clínica ou cirúrgica) e reabilitação multiprofissional.

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<p>DOENÇAS</p><p>CARDIOVASCULARES –</p><p>PARTE 02</p><p>Professora: Enfª. Andrea Rodrigues</p><p>AVE</p><p>2</p><p>3</p><p>AVE</p><p>O Acidente Vascular Encefálico (AVE) - conhecido popularmente como "derrame</p><p>cerebral".</p><p>Quando ocorre um AVE, parte do cérebro deixa de receber oxigênio, por um</p><p>coágulo que obstrui a passagem de sangue por uma art��ria ou pelo rompimento</p><p>dessa artéria. Uma parte do tecido cerebral morre, e isso pode ocasionar uma</p><p>paralisia parcial ou total do corpo ou a morte do indivíduo.</p><p>4</p><p>TIPOS DE AVE</p><p>Acidente Vascular Encefálico Isquêmico (AVEI) e Acidente Vascular Encefálico</p><p>Hemorrágico (AVCH)</p><p>O AVE isquêmico é o mais frequente e ocorre quando há obstrução da irrigação</p><p>sanguínea de determinada área cerebral. Em geral, a isquemia é de origem</p><p>trombótica, usualmente por processo de aterosclerose, ou embólica, quando</p><p>trombos de origem cardíaca ou arterial, migram para as artérias encefálicas.</p><p>5</p><p>TIPOS DE AVE</p><p>O Acidente Vascular Encefálico Hemorrágico (AVEH) é causado por sangramento</p><p>devido ao rompimento de um vaso sanguíneo.</p><p>PERGUNTA: PORQUE A HIPERTENSÃO PODE CAUSAR UM AVE</p><p>HEMORRÁGICO?</p><p>6</p><p>Nos dois tipos de AVE uma vez que o sangue, contendo nutrientes e oxigênio, não</p><p>chega a determinadas áreas do cérebro, ocorre a perda das funções dos</p><p>neurônios, causando os sinais e sintomas que dependerão da região do cérebro</p><p>envolvida. O AVE atinge pessoas de todas as idades, sendo raro na infância.</p><p>7PRINCIPAIS SINTOMAS</p><p>Os sinais e sintomas do AVE se iniciam de forma súbita e podem ser únicos ou</p><p>combinados:</p><p>• Enfraquecimento, adormecimento ou paralisação da face, braço ou perna de um</p><p>lado do corpo.</p><p>• Alteração de visão: turvação ou perda da visão, especialmente de um olho;</p><p>episódio de visão dupla; sensação de "sombra" sobre a linha da visão.</p><p>• Dificuldade para falar ou entender o que os outros estão falando, mesmo que</p><p>sejam as frases mais simples.</p><p>• Tontura sem causa definida, desequilíbrio, falta de coordenação no andar ou</p><p>queda súbita, geralmente acompanhada pelos sintomas acima descritos.</p><p>• Dores de cabeça fortes e persistentes.</p><p>• Dificuldade para deglutir.</p><p>8</p><p>9</p><p>10ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO ISQUÊMICO</p><p>O que é?</p><p>O Acidente Vascular Encefálico Isquêmico (AVEI), também conhecido por derrame</p><p>ou isquemia cerebral, é causado pela falta de sangue em uma área do cérebro por</p><p>conta da obstrução de uma artéria.</p><p>Quando não mata, o AVEI deixa sequelas que podem ser leves e passageiras ou</p><p>graves e incapacitantes. As mais frequentes são paralisias em partes do corpo e</p><p>problemas de visão, memória e fala.</p><p>A falta do sangue, que carrega oxigênio e nutrientes, pode levar à morte neuronal</p><p>em poucas horas.</p><p>11CAUSAS</p><p>Os fatores de risco para o AVE podem ser considerados modificáveis (controlados</p><p>com mudanças no estilo de vida ou medicamentos) ou não modificáveis.</p><p>DIAGNÓSTICO</p><p>O diagnóstico e tratamento precoce dependem da rapidez com que o paciente</p><p>procura o serviço de emergência.</p><p>Devem ser realizados também exames complementares, como eletrocardiograma,</p><p>ecocardiograma, ultrassom Doppler de carótidas, Doppler transcraniano e exames</p><p>de laboratório, com a finalidade de identificar a causa da isquemia.</p><p>12</p><p>TRATAMENTO</p><p>O tratamento para a desobstrução das artérias consiste na administração de um</p><p>tipo de medicamento trombolítico, que dissolve o coágulo e normaliza o fluxo</p><p>sanguíneo no cérebro. Esse tratamento deve ser aplicado em até 4 horas e 30</p><p>minutos do início dos sintomas, aumentando assim as chances de recuperação e</p><p>minimizando as sequelas e taxa de mortalidade.</p><p>Os cuidados realizados nos pacientes pela equipe multiprofissional (médicos,</p><p>enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, nutricionistas,</p><p>fonoaudiólogos e psicólogos) são os que trazem mais benefícios para os</p><p>pacientes. A prevenção de complicações como infecções e o início da reabilitação</p><p>precoce são os mais importantes para todos os pacientes.</p><p>13ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO HEMORRÁGICO</p><p>O QUE É?</p><p>O acidente vascular encefálico hemorrágico (AVEH) se caracteriza pelo</p><p>sangramento em uma parte do cérebro, em consequência do rompimento de um</p><p>vaso sanguíneo.</p><p>Pode ocorrer para dentro do cérebro ou tronco cerebral (acidente vascular</p><p>encefálico hemorrágico intraparenquimatoso) ou para dentro das meninges.</p><p>14</p><p>CAUSAS</p><p>Ocorre principalmente em decorrência da hipertensão arterial ou de uma doença</p><p>chamada angiopatia amilóide. Nestas doenças, as paredes das artérias cerebrais</p><p>ficam mais frágeis e se rompem, causando o sangramento.</p><p>DIAGNÓSTICO</p><p>O diagnóstico é feito por meio da realização de exames de neuroimagem, como</p><p>tomografia de crânio ou ressonância magnética, logo diante da suspeita clínica, ou</p><p>seja, imediatamente na chegada ao hospital, no serviço de emergência. Estes</p><p>exames demonstram a localização e o tamanho da hemorragia.</p><p>15</p><p>TRATAMENTO</p><p>O tratamento pode ser cirúrgico ou clínico, dependendo do volume da lesão, da</p><p>localização e da condição clínica do paciente. Mesmo os pacientes tratados</p><p>cirurgicamente recebem todo o suporte clínico e de reabilitação.</p><p>O tratamento cirúrgico visa a retirar o sangue de dentro do cérebro. Em alguns</p><p>casos, coloca-se um cateter para avaliar a pressão dentro do crânio, que aumenta</p><p>por conta do inchaço do cérebro após o sangramento. Em algumas situações, o</p><p>tratamento cirúrgico é decidido por esta medida e não realizado logo na entrada do</p><p>paciente no hospital, principalmente porque alguns têm um novo sangramento</p><p>poucas horas depois do primeiro.</p><p>16</p><p>O tratamento clínico tem o objetivo de controlar a pressão arterial, complicações</p><p>como crises convulsivas e infecções.</p><p>A reabilitação deve ser iniciada tão logo a condição do paciente permita e é uma</p><p>parte do tratamento. Como seu início depende das condições do paciente,</p><p>somente deve ser feita quando não há perigo de piorar o estado neurológico ou</p><p>clínico. Um bom programa de reabilitação conta com uma equipe de</p><p>fonoaudiologia, fisioterapia, enfermagem e terapia ocupacional, que deverá traçar</p><p>um plano terapêutico individualizado, baseado nas sequelas neurológicas,</p><p>garantindo a qualidade de vida do paciente.</p><p>17</p><p>IAM</p><p>18</p><p>O IAM é a MORTE de um segmento do músculo cardíaco por falta de irrigação</p><p>sanguínea, no qual ocorre um desequilíbrio entre oferta e demanda de oxigênio no</p><p>miocárdio, causado pela ruptura de uma placa de ateroma ou trombo resultando</p><p>em obstrução completa da artéria.</p><p>Vasoespasmo de uma artéria coronária e demanda aumentada de oxigênio</p><p>(frequência cardíaca rápida ou ingestão de cocaína) são outras causas de IAM.</p><p>19</p><p>O infarto do miocárdio ocorre quando as células de uma determinada região do</p><p>coração deixam de receber sangue e morrem. A causa habitual da morte celular é</p><p>uma isquemia (deficiência de oxigênio) no músculo cardíaco (miocárdio) devido a</p><p>uma oclusão de uma artéria coronária.</p><p>PORQUE A COCAÍNA?</p><p>As suas propriedades químicas causam enrijecimento das artérias, causando</p><p>aumento da PA, se aumenta PA aumenta risco do infarto acontecer.</p><p>20</p><p>O ataque cardíaco é uma ocorrência grave, que está entre as principais causas de</p><p>morte no Brasil e no mundo. No entanto, quanto antes a pessoa receba</p><p>atendimento médico diante dos primeiros sintomas, maiores serão suas chances</p><p>de sobrevida.</p><p>Nos pacientes vítimas de IAM, a maioria das mortes ocorre nas primeiras horas de</p><p>manifestação, assim sendo 40% a 65% das mortes ocorrem nas primeiras horas e</p><p>80% nas primeiras 24 horas.</p><p>21</p><p>CAUSAS E SINTOMAS</p><p>O infarto tem manifestações clínicas bem específicas, como dor referida no tórax</p><p>(ou peito) contínua, de forte intensidade e sensação de compressão, aperto ou</p><p>queimação no peito, ardor bastante semelhante à azia, dor peitoral irradiada para a</p><p>mandíbula e para os ombros e braços, mais frequentemente do lado esquerdo do</p><p>corpo, e, por vezes, palpitações prolongadas chamadas de arritmias cardíacas.</p><p>22</p><p>O ataque cardíaco resulta de uma série de agressões acumuladas ao longo dos</p><p>anos, como tabagismo, obesidade, diabetes, hipertensão arterial, níveis de</p><p>colesterol alto, estresse, sedentarismo,</p><p>entre outros.</p><p>Todas elas, isoladamente, constituem fatores de risco para o ataque cardíaco e</p><p>aumentam a probabilidade de ocorrência desse evento quando presentes em</p><p>conjunto na mesma pessoa – por exemplo, um fumante, obeso e hipertenso.</p><p>23</p><p>24</p><p>25</p><p>26</p><p>27</p><p>EXAMES E DIAGNÓSTICOS</p><p>O diagnóstico do infarto é geralmente feito com base nos sintomas e nos</p><p>resultados do eletrocardiograma - que, em muitas situações, sugere a interrupção</p><p>da circulação no coração, e de exames de sangue que medem o nível de enzimas</p><p>resultantes da destruição de células cardíacas.</p><p>O ecocardiograma também pode ser útil, especialmente nos casos duvidosos.</p><p>Uma vez confirmada a suspeita, outros métodos de imagem costumam ser usados</p><p>para investigar a extensão da lesão no miocárdio, o local da obstrução e os vasos</p><p>envolvidos.</p><p>28</p><p>TRATAMENTO E PREVENÇÕES</p><p>Inicialmente, o tratamento visa a diminuir a lesão no miocárdio e evitar</p><p>complicações fatais, o que requer a administração de medicamentos para o</p><p>coração trabalhar de modo mais econômico e para ajudar a restaurar a circulação</p><p>sanguínea local.</p><p>Dependendo do tipo de infarto e da gravidade do entupimento, a desobstrução das</p><p>artérias muitas vezes requer um procedimento mais invasivo, como</p><p>a angioplastia e/ou a cirurgia de revascularização do miocárdio.</p><p>29</p><p>Empregando as denominadas pontes de veia safena ou de artéria mamária, a</p><p>intervenção cirúrgica constrói um caminho alternativo para o miocárdio ser irrigado</p><p>pelo sangue. Já a angioplastia, também chamada de intervenção coronária</p><p>percutânea, dilata a parte estreitada da artéria doente por meio de um pequeno</p><p>balão, que é levado até o local da obstrução por um cateter e ali é insuflado para</p><p>promover a dilatação arterial.</p><p>30</p><p>Após a obtenção da dilatação e consequente “abertura” da artéria, implanta-se</p><p>frequentemente um dispositivo metálico denominado stent no local tratado com a</p><p>finalidade de evitar que a obstrução retorne.</p><p>31</p><p>Qualquer que seja o procedimento, o tratamento prossegue com medicamentos e</p><p>mudanças importantes no estilo de vida, como ter uma alimentação equilibrada,</p><p>praticar exercícios físicos regulares com orientação médica, parar de fumar e</p><p>fazer um controle rigoroso dos fatores de risco.</p><p>Quem sobrevive a um infarto e adota hábitos saudáveis, em geral, consegue</p><p>voltar à vida normal e retomar suas atividades</p><p>32</p><p>TROMBOSE VENOSA PROFUNDA</p><p>33</p><p>A trombose venosa profunda (TVP) caracteriza-se pela formação de trombos</p><p>dentro de veias profundas, com obstrução parcial ou oclusão, sendo mais comum</p><p>nos membros inferiores – em 80 a 95% dos casos.</p><p>34</p><p>FATORES DE RISCO</p><p>Os principais fatores diretamente ligados à gênese dos trombos são:</p><p>Lesão endotelial e estados de hipercoagulabilidade.</p><p>Portanto, idade avançada, câncer, procedimentos cirúrgicos, imobilização, USO DE</p><p>ESTROGÊNIO, gravidez, distúrbios de hipercoagulabilidade hereditários ou</p><p>adquiridos, constituem-se como fatores de risco para TVP. A sua incidência</p><p>aumenta proporcionalmente com a idade, sugerindo que esta seja o fator de risco</p><p>mais determinante para um primeiro evento de trombose.</p><p>35</p><p>CLASSIFICAÇÃO</p><p>A TVP nos membros inferiores é dividida, simplificadamente, segundo sua</p><p>localização:</p><p>• Proximal - quando acomete veia ilíaca e/ou femoral e/ou poplítea.</p><p>• Distal - quando acomete as veias localizadas abaixo da poplítea.</p><p>36DIAGNÓSTICOS</p><p>O quadro clínico, quando presente, pode consistir de: dor, edema, eritema,</p><p>cianose, dilatação do sistema venoso superficial, aumento de temperatura,</p><p>empastamento muscular e dor à palpação. Nenhuma avaliação clínica</p><p>isoladamente é suficiente para diagnosticar ou descartar a TVP, pois os achados</p><p>clínicos se relacionam com a doença em apenas 50% dos casos.</p><p>A literatura existente recomenda a anamnese e o exame físico, combinados com a</p><p>realização de testes laboratoriais e exames de imagem.</p><p>37TRATAMENTO</p><p>A trombose tem cura quando detectada e o paciente seguir a risca o uso dos</p><p>medicamentos. O tratamento é feito com substâncias anticoagulantes, que</p><p>impedem a formação do trombo e a evolução da doença, ou fibrinolíticos, os</p><p>quais destroem o trombo.</p><p>Quanto ao procedimento cirúrgico, só é utilizado nos casos mais graves de</p><p>trombose ou quando não é possível diluir o coágulo com o uso de anticoagulantes</p><p>ou trombolíticos.</p><p>38</p><p>DOENÇA VASCULAR PERIFÉRICA</p><p>39</p><p>A Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) tem por definição o acometimento</p><p>da aorta e de seus ramos.</p><p>Condição circulatória em que vasos sanguíneos estreitos reduzem o fluxo de</p><p>sangue para os membros.</p><p>As Doenças Vasculares Periféricas (DVP) caracterizam-se como um problema</p><p>vascular que ocasiona no estreitamento ou obstrução dos vasos, prejudicando o</p><p>fluxo normal que conduzem o sangue para braços e pernas.</p><p>A Doença Arterial Obstrutiva Crônica leva à isquemia dos tecidos, isto depende do</p><p>grau de obstrução arterial.</p><p>40</p><p>Tem como principais sintomas: claudicação intermitente (mancar), dor da</p><p>neuropatia isquêmica e dor em repouso.</p><p>Pode ocorrer atrofia do membro e da massa muscular, formar úlceras isquêmicas e</p><p>gangrena, além do comprometimento de pele e unhas tornando-as secas,</p><p>espessas e descamativas.</p><p>41</p><p>FATORES DE RISCO</p><p>Idade avançada, tabagismo, diabetes, dislipidemia e hipertensão arterial, estes são</p><p>semelhantes aos da doença arteriosclerótica.</p><p>42</p><p>A maioria dos pacientes são assintomática ou não apresenta o sintoma clássico da</p><p>doença, a claudicação intermitente.</p><p>A claudicação resulta da redução do aporte de fluxo sanguíneo para o tecido</p><p>muscular esquelético dos membros inferiores durante o exercício, causando dor,</p><p>desconforto, queimação ou câimbra em panturrilha, coxa ou região glútea, que</p><p>ocorre durante a caminhada e que desaparece em menos de 10 minutos de</p><p>repouso.</p><p>43</p><p>Os pacientes com doença vascular periférica podem apresentar isquemia crítica,</p><p>caracterizada por dor em repouso, úlcera ou gangrena, elevado risco de doenças</p><p>cardiovasculares e perda do membro.</p><p>A ATEROSCLEROSE É A PRINCIPAL CAUSA DE DOENÇA</p><p>ARTERIAL OBSTRUTIVA PERIFÉRICA (DAOP) DOS</p><p>MEMBROS INFERIORES.</p><p>44</p><p>DIAGNÓSTICO</p><p>A estratégia diagnóstica da DAOP deve incluir exame físico minucioso, com</p><p>investigação de sinais clínicos sugestivos, tais como, ausência de pulsos</p><p>periféricos, frêmitos arteriais e alterações de pele no membro afetado, bem como a</p><p>confirmação da gravidade da obstrução vascular.</p><p>Além da realização de exames específicos como o DOPPLER, a angiografia,</p><p>angiotomografia, angioressonância e O ÍNDICE TORNOZELO-BRAQUIAL.</p><p>45</p><p>DIAGNÓSTICO</p><p>ÍNDICE TORNOZELO-BRAQUIAL</p><p>É calculado pela divisão do maior valor da pressão sistólica de uma das artérias do</p><p>tornozelo pelo valor da pressão sistólica da artéria braquial. O resultado menor que</p><p>0,9 indica a presença de DAOP.</p><p>46</p><p>TRATAMENTO</p><p>O tratamento clínico da DAOP tem dois objetivos: a melhora funcional do membro</p><p>inferior e a prevenção dos eventos relacionados à distribuição multifocal da doença</p><p>aterosclerótica.</p><p>As recomendações atuais de tratamento da DAOP incluem abstenção do</p><p>tabagismo; estatinas para reduzir LDL para menos de 100 mg/dL; terapia</p><p>antiplaquetária com ácido acetilsalicílico ou clopidogrel para pacientes com história</p><p>de DAOP sintomático; programa de exercício supervisionado para pacientes com</p><p>claudicação, controle da HAS, etc.</p><p>47</p><p>TRATAMENTO</p><p>Nos pacientes com indicação de tratamento intervencionista, a indicação de</p><p>tratamento endovascular ou cirúrgico deve considerar a topografia e a anatomia da</p><p>lesão arterial, bem como as comorbidades do paciente.</p><p>Como o indivíduo pode se cuidar</p><p>Exercício físico, cessação do tabagismo e dieta cardioprotetora.</p><p>Medicamentos</p><p>Estatina, vasodilatador e anticoagulante.</p><p>Procedimento médico</p><p>Angioplastia</p><p>48</p><p>DOENÇA CORONARIANA</p><p>49</p><p>A doença coronariana é o resultado da formação de placas de aterosclerose, que</p><p>são placas de tecido fibroso e colesterol, que crescem e acumulam-se na parede</p><p>dos vasos a ponto de dificultar ou mesmo impedir a passagem do sangue.</p><p>O crescimento desta lesão pode ser acelerado</p><p>por fumo, pressão alta, colesterol</p><p>sanguíneo elevado e diabete.</p><p>50</p><p>O músculo cardíaco precisa de um fornecimento constante de sangue rico em</p><p>oxigênio. As artérias coronarianas, que se ramificam da aorta assim que esta sai</p><p>do coração, fornecem esse sangue.</p><p>A doença arterial coronariana, causada pelo estreitamento de uma ou mais dessas</p><p>artérias, pode bloquear o fluxo sanguíneo, o que causa dor torácica (angina) ou</p><p>um ataque cardíaco (também denominado infarto do miocárdio).</p><p>51</p><p>52</p><p>CAUSAS</p><p>A doença arterial coronariana é, na maioria das vezes, provocada pelo depósito</p><p>gradual de colesterol e outras matérias gordurosas (denominadas placas de</p><p>ateroma ou placas ateroscleróticas) na parede de uma artéria coronariana. Esse</p><p>processo é denominado aterosclerose e pode afetar muitas artérias, não apenas</p><p>as que se encontram no coração.</p><p>Embora a aterosclerose seja a razão mais comum da redução do fluxo sanguíneo</p><p>para o coração, existem outras causas. A doença arterial coronariana</p><p>ocasionalmente é causada pelo espasmo de uma artéria coronariana, que pode</p><p>ocorrer espontaneamente ou como resultado do uso de certas drogas, como a</p><p>cocaína e a nicotina.</p><p>53</p><p>SINTOMAS</p><p>Os sintomas da doença coronariana, geralmente estão relacionados à angina(dor</p><p>no peito), porém podem apresentar:</p><p>Cansaço ao realizar pequenos esforços físicos,</p><p>Sensação de falta de ar;</p><p>Tontura;</p><p>Suor frio</p><p>Náusea e/ou vômito.</p><p>54FATORES DE RISCO</p><p>Alguns fatores que contribuem para que uma pessoa desenvolva doença arterial coronariana</p><p>não podem ser alterados. Incluem:</p><p>- Idade avançada</p><p>- Ser do sexo masculino</p><p>- Histórico familiar de doença arterial coronariana precoce (ou seja, um parente próximo que</p><p>desenvolveu a doença antes dos 50 a 55 anos)</p><p>Outros fatores de risco para a doença arterial coronariana podem ser modificados ou</p><p>tratados. Entre eles estão:</p><p>- Níveis sanguíneos elevados de lipoproteína de baixa densidade.</p><p>- Níveis sanguíneos de lipoproteína a elevados</p><p>- Níveis sanguíneos de lipoproteína de alta densidade (colesterol HDL) baixos</p><p>- Diabetes mellitus</p><p>- Tabagismo</p><p>- hipertensão arterial</p><p>- Obesidade</p><p>- Sedentarismo</p><p>- Fatores alimentares</p><p>55TRATAMENTO</p><p>Os médicos tentam três tipos de tratamento para pessoas com doença arterial</p><p>coronariana:</p><p>Reduzir a carga de trabalho do coração</p><p>Melhorar o fluxo sanguíneo das artérias coronarianas</p><p>Diminuir ou reverter o acúmulo da aterosclerose</p>

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