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<p>LÍQUIDO SINOVIAL</p><p>O líquido sinovial é um ultrafiltrado plasmático que se apresenta com volume normalmente inferior a 3,5 mL, aumentado em processos inflamatórios infecciosos articulares.</p><p>A sua coleta deve ser feita em condições adequadas, com três tubos numerados de acordo com a ordem de coleta, sendo o último destinado à análise microbiológica, por, teoricamente, apresentar menor chance de contaminação cutânea. Ainda que muitos quadros não sejam infecciosos, como os de artrite reumatóide, gota e pseudogota, o exame de cultura deve sempre ser realizado.</p><p>O líquido sinovial é transparente e de cor amarelo-pálido. Quando esbranquiçado ou leitoso, sugere presença de cristais (ácido úrico), lipídeos (não filtra proteínas), doença inflamatória ou processo infeccioso. Quando avermelhado sugere processo hemorrágico ou acidente de punção. Quando avermelhado com sobrenadante esbranquiçado, sugere fratura subcondral.</p><p>Para se diferenciar um quadro hemorrágico verdadeiro de um acidente de punção, deve-se observar que, no acidente de punção, a distribuição do sangue não é uniforme. O aspecto leitoso apresenta-se quando há aumento de cristais.</p><p>Normalmente, para a adequada lubrificação da articulação, o líquido sinovial é mais viscoso. Diante de um quadro inflamatório, há diminuição do ácido hialurônico, o que leva à diminuição da viscosidade.</p><p>O líquido sinovial normal não coagula, porém, quando há um quadro inflamatório/infeccioso, pode-se ter fibrinogênio, que leva então à coagulação.</p><p>O valor considerado normal para eritrócitos no líquido sinovial é de 0 a 200 células/mm³. Valores maiores podem indicar quadro inflamatório, hemorrágico ou acidente de punção. O valor normal de leucócitos é menor que 200 células/mm³. Ocorrerá aumento em quadros infecciosos, sendo tanto maior quanto maior a agressão.</p><p>É importante ser realizada uma contagem diferencial dos leucócitos. Valores de polimorfonucleares superiores a 25% indicam um quadro séptico. Havendo predominância de monomorfonucleares, o quadro é não-séptico. É importante que a análise do líquido seja realizada em até uma hora após a sua coleta, pois após esse tempo tem-se destruição leucocitária, com sua redução pela metade dentro de seis horas.</p><p>Podem ser evidenciados cristais no líquido sinovial quando esses são a causa da artrite (gota ou pseudogota).</p><p>Glicose</p><p>· Ocorrerá sua diminuição no caso de infecção bacteriana e nas colagenoses (10%).</p><p>· Deve ser feita a dosagem concomitante da glicemia.</p><p>Lactato</p><p>· No quadro séptico, ele se apresentará elevado.</p><p>Proteínas</p><p>· Seu nível elevado indica um processo inflamatório/infeccioso.</p><p>· Porém, não contribui para a avaliação.</p><p>A bacterioscopia pelo Gram ou pelo método de Ziehl-Neelsen pode evidenciar o agente etiológico. Na suspeita de tuberculose, a solicitação de bacterioscopia deve ser específica.</p><p>A realização de cultura e antibiograma em todo material coletado é essencial, mesmo que não se esteja considerando a hipótese de um quadro séptico. No quadro infeccioso, além de indicar o agente etiológico, indicará sua sensibilidade antibiótica.</p><p>Ácido úrico</p><p>· Ocorrerá aumento em caso de gota.</p><p>Gota: deposição de cristais de ácido úrico (uratos) nos tecidos conjuntivos e membranas serosas, afetando principalmente as articulações ("gota articular"), pleura e/ou peritônio e túbulos renais da região papilar ("gota visceral"), onde o pH baixo favorece a cristalização. Glomérulo não filtra direito algumas proteínas que se depositam.</p><p>RESUMO!!!</p><p>image2.png</p><p>image3.png</p><p>image1.png</p><p>image4.png</p>