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Responsabilidade Socioambiental

Apostila da disciplina Responsabilidade Socioambiental que aborda crise socioambiental; desenvolvimento sustentável e sustentabilidade corporativa; gestão ambiental e ferramentas; responsabilidade social; programas e performance social; e instrumentos de auditoria.

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<p>2</p><p>SUMÁRIO:</p><p>CARTA AO ALUNO ........................................................................................... 3</p><p>INTRODUÇÃO ................................................................................................... 4</p><p>1 - A CRISE SOCIOAMBIENTAL ...................................................................... 5</p><p>2 - DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E SUSTENTABILIDADE</p><p>CORPORATIVA ............................................................................................... 11</p><p>3 - GESTÃO AMBIENTAL E FERRAMENTAS DE GESTÃO ......................... 15</p><p>4 - RESPONSABILIDADE SOCIAL ................................................................. 31</p><p>5 - PROGRAMAS DE RESPONSABILIDADE SOCIAL E PERFORMANCE</p><p>SOCIAL ............................................................................................................ 34</p><p>6 - INSTRUMENTOS DE AUDITORIA ............................................................ 36</p><p>REFERÊNCIAS ................................................................................................ 40</p><p>3</p><p>CARTA AO ALUNO</p><p>Caro(a) aluno(a),</p><p>Seja bem-vindo a Disciplina de Responsabilidade Socioambiental!</p><p>Essa disciplina se propõe à discussão dos principais problemas ligados a crise</p><p>ambiental e a relação com a sustentabilidade. Considera os aspectos ligados a</p><p>gestão de empresas no Brasil e no mundo ressaltando qual o papel da indústria</p><p>na responsabilidade social. É possível verificar através do material a principal</p><p>relação da ética e da responsabilidade com o desenvolvimento sustentável.</p><p>Vale ressaltar que outros aspectos são muito importantes no que tange o bom</p><p>andamento e sucesso de uma gestão pode-se destacar a boa convivência, o</p><p>ambiente de trabalho, as condições de trabalho e os benefícios assistidos aos</p><p>funcionários.</p><p>Nesse sentido a autora reúne conceitos e experiências buscando contribuir</p><p>com o aprimoramento acadêmico e com a instrumentalização para a atuação</p><p>do profissional no mercado de trabalho.</p><p>4</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Atualmente as empresas buscam por um maior destaque no mercado</p><p>globalizado e para obter este sucesso as empresas redefiniram suas</p><p>estratégias de gestão, valores e políticas. De forma a alcançar esta meta às</p><p>empresas passaram a ter um comportamento externalista demonstrando um</p><p>maior cuidado com os seus funcionários e com a população de modo geral.</p><p>As empresas passaram a adotar uma cultura de responsabilidade com o</p><p>meio ambiente demonstrando maior transparência nas suas ações e intenções.</p><p>Os consumidores estão mais exigentes e durante a escolha de um produto</p><p>observam se as empresas apresentam um rótulo verde ou possuem algum</p><p>histórico de ações sustentáveis.</p><p>Uma empresa de excelência no mercado atual além de promover</p><p>qualidade em seus produtos e preocupação com o bem estar dos seus clientes</p><p>o que inclui a preocupação com o meio ambiente e a preservação dos recursos</p><p>naturais se preocupa com a sua imagem perante a sociedade.</p><p>5</p><p>1 - A CRISE SOCIOAMBIENTAL</p><p>Figura 1: Crise Socioambiental (BESSI, O., 2015) Disponível em:</p><p>http://www.correiodopovo.com.br/Blogs/oscarbessi/date/2015/10/. Acesso em:</p><p>27/05/2017</p><p>A preocupação ambiental sempre existiu, porém com menos intensidade</p><p>antes da década de 70. Antes desta época a preocupação se baseava no</p><p>receio da perda dos recursos naturais, na sua durabilidade e na criação de</p><p>algumas leis para a proteção do meio ambiente, como por exemplo, a Lei de</p><p>Proteção a Fauna.</p><p>A preocupação com meio ambiente é marcada por vários acontecimentos</p><p>mundiais. O “start” da preocupação ambiental é datado na década de 70, com</p><p>a Conferência das Nações Unidas, realizada na cidade de Estocolmo. Esta</p><p>Conferência reporta à necessidade de critérios e de princípios básicos comuns</p><p>que forneçam as nações incentivo e base para preservar e melhorar o meio</p><p>http://www.correiodopovo.com.br/Blogs/oscarbessi/date/2015/10/</p><p>6</p><p>ambiente (Ministério do Meio Ambiente). De acordo com um dos princípios</p><p>acordados nesta conferência “... os recursos naturais do planeta incluindo o ar,</p><p>a água, a terra, a flora e a fauna e em especial partes representativas dos</p><p>ecossistemas naturais devem ser preservados para benefício das gerações</p><p>presentes e futuras.”</p><p>No mundo atual enfrentamos diversos problemas ambientais ocasionados</p><p>principalmente pelo uso exagerado dos recursos naturais e principalmente pela</p><p>falta da preservação do ecossistema. Podem-se destacar vários problemas</p><p>ambientais no mundo atual:</p><p> O agravamento do efeito estufa</p><p> Chuva Ácida</p><p> Poluição Hídrica</p><p> Poluição do Solo</p><p> Buraco na Camada de Ozônio</p><p> Extinção de Espécies</p><p> Desmatamento</p><p>Destaca-se que muitos destes problemas são ocasionados pela falta de</p><p>educação ambiental, fiscalização e principalmente falta de políticas públicas.</p><p>Como associar políticas públicas a sustentabilidade?</p><p>A sustentabilidade é a capacidade de se manter (Mikhailova, 2004). A</p><p>temática da sustentabilidade contempla três aspectos principais: meio ambiente</p><p>economia e o social. O aspecto econômico contempla a economia verde, ou</p><p>seja, neste caso visa-se a redução de gastos, uso racional dos recursos, dando</p><p>prioridade ao uso de recursos renováveis. Nesta questão pode-se destacar que</p><p>a empresa terá o comprometimento de reduzir possíveis impactos negativos</p><p>oriundos de suas ações. A questão ambiental tem como foco a</p><p>sustentabilidade, ou seja, ao pensamento verde, onde se suprem as</p><p>necessidades atuais, porém sem comprometer as gerações futuras. Neste</p><p>ponto pode-se caracterizar que os recursos serão utilizados de forma</p><p>7</p><p>consciente sem comprometer o equilíbrio do meio ambiente. O aspecto social</p><p>está relacionado à oferta de políticas públicas e direitos de forma igualitária a</p><p>sociedade. Para que uma população consiga alcançar é necessário que a</p><p>mesma tenha condições dignas de bem estar social, como saneamento,</p><p>educação, saúde, serviços de limpeza urbana. Neste aspecto pode-se</p><p>observar que no cenário atual ainda existem cidades no país que não possuem</p><p>acesso ao saneamento básico e serviços de coleta de lixo.</p><p>Estes três aspectos forma o chamado tripé da sustentabilidade, ou como</p><p>mais conhecido “Triple Bottom Line”.</p><p>Figura 2: Tripé da Sustentabilidade (RENZENBRINK, T. 2015). Disponível em:</p><p>http://www.energieoverheid.nl/2015/02/06/amsterdam-en-rotterdam-top-5-</p><p>duurzaamste-steden/. Acesso em: 27/05/2017.</p><p>http://www.energieoverheid.nl/2015/02/06/amsterdam-en-rotterdam-top-5-duurzaamste-steden/</p><p>http://www.energieoverheid.nl/2015/02/06/amsterdam-en-rotterdam-top-5-duurzaamste-steden/</p><p>8</p><p>Como mencionado anteriormente para atingir a sustentabilidade são</p><p>necessários o cumprimento de alguns aspectos, aspectos estes que sustentam</p><p>o tripé da sustentabilidade: aspectos econômicos, ambientais e sociais. O tripé</p><p>da sustentabilidade e conhecido mundialmente como TBL e suas vertentes</p><p>conhecidas como PPP (people, planet and profit).</p><p>O primeiro aspecto está relacionado ao social, ou melhor, ao capital</p><p>humano dentro de uma sociedade. Este passo representa ao pagamento</p><p>adequado as funções, ou seja, salários justos dentro dos critérios da legislação</p><p>trabalhista. Outro fato a ser trabalhado é o bem estar do trabalhador e sua</p><p>família, bem como um ambiente saudável de trabalho. Podem-se incluir nesta</p><p>parte do tripé as questões sociais básicas como: lazer, cultura e educação.</p><p>O aspecto ambiental refere-se ao capital natural de uma sociedade. Neste</p><p>aspecto é levado em consideração maneiras de um empreendimento amenizar</p><p>possíveis impactos negativos que suas ações venham causar a natureza. A</p><p>empresa deve levar em consideração a matéria prima a ser usado (recurso</p><p>renovável ou não), usar racionalmente os recursos, evitar a geração de</p><p>resíduos e principalmente diminuir a quantidade de CO2 liberado para</p><p>atmosfera. Lembrando que a empresa deve estar sempre de acordo com a</p><p>legislação vigente.</p><p>O último aspecto, ou melhor, o último P do tripé está relacionado ao lucro</p><p>(profit).</p><p>Como dito anteriormente um dos grandes problemas ambientais é o</p><p>agravamento do efeito estufa que tem como conseqüência o aquecimento</p><p>global. O aquecimento global é um fenômeno de aquecimento do planeta</p><p>ocasionado pelo aumento de gases poluentes. Este aumento da poluição</p><p>também leva ao desequilíbrio do ecossistema. O efeito estufa é um fenômeno</p><p>natural com a função de manter e temperatura do planeta. O desequilíbrio</p><p>deste fenômeno ocorre principalmente pelo aumento de dióxido de carbono e</p><p>metano na atmosfera. Como conseqüência tem-se a elevação da temperatura</p><p>e o derretimento das calotas polares.</p><p>9</p><p>Outro grave problema é a poluição dos corpos hídricos, está questão foi</p><p>destacada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA)</p><p>em 2010. Os temas levantados foram: “Cuidando das águas – soluções para</p><p>melhorar a qualidade dos recursos hídricos”, e “Água Doente? – O papel</p><p>central da gestão das águas residuais no desenvolvimento sustentável”</p><p>(RAHAL, 2015).</p><p>A água do tipo residual contém em muitos casos excesso de matéria</p><p>orgânica causando desequilíbrio nos ecossistemas, principalmente o</p><p>ecossistema marinho. Entre os impactos causados pode-se destacar o</p><p>prejuízo a saúde humana, além da emissão de gases como CO2, CH4, e N2O.</p><p>De acordo com o relatório da PNUMA o principal desafio para a</p><p>conservação da qualidade das águas e principalmente para despoluição dos</p><p>corpos hídricos já afetados seria a proibição efetiva do lançamento de</p><p>material orgânico. Neste caso seria preciso ampliar o sistema de tratamentos</p><p>de esgoto bem como a eficiência deste processo.</p><p>10</p><p>PNUMA no Brasil</p><p>“O Escritório do Programa das Nações Unidas para o</p><p>Meio ambiente (PNUMA) no Brasil, com sede em Brasília</p><p>desde 2004, é um subescritório para o Escritório Regional</p><p>para a América Latina e Caribe, baseado no Panamá, e</p><p>mobilizam recursos técnicos de suas diversas unidades</p><p>especializadas localizadas em Nairobi, Paris, Genebra,</p><p>Cambridge etc.</p><p>A missão deste Escritório é disseminar, entre seus</p><p>parceiros e à sociedade em geral, informações sobre acordos</p><p>ambientais, programas, metodologias e conhecimentos em</p><p>temas ambientais relevantes da agenda global e regional e,</p><p>por outro lado, promover uma mais intensa participação e</p><p>contribuição de especialistas e instituições brasileiros em</p><p>foros, iniciativas e ações internacionais. O PNUMA opera</p><p>ainda em estreita coordenação com organismos regionais</p><p>e sub regionais e cooperantes bilaterais bem como com</p><p>outras agências do Sistema ONU instaladas no país.</p><p>Dentre as principais áreas temáticas de atuação do</p><p>PNUMA estão às mudanças climáticas, o manejo de</p><p>ecossistemas e biodiversidade, o uso eficiente de recursos e o</p><p>consumo e produção sustentáveis e a governança ambiental.”</p><p>Disponível em: http://www.unep.org/pnuma-no-brasil</p><p>Acesso em: 16/06/2017</p><p>http://www.unep.org/pnuma-no-brasil</p><p>11</p><p>2 - DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E SUSTENTABILIDADE</p><p>CORPORATIVA</p><p>Figura 3: Responsabilidade Social (SAMPAIO, E., 2011). Disponível em:</p><p>http://edusampaio.com/2012/01/11/publicidade-e-responsabilidade-social/. Acesso em:</p><p>27/05/2017.</p><p>O desenvolvimento sustentável é uma forma de desenvolvimento no</p><p>qual se supre as necessidades da atual geração, porém sem comprometer a</p><p>manutenção da vida das futuras gerações. A definição de responsabilidade</p><p>social pode ser associada ao conceito de desenvolvimento sustentável, pois</p><p>todos nós somos responsáveis por nossas ações. No caso das empresas vale</p><p>destacar que em vista do mercado competitivo foi necessário repensar o</p><p>conceito atual de visar apenas à lucratividade. Fez-se necessário remodelar as</p><p>estratégias de gestão e a sua política institucional levando em consideração a</p><p>responsabilidade social e a conseqüência das ações empresaria a população e</p><p>ao meio ambiente de forma geral (MONTANA, 1998).</p><p>http://edusampaio.com/2012/01/11/publicidade-e-responsabilidade-social/</p><p>12</p><p>A responsabilidade social é um conjunto de ações individuais ou</p><p>empresarias objetivando o desenvolvimento sustentável do planeta, ou seja,</p><p>economia associada à proteção e conservação ambiental garantindo as</p><p>necessidades das gerações futuras. De forma sucinta pode-se compreender</p><p>que a responsabilidade social é uma das formas das empresas garantirem a</p><p>sustentabilidade.</p><p>De acordo com Bezerra atualmente não há um termo consensual para</p><p>definir a RSC- (Responsabilidade Social Corporativa). De acordo com o mesmo</p><p>autor infere-se que os termos “ação social das empresas e cidadania</p><p>empresarial” em muitos casos são utilizados equivocadamente como sinônimos</p><p>para responsabilidade social corporativa. A responsabilidade social corporativa</p><p>relaciona o papel da empresa com a comunidade. Nos Estados Unidos são</p><p>usados cinco termos distintos: “filantropia corporativa”, “filantropia estratégica”</p><p>(PORTER E KRAMER, 2002), “investimento social privado” (corporate social</p><p>investment), “doações corporativas” (corporate giving) e “doações caritativas”</p><p>(charitable giving), sendo o primeiro o mais comumente utilizado. Na Europa</p><p>diferentemente o termo mais comum é “envolvimento da empresa com a</p><p>comunidade”. No Brasil, ao contrário dos demais locais do mundo a filantropia</p><p>representa caridade e assistencialismo. No caso da RSC pode ser definido</p><p>como a relação entre a empresa com os seus vários públicos alvo (partes</p><p>interessadas). O Instituto Ethos conceitua a Responsabilidade Social</p><p>Empresarial como uma forma de gestão que se define pela transparência da</p><p>empresa com todas as suas partes interessadas com os quais ela se relaciona</p><p>e pelo estabelecimento de metas empresariais compatíveis com o</p><p>desenvolvimento sustentável da sociedade, conservando recursos ambientais e</p><p>culturais para as gerações futuras, respeitando a diversidade e promovendo a</p><p>redução das desigualdades sociais (ETHOS, 2006) (BEZERRA, 2007).</p><p>A responsabilidade social empresarial pode ser partilhada em três</p><p>diretrizes. A primeira se relaciona com a obrigação social, conectando as</p><p>questões sociais à ideia da lucratividade, como por exemplo salários justos,</p><p>geração de empregos a comunidade, plano de cargos e salários. A segunda</p><p>diretriz está associada à responsabilidade ética, ou seja, a empresa deve</p><p>13</p><p>demonstrar transparência nas suas ações e na sua real intenção. A terceira</p><p>infere sobre o bem estar social predominando em alguns casos a filantropia.</p><p>Por que uma empresa deve se preocupar com o meio ambiente? Há</p><p>vantagens?</p><p>Como colocado anteriormente a clientela atual está muito mais exigente e</p><p>preocupada com o meio ambiente, portanto uma empresa que se preocupa</p><p>com o meio ambiente é melhor vista no mercado.</p><p>Uma empresa que pensa e atua de forma responsável tem como</p><p>objetivo a qualidade de vida dos seus funcionários e clientes.</p><p>A responsabilidade social pode ser dividida em responsabilidade social</p><p>interna e responsabilidade social externa. A primeira visa à qualidade de vida</p><p>dos seus funcionários sejam eles terceirizados ou não. Algumas ações</p><p>caracterizam esta responsabilidade tais como: programas de acompanhamento</p><p>ao bem estar, ginástica laboral, áreas de convivência, ambiente agradável de</p><p>trabalho, planos de iniciativa para crescimento profissional, acessibilidade, ente</p><p>outros.</p><p>Do ponto de vista da responsabilidade externa, a mesma pode ser</p><p>caracterizada como a preocupação com o bem estar da população. Dentre</p><p>14</p><p>algumas ações podem-se destacar</p><p>programas de reflorestamento,</p><p>transparência nas ações da empresa e respeito ao meio ambiente, apoio a</p><p>cultura e educação.</p><p>Uma empresa que tem como um dos seus princípios a responsabilidade</p><p>social se preocupa com seus funcionários, clientes e, sobretudo com o meio</p><p>ambiente.</p><p>A transparência além de demonstrar ética por parte da empresa</p><p>transmite uma imagem de confiança e credibilidade da marca para o</p><p>consumidor. Algumas empresas apresentam diversas formas de atendimento</p><p>ao cliente e estão dispostas a ouvi-los. Esse diálogo faz com que o consumidor</p><p>se torne parte do processo.</p><p>15</p><p>3 - GESTÃO AMBIENTAL E FERRAMENTAS DE GESTÃO</p><p>A gestão ambiental pode ser conceituada como um sistema de</p><p>administração empresarial que enfatiza a sustentabilidade. Esta forma de</p><p>gestão permite que as empresas gerenciem em melhores condições as suas</p><p>ações e os impactos decorrentes das mesmas. Esta forma de gestão também</p><p>evite o desperdício e em alguns casos traz lucros oriundos das ações</p><p>ambientais implantadas dentro da empresa.</p><p>Conforme colocado anteriormente a aplicação da gestão ambiental por</p><p>parte das organizações tem como objetivo reduzir custos, gerar lucros e</p><p>principalmente se destacar no mercado competitivo. Desta forma se faz</p><p>necessário mudar o pensamento internalista (pensar apenas no lucro e nos</p><p>seus acionistas) para uma visão externalista (o que o meu público alvo espera</p><p>da minha empresa), neste caso as organizações precisam investir em</p><p>estratégias para uma melhor avaliação e manutenção dos seus resultados</p><p>sociais, econômicos e culturais.</p><p>Para que a empresa consiga por em prática seus anseios na gestão</p><p>ambiental a mesma deve implantar um sistema de gestão ambiental. Este</p><p>16</p><p>sistema deve ter como apoio a política ambiental. A política ambiental e o</p><p>sistema de gestão ambiental estão interligados e devem possuir metas e</p><p>objetivos alcançáveis dentro das métricas da empresa.</p><p>As normas da família ISO 14000, projetadas internacionalmente em</p><p>1996, tem como objetivo produzir um sistema de gestão ambiental que auxilie</p><p>as empresas a cumprir os objetivos e obrigações por elas assumidos com o</p><p>meio ambiente.</p><p>Qual a vantagem de ser certificado?</p><p>A certificação ISO 14001é reconhecida internacionalmente é neste caso</p><p>além de lucros devido à economia de gastos a empresa abre portas para o</p><p>mercado internacional. A empresa se destaca daquelas que apenas seguem a</p><p>legislação vigente. A gestão ambiental torna a empresa mais coesa, além de</p><p>torná-la administrativamente mais responsável. O objetivo de uma empresa</p><p>preocupada com o meio ambiente é utilizar de forma racional os recursos</p><p>naturais sejam eles renováveis ou não. As suas atividades econômicas visam</p><p>diminuir os impactos ambientais negativos, pensando sempre na preservação e</p><p>conservação do meio ambiente. Dentre as principais estratégias utilizadas</p><p>pelas empresas para redução dos impactos negativos estão o reuso e a</p><p>reciclagem dos materiais.</p><p>Para implantar um sistema de gestão ambiental as empresas utilizam</p><p>como “manual de instruções” as normas da família ISO 14000. Esse grupo de</p><p>17</p><p>normas tem como objetivo padronizar as estratégias ambientais. Dentro destas</p><p>estratégias incluem-se: o planejamento das ações da empresa, programas de</p><p>monitoramento de resíduos, qualidade da água e impactos, avaliações</p><p>constantes visando à melhoria contínua. Vale destacar que a ISO 14001 institui</p><p>os critérios de averiguação de um SGA.</p><p>A certificação ISO 14001 pode ser requerida por qualquer organização</p><p>independente do aspecto geográfico, cultural e porte da empresa. Para que</p><p>uma organização conquiste esta certificação faz-se necessário que toda a</p><p>empresa esteja engajada, ou seja, todos os níveis hierárquicos e as empresas</p><p>terceirizadas. Todos unidos por um mesmo objetivo. Por que e quando optar</p><p>por um SGA?</p><p>O SGA facilita a empresa a se tornar ambientalmente correta. Ter um</p><p>SGA não é obrigatório, mas traz inúmeros benefícios. As empresas devem</p><p>optar por um SGA quando precisam seguir alguma legislação ambiental</p><p>específica ou quando a empresa pretende uma melhor visibilidade no mercado</p><p>competitivo. Outro aspecto que faz com que uma empresa opte por um sistema</p><p>de gestão ambiental é quando a empresa precisa relacionar objetivos</p><p>ambientais as suas propostas.</p><p>O sistema de gestão ambiental possibilita o acesso a novos mercados</p><p>internacionais, diminui os riscos de acidentes de trabalho e acidentes</p><p>18</p><p>ambientais. O SGA torna o processo mais controlado e preza pela melhoria</p><p>contínua da empresa, aumentando a sua credibilidade e fortalecendo a sua</p><p>marca. Vale destacar que a credibilidade interna é outro importante aspecto</p><p>trabalhado pelo SGA, pois todos os funcionários estão comprometidos com o</p><p>processo o que traz segurança nas relações.</p><p>Alguns passos são importantes durante este processo de introdução do</p><p>SGA na empresa.</p><p> Apoio de todos os funcionários incluindo os altos níveis</p><p>hierárquicos.</p><p> Contratar ou escolher um gestor ambiental</p><p> Verificar o custo financeiro e a quantidade de material humano</p><p>necessário.</p><p> Planejamento do processo</p><p> Identificar as possíveis não conformidades através de auditorias</p><p>internas</p><p> Realizar avaliações periódicas do sistema a fim de possibilitar</p><p>melhorias.</p><p>Durante o planejamento a empresa necessita verificar se possui</p><p>funcionários capacitados para o processo, ou seja, um gestor ambiental ou</p><p>algum profissional da área ambiental qualificado para este processo, definir a</p><p>quantidade e os dias de reuniões a fim de avaliar como está o andamento do</p><p>sistema e definir uma previsão para a auditoria externa e qual órgão</p><p>certificador. Nesta etapa é importante definir a política da empresa, obter um</p><p>processo de monitoramento, verificar se todos da empresa estão engajados e</p><p>principalmente demonstrar a importância de cada funcionário e cada setor.</p><p>As agências de certificação ambiental mais conhecidas no Brasil são</p><p>American Bureau of Shipping (ABQ – QE), Associação Brasileira de Normas</p><p>Técnicas (ABNT), Bureau Veritas Certification e Det Norske Veritas (DNV).</p><p>A Política Ambiental tem como objetivo orientar a empresa a respeito do</p><p>tratamento das questões socioambientais associadas aos nossos</p><p>empreendimentos de energia elétrica. O documento vida firmar o compromisso</p><p>19</p><p>da empresa com o respeito ao meio ambiente de forma a contribuir para</p><p>desenvolvimento sustentável do país. Estipular o conteúdo deste documento</p><p>requer integração, pois a política deverá conter as metas e objetivos de acordo</p><p>com o sistema de gestão ambiental. Vale destacar que as metas devem ser</p><p>alcançáveis e sempre de acordo com a proposta da empresa. A empresa deve</p><p>sempre levar em consideração suas ações e o impacto causado por elas,</p><p>buscando sempre o menor impacto possível ao meio ambiente. Vale lembrar</p><p>que em qualquer circunstância a empresa deve seguir a legislação vigente.</p><p>A definição da política ambiental de uma organização é um grande passo, pois</p><p>será neste documento que constará os objetivos e as metas ambientais. A</p><p>Avisos Importantes</p><p> Ter um sistema de gestão ambiental não isenta a empresa</p><p>de seguir a legislação vigente.</p><p> O sistema de gestão ambiental não garante a certificação de</p><p>forma automática.</p><p> Qualquer empresa pode ter um sistema de gestão ambiental.</p><p> A empresa pode ter um SGA e não se certificar. A</p><p>certificação é opcional.</p><p>A política deve ser documentada e mantida e ser</p><p>disponibilizada ao público e todas as partes interessadas.</p><p></p><p>20</p><p>O ciclo PDCA é uma forma de manter a melhoria contínua, pois não há</p><p>garantias de que com o sistema de gestão ambiental a empresa não terá</p><p>resultados</p><p>negativos. Com este ciclo é possível verificar se há resultados</p><p>negativos e a causa do resultado dos mesmos. Com base nos resultados a</p><p>empresa conseguirá desenvolver ações preventivas e corretivas, reavaliar</p><p>metas e objetivos.</p><p>Figura 4: Ciclo PDCA (PERIARD, G. 2011). Disponível em:</p><p>http://www.sobreadministracao.com/o-ciclo-pdca-deming-e-a-melhoria-continua/.</p><p>Acesso em: 27/05/2017.</p><p>Qualidade</p><p>Nos dias atuais os consumidores estão muito exigentes e cada vez mais</p><p>buscam por produtos com maiores garantias, ou seja, almejam por produtos de</p><p>qualidade. De acordo com ISO – INTERNATIONAL STANDARDIZATION</p><p>ORGANIZATION, o termo qualidade pode ser definido como a conformidade às</p><p>http://www.sobreadministracao.com/o-ciclo-pdca-deming-e-a-melhoria-continua/</p><p>21</p><p>exigências (ROTHERY, B. 1993).</p><p>A qualidade pode ser dividida em qualidade interna e qualidade externa.</p><p>De acordo com Toneli a qualidade interna está relacionada às necessidades da</p><p>produção, ou seja, quais os anseios dos consumidores, normas e parâmetros</p><p>para a confecção do produto, ajustes, precisão e especificações para a</p><p>produção.No caso da qualidade externa a mesma está relacionada às</p><p>características do produto no caminho entrega-cliente.</p><p>Uma organização tem como meta principal a satisfação de sua clientela.</p><p>Um cliente satisfeito é a melhor propaganda para o seu negócio. Um negócio</p><p>pode ser bem sucedido quando há controle de qualidade. Este pode ser</p><p>atingido pela prática do Controle da Qualidade Total (Total Quality Control –</p><p>TQC). O TQC é o controle exercido pôr todas as pessoas para a satisfação das</p><p>necessidades de todos.</p><p>Em um plano de qualidade o cliente passa a ser a peça chave, a</p><p>qualidade irá atrair mais clientes e com isso a empresa obtêm lucros. Os</p><p>problemas devem ser colocados em ordem de prioridade e serem resolvidos</p><p>afim de que este problema não afete a qualidade do produto final. Todos os</p><p>processos devem ser discutidos com base em dados e fatos, portanto ter o</p><p>controle da produção é a base para a qualidade. Os dados devem ser</p><p>controlados como forma de identificar o problema no ato do acontecimento, ou</p><p>antes, que ele chegue ao final do processo de produção. A empresa deve</p><p>evitar que produtos defeituosos cheguem ao cliente final, lembre-se sempre</p><p>que um cliente satisfeito atrai clientes, um cliente insatisfeito pode abalar a</p><p>credibilidade de uma marca. Os funcionários devem ser valores e receberem</p><p>treinamentos de forma constante evitando erros e acidentes de trabalho</p><p>desnecessários.</p><p>A formação do TQC abrange diversos conceitos conforme fluxograma</p><p>abaixo.</p><p>22</p><p>Comprometi-</p><p>mento da</p><p>alta direção</p><p>Respeito</p><p>pelo</p><p>empregado</p><p>como ser</p><p>humano</p><p>Ação de</p><p>bloqueio</p><p>Controle</p><p>de monte</p><p>Próximo</p><p>processo é</p><p>seu cliente</p><p>Controle</p><p>da</p><p>dispersão</p><p>Controle</p><p>de</p><p>processos</p><p>Ação</p><p>orientada</p><p>pôr fatos e</p><p>dados</p><p>Ações</p><p>orientadas</p><p>pôr</p><p>prioridades</p><p>Qualidade</p><p>em</p><p>primeiro</p><p>lugar</p><p>Orientação</p><p>pelo</p><p>cliente</p><p>TQC</p><p>23</p><p>Figura 5: TQC – Adaptação do texto (TONELI, W.).</p><p>Como relatado anteriormente o controle do processo é base para que a</p><p>empresa atinja a qualidade. O CQT controle de qualidade total visa a satisfazer</p><p>as necessidades das pessoas e para que esta meta seja alcançada se baseia</p><p>em três premissas:</p><p>1. Planejar a qualidade desejada pelos clientes.</p><p>2. Manter a qualidade</p><p>3. Melhorar a qualidade Gestão da Qualidade no Processo Produtivo</p><p>(TONELI, W.)</p><p>De acordo com Paladini a gestão deste processo de qualidade precisa</p><p>do cumprimento de três etapas para que haja o êxito esperado. São elas:</p><p> Erradicação de perdas;</p><p> Eliminar as causas das perdas;</p><p> Otimização do processo (PALADINI, 1995).</p><p>Devido a tantas exigências verificou-se a necessidade de unificar e</p><p>padronizar a questão da qualidade. No ano 1987 foi aprovada a norma</p><p>internacional ISO 9000. Esta norma abrange terminologias, conceitos para</p><p>evolução da qualidade.</p><p>Destaca-se que sistema internacional ISO oferece otimização e</p><p>padronização dos processos internos de uma indústria, empresa ou instituição.</p><p>Esta padronização promove destaque a empresa auxiliando na conquista de</p><p>lucros. As normas de qualidade sofreram revisões em 94, 2000 e 2015.</p><p>Normas do Sistema de Gestão de Qualidade:</p><p>ABNT NBR ISO 9000 - Sistema de Gestão da Qualidade (Fundamentos</p><p>e Vocabulário) - documento que contém todos os termos utilizados no sistema.</p><p>ABNT NBR ISO 9001 - Sistema de Gestão da Qualidade (Requisitos) -</p><p>explica os requisitos para obter a certificação.</p><p>ABNT NBR ISO 9004 - Gestão para o Sucesso Sustentado de uma</p><p>24</p><p>Organização (Uma abordagem de Gestão da Qualidade) - é um documento</p><p>com instruções para implantar o Sistema de Gestão da Qualidade (TONELI,</p><p>W.).</p><p>Exemplos de Métodos para a Gestão da Qualidade</p><p>Alguns métodos são utilizados e trazem inúmeros êxitos as empresas. A</p><p>imagem abaixo retrata esses métodos.</p><p>Qualidade</p><p>PDCA</p><p>5 S</p><p>6 Sigma</p><p>Benchmarking</p><p>25</p><p>FIG 6: Ferramentas e Métodos de Qualidade</p><p>PDCA- Como visto anteriormente este ciclo e um método que proporciona</p><p>a melhoria contínua através de quatro etapas: Plan, Do, Check e Act. A fase</p><p>Plan é caracterizada pelo estabelecimento das metas e objetivos. A fase Do</p><p>por sua vez é a implantação do método e condições estabelecidas na fase do</p><p>planejamento. A terceira fase (Check) é o monitoramento e verificação do</p><p>processo implantado na segunda fase. Ou seja, nesta esta verificamos se o</p><p>processo esta dentro da conformidade. A última fase Act (agir) representa a</p><p>busca de soluções para possíveis não conformidades verificadas na terceira</p><p>fase. Neste caso, a fase act representa a fase de tomada de decisões.</p><p>5 S</p><p>É um método japonês que recebeu essa nomenclatura, pois, as palavras</p><p>de cada fase se iniciam com S. Em português designamos como os 5 sensos.</p><p>São eles:</p><p> Seiri – senso de organização, utilização e descarte</p><p> Seiton – senso de arrumação e ordenação</p><p> Seisou – senso de limpeza e higiene</p><p> Seiketsu – senso de padronização</p><p> Shitsuke – senso de autodisciplina</p><p>Seis Sigma</p><p>Este método recebe esta nomenclatura devido ao desvio padrão que</p><p>apresenta o símbolo Sigma como referência, pois o desvio padrão assim como</p><p>o objetivo deste método busca o mínimo de defeitos na organização, ou seja, o</p><p>26</p><p>produto deve ser feito com defeitos tendendo a zero. Para que se atinja esta</p><p>perfeição o método propõe como objetivos principais:</p><p> Minimizar falhas</p><p> Melhorar continuamente seus produtos</p><p> Diminuir Custos</p><p> Aumentar a qualidade</p><p> Satisfazer os clientes</p><p> Aumentar os lucros</p><p>Benchmarking</p><p>É um processo que avalia os produtos, serviços e processos de trabalho</p><p>das empresas que são reconhecidas como representantes das melhores</p><p>práticas com objetivo da melhoria organizacional. Este método se baseia na</p><p>observação de líderes experientes e com sucesso em suas práticas no</p><p>mercado afim de que essa prática possa ser reproduzida na organização para</p><p>melhorar o seu desempenho.</p><p>Ferramentas de Gestão</p><p>Temos inúmeras ferramentas que podem ser utilizadas para facilitar o</p><p>planejamento e controle da gestão da qualidade. As 11 mais utilizadas são:</p><p>1. Brainstorming</p><p>Esta ferramenta estimula a criatividade (Tempestade de idéias). O</p><p>processo ocorre com grupos de 5 à 12 pessoas que emitem suas ideias em um</p><p>tempo determinado. O objetivo é buscar a diversidade de diferentes conceitos</p><p>livres de críticas e convivência com a diferença de opiniões.</p><p>27</p><p>2. Cartas de controle</p><p>Esta ferramenta consiste em um gráfico que apresenta as causas</p><p>comuns (intrínsecas) e especiais (aleatórias). Temos um limite superior de</p><p>controle (maior valor tolerável)</p><p>e o limite inferior de controle (menor valor</p><p>tolerável)</p><p>LSC (Limite Superior de Controle)</p><p>Idealidade</p><p>LIC (Limite Inferior de Controle)</p><p>FIG 7: Cartas de Controle</p><p>3. Diagrama espinha de peixe ou de Ishikawa</p><p>É a representação esquemática das possíveis causas que levam a um</p><p>tipo de efeito. As causas são separadas em categorias de acordo com as suas</p><p>características e semelhanças.</p><p>Efeito</p><p>Categoria 1 Categoria 2</p><p>Categoria 3 Categoria 4</p><p>28</p><p>FIG 8: Diagrama ISHIKAWA</p><p>4. Diagrama de dispersão</p><p>Gráfico utilizado para demonstração de alteração de uma variável quando</p><p>há modificação em outra. Ou seja, quanto afeta uma variável quando outra</p><p>sofre modificação.</p><p>5. Estratificação</p><p>Desdobramentos dos dados ocorridos e visualizados com base nos</p><p>estratos, como por exemplo, eventos ocorridos numa mesma semana, mês,</p><p>ano, quinzena, visando a melhoria contínua.</p><p>6. Fluxograma</p><p>Representação esquemática utilizada para demonstrar a seqüência de um</p><p>processo. A figura abaixo representa um processo de produção de materiais a</p><p>base de pós. Neste caso podemos seguir dois processos, o processo 1 cujas</p><p>etapas são cominuição (redução de grãos), controle e o produto final ou o</p><p>processo 2 que exige mais etapas como a fabricação em pó, monitoramento,</p><p>controle e o produto final.</p><p>FIG 9: Fluxogramas</p><p>Matéria</p><p>prima</p><p>Cominuição</p><p>Fabricação em pó</p><p>Controle</p><p>Monitoramento</p><p>Produto</p><p>Final</p><p>1</p><p>2</p><p>29</p><p>7. Folhas de verificação</p><p>São utilizadas como índice quantitativo de freqüência de eventos em um</p><p>período de tempo. Como exemplo pode-se citar: quantas manutenções foram</p><p>feitas em um determinado maquinário no período de um ano?</p><p>8. Diagrama de Pareto</p><p>É um gráfico no formato de barras onde se priorizam as causas</p><p>referentes a algum assunto, ou seja, da maior para a menor.</p><p>FIG 10: Diagrama de Pareto</p><p>9. Histograma</p><p>É um gráfico também no formato de barras em que sua distribuição é feita</p><p>por categorias demonstrando a variável em um dado momento do processo.</p><p>10. Matriz GUT</p><p>Nesta ferramenta os problemas são listados, analisados e enumerados</p><p>de acordo com a gravidade, tendência e urgência. Os valores atribuídas são na</p><p>30</p><p>escala de 1 à 5.</p><p>11. 5W2h</p><p>A sigla representa as iniciais dos pronomes interrogativos em inglês:</p><p>what (o que), why (por que), when (quando), who (quem) how (como), where</p><p>(onde) e how much (quanto). Esta ferramenta tem como objetivo padronizar o</p><p>processo através do seu monitoramento completo.</p><p>31</p><p>4 - RESPONSABILIDADE SOCIAL</p><p>O conceito de responsabilidade começa a tomar força na década 50 com a</p><p>visão de que as decisões e ações tomadas por empresas poderiam atingir a</p><p>sociedade e sua vivência de diversas maneiras. Continuando a linha do tempo</p><p>em 1960 e 1970, esta é conceito é intensificado por novas perspectivas em</p><p>que as organizações precisam enxergar além da lucratividade, ou seja são</p><p>responsáveis por seus atos. Na década de 70 o conceito de responsabilidade</p><p>social passa a constituir relações com questões associadas a economia,</p><p>distribuição de renda, promoção social e conservação ambiental.</p><p>Próximo a década de 80 nasce um forte conceito de responsabilidade</p><p>social, associando a responsabilidade da empresa junto à sociedade.</p><p>Apenas no início dos anos 90 o conceito de responsabilidade inicia-se em</p><p>nosso país. O estímulo para este conceito é a crise social do Estado. Devido a</p><p>este problema as organizações foram chamadas para responsabilizar-se</p><p>mediante a sociedade e ao meio ambiente. Outros estímulos foram à cobrança</p><p>da sociedade, o aumento de empresas nacionais e o mercado internacional.</p><p>Quem são os setores na sociedade?</p><p>FIG 11: Os Três Setores</p><p>Cabem ao primeiro setor as questões sociais. Ao setor privado as questões</p><p>individuais. O terceiro setor é composto pelas ONG`s e organizações sem fins</p><p>Setores na Sociedade</p><p>1º Setor</p><p>(Governo)</p><p>2º Setor</p><p>(Privado)</p><p>3º Setor</p><p>(ONG`s)</p><p>32</p><p>lucrativos. Este setor nasceu através da necessidade de ajuda ao Estado pelo</p><p>setor privado em questões sociais.</p><p>Norma ISO 26000</p><p>“No dia 1º de novembro de 2010, foi publicada a Norma</p><p>Internacional ISO 26000 – Diretrizes sobre Responsabilidade Social, cujo</p><p>lançamento foi em Genebra, Suíça. No Brasil, no dia 8 de dezembro de</p><p>2010, a versão em português da norma, a ABNT NBR ISO 26000, foi</p><p>lançada em evento na FIESP, em São Paulo.</p><p>Segundo a ISO 26000, a responsabilidade social se expressa pelo</p><p>desejo e pelo propósito das organizações em incorporarem considerações</p><p>socioambientais em seus processos decisórios e a responsabilizar-se pelos</p><p>impactos de suas decisões e atividades na sociedade e no meio ambiente.</p><p>Isso implica um comportamento ético e transparente que contribua para o</p><p>desenvolvimento sustentável, que esteja em conformidade com as leis</p><p>aplicáveis e seja consistente com as normas internacionais de</p><p>comportamento. Também implica que a responsabilidade social esteja</p><p>integrada em toda a organização, seja praticada em suas relações e leve</p><p>em conta os interesses das partes interessadas.</p><p>A norma fornece orientações para todos os tipos de organização,</p><p>independente de seu porte ou localização, sobre:</p><p>Conceitos, termos e definições referentes à responsabilidade social;</p><p>Histórico, tendências e características da responsabilidade social;</p><p>Princípios e práticas relativas à responsabilidade social;</p><p>Os temas centrais e as questões referentes à responsabilidade social;</p><p>Integração, implementação e promoção de comportamento socialmente</p><p>responsável em toda a organização e por meio de suas políticas e práticas</p><p>dentro de sua esfera de influência;”</p><p>INMETRO</p><p>Disponível em:</p><p>http://www.inmetro.gov.br/qualidade/responsabilidade_social/iso26000.asp</p><p>33</p><p>Quem são os personagens do terceiro setor?</p><p>-Fundações</p><p>-Entidades Beneficentes</p><p>-Fundos Comunitários</p><p>-Entidades sem fins lucrativos</p><p>-Empresas com Responsabilidade Social</p><p>-Empresas Doadoras</p><p>-Elite Filantrópica</p><p>-Pessoas Físicas</p><p>-Imprensa</p><p>-Empresas Juniores Sociais.</p><p>Vale destacar que a norma ISO 26000:2010 é uma diretriz de uso</p><p>voluntário e não possui certificação.</p><p>O Instituto Ethos participou como organização - D’liaison. A ABNT atuou</p><p>como organismo normalizador. Os trabalhos desenvolvidos no Brasil ocorreram</p><p>no fórum da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), entidade</p><p>reconhecida como o fórum de normalização do Brasil. Para isso, foi criada a</p><p>Comissão Especial de Estudos de Responsabilidade Social - CEE/RS</p><p>(INMETRO).</p><p>34</p><p>5 - PROGRAMAS DE RESPONSABILIDADE SOCIAL E PERFORMANCE</p><p>SOCIAL</p><p>A responsabilidade social pode ser aplicada de diversas maneiras e cada</p><p>organização aplica da melhor forma que atenda as suas necessidades e a</p><p>satisfação dos seus clientes.</p><p>No caso da responsabilidade interna, aquela que é aplicada internamente</p><p>na organização, a empresa pode dispor de diversos programas e formas, como</p><p>por exemplo:</p><p> Ginástica laboral</p><p> Planos de Cargos e Salário</p><p> Apoio a Qualificação Profissional</p><p> Plano de saúde extensivo a dependentes</p><p> Programas de apoio à saúde dos funcionários</p><p> Participação nos Lucros</p><p>De acordo com Melo a responsabilidade social externa está relacionada a</p><p>programas sociais, projetos, parceria com ONGs envolvendo a sociedade. As</p><p>empresas podem elaborar capacitações, criar oportunidades de trabalho,</p><p>programas de inclusão digital, incentivo</p><p>a cultura, programas de conservação e</p><p>preservação ambiental (MELO NETO, 1999). De acordo com Chiavenato a</p><p>responsabilidade social externa contempla a colaboração responsável com o</p><p>desenvolvimento das pessoas (CHIAVENATO, 2004).</p><p>Como forma de verificar a responsabilidade social e as estratégias</p><p>utilizadas por cada organização, as empresas dispõem de indicadores</p><p>coorporativos DSJI (DSJI) Don Jones Sustainability Index, Global Reporting</p><p>Initiative (GRI), Iniciativa do Instituto Ethos, Ibase e ISE. Através destes</p><p>indicadores é possível verificar a performance de cada organização. TINOCO</p><p>relata que Segundo Tinoco (2010) a solidez e credibilidade das empresas não</p><p>35</p><p>é consequência apenas dos indicadores econômico-financeiros, mas do seu</p><p>desempenho social e ambienta (TINOCO, 2010). Cada indicador possui um</p><p>objetivo conforme descrito abaixo:</p><p> DSJI é um indicador que teve início em 1999 e esta relacionado a</p><p>performance financeira das empresas líderes em sustentabilidade. Este</p><p>indicador está direcionado ao investimento e aos acionistas da</p><p>organização.</p><p> O GRI é um indicador que visa orientar através de diretrizes para a</p><p>divulgação do desempenho das empresas (SCHWACH, R.).</p><p> O indicador do Instituto tem como premissa oferecer informação as</p><p>organizações sobre a gestão da SER dos seus fornecedores e clientes,</p><p>desde que sejam autorizados pelos mesmos. Este sistema de</p><p>indicadores facilita a evolução da empresa e da sua cadeia de valor</p><p>(Instituto ETHOS).</p><p> O relatório IBASE esta relacionado ao controle social sobre as</p><p>empresas, ou seja, neste indicador as empresas apresentam as</p><p>atividades sociais realizadas por ela.</p><p> O Índice de Sustentabilidade Empresarial é uma ferramenta para análise</p><p>comparativa da performance das empresas listadas na BM&FBOVESPA</p><p>de acordo com o aspecto da sustentabilidade corporativa, fundamentado</p><p>na eficiência econômica, equilíbrio ambiental, justiça social e</p><p>governança (ISE).</p><p>36</p><p>6 - INSTRUMENTOS DE AUDITORIA</p><p>FIGURA 12- Auditoria (Enciclopédia Financeira). Disponível em:</p><p>http://enciclopédiafinanceira.com. Acesso em: 27/05/2017.</p><p>A auditoria é pode ser definida como um conjunto de atividades</p><p>desenvolvidas para avaliação do sistema da organização, avaliar não</p><p>conformidades e aspectos específicos do sistema. As auditorias devem ser</p><p>documentadas. Algumas considerações devem ser feitas perante as auditorias.</p><p>O profissional que fará a auditoria deverá ter a competência necessária para</p><p>exercê-la, sempre transparecendo confiança e integridade em suas ações. O</p><p>auditor deverá ser discreto e justo sempre relatando o auditado com precisão.</p><p>Toda e qualquer constatação deve ser documentada, bem como provas</p><p>coletadas no ato da auditoria. Elas demonstrarão confiabilidade e contribuirão</p><p>para conclusão do processo.</p><p>As auditorias poderão ser utilizadas para fins de verificação internas,</p><p>quando a empresa sentir necessidade de avaliar o seu sistema e também</p><p>podem ser utilizadas para fins de certificações.</p><p>37</p><p>Certificação</p><p>“Certificação é um processo no qual uma entidade de 3ª parte</p><p>avalia se determinado produto atende as normas técnicas. Esta</p><p>avaliação se baseia em auditorias no processo produtivo, na</p><p>coleta e em ensaios de amostras. Estando tudo em conformidade</p><p>a empresa recebe a certificação e passa a usar a Marca de</p><p>Conformidade ABNT em seus produtos.</p><p>Diferente dos laudos e relatórios de ensaios que servem para</p><p>demonstrar que determinada amostra atende ou não uma norma</p><p>técnica, a Certificação serve para garantir que a produção é</p><p>controlada e que os produtos estão atendendo as normas técnicas</p><p>continuamente.</p><p>O processo de Certificação não é complicado e qualquer empresa</p><p>pode obtê-la, bastando demonstrar e garantir, através de</p><p>documentos que seu processo produtivo é controlado e que seus</p><p>produtos estão sendo fabricados em conformidade às normas.</p><p>Para que uma empresa possa certificar um produto, serviço ou</p><p>sistema é necessário atender aos requisitos da norma técnica de</p><p>referência, bem como dispor de instalações, pessoal,</p><p>equipamentos e procedimentos documentados que permitam</p><p>evidenciar que a empresa controla as atividades relacionadas ao</p><p>objeto da sua certificação.”</p><p>Fonte: ABNT</p><p>Disponível em: http://www.abnt.org.br/certificacao/o-que-e</p><p>38</p><p>Alguns Tipos de Auditoria</p><p>FIGURA 13- Exemplos de Auditoria</p><p>A auditoria de avaliação de desempenho esta relacionada à utilização de</p><p>recursos que refletem em seu desempenho ambiental, tais como a quantidade</p><p>de resíduos gerada, gasto com luz e água, tipo de recurso utilizado, etc. A</p><p>auditoria de conformidade legal por sua vez, visa adequar a empresa a</p><p>De</p><p>Responsabilidade</p><p>Sistema de</p><p>Gestão</p><p>Pós Acidente</p><p>Conformidade</p><p>Legal</p><p>Avaliação de</p><p>Desempenho</p><p>Tipos de</p><p>Auditoria</p><p>39</p><p>legislação vigente. Vale destacar que nenhuma empresa esta isenta de seguir</p><p>a legislação vigente. A auditoria após um acidente tem como objetivo investigar</p><p>as causas, a responsabilidade pelo acidente, suas conseqüências e evitar que</p><p>novos acidentes e problemas aconteçam. A auditoria de gestão tem como</p><p>objetivo adequar a empresa para atender os requisitos necessários para uma</p><p>determinada certificação. A auditoria de responsabilidade tem como objetivo</p><p>verificar se há passivos ambientais. Destaca-se que há existência de passivos</p><p>pode atrapalhar uma compra e venda de uma organização.</p><p>40</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>Conferência de Estocolmo</p><p>Disponível em: www.mma.gov.br/seguranca-quimica/convencao-de-estocolmo</p><p>MIKHAILOVA, I. Sustentabilidade: Evolução dos Conceitos Teóricos e os</p><p>Problemas da Mensuração Prática, Revista Economia e Desenvolvimento, n°</p><p>16, 2004.</p><p>RAHAL, A. Poluição hídrica e seus impactos sobre a sociedade, 2015.</p><p>Rezende, F. Poluição hídrica: causas e conseqüências.</p><p>Disponível em: http://www.ebah.com.br/content/ABAAABEKwAE/poluicao-</p><p>hidrica-causas-consequencias.</p><p>Acesso em 12 de março de 2017.</p><p>BEZERRA, R. B. Responsabilidade Social Corporativa: Uma proposta</p><p>metodológica para orientação de iniciativas, 2007.</p><p>INSTITUTO ETHOS, Guia de compatibilidade de Ferramentas, Junho de</p><p>2005.</p><p>INSTITUTO ETHOS, Disponível em:</p><p>http://www.ethos.org.br/DesktopDefault.aspx?TabID=3344&Alias=Ethos&Lang</p><p>=pt-BR</p><p>Acesso em março 2017.</p><p>INSTITUTO ETHOS</p><p>Disponível em</p><p>http://www.ethos.org.br/sistemas/empresas_entidades/empresas_associadas/li</p><p>sta_geral/index.asp</p><p>Acesso em Março de 2017.</p><p>INSTITUTO ETHOS, Indicadores ETHOS de Responsabilidade Social</p><p>Empresarial, 2007.</p><p>Kraemer, M. E. P., A Busca de Estratégias Competitivas Através da gestão</p><p>Ambiental, 2000.</p><p>Disponível em:</p><p>http://www.gestiopolis.com/recursos3/docs/ger/vencompgesamb.htm.</p><p>ISE- Índice de Sustentabilidade Empresarial</p><p>http://www.ebah.com.br/content/ABAAABEKwAE/poluicao-hidrica-causas-consequencias</p><p>http://www.ebah.com.br/content/ABAAABEKwAE/poluicao-hidrica-causas-consequencias</p><p>http://www.ethos.org.br/sistemas/empresas_entidades/empresas_associadas/lista_geral/index.asp</p><p>http://www.ethos.org.br/sistemas/empresas_entidades/empresas_associadas/lista_geral/index.asp</p><p>http://www.gestiopolis.com/recursos3/docs/ger/vencompgesamb.htm</p><p>41</p><p>Disponível em: http://www.bmfbovespa.com.br/pt_br/produtos/indices/indices-</p><p>de-sustentabilidade/indice-de-sustentabilidade-empresarial-ise.htm</p><p>Acesso em: 20/06/2017.</p><p>MONTANA, J. P.; CHARNOV, H. B. Administração. São Paulo: Saraiva, 1998</p><p>ROTHERY, Brian. ISO 9000. São Paulo, Makron Books,1993.p.13.</p><p>TONELI, W. Gestão da Qualidade</p><p>INMETRO- Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia.</p><p>Disponível em:</p><p>http://www.inmetro.gov.br/qualidade/responsabilidade_social/elaboracao-</p><p>iso.asp</p><p>CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de pessoas: o novo papel dos recursos</p><p>humanos nas organizações. 2 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.</p><p>MELO NETO, Francisco Paulo de. FROES, César. Responsabilidade Social e</p><p>Cidadania Empresarial: A Administração do Terceiro Setor. 2 ed. Rio de</p><p>Janeiro: Qualitymark, 1999.</p><p>SCHWACH R.G. A aderência dos relatórios de sustentabilidade das</p><p>instituições financeiras ao modelo GRI, Encontro Internacional sobre Gestão</p><p>Empresarial e Meio Ambiente.</p><p>http://www.bmfbovespa.com.br/pt_br/produtos/indices/indices-de-sustentabilidade/indice-de-sustentabilidade-empresarial-ise.htm</p><p>http://www.bmfbovespa.com.br/pt_br/produtos/indices/indices-de-sustentabilidade/indice-de-sustentabilidade-empresarial-ise.htm</p><p>http://www.inmetro.gov.br/qualidade/responsabilidade_social/elaboracao-iso.asp</p><p>http://www.inmetro.gov.br/qualidade/responsabilidade_social/elaboracao-iso.asp</p>

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