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CIRURGIAS DA CABEÇA - BOVINOS

Notas sobre cirurgia de grandes animais: aborda anestesia em bovinos e sedação (alfa‑2), riscos, princípios e indicações de descorna/mochação, anatomia do processo cornual, técnicas (térmica/química), anestesia local, complicações (sinusite, osteomielite) e cuidados pós‑operatórios.

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<p>INTRODUÇÃO CIRURGIA E OBSTETRÍCIA DE GRANDES</p><p>ANIMAIS e CIRURGIAS DE CABEÇA</p><p>Hoje em dia desenvolver um animal é caro, animais doentes não dão retorno a</p><p>seus proprietários.</p><p>Objetivos: Restabelecer condições fisiológicas para um indivíduo que esteja</p><p>com uma patologia.</p><p>Anestesia geral em bovinos adultos tem riscos, o cárdia "relaxa" e o animal</p><p>pode ter refluxo do líquido ruminal.</p><p>- Alfa 2 agonista: Atenção pois esse fármaco tem poder depressivo porém</p><p>também pode causar efeito reverso e excitar o animal. Evitar estimular</p><p>o animal durante o processo de sedação.</p><p>A cirurgia é feita em campo, considerando o local que vai ser acessado</p><p>quando? Quando o animal estiver em condições de operar.</p><p>- Animais obesos possuem resistência à insulina, isso prejudica o</p><p>processo de cicatrização</p><p>CIRURGIAS DE CABEÇA</p><p>✔ DESCORNA</p><p>QUANDO REALIZAR?</p><p>➢ Patologias</p><p>➢ Fraturas: Perda de estojo córneo é um dos motivos que podem ser sugerida</p><p>o procedimento de descorna;</p><p>➢ Tumores: Relacionado a carcinoma. Os Carcinomas são malignos.</p><p>➢ Fendas de areia: Rachaduras</p><p>➢ Má conformação : Pode comprimir o conduto auditivo e comprimir tecidos</p><p>moles desses animais</p><p>- Facilitar manejo</p><p>- Evitar dominância</p><p>✔ Anatomia</p><p>✔ Osso Frontal</p><p>- Processo cornual</p><p>- Seio frontal</p><p>✔ Irrigação</p><p>- Artéria cornual (fossa temporal) A irrigação é feita pela arterial cornual,</p><p>ela sai da fossa temporal.S</p><p>✔ Inervação</p><p>- Ramo zigomático temporal (fossa temporal)</p><p>- Ramos auriculares</p><p>- Ramos do infratroclear (Caprinos)</p><p>- Cornos: Possuem várias constituições, a base do chifre se chama</p><p>processo cornual, que é uma extensão do osso frontal.</p><p>- No osso frontal se tem o seio frontal (seio nasal) o desenvolvimento</p><p>deste seio da origem ao seio cornual.</p><p>- Os animais com cornos desenvolvidos possuem o seio nasal estendido</p><p>até o processo cornual.</p><p>- Pneumatização do processo cornual: quando a extensão do seio frontal</p><p>chega ao processo cornual.</p><p>- A irrigação do processo cornual é feita pela arterial cornual, ela sai da</p><p>fossa do temporal (através da órbita).</p><p>- A inervação é feita por um ramo do zigomático temporal que sai do</p><p>lado da artéria cornual e ramos auriculares.</p><p>- Em caprinos além desses dois ramos, eles possuem ramos do nervo</p><p>infratroclear (medial à órbita do olho)</p><p>- Quando se tira o estojo córneo temos acesso ao cório</p><p>A - Seio Frontal</p><p>B- Perioplo: Tecido germinativo do tecido</p><p>queratinizado. Em seguida se tem o</p><p>estojo córneo.</p><p>D - Córion: Tecido mole onde estão</p><p>localizados as artérias, veias e nervos.</p><p>Quando se tira o estojo córneo temos</p><p>acesso ao córion, onde se tem</p><p>sangramento e dor. A perda do estojo</p><p>córneo tem como recomendação a</p><p>descorna.</p><p>- Animais jovens possuem botão</p><p>cornual (o botão cornual dá origem</p><p>ao perioplo)</p><p>- Caprinos mochos (que não possuem</p><p>chifres) não são selecionados</p><p>geneticamente pois esse gene está</p><p>relacionado ao hermafroditismo</p><p>- Caprinos possuem ramos zigomático</p><p>e ramo do nervo infratroclear</p><p>Mochação: É a retirada do botão cornual (animais jovens)</p><p>Descorna: O animal já possui processo cornual desenvolvido podendo ser</p><p>jovens ou não;</p><p>✔ MOCHAÇÃO</p><p>✔ Animais Jovens ( até 30 dias de vida)</p><p>- Botão córneo com 5 a 10mm LIMITE - SE PASSAR DISSO É DESCORNA</p><p>Pode ser feita por c auterização, de duas maneiras, fisica ou quimica:</p><p>- Física (calor)</p><p>- Química - uso de produtos cáusticos (Hidróxido de sódio / hidróxido de</p><p>cálcio)</p><p>Recomendado para animais jovens indicação de anestesia local e</p><p>antiinflamatório.</p><p>✔ MOCHAÇÃO QUÍMICA</p><p>✔ Idade recomendada</p><p>- Bezerros: oito a quatorze dias</p><p>- Cabritos: três a cinco dias</p><p>✔ MOCHAÇÃO TÉRMICA</p><p>✔ Realizada com ferro incandescente</p><p>✔ Realizada quando o desenvolvimento não é maior que 1 cm</p><p>✔ A idade para mochar o animal varia de acordo com a raça – 4 a 6 semanas</p><p>em bezerros – até 15 dias em cabritos</p><p>✔ Cauterizar toda a pele e subcutâneo da região germinativa do corno</p><p>incluindo o córion para evitar proliferação de tecido germinativo , sem atingir</p><p>o osso frontal.</p><p>Independente das duas técnicas de mochação o objetivo é cauterizar o botão</p><p>cornual.</p><p>✔ TÉCNICA</p><p>✔ Contenção física</p><p>✔ Lidocaína 2% - 1 a 3 ml - fossa temporal</p><p>✔ PROVÁVEIS COMPLICAÇÕES</p><p>✔ Sinusite</p><p>✔ Osteomielite</p><p>✔ Resquício de tecido germinativo</p><p>Geralmente sinusite e osteomielite ocorre quando se coloca muita pressão na</p><p>cabeça do bezerro</p><p>✔ PÓS MOCHAÇÃO</p><p>✔ Pasta repelente / cicatrizante</p><p>✔ Anti-inflamatórios:</p><p>- Flunixina meglumina – 1 a 2 mg/kg – 12-24h – 3 dias</p><p>- Cetoprofeno – 3 mg/kg – 24 h - IV, IM – 3 dias</p><p>- Meloxicam – 0,5 a 1 mg/kg – 24h – IV – 3 dias</p><p>Spray roxo: não utilizar</p><p>1 cetoprofeno (melhor)</p><p>2 meloxicam</p><p>3 flunixina</p><p>✔ DESCORNA</p><p>Duas técnicas para descorna, uma para chifre grande e outra para chifre</p><p>pequeno</p><p>CICATRIZAÇÃO 2ª INTENÇÃO</p><p>✔ Não há suturas</p><p>✔ Recomendado realizar em bovinos com diâmetro inferior a 5 cm</p><p>✔ Serra/fio serra</p><p>✔ Descornador de Barnes</p><p>Tem que formar tecido de granulação – 2º intenção (não tem como suturar</p><p>pois ocorre perda de pele integra)</p><p>De primeira intenção: faz-se a junção das bordas da ferida</p><p>De segunda intenção: tem que formar tecido de cicatrização</p><p>MAIS RÁPIDA DE SER FEITA E SE USA FIO SERRA porém possui maior tempo de</p><p>cicatrização e o seio frontal pode acabar sendo exposto.</p><p>Algumas pessoas cortam e cauterizam com ferro quente para não ocorrer</p><p>hemorragia.</p><p>✔ PÓS DESCORNA</p><p>✔ Pasta repelente / cicatrizante</p><p>✔ Atenção a curativos e observação</p><p>✔ Anti-inflamatórios:</p><p>- Flunixina meglumina – 1 a 2 mg/kg – 12-24h – 3 dias</p><p>- Cetoprofeno – 3 mg/kg – 24 h - IV, IM – 3 dias</p><p>- Meloxicam – 0,5 a 1 mg/kg – 24h – IV – 3 dias</p><p>✔ DESCORNA (CIRÚRGICA)</p><p>✔ Evitar:</p><p>- Gestação avançada</p><p>- Animais debilitados e/ou enfermos</p><p>- Estação chuvosa</p><p>TÉCNICA CIRÚRGICA</p><p>✔ Contenção física e sedação Jejum de 12 a 24 horas</p><p>- Xilazina 2% - 1 ml /100 kg/ pv</p><p>- Decúbito esternal – cabeça no costado esquerdo</p><p>Sedação:</p><p>✔ Cloridrato de xilazina a 2%</p><p>→ 0,01 a 0,05 mg/kg – sedação sem decúbito</p><p>→ 0,1 a 0,2 mg/kg – sedação com decúbito e hipnose</p><p>Tempo médio entre 30 e 40 minutos</p><p>✔ Ampla tricotomia em toda a base do corno</p><p>✔ Correta antissepsia</p><p>Anestesia:</p><p>✔ Dessensibilizar o corno e a base do corno</p><p>- Anestesia do ramo cornual do zigomático temporal (lacrimal) ramo do</p><p>trigêmeo</p><p>- Na borda temporal, a 2cm da base do corno, a 1-2,5 cm de</p><p>- profundidade</p><p>- Palpar a borda látero-temporal do osso frontal, entre os músculos</p><p>frontal e temporal</p><p>- 5 a 10 ml de lidocaína</p><p>- Complementar com bloqueio em anel ( ramos dos nervos cervical II e</p><p>infratroclear)</p><p>✔ PEQUENOS RUMINANTES</p><p>✔ Além do bloqueio do nervo cornual, importante bloqueio do nervo</p><p>infratroclear.</p><p>✔ Diferenças anatômicas e de temperamento entre bovinos e caprinos fazem</p><p>as descornas cirúrgicas nestes animais mais delicadas.</p><p>✔ Cornos proporcionalmente maiores</p><p>- Mais próximos da órbita e entre si</p><p>- Possuem um trajeto caudal em relação ao crânio</p><p>✔ Duas técnicas cirúrgicas:</p><p>- Cicatrização por primeira intenção</p><p>- Cicatrização por segunda intenção</p><p>✔ PÓS OPERATÓRIO</p><p>✔ Antibiótico</p><p>- Benzilpenicilina Procaína – 20.000 UI/kg – 24h – IM – 3-5 dias</p><p>✔ Anti-inflamatórios</p><p>- Flunixina meglumina – 1 a 2 mg/kg – 12-24h – 3 dias</p><p>- Cetoprofeno – 3 mg/kg – 24 h - IV, IM – 3 dias</p><p>- Meloxicam – 0,5 a 1 mg/kg – 24h – IV – 3 dias</p><p>✔ Repelente</p><p>✔ Retirada dos pontos com 14 dias</p><p>✔ Evitar deixar com</p><p>outros animais para evitar confronto.</p><p>✔ PÓS DESCORNA</p><p>✔ Pasta repelente / cicatrizante</p><p>✔ Atenção a curativos e observação</p><p>✔ Anti-inflamatórios:</p><p>- Flunixina meglumina – 1 a 2 mg/kg – 12-24h – 3 dias</p><p>- Cetoprofeno – 3 mg/kg – 24 h - IV, IM – 3 dias</p><p>- Meloxicam – 0,5 a 1 mg/kg – 24h – IV – 3 dias</p><p>POSSÍVEIS COMPLICAÇÕES</p><p>✔ Miíase</p><p>✔ Deiscência dos pontos</p><p>✔ Infecções</p><p>✔ Sinusite</p>