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<p>ESCOLA TÉCNICA LIDERANÇA</p><p>CURSO TÉCNICO DE ENFERMAGEM</p><p>PRISCILA CRISTINA OLIVEIRA DA SILVA</p><p>TIPOS DE CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL (CAPS) E</p><p>ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM</p><p>HORTOLÂNDIA/SP</p><p>2024</p><p>ESCOLA TÉCNICA LIDERANÇA</p><p>CURSO TÉCNICO DE ENFERMAGEM</p><p>PRISCILA CRISTINA OLIVEIRA DA SILVA</p><p>TIPOS DE CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL (CAPS) E</p><p>ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM.</p><p>.</p><p>Trabalho realizado para a Escola Liderança</p><p>com critério de aprovação da disciplina –</p><p>Enfermagem em saúde mental para</p><p>conclusão do curso técnico de enfermagem.</p><p>Coordenador: Robson Urbano</p><p>Coordenador Robson Urbano</p><p>HORTOLÂNDIA/SP</p><p>2024</p><p>RESUMO</p><p>O objetivo desse estudo foi analisar a atuação e as perspectivas dos</p><p>profissionais da Equipe de Enfermagem em Saúde Mental, centrando-se na</p><p>execução do trabalho, nas unidades dos centros de atenção psicossocial e nas</p><p>demandas que os pacientes apresentaram aos profissionais, considerando as</p><p>dificuldades e possibilidades reveladas nas falas dos enfermeiros e técnicos de</p><p>enfermagem na área da Saúde Mental.</p><p>SUMÁRIO</p><p>1 INTRODUÇÃO ................................................................................................ 5</p><p>2 OBJETIVO DO CAPS .................................................................................... 5</p><p>3 TIPOS DE CAPS ............................................................................................. 5</p><p>4 EQUIPE MULTIPROFISSIONAL .................................................................... 6</p><p>5 ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM ..................................................................... 7</p><p>6 CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................ 8</p><p>REFERÊNCIAS ............................................................................................... 9</p><p>5</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>Os princípios da Reforma Psiquiátrica são uma parte crucial da política</p><p>de assistência à saúde mental, não apenas alternativas. Os serviços</p><p>alternativos, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), são</p><p>alcançados para ampliar esses objetivos. Esses CAPS são indispensáveis e</p><p>podem ser configurados de várias maneiras de acordo com as necessidades</p><p>locais e regionais, com uma equipe capaz de atender a todos (DIAS;</p><p>ZAVARIZE, 2016).</p><p>Em 1986, o primeiro CAPS foi fundado na cidade de São Paulo e foi</p><p>chamado de Centro de Atenção Psicossocial Professor Luiz da Rocha</p><p>Cerqueira. Logo após, surgiram em todo o país muitos Centros de Atenção</p><p>Psicossocial, todos regulamentados pela portaria GM 224/92. O CAPS/NASP,</p><p>ou Centro/Núcleo de Atenção Psicossocial, deve ser organizado de forma</p><p>regionalizada de acordo com o número de habitantes correspondente à região</p><p>em que os programas serão implementados (GONÇALVES, 2018).</p><p>2 OBJETIVO DO CAPS</p><p>Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são locais que oferecem</p><p>cuidados médicos para pessoas que sofrem com transtornos psiquiátricos e</p><p>vícios. Esse serviço é fornecido pelo sistema único de saúde (SUS). Nessas</p><p>unidades, uma equipe trabalha em conjunto para atender às necessidades de</p><p>saúde mental das pessoas, incluindo aquelas que enfrentam problemas devido</p><p>ao uso prejudicial de drogas e álcool. Esses serviços estão disponíveis na área</p><p>e são principalmente orientados para fornecer assistência durante o processo</p><p>de reabilitação psicossocial ou em situações difíceis.</p><p>3 TIPOS DE CAPS</p><p>CAPS l - Atendimento para pessoas de todas as faixas etárias que</p><p>enfrentam principalmente sofrimento mental intenso causado por transtornos</p><p>mentais graves e persistentes, como uso de substâncias psicoativas, e outras</p><p>6</p><p>condições clínicas que impedem a realização de projetos de vida e laços</p><p>sociais. Indicado para municípios ou regiões de saúde com mais de 15.000</p><p>pessoas.</p><p>CAPS II - Atendimento prioritário para pessoas com transtornos mentais</p><p>graves e persistentes, como o uso de substâncias psicoativas e outras</p><p>condições clínicas que impedem o estabelecimento de laços sociais e a</p><p>realização de projetos de vida. Indicada para cidades ou regiões de saúde com</p><p>mais de 70.000 pessoas.</p><p>CAPS III - Atendimento prioritário para pessoas com transtornos mentais</p><p>graves e persistentes, como o uso de substâncias psicoativas e outras</p><p>condições clínicas que impedem o estabelecimento de laços sociais e a</p><p>realização de projetos de vida. Proporciona serviços de atenção contínua, que</p><p>funcionam 24 horas por dia, mesmo em feriados e finais de semana,</p><p>oferecendo retaguarda clínica e acolhimento noturno a outros serviços de</p><p>saúde mental, como CAPS AD. Indicado para cidades ou regiões de saúde</p><p>com mais de 200.000 pessoas.</p><p>CAPSi - Atende crianças e adolescentes que enfrentam principalmente</p><p>sofrimento mental intenso causado por transtornos mentais graves e</p><p>persistentes, como uso de substâncias psicoativas, e outras condições clínicas</p><p>que impedem a realização de projetos de vida e conexões sociais. Indicado</p><p>para cidades ou regiões com mais de 70.000 pessoas.</p><p>CAPS Ad II O serviço de atenção psicossocial pode atender pacientes</p><p>com transtornos causados pelo uso e dependência de substâncias psicoativas</p><p>em municípios ou regiões com mais de 70 mil pessoas.</p><p>CAPS Ad III Atende indivíduos de todas as faixas etárias que</p><p>apresentam sofrimento mental como resultado do uso de crack, álcool e outras</p><p>drogas. Proporciona serviços de atenção contínua, com funcionamento 24</p><p>horas por dia, incluindo retaguarda clínica e acolhimento noturno. Indicado para</p><p>cidades ou regiões com mais de 200.000 mil pessoas.</p><p>4 EQUIPE MULTIPROFISSIONAL</p><p>Nos centros de atenção psicossocial (CAPS), têm psicólogos,</p><p>psiquiatras, enfermeiros, assistentes sociais, auxiliares de enfermagem,</p><p>7</p><p>técnicos de enfermagem, terapêutica ocupacional, técnicos administrativos,</p><p>que oferecem diversas atividades como: psicoterapia individual ou em grupo,</p><p>acompanhamento psiquiátrico, visitas domiciliares, atividades de orientação e</p><p>inclusão das famílias de acordo com o projeto terapêutico de cada usuário.</p><p>5 ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM</p><p>No CAPS AD, o enfermeiro (a) e o grupo interdisciplinar busca apoiar a</p><p>reabilitação psicossocial com o objetivo de fornecer cuidados aos usuários de</p><p>drogas, oferecendo acolhimento amplo e integral aos pacientes e familiares,</p><p>considerando as particularidades e demanda de cada paciente, muita das</p><p>vezes, por um longo período de tempo.</p><p>Ações desenvolvidas pelos enfermeiros:</p><p>Lidar com abstinências moderadas em nível ambulatorial, realizar busca</p><p>ativa com cuidados essenciais em casos de abandono de tratamento, criar</p><p>oficinas terapêuticas, apoiar o trabalho com base no conceito de redução de</p><p>danos (RD).</p><p>O atendimento para as crianças e adolescentes no CAPS Infantil e de</p><p>responsabilidade do enfermeiro (a), que atua em colaboração com a equipe</p><p>interdisciplinar. É fundamental acolher e apoiar a criança que enfrenta</p><p>dificuldades emocionais, sempre com o objetivo de reintegrá-la ao seu núcleo</p><p>familiar e à sociedade. Para atingir essa meta, são realizadas diversas ações,</p><p>como promover a interação em grupo e com a escola, compartilhar</p><p>experiências, aprimorar as relações interpessoais e oferecer escuta</p><p>terapêutica, tudo isso visando qualificar o atendimento e proporcionar suporte</p><p>na busca pela autonomia e independência (CECCARELLI, 2005; PORTELLA et</p><p>al.2013).</p><p>No CAPS adulto, o trabalho do (a) enfermeiro (a) é voltado para o</p><p>atendimento em adultos que enfrentam transtorno psíquico. O foco está em um</p><p>tratamento que não exclui os pacientes de suas famílias e da sociedade, mas</p><p>busca integrar os familiares no processo terapêutico com o cuidado apropriado,</p><p>auxiliando na recuperação</p><p>e na reintegração social do indivíduo. As atividades</p><p>incluem visitas domiciliares, oficinas terapêuticas, atendimentos individuais,</p><p>práticas esportivas, festas, momentos de lazer e grupos de apoio, todos</p><p>8</p><p>essenciais para quem lida com transtornos mentais. É fundamental considerar</p><p>que esses indivíduos necessitam de cuidados que ultrapassam o aspecto</p><p>clínico da doença e englobam as interações sociais dentro da comunidade e do</p><p>território onde vivem (KANTORSKI et al., 2011).</p><p>6 CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>Foi identificado que as principais atividades de enfermagem realizadas</p><p>no CAPS incluem orientação sobre medicamentos, acolhimento e assistência à</p><p>família. Além disso, é evidente a necessidade de formação contínua e</p><p>especialização para os profissionais que atuam nesse campo. Essas</p><p>informações servem como um alerta ao setor público para que direcione seus</p><p>esforços cada vez mais para a saúde mental e ofereça constantemente cursos</p><p>de aprimoramento para aqueles que são fundamentais no cuidado, integrando-</p><p>se à equipe multidisciplinar do CAPS. Dessa forma, um profissional de</p><p>enfermagem valorizado, motivado e qualificado pela administração pública</p><p>poderá proporcionar uma assistência eficaz, apoiado por recursos materiais</p><p>essenciais, capacitações e especializações junto aos outros profissionais da</p><p>instituição. Isso garantirá que ele tenha o conhecimento necessário para lidar</p><p>adequadamente com as necessidades dessas pessoas e colaborando de forma</p><p>eficiente.</p><p>9</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>AGUIAR, Maria I. F. de et al. Competências do enfermeiro para</p><p>promoção da saúde no contexto de saúde mental. Acta Paul Enferm. v. 25, n.</p><p>2, p. 157-63, 2012.</p><p>BRASIL, Ministério da Saúde. Saúde Mental no SUS: Os centros de</p><p>Atenção Psicossocial, Brasília–DF, 2004.Disponível em:</p><p>http://www.ccs.saude.gov.br/saude_mental/pdf/sm_sus.pdf acesso em:</p><p>08.08.2016.</p><p>CORRÊA, Samite Araújo de Souza. A Importância do Enfermeiro</p><p>para Pacientes Mentais no Centro de Atendimento Psicossocial</p><p>(CAPS). Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 2,</p><p>Vol. 13. pp 395-416 janeiro de 2017.</p><p>FERREIRA, Jhennipher Tortola, et al. Os Centros de Atenção</p><p>Psicossocial (CAPS): Uma Instituição de Referência no Atendimento à</p><p>Saúde Mental. Rev. Saberes, Rolim de Moura, vol. 4, n. 1, jan./jun., p.</p><p>72-86, 2016.</p>