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<p>Sistema Respiratório Superior de Equinos</p><p>1) Descreva as particularidades dos equinos encontradas no</p><p>sistema respiratório superior.</p><p>Narinas: As narinas dos equinos são grandes e flexíveis,</p><p>permitindo a dilatação significativa durante o exercício para</p><p>aumentar a entrada de ar e atender à demanda respiratória do</p><p>animal em atividade. Presença de divertículo nasal “falsa narina”</p><p>que desempenha um papel importante na dilatação das narinas</p><p>durante o exercício intenso.</p><p>Cavidade nasal: É longa, dividida pelo septo nasal. A cavidade nasal</p><p>contém as conchas nasais (dorsal, ventral e etmoidal), que</p><p>aumentam a superfície de contato do ar com a mucosa, facilitando</p><p>o aquecimento, a umidificação e a filtração do ar inspirado.</p><p>Seios paranasais: São extensas cavidades ósseas localizadas ao</p><p>redor da cavidade nasal, revestidas por epitélio respiratório e</p><p>preenchidas com ar. Dorso lateral a cavidade nasal, sua função não</p><p>é bem conhecida. Equinos possuem 7 pares,</p><p>Laringe: É um órgão complexo, composto por cartilagens e</p><p>músculos, responsável pela fonação (produção de sons) e proteção</p><p>das vias aéreas inferiores. A laringe controla a abertura e o</p><p>fechamento da glote, que é a entrada para a traqueia</p><p>2) O que são seios paranasais? Os equinos possuem 7 pares,</p><p>quais são eles?</p><p>Seios paranasais: São espaços preenchidos por ar dentro dos</p><p>ossos do crânio, revestidos por uma membrana mucosa semelhante</p><p>à da cavidade nasal e que se comunicam com ela. Os pares são:</p><p>Seios maxilares (rostral e caudal), Seio frontal, Seio</p><p>esfenopalatino, Seio conchal dorsal e ventral, Seios etmoidais</p><p>3) Explique a relação das raízes dentarias com os seios</p><p>paranasais, e quais dentes se comunicam com quais seios?</p><p>Em equinos, as raízes de alguns dentes da arcada superior,</p><p>especificamente os pré-molares e molares, se estendem até o</p><p>interior dos seios maxilares. Essa proximidade anatômica é</p><p>importante clinicamente, pois infecções ou problemas dentários</p><p>podem levar a complicações nos seios paranasais, como a sinusite</p><p>secundária.</p><p>Seio maxilar rostral: se comunica com as raízes dos pré-molares</p><p>superiores (dentes 08 e 9).</p><p>Seio maxilar caudal: se comunica com as raízes dos molares</p><p>superiores (dentes 10 e 11) e, ocasionalmente, com a raiz do dente</p><p>09 (último pré-molar superior).</p><p>4) O que é a bolsa gutural e qual a função dela?</p><p>Bolsa gutural: É uma estrutura anatômica peculiar aos equinos,</p><p>consistindo em um divertículo (uma espécie de bolsa) da tuba</p><p>auditiva. Está localizada na região parotídea, abaixo da base do</p><p>crânio. Tem como função:</p><p>Resfriamento do sangue: A artéria carótida interna, que irriga o</p><p>cérebro, passa por dentro da bolsa gutural. O ar presente na bolsa</p><p>gutural ajuda a resfriar o sangue arterial antes que ele chegue ao</p><p>cérebro, contribuindo para a termorregulação cerebral,</p><p>especialmente durante o exercício.</p><p>Equalização da pressão na orelha média: A bolsa gutural se</p><p>comunica com a ouvido médio através da tuba auditiva, permitindo</p><p>a manter a pressão do tímpano entre a orelha média e o ambiente</p><p>externo.</p><p>5) Quais são as cartilagens laringeanas e suas respectivas</p><p>funções?</p><p>As principais cartilagens laríngeas e suas funções são:</p><p>Cartilagem epiglote: Estrutura em forma de folha que se fecha</p><p>sobre a entrada da laringe durante a deglutição, impedindo a</p><p>entrada de alimentos e líquidos nas vias aéreas.</p><p>Cartilagem tireoide: A maior das cartilagens laríngeas, tem</p><p>formato de escudo e protege as estruturas internas da laringe.</p><p>Cartilagem cricoide: Tem formato de anel e se articula com a</p><p>cartilagem tireoide e as cartilagens aritenoides. Proporciona</p><p>suporte estrutural à laringe e atua como ponto de fixação para</p><p>músculos e ligamentos.</p><p>Cartilagens aritenoides: Duas cartilagens pares, em forma de</p><p>pirâmide, localizadas na parte dorsal da laringe. Possuem processos</p><p>musculares e vocais, onde se inserem os músculos e ligamentos que</p><p>controlam a abertura e o fechamento da glote, sendo essenciais</p><p>para a respiração e a fonação.</p><p>6) A sinusites podem ser classificadas em duas formas, quais</p><p>são? Explique.</p><p>Sinusite primária: Ocorre quando a infecção se inicia diretamente</p><p>nos seios paranasais, geralmente causada por bactérias como</p><p>Streptococcus spp.</p><p>Sinusite secundária: É uma consequência de outra condição ou</p><p>problema de saúde, como:</p><p>Infecções dentárias: as raízes dos dentes superiores podem se</p><p>comunicar com os seios maxilares, permitindo a propagação da</p><p>infecção.</p><p>Fraturas faciais: podem levar à comunicação entre os seios e o</p><p>ambiente externo, facilitando a entrada de microrganismos.</p><p>Neoplasias: tumores na região dos seios paranasais podem</p><p>causar obstrução e predispor à sinusite.</p><p>7) Quais métodos diagnósticos podem ser utilizados para</p><p>confirmar quadros de sinusite?</p><p>Percussão: Avaliação do som produzido pela percussão da área dos</p><p>seios, que pode ser metálico em casos de sinusite.</p><p>Avaliação oral e dentária: Identificação de problemas dentários</p><p>que possam estar causando sinusite secundária.</p><p>Radiografia (RX): Permite visualizar alterações ósseas e a</p><p>presença de fluidos ou massas nos seios paranasais.</p><p>Endoscopia: Visualização direta da cavidade nasal e, em alguns</p><p>casos, dos seios paranasais através de um endoscópio flexível.</p><p>Sinoscopia: Permite a visualização direta do interior dos seios</p><p>paranasais através de um endoscópio rígido introduzido por um</p><p>pequeno orifício criado no osso.</p><p>Termografia: Avaliação da temperatura da superfície da face, que</p><p>pode estar aumentada na região dos seios inflamados.</p><p>Exames laboratoriais: Hemograma completo e fibrinogênio pode</p><p>indicar a presença de inflamação aguda. Cultura e antibiograma do</p><p>conteúdo dos seios podem identificar o agente causador e orientar</p><p>a antibioticoterapia.</p><p>8) Defina um protocolo de tratamento para um equino de 7</p><p>anos, apresentando fratura no elemento dentário 108, e</p><p>sinusite a mais de 2 meses.</p><p>Este caso requer uma abordagem combinada para tratar tanto a</p><p>fratura dentária quanto a sinusite crônica. Um possível protocolo</p><p>de tratamento seria:</p><p>Extração do dente 108: A fratura dentária, especialmente se</p><p>envolver a raiz e se comunicar com o seio maxilar, é um foco de</p><p>infecção que perpetua a sinusite. A extração do dente 108 é,</p><p>portanto, o primeiro passo crucial no tratamento.</p><p>Tratamento da sinusite: Após a extração dentária, o tratamento</p><p>da sinusite crônica pode ser iniciado. O tratamento pode incluir:</p><p>Lavagem dos seios paranasais: Remoção do conteúdo purulento e</p><p>debris acumulados nos seios, através de trepanação e irrigação</p><p>com solução salina ou agua destilada, colocação da sonda de folley</p><p>→ evitar a sinusotomia</p><p>Antibioticoterapia sistêmica: Se necessário com base nos</p><p>resultados da cultura e antibiograma do conteúdo dos seios.</p><p>Anti-inflamatórios: Para controlar a inflamação e o desconforto</p><p>do animal.</p><p>Terapia de suporte: Fluidoterapia, analgesia e cuidados</p><p>nutricionais para auxiliar na recuperação do animal.</p><p>Monitoramento e reavaliação: O progresso do tratamento deve</p><p>ser monitorado através de exames clínicos, endoscopia e</p><p>radiografias. A lavagem dos seios pode ser repetida</p><p>periodicamente, se necessário. O tratamento da sinusite crônica</p><p>pode ser desafiador e requer acompanhamento veterinário regular</p><p>para garantir a resolução completa do quadro.</p><p>9) Como é realizada a lavagem do seio paranasal dos equinos?</p><p>A lavagem do seio paranasal é realizada através de um</p><p>procedimento chamado trepanação, que consiste na criação de um</p><p>ou mais orifícios no osso que recobre o seio afetado. Após a</p><p>trepanação, um cateter é inserido no seio e uma solução salina ou</p><p>antisséptica é infundida para remover o conteúdo purulento e</p><p>debris acumulados. A lavagem pode ser realizada com auxílio de</p><p>uma seringa ou de um sistema de irrigação contínua.</p><p>10) Quando é indicada a sinusotomia ou trepanação do seio</p><p>paranasal?</p><p>A sinusotomia ou trepanação é indicada nos seguintes casos:</p><p>Sinusite crônica ou recorrente: Quando o tratamento clínico</p><p>conservador não é eficaz na resolução da sinusite.</p><p>Presença de massas ou corpos estranhos nos seios: Para</p><p>remoção cirúrgica desses elementos.</p><p>Osteíte e necrose dos seios.</p><p>Quando o conteúdo presente no seio é concretizado</p><p>11) Defina e explique as 4 formas de hematoma etmoidal em</p><p>equinos.</p><p>O hematoma etmoidal são massas angiomatosas (não cancerosas)</p><p>que tem crescimento lento e se originam a partir do revestimento</p><p>mucoso das conchas etmoidais. Sua causa não é conhecida e é</p><p>considerada uma condição rara.</p><p>Seio maxilar e esfenopalatino: preenchem por completo o seio</p><p>acometido e pode ou não invadir a cavidade nasal</p><p>Cornetos etmoidais: protrui para o interior da cavidade nasal</p><p>Qualquer outra região é rara, pode ser uni ou bilateral: casos</p><p>bilaterais são atribuídos à expansão da lesão inicialmente unilateral</p><p>através do septo</p><p>12) Quais são os achados endoscópicos de um animal com</p><p>hematoma etmoidal?</p><p>A endoscopia nasal revela uma massa lisa, bem delimitada, de</p><p>coloração vermelho-escura ou púrpura, que pode ser séssil (presa à</p><p>mucosa por uma base larga) ou pediculada (presa por um pedículo</p><p>estreito). A massa pode obstruir parcial ou totalmente a cavidade</p><p>nasal, causando dificuldade respiratória.</p><p>13) Diferencie a apresentação clínica de sinusite e de</p><p>hematoma etmoidal.</p><p>Sinusite:</p><p>Descarga nasal unilateral ou bilateral, geralmente purulenta.</p><p>Deformidade facial em casos de sinusite crônica ou grave.</p><p>Dor à palpação da área dos seios afetados / movimentos da cabeça</p><p>Febre e letargia em casos de infecção aguda.</p><p>Lacrimejamento excessivo</p><p>Intolerância ao exercício</p><p>Hematoma etmoidal:</p><p>Epistaxe (sangramento nasal) unilateral ou bilateral, intermitente</p><p>ou persistente.</p><p>Obstrução nasal progressiva, levando a dificuldade respiratória e</p><p>intolerância ao exercício.</p><p>Expiração de odor fétido</p><p>Ruido ventilatório anormal durante exercício</p><p>14) Como podemos tratar um hematoma etmoidal?</p><p>Necrose térmica → laser endoscópio / ablação química →</p><p>formaldeído 4% / sinusotomia + crioterapia</p><p>.</p><p>15) Qual o sinal clinico mais especifico do timpanismo de bolsa</p><p>gutural?</p><p>Aumento de volume não doloroso na região parotídea. A palpação da</p><p>área revela uma consistência flutuante ou crepitante, devido ao</p><p>acúmulo de ar na bolsa gutural.</p><p>16) Quais prejuízos um neonato com timpanismo de bolsa</p><p>gutural severo pode apresentar?</p><p>Um neonato com timpanismo severo pode apresentar: pneumonia</p><p>aspirativa, dispnéia, disfagia, retardo no crescimento</p><p>17) Defina e explique as formas de tratamento disponíveis para</p><p>um potro de 10 dias apresentando timpanismo de bolsa gutural</p><p>bilateral.</p><p>Drenagem percutânea: Consiste na inserção de uma agulha ou</p><p>cateter na bolsa gutural para liberar o ar acumulado. É um</p><p>procedimento simples e eficaz, mas pode ser necessário repeti-lo</p><p>várias vezes.</p><p>Cateterização da tuba auditiva: Um cateter de foley é</p><p>introduzido na tuba auditiva através da nasofaringe para permitir a</p><p>saída do ar da bolsa gutural. Essa técnica pode ser mais</p><p>desafiadora em neonatos, mas oferece uma solução mais</p><p>duradoura.</p><p>Cirurgia: Em casos raros e refratários, pode ser necessária a</p><p>realização de uma cirurgia para criar uma comunicação permanente</p><p>entre a bolsa gutural e a nasofaringe, permitindo a drenagem</p><p>contínua do ar.</p><p>18) O que é empiema de bolsa gutural e quais os sinais clínicos?</p><p>Empiema de bolsa gutural: É a infecção e acúmulo de pus na bolsa</p><p>gutural, geralmente causada infecções do TRS através de</p><p>bactérias como Streptococcus spp.. Pode ser uma complicação de</p><p>infecções respiratórias superiores, como a adenite equina, ou de</p><p>timpanismo de bolsa gutural crônico.</p><p>Sinais clínicos:</p><p>Aumento de volume na região parotídea, geralmente unilateral, com</p><p>dor à palpação.</p><p>Descarga nasal purulenta, muitas vezes com odor fétido.</p><p>Linfadenopatia regional (aumento dos linfonodos próximos à bolsa</p><p>gutural).</p><p>Febre, letargia, disfagia e dispnéia</p><p>19) Diferencie timpanismo de bolsa gutural de empiema de</p><p>bolsa gutural.</p><p>Timpanismo:</p><p>Acúmulo de ar na bolsa gutural.</p><p>Aumento de volume não doloroso na região parotídea, geralmente</p><p>bilateral.</p><p>Consistência flutuante ou crepitante à palpação.</p><p>Geralmente assintomático, mas pode causar dificuldade</p><p>respiratória ou disfagia em casos severos.</p><p>Mais comum em potros jovens.</p><p>Empiema:</p><p>Acúmulo de pus na bolsa gutural devido a infecção bacteriana.</p><p>Aumento de volume doloroso na região parotídea, geralmente</p><p>unilateral.</p><p>Descarga nasal purulenta, muitas vezes com odorfétido.</p><p>Linfadenopatia regional e possível febre.</p><p>Pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum em animais</p><p>jovens</p><p>20) Quais os tratamentos de empiema de bolsa gutural e</p><p>quando optamos por tratamento cirúrgico?</p><p>Tratamentos:</p><p>Lavagem da bolsa gutural: Remoção do pus e debris através de</p><p>cateterização e irrigação com soluções antissépticas. Pode ser</p><p>necessário repetir o procedimento várias vezes.</p><p>Antibioticoterapia sistêmica: Administração de antibióticos de</p><p>amplo espectro por um período prolongado (4-6 semanas ou mais),</p><p>com base nos resultados da cultura e antibiograma do material</p><p>purulento.</p><p>Anti-inflamatórios: Para controlar a inflamação e o desconforto</p><p>do animal.</p><p>Terapia de suporte: Fluidoterapia, analgesia e cuidados</p><p>nutricionais para auxiliar na recuperação.</p><p>Tratamento cirúrgico: É indicado quando:</p><p>O tratamento clínico conservador não é eficaz.</p><p>Há presença de condroides (massas de pus calcificado) na bolsa</p><p>gutural.</p><p>21) Existem diversos fatores que podem predispor o cavalo a</p><p>DDPM, fatores intrínsecos e extrínsecos, dê exemplos.</p><p>Fatores intrínsecos: obstrução mecânica, cistos faringeanos,</p><p>neuromuscular, hiplasia, atonia</p><p>Fatores extrínsecos: retração da língua, língua acima da</p><p>embocadura, tentativas de deglutição, flexão da cabeça,</p><p>excitação/estresse, após cirurgias de TRS</p><p>22) Diferencie deslocamento dorsal de palato mole de</p><p>aprisionamento de epiglote.</p><p>Deslocamento dorsal de palato mole (DDPM): O palato mole se</p><p>desloca dorsalmente, ultrapassando a epiglote e obstruindo</p><p>parcialmente a entrada da laringe. Causa um ruído respiratório</p><p>característico durante o exercício, conhecido como "ronco" ou</p><p>"gorgolejo".</p><p>Aprisionamento de epiglote: A epiglote fica presa sob a prega</p><p>ariteno-epiglótica, obstruindo a entrada da laringe. Causa</p><p>dificuldade respiratória, principalmente durante a inspiração, e</p><p>pode ser acompanhada de tosse e intolerância ao exercício.</p><p>23) Explique as formas de tratamento de DDPM.</p><p>O tratamento do DDPM pode ser conservador ou cirúrgico,</p><p>dependendo da gravidade do caso e da resposta ao tratamento</p><p>inicial.</p><p>Tratamento conservador: tratar causa primária se houver, tongue</p><p>tie (língua do animal é amarrada à sua mandíbula inferior),</p><p>alargamento epiglótico</p><p>Tratamento cirúrgico: Indicado em casos de DDPM persistente ou</p><p>grave que não respondem a tratamentos anteriores. As técnicas</p><p>cirúrgicas mais comuns incluem:</p><p>"Tie-forward": Avanço da cartilagem tireo-hióidea para</p><p>tensionar o palato mole e impedir seu deslocamento.</p><p>"Tie-back": Sutura do palato mole à cartilagem aritenoide para</p><p>evitar seu deslocamento dorsal.</p><p>Outras técnicas: Ressecção parcial do palato mole,</p><p>estafilectomia (remoção da úvula), laringoplastia.</p><p>24) Qual a diferença entre tie forward e tie back?</p><p>"Tie-forward":</p><p>Avança a cartilagem tireo-hióidea em relação ao osso basi-hióideo.</p><p>Aumenta a tensão no palato mole, impedindo seu deslocamento</p><p>dorsal.</p><p>Considerada menos invasiva que o "tie-back".</p><p>"Tie-back":</p><p>Sutura o palato mole diretamente à cartilagem aritenoide.</p><p>Impede o deslocamento dorsal do palato mole de forma mais</p><p>direta.</p><p>Pode ser mais eficaz em casos graves de DDPM, mas é mais</p><p>invasiva.</p><p>25) Podemos realizar endoscopia com o animal em repouso ou de</p><p>forma dinâmica. Qual a importância da avaliação dinâmica?</p><p>A endoscopia dinâmica, realizada durante o</p><p>exercício ou com o</p><p>animal em movimento, é fundamental para o diagnóstico de DDPM e</p><p>outras afecções respiratórias dinâmicas, como o aprisionamento de</p><p>epiglote. A avaliação em repouso pode não revelar as alterações</p><p>que ocorrem durante o exercício, quando a demanda respiratória</p><p>aumenta e a pressão nas vias aéreas se modifica.</p><p>26) Sabemos que a hemiplegia laríngea ainda se encontra como</p><p>enfermidade idiopática, porém definimos alguns fatores que</p><p>podem propiciar o desenvolvimento da mesma, cite estes</p><p>fatores.</p><p>Predisposição genética</p><p>Trauma: Lesões no pescoço ou na região da laringe podem danificar</p><p>o nervo laríngeo recorrente.</p><p>Injeções perivasculares</p><p>Neoplasias: Tumores na região do pescoço ou tórax</p><p>podemcomprimir o nervo laríngeo recorrente.</p><p>Toxinas: Exposição a certas toxinas pode causar danos ao nervo</p><p>laríngeo recorrente.</p><p>27) Descreva a patogenia da hemiplegia laringeana levando em</p><p>consideração uma lesão no nervo laringorecorrente esquerdo.</p><p>A hemiplegia laríngea é causada pela paralisia dos músculos da</p><p>laringe responsáveis pela abdução (abertura) da cartilagem</p><p>aritenoide, geralmente devido à neuropatia do nervo laríngeo</p><p>recorrente.</p><p>Lesão no nervo laríngeo recorrente esquerdo: O nervo laríngeo</p><p>recorrente esquerdo inerva o músculo cricoaritenoideo dorsal</p><p>esquerdo, responsável pela abdução da cartilagem aritenoide</p><p>esquerda. Uma lesão nesse nervo leva à paralisia desse músculo,</p><p>impedindo a abertura completa da cartilagem aritenoide esquerda</p><p>durante a inspiração.</p><p>Consequências: A paralisia da cartilagem aritenoide causa</p><p>obstrução parcial da entrada da laringe, resultando em um ruído</p><p>respiratório característico durante o exercício, conhecido como</p><p>"ronco" ou "assobio". A gravidade da obstrução e dos sinais clínicos</p><p>depende do grau de paralisia da cartilagem aritenoide.</p><p>28) A hemiplegia laringeana pode ser definida em 4 graus,</p><p>explique cada um deles.</p><p>Grau I: Paralisia leve, com abdução da cartilagem aritenoide</p><p>reduzida, mas ainda presente durante o exercício 38%</p><p>Grau II: Paralisia moderada, com abdução da cartilagem</p><p>aritenoide ausente ou mínima durante o exercício. O ruído</p><p>respiratório é mais intenso e pode haver intolerância ao exercício</p><p>em alguns casos.36%</p><p>Grau III: Paralisia grave, com a cartilagem aritenoide em posição</p><p>próxima à linha médio. O ruído respiratório é intenso e o animal</p><p>apresenta intolerância ao exercício, podendo apresentar sinais de</p><p>angústia respiratória.</p><p>Grau IV: Paralisia completa, com a cartilagem aritenoide em</p><p>posição mediana (na linha média), obstruindo quase completamente</p><p>a entrada da laringe. O ruído respiratório é muito intenso e o</p><p>animal apresenta grave dificuldade respiratória, mesmo em</p><p>repouso.</p><p>29) Quais testes podem ser feitos para confirmar hemiplegia?</p><p>Endoscopia em repouso e dinâmica, laringoscopia e testes como</p><p>slap test, de deglutição e ocusão nasal</p><p>30) Quais tratamentos podem ser feitos em um animal com</p><p>hemiplegia grau 4?</p><p>A hemiplegia laríngea grau IV é uma condição grave que requer</p><p>intervenção cirúrgica para garantir a qualidade de vida e o</p><p>desempenho atlético do animal. As principais opções de tratamento</p><p>são:</p><p>Laringoplastia: Procedimento cirúrgico que visa restabelecer a</p><p>abdução da cartilagem aritenoide paralisada. As técnicas mais</p><p>comuns incluem a ventriculectomia (remoção do ventrículo laríngeo)</p><p>e a aritenoidectomia (remoção parcial ou total da cartilagem</p><p>aritenoide).</p><p>Traqueostomia permanente: Criação de uma abertura permanente</p><p>na traqueia para permitir a passagem de ar, contornando a</p><p>obstrução na laringe. É indicada em casos de hemiplegia laríngea</p><p>grave ou quando a laringoplastia não é viável ou não obtém sucesso.</p><p>31) Em quais situações pode ser indicada uma</p><p>traqueotomia/traqueostomia?</p><p>Obstrução respiratória aguda: Em emergências, como obstrução</p><p>das vias aéreas superiores por corpos estranhos, edema de glote</p><p>ou trauma. → traqueostomia</p><p>Hemiplegia laríngea grave: Quando a laringoplastia não é viável ou</p><p>não obtém sucesso, ou em animais que não serão mais utilizados</p><p>para atividades atléticas. → Traqueotomia</p><p>Outras condições: Em casos de neoplasias, abscessos ou outras</p><p>afecções que causem obstrução das vias aéreas superiores. →</p><p>traqueostomia</p><p>32) Diferencia traqueotomia temporária de traqueostomia</p><p>permanente.</p><p>Traqueotomia temporária:</p><p>Criação de uma abertura temporária na traqueia para garantir a</p><p>passagem de ar em situações de emergência.</p><p>O orifício é fechado após a resolução da obstrução respiratória.</p><p>Geralmente realizada em campo ou em situações de urgência.</p><p>Traqueostomia permanente:</p><p>Criação de uma abertura permanente na traqueia, com inserção de</p><p>uma cânula para manter a via aérea pérvia.</p><p>Indicada em casos de obstrução respiratória crônica ou</p><p>irreversível.</p><p>Requer cuidados especiais com a cânula para evitar complicações,</p><p>como infecções ou obstrução.</p><p>Feridas em Equinos</p><p>33) Dê exemplos de feridas com base na classificação de grau</p><p>de contaminação.</p><p>Limpa: Ferida cirúrgica realizada em condições assépticas, sem</p><p>contaminação grosseira. Exemplo: incisão para castração eletiva.</p><p>Limpa contaminada: é uma ferida que não apresenta contaminação</p><p>significativa e que foi atendida em menos de 6 horas após o trauma</p><p>Contaminada: Ferida acidental com presença de contaminação</p><p>grosseira, mas sem sinais de infecção. Exemplo: laceração cutânea</p><p>recente com presença de terra ou matéria vegetal. 6hrs com secreção ou edema</p><p>34) Qual conduta devemos tomar quando nos deparamos com</p><p>uma ferida contaminada infectada? Descreva o passo a passo</p><p>do tratamento.</p><p>Contenção e sedação: Garantir a segurança do animal e do</p><p>veterinário durante o procedimento.</p><p>Tricotomia ampla</p><p>Bloqueio regional</p><p>Limpeza: Remover pelos ao redor da ferida, lavar com solução</p><p>fisiológica ou antisséptica (clorexidina) para remover debris e</p><p>exsudato.</p><p>Debridamento: Remover tecido necrótico ou desvitalizado para</p><p>promover a cicatrização.</p><p>Drenagem: Se houver abscesso ou coleção de pus, realizar</p><p>drenagem para facilitar a saída do material purulento.</p><p>Antibioticoterapia: Administrar antibióticos sistêmicos de amplo</p><p>espectro, com base nos resultados da cultura e antibiograma, se</p><p>possível.</p><p>Curativo: Aplicar um curativo adequado para proteger a ferida,</p><p>absorver exsudato e promover a cicatrização. O tipo de curativo</p><p>dependerá das características da ferida.</p><p>Monitoramento: Reavaliar a ferida regularmente, realizar troca de</p><p>curativos e ajustar o tratamento conforme necessário.</p><p>35) Qual conduta devemos tomar quando nos deparamos com</p><p>uma ferida contaminada que ocorreu a mais ou menos uma hora,</p><p>não apresentando perda tecidual? Descreva o passo a passo do</p><p>tratamento.</p><p>Contenção e sedação: Garantir a segurança durante o</p><p>procedimento.</p><p>Bloqueio local</p><p>Limpeza: Remover pelos ao redor, lavar com solução fisiológica ou</p><p>antisséptica para remover contaminantes.</p><p>Sutura: Se a ferida for recente e não houver perda tecidual</p><p>significativa, pode ser suturada para promover a cicatrização por</p><p>primeira intenção.</p><p>Antibioticoterapia: Considerar a profilaxia com antibióticos</p><p>sistêmicos, especialmente em feridas com alto risco de infecção.</p><p>Curativo: Aplicar um curativo para proteger a ferida e mantê-la</p><p>limpa.</p><p>Monitoramento: Reavaliar a ferida regularmente, observar sinais</p><p>de infecção e ajustar o tratamento se necessário.</p><p>36) Como são classificadas as feridas de acordo com o</p><p>comprometimento tecidual?</p><p>Grau 1: lesão na epiderme, não ocorre perda tecidual. →</p><p>superficial</p><p>Grau 2: lesão na derme ou epiderme com perda tecidual →</p><p>profunda</p><p>Grau 3: comprometimento total da pele e há necrose de tecido</p><p>subcutâneo → perfurante</p><p>Grau 4: lesão atingindo musculo ou osso, ocasionando</p><p>a necrose dos</p><p>tecidos → necrosante</p><p>37) Explique por que feridas de membros distais dos equinos</p><p>apresentam tempo maior de cicatrização.</p><p>Feridas em membros distais (abaixo do carpo e do tarso) tendem a</p><p>cicatrizar mais lentamente devido a:</p><p>Menor vascularização: A pele e os tecidos subjacentes nessas</p><p>regiões têm menor suprimento sanguíneo, o que dificulta a chegada</p><p>de células e nutrientes necessários para a cicatrização.</p><p>Maior tensão: A movimentação constante dos membros distais</p><p>gera tensão na ferida, o que pode prejudicar a formação de tecido</p><p>de granulação e a aproximação das bordas da ferida.</p><p>Maior risco de contaminação: A proximidade com o solo aumenta</p><p>o risco de contaminação da ferida com bactérias e outros</p><p>microrganismos, o que pode levar à infecção e retardar a</p><p>cicatrização.</p><p>Presença de estruturas importantes: Tendões, ligamentos e</p><p>articulações estão próximos à superfície da pele nos membros</p><p>distais, e lesões nessas estruturas podem complicar a cicatrização</p><p>e levar a sequelas funcionais.</p><p>38) O que é o tecido de granulação e quando ele se torna um</p><p>problema?</p><p>Tecido de granulação: É um tecido conjuntivo vascularizado, de</p><p>coloração rosa avermelhada, que se forma durante o processo de</p><p>cicatrização de feridas. É composto por novos vasos sanguíneos,</p><p>fibroblastos e outras células que promovem a regeneração tecidual.</p><p>Quando se torna um problema: O tecido de granulação</p><p>exuberante, também conhecido como "carne esponjosa", pode se</p><p>tornar um problema quando cresce excessivamente, ultrapassando</p><p>as bordas da ferida e impedindo a epitelização (fechamento da</p><p>ferida pela pele). Essa condição pode requerer tratamento, como</p><p>cauterização ou remoção cirúrgica do excesso de tecido de</p><p>granulação.</p><p>39) Descreva as fases do processo de cicatrização.</p><p>O processo de cicatrização é um evento complexo e dinâmico que</p><p>envolve diversas fases interdependentes:</p><p>Coagulação: há vasoconstrição para diminuir a corrente, junção de</p><p>plaquetas e fibrina para parar com o sangramento</p><p>Fase inflamatória:</p><p>Inicia-se imediatamente após a lesão.</p><p>Caracterizada por vasoconstrição inicial seguida de vasodilatação,</p><p>aumento da permeabilidade vascular e migração de células</p><p>inflamatórias (neutrófilos, macrófagos) para a área da ferida.</p><p>Objetivo: controlar o sangramento, remover debris celulares e</p><p>microrganismos, e preparar o terreno para a fase proliferativa.</p><p>Fase proliferativa:</p><p>Inicia-se alguns dias após a lesão e pode durar semanas.</p><p>Caracterizada pela formação de tecido de granulação, angiogênese</p><p>(formação de novos vasos sanguíneos), deposição de colágeno,</p><p>fibroplasia (proliferação de fibroblastos) e epitelização (migração</p><p>de células epiteliais para cobrir a ferida).</p><p>Objetivo: preencher o defeito da ferida com tecido novo e</p><p>restaurar a continuidade da pele.</p><p>Fase de maturação e remodelação:</p><p>Pode durar meses ou anos após a lesão.</p><p>Caracterizada pela reorganização e fortalecimento do colágeno,</p><p>diminuição da vascularização e contração da cicatriz.</p><p>Objetivo: aumentar a resistência da cicatriz e melhorar sua</p><p>aparência estética.</p><p>40) Explique o que é a técnica dos 3 L’s.</p><p>A técnica dos 3 L's é um método utilizado no tratamento de</p><p>feridas, que consiste em:</p><p>Lavar: Limpeza da ferida com solução fisiológica ou antisséptica</p><p>para remover debris, exsudato e microrganismos.</p><p>Limpar: Debridamento do tecido necrótico ou desvitalizado para</p><p>promover a cicatrização e evitar infecções.</p><p>Lubrificar: Aplicação de um curativo adequado para manter a</p><p>umidade da ferida, proteger contra contaminação e facilitar a</p><p>migração de células epiteliais.</p><p>41) Quais tratamentos podem ser utilizados em casos de TGE?</p><p>O tratamento da traqueíte granulomatosa (TGE) em equinos é</p><p>principalmente de suporte, visando aliviar os sinais clínicos e</p><p>prevenir complicações. As opções incluem: evitar menos atritos,</p><p>uso adequado de bandagens, cauterização → utilizar sulfato de</p><p>cobre, iodo 20% e albocresil</p><p>42) O que é sequestro ósseo e como acontece?</p><p>Sequestro ósseo: É um fragmento de osso necrosado (morto) que</p><p>se separa do osso saudável e se torna um corpo estranho dentro do</p><p>organismo.</p><p>Como acontece: O sequestro ósseo geralmente ocorre como</p><p>consequência de:</p><p>Infecções ósseas (osteomielite): A inflamação e a infecção podem</p><p>levar à necrose de parte do osso, que se desprende do tecido ósseo</p><p>saudável.</p><p>Fraturas: Em algumas fraturas, especialmente as expostas ou com</p><p>grande contaminação, pode ocorrer necrose de fragmentos ósseos.</p><p>Distúrbios circulatórios: A interrupção do suprimento sanguíneo</p><p>para um segmento ósseo pode levar à necrose e formação de</p><p>sequestro.</p><p>O sequestro ósseo impede a cicatrização adequada da lesão e pode</p><p>perpetuar a infecção, causando dor, drenagem de pus e dificuldade</p><p>de locomoção. O tratamento geralmente envolve a remoção</p><p>cirúrgica do sequestro.</p>