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<p>MATERIAL DE</p><p>APOIO PEDAGÓGICO</p><p>PARA APRENDIZAGENS</p><p>MATERIAL DE</p><p>APOIO PEDAGÓGICO</p><p>PARA APRENDIZAGENS</p><p>2024</p><p>1º Ano1º Ano</p><p>Ensino Médio</p><p>GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS</p><p>SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS</p><p>ESCOLA DE FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DE EDUCADORES</p><p>Ciências Humanas e</p><p>Sociais Aplicadas</p><p>Estudante - 4º Bimestre</p><p>2</p><p>Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores</p><p>Av. Amazonas, 5855 - Gameleira, Belo Horizonte - MG</p><p>30510-000</p><p>Governador do Estado de Minas Gerais</p><p>Romeu Zema Neto</p><p>Secretário de Estado de Educação</p><p>Igor de Alvarenga Oliveira Icassatti Rojas</p><p>Secretária Adjunta</p><p>Fernanda de Siqueira Neves</p><p>Subsecretaria de Desenvolvimento da Educação Básica</p><p>Kellen Silva Senra</p><p>Superintendente da Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de</p><p>Educadores</p><p>Graziela Santos Trindade</p><p>Diretora da Coordenadoria de Ensino da EFE</p><p>Janeth Cilene Betônico da Silva</p><p>Produção de Conteúdo</p><p>Professores Formadores da Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de</p><p>Educadores</p><p>Revisão</p><p>Equipe Pedagógica e Professores Formadores da Escola de Formação e Desenvolvimento</p><p>Profissional de Educadores</p><p>3</p><p>Convidamos você a conhecer e utilizar os Cadernos MAPA. Esse material foi elaborado com todo</p><p>carinho para que você possa realizar atividades interessantes e desafiadoras na sala de aula ou em</p><p>casa. As atividades propostas estimulam as competências como: organização, empatia, foco, inte-</p><p>resse artístico, imaginação criativa, entre outras, para que possa seguir aprendendo e atuando como</p><p>estudante protagonista. Significa proporcionar uma base sólida para que você mobilize, articule e</p><p>coloque em prática conhecimentos, valores, atitudes e habilidades importantes na relação com os</p><p>outros e consigo mesmo(a) para o enfrentamento de desafios, de maneira criativa e construtiva.</p><p>Ficou curioso(a) para saber que convite é esse que estamos fazendo para você? Então não perca</p><p>tempo e comece agora mesmo a realizar essa aventura pedagógica pelas atividades.</p><p>Bons estudos!</p><p>Olá, estudante!</p><p>4</p><p>SUMÁRIO</p><p>FILOSOFIA ...........................................................................................................5</p><p>TEMA DE ESTUDO: O impacto da técnica e da tecnologia no mundo do</p><p>trabalho .................................................................................................................5</p><p>TEMA DE ESTUDO: Ética no atual mundo do trabalho ........................................... 12</p><p>REFERÊNCIAS ................................................................................................... 16</p><p>GEOGRAFIA .......................................................................................................17</p><p>TEMA DE ESTUDO: Governança global do clima: mudanças climáticas e as</p><p>inundações no Rio Grande do Sul ........................................................................... 17</p><p>REFERÊNCIAS ................................................................................................... 21</p><p>HISTÓRIA ..........................................................................................................22</p><p>TEMA DE ESTUDO: Colonização das Américas ...................................................... 22</p><p>TEMA DE ESTUDO: Povos originários da América .................................................. 27</p><p>TEMA DE ESTUDO: Período Pré-Colonial (1500-1530) ........................................... 31</p><p>TEMA DE ESTUDO: Administração colonial portuguesa, economia e tráfico</p><p>de escravizados .................................................................................................... 35</p><p>REFERÊNCIAS ................................................................................................... 41</p><p>SOCIOLOGIA .....................................................................................................43</p><p>TEMA DE ESTUDO: Raça, etnia e racismo ............................................................ 43</p><p>TEMA DE ESTUDO: Racismo estrutural ................................................................. 46</p><p>TEMA DE ESTUDO: Os modos de vida das cominidades tradicionais ....................... 50</p><p>REFERÊNCIAS ................................................................................................... 53</p><p>5</p><p>MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS - MAPA</p><p>ANO DE ESCOLARIDADE</p><p>1º Ano</p><p>ÁREA DE CONHECIMENTO</p><p>Ciências Humanas e Sociais Aplicadas</p><p>COMPONENTE CURRICULAR</p><p>Filosofia</p><p>REFERÊNCIA</p><p>Ensino Médio</p><p>ANO LETIVO</p><p>2024</p><p>O impacto da técnica e da tecnologia no mundo do trabalho.</p><p>TEMA DE ESTUDO:</p><p>Olá, estudante!</p><p>Aqui entramos no campo da Filosofia do Trabalho. E como dissemos, o desenvolvimento da tecno-</p><p>logia se encontra atrelado ao avanço da técnica e a um novo modo de conhecer e produzir as con-</p><p>dições materiais da vida humana sobre a Terra. O que impacta de forma considerável os ambientes</p><p>e o mercado de trabalho. Contudo, o desenvolvimento tecnológico aliado ao modo de produção</p><p>capitalista trouxe também inúmeros desafios inerentes à maior exploração de recursos naturais e à</p><p>reconfiguração da sociabilidade humana.</p><p>Cyborg (Victor Stone), Liga da Justiça</p><p>Cyborg é um super-herói das histórias em quadrinhos publicadas pela DC</p><p>Comics. Ele apareceu pela primeira vez em 1980 e é tido como membro</p><p>fundador da Liga da Justiça.</p><p>Como personagens assemelhados ao Cyborg manifestam nossas aspira-</p><p>ções em torno da tecnologia? O que podemos refletir, estudante, sobre o</p><p>heroísmo depositado em um ser que é a fusão entre o humano e a má-</p><p>quina?</p><p>Fonte: (Cyborg, 1980)</p><p>Tanto a técnica quanto a tecnologia surgem como forças transformadoras de nosso ambiente natu-</p><p>ral, inclusive, moldando e redefinindo vários aspectos do mundo do trabalho. As habilidades huma-</p><p>nas e as várias técnicas se entrelaçaram de tal forma com a tecnologia - por meio, sobretudo, da</p><p>materialização do conhecimento na forma de artefatos e sistemas - que acabou se tornando não</p><p>apenas uma necessidade ao desenvolvimento, mas também uma expressão da própria condição</p><p>humana. E como você percebe essa expressão, estudante? Saberia enumerar alguns exemplos de</p><p>como a tecnologia tem aparecido e influenciado a sua vida?</p><p>Vejamos alguns aspectos dessa influência em nosso mundo:</p><p>Ö Na extensão das capacidades humanas naturais: ampliando nossas capacidades</p><p>físicas, cognitivas e sensoriais. A tecnologia médica, por exemplo, prolongou a vida e</p><p>6</p><p>melhorou a saúde propiciando que superemos doenças e limitações físicas.</p><p>Ö Na extensão de nossas capacidade criativas: aumentando nossa capacidade de</p><p>imaginar e concretizar processos inovadores e soluções para problemas do presente e do</p><p>futuro.</p><p>Ö Na extensão de nossa capacidade de controle sobre o mundo natural: expressan-</p><p>do por meio de ferramentas e processos inovadores o impulso humano de moldar o mundo</p><p>para atender suas necessidades e desejos. Da manipulação da produção agrícola, passan-</p><p>do pelas tecnologias de vigilância e chegando à manipulação genética, o humano por meio</p><p>da tecnologia tem exercido suas capacidades em nome de seu bem-estar.</p><p>Ö Na extensão de nossa capacidade de manifestar nossos valores: incorporando nas</p><p>prioridades sociais os valores que enquanto humanidade temos desejado colocar em prá-</p><p>tica. Tecnologia usadas indiscriminadamente tem trazido problemas com aqueles ligados</p><p>aos crimes ambientais, mas a tecnologia também tem sido usada para o bem social como</p><p>ocorre na produção de alimento e suplementos vitamínicos para a diminuição da insegu-</p><p>rança alimentar pelo mundo.</p><p>Ö Na extensão de nossa capacidade de organizar o modo como vivemos: tornando</p><p>a tecnologia um meio de mudança social e cultural, moldando a forma como pensamos e</p><p>vivemos, trabalhamos e interagimos uns com os outros. Em suma, alterando nossa socia-</p><p>bilidade.</p><p>Assim, reafirma-se que a técnica, refinada pela habilidade humana ao transformá-la em tecnologia,</p><p>moldou o mundo de forma a criar um cenário onde o trabalho se tornou não apenas uma necessida-</p><p>de, mas também</p><p>anterior, marcou profundamente a história dos povos originários.</p><p>Uma das primeiras atividades exploratórias em território brasileiro foi a exploração do pau-brasil. Ela</p><p>trouxe riquezas materiais, mas também gerou diversos conflitos e resistência de povos locais. Além</p><p>disso, é preciso ver essa exploração como um dos grandes impactos ambientais sofridos na região</p><p>brasileira. O pau-brasil, árvore que deu nome ao nosso país, foi cortado e explorado desmedidamen-</p><p>te e hoje é classificado como “Em perigo” de extinção.</p><p>Ao estudar essa temática, vamos explorar as diversas perspectivas e análises, entendendo a plurali-</p><p>dade e refletindo sobre as dinâmicas globais que influenciaram e foram influenciadas pelo Brasil Co-</p><p>lônia. Entender os impactos dessa chegada é, afinal, entender o começo da formação do nosso país.</p><p>Bons estudos!</p><p>1 - O dia 22 de abril de 1500 ficou conhecido pela chegada das embarcações portuguesas lideradas</p><p>por Pedro Álvares Cabral no que hoje é o Brasil. A expedição portuguesa relatou o que encontrou ao</p><p>rei através da famosa carta escrita por Pero Vaz de Caminha. Na carta, o escrivão descreve as terras,</p><p>fauna, flora, e, principalmente o encontro com os povos indígenas, como destaca o trecho abaixo:</p><p>“A feição deles é serem pardos, um tanto avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem feitos.</p><p>Andam nus, sem cobertura alguma. Nem fazem mais caso de encobrir ou deixa de encobrir suas</p><p>vergonhas do que de mostrar a cara. Acerca disso são de grande inocência. (...) Mostraram-lhes</p><p>um papagaio pardo que o Capitão traz consigo; tomaram-no logo na mão e acenaram para a terra,</p><p>como se os houvesse ali. Mostraram-lhes um carneiro; não fizeram caso dele. Mostraram-lhes uma</p><p>galinha; quase tiveram medo dela, e não lhe queriam pôr a mão. Depois lhe pegaram, mas como</p><p>espantados. Deram-lhes ali de comer: pão e peixe cozido, confeitos, fartéis, mel, figos passados.</p><p>Não quiseram comer daquilo quase nada; e se provavam alguma coisa, logo a lançavam fora. Trou-</p><p>xeram-lhes vinho em uma taça; mal lhe puseram a boca; não gostaram dele nada, nem quiseram</p><p>mais. Trouxeram-lhes água em uma albarrada, provaram cada um o seu bochecho, mas não bebe-</p><p>ram; apenas lavaram as bocas e lançaram-na fora”.</p><p>CAMINHA, Pero Vaz de. A Carta. Dominus, São Paulo, 1963. Disponível em: https://portalabel.org.br/images/pdfs/carta-</p><p>-pero-vaz.pdf. Acesso em: 25 jun. 2024.</p><p>Como a atitude dos indígenas em relação aos objetos e alimentos europeus descritos por Pero Vaz</p><p>de Caminha reflete a complexidade do encontro entre as culturas europeia e indígena durante o</p><p>período colonial?</p><p>Período Pré-Colonial (1500-1530).</p><p>TEMA DE ESTUDO:</p><p>ATIVIDADES</p><p>32</p><p>2 - Qual a relação da imagem com a ideia de “descobrimento” do Brasil?</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>3 - (Mackenzie - Adaptada): “Enquanto os portugueses escutavam a missa com muito ‘prazer e de-</p><p>voção’, a praia encheu-se de nativos. Eles sentavam-se lá surpresos com a complexidade do ritual</p><p>que observavam ao longe. Quando Dom Henrique acabou a pregação, os indígenas se ergueram e</p><p>começaram a soprar conchas e buzinas, saltando e dançando” (…). Náufragos Degredados e Trafi-</p><p>cantes (Eduardo Bueno).</p><p>Este contato amistoso entre brancos e índios era preservado:</p><p>a) pela Igreja, que sempre respeitou a cultura indígena no decurso da catequese.</p><p>b) até o início da colonização quando o índio, vitimado por doenças, escravidão e extermínio, passou</p><p>a ser descrito como sendo selvagem, indolente e canibal.</p><p>c) pelos colonos que escravizaram somente o africano na atividade produtiva de exportação.</p><p>d) em todos os períodos da História Colonial Brasileira, passando a figura do índio para o imaginário</p><p>social como “o bom selvagem e forte colaborador da colonização”.</p><p>A leitura do texto abaixo irá te auxiliar a responder às questões 04, 05, 06 e 07.</p><p>O que é o pau-brasil?</p><p>O pau-brasil (Paubrasilia echinata) é uma árvore nativa da Mata Atlântica, e estava presente em</p><p>abundância em todo o litoral brasileiro, no começo do século XVI. As historiadoras Lilia Schwarcz e</p><p>Heloisa Starling apontam que, no começo deste século, havia cerca de 70 milhões dessas árvores</p><p>pelo litoral brasileiro. Uma árvore de pau-brasil pode chegar à altura de 15 metros e possui espinhos</p><p>que se espalham pelo tronco e por seus galhos. No começo do século XVI, os nativos chamavam</p><p>Fo</p><p>nt</p><p>e:</p><p>(S</p><p>IL</p><p>VA</p><p>, 2</p><p>02</p><p>4)</p><p>.</p><p>33</p><p>essa árvore de ibirapitanga. Os portugueses, por sua vez, consideravam-na importante porque sua</p><p>madeira poderia ser utilizada para construir móveis e para produzir corantes com base em uma re-</p><p>sina presente nela.</p><p>Nessa época, os europeus já tinham conhecimento de uma árvore semelhante ao pau-brasil. Essa</p><p>árvore, conhecida como Biancaea sappan, é uma variante asiática que possui uma madeira boa</p><p>para a produção de móveis, além de também produzir uma resina que pode ser usada na fabricação</p><p>de corantes. A madeira e os corantes obtidos dessa árvore asiática estavam presentes na Europa,</p><p>e essa variante era conhecida por nomes como brecilis, brazily, entre outros. Os europeus tinham</p><p>conhecimento desta árvore desde, pelo menos, a Baixa Idade Média. Mais adiante, entenderemos o</p><p>significado desses termos.</p><p>Exploração do pau-brasil</p><p>Aqui o pau-brasil teve uma grande importância e, como já sabemos, deu origem ao nome de nosso</p><p>país. Isso porque sua madeira foi o primeiro artigo de interesse econômico dos portugueses na Amé-</p><p>rica Portuguesa. Isso aconteceu porque, no começo do século XVI, as terras na América achadas</p><p>pelos portugueses estavam em risco. Era necessário que os portugueses ocupassem-nas para evitar</p><p>que forasteiros, como os franceses, invadissem-nas e tomassem-nas. Entretanto, essa ocupação só</p><p>aconteceria se houvesse um atrativo econômico.</p><p>Esse atrativo foi justamente o pau-brasil. A exploração dessa árvore aconteceria nos moldes mencio-</p><p>nados: sua madeira seria utilizada na construção de alguns móveis, mas principalmente sua resina</p><p>era o que mais chamava a atenção, pois os corantes produzidos por ela tinham altos preços em</p><p>solo europeu. Esse corante era utilizado para tingir tecidos. Assim, logo no início do século XVI, a</p><p>Coroa portuguesa autorizou iniciativas de exploração do pau-brasil na América Portuguesa. A árvore</p><p>foi identificada em grandes quantidades no território brasileiro, em 1501, por meio da expedição</p><p>liderada por Gaspar Lemos, e a primeira autorização de exploração foi emitida, no mesmo ano, para</p><p>Fernão de Loronha.</p><p>Fernão de Loronha recebeu o monopólio de exploração do pau-brasil, e, por isso, era terminante-</p><p>mente proibido que ele importasse a variante asiática. Nessa exploração, ele era obrigado a repas-</p><p>sar parte dos lucros obtidos para a Coroa, algo em torno de 20%. Lilia Schwarcz e Heloisa Starling</p><p>apontam que a primeira exportação de pau-brasil para Portugal de que se tem conhecimento se</p><p>deu em 1511, quando o navio Bretoa zarpou para Portugal, com cerca de cinco mil toras a bordo.</p><p>A exploração do pau-brasil era uma atividade realizada pelos indígenas, que tinham seu trabalho</p><p>explorado em troca de objetos úteis para eles, como machados, facas, canivetes, entre outros. Os</p><p>indígenas faziam a extração da madeira e a transportavam para as feitorias, que os portugueses</p><p>instalaram no litoral brasileiro.</p><p>No começo do século XVI, existiam três feitorias no litoral brasileiro: Cabo Frio (Rio de Janeiro),</p><p>Porto Seguro (Bahia) e Igarassu (Pernambuco). Elas foram construídas exatamente como locais de</p><p>armazenamento do pau-brasil, pois os portugueses identificaram que estocar as toras nos navios</p><p>ancorados fazia com que elas apodrecessem rapidamente. Além disso, as feitorias serviam como</p><p>fortaleza, isto é, um local no qual os portugueses conseguiam assegurar o controle da terra e ex-</p><p>pulsar invasores, sobretudo os franceses. Isso porque, como mencionado,</p><p>era muito comum que</p><p>os franceses invadissem o “território português”, explorando o pau-brasil e estabelecendo relações</p><p>diplomáticas com nativos inimigos dos portugueses.</p><p>34</p><p>Consequências da exploração do pau-brasil</p><p>Do ponto de vista histórico, a exploração do pau-brasil, como vimos, foi o ponto de partida da colo-</p><p>nização portuguesa na América. Foi a partir dessa atividade que a presença portuguesa começou a</p><p>se consolidar no litoral e que as iniciativas de ocupação e monitoramento da costa se estabeleceram.</p><p>Além disso, foi por meio dela que os portugueses também iniciaram a exploração da mão de obra</p><p>indígena.</p><p>Do ponto de vista ambiental, a exploração do pau-brasil realizada pelos portugueses foi extrema-</p><p>mente danosa. Isso porque a intensidade com a qual se derrubava as árvores fez com que o pau-</p><p>-brasil se tornasse uma espécie escassa no litoral. A árvore quase entrou em extinção, e somente no</p><p>século XX é que houve uma certa recuperação dela na natureza.</p><p>SILVA, Daniel Neves. Pau-brasil. PrePara Enem, [s.l], [2024]. Disponível em: https://www.preparaenem.com/historia-do-</p><p>-brasil/pau-brasil.htm (Adaptado). Acesso em: 25 jun. 2024.</p><p>4 - Qual das alternativas abaixo explica os motivos da exploração do pau-brasil?</p><p>a) O pau-brasil era uma árvore muito comum em toda a Europa, mas era mais facilmente encontrada</p><p>no território brasileiro.</p><p>b) Por ser uma atividade realizada por escravizados africanos, a exploração dessa árvore era algo</p><p>muito lucrativo.</p><p>c) Sua madeira seria utilizada na construção de alguns móveis, além disso, ela produzia um corante</p><p>que tinha grande valor em solo europeu.</p><p>d) A principal utilização do pau-brasil era para fazer navios.</p><p>5 - Explique como e porque a exploração do pau-brasil foi um ponto de partida para a colonização</p><p>portuguesa na América, conforme descrito no texto.</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>6 - Qual foi o papel das feitorias no contexto da exploração do pau-brasil e como elas contribuíram</p><p>para o controle territorial dos portugueses?</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>7 - Analise as consequências ambientais da exploração intensiva do pau-brasil pelos portugueses,</p><p>mencionadas no texto. Quais foram os impactos dessa atividade na biodiversidade local e como isso</p><p>influenciou a história natural da região?</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>35</p><p>Olá, estudante!</p><p>O objetivo dessa atividade é analisar os processos políticos, econômicos, sociais, ambientais e cul-</p><p>turais nacionalmente e internacionalmente para compreendermos a administração colonial, a econo-</p><p>mia e, principalmente, a lógica do tráfico negreiro. Os portugueses tiveram diversas colônias, mas o</p><p>Brasil foi a maior e mais importante. Nesse sentido, é fundamental compreender como se deu esse</p><p>processo e, sobretudo, ser capaz de argumentar acerca dos muitos lados envolvidos.</p><p>Se, por um lado, analisamos como foi a colonização das Américas, a questão dos povos originários e</p><p>demos início ao começo da exploração do território, por outro, devemos pensar no que foi, de fato,</p><p>o Brasil Colônia e principalmente o que foi o Tráfico Negreiro e a Escravidão. O Brasil foi a região</p><p>que mais recebeu pessoas de origem africana sequestradas de seu continente com a intenção de</p><p>estabelecer um regime de trabalho forçado. Essas pessoas vinham de seus territórios em condições</p><p>degradantes: eram separadas de seus familiares e conterrâneos, tentavam apagar os seus nomes,</p><p>origens e costumes em um processo de desumanização. Muitas delas, nem chegavam com vida no</p><p>Brasil. A questão do Tráfico Negreiro tem relação não só com a chegada dos escravizados, mas com</p><p>a movimentação da economia. Afinal, todo esse processo era extremamente lucrativo para Portugal.</p><p>É importante frisar que desde o momento em que são capturados, os africanos sempre buscaram</p><p>resistir ao processo de escravidão. Seja ainda na África, seja nos navios, ou mesmo no território</p><p>brasileiro, onde encontramos a expressão máxima dessa resistência e organização: os Quilombos.</p><p>Todo o processo de organização colonial e do tráfico negreiro é extremamente complexo.</p><p>O Brasil não foi só a região que mais recebeu pessoas a serem escravizadas: foi também um dos</p><p>últimos países das Américas a abolir a escravidão. Esse cruel processo deixou diversas marcas em</p><p>nossa sociedade. O resultado é um legado de desigualdade social, racismo, exclusão e violência.</p><p>Portando, estudante, compreender como se deu esse processo é fundamental para entender as</p><p>raízes da desigualdade, refletir sobre as injustiças e violências, além de reconhecer as contribuições</p><p>significativas para a cultura brasileira.</p><p>Bons estudos!</p><p>O texto abaixo irá te auxiliar a responder às questões 01, 02, 03 e 04.</p><p>Início do Período Colonial</p><p>Com a tomada de Constantinopla e também com as ameaças das pretensões de colonização fran-</p><p>cesa nos territórios do sul da América, Portugal iniciou, a partir de 1530, missões específicas com o</p><p>objetivo de demarcar seu território e instalar uma administração colonial. Martim Afonso de Souza</p><p>foi o responsável pela primeira expedição nesse sentido. Em 1534, houve a tentativa de transplan-</p><p>tar o sistema de capitanias hereditárias, que, na época, era adotado na pequena Ilha de Madeira,</p><p>a sudeste da costa portuguesa. Assim, o território brasileiro foi dividido em 14 capitanias, que, por</p><p>sua vez, dividiam-se entre membros da nobreza de confiança do rei português D. João III. Porém, o</p><p>modelo não obteve muito sucesso, durando apenas 16 anos. Apenas duas capitanias destacaram-se:</p><p>a de Pernambuco e a de São Vicente (hoje São Paulo), onde de fato se iniciou um processo de</p><p>Administração colonial portuguesa, economia e tráfico de escravizados.</p><p>TEMA DE ESTUDO:</p><p>ATIVIDADES</p><p>36</p><p>colonização. Em junho de 1494, o Reino de Portugal e a Coroa de Castela assinaram um acordo que</p><p>dividia territorialmente as terras descobertas na América, o qual ficou conhecido como Tratado de</p><p>Tordesilhas. O Reino da França, não concordando com esse tratado, promoveu suas próprias expe-</p><p>dições, fundando, em 1555, uma colônia francesa na região da Baía do Rio de Janeiro (como era</p><p>então conhecida a Baía de Guanabara), a França Antártica.</p><p>Para isso, os franceses aliaram-se aos índios tamoios, da nação indígena tupinambá, que na época</p><p>liderava uma ofensiva contra os portugueses. No entanto, em 1560, sob o comando do governador-</p><p>-geral da colônia brasileira, Mem de Sá, a França Antártica foi destruída. Mais para frente, em 1594,</p><p>houve outra ocupação dos franceses, dessa vez no Maranhão, que ficou conhecida como França</p><p>Equinocial, mas foi derrotada novamente pelos portugueses em 1615. O início da colonização do</p><p>Brasil foi marcado por intensas disputas e tentativas de demarcação de território. Esse processo es-</p><p>tendeu-se em proporções distintas ao longo do Período Colonial e também durante o Império.</p><p>Governo-Geral</p><p>Havia uma grande dificuldade de administrar a colônia e os ocupantes que nela se estabeleciam. A</p><p>Coroa portuguesa entendia a necessidade de instalar um corpo administrativo que pudesse organi-</p><p>zar de perto toda a imensa extensão territorial que se formava como posse do Império Português,</p><p>sobretudo após o fracasso do sistema de capitanias. Foi nesse contexto que, em março de 1549,</p><p>Tomé de Sousa aportou no litoral brasileiro com a missão de desempenhar uma série de funções</p><p>administrativas, como defesa, estímulos à produção agrícola, relacionamento</p><p>com os indígenas e a</p><p>fundação de uma capital colonial – designada, na época, como São Salvador da Bahia de Todos os</p><p>Santos, atual Salvador. Tomé de Sousa assumiu o cargo de governador-geral. Junto com o governa-</p><p>dor-geral, veio também a Companhia de Jesus, com o objetivo de catequizar e “pacificar” os povos</p><p>indígenas. Os jesuítas (como eram conhecidos os membros da Companhia de Jesus) fundaram, em</p><p>1553, o Colégio dos Jesuítas da Bahia.</p><p>Apesar do relativo êxito da centralização da administração com o governador-geral, que era um por-</p><p>tuguês nomeado pela Coroa para o cargo, as condições de comunicação e transporte no século XVI</p><p>eram extremamente precárias. Isso dificultava bastante o controle administrativo. Esse modelo de</p><p>administração durou até a chegada da Família Real no Brasil em 1808, inaugurando aquilo que ficou</p><p>conhecido como Período Joanino.</p><p>Formação da sociedade colonial</p><p>Após os portugueses e espanhóis descobrirem o continente americano, uma série de relatos e crô-</p><p>nicas dava o tom de encantamento que as novas terras despertavam nos habitantes do velho conti-</p><p>nente. Um misto de inocência e descrições bíblicas do paraíso indicava que tanto a terra quanto os</p><p>seus habitantes precisavam ser “conquistados”, “catequizados” e “civilizados” pelos reinos cristãos</p><p>europeus. Um pouco disso explica, mesmo que de forma subjetiva, aspectos importantes da forma-</p><p>ção da sociedade colonial. Afinal, tratava-se de uma terra de possibilidades, de riquezas escondidas,</p><p>de descobertas possíveis, um “novo mundo”. Com a descoberta cada vez mais frequente de ouro por</p><p>parte das bandeiras, a estrutura administrativa que pudesse garantir as posses da Coroa começou a</p><p>se estruturar de forma mais efetiva.</p><p>Assim, a sociedade colonial constituiu-se, basicamente, de uma elite vinda de Portugal, que acu-</p><p>mulava riquezas; de escravos, que consistiam na força de trabalho principal do período colonial; e</p><p>de indígenas, que, apesar de todas as resistências contra os portugueses, tiveram nações inteiras</p><p>dizimadas, territórios tomados, quando não escravizados. Havia também os representantes da</p><p>37</p><p>administração colonial, os representantes da Igreja Católica e, no decorrer do tempo, começou a</p><p>surgir a figura dos “brasileiros”, ou seja, pessoas nascidas no território colonial.</p><p>É importante dizer que as mulheres, assim como os indígenas e negros, tiveram grande parte de</p><p>suas histórias negligenciada e esquecida durante esse período. Mesmo assim, a historiografia con-</p><p>temporânea já trabalha narrativas que contam a história de personalidades importantes durante o</p><p>período colonial. Um nome que ficou conhecido é o de Chica da Silva (1732-1796), natural da região</p><p>de Minas Gerais e ex-escrava alforriada que ganhou destaque no Arraial do Tijuco, atual Diamantina.</p><p>Há também a interessantíssima história de Rosa Maria Egipciáca da Vera Cruz, que, sendo escrava</p><p>e tendo se alfabetizado sozinha, escreveu a obra mais antiga de uma autora negra brasileira, a Sa-</p><p>grada Teologia do Amor Divino das Almas Peregrinas.</p><p>Revoltas coloniais</p><p>Durante o Período Colonial no Brasil, uma série de interesses divergentes deu origem a diversas</p><p>revoltas. Há, inclusive, uma forma de se referir, na historiografia, a esses conflitos: movimentos</p><p>nativistas. Dentre essas revoltas, podemos citar: a Insurreição Pernambucana (1645-1654), Revolta</p><p>de Beckman (1684) Guerra dos Emboabas (1708-1709), Guerra dos Mascates (1710), Conjuração</p><p>Mineira (1789), Conjuração Baiana (1798), entre outras. Um dos motivos que também puxavam o</p><p>tom de insatisfação dos rebeldes nativistas com a Coroa era o Pacto Colonial, ou Exclusivo Comer-</p><p>cial Metropolitano, que determinava que a metrópole, Portugal, seria beneficiada com as atividades</p><p>econômicas de suas colônias sem a possibilidade de livre comercialização. Tudo isso foi fundamental</p><p>para o processo de Independência do Brasil, que aconteceu em 1822.</p><p>Crise do sistema colonial</p><p>A crise do sistema colonial explica-se por uma série de fatores inter-relacionados. Naquele momento,</p><p>a Inglaterra despontava-se como a principal potência econômica do mundo, sobretudo pela ‘revolu-</p><p>ção silenciosa’ que o novo sistema industrial estabelecia e que Portugal tardou a se adaptar. Surgiu</p><p>uma nova força de trabalho baseada no trabalhador assalariado, e a escravidão passou a ser cada</p><p>vez mais uma instituição condenada pelos países europeus. Ao mesmo tempo, ainda na segunda</p><p>metade do século XVIII, colônias inglesas e francesas começaram a iniciar seus processos de inde-</p><p>pendência, o que se alastrou por toda a América Latina durante o século XIX.</p><p>Apesar da letargia em que essas transformações ocorreram no Brasil Colônia, suas consequências</p><p>foram cruciais para o fim do seu ciclo. Após Napoleão ameaçar invadir Portugal e, consequentemen-</p><p>te, ocorrer a transferência da Corte Portuguesa para o Brasil, uma série de interesses locais, somada</p><p>às transformações de ordem econômica, social e cultural que estavam em processo, entre outros</p><p>fatores, acabou promovendo o fim do ciclo mais duradouro, até agora, da História do Brasil.</p><p>QUEIROZ, Túlio. Brasil Colônia. Mundo Educação, [s.l], [2024]. Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/histo-</p><p>riadobrasil/brasil-colonia.htm (Adaptado). Acesso em: 25 jun. 2024.</p><p>1 - Sobre o período colonial brasileiro, responda às seguintes questões:</p><p>a). Quais as principais caraterísticas:</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>38</p><p>b) Como era a formação da sociedade:</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>2 - Quem foi responsável pela primeira expedição portuguesa com o objetivo de demarcar território</p><p>e instalar uma administração colonial no Brasil?</p><p>a) Pedro Álvares Cabral</p><p>b) Martim Afonso de Souza</p><p>c) Tomé de Sousa</p><p>d) Mem de Sá</p><p>e) Pero Vaz de Caminha</p><p>3 - Qual era o principal motivo de insatisfação dos rebeldes nativistas durante o Período Colonial no</p><p>Brasil?</p><p>a) Restrições religiosas impostas pela Coroa.</p><p>b) Controle comercial exercido pela metrópole.</p><p>c) Imposição de altos impostos sobre a produção agrícola.</p><p>d) Restrições ao uso da mão de obra escrava, uma vez que todas as revoltas foram abolicionistas.</p><p>e) Conflitos étnicos com povos indígenas.</p><p>4 - Qual foi a função principal da Companhia de Jesus ao chegar ao Brasil junto com Tomé de Sousa</p><p>em 1549?</p><p>a) Exploração mineral.</p><p>b) Administração das capitanias.</p><p>c) Fundação de uma capital colonial.</p><p>d) Catequização dos indígenas.</p><p>e) Comércio de escravos.</p><p>O texto e a imagem a seguir te auxiliarão a responder as questões 05, 06 e 07.</p><p>Navios Negreiros</p><p>Os navios negreiros eram embarcações que transportavam os africanos capturados e destinados ao</p><p>trabalho escravo no continente americano entre os séculos XVI e XIX. O primeiro embarque registra-</p><p>do de africanos escravizados para o Brasil ocorreu em 1530, com a expedição de Martim Afonso de</p><p>Souza. Acredita-se que os últimos embarques tenham acontecido entre as décadas de 1850 e 1860,</p><p>quando o tráfico negreiro já era considerado ilegal.</p><p>Como era a vida nos navios negreiros</p><p>Enquanto perdurou o tráfico negreiro, antes das leis da primeira metade do século XIX que começa-</p><p>39</p><p>ram a proibir este comércio, os africanos escravizados eram tratados como mercadoria. Assim, os</p><p>escravizados eram transportados nos porões dos navios, onde permaneciam confinados em viagens</p><p>que poderiam durar dois meses, até a chegada ao destino. Eram embarcados à força e aprisionados</p><p>em porões que mal davam para permanecerem sentados. Os africanos escravizados eram mantidos</p><p>nus, separados por sexo e os homens permaneciam acorrentados a fim de evitar revoltas. Já as</p><p>mulheres, constantemente sofriam</p><p>violência sexual por parte da tripulação.</p><p>Calcula-se que, de 1514 a 1866, 12,5 milhões de indivíduos (estima-se que 26% eram ainda crian-</p><p>ças) foram transportados como mercadoria para os portos americanos. Destes, cerca de 12,5% (1,6</p><p>milhão) não sobreviveram à viagem. É importante ressaltar que este número se refere apenas a</p><p>quem morreu ainda durante a viagem. Esse foi o maior deslocamento forçado da história registrado</p><p>até o momento.</p><p>Doenças</p><p>As principais causas de mortes estavam relacionadas a problemas gastrointestinais, escorbuto e do-</p><p>enças infectocontagiosas - que também atingiam a tripulação. Tais problemas eram causados pelas</p><p>péssimas condições de higiene, superlotação dos porões e escassez de alimentos.</p><p>Revoltas</p><p>Outro fator que contribuía para o elevado número de mortes eram os castigos aplicados aos revol-</p><p>tosos. Grande parte dos escravos era obrigada a presenciar a punição, a fim de que eles fossem</p><p>persuadidos de não tentarem o mesmo. A mais conhecida revolta foi a do navio “Amistad” (1839),</p><p>que teve sua história levada ao cinema. Outras revoltas, como a do barco “Kentucky”(1845) foram</p><p>sufocadas e os revoltosos jogados ao mar.</p><p>BEZERRA, Juliana. Navios Negreiros. Toda Matéria, [s. l], [2024]. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/</p><p>navios-negreiros/ (Adaptado). Acesso em: 25 jun. 2024.</p><p>5 - Qual foi uma das revoltas mais conhecidas envolvendo escravos a bordo de um navio negreiro?</p><p>a) Revolta do “Zumbi dos Palmares”.</p><p>b) Revolta do “Navio da Liberdade”.</p><p>Fo</p><p>nt</p><p>e:</p><p>(E</p><p>LT</p><p>IS</p><p>, 2</p><p>02</p><p>4)</p><p>.</p><p>40</p><p>c) Revolta do “Amistad”.</p><p>d) Revolta do “Libertador”.</p><p>e) Revolta do “Navio Negro”.</p><p>6 - Transcreva a frase do texto que melhor descreve a imagem.</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>7 - Leia o texto abaixo do autor Laurentino Gomes para responder o que se pede.</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>“De acordo com estimativa do autor Laurentino Gomes, as saídas de escravos provenientes da África</p><p>para diversos países totalizou aproximadamente 12 milhões e meio de seres humanos. Contudo, o</p><p>número de chegadas totalizam cerca de 10 milhões e 700 mil, resultando numa baixa de ao menos</p><p>1 milhão e 300 mil durante as viagens. Tal número de mortes chamou atenção pela frequência ao</p><p>longo das duradouras expedições, como ressaltou Laurentino: ‘Se dividir isso pelo número de dias,</p><p>dá 14 cadáveres, em média, lançados ao mar todos os dias ao longo de 350 anos’. O autor ainda</p><p>destacou uma possível mudança ambiental relacionada a estas mortes, devido ao comportamento</p><p>de um dos maiores predadores do mar: ‘Um número tão alto que, segundo depoimentos da época,</p><p>isso mudou o comportamento dos cardumes de tubarões no Oceano Atlântico, que passaram a se-</p><p>guir os navios negreiros’.”</p><p>FERRARI, Wallacy. Como mortes em navios negreiros modificaram a rotina os tubarões. Em estimativa feita por Lauren-</p><p>tino Gomes, as baixas em navios negreiros atraíam até mesmo os cardumes dos predadores. Aventuras na História, [s.l],</p><p>08 de dezembro de 2021. Disponível em: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/desventuras/como-as-mortes-</p><p>-em-navios-negreiros-modificaram-a-rotina-dos-tubaroes.phtml (Adaptado). Acesso em: 25 jun. 2024.</p><p>Com base nos seus conhecimentos sobre o tráfico de escravos transatlântico, explique como as</p><p>condições adversas durante as viagens afetaram significativamente o número de escravos que não</p><p>sobreviveram até seu destino final.</p><p>41</p><p>ARELLANO, Frank. Incas, Maias e Astecas (quem foram e diferenças entre eles). Enciclopédia</p><p>Significados, [s.l], [2024]. Disponível em: https://www.significados.com.br/incas-maias-e-aste-</p><p>cas/ (Adaptado). Acesso em: 22 de jun. 2024.</p><p>BEZERRA, Juliana. Navios Negreiros. Toda Matéria, [s. l], [2024]. Disponível em: https://www.</p><p>todamateria.com.br/navios-negreiros/ (Adaptado). Acesso em: 25 jun. 2024.</p><p>FAUSTO, Boris. História concisa do Brasil. São Paulo: Edusp/ Imprensa Oficial do Estado, 2001.</p><p>CABRAL, Umberlândia; GOMES, Irene. Brasil tem 1,7 milhão de indígenas e mais da metade deles</p><p>vive na Amazônia Legal. Agência de Notícias IBGE, [s.l], 27 de outubro de 2023. Disponível</p><p>em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/</p><p>37565-brasil-tem-1-7-milhao-de-indigenas-e-mais-da-metade-deles-vive-na-amazonia-legal. Acesso</p><p>em: 25 jun. 2024.</p><p>CAMINHA, Pero Vaz de. A Carta. Dominus, São Paulo, 1963. Disponível em: https://portalabel.org.</p><p>br/images/pdfs/carta-pero-vaz.pdf. Acesso em: 25 jun. 2024.</p><p>CARTWEIGHT, Mark. O Brasil Português. World History Encyclopedia, [s. l.], 08 Julho 2021.</p><p>Disponível em: https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-19911/o-brasil-portugues/. Acesso em: 25</p><p>jun. 2024.</p><p>ELTIS, David. Um breve resumo do tráfico transatlântico de escravos. Portal Geledés, [s. l], 27</p><p>de junho de 2026. Disponível em: https://www.geledes.org.br/um-breve-resumo-do-trafico-transa-</p><p>tlantico-de-escravos/. Acesso em: 25 jun. 2024.</p><p>FERRARI, Wallacy. Como mortes em navios negreiros modificaram a rotina os tubarões. Em esti-</p><p>mativa feita por Laurentino Gomes, as baixas em navios negreiros atraíam até mesmo os cardu-</p><p>mes dos predadores. Aventuras na História, [s.l], 08 de dezembro de 2021. Disponível em:</p><p>https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/desventuras/como-as-mortes-em-navios-negreiros-</p><p>-modificaram-a-rotina-dos-tubaroes.phtml (Adaptado). Acesso em: 25 jun. 2024.</p><p>HANCOCK, James. A Conquista Ibérica das Américas. World History Encyclopedia, [s. l.],</p><p>11 Janeiro 2022. Disponível em: https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1920/a-conquista-iberica-</p><p>-das-americas/. Acesso em: 26 jun. 2024.</p><p>IBGE. Território brasileiro e povoamento. Modos de vida dos Tupinambás ou Tupis. Brasil 500</p><p>anos (IBGE), [s.l], [2024]. Disponível em: https://brasil500anos.ibge.gov.br/territorio-brasi-</p><p>leiro-e-povoamento/historia-indigena/modos-de-vida-dos-tupinamba-ou-tupis.html (Adaptado).</p><p>Acesso em: 25 jun. 2024.</p><p>MARK, Joshua. Os Cachorros e Suas Coleiras na Antiga Mesoamérica. World History Encyclope-</p><p>dia, [s.l], 19 de março de 2021. Disponível em: https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1714/</p><p>os-cachorros-e-suas-coleiras-na-antiga-mesoamerica/. Acesso em: 25 jun. 2024.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais:</p><p>Ensino Médio. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Ge-</p><p>rais, Belo Horizonte, 2022. Disponível em: https://acervodenoticias.educacao.mg.gov.br/images/</p><p>documentos/Curr%C3%ADculo%20Refer%C3%AAncia%20do%20Ensino%20M%C3%A9dio.pdf.</p><p>Acesso em: 05 jun. 2024.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino médio. Escola de</p><p>Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2022.</p><p>Disponível em: https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg.</p><p>Acesso em: 05 jun. 2024.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>42</p><p>QUEIROZ, Túlio. Brasil Colônia. Mundo Educação, [s.l], [2024]. Disponível em: https://mundo-</p><p>educacao.uol.com.br/historiadobrasil/brasil-colonia.htm (Adaptado). Acesso em: 25 jun. 2024.</p><p>SILVA, Daniel Neves. Pau-brasil. PrePara Enem, [s.l], [2024]. Disponível em: https://www.</p><p>preparaenem.com/historia-do-brasil/pau-brasil.htm (Adaptado). Acesso em: 25 jun. 2024.</p><p>SILVA, José Henrique. Charges - Descobrimento do Brasil. Blog Nos tempos da Literatu-</p><p>ra, [s.l], 31 de agosto de 2014. Disponível em: https://nostemposdalitetatura.blogspot.</p><p>com/2014/08/charges-descobrimento-do-brasil.html. Acesso em: 25 jun. 2024.</p><p>43</p><p>Olá, estudante!</p><p>Chegou o momento de você rever e ampliar seu conhecimento. Nesta atividade, você tem a opor-</p><p>tunidade de identificar e entender sobre os temas raça,</p><p>etnia, racismo, como também conhecerá o</p><p>contexto histórico e as inúmeras consequências e situações vivenciadas na sociedade.</p><p>O racismo é resultado do processo de colonização com base na ideia de inferiorização dos povos</p><p>africanos e indígenas, protagonizado pelos europeus. Sendo assim, leia e reflita atentamente sobre</p><p>o racismo.</p><p>Qual a origem do racismo?</p><p>Em grande parte das civilizações ocidentais, em especial nas Américas, o racismo, entre outros</p><p>fatores, tem origem na dominação imposta pelos colonizadores nas populações nativas dos países</p><p>colonizados.</p><p>No caso do Brasil, essa dominação perdurou durante todo o período colonial (1500-1822) e imperial</p><p>(1822-1889) do país, em que os povos indígenas e africanos foram escravizados no território nacio-</p><p>nal.</p><p>A escravização desses grupos ocorreu justamente pela concepção de inferioridade que lhes era</p><p>atribuída pelos colonizadores. Ou seja, o modo de vida, a cultura e a forma de se relacionar desses</p><p>grupos eram vistas como algo não civilizado pelos colonizadores e, portanto, era preciso implemen-</p><p>tar um processo civilizatório para ensinar esses povos a viverem a partir do modelo de vida europeu.</p><p>A escravidão e a exploração foram as marcas desse processo civilizatório, que entre outros efeitos</p><p>gerou intensa miscigenação (mistura de povos e etnias) no Brasil, o que também pode ser explica-</p><p>do pelo fato de que uma das formas de dominação adotada pelos colonizadores, além da violência</p><p>física e psicológica, os trabalhos forçados, a imposição da negação da identidade desses povos, foi</p><p>a violência sexual contra mulheres indígenas ou negras.</p><p>A imposição de uma cultura sobre a outra e a inexistência de direitos para os grupos negros e indí-</p><p>genas por aproximadamente quatro séculos, fez permanecer a visão de inferioridade desses grupos</p><p>em países como o Brasil e EUA, mesmo após a abolição da escravidão.</p><p>As consequências da escravidão</p><p>Os longos anos do sistema escravocrata geraram uma herança racista na sociedade atual em relação</p><p>MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS - MAPA</p><p>ANO DE ESCOLARIDADE</p><p>1º Ano</p><p>ÁREA DE CONHECIMENTO</p><p>Ciências Humanas e Sociais Aplicadas</p><p>COMPONENTE CURRICULAR</p><p>Sociologia</p><p>REFERÊNCIA</p><p>Ensino Médio</p><p>ANO LETIVO</p><p>2024</p><p>Raça, etnia e racismo.</p><p>TEMA DE ESTUDO:</p><p>44</p><p>aos fatores sociais, econômicos, políticos e culturais que a compõem. A herança pode ser entendida</p><p>como tudo aquilo que é transmitido individualmente e coletivamente com base nas ações que foram</p><p>tomadas no passado.</p><p>No caso do racismo, a herança está em todas as relações que foram construídas durante anos na</p><p>sociedade com base na crença equivocada de inferioridade das raças escravizadas, incluindo costu-</p><p>mes, valores e comportamentos.</p><p>Nos EUA essa herança foi evidente, visto que o país manteve um sistema legal de segregação racial</p><p>durante boa parte do século XX. Nesse período, os negros foram marginalizados social e legalmente,</p><p>não podendo frequentar os mesmos ambientes que os brancos.</p><p>Como no caso dos ônibus, em que as primeiras filas de assentos eram reservadas para brancos.</p><p>Além disso, os negros não possuíam os seus direitos civis reconhecidos.</p><p>No Brasil, após a abolição da escravatura, com a promulgação da Lei Áurea, em 1888, os negros</p><p>sofreram com a falta de políticas inclusivas que os integrassem na sociedade.</p><p>A discriminação racial continuou presente nas relações sociais e econômicas, visto que a libertação</p><p>não trouxe garantias fundamentais diretas aos negros, como o ingresso ao mercado de trabalho,</p><p>direito à educação, saúde, moradia, entre outros.</p><p>O processo de incentivo estatal para imigração de europeus durante o início do século XX ao país foi</p><p>um sintoma disso, visto que os imigrantes brancos eram priorizados na contratação para trabalhos</p><p>remunerados.</p><p>Os negros não eram aceitos para assumir novos trabalhos e ocupar novos cargos. Muitos eram</p><p>simplesmente expulsos das fazendas e outros continuavam trabalhando nos engenhos em troca de</p><p>sustento e moradia.</p><p>Nesse sentido, a vinda dos europeus foi uma estratégia governamental utilizada para que os imi-</p><p>grantes brancos fossem beneficiados no acesso ao trabalho e na posse de terras, impossibilitando a</p><p>propriedade de terras por parte dos negros e índios.</p><p>Isso significa que esses povos continuaram sendo excluídos socialmente, não tendo de forma iguali-</p><p>tária o acesso aos mesmos recursos, oportunidades e condições de vida das pessoas brancas.</p><p>Com isso, a abolição não mudou de maneira substancial as estruturas econômicas, sociais, políticas</p><p>e culturais que foram estabelecidas.</p><p>Pode-se dizer que as bases da sociedade construídas até então possuíam o racismo como seu ele-</p><p>mento de sustentação. E essas bases não deixaram de existir após a libertação dos escravos.</p><p>Fonte: RÊ; SIQUEIRA, ET AL. 2021.</p><p>Orientações:</p><p>Ö Leia atentamente o enunciado das questões, reflita e consulte o texto “Qual a ori-</p><p>gem do racismo” para responder às perguntas:</p><p>Ö Nas questões de múltipla escolha, marque a alternativa correta;</p><p>Ö Nas perguntas abertas, pesquise no texto e anote nas linhas abaixo da pergunta a</p><p>resposta.</p><p>ATIVIDADES</p><p>45</p><p>1 - Como eram vistos pelos colonizadores, o modo de vida, a cultura e a forma de se relacionar dos</p><p>povos indígenas e africanos?</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>2 - _________________________ foram as marcas desse processo civilizatório, que entre outros</p><p>efeitos gerou intensa miscigenação (mistura de povos e etnias) no Brasil.</p><p>a) Escravidão e genocídio</p><p>b) Escravidão e exploração</p><p>c) Exploração e civilização</p><p>d) Mmiscigenação e genocídio</p><p>e) Miscigenação e civilização</p><p>3 - Explique como a discriminação racial continuou presente nas relações sociais e econômicas.</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>4 - O que aconteceu com os negros devido ao processo de incentivo estatal para a imigração de</p><p>europeus no séc. XX?</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>5 - A vinda dos europeus para o Brasil, foi uma estratégia governamental utilizada para quê?</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>6 - ____________________ não mudou de maneira substancial as estruturas econômicas, sociais,</p><p>políticas e culturais que foram estabelecidas.</p><p>a) A lei Áurea</p><p>b) A escravidão</p><p>c) A abolição</p><p>d) A miscigenação</p><p>e) A imigração</p><p>46</p><p>Caro(a) estudante, estudar e conhecer o contexto histórico e social que permeou a concepção de</p><p>raça, etnia, como também iniciou e fundamentou o racismo, o preconceito, a intolerância e inúmeros</p><p>problemas na sociedade é essencial para entender as relações entre os indivíduos e por conseguinte</p><p>a sociedade.</p><p>Nestas atividades, você terá a oportunidade de realizar uma revisão dos assuntos estudados: raça,</p><p>etnia, racismo, racismo estrutural e os Modos de vida das comunidades tradicionais.</p><p>É um momento que exige muita atenção, leitura atenta e dedicação, pois as questões trata e</p><p>abordam os assuntos estudados por você, permitindo-lhe rever e verificar seus conhecimentos sobre</p><p>os temas estudados.</p><p>Visando oportunizar a sua verificação sobre os assuntos já estudados e também proporcionar uma</p><p>preparação para questões aplicadas em vestibulares e no ENEM, é que são propostas essas atividades</p><p>abaixo contendo questões aplicadas no ENEM e aplicadas em algumas</p><p>Universidades. Bons estudos!</p><p>Orientações:</p><p>Ö Leia atentamente o enunciado das questões;</p><p>Ö Leia o enunciado, reflita e utilize-o para analisar a pergunta e as alternativas, e encontrará</p><p>a resposta correta;</p><p>Ö Nas questões de múltipla escolha, marque a alternativa correta</p><p>Ö Organize-se, escolha um local adequado e bons estudos.</p><p>1 - (UERJ-2022): A análise por cor ou raça para o último ano disponível mostra que, regionalmente, a</p><p>situação da população preta ou parda também é mais vulnerável do que a da branca. Enquanto para</p><p>a população branca, 14 UFs [Unidades da Federação] registraram taxa de desocupação até 10,0%,</p><p>sendo três delas inferiores a 6,0%, para a população preta ou parda, a maioria das UFs registrou</p><p>taxas acima de 10,0%, sendo que, em sete delas, a taxa superou os 14,0%, índice não alcançado</p><p>pela população branca (IBGE, 2017, p. 26). Ainda sobre esses dados, o IBGE (2017) demonstra que</p><p>a população branca tem maior participação no mercado formal de trabalho (68,6%) – com carteira</p><p>assinada – em relação à população negra (54,6%).</p><p>Os dados levantados pelo IBGE estão associados:</p><p>a) ao equilíbrio estrutural de poder.</p><p>b) à intolerância cultural.</p><p>c) à discriminação territorial.</p><p>d) à desigualdade étnico-racial.</p><p>Racismo estrutural.</p><p>TEMA DE ESTUDO:</p><p>ATIVIDADES</p><p>47</p><p>2 - (UNICAMP-2021): As feridas da discriminação racial se exibem ao mais superficial olhar sobre a</p><p>realidade social do país. Até 1950, a discriminação em empregos era uma prática corrente, sanciona-</p><p>da pelas práticas sociais do país. Em geral, os anúncios de vagas de trabalho eram publicados com</p><p>a explícita advertência: “não se aceitam pessoas de cor.” Mesmo após a Lei Afonso Arinos, de 1951,</p><p>proibindo categoricamente a discriminação racial, tudo continuou na mesma. Depois da lei, os anún-</p><p>cios se tornaram mais sofisticados que antes, e passaram a requerer: “pessoas de boa aparência”.</p><p>Basta substituir “pessoas de boa aparência” por “branco” para se obter a verdadeira significação do</p><p>eufemismo.</p><p>(Adaptado de Abdias do Nascimento, O genocídio do negro brasileiro: processo de um racismo mascarado. São Paulo:</p><p>Perspectiva, 2018, p. 97.)</p><p>A partir do excerto, é correto afirmar:</p><p>a) Apesar da Lei Afonso Arinos de 1951, o racismo que existia há muitos anos no</p><p>mercado de trabalho brasileiro permaneceu por meio de estratégias camufladas.</p><p>b) A Lei Afonso Arinos de 1951 possibilitou a eliminação do racismo no merca-</p><p>do de trabalho do mundo da moda, que exigia a boa aparência das pessoas brancas.</p><p>c) Em 1951, o conceito de “pessoas de boa aparência”, ditado pelo mundo da moda</p><p>e reproduzido nos anúncios de vagas de trabalho, privilegiava o asseio no vestir.</p><p>d) O racismo foi eliminado das relações sociais brasileiras somente na década de 1990, com a con-</p><p>solidação do conjunto de leis da democracia racial.</p><p>3 - (Simulado geral – 2020): Um elemento essencial que precisa ser compreendido quando se dis-</p><p>cute o racismo é a sua relação com um processo histórico de desvalorização das pessoas negras.</p><p>[…] A grande questão é que há uma forte relação entre esse lugar social e determinadas formas de</p><p>tratamento, isto é, a posição subalterna serve como parâmetro para a forma como esses indivíduos</p><p>vão ser tratados: o negro é vítima de inúmeras formas de preconceito e práticas de discriminação.</p><p>As manifestações do racismo vão desde olhares desconfiados de pessoas nas ruas, que mudam</p><p>de calçada quando se deparam com um homem negro, passando por ofensas e xingamentos a</p><p>trabalhadores que estão no exercício de suas funções, tais como vigiais e empregadas domésticas,</p><p>chegando até casos de violência física e mesmo letais. E é justamente esse caráter letal do racismo</p><p>que vem à tona com o caso George Floyd.</p><p>Luciana Garcia de Mello – professora do Departamento de Sociologia. Jornal da UFRGS. 20 de junho de 2020.</p><p>O racismo descrito no texto pela professora, pode ser melhor qualificado como:</p><p>a) Identitário</p><p>b) Institucional</p><p>c) Estrutural</p><p>d) Criminoso</p><p>e) Histórico</p><p>4 - (UFU-2019): As desigualdades sociais, étnicas e culturais existentes no Brasil fazem com que</p><p>exista uma mobilização de grupos, exigindo atendimento às necessidades humanas básicas, ga-</p><p>rantia de direitos e de deveres iguais. O movimento negro, após anos de debate e de luta por seu</p><p>reconhecimento e por sua história, passou a ter uma data, 20 de novembro, para que esse debate</p><p>fosse realizado e para mostrar a importância de refletir sobre a posição dos negros na sociedade.</p><p>48</p><p>Contudo, o movimento negro ainda possui algumas bandeiras e pautas para realizar.</p><p>Assinale a alternativa que contém somente reivindicações e pautas desse movimento:</p><p>a) Cotas em universidades públicas, igualdade salarial entre gêneros e acesso igualitário à previdên-</p><p>cia social.</p><p>b) Redistribuição de terras aos sem-terra, acesso igualitário às escolas e à edu-</p><p>cação superior e reconhecimento do casamento civil entre homossexuais.</p><p>c) Fim da diferença salarial entre negros e brancos, acesso igualitário às escolas e à edu-</p><p>cação superior, preservação e reconhecimento da herança cultural afro-brasileira.</p><p>d) Reforma agrária, combate às discriminações de gênero e à exploração do trabalhador urbano.</p><p>5 - (ENEM MEC/2017): A luta contra o racismo, no Brasil, tomou um rumo contrário ao imaginário</p><p>nacional e ao consenso científico, formado a partir dos anos 1930. Por um lado, o Movimento Negro</p><p>Unificado, assim como as demais organizações negras, priorizaram em sua luta a desmistificação</p><p>do credo da democracia racial, negando o caráter cordial das relações raciais e afirmando que, no</p><p>Brasil, o racismo está entranhado nas relações sociais. O movimento aprofundou, por outro lado,</p><p>sua política de construção de identidade racial, chamando de “negros” todos aqueles com alguma</p><p>ascendência africana, e não apenas os “pretos”.</p><p>GUIMARÃES, A. S. A. Classes, raças e democracia. São Paulo: Editora 34, 2012.</p><p>A estratégia utilizada por esse movimento tinha como objetivo...</p><p>a) reduzir as desigualdades culturais.</p><p>b) alterar injustiças econômicas.</p><p>c) identificar preconceitos religiosos.</p><p>d) combater discriminações étnicas.</p><p>e) eliminar privilégios de classe.</p><p>6 - ( UNESP): No Brasil, para uma população 54% negra (incluídos os pardos), apenas 14% dos juízes</p><p>e 2% dos procuradores e promotores públicos são negros. Juízes devem ser imparciais em relação</p><p>à cor, credo, gênero, e os mais sensíveis desenvolvem empatia que lhes permite colocar-se no lugar</p><p>dos mais desfavorecidos socialmente. Nos Estados Unidos, várias ONGs dedicam-se a defender réus</p><p>já condenados. Como resultado do trabalho de apenas uma delas, 353 presos foram inocentados</p><p>em novos julgamentos desde 1989. Desses, 219 eram negros. No Brasil, é uma incógnita o avanço</p><p>social que seria obtido por uma justiça cega à cor.</p><p>(Mylene Pereira Ramos. “A justiça tem cor?”. Veja, 24.01.2018. Adaptado.)</p><p>Sobre o funcionamento da justiça, pode-se afirmar que:</p><p>a) o preconceito étnico é fenômeno exclusivamente subjetivo e sem implicações na esfera pública.</p><p>b) a neutralidade e objetividade no julgamento não estão sujeitas a fatores de natureza psicológica.</p><p>c) a isenção jurídica é garantida por critérios objetivos que independem da origem étnica ou social.</p><p>d) a imparcialidade nos julgamentos é fator que torna desnecessária a adoção de políticas afirma-</p><p>tivas.</p><p>e) a disparidade da composição étnica entre réus e juízes é um fator de crítica à atuação do Judici-</p><p>ário.</p><p>49</p><p>7 - (ENEM-2017): O racismo institucional é a negação coletiva de uma organização em prestar ser-</p><p>viços adequados para pessoas por causa de sua cor, cultura ou origem étnica. Pode estar associado</p><p>a formas de preconceito inconsciente, desconsideração e reforço de estereótipos que colocam algu-</p><p>mas pessoas em situações de desvantagem.</p><p>GIDDENS, A. Sociologia. Porto Alegre: Penso, 2012 (adaptado).</p><p>O argumento apresentado no texto permite o questionamento de pressupostos de universalidade e</p><p>justifica a institucionalização de políticas antirracismo. No Brasil, um exemplo desse tipo</p><p>de política</p><p>é a:</p><p>a) reforma do Código Penal.</p><p>b) elevação da renda mínima.</p><p>c) adoção de ações afirmativas.</p><p>d) revisão da legislação eleitoral.</p><p>e) censura aos meios de comunicação.</p><p>8 - (ENEM MEC/2020/2ª Aplicação): Em escala, o negro é o negro retinto, o mulato já é o pardo e</p><p>como tal meio branco, e se a pele é um pouco mais clara, já passa a incorporar a comunidade bran-</p><p>ca. A forma desse racismo no Brasil decorre de uma situação em que a mestiçagem não é punida,</p><p>mas louvada. Com efeito, as uniões inter-raciais, aqui, nunca foram tidas como crime ou pecado. Nós</p><p>surgimos, efetivamente, do cruzamento de uns poucos brancos com multidões de mulheres índias</p><p>e negras.</p><p>RIBEIRO, D. O povo brasileiro: formação e sentido do Brasil. São Paulo: Cia. das Letras, 2004 (adaptado).</p><p>Considerando o argumento apresentado, a discriminação racial no Brasil tem como origem</p><p>a) identidades regionais.</p><p>b) traços fenotípicos.</p><p>c) status ocupacional.</p><p>d) segregação oficial.</p><p>e) vínculos matrimoniais.</p><p>50</p><p>Caro (a) estudante neste planejamento você tem a oportunidade de pensar e refletir sobre “Os mo-</p><p>dos de vida das comunidades tradicionais”, e de como é importante o reconhecimento e valorização</p><p>dessas comunidades.</p><p>A sociedade moderna se transformou imensamente e por conseguinte todos os cidadãos se transfor-</p><p>maram. Por isso, estudar e analisar a sociedade atual estabelecendo uma correlação com o modo de</p><p>vida das comunidades tradicionais (quilombolas, ribeirinhas, indígenas, etc) é identificar e conhecer</p><p>a sociedade de forma ampla e contextualizada.</p><p>Visando desenvolver uma tarefa interdisciplinar, como também oportunizar uma pequena prepara-</p><p>ção para um dos principais desafios do ENEM, você é convidado a redigir um texto dissertativo sobre</p><p>“Os Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil” , correlacionando os</p><p>textos motivadores com seus conhecimentos e informações sobre a nossa sociedade e a convivência</p><p>com essas comunidades e seu estilo próprio de vida.</p><p>Orientações:</p><p>Ö Leia os textos abaixo;</p><p>Ö Leia a Proposta de redação;</p><p>Ö Faça suas anotações, organize suas ideias, pense na introdução, desenvolvimento e con-</p><p>clusão.</p><p>Texto I:</p><p>Você sabe quais são povos e comunidades tradicionais brasileiros? Talvez indígenas e quilombolas</p><p>sejam os primeiros que passam pela cabeça, mas, na verdade, além deles, existem 26 reconhecidos</p><p>oficialmente e muitos outros que ainda não foram incluídos na legislação.</p><p>São pescadores artesanais, quebradeiras de coco babaçu, apanhadores de flores sempre-vivas, caa-</p><p>tingueiros, extrativistas, para citar alguns, todos considerados culturalmente diferenciados, capazes</p><p>de se reconhecerem entre si.</p><p>Para uma pesquisadora da UnB, essas populações consideram a como uma mãe, e há uma relação</p><p>de reciprocidade com a natureza. Nesta troca, a natureza fornece “alimento, um lugar saudável para</p><p>habitar, para ter água. E eles se responsabilizam por cuidar dela, por tirar dela apenas o suficiente</p><p>para viver bem e respeitam o tempo de regeneração da própria natureza”, diz.</p><p>Disponível em g1 globo. Acesso em 17 jun. 2022 (adaptado).</p><p>Texto II:</p><p>Povos e comunidades tradicionais</p><p>O Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) preside, desde 2007, a Comissão Nacional de Desen-</p><p>volvimento Sustentável das Comunidades Tradicionais (CNPCT), criada em 2006. Fruto dos trabalhos</p><p>da CNPCT, foi instituída, por meio do Decreto 6.040, de 7 de fevereiro de 2017, a Política Nacional</p><p>Os modos de vida das cominidades tradicionais.</p><p>TEMA DE ESTUDO:</p><p>ATIVIDADES</p><p>51</p><p>de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais (PNPCT). A PNPCT foi criada</p><p>em um contexto de busca de reconhecimento e preservação de outras formas de organização social</p><p>por parte do Estado.</p><p>Disponível em mds gov br. Acesso em 17 jun. 2022 (adaptado).</p><p>Texto III:</p><p>Carta da Amazônia 2021</p><p>Aos participantes da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas</p><p>Não podia ser mais estratégico para nós, Povos Indígenas, Populações e Comunidades Tradicionais</p><p>brasileiras, reafirmarmos a defesa da sociobiodiversidade amazônica neste momento em que o</p><p>mundo volta a debater a crise climática na COP26. Uma crise que atinge, em todos os contextos, os</p><p>viventes da Terra!</p><p>Nossos territórios protegidos e direitos respeitados são reivindicações dos movimentos sociais e</p><p>ambientais brasileiros.</p><p>Não compactuamos com qualquer tentativa e estratégia baseada somente na lógica do mercado,</p><p>com empresas que apoiam legislações ambientais que ameacem os nossos direitos e com mecanis-</p><p>mos de financiamento que não condizem com nossa realidade dos nossos territórios.</p><p>Propomos o que temos de melhor: a experiência das nossas sociedades e culturas históricas, cons-</p><p>truídas com base em nossos saberes tradicionais e ancestrais, além do nosso profundo conhecimen-</p><p>to da natureza.</p><p>Inovação, para nós, não pode resultar em processos que venham a ameaçar nossos territórios, nos-</p><p>sas formas tradicionais e harmônicas de viver e produzir.</p><p>Amazônia, Brasil, 20 de Outubro de 2021. Entidades signatárias: CNS; Coiab; Conaq; MIQCB; Coica; ANA Amazônia e</p><p>Confrem; Disponível em s3 amazonaws . Acesso em 17 jun. 2022 (adaptado).</p><p>Proposta de redação</p><p>A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de</p><p>sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da lingua</p><p>portuguesa sobre o tema “Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Bra-</p><p>sil”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e</p><p>relacione, de forma coerente e coesa argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista.</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>52</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>53</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais:</p><p>Ensino Médio. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais,</p><p>Belo Horizonte, 2024. Disponível em: https://www2.educacao.mg.gov.br/images/documentos/</p><p>Curr%C3%ADculo%20Refer%C3%AAncia%20do%20Ensino%20M%C3%A9dio.pdf. Acesso em: 19</p><p>maio. 2024.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino médio. Escola de</p><p>Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2024.</p><p>Disponível em: https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg.</p><p>Acesso em: 19 maio 2024.</p><p>PINHEIRO, Otavio. Tema de Redação do Enem 2022: Desafios para a valorização de comunidades</p><p>e povos tradicionais no Brasil. Redação Online, São Paulo, 13 nov. 2022. Disponível em:https://</p><p>redacaonline.com.br/blog/tema-enem-2022/. Acesso em: 06 ago. 2024.</p><p>RÊ, Eduardo de; SIQUEIRA, Isabela Campos Vidigal Takahashi de et al. O que é racismo estru-</p><p>tural? Politize, [s. l.], 22 jun. 2021.</p><p>Disponível em: https://www.politize.com.br/equidade/o-que-e-racismo-estrutural/. Acesso em: 06</p><p>ago. 2024.</p><p>SANTANA, Beatriz. 11 questões sobre racismo que podem cair ou já caíram no vestibular. Estraté-</p><p>gia Vestibulares, São Paulo, 18 nov. 2022. Disponível em: https://vestibulares.estrategia.com/</p><p>portal/atualidades-e-dicas/questoes-sobre-racismo/. Acesso em: 06 ago. 2024.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>expressão da condição humana. A técnica e a tecnologia se mostram não somente</p><p>os motores do progresso humano, mas também da própria sociabilidade humana, inclusive, no modo</p><p>de atuação humana por meio de seu trabalho diário. Mas essa transformação não se deu sem con-</p><p>tradições e importantes desafios filosóficos, pois, ambas, técnica e tecnologia, são expressões não</p><p>somente da criatividade e engenhosidade humanas, mas também de potenciais meios de alienação</p><p>e de desumanização. E é importante pensar, estudante, neste contexto, como podemos garantir</p><p>que o trabalho continue a ser expressão autêntica da condição humana e não esse instrumento</p><p>de alienação e desumanização? Como podemos garantir que o trabalho continue a ser um espaço</p><p>de realização humana e não apenas um meio árduo de sobrevivência? Como proteger aqueles que</p><p>não tem poder de decisão e acabam ficando à mercê da exploração alheia por meio de trabalhos</p><p>desumanizadores? Você conseguiria pensar algum tipo de trabalho que seria desumanizador? O que</p><p>torna ele um meio de exploração e desumanização do outro?</p><p>O filósofo Martin Heidegger (1889-1976), em sua análise sobre a técnica, argumenta que a tecno-</p><p>logia não é apenas um conjunto de instrumentos ou metodologias de eficiência produtiva, mas uma</p><p>forma de revelar o mundo e, portanto, uma forma de obter conhecimento e transformar o mundo</p><p>naquilo que os seres humanos desejam. Mas ele alerta para o perigo de que o ser humano acabe se</p><p>tornando apenas mais um recurso disponível a ser utilizado pela técnica, principalmente, quando se</p><p>pensa a técnica na forma avançada da tecnologia. Para Heidegger, a essência da técnica reside em</p><p>um modo de pensamento que vê o mundo e tudo nele, incluindo os seres humanos, como objetos a</p><p>serem manipulados e controlados. Pense bem, não é isso que estamos vendo com aquelas pessoas</p><p>que usam as tecnologias cosméticas sem mesmo precisar delas? Não é o caso de pessoas que des-</p><p>gastam os próprios dentes para colocar artefatos artificiais como as lentes dentárias muitas vezes</p><p>sem qualquer necessidade real? Não é isso que ocorre também com pessoas públicas que mesmo</p><p>7</p><p>estando cansadas precisam ser agradáveis e sorridentes diante de uma câmera de smartphone</p><p>ligada sem nem ao menos ter sido pedido o consentimento delas para gravá-las? Sim, a técnica e</p><p>a tecnologia não são más por si mesmas. Mas diante de sua existência como garantir que ela não</p><p>seja usada para controlar e manipular as pessoas? Assim, esse modo de pensamento técnico, que</p><p>legitima a técnica por si mesma, pode levar à perda daquilo que nos torna verdadeiramente huma-</p><p>nos: a capacidade de refletir e questionar, de contemplar a realidade e de estar em sintonia com as</p><p>sutilezas do mundo e das pessoas. Considere essas realidade quando for pensar na tecnologia e na</p><p>técnica, estudante.</p><p>Pensar a tecnologia a partir da Filosofia nos desafia a reconsiderar a relação que temos como ela e o</p><p>quanto ela pode impactar diferentes áreas de nossas vidas, inclusive, uma área tão determinante a</p><p>vida como o mundo do trabalho. Como ocorre em diferentes áreas do fazer humano, em um mundo</p><p>cada vez mais automatizado e interconectado, como garantir que também no trabalho a técnica e</p><p>a tecnologia não se torne um fim em si mesmo colocando pessoas na forma de trabalhadores em</p><p>segundo plano? Como garantir que a tecnologia com sua capacidade de aumentar a produtividade</p><p>e a qualidade do trabalho realizado não faça isso ao preço da saúde física e mental do trabalhado-</p><p>res? Como evitar as diferentes formas de sofrimento proveniente do trabalho como o burnout e a</p><p>fadiga digital, por exemplo? Você sabe o que é o burnout? É um distúrbio emocional sentido como</p><p>exaustão extrema e esgotamento físico relacionados ao trabalho desgastante ou excessivo. Ele é</p><p>muito comum para quem realizada jornadas excessivas, que lida com grande público ou que assumi</p><p>muitas responsabilidades. Esse distúrbio tem aumentado por conta do ritmos acelerados do trabalho</p><p>e das incertezas relacionados a ele.</p><p>Considerado esses aspectos, deve-se ressaltar que a técnica e a tecnologia são ferramentas pode-</p><p>rosas que podem muito auxiliar o mundo humano, mas cabe a nós, como agentes morais , decidir</p><p>como elas serão usadas. O verdadeiro progresso no mundo do trabalho ocorrerá quando colocarmos</p><p>a dignidade humana no centro de nossas decisões tecnológicas, reconhecendo que o trabalho, em</p><p>sua essência, é uma expressão do ser humano e uma busca por significado, bem como, um direito</p><p>para o seu desenvolvimento e não o contrário.</p><p>Aproveite as reflexões sobre o tema, estudante, de forma comprometida e abrangente, usufruindo</p><p>dos auxílios indicados neste material pedagógico e nas aulas de seus professores. Esperamos que</p><p>aproveite esta oportunidade com o compromisso necessário ao seu futuro e a responsabilidade que</p><p>é demanda pelo presente. Bons estudos!</p><p>Histórias de amor com a tecnologia</p><p>Fo</p><p>nt</p><p>e:</p><p>(S</p><p>IE</p><p>BE</p><p>R,</p><p>s</p><p>/d</p><p>).</p><p>8</p><p>1 - Leia o texto abaixo e responda as questões que se seguem:</p><p>“Ela não conhecia Ctrl C + Ctrl V”: geração Z pena com PC e assusta chefes</p><p>Os jovens da geração Z enfrentam um paradoxo intrigante. Nascidos a partir de 1995, eles cres-</p><p>ceram imersos na internet e dominam tecnologias mais recentes, como smartphones e tablets. Ao</p><p>mesmo tempo, desconhecem funções básicas de informática no bom e velho computador.</p><p>Para alguém de 20 e poucos anos, formatar um documento no Word ou executar comandos simples,</p><p>como Ctrl C + Ctrl V, pode ser um bicho de sete cabeças — as dificuldades têm ficado mais evidentes</p><p>agora, quando eles chegam ao mercado de trabalho.</p><p>“Confesso que não sei formatar textos no Word ou mexer no PowerPoint. No Excel,</p><p>menos ainda”, afirma a Tilt a estudante de medicina Laís Brito, de 20 anos, de Criciúma (SC).</p><p>Laís sabe mexer no celular desde os 5 anos de idade e, aos 11, ganhou seu primeiro smartphone</p><p>touch screen. Em casa, tinha computador (e até usava bastante para jogar e criar fanfics para postar</p><p>nas redes sociais), mas o manejo “mais sério” do PC não era uma realidade na rotina escolar.</p><p>“Nunca tive aula de informática, nunca vi a necessidade disso. E nunca mexi com</p><p>computador na escola, não sei se é porque venho de uma escola pública,</p><p>mas nunca precisamos de uma formação mais adequada em Word, porque não pediam</p><p>formatação específica, texto justificado. Agora, fazendo TCC, estou com dificuldade</p><p>e isso está me atrasando bastante”. Laís Brito</p><p>Estagiária em um ambulatório, ela diz enfrentar dificuldade no ambiente de trabalho pelo pouco</p><p>conhecimento em informática. Não sabe, por exemplo, como manejar o sistema da empresa no</p><p>computador ou digitar com destreza no teclado do dispositivo.</p><p>Seus colegas da mesma idade, diz Laís, são uma “ameba” com o PC. “Eles digitam muito lento,</p><p>muito lento”, contou ela em um vídeo no TikTok. A jovem vê diferença até dentro de casa: “Meu</p><p>pai digita rápido.”…</p><p>“O pior é que os funcionários mais velhos sempre recorrem aos estagiários para</p><p>resolver problemas técnicos no computador, com a ilusão de que somos superenten-</p><p>didos no assunto. Quando não sabemos o que fazer, acham que é má vontade nossa”.</p><p>Laís Brito, de 20 anos.</p><p>Choque geracional</p><p>João Pachu, de 27 anos, que trabalha como escrevente em um cartório em Jundiaí, interior de São</p><p>Paulo, viveu esse choque geracional na pele. Ele conta que, certa vez, ficou encarregado de treinar</p><p>uma jovem aprendiz, na faixa dos 18 anos, que não sabia o que era o comando Ctrl C + Ctrl V.</p><p>“Em determinado momento, eu disse: ‘Pega esse arquivo e dá um Ctrl C + Ctrl V’.</p><p>E foi como se eu tivesse falado em código. Ela me olhou e falou: ‘Como assim?’.</p><p>Então, eu respondi: ‘É, copiar e colar’, e mostrei a ela o que era o comando. Foi</p><p>como se eu tivesse feito uma feitiçaria na frente dela.” João Pachu.</p><p>Artur Andrades, de 33 anos, que exerce um cargo administrativo na Prefeitura de Botucatu, interior</p><p>de São Paulo, passou por situação semelhante com um estagiário, também na faixa dos 18 anos,</p><p>que teve dificuldade para acessar</p><p>o e-mail.</p><p>ATIVIDADES</p><p>9</p><p>As dúvidas surgiram logo de início, quando ele não sabia que era preciso clicar duas vezes no ícone</p><p>do Google Chrome para acessar a internet. “Ele levou mais de uma hora para concluir a</p><p>tarefa, entre acessar o email, escrever, fazer os ajustes finais e enviar.”</p><p>Funções básicas de informática, como montar uma apresentação no PowerPoint ou usar a impres-</p><p>sora, também eram um mistério para um estagiário que trabalhou com Thiago Berton, de 39 anos.</p><p>Ele tem um cargo de liderança na Johnson & Johnson, em São José dos Campos (SP).</p><p>Como pai de uma jovem de 18 anos, Berton procurou enxergar a questão de maneira mais profunda.</p><p>O executivo chegou a escrever um artigo sobre o assunto no LinkedIn, em que sugere que os mais</p><p>velhos olhem para os mais novos com empatia e proponham formas mais lúdicas de ensiná-los.</p><p>“Existem fatores que vão além dos estereótipos clichês que costumamos ouvir, do</p><p>tipo: ‘Ah, essa geração tem preguiça’. Não é preguiça. Há fatores geracionais e</p><p>culturais envolvidos. Nossa geração tinha de correr atrás da informação, coisa</p><p>que eles não precisam fazer.” Thiago Berton.</p><p>‘Mudança de mentalidade’</p><p>A falta de desenvoltura com computadores entre os jovens dessa geração não se explica apenas</p><p>pelo fato de eles não estarem acostumados com PCs ou não terem aulas de informática, diz Thais</p><p>Giuliani, autora do livro Geração Z e o Modelo de Aprendizagem Zímago. O problema é muito mais</p><p>complexo do que parece.</p><p>“A facilidade proporcionada pelo digital naturalmente moldou o comportamento dessa</p><p>geração, que tem tudo em mãos de forma fácil e rápida. A geração X, por exemplo,</p><p>precisava buscar conhecimento na biblioteca, algo impensável nos dias de hoje.</p><p>Atualmente, existem ferramentas de inteligência artificial que montam uma apre-</p><p>sentação no PowerPoint sem que a pessoa precise dominar o programa.” Thais Giuliani.</p><p>Ela também destaca as diferenças entre os jovens dentro de uma mesma geração, de acordo com a</p><p>idade e a classe social. Pelo fato de se sentirem mais seguros em relação ao futuro, jovens de classes</p><p>socioeconômicas mais altas tendem a ser mais influenciados pelo comportamento da geração Z, que</p><p>não precisa se esforçar tanto para conseguir o que quer devido às facilidades disponíveis.</p><p>Para Giuliani, o que aconteceu nas últimas décadas é uma mudança de mentalidade. “É comum</p><p>ouvir frases do tipo: ‘Essa geração faz corpo mole, não se esforça, quer tudo mastigado’. Mas essa</p><p>visão não condiz com a realidade.”</p><p>“Os jovens não simpatizam com a cultura ‘workaholic’, não querem adoecer e tomar</p><p>remédio controlado. Eles querem viver pelo propósito, trabalhar com o que gostam.”</p><p>Thaís Giuliani.</p><p>As diferenças acabam causando atritos no trabalho. Segundo o relatório “Tendências de Gestão de</p><p>Pessoas”, da consultoria global Great People & GPTW, mais de dois terços dos entrevistados (68,1%)</p><p>têm dificuldade para lidar com jovens da geração Z no mundo corporativo. A pesquisa ouviu 1.864</p><p>pessoas que ocupam, em sua maioria, cargo de gerência nas empresas.</p><p>Giuliani destaca que toda geração tem seus pontos fortes e fracos. No caso dos jovens da geração Z,</p><p>alguns dos pontos fortes são solidariedade e empatia. Por outro lado, a facilidade com que eles têm</p><p>as coisas a seu dispor faz com que não desenvolvam aspectos ligados, por exemplo, à inteligência</p><p>emocional.</p><p>Para a especialista, esta é, ou deveria ser, a maior preocupação dos departamentos de recursos hu-</p><p>10</p><p>manos das empresas. Não saber funções básicas de informática é “só a ponta do iceberg”. Por isso,</p><p>é preciso mapear as fraquezas desses jovens e atuar de forma construtiva para que se desenvolvam</p><p>no mercado de trabalho.</p><p>Fonte: (CRUZ, 2023).</p><p>Agora que você leu a reportagem, pense sobre os desafios de sua geração diante de um mercado de</p><p>trabalho cada vez mais digitalizado e global. Reflita filosoficamente, pois para muitos dos desafios,</p><p>ainda não encontramos boas respostas. Responda as questões abaixo e aproveite para levar suas</p><p>reflexões para a sala de aula quando o tema for foco da aula, ok?!</p><p>a) O que significa “tecnologia”, “trabalho” e “produtividade”? Como esses três componentes se</p><p>relacionam no atual mercado de trabalho?</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>b) Segundo a Agência Brasil, a população de jovens brasileiros com acesso à internet correspondia</p><p>a 92% ou aproximadamente 24,4 milhões em 2022. Já os que nunca tiveram acesso à internet cor-</p><p>respondiam apenas a 940 mil pessoas. Como explicar o fato de que adolescentes acessam diferentes</p><p>mecanismos informacionais e digitais, mas que ainda não são capazes de manipular tais instrumen-</p><p>tos de modo a produzir algo a partir deste uso?</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>c) A tecnologia pode reduzir ou ampliar desigualdades como por exemplo, no acesso às informações</p><p>e no acesso ao mercado de trabalho. Descreve como a tecnologia pode diminuir ou aumentar as</p><p>desigualdades entre as pessoas uma vez que quase toda a população brasileira já tem acesso a ela</p><p>através da internet?</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>d) A tecnologia muda rapidamente e têm alterado com a mesma velocidade os nossos ambientes de</p><p>trabalho. O que esperar do mercado de trabalho no momento em que você for ingressar nele? Como</p><p>estará este ambiente e quais desafios te aguardam para acessá-lo de forma satisfatória?</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>2 - (ENEM 2013): Os produtos e seu consumo constituem a meta declarada do empreendimento</p><p>tecnológico. Essa meta foi proposta pela primeira vez no início da Modernidade, como expectativa de</p><p>que o homem poderia dominar a natureza. No entanto, essa expectativa, convertida em programa</p><p>11</p><p>anunciado por pensadores como Descartes e Bacon e impulsionado pelo Iluminismo, não surgiu “de</p><p>um prazer de poder”, “de um mero imperialismo humano”, mas da aspiração de libertar o homem e</p><p>de enriquecer sua vida, física e culturalmente.</p><p>CUPANI, A. A tecnologia como problema filosófico: três enfoques. Scientiae Studia, São Paulo, v. 2, n. 4, 2004 (adaptado).</p><p>Autores da filosofia moderna, notadamente Descartes e Bacon, e o projeto iluminista concebem a</p><p>ciência como uma forma de saber que almeja libertar o homem das intempéries da natureza. Nesse</p><p>contexto, a investigação científica consiste em</p><p>a) expor a essência da verdade e resolver definitivamente as disputas teóricas ainda existentes.</p><p>b) ser a expressão da razão e servir de modelo para outras áreas do saber que almejam o progresso.</p><p>c) oferecer a última palavra acerca das coisas que existem e ocupar o lugar que outrora foi da filo-</p><p>sofia.</p><p>d) explicitar as leis gerais que permitem interpretar a natureza e eliminar os discursos éticos e reli-</p><p>giosos.</p><p>e) explicar a dinâmica presente entre os fenômenos naturais e impor limites aos debates acadêmi-</p><p>cos.</p><p>3 - (ENEM 2019): O espírito humano controla as máquinas cada vez mais potentes que criou. Mas a</p><p>lógica dessas máquinas artificiais controla cada vez mais o espírito dos cientistas, sociólogos, políti-</p><p>cos e, de modo mais abrangente, todos aqueles que, obedecendo à soberania do cálculo, ignoram</p><p>tudo o que não é quantificável, ou seja, os sentimentos, sofrimentos, alegrias dos seres humanos.</p><p>Essa lógica é assim</p><p>aplicada ao conhecimento e à conduta das sociedades, e se espalha em todos</p><p>os setores da vida.</p><p>MORIN, E. O método 5: a humanidade da humanidade. Porto Alegre: Sulina, 2012 (adaptado).</p><p>No contexto atual, essa crítica proposta por Edgar Morin se aplica à</p><p>a) valorização do paradigma tecnológico.</p><p>b) intensificação das relações interpessoais.</p><p>c) descentralização do poder econômico.</p><p>d) fragmentação do mercado consumidor.</p><p>e) simplificação das atividades laborais.</p><p>12</p><p>Olá, estudante!</p><p>O termo ‘sociedade pós-industrial’ visa identificar a sociedade em que o modelo de produção se</p><p>concentra em sua maior parte em atividades relacionadas a informação, comunicação e criatividade.</p><p>Seu principal produto são os serviços com amplo ingresso em vários domínios da vida social em</p><p>nível global e, portanto, pluricultural. Nesse novo modelo, a tecnologia e a flexibilidade de atuação</p><p>humana transformaram as configurações do trabalho, permitindo desde o trabalho remoto até a</p><p>colaboração global a partir de uma maior automação dos processos produtivos. Lembrando que a</p><p>sociedade pós-industrial é precedida pelas sociedades agrária, mercantil e industrial. Sociedades</p><p>onde as regras eram mais claras e as hierarquias mais imediatas e bem definidas.</p><p>A flexibilidade, geralmente, tende a ser pensada como condição desejável por incutir a ideia de maior</p><p>liberdade, mas em uma sociedade complexa e imediatista, como garantir o bem-estar, a justiça e a</p><p>proteção dos direitos àqueles que trabalham em ambientes menos estruturados e mais complexos</p><p>nas relações entre pessoas e dinâmicas laborais? É sabido que muitas decisões no mundo do traba-</p><p>lho são realizadas individualmente como, por exemplo, ficar ou não em um trabalho desumanizador,</p><p>contudo, muitas escolhas que são individuais guardam fortes impactos nas políticas que dizem res-</p><p>peito ao grupo de cidadãos de um país, pois a superação das desigualdades enfrentadas requer não</p><p>somente esforço individual, mas, sobretudo, esforços coletivos. Por exemplo, em um contexto em</p><p>que o trabalho registrado segue diminuindo e, consequentemente, a contribuição monetária para a</p><p>seguridade social, como garantir políticas públicas preocupadas com a dignidade da aposentadoria</p><p>para os cidadãos que se tornam idosos?</p><p>Esse contexto é ainda mais radicalizado por um mundo do trabalho que se encontra em constante</p><p>transformação empurrado por avanços tecnológicos, globalização e novas formas de organização</p><p>social, inclusive, novas formas de trabalho e de se trabalhar. Nesse cenário acelerado ao tempo da</p><p>tecnologia, a dimensão ética se torna um elemento fundamental para garantir as condições e as con-</p><p>dutas profissionais responsável, justa e humanizada. Vários são os desafios éticos nesses cenários.</p><p>Vamos pensar alguns deles:</p><p>Competitividade acirrada: a busca incessante por produtividade, por fazer mais com menos e a</p><p>busca por consequente resultados e ganhos pode levar empresas e trabalhadores a negligenciarem</p><p>princípios éticos, como honestidade, respeito e responsabilidade pelos outros. Como garantir que a</p><p>negligência não ocorra?</p><p>Cultura do individualismo: o foco no sucesso individual e no ganho individual pode gerar com-</p><p>portamentos antiéticos como a discriminação dos outros, o assédio moral, a trapaça entre colegas</p><p>e a concorrência desleal entre empresas. Como garantir ambientes mais fraternos em um ambiente</p><p>de competitividade?</p><p>Dilemas tecnológicos: Diferentes tecnologias como a inteligência artificial – IA, a automação e a</p><p>coleta de dados que já falamos, trazem novos desafios como manter a privacidade das pessoas, a</p><p>segurança da informação e o trânsito no ambientes virtuais e o uso de informações em benefícios</p><p>unilaterais como o de empresas. Como garantir que os dados pessoais não sejam usados à revelia</p><p>de seus donos?</p><p>Legislação: Nem sempre a regulamentação acompanha a velocidade das mudanças no mundo</p><p>Ética no atual mundo do trabalho.</p><p>TEMA DE ESTUDO:</p><p>13</p><p>de modo geral. Temos visto o aumento dos crimes virtuais e a dificuldade de lidar com os crimes e</p><p>transtornos cometidos nas redes digitais e nos contratos em empresas e trabalhadores. Como garan-</p><p>tir que a novidade tecnológica não crie condições injustas para trabalhadores e empresas?</p><p>Para superar esse tipo de contexto é preciso pensar as novas formas de se trabalhar promovendo</p><p>uma cultura ética entre trabalhadores, empresas e sociedade. Trabalho de conscientização, treina-</p><p>mentos, códigos de conduta e canais de denúncia devem ser promovidos, bem como, a formação de</p><p>pessoas para que aprendam a lidar com os aspectos inéditos do novo mercado de trabalho.</p><p>A ética no trabalho do modo como ele se apresenta hoje deve ser um compromisso individual e co-</p><p>letivo, que exige reflexão crítica de todos e um diálogo constante em busca de soluções criativas e</p><p>que atenda a todos os envolvidos. Ao se construir um ambiente de trabalho inclusivo e ético, pode-se</p><p>pensar em garantir um futuro mais justo, prospero e humanizado para todos. Pense nisso, estudan-</p><p>te, pois daqui um tempo você estará integrando esse mercado de trabalho e a sua atuação ética será</p><p>importante indiferente do status que tiver dentro de uma empresa ou trabalho.</p><p>1 – A cidadania digital envolve mais do que simplesmente “mexer” na internet. Assim</p><p>como a cidadania social, a cidadania digital envolve saber circular pelos espaços digitais de</p><p>forma sábia, segura e gentil com os outros que dividem esses espaços conosco. E você,</p><p>estudante, é um bom cidadão digital? Você sabe se comportar em suas interações digitais?</p><p>Como a cidadania digital impacta no profissional que você se prepara para se tornar no fu-</p><p>turo? Faça o caça-palavras abaixo e veja algumas orientações em torno deste desafio:</p><p>A biotecnologia vai ajudar a erradicação da fome?</p><p>A Assembleia Geral das Nações Unidas estabeleceu dezessete objetivos globais para o desen-</p><p>volvimento sustentável. Um deles é acabar com a fome e promover a agricultura sustentável</p><p>até 2030. Segundo a ONU, em 2018 cerca de 820 milhões de pessoas no mundo não tiveram</p><p>alimentação suficiente. A biotecnologia é capaz de aumentar a disponibilidade de alimentos</p><p>no mundo, mas será que seu uso auxiliaria na erradicação da fome? Foi a essa questão que o</p><p>engenheiro agrônomo Aluízio Borén buscou responder. Segundo o pesquisador:</p><p>“As possibilidades de transformação gênica das espécies vegetais utilizadas como alimentos</p><p>pelo homem são enormes: arroz rico em vitaminas, tomate contendo antioxidantes benéficos</p><p>à saúde humana, amendoim sem proteínas alergênicas, bananas contendo vacinas, soja com</p><p>óleo mais saudável para a dieta de pacientes cardíacos, etc. [...]</p><p>É importante que os produtos desenvolvidos pela biotecnologia continuem sendo rigorosa-</p><p>mente avaliados quanto a sua segurança para a saúde e para o meio ambiente e, aqueles que</p><p>forem considerados seguros, sejam disponibilizados para o produtor. [...]</p><p>A biotecnologia não é a solução para a fome no Brasil, mas é uma das tecnologias que podem</p><p>contribuir para esta solução.”</p><p>BORÉN, A. Biotecnologia & fome. Unimontes Científica, Montes Claros, v. 5, n. 1, jan./jun. 2003. Disponível em:</p><p>http://www.ruc.unimontes.br/index.php/unicientifica/article/view/45/39 . Acesso em: 14 abr. 2020.</p><p>Fonte: (BRAICK, 2020, p. 141).</p><p>ATIVIDADES</p><p>14</p><p>Fo</p><p>nt</p><p>e:</p><p>(N</p><p>ÃO</p><p>E</p><p>XA</p><p>GE</p><p>RE</p><p>, 2</p><p>02</p><p>4)</p><p>.</p><p>2 - (ENEM 2016): A Promessa da tecnologia moderna se converteu em uma ameaça ou essa se as-</p><p>sociou àquela de forma indissolúvel. Ela vai além da constatação da ameaça física. Concebida para a</p><p>felicidade humana, a submissão da natureza, na sobre medida de seu sucesso, que agora se estende</p><p>à própria natureza do homem, conduziu ao maior desafio já posto ao ser humano pela própria ação.</p><p>O novo continente da práxis coletiva que adentramos com a alta tecnologia ainda constitui, para a</p><p>teoria ética, uma terra de ninguém.</p><p>JONAS, H. O princípio da responsabilidade. Rio de janeiro; contraponto; Editora PUC-Rio, 2011 (adaptado).</p><p>As implicações éticas da articulação apresentada no texto impulsionam</p><p>a necessidade de construção</p><p>de um novo padrão de comportamento, cujo objetivo consiste em garantir o (a)</p><p>a) sobrevivência de gerações futuras.</p><p>b) pragmatismo da escolha individual.</p><p>c) valorização de múltiplas etnias.</p><p>d) promoção da inclusão social.</p><p>e) fortalecimento de políticas liberais.</p><p>3 – Leia o texto abaixo e responda as questões que se seguem:</p><p>O futuro do trabalho e o trabalhador do futuro</p><p>Mais do que nunca, tornou-se necessário investir em cursos de qualificação técnica</p><p>Mais do que nunca, tornou-se necessário investir em cursos de qualificação técnica A vertiginosa re-</p><p>volução tecnológica que o mundo experimenta, em que ambientes virtuais disputam a proeminência</p><p>com a realidade física, impõe uma nova forma de enxergar o mundo do trabalho. Diante desse cená-</p><p>rio, são muitas as adaptações necessárias para que empresas e trabalhadores sejam bem-sucedidos.</p><p>Independentemente do que vier a acontecer no futuro próximo, um aspecto parece inquestionável:</p><p>é preciso se preparar para um aprendizado contínuo.</p><p>Duas grandes tendências nos alertam para os desafios que teremos no Brasil nesse campo. A pri-</p><p>meira diz respeito ao fim do bônus demográfico, com a redução do número de trabalhadores que</p><p>entram no mercado em relação aos que o deixam. A segunda está na crescente automatização e na</p><p>15</p><p>digitalização do sistema produtivo, que aumenta a busca por profissionais capazes de lidar com a</p><p>dinâmica de uma economia cada vez mais atrelada à tecnologia.</p><p>Trabalhadores mais qualificados são capazes de utilizar e interpretar as novas tecnologias, ante-</p><p>cipar tendências, e propor produtos inovadores e mais eficientes. O problema é que as mudanças</p><p>ocorrem a uma velocidade superior à capacidade de preparação para os desafios atuais. Na prática,</p><p>isso significa que as novas tecnologias demandam habilidades específicas que não são ensinadas no</p><p>sistema de ensino tradicional. Por isso, mais do que nunca, tornou-se necessário investir em cursos</p><p>de qualificação técnica.</p><p>Estudo do Fórum Econômico Mundial mostra que, em grandes empresas, quase metade dos empre-</p><p>gados precisa passar por algum treinamento todos os anos, seja no próprio ambiente de trabalho,</p><p>seja em instituições que oferecem serviços de educação profissional. No Brasil, apesar do alto de-</p><p>semprego, 34% dos empregadores reportam dificuldades em selecionar pessoas adequadas para as</p><p>vagas abertas. Eles dizem não encontrar candidatos com as habilidades requeridas para os cargos,</p><p>segundo dados do ManpowerGroup.</p><p>De acordo com projeções do Mapa do Trabalho Industrial, lançado no mês passado pelo Serviço</p><p>Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), somente no setor industrial brasileiro, 1,6 milhão de</p><p>empregados precisarão passar por aperfeiçoamento profissional, anualmente, até 2023. Essa neces-</p><p>sidade se dá em virtude das mudanças provocadas pela chamada Indústria 4.0 e da pressão pelo</p><p>aumento da produtividade e da evidência.</p><p>O cenário é desafiador, mas repleto de oportunidades. A demanda por trabalho mais qualificado</p><p>tende a aumentar, com profissões mais analíticas, interativas e não rotineiras ficando em evidência.</p><p>Com máquinas assumindo cada vez mais funções humanas, o diferencial do trabalhador talhado</p><p>para o futuro incidirá sobre competências como pesquisar, avaliar, planejar, elaborar regras e pres-</p><p>crições, interpretar, negociar, coordenar, organizar e usar.</p><p>Com objetivo de jogar luz sobre esse tema, a CNI [Confederação Nacional da Indústria] realiza, nes-</p><p>ta quinta-feira — no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro —, o Seminário “Pelo Futuro do Trabalho”,</p><p>em parceria com as principais autoridades dos trabalhadores do país. Especialistas e líderes vão</p><p>debater as abruptas transformações ocorridas nos sistemas produtivos e analisar suas conclusões.</p><p>Uma coisa é certa: em um mundo cada vez mais disruptivo, governo, empresários e trabalhadores</p><p>devem se unir para fazer frente ao desafio de promover uma contínua e eficaz qualificação da mão</p><p>de obra, fator indispensável para o crescimento sustentado da economia.</p><p>Como ensina Richard Branson, [...] um dos mais visionários empreendedores do nosso tempo: “Ca-</p><p>pacite bem os seus colaboradores para que eles possam partir. Trate-os bem para que eles prefiram</p><p>ficar”. É basicamente o mesmo ensinamento proclamado, no século passado, pelo lendário Henry</p><p>Ford: “Só há uma coisa pior do que formar colaboradores e eles partirem. É não os formar e eles</p><p>permanecerem”.</p><p>Fonte: (CAMPOS, 2020, P. 44.)</p><p>a) Sempre que se deparar com palavras desconhecidas, estudante, grife essas palavras e busque os</p><p>seus significados no dicionário. Não permita que palavras desconhecidas dificultem a compreensão</p><p>do texto lido. Todo bom leitor tem um dicionário ao seu lado.</p><p>b) Conforme o texto, o que será considerado um trabalhador qualificado neste novo mundo do tra-</p><p>balho? Quais os desafios colocados a ele?</p><p>c) Como a tecnologia moldou esse novo ambiente de trabalho? Quais são as características</p><p>desse novo mercado de trabalho?</p><p>16</p><p>BRAICK, Patrícia Ramos; et. al. Moderna Plus: Ciências humanas e sociais aplicadas:</p><p>Trabalho, ciência e tecnologia. Vol. 3. São Paulo: Moderna, 2020.</p><p>BRASIL. Ministério da Educação. Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM 2013 PPL. INEP</p><p>- Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. 1° Dia, Caderno 1</p><p>Azul, Questão 69. Disponível em: https://tinyurl.com/bdezwx6n. Acesso em: 20 mar. 2024.</p><p>BRASIL. Ministério da Educação. Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM 2016 PPL. INEP</p><p>- Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. 1° Dia, Caderno</p><p>1 Rosa, Questão 64. Disponível em: https://tinyurl.com/bdezwx6n. Acesso em: 20 mar.</p><p>2024.</p><p>BRASIL. Ministério da Educação. Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM 2019 PPL. INEP</p><p>- Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. 1° Dia, Caderno 1</p><p>Azul, Questão 69. Disponível em: https://tinyurl.com/bdezwx6n. Acesso em: 20 mar. 2024.</p><p>CAMPOS, Maria Tereza Rangel Arruda; et al. Multiversos: Linguagens: No mundo do</p><p>trabalho. 1. ed. São Paulo: FTD, 2020.</p><p>CRUZ, Elaine Patrícia. Pesquisa mostra que 95% das crianças e adolescentes acessam</p><p>internet. Agência Brasil, São Paulo, 25 out. 2023. Disponível em: https://agenciabrasil.</p><p>ebc.com.br/geral/noticia/2023-10/pesquisa-mostra-que-95-das-criancas-e-adolescentes-</p><p>-acessam-internet#:~:text=Em%202022%2C%20a%20popula%C3%A7%C3%A3o%20</p><p>com,correspondiam%20a%20940%20mil%20pessoas. Acesso em: 27 maio 2024.</p><p>CYBORG (DC Comics). In: WIKIPÉDIA: a enciclopédia livre. [San Francisco, CA: Wikimedia</p><p>Foundation, 2017]. 1980. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Cyborg_%28DC_</p><p>Comics%29 . Acesso em: 16 maio 2024.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Ge-</p><p>rais: ensino médio. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de</p><p>Minas Gerais, Belo Horizonte, 2022. Disponível em: https://curriculoreferencia.educacao.</p><p>mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg Acesso em: 03 abr. 2024.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino médio.</p><p>Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, Belo</p><p>Horizonte, 2024. Disponível em: https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/</p><p>plano-de-cursos-crmg. Acesso em: 03 abr. 2024.</p><p>NÃO Exagere. In. Internet Segura. [S.l.: s.n.], s/d. Disponível em: https://internetsegura.</p><p>br/. Acesso em: 29 maio 2024.</p><p>SIEBER, Allan. Histórias de amor 2.0. [S.l.: s.n.], s/d. Disponível em: www.allansie-</p><p>ber.com. Acesso em: 16 maio 2024.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>17</p><p>Olá, estudante!</p><p>A disciplina de Geografia desempenha um papel fundamental ao nos ajudar a compreender o mundo</p><p>que nos cerca. Um dos recursos essenciais para explorar e fixar esse conhecimento é a realização</p><p>das atividades propostas neste caderno do estudante, especialmente projetadas para aprimorar</p><p>nossa compreensão prática e teórica da Geografia. Ele foi elaborado com base nas habilidades e nos</p><p>objetos do conhecimento da grande área das Ciências</p><p>Humanas e Sociais Aplicadas.</p><p>As atividades do caderno do estudante oferecem uma oportunidade única de aplicar o conhecimento</p><p>adquirido em sala de aula. Você irá desenvolver habilidades que são cruciais não apenas para a disci-</p><p>plina de Geografia, mas também para outras áreas do conhecimento e para sua vida como um todo.</p><p>Outro ponto crucial é que, as atividades proporcionam uma forma estruturada de revisar e conso-</p><p>lidar o conteúdo estudado. Ao completar as atividades, você reforça conceitos-chave e identifica</p><p>lacunas no seu aprendizado, permitindo que você busque esclarecimentos adicionais e se prepare</p><p>de maneira mais eficaz para avaliações.</p><p>As atividades deste caderno tem como proposta fazer uma reflexão sobre os impactos das mudanças</p><p>climáticas em várias regiões do mundo, e analisar os efeitos dessas mudanças no Brasil, em especial</p><p>sobre o estado do Rio Grande do Sul. A tragédia no Rio Grande do Sul serve como um alerta para</p><p>a urgência de ações concretas para combater as mudanças climáticas e proteger as comunidades</p><p>vulneráveis aos seus impactos.</p><p>Portanto, ao realizar as atividades deste caderno, você não está apenas completando uma tarefa</p><p>escolar, mas sim investindo em sua própria formação integral. Aproveite essa oportunidade para</p><p>explorar, aprender e se desenvolver como estudante e cidadão do mundo.</p><p>Abrace o desafio, mergulhe de cabeça e descubra o seu próprio potencial.</p><p>Você está pronto para abraçar o desafio?</p><p>Mudanças climáticas e as inundações do Rio Grande do Sul</p><p>Nos últimos anos, temos testemunhado mudanças significativas em nosso planeta que estão mol-</p><p>dando o futuro que iremos herdar. As mudanças climáticas se referem às alterações prolongadas</p><p>nos padrões meteorológicos globais, como aumento das temperaturas médias, eventos climáticos</p><p>extremos e derretimento de geleiras.</p><p>A governança climática, por outro lado, refere-se ao conjunto de políticas, acordos internacionais,</p><p>MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS - MAPA</p><p>ANO DE ESCOLARIDADE</p><p>1º Ano</p><p>ÁREA DE CONHECIMENTO</p><p>Ciências Humanas e Sociais Aplicadas</p><p>COMPONENTE CURRICULAR</p><p>Geografia</p><p>REFERÊNCIA</p><p>Ensino Médio</p><p>ANO LETIVO</p><p>2024</p><p>Governança global do clima: mudanças climáticas e as inundações no Rio Grande do Sul.</p><p>TEMA DE ESTUDO:</p><p>18</p><p>regulamentações e práticas que países e organizações implementam para enfrentar as mudanças</p><p>climáticas. Essas estruturas são essenciais para coordenar esforços globais e nacionais visando miti-</p><p>gar os impactos das mudanças climáticas e adaptar-se às suas consequências inevitáveis.</p><p>No centro da governança climática está o Acordo de Paris de 2015, um marco internacional onde</p><p>quase todos os países se comprometeram a reduzir suas emissões de gases de efeito estufa e limitar</p><p>o aquecimento global.</p><p>Nos últimos anos, o Rio Grande do Sul tem enfrentado desafios crescentes devido às mudanças cli-</p><p>máticas, especialmente no que diz respeito às inundações. As mudanças climáticas têm contribuído</p><p>para aumentar a frequência e intensidade das chuvas extremas na região, resultando em inundações</p><p>que afetam comunidades e infraestruturas.</p><p>Os cientistas indicam que o aumento das temperaturas globais pode intensificar esse padrão de</p><p>eventos extremos, tornando as inundações mais frequentes e severas. Isso ocorre porque o aque-</p><p>cimento do planeta aumenta a evaporação da água dos oceanos, levando a um maior transporte de</p><p>umidade para o continente, o que pode resultar em chuvas mais intensas e prolongadas.</p><p>Diante desse cenário, é crucial que sejam adotadas medidas de adaptação e mitigação. Isso inclui</p><p>investimentos em infraestrutura resiliente, como sistemas de drenagem e barragens, além de políti-</p><p>cas de planejamento urbano que considerem os riscos associados às mudanças climáticas.</p><p>Compreender a governança climática e as mudanças climáticas não é apenas uma questão de co-</p><p>nhecimento, mas de responsabilidade.</p><p>Estudante, cada atividade é uma oportunidade para expandir nossos horizontes mentais e aprimorar</p><p>nossas habilidades de pensamento crítico. Que as atividades propostas sejam o início de uma jorna-</p><p>da transformadora de descoberta e aprendizado. Bons estudos!</p><p>1 - Quais atitudes o ser humano pode tomar para reduzir ou minimizar as consequências do aque-</p><p>cimento global?</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>2 - (ENEM 2016) O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (na sigla em inglês, IPCC)</p><p>prevê que nas próximas décadas o planeta passará por mudanças climáticas e propõe estratégias</p><p>de mitigação e adaptação a elas. As estratégias de mitigação são direcionadas à causa dessas mu-</p><p>danças, procurando reduzir a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera. As estratégias</p><p>de adaptação, por sua vez, são direcionadas aos efeitos dessas mudanças, procurando preparar os</p><p>sistemas humanos às mudanças climáticas já em andamento, de modo a reduzir seus efeitos nega-</p><p>tivos.</p><p>(IPCC, 2014. Climate Change 2014: synthesis report.)</p><p>Considerando as informações do texto, qual ação representa uma estratégia de adaptação?</p><p>a) Construção de usinas eólicas.</p><p>b) Tratamento de resíduos sólidos.</p><p>ATIVIDADES</p><p>19</p><p>c) Aumento da eficiência dos veículos.</p><p>d) Adoção de agricultura sustentável de baixo carbono.</p><p>e) Criação de diques de contenção em regiões costeiras.</p><p>3 - (ENEM 2016): Segundo a Conferência de Quioto, os países centrais industrializados, responsá-</p><p>veis históricos pela poluição, deveriam alcançar a meta de redução de 5,2% do total de emissões</p><p>segundo níveis de 1990. O nó da questão é o enorme custo desse processo, demandando mudanças</p><p>radicais nas indústrias para que se adaptem rapidamente aos limites de emissão estabelecidos e</p><p>adotem tecnologias energéticas limpas. A comercialização internacional de créditos de sequestro</p><p>ou de redução de gases causadores do efeito estufa foi a solução encontrada para reduzir o custo</p><p>global do processo. Países ou empresas que conseguirem reduzir as emissões abaixo de suas metas</p><p>poderão vender este crédito para outro país ou empresa que não consiga.</p><p>BECKER, B. Amazônia: geopolítica na virada do II milênio. Rio de Janeiro: Garamond, 2009.</p><p>As posições contrárias à estratégia de compensação presente no texto relacionam-se à ideia de que</p><p>ela promove</p><p>a) retração nos atuais níveis de consumo.</p><p>b) surgimento de conflitos de caráter diplomático.</p><p>c) diminuição dos lucros na produção de energia.</p><p>d) desigualdade na distribuição do impacto ecológico.</p><p>e) decréscimo dos Índices de desenvolvimento econômico.</p><p>4 - (ENEM 2020) – Os fundamentos da meteorologia tropical, como mostrou Richard Grove, foram</p><p>estabelecidos durante o grande El Niño de 1790-91, que, além de levar a seca e a fome a Madras e</p><p>Bengala, desmantelou a agricultura em várias colônias caribenhas da Inglaterra. Pela primeira vez,</p><p>medições meteorológicas simultâneas, milhares de milhas distantes entre si, sugeriram que aquelas</p><p>condições de tempo extremo talvez estivessem associadas em todos os trópicos — uma ideia que só</p><p>seria completamente desenvolvida durante a seca global de 1876-78.</p><p>DAVIS, M. Holocaustos coloniais: clima, fome e imperialismo na formação do Terceiro Mundo. Rio de Janeiro; São Paulo:</p><p>Record, 2002.</p><p>O fenômeno climático citado ocorre periodicamente e tem como causa o aumento da</p><p>a) atuação da Massa Equatorial Continental.</p><p>b) velocidade dos ventos no Hemisfério Sul.</p><p>c) atividade vulcânica no Círculo do Fogo.</p><p>d) temperatura das águas do Pacífico.</p><p>e) liquefação das geleiras no Ártico.</p><p>5 - Como o Protocolo de Kyoto e o Acordo de Paris contribuem para a governança global do clima?</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>20</p><p>6 - De que maneira a justiça</p><p>climática está relacionada à governança global do clima?</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>7 - Quais são as principais barreiras e desafios na implementação de políticas climáticas eficazes em</p><p>escala global?</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>8 - Como as mudanças do clima afetam a biodiversidade e os ecossistemas brasileiros? E quais</p><p>medidas o Brasil tem adotado para combater as mudanças climáticas?</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>21</p><p>INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA (INEP).</p><p>Provas e Gabaritos - ENEM. Disponível em: https://www.gov.br/inep/pt-br/areas-de-atuacao/</p><p>avaliacao-e-exames-educacionais/enem/provas-e-gabaritos. Acesso em: 28 junho de 2024.</p><p>INFOESCOLA. Aquecimento Global - Exercícios. Disponível em: https://www.infoescola.com/ge-</p><p>ografia/aquecimento-global/exercicios/. Acesso em: 28 junho de 2024.</p><p>LUCCI, E. A. Território e Sociedade no Mundo Globalizado. 3º ano. 3 ed. São Paulo: Saraiva,</p><p>2017.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais:</p><p>Ensino Médio. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Ge-</p><p>rais, Belo Horizonte, 2022. Disponível em: https://acervodenoticias.educacao.mg.gov.br/images/</p><p>documentos/Curr%C3%ADculo%20Refer%C3%AAncia%20do%20Ensino%20M%C3%A9dio.pdf.</p><p>Acesso em 07 de fevereiro de 2024.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria de Estado da Educação. Currículo Referência de Minas Gerais: Ensino</p><p>Médio. Planos de Curso. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de</p><p>Minas Gerais. Belo Horizonte, 2024. Disponível em: https://docs.google.com/document/d/1r2sUe-</p><p>t7WYgMadkr3sj5yakK_PNzrj9903nb-wowtEPg/edit. acesso em 07 de fevereiro de 2024.</p><p>MINAS GERAIS. Currículo Referência de Minas Gerais. Planos de Curso - Ensino Médio. Ci-</p><p>ências Humanas e Sociais Aplicadas. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educa-</p><p>dores de Minas Gerais. Belo Horizonte. 2024. Disponível em: https://curriculoreferencia.educacao.</p><p>mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg. acesso em 07 de fevereiro de 2024.</p><p>MOREIRA, João Carlos, SENE, Eustáquio de, Geografia Geral e do Brasil: Espaço Geográfico</p><p>e Globalização. Geografia – Ensino Médio. 3º Edição, São Paulo – 2016. Editora Scipione.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>22</p><p>Olá, estudante!</p><p>O processo de invasão, ocupação e espoliação dos territórios ameríndios forjou as nações america-</p><p>nas contemporâneas. Do sincretismo entre os povos originários, os escravizados africanos e os inva-</p><p>sores europeus, surgiu um caldeirão de culturas locais e regionais que engrandecem a experiência</p><p>humana. Dos seus pontos negativos e positivos, vamos conversar sobre esse processo de dominação</p><p>das nações europeias sobre os espaços do Novo Mundo a partir do século XVI.</p><p>Colonização Espanhola na América: foi marcada por uma busca intensa por ouro e riquezas,</p><p>resultando em um sistema de exploração cruel dos povos nativos. Os espanhóis estabeleceram um</p><p>sistema administrativo centralizado, com foco na extração de recursos e no enriquecimento da Co-</p><p>roa. Além disso, a imposição da cultura e da religião católica contribuiu para a assimilação forçada</p><p>dos povos indígenas e a marginalização das culturas nativas. O sistema de encomienda permitiu a</p><p>distribuição de terras para os espanhóis e seus descendentes e o uso dos nativos como mão de obra,</p><p>perpetuando o domínio espanhol na região.</p><p>Colonização Francesa na América: foi caracterizada por um sistema de exploração mais voltado</p><p>para o comércio de peles e estabelecimento de colônias comerciais. Economicamente, o foco estava</p><p>no comércio de peles de animais, enquanto, administrativamente, as colônias francesas eram mais</p><p>descentralizadas, com maior autonomia local. Culturalmente, houve uma influência significativa na</p><p>gastronomia, mas as práticas culturais indígenas foram relativamente preservadas.</p><p>Colonização Inglesa na América: foi marcada pela busca por terras para o estabelecimento de</p><p>colônias agrícolas e religiosas. Economicamente, as colônias inglesas prosperaram com a agricultura,</p><p>o comércio e a indústria naval. Politicamente, as colônias desenvolveram sistemas representativos</p><p>e parlamentares que influenciaram o desenvolvimento democrático futuro. Culturalmente, houve a</p><p>preservação de algumas práticas nativas e a disseminação da língua inglesa e da cultura protestante</p><p>calvinista.</p><p>Colonização Portuguesa na América: foi centrada no estabelecimento de feitorias comerciais</p><p>e na exploração de recursos naturais, principalmente o pau-brasil. A colônia portuguesa dependia</p><p>da exportação de produtos tropicais e do comércio de escravizados africanos. Culturalmente, houve</p><p>uma forte influência da língua portuguesa e da religião católica, com a assimilação de elementos</p><p>indígenas e africanos, resultando em uma cultura miscigenada e diversificada.</p><p>Bons estudos!</p><p>MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS - MAPA</p><p>ANO DE ESCOLARIDADE</p><p>1º Ano</p><p>ÁREA DE CONHECIMENTO</p><p>Ciências Humanas e Sociais Aplicadas</p><p>COMPONENTE CURRICULAR</p><p>História</p><p>REFERÊNCIA</p><p>Ensino Médio</p><p>ANO LETIVO</p><p>2024</p><p>Colonização das Américas.</p><p>TEMA DE ESTUDO:</p><p>23</p><p>1 - (Fuvest-1997): No Brasil e no Caribe, a escravidão africana constituiu-se na principal modalidade</p><p>de trabalho. Na América de colonização espanhola - México, Peru - predominou o trabalho indígena</p><p>compulsório. Explique as origens dessas diferenças.</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>2 - (Fuvest-2001): “Em suma, a combinação de eficiência técnica e convicção mística, submetidas</p><p>ambas à expansão comercial e ao poder político foi a característica (…) da conquista espanhola na</p><p>América.” David A. Brading, Orbe indiano.</p><p>Com base no texto, estabeleça as relações entre:</p><p>a) Avanços tecnológicos e expansão comercial.</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>b) Poder político da Coroa Espanhola e Igreja Católica.</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>3 - (UNICAMP-2007): Depois da conquista da América pelos espanhóis, ocorreu uma explosão po-</p><p>pulacional de gado, porcos, carneiros e cabras, os quais causaram grandes danos às plantações</p><p>de milho indígenas, que não eram protegidas. As medidas tomadas pela população indígena eram,</p><p>muitas vezes, ineficazes. Os conquistadores preferiam o gado. Bois e carneiros eram protegidos pela</p><p>lei, pelos costumes e pelos sentimentos espanhóis. As leis que protegiam a pecuária na Península</p><p>Ibérica foram exportadas para o México e permitiam que o gado pastasse em propriedade alheia. Os</p><p>animais destruidores eram, afinal, propriedade dos vitoriosos; a agricultura, dos derrotados.</p><p>(Adaptado de Kenneth Maxwell, “Morte e sobrevivência”. Folha de S. Paulo, 11/08/2002, Mais!, p. 8.)</p><p>a) Segundo o texto, por que a agricultura indígena foi prejudicada após a conquista da América?</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>b) Indique dois outros efeitos da conquista da América sobre as populações indígenas.</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>ATIVIDADES</p><p>24</p><p>c) O que foi a encomienda, utilizada pela colonização espanhola na América?</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>4 - (FGV): A conquista colonial inglesa resultou no estabelecimento de três áreas com características</p><p>diversas na América do Norte. Com relação às chamadas “colônias do sul”, é correto afirmar:</p><p>a) Baseava-se, sobretudo, na economia familiar e desenvolveu uma ampla rede de relações comer-</p><p>ciais com as colônias do Norte e com o Caribe.</p><p>b) Baseava-se em uma forma de servidão temporária que submetia os colonos pobres a um conjunto</p><p>de obrigações em relação aos grandes proprietários de terras.</p><p>c) Baseava-se em uma economia escravista voltada principalmente para o mercado externo de pro-</p><p>dutos, como o tabaco e o algodão.</p><p>d) Consolidou-se como o primeiro grande polo industrial da América com a transferência de diversos</p><p>produtores de tecidos vindos da região de Manchester.</p><p>e) Caracterizou-se pelo emprego de mão de obra assalariada e pela presença da grande propriedade</p><p>agrícola monocultora.</p><p>5 - Quando o intelectual e político francês Alexis de Tocqueville esteve nos Estados Unidos percebeu</p><p>que a organização política daquele país tinha uma relação muito íntima com fatores culturais como</p><p>o de se encarar o trabalho como virtude. Esses traços culturais vistos por Tocqueville, em grande</p><p>parte, derivam:</p><p>a) da cultura ibérica, em especial da hispânica.</p><p>b) das culturas pré-colombianas, em especial das tribos apaches.</p><p>c) das colonização francesa, que antecedeu a inglesa.</p><p>d) dos judeus, que migraram em massa para os EUA nos século XVI.</p><p>e) da religião puritana (calvinismo inglês).</p><p>6 - (UFRRJ): O texto abaixo trata das incursões francesas na América; entretanto, essas ainda não</p><p>representavam que a França tivesse dado início à sua expansão.</p><p>“Ao longo do século XVI, os franceses estiveram na América, mas isso não significava uma atitude</p><p>sistemática e coerente desenvolvida pela Coroa. Era, no mais das vezes, atuação de corsários e uns</p><p>poucos indivíduos. Como exemplo, pode-se mencionar as invasões do litoral brasileiro, (…) e algu-</p><p>mas visitas à América do Norte.”</p><p>(FARIA, R. de M. e outros. História para o ensino médio. Belo Horizonte:Lê, 1998,p.182).</p><p>Entre os motivos que levaram a França a iniciar tardiamente sua expansão marítima e comercial,</p><p>podemos destacar:</p><p>a) os problemas internos ligados à consolidação do Estado Nacional.</p><p>b) a derrota da França na violenta guerra contra a Alemanha.</p><p>c) a falta de associação entre a Coroa e a burguesia francesa.</p><p>25</p><p>d) dos judeus, que migraram em massa para os EUA nos século XVI.</p><p>e) da religião puritana (calvinismo inglês).</p><p>6 - (UFRRJ): O texto abaixo trata das incursões francesas na América; entretanto, essas ainda não</p><p>representavam que a França tivesse dado início à sua expansão.</p><p>“Ao longo do século XVI, os franceses estiveram na América, mas isso não significava uma atitude</p><p>sistemática e coerente desenvolvida pela Coroa. Era, no mais das vezes, atuação de corsários e uns</p><p>poucos indivíduos. Como exemplo, pode-se mencionar as invasões do litoral brasileiro, (…) e algu-</p><p>mas visitas à América do Norte.”</p><p>(FARIA, R. de M. e outros. História para o ensino médio. Belo Horizonte:Lê, 1998,p.182).</p><p>Entre os motivos que levaram a França a iniciar tardiamente sua expansão marítima e comercial,</p><p>podemos destacar:</p><p>a) os problemas internos ligados à consolidação do Estado Nacional.</p><p>b) a derrota da França na violenta guerra contra a Alemanha.</p><p>c) a falta de associação entre a Coroa e a burguesia francesa.</p><p>d) a violenta disputa entre calvinistas e luteranos.</p><p>e) A não inclusão das classes superiores no projeto expansionista.</p><p>7 - Leia o trecho abaixo para realizar a atividade a seguir:</p><p>“Durante a colonização européia das Américas, os europeus fizeram tudo o que podiam para igno-</p><p>rar as conquistas agrícolas dos ameríndios e se propuseram a substituir os ecossistemas agrícolas</p><p>indígenas por suas próprias culturas e métodos. Nesse empreendimento, eles tiveram um sucesso</p><p>bastante limitado e descobriram que suas colheitas eram muitas vezes mal adaptadas. Ainda assim,</p><p>suas populações floresceram à medida que determinavam por tentativa e erro quais de suas culturas</p><p>europeias tradicionais poderiam ser cultivadas no ambiente do Novo Mundo e quais das culturas</p><p>indígenas deveriam ser incorporadas em seu repertório agrícola.</p><p>Os sistemas de encomienda e hacienda tiveram efeitos devastadores sobre os indígenas e seu</p><p>modo de vida. Os ameríndios foram confrontados com uma variedade de colheitas das quais não</p><p>tinham experiência e ficaram com tempo insuficiente para cultivar suas próprias colheitas enquanto</p><p>cuidavam dos campos de seus mestres ou trabalhavam em minas úmidas e escuras. Muitos morre-</p><p>ram de fome ou foram trabalhados até a morte, deixando grandes faixas de plantações tradicionais</p><p>sem cuidados.</p><p>A população de ameríndios também foram dizimados pela doença. Os europeus trouxeram sa-</p><p>rampo, varíola, gripe e a peste bubônica através do Atlântico, com consequências terríveis para as</p><p>populações indígenas que nunca haviam sido expostas a essas doenças. Havia pelo menos 60</p><p>milhões de pessoas na América do Norte, Central e do Sul antes do primeiro contato europeu em</p><p>1492 e, provavelmente por meados de 1600 56 milhões tinham morrido, 90% de toda a população</p><p>indígena pré-colombiana”.</p><p>Fonte: (HANCOCK, 2022).</p><p>26</p><p>Após a leitura do texto, encontre e circule as palavras no diagrama abaixo, que estão destacadas no</p><p>texto. Em seguida, escolha duas dessas palavras e explique no quadro o que significam.</p><p>Palavra Explicação</p><p>27</p><p>Olá, estudante!</p><p>Você estudou sobre o processo de colonização. Agora vamos abordar um dos temas mais relevantes</p><p>dentro desse processo: os povos originários das Américas. Durante muito tempo usou-se o termo</p><p>“descoberta das Américas” ou “descoberta do Brasil”. Hoje, é consenso entre os historiadores que</p><p>esse termo não é bem empregado, uma vez que não é possível descobrir um território que já estava</p><p>habitado. Nesse sentido, esse será o contexto em que veremos um dos maiores encontros de civili-</p><p>zações de todos os tempos.</p><p>Nas atividades apresentadas neste caderno, trataremos dos povos Incas, Maias e Astecas, civiliza-</p><p>ções muito bem estruturadas, assim como a população indígena brasileira. Isso nos permitirá com-</p><p>preender um pouco de como era a vida nas Américas antes da chegada dos europeus - e entender</p><p>que ela existia, de forma muito complexa, antes da chegada deles.</p><p>Nosso país é lar de diversidade e culturas ancestrais que foram fundamentais para a construção da</p><p>nossa identidade nacional. Esses múltiplos povos e etnias, vale ressaltar, não ficaram presos no pas-</p><p>sado: existe uma gama de povos indígenas que ainda vivem no Brasil e lutam, todos os dias, para</p><p>manter vivas as suas tradições, cultura e saberes. Essa associação do indígena apenas ao passado</p><p>e, sobretudo, uma forma preconceituosa de afastá-los da realidade e colocá-los sempre como algo</p><p>atrasado, que já foi e não existe mais.</p><p>O objetivo dessas atividades, para além do conhecimento fundamental referente ao tema, é sensibi-</p><p>lizar você, estudante, sobre a importância de conhecer e valorizar os povos originários, promovendo</p><p>uma visão de educação mais inclusiva e plural.</p><p>Bons estudos!</p><p>A leitura do texto abaixo irá te auxiliar a responder às questões 01, 02 e 03.</p><p>Incas, Maias e Astecas</p><p>Incas, Maias e Astecas foram civilizações</p><p>pré-colombianas que habitavam o atual continente ame-</p><p>ricano em diferentes épocas. São conhecidas por representarem grandes impérios com complexos</p><p>sistemas organizacionais e culturais.</p><p>Esses povos surgiram antes do aparecimento dos primeiros europeus em terras americanas, por isso</p><p>são classificados como pré-colombianos (referência a Cristóvão Colombo, um dos primeiros explora-</p><p>dores da Europa a chegar às Américas).</p><p>Atualmente, muitas pessoas confundem a localidade e o período em que cada uma dessas civiliza-</p><p>ções surgiu, assim como as suas particularidades, por exemplo.</p><p>A construção e o desenvolvimento de complexas organizações sociais, econômicas e políticas, além</p><p>das grandiosas obras arquitetônicas, são algumas das características em comum entre os maias, os</p><p>astecas e os incas.</p><p>Fonte: (Arellano, 2024)</p><p>Povos originários da América.</p><p>TEMA DE ESTUDO:</p><p>ATIVIDADES</p><p>28</p><p>1 - Após a leitura do texto de apoio e baseado em seus conhecimento, complete o quadro abaixo:</p><p>Povos Região</p><p>Possuíam um</p><p>idioma próprio?</p><p>Qual?</p><p>A mobilida-</p><p>de social era</p><p>possível?</p><p>Desenvolveram</p><p>um padrão de</p><p>escrita?</p><p>Maias</p><p>Incas</p><p>Astecas</p><p>2 - Qual das seguintes afirmações é correta em relação às civilizações pré-colombianas mencionadas</p><p>no texto?</p><p>a) Os Maias surgiram por volta do século XIV na região sul do México.</p><p>b) Os Incas desenvolveram um sistema matemático baseado em cordas e nós.</p><p>c) Os Astecas dominaram a região da Cordilheira dos Andes.</p><p>d) Os Maias foram os últimos a surgir entre essas civilizações.</p><p>e) Os Incas falavam o dialeto nahuatl.</p><p>3 - Qual das seguintes características NÃO é uma diferença mencionada entre os Incas, Maias e</p><p>Astecas no texto?</p><p>a) Área geográfica de domínio.</p><p>b) Período de surgimento.</p><p>c) Sistema de escrita.</p><p>d) Língua oficial.</p><p>e) São povos que existiam ou existiram antes da chegada dos Europeus.</p><p>4 - “Os cachorros faziam parte da vida dos povos da Mesoamérica, independente da localização</p><p>ou cultura e, através de toda a região, eram reconhecidos como seres liminares, pertencentes não</p><p>somente ao mundo natural e dos humanos, mas a este nível de existência e ao próximo. Astecas,</p><p>Maias e Tarascanos acreditavam que os cães pudessem viajar entre os mundos, auxiliar as almas dos</p><p>mortos, advertir os vivos de perigos e, ao mesmo tempo, servir como fonte de alimento, companhia</p><p>e proteção na vida cotidiana. Os cachorros dos povos indígenas são frequentemente retratados sem</p><p>coleiras porque parecia haver uma crença de que elas poderiam restringir o movimento deles entre</p><p>os mundos”.</p><p>Fonte: (MARK, 2024).</p><p>5 - Qual das seguintes afirmações melhor reflete a crença dos povos da Mesoamérica em</p><p>relação aos cachorros?</p><p>a) Os cachorros eram vistos como simples animais de estimação, sem qualquer significado espiritual.</p><p>b) Cães eram considerados exclusivamente como fonte de alimento e proteção contra predadores.</p><p>c) Crença de que os cachorros poderiam viajar entre diferentes mundos e auxiliar as almas dos</p><p>mortos.</p><p>d) Os cachorros eram mantidos apenas como companhia para as crianças.</p><p>e) Cachorros eram utilizados principalmente para proteger as plantações.</p><p>29</p><p>6 - “Os costumes dos Tupis ou Tupinambás são mais conhecidos por causa dos registros que deles</p><p>fizeram os jesuítas e os viajantes estrangeiros durante o Período Colonial. O mesmo, entretanto, não</p><p>ocorreu com os tapuias, considerados pelos colonizadores o exemplo máximo da barbárie e selvage-</p><p>ria. (...) Os tupinambás moravam em malocas. Cada grupo local ou “tribo” tupinambá se compunha</p><p>de cerca de 6 a 8 malocas. A população dessas tribos girava em torno de 200 indivíduos, mas podia</p><p>atingir até 600. Viviam da caça, coleta, pesca, além de praticarem a agricultura, sobretudo de tubér-</p><p>culos, como a mandioca e a horticultura. A divisão de trabalho era por sexo, cabendo aos homens as</p><p>primeiras atividades e às mulheres o trabalho agrícola, exceto a abertura das clareiras para plantar,</p><p>feita à base da “queimada”, tarefa essencialmente masculina. O plantio e a colheita, o preparo das</p><p>comidas e o artesanato (confecção de vasos de argila, redes, etc) eram trabalhos femininos. Ins-</p><p>trumentos de guerra - arcos e flechas, maças, lanças - eram feitos pelos homens. Os artefatos de</p><p>guerra ou de trabalho eram de madeira e pedra, e desta última eram inclusive os machados com que</p><p>cortavam madeira para vários fins”.</p><p>IBGE. Território brasileiro e povoamento. Modos de vida dos Tupinambás ou Tupis. Brasil 500 anos (IBGE), [s.l], [2024].</p><p>Disponível em: https://brasil500anos.ibge.gov.br/territorio-brasileiro-e-povoamento/historia-indigena/modos-de-vida-dos-</p><p>-tupinamba-ou-tupis.html (Adaptado). Acesso em: 25 jun. 2024.</p><p>Como era dividido o trabalho entre homens e mulheres na sociedade tupinambá, de acordo com o</p><p>texto?</p><p>a) As mulheres realizavam atividades de caça e pesca, enquanto os homens cuidavam da agricultura.</p><p>b) Os homens eram responsáveis pela agricultura, enquanto as mulheres se dedicavam à fabricação</p><p>de artefatos de guerra.</p><p>c) As mulheres realizavam a abertura das clareiras para plantio através da queimada, enquanto os</p><p>homens cuidavam da colheita.</p><p>d) Os homens eram responsáveis pelo preparo das comidas e pelo artesanato, enquanto as mulhe-</p><p>res se dedicavam à caça.</p><p>e) As mulheres realizavam todas as atividades agrícolas, enquanto os homens cuidavam da caça e</p><p>pesca.</p><p>7 - Leia o texto para responder o que se pede.</p><p>“A população indígena do país chegou a 1.693.535 pessoas em 2022, o que representa 0,83% do</p><p>total de habitantes. Um pouco mais da metade (51,2%) estava concentrada na Amazônia Legal.</p><p>Em 2010, quando foi realizado o Censo anterior, foram contados 896.917 indígenas no país. Isso</p><p>equivale a um aumento de 88,82% em 12 anos, período em que esse contingente quase dobrou. O</p><p>crescimento do total da população nesse mesmo período foi de 6,5%. De acordo com a responsável</p><p>pelo projeto de Povos e Comunidades Tradicionais do IBGE, Marta Antunes, o aumento do número</p><p>de indígenas no período intercensitário é explicado majoritariamente pelas mudanças metodológi-</p><p>cas feitas para melhorar a captação dessa população. ‘Só com os dados por sexo, idade e etnia e</p><p>os quesitos de mortalidade, fecundidade e migração será possível compreender melhor a dimensão</p><p>demográfica do aumento do total de pessoas indígenas entre 2010 e 2022, nos diferentes recortes.</p><p>Além disso, existe o fato de termos ampliado a pergunta ‘você se considera indígena?’ para fora das</p><p>terras indígenas. Em 2010, vimos que 15,3% da população que respondeu dentro das Terras Indí-</p><p>genas que era indígena vieram por esse quesito de declaração’, explica”.</p><p>Fonte: (CABRAL, 2023).</p><p>30</p><p>Muitas vezes, quando pensamos em indígenas, sempre os relacionamos com o passado. No entanto,</p><p>o texto acima nos indica o oposto: mesmo com a violência ocorrida ao longo dos anos, a população</p><p>inígena brasileira ainda existe. De acordo com o texto, qual é o motivo do número de indígenas no</p><p>período intercensitário?</p><p>Horizontais Verticais</p><p>4. Nome de grupo de indígenas autônomos que</p><p>apresentam certa homogeneidade.</p><p>6. Sociedade pré-colombiana que falava nahuatl.]</p><p>7. Nome de população indígena muito conhecida</p><p>no Brasil.</p><p>8. Língua oficial dos Incas.</p><p>1. Sociedade pré-colombiana que criou um ela-</p><p>borado sistema matemático.</p><p>2. Sociedade pré-colombiana que surgiu por vol-</p><p>ta do ano 2.500 antes de Cristo.</p><p>3. Instrumento de guerra e caça muito comum</p><p>em diversas populações indígenas brasileiras.</p><p>5. Uma das principais atividades dos povos indí-</p><p>genas brasileiros.</p><p>31</p><p>Querido(a) estudante!</p><p>Após passarmos pela descoberta do Brasil, o primeiro encontro de civilizações, agora trataremos dos</p><p>primeiros anos, o começo da colonização do Brasil. Para tanto, falaremos do impacto da chegada dos</p><p>portugueses em território brasileiro e dos primeiros anos de ocupação dos portugueses.</p><p>A chegada dos portugueses deu início a uma era de transformações em todo o mundo. Movimentou</p><p>a lógica de comércio, trabalho e foi um dos primeiros grandes passos da globalização. E especial-</p><p>mente, como vimos na atividade</p>

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