Prévia do material em texto
<p>CASOS CLÍNICOS – BACTERIOLOGIA CLÍNICA</p><p>PROFA JOSIANE ALMEIDA</p><p>Caso Clínico 1</p><p>Paciente HPC, 42 anos, deu entrada no Hospital das Clínicas Serafim de Carvalho, se</p><p>queixava de dor e ardência ao urinar e dor durante o contato íntimo, e também apresentava</p><p>corrimento uretral. O paciente informou ao médico que está em uma relação aberta, e que</p><p>nos últimos dois meses se relacionou com mais de 10 pessoas diferentes. O médico</p><p>solicitou uma bacterioscopia da urina de primeiro jato.</p><p>Caso Clínico 2</p><p>Um menino de 7 anos é trazido ao departamento de emergência pelos pais com queixa de</p><p>febre, irritabilidade e uma lesão na pele. Eles relatam que a criança estava bem até dois</p><p>dias atrás, quando começou a reclamar de dor na perna esquerda. A lesão na pele começou</p><p>como uma pequena pústula e agora parece ter se espalhado.</p><p>Exame Físico: Ao exame, observa-se uma área eritematosa e edematosa na parte anterior</p><p>da coxa esquerda, com uma pústula central. A criança está febril (38,5°C) e irritada. A</p><p>área afetada é sensível à palpação.</p><p>Caso Clínico 3</p><p>Um homem de 35 anos comparece à emergência com queixas de dor abdominal intensa,</p><p>náuseas, vômitos e diarreia aquosa. Ele relata que os sintomas começaram há cerca de 24</p><p>horas após consumir alimentos de um buffet em um evento social. Ele também menciona</p><p>que alguns dos seus amigos que comeram no mesmo local também apresentaram sintomas</p><p>semelhantes.</p><p>Exame Físico: O paciente parece desidratado e desconfortável. A pressão arterial está</p><p>levemente diminuída, e a frequência cardíaca está aumentada. O abdômen está sensível à</p><p>palpação em todas as áreas, com ruídos hidroaéreos diminuídos.</p><p>Caso Clínico 4</p><p>Mulher de 68 anos com história de Diabetes mellitus e incontinência urinária. A paciente</p><p>procurou atendimento médico relatando dor no baixo ventre, disúria e polaciúria, durante</p><p>dois dias. Nega febre, náusea, vômito e dor lombar. Interrogada, relata dois episódios</p><p>anteriores de infecção urinária no último ano. Recorda que recebeu antibióticos, mas não</p><p>se lembra exatamente quais. Com o tratamento dietético e hipoglicemiantes orais, a</p><p>glicemia e os níveis de hemoglobina glicosilada permaneceram dentro dos valores</p><p>recomendados durante os últimos 6 meses. Foi solicitada a cultura de urina. Como</p><p>devemos coletar a amostra de urina dessa paciente?</p><p>1. Urina de primeiro jato</p><p>2. Aspiração suprapúbica</p><p>3. Cultura de jato médio</p><p>4. Sondagem vesical</p><p>Caso Clínico 5</p><p>A paciente coletou a amostra de urina por meio de um jato médio e envia para o</p><p>laboratório. A amostra foi recebida às 20 horas e como não havia pessoal para semear, foi</p><p>mantida na geladeira até o dia seguinte. Foi semeada com alça de 10 µL, com crescimento</p><p>de: 104 UFC/mL de Escherichia coli e 105 UFC/mL de Staphylococcus spp. coagulase</p><p>negativa (novobiocina sensível). Com base nesse cenário, qual deve ser o comportamento</p><p>a seguir?</p><p>1. A presença de Staphylococcus spp. não deve ser levada em conta e o antibiograma só</p><p>deve ser realizado para E. coli</p><p>2. Os microrganismos devem ser considerados como possíveis causas de ITU e, portanto,</p><p>realizar antibiograma para ambos</p><p>3. A presença de E. coli não deve ser considerada, uma vez que o crescimento foi inferior</p><p>a 105 UFC/mL</p><p>4. O achado deve ser descrito e relatado como uma possível amostra contaminada no</p><p>momento da coleta</p>