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<p>Funções da linguagem.</p><p>Função referencial ou denotativa</p><p>A função referencial ou denotativa é a função da informação. Presente em textos como artigos científicos,</p><p>textos didáticos, folhetos, manuais e textos enciclopédicos, enfatiza o referente, ou seja, o assunto.</p><p>Função emotiva ou expressiva</p><p>AULA 01: Língua, discurso e estilo; níveis de linguagem,</p><p>funções da linguagem; figuras de linguagem.</p><p>AULA 02: Significado das palavras. Homonímia e Paronímia</p><p>01 NÍVEIS DE LINGUAGEM, FUNÇÕES</p><p>E FIGURAS DE LINGUAGEM.</p><p>O que são níveis de linguagem?</p><p>Os níveis de linguagem, ou níveis de fala, são os registros da linguagem utilizados</p><p>pelos falantes, os quais são determinados por vários fatores de influência.</p><p>A situação ou o local em que estamos, a escolarização que temos, as pessoas com</p><p>quem estamos falando em um determinado momento são elementos que influenciam</p><p>os falantes.</p><p>Por exemplo, um juiz não falará em tribunal tal como fala num jantar com família e</p><p>amigos.</p><p>Os principais níveis de linguagem são: linguagem culta e linguagem coloquial.</p><p>CAPÍTULO 06</p><p>Diferentemente da função referencial ou denotativa, que preza pela objetividade, a principal particularidade</p><p>da função emotiva ou expressiva é o caráter subjetivo, ou seja, a linguagem cumprindo a função de emitir</p><p>opiniões, emoções, desejos, sentimentos, expressões individuais.</p><p>Função poética</p><p>Embora tenha como nome função poética, essa função da linguagem não é exclusiva dos poemas. Quando</p><p>a intenção discursiva é a de construir uma mensagem que valoriza o tipo em sua elaboração, vemos a</p><p>manifestação desse tipo de função.</p><p>Função fática ou de contato</p><p>Centrada no canal ou veículo de comunicação, a função fática ou de contato é aquela em que a</p><p>intencionalidade está na manutenção do ato comunicativo, ou seja, quando o emissor (locutor) busca</p><p>estratégias para manter a interação com o receptor (interlocutor).</p><p>Quem nunca entrou em um elevador e “jogou conversa fora” sobre como está o clima? Mesmo nos mais</p><p>despretensiosos momentos de fala, as funções da linguagem estão presentes. Ao desejar “Bom dia!”, ou</p><p>mesmo quando o professor, em sala de aula, pergunta “Entendeu?”, percebemos o desejo de que a</p><p>comunicação siga seu curso. Do “alô” ao “tchau”, do “bom dia” a “boa noite”, vemos que o ser humano é</p><p>realmente o ser que fala e que nossos laços sociais se fortalecem diante da necessidade de nos</p><p>comunicarmos."</p><p>Função conativa ou apelativa</p><p>A função conativa ou apelativa é aquela em que a ênfase está no receptor da mensagem. Com a</p><p>intencionalidade de persuadir, convencer, vemos, estruturalmente, a presença de verbos no modo</p><p>imperativo, os quais têm intenção de indicar a forma como o outro deve agir."</p><p>Função metalinguística</p><p>A função metalinguística é a função da explicação. Geralmente, ouvimos dizer que a função</p><p>metalinguística é aquela em que o código explica o próprio código, ou seja, a linguagem explica a própria</p><p>linguagem, e então teríamos o dicionário como o principal representante dessa função.</p><p>No entanto, podemos dizer que toda forma de explicação, com expressões como “ou seja”, “sendo</p><p>assim”, “por exemplo”,"</p><p>Figuras de linguagem</p><p>metáfora silepse</p><p>catacrese pleonasmo</p><p>personificação elipse</p><p>sinestesia zeugma</p><p>gradação assíndeto</p><p>metonímia polissíndeto</p><p>ironia anáfora</p><p>hipérbole hipérbato</p><p>eufemismo anacoluto</p><p>antítese aliteração</p><p>paradoxo assonância</p><p>Exemplo de função emotiva da linguagem</p><p>"Mãos Dadas</p><p>Não serei o poeta de um mundo caduco</p><p>Também não cantarei o mundo futuro</p><p>Estou preso à vida e olho meus companheiros</p><p>Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças</p><p>Entre eles, considero a enorme realidade</p><p>O presente é tão grande, não nos afastemos</p><p>Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas</p><p>Não serei o cantor de uma mulher, de uma</p><p>história Não direi os suspiros ao anoitecer, a</p><p>paisagem vista da janela</p><p>Não distribuirei entorpecentes ou cartas de</p><p>suicida Não fugirei para as ilhas nem serei</p><p>raptado por serafins O tempo é a minha matéria,</p><p>o tempo presente, os homens presentes</p><p>A vida presente</p><p>Carlos Drummond de Andrade"</p><p>1. (G1 - epcar (Cpcar) 2020) Assinale a alternativa</p><p>cuja análise envolvendo figuras de linguagem está</p><p>INCORRETA.</p><p>a) Em “os elevadores dos hotéis ainda não</p><p>chegaram a uma conclusão...” (ref. 9), a</p><p>atribuição de uma ação a um objeto caracteriza</p><p>uma personificação.</p><p>b) Em “andou dizendo” (ref. 12), o verbo “andar” é</p><p>um eufemismo que foi utilizado para suavizar a</p><p>ideia expressa na locução.</p><p>c) O vocativo “eventual e concreto leitor” (ref. 22),</p><p>em termos literários, corresponde a uma</p><p>apóstrofe.</p><p>d) A ocorrência da expressão anafórica “outro dia”</p><p>(ref. 1 e 11) confere a ideia de casualidade às</p><p>ações subsequentes.</p><p>2. (Eear 2019) Leia:</p><p>I. O Rio Doce entrou em agonia, após o desastre</p><p>que poluiu suas águas com lama.</p><p>II. Suas águas, claras, estão agora escuras, de</p><p>mãos irresponsáveis que a sujaram.</p><p>Nas frases há, respectivamente, as seguintes</p><p>figuras de linguagem:</p><p>a) Eufemismo – Prosopopeia.</p><p>b) Prosopopeia – Antítese.</p><p>c) Antítese – Prosopopeia.</p><p>d) Eufemismo – Antítese.</p><p>3. (G1 - epcar (Cpcar) 2017) Assinale a alternativa</p><p>INCORRETA quanto à classificação das figuras de</p><p>linguagem.</p><p>a) “Quero viver mais duzentos anos.” (hipérbole)</p><p>b) “A felicidade mora ao lado.” (prosopopeia)</p><p>c) “Um mais um é sempre mais que dois.”</p><p>(paradoxo)</p><p>d) “Tu que és a nave nossa irmã.” (eufemismo)</p><p>TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:</p><p>Um homem precisa viajar. 1Por sua conta, não por</p><p>meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa</p><p>viajar por si, com seus olhos e pés, para entender</p><p>o que é seu. 2Para um dia plantar as suas próprias</p><p>árvores e dar-lhes valor. 3Conhecer o frio para</p><p>desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o</p><p>desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um</p><p>homem precisa viajar para lugares que não</p><p>conhece 4para quebrar essa arrogância que nos</p><p>faz ver o mundo como o imaginamos, e não</p><p>simplesmente como é ou pode ser. 5Que nos faz</p><p>professores e doutores do que não vimos, quando</p><p>deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.</p><p>Amyr Klink, navegador brasileiro. In:</p><p>http://educacao.estadao.com.br/blogs/blog-da-</p><p>A função apelativa aparece em</p><p>textos de caráter publicitário,</p><p>discursos políticos e religiosos, e</p><p>também em cartas</p><p>argumentativas. Assim, quando o</p><p>emissor (locutor) tenta influenciar o</p><p>receptor (interlocutor), certamente</p><p>estamos diante da função conativa</p><p>ou apelativa."</p><p>tissen/um-homem-precisa-viajar-texto-de-amyr-</p><p>klink-4/. Acesso em 03/10/2016.</p><p>4. (G1 - cp2 2017) O uso de determinadas figuras</p><p>de linguagem funciona como poderoso recurso de</p><p>persuasão em alguns textos.</p><p>No texto de Amyr Klink, um exemplo de emprego</p><p>de antítese é:</p><p>a) “Por sua conta, não por meio de histórias,</p><p>imagens, livros ou TV.” (referência 1)</p><p>b) “Para um dia plantar as suas próprias árvores e</p><p>dar-lhes valor.” (referência 2)</p><p>c) “(...) para quebrar essa arrogância que nos faz</p><p>ver o mundo como imaginamos (...)” (referência</p><p>4)</p><p>d) “Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o</p><p>oposto.” (referência 3)</p><p>5. (G1 - epcar (Cpcar) 2016) Sobre figuras de</p><p>linguagem é correto afirmar que, no período</p><p>a) “Melhor é acender o fósforo que lamentar a</p><p>escuridão.”, a metáfora corrobora a ideia de</p><p>que pensamento negativo não soluciona</p><p>problemas.</p><p>b) “A pessoa alegre tem o dom de alegrar o</p><p>ambiente em que vive.”, a metonímia traduz a</p><p>ideia de que quem está feliz é capaz de levar</p><p>esse sentimento a outras pessoas do seu</p><p>convívio social.</p><p>c) “O diálogo, a fala, a palavra é um poderoso</p><p>remédio e excelente terapia.”, a gradação e o</p><p>eufemismo reforçam a ideia de que emoções e</p><p>sentimentos reprimidos causam doenças</p><p>possíveis de serem tratadas.</p><p>d) “O bom humor nos salva das mãos do</p><p>doutor”, a catacrese explicita a ideia de que</p><p>quem não</p><p>se previne com atitudes positivas</p><p>diante da vida acaba por precisar de</p><p>atendimento médico.</p><p>6. (Uerj 2012) Mas temos esses pequenos oásis</p><p>− os poemas − contaminando o deserto da</p><p>referencialidade. (ref.8)</p><p>Na frase acima, o emprego das palavras “oásis” e</p><p>“deserto” configura uma superposição de</p><p>figuras de linguagem, recurso frequente em textos</p><p>artísticos. As figuras de linguagem superpostas na</p><p>frase são:</p><p>a) metáfora e antítese</p><p>b) ironia e metonímia</p><p>c) elipse e comparação</p><p>d) personificação e hipérbole</p><p>7. (Uerj 2005) As figuras de linguagem são</p><p>recursos que afastam as construções linguísticas</p><p>de seu valor literal, com o objetivo de tornar essas</p><p>construções mais expressivas.</p><p>O emprego de uma figura de linguagem e sua</p><p>correta nomeação estão presentes em:</p><p>a) "E o grão da loucura, a razoável loucura que é</p><p>infinita na nossa finitude." (10. parágrafo) -</p><p>alusão</p><p>b) "Ainda assim, avanço em meio da névoa," (30.</p><p>parágrafo) - metáfora</p><p>c) "quero ser clara em meio desse claro que de</p><p>repente ficou escuro," (30. parágrafo) - ironia</p><p>d) "O questionador acha a imagem meio dramática</p><p>mas divertida," (60. parágrafo) - metonímia</p><p>TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:</p><p>Os estatutos do homem (Ato Institucional Permanente)</p><p>A Carlos Heitor Cony</p><p>Artigo I</p><p>Fica decretado que agora vale a verdade.</p><p>Agora vale a vida,</p><p>E de mãos dadas,</p><p>Marcharemos todos pela vida verdadeira.</p><p>Artigo II</p><p>Fica decretado que todos os dias da semana,</p><p>Inclusive as terças-feiras mais cinzentas,</p><p>Têm direito a converter-se em manhãs de domingo.</p><p>/.../</p><p>Artigo VIII</p><p>Fica decretado que a maior dor</p><p>Sempre foi e será sempre</p><p>não poder dar-se amor a quem se ama</p><p>/.../</p><p>Parágrafo único:</p><p>Só uma coisa fica proibida:</p><p>Amar sem amor.</p><p>(MELLO, Thiago de. Os estatutos do homem. São Paulo: Vergara & Riba, 2001.)</p><p>2. (G1 - epcar (Cpcar) 2021) A seguir são apresentadas referências a figuras de linguagem que podem ser</p><p>encontradas em determinadas partes do texto. Assinale a alternativa em que a figura proposta NÃO se faz</p><p>presente no trecho citado.</p><p>a) No Artigo I encontra-se exemplo de aliteração.</p><p>b) No Artigo VIII encontra-se exemplo de metonímia.</p><p>c) No Artigo II encontra-se exemplo de metáfora.</p><p>d) No Parágrafo Único encontra-se exemplo de paradoxo.</p><p>3. (Ime 2021) No Texto 1, o autor utiliza figuras de linguagem relacionando o sertão ao mar. A opção que</p><p>evidencia o uso desse recurso expressivo é:</p><p>a) "(...) oferecendo a ambos a mesma penumbra ás emboscadas (...)" (ref. 6).</p><p>b) "Lampeja por momentos entre os raios do sol joeirados pelas árvores sem folhas (...)" (ref. 20).</p><p>c) "(...) entre as garras felinas de acúleos recurvos das macambiras..." (ref. 22).</p><p>d) "Distende-se pela orla da caatinga" (ref. 13).</p><p>e) "(...) e quando o sertão estua nos bochornos dos estios longos (...)" (ref. 28).</p><p>4. (Ibmecrj 2009) "E num recanto pôs um mundo inteiro." (verso 8)</p><p>Observamos no verso destacado as seguintes figuras de linguagem:</p><p>a) Metonímia e hipérbato.</p><p>b) Hipérbato e hipérbole.</p><p>c) Hipérbole e pleonasmo.</p><p>d) Pleonasmo e anáfora.</p><p>e) Personificação e pleonasmo.</p><p>5. (Pucsp 2007) Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da</p><p>graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira. O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a</p><p>baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado (...) Cedendo à meiga pressão, a virgem reclinou-</p><p>se ao peito do guerreiro, e ficou ali trêmula e palpitante como a tímida perdiz (...) A fronte reclinara, e a flor</p><p>do sorriso expandia-se como o nenúfar ao beijo do sol (...). Em torno carpe a natureza o dia que expira.</p><p>Soluça a onda trépida e lacrimosa; geme a brisa na folhagem; o mesmo silêncio anela de opresso. (...) A</p><p>tarde é a tristeza do sol. Os dias de Iracema vão ser longas tardes sem manhã, até que venha para ela a</p><p>grande noite.</p><p>Os fragmentos anteriores constroem-se estilisticamente com figuras de linguagem, caracterizadoras do</p><p>estilo poético de Alencar. Apresentam eles, dominantemente, as seguintes figuras:</p><p>a) comparações e antíteses.</p><p>b) antíteses e inversões.</p><p>c) pleonasmos e hipérboles.</p><p>d) metonímias e prosopopeias.</p><p>e) comparações e metáforas.</p><p>TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:</p><p>Pastora de nuvens, fui posta a serviço por uma campina tão desamparada que não principia nem também</p><p>termina, e onde nunca é noite e nunca madrugada.</p><p>(Pastores da terra, vós tendes sossego, que olhais para o sol e encontrais direção. Sabeis quando é tarde,</p><p>sabeis quando é cedo. Eu, não.)</p><p>Esse trecho faz parte de um poema de Cecília Meireles, intitulado Destino, uma espécie de profissão de fé</p><p>da autora.</p><p>6. (Fgv 2007) Considerando-se as figuras de linguagem utilizadas no texto, pode-se dizer que</p><p>a) as duas estrofes são uma metáfora de um pleno sentimento de paz.</p><p>b) o texto revela a antítese entre dois universos de atuação, com diferentes implicações.</p><p>c) há, nos versos, comparação entre atividades agrícolas e outras, voltadas à pecuária.</p><p>d) o verso "Sabeis quando é tarde, sabeis quando é cedo." contém uma hipérbole.</p><p>e) as estrofes apresentam, em sentido figurado, a defesa da preservação das ocupações voltadas ao campo.</p><p>7. (Ita 2003) Neste poema, há algumas figuras de linguagem. Abaixo, você tem, de um lado, os versos e,</p><p>do outro, o nome de uma dessas figuras. Observe:</p><p>I. "Minhas mãos ainda estão molhadas / do azul das ondas entreabertas" .................... sinestesia</p><p>II. "e a cor que escorre dos meus dedos" .....metonímia</p><p>III. "o vento vem vindo de longe" .... aliteração</p><p>IV. "a noite se curva de frio" ............ personificação</p><p>V. "e o meu navio chegue ao fundo / e o meu sonho desapareça" ........ polissíndeto</p><p>Considerando-se a relação verso/figura de linguagem, pode-se afirmar que</p><p>a) apenas I, II e III estão corretas.</p><p>b) apenas I, III e IV estão corretas.</p><p>c) apenas II está incorreta.</p><p>d) apenas I, IV e V estão corretas.</p><p>e) todas estão corretas.</p><p>TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:</p><p>Verdes mares bravios de minha terra natal, onde canta a jandaia nas frondes da carnaúba;</p><p>Verdes mares que brilhais como líquida esmeralda aos raios do sol nascente, perlongando as alvas praias</p><p>ensombradas de coqueiros;Serenai, verdes mares, e alisai docemente a vaga impetuosa para que o barco</p><p>aventureiro manso resvale à flor das águas.</p><p>8. (Pucsp 2003) Ainda no mesmo texto, o uso repetitivo da expressão VERDES MARES e os verbos</p><p>SERENAI e ALISAI, indicadores de ação do agente natural, imprimem ao trecho um tom poético apoiado</p><p>em duas figuras de linguagem:</p><p>a) anáfora e prosopopeia.</p><p>b) pleonasmo e metáfora.</p><p>c) antítese e inversão.</p><p>d) apóstrofe e metonímia.</p><p>e) metáfora e hipérbole.</p><p>PARONÍMIA</p><p>A paronímia é um fenômeno linguístico que ocorre entre palavras que têm um significante parecido, mas</p><p>um significado distinto, ou seja, palavras que têm uma estrutura, escrita e/ou sonora, muito semelhante,</p><p>porém sem qualquer relação de significado. Vamos entender esse tema analisando algumas palavras</p><p>parônimas muito comuns.</p><p>Lista de palavras parônimas</p><p>A lista a seguir apresenta várias palavras parônimas que costumam confundir muita gente, mas, atenção:</p><p>palavras parônimas não necessariamente precisam confundir (como é o caso dos parônimos “pato” /</p><p>“bato”, “galo” / “galho”, “martelo” / “marmelo”, “muro” / “murro”, entre outros).</p><p>Absolver: inocentar, perdoar.</p><p>Absorver: sorver, incorporar.</p><p>Cavaleiro: jóquei, aquele que monta em cavalos.</p><p>Cavalheiro: cortês, polido.</p><p>Comprimento: medida, extensão.</p><p>Cumprimento: saudação, elogio, execução de algo.</p><p>Aula 01: O rato roeu a roupa de Julieta</p><p>02</p><p>HOMONÍMIA E PARONÍMIA</p><p>Diferenças entre paronímia e sinonímia</p><p>Como já sabemos, a paronímia se caracteriza por palavras com estrutura semelhante</p><p>e significados diferentes.</p><p>A sinonímia, por sua vez, trata de palavras sinônimas, ou seja, aquelas que são</p><p>diferentes em sua estrutura, mas têm significados semelhantes, podendo ser</p><p>substituídas uma pela outra dependendo do contexto.</p><p>Um parônimo de livro é litro.</p><p>Um sinônimo de livro, dependendo do contexto, pode ser obra.</p><p>A homonímia diz respeito às palavras que são iguais em sua forma (escrita ou sonora), mas que</p><p>apresentam significados diferentes.</p><p>• Homônimos perfeitos têm grafia e som iguais, mas significados diferentes.</p><p>Ex.: vale (substantivo) e vale (conjugação do verbo “valer”).</p><p>• Homógrafos têm grafia igual, mas som e significados diferentes. Ex.: colher (substantivo, talher)</p><p>e colher (verbo, recolher).</p><p>• Homófonos têm som igual, mas grafia e significados diferentes. Ex.: cheque (ordem de</p><p>pagamento) e xeque (jogada do xadrez).</p><p>acender (colocar fogo) Ascender (subir)</p><p>acento (sinal gráfico) assento (local onde se senta)</p><p>acerto (ato de acertar) asserto (afirmação)</p><p>apreçar (ajustar o preço) apressar (tornar rápido)</p><p>bucheiro (tripeiro) buxeiro (pequeno arbusto)</p><p>bucho (estômago) buxo (arbusto)</p><p>caçar (perseguir animais) cassar (tornar sem efeito)</p><p>cegar (deixar cego) segar (cortar, ceifar)</p><p>cela (pequeno quarto) sela (forma do verbo selar; arreio)</p><p>censo (recenseamento) senso (entendimento, juízo)</p><p>céptico (descrente) séptico (que causa infecção)</p><p>cerração (nevoeiro) serração (ato de serrar)</p><p>cerrar (fechar) serrar (cortar)</p><p>cervo (veado) servo (criado)</p><p>chá (bebida) xá (antigo soberano do Irã)</p><p>cheque (ordem de pagamento) xeque (lance no jogo de xadrez)</p><p>círio (vela) sírio (natural da Síria)</p><p>cito (forma do verbo citar) sito (situado)</p><p>São sujeitos oracionais</p><p>advérbios interrogativos “quando”,</p><p>“onde”, “como” e “por que”:</p><p>Já está previsto onde o jogo acontecerá.</p><p>(Isso já está previsto.)</p><p>Foi decidido ontem quando a campanha</p><p>será iniciada. (Isso foi decidido ontem.)</p><p>É importante saber como você vai</p><p>estudar. (Isso é importante saber.)</p><p>https://www.portugues.com.br/gramatica/homonimia-polissemia-.html</p><p>Leia atentamente o texto abaixo:</p><p>“[...] quando a maior parte das ferrovias britânicas</p><p>estava ocupada em transportar vagões de carvão</p><p>para as fábricas de ferro e aço [...]” (Texto 1, ref.</p><p>1).</p><p>“Dos comboios estrênuos,” (Texto 2, ref. 2)</p><p>1. Nos excertos dos Textos 1 e 2, o par de palavras</p><p>destacadas estabelece, respectivamente, as</p><p>relações semânticas de:</p><p>a) hiperonímia / hiponímia.</p><p>b) homonímia / paronímia.</p><p>c) hiperonímia / hiperonímia.</p><p>d) paronímia / homonímia.</p><p>e) hiponímia / hiperonímia.</p><p>2. (G1 - ifal 2011) No trecho: “...suspendendo a</p><p>agitação da vida cotidiana e não se deixando</p><p>absorver por preocupações egocêntricas”, as</p><p>palavras grifadas mantêm, com os vocábulos</p><p>“absolver” e “personalistas”, uma relação de:</p><p>a) homonímia e sinonímia, respectivamente.</p><p>b) sinonímia e homonínia, respectivamente.</p><p>c) antonímia e paronímia, respectivamente.</p><p>d) antonímia e sinonímia, respectivamente.</p><p>e) paronímia e sinonímia, respectivamente.</p><p>3. (G1 - ifal 2017) Como se sabe, galinhas são</p><p>aves. Assim, a relação que se estabelece,</p><p>respectivamente, entre esses dois termos é de</p><p>a) homonímia.</p><p>b) paronímia.</p><p>c) antonímia.</p><p>d) hiponímia.</p><p>e) hiperonímia.</p><p>4. (Integrado - Medicina 2021) No trecho “(...)</p><p>salvo em risco iminente de morte.”, retirado do</p><p>tópico 6, o termo sublinhado tem som e grafia bem</p><p>parecidos com a palavra eminente. No entanto,</p><p>possuem significados diferentes. A essa relação</p><p>semântica, dá-se o nome de:</p><p>a) Sinonímia.</p><p>b) Homonímia.</p><p>c) Polissemia.</p><p>d) Paronímia.</p><p>e) Antonímia.</p><p>A vontade da mulher é superior à vontade do</p><p>doutor Polêmico. O Código de Ética Médica do</p><p>Conselho Federal de Medicina (CFM) afirma: “É</p><p>vedado ao médico deixar de obter consentimento</p><p>do paciente ou de seu representante legal após</p><p>esclarecê-lo sobre o procedimento a ser realizado,</p><p>salvo em caso de risco iminente de morte”.</p><p>Portanto, se entender que a segurança do bebê ou</p><p>da mulher está sob grave ameaça, o médico está</p><p>respaldado para tomar medidas que assegurem a</p><p>vida da mãe ou do bebê.</p><p>Por outro lado, ele não pode colocar sua vontade</p><p>acima da mulher em qualquer outra situação. E</p><p>precisa explicar claramente as opções disponíveis</p><p>para cada momento, de modo que a mãe faça</p><p>parte da escolha.</p><p>“No parto e em qualquer situação de saúde, todas</p><p>as decisões precisariam ser compartilhadas”,</p><p>aponta Ana. “Qualquer intercorrência tem que ser</p><p>abordada de maneira clara e verdadeira para a</p><p>mulher. Diante da compreensão de que o filho está</p><p>em perigo, ela não negará uma intervenção”,</p><p>comenta.</p><p>Fonte: PINHEIRO, Chloé. 8 mitos e verdades</p><p>sobre o parto humanizado. Revista Saúde, Editora</p><p>Abril, São Paulo, 06 de set. de 2019. Disponível</p><p>em: . Acesso</p><p>em: 28 de abr. de 2020.</p><p>5- (Integrado - Medicina 2021) No trecho “(...)</p><p>salvo em risco iminente de morte.”, retirado do</p><p>tópico 6, o termo sublinhado tem som e grafia bem</p><p>parecidos com a palavra eminente. No entanto,</p><p>possuem significados diferentes. A essa relação</p><p>semântica, dá-se o nome de:</p><p>a) Sinonímia.</p><p>b) Homonímia.</p><p>c) Polissemia.</p><p>d) Paronímia.</p><p>e) Antonímia.</p><p>6. Assinale a alternativa correta:</p><p>“Pedro e João ____ entraram em casa</p><p>perceberam que as coisas não iam bem, pois sua</p><p>irmã caçula escolhera um ____ momento para</p><p>comunicar aos pais que iria viajar nas férias;</p><p>_____ seus, dois irmãos deixaram os pais _____</p><p>sossegados quando disseram que a jovem iria</p><p>com os primos e a tia.”</p><p>a) mau - mal - mais - mas;</p><p>b) mal - mal - mais - mais;</p><p>c) mal - mau - mas - mais;</p><p>d) mal - mau -mas - mas;</p><p>e) mau - mau - mas - mais.</p><p>7. Complete as lacunas com (estada / estadia</p><p>/onde / aonde):</p><p>“_______ quer que eu me hospede, procuro logo</p><p>saber o preço da _______, quanto custa a</p><p>_______de um carro alugado, bem como _______</p><p>se possa ir à noite.”</p><p>a) aonde – estadia – estada – onde;</p><p>b) onde – estada – estadia – aonde;</p><p>c) onde – estadia – estada – aonde;</p><p>d) aonde – estada – estadia – onde;</p><p>e) onde – estadia – estadia – aonde.</p><p>1. (G1 - ifal 2017) Ao dizer que alcançou o “banco</p><p>de uma universidade reconhecida, a PUC-SP”, o</p><p>autor vale-se de uma linguagem figurada, em que,</p><p>por meio de uma metonímia, utiliza a parte como</p><p>equivalente do todo. De maneira conotativa, ele</p><p>afirma, nesse trecho, que conquistou “uma vaga</p><p>na universidade”. No dicionário, a palavra “banco”</p><p>(móvel em que as pessoas sentam) é homônima</p><p>do vocábulo “banco” (lugar onde se fazem</p><p>transações monetárias).</p><p>Considerando os pares de palavras abaixo, em</p><p>qual deles também se verifica relação de</p><p>homonímia?</p><p>a) eminência / iminência</p><p>b) assento / acento</p><p>c) fragrante / flagrante</p><p>d) deferir / diferir</p><p>e) ratificar / retificar</p><p>TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:</p><p>Para responder à(s) questão(ões) à seguir,</p><p>considere o texto abaixo.</p><p>Minha vida</p><p>Minha vida</p><p>não é tempo que corre</p><p>do meu natal</p><p>à minha morte</p><p>Minha vida é o meu dia de natal</p><p>- Dia da minha morte</p><p>2. (G1 - ifal 2016) No poema, aparecem os</p><p>vocábulos “vida” e “morte”, que, sendo antônimos,</p><p>contribuem para o desfecho paradoxal expresso</p><p>nos dois últimos versos. Quanto às relações</p><p>semânticas dos pares de palavras abaixo, qual</p><p>das alternativas apresenta um erro?</p><p>a) extroversão / introversão – antonímia</p><p>b) experto / esperto – homonímia</p><p>c) ratificar / retificar – paronímia</p><p>d) pelo (contração prepositiva) / pelo (substantivo)</p><p>– homonímia</p><p>e) concerto / ajuste – sinonímia</p><p>3. (Enem 2012)</p><p>O efeito de sentido da charge é provocado pela</p><p>combinação de informações visuais e recursos</p><p>linguísticos. No contexto da ilustração, a frase</p><p>proferida recorre à</p><p>a) polissemia, ou seja, aos múltiplos sentidos da</p><p>expressão “rede social” para transmitir a ideia</p><p>que pretende veicular.</p><p>b) ironia para conferir um novo significado ao</p><p>termo “outra coisa”.</p><p>c) homonímia para opor, a partir do advérbio de</p><p>lugar, o espaço da população pobre e o espaço</p><p>da população rica.</p><p>d) personificação para opor o mundo real pobre ao</p><p>mundo virtual rico.</p><p>e) antonímia para comparar a rede mundial de</p><p>computadores com a rede caseira de descanso</p><p>da família.</p><p>(...) De onde vem isso? Anos atrás, a</p><p>cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, o</p><p>poeta Antonio Cícero, uma música que dizia: “Eu</p><p>espero/ acontecimentos/ só que quando anoitece/</p><p>é festa no outro apartamento”.</p><p>A GRAMA DO VIZINHO</p><p>Martha Medeiros</p><p>(adaptado)</p><p>“Nunca conheci quem tivesse levado</p><p>porrada/ todos os meus conhecidos têm sido</p><p>campeões em tudo”.</p><p>Fernando Pessoa também já se sentiu abafado</p><p>pela perfeição alheia, e olha que na época em que</p><p>ele escreveu estes versos não havia esta</p><p>overdose de revistas que há hoje, vendendo um</p><p>mundo de faz-de-conta.</p><p>4. (G1 - ifal 2018) A autora, ao mencionar a</p><p>cantora brasileira Marina Lima e o poeta português</p><p>Fernando Pessoa, se faz valer de uma estratégia</p><p>de escrita. Nesse sentido, podemos verificar a</p><p>presença de</p><p>a) Polissemia.</p><p>b) Ambiguidade.</p><p>c) Paronímia.</p><p>d) Intertextualidade.</p><p>e) Paradoxo.</p><p>TEXTO 1</p><p>Entre o espaço público e o privado</p><p>12Excluídos da sociedade, os moradores</p><p>de rua 26ressignificam o único espaço 13que lhes</p><p>foi permitido ocupar, o espaço público,</p><p>transformando-o em seu “lugar”, um espaço</p><p>privado. 11Espalhados pelos ambientes coletivos</p><p>da cidade, 1fazendo comida no asfalto, arrumando</p><p>suas camas, limpando as calçadas como se</p><p>estivessem dentro de uma casa: 17assim vivem os</p><p>moradores de rua. Ao andar pelas ruas de São</p><p>Paulo, vemos essas pessoas 3dormindo nas</p><p>28calçadas, 4passando por situações</p><p>constrangedoras, 5pedindo esmolas para</p><p>sobreviver. Essa é a realidade das pessoas que</p><p>2fazem da rua sua casa e nela constroem sua</p><p>35intimidade. 18Assim, a ideia de 33individualização</p><p>que está nas 31casas, na 34separação das coisas</p><p>por 30cômodos e quartos que servem para</p><p>proteger a intimidade do indivíduo, 14ganha outro</p><p>sentido. O 6viver nas 29ruas, um lugar</p><p>19aparentemente 36inabitável, tem sua própria</p><p>lógica de funcionamento, que vai além das</p><p>possibilidades.</p><p>A relação que o homem 8estabelece com o</p><p>espaço que ocupa é uma das mais importantes</p><p>para sua sobrevivência. As mudanças de</p><p>comportamento social 15foram 21sempre</p><p>precedidas de 22mudanças físicas de local. Por</p><p>23mais que a rua não seja um local para 7viver, já</p><p>que se trata de um ambiente público, de</p><p>passagem e não de permanência, ela acaba</p><p>sendo, 25senão única, a 24mais viável opção.</p><p>Alguns pensadores já apontam que a habitação 9é</p><p>um ponto base e 10adquire uma importância para</p><p>harmonizar a vida. O pensador Norberto Elias</p><p>comenta que “o quarto</p><p>de dormir tornou-se uma das áreas mais privadas</p><p>e íntimas da vida humana. Suas paredes visíveis</p><p>e 37invisíveis vedam os aspectos mais ‘privados’,</p><p>‘íntimos’, irrepreensivelmente ‘animais’ da nossa</p><p>existência à vista de outras pessoas”.</p><p>O modo como essas pessoas 27constituem</p><p>o único espaço que lhes foi permitido indica que</p><p>conseguiram transformá-lo em “seu 20lugar”, que</p><p>aproximaram, cada um à sua maneira, 16dois</p><p>mundos nos quais estamos 32inseridos: o público</p><p>e o privado.</p><p>RODRIGUES, Robson. Moradores de uma terra</p><p>sem dono. (fragmento adaptado) In:</p><p>http://sociologiacienciaevida.uol.com.br/ESSO/edi</p><p>coes/32/artigo194186-4.asp. Acesso em</p><p>21/8/2014.</p><p>5. (Pucrs 2015) Analise as afirmações sobre o</p><p>sentido e a formação das palavras no texto.</p><p>I. Há uma relação de sinonímia entre</p><p>“ressignificam” (ref. 26) e “constituem” (ref. 27).</p><p>II. “calçadas” (ref. 28) está para “ruas” (ref. 29)</p><p>assim como “cômodos” (ref. 30) está para</p><p>“casas” (ref. 31).</p><p>III. A relação entre “Excluídos” (ref. 12) e</p><p>“inseridos” (ref. 32) é a mesma que se</p><p>estabelece entre “individualização” (ref. 33) e</p><p>“separação” (ref. 34).</p><p>IV. As palavras “intimidade” (ref. 35), “inabitável”</p><p>(ref. 36) e “invisíveis” (ref. 37) têm o mesmo</p><p>prefixo.</p><p>Estão corretas apenas as afirmativas</p><p>a) I e II.</p><p>b) I e III.</p><p>c) I e IV.</p><p>d) II e III.</p><p>e) II, III e IV.</p><p>6. Assinale a alternativa em que não está correta</p><p>a sentença:</p><p>a) Há cerca de cinquenta mil candidatos inscritos</p><p>para o concurso.</p><p>b) Discursou a cerca do programa de recuperação</p><p>dos cerrados.</p><p>c) Não o vejo há cerca de vinte anos.</p><p>d) A fazenda fica a cerca de uma hora de carro de</p><p>São Paulo.</p><p>e) Sua opinião acerca da proposta deve ser</p><p>considerada.</p><p>7. Preencha as lacunas das sentenças abaixo:</p><p>I - Gastaram somas ......... (vultosas / vultuosas)</p><p>para evitar o perigo;</p><p>II - Ela tem o grave ......... (se não / senão) de ser</p><p>invejosa;</p><p>III - A cidade de que ......... (há / a) pouco você</p><p>falou não mais existe;</p><p>IV - Ainda vou descobrir o ........ (porquê / porque /</p><p>por quê / por que) dessa polêmica.</p><p>Temos, respectivamente:</p><p>a) Vultosas / senão / a / por quê; b) vultuosas /</p><p>senão / a / porquê;</p><p>c) vultuosas / se não / há / porquê; d) vultosas /</p><p>senão / há / porquê.</p>