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<p>Copyright	©	2012	by	Marcio	Bontempo</p><p>Copyright	desta	edição	©	2019	by	Livros	Ilimitados</p><p>LIVROS	ILIMITADOS</p><p>Conselho	Editorial:</p><p>Bernardo	Costa</p><p>John	Lee	Murray</p><p>Colaboração	e	Pesquisa:	Roberta	Von	Doelinger</p><p>Projeto	gráfico	e	diagramação:	John	Lee	Murray</p><p>Direitos	desta	edição	reservados	à</p><p>Livros	Ilimitados	Editora	e	Assessoria	LTDA.</p><p>Rua	República	do	Líbano	n.º	61,	sala	902	–	Centro</p><p>Rio	de	Janeiro	–	RJ	–	CEP:	20061-030</p><p>contato@livrosilimitados.com.br</p><p>www.livrosilimitados.com.br</p><p>Dedicatória</p><p>Dedico	este	livro,	com	grande	sentimento	de	respeito	e	honradez,	a	Epicuro,	o</p><p>grande	filósofo	grego,	e	à	sua	memória.</p><p>Tendo	passado	para	a	História	como	um	devasso,	um	hedonista	libidinoso,	um</p><p>bebedor	inveterado	de	vinho,	ateu	e	desvirtuador	da	juventude,	sinto-me	na</p><p>obrigação	de	resgatar	a	sua	verdadeira	imagem	de	mestre	incomum,	um	médico</p><p>refinado	e	sábio,	rico	porém	desapegado	das	suas	posses	materiais,	que	reunia</p><p>amigos	em	sua	casa	para	beberem	moderadamente	a	bebida	dos	deuses	e</p><p>perscrutarem	os	mistérios	da	vida.</p><p>Para	Epicuro	é	necessário	ter	a	faculdade	de	sentir	prazer,	sublimando-o,	e	não	a</p><p>escravização	ou	necessidade	de	senti-lo.	Epicuro	ensinava	que	podemos	usufruir</p><p>dos	prazeres	do	corpo	físico,	mas	devemos	entender	sua	natureza	ilusória	e</p><p>buscar	fazer	foco	maior	nos	prazeres	morais,	estéticos,	intelectuais	e	espirituais,</p><p>como	valores	perenes	da	alma,	considerados	como	os	mais	elevados	e</p><p>sofisticados.</p><p>Neste	aspecto,	Epicuro	é	o	único	filósofo	da	Grécia	antiga	que	realiza	a	essência</p><p>do	In	vino	veritas.</p><p>E	a</p><p>Heitor	de	Andrade,	in	memorian</p><p>Agradecimentos</p><p>Antes	de	seguir	adiante,	gostaria	que	o(a)	digníssimo	leitor(a)	conhecesse	cinco,</p><p>das	muitas	pessoas	que	contribuíram	para	que	este	trabalho	pudesse	ser</p><p>realizado,	às	quais	agradeço	com	o	coração	enternecido.</p><p>E	assim	o	faço,	sem	estar	sob	efeito	de	uma	ou	duas	taças	da	bebida	do	milagres,</p><p>como,	confesso,	ter	ocorrido	em	alguns	momentos,	eventualmente,	enquanto</p><p>escrevia	partes	menos	técnicas	deste	opúsculo.</p><p>E	se	assim	me	manifesto,	é	tão	somente	para	deixar	claro	que	os	predicados	aqui</p><p>apresentados	relativos	às	cinco	pessoas	excepcionais	ocorreram	sem	os	efeitos</p><p>dos	eflúvios	de	Baco,	e,	portanto,	são	expressão	autêntica	–	e	sóbria–	do	que	vai</p><p>em	minha	alma.</p><p>Assim	explico,	pois,	como	é	característico,	sob	efeitos	etílicos	(mesmo	leves),</p><p>nosso	coração,	solto	das	amarras	do	juízo	contido,	tende	a	exagerar	nos</p><p>adjetivos,	mesmo	quando	nos	referimos	àqueles	que	não	nos	são	tão	próximos.</p><p>Desse	modo,	os	mais	que	sóbrios	agradecimentos	se	dirigem	a:</p><p>Ademir	Brandelli	–	Meu	nobilíssimo	amigo	e	irmão	junto	ao	Grande	Arquiteto</p><p>do	Universo,	um	dos	mais	denodados	empresários	na	promoção	dos	vinhos	do</p><p>Brasil.</p><p>In	memorian,	também	ao	Patriarca,	Don	Laurindo.</p><p>Paulo	Kunzler	–	Meu	Mestre	e	amigo,	que,	em	sua	excelência,	irreverência,</p><p>profundo	conhecimento	e	galhardia,	ensinou-me	muito	sobre	o	vinho,	além	da</p><p>difícil	arte	de	abrir	um	espumante	com	uma	taça	(“Taçage”).</p><p>Petrus	Elesbão	–	Amigo,	grande	conhecedor	de	vinhos,	a	quem	chamo	de</p><p>“Petrus	Trimegistro”,	ou	Três	Vezes	Grande,	por	ser	de	fato	grande,	não	só	em</p><p>corpo,	mas	em	alma	e	espírito.</p><p>Sergio	Pires	–	Meu	mestre	de	vinhos	que,	com	imensa	humildade,	leveza	e</p><p>profundo	conhecimento,	ensina	a	todos	nós,	com	notável	simplicidade,	aquilo</p><p>que	os	chamados	“eruditos”	do	mundo	do	vinho	ensinam	com	circunspecção	e</p><p>austeridade.</p><p>Roberta	Von	Doelinger	–	Minha	agente	literária	e	pesquisadora,	certamente</p><p>uma	das	profissionais	que	mais	conhecem	e	se	dedicam	à	difusão	do	vinho	e</p><p>dos	espumantes	brasileiros.	Sem	ela,	suas	pesquisas,	seu	trabalho,	sua</p><p>dedicação,	a	realização	desta	obra	seria	um	tremendo	fiasco.</p><p>A	todos	estes	cinco,	minhas	eternas	reverências.</p><p>“Por	mais	raro	que	seja,	ou	mais	antigo,</p><p>só	o	vinho	é	deveras	excelente,</p><p>aquele	que	tu	bebes,	docemente,</p><p>com	teu	mais	velho	e	silencioso	amigo.”</p><p>Mário	Quintana</p><p>Sumário</p><p>Apresentação</p><p>Prefácio	–	por	Eustáquio	Palhares</p><p>Depoimentos</p><p>Explicando	o	título</p><p>Introdução	–	Porque	um	livro	sobre	o	vinho</p><p>A	fascinante	história	do	vinho</p><p>Curiosidades	sobre	a	bebida	dos	deuses</p><p>O	vinho	na	filosofia	–	o	epicurismo</p><p>O	vinho	nas	artes</p><p>A	história	do	uso	medicinal	do	vinho</p><p>Uva	–	a	matéria	prima	mágica</p><p>Como	é	feita	a	bebida	do	milagre</p><p>Características	especiais	dos	vinhos</p><p>As	propriedades	medicinais</p><p>O	mundo	do	vinho,	o	vinho	no	mundo</p><p>O	Brasil	no	mundo	do	vinho</p><p>Por	uma	vitivinicultura	brasileira	forte	e	desenvolvida	–	por	Oscar	Ló</p><p>A	vitivinicultura	brasileira	e	seu	avanço</p><p>Denominação	de	Origem	–	Brasil</p><p>Enoturismo	–	por	Renata	Serrano</p><p>Vinificação	em	grupo	–	por	Douglas	Chamon</p><p>Personalidades	do	mundo	do	vinho	e	suas	indicações</p><p>Conto:	O	seu	melhor	vinho</p><p>Como	escolher	o	vinho	certo</p><p>Algumas	palavras	sobre	alcoolismo</p><p>A	importância	da	boa	alimentação</p><p>O	fundamento	da	atividade	física</p><p>Glossário	de	termos	sobre	o	vinho</p><p>Referências	científicas	–	Pesquisas</p><p>Bibliografia</p><p>Apresentação</p><p>Assim	como	um	bom	enólogo	faz	seus	cortes	de	vinho,	o	autor,	com	palavras,</p><p>foi	feliz	em	realizar	o	difícil	assemblage	do	qual	fazem	parte,	não	apenas	os</p><p>aspectos	médicos	e	científicos	–	propósito	central	desta	obra	-,	mas	pesquisas,</p><p>história,	filosofia,	curiosidades,	detalhes	de	como	o	vinho	é	produzido,	as</p><p>principais	regiões	produtoras,	os	melhores	vinhos	do	mundo,	e	até	poesia,	tudo</p><p>em	relação	à	bebida	do	milagre.</p><p>Como	nota	de	destaque,	a	obra	enaltece	o	vinho	brasileiro,	reforçando	a	corrente</p><p>que	valoriza	a	vitivinicultura	nacional.</p><p>Mas	assim	como	os	grandes	enólogos	têm	sempre	um	talento	incomum,	quando</p><p>adicionam	o	seu	vinho	secreto	de	corte	final,	temos	aqui	o	acréscimo	de	um	gran</p><p>cuvèe,	especialmente	guardado,	que	é	sensibilidade	e	a	capacidade	de	síntese	do</p><p>autor,	resultando	assim	um	“produto”	encorpado,	elegante,	equilibrado,</p><p>harmônico,	fácil	de	degustar,	cujos	elementos	produzem	uma	persistência</p><p>agradável,	exótica,	marcante	e	inesquecível.</p><p>Prefácio	da	nova	edição,	Safra	2019</p><p>A	proposta	deste	livro	guarda	analogia	com	o	rito	da	produção	vitivinífera,</p><p>devido	à	assemblage	de	tantas	doutas	opiniões	de	enólogos	sobre	suas</p><p>preferências	e	recomendações,	que	transcendem	a	subjetividade	dos	gostos,	para</p><p>se	estender	nas	características	que	fazem	o	caráter,	a	estrutura,	o	corpo,	o</p><p>equilíbrio	de	cada	marca,	de	cada	bebida.</p><p>A	ideia	do	autor	em	buscar	a	diversidade	de	apreciações	de	uma	bebida	previne</p><p>idiossincrasias	e	contempla	o	mosaico	de	paladares	e	critérios	de	avaliação.</p><p>Mesmo	regido	por	padrões	que	intentam	ser	objetivos	em	relação	a	sabor,	aroma</p><p>e	aparência,	o	vinho	pode	ser	melhor	fruído	com	a	disponibilidade	de	dados	e</p><p>informações	que	revelam	o	terroir,	a	colheita,	os	aspectos	da	produção,	a	guarda,</p><p>enfim,	os	ritos	de	produção,	que	se	complementam	com	os	protocolos	do</p><p>consumo,	como	a	temperatura	adequada,	a	areação	ou	respiração,	a</p><p>harmonização,	entre	outros	aspectos	decisivos	para	uma	experiência	prazerosa.</p><p>O	efeito	agregador	do	vinho,	fermentando	a	filosofia,	explica	a	expansão	do</p><p>consumo	em	níveis	que	instauram	uma	nova	cultura	e,	por	isso,	as	informações</p><p>se	revestem	de	maior	valor,	bem	como	as	opiniões	de	autoridades,	como	as	que</p><p>esta	publicação	reúne.</p><p>O	texto	é	pródigo	ao	elencar	os	grandes	vinhos,	as	principais	regiões	produtoras,</p><p>a	singularidade	que	as	variações	climáticas	imprimem	em	cada	safra	e	a</p><p>reverência	tributada	ao	esmero	das	casas	que	tornaram	suas	marcas	célebres.	A</p><p>reunião	de	enólogos,	enófilos,	empreendedores	do	setor	e	sommeliers</p><p>proporciona	uma	preciosa	orientação	no	sentido	de	adequar	a	indicação	das</p><p>marcas	às	preferências	pessoais.</p><p>Marcio	Bontempo	detém	intimidade	com	o	assunto,	tornando-se	apologista	do</p><p>vinho,	tanto	pelos	prazeres	encontrados	nos	eflúvios	de	Baco,	como	pela</p><p>embriaguez	suave,	que	suscita	a	filosofia	–	tão	adequada	aos	momentos	de</p><p>celebração	–,	quanto	pelo	pelos	atributos	e	propriedades	medicinais	da	bebida.</p><p>O	encadeamento	dos	depoimentos	de	indiscutíveis	autoridades	da	enologia	e	do</p><p>empreendedorismo	do	setor,	referências	nacionais,	flui	pela	prosa	hábil	de</p><p>Bontempo,	com	a	elegância	de	estilo	que	o	consagra	como	um	fecundo</p><p>Epicuro	ensina	a	renúncia,	esta	não	é	diretamente	apontada</p><p>para	a	negação	do	prazer	físico,	mas	da	sua	sublimação	e	no	pleno	desapego;	no</p><p>entanto,	Epicuro	valoriza	os	prazeres	positivos	espirituais,	estéticos	e</p><p>intelectuais,	a	sensibilidade	e	principalmente	a	amizade,	que	no	epicurismo</p><p>representa	o	ideal	supremo	na	concepção	grega	da	vida.	A	vida,	mais	do	que	o</p><p>mundo	e	a	sociedade,	é	um	espetáculo	maravilhoso,	não	um	enigma	a	ser</p><p>desvendado	(como	para	Aristóteles,	Platão,	e	outros	pensadores),	mas	um</p><p>mistério	a	ser	vivido.	Epicuro	propunha	isso	sugerindo	uma	vida	sóbria,</p><p>refinada,	no	isolamento	do	mundo,	distante	da	vida	social	ilusória	e	do	poder</p><p>enganoso,	no	culto	da	amizade,	nas	reflexões	delicadas	e	profundas,	porém	não</p><p>intelectualizadas.</p><p>A	filosofia	epicurista	inspira-se	nos	mais	requintados	costumes,	com	foco	nas</p><p>mais	nobres	ocupações,	procurando	a	unidade	estética	e	racional	da	vida	mais	do</p><p>que	do	mundo.	Portanto,	o	epicurismo,	vulgarmente	considerado	como</p><p>propagador	de	devassidão,	sensualidade	e	libertinagem,	de	ateísmo	irreverente,</p><p>representa,	ao	contrário,	uma	norma	de	vida	mais	espiritual	do	que	material.</p><p>Também	o	epicurismo	não	propaga	o	ateísmo,	como	pode	parecer	aos	olhos	de</p><p>um	estudante	menos	atento.	Epicuro	admite	a	divindade	transcendente	única,</p><p>porém	num	panteão	politeísta	hierárquico,	até	de	certo	modo	abstrato.	Os</p><p>“deuses”	são	imortais,	constituídos	de	átomos	sutis,	dotados	de	corpos</p><p>luminosos,	belos,	de	diversas	formas,	inclusive	humanas,	que	nunca	dormem	e</p><p>passam	o	seu	tempo	em	filosófico	convívio;	vivem,	nos	espaços	siderais	sutis.</p><p>Essa	imagem	dos	deuses	se	manifesta	claramente	na	alva	serenidade	do	mármore</p><p>que	transmite	o	ideal	grego	contemplativo	da	vida.	Para	Epicuro,	os	“deuses”</p><p>representam	tão	somente	elementos	do	ideal	estético	da	vida,	que	tem	uma</p><p>expressão	nas	exuberantes	divindades	do	panteão	helênico.</p><p>Assim	como	mostramos	anteriormente	que	Dionísio	e	Baco	nada	têm	a	ver	com</p><p>o	uso	do	vinho	em	libações	alcoólicas	e	festas	pagãs	devassas,	Epicuro	fica	aqui</p><p>salvo	de	uma	imagem	errônea	e	deturpada	pelo	tempo.	Portanto,	a	clássica</p><p>associação	entre	epicurismo,	vinho	(que	era	a	bebida	de	preferência	do	filósofo	e</p><p>de	seus	discípulos,	nos	famosos	encontros	ministrados	por	Epicuro,	em	seus</p><p>majestosos	jardins),	e	o	prazer	exclusivo	e	inconsequente	dos	sentidos	é	falsa.	A</p><p>associação	mais	fiel	é	a	identificação	real	com	o	refinamento,	a	elegância,	o</p><p>equilíbrio,	a	sobriedade,	a	sensibilidade	e	outros	atributos	comuns	ao	epicurismo</p><p>autêntico	e	o	legítimo	mundo	do	vinho.</p><p>Foi	observando	a	sabedoria	(sofia)	ligada	à	filosofia	do	equilíbrio	e	da</p><p>parcimônia	que	envolve	o	mundo	do	vinho	(mundo	exclusivo	para	aqueles	que</p><p>compreendem	a	sua	essência	verdadeira),	que	eu,	inspirado	em	Epicuro,	não	me</p><p>considero	mais	um	enófilo,	ou	seja	um	“amigo	do	vinho”,	mas	um	ENÓSOFO.</p><p>Basta	ver	a	desinência	deste	adjetivo	para	entender	o	que	o	vinho	significa	para</p><p>este	humilde	escriba.</p><p>1	Do	grego	hedon,	que	significa	“prazer”.	Doutrina	filosófica	que	considera	ser	o</p><p>prazer	individual	e	imediato	o	único	bem	possível,	o	princípio	e	o	fim	da	vida</p><p>moral.</p><p>O	vinho	nas	artes</p><p>“Um	bom	vinho	é	poesia	engarrafada.”</p><p>Robert	Louis	Stevenson</p><p>Existem	citações	e	menções	ao	vinho	em	todas	os	campos	da	arte	–	na	literatura,</p><p>na	poesia,	na	música,	no	teatro,	no	cinema	e	principalmente	na	culinária.</p><p>Na	poesia,	diversos	são	os	autores,	como	Baudelaire,	Shakespeare,	Pablo</p><p>Neruda,	Juan	Ponce,	os	nossos	Mario	Quintana	e	Jorge	Luiz	Borges,	além	de</p><p>muitos	outros,	em	poemas	conhecidos,	como	pode	ser	verificado	em	diversas</p><p>páginas	deste	trabalho.	Destacamos	abaixo	mais	alguns,	também	muito</p><p>interessantes:</p><p>Soneto	do	Vinho</p><p>Jorge	Luis	Borges</p><p>Em	que	reino,	em	que	século,	sob	que	silenciosa</p><p>Conjunção	dos	astros,	em	que	dia	secreto</p><p>Que	o	mármore	não	salvou,	surgiu	a	valorosa</p><p>E	singular	ideia	de	inventar	a	alegria?</p><p>Com	outonos	de	ouro	a	inventaram.</p><p>O	vinho	flui	rubro	ao	longo	das	gerações</p><p>Como	o	rio	do	tempo	e	no	árduo	caminho</p><p>Nos	invada	sua	música,	seu	fogo	e	seus	leões.</p><p>Na	noite	do	júbilo	ou	na	jornada	adversa</p><p>Exalta	a	alegria	ou	mitiga	o	espanto</p><p>E	a	exaltação	nova	que	este	dia	lhe	canto</p><p>Outrora	a	cantaram	o	árabe	e	o	persa.</p><p>Vinho,	ensina-me	a	arte	de	ver	minha	própria	história</p><p>Como	se	esta	já	fora	cinza	na	memória.</p><p>Vinhoterapia</p><p>Roberta	Von	Doelinger</p><p>Na	confraria	do	tempo</p><p>Degusto	emoções</p><p>Exponho	sentimentos</p><p>Medeio	aflições</p><p>Sorvo	o	mais	seleto	vinho</p><p>Ergo	taças	ao	céu</p><p>Embriago-me	de	anseios</p><p>E	lanço-me	ao	léu</p><p>No	hálito	quente</p><p>De	lábios	sem	verbo</p><p>Tenho	o	silêncio	como	testemunha</p><p>E	um	Shiraz	por	perto</p><p>A	embriaguez	que	me	venha</p><p>de	um	modo	voraz</p><p>E	que	me	faça	companheira</p><p>Do	seu	barco	sem	cais</p><p>Na	manhã	seguinte</p><p>Presto	conta	do	meu	ato</p><p>Tomando	a	certeira	decisão</p><p>De	ser	cúmplice...	de	Baco</p><p>Ode	ao	Vinho</p><p>Pablo	Neruda</p><p>Vinho	cor	do	dia</p><p>vinho	cor	da	noite</p><p>vinho	com	pés	púrpura</p><p>o	sangue	de	topázio</p><p>vinho,</p><p>estrelado	filho</p><p>da	terra</p><p>vinho,	liso</p><p>como	uma	espada	de	ouro,</p><p>suave</p><p>como	um	desordenado	veludo</p><p>vinho	encaracolado</p><p>e	suspenso,</p><p>amoroso,	marinho</p><p>nunca	coubeste	em	um	copo,</p><p>em	um	canto,	em	um	homem,</p><p>coral,	gregário	és,</p><p>e	quando	menos	mútuo.</p><p>O	vinho</p><p>move	a	primavera</p><p>cresce	como	uma	planta	de	alegria</p><p>caem	muros,</p><p>penhascos,</p><p>se	fecham	os	abismos,</p><p>nasce	o	canto.</p><p>Oh	tú,	jarra	de	vinho,	no	deserto</p><p>com	a	saborosa	que	amo,</p><p>disse	o	velho	poeta.</p><p>Que	o	cântaro	do	vinho</p><p>ao	peso	do	amor	some	seu	beijo.</p><p>Amo	sobre	uma	mesa,</p><p>quando	se	fala,</p><p>à	luz	de	uma	garrafa</p><p>de	inteligente	vinho.</p><p>Que	o	bebam,</p><p>que	recordem	em	cada</p><p>gota	de	ouro</p><p>ou	copo	de	topázio</p><p>ou	colher	de	púrpura</p><p>que	trabalhou	no	outono</p><p>até	encher	de	vinho	as	vasilhas</p><p>e	aprenda	o	homem	obscuro,</p><p>no	cerimonial	de	seu	negócio,</p><p>a	recordar	a	terra	e	seus	deveres,</p><p>a	propagar	o	cântico	do	fruto.</p><p>Canção	do	Vinho</p><p>Juan	Ponce</p><p>Ave,	color	vini	clari,	(ave	cor	do	vinho	claro)</p><p>Ave,	sapor	sine	pari,	(ave	sabor	inigualável)</p><p>Tua	nos	inebriari,</p><p>Digneris	potência.	(seu	poder	que	nos	embriaga	)</p><p>O	quam	felix	creatura!	(que	feliz	criação)</p><p>Quam	perduxi	vitis	pura.	(produzida	pela	pura	vinha)</p><p>Omnis	mensa	sit	secura.	(toda	mesa	está	segura)</p><p>In	tua	prescencia	(com	tua	presença)</p><p>O	quam	placens	in	colore,	(Ó	quão	agradável	na	cor)</p><p>O	quam	fragans	in	odore,	(quão	fragrante	em	aroma)</p><p>O	quam	sapidum	in	ore,	(quão	saboroso	na	boca)</p><p>Dulce	linguis	vinculum.	(cujo	doce	aprisiona	a	língua)</p><p>Felix	venter	quem	intrabis.	(feliz	do	ventre	em	que	tu	entras)</p><p>Felix	gutur	quod	rigabis.(feliz	da	garganta	que	tu	molhas)</p><p>O	felix	os	quod	lababis	(feliz	da	boca	que	tu	lavas)</p><p>O	beata	labia!	(ó	lábios	santificados!)</p><p>Ergo	vinum	colaudemus	(louvemos	o	vinho)</p><p>Non	potantes	confundemos	(e	que	os	abstêmios	sejam	confundidos)</p><p>In	eterna	secula	(pela	eternidade	dos	séculos)</p><p>Amen.	(Amém)</p><p>Existem	também	milhares	de	músicas	com	títulos	que	mencionam	o	vinho.	Uma</p><p>das	mais	famosas	foi	a	trilha	sonora	do	famoso	filme	Days	of	Wine	&	Roses</p><p>(Dias	de	vinho	e	rosas),	de	Henry	Mancini	e	letra	de	Johnny	Mercer,	que	marcou</p><p>época.	Outras	também	conhecidas,	entre	tantas	e	de	diversos	estilos,	temos	(em</p><p>ordem	alfabética):	A	Steel	Guitar	and	a	Glass	of	Wine	–	Paul	Anka,	Bottle	of</p><p>Red	Wine	–	Eric	Clapton	/	Derek	and	the	Dominos,	Champagne	(per	brindare</p><p>um	encontro)	–	Nico	Fidenco	e	outros,	Honk	Tonk	Wine	–	Jerry	Lee	Lewis,</p><p>Kisses	Sweeter	than	Wine	–	The	Weavers,	Lips	of	Wine	–	Andy	Williams,	Little</p><p>Ole	Wine	Drinking	Me	–	Dean	Martin,	Old	Red	Wine	–	The	Who,	Wine	and</p><p>Roses	–	John	Fahey,	etc.	Estas	são	apenas	algumas	das	músicas	com	vinho	em</p><p>seus	títulos.	Músicas	que	mencionam	o	vinho	em	suas	letras	são	aos	milhares</p><p>No	cinema,	são	numerosos	também	os	filmes	que	mostram	cenas	nas	quais	se</p><p>bebe	vinho,	como	Casablanca,	Cleópatra,	O	Poderoso	Chefão,	todos	os	filmes	de</p><p>007	(James	Bond)	bebendo	champanhe,	Tarde	demais	para	esquecer	(An	Affair</p><p>to	Remember),	O	Falcão	Maltês,	A	Vida	é	Bela,	Assassinato	no	Expresso	do</p><p>Oriente,	Silêncio	dos	Inocentes,	Marcelinho	Pão	e	Vinho,	Jornada	nas	Estrelas,	o</p><p>Idiota,	O	Senhor	dos	Anéis	e	outros.</p><p>Livros	famosos	citando	o	vinho	também	existem</p><p>aos	milhares,	tais	como	“Ana	e</p><p>o	Rei”,	“A	Cidadela”,	“O	Grande	Gatsby”,	“Hamlet”,	“Tubarão”,	“Os	três</p><p>mosqueteiros”	e	muitos,	muitos	outros.</p><p>Na	França	e	na	Itália	é	comum	servir-se	vinho	e	champanhe	(eventualmente</p><p>mousseux)	de	boa	qualidade	gratuitamente	nos	intervalos	em	teatros	e	óperas.</p><p>A	história	do	uso	medicinal	do	vinho</p><p>“In	vino	sanitas”</p><p>(No	vinho	está	a	saúde)</p><p>Plínio,	o	Antigo,	79	AD</p><p>Indicações	para	o	uso	medicinal	do	vinho	podem	ser	encontradas	em	papiros</p><p>egípcios	datados	de	1.500	AC	e	relatam	o	seu	uso	como	tratamento	contra	asma,</p><p>constipação,	epilepsia,	indigestão,	icterícia	e	contra	a	depressão.</p><p>Hipócrates	deixou	muitos	escritos	e	observações	sobre	as	virtudes	terapêuticas</p><p>do	vinho,	até	hoje	citados	em	textos	de	história	da	medicina;	ele	comenta	as</p><p>qualidades	medicinais	do	vinho	em	sua	“História	da	Medicina”,	onde	recomenda</p><p>a	bebida	para	o	tratamento	da	desnutrição,	como	purgativo,	antitérmico,</p><p>antisséptico	e	também	contra	a	depressão.</p><p>São	numerosas	as	referências	ao	uso	do	vinho	como	remédio	na	medicina	de</p><p>todos	os	povos	antigos,	modernos	e	contemporâneos.	Os	registros	históricos</p><p>informam	que	a	bebida	fazia	parte	da	lista	de	recursos	terapêuticos	dos	hindus,</p><p>chineses,	egípcios,	persas,	gregos,	romanos,	turcos,	e	considerados	em	todos	os</p><p>relatos	como	um	“remédio	para	o	corpo	e	para	a	alma”	.	Famosos	médicos	da</p><p>antiguidade	como	Hipócrates,	Galeno,	Celso	e	Avicena	conheciam	e	aplicavam</p><p>as	propriedades	medicinais	do	vinho,	sendo	que	alguns	apontavam	detalhes</p><p>sobre	o	seu	mecanismo	de	ação¹.</p><p>Galeno,	o	famoso	grego	médico	contemporâneo	de	Hipócrates,	que	viveu	em</p><p>Roma	(131	–	201	d.C),	médico	particular	do	imperador	Marco	Aurélio,	é	autor</p><p>de	um	tratado	denominado	De	antídotos,	que	detalha	o	efeito	de	elixires	à	base</p><p>de	vinho	e	ervas	usados	como	antídotos	de	venenos.	Mais	do	que	isso,	o	tratado</p><p>tece	considerações	pormenorizadas	sobre	como	deveriam	ser	analisados,</p><p>conservados	e	envelhecidos	os	vinhos	de	várias	partes	do	mundo,	bebidos	em</p><p>Roma	nessa	época.	Segundo	Galeno,	o	vinho	para	fins	medicinais	deveria	ser</p><p>escolhido	iniciando-se	com	aqueles	com	a	idade	de	20	anos,	pois	deveriam	ser</p><p>amargos,	e	depois	se	experimentar	safras	mais	novas	até	que	se	encontrasse	o</p><p>vinho	mais	velho,	destituído	de	amargor,	que	seria	então	o	vinho	adequado	para</p><p>ser	ingerido	ou	para	a	elaboração	das	famosas	fórmulas	“galênicas”.	Galeno	cita</p><p>em	seu	tratado	dois	vinhos	famosos	na	época,	como	o	Sorrentino	e	o	Falerniano,</p><p>escolhidos	por	ele	como	os	melhores,	produzidos	em	vinhedos	próximos	a</p><p>Roma.	Galeno	assim	resgatou	o	prestígio	dos	vinhos	romanos,	que	perdiam</p><p>terreno	para	os	vinhos	gregos,	por	serem	considerados	demasiado	ácidos	quando</p><p>comparados	aos	estrangeiros,	mais	suaves	e	adocicados.	O	médico	chega	a</p><p>descrever	detalhes	que	qualificavam	os	vinhos	romanos,	notadamente	os</p><p>brancos,	como	sendo	mais	fortes	e	levemente	adstringentes,	variando	entre</p><p>encorpados	e	leves.</p><p>O	primeiro	livro	impresso	conhecido	sobre	o	vinho	(já	mencionado	no	capítulo</p><p>anterior),	publicado	no	ano	de	1.300,	o	“Liber	de	Vinis”,	foi	escrito	por	Arnaldo</p><p>de	Vilanova,	que	era	médico	e	professor	da	Universidade	de	Montpellier.	O	livro</p><p>apresenta	uma	abordagem	médica	do	vinho,	citando	as	propriedades	curativas	de</p><p>vinhos	aromatizados	com	ervas,	indicados	para	uma	infinidade	de	doenças.	Num</p><p>dos	trechos	do	“Liber	de	Vinis”	está	a	citação	de	que	“o	vinho	aromatizado	com</p><p>arlequim	tem	qualidades	maravilhosas,	tais	como:	restabelecer	o	apetite	e	as</p><p>energias,	exaltar	a	alma,	embelezar	a	face,	promover	o	crescimento	dos	cabelos,</p><p>limpar	os	dentes	e	manter	a	pessoa	jovem”.</p><p>As	aplicações	do	vinho	na	medicina	moderna	serão	apresentadas	a	seguir.</p><p>1	Segundo	Johnson	H.	Em	The	Story	of	Wine.	London:	Mitchell-Beazley,	1989:</p><p>480.</p><p>Uva:	a	matéria-prima	mágica</p><p>Para	compreendermos	os	efeitos	do	vinho,	primeiramente	precisamos	conhecer	a</p><p>composição	da	uva,	a	sua	matéria-prima.</p><p>A	incrível	composição	da	uva	e	do	vinho</p><p>A	uva	é	uma	fruta	detentora	de	grande	potencial	medicinal,	utilizada	como</p><p>remédio	natural	desde	tempos	antigos.	Na	medicina	natural	e	na	naturopatia,</p><p>existem	dezenas	de	indicações	e	procedimentos	terapêuticos	que	se	utilizam	de</p><p>dietas	à	base	de	uva	e	de	suco	de	uva.	A	medicina	tradicional	e	a	medicina</p><p>doméstica	apontam	que	a	uva	tem	ação	diurética,	que	ajuda	a	ativar	a	função</p><p>renal,	além	de	ser	levemente	laxante,	atuando	eficazmente	contra	muitas</p><p>enfermidades	intestinais	e	hepáticas.	As	uvas	verdes,	ou	brancas,	têm	poderes</p><p>antibacterianos	e	antivirais.</p><p>A	composição	da	uva</p><p>A	composição	da	uva	muda	conforme	a	variedade,	mas	de	um	modo	geral	as</p><p>uvas	contêm	componentes	comuns.	70%	Da	composição	das	uvas	é	de	água.	É</p><p>uma	fruta	das	mais	ricas	em	carboidratos,	sendo	que	a	glicose	é	o	mais	comum:</p><p>são	cerca	de	25%	de	glicose	e	3%	de	outros	açúcares.	Em	geral,	100	gramas	de</p><p>uva	(como	a	niágara	madura,	por	exemplo)	fornecem	cerca	de	70	calorias.	A	uva</p><p>apresenta	pequenas	quantidades	de	vitaminas	do	complexo	B	e	vitamina	C.</p><p>Outros	componentes	presentes	em	menor	quantidade	são	o	cremor	de	tártaro</p><p>(0,5%),	ácido	tartárico	(0,3%),	outros	ácidos	(0,3%)	e	minerais	–	dependendo	do</p><p>tipo	de	uva	–	como	potássio,	cálcio,	fósforo,	magnésio,	cobre	e	iodo,	0,5%	ao</p><p>todo.</p><p>A	casca	contém	cerca	de	200	compostos	químicos	conhecidos	como	polifenóis,</p><p>que	são	encontrados	em	diversas	formas	na	natureza,	que	integram	os</p><p>flavonoides,	atuando	como	antioxidantes.	São	estruturas	microscópicas,</p><p>presentes	na	polpa	da	uva,	na	casca,	nas	sementes	e	no	engaço.	O	mais</p><p>importante	polifenol	da	uva	é	o	resveratrol,	encontrado	em	uma	película	junto	à</p><p>casca	dos	grãos	da	uva,	que	será	comentado	adiante.	A	casca	de	uva	é	a	parte</p><p>mais	rica	em	pigmentos	chamados	flavonoides,	sendo	o	mais	frequente	a</p><p>quercetina.	Estes	componentes	são	bem	mais	concentrados	nas	uvas	tintas,</p><p>vermelhas	ou	escuras,	e	menos	nas	uvas	brancas,	ou	verdes.</p><p>Semente</p><p>A	semente	da	uva	contém	proantocianidinas	(ver	mais	detalhes	adiante),	que	são</p><p>estruturas	15	a	25	vezes	mais	potentes	que	a	vitamina	E	para	neutralizar	radicais</p><p>livres.	O	óleo	da	semente	da	uva	também	aumenta	o	colesterol	HDL,</p><p>considerado	o	bom	colesterol.</p><p>As	uvas	viníferas</p><p>As	uvas	mais	nobres	utilizadas	para	a	produção	de	vinho	pertencem	à	espécie</p><p>europeia	vitis	vinifera,	mas	há	outras	30	espécies,	sendo	as	mais	conhecidas	as</p><p>americanas	como:	a	vitis	labrusca	(uva	Isabel,	por	exemplo),	vittis	riparia,	vittis</p><p>rupestris,	vittis	aestivalis,	vittis	cardifolia,	vittis	berlandieri,	vittis	monticola;	há</p><p>também	as	espécies	asiáticas,	raramente	utilizadas	nas	Américas	e	na	Europa.</p><p>De	um	modo	geral,	as	uvas	podem	ser	tintas	ou	brancas.	Existem	muitos	tipos	de</p><p>uvas	utilizadas	na	produção	de	vinho.	Aqui	apontamos	apenas	algumas	delas.</p><p>Tipos	de	uvas</p><p>No	mundo	inteiro	vinhos	são	produzidos	com	centenas	de	tipos	de	uvas,	sendo</p><p>que	a	seguir	apresentamos	apenas	algumas	das	principais,	classificadas	como</p><p>nobres	e	especiais,	em	ordem	alfabética:</p><p>Alvarinho</p><p>Cepa	típica	do	norte	da	Península	Ibérica,	é	muito	encontrada	em	Portugal	e	na</p><p>Galícia.	Em	terras	portuguesas,	ela	é	fundamental	na	produção	dos</p><p>famosos	Vinhos	Verdes,	elaborados	no	Minho.	Hoje,	ela	tem	se	espalhado	cada</p><p>vez	mais	e	alcançado	bons	resultados	em	diferentes	países,	como	Estados</p><p>Unidos,	Austrália,	Uruguai,	Chile,	Argentina	e	mesmo	por	aqui,	no	nosso	Brasil.</p><p>O	vinho	branco	produzido	com	esta	uva	mostra	acidez	elevada,	frescor	e	caráter</p><p>mineral	marcantes.</p><p>Barbera</p><p>Uva	tinta	característica	do	Piemonte,	noroeste	da	Itália,	produz	ótimo	vinho</p><p>varietal,	equilibrado,	mas	com	certa	acidez,	que	lhe	caracteriza.	O	vinho	feito</p><p>com	esta	uva	apresenta	bela	cor	rubi	vivo,	com	boa	transparência,	aromas	de</p><p>frutas	vermelhas,	ervas	finas,	um	toque	de	especiarias	e	talvez	hortelã.</p><p>Cabernet	Franc</p><p>Uma	das	mais	apreciadas	uvas	francesas,	originária	da	região	de	Bordeaux,	de</p><p>Saint-Emilion	e	Pomerol.	Produz	vinhos	de	coloração	clara,	mais	delicados	que</p><p>os	da	Cabernet	Sauvignon,	leves,	frutados,	de	boa	acidez	e	com	característico</p><p>aroma	intenso	de	framboesa.	É	muito	utilizado	para	a	produção	de	grande	parte</p><p>dos	vinhos	tintos</p><p>brasileiros.	Deve	ser	consumido	jovem,	ou	seja,	não	muito</p><p>envelhecidos.	Equivale	à	uva	Tauriga,	utilizada	em	Portugal.</p><p>Cabernet	Sauvignon</p><p>É	a	uva	mais	utilizada	para	vinhos	tintos	de	qualidade,	típica	da	França,</p><p>cultivada	em	Medoc,	Graves	e	Bordeaux.	Dependendo	da	experiência	do</p><p>produtor,	com	ela	se	faz	um	vinho	de	excelente	e	característico	buquê,	de	tom</p><p>violeta-escuro.	A	Cabernet	Sauvignon	é	a	rainha	das	uvas	tintas	e	com	ela	se	faz</p><p>o	vinho	chamado	“Rei	dos	Tintos”.</p><p>Chardonnay</p><p>Esta	é	a	rainha	das	uvas	brancas	utilizadas	na	produção	dos	champanhes	e</p><p>espumantes,	além	dos	mais	delicados	vinhos	brancos	convencionais	de	alta</p><p>qualidade,	equilibrados,	refrescantes,	de	aromas	sutis.	É	originária	das	regiões</p><p>francesas	de	Borgonha	e	Champanhe.</p><p>Chenin	Blanc</p><p>Uva	versátil,	gera	desde	um	vinho	branco	seco	até	cremosas	bebidas	de</p><p>sobremesa,	com	aromas	doces,	lembrando	mel	e	flores.</p><p>Gewürztraminer</p><p>Uva	branca,	delicada,	originária	da	Alemanha	e	da	França,	que	produz	um	vinho</p><p>branco	de	elevada	qualidade,	cujos	aromas	caracteristicamente	lembram	flores</p><p>silvestres,	de	sabor	agradável	e	intenso,	inconfundível	para	os	“experts”.</p><p>Merlot</p><p>Outra	uva	francesa	muito	famosa,	comum	à	região	de	Bordeaux.	Produz	vinhos</p><p>mais	encorpados,	de	tonalidade	mais	escura,	de	baixa	acidez,	de	sabor	mais</p><p>adocicado;	seu	buquê	é	menos	acentuado	que	os	vinhos	elaborados	com	a	uva</p><p>Cabernet	Sauvignon	e	Cabernet	Franc.</p><p>Marselan</p><p>Uva	de	origem	francesa,	resultante	do	cruzamento	entre	Cabernet	Sauvignon	e</p><p>Grenache-noir.	Produz	um	vinho	de	coloração	intensa,	boa	estrutura,	com</p><p>taninos	macios,	notas	de	damasco	e	cacau,	e	aroma	delicado	de	frutos</p><p>vermelhos.</p><p>Moscato</p><p>Muito	usada	na	elaboração	de	vinhos	de	sobremesa	e	espumantes	moscatel,	com</p><p>acidez	bem	marcada	e	do	moderado	teor	de	açúcar.</p><p>Nebbiolo</p><p>Uva	tinta	especial,	original	do	Piemonte,	Itália,	com	que	são	produzidos	os</p><p>grandes	Barolos	e	Barbarescos.	É	uma	uva	nobre,	e	geralmente	não	é	combinada</p><p>com	outras	para	elaboração	de	grandes	vinhos.	Produz	um	vinho	com	bela	cor</p><p>granada	escura,	de	bouquet	complexo,	com	equilíbrio	do	álcool,	acidez,</p><p>apresentando	taninos	finos.</p><p>Pinot	Grigio</p><p>Também	conhecida	como	Pinot	Gris	(cinza,	em	francês),	é	uva	rosada,	originária</p><p>da	região	da	Alsácia,	França.	Apesar	da	cor	escura	da	uva,	a	Pinot	Gris	é	usada</p><p>para	produção	de	vinhos	brancos.	Essa	característica	garante	aos	seus	vinhos</p><p>uma	cor	mais	intensa	do	que	a	vista	em	outros	exemplares	brancos.</p><p>Pinot	Noir</p><p>Uva	tinta	difícil	de	cultivar	e	vinificar,	pode	gerar	tanto	vinhos	complexos	como</p><p>inexpressivos,	dependendo	da	experiência	do	produtor.	Produz	vinhos	de</p><p>coloração	clara	para	média,	com	relativo	baixo	teor	de	taninos	e	acidez,	com</p><p>aroma	intenso	e	complexo,	levemente	apimentado	ou	madeirado	(cerejeira),	com</p><p>tendência	a	notas	de	tomate	maduro	(em	terras	ácidas),	cogumelos,	alecrim,</p><p>cominho,	orégano,	ruibarbo,	couro,	baunilha,	carvalho,	alcatrão,	tabaco	e	outros,</p><p>como	características	mais	comumente	descritas	sobre	esta	uva.	Tem	textura	leve</p><p>e	aveludada.	Dois	dos	vinhos	mais	renomados	e	caros	do	mundo,	o	Romanèe-</p><p>Conti	e	o	Volnay,	são	varietais	de	Pinot	Noir.	É	a	uva	vedete	dos	os	enólogos	e</p><p>com	ela,	apesar	de	tinta,	são	feitos	os	champanhes	e	espumantes	mais</p><p>conhecidos	e	raros.</p><p>Pinotage</p><p>A	casta	Pinotage	é	característica	da	África	do	Sul,	criada	por	Abraham	Izak</p><p>Perold	a	partir	de	um	cruzamento	entre	a	uva	Pinot	Noir	e	a	casta	Cinsault	(ou</p><p>Hermitage).	É	muito	cultivada	em	todo	o	país,	compondo	cerca	de	6%	da</p><p>plantação	total	da	região.	A	uva	pode	ser	vinificada	no	estilo	fortificado	e	como</p><p>tinto	espumante.</p><p>Prosecco	(Glera)</p><p>Famosa	pelos	espumantes	do	norte	da	Itália,	a	uva	Prossecco	varia	conforme	a</p><p>vinificação,	podendo	ser	um	espumante	mais	seco	ou,	como	é	mais	comum,	com</p><p>maior	teor	de	açúcar	residual.</p><p>Muitos	acreditam	que	Prosecco	também	é	a	denominação	de	uma	uva	porém,	em</p><p>agosto	de	2009,	ficou	decretado	que	Prosecco	se	tornaria	a	denominação	apenas</p><p>da	região	no	norte	da	Itália,	enquanto	que	a	cepa	seria	denominada	de	Glera	para</p><p>que	não	houvesse	mais	essa	confusão.	A	Glera	é	produzida	nas	regiões	do	norte</p><p>da	Itália.</p><p>Riesling	Itálico</p><p>Uva	típica	do	norte	da	Itália	e	Áustria,	com	a	qual	são	feitos	os	mais	conhecidos</p><p>vinhos	brancos,	italianos	ou	de	outros	países,	incluindo	espumantes,	champanhes</p><p>e	similares.	Tem	um	aroma	característico	de	frutas	cítricas,	sabor	leve,</p><p>proporciona	um	delicado	frescor.</p><p>Sangiovese</p><p>A	varietal	mais	importante	da	região	de	Chianti.	Produz	vinhos	de	corpo	médio	a</p><p>encorpado,	secos,	levemente	picantes,	bastante	ácidos,	com	aroma	e	sabores	de</p><p>cerejas	adocicadas,	especiarias	e	ervas,	e	com	leve	toque	amargo.</p><p>Sauvignon	Blanc</p><p>Adapta-se	bem	a	muitos	tipos	de	clima.	Gera	aromas	e	sabores	de	frutas	tropicais</p><p>e	um	toque	suave	floral,	tem	notas	cítricas	e	típicas	de	melão	maduro.	Uma	das</p><p>uvas	brancas	mais	utilizadas	no	mundo.</p><p>Syrah</p><p>Sinônimo:	Shiraz	(na	Austrália	e	África	do	Sul).	Produz	vinhos	tintos	escuros,</p><p>encorpados,	fortes	e	de	longa	vida,	notadamente	se	envelhecidos	no	carvalho.</p><p>Apresentam	muito	tanino	quando	jovens	e	que	vão	desaparecendo	à	medida	que</p><p>envelhecem;	podem	permanecer	muito	tempo	no	envelhecimento.	Os	aromas	são</p><p>de	frutas	vermelhas	e	especiarias,	principalmente	cravo	e	canela,	que	são</p><p>acentuados	no	envelhecimento	em	barris	de	carvalho.</p><p>Tannat</p><p>Oriunda	do	Madirã,	no	sudoeste	da	França.	Uma	das	uvas	mais	tânicas</p><p>conhecidas,	produzindo	vinhos	firmes	e	bem	estruturados,	bem	escuros,	com</p><p>aromas	muito	característicos	de	amoras	e	groselhas,	tabaco,	frutas	e	especiarias.</p><p>Devido	à	sua	concentração	de	taninos,	tende	a	envelhecer	muito	bem.</p><p>Tempranillo</p><p>A	mais	famosa	uva	tinta	da	Espanha.	De	maturação	precoce	(temprano	em</p><p>espanhol	significa	“cedo”)	e	aromática.	Produz	vinhos	elegantes,	de	baixa</p><p>acidez,	principalmente	se	envelhecida	em	tonéis	de	carvalho,	mostrando	aromas</p><p>característicos	de	frutas	vermelhas	e	de	frutas	secas.</p><p>Touriga	Nacional</p><p>A	rainha	das	uvas	tintas	portuguesas,	tem	origem	nas	terras	da	região	de	Dão,	um</p><p>importante	reduto	vinícola	do	país	lusitano,	mas	seu	cultivo	há	muito	tempo</p><p>ganhou	importância	em	todo	o	território	nacional,	indo	do	Alentejo	ao	Douro.</p><p>É	uma	cepa	versátil	que	produz	vinhos	diversos,	geralmente	elegantes,	com	bom</p><p>teor	alcoólico,	concentração	de	cor	com	marcante	complexidade,	além	de	taninos</p><p>finos,	sabores	intensos,	volume,	equilíbrio	e	aromas	florais	distintos.</p><p>A	composição	do	Vinho</p><p>O	vinho	é	considerado	um	alimento.	A	maioria	dos	países	grandes	produtores	de</p><p>vinho	tem	definido	oficialmente	o	vinho	como	um	alimento.	O	vinho	contém</p><p>cerca	de	mil	substâncias,	das	quais	apenas	600	foram	estudadas.</p><p>O	vinho	é	um	produto	mais	complexo	do	que	a	uva	e	o	suco	de	uva,	por	passar</p><p>por	um	longo	período	de	maturação.	Além	dos	componentes	da	própria	uva,	o</p><p>vinho	agrega	à	sua	composição	muitas	outras	substâncias	que	também	mantêm	a</p><p>bebida	em	constante	mutação,	apresentando	características	diversas	nos</p><p>diferentes	momentos	de	sua	jornada	evolutiva.</p><p>Por	ter	uma	composição	tão	complexa,	como	verificamos,	é	que	o	vinho	pode</p><p>ser	também	considerado	um	alimento	e	não	somente	uma	bebida.	Por	definição,</p><p>alimento	é	toda	substância	que	contribui	para	a	formação,	manutenção	e</p><p>desenvolvimento	do	organismo	humano.	Os	estudiosos	afirmam	que	o	consumo</p><p>moderado	e	regular	do	vinho	ajuda	a	estabelecer	uma	dieta	saudável	para	o</p><p>organismo.</p><p>Principais	componentes	do	vinho</p><p>Álcool</p><p>A	principal	diferença	entre	o	simples	suco	de	uva	e	vinho,	sejam	ambos	de	uvas</p><p>tintas	ou	brancas,	é	a	presença	variável	do	álcool	etílico.	Depois	da	água,	o</p><p>álcool	é	o	componente	do	vinho	presente	em	maior	quantidade,	variando	entre	8</p><p>a	13%	do	volume	ou	com	80	a	110	g/L,	do	peso,	no	vinho	convencional	(Porto,</p><p>Xerez,	Madeira,	etc.	são	vinhos	mais	fortes,	com	maior	teor	alcoólico).</p><p>Conforme	será	visto	adiante,	o	álcool,	ou	etanol,	é	formado	na	fermentação</p><p>alcoólica	dos	açúcares	do	mosto,	pela	ação	das	leveduras.	Além	de	atuar	na</p><p>conservação	do	vinho,	pequenas	doses	de	álcool	favorecem	a	assimilação	dos</p><p>nutrientes	e	dos	componentes	benéficos	da	bebida.</p><p>Além	do	álcool,	o	vinho</p><p>contém	outros	componentes	voláteis	ou	aromáticos</p><p>semelhantes,	em	bem	menor	proporção,	que	participam	das	características</p><p>organolépticas	do	vinho,	correspondendo	a	cerca	de	1%	do	peso	do	álcool.</p><p>Ácidos	orgânicos</p><p>O	vinho	contém	vários	tipo	de	ácidos	orgânicos,	encontrados	na	forma	livre	ou</p><p>como	sais,	entre	os	quais	se	destacam	o	tartárico,	o	málico,	o	cítrico	e	o	lático.	O</p><p>ácido	tartárico	é	o	mais	marcante	e	que	determina	as	características	do	vinho.</p><p>Uma	curiosidade	interessante	é	que	a	videira	é	a	única	planta	conhecida	capaz	de</p><p>produzir	quantidades	abundantes	desse	ácido.</p><p>São	os	ácidos	orgânicos	do	vinho	que	determinam	o	seu	gosto	característico</p><p>estimulante	da	salivação,	definido	pelo	seu	caráter	acidobásico	(pH),	que	varia</p><p>entre	3,0	a	3,8,	e	exatamente	o	que	permite	um	dos	seus	efeitos	medicinais,</p><p>como	digestivo	(eupéptico)	e	antisséptico.	A	ação	digestiva	dos	ácidos	orgânicos</p><p>do	vinho	é	explicada	pelo	estímulo	da	pepsina,	uma	enzima	que	no	suco	gástrico</p><p>funciona	melhor	num	pH	próximo	de	2,0	e	é	responsável	hidrólise	das	proteínas.</p><p>Devido	a	este	fato,	o	vinho	é	conhecido	por	aumentar	a	nossa	capacidade</p><p>digestiva.</p><p>Outros	ácidos	presentes	em	menor	proporção	no	vinho	são	os	ácidos	fenólicos,</p><p>na	forma	livre	ou	salina,	como:	p-hidroxibenzóico,	protocatéico,	vanílico,	gálico,</p><p>siríngico,	como	os	mais	importantes	pois	possuem	também	ação	antisséptica.</p><p>Além	destes	existem	no	vinho	os	ácidos	cinâmicos,	como	o	p-cumárico,	caféico</p><p>e	ferúlico,	também	de	efeito	antisséptico.	Também	os	ácidos	salicílico	e</p><p>gentísico	são	encontrados	tanto	no	vinho	como	na	uva.</p><p>Nos	sucos	de	uva	frequentemente	encontramos	um	outro	ácido,	o	benzóico,</p><p>utilizado	como	conservador,	que	é	um	aditivo	e	não	um	componente	da	uva.	É</p><p>raramente	utilizado	como	conservante	no	vinho	e	seu	excesso	pode	produzir</p><p>efeitos	tóxicos	sobre	o	fígado,	além	da	tradicional	dor	de	cabeça,	ou	cefaleia.</p><p>Tanino</p><p>Taninos	são	compostos	fenólicos	presentes	tanto	na	uva	e	no	vinho,	assim	como</p><p>em	diversos	vegetais	como	o	carvalho,	a	acácia,	nas	frutas	verdes,	etc.	São</p><p>estruturas	químicas	que	se	caracterizam	pela	propriedade	de	se	combinar	com	as</p><p>proteínas,	favorecendo	a	conservação.	São	largamente	utilizados,	por	exemplo,</p><p>na	curtição	do	couro,	para	evitar	a	putrefação	e	conferir	impermeabilidade.</p><p>Produzem	na	boca	a	sensação	de	adstringência,	pois	provocam	a	precipitação	das</p><p>glicoproteínas	encontradas	na	saliva,	reduzindo	a	propriedade	lubrificante	desta.</p><p>Os	taninos	do	vinho	são	responsáveis	pela	atividade	antiviral,	recentemente</p><p>descobertas,	principalmente	dos	vinhos	envelhecidos.	Tem	uma	ação	antibiótica</p><p>ampla	sobre	um	grande	número	de	bactérias,	sendo	capaz	de	inibir	o	crescimento</p><p>de	vários	vírus,	entre	os	quais	o	do	herpes	e	da	poliomielite.</p><p>Também	o	tanino	age	sobre	a	musculatura	do	estômago	estimulando	as</p><p>contrações,	favorecendo	assim	a	digestão.	Qualquer	outro	alimento	rico	em</p><p>tanino	produz	muita	adstringência	incomodativa	na	boca,	mas	a	originalidade	do</p><p>vinho	está	no	fato	de	ele	permitir	absorver	uma	quantidade	elevada	de	tanino,</p><p>mas	de	modo	agradável.</p><p>Antocianinas</p><p>As	antocianinas	são	pigmentos	vermelhos	muito	difundidas	na	natureza,	fazem</p><p>parte	da	coloração	das	flores	e	dos	frutos	e	presentes	na	casca	das	uvas	tintas.</p><p>São	responsáveis	pela	coloração	vermelha	dos	vinhos	tintos	jovens.	As</p><p>principais	antocianinas	do	vinho	são	a	malvidina,	a	cianidina,	a	petunidina,	a</p><p>peonidina	e	a	delfinidina.</p><p>A	malvidina	é	a	antocianina	mais	importante	nos	vinhos	tintos	feitos	de	uvas</p><p>europeias	(vitis	vinifera)	e	apresenta	a	capacidade	de	inibição	ao	crescimento	de</p><p>bactérias	perigosas.	Os	vinhos	novos,	mais	ricos	em	malvidina	e	outras</p><p>antocianidinas	livres,	apresentam	maior	potencial	antibacteriano	mais	elevada</p><p>em	relação	aos	vinhos	mais	velhos.</p><p>O	notável	livro	“Vinha	–	Planta	Medicinal”,	de	autoria	do	professor	J.</p><p>Mesquelier	mostra	pesquisas	contundentes	sobre	as	qualidades	medicinais	do</p><p>vinho,	devido	à	ação	dos	antocianos,	presentes	nos	polifenóis	com	efeitos</p><p>confirmados	como	fator	anticancerígeno,	fator	anti-histamínico,	anti-</p><p>inflamatório,	protetor	vascular	e	redutor	de	radicais	livres,	além	de	proteção</p><p>contra	as	radiações	ionizantes,	e	até	ação	anticárie.</p><p>Flavonoides</p><p>São	compostos	também	fenólicos,	ou	pigmentos	amarelos,	presentes	na	película</p><p>da	uva	tinta,	na	forma	de	monoglicosídeos	de	kaempferol,	quercetina	e	da</p><p>mirecetina.	A	quercetina	está	presente	também	nas	películas	das	uvas	brancas.</p><p>Os	flavonoides	são	conhecidos	pelo	seu	grande	poder	antioxidante,	maior	que	a</p><p>vitamina	e,	atua	na	redução	dos	radicais	livres.</p><p>Procianidinas</p><p>São	compostos	químicos	classificados	como	catequinas.	Estão	mais</p><p>concentradas	nas	sementes	das	uvas	e,	nos	vinhos,	em	bem	maior	concentração</p><p>nos	tintos	do	que	nos	brancos.	Estão	relacionadas	ao	efeito	de	maior	resistência</p><p>dos	vasos	sanguíneos	e	proteção	contra	doenças	cardiovasculares.</p><p>Estilbenos</p><p>Também	do	grupo	de	compostos	fenólicos,	ou	polifenóis,	há	o	resveratrol	(uma</p><p>fitoalexina)	como	principal	vedete.	O	resveratrol	é	sintetizado	pela	videira	como</p><p>reação	de	defesa,	em	resposta	a	uma	situação	de	estresse,	como	por	exemplo,	o</p><p>ataque	de	microrganismos	prejudiciais.	O	composto	tem	sido	muito	estudado</p><p>devido	ao	efeito	protetor	das	doenças	cardiovasculares.	A	concentração	de</p><p>resveratrol	no	vinho	varia	de	1,3	a	7,0	mg/L.</p><p>Vitaminas</p><p>O	vinho	apresenta	quantidades	modestas	de	vitaminas,	mas	não	deixa	de	ser	uma</p><p>fonte	das	mesmas,	razão	pela	qual	é	considerado	como	alimento	em	diversos</p><p>países.	Entre	as	vitaminas	hidrossolúveis,	o	vinho	contém	vitamina	C,	várias	do</p><p>complexo	B	(B1,	B2,	B12	e	PP),	colina,	ácido	fólico	e	mesoinositol.	Entre	as</p><p>lipossolúveis	a	bebida	possui	as	vitaminas	A,	D,	E	e	K.	Devido	às	suas</p><p>quantidades	de	vitaminas	lipossolúveis,	o	vinho,	apesar	de	poder	ser	entendido</p><p>com	alimento,	não	é	um	alimento	base,	no	entanto,	o	mesoinositol	está	presente</p><p>no	vinho	em	quantidades	próximas	às	necessidades	humanas	diárias.	Além	disso,</p><p>as	pequeníssimas	quantidades	de	vitamina	B12	presentes	na	bebida	já	são</p><p>suficientes	para	que	o	vinho	seja	considerado	uma	fonte	aceitável	deste</p><p>nutriente,	principalmente	para	vegetarianos,	uma	vez	que	as	necessidades	diárias</p><p>de	B12	são	medidas	em	microgramas.</p><p>Aminoácidos</p><p>Aminoácidos	são	estruturas	químicas	responsáveis	pela	estruturação	das</p><p>proteínas,	enzimas	e	de	muitos	outros	elementos	do	corpo	humano	e	do</p><p>metabolismo.	O	vinho	contém	os	24	aminoácidos,	em	proporções	semelhantes	às</p><p>do	sangue	humano,	sendo	que	os	principais	mais	encontrados	são:</p><p>Alanina Lisina</p><p>Arginina Serina</p><p>Glicina Treonina</p><p>Cistidina Tirosina</p><p>Leucina Valina</p><p>Isoleucina Fenilalanina</p><p>Triptofano Ácido	aspártico</p><p>Prolina Ácido	glutâmico</p><p>Metionina</p><p>O	aminoácido	predominante	do	vinho	é	a	prolina,	além	de	quantidades	razoáveis</p><p>de	alanina,	ácido	aspártico	e	ácido	glutâmico,	este	último	afeta	positivamente	o</p><p>metabolismo	cerebral.</p><p>Alguns	dos	aminoácidos	presentes	no	vinho	atuam	como	ativadores	do	sistema</p><p>nervoso,	estimulantes	do	apetite	e	na	utilização	da	vitamina	C.	O	triptofano,	por</p><p>exemplo,	é	um	precursor	da	serotonina	e	de	outros	mediadores	químicos</p><p>cerebrais;	quando	os	níveis	de	triptofano	estão	reduzidos,	há	menor	crescimento</p><p>cerebral,	tendência	à	depressão	(redução	da	serotonina)	e	ansiedade.</p><p>Minerais</p><p>Os	minerais	do	vinho	(cinzas)	representam	em	média	2,0	g/L	e	aproximadamente</p><p>10%	do	teor	do	extrato	seco	reduzido.	Os	minerais	e	microminerais	mais	comuns</p><p>são:	sódio,	potássio,	cloro,	cálcio,	magnésio,	ferro,	manganês,	cobre,	zinco,</p><p>cromo,	silício,	iodo,	boro,	flúor,	molibidênio,	lítio	e	vanádio.</p><p>Potássio</p><p>O	potássio	é	o	mineral	mais	importante	do	vinho,	compondo	cerca	de	50%	do</p><p>teor	de	cinzas	e	é	grandemente	responsável	pela	propriedade	diurética	dos</p><p>vinhos.	Os	brancos	possuem	menos	potássio,	mas	são	mais	diuréticos	que	os</p><p>tintos,	por	possuírem	menor	teor	de	tanino.	O	potássio	exerce	papel	fundamental</p><p>na	manutenção	do	ambiente	alcalino	intracelular,	é	importante	para	as	células</p><p>nervosas	que	controlam	as	contrações	musculares	e	estimulante	da	função	renal.</p><p>Meia-garrafa	de	vinho	fornece	1/5	(um	quinto)	da	necessidade	diária</p><p>de	potássio.</p><p>A	deficiência	deste	íon	produz	problemas	nervosos,	fraqueza	muscular,</p><p>taquicardia	e	batimento	irregular	do	coração.</p><p>Cálcio</p><p>O	cálcio	e	o	magnésio	presentes	no	vinho	são	fundamentais	em	diversas	funções</p><p>conhecidas	e	explicam	vários	dos	efeitos	benéficos	da	bebida.	O	vinho	tem</p><p>grande	quantidade	de	cálcio,	que	é	fundamental	para	a	formação	e	a	sanidade</p><p>dos	ossos	e	dentes,	regulação	do	coração,	transmissão	nervosa	e	funcionamento</p><p>muscular.</p><p>Cromo</p><p>O	cromo	atua	no	metabolismo	da	glicose	e	das	gorduras	e	é	necessário	à	ação	da</p><p>insulina.	Uma	dieta	deficiente	em	cromo	produz	diminuição	da	tolerância	à</p><p>glicose,	desenvolvimento	de	um	quadro	moderado	de	diabete,	distúrbios	na</p><p>síntese	proteica,	elevação	do	colesterol,	deposição	de	placas	ateromatosas	na</p><p>aorta,	diminuição	da	resistência	ao	estresse	induzido	por	exercício,	retardo	do</p><p>crescimento	e	diminuição	da	vida	média.	O	suco	de	uva	é	rico	em	cromo,	mas	o</p><p>mineral	está	presente	em	menor	quantidade	que	no	vinho	devido	à	ação	das</p><p>leveduras,	que	podem	sintetizar	um	composto	do	cromo	(o	fator	de	tolerância	à</p><p>glicose)	até	20	vezes	mais	efetivo	do	que	o	cloreto	crômico	na	atenuação	dos</p><p>sintomas	da	sua	deficiência.	As	necessidades	diárias	de	cromo	variam	de	20	a</p><p>500	mg	e	o	vinho	contem	em	média	450	mg/litro.</p><p>Silício</p><p>Micromineral	essencial	existente	em	quantidades	significativas	no	vinho,	na</p><p>proporção	de	20	mg/litro.	As	necessidades	diárias	não	são	bem	definidas,	mas</p><p>calcula-se	que	deva	estar	entre	3	a	5	mg	por	dia,	a	quantidade	presente	em	cerca</p><p>de	dois	cálices	de	vinho.	Ele	atua	no	metabolismo	do	colesterol	e	há	a	hipótese</p><p>de	que	a	sua	ausência	contribua	para	o	surgimento	aterosclerose.	O	silício	se	liga</p><p>aos	mucopolissacarídeos	e	ao	colágeno	e	nas	artérias	ateroscleróticas	há	redução</p><p>da	sua	concentração.</p><p>Ferro</p><p>O	ferro	está	presente	em	pequena	quantidade	(3	a	4	mg/litro)	no	vinho,	na	forma</p><p>de	ferro	ferroso,	um	composto	mais	facilmente	assimilável.	Por	isso,	de	um</p><p>modo	geral,	o	vinho	é	uma	boa	fonte	de	ferro.	Meia	garrafa	de	vinho	fornece</p><p>cerca	de	40%	das	necessidades	diárias	de	um	adulto.	O	ferro	contribui</p><p>enormemente	para	a	saúde,	na	saturação	das	células	vermelhas	e	metabolismo	do</p><p>oxigênio.</p><p>Enxofre</p><p>O	enxofre	natural	da	uva	e	do	vinho	(na	confundir	com	o	anidrido	sulfuroso	ou	o</p><p>dióxido	de	enxofre	que	são	acrescentados	ao	vinho)	está	na	forma	de	sulfato.</p><p>Este	enxofre	natural	protege	o	fígado,	atuando	como	um	filtro	preventivo	contra</p><p>microrganismos	prejudiciais	e	contra	toxinas	orgânicas.</p><p>Sódio</p><p>O	sódio	tem	a	função	primária	de	regular	a	acidez	dos	fluidos	corpóreos.	A</p><p>deficiência	em	sódio	causa	desidratação,	fraqueza,	desmaio	e	confusão	mental;</p><p>em	excesso	produz	edemas,	hipertensão	e	eventual	dano	renal.</p><p>Fósforo</p><p>O	fósforo	dinamiza	o	metabolismo	do	oxigênio	e	tem	influência	no	balanço	entre</p><p>a	gordura	e	o	açúcar	no	sangue,	sendo	também	essencial	para	as	contrações</p><p>musculares	e	para	a	composição	dos	lipídios	cerebrais.</p><p>Iodo</p><p>Em	pequena	quantidade	no	vinho	e	na	uva,	mas	suas	necessidades	são	também</p><p>pequenas.	O	iodo	está	relacionado	com	a	produção	ideal	dos	hormônios</p><p>tireoidianos.</p><p>Flúor</p><p>Um	micromineral	essencial	na	formação	de	tecidos	ósseos	e	dentários.</p><p>Lítio</p><p>O	lítio	também	está	presente	em	pequena	quantidade	no	vinho,	mas	as	suas</p><p>necessidades	são	também	diminutas;	ele	tem	conhecida	ação	antidepressiva.</p><p>Também	no	vinho	são	encontrados	outros	elementos	minerais	na	forma	de</p><p>ânions,	tais	como	fosfatos,	sulfatos	e	cloretos.</p><p>Aminas</p><p>O	vinho	contém	pequenas	quantidades	de	aminas,	sendo	as	principais,	a	recém</p><p>descoberta	serotonina	–	famoso	hormônio	do	bom	humor,	talvez	um	dos</p><p>responsáveis	pelo	bem-estar	provocado	pelo	vinho;	e	a	histamina	–	resultante	de</p><p>vinhos	elaborados	em	condições	microbiológicas	inadequadas.</p><p>Tabela	de	composição	aproximada	de	nutrientes</p><p>e	alguns	componentes	presentes	no	vinho	tinto	e	branco</p><p>Nutrientes Unidade Vinho	tinto	(180	ml)Vinho	branco	(180	ml) QDR*</p><p>Calorias Kcal 180,000 170,000 2.700,000</p><p>Carboidratos g 4,250 2,000 -</p><p>Proteínas g 0,500 0,250 -</p><p>Álcool g 23,250 23,250 45,000**</p><p>Cinzas g 0,750 0,500 -</p><p>Colesterol mg 0 0 300,000</p><p>VITAMINAS</p><p>Tiamina mg 0,012 0,010 1,100</p><p>Riboflavina mg 0,070 0,012 1,700</p><p>Ácido	nicot. mg 0,202 0,167 -</p><p>Ácido	pantot. mg 0,085 0,052 -</p><p>Vitamina	B6 mg 0,085 0,035 2,000</p><p>Vitamina	B12 mcg 0,025 0,000 2,000</p><p>MINERAIS</p><p>Cálcio mg 20,000 22,500 800,000</p><p>Ferro mg 1,075 0,800 7,000</p><p>Magnésio mg 32,500 25,000 320,000</p><p>Fósforo mg 35,000 35,000 1,000,000</p><p>Potássio mg 280,000 200,000 95,000</p><p>Sódio mg 12,500 12,500 70,000</p><p>Zinco mg 0,225 0,175 12,000</p><p>Cobre mg 0,050 0,052 2,000</p><p>Manganês mg 1,492 1,147 -</p><p>*	Quantidades	diárias	recomendáveis	para	um	homem	de	porte	físico	médio.</p><p>**Limite	em	que	o	álcool	é	considerado	totalmente	inócuo	a	um	homem	de	porte</p><p>físico	médio.</p><p>Sulfitos	ou	anidrido	sulfuroso	e	sorbatos,	componente	não	natural,	mas</p><p>presente	na	maioria	dos	vinhos.</p><p>É	o	conservante	P-V,	SO2,	anidrido	sulfuroso	ou	metasulfito,	derivado	do</p><p>enxofre,	utilizado	pelos	fabricantes	de	vinho	em	vários	estágios	do	processo	de</p><p>produção	com	vários	objetivos,	entre	eles	evitar	que	o	vinho	se	torne	vinagre	ou</p><p>que	se	deteriore	devido	à	exposição	ao	oxigênio;	além	disso	é	usado	para</p><p>proteger	o	sabor	do	vinho.	O	uso	do	enxofre	na	produção	do	vinho,	apesar	de</p><p>parecer	uma	atividade	nova,	é	utilizado	desde	os	tempos	dos	romanos	e	raros	são</p><p>os	produtores	que	deixam	de	fazer	uso	deste	recurso,	mesmo	para	os	vinhos	mais</p><p>raros.	O	sulfito,	ou	SO2	é	um	gás	incolor,	mas	pode	ser	usado	na	forma	de	sal</p><p>(dióxido	de	enxofre).	Na	forma	gasosa	apresenta	um	odor	irritante	característico.</p><p>Em	ambas	as	formas	os	compostos	de	enxofre	têm	efeito	antisséptico,</p><p>antifermentativo,	desinfetante	e	esterilizante,	cujo	principal	efeito	é	impedir	o</p><p>desenvolvimento	e	a	multiplicação	dos	microrganismos.	Quando	empregado	em</p><p>doses	elevadas,	acima	do	recomendado,	o	SO2	produz	um	odor	e	um	sabor</p><p>característicos	e	pode	ser	tóxico	para	o	organismo.</p><p>Efeitos	tóxicos	do	SO2	ou	do	dióxido	de	enxofre</p><p>O	dióxido	de	enxofre	é	um	gás	tóxico	e	corrosivo	na	presença	de	umidade,	age</p><p>principalmente	no	sistema	respiratório,	exercendo	uma	ação	corrosiva	e</p><p>causando	grande	irritação.	A	exposição	a	altas	concentrações	do	gás	pode	causar</p><p>queimadura	nos	olhos.	O	contato	direto	dos	olhos	com	dióxido	de	enxofre</p><p>líquido	causa	queimaduras	muito	serias.	O	contato	do	dióxido	de	enxofre	com	a</p><p>pele,	dependendo	da	intensidade,	poderá	causar	irritação	ou	queimaduras.</p><p>Nos	vinhos	e	em	alguns	sucos	de	uva,	o	SO2	está	presente	em	quantidades	muito</p><p>pequenas	e	não	produz	danos	ao	organismo,	porém,	se	estiver	presente	em</p><p>quantidades	acima	do	permitido	pela	lei,	pode	ter	efeito	tóxico	sobre	o	fígado.</p><p>Comumente,	os	vinhos	de	muito	baixa	qualidade	contém	quantidades	de	SO2</p><p>acima	do	permitido,	o	que	pode	ser	danoso	ao	organismo.</p><p>Para	limitar	a	ingestão	de	sulfitos,	é	importante	saber	que	os	vinhos	tintos	secos</p><p>de	qualidade,	seguindo	de	vinhos	brancos,	exigem	menos	desse	produto,	já	os</p><p>vinhos	suaves	tendem	a	conter	maiores	quantidades	de	anidrido	sulfuroso.</p><p>PIV	(sorbato	de	potássio)</p><p>O	sorbato	de	potássio	é	o	sal	de	potássio	do	ácido	sórbico,	usado	como	fungicida</p><p>e	bactericida,	inibidor	do	crescimento	de	bolores	e	leveduras,	amplamente</p><p>utilizado	na	alimentação	como	conservante	em	diversos	alimentos,	incluindo</p><p>alguns	sucos	de	uva	e	vinhos	de	qualidade	inferior.	Apesar	de	classificado	como</p><p>irritante,	é	um	conservante	considerado	não-tóxico	e	seguro.	Raramente	podem</p><p>ocorrer	reações	alérgicas,	mas	é	um	aditivo	geralmente	bem	tolerado	quando</p><p>administrado	corretamente.</p><p>Como	é	feita	a	bebida	do	milagre</p><p>“O	Homem	faz	o	vinho	e	o	vinho	refaz	o	Homem.”</p><p>Autor	desconhecido</p><p>Está	escrito	que	Jesus	conseguia	fazer	a	partir	da	água,	mas	para	nós,	simples</p><p>mortais,	não	é	tão	fácil	assim,	aliás,	fazer	vinho	é	deveras	complicado	e</p><p>trabalhoso,	como	veremos	a	seguir.</p><p>A	produção	do	vinho</p><p>Muito	da	qualidade	de	um	vinho	depende	da	correta	colheita	das	uvas.	Com	o</p><p>desenvolvimento	da	maturação,	as	uvas	vão	perdendo	acidez	e	se	enriquecendo</p><p>em	açúcar,	até	que	atingem	um	ponto	em	que	o	açúcar	deixa	de	se	formar;</p><p>portanto,	o	mais	importante	é	a	escolha	da	época	certa	para	a	colheita,	e	depois	a</p><p>escolha	dos	cachos	apropriados.	Inicia-se	então	a	vindima,	que	é	o	período	entre</p><p>a	colheita	das	uvas	e	o	início	da	produção	do	vinho.	No	momento	da	colheita,	os</p><p>cachos	não	podem	apresentar	bagos	deteriorados	e	não	devem	estar	molhados,</p><p>pois	isso	pode	produzir	vinho	de	qualidade	inferior.</p><p>A	colheita	das	uvas	sempre	foi	um	momento	especial,	onde	camponeses	e</p><p>funcionários	dedicam-se	ao	trabalho	de	cortar	os	cachos	das	parreiras,	o	que</p><p>geralmente	é	seguido	de	um	momento	de	comemoração	e	alegria.	Recomenda-se</p><p>que	a	colheita	seja	realizada	cedo	pela	manhã,	quando	a	temperatura	ainda	não</p><p>está	alta.	As	uvas	são	então	transportadas	para	galpões,	onde	são	classificadas	e</p><p>separadas	por	variedade,	pesadas	e	analisadas.	Depois	são	despejadas	em</p><p>tanques	de	concreto	ladrilhados	ou	de	aço	inoxidável,	específicos	para	cada	tipo</p><p>de	uva.	Estes	tanques	possuem	o	fundo	inclinado	por	onde	as	uvas	são</p><p>encaminhadas	para	serem	imediatamente	esmagadas.	Ainda	em	alguns	lugares	se</p><p>mantém	a	tradição	do	esmagamento	das	uvas	por	grupos	festivos	de	pessoas</p><p>descalças.</p><p>Atualmente,	os	vinhos	tintos	finos	passam	pelo	processo	de	esmagamento	e	de</p><p>desengaçamento,	que	é	a	retirada	do	engaço,	ou	galhinhos	que	fixam	as</p><p>sementes.	A	retirada	do	engaço	melhora	em	muito	a	qualidade	do	vinho	e	o	torna</p><p>mais	aveludado,	eleva	um	pouco	o	teor	alcoólico	e	diminui	a	adstringência	do</p><p>vinho,	tornando-o	mais	límpido.	Antigamente,	os	vinhos	tintos	eram	elaborados</p><p>sem	desengaço.</p><p>Depois,	as	uvas	separadas	do	engaço	são	amassadas	sem	contudo	esmagar	as</p><p>sementes,	formando	assim	o	mosto,	composto	pela	polpa,	sementes	e	cascas	dos</p><p>frutos,	que	depois	é	levado	para	cubas	de	fermentação.	Antes	do	início	da</p><p>fermentação,	é	prática	quase	universal	realizar	a	sulfitação	do	vinho,	através	da</p><p>adição	do	gás	dióxido	de	enxofre	(SO2),	um	composto	usado	para	inibir</p><p>bactérias	e	fungos	que	se	desenvolvem	na	fase	pré-fermentativa.</p><p>A	seguir	adiciona-se	uma	cultura	especial	de	levedos	para	produzir	melhor</p><p>fermentação,	sendo	o	Saccharomyces	cerevisae	ellipsoideus	o	mais	comum,	por</p><p>ser	capaz	de	resistir	ao	dióxido	de	enxofre.</p><p>Inicia-se	a	fermentação	alcoólica	que	ocorre	em	duas	fases:	a	primeira,	rápida	e</p><p>tumultuosa	e	a	segunda,	que	acontece	mais	suavemente,	num	tempo	bem	mais</p><p>longo.	Na	primeira	fase,	as	polpas	e	cascas	(ricas	em	material	corante	e	tanino)</p><p>fermentam	produzindo	uma	crosta	flutuante	e	há	elevação	da	temperatura	devido</p><p>à	ação	das	leveduras	sobre	o	açúcar.	A	fermentação	dos	vinhos	tintos	é	efetuada</p><p>a	temperaturas	bem	mais	elevadas	do	que	a	dos	brancos,	normalmente	entre	25	e</p><p>28°Celsius.	Caso	a	temperatura	se	eleve	ou	caia	demais,	pode	haver	interrupção</p><p>da	fermentação,	prejudicando	enormemente	a	produção.	As	vinícolas	mais</p><p>modernas	possuem	técnicas	para	controle	automático	de	temperatura,	mas	no</p><p>passado,	eram	comuns	os	prejuízos	com	a	perda	de	todo	o	material	em	produção</p><p>e	o	trabalho.</p><p>No	processo	de	fermentação,	dependendo	do	tipo	de	vinho,	das	características</p><p>específicas	da	safra	e	da	tradição	da	região,	o	mosto	fermenta	em	contato	com	as</p><p>cascas	por	tempos	variáveis,	por	um	período	de	3	a	6	dias,	resultando	em	vinhos</p><p>mais	leves	e	prontos	para	serem	consumidos	mais	cedo.	Na	Borgonha,	a	tradição</p><p>difere,	sendo	que	o	mosto	permanece	nas	cubas	entre	2	a	4	dias	apenas.	No</p><p>Brasil,	o	tempo	de	cubagem	é	de	cerca	de	3	a	5	dias.</p><p>Depois	da	fermentação	tumultuosa,	o	mosto	irá	consumir	os	açúcares	já	no</p><p>período	de	fermentação	lenta,	que	dura	entre	1	e	4	semanas.	A	retirada	do	vinho</p><p>da	cuba	acontece	quando	a	sua	densidade	diminui,	o	que	indica	a	transformação</p><p>do	açúcar	em	álcool	e	gás	carbônico.	O	vinho	é	então	bombeado	para	uma	pipa</p><p>maior,	que	possui	uma	saída	para	o	gás	carbônico	e	que	ao	mesmo	tempo	impede</p><p>a	entrada	de	ar.	Aqui	o	vinho	sofre	a	chamada	fermentação	malolática,</p><p>provocada	por	bactérias	que	transformam	o	ácido	málico	em	ácido	láctico,	que</p><p>apresenta	sabor	mais	aveludado.	Esta	fermentação	é	geralmente	favorável	aos</p><p>vinhos	tintos,	mas	nem	sempre	para	os	brancos.</p><p>Depois	o	vinho	é	drenado	da	cuba	de	fermentação	e	retirado	o	bagaço	restante,</p><p>que	é	então	prensado	para	recuperar	o	vinho	nele	contido.	Mesmo	depois	de</p><p>prensado,	o	bagaço	continua	ainda	a	reter	certa	quantidade	de	vinho,	por	isso	ele</p><p>é	normalmente	destilado	para	aproveitamento,	formando	a	bagaceira,	o</p><p>conhaque,	a	grapa	e	outras	bebidas	similares.	A	semente	da	uva	faz	parte	do</p><p>bagaço	e	pode	ser	retirada	para	a	produção	de	um	óleo	muito	fino	e	nutritivo,	ou</p><p>para	a	produção	de	remédios.</p><p>Em	seguida,	o	líquido	passa	pelo	processo	de	estabilização,	o	que	acontece	em</p><p>grandes	pipas,	atualmente	de	aço	inoxidável,	concreto	revestido	de	epóxi,	ou	de</p><p>plástico	reforçado	com	fibras	de	vidro,	porém	o	material	mais	indicado	é	a</p><p>madeira,	mais	propriamente	o	carvalho.	A	estabilização	é	importantíssima	para</p><p>permitir	que	o	vinho	mantenha-se	em	repouso,	onde	partículas	oriundas	da</p><p>fermentação	se	depositam	lentamente	no	fundo.	Nesse	período,	o	vinho	é</p><p>transportado	com	alguma	frequência	de	uma	pipa	para	outra,	de	modo	a	se	retirar</p><p>bem	esses	resíduos	de	borra,	que	é	basicamente	formada	por	sais	(tartarato	de</p><p>cálcio,	bitartarato	de	potássio),	compostos	de	tanino	e	proteínas,	enzimas</p><p>pépticas,	levedos	e	bactérias,	inclusive	algumas	que	podem	ser	nocivas	a	ponto</p><p>de	deteriorar	o	vinho.</p><p>A	mistura	dos	vinhos</p><p>Denomina-se	“corte”	a	mistura	consciente	de	vários	vinhos	de	várias	pipas,	até</p><p>de	várias	safras	e	de	diversas	variedades,	com	a	finalidade	de	formar	um	produto</p><p>de	melhor	qualidade,	sendo	que	aqui	reside	o	segredo	de	muitos	vinicultores	e</p><p>dos	produtores	mais	famosos.	Isto	é	realizado	pelo	enólogo	casa	que	produz	o</p><p>vinho,	com	base	na	sua	experiência	e	seus	sentidos.	Nos	sistemas	tradicionais,</p><p>este	segredo	é	transmitido	de	geração	para	geração.</p><p>O	corte	pode	tanto	ser	realizado	logo	após	a	estabilização,	como	após	o</p><p>envelhecimento.</p><p>A	arte	do	envelhecimento</p><p>Os	vinhos	tintos	especiais,	chamados	de	tintos	de	bouquet,	são	colocados	em</p><p>pipas	ou	barris	de	madeira	para	passarem	pelo	meticuloso	processo	de</p><p>envelhecimento.	Os	vinhos	finos	jovens,	frutados,	rosados	ou	brancos	não</p><p>passam	necessariamente	pelo	envelhecimento,	ou	apenas	durante	um	período</p><p>mais	curto.	Durante	o	envelhecimento,	o	cuidado	é	extremo	para	evitar	qualquer</p><p>contato	do	vinho	com	o	ar,	de	modo	a	conservar	o	seu	aroma	frutado.	O	processo</p><p>é	feito	em	recipientes	de	madeira,	sendo	o	carvalho	a	ideal.	Devido	ao	alto	custo</p><p>do	carvalho,	no	Brasil	muitas	vinícolas	usam	recipientes	elaborados	com	uma</p><p>madeira	mais	barata	chamada	grápia,	revestida	com	parafina,	pois	o	seu	sabor</p><p>amargo	pode	transferir-se	ao	vinho.</p><p>Muitas	vinícolas	envelhecem	seus	vinhos	frutados	em	tanques	de	aço	inoxidável,</p><p>aço	carbono,	plástico	reforçado	com	fibra	de	vidro,	com	bons	resultados.	Na</p><p>famosa	região	vinícola	francesa	de	Bordeaux,	os	vinhos	tintos	são	fermentados</p><p>em	grandes	cubas	de	carvalho	e	depois	envelhecidos	em	pequenos	barris	de</p><p>carvalho	(de	cerca	200	litros),	feitos	com	a	mesma	madeira,	mas	o	famoso</p><p>Château	Latour	fermenta	seu	mosto	em	pipas	de	aço	inoxidável.</p><p>De	qualquer	modo,	o	resultado	do	envelhecimento	do	vinho	em	recipientes	de</p><p>madeira	é	importante	uma	vez	que	o	oxigênio,	necessário	às	reações	químicas,</p><p>penetra	o	vinho	através	dos	poros	da	madeira.	Isso	não	mais	ocorrerá	por	ocasião</p><p>do	engarrafamento,	quando	cessa	toda	e	qualquer	fermentação	e	o	vinho	passa</p><p>para	outra	fase	do	envelhecimento.</p><p>No	envelhecimento,	à	medida	em	que	os	meses	passam,	o	vinho	vai	perdendo</p><p>grande	parte	da	adstringência	provocada	pelo	tanino,	tornando-se	mais</p><p>agradável,	mas	o	tempo	de	envelhecimento	é	muito	variável.	Nas	regiões</p><p>viníferas	mais	tradicionais,	vinhos	tintos	podem	permanecer	nos	tonéis	por	três</p><p>anos	ou	mais,	sendo	que	o	habitual	é	a	permanência	entre	18	e	30	meses.	Há</p><p>vinhos	que	permanecem	em	madeira	por	muito	mais	tempo,	como	os	produzidos</p><p>em	Rioja,	que	envelhecem	por	3,	4,	5	anos	ou	mais,	antes	de	serem	engarrafados.</p><p>No	Brasil,	os	vinhos	mais	finos	são	engarrafados,	normalmente,	entre	12	e	24</p><p>meses	de</p><p>permanência	nas	pipas	de	envelhecimento.</p><p>No	passado,	depois	da	fase	de	depuração,	o	vinho	passava	pelo	processo	de</p><p>colagem,	que	é	adição	de	substâncias	clarificantes	ou	“colas”,	para	agregarem</p><p>matérias	em	suspensão	e	tanino,	provocando	mais	uma	precipitação.	São	vários</p><p>os	produtos	utilizados	para	esse	fim,	como	clara	de	ovo,	gelatina,	pó	de	ossos,</p><p>caseína,	gelatina	de	peixe,	bentonite,	etc.;	em	alguns	lugares	usa-se	sangue	de</p><p>boi,	que	no	Brasil	é	proibido.	A	colagem	permite	a	clarificação	do	vinho,	que	se</p><p>torna	mais	límpido.	Atualmente	é	mais	raro	lançar	mão	da	colagem,	pois	com	os</p><p>métodos	de	filtragem	mais	apurados	e	da	enologia	preventiva,	é	possível	extrair</p><p>os	pigmentos	(antocianina)	com	o	mínimo	de	absorção	de	taninos,	permitindo-se</p><p>vinhos	de	qualidade	sem	a	necessidade	de	agregar	mais	nada	a	ele.	Os	vinhos	de</p><p>prensa	podem	necessitar	da	colagem	(pois	acumulam	mais	tanino),	caso	o</p><p>produtor	não	disponha	de	tecnologias	modernas.	No	Brasil	o	método	não	é	muito</p><p>usado.</p><p>Caso	tenha	ocorrido	ou	não	a	colagem,	o	vinho	é	filtrado	ou	centrifugado,</p><p>dependendo	da	técnica	do	produtor,	de	modo	a	se	retirar	as	últimas	partículas</p><p>precipitadas.</p><p>O	delicado	processo	de	engarrafamento</p><p>Depois	vem,	enfim,	a	fase	de	engarrafamento,	em	que	o	produto	é	posto	para</p><p>“descansar”	por	um	período	que	varia	entre	1	a	3	meses,	dependendo	do	tipo	de</p><p>vinho.	Isto	é	necessário	e	tem	um	objetivo	muito	requintado:	para	“reencontrar</p><p>seu	equilíbrio”.	Portanto,	aqui	aprendemos	que	nenhum	vinho	deve	ser	bebido</p><p>logo	após	ser	engarrafado.	Também	a	colocação	do	vinho	nas	garrafas	deve	ser</p><p>cuidadosa,	para	evitar	o	“choque”	ao	vinho,	que	pode	“ressentir-se”	e	não</p><p>adquirir	o	sabor	esperado.	O	excesso	de	aeração	reduz	o	aroma	frutado	e	o	buquê</p><p>da	bebida.	Sem	a	ação	do	oxigênio,	o	vinho	“reencontra”	o	seu	equilíbrio.</p><p>Mais	envelhecimento	na	garrafa</p><p>Alguns	vinhos	mais	finos	recebem	um	envelhecimento	extra	na	própria	garrafa,</p><p>durante	um	período	variável,	dependendo	do	que	se	queira,	antes	de	ser</p><p>oferecido	ao	comércio.	Neste	ponto	aparece	a	importância	da	rolha	de	cortiça</p><p>(ou	de	material	similar),	cuja	função	é	garantir	o	suprimento	de	ar	na	quantidade</p><p>exata	para	que	o	vinho	amadureça	no	ritmo	certo.</p><p>Também	a	cor	das	garrafas	deve	ser	escura,	negra,	verde	ou	castanha,	de	modo	a</p><p>reduzir	ou	impedir	a	incidência	de	luz,	que	pode	ser	prejudicial,	principalmente</p><p>para	os	vinhos	tintos	e	rosados.	Os	vinhos	brancos	geralmente	são	engarrafados</p><p>em	frascos	brancos	comuns,	pois	não	sofrem	a	ação	da	luz	como	os	tintos.</p><p>Dimensões	das	garrafas.</p><p>É	praxe	quase	mundial	acondicionar	os	vinhos	em	garrafas	de	750	ml	ou	de	375</p><p>ml,	para	as	meia-garrafas.	Os	vinhos	espumantes	(Champanhe,	Mousseux,	etc.)</p><p>são	normalmente	condicionados	em	garrafas	de	750	ml	e,	pequenas,	cujo</p><p>tamanho	pode	variar	entre	a	dose	de	uma	taça,	cerca	de	150	ml	até	250	ou	275</p><p>ml,	dependendo	do	fabricante.	Também	garrafas	de	dimensões	maiores	que	as	de</p><p>750	ml	são	comuns	para	champanhes	e	espumantes,	como	as	de	2	litros,	3	litros</p><p>e	maiores	(como	as	utilizadas	nas	premiações	de	corridas	automobilísticas	e</p><p>similares,	o	que	aliás	é	um	desperdício...).	Há	ainda	recipientes	maiores	para</p><p>champanhes	especiais	que	podem	conter	até	5,	10,	15	litros	e	até	mais.	Uma</p><p>maison	que	apresenta	grande	variedade	de	recipientes	em	garrafas	é	a	Veuve</p><p>Clicquot	Ponsardin.</p><p>No	Brasil,	os	vinhos	de	categoria	normalmente	são	comercializados	em	garrafas</p><p>de	750	ml,	mais	raramente	em	375	ml	a	1.500	ml,	e	os	vinhos	comuns,	mais</p><p>ordinários,	em	garrafões	de	3	ou	5	litros,	certamente	de	qualidade	inferior.</p><p>Encontramos	também	vinhos	em	pacotes	de	papelão	(comuns	para	leite),	mas	é</p><p>uma	apresentação	que	certamente	depõe	contra	a	nobreza	da	bebida	e	não	há	um</p><p>bom	apreciador	de	vinho	que	veja	essas	embalagens	com	bons	olhos.</p><p>Vinhos	brancos</p><p>Assim	como	os	vinhos	tintos,	os	vinhos	brancos	podem	ser	secos,	semidoces</p><p>(respectivamente	brut	e	demi-sec	para	os	espumantes)	ou	doces,	dependendo	do</p><p>grau	de	conversão	de	açúcar	em	álcool	ou,	nos	vinhos	de	menor	qualidade,	da</p><p>quantidade	de	açúcar	extra	adicionada.	Para	este	efeito	a	técnica	de	elaboração	é</p><p>diferente	para	cada	tipo.</p><p>Vimos	como	é	complexa	a	produção	dos	vinhos	tintos,	mas	o	que	poucos	sabem</p><p>é	que	a	elaboração	dos	vinhos	brancos	é	mais	complicada	ainda	e	exige	muito</p><p>mais	cuidado.	O	principal	problema	na	produção	dos	brancos	é	a	presença	de</p><p>oxigênio,	pois	este	gás	pode	alterar	a	cor	e	prejudicar	o	aroma	frutado.</p><p>Vinhos	brancos	podem	tanto	ser	produzidos	com	uvas	brancas	ou	tintas</p><p>Vinhos	brancos	podem	ser	produzidos	tanto	com	uvas	brancas	ou	mesmo	tintas,</p><p>mas	neste	caso	as	cascas	das	uvas	tintas	não	permanecem	em	contato	com	o</p><p>mosto,	pois	é	nelas	que	reside	o	pigmento	que	tinge	o	vinho.	Mas	em	qualquer</p><p>dos	casos,	para	a	produção,	as	uvas,	tanto	tintas	quanto	brancas,	passam	em	uma</p><p>esmagadeira	imediatamente	após	a	chegada	na	vinícola.	Como	no	caso	dos</p><p>vinhos	tintos,	antigamente	(e	ainda	em	alguns	locais	mais	tradicionais	ou</p><p>artesanais)	as	uvas	são	amassadas	com	os	pés,	mas	o	mais	comum	é	a	utilização</p><p>de	prensas	horizontais	automáticas,	onde	a	prensagem	é	feita	suavemente,	sem</p><p>quebrar	as	sementes,	evitando-se	desta	forma	gosto	desagradável.	Isso	é	feito	em</p><p>duas	etapas.	Na	primeira,	com	pouca	pressão,	extrai-se	a	maior	parte	do	mosto,</p><p>que	servirá	para	a	elaboração	de	vinhos	mais	finos;	na	segunda,	aproveita-se	o</p><p>líquido	para	a	elaboração	de	vinho	de	categoria	inferior.</p><p>Também	há	o	bagaço,	que	posteriormente	é	usado	para	a	destilação	que	forma</p><p>bebidas	como	a	bagaceira,	por	exemplo.</p><p>Em	seguida,	o	mosto	é	drenado	para	cubas	de	decantação,	ali	permanecendo	em</p><p>descanso	por	cerca	de	12	horas,	quando	a	atividade	das	leveduras	(fermentação)</p><p>é	retardada	através	da	redução	brusca	da	temperatura	ou,	mais	modernamente,</p><p>pelo	acréscimo	de	gás	sulfuroso.	Há	vinícolas	que	utilizam	os	dois	processos</p><p>simultaneamente,	principalmente	em	regiões	mais	quentes,	como	Vale	do	São</p><p>Francisco,	no	nordeste	brasileiro</p><p>Nos	vinhos	brancos,	o	cuidado	é	mais	extremo	na	retirada	de	matérias	em</p><p>suspensão	e	precipitadas,	que	podem	escurecer	o	produto;	para	isso,	a</p><p>refrigeração,	a	filtragem	e	a	centrifugação	são	recursos	fundamentais	e	outros</p><p>para	impedir	o	indesejável	início	precipitado	da	fermentação.	Há	produtores	que</p><p>nesta	fase	utilizam	betonite	para	a	clarificação	precoce	do	mosto.	Já	outros</p><p>utilizam	partículas	de	carvão	para	a	descoloração	do	mosto	proveniente	de	uvas</p><p>tintas,	ainda	durante	o	período	de	sua	depuração.</p><p>Assim	como	os	tintos,	os	vinhos	brancos	podem	ser	fermentados	tanto	em</p><p>grandes	cubas	de	madeira	quanto	de	aço,	concreto	com	epóxi	e	outros.	Mas	o</p><p>grande	segredo	de	um	bom	branco	está	na	fermentação	lenta,	fria	e	controlada.</p><p>Os	alemães	do	vale	do	Reno	tornaram-se	mestres	na	produção	de	finíssimos</p><p>vinhos	brancos,	também	com	a	ajuda	da	natureza,	pois	as	baixas	temperaturas	da</p><p>região	favorecem	a	conservação	dos	aromas.	O	mesmo	acontece	com	as	regiões</p><p>a	leste	da	França,	como	a	Alsácia	e	Champanhe,	fronteiriças	com	a	Alemanha,</p><p>onde	são	produzidos	os	melhores	vinhos	brancos	do	mundo,	sem	necessidade	de</p><p>adições	químicas.	Em	outras	partes	do	mundo,	os	vinhos	brancos	doces	são</p><p>frequentemente	colados	com	bentonite.</p><p>Quanto	ao	teor	de	açúcar	e	sabor,	há	vários	métodos	para	a	produção	dos	vinhos</p><p>brancos.	São	usadas	uvas	muito	ricas	em	açúcar	de	maneira	a	que	todo	ele	não</p><p>seja	convertido	em	álcool,	pois	acima	de	16°GL	a	fermentação	tende	a	se</p><p>encerrar.	Uvas	mais	doces	são	raras,	mas	um	tipo	de	doença	da	uva	permite	a</p><p>formação	de	um	tipo	de	uva	rica	em	açúcar,	um	fenômeno	raro	que	acontece	em</p><p>poucas	partes	do	mundo,	como	nos	vales	do	Reno	e	Mosela	(Alemanha),	em</p><p>Sauternes	(França),	em	Tokay	(Hungria)	e	em	outros	raros	microclimas,	onde	as</p><p>uvas	são	atacadas	pelo	fungo	botrytis	cinérea,	que	rompe	a	casca,	permitindo	a</p><p>evaporação	de	parte	da	água	contida	nos	bagos.	Mas	vinhos	brancos	de	alta</p><p>qualidade	podem	ser	elaborados	através	da	concentração	do	açúcar	por	meio	da</p><p>secagem	de	uvas	em	esteiras	de	palha,	conforme	usado	em	certos	locais	da</p><p>França,	Itália	e	Espanha,	onde	o	fungo	citado	é	raro.</p><p>A	adição</p><p>de	conhaque	ou	álcool	vínico,	antes	ou	durante	a	fermentação,	dá	ao</p><p>vinho	um	sabor	diferenciado,	obtendo-se	deliciosos	vinhos	licorosos,	como</p><p>famoso	Porto,	o	Jerez	e	o	Madeira.</p><p>Vinho	rosado</p><p>Os	delicados	vinhos	rosados	são	elaborados	do	mesmo	modo	que	os	brancos</p><p>feitos	a	partir	de	uvas	tintas,	quando	as	cascas	são	separadas	um	pouco	mais</p><p>tardiamente,	não	mais	que	um	dia,	mas	o	suficiente	para	evitar	que	o	pigmento</p><p>tinja	demasiadamente	o	produto.	O	processo	chama-se	“vinificação	em	rose”,</p><p>utilizado	na	produção	dos	mais	finos	rosados	conhecidos.	Podem	também	ser</p><p>produzidos	a	partir	de	uma	mistura	de	uvas	tintas	e	brancas,	o	que	exige	uma</p><p>grande	quantidade	de	uvas	brancas	para	que	o	vinho	adquira	a	cor	rosada.</p><p>Os	Vinhos	Espumantes,	Champanhes,	Etc.</p><p>“Espumante”	é	todo	vinho	com	bolhas,	equivalente	a	Spumanti	na	Itália,	Cava</p><p>na	Espanha,	Crémant	ou	Mousseux	na	França,	Sekt	na	Alemanha.	Vinhos</p><p>denominados	“espumantes”,	ou	em	inglês	sparkling	wines	(vinhos	comuns,	sem</p><p>bolhas,	são	chamados	de	still	wines	em	inglês),	são	vinhos	tintos,	rosados	ou</p><p>brancos	que	apresentam	bolhas	de	gás	carbônico.	A	denominação	“espumante”	é</p><p>considerada	imprópria	por	muitos	enólogos	e	produtores,	pois	o	que	caracteriza</p><p>esses	vinhos	não	é	a	espuma,	mas	o	gás	que	forma	“bolhas”.	Certamente	que	em</p><p>temperaturas	mais	elevadas,	um	vinho	sparkling	(que	significa	faísca,	partículas</p><p>brilhantes)	produzirá	forte	espuma,	mas	não	em	temperatura	baixas,	dependendo</p><p>da	qualidade	do	produto.	Os	vinhos	mais	nobres	possuem	gás	originário	da</p><p>fermentação	da	própria	uva	e	os	mais	vulgares	são	os	que	recebem	gás</p><p>artificialmente,	embora	encontremos	alguns	de	qualidade	aceitável.</p><p>Champanhe</p><p>Por	conceito,	champanhe	é	um	vinho	“espumante”	natural	em	que	o	gás	presente</p><p>no	líquido,	gás	carbônico,	é	resultante	somente	da	segunda	fermentação</p><p>alcoólica	do	vinho	já	nas	garrafas	ou	grandes	recipientes.</p><p>Embora	existam	muitas	técnicas	e	métodos	para	a	elaboração	de	vinhos	deste</p><p>tipo,	apenas	três	são	considerados	oficiais	e	nobres:	o	método	Champenoise,	o</p><p>Charmat	e	o	Asti.</p><p>O	método	Champenoise</p><p>É	o	processo	tradicional	da	região	de	Champanhe	na	França,	onde	se	usa	uma</p><p>mistura	de	cepas	de	uvas	tintas	e	brancas,	como	a	tintas	Pinot	Noir</p><p>(predominante	na	região)	e	Pinot	Meunier	e	a	branca	Chardonnay.</p><p>Embora	tenhamos	a	imagem	dos	champanhes	como	brancos,	mesmo	nos</p><p>brancos,	são	as	uvas	tintas	que	predominam.	Há	porém	champanhes	brancos</p><p>elaborados	apenas	com	a	uvas	brancas,	como	a	Chardonnay	e	a	Riesling,	quando</p><p>o	produto	recebe	o	diferenciado	nome	de	Blanc	de	Blancs.	Os	champanhes</p><p>produzidos	apenas	com	uvas	tintas,	são	denominados	de	Blanc	de	Noirs.</p><p>Importante	informar	que	a	denominação	Blanc	de	Blancs	e	Blanc	de	Noirs	são</p><p>também	utilizadas	para	muitos	vinhos	brancos	não	espumantes,	desde	que	sejam</p><p>seguidas	as	mesmas	regras.</p><p>Depois	da	prensagem,	o	mosto	sofre	uma	decantação	por	um	período	de</p><p>aproximadamente	12	horas,	sendo	depois	transportado	por	caminhões-pipa	para</p><p>os	locais	de	produção	(as	famosas	Maisons,	dos	grandes	champanhes)	onde	será</p><p>fermentado	em	grandes	tonéis	de	carvalho,	ou,	mais	comumente	nos	dias	atuais,</p><p>em	grandes	cubas	de	aço	inoxidável	ou	concreto	forrado.</p><p>A	primeira	fase	da	fermentação	(como	nos	outros	tipos	de	vinho	é	chamada</p><p>também	de	fase	“tumultuosa”),	dura	de	três	semanas	a	um	mês,	quando	a</p><p>temperatura	da	cuba	é	mantida	entre	15-20°C,	de	modo	a	gerar	o	borbulhamento</p><p>decorrente	da	transformação	do	açúcar	da	uva	em	álcool	e	gás	carbônico.	Depois</p><p>ocorre	redução	do	borbulhamento,	que	para	ser	completa,	o	produto	é</p><p>refrigerado	a	O°C.	Então	o	vinho	é	drenado	para	separá-lo	dos	depósitos	que	se</p><p>formam	no	fundo	do	recipiente.	Depois	começa	a	fase	de	fermentação	lenta,	sob</p><p>a	temperatura	constante	em	torno	de	20°C,	e	dura	cerca	de	12	semanas,	às	vezes</p><p>mais.	A	partir	daí,	ocorre	o	complicado	processo	de	corte,	ou	de	mistura	de</p><p>vinhos,	do	novo	com	outros	da	mesma	ou	de	outras	safras,	o	que	caracteriza	os</p><p>segredos	das	“personalidades”	dos	vinhos	de	diversas	maisons	e	seus	terroirs.</p><p>São	os	experts	provadores	das	maisons	(o	que	deve	ser	uma	profissão	deveras</p><p>agradável,	porém	plena	de	responsabilidades)	que	definem	as	misturas,	de	modo</p><p>a	formar	um	blend	base,	denominado	vin	de	cuvée	que	deve	ter	a</p><p>“personalidade”	de	cada	maison.	Definidas	as	proporções	das	misturas,	o</p><p>produto	(vin	de	cuvée)	recebe	uma	quantidade	de	vinho	velho	de	excelente</p><p>qualidade,	guardado	de	boas	safras	anteriores,	chamado	vin	de	reserve	de	modo</p><p>a	melhorá-lo	e	conferir	homogeneidade.	Nem	sempre,	porém	uma	maison	lança</p><p>mão	deste	recurso,	pois	há	situações	em	que	a	qualidade	do	novo	produto	é	tão</p><p>boa	que	o	vin	de	reserve	não	é	necessário;	este	é	chamado	então	de	vin</p><p>millésimé	e	certamente	poderá	vir	a	ser	o	próximo	vin	de	reserve	da	maison.</p><p>A	fase	seguinte	é	a	mais	interessante,	quando	o	vinho	é	engarrafado,	mas	antes</p><p>recebe	um	líquido	(o	liqueur	de	tirage)	composto,	geralmente	uma	solução	de</p><p>vinho	velho,	açúcar	branco,	tanino	e	leveduras	selecionados,	de	modo	a	permitir</p><p>a	segunda	fermentação	do	champanhe	dentro	da	garrafa.	Muito	importante	na</p><p>produção	do	champanhe	são	as	garrafas	e	rolhas,	que	devem	ser	capazes	de</p><p>suportar	as	fortes	pressões	resultantes	da	fermentação,	que	podem	atingir	até	6</p><p>atmosferas.	No	passado,	antes	do	domínio	da	tecnologia,	os	produtores	de	vinhos</p><p>espumantes	perdiam	quase	a	metade	das	suas	garrafas,	que	explodiam	com</p><p>grande	frequência;	mas	até	hoje,	apesar	de	toda	experiência,	perde-se	entre	2	a	3</p><p>%	das	garrafas	nas	produtoras.</p><p>As	garrafas	permanecem	em	ambiente	de	baixa	temperatura,	geralmente	em</p><p>porões	muito	frios,	de	modo	a	se	produzir	envelhecimento,	o	que	pode	durar</p><p>vários	anos.	Nesse	período	recebem	periodicamente	uma	forte	agitação	de	modo</p><p>a	evitar	a	deposição	permanente	de	sedimentos.	Quando	o	vinho	atinge	a</p><p>maturação	adequada,	as	garrafas	são	colocadas	em	artefatos	de	madeira	para</p><p>receberem	pequenos	e	constantes	movimentos	de	rotação	e	inclinação</p><p>progressivos,	para	que	os	sedimentos	sejam	direcionados	para	os	gargalos,	junto</p><p>às	rolhas,	num	procedimento	que	dura	de	6	a	8	semanas.	Depois	é	necessário</p><p>retirar	os	sedimentos	das	garrafas.	Antigamente,	e	nos	métodos	tradicionais</p><p>ainda	utilizados	em	algumas	maisons,	as	garrafas	são	desarrolhadas</p><p>cuidadosamente	para	permitir	que	os	sedimentos	sejam	expulsos	pela	própria</p><p>pressão	interna	da	garrafa,	mas	a	perda	de	uma	parte	do	vinho	é	inevitável.</p><p>Atualmente,	o	mais	comum	é	que	as	garrafas	sejam	mergulhadas	em	um	tipo	de</p><p>salmoura	gelada	e	só	depois	desarrolhadas;	com	isto	os	cilindros	congelados	que</p><p>contém	os	sedimentos	são	expelidos,	com	menos	perda	de	líquido.</p><p>Para	compensar	eventual	perda	de	conteúdo,	a	garrafa	é	completada	com	vinho</p><p>da	mesma	produção,	recebendo	a	adição	de	uma	mistura,	ou	“licor”,	que	pode</p><p>ser	de	conhaque	especial,	vinho	velho	ou	açúcar.</p><p>Os	champanhes	e	espumantes	de	melhor	qualidade	são	aqueles	classificados</p><p>como	brut	e	são	os	preferidos	pelos	experts	e	conhecedores,	pois	defeitos	na</p><p>bebida	podem	ser	mascarados	através	da	adição	de	açúcar.</p><p>Somente	depois	desta	fase	as	garrafas	são	definitivamente	arrolhadas	e	rotuladas,</p><p>sendo	que	as	rolhas,	sempre	de	cortiça	especial,	recebem	o	grade	de	arame</p><p>protetora.	Mas	o	produto	não	é	encaminhado	para	o	comércio	ainda.	É</p><p>necessário	que	o	vinho	seja	guardado	para	“repousar”,	o	que	pode	levar	de	1	a	7</p><p>anos,	e	até	mais.	Vinhos	mais	finos,	geralmente	brut	podem	permanecer	nessa</p><p>fase	por	sete	anos,	os	intermediários	como	os	sec	e	demi-sec,	de	4	a	5	anos,</p><p>enquanto	os	doux	(doce),	por	cerca	de	um	ano	antes	de	serem	destinados	ao</p><p>consumo.</p><p>Champanhe,	só	em	Champagne</p><p>Atualmente,	só	podem	receber	a	denominação	de	champanhe	os	vinhos</p><p>espumantes	originários	dessa	região,	mesmo	que	tenham	sido	elaborados	pelo</p><p>método	Champenoise	em	qualquer	outro	lugar	do	mundo.	A	legislação	francesa</p><p>é	exigente	neste	ponto.	Durante	muito	tempo	vinhos	espumantes	produzidos	em</p><p>qualquer	país	recebiam	o	nome	de	champanhe,	até	mesmo	os	que	não	eram</p><p>elaborados	através	do	mesmo	método	da	região,	o	Champenoise.</p><p>A	França,	e	mais	propriamente	a	região	de	Champanhe,	conseguiu</p><p>uma	grande</p><p>vitória	nesse	aspecto	ao	proteger	a	qualidade	e	a	imagem	do	seu	produto,	de</p><p>modo	que	qualquer	outro	espumante,	de	qualquer	parte	mesmo	da	França	ou	de</p><p>outro	país,	não	importa	que	produzido	pelo	mesmo	método,	recebe	apenas	a</p><p>indicação	de	mousseux	e	não	de	champanhe.	Embora	seja	praxe	internacional,</p><p>muitos	bons	produtores	de	vinhos	espumantes	que	utilizam	o	método</p><p>champenoise	não	aceitaram	essa	determinação	e	alguns	não	mencionam	a</p><p>palavra	mousseux	no	rótulo	dos	seus	vinhos,	pois	a	palavra	significa</p><p>“espumoso”,	o	que	os	irrita,	uma	vez	que	existem	nomes	tradicionais	e	famílias</p><p>famosas	produzindo	esses	vinhos.</p><p>A	diferença	entre	o	método	anterior	e	este,	é	que	a	segunda	fermentação	ocorre</p><p>dentro	de	grandes	recipientes	e	não	na	garrafa.</p><p>Neste	método,	o	vinho	base	é	conservado	em	tanques	grandes	tanques,</p><p>geralmente	de	aço	inoxidável	ou	então	tonéis	de	madeira,	ou	concreto	com</p><p>epóxi,	onde	fica	armazenado	por	muitos	meses	ou	até	anos.</p><p>Na	segunda	fase	de	fermentação,	o	produto	é	bombeado	para	autoclaves,	que	são</p><p>grandes	containers,	geralmente	de	aço	inoxidável,	capazes	de	suportar	pressões</p><p>internas	de	até	7	atmosferas,	com	dispositivos	de	controle	automático	de</p><p>temperatura,	onde	a	temperatura	da	fermentação	é	mantida	entre	10	e	14°C.</p><p>Nessas	autoclaves	o	vinho	em	produção	recebe	o	chamado	“licor	de	tiragem”,</p><p>uma	mistura	de	açúcar	de	cana,	levedos	e	vinho	velho	de	qualidade	superior,	de</p><p>outras	safras.</p><p>Nessa	fase	a	fermentação	é	mantida	entre	um	a	dois	meses,	dependendo	do	tipo</p><p>de	espumante	desejado.	É	no	final	deste	período	que	surge	o	característico	gás</p><p>carbônico	produzido	pelo	processo	gerado	e	matérias	se	sedimentam.	Em</p><p>seguida,	o	vinho	sofre	filtração,	para	que	seja	retirado	o	material	decantado,</p><p>porém	a	baixas	temperaturas	e	sob	uma	pressão	de	cerca	de	5	atmosferas,	desta</p><p>forma	diferenciando-se	o	espumante	do	vinho	branco	comum.</p><p>Assim	como	no	método	champenoise,	antes	do	engarrafamento	o	produto	recebe</p><p>a	adição	do	licor	de	expedição,	responsável	pelo	teor	de	açúcar	do	produto	final.</p><p>Embora	neste	método,	alguns	produtores	não	usam	este	recurso,	desde	que	uma</p><p>maior	quantidade	de	açúcar	seja	adicionada	junto	com	o	licor	de	tiragem,	com	o</p><p>cuidado	de	evitar	a	elevação	excessiva	da	pressão	no	interior	da	autoclave.</p><p>Depois	o	produto	é	engarrafado	gelado	e	sob	pressão,	para	não	perder	o	gás,</p><p>arrolhado	e	colocado	para	descansar,	quando	recupera	lentamente	a	mesma</p><p>temperatura	ambiente.	Só	depois	o	produto	é	encaminhado	para	a	rotulagem	e</p><p>expedição.</p><p>Grande	parte	dos	espumantes	produzidos	no	Brasil	é	elaborada	pelo	método</p><p>charmat,	sendo	o	Rio	Grande	do	Sul	o	principal	estado	produtor.</p><p>O	método	Asti</p><p>Este	é	o	método	de	produção	de	vinhos	gasosos	(espumantes)	criado	e	praticado</p><p>na	cidade	de	Asti,	no	Piemonte,	Itália,	utilizando-se	de	uvas	Moscatel.	São</p><p>espumantes	resultantes	de	uma	única	fermentação	alcoólica	do	mosto,	em</p><p>garrafa	ou	autoclave,	de	baixa	graduação	alcoólica	(7	a	10°	GL)	e	doces,	devido</p><p>à	interrupção	da	fermentação	ainda	com	uma	boa	dose	de	açúcar	residual	da</p><p>própria	uva.	A	técnica	Asti	consegue	a	interrupção	da	fermentação	por	meio	do</p><p>esgotamento	de	nutrientes	nitrogenados.</p><p>Nessa	famosa	região,	que	recebe	a	categoria	de	“D.O.C”	–	Denominação	de</p><p>Origem	Controlada,	são	produzidos	dois	vinhos:	o	Asti	Spumante,	que	é</p><p>fermentado	na	própria	garrafa,	e	o	Moscato	D’Asti,	fermentado	primeiro	em</p><p>grandes	autoclaves.</p><p>Prosecco	–	uva	ou	região?</p><p>Muitos	acreditam	que	Prosecco	também	é	a	denominação	de	uma	uva,	porém,</p><p>em	agosto	de	2009,	ficou	decretado	que	Prosecco	se	tornaria	a	denominação</p><p>apenas	da	região	no	norte	da	Itália,	enquanto	que	a	cepa	seria	denominada	de</p><p>Glera,	para	que	não	houvesse	mais	essa	confusão	entre	ambos.</p><p>A	Glera	é	produzida	nas	regiões	do	norte	da	Itália,	como	Veneto,	Friuli	Venezia</p><p>Giulia,	Conegliano,	Valdobbiadene,	entre	outras,	sendo	todas	elas	muito</p><p>reconhecidas	por	sua	intensa	produção	de	tradicionais	vinhos	espumantes</p><p>tradicionalmente	leves	e	frutados.</p><p>Cava</p><p>Cavas	são	espumantes	produzidos	na	Espanha,	que	antes	não	poderia	ser</p><p>utilizado	para	qualquer	produto.	Tratava-se	de	uma	denominação	de	origem</p><p>imposta	pela	Comunidade	Européia,	para	os	espumantes	produzidos</p><p>exclusivamente	da	região	espanhola	da	Catalunha,	mas	hoje	encontramos	Cavas</p><p>de	outras	regiões	da	Espanha.</p><p>Características	especiais	dos	vinhos</p><p>A	classificação	dos	vinhos</p><p>O	vinho	pode	ser	simplesmente	definido	como	uma	bebida	resultante	da</p><p>fermentação	alcoólica	do	suco	de	uva,	mas	classificação,	elaboração	e	produção</p><p>envolvem	questões	muito	complexas	e	delicadas.</p><p>O	principal	elemento	na	classificação	de	um	vinho	é	o	tipo	de	uva	ou	de	uvas</p><p>utilizadas.	Os	bons	vinhos	apontam	no	rótulo	o	nome	da	uva,	das	uvas	ou	da</p><p>variedade	delas	que	deram	origem	ao	vinho.	Em	geral,	a	uva	principal	numa</p><p>mistura	(corte)	deve	representar	65%	da	sua	composição,	quando	então	o	vinho,</p><p>caso	não	apresente	a	denominação	de	origem,	é	classificado	como	Varietal.	O</p><p>vinho	elaborado	a	partir	da	mistura	de	outros	vinhos,	em	proporções	diferentes,	é</p><p>classificado	como	Assemblage.</p><p>Para	classificar	um	vinho,	entre	outros	numerosos	detalhes,	deve-se	levar	em</p><p>conta	o	tipo	de	uva	com	que	foi	produzido,	seu	teor	de	açúcar	e	de	álcool.</p><p>Teor	de	açúcar</p><p>A	quantidade	de	açúcar	presente	define	a	classificação	dos	vinhos	em	secos,</p><p>doces	ou	suaves.	Os	secos	devem	possuir	o	mínimo	de	açúcar	das	próprias	uvas</p><p>pois	o	processo	de	fermentação	é	conduzido	até	que	seja	eliminado	o	açúcar</p><p>presente	no	suco	de	uva	para	fermentação</p><p>Os	vinhos	suaves	podem	ter	açúcar	da	própria	uva,	porém	o	processo	de</p><p>fermentação	é	interrompido	antes	que	todo	o	açúcar	se	transforme	em	álcool,	ou</p><p>então	é	adicionado	açúcar.	Como	este	não	é	consumido	pela	levedura,	durante	a</p><p>fermentação	alcoólica,	ele	se	acumula	no	meio,	fator	este	que	acaba	ocultando	as</p><p>características	aromáticas	das	uvas.	Os	vinhos	doces	geralmente	recebem	açúcar</p><p>extra,	o	que	pode	ocorrer	de	várias	formas,	desde	a	sacarose,	melado,	frutose,</p><p>etc.</p><p>Coloração</p><p>O	tipo	de	uva	determina	a	coloração	ao	vinho,	mas	esta	pode	mudar	após	o</p><p>processo	de	envelhecimento.</p><p>Envelhecimento</p><p>As	principais	características	dos	diferentes	vinhos	são	determinadas	pelo	tempo</p><p>de	envelhecimento.	Nem	todo	vinho	envelhecido	é	bom	e	nem	todo	vinho</p><p>“jovem”	é	ruim.	Uns	podem	ter	qualidade	mesmo	jovens,	e	outros	necessitam</p><p>envelhecer,	para	que	o	tempo	se	encarregue	de	promover	a	qualidade	necessária.</p><p>Os	vinhos	mais	velhos,	geralmente	envelhecidos	em	barris	de	carvalho,	ou	na</p><p>própria	garrafa,	apresentam	um	aroma	mais	forte	(conhecido	como	bouquet),</p><p>assemelhando-se	à	madeira,	baunilha,	manteiga,	etc.,	e	a	coloração	torna-se	mais</p><p>opaca.	Eles	duram	muitos	anos	e	alguns	vinhos	mais	caros	são	aqueles	mais</p><p>velhos,	de	até	20	ou	30	anos,	embora	isso	não	seja	tão	essencial	para	a	qualidade</p><p>e	bom	sabor	do	vinho,	conforme	veremos	adiante	neste	estudo.</p><p>Os	vinhos	jovens	são	mais	frágeis	e	perecíveis,	duram	em	média	dois	anos.	São</p><p>de	paladar	agradável	e	o	aroma	de	frutas	(vinho	frutado)	é	mais	perceptível	ou</p><p>marcante,	podendo	também	apresentar	aroma	floral	e	uma	coloração	mais	viva.</p><p>Álcool</p><p>Os	vinhos	contêm	geralmente	de	8	a	15	%	de	álcool,	podem	alcançar	até	19	ou</p><p>20%	no	caso	dos	chamados	vinhos	mais	fortes	(como	o	Jerez	e	o	Porto).</p><p>Safra</p><p>É	o	ano	de	produção	e	engarrafamento	do	vinho.	Os	bons	vinhos	apresentam	no</p><p>rótulo	o	ano	da	safra	das	uvas	que	lhes	deu	origem.</p><p>Elaboração</p><p>A	elaboração	é	responsável	pela	origem	dos	diferentes	vinhos,	onde	residem	os</p><p>maiores	segredos	da	técnica	da	produção.	Aqui	apontamos	apenas	alguns	deles.</p><p>Identidade	aromática</p><p>O	odor	emanado	pelo	vinho	chama-se	“aroma”	e	se	divide	em	primário,</p><p>secundário	e	terciário.	O	primário	é	proveniente	da	uva,	o	secundário	é	resultante</p><p>da	vinificação	e	o	terciário	origina-se	do	envelhecimento	e	determina	o	que	se</p><p>chama	tecnicamente	de	bouquet.	Portanto,	só	apresentam	bouquet	os	vinhos</p><p>envelhecidos,	os	demais	têm	apenas	“aroma”.</p><p>Tradicionalmente,	existem	cerca	de	150	aromas	nos	vinhos,	tanto	tintos	quanto</p><p>brancos	e	rosados.	Estes	aromas	têm	origem	no	processo	de	fermentação</p><p>da	uva</p><p>e	no	envelhecimento,	e	são	identificados	pelo	conhecedor	ao	se	colocar	o	vinho</p><p>na	taça	e	cheirá-lo.	A	seguir	alguns	dos	aromas	mais	identificados	nos	vinhos</p><p>conhecidos.</p><p>Os	aromas	dos	vinhos	conhecidos</p><p>Abacaxi:	Sauvignon	Blanc,	do	Novo	Mundo;	Chardonnay	sem	madeira.</p><p>Ameixa:	Nebbiolo,	Malbec,	Barbera,	Merlot,	Cabernet	Sauvignon.</p><p>Amêndoa:	Champanhes,	Chablis,	Jerez.</p><p>Aspargos:	Sauvignon	Blanc.</p><p>Azeitona:	Albariño	e	alguns	tintos	espanhóis	envelhecidos.</p><p>Banana:	Aroma	típico	da	uva	Gamay,	como	os	Beaujolais.</p><p>Baunilha:	Aroma	de	vinhos	envelhecidos	em	madeira,	como	Chardonnay,</p><p>Malbec,	Merlot,	Cabernet	Sauvignon.</p><p>Café:	Cabernet	Sauvignon,	Merlot,	Tempranillo.</p><p>Canela:	Shiraz,	Mourvèdre	e	Pinot	Noir,	do	Novo	Mundo.</p><p>Cassis:	Cabernet	Sauvignon,	Merlot,	Sangiovese.</p><p>Castanha:	Vinhos	de	sobremesa,	bons	Chardonnay	da	Borgonha,	Porto.</p><p>Cereja:	Pinot	Noir,	Sangiovese,	Pinotage,	Grenache.</p><p>Chocolate:	Merlot,	Grenache.</p><p>Coco:	Chardonnay,	Alfrocheiro,	Grenache,	Pinot	Noir,	do	Novo	Mundo.</p><p>Cravo:	Syrah,	Grenache,	Cabernet	Sauvignon,	Mourvèdre.</p><p>Damasco:	Riesling.</p><p>Especiarias:	Shiraz,	Merlot,	Cabernet	Sauvignon,	Torrontes	e	alguns	Nebbiolo</p><p>especiais.</p><p>Figo	seco:	Vinhos	doces	em	geral,	Porto.</p><p>Framboesa:	Típico	em	vinhos	novos,	como	Shiraz,	Tempranillo,	Merlot,</p><p>Cabernet	Sauvignon	e	Malbec	e	o	californiano	Zinfadel.</p><p>Hortelã:	Em	vinhos	bem	vinificados,	com	bom	álcool	e	madeira,	Cabernet</p><p>Sauvignon,	Malbec,	Merlot,	Tannat,	Syrah.</p><p>Limão:	Sauvignon	Blanc,	Riesling,	Pinot	Gris.</p><p>Maça	verde:	Riesling,	Chardonnay	sem	madeira,	Chenin	Blanc.</p><p>Maça	vermelha:	Tempranillo.</p><p>Manteiga:	Chardonnay	com	madeira.</p><p>Melão:	Albariño,	Sauvignon	Blanc,	Pinot	Blanc.</p><p>Morango:	Sangiovese.</p><p>Nozes:	Jerez,	vinhos	de	sobremesa,	botritizados.</p><p>Pêra:	Viognier,	Sauvignon	Blanc,	Chardonnay.</p><p>Pêssego:	Sauvignon	Blanc,	Riesling,	Viognier.</p><p>Pimentão:	Cabernet	Sauvignon,	principalmente	os	chilenos.</p><p>Tabaco:	Tannat.</p><p>Torrada:	Champanhes	safrados.</p><p>Uva-passa:	Vinhos	de	sobremesa	em	geral,	como	Sauternes,	Tokay,	Amarone.</p><p>As	propriedades	medicinais</p><p>“O	vinho	é	o	melhor	elixir	que	já	se	inventou	para	assegurar	uma	vida</p><p>longa,	com	melhor	qualidade.”</p><p>Léon	Douarche</p><p>“A	penicilina	cura	os	homens,</p><p>mas	é	o	vinho	que	os	torna	felizes.”</p><p>Fleming</p><p>Os	efeitos	positivos	comprovados	do	vinho	sobre	a	saúde</p><p>Ultimamente	tem-se	falado	e	escrito	muito	sobre	os	efeitos	medicinais	e</p><p>benéficos	do	vinho.	Entre	essas	citações,	destacamos	algumas	mais</p><p>contundentes:</p><p>As	pessoas	que	envelhecem	tomando	vinho	regularmente,	moderadamente	e</p><p>durante	as	refeições,	envelhecem	com	melhor	qualidade	de	vida,	apresentando:</p><p>Q.I.	(quociente	intelectual)	mais	elevado.</p><p>Maior	capacidade	de	atenção	e	memorização.</p><p>Melhor	capacidade	de	comunicação.</p><p>Melhor	humor.</p><p>Nível	inferior	de	ansiedade	e	agitação.</p><p>*	*	*</p><p>Pessoas	que	bebem	vinho	moderadamente,	durante	as	refeições	e	regularmente,</p><p>têm	20%	menos	chance	de	ter	câncer	de	qualquer	tipo.</p><p>*	*	*</p><p>Portadores	de	câncer	que	bebem	vinho	regularmente	têm	sobrevida	maior.	Os</p><p>que	fazem	tratamento	com	quimioterapia	e	radioterapia	toleram	bem	mais	o</p><p>tratamento.</p><p>*	*	*</p><p>As	mulheres	que	tomam	de	2	a	3	taças	de	vinho	ao	dia,	regularmente,	têm	menor</p><p>incidência	de	osteoporose	e	até	ganham	massa	óssea.</p><p>*	*	*</p><p>As	pessoas	que	tomam	vinho	durante	as	refeições	têm	melhor	digestão.</p><p>*	*	*</p><p>Takuo	Hashizume,	da	Universidade	do	Japão,	comprovou	que	durante	a	Segunda</p><p>Guerra	Mundial,	a	saúde	pública	nas	regiões	vinícolas	era	melhor	que	nas</p><p>regiões	que	não	consumiam	vinho.	Certas	carências	vitamínicas	haviam	sido</p><p>evitadas	graças	ao	consumo	do	vinho.</p><p>*	*	*</p><p>O	vinho	tem	uma	ação	anti-inflamatória	bem	definida	devido	aos	seus</p><p>antioxidantes	concentrados.</p><p>*	*	*</p><p>Os	componentes	do	vinho	são	uma	real	barreira	às	manifestações	alérgicas.</p><p>*	*	*</p><p>Os	componentes	do	vinho	têm	ação	preventiva	e	curativa	na	placa	e	cárie</p><p>dentária.	No	Japão	já	existem	várias	patentes	de	creme	dental	à	base	de</p><p>polifenóis	do	vinho.</p><p>*	*	*</p><p>O	vinho	melhora	a	consistência,	elasticidade,	hidratação	e	microcirculação	da</p><p>pele.	O	efeito	da	ação	dos	polifenóis	do	vinho	na	recuperação	da	pele	é	bem</p><p>marcante.</p><p>*	*	*</p><p>Devido	aos	seus	componentes,	o	vinho	é	a	bebida	mais	favorável	aos</p><p>hipertensos,	diabéticos	e	obesos.	Evidências	apontam	que	pessoas	habituadas	a</p><p>ingerirem	vinho	moderadamente	estão	30%	menos	sujeitas	a	acidentes</p><p>cardiovasculares	cerebrais	isquêmicos.</p><p>*	*	*</p><p>O	consumo	de	vinho	está	relacionado	à	redução	de	doenças	cardíacas,</p><p>diminuição	da	taxa	do	mau	colesterol	e	aumento	da	taxa	do	bom	colesterol.</p><p>*	*	*</p><p>Os	efeitos	benéficos	do	uso	moderado	de	vinho	já	são	comprovados	pela</p><p>Organização	Mundial	da	Saúde,	como	por	exemplo:	o	combate	às	enfermidades</p><p>cardiovasculares,	à	ação	bactericida,	o	provável	efeito	antiviral,	a	facilidade	de</p><p>digestão	e	o	efeito	retardador	do	envelhecimento	celular	e	orgânico.</p><p>*	*	*</p><p>Segundo	o	Dr.	Jairo	Monson,	o	vinho	age	também	como	diurético,	vasodilatador</p><p>periférico,	além	de	atuar	como	antidepressivo,	desinibidor,	relaxante	e	grande</p><p>estimulador	de	otimismo.	Segundo	ainda	o	médico,	os	polifenóis	estão	ligados	a</p><p>cerca	de	sessenta	condições	clínicas.	Seus	estudos	mostram	que	as	pessoas	que</p><p>têm	o	hábito	de	beber	regularmente	vinho	junto	às	refeições	têm	uma	expectativa</p><p>de	vida	30%	maior;	demonstram	inclusive	que	as	regiões	vitivinícolas</p><p>apresentam	populações	mais	longevas.</p><p>*	*	*</p><p>O	vinho	e	o	Paradoxo	Francês</p><p>Convencionou-se	chamar	de	Paradoxo	Francês	o	fato	de	que	países	como	a</p><p>França,	por	exemplo,	com	uma	dieta	de	alto	consumo	de	queijo,	gordura	animal</p><p>e	manteiga,	terem	uma	taxa	menor	de	doenças	do	coração	que	outros	países	que</p><p>têm	uma	alimentação	sem	estes	componentes.	A	explicação	estaria	na	presença</p><p>de	polifenóis	no	vinho,	incluindo	o	resveratrol	com	efeitos	antioxidantes.</p><p>Segundo	pesquisas	efetuadas	pelos	doutores	Frankel,	Waterhouse	e	Kinsela,	o</p><p>consumo	regular	e	moderado	do	vinho	inibe	a	produção	da	endotelina,	uma</p><p>substância	que	endurece	as	artérias.	A	motivação	para	as	pesquisas	que</p><p>culminaram	na	ideia	do	Paradoxo	Francês	foi	o	fato	de	que	os	povos	do</p><p>Mediterrâneo,	que	adotam	uma	dieta	baseada	principalmente	em	peixe,	vinho	e</p><p>azeite	de	oliva	apresentam	menor	tendência	às	doenças	coronarianas	e	vivem</p><p>mais	tempo.</p><p>Nos	anos	80,	a	Organização	Mundial	de	Saúde	verificou	que	os	franceses,	além</p><p>de	acumular	outros	fatores	de	risco	como	o	uso	do	fumo	e	o	sedentarismo,</p><p>ingeriam	gorduras	saturadas	em	maior	quantidade	do	que	os	habitantes	de	outros</p><p>países	–	e	mesmo	assim	não	sofriam	tanto	de	problemas	cardiovasculares.	Na</p><p>década	de	1990,	o	epidemiologista	francês	Serge	Renaud	chegou	às	mesmas</p><p>conclusões	que	a	OMS,	comparando	as	estatísticas	da	França	com	as	dos</p><p>Estados	Unidos,	justificando	o	Paradoxo	Francês	do	consumo	diário	e</p><p>sistemático	de	vinho	tinto.	Depois	disso	diversos	estudos	comprovaram	essa</p><p>proposição,	observando-se	que	o	vinho	tem	a	capacidade	de	retirar	gordura	do</p><p>corpo	e	desobstruir	as	veias,	elevando	os	níveis	do	“bom”	colesterol	(HDL).</p><p>Ficou	famoso	o	estudo	conduzido	por	Renaud	e	Lorgeril,	que	gerou	o	conceito</p><p>de	Padadoxo	Francês.	O	estudo	foi	publicado	pela	Organização	Mundial	de</p><p>Saúde	(5)	e	mostrou	que	na	França,	apesar	da	população	estar	exposta	aos</p><p>mesmos	fatores	risco	que	outros	países	(consumo	de	gordura	saturada,	nível	de</p><p>colesterol,	pressão	arterial,	índice	de	massa	corporal,	tabagismo	e	sedentarismo)</p><p>foi	menor	a	constatação	da	incidência	de	doenças	cardíacas	e	circulatórias.	Os</p><p>pesquisadores	atribuíram	os	resultados	ao	fato	dos	franceses	regularmente</p><p>consumirem	vinho	que,	pelo	seu	teor	de	bioflavonóides	e	do	resveratrol	teria</p><p>ação	de	proteger	os	vasos	sanguíneos	e	consequentemente	prevenir	doenças</p><p>cardiovasculares	ou	pelo	menos	reduzir	a	sua	incidência.</p><p>*	*	*</p><p>Um	preventivo	da	úlcera	do	estômago</p><p>Um	estudo	de	maio	de	2003	realizado	pela	Universidade	de	Belfast,	Irlanda	do</p><p>Norte,	com	10.500	pessoas,	apontou	que	consumidores	de	3	a	6	cálices	de	vinho</p><p>por	semana	têm	17%	menos	de	risco	de	contrair	úlcera	do	estômago	em	relação</p><p>aos	que	não	bebem	vinho.	Os	pesquisadores	especulam	a	possibilidade	de	tal</p><p>efeito	dever-se	à	estimulação</p><p>e</p><p>reconhecido	escritor	na	área	da	saúde	e	da	medicina.</p><p>Creia,	você	não	poderia	estar	em	melhores	companhias.</p><p>Eustáquio	Palhares</p><p>Jornalista,	enófilo	e	filósofo.</p><p>Depoimentos</p><p>“O	vinho	é	tratado	neste	livro	pelo	Dr.	Marcio	Bontempo	de	uma	maneira	muito</p><p>agradável,	precisa,	contando	suas	histórias	com	bastantes	detalhes	que	o	tema</p><p>merece.	A	história	do	vinho	é	encorpada	e	densa,	tornando	envolvente	sua</p><p>narração,	com	riquezas	de	minúcias	de	um	verdadeiro	estudioso	e	pesquisador</p><p>do	assunto.</p><p>Na	parte	médica,	tem	a	força	de	um	tratado,	pois	apresenta	uma	dissecção	da</p><p>documentação	científica	nos	seus	detalhes,	e	são	fartas	as	citações	de	livros,</p><p>artigos	e	documentos	que	enriquecem	e	até	facilitam	uma	pesquisa	sobre	o</p><p>assunto.</p><p>Tem	uma	visão	agradavelmente	epicurista,	sem	perder	a	rigidez	do	raciocínio</p><p>científico,	que	costuma	guiar	as	mãos	de	um	médico.</p><p>A	amenização	de	uma	possível	aridez	do	texto	se	dá	por	narrar	ao	leitor,	a	todo	o</p><p>momento,	uma	grande	variedade	de	curiosidades	úteis	e	esclarecedoras	sobre</p><p>verdades	e	mitos	dessa	ciência	artística	que	é	a	enologia.”</p><p>Dr.	José	Ruy	Sampaio</p><p>Médico,	sommelier,	enófilo,</p><p>sócio	fundador	da	Maison	du	Vin,	em	1975.</p><p>“Conheci	o	Dr.	Marcio	Bontempo	em	um	evento	sobre	vinhos,	e	não	podia	ser</p><p>diferente.</p><p>Fiquei	sabendo	de	seu	livro	e	minha	curiosidade	aumentou.	O	vinho	é	o	‘norte’</p><p>de	minha	vida,	da	tradição	familiar,	desde	a	mamadeira.</p><p>‘A	Saúde	da	água	para	o	vinho’	interessa	a	todos:	enólogos,	sommeliers,</p><p>enófilos,	especialistas	e	até	aos	insuportáveis	‘enochatos’.</p><p>Dr.	Marcio	demonstra	de	forma	clara	os	benefícios	milenares	desta	nobre	bebida</p><p>(ou	alimento),	em	uma	linguagem	aprazível	a	quaisquer	leitores.</p><p>Dr.	Márcio	mergulha	em	taças	de	conhecimento,	sem	contanto	embriagar-se	em</p><p>seus	inúmeros	encantos.	Mantém-se	ético,	sóbrio,	apenas	degusta,	gole	por	gole,</p><p>o	mundo	do	vinho!”</p><p>Paulo	Kunzler</p><p>Sommelier,	membro	da	ABE	–	Associação	Brasileira	de	Enologia,</p><p>cofundador	e	instrutor	da	ABS	–	Associação	Brasileira	de	Sommeliers	–</p><p>Brasília	e	da	SBAV	–	Sociedade	Brasileira	Amigos	dos	Vinhos.</p><p>“Quem	deseja	mergulhar	no	universo	da	vitivinicultura	tem	a	oportunidade	de</p><p>conhecer	e	aprofundar-se,	com	esta	nova	edição	deste	livro	do	Dr.	Marcio</p><p>Bontempo,	sobre	regiões,	variedades,	estilos,	história,	geografia,	politica,</p><p>sociedade,	economia,	modos	de	fazer	e	consumir,	enfim,	uma	obra	abrangente,</p><p>como	é	o	vinho:	um	produto	cultural	que	nos	possibilita	prazer,	bem-estar,	saúde</p><p>e	conhecimento.	Ele	o	faz	de	forma	ampla,	abordando	diversos	aspectos,	com</p><p>ênfase	é	claro,	sobre	as	relações	entre	vinho	e	saúde.</p><p>Escrita	por	um	médico	homeopata,	nutrólogo	e	praticante	da	medicina</p><p>biomolecular,	esta	é	uma	obra	imperdível	para	enófilos	e	curiosos	do	mundo	do</p><p>vinho.”</p><p>Carlos	Raimundo	Paviani</p><p>Professor	e	Jornalista,	Especialista	em	Marketing	do	Vinho</p><p>pela	Escola	Superior	de	Propaganda	e	Marketing	(ESPM)</p><p>Licenciado	em	Ciências	e	Bacharel	em	Comunicação	Social/Jornalismo	pela</p><p>Universidade	de	Caxias	do	Sul	(UCS)</p><p>Ex-Diretor	de	Relações	Institucionais	do</p><p>Instituto	Brasileiro	do	Vinho	(IBRAVIN)</p><p>“A	Saúde	da	água	para	o	vinho	deslumbra	por	sua	apresentação	leve,	fluídica,</p><p>não	cansativa,	mesmo	sendo	uma	matéria	técnica	ou	científica.	Para	ser	lido</p><p>como	se	estivéssemos	apreciando	um	grand	cru	premium.	Saúde!”</p><p>Heitor	Humberto	de	Andrade</p><p>Enófilo,	jornalista,	poeta	e	escritor</p><p>“A	melhor	forma	de	guardar	um	vinho	é	na	lembrança...		E	assim	como	um</p><p>vinho	é	um	momento	que	fica	na	lembrança,	apreciem	o	momento	com	esta	bela</p><p>obra	de	vinho	e	saúde	elaborada	por	Marcio	Bontempo.”</p><p>Jose	Carlos	Santanita</p><p>Sommelier	e	produtor	alentejano</p><p>“O	vinho	tem	o	poder	de	reunir	pessoas	e	de	fazer	bem	à	saúde.	O	autor	defende</p><p>aqui	o	consumo	diário	e	moderado	de	vinho	para	prevenir	doenças,	prestando</p><p>um	grande	serviço	à	humanidade.”</p><p>Rachel	Alves</p><p>Sommelier	e	Juíza	de	Vinho</p><p>“Marcio	como	escritor	é	um	excelente	“chef”,	pois	consegue	harmonizar	estudo,</p><p>conhecimento	e	história	em	ótimo	livro.”</p><p>Petrus	Elesbão</p><p>Enófilo	e	empresário	do	vinho</p><p>“Este	livro	mostra	a	história,	a	arte,	a	técnica	e	amor	pelo	vinho	como</p><p>ingredientes	que	temperam	o	dia	a	dia	de	trabalho	do	enólogo.	Um	bom	vinho</p><p>melhora	com	o	tempo,	eu	melhoro	com	o	vinho.”</p><p>Ademir	Brandelli</p><p>Enólogo,	produtor	e	empresário	do	vinho</p><p>Explicando	o	título</p><p>Originalmente	o	título	deste	livro	seria	“O	Vinho	e	a	Saúde	–	Aspectos	médicos</p><p>e	científicos”	e	foi	pensado	a	princípio	como	um	trabalho	dirigido	para	médicos</p><p>e	profissionais	de	saúde,	para	que	conhecessem	os	aspectos	da	bebida	ligados	à</p><p>saúde,	de	modo	a	romper	com	o	preconceito	relacionado	à	pecha	de	“bebida</p><p>alcoólica”	e,	como	tal,	prejudicial	à	saúde.	Mais	detalhes	serão	mostrados	no</p><p>próximo	capítulo.</p><p>Inicialmente	estava	estruturado	num	molde	científico,	com	cruzamento	de</p><p>referências	a	pesquisas	e	trabalhos.	Não	havia	pensado	no	público	leitor	comum.</p><p>Seria	um	trabalho	a	ser	oferecido	para	uma	editora	médica,	ou	revista	científica.</p><p>Ao	realizar	as	pesquisas,	porém,	deparei-me	com	dados	e	informações</p><p>contundentes,	de	tal	modo	que	o	texto	foi	se	tornando	progressivamente	mais</p><p>denso	e	consistente.</p><p>Ao	terminar,	resolvi	mostrar	o	trabalho	a	um	amigo	jornalista,	Heitor	de	Andrade</p><p>(que	descanse	em	paz,	ao	lado	de	Dionísio	ou	Baco,	sorvendo	os	certamente</p><p>bons	vinhos	do	paraíso),	grande	apreciador	de	vinhos	e	filósofo,	como	eu,</p><p>admirador	de	Epicuro.	Meu	amigo	enófilo	leu	o	texto	durante	um	final	de</p><p>semana	e	na	segunda-feira	me	ligou	logo	cedo.	Imaginei,	orgulhoso,	que</p><p>receberia	os	parabéns	do	amigo	pela	consistência	da	base	científica	do	material,</p><p>comprovando	o	efeito	benéfico	da	bebida	que	ele	tanto	apreciava.	Mas	não	foi</p><p>bem	assim.	Heitor,	sincero	como	sempre	foi,	disparou:</p><p>–	Márcio,	seu	livro	está	muito	chato!</p><p>Obviamente	estremeci.	Estaria	mal	escrito	ou	algo	similar?	Preocupado	argui:</p><p>–	Mas	Heitor,	não	estou	entendendo.	O	que	há	de	errado	nele?</p><p>Meu	amigo	não	mediu	palavras:</p><p>–	Você	fez	um	livro	maçante	e	pesado!	Cientificamente	está	perfeito,</p><p>maravilhoso	e	convincente	até	para	o	maior	abstêmio	da	Terra,	que	ao	ver	tantas</p><p>evidências	passará	até	beber	vinho	regularmente.</p><p>Você	deve	escrever	sobre	o	vinho	para	todos!	Todas	as	pessoas	precisam	saber</p><p>da	excelência	do	vinho	para	a	saúde	e	seus	benefícios.	Não	limite	sua	obra</p><p>restringindo-a	ao	mundo	científico.</p><p>Um	tanto	contrariado,	agradeci	e	comecei	a	refletir	sobre	a	sugestão	de	Heitor.</p><p>Ele	estava	coberto	de	razão.	Resolvi	reescrever	o	livro.</p><p>Para	torná-lo	mais	“suave”,	reduzi	a	apresentação	das	autorias	das	pesquisas</p><p>científicas,	numerando-as	e	apontando-as	apenas	na	parte	final	do	livro,	junto	à</p><p>bibliografia.	Depois	fui	agregando	ao	texto	um	pouco	da	história	e	curiosidades</p><p>sobre	o	vinho,	pensamentos,	poemas,	reflexões,	dados	sobre	o	seu	uso	medicinal,</p><p>dados	sobre	a	alquimia	da	produção	do	vinho	e	alguns	dos	seus	segredos,</p><p>descrição	dos	países	produtores	e	muitos	outros	elementos	imprescindíveis	e</p><p>inusitados.	Também	incorporei	muitos	dados	sobre	os	vinhos	brasileiros,	as</p><p>regiões	produtoras	nacionais,	vinícolas	e	opiniões	ou	indicações	de</p><p>personalidades	brasileiras	do	mundo	do	vinho.	Ou	seja,	tornei	o	livro	mais</p><p>“degustável”,	amaciando	sua	“acidez”	científica,	reduzindo	seus	“taninos”</p><p>médicos	mais	ásperos,	sem	contudo	desfazer	da	sua	estrutura,	sua	elegância	que</p><p>lhe	garante	a	credibilidade.	Na	linguagem	técnica	própria	do	mundo	do	vinho,</p><p>transformei	um	“varietal”	num	“assemblage”,	incorporando	cortes	de	cepas</p><p>informativas	mais	delicadas	e	aromáticas,	visando	permitir	um	“retrogosto”	mais</p><p>agradável	e	persistente.</p><p>Após	alguns	dias	de	trabalho,	ofereci	novamente	o	texto	a	Heitor,	que,	ato</p><p>contínuo,	dispendeu	um	final	de	semana	para	reler.</p><p>Desta	vez	não	precisei	aguardar	ansioso	pela	segunda-feira	para	saber	a	opinião</p><p>do	velho	amigo.	Heitor	enviou	mensagem	já	no	domingo	à	tarde,	informando</p><p>que	desejava	falar	comigo.	Embora	eu	acreditasse	na	melhor	qualidade	do</p><p>trabalho,	imaginei	duas	coisas	pelo	fato	do	amigo	ter	feito	contato	tão	precoce:</p><p>ou	não	gostou	novamente	ou	o	texto	estava	excelente.	Vigorou	a	última	forma.</p><p>–	Doutor!	(modo	carinhoso	com</p><p>da	produção	do	suco	gástrico,	que	com	isso</p><p>destruiria	o	heliobacter	pilorii,	bactéria	tida	como	responsável	pelo	surgimento</p><p>da	úlcera.	Entretanto,	outros	acreditam	que	efeito	se	deva	à	ação	protetora	dos</p><p>pigmentos	do	vinho	em	relação	à	ação	dos	radicais	livres	já	no	estômago.	Há</p><p>também	cientistas	que	atribuem	tal	efeito	à	incrementação	do	processo	digestivo</p><p>de	que	o	vinho	(tanto	o	tinto	quanto	o	branco)	é	capaz,	o	que	reduziria	a</p><p>produção	do	suco	gástrico,	reduzindo	um	pouco	o	excessivo	pH	ácido	do</p><p>estômago.	Esperamos	que	as	próximas	pesquisas	elucidem	a	questão,	mas	a</p><p>certeza	do	efeito	é	incontestável.</p><p>*	*	*</p><p>Regenera	neurônios	e	reduz	a	gordura	e	a	circunferência	abdominal</p><p>Descobriu-se	na	Itália	que	o	resveratrol	e	outros	polifenóis	presentes	no	vinho</p><p>ativam	uma	enzima	chamada	mapquinase,	que	tem	a	capacidade	de	regenerar	os</p><p>neurônios.	Pesquisas	mostraram	que	pessoas	que	tomam	vinho	durante	as</p><p>refeições	têm	melhor	digestão	e	portanto	a	ingestão	regular	e	moderada	de	vinho</p><p>diminui	a	circunferência	abdominal,	em	ambos	os	sexos.</p><p>*	*	*</p><p>Um	amigo	das	mulheres</p><p>Resultados	de	estudos	com	o	resveratrol	mostram	que	a	substância,	assim	como</p><p>as	isoflavonas	de	soja,	tem	uma	acentuada	similaridade	estrutural	e	funcional</p><p>com	os	hormônios	sexuais	femininos,	principalmente	com	o	estrogênio.	Esta</p><p>notícia	é	importante	e	mostra	que	o	vinho	traz,	adicionalmente,	algumas</p><p>vantagens	para	as	mulheres.	Por	exemplo,	o	câncer	de	mama,	aquele	que	mais</p><p>mata	no	universo	feminino,	tem	uma	relação	direta	com	o	hábito	regular	de</p><p>ingestão	de	bebidas	alcoólicas,	isto	é,	quanto	mais	álcool	uma	mulher	ingere,</p><p>maior	é	a	probabilidade	de	ela	contrair	a	doença.	Mas	as	evidências	resultantes</p><p>de	diversas	pesquisas	(ver	adiante)	mostram	que	quando	a	bebida	ingerida	é	o</p><p>vinho,	ocorre	proteção	contra	o	desenvolvimento	desse	tipo	de	câncer,</p><p>notadamente	contra	o	adenocarcinoma.</p><p>Também	há	dados	referentes	à	redução	dos	riscos	de	desenvolver	câncer	de</p><p>ovário	quando	a	mulher	bebe	vinho	de	maneira	regular	e	moderadamente,	junto</p><p>às	refeições.	Os	dados	apontam	que	a	incidência	de	câncer	de	ovário	é</p><p>praticamente	a	mesma	entre	as	mulheres	que	bebiam	regularmente	destilados	e</p><p>cerveja	e	as	abstêmias.	Os	resultados	foram	mais	claros	entre	as	mulheres	que</p><p>bebiam	vinho	tinto,	em	comparação	com	as	que	utilizaram	vinho	branco.</p><p>*	*	*</p><p>Redutor	dos	sintomas	da	na	menopausa</p><p>Devido	à	similaridade	estrutural	e	funcional	com	o	estrogênio,	do	mesmo	modo</p><p>que	as	isoflavonas,	cientistas	comprovaram	que	mulheres	que	tomam	de	duas	a</p><p>três	taças	de	vinho	ao	dia,	principalmente	tinto,	regularmente,	apresentam	menos</p><p>sinais	das	manifestações	clínicas	da	menopausa	e	do	climatério	(ondas	de	calor,</p><p>ressecamento	da	pele,	etc...)	e	têm	reduzida	a	incidência	de	osteoporose,</p><p>tendendo	a	ganhar	mais	massa	óssea	(o	vinho	é	rico	em	cálcio	e	magnésio).</p><p>Também	graças	à	ação	dos	polifenóis	sobre	o	organismo	feminino,	a	ingestão	de</p><p>vinho	tinto	tem	relação	direta	também	com	a	recalcificação	(ou	a	redução	da</p><p>menor	perda	de	minerais),	o	aumento	da	fertilidade	feminina,	da	libido	e	a</p><p>preservação	da	consistência	e	elasticidade	da	pele.</p><p>*	*	*</p><p>Condições	para	que	o	vinho	seja	benéfico</p><p>Estas	informações,	aparentemente	aleatórias,	têm	grande	base	científica.	Vamos</p><p>saber	com	certeza	e	segurança	porque	o	vinho	tem	estes	e	outros	efeitos.	Para</p><p>tanto,	apresentamos	referências	científicas	de	pesquisas	e	experiências	relativas</p><p>ao	tema	que	podem	ser	verificadas	nos	números	entre	parênteses	em	algumas	das</p><p>citações	mais	importantes	e	conferidas	na	lista	enumerada	de	bibliografia	e</p><p>trabalhos	adiante.</p><p>Existem	hoje	centenas	de	evidências	e	provas	científicas	de	que	o	vinho	pode	ser</p><p>salutar	e	benéfico	à	saúde.	Porém,	é	importantíssimo	deixar	bem	claro	que	isto</p><p>só	é	possível	sob	três	condições	básicas:</p><p>Primeira:	que	o	vinho	seja	ingerido	com	moderação.</p><p>Segundo:	que	seu	uso	seja	regular.</p><p>Terceiro:	que	seja	ingerido	juntamente	com	uma	refeição.</p><p>Além	destas	três	condições,	acrescentamos	a	informação	de	que	o	suco	de	uva</p><p>tinta,	de	boa	qualidade,	sem	açúcar	(natural	ou	adicionado),	pode	produzir</p><p>efeitos	antioxidantes	e	nutricionais	muito	semelhantes,	conforme	veremos</p><p>adiante.</p><p>A	nossa	preocupação	básica	ao	escrever	este	livro,	conforme	já	colocamos</p><p>anteriormente,	foi	a	de	não	nos	colocarmos	na	posição	de	incentivar	o	uso	do</p><p>vinho,	enquanto	visto	apenas	como	bebida	alcoólica,	para	prevenir	ou	tratar</p><p>doenças.	Tanto	médicos	conhecedores	do	assunto,	quanto	instituições	idôneas	e</p><p>autoridades	sanitárias	entendem	que	os	efeitos	benéficos	para	a	saúde	com	a</p><p>ingestão	de	vinho	só	podem	acontecer	se	a	bebida	for	consumida</p><p>moderadamente.</p><p>*	*	*</p><p>As	instituições	abaixo	reconhecem	o	fato	de	que	o	vinho	tem	efeitos	medicinais,</p><p>não	tem	contraindicação	e	é	benéfico	se	ingerido	com	moderação:</p><p>Organização	Mundial	de	Saúde.</p><p>Sociedade	Brasileira	de	Hipertensão	Arterial.</p><p>Associação	Brasileira	de	Nutrologia.</p><p>FDA	–	Food	and	Drug	Administration.</p><p>American	Heart	Association.</p><p>National	Stroke	Association.</p><p>Outras.</p><p>Entendendo	porque	o	vinho	pode	fazer	bem</p><p>“A	tristeza	pode	ser	aliviada	por	um	bom	sono,</p><p>um	banho	e	um	copo	de	um	bom	vinho.”</p><p>São	Tomas	de	Aquino</p><p>Os	estudiosos	concluíram	que	os	benefícios	do	vinho	se	devem	à	sua</p><p>composição,	principalmente	pela	presença	de	polifenóis,	de	pigmentos	que</p><p>possuem	ação	conhecida	como	antioxidante,	entre	outras,	e	também	do	álcool.</p><p>Antes	de	conhecermos	a	ação	específica	de	cada	componente	da	uva	ou	do</p><p>vinho,	é	fundamental	saber	o	que	é	um	antioxidante</p><p>Entendendo	o	que	é	ação	antioxidante</p><p>Antioxidante	é	todo	composto	capaz	de	reduzir	a	ação	“oxidante”	do	oxigênio</p><p>residual	extra,	que	forma	a	maior	parte	dos	chamados	radicais	livres.	Mas	o	que</p><p>são	os	radicais	livres?</p><p>Radicais	livres	–	os	vilões	desmascarados</p><p>Os	radicais	livres	mais	comuns	são	estruturas	derivadas	de	um	excedente	do</p><p>oxigênio	presente	no	organismo.	95%	Deste	gás	se	transforma	em	energia</p><p>utilizada	para	produzir	elementos	vitais	e	manter	a	vida,	mas	5%	é	transformado</p><p>no	metabolismo	em	espécies	reativas	tóxicas,	denominadas	radicais	livres,	tais</p><p>como	o	radical	superóxido,	o	peróxido	de	hidrogênio	e	radical	hidroxila.	Há</p><p>outros	como	o	radical	oxigênio	singlet,	extremamente	tóxico,	derivado	de</p><p>reações	do	nosso	corpo	com	os	raios	ultravioleta	do	sol.</p><p>Radicais	livres	são	necessários	à	vida,	que	não	pode	ocorrer	sem	eles,	porém	o</p><p>problema	se	resume	no	seu	excesso,	que	aparece	devido	ao	enfraquecimento	da</p><p>capacidade	orgânica	de	reduzir	os	excessos,	função	esta	atribuída	às	enzimas</p><p>antioxidantes.	Radicais	livres	são	gerados	no	organismo	desde	a	concepção	logo</p><p>nos	primeiros	segundos	de	vida	intrauterina	e	a	sua	produção	é	continua	durante</p><p>toda	a	nossa	existência.	Até	os	40/45	anos	de	idade	aproximadamente,</p><p>administra-se	muito	bem	esses	5%	e	consegue-se	neutralizá-los.	Atualmente,</p><p>porém,	com	o	estresse,	a	poluição,	a	alimentação	industrializada,	a	radiação,	os</p><p>hábitos	perniciosos	como	o	tabagismo,	o	alcoolismo	e	outros,	o	organismo	sofre</p><p>a	redução	da	sua	capacidade	de	combater	o	excesso	de	radicais	livres.</p><p>Com	o	avançar	da	idade,	a	produção	de	radicais	livres	excede	a	sua	degradação	e</p><p>sobrepuja	os	mecanismos	de	defesa	natural	antirradical	e	de	reparo	celular	e	tem-</p><p>se	o	início	das	alterações	estruturais	de	proteínas,	lipídeos,	ácidos	nucléicos	e</p><p>carboidratos,	as	quais	produzem	lesão	celular.	Então,	gradativamente,	a	agressão</p><p>às	moléculas,	células,	tecidos,	órgãos	e	funções	diversas,	aparecem	as	doenças,</p><p>tanto	agudas	como	crônicas,	mas	principalmente	degenerativas,	como	o	câncer,	o</p><p>diabetes,	o	infarto,	mal	de	Alzheimer,	as	doenças	autoimunes,	etc.,	mas	de	modo</p><p>mais	acentuado	o	fenômeno	do	envelhecimento	precoce.	Um	dos	mecanismos</p><p>mais	frequentes	de	lesão	celular	ocorre	na	membrana	celular	no	fenômeno</p><p>conhecido	como	peroxidação	lipídica.</p><p>Para	evitar	o	excesso	de	agressão	dos	radicais	livres	é	necessário	oferecermos	às</p><p>células	todos	os	elementos	necessários	ao	seu	metabolismo,	para	que	elas</p><p>tenham	condições	de	produzir	energia,	fabricar	substâncias	vitais,	degradar	os</p><p>radicais	livres,	agir	nos	mecanismos	de	reparo	celular</p><p>e	de	vigilância</p><p>imunológica.	A	abordagem	ortomolecular	(hoje	medicina	biomolecular),	da</p><p>medicina	utiliza	diversos	agentes	considerados	antioxidantes,	como	vitaminas,</p><p>minerais,	fitoterápicos,	alimentos	funcionais,	etc.	para	combater	o	excesso	de</p><p>radicais	livres,	tanto	em	procedimentos	terapêuticos	quando	preventivo	de</p><p>enfermidades.	Entre	estes	agentes,	diversos	são	conhecidos,	como	o</p><p>betacaroteno,	o	licopeno,	a	vitamina	E,	a	vitamina	C,	alimentos	como	o	alho,	a</p><p>soja,	o	limão,	a	pimenta,	a	linhaça,	etc.,	ricos	em	compostos	antioxidantes,	como</p><p>os	polifenóis.	É	aqui	que	entra	o	nosso	vinho,	principalmente	o	tinto,	como	um</p><p>dos	produtos	(alimento)	mais	rico	em	compostos	antioxidantes.</p><p>Agora	podemos	entender	como	agem	os	componentes	do	vinho,	começando	pelo</p><p>mais	polêmico:	o	álcool.</p><p>Pequenas	quantidades	de	álcool	podem	fazer	bem,	grandes	sempre	fazem</p><p>mal.</p><p>“E	olhai	por	vós,	para	que	não	aconteça	que	o	vosso	coração	se</p><p>sobrecarregue	de	glutonaria,	de	embriaguez.”</p><p>Lucas,	21:34</p><p>Estudos	atuais	mostram	claramente	que	pequenas	quantidades	de	álcool	têm</p><p>efeito	medicinal.	O	consumo	moderado,	equivalente	a	20-30	g	de	etanol/dia	ou</p><p>250-300	ml	de	vinho,	desde	que	as	calorias	provenientes	do	álcool	não</p><p>ultrapassem	a	10%	das	necessidades	diárias,	permitem	os	conhecidos	efeitos</p><p>benéficos	do	vinho.	Curiosamente,	o	excesso	de	álcool,	ou	mesmo	doses	um</p><p>pouco	além	das	apontadas,	é	prejudicial	à	saúde	e	atua	em	sentido	oposto,</p><p>perturbando	a	assimilação	e	a	utilização	desses	mesmos	componentes.	Uma</p><p>ressalva	importante,	porém,	é	que	os	efeitos	danosos	do	excesso	de	vinho</p><p>(devido	ao	álcool)	são	mais	contundentes	no	caso	da	bebida	ser	ingerida	fora	das</p><p>refeições,	ou	sem	acompanhamento	de	alimentos.	No	caso	do	vinho	ser	ingerido</p><p>juntamente,	por	exemplo,	com	alimentos	gordurosos	ou	proteicos,	dependendo</p><p>da	quantidade,	o	álcool	nele	contido	contribuirá	para	a	digestão	dos	mesmos,</p><p>porém,	é	necessário	muito	cuidado,	pois	se	corre	o	risco	de	cometer	dois</p><p>excessos:	o	de	alimentos	e	de	álcool.	Além	disso,	o	álcool	tem	ação	oxidante	e</p><p>em	excesso	se	antagoniza	à	ação	antioxidante	dos	componentes	do	vinho,</p><p>anulando	o	efeito	deste.</p><p>O	vinho	pode	provocar	cirrose?</p><p>Os	cientistas	dizem	que	nas	doses	moderadas	e	durante	a	alimentação,	não.	O</p><p>Tratado	de	Medicina	Interna	–	Cecil,	no	capítulo	referente	à	hepatopatia</p><p>alcoólica,	cirrose	e	suas	principais	sequelas,	num	artigo	do	Dr.	Scott	L.</p><p>Friedman,	professor	de	Medicina	e	Diretor	de	Pesquisas	Sobre	Doenças</p><p>Hepáticas	do	Mount	Sinai	Schoof	of	Medicine,	Nova	Iorque,	para	que	uma</p><p>pessoa	de	porte	médio	e	de	idade	mediana	desenvolva	cirrose	no	fígado,	precisa</p><p>ingerir	diariamente	80	g	de	etanol	por	dia	durante	20	anos	seguidos,	o	que</p><p>significa	cerca	de	uma	garrafa	e	meia	de	vinho,	diariamente.	E	é	bom	que	se</p><p>saiba	que	a	cirrose	não	é	provocada	somente	pela	ingestão	de	álcool,	mas	por</p><p>diversos	fatores,	entre	eles	os	vírus	das	hepatites	B	e	C,	além	de	carências</p><p>nutricionais	crônicas.</p><p>Mais	efeitos	do	álcool	sobre	o	organismo	serão	abordados	novamente	adiante.</p><p>Polifenóis,	os	principais	responsáveis	pelos	bons	efeitos	do	vinho</p><p>OBS.	Os	números	entre	parênteses	são	marcadores	para	localização	das</p><p>pesquisas	mencionadas,	apresentadas	no	capítulo	“Referências	Científicas	e</p><p>Pesquisas”,	na	parte	final	deste	trabalho.</p><p>Já	mencionados	como	componentes	das	uvas,	os	polifenóis	são	estruturas</p><p>microscópicas	complexas	que	dão	consistência	ao	vinho.	Estão	presentes	na</p><p>casca,	nas	sementes,	no	engaço	e	em	bem	menor	quantidade	na	polpa	da	uva,</p><p>mais	concentrados	no	vinho	que	no	suco	e	na	fruta.	São	divididos	em	dois</p><p>grupos	principais,	os	flavonoides,	como	as	antocianinas,	a	catequina,	a</p><p>quercetina	e	outros	pigmentos,	e	os	não	flavonoides,	como	os	taninos	e	os	ácidos</p><p>fenólicos.	Também	do	grupo	dos	compostos	fenólicos	está	o	resveratrol.	Todos</p><p>estes	componentes	da	uva	–	e	portanto	do	vinho	e	do	suco	da	uva	–	já	foram</p><p>descritos	anteriormente	e	possuem	ação	principalmente	antioxidante.</p><p>Cientistas	como	Kinsella	e	colaboradores	(1)	descobriram	que	os	polifenóis</p><p>agem	inibindo	a	oxidação	dos	ácidos	graxos	que	resultam	em	formação	de</p><p>radicais	livres,	como	peróxidos	e	hidroperóxidos,	capazes	de	produzir</p><p>aterosclerose	e	trombose.	Eles	mencionam	uma	série	de	perturbações</p><p>metabólicas	e	tissulares	que	resultam	comprovadamente	da	oxidação	de	lipídeos,</p><p>tais	como:	alterações	de	funções	relacionadas	com	membranas	(enzimas,</p><p>receptores,	permeabilidade);	polimerização	de	proteínas;	mutação	no	DNA;</p><p>modificação	da	função	dos	macrófagos;	aterogênese;	alteração	das	funções	das</p><p>plaquetas	e	alteração	da	“cascata	do	ácido	aracdônico”.</p><p>Os	pesquisadores	verificaram	que	os	polifenóis	agem	como	antioxidantes	ativos,</p><p>doando	hidrogênio	aos	radicais	livres,	e	como	preventivos,	impedindo	a</p><p>peroxidação	de	lipídeos	e	inibindo	enzimas	oxidativas.	Também	verificaram	que</p><p>esses	compostos	podem	atuar	como	protetores	e	regeneradores	dos	antioxidantes</p><p>primários	do	organismo	como	a	vitamina	C,	a	vitamina	E	o	betacaroteno.	Desse</p><p>modo,	o	consumo	contínuo	e	moderado	de	vinho,	bem	como	a	ingestão	de	frutos</p><p>e	vegetais,	contendo	esses	antioxidantes	podem,	efetivamente,	inibir	as	reações</p><p>oxidativas	deletérias	aos	tecidos,	agentes	das	principais	enfermidades,</p><p>principalmente	as	cardiovasculares.</p><p>Diversas	pesquisas	mostram	que	os	polifenóis	têm	ação	antisséptica,	antivirótica</p><p>e	protetora	dos	vasos	sanguíneos,	são	capazes	de	prevenir	as	doenças	vasculares</p><p>e	retardar	o	envelhecimento.	A	pesquisadora	Paula	Santos,	em	sua	obra	“Vinho	e</p><p>Cultura”,	informa	a	descoberta	recente	que,	do	grupo	dos	polifenóis,	a	citrina</p><p>tem	ação	preventiva	em	algumas	doenças	hemorrágicas,	e	as	catequinas</p><p>aumentam	a	resistência	dos	micro	vasos	sanguíneos	capilares(2).</p><p>Cientistas	demonstraram	há	poucos	anos	que	os	compostos	fenólicos	do	vinho</p><p>tinto	inibem	as	reações	de	oxidação	das	lipoproteínas	de	baixa	densidade,	a</p><p>LDL,	reação	esta	responsável	pela	formação	de	placas	de	ateroma	nas	artérias	e</p><p>trombos(3).	Kinsella	e	colaboradores	confirmam	o	papel	dos	compostos</p><p>fenólicos	do	vinho	na	prevenção	de	fenômenos	como	trombose	e	aterosclerose,</p><p>mostrando	que	o	vinho	é	superior	às	outras	bebidas	alcoólicas	no	efeito	protetor</p><p>contra	várias	doenças	cardiovasculares(1).	Os	autores	concluíram	que	o	principal</p><p>papel	daqueles	dos	compostos	fenólicos	é	devido	à	sua	ação	antioxidante.	Os</p><p>polifenóis	ajudam	a	baixar	o	LDL,	o	chamado	colesterol	ruim,	e	a	aumentar	o</p><p>HDL,	o	bom	colesterol.</p><p>Os	polifenóis	têm	também	ação	preventiva	e	curativa	sobre	as	placas	e	cáries</p><p>dentárias,	causadas	pelo	streptococus	mutans.	No	Japão	já	existem	várias</p><p>patentes	de	creme	dental	à	base	de	polifenóis.</p><p>Os	polifenóis	do	vinho	atuam	como	antialérgicos,	além	de	terem	ação	anti-</p><p>inflamatória	bem	definida,	inclusive	nas	artrites	e	processos	reumáticos.</p><p>Descobriu-se	que	os	polifenóis	e	outros	componentes	pigmentares	da	casca	da</p><p>uva	atuam	na	redução	da	pressão	sanguínea.	É	possível	que	em	breve	se	produza</p><p>um	remédio	para	hipertensão	arterial	com	base	nessa	descoberta.</p><p>Resveratrol	–	a	grande	vedete</p><p>A	maior	descoberta	relacionada	ao	vinho	(e	à	uva)	foi	a	de	uma	fitolexina	do</p><p>grupo	dos	polifenóis	estilbenos,	o	comentado	resveratrol,	ou	mais	propriamente,</p><p>trans-resveratrol,	que	quimicamente	é	o	3,	5,	4	trihidroxitrans-estibeleno.	As</p><p>fitoalexinas,	como	o	resveratrol,	são	compostos	produzidos	pela	uva	como</p><p>defesa	contra	microrganismos,	principalmente	para	proteger-se	de	fungos,	ou	da</p><p>radiação	ultravioleta	(4).</p><p>A	esta	substância	atribui-se	a	capacidade	de	redução	da	viscosidade	do	sangue	e</p><p>do	bloqueio	da	evolução	da	aterosclerose.</p><p>Os	especialistas	da	Universidade	de	Carolina	do	Norte,	Estados	Unidos,</p><p>observaram	que	o	resveratrol	atua	sobre	um	processo	genético	envolvido	na</p><p>inflamação,	no	desenvolvimento	da	arteriosclerose	ou	no	bloqueio	dos	vasos</p><p>sanguíneos,	o	que	mostra	as	aplicações	do	composto	em	doenças</p><p>cardiovasculares.</p><p>Cientistas	brasileiros,	do	curso	de	pós-graduação	em	Biotecnologia,	do</p><p>Departamento	de	Química	e	de	Fitotecnia	da	Universidade	Federal	de	Santa</p><p>Catarina,	FSC;	e	Miguel	Soriano	Caro	concluíram	que,	devido	ao	resveratrol,</p><p>o</p><p>consumo	moderado	de	vinho	tinto	é	capaz	de	reduzir	a	agregação	plaquetária	e</p><p>aumentar	a	concentração	de	HDL,	o	bom	colesterol.</p><p>O	resveratrol	é	uma	recurso	também	contra	o	câncer</p><p>Segundo	a	doutora	Minnie	Holmes-McNary,	também	da	Universidade	de</p><p>Carolina	do	Norte	em	Chapel	Hill,	o	resveratrol	possui	propriedades	anti-</p><p>inflamatórias	e	anticancerígenas.	A	pesquisadora	utilizou	células	de	cultivo</p><p>humano	e	de	ratos,	observando	que	o	resveratrol	modula	a	atividade	da	NF-</p><p>kappa	B,	uma	proteína	que	une	o	DNA	ao	interior	do	núcleo	celular	e	genes</p><p>ativos	ou	inativos.	Há	evidências	fortes	de	que	o	resveratrol	ajuda	a	desativar	um</p><p>mecanismo	de	proteção	natural	que	resguarda	as	células	cancerígenas	de	serem</p><p>aniquiladas.	Segundo	os	pesquisadores,	quando	o	resveratrol	estava	ausente	do</p><p>cultivo	in	vitro,	as	células	cancerosas	sobreviveram,	mas	quando	presente,</p><p>conseguiu-se	provocar	a	morte	dessas	células,	desencadeando	a	ação	de	um</p><p>gene.	A	Dra.	Holmes-McNary	afirma	que	esta	experiência	foi	muito	interessante</p><p>porque	explicou	como	uma	dieta	rica	em	antioxidantes	atua	ao	nível	das</p><p>moléculas.	A	pesquisadora	mostra	que	o	resveratrol	é	capaz	de	inibir	a	oxidação</p><p>do	LDL,	o	colesterol	ruim.	Quando	oxidada,	essa	molécula	nociva	tem	ainda</p><p>mais	facilidade	para	se	depositar	nas	artérias	até	obstruí-las,	provocando	um</p><p>infarto	ou	derrame.</p><p>Uma	das	mais	recentes	descobertas	sobre	o	resveratrol	mostra	que	a	substância	é</p><p>capaz	de	potencializar	a	atividade	do	gene	SIRT1	humano,	ligado	à	longevidade.</p><p>Mais	concentração	nos	vinhos	tintos</p><p>Por	serem	fermentados	na	presença	das	cascas	e	sementes	das	uvas	–</p><p>diferentemente	do	que	ocorre	em	relação	aos	brancos	–,	os	vinhos	tintos	são</p><p>mais	ricos	em	polifenóis	e,	em	consequência,	possuem	maiores	virtudes</p><p>terapêuticas,	independentemente	de	serem	secos	ou	suaves.	A	variedade	de	uva</p><p>tinta	com	maior	concentração	de	polifenóis	e	resveratrol	é	a	Merlot.</p><p>Vinhos	rosés,	brancos	e	espumantes	em	geral	contêm,	portanto,	menor</p><p>quantidade	de	polifenóis,	pigmentos	e	resveratrol,	produzindo	resultados</p><p>menores.</p><p>Vinhos	brasileiros	podem	conter	mais	polifenóis</p><p>e	resveratrol</p><p>Recente	pesquisa	realizada	pelo	professor	André	Souto,	da	Pontifícia</p><p>Universidade	Católica	do	Rio	Grande	do	Sul,	mostrou	surpreendente	resultado,</p><p>apontando	que	os	vinhos	produzidos	na	Serra	Gaúcha	contêm	quantidades	de</p><p>polifenóis	das	mais	altas	do	mundo.	O	fato	se	deve	a	questões	climáticas.	A</p><p>maioria	dos	vinhos	produzidos	no	Brasil	são	da	Serra	Gaúcha,	que	apresenta</p><p>calor	e	acentuada	umidade	no	verão,	justamente	na	época	da	vindima,	ou</p><p>colheita	das	uvas.	Devido	a	essas	características,	ocorre	maior	desenvolvimento</p><p>de	fungos	que	atacam	as	videiras,	que,	para	se	defenderem,	aumentam	a</p><p>produção	de	polifenóis	e	resveratrol.	Devido	a	essa	circunstância,	concluiu-se</p><p>que	o	vinho	do	Rio	Grande	do	Sul	seja	um	dos	mais	potentes	do	mundo	em</p><p>virtudes	terapêuticas.</p><p>Pesquisa	recente	comprova	que	o	suco	de	uva	tinta</p><p>contém	resveratrol.</p><p>Um	pesquisa	atual	desenvolvida	por	Caroline	Dani,	da	Universidade	de	Caxias</p><p>do	Sul,	comprova	a	presença	de	resveratrol	no	suco	de	uvas	tintas	quase	na</p><p>mesma	proporção	que	nos	vinhos	tintos.	O	estudo	que	durou	quase	dois	anos	fez</p><p>uma	avaliação	nutricional	antioxidante	e	antimutagência	de	nove	tipos	de	sucos</p><p>tintos,	brancos	e	rosados.</p><p>A	ação	antioxidante	da	uva	já	era	conhecida	em	vinhos,	especialmente	nos	tintos,</p><p>mas	pouco	se	sabia	da	presença	da	substância	em	sucos	de	uva,	principalmente</p><p>porque	os	sucos	comerciais	de	baixa	qualidade	apresentam	baixa	concentrações</p><p>de	resveratrol.	A	pesquisadora	verificou,	contudo,	a	presença	de	quantidade</p><p>elevada	de	resveratrol	nos	sucos	tintos	orgânicos	especiais,	que	possuem	0,22</p><p>ppm	de	resveratrol	contra	0,008	dos	comerciais.	Já	nos	sucos	de	uva	branca,</p><p>onde	não	há	contato	com	a	casca,	a	quantidade	de	resveratrol	é	muito	inferior.</p><p>Concluiu	se	que,	na	comparação	dos	sucos	comerciais,	os	tintos	possuem	três</p><p>vezes	mais	polifenóis	que	os	brancos,	entretanto	todos	apresentam	atividade</p><p>antioxidante.</p><p>O	problema	do	suco	de	uva</p><p>O	problema	do	suco	da	uva	é	que	ele	contém	muito	açúcar	–	natural	da	uva	ou</p><p>acrescentado–	e	é,	portanto,	muito	fermentativo,	podendo	produzir	gases</p><p>intestinais,	além	de	ser	mais	calórico	e	incrementador	da	elevação	das	taxas	da</p><p>glicose	sanguínea.	Deve	ser	bebido	em	pequenas	quantidades,	de	uvas	tintas,</p><p>preferencialmente	longe	das	refeições.	Já	o	vinho	não	fermenta	no	aparelho</p><p>digestivo,	pois	já	foi	fermentado	pelo	processo	de	elaboração.</p><p>O	uso	medicinal	externo	do	vinho</p><p>Não	somente	ingerido,	o	vinho	pode	ser	usado	como	remédio,	mas	também	para</p><p>algumas	situações	externas.</p><p>Um	remédio	tópico	contra	micoses</p><p>Devido	à	presença	de	polifenóis,	que	possuem	efeito	antimicrobiano,	para</p><p>fungos,	vírus	e	bactérias,	o	vinho	tinto	seco	pode	ser	aplicado	em	micoses	das</p><p>unhas	e	pé	de	atleta	(frieiras).	Basta	aplicar	um	pouco	de	vinho	nas	áreas</p><p>afetadas	e,	de	preferência,	expor	ao	sol	por	alguns	minutos.	Repetir	até	a	cura.</p><p>Devido	à	sua	ação	antialérgica	e	cicatrizante,	também	é	um	procedimento	útil	em</p><p>coceiras	e	feridas	abertas.</p><p>Observação:	os	procedimentos	aqui	indicados	não	substituem	nenhum</p><p>tratamento	médico.	Em	casos	persistentes,	mais	sérios,	um	médico	deve	ser</p><p>consultado.</p><p>As	mais	recentes	pesquisas	científicas	sobre	a	ação	medicinal	do	vinho</p><p>“Até	uma	década	atrás	não	se	havia	escrito	mais	do	que</p><p>umas	três	centenas	de	trabalhos	científicos	sobre	as	virtudes	terapêuticas	do</p><p>vinho,	enquanto	que	hoje	já	existem	publicados	mais	de	250	mil	artigos</p><p>tratando,</p><p>direta	ou	indiretamente,	do	assunto.”</p><p>Dr.	Jairo	Monson</p><p>OBS.	Os	números	entre	parênteses	são	marcadores	para	localização	das</p><p>pesquisas	mencionadas	apresentadas	no	capítulo	“Referências	Científicas	e</p><p>Pesquisas”,	na	parte	final	deste	trabalho.</p><p>Estudos	dos	efeitos	do	vinho	sobre	o	aparelho	cardiovascular</p><p>Um	dos	efeitos	mais	notáveis	do	vinho	sobre	o	organismo	ocorre	principalmente</p><p>sobre	o	coração	e	os	vasos	sanguíneos	–	o	aparelho	cardiovascular.	A	seguir	o</p><p>que	existe	de	mais	atual	em	termos	de	pesquisas	científicas	sobre	o	tema:</p><p>O	que	se	sabe	sobre	os	efeitos	do	álcool	no	coração	e	na	circulação</p><p>sanguínea</p><p>Antes	de	se	conhecer	com	detalhes	a	ação	antioxidante	e	protetora	dos	polifenóis</p><p>e	dos	pigmentos	do	vinho,	os	clássicos	e	seculares	efeitos	da	bebida	sobre	o</p><p>aparelho	cardiovascular	sempre	foram	atribuídos	ao	álcool.	Depois	que	as</p><p>análises	químicas	descobriram	outras	substâncias	componentes	do	vinho,	estas</p><p>passaram	a	receber	mais	atenção	dos	pesquisadores,	que	atribuíram	a	elas	esses</p><p>efeitos.	Porém,	há	evidências	e	pesquisas	de	que	o	álcool	tem	alguma</p><p>participação	nesses	resultados,	uma	vez	que,	em	pequenas	quantidades,	não	só</p><p>atua	como	favorecedor	da	assimilação	dos	demais	componentes	e	nutrientes	do</p><p>vinho,	como	também	tem	atividade	medicinal.</p><p>Verificou-se,	por	exemplo,	que	em	doses	moderadas,	o	álcool	tem	como	efeito</p><p>um	aumento	da	frequência	e	débito	cardíacos,	associado	a	uma	diminuição	da</p><p>eficiência	miocárdica,	devido	ao	possível	vazamento	de	eletrólitos	e	enzimas</p><p>para	o	seio	coronário.	O	excesso	de	álcool,	na	corrente	sanguínea	produz	ainda</p><p>ligeiro	aumento	da	pressão	sistólica,	vasodilatação	periférica	e	aumento	ou</p><p>diminuição	da	resistência	periférica,	dependendo	da	intensidade	da</p><p>vasoconstrição	visceral	(6).</p><p>Mas	em	doses	altas,	o	álcool	atua	ao	contrário,	como	forte	depressor	do</p><p>miocárdio	e	tem	efeito	tóxico	direto	sobre	o	mesmo.	Há	inclusive	a	chamada</p><p>“doença	cardíaca	alcoólica”.	Há	muitas	controvérsias	entre	os	estudiosos	sobre	a</p><p>ação	do	álcool	como	vasodilatador	coronariano,	porém,	existem	casos</p><p>registrados	em	que	o	álcool	pode	gerar	alívio	da	dor	de	crises	de	angina	sem</p><p>modificar	as	alterações	isquêmicas	do	eletrocardiograma,	sugerindo	um	efeito</p><p>depressor	sobre	o	sistema	nervoso	central.	De	qualquer	modo,	o	bom	senso	nos</p><p>diz	que	doses	excessivas	de	álcool	devem	ser	evitadas	de	qualquer	modo.</p><p>Diversos	estudos	mostram	relação	inversa	entre	consumo	moderado	de	álcool	e</p><p>incidência	de	doenças	cardíacas	obstrutivas,	incluindo-se	a	angina	e	o	enfarte.	(6,</p><p>7,	8,	9,	10,	11).</p><p>Sobre	os	efeitos</p><p>do	consumo	moderado	de	álcool	sobre	o	sistema	circulatório,</p><p>principalmente	sobre	o	coração,	é	importante	frisar	que	os	estudos	se	basearam</p><p>no	vinho	como	fonte	de	álcool	e	não	de	outras	bebidas	alcoólicas	(9,	12,	13,	14,</p><p>15,	16,	17).	Isto	é	particularmente	importante	porque	os	efeitos	benéficos	do</p><p>vinho	sobre	essa	função	orgânica	se	devem	não	somente	pela	ação	do	álcool	(em</p><p>pequenas	quantidades)	verificados	no	estudo,	mas	devido	aos	seus	outros</p><p>componentes,	como	veremos	a	seguir.</p><p>Ainda	nas	pesquisas	sobre	os	feitos	salutares	de	pequenas	quantidades	de	álcool</p><p>sobre	o	coração	e	vasos	sanguíneos,	verificou-se	que	o	vinho	é	superior	à	cerveja</p><p>quanto	à	proteção	contra	doenças	isquêmicas	(angina,	enfarte	e	coronariopatias)</p><p>(18).</p><p>Definição	de	“consumo	moderado”</p><p>Considera-se	como	consumo	moderado	a	ingestão	máxima	de	60	g	de	álcool	por</p><p>dia,	o	que	equivale	a	cerca	de	400	ml	(cerca	de	meia	garrafa)	de	um	vinho	com</p><p>15%	de	álcool	ou	1.200	ml	de	cerveja	com	5%	de	álcool	ou	ainda	120	ml	(cerca</p><p>de	2	doses	regulares)	de	bebida	destilada	com	teor	alcoólico	de	50%,	como</p><p>uísque,	cachaça,	vodca,	conhaque,	etc.	(6,7,19,20,21).	Porém	devemos</p><p>considerar	que	a	tolerância	e	os	efeitos	do	álcool	são	variáveis	e	variam	de</p><p>pessoa	a	pessoa,	portanto,	cada	um	deve	dimensionar	para	si	o	que	significa	um</p><p>consumo	pequeno,	moderado	ou	elevado.</p><p>Mesmo	que	esses	estudos	apontem	para	um	efeito	benéfico	de	pequenas	doses	de</p><p>álcool	sobre	o	sistema	cardiovascular,	há	outros,	de	igual	seriedade,	que</p><p>demonstram	evidências	de	que	o	consumo	excessivo	de	álcool	pode	produzir</p><p>efeito	oposto	(19).</p><p>Um	estudo	mostrou	que	em	3.786	pacientes	submetidos	à</p><p>cineangiocoronariografia,	apenas	10%	eram	consumidores	de	vinho	e	a	maioria</p><p>dos	pacientes	consumiam	bebidas	mais	fortes	(15).</p><p>Um	dos	estudos	mais	surpreendentes	mostrou	que	o	consumo	moderado	de</p><p>vinho	e	de	cerveja,	entre	não	fumantes,	é	capaz	de	reduzir	a	mortalidade	mais	do</p><p>que	as	bebidas	fortes	destiladas	(17).</p><p>Vários	estudos	mostraram	que	há	maior	risco	de	enfarte	e	doenças</p><p>cardiovasculares	entre	pessoas	que	param	de	beber	depois	de	10	anos	e	em</p><p>abstêmios	(21,	22,	23,	24,	25,	26,	27,	28).</p><p>Nos	Estados	Unidos,	entre	1969	e	1978,	o	consumo	de	vinho	cresceu	55%	e	a</p><p>taxa	de	mortalidade	por	doenças	coronarianas	caiu	22%	(12).</p><p>O	número	de	mortes	por	doenças	cardiovasculares	(entre	elas	o	enfarte)	na</p><p>Europa	é	menor	nos	países	consumidores	de	vinho,	principalmente	na	França	e</p><p>na	Itália,	seguindo	um	gradiente	de	norte	para	sul,	inverso	ao	gradiente	de</p><p>consumo	de	vinho,	ou	seja,	nos	locais	onde	o	vinho	é	mais	consumido,	nas</p><p>regiões	mais	ao	norte,	a	incidência	de	doenças	cardiovasculares	é	menor(18).</p><p>Menor	risco	de	derrame	cerebral,	mas	somente	para	quem	bebe	pouco</p><p>Um	conhecido	estudo	de	A.	L.	Klatsky,	que	investigou	os	hábitos	de	129	mil</p><p>pessoas	durante	seis	anos,	mostrou	que	o	risco	de	acidente	vascular	cerebral	é</p><p>30%	menor	entre	os	consumidores	de	um	copo	de	vinho	por	dia	e	de	20%	entre</p><p>os	consumidores	de	um	a	dois	copos	de	vinho	diários.	Porém,	a	má	notícia	para</p><p>aqueles	que	exageram,	é	que	essa	mesma	pesquisa	confirma	os	malefícios	do</p><p>excesso,	mesmo	de	bons	vinhos:	o	risco	de	um	derrame	cerebral	aumenta	em</p><p>90%	para	consumos	superiores	a	seis	copos	por	dia.	O	estudo	chama-se	“Is</p><p>alcohol	good	for	your	health?”	(o	álcool	é	bom	para	sua	saúde?)	e	foi	publicado</p><p>em	2003	na	Nova	Inglaterra,	Estados	Unidos,	por	Klatsky	A.L.	&	Friedman</p><p>G.D.</p><p>No	Circulation	–	Journal	of	the	American	Heart	Association,	achamos	um	artigo</p><p>apontando	13	estudos	publicados	pela	médica	L.	Lacoviello	e	colegas,	do</p><p>Consorzio	Mario	Negri	Sud,	Santa	Maria,	Imbaro,	Itália,	mostrando	redução	do</p><p>risco	de	desenvolvimento	de	doença	vascular	para	quem	bebe	vinho</p><p>regularmente.	As	pesquisas	envolveram	201.307	participantes,	mostrando	que</p><p>aqueles	que	bebiam	vinho	tiveram	redução	significativa	do	risco	de	doença</p><p>vascular	quando	comparados	aos	que	não	bebiam.	Os	dados	mostraram	que</p><p>consumir	até	150	ml	de	vinho	por	dia	estava	ligado	a	uma	redução	significativa</p><p>do	risco	vascular.	A	autora	e	seus	colaboradores	sugerem	na	publicação	que	“os</p><p>abstêmios	devem	ser	informados	de	que,	na	ausência	de	contraindicações	e	no</p><p>contexto	de	alimentação	e	estilo	de	vida	saudáveis,	o	consumo	leve	e	moderado</p><p>de	vinho	contribui	para	uma	saúde	melhor.	As	pessoas	que	já	são	consumidoras</p><p>leves	a	moderadas	de	vinho	devem	ser	incentivadas	a	continuar”.</p><p>Vinho,	alho	e	azeite	–	segredos	para	uma	boa	saúde.</p><p>O	consumo	regular	de	alho	(presente	na	alimentação	dos	habitantes	dos	países</p><p>consumidores	de	vinho,	como	a	Itália	e	a	França),	pelo	seu	efeito</p><p>antiaterogênica,	é	uma	das	explicações	para	o	baixo	índice	de	doenças</p><p>cardiovasculares,	segundo	alguns	cientistas	que	se	antagonizam	aos	colegas	que</p><p>atribuem	esse	efeito	ao	consumo	de	vinho	(29,	30).	O	azeite	de	oliva	faz	parte	da</p><p>tradição	antiga	e	acompanha	muitos	produtores	de	vinho,	sendo	um	dos</p><p>responsáveis	pela	longevidade	e	boa	saúde	dos	povos	mediterrâneos	e	europeus,</p><p>graças	ao	seu	teor	de	óleos	monoinsaturados.	Segundo	nosso	ponto	de	vista,</p><p>tanto	o	vinho	quanto	o	alho	e	o	azeite	contribuem	para	uma	saúde	melhor,	uma</p><p>vez	que	os	dois	possuem	ação	antioxidante,	protetora	do	DNA	e	redutora	do</p><p>colesterol.	Isso	é	confirmado	por	estudos	recentes	que	comprovam	a	ação</p><p>redutora	da	taxa	de	açúcar	no	sangue	(glicemia)	e	da	inibição	da	adesividade</p><p>plaquetária	desses	dois	alimentos	(31).</p><p>Efeitos	do	consumo	de	vinho	sobre	o	excesso	de	colesterol</p><p>É	de	aceitação	geral	na	medicina	moderna	que	as	lipoproteínas	de	alta	densidade</p><p>(HDL),	ou	o	“bom”	colesterol,	do	plasma,	têm	ação	protetora	contra	as	doenças</p><p>coronarianas	obstrutivas	(32).	Segundo	Gómez	(33),	populações	com	grande</p><p>longevidade	apresentam	níveis	elevados	de	HDL	e	baixos	de	LDL	–	o	“mau”</p><p>colesterol.	É	sabido	que	a	vida	sedentária,	a	obesidade	e	hábitos	como	o</p><p>tabagismo	levam	a	uma	queda	da	HDL,	que	inclusive	é	maior	entre	as	mulheres</p><p>do	que	em	homens	(o	HDL	tem	ação	redutora	da	testosterona	e	elevadora	do</p><p>estrógeno).	O	autor	aponta	que	a	atividade	física	diária	e	a	ingestão	de</p><p>quantidades	moderadas	de	álcool	(1	a	2	doses	por	dia)	eleva	o	HDL,	talvez,	pela</p><p>conversão	de	VLDL	(o	“excelente”	colesterol)	em	HDL,	sugere.</p><p>Confirmando	esses	achados,	também	Castelli	e	colegas	(34,	35),	ao	estudarem	o</p><p>efeito	do	consumo	de	álcool	sobre	as	lipoproteínas	e	triglicérides	plasmáticos	em</p><p>cinco	populações	consumidoras	de	vinho,	descobriram	que	o	consumo	moderado</p><p>de	vinho	eleva	os	níveis	sanguíneos	de	HDL,	diminui	os	níveis	das	LDL,	não</p><p>influi	nos	níveis	das	VLDL	e	causa	pequena	elevação	dos	triglicérides.	Os</p><p>autores	informam	que	o	vinho	pode	ter	efeito	benéfico	na	aterosclerose,</p><p>possivelmente	por	aumentar	as	HDL	que	removem	o	colesterol	dos	depósitos	e	o</p><p>transportam	até	o	fígado,	onde	é	excretado	na	bile.	As	HDL	também	bloqueiam	a</p><p>interiorização	das	LDL,	o	que	pode	ser	o	principal	mecanismo	que	abastece	as</p><p>células	de	gorduras	saturadas,	um	dos	elementos	básicos	na	formação	da</p><p>aterosclerose.	Muitos	outros	autores	encontraram	alta	correlação	positiva	entre</p><p>HDL	e	a	ingestão	moderada	e	regular	de	vinho	(36	a	39)	ou	de	bebidas</p><p>alcoólicas	em	geral	(19,	31,	38,	40,	41).	Nesse	aspecto,	houve	um	trabalho</p><p>bastante	convincente	realizado	por	Breier	e	Lisch	(39).	Eles	estudaram	um</p><p>paciente	que	ingeria	aproximadamente	400	ml	de	vinho	diariamente,	mas	era</p><p>portador	de	hipercolesterolemia	familiar,	sem	sinais	de	aterosclerose	precoce,</p><p>mas	que	apresentava	alta	concentração	plasmática	da	HDL.	Na	pesquisa	foram</p><p>feitas	dosagens	de	HDL,	controlando-se	a	ingestão	de	vinho.	Uma	primeira</p><p>dosagem	foi	feita	com	o	paciente	ainda	ingerindo	vinho	e	revelou	HDL	alta.	Em</p><p>seguida,	uma	segunda	dosagem	após	21	dias	sem	ingestão	de	vinho	revelou	75%</p><p>de	redução	da	HDL.	Seguiu-se	um	período	de	21	dias	de	ingestão	usual	de</p><p>vinho,	ao	final	do	qual	uma	terceira	dosagem	revelou	uma	concentração	de	HDL</p><p>igual	à	da	primeira	dosagem.	O	estudo	mostra	muito	claramente	que	o	paciente</p><p>estava	protegido	contra	as	complicações	ateroscleróticas	devido	ao	aumento	das</p><p>taxas	de	colesterol	total,	também	devido	ao	aumento	da	antiaterogênica</p><p>HDL,</p><p>provocado	pelo	consumo	moderado	de	vinho.</p><p>Também	os	estudos	mostram	que	o	consumo	moderado	de	álcool	do	vinho,	além</p><p>dos	efeitos	sobre	a	HDL,	produz	diminuição	da	LDL,	o	“mau”	colesterol	(7,	19,</p><p>39,	31,	41,	42).	Diversos	autores	acreditam	que	a	ação	do	álcool	na	prevenção</p><p>das	doenças	coronarianas	não	se	deve	a	um	efeito	contra	a	aterosclerose,	mas</p><p>sim	através	da	inibição	da	agregação	plaquetária.	Esta	posição	é	ratificada	por</p><p>outros	autores	(24,	25)	.	Há	trabalhos	que	indicam	que	o	consumo	regular	e</p><p>moderado	de	álcool	pode	provocar	redução	das	plaquetas	(19,	41,	43)	e</p><p>diminuição,	da	agregação	plaquetária	(11,	19,	41,	43).	Estudos	surpreendentes</p><p>mostram	que	houve	maior	redução	na	agregação	entre	as	plaquetas	em	situações</p><p>de	ingestão	elevada	de	gorduras	saturadas	ou	baixa	ingestão	de	ácidos	graxos</p><p>poli-insaturados,	junto	com	o	consumo	de	vinho.	Manku	e	colaboradores	(44)</p><p>levantam	a	hipótese	de	que	o	consumo	de	álcool	produz	um	aumento</p><p>significativo,	dose	dependente,	de	prostaglandina	E	nas	plaquetas,	o	que	inibe	a</p><p>agregação	plaquetária	e	dilata	as	coronárias.</p><p>Cientistas	como	Langer	e	colegas	(41)	publicaram	trabalhos	mostrando	que</p><p>cerca	de	50%	da	proteção	fornecida	pelo	consumo	moderado	de	álcool	contra	as</p><p>doenças	coronarianas	deve-se	a	HDL.	Incluem	que	uma	proteção	adicional	de</p><p>mais	18%	poderia	ser	atribuída	à	baixa	de	LDL.	Os	restantes	50%	da	proteção</p><p>do	vinho	são	desconhecidos	para	alguns	autores	mas	definidos	por	outros	como</p><p>resultado	da	ação	dos	outros	componentes	da	bebida	além	do	álcool,	como</p><p>bioflavonóides,	resveratrol,	vitamina	C,	etc.	que	agem	como	antioxidantes	e</p><p>podem,	inclusive,	interferir	nos	mecanismos	de	formação	de	coágulos.	Na</p><p>explicação	do	Paradoxo	francês,	Renaud	e	Lorgeril	(5)	argumentam	que	“embora</p><p>estudos	anteriores	mostrem	que	o	consumo	de	álcool	pode	reduzir	o	risco	de</p><p>DCI	em	pelo	menos	40%	através	do	aumento	da	HDL,	os	níveis	de	HDL	na</p><p>França	não	são	maiores	do	que	em	outros	países”,	porém	a	agregação	plaquetária</p><p>é	menor	(5,11).	Barnard	e	Linter	(45)	acreditam	que	a	associação	entre	o</p><p>consumo	de	alho	e	de	álcool	pode	explicar	o	efeito	protetor	do	álcool,	por</p><p>diminuição	da	agregação	plaquetária,	uma	vez	que	existem	muitos	trabalhos	que</p><p>comprovam	a	ação	antiagregadora	de	plaquetas	exercida	pelo	“ajoene”,	um	dos</p><p>componentes	do	alho.</p><p>Uma	esperança	efetiva	contra	o	envelhecimento,	a	senilidade	e	a	Doença	de</p><p>Alzheimer</p><p>“Moderadamente	bebido,	o	vinho	é	medicamento</p><p>que	rejuvenesce	os	velhos.”</p><p>Platão	[427	a.	C.	–	347	a.	C.]</p><p>Em	1997,	na	França	já	se	demonstrou	a	associação	entre	consumo	moderado	e</p><p>frequente	de	vinho	e	prevenção	de	doenças	degenerativas,	principalmente	a</p><p>doença	de	Alzheimer	e	a	demência	dos	idosos.	No	estudo,	os	observadores</p><p>concluíram	que	pessoas	que	bebem	de	250	a	500	ml	de	vinho	por	dia,	nas</p><p>refeições,	correm	75	por	cento	menos	o	risco	de	desenvolver	a	doença	de</p><p>Alzheimer.</p><p>Em	novembro	de	2002,	em	Santiago	do	Chile,	houve	um	grande	debate	entre</p><p>cientistas,	entre	eles	médicos,	biólogos,	bioquímicos	e	biofísicos	do	mundo</p><p>inteiro	para	debater	a	relação	entre	vinho	e	saúde	.	Concluiu-se	que	os</p><p>consumidores	moderados	de	vinho	(por	exemplo,	de	um	a	dois	cálices	por	dia)</p><p>estão	menos	sujeitos	à	doença	de	Alzheimer	e	de	doenças	cardiovasculares	do</p><p>que	abstêmios	ou	consumidores	exagerados.</p><p>O	envelhecimento	da	célula,	dos	tecidos,	do	organismo	como	um	todo	é	uma</p><p>ação	dos	radicais	livres.	O	organismo	produz	algumas	enzimas,	como</p><p>superoxidesmutase,	catalase	e	a	glutation	peroxidase	para	se	proteger,	mas	essa</p><p>produção	diminui	com	o	passar	dos	anos,	gerando	os	processos	biológicos	do</p><p>envelhecimento.</p><p>Os	vinhos,	ricos	em	polifenóis,	são	potentes	antioxidantes,	ou	seja,	“varredores”</p><p>de	radicais	livres.	Pesquisas	desenvolvidas	pelo	National	Institute	for	Longevity,</p><p>do	Japão,	mostraram	que	as	pessoas	que	bebem	vinho	moderadamente	vivem</p><p>mais	e	têm	um	Q.I.	mais	elevado	do	que	as	que	bebem	outras	bebidas	alcoólicas</p><p>ou	que	não	bebem.</p><p>Estudos	feitos	em	já	1933	pelo	Dr.	Dougnac	demostram	que	as	pessoas	que</p><p>têm	o	hábito	regular	de	beber	vinho	junto	às	refeições	têm	uma	expectativa</p><p>de	vida	de	25	a	45%	maior.</p><p>Uma	experiência	realizada	pelo	Dr.	David	A.	Sinclair	e	equipe	da	Universidade</p><p>de	Harvard	e	do	Laboratório	Biomol,	publicado	na	Revista	Nature,	conseguiu</p><p>aumentar	em	70%	a	duração	da	vida	de	seres	unicelulares	chamados</p><p>Saccharomyces	cerevisiae	tratando-os	com	resveratrol.	Também	espécies	de</p><p>moscas	que	vivem	cerca	de	30	dias,	quando	recebiam	o	resveratrol,	passaram	a</p><p>viver	em	média	40	dias.	A	dose	estudada	nesses	animais	corresponde	para	o</p><p>homem	ao	conteúdo	de	resveratrol	existente	em	aproximadamente	3	taças	de</p><p>vinho.	O	Dr.	Sinclair	atribui	esse	efeito	de	aumentar	o	tempo	de	vida	ao	fato	do</p><p>resveratrol	aumentar	a	enzima	Sir2,	que	estabiliza	o	DNA	e	com	isso	aumenta	a</p><p>vida	da	célula,	diminui	o	declínio	funcional	na	senilidade,	deixando	as	pessoas</p><p>mais	saudáveis.	Ele	aponta	outras	17	substâncias	no	vinho	com	uma	possível</p><p>ação	anti-envelhecedora.</p><p>Benefício	comprovado	para	os	diabéticos:	beber	vinho	moderadamente</p><p>durante	as	refeições	reduz	o	risco	de	doença	coronariana.</p><p>Um	estudo	de	dezembro	de	2001	realizado	por	investigadores	da	Escola	de</p><p>Saúde	Pública	de	Harvard,	publicado	no	Journal	of	The	American	College	of</p><p>Cardiology,	mostrou	que	diabéticos	tipo	2	que	bebem	um	a	dois	copos	por	dia</p><p>têm	menores	risco	de	sofrer	doença	coronária,	a	principal	causa	de	mortalidade</p><p>das	pessoas	com	esta	doença.	Os	pesquisadores	chegaram	a	esta	conclusão	após</p><p>terem	acompanhado	2.500	doentes	diabéticos	durante	11	anos.	Eles	constataram</p><p>que	o	perigo	de	sofrer	afecções	coronárias	diminuía	com	o	consumo	moderado</p><p>de	álcool.	Conclui-se,	com	este	estudo	que	beber	vinho	moderadamente	durante</p><p>as	refeições	pode	ser	benéfico	para	os	diabéticos	do	tipo	2,	reduzindo	o	risco	de</p><p>doença	coronariana.</p><p>Os	microminerais	do	vinho	e	seu	efeito	à	saúde</p><p>Apesar	de	muitos	estudos	relacionarem	o	efeito	benéfico	do	álcool	em	doses</p><p>moderadas	sobre	a	saúde,	atualmente	sabe-se	os	bebedores	de	vinho	têm</p><p>resultados	mais	satisfatórios,	o	que	aponta	para	uma	ação	conjunta,	positiva,	de</p><p>todos	os	componentes	do	vinho.	Entre	estes	componentes	estão	os	microminerais</p><p>essenciais,	já	apresentados	anteriormente.	Nesta	seção	apontamos	as	pesquisas</p><p>que	indicam	os	efeitos	benéficos	destes	microminerais	através	do	vinho	(18,</p><p>46,47).	Esses	elementos,	cujas	necessidades	diárias	para	o	homem	são	muito</p><p>pequenas,	estão	presentes	nos	alimentos,	incluindo	no	vinho,	alguns	em	grandes</p><p>quantidades	(18),	como	o	cálcio,	o	cromo,	o	silício,	o	sódio	e	o	potássio.</p><p>A	importância	do	cromo	na	saúde</p><p>O	cromo	foi	estudado	por	Schroeder	e	colegas	(48,	49,	50	e	51)	que	verificaram</p><p>as	propriedades	biológicas	do	mineral,	concluindo	que	ele	atua	no	metabolismo</p><p>da	glicose	e	de	lipídeos	e	é	necessário	à	ação	da	insulina.	Conforme	já	informado</p><p>anteriormente,	as	necessidades	diárias	de	cromo	variam	de	20	a	500	µg	e	o	vinho</p><p>contem	em	média	450	µg	/	litro.	Check	(52)	aponta	o	efeito	benéfico	do	cromo</p><p>sobre	o	metabolismo	da	glicose,	dos	lipídeos	e	da	insulina	e	atribui	ao	elevado</p><p>teor	de	cromo	no	vinho	(a	cerveja	também	tem	um	pouco,	porém	menos	que	o</p><p>vinho)	e	o	menor	risco	de	doenças	coronarianas.</p><p>Os	estudos	de	Schroeder	(48	a	51)	mostram	que	animais	tratados	com	dieta</p><p>deficiente	em	cromo	tiveram:</p><p>Deposição	de	placas	ateromatosas	na	aorta.</p><p>Desenvolvimento	de	um	quadro	moderado	de	diabete.</p><p>Diminuição	da	resistência	ao	estresse	induzido	por	exercício.</p><p>Diminuição	da	tolerância	à	glicose.</p><p>Diminuição	das	reservas	de	glicogênio.</p><p>Distúrbios	na	síntese	proteica.</p><p>Elevação	do	colesterol.</p><p>Hemorragia.</p><p>Pneumonia.</p><p>Retardo	do	crescimento	e	diminuição	da	vida	média.</p><p>A	administração	de	cromo	aos	animais	evitou	tais	problemas.</p><p>No	vinho,	as	leveduras	são	responsáveis	pela	síntese	de	um	composto	de	cromo</p><p>(o	fator	de	tolerância	à	glicose)	20	vezes	mais	efetivo	do	que	os	compostos</p><p>similares	utilizados	na	clínica.</p><p>A	importância	do	silício	do	vinho	na	saúde</p><p>Este	micromineral,	existente	em	quantidades	significativas	no	vinho,	foi</p><p>extensamente	estudado	por	Schwarz	(53).</p><p>O	autor	mostrou	as	relações	do</p><p>oligoelemento	no	metabolismo	do	colesterol	e	concluiu	que	a	sua	ausência	pode</p><p>contribuir	para	o	surgimento	da	aterosclerose;	entre	as	evidências	disto,	o	fato	de</p><p>que	o	silício	está	em	baixas	concentrações	nas	artérias	acometidas	pela</p><p>aterosclerose.	Paar	(46)	aponta	o	vinho	como	uma	fonte	importante	de	silício</p><p>(cerca	de	20	mg/litro,	no	vinho	tinto),	para	uma	necessidade	média	diária	entre	3</p><p>a	5	mg.</p><p>Sódio	e	potássio</p><p>Na	uva	a	proporção	entre	potássio	e	sódio	é	de	aproximadamente	50	para	1,	ou</p><p>seja	30	vezes	maior	do	que	a	proporção	considerada	ótima	para	o	músculo</p><p>cardíaco,	o	que	pode	ser	considerado	excelente	para	a	saúde,	conforme	os</p><p>estudos	de	autores	como	Hancock	e	Mayo	(54).</p><p>Pesquisas	e	estudos	brasileiros	comprovam	os	efeitos	medicinais	do	vinho</p><p>Um	trabalho	que	relaciona	os	estudos	e	pesquisas	científicas	mais	recentes,	no</p><p>mundo	e	no	Brasil,	realizado	pelos	autores	brasileiros(58)	comprovam	os</p><p>benefícios	do	consumo	moderado	do	vinho	em	relação	às	doenças</p><p>cardiovasculares,	à	prevenção	de	vários	tipos	de	câncer	e	também	em	doenças</p><p>hepáticas	e	na	senilidade.	Um	dos	itens	aponta	que	estudos	epidemiológicos	na</p><p>Finlândia,	entre	1992	e	1998,	confirmam	que	o	consumo	moderado	de	vinho	está</p><p>relacionado	a	uma	maior	expectativa	de	vida.	O	trabalho	menciona	ainda	dois</p><p>interessantes	estudos	realizados	na	Dinamarca,	o	primeiro	envolvendo	49.763</p><p>homens	e	mulheres	na	faixa	etária	entre	50	e	64	anos,	e	o	segundo	realizado</p><p>durante	16	anos,	envolvendo	13.329	homens	e	mulheres	na	faixa	etária	de	45	a</p><p>58	anos,	ambos	mostrando	que	o	vinho	contém	compostos	aos	quais	se	podem</p><p>atribuir	efeitos	protetores	contra	o	derrame	cerebral.	Um	dos	estudos	mais</p><p>recentes	referentes	ao	vinho	e	seus	efeito	sobre	a	saúde,	em	Melbourne,	na</p><p>Austrália,	comprovou	o	mesmo	efeito.</p><p>Novos	efeitos	comprovados	sobre	o	diabetes	tipo	2</p><p>Evidências	mais	atuais	sugerem	que	os	consumidores	leves	a	moderados	de</p><p>bebidas	alcoólicas,	principalmente	de	vinho,	apresentam	risco	menor	de	diabetes</p><p>quando	comparados	a	abstêmios	ou	a	bebedores	exagerados.	Os	resultados	de</p><p>uma	meta-análise	que	examina	a	relação	entre	o	consumo	moderado	de	álcool	e</p><p>diabetes	tipo	2	indicam	um	efeito	protetor	para	o	desenvolvimento	de	diabetes</p><p>quando	o	vinho	é	apreciado	moderadamente.</p><p>Um	risco	reduzido	de	30%	de	diabetes	foi	verificado	em	homens	bem	como	em</p><p>mulheres.	Mas	não	apenas	o	risco	de	desenvolver	diabetes	tipo	2	diminui	com	o</p><p>consumo,	também	foram	verificadas	redução	de	potenciais	complicações</p><p>cardíacas	relacionadas	ao	diabetes.	Isso	é	especialmente	importante,</p><p>considerando	que	a	doença	coronariana	é	a	principal	causa	de	morte	entre</p><p>pessoas	com	diabetes	tipo	2,	que	também	têm	um	risco	quatro	vezes	maior	de</p><p>sofrer	um	ataque	cardíaco	ou	derrame.</p><p>Pesquisas	indicam	que	esse	risco	diminui	consideravelmente	quando	se	consome</p><p>vinho	moderadamente	com	as	refeições.	Considerando	a	epidemia	mundial	de</p><p>diabetes	tipo	2,	que	deve	aumentar	ainda	mais	e	está	associada	a	grandes	custos</p><p>de	saúde,	a	prevenção	do	diabetes	é	um	importante	problema	de	saúde	pública.</p><p>À	luz	desses	resultados,	os	benefícios	do	consumo	moderado	de	vinho	também</p><p>precisam	ser	adequadamente	reconhecidos.	No	entanto,	os	achados	científicos</p><p>sobre	os	benefícios	do	consumo	moderado,	seja	físico,	mental	ou	social,	não</p><p>devem	ser	um	incentivo	para	exceder	as	diretrizes	para	o	consumo	moderado	de</p><p>bebidas	alcoólicas.</p><p>O	mundo	do	vinho,	o	vinho	no	mundo</p><p>Segundo	a	Agence	France-Presse	(AFP),	a	média	mundial	per	capita	de	consumo</p><p>de	vinho	em	2018	foi	de	3,23	litros.</p><p>*	*	*</p><p>Em	2018,	246	milhões	de	hectolitros	de	vinho	foram	consumidos	em	todo	o</p><p>mundo,	contra	246,7	milhões	em	2017,	segundo	dados	da	OIV,	uma	organização</p><p>internacional	sediada	em	Paris.</p><p>*	*	*</p><p>Os	Estados	Unidos,	o	maior	consumidor	de	vinho	do	mundo	desde	2011,</p><p>registraram	um	aumento	na	demanda	doméstica,	com	33	milhões	de	hectolitros</p><p>de	vinho,	um	aumento	de	1,1%	em	relação	a	2017.</p><p>*	*	*</p><p>Na	Europa,	o	consumo	permaneceu	praticamente	estável	na	França	(26,8	Mhl,	-</p><p>0,7%),	na	Itália	(22,4	Mhl,	-	0,9%),	na	Alemanha	(19,7	Mhl,	+	1,3%)	e	na</p><p>Espanha	(10,7	Mhl,	+	1,8%).	Os	britânicos,	grandes	amantes	do	vinho,	beberam</p><p>apenas	12,3	milhões	de	hectolitros	em	2018,	uma	queda	de	3,1%	em	relação	a</p><p>2017.</p><p>Na	América	Latina,	o	consumo	caiu	na	Argentina,	um	grande	produtor	de	vinho</p><p>(8,4	milhões	de	hectolitros,	-	6,3%).</p><p>*	*	*</p><p>O	consumo	mundial	de	vinho	ficou	estagnado	em	2018	devido	à	desaceleração</p><p>da	economia	chinesa	e	à	incerteza	em	torno	do	Brexit,	de	acordo	com	uma</p><p>estimativa	da	Organização	Internacional	da	Vinha	e	do	Vinho	(OIV).</p><p>*	*	*</p><p>Há	uma	“estagnação	na	progressão”	do	consumo	mundial	de	vinho,	devido</p><p>“principalmente	a	uma	queda	no	consumo	na	China	e	no	Reino	Unido”,</p><p>divulgou	a	OIV	em	comunicado.</p><p>Na	China,	OIV	estima	uma	queda	de	6,6%	no	consumo	de	vinho,	em	relação	a</p><p>2017,	para	18	milhões	de	hectolitros.</p><p>Maiores	consumidores	de	vinhos	no	Mundo	(2018)</p><p>(Referência	em	milhões	de	hectolitros	de	vinho)</p><p>1º	–	EUA</p><p>2º	–	França</p><p>3º	–	Itália</p><p>4º	–	Alemanha</p><p>5º	–	China</p><p>6º	–	Reino	Unido</p><p>7º	–	Espanha</p><p>8º	–	Argentina</p><p>9º	–	Rússia</p><p>10º	–	Austrália</p><p>11º	–	Canadá</p><p>12º	–	Portugal</p><p>13º	–	África	do	Sul</p><p>14º	–	Romênia</p><p>15º	–	Holanda</p><p>16º	–	Japão</p><p>17º	–	Brasil</p><p>18º	–	Bélgica</p><p>19º	–	Suíça</p><p>20º	–	Áustria</p><p>Maiores	produtores	de	vinho	em	2018</p><p>Produção	por	país	em	milhões	de	hectolitros</p><p>1º	Itália	–	48,5</p><p>2º	França	–	46,4</p><p>3º	Espanha	–	40,9</p><p>4º	Estados	Unidos	–	23,9</p><p>5º	Argentina	–	14,5</p><p>6º	Chile	–	12,9</p><p>7º	Austrália	–	12,5</p><p>8º	África	–	10,8</p><p>9º	China	–	10,5</p><p>10º	Alemanha	–	9,8</p><p>11º	Rússia	–	6,5</p><p>12º	Portugal	–	6,1</p><p>20º	Brasil	–	3,1</p><p>As	principais	regiões	produtoras,	por	ordem	de	classificação</p><p>Itália</p><p>A	Itália	é	um	país	onde	se	produz	vinho	praticamente	em	todos	os	lugares,	com</p><p>destaque	para	as	regiões	de	maiores	produção,	como	a	Toscana,	Veneto,</p><p>Piemonte	e	a	Sicília,	onde	existem	grandes	produtores	(cantinas)	e	também	uma</p><p>imensa	quantidade	de	pequenos,	que	produzem	vinho	artesanal	de	excelente</p><p>qualidade,	praticamente	desde	o	tempo	do	Império	Romano.</p><p>França	e	Itália	se	revezam	no	primeiro	e	segundo	lugares	no	ranking	mundial	de</p><p>produtores	de	vinho.	A	Itália	é	a	maior	exportadora	e	produtora	em	volume,</p><p>produzindo	também	os	melhores	e	mais	caros	vinhos	do	mundo.	Existem	lá	mais</p><p>de	um	milhão	de	vitivinicultores	e	o	consumo	per	capita	é	de	aproximadamente</p><p>104	litros	por	pessoa.</p><p>Só	os	Estados	Unidos	importam	60%	dos	vinhos	italianos.</p><p>As	principais	regiões	produtoras	de	vinho	da	Itália</p><p>(em	ordem	alfabética)</p><p>Leis	rígidas	para	o	controle	da	qualidade	dos	vinhos</p><p>Assim	como	acontece	na	França	e	em	diversos	países	vitivinicultores	(incluindo</p><p>o	Brasil)	há	leis	para	regularizar	a	produção	que	se	baseiam	na	definição	das</p><p>uvas	utilizadas,	em	restrições	de	áreas	para	plantação,	em	práticas	viticultoras	e	a</p><p>regulação	de	quantidades	máxima	e	mínima	de	álcool,	que	classificam	os	vinhos</p><p>em	três	categorias:</p><p>Vino	da	tavola</p><p>Na	Itália	os	chamados	vino	de	tavola	(tradução:	vinho	de	mesa)	não	têm	tanto	o</p><p>mesmo	sentido	dos	vin	de	table	franceses,	ou	seja,	a	denominação	não</p><p>desmerece	o	vinho,	por	ser	“de	mesa”,	ou	“gastronômico”;	alguns	dos	maiores</p><p>vinhos	italianos,	entre	os	melhores	do	mundo,	são	vino	de	tavola.</p><p>I.G.T.	(Indicazione	Geografica	Típica,	ou	Indicação	Geográfica	Típica).</p><p>Trata-se	de	uma	nova	classificação,	criada	em	1992.	São	vinhos	de	qualidade,</p><p>porém	não	tão	nobres;	nesta	classificação	estão	alguns	vinhos	de	tavola.</p><p>D.O.C.	(Denominazione	di	Origine	Controllata)	–	Denominação	de	Origem</p><p>Controlada).</p><p>D.O.C.G.	(Denominazione	di	Origine	Controllata	e	Garantita	–</p><p>Denominação	de	Origem	Controlada	e	Garantida)</p><p>São	os	de	qualidade	muito	superior,	fazem	parte	do	topo	da	pirâmide	do	vinho</p><p>italiano	e	são	em	pequeno	número,	não	passando	de	20	marcas,	entre	elas	os</p><p>famosíssimos	Barolo,	Barbaresco,	Brunello	di	Montalcino,	Vino	Nobile	di</p><p>Montepulciano	e	Chianti.	Há	muitos	“Chiantis”	na	Itália,	mas	os	autênticos	são</p><p>dois:	o	Chianti	Classico	e	o	Chianti	Ruffina;	os	Chianti	DOCG	são	sempre	tintos</p><p>secos,	feitos	com	as	uvas	Sangiovese.	O	detalhe	desses</p><p>vinhos	é	que	eles	podem</p><p>durar	até	dez	anos	ou	mais	se	forem	bem	armazenados.</p><p>Características	das	regiões</p><p>A	Toscana	é	uma	região	coberta	por	vinhedos	que	produzem	alguns	dos	vinhos</p><p>mais	reputados	do	mundo.	Suas	uvas	são	de	alta	produtividade	e	qualidade	como</p><p>Sangiovese,	Trebbiano,	Canaiolo,	Malvasia	e	a	excepcional	Brunello,	cultivadas</p><p>nas	principais	regiões	como	Chianti,	Montalcino	e	Montepulciano.</p><p>A	Sicília	é	a	segunda	maior	região	produtora	de	vinho	da	Itália,	lar	dos	grandes	e</p><p>clássicos	vinhos	de	mesa,	como	o	Corvo	Duca	di	Salaparuta	e	onde	impera	a	uva</p><p>Trebbiano.</p><p>O	Piemonte	é	a	região	que	produz	alguns	dos	melhores	vinhos	tintos	da	Itália,	o</p><p>Barolo	DOCG	(feito	com	uva	Nebbiolo,	é	envelhecido	por	quatro	anos	antes	de</p><p>ser	engarrafado)	e	o	famoso,	o	Barbaresco	DOCG,	também	feito	com	a	uva</p><p>Nebbiolo,	é	mais	suave	que	o	Barolo	e	mais	jovem.</p><p>No	Piemonte	é	produzido	também	o	famoso	Dolcetto	D´Alba	DOC.</p><p>O	Asti	Spumante	DOCG	e	o	Moscato	d’Asti	DOCG	oferecem	frisantes	e</p><p>espumantes	feitos,	geralmente,	com	uvas	Moscatel.</p><p>A	Lombardia	é	a	região	mais	popular	da	Itália,	tendo	como	regiões	produtoras	de</p><p>vinhos	a	Valtellina	(uva	Chiavennasca,	próxima	à	Nebbiolo)	e	Oltrépo	Pavese,</p><p>que	produzem	a	maior	quantidade	de	vinhos	da	classificação	DOC.</p><p>Veneto	é	a	maior	região	nordestina	da	Itália,	possuindo	três	regiões	de	vinhos</p><p>importantes,	chamadas	de	Tre	Venezie	(Três	Venezas),	como	os	tintos	Bardolino</p><p>e	Valpolicella,	o	branco	Soave	(uvas	Garganega	e	Trebbiano),	o	espumante</p><p>Prosecco.	O	Amarone	della	Valpolicella	é	um	dos	vinhos	mais	famosos	da	Itália.</p><p>Emilia-Romagna,	na	Itália	central,	produz	o	Lambrusco,	um	frisante	saboroso,</p><p>em	versão	branco	e	tinto,	feitos	com	diversas	uvas	brancas	e	tintas	do	mesmo</p><p>nome.</p><p>A	região	da	Úmbria	produz	um	excelente	vinho	branco	seco	fresco,	o	Orvieto</p><p>DOC	(que	leva	o	mesmo	nome	da	cidade)	e	o	Torgiano,	um	tinto	fino	e	uma</p><p>denominação	de	mesmo	nome,	feito	com	a	uva	Sangiovese.</p><p>O	Lazio	é	a	região	em	volta	de	Roma,	conhecida	como	Frascati,	que	produz	um</p><p>vinho	branco	seco	do	mesmo	nome,	com	as	uvas	Trebbiano	e	Malvasia.</p><p>Outras	regiões	vinícolas	menos	importantes,	como	Marche,	Abruzzo,	Puglia	e</p><p>Campânia,	produzem	bons	vinhos,	alguns	também	famosos,	como	o	Taurasi	(uva</p><p>Aglianico),	Lacrima	Christi	e	Greco	di	Tufo,	da	uva	Greco,	uma	das	uvas	mais</p><p>antigas	de	origem	grega.</p><p>França</p><p>A	França	é	o	país	considerado	“mestre	dos	vinhos”,	com	a	maior	variedade	e</p><p>grande	qualidade	em	tintos	e	brancos.	Existem	no	país	acima	de	100	produtores</p><p>principais	e	centenas	de	secundários,	divididos	nas	seguintes	regiões	vinícolas:</p><p>Alsace</p><p>Bordeaux</p><p>Bourgogne</p><p>Champagne</p><p>http://www.academiadovinho.com.br/mostra_regiao.php?reg_num=ALS</p><p>http://www.academiadovinho.com.br/mostra_regiao.php?reg_num=BXR</p><p>http://www.academiadovinho.com.br/mostra_regiao.php?reg_num=BGN</p><p>http://www.academiadovinho.com.br/mostra_regiao.php?reg_num=CHA</p><p>Corse</p><p>Côtes	du	Rhône</p><p>Jura</p><p>L`Est</p><p>Languedoc-Roussillon</p><p>Provence</p><p>Savoie</p><p>Sud-Ouest</p><p>Val	de	Loire</p><p>Terroir</p><p>O	conjunto	de	características	do	solo	do	local,	do	clima,	das	tradições	vinícolas	e</p><p>segredos	dos	vitivinicultores,	a	qualidade	do	vinhedo	e	do	vinho,	recebe	o	nome</p><p>de	terroir	(em	francês	terreno),	que	geralmente	indica	também	a	região</p><p>produtora.	Os	principais	terroirs	da	França	são:</p><p>1.	Saint	Emilion</p><p>2.	Medoc</p><p>3.	Chablis</p><p>4.	Margaux</p><p>5.	Gewurztraminer</p><p>6.	Pomerol</p><p>http://www.academiadovinho.com.br/mostra_regiao.php?reg_num=CRS</p><p>http://www.academiadovinho.com.br/mostra_regiao.php?reg_num=RHO</p><p>http://www.academiadovinho.com.br/mostra_regiao.php?reg_num=JUR</p><p>http://www.academiadovinho.com.br/mostra_regiao.php?reg_num=EST</p><p>http://www.academiadovinho.com.br/mostra_regiao.php?reg_num=LNG</p><p>http://www.academiadovinho.com.br/mostra_regiao.php?reg_num=PRV</p><p>http://www.academiadovinho.com.br/mostra_regiao.php?reg_num=SAV</p><p>http://www.academiadovinho.com.br/mostra_regiao.php?reg_num=SUE</p><p>http://www.academiadovinho.com.br/mostra_regiao.php?reg_num=LOI</p><p>7.	Nuits	Saint	Georges</p><p>8.	Vosne	Romanée</p><p>9.	Côte	Rôtie</p><p>10.	Coteaux	du	Layon</p><p>O	vinho	da	França	é	motivo	de	grande	orgulho	nacional.	O	francês	presta	grande</p><p>valor	ao	seu	vinho	e	é	um	povo	que	raramente	bebe	vinho	de	outro	país.</p><p>Tipos	de	vinhos	franceses	e	suas	uvas</p><p>Wine	Type	Principal	Grape(s)</p><p>Beaujolais	Gamay</p><p>Bordeaux	(red)	Cabernet	Sauvignon,	Merlot,	Cabernet	Franc</p><p>Bordeaux	(white)	Sauvignon	Blanc,	Sémillon</p><p>Burgundy	(red)	Pinot	Noir</p><p>Burgundy	(white	Chardonnay</p><p>Chablis	Chardonnay</p><p>Champagne	Chardonnay,	Pinot	Noir,	Pinot	Meunier</p><p>Côtes	du	Rhône	Grenache,	Syrah,	Mourvèdre</p><p>Pouilly-Fuissé	Chardonnay</p><p>Pouilly-Fumé	Sauvignon	Blanc</p><p>Sancerre	Sauvignon	Blanc</p><p>Fonte:	Dummies.com</p><p>Classificação	dos	vinhos	franceses</p><p>A	partir	de	2012	a	classificação	dos	vinhos	franceses	mudou	para	uma	forma</p><p>mais	simples:</p><p>Vin	de	France	(vinho	sem	identificação	geográfica	da	região	de	produção).</p><p>Indication	Géographique	Protégée	(IGP)	(vinho	com	identificação	geográfica)</p><p>Apellation	d’Origine	Protégée	(AOP),	a	classificação	mais	alta.</p><p>Esse	sistema	foi	introduzido	para	simplificar	e	padronizar	o	sistema	de</p><p>classificação	em	toda	a	União	Europeia,	em	substituição	ao	sistema	antigo	em</p><p>Vin	de	Table,	Vin	de	Pays	ou	regionais,	Vin	Délimité	de	Qualité	Superiore	e</p><p>Appellation	d’Origine	Contrôlée.</p><p>Na	França	está	uma	das	maiores	regiões	produtoras	de	vinhos	do	mundo,</p><p>Languedoc,	com	617.750	acres	de	vinhedos	plantados,	mas	Bordeaux	é	a</p><p>segunda	do	mundo	em	área	cultivada.	É	a	mais	famosa	e	está	dividida	em	sub-</p><p>regiões,	entre	elas	estão:	Saint	Émilion,	Pomerol,	Medoc	e	Graves,	ao	todo	com</p><p>284.320	acres	de	vinhedos,	com	cerca	de	treze	mil	viticultores	e	uma	produção</p><p>anual	de	mais	de	700	milhões	de	garrafas.</p><p>A	região	produz	tanto	vinhos	de	mesa	(vin	de	France)	como	também	os	mais</p><p>caros	e	prestigiados	vinhos	do	mundo.</p><p>Bordeaux</p><p>O	potencial	de	Bordeaux	está	no	solo	calcáreo,	rico	portanto	em	cálcio.	Além</p><p>disso	o	clima	litorâneo	propicia	umidade	e	insolação	adequada	ao	cultivo	de</p><p>vinhedos.	As	uvas	utilizadas	na	região	são:	Cabernet	Sauvignon,	Cabernet	Franc,</p><p>Merlot,	Petit	Verdot	(antes	também	a	Malbec	e	a	Carmenére,	hoje	quase</p><p>desaparecidas),	Sauvignon	Blanc,	Semillon	e	Muscadelle.</p><p>Por	determinação	oficial,	o	vinho	de	Bordeaux	está	classificado	em	cinco</p><p>categorias	de	cru,	divididos	em	tintos	Premier	Cru	e	os	Grand	Cru	.	Os	cinco</p><p>Premier	Cru	de	Bordeaux,	que	estão	entre	os	vinhos	mais	famosos	e	caros	do</p><p>mundo,	são:</p><p>Château	Lafite-Rothschild</p><p>Château	Margaux</p><p>Château	Latour</p><p>Château	Haut-Brion</p><p>Château	Mouton	Rothschild</p><p>Existem	ainda	o	“Bordeaux”	e	o	“Bordeaux	Superior”,	vinhos	genéricos	que</p><p>refletem	bem	as	características	peculiares	do	terroir	da	região.</p><p>Curiosidade	sobre	o	Château	Margaux</p><p>O	Château	Margaux	é	considerado	um	dos	melhores	e	mais	caros	vinhos	do</p><p>mundo.	Produzido	exclusivamente	na	região	de	Bordeaux,	recebe	a	distinta</p><p>classificação	de	Grand	Cru	premier	classé.	Esta	obra	de	arte	da	vinicultura	é</p><p>composta	de	aproximadamente	75%	de	Cabernet	Sauvignon,	20%	de	Merlot,	5%</p><p>de	Petit	Verdot	e	um	pouco	de	Cabernet	Franc.</p><p>Borgonha</p><p>A	Borgonha	é	a	segunda	região	mais	importante	e	possui	sub-regiões</p><p>importantes	como	Côtes	de	Beaunne,	Côte	de	Nuits,	Côte	Chalonnaise,	Chablis,</p><p>Mâconnais	e	Beaujolais.</p><p>Em	Borgonha	são	cultivadas	exclusivamente	a	uva	tinta	Pinot	Noir	e	as	uvas</p><p>brancas	Chardonnay	e	Aligoté,	para	borgonhas	brancos.</p><p>Os	vinhos	levam	as	classificações	regionais	genéricas	“Bourgogne”,	“Bourgogne</p><p>Grand	Ordinaire”,	“Bourgogne	Passe-ToutGranis”	etc.,	além	da	classificação</p><p>habitual	Premier	Cru,	AOC	atribuída	a	vinhos	de	excelente	qualidade;	e	Grand</p><p>Cru,	atribuição	exclusiva	de	33	vinhos	de	qualidade	excepcional,	sendo	32</p><p>produzidos	no	Côte	d’Or,	como	o	Romanée	Conti.</p><p>http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Ch%C3%A2teau_Lafite-Rothschild&action=edit</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Ch%C3%A2teau_Margaux</p><p>http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Ch%C3%A2teau_Latour&action=edit</p><p>http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Ch%C3%A2teau_Haut-Brion&action=edit</p><p>http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Ch%C3%A2teau_Mouton_Rothschild&action=edit</p><p>Em	Chablis,	ao	Norte	da	Borgonha,</p><p>cultiva-se	a	uva	branca	Chardonnay,	e	que</p><p>produz	o	famoso	vinho	que	leva	o	nome	da	região.</p><p>E	em	Beaujolais,	região	ao	sul	da	Borgonha,	cultiva-se	somente	a	uva	tinta</p><p>Gamay,	que	também	produz	o	vinho	que	leva	o	nome	da	região.</p><p>Em	Saint	Émilion	foram	criadas	duas	novas	classes,	os	Premier	Cru	classe	A:</p><p>Château	Ausone	e	o	Château	Cheval	Blanc.</p><p>Outras	regiões	vinícolas	francesas	de	destaque	são:	Alsácia,	famosa	pelos	seus</p><p>vinhos	brancos	semelhantes	aos	dos	alemães;	Champanhe,	terra	natal	do	vinho</p><p>do	mesmo	nome;	Val	de	Loire,	conhecida	pelos	seus	rosados	e	brancos;	Côtes	du</p><p>Rhône,	com	as	suas	sub-regiões	Hermitage,	Crozes-Hermitage	e	Châteauneuf-</p><p>du-Pape,	com	maravilhosos	tintos.</p><p>Curiosidades	dobre	a	“família	Pinot”</p><p>Pinot,	nome	derivado	de	pin,	pinha	em	francês,	é	um	grupo	de	uvas	cuja	origem</p><p>remete	às	frias	terras	da	Borgonha.	Uma	das	mais	conhecidas,	a	principal	dessa</p><p>família	é	a	Pinot	Noir.	Além	dela,	também	compõem	o	grupo	Pinot	Blanc,	Pinot</p><p>Gris,	Meunier,	Auxerrois	e,	surpreendentemente,	a	Chardonnay,	que	seria	o</p><p>resultado	do	cruzamento	da	Pinot	Noir	com	a	Gouais	Blanc.</p><p>Apesar	de	a	Pinot	Noir	ser	umas	das	Pinot	mais	conhecidas,	algumas	outras	são</p><p>tão	icônicas	quanto,	como	no	caso	da	Pinotage,	que	é	a	casta	emblemática	da</p><p>África	do	Sul.	A	Pinot	Meunier,	que	entra	no	corte	de	um	dos	espumantes	mais</p><p>famosos	do	mundo,	o	Champagne,	e	a	Pinot	Gris/Grigio,	uma	das	variedades</p><p>brancas	da	Pinot	Noir,	também.</p><p>Seguem	abaixo	algumas	irmãs	que	integram	a	família	Pinot:</p><p>Pinotage:	nasce	do	cruzamento	da	Pinot	Noir	com	a	Cinsault	e	é	a	uva	símbolo</p><p>da	África	do	Sul.</p><p>Pinot	Bianco:	mesma	variedade	da	Pinot	Blanc.</p><p>Pinot	Blanc:	é	a	variedade	branca	da	Pinot	Noir.	Cultivada	principalmente	nas</p><p>regiões	de	Champagne,	Vale	do	Loire	e	usada	na	elaboração	do	Crémant</p><p>d’Alsace.</p><p>Pinot	Blanco:	mesma	variedade	que	a	Chenin.</p><p>Pinot	Chardonnay:	mesma	variedade	que	a	Chardonnay.</p><p>Pinot	d’Évora:	mesma	variedade	que	a	Carignan.</p><p>Pinot	Droit:	mesma	variedade	que	a	Pinot	Noir.</p><p>Pinot	Grigio:	mesma	variedade	que	a	Pinot	Gris.</p><p>Pinot	Gris:	uma	variedade	branca	da	Pinot	Noir.	A	mesma	que	Auxerrois	Gris,</p><p>na	Alsácia,	Tokay	e	Tokay	d’Alsace,	também	da	Alsácia,	e	Grauburgunder,	na</p><p>Alemanha.</p><p>Pinot	Liébault:	uva	cultivada	em	Côte	d’Or	(região	no	coração	da	Borgonha),</p><p>mutação	da	Pinot	Noir,	de	rendimento	mais	elevado.</p><p>Pinot	Meunier:	mutação	da	Pinot	Noir.	A	mesma	que	Meunier,	Black	Riesling	e</p><p>Auvernat	Gris.</p><p>Pinot	Nero:	mesma	variedade	que	a	Pinot	Noir.</p><p>Pinot	Noir:	uva	tinta	característica	da	Borgonha,	muito	cultivada	no	mundo	todo.</p><p>Apesar	de	ser	muito	sensível	às	condições	climáticas,	ela	tem	apresentado	bons</p><p>resultados	em	vários	terroirs	pelo	mundo.</p><p>Pinot	Rouge:	mesma	variedade	que	a	Dameron.</p><p>Pinot	Saint	George:	mesma	variedade	que	a	Négrette	(Califórnia).</p><p>Pinot	Sardone:	mesma	variedade	que	a	Chardonnay.</p><p>Fonte:	wine.com</p><p>Espanha</p><p>A	Espanha	é	o	terceiro	maior	produtor	mundial	de	vinhos,	com	a	vantagem	de</p><p>possuir	a	maior	área	cultivada	em	vinhedos.	Assim	como	na	França,	Itália	e</p><p>Argentina,	o	povo	espanhol	costuma	preferir	consumir	seu	próprio	vinho.</p><p>A	classificação	dos	vinhos	espanhóis	obedece	a	três	categorias:</p><p>Vino	de	mesa	–	É	um	produto	inferior,	cuja	produção	pode	ser	feita	em</p><p>qualquer	região	do	país.</p><p>Vino	de	la	Tierra	–	Um	vinho	de	mesa	um	pouco	mais	diferenciado,	produzido</p><p>geralmente	da	Andalucía,	Castilla-La	Mancha,	e	outras.</p><p>Vino	de	Denominación	de	Origen	(D.O.)	–	De	mais	qualidade,	produzido	em</p><p>região	delimitada,	sujeito	a	regras	reguladoras	rígidas.	Existem	hoje	na</p><p>Espanha	cerca	de	60	regiões	D.O.s	(Denominación	de	Origen).	Na	Espanha	as</p><p>regiões	classificadas	como	D.O.s	estão	concentradas	nas	áreas	Nordeste,</p><p>Noroeste,	Centro,	Sudeste,	Sudoeste	e	Ilhas	Canárias.</p><p>Regiões	vinícolas:</p><p>Alella</p><p>Bierzo</p><p>Bizkaiko-Txakolina</p><p>Calatayud</p><p>Campo	de	Borja</p><p>Cariñena</p><p>Cava</p><p>Centro</p><p>Cigales</p><p>Costers	del	Segre</p><p>Empordá-Costa	Brava</p><p>Getariako-Txakolina</p><p>Jerez</p><p>La	Mancha</p><p>Méntrida</p><p>Mondéjar</p><p>Navarra</p><p>Penedés</p><p>Pla	de	Bages</p><p>Priorato</p><p>Rioja</p><p>Somontano</p><p>Tarragona</p><p>Terra	Alta</p><p>Valdepeñas</p><p>Madrid</p><p>A	região	central	da	Espanha	é	a	mais	importante	produtora	e	compreende	as</p><p>seguintes	D.O.s:	La	Mancha,	Méntrida,	Mondéjar,	Valdepeñas	e	Vinos	de</p><p>Madrid.</p><p>La	Mancha	é	a	mais	extensa	região	vinícola	do	mundo,	com	170	mil	hectares,</p><p>situada	ao	sul	de	Madrid.	Produz	vinhos	simples,	ligeiros	e	de	bom	frescor,	tanto</p><p>brancos	como	tintos	varietais	e	rosès,	sendo	a	maioria	sob	a	classificação	D.O..</p><p>As	uvas	mais	utilizadas	são	Airén,	Mabaceo,	Pardillo	e	Verdoncho	(brancas)	e</p><p>Cabernet	Sauvignon,	Cencíbel,	Garnacha	e	Moravia	(tintas).</p><p>A	região	de	Méntrida	situa-se	entre	as	cidades	de	Madrid,	Toledo	e	Ávila	e</p><p>possui	vinhos	da	uva	Garnacha,	que	permite	a	produção	de	rosados	frutados	e</p><p>tintos	jovens,	potentes	e	encorpados.	Além	desta	são	usadas	a	Tinto	Basto	e</p><p>Cencíbel	(Tempranillo).</p><p>Cava</p><p>Região	exclusiva	dos	melhores	vinhos	espumantes	D.O.	de	qualidade.	Como	os</p><p>outros	vinhos	espumantes,	as	“Cavas”	foram	inspiradas	no	Champanhe	francês	e</p><p>a	maior	parte	delas	é	elaborada	pelo	método	francês	que	produz	os	champanhes</p><p>(champenoise).</p><p>Jerez</p><p>É	a	região	que	circunda	a	famosa	cidade	de	Jerez	de	la	Frontera	região	ao	sul	de</p><p>Sevilha,	uma	das	mais	famosas	regiões	vinícolas	da	Espanha,	próxima	da	costa</p><p>atlântica,	próximas	a	Cadiz.	Lá	se	produz	um	vinho	forte,	do	mesmo	nome.</p><p>Como	o	vinho	do	Porto,	o	“Jerez”	é	um	vinho	que	recebe	a	adição	de	aguardente</p><p>vínica,	tornando-se	mais	alcoólico.	O	Jerez	é	apreciado	no	mundo	inteiro	e	tem</p><p>propriedades	digestivas	e	aperitivas.	Há	oito	tipos:	Fino,	Manzanilla,</p><p>Amontillado,	Oloroso,	Palo	Cortado,Pale	Cream,	Pedro	Ximenez	e	Cream.</p><p>Todos	os	tipos	de	Jerez	precisam	envelhecer	por	pelo	menos	três	anos;	os	de</p><p>melhor	qualidade	são	envelhecidos	por	cinco	e	até	sete	anos.</p><p>Estados	Unidos</p><p>Para	a	surpresa	dos	europeus,	os	Estados	Unidos	se	tornaram	grandes	produtores</p><p>de	vinhos,	superando	a	Alemanha	e	Portugal.	O	responsável	por	esse	sucesso	é</p><p>estado	da	Califórnia.	As	primeiras	parreiras	foram	plantadas	na	região	por</p><p>missionários	franciscanos	por	volta	de	1779.	Em	1849,	houve	migrações	e</p><p>concentração	de	cultivadores	de	uvas	ao	norte	da	baía	do	São	Francisco	e</p><p>adjacências.	Em	1891	a	região	já	possuía	22.683	acres,	sendo	que	quase</p><p>exclusivamente	na	região	do	Napa	Valley.</p><p>O	sucesso	da	Califórnia	como	estado	produtor	de	vinho	se	deve	ao	seu	clima,	em</p><p>parte	semelhante	ao	mediterrâneo.</p><p>Uma	das	maiores	características	dos	vinhos	produzidos	na	Califórnia	é	a	grande</p><p>variedade	e,	hoje,	grande	qualidade.</p><p>A	variedade	de	uvas	encontradas	na	Califórnia	é	uma	das	maiores	do	mundo.	As</p><p>uvas	mais	plantadas	são	Chardonnay	e	a	Cabernet	Sauvignon.	Há	também</p><p>produção	de	Sauvignon	Blanc,	Grenache,	Barbera	e	Sangiovese.	As	variedades</p><p>que	constituem	a	especialidade	da	Califórnia,	produzidas	para	o	mercado	interno</p><p>e	externo	são:	Zinfandel,	Emerald	Riesling,	Charbono,Flora,	Green	Hungarian,</p><p>Petit	Syrah,	Ruby	Cabernet	e	Symphony.</p><p>Os	vinhos	californianos,	devido	à	sua	complexidade	e	qualidade,	são	respeitados</p><p>em	todo	o	mundo.	Com	a	Cabernet	Sauvignon	são	feitos	vinhos	conhecidos</p><p>como	o	destacado	Burgundy	da	Califórnia.</p><p>Argentina</p><p>A	Argentina	é	atualmente	a	quinta	produtora	mundial	de	vinhos,	a	maior	em</p><p>volume	na	América	Latina	e	o	quinto	maior	consumidor	mundial	da	bebida.	As</p><p>uvas	Malbec	e	Cabernet	Sauvignon	são	preponderantes	na	região,</p><p>principalmente	na	região	de	Mendoza	e	próximo	à	encosta	dos	Andes.</p><p>Graças	à	chegada	dos	imigrantes	italianos	e	espanhóis	no	século	XIX,	a</p><p>produção	vinícola	começou	a	prosperar,	pois	eles	trouxeram	novas	videiras	e</p><p>técnicas	vitícolas	com	base	na	tradição	europeia.	Depois	a	introdução	de</p><p>variedades	de	uvas	como	a	Malbec,	Cabernet	Sauvignon,	Merlot	e	Chenin	Blanc</p><p>melhoraram	substancialmente	a	qualidade	do	vinho	argentino.	A	variedade</p><p>Bonarda,	originária	da	região	do	Piemonte,	na	Itália,	já	tem	feito	grande	sucesso.</p><p>A	Torrontés	é	a	variedade	de	uva	branca	mais	distintiva	da	Argentina.	Produz	um</p><p>vinho	branco	frutado	e	elegante	de	uma	fresca	acidez.	Constitui	um	grande</p><p>atrativo	para	os	jovens	bebedores	de	vinho	branco	que	apreciam</p><p>o	seu	caráter</p><p>frutado	e	floral.</p><p>Mendoza	é	a	mais	importante	zona	vinícola	argentina,	com	produção	de	75%	do</p><p>total	de	vinhos	do	país	e	85%	dos	vinhos	de	qualidade.</p><p>Entre	os	vinhos	argentinos	mais	famosos	temos	os	excelentes	Alta	Vista	Grande</p><p>Reserva,	Altas	Cumbres,	Amalaya	de	Colomé,	Andes	Peak,	Anúbis	Bonarda	de</p><p>Susana	Balbo,	Anúbis	Syrah	de	Suzana	Balbo,	Bodega	Del	Fin	Del	Mundo	e</p><p>outros.</p><p>Chile</p><p>O	Chile	produz	atualmente	vinhos	secos	e	frutados,	equilibrados,	ricos	em	tanino</p><p>e	de	fácil	conservação,	que	lembram	muito	os	grandes	vinhos	franceses.	Os</p><p>novos	produtores	chilenos	criaram	vinhos	de	diferentes	estilos,	uns	para</p><p>conquistar	consumidores	internacionais	e	outros	mais	finos	e	elegantes.	Toda	a</p><p>variedade	e	qualidade	dos	vinhos	chilenos	fizeram	com	que	o	país	conhecido</p><p>como	o	“Bordeaux”	do	hemisfério	do	sul.</p><p>Os	vinhos	do	Chile	são	produzidos	em	sua	maioria	ao	longo	do	Vale	Central,	de</p><p>quase	mil	quilômetros	de	extensão,	situado	bem	no	meio	do	país,	e	uma	das</p><p>zonas	agricultoras	mais	férteis	do	mundo.	A	região	é	um	imenso	platô	andino,</p><p>entre	duas	colunas	de	cristas	montanhas,	com	clima	parecido	com	o</p><p>mediterrâneo,	com	temperaturas	máximas	no	verão	entre	15ºC	e	30ºC.</p><p>Classificações</p><p>A	qualidade	das	uvas	e	do	vinho	no	Chile	passou	por	uma	grande	evolução.	No</p><p>período	em	que	o	país	produziu	vinhos	apenas	para	o	mercado	interno,	havia</p><p>varietais	que	produziram	grandes	volumes	de	vinho	inferior,	feitos	com	uvas	não</p><p>tão	nobres,	como	Moscatel	Alejandria,	Sauvignon	Vert	ou	Sauvigon	Gris,</p><p>Sauvignonasse	e	Torontel	(que	ainda	são	utilizadas	para	alguns	vinhos	chilenos).</p><p>Mas	em	1995	o	Chile	estabeleceu	por	lei	que	75%	do	vinho	deve	ser	da</p><p>variedade	e	do	exato	local	que	aparecem	no	rótulo,	permitindo	que	apenas	25%</p><p>possa	variar	a	essas	especificações.</p><p>Não	há	nenhuma	exigência	particular	a	respeito	da	produção	de	vinhos	de</p><p>reserva,	mas	todos	os	vinhos	que	indicam	a	designação	Reserva,	Gran	Reserva</p><p>ou	Reserva	Especial	devem	indicar	o	lugar	de	origem.	Essas	medidas,</p><p>juntamente	com	a	entrada	de	uvas	mais	nobres	provocaram	grande	melhora	na</p><p>qualidade	vinícola	do	país.</p><p>As	regiões</p><p>As	regiões	vinícolas	designadas	pela	lei	de	1995	são:</p><p>Aconcágua	(incorporando	Casablanca)</p><p>Vale	Central	(incluindo	Maipo,	Rapel,	Curicó,	e	Maule)</p><p>Região	do	sul	(incluindo	Itata	e	Bío-Bío).</p><p>As	uvas	mais	utilizadas	no	Chile	são:	Cabernet	Sauvignon,	Merlot,	Shiraz,</p><p>Carmenére,	entre	as	tintas;	entre	as	brancas	Sauvignon	Blanc,	Chadornnay	e</p><p>Riesling.</p><p>Dentre	as	vinícolas	e	vinhos	mais	conhecidos	temos:	Cousiño	Macul	(Antígua</p><p>Reservas,	Don	Luis,	Don	Matias),	a	Concha	y	Toro	(Casillero	Del	Diablo,	Late</p><p>Harvest,	Marques	Casa	Concha)	a	Viña	Undurraga,	a	Viña	Valdivieso,	além	das</p><p>também	conhecidas	Luis	Felipe	Edwards,	Tamaya,	Santa	Helena,	Santa</p><p>Carolina,	Don	Elias,	etc.</p><p>Existe	um	fato	marcante	em	relação	a	um	vinho	chileno,	o	Reservado	Rabat</p><p>1976	–	do	Vale	de	Apalta,	vinhedo	ancestral	ao	do	Clos	Apalta.	Uma	garrafa</p><p>dessa	safra	foi	aberta	em	janeiro	de	2008.	Após	32	anos	seu	estado	de</p><p>conservação	estava	perfeito!</p><p>Austrália</p><p>A	produção	vinícola	australiana	começou	a	se	estabelecer	efetivamente	no	sul	do</p><p>país	de	1820	a	1840.	Por	volta	de	1870,	o	setor	já	era	importante	em	South,	New</p><p>South	Wales	Austrália	e	Victoria,	onde	produção	chegava	a	8,7	milhões	de	litros.</p><p>Hoje,	63	mil	hectares	produzem	3,23	milhões	de	hectolitros	e	a	Austrália	ocupa</p><p>a	décima	primeira	posição	entre	os	produtores	mundiais.	O	consumo	interno	está</p><p>em	torno	de	18,6	litros	por	habitante.</p><p>Na	Austrália	não	há	uvas	não-viníferas	ou	híbridas,	com	predominância	da	Syrah</p><p>(rebatizada	como	Shiraz),	e	a	Cabernet	Sauvignon	entre	as	tintas,	e	a	Sémillon</p><p>entre	as	brancas,	com	franco	avanço	da	Chardonnay.	Existem	no	país	outras</p><p>cepas,	inclusive	algumas	de	Portugal,	usadas	em	vinhos	de	imitações	do	Porto.</p><p>As	Regiões</p><p>A	vitivinicultura	na	Austrália	se	divide	em	quatro	grandes	regiões	com	inúmeras</p><p>sub-regiões:	Oeste,	Sul,	Victoria	e	New	South	Wales.</p><p>O	país	teve	a	maioria	das	leis	para	a	criação	de	um	sistema	de	denominações</p><p>reunidas	em	1963,	denominado	Wine	and	Brandy	Corporation	através	do	bureau</p><p>Label	Integrity	Programme	(LIP),	que	asseguram	que	uma	variedade	ou	região</p><p>que	apareça	no	rótulo	tenha	no	mínimo	85%	dos	vinhos	ou	da	região;	que	95%</p><p>seja	das	uvas	da	propriedade.</p><p>África	do	Sul</p><p>A	África	do	Sul	tem	despontado	com	muita	força	no	mercado	do	vinho,</p><p>produzindo	recentemente	vinhos	de	qualidade	crescente.	Os	recentes</p><p>lançamentos	são	bem	melhores,	mais	frescos,	mais	frutados	e	muito</p><p>concentrados,	recebendo	prêmios	em	concursos	internacionais.</p><p>A	musa	das	uvas	da	África	do	Sul	é	a	tinta	Pinotage,	derivada	do	cruzamento</p><p>entre	Pinot	Noir	e	Cinsault,	que	era	conhecida	como	Hermitage.	A	união	não	só</p><p>das	uvas,	mas	de	seus	nomes	criou	o	“Pinot-Age”.	Tem	aroma	muito</p><p>característico,	com	notas	de	amêndoas	tostadas	no	retrogosto.	Os	produtores</p><p>africanos	do	sul	conseguem	elaborar	vinhos	poderosos,	de	aromas	e	sabores	de</p><p>pequenas	frutas	pretas	maduras.</p><p>Os	vinhos	sul-africanos	são	também	rotulados	com	a	variedade	de	uva	que	entra</p><p>em	maior	proporção	no	corte	impressa	no	rótulo.	Para	os	brancos	a	Chardonnay</p><p>é	a	predominante,	produzindo	vinhos	muito	balanceados	que	estão	entre	os	de</p><p>aromas	minerais	dos	franceses	e	os	de	estilo	marcante	da	Austrália	e	Califórnia.</p><p>A	uva	mais	plantada	é	a	conhecida	localmente	como	Steen	(na	verdade	uma</p><p>Chenin	Blanc),	seguida	da	Sauvignon	Blanc,	produzindo	vinhos	com	aromas</p><p>frutados	e	típico	acento	tropical.</p><p>Pode-se	encontrar	uvas	Merlot,	Shiraz	e	Cabernet	Sauvignon	em	diversas</p><p>regiões.</p><p>A	maior	parte	das	vinhas	de	qualidade	da	África	do	Sul	está	localizada	na	região</p><p>costeira	sudoeste,	favorecida	pelas	brisas	frias	do	Oceano	Atlântico,	como</p><p>Stellenbosch,	uma	das	mais	antigas	produtoras	de	vinho,	sendo	grande	a	procura</p><p>por	seus	tintos	superiores.	A	região	adjacente,	Paarl,	também	tem	seus	vinhos</p><p>muito	procurados	e	é	a	região	das	vinícolas	mais	conhecidas.</p><p>Outras	regiões	produtoras	da	África	do	Sul	são	Constantia,	Franschoek,</p><p>Swartland	(ou	“terra	negra”),	que	produz	vinhos	frutados	excelentes,	de	grande</p><p>concentração	de	cor.</p><p>Os	vinhedos	e	os	vinhos</p><p>Buitenverwachting</p><p>Klein	Constantia</p><p>Thelema</p><p>Grangehurst</p><p>Stellenzicht</p><p>Kanonkop</p><p>Vergelegen</p><p>Lievland</p><p>Mulderbosch</p><p>Meerlust</p><p>Outros	produtores	–	Backsberg,	Fairview,	Glen	Carlou,	Veenwouden,	Hamilton</p><p>Russel	e	Bouchard	Fynlaisson	(duas	vinícolas	que	produzem	os	melhores	Pinot</p><p>Noir	da	África	do	Sul).</p><p>Os	espumantes	sul-africanos	mais	cotados	são	Graham	Beck,	JC	Le	Roux,	Pierre</p><p>Jourdan,	Pongracz,	Villiera	e	Twee	Jonge	Gezellen	Krone	Borealis.</p><p>Entre	os	melhores	sherries	estão	os	produzidos	pela	KWV,	Bertrams	e	Monis.</p><p>O	país	produz	também	vinhos	doces	fortes,	semelhantes	ao	Porto,	como:</p><p>Boplaas,	Bredell,	Die	Krans,	Glen	Carlou,	Landskroon	e	Overgaauw.</p><p>China</p><p>A	China	é	hoje	o	quinto	maior	consumidor	mundial	de	vinho.	Segundo	a	Wine</p><p>and	Spirit	Record,	da	Inglaterra,	o	vinho	produzido	na	China	representa	98%	do</p><p>mercado	interno,	e	somente	2%	é	importado.</p><p>O	vinho	chinês	é	um	produto	básico,	todo	produzido	e	consumido	na	China,</p><p>elaborado	de	uvas	finas	europeias	aclimatadas,	cujo	mercado	é	dominado	pelas</p><p>empresas	Dinasty,	Great	Wall	e	Dragon	Seal.</p><p>Devido	ao	crescimento	do	consumo	na	China,	num	momento	em	que	os</p><p>produtores	europeus	estão	com	seus	estoques	altíssimos,	está	ocorrendo	uma</p><p>enxurrada	de	vinhos	europeus	ruins	importados.</p><p>Não	há	bons	vinhos	conhecidos	produzidos	na	China,	mas	há	destaque	para	o</p><p>Changyu,	ou	Bodega	Langes,	um	Cabernet	Sauvignon	excepcional,	produzido</p><p>por	Gernot	Langes-Swarovski	na	Baía	de	Bohai.</p><p>Alemanha</p><p>Embora	o	clima	preponderantemente	frio	da	Alemanha	não	seja	propício	ao</p><p>cultivo	da	uva,	a	região	cultiva	e	consome	vinho	desde	o	tempo	dos	romanos	e	é</p><p>uma	das	mais	importantes	regiões	vinícolas	do	mundo.</p><p>A	igreja	cristã	é	uma	das	responsáveis	pela	superação	dos	desafios	climáticos</p><p>que	dificultam	a	produção	de	vinho,	pois	a	bebida	sempre	foi	usada	para</p><p>cerimônias	e	para	uso	diário	nos	monastérios.	A	grande	variação	climática	é	o</p><p>problema	principal	na	produção	do	vinho	alemão.	Há	contrastes</p><p>climáticos</p><p>extremos	no	país,	o	que	afeta	a	sensibilidade	das	uvas,	tornando	a	produção	de</p><p>vinho	um	empreendimento	em	contínuo	risco.	Também	os	solos	variam,	desde	a</p><p>ardósia	decomposta	das	montanhas	à	argila	das	planícies.</p><p>Mestres	em	vinho	branco</p><p>A	grande	maioria	dos	vinhos	alemães	é	de	brancos.	A	uva	mais	utilizada	é	a</p><p>Riesling,	que	ocupa	85%	dos	vinhedos,	que	produz	os	vinhos	mais	finos	e	alguns</p><p>dos	melhores	do	mundo,	talvez	pelas	características	climáticas,	que	exigem</p><p>esmero	e	atenção	na	produção.</p><p>Também	a	uva	Traminer	(Gewürztraminer)	tem	lugar	de	destaque	na	produção</p><p>vinícola	alemã	e	a	germânica	Grauburgunder	(Ruländer	ou	Pinot	Gris)	produz</p><p>tanto	vinhos	secos	quanto	doces.	Outras	qualidades	brancas	incluem	Kerner,</p><p>Huxelrebe,	Chardonnay,	Muskateller	(Muscat),	Elbling,	Ehrenfelser,	Faberrebe,</p><p>Gutedel,	Siegerrebe,	Bacchus,	e	Ortega.</p><p>Os	tintos</p><p>Ocupando	cerca	de	15%	da	produção	alemã,	os	vinhos	tintos	mais	finos	são</p><p>feitos	a	partir	da	uva	Spätburgunder	(Pinot	Noir),	particularmente	aqueles	de</p><p>Rheingau,	Pfalz,	e	Baden.	Produz-se	mais	vinhos	tintos	secos,	mas	há	versões</p><p>mais	doces	e	viçosas,	feitas	de	Spätlese	ou	Auslese	no	estilo	dos	Bourgogne,</p><p>com	amadurecimento	em	carvalho.	São	vinhos	muito	bons	e	famosos.	Outras</p><p>uvas	tintas	incluem	a	Portugieser,	Trollinger,	Dornfelder,	Schwarzriesling</p><p>(Müllerrebe/Meunier),	e	Lemberger	(Blaufränkischer).</p><p>Classificações</p><p>Na	Alemanha,	os	vinhos	precisam	ser	fiéis	às	suas	heranças	e	seguidos	do</p><p>vinhedo	até	o	consumidor.	Os	vinhos	são	classificados	dentro	das	seguintes</p><p>categorias:</p><p>Tafelwein	–	Equivale	de	certo	modo	ao	vin	de	table	francês.	É	um,	“vinho	de</p><p>mesa”,	para	o	consumo	trivial,	sem	grandes	qualidades.</p><p>Deutscher	Tafelwein	–	É	um	tipo	melhorado	do	anterior,	produzidos	em	oito</p><p>regiões	demarcadas.</p><p>Landwein	–	É	também	um	vinho	básico,	sujeito	a	poucas	regulamentações.	Não</p><p>pode	ser	doce	e	é	obrigatoriamente	um	seco	(Trocken)	ou	meio	seco</p><p>(Halbtrocken).</p><p>Qualitätswein	–	De	qualidade	levemente	superior	aos	anteriores,	equivalente	ao</p><p>Controle	de	Denominações	da	França	para	os	padrões	da	União	Europeia.</p><p>Representa	95%	das	safras	do	país.</p><p>As	regiões	produtoras	(por	ordem	alfabética)</p><p>Ahr</p><p>Baden</p><p>Franken</p><p>Hessische	Bergstrasse</p><p>Mittelrhein</p><p>Mosel-Saar-Ruwer</p><p>Nahe</p><p>Pfalz</p><p>Rheingau</p><p>Rheinessen</p><p>Esta	última	região	vinícola	mais	extensa	da	Alemanha,	com	165	vilas	produtoras</p><p>que	mais	contribui	para	a	produção	do	Liebfraumilch,	um	dos	mais	bem</p><p>conhecidos	vinhos	de	mercado,	A	região	produz	também	excelentes	Sylvaner.</p><p>Saale-unstrut</p><p>Sachsen</p><p>Württemberg</p><p>Portugal</p><p>Portugal	é	um	país	de	grande	tradição	vinícola,	tendo	como	origem	a	vinicultura</p><p>estabelecida	na	região	pelos	romanos.	As	terras	lusitanas	produzem	vários	tipos</p><p>de	vinhos,	com	características	bem	distintas,	desde	os	vinhos	verdes,	os	tintos</p><p>encorpados,	os	brancos	e	o	famoso	Porto,	além	dos	Bairradas,	que	adquirem</p><p>equilíbrio	e	bouquet	característicos	à	medida	que	envelhecem.	Hoje,	cada	região</p><p>produtora	tem	vinhos	de	excelente	qualidade,	elaborados	com	tecnologia	recente</p><p>e	a	partir	de	castas	nacionais	provenientes	de	vinhas	cheias	de	história.</p><p>A	localização	geográfica	de	Portugal	e	a	sua	área	reduzida	(92.072	km²),	não	o</p><p>impedem	de	ser	um	dos	maiores	produtores	mundiais	de	vinho,	e	de	grande</p><p>excelência.	É	um	país	marcado	pela	presença	do	Oceano	Atlântico,	sempre</p><p>muito	influenciado	pela	cultura	mediterrânica,	claramente	expressa	na	culinária,</p><p>marcada	pela	onipresença	do	vinho.</p><p>Com	informações	fundamentadas	colhidas	de	vários	Institutos	portugueses</p><p>ligados	ao	vinho,	principalmente	o	IVV	–	Instituto	da	Vinha	e	do	Vinho,</p><p>podemos	classificar	o	vinho	português	do	seguinte	modo:</p><p>Classificação:</p><p>Os	vinhos	portugueses	estão	classificados	em	quatro	níveis	de	qualidade:</p><p>Vinho	de	Mesa	–	Como	nos	outros	países,	é	um	vinho	inferior,	cuja	produção</p><p>pode	ser	feita	em	qualquer	região	do	país.	Nesta	classificação	os	vinhos	perdem</p><p>direito	à	menção	de	Regional	e	DOP	(citados	abaixo)	por	não	terem	uma	origem</p><p>definida,	são	vinhos	preparados	com	Cortes	de	varias	regiões.</p><p>Vinho	Regional	–	(IGP)	–	Indicação	Geográfica	Protegida.	Já	um	produto	de</p><p>qualidade	superior	ao	anterior,	que	deve	ser	produzido	com,	no	mínimo,	85%	de</p><p>uvas	provenientes	da	própria	região.</p><p>DOP	–	Vinho	de	Denominação	de	Origem	Protegida	–	No	passado	se	chamava</p><p>DOC	(D.O.C.)	–	Equivale	à	A.O.C.	francesa,	à	D.O.C.	italiana	e	à	D.O.</p><p>espanhola.	Concedida	ao	vinho	produzido	em	região	delimitada,	para	ter	esta</p><p>designação,	os	vinhos	necessitam	respeitar	limites	,	quantidades	de	castas</p><p>recomendadas	e	autorizadas,	garantindo	assim	a	tipicidade	de	determinada</p><p>região.	As	regras	são	mais	rígidas	quanto	à	procedência	e	variedades	de	uvas</p><p>utilizadas,	o	método	de	vinificação,	o	teor	alcoólico,	o	tempo	de	envelhecimento,</p><p>etc..	Não	quer	dizer	que	esta	designação	seja	de	maior	qualidade	que	um</p><p>regional	.</p><p>V.Q.P.R.D.	–	Vinho	de	Qualidade	Produzido	em	Região	Determinada	–	Tem	a</p><p>qualidade	dos	D.O.P.,	porém	de	controle	mais	apurado.	É	uma	classificação</p><p>criada	para	atender	ao	Mercado	Comum	Europeu	e	manter	os	vinhos</p><p>portugueses	competitivos.</p><p>Também	foram	criadas	denominações	para	os	vinhos	espumantes	e	licorosos:</p><p>V.E.Q.P.R.D.	(Vinho	Espumante	de	Qualidade	Produzido	em	Região</p><p>Determinada)	e	V.L.Q.P.R.D.	(Vinho	Licoroso	de	Qualidade	Produzido	em</p><p>Região	Determinada).</p><p>Além	destas	classificações	mais	modernas,	existem	outras	que	podem	ser</p><p>encontradas	nos	rótulos,	que	obedecem	a	tradição	portuguesa	mais	antiga,	que</p><p>são	os	vinhos	de	Reserva	e	de	Garrafeira.</p><p>Vinho	de	Reserva	é	aquele	que	apresenta	uma	graduação	alcoólica	meio	grau</p><p>acima	do	não	Reserva,	da	mesma	vinícola,	não	tem	estágio	obrigatório	e</p><p>envelhece	ao	menos	três	anos	em	adega.	Tem	sempre	origem	determinada	e</p><p>safra.</p><p>O	Garrafeira	é	aquele	que	provém	de	uma	adega	em	Portugal,	pode	não	ser	de</p><p>denominação	de	origem,	mas	deve	passar	três	anos	em	adega,	sendo	que	apenas</p><p>um	ano	em	garrafa	e	os	outros	dois	em	tonel	de	madeira.</p><p>As	regiões	produtoras</p><p>Lisboa</p><p>Na	região	de	Lisboa	é	produzida	uma	enorme	variedade	de	vinhos,	possível	pela</p><p>diversidade	de	relevos	e	microclimas	concentrados	em	pequenas	zonas	da</p><p>região.	Anteriormente	conhecida	por	Estremadura,	situa-se	a	noroeste	de	Lisboa</p><p>numa	área	de	cerca	de	40	km2.	O	clima	é	temperado	em	virtude	da	influência</p><p>atlântica.</p><p>A	Região	de	Lisboa	é	constituída	por	nove	Denominações	de	Origem:	Colares,</p><p>Carcavelos	e	Bucelas	(na	zona	sul,	próximo	de	Lisboa),	Alenquer,	Arruda,</p><p>Torres	Vedras,	Lourinhã	e	Óbidos	(no	centro	da	região)	e	Encostas	d’Aire	(a</p><p>norte,	junto	à	região	das	Beiras).</p><p>Os	vinhos,	essencialmente	elaborados	a	partir	da	casta	Arinto,	foram	muito</p><p>apreciados	no	estrangeiro,	especialmente	pela	corte	inglesa.</p><p>Colares	é	uma	Denominação	de	Origem	que	se	situa	na	zona	sul	da	região	de</p><p>Lisboa.	Os	vinhos	são	essencialmente	elaborados	a	partir	da	casta	Ramisco.</p><p>Hoje,	os	melhores	vinhos	DOP	desta	zona	provêm	de	castas	tintas	como	a	casta</p><p>Castelão,	a	Aragonez	(Tinta	Roriz),	a	Touriga	Nacional,	a	Tinta	Miúda	e	a</p><p>Trincadeira	que	por	vezes	são	lotadas	com	a	Alicante	Bouschet,	a	Touriga</p><p>Franca,	a	Cabernet	Sauvignon	e	a	Syrah,	entre	outras.	Os	vinhos	brancos	são</p><p>normalmente	elaborados	com	as	castas	Arinto,	Fernão	Pires,	Seara-Nova	e	Vital,</p><p>apesar	da	Chardonnay	também	ser	cultivada	em	algumas	zonas.</p><p>A	região	de	Alenquer	produz	vinhos	excepcionais,	mais	concentrados.	Noutras</p><p>zonas	da	região	de	Lisboa,	os	vinhos	tintos	são	aromáticos,	elegantes,	ricos	em</p><p>taninos	e	capazes	de	envelhecer	alguns	anos	em	garrafa.	Os	vinhos	brancos</p><p>caracterizam-se	pela	frescura	e	carácter	citrino.</p><p>A	maior	Denominação	de	Origem	da	região,	Encostas	d’Aires,	com	a	plantação</p><p>de	novas	castas	como	a	Baga	ou	Castelão,	Arinto,	Malvasia,	Fernão	Pires,	hoje</p><p>possuem	mais	cor,	corpo	e	intensidade.</p><p>Região	do	Vinho	Verde</p><p>O	Minho	é	a	maior	zona	vitícola	portuguesa	e	situa-se	no	noroeste	do	país,</p><p>região	típica,	situada	ao	norte	de	Portugal,	delimitada	ao	norte	pelo	Rio	Minho,</p><p>ao	sul	pelo	lendário	Rio	Douro,	a	oeste	pelo	Oceano	Atlântico.	A	cidade	mais</p><p>importante	da	região	é	Braga.	A	região	é	conhecida	pela	produção	de	vinhos</p><p>que	Heitor	se	referia	a	mim	quando	considerava</p><p>eu	ter	feito	algo	bom),	você	realizou	um	milagre!	Agora	arrebentou!	O	livro	está</p><p>excelente!	Só	há	um	problema...</p><p>Obviamente	estremeci	um	pouco.</p><p>–	Sim	Heitor,	o	que	foi	desta	vez?	Alguma	coisa	para	tirar	ou	algo	assim?</p><p>Perguntei,	sem	conseguir	esconder	minha	ansiedade.</p><p>–	O	título!	Não	presta!	Não	tem	nada	a	ver	“O	Vinho	e	a	Saúde”.	Isso	está	muito</p><p>careta.	Tem	que	mudar!	Disparou	novamente	Heitor.</p><p>–	Mas	o	que	sugere	então?	argui	um	tanto	tenso.</p><p>–	Marcio,	como	você	realizou	um	milagre	nessa	transformação	do	texto,	eu</p><p>pensei	no	seguinte:	Jesus	é	o	autor	do	milagre	de	transformação	da	água	em</p><p>vinho,	na	festa	de	Canaã,	mencionada	na	Bíblia.	O	seu	livro	é	sobre	o	vinho.	E</p><p>essa	ação	de	Jesus	gerou	a	conhecida	metáfora	“da	água	para	o	vinho”,	como</p><p>referência	a	algo	ou	situação	se	transformam	radicalmente.	Ora,	você	é	médico	e</p><p>lida	com	saúde.	O	livro	aponta	os	efeitos	do	vinho	sobre	a	saúde.	Então	nada</p><p>melhor	do	que	o	título	mudar	para	“A	saúde	da	água	para	o	vinho”.	–	E	assim</p><p>ficou.</p><p>Obviamente	que	eu	e	Heitor	comemoramos	o	novo	e	mais	significativo	título</p><p>sorvendo	um	bom	vinho.	Para	consagrar	a	origem	do	título,	apresento	a</p><p>passagem	bíblica	que	registrou	o	milagre	de	Jesus:</p><p>“No	terceiro	dia	se	realizou	uma	festa	de	casamento	em	Canaã	da	Galileia,	e	a</p><p>mãe	de	Jesus	estava	lá.	Jesus	e	seus	discípulos	também	foram	convidados	para	a</p><p>festa	de	casamento.	Quando	o	vinho	estava	acabando,	a	mãe	de	Jesus	lhe	disse:</p><p>“Eles	não	têm	vinho.”	Mas	Jesus	respondeu:	“O	que	eu	e	a	senhora	temos	a	ver</p><p>com	isso?	Minha	hora	ainda	não	chegou.”	Sua	mãe	disse	então	aos	que</p><p>serviam:	“Façam	o	que	ele	lhes	disser.”	Havia	ali	seis	jarros	de	pedra,	para</p><p>água,	conforme	exigido	pelas	regras	de	purificação	dos	judeus;	a	capacidade	de</p><p>cada	jarro	era	de	duas	ou	três	medidas	de	líquidos.	Jesus	disse	a	eles:	“Encham</p><p>os	jarros	com	água.”	E	eles	os	encheram	até	a	borda.	Então	ele	lhes	disse:</p><p>“Agora	tirem	um	pouco	e	levem	ao	diretor	da	festa”	E	eles	fizeram	isso.	Quando</p><p>o	diretor	da	festa	provou	a	água	que	tinha	sido	transformada	em	vinho,	sem</p><p>saber	de	onde	o	vinho	tinha	vindo	(embora	os	servos	que	haviam	tirado	a	água</p><p>soubessem),	o	diretor	da	festa	chamou	o	noivo	e	lhe	disse:	‘todos	servem</p><p>primeiro	o	vinho	bom	e,	quando	as	pessoas	ficam	embriagadas,	o	inferior.	Você</p><p>guardou	o	vinho	bom	até	agora’.	Jesus	fez	isso	em	Canaã	da	Galileia	como	o</p><p>início	dos	seus	sinais,	e	revelou	a	sua	glória,	e	seus	discípulos	depositaram	fé</p><p>nele.”</p><p>(João	2:1-11)</p><p>Introdução</p><p>Porque	um	livro	sobre	o	vinho</p><p>O	vinho	é	uma	bebida	que	faz	parte	da	história	da	humanidade.	Sempre	se	bebeu</p><p>vinho	desde	os	tempos	antigos,	como	comprovam	os	escritos,	incluindo	a	Bíblia,</p><p>onde	o	vinho	é	mencionado	215	vezes.	Mas	ultimamente,	há	cerca	de	três</p><p>décadas,	tem-se	falado	mais	sobre	o	vinho,	sendo	o	foco	nos	seus	benefícios	para</p><p>a	saúde.	Diversas	matérias	e	estudos	foram	aparecendo	gradativamente,</p><p>favoráveis	ao	vinho	como	remédio	para	coração	e	como	inibidor	do</p><p>envelhecimento.	Acredito	que	a	fama	do	vinho	tomou	força	a	partir	do	chamado</p><p>“paradoxo	francês”,	que	sugeria	ser	o	hábito	de	beber	vinho	regularmente	a</p><p>causa	da	melhor	saúde	e	da	longevidade	dos	franceses,	apesar	da	sua	dieta	rica</p><p>em	alimentos	gordurosos,	semelhante	as	de	outros	povos	não	tão	usuários	da</p><p>bebida.	Adiante	exploraremos	bem	este	fato.	É	inegável	que	o	impacto	do</p><p>“paradoxo	francês”	desencadeou	uma	grande	quantidade	de	pesquisas	científicas</p><p>sobre	os	efeitos	medicinais	do	vinho.</p><p>Pessoalmente,	acredito	que	o	avanço	do	conceito	ortomolecular	na	medicina</p><p>projetou	muitas	luzes	sobre	a	questão	do	vinho	e	explicou,	ao	menos	em	parte,	o</p><p>que	se	denominou	“paradoxo	francês”,	além	de	outros	efeitos	da	bebida.	O</p><p>entendimento	de	que	o	excesso	de	radicais	livres	está	no	centro	causal	do</p><p>envelhecimento	precoce,	da	senilidade,	das	doenças	degenerativas,	do</p><p>enfraquecimento	do	sistema	imunológico,	etc.	dominou	a	terapêutica	médica	e</p><p>iniciou	uma	nova	era	nos	métodos	de	tratamento.</p><p>O	novo	conceito	dos	“alimentos	funcionais”,	ou	seja,	do	poder	de	cura	e</p><p>prevenção	de	doença	de	alguns	alimentos	–	que	inundou	a	medicina	de	recursos</p><p>mais	baratos	no	combate	aos	radicais	livres	–,	foi	marcante	e	projetou	a	uva	(e	o</p><p>vinho…)	como	um	dos	mais	eficazes	alimentos	curativos.	Centenas,	e	depois</p><p>milhares	de	pesquisas	comprovaram	a	ação	antioxidante	desses	alimentos	e	o</p><p>vinho	apareceu	como	um	dos	mais	poderosos	redutores	de	radicais	livres</p><p>conhecidos.</p><p>Como	médico	e	praticante	da	terapêutica	com	base	no	conceito	ortomolecular</p><p>(hoje	Medicina	Biomolecular),	sempre	prescrevi	fórmulas	vitamínicas,	minerais</p><p>e	fitoterápicas,	ou	da	medicina	biológica;	além	disso,	devido	ao	meu</p><p>envolvimento	com	a	macrobiótica	e	alimentação	natural,	a	dieta	e	a	cura	pelos</p><p>alimentos	sempre	marcaram	o	compasso	dos	meus	procedimentos,	tratamentos	e</p><p>protocolos	na	prática	profissional.	Antes,	quando	não	sabíamos	sobre	os	radicais</p><p>livres	(o	assunto	será	explorado	adiante),	usávamos	os	alimentos	terapêuticos,</p><p>como	arroz	integral,	alho,	soja,	cebola,	gengibre,	mamão,	abacaxi,	uva,	entre</p><p>outros,	somente	baseados	no	conhecimento	empírico	e	na	tradição	da	Medicina</p><p>Natural	e	da	Naturopatia;	depois,	com	o	advento	da	Medicina	Ortomolecular,</p><p>tudo	se	explicou,	permitindo	a	ampliação	da	credibilidade	dos	médicos	não</p><p>ortodoxos	e	uma	grande	produção	de	obras.	Embora	eu	tenha	me	convencido	dos</p><p>poderes	medicinais	do	vinho,	nunca	tive	anteriormente	a	intenção	de	escrever</p><p>um	livro	específico	sobre	ele,	em	parte	por	ser	uma	bebida	alcoólica	e	porque	a</p><p>uva	–	e	o	suco	de	uva	–	podem	produzir	efeitos	similares	aos	do	vinho.	Depois</p><p>descobri	que	há	algumas	diferenças	entre	eles	e	seus	efeitos.	Quando	descobri</p><p>que	o	suco	de	uva	contém	cerca	de	600	componentes	conhecidos	e	que	o	vinho</p><p>tem	mais	de	mil,	algo	mudou	para	mim.	A	princípio,	eu	havia	acumulado	um</p><p>pouco	de	informações	sobre	o	vinho	e	suas	virtudes	terapêuticas.	Mas	então</p><p>começaram	a	aparecer	questões	e	situações	que	foram	exigindo	mais	explicações</p><p>e	aprofundamentos.	Talvez	por	um	pouco	de	preconceito	em	relação	ao	álcool,</p><p>confesso,	tenha	estudado	sobre	o	vinho	procurando	provas	em	contrário,	mas</p><p>não	consegui	nada,	a	não	ser	a	confirmação	de	que	o	álcool	pode	ser	prejudicial,</p><p>mas	apenas	em	excesso	e	que	em	pequenas	doses	até	ajuda,	como	veremos</p><p>adiante.	Ainda	sem	a	pretensão	de	escrever	sobre	o	tema,	fui	aos	poucos	lendo	e</p><p>mergulhando	no	curioso	e	fascinante	mundo	dessa	bebida.</p><p>Embora	tivesse	acumulado	muitas	informações	sobre	o	vinho,	eu	não	possuía</p><p>mais	experiência	ou	informações	do	que	um	consumidor	habitual,	de</p><p>conhecimento	perto	do	aceitável	sobre	o	tema.	Mas	fui	obrigado	a	me</p><p>aprofundar	cada	vez	mais	e	descortinei	um	mundo	maravilhoso.	Mais	e	mais</p><p>informações	foram	agregadas	ao	material	e	passei	a	selecionar	melhor	meus</p><p>vinhos,	ao	mesmo	tempo	em	que	ampliava	o	meu	conhecimento	sobre	detalhes</p><p>na	elaboração	da	bebida.	A	sutileza	e	complexidade	da	produção	do	champanhe,</p><p>o	requinte	do	vinho	do	Porto,	as	variedades	de	uvas	e	técnicas	de	produção,	o</p><p>charme	das	degustações...	Tudo	encantador	e	cativante.</p><p>Não	se	pode	negar	que	o	vinho	é	uma	bebida	elegante	e	a	sua	produção	quase</p><p>uma	alquimia.	Sempre	fui	atraído	pelo	requinte	dos	apreciadores	e	conhecedores</p><p>de	vinho.	Uma	das	coisas	que	aprendi	observando	os	“experts”,	enólogos	e	bons</p><p>bebedores	de	vinho,	é	que	eles	são	pessoas	sensíveis,	moderadas,	equilibradas,</p><p>com	apurado	senso	de	observação,	que	evitam	o	exagero	e	buscam	a	harmonia,</p><p>não	só	no	consumo	da	nobre	bebida,	mas	desenvolvem	a	habilidade	de	projetar</p><p>esse	estado	de	espírito	em	tudo	o	que	fazem,	embora	algumas	possam	ir	ao</p><p>extremo	de	serem	pedantes	e	até	presunçosos;	os	verdadeiramente	bons	lidam</p><p>com	o	vinho	como	o	fazem	com	a	filosofia,	com	o	casamento,	com	os	negócios,</p><p>com	os	relacionamentos	e	praticamente	como	em	tudo	na	vida.	Os	maus</p><p>bebedores,	aqueles	que	exageram,	que	se	embebedam,	a	estes	não	se	pode	culpar</p><p>o	vinho,	uma	vez	que	se	excederão	com	qualquer	outra	bebida,	comida,	prazeres,</p><p>etc.	na	medida	em	que	não	dominam	a	arte	do	equilíbrio,	da	parcimônia,	da</p><p>sobriedade.	O</p><p>brancos,	onde	as	uvas	são	colhidas	antes	da	fase	final	de	maturação,	chamados</p><p>genericamente	de	vinhos	“verdes”.	São	vinhos	mais	ácidos,	de	cor	amarela</p><p>palha,	esverdeados,	com	frescor	e	aromas	frutados	e	complexos.	Os	“verdes”</p><p>mais	finos	são	elaborados	com	100%	de	uva	Alvarinho.	O	Alvarinho	de	Monção</p><p>é	um	vinho	branco	seco	e	bastante	encorpado,	enquanto	o	Loureiro	do	Vale	do</p><p>Lima	é	mais	suave	e	perfumado.	A	região	também	produz	um	tinto	verde,	muito</p><p>ácido	com	cor	vermelha	muito	carregada,	elaborado	a	partir	de	castas	como</p><p>Vinhão,	Borraçal,	Brancelho,	entre	outras.	É	consumido	quase	exclusivamente</p><p>pelas	populações	locais,	para	acompanhar	a	gastronomia	típica	da	região.</p><p>Douro</p><p>A	famosa	e	tradicional	região	do	Douro	situa-se	a	nordeste	do	país.	Mais	ao</p><p>norte	está	a	região	vitivinícola	de	Trás-os-Montes	que	se	divide	em	três	sub-</p><p>regiões:	Chaves,	Valpaços	e	Planalto	Mirandês.</p><p>O	nome	Trás-os-Montes	refere-se	à	localização	da	região	situada	além	do	norte</p><p>do	Rio	Douro.</p><p>A	região	do	Douro	é	antiga	na	cultura	da	uva.	Lá	crescem	as	melhores	castas	de</p><p>uvas	para	a	elaboração	dos	mais	finos	“Portos”	além	de	vinhos	tintos	e	secos,</p><p>generosos	e	doces.	As	castas	cultivadas	na	região	não	são	célebres	pela	sua</p><p>elevada	produção,	contudo	têm	uma	história	secular,	já	que	algumas	castas</p><p>provêm	da	época	da	Ordem	de	Cister	(Idade	Média).	Navegadores	e</p><p>comerciantes	ingleses	descobriram	os	grandes	vinhos	do	Douro	e	passaram	a</p><p>importá-lo	sistematicamente.	Antes	o	“Porto”	era	um	vinho	de	teor	alcoólico</p><p>menor,	mas	como	o	produto	não	suportava	bem	as	viagens	de	navio	e	para	não</p><p>desperdiçar	a	oportunidade	de	comércio	com	a	Inglaterra,	os	produtores	e	os</p><p>comerciantes	passaram	a	acrescentar	álcool	vínico	aos	vinhos	durante	a</p><p>fermentação,	de	modo	que	estes	não	se	deteriorassem	no	trajeto.	Por	causa	disso,</p><p>perceberam	que	esta	prática,	além	de	conservar	o	produto,	melhorava-o	e</p><p>conferia	mais	qualidades	permitindo	a	realização	de	um	vinho	único	no	mundo.</p><p>As	principais	variedades	de	uvas	cultivadas	no	Douro	são	a	Touriga	Nacional</p><p>(equivale	à	Cabernet	Franc)	e	Touriga	Francesa,	a	Tinta	Roriz	(a	Tempranillo</p><p>espanhola),	a	Tinta	Barroca	e	Tinta	Cão.</p><p>Existem	vários	tipos	de	Porto:	Uma	categoria	é	a	dos	vinhos	jovens,	Ruby,</p><p>Tawny	e	Branco,	que	são	equilibrados	em	aromas	e	sabores,	cujo</p><p>engarrafamento	acontece	três	anos	após	a	sua	vinificação.</p><p>A	produção	de	vinhos	brancos	tem	como	base	as	castas	como	a	Malvasia	Fina,</p><p>Gouveio,	Rabigato	e	Viosinho.	Para	a	produção	de	Moscatel,	planta-se	a	casta</p><p>Moscatel	Galego.</p><p>Um	rosé	servido	por	“Mãos”	experientes</p><p>No	Douro,	em	Portugal	experimentei	o	excepcional	Irmãos	Rose	(Mãos)	“Douro</p><p>Family”	da	R4,	um	dos	roses	mais	agradáveis,</p><p>de	maior	equilíbrio	e	mineralidade	que	já	degustei,	notável	por	sua	cor	cereja,</p><p>seu	frescor	e	aroma.	Servido	exatamente	num	barco	no	meio	do	famoso	rio,</p><p>como	um	presente	de	Rafael	Miranda,	que	com	seus	outros	3	irmãos,	Roberto,</p><p>Rudolfo</p><p>e	Ricardo	estão	seguindo	a	missão	do	meu	colega,</p><p>Dr.	Eduardo	Miranda,	com	sua	vinícola	secular.</p><p>Bairrada</p><p>Região	situada	sobre	o	circuito	entre	Aveiro	e	Coimbra,	a	noroeste	de	Portugal,</p><p>onde	localizam-se	os	municípios	de	Anadia,	Mealhada,	Oliveira	do	Bairro,	e</p><p>parte	de	Águeda,	Aveiro,	Cantanheiro,	Coimbra	e	Vagos.	A	região	da	Bairrada	é</p><p>rica	na	produção	de	vinhos	brancos	e	tintos,	elaborados	a	partir	de	castas</p><p>tradicionais,	como	a	abundante	Baga,	a	Bastardo,	Camarate,	Jaen	e	a	Cabernet</p><p>Sauvignon.</p><p>Os	brancos	são	produzidos	preponderantemente	com	a	casta	Fernão	Pires	(Maria</p><p>Gomes),	secundada	pelas	castas	Arinto,	Bical,	Rabo	de	Ovelha,	Cercial	e</p><p>Chardonnay,	caracterizados	pelos	seu	tom	dourado,	secos	e	aromas	florais</p><p>intensos.	São	delicados	e	aromáticos.	Há	também	espumantes,	os	mais	famosos</p><p>no	país.	A	maioria	é	do	tipo	Brut,	elaborada	tanto	com	uvas	brancas	como	tintas,</p><p>de	intenso	aroma	floral.	São	muito	utilizados	como	bebidas	aperitivas	ou	a</p><p>acompanhar	a	cozinha	local.</p><p>Beira	Interior</p><p>As	regiões	da	Beira	Interior,	Távora-Varosa	e	Lafões	situam-se	no	interior	do</p><p>país,	entre	a	zona	da	Beira	Baixa	e	da	Beira	Alta,	próximas	à	fronteira	com</p><p>Espanha.</p><p>A	Denominação	de	Origem	de	Lafões	é	uma	pequena	região	no	norte	do	Dão</p><p>com	poucos	produtores,	mas	cujos	vinhos	tintos	são	especialmente	reconhecidos</p><p>pela	sua	luminosidade,	enquanto	os	brancos	são	caracterizados	por	elevada</p><p>acidez.</p><p>Alentejo</p><p>O	Alentejo	está	situada	numa	extensa	área,	as	planícies	a	sudeste	de	Portugal,</p><p>onde	se	encontram	as	cidades	de	Évora	e	Beja.	É	uma	das	maiores	regiões</p><p>vitivinícolas	de	Portugal.	Produz	vinhos	desde	a	época	dos	romanos,	às	vezes</p><p>ainda	artesanalmente,	com	uvas	pisadas,	depois	fermentadas	e	envelhecem	em</p><p>ânforas	de	argila,	conforme	a	tradição	ancestral.</p><p>O	Alentejo	é	dividido	em	oito	sub-regiões,	a	maioria	sob	a	classificação	D.O.C.</p><p>Há	inúmeras	castas	plantadas,	contudo	umas	são	mais	relevantes	que	outras.	A</p><p>região	produz	também	brancos,	atualmente	de	mais	complexidade	e	riqueza,</p><p>com	a	uva	síria	Roupeiro,	Antão	Vaz	e	a	Arinto.	Em	relação	às	castas	tintas,</p><p>salienta-se	a	importância	da	casta	Trincadeira,	Aragonez,	Castelão	e	Alicante</p><p>Bouschet	(uma	variedade	francesa	que	se	adaptou	ao	clima	alentejano).</p><p>Os	vinhos	brancos	DOC	alentejanos	são	geralmente	suaves,	ligeiramente	ácidos</p><p>e	apresentam	aromas	a	frutos	tropicais.	Os	tintos	são	encorpados,	ricos	em</p><p>taninos	e	com	aromas	a	frutos	silvestres	e	vermelhos.	Além	da	produção	nas	sub-</p><p>regiões	DOC,	o	Alentejo	produz	grande	variedade	de	vinhos	regionais.</p><p>Tejo</p><p>É	situada	no	centro-sul	de	Portugal,	estendida	ao	longo	do	curso	do	Rio	Tejo,</p><p>destacando-se	as	cidades	Tomar,	Abrantes	e	Santarém.	A	Denominação	de</p><p>Origem	do	Ribatejo	apresenta	seis	sub-regiões	(Almeirim,	Cartaxo,	Chamusca,</p><p>Coruche,	Santarém	e	Tomar).</p><p>Os	vinhos	tintos	DOC	do	Ribatejo	provêm	não	só	de	castas	tradicionais	da</p><p>região	(Trincadeira	ou	Castelão),	mas	também	de	outras	castas	nobres,	como	a</p><p>Touriga	Nacional,	Cabernet	Sauvignon	ou	Merlot.	A	casta	branca	mais	plantada</p><p>na	região	é	a	Fernão	Pires,	sendo	praticamente	indispensável	na	produção	dos</p><p>brancos	ribatejanos.	Por	vezes,	é	lotada	com	outras	castas	típicas	da	região	como</p><p>a	Arinto,	Tália,	Trincadeira	das	Pratas,	Vital	ou	a	internacional	Chardonnay.</p><p>São	sub-regiões	do	Tejo:	Almeirim,	Chamusca,	Coruche	e	Tomar.</p><p>Dão</p><p>A	zona	do	Dão	situa-se	na	região	da	Beira	Alta,	no	Centro	Norte,	entre	os	400	e</p><p>os	700	metros	de	altitude,	onde	se	encontram	as	serras	do	Caramulo,</p><p>Montemuro,	Buçaco	e	Estrela.	A	região	tem	o	mesmo	nome	do	seu	principal	rio,</p><p>o	Dão,	que	nasce	nas	terras	altas	ao	norte,	não	distante	do	Rio	Douro.	O	Dão	é</p><p>uma	região	com	muitos	produtores,	onde	cada	um	detém	pequenas	propriedades.</p><p>Também	uma	região	que	produz	vinhos	desde	o	período	romano,	tendo	sido</p><p>reconhecida	como	DOC	em	1990,	seus	vinhos	tintos	estão	entre	os	mais</p><p>importantes	produzidos	no	país.</p><p>A	maior	parte	dos	vinhos	do	Dão	são	tintos,	produzidos	a	partir	da	combinação</p><p>de	uvas	como	Tauriga,	Touriga	Nacional,	Tinta	Cão,	Tinta	Roriz	(Tempranillo),</p><p>Pinheira,	Alfrocheiro	Preto	e	Jaen.	A	Touriga	Nacional	é	mais	nobre	da	região	e</p><p>está	presente	em,	pelo	menos,	20%	nos	cortes	dos	vinhos	tintos	da	região.</p><p>A	uva	Encruzado	é	a	predominante	na	produção	dos	brancos,	além	da	Assario</p><p>Branco	ou	Borrado	das	Moscas,	brancos	vivos,	florais	e	muito	aromáticos.</p><p>Península	de	Setúbal</p><p>Rodeada	pelo	Oceano	Atlântico	e	pelos	rios	Tejo	e	Sado,	ao	sul	de	Lisboa,</p><p>Setúbal	é	uma	das	mais	poéticas,	antigas	e	destacadas	regiões	vinícolas</p><p>portuguesas.	É	uma	área	demarcada	que	produz	vinhos	doces,	principalmente	a</p><p>partir	de	duas	variedades	de	moscatel:	Moscatel	Romano	ou	da	Alexandria	(para</p><p>brancos)	e,	em	menor	escala,	Moscatel	Roxo	(para	tintos).	O	destacado	Moscatel</p><p>de	Setúbal	é	um	vinho	generoso	de	excelente	qualidade,	em	especial	quando</p><p>envelhecido	durante	largos	anos	em	barricas	de	carvalho.	Mas	a	maior	parte	dos</p><p>vinhos	da	região	utilizam	a	casta	Castelão	na	sua	composição,	que	é	a	casta</p><p>tradicional,	exigida	pela	legislação	para	a	produção	de	vinhos	DO,	que	obriga	a</p><p>utilização	de	uma	percentagem	elevada	de	Castelão,	como	o	DO	de	Palmela	que</p><p>tem	de</p><p>ser	constituído	por	66,7%	desta	casta.</p><p>Algarve</p><p>O	Algarve,	bem	ao	sul	de	Portugal,	uma	região	onde	a	área	vinícola	decresceu</p><p>nos	últimos	anos	devido	ao	crescimento	do	turismo.	É	constituída	por	quatro</p><p>Denominações	de	Origem:	Lagos,	Lagoa,	Portimão	e	Tavira.	Contudo,	a	maior</p><p>parte	do	vinho	produzido	insere-se	na	designação	“Vinho	Regional	do	Algarve”.</p><p>As	castas	tradicionais	da	região	são	a	Castelão	e	a	Negra	Mole	(tintas)	e	a	Arinto</p><p>e	a	Síria	(brancas).	A	casta	Syrah	foi	umas	das	castas	utilizadas	na	replantação</p><p>das	vinhas	e	demonstrou	excelente	adaptação	ao	clima	da	região.</p><p>Madeira</p><p>Apelidada	“pérola	do	Atlântico”,	é	uma	ilha	de	origem	vulcânica,	situada	a	750</p><p>km	a	oeste	de	Casablanca,	com	clima	tipicamente	mediterrâneo,	apresentando</p><p>temperaturas	amenas	durante	todo	o	ano	e	baixas	amplitudes	térmicas”.	A</p><p>Denominação	de	Origem	Madeira	é	constituída	por	cerca	de	450	hectares	de</p><p>vinha,	onde	são	plantadas	castas	tintas	e	brancas.	A	casta	Tinta	Mole	é	a	mais</p><p>plantada	na	região,	contudo	também	existem	castas	mais	raras	como	a	Sercial,	a</p><p>Boal,	a	Malvasia	e	Verdelho.</p><p>Assim	como	o	Porto	e	o	Xerez,	o	acréscimo	de	álcool	vinífero	(fortificação),</p><p>produzido	a	partir	da	destilação	do	fermentado	das	cascas,	criou	o	famoso</p><p>“Madeira”.	Este	vinho	possui	uma	longevidade	incomum,	com	aromas</p><p>complexos	e	um	sabor	distintivo	que	ganhou	notoriedade	mundial.</p><p>Ilha	dos	Açores</p><p>O	Arquipélago	dos	Açores,	em	pleno	Oceano	Atlântico,	é	composto	de	nove</p><p>ilhas	de	origem	vulcânica,	apresentando	condições	climáticas	pouco	favoráveis</p><p>ao	cultivo	da	uva.	Porém,	a	parreira	tem	uma	longa	tradição	na	região,	pois	é</p><p>cultivada	desde	o	século	XV.	Apesar	de	tudo,	os	Açores	destacam-se	na</p><p>produção	de	vinho	nas	regiões	do	Pico	e	Graciosa.</p><p>Uruguai</p><p>O	Uruguai	está	localizado	numa	região	privilegiada	para	o	cultivo	da	videira	e	é</p><p>um	país	produtor	de	bons	vinhos,	onde	o	consumo	interno	do	produto	é</p><p>tradicionalmente	elevado.</p><p>O	país	está	na	mesma	latitude	das	melhores	regiões	vitivinícolas	da	Argentina,</p><p>Chile,	África	do	Sul	e	Austrália.	A	produção	de	vinhos	no	Uruguai	teve	início	no</p><p>final	do	século	XIX,	com	a	imigração	de	bascos	e	franceses	para	a	região,	e	a</p><p>introdução	da	uva	da	variedade	Tannat,	que	é	cultivada	para	a	produção	de</p><p>vinhos	de	boa	qualidade.</p><p>Assim	como	no	Brasil,	grande	parte	da	produção	de	vinhos	de	mesa	uruguaios</p><p>ainda	é	feita	com	uvas	não-viníferas	(espécies	americanas	ou	híbridas),	mas	as</p><p>principais	vinícolas	utilizam	as	variedades	europeias,	com	base	na	Tannat,</p><p>gerando	também	vinhos	mais	complexos	e	sofisticados,	ou	assemblages	com</p><p>Merlot,	Cabernet	Sauvignon	e	Franc,	Pinot	Noir,	Petit,Verdot,	entre	outras..</p><p>Entre	as	brancas,	a	Chardonnay,	a	Gewürztraminer,	a	Sauvignon	Blanc	e	a</p><p>Viognier.</p><p>O	Uruguai	tem	quatro	regiões	vitícolas:</p><p>Região	sul</p><p>Litoral	sudoeste</p><p>Região	norte	e	nordeste</p><p>Região	Central</p><p>Viticultura	uruguaia</p><p>Com	a	grande	renovação	dos	vinhedos,	iniciada	há	cerca	de	40	anos,	estruturou-</p><p>se	uma	viticultura	tradicional	e	outra	moderna,	baseada	em	tecnologia	mais</p><p>avançada,	que	produz	vinhos	de	excelente	qualidade.</p><p>Entre	os	vinhos	uruguaios	mais	conhecidos	estão	os	da	Fisano	(Rio	de	Los</p><p>Pajaros),	Albariño,	a	excelente	Bodega	Bouza	e	da	esmerada	Casa	Filgueira.</p><p>Da	Casa	Filgueiras,	provei	um	excelente	varietal	Cabernet	Savignon,	o	Fuga</p><p>2010,	presente	do	meu	amigo	poeta	uruguaio	Raúl	Ballestra.	Minha	percepção</p><p>sobre	este	vinho:	aromas	finos,	notas	leves	de	cassis,	algum	pimentão,	café,	e</p><p>especiarias	com	algum	tostado.	Apresenta	à	boca	taninos	polidos,	evidência	de</p><p>frutas	vermelhas,	acidez	mediana.	Apesar	de	jovem,	tem	ótima	concentração	de</p><p>sabor,	com	retrogosto	digno	de	grandes	obras.</p><p>Nova	Zelândia</p><p>Até	o	final	do	século	XIX,	a	Nova	Zelândia	não	possuía	atividade	vinicultora,</p><p>nem	seus	habitantes	estavam	interessados	na	bebida,	mas	hoje	o	país	está	entre</p><p>os	10	maiores	produtores	de	vinho	do	planeta.	Somente	a	partir	de	1835,</p><p>surgiram	os	primeiros	vinhedos,	mas	para	produzir	vinhos	destinados	ao</p><p>consumo	das	tropas	britânicas,	que	haviam	invadido	a	região.</p><p>No	século	XX,	a	indústria	se	desenvolveu	primeiramente	na	Ilha	Norte,	ao	redor</p><p>de	Auckland,	centro	onde	se	encontra	um	terço	da	população.	Depois	a</p><p>vinicultura	cresceu	rapidamente	para	o	sudeste,	em	Gisborne,	a	seguir	para	o	sul,</p><p>na	região	de	Hawke´s	Bay,	depois	para	Marlborough	na	Ilha	Sul,	que	se	tornou	o</p><p>maior	produtor	da	nação.	Nas	regiões	mais	frias	e	mais	ao	sul,	na	Ilha	Sul	até</p><p>Canterbury	e	Otago,	estão	os	vinhedos	mais	ao	sul	do	mundo.</p><p>As	Variedades</p><p>Quase	70%	dos	vinhos	da	Nova	Zelândia	são	de	uvas	brancas,	com</p><p>predominância	de	uvas	francesas	e	algumas	alemãs.	A	uva	Chardonnay	é</p><p>predominante	seguida	da	Sauvignon	Blanc,	que	produzem	um	excelente	branco.</p><p>Também	são	usadas,	Riesling,	um	pouco	de	Gewürztraminer,	Pinot	Gris	e</p><p>Sémillon.</p><p>Os	tintos	são	produzidos	com	a	Pinot	Noir,	a	variedade	mais	importante,	que</p><p>produz	um	grande	número	de	excelentes	vinhos,	sendo	uma	uva	promissora	para</p><p>a	produção	de	Grand	Crus	no	futuro.	As	uvas	Merlot	e	Cabernet	Sauvignon	vêm</p><p>em	segundo	plano,	mas	há	grandes	vinhedos	de	Syrah,	de	Malbec,	de	Cabernet</p><p>Franc	e	mesmo	de	Zinfandel	e	Pinotage	em	crescimento.</p><p>Classificações</p><p>Na	Nova	Zelândia	os	rótulos	dos	vinhos	do	país	são	regulamentados	por	um</p><p>comitê	oficial	chamado	Fair	Trading	Act	and	the	Food	Act,	que	criou	as</p><p>indicações	geográficas	do	país.</p><p>As	regiões</p><p>Ilha	Norte</p><p>Gisborne</p><p>Hawke´s	Bay</p><p>Auckland</p><p>Ilha	Sul</p><p>Marlborough</p><p>Otago</p><p>O	Brasil	no	mundo	do	vinho</p><p>As	primeiras	videiras	foram	trazidas	para	o	Brasil	da	Ilha	da	Madeira,	por</p><p>Martim	Afonso	de	Souza	em	1532	e	plantadas	por	Brás	Cubas	no	litoral	paulista</p><p>e	depois,	em	1551,	na	região	da	atual	cidade	de	São	Paulo	(na	época,</p><p>Piratininga),	com	bom	resultado.</p><p>As	Bandeiras,	que	partiam	de	São	Paulo	de	Piratininga	para	o	sertão,	levavam</p><p>estacas	de	videiras	para	serem	cultivadas,	como	mais	um	item	para	contribuir</p><p>nas	conquistas	de	vasto	interior,	ao	mesmo	tempo	por	ser	uma	cultura	de	fixação</p><p>do	homem	à	terra,	ajudando	na	ocupação	do	imenso	território.</p><p>Na	época,	por	volta	de	1640,	o	vinho	era	ainda	rude,	sem	nenhuma	qualidade,</p><p>mas	já	fazia	parte	da	riqueza	da	cidade	de	São	Paulo.	Os	vinhedos	se	estendiam</p><p>para	além	do	Rio	Tamanduateí,	chegando	até	Mogi	das	Cruzes,	quando	se	criou</p><p>a	primeira	Ata	da	Sessão	de	Implantação	da	Câmara	de	São	Paulo,	que	tratou	da</p><p>padronização	da	qualidade	e	dos	preços	dos	vinhos	produzidos.</p><p>Neste	período,	chegaram	os	holandeses	ao	nordeste	do	país	e	logo	se	dedicaram</p><p>à	exploração	do	açúcar.	Pela	dificuldade	de	receber	vinhos	da	europa,	para	suprir</p><p>o	consumo	de	vinhos	seja	para	o	prazer,	para	acompanhar	as	refeições	ou	ritos</p><p>religiosos,	Maurício	de	Nassau	ordenou	o	cultivo	de	videiras	na	Ilha	de</p><p>Itamaracá,	e	na	época	proferiu	a	seguinte	frase:	“são	as	melhores	uvas	desta</p><p>terra»,e	determinou	a	colocação	de	três	cachos	das	uvas	no	Brasão	d’Armas	da</p><p>ilha,	criado	pelo	pintor	Franz	Post.</p><p>Mais	tarde,	em	1785,	Dona	Maria	I	baixou	alvará	proibindo	atividade</p><p>manufatureira	da	uva,	o	que	sepultou	a	jovem	indústria	vinícola.	Antes,	Portugal</p><p>já	impunha	a	compra	de	cotas	de	vinho	do	Porto.	Mas	pouco	depois,	com	Dom</p><p>Pedro	I,	começou	a	ocupação	das	terras	ao	sul	do	Brasil.</p><p>Em	1824,	Dom	Pedro	I	autorizou	o	fluxo	migratório	para	a	ocupação	das	terras</p><p>do	sul	do	país,	quando	então	chegaram	imigrantes	alemães	formando	a	primeira</p><p>colônia,	em	São	Leopoldo,	próxima	a	Porto	Alegre.	Assim	foi	o	início	a	uma</p><p>atividade	industrial.</p><p>Pouco	depois,	com	a	chegada	dos	imigrantes	italianos,	uma	verdadeira	corrida</p><p>implantou-se	na	Serra	Gaúcha.	O	fluxo	migratório	durou	10	anos,	surgindo	as</p><p>raízes	indústria	vinícola	brasileira.</p><p>A	evolução	da	cultura	da	uva	e	do	vinho	pode	ser	dividida	em	três	períodos	no</p><p>Brasil,	classificada	em	três	gerações	ao	longo	dos	últimos	120	anos.</p><p>Vinhos	de	1ª	Geração</p><p>Quando	houve	a	verdadeira	implantação	da	vitivinicultura,	porém	com	a</p><p>utilização	de	uvas	americanas,	como	a	Isabel,	Niágara,	Bordô	e	outras.</p><p>Vinhos	de	2ª	Geração</p><p>Quando	foram	utilizados	híbridos,	vinhas	americanas	e	europeias</p><p>Vinhos	de	3ª	Geração</p><p>Iniciou	com	vigor,	a	partir	dos	anos</p><p>de	1970,	através	de	um	significativo</p><p>aumento	do	plantio	de	uvas	europeias	vitis	vinifera	L,	na	Serra	Gaúcha,</p><p>objetivando	a	elaboração	de	vinhos	finos.	As	variedades	viníferas	utilizadas</p><p>foram	de	origem	francesa,	como	a	Cabernet	Franc,	Merlot,	Chardonnay	e	depois</p><p>as	italianas	Sangiovese,	Barbera	e	Bonarda.	A	fase	se	fortaleceu	com	a	chegada</p><p>de	empresas	estrangeiras	que	trouxeram	investimentos	volumosos,	modernização</p><p>e	tecnologias	de	vinificação,	o	que	melhorou	sobremaneira	a	qualidade	dos</p><p>vinhos	brasileiros.</p><p>Classificação	da	qualidade	dos	vinhos	brasileiros</p><p>Os	vinhos	brasileiros	estão	classificados	em	dois	níveis	de	qualidade:</p><p>Vinho	de	Mesa</p><p>Vinho	inferior,	elaborado	a	partir	de	variedades	de	uvas	comuns	(Concord,</p><p>Herbemont,	Isabel,	Seyve	Willard,	Niágara,	etc.)	de	espécies	americanas	(vitis</p><p>labrusca,	vitis	rupestris,	etc.).</p><p>Vinho	Fino	de	Mesa</p><p>Vinho	de	mesa	diferenciado,	elaborado	a	partir	de	variedades	de	uvas	nobres</p><p>(Cabernet	Sauvignon,	Cabernet	Franc,	Pinot	Noir,	Merlot,	Chardonnay,	Riesling,</p><p>Sauvignon	Blanc,	etc.)	da	espécie	européia	(vitis	vinifera).</p><p>Confusão	na	classificação</p><p>Diferentemente	de	alguns	países	europeus,	o	termo	“vinho	de	mesa”	não	tem</p><p>exatamente	o	mesmo	significado	no	Brasil.	Conforme	a	Lei	n°	10.970/04,	no	seu</p><p>artigo	9°,	um	“’vinho	de	mesa’	é	aquele	com	teor	alcoólico	de	8,6%	a	14%	em</p><p>volume,	podendo	conter	até	uma	atmosfera	de	pressão	a	20ºC”.	Mas	a	lei	não</p><p>especifica	qual	espécie	de	uva	deve	ser	usada.</p><p>Para	se	ter	certeza	de	consumir	um	vinho	elaborado	com	alguma	variedade	vitis</p><p>vinifera,	o	nome	dela	ou	as	expressões	“fino”	ou	“de	“viniferas”	(parágrafos	2°	e</p><p>3°	do	artigo	mencionado)	devem	estar	estampados	no	rótulo	ou	no	contrarrótulo.</p><p>Na	classificação	dos	vinhos,	pode-se	encontrar	as	expressões	seco,	meio	seco,</p><p>suave,	etc.</p><p>Outras	denominações	utilizadas</p><p>Vinho	Varietal</p><p>Feito	com	uma	só	variedade	de	uva	ou	com	o	mínimo	de	60%	da	variedade	de</p><p>uva	declarada	no	rótulo.	As	boas	vinícolas	utilizam	100%	da	variedade</p><p>declarada.</p><p>Vinho	de	Corte	(ou	de	Assemblage)</p><p>Elaborado	a	partir	de	diferentes	uvas.</p><p>Vinho	seco</p><p>Com	teor	de	açúcar	menor	do	que	5	gramas	por	litro.</p><p>Vinho	demi-sec</p><p>Com	teor	de	açúcar	entre	5	e	20g/l.</p><p>Vinho	suave</p><p>Com	teor	de	açúcar	maior	do	que	20g/l.</p><p>Principais	tipos	de	uvas	viníferas	utilizadas	no	Brasil	e	suas</p><p>características</p><p>Tintas:</p><p>Ancellotta</p><p>Em	um	universo	dominado	por	uvas	de	ascendência	francesa,	a	Ancellotta</p><p>defende	a	influência	italiana	na	disseminação	da	vitivinicultura	pelo	mundo.</p><p>Quando	combinada	com	outras	variedades,	contribui	principalmente	com</p><p>intensidade	de	cor.	Se	destaca	por	um	agradável	aroma	de	frutas	negras	maduras,</p><p>como	ameixa	e	mirtilo.</p><p>Cabernet	Franc</p><p>Geralmente	usada	como	corte	em	vinhos	que	levam	outras	cepas.	Menos	ácida	e</p><p>tânica	do	que	a	Cabernet	Sauvignon,	gera	rótulos	não	tão	estruturados,	mas	ainda</p><p>assim	muito	agradáveis.	Apresenta	toque	herbáceo	típico	refrescante,	com	aroma</p><p>de	frutas	maduras	intrínseco	à	variedade.</p><p>Cabernet	Sauvignon</p><p>É	denominada	a	“rainha	das	uvas”,	pois	dá	origem	a	mais	rótulos	de	qualidade</p><p>do	que	qualquer	outra	variedade.	Ela	se	adapta	facilmente	a	diferentes	climas	e</p><p>solos,	sem	perder	suas	características	básicas.	A	casca	grossa	das	uvas	confere</p><p>cor	e	tanino	aos	vinhos,	que	lembram	cassis,	pimentão	e	frutas	negras	no	olfato.</p><p>Os	seus	vinhos	evoluem	muito	bem	quando	mantidos	em	garrafas	por	alguns</p><p>anos	e	amadurecem	muito	bem.</p><p>Merlot</p><p>Tida	por	muitos	especialistas	como	a	variedade	tinta	que	melhor	representa	a</p><p>vitivinicultura	brasileira.	Ela	faz	contraposição	à	Cabernet	Sauvignon	por	ser</p><p>menos	adstringente	e	ácida,	mais	leve	e	doce.	Talvez	por	isso	as	duas	combinem</p><p>tão	bem	em	vinhos	de	corte.	Individualmente,	apresenta	generoso	aroma	de</p><p>frutas	e	um	elegante	sabor	aveludado.</p><p>Pinot	Noir</p><p>Delicadeza	é	o	predicado	que	melhor	define	a	Pinot	Noir,	pois	é	uma	uva	que</p><p>exige	extremo	cuidado	dos	produtores,	no	campo	e	na	cantina,	gerando	vinhos</p><p>suaves	e	elegantes.	Por	causa	de	seu	ciclo	de	crescimento	naturalmente	curto,	se</p><p>adapta	melhor	a	regiões	de	clima	frio,	que	desaceleram	seu	desenvolvimento	e</p><p>permitem	a	plena	maturação	no	tempo	certo.	Suas	aplicações	mais	comuns	são</p><p>em	varietais,	de	taninos	muito	macios	e	com	complexidade	de	aromas,	e</p><p>espumantes,	onde	geralmente	é	associada	a	outras	castas.</p><p>Syrah</p><p>As	cascas	negras	das	uvas	e	a	coloração	profunda	do	vinho	dão	pistas	do	que</p><p>esperar	da	Syrah:	potência	de	aromas,	sabor	envolvente	e	notas	que	remetem	a</p><p>frutas,	às	vezes	especiarias.	No	Brasil,	mostrou	boa	adaptação	em	regiões	que</p><p>oferecem	mais	calor	e	menos	umidade,	onde	seu	amadurecimento	pleno	traz</p><p>taninos	redondos	e	agradáveis.	Nessas	condições,	pode	ser	vinificada</p><p>isoladamente	ou	em	parceria	com	outras	cepas.</p><p>Tannat</p><p>Além	do	Uruguai,	esta	uva	produz	bons	vinhos	também	no	Brasil.	Dá	origem	a</p><p>um	vinho	de	cor	profunda,	estrutura	firme	e	aroma	de	frutas	negras.	Tamanha</p><p>potência	faz	com	que	muitas	vezes	ele	seja	usado	para	corrigir	carências	de</p><p>outras	castas	em	rótulos	de	corte.	A	grande	adstringência	dos	varietais</p><p>geralmente	exige	envelhecimento	em	garrafa.	Uma	vez	que	seus	taninos	são</p><p>domados	pelo	tempo,	o	vinho	apresenta	olfato	complexo	e	instigante.</p><p>Tempranillo</p><p>De	composição	aromática	e	acidez	moderadas,	é	marcada	principalmente	pela</p><p>complexidade	e	pela	elegância.	No	Brasil,	para	que	ganhe	mais	corpo,	muitas</p><p>vezes	é	associada	a	outras	cepas,	como	a	Cabernet	Sauvignon,	ou	envelhecida</p><p>em	barricas	de	carvalho.	Temprano	em	espanhol	significa	“amadurecer	cedo”,</p><p>como	característica	que	deu	nome	a	esta	uva.</p><p>Touriga	Nacional</p><p>Representante	da	influência	portuguesa	na	vitivinicultura	brasileira,	esta	uva</p><p>ficou	famosa	em	seu	país	de	origem	por	ser	uma	das	principais	bases	do	Vinho</p><p>do	Porto.	Bastante	flexível	na	vinificação,	pode	resultar	em	bons	varietais,	nos</p><p>quais	se	observa	potente	concentração	de	aromas	e	sabores,	ou	compor	um	corte</p><p>com	outras	variedades,	contribuindo	principalmente	com	coloração	intensa,	uma</p><p>de	suas	principais	características.</p><p>Uvas	Brancas</p><p>Chardonnay</p><p>Tem	forte	presença	no	mundo	inteiro	e	muito	utilizada	no	Brasil,	pelo	fato	de	ser</p><p>amplamente	usada	na	elaboração	de	espumantes	e	vinhos	brancos	nobres.	Em</p><p>geral	dá	origem	a	rótulos	bastante	frutados,	que	enriquecem	muito	em	aromas</p><p>quando	passam	por	barricas	de	carvalho.</p><p>Chenin	Blanc</p><p>Uva	que	produz	desde	um	vinho	seco	até	bebidas	adocicadas	de	sobremesa.	Tem</p><p>aromas	doces,	lembrando	mel	e	flores.	Suas	videiras	tendem	a	apresentar	alta</p><p>produtividade,	mas	justamente	quando	o	rendimento	é	limitado	é	que	os	cachos</p><p>apresentam	maior	qualidade.</p><p>Gewürztraminer</p><p>No	olfato,	seus	vinhos	lembram	manga,	lichia	e	trazem	uma	marcante	carga</p><p>floral.	Seu	perfume	é	tão	intenso	que	pode	confundir	o	degustador:	se	por	um</p><p>lado	aponta	para	notas	doces,	na	boca	é	seco	(sua	apresentação	mais	comum)	e</p><p>corpulento,	muito	devido	à	graduação	alcoólica	elevada	que	atinge	com</p><p>facilidade.</p><p>Glera</p><p>A	uva	do	Espumante	Prosecco,	famosa	pelos	espumantes	que	gera	no	norte	da</p><p>Itália,	a	uva	Prossecco	se	adaptou	bem	ao	Brasil	e,	assim	como	em	seu	país	de</p><p>origem,	caiu	no	gosto	do	público	por	gerar	bebidas	de	boa	qualidade.	Seu	estilo</p><p>varia	conforme	a	vinificação,	podendo	ser	um	espumante	mais	seco	ou,	como	é</p><p>mais	comum,	com	maior	teor	de	açúcar	residual.</p><p>Glera	é	uma	uva	branca	de	muito	prestígio	e	cultivada	há	séculos	em	tradicionais</p><p>vinícolas	italianas.	Predominante	conhecida	como	uva	Prosecco,	essa	cepa	está</p><p>presente	na	composição	de	espumantes	e	de	rótulos	mais	tradicionais.</p><p>Muitos	acreditam	que	Prosecco	também	é	a	denominação	de	uma	uva,	porém,</p><p>em	agosto	de	2009,	ficou	decretado	que	Prosecco	se	tornaria	a	denominação</p><p>apenas	da	região	no	norte	da	Itália,	enquanto	que	a	cepa	seria	denominada	de</p><p>Glera	para	que	não	houvesse	mais	essa	confusão	entre	ambos.	Dessa	forma,	essa</p><p>importante	região	italiana	passou	de	DOC	(Denominazione	di	Origine</p><p>Controllata)	para	DOCG	(Denominazione	di	Origine	Controllata	e	Garantita).</p><p>A	Glera	é	produzida	nas	regiões	do	norte	da	Itália,	como	Veneto,	Friuli	Venezia</p><p>Giulia,	Conegliano,	Valdobbiadene,	entre	outras,	sendo	todas	elas</p><p>muito</p><p>reconhecidas	por	sua	intensa	produção	de	tradicionais	vinhos	espumantes</p><p>reconhecidos	por	serem	leves	e	frutados.</p><p>Malvasia</p><p>Produz	um	vinho	acentuadamente	doce,	a	exemplo	da	Moscato,	que	pode	ser</p><p>comercializado	como	varietal,	usado	como	fonte	de	aroma	em	cortes	com	outros</p><p>vinhos	ou	servir	como	base	para	espumantes.</p><p>Moscato</p><p>Existem	muitas	ramificações	na	extensa	família	das	uvas	Moscato,	todas	unidas</p><p>por	uma	característica	comum:	o	sabor	doce	e	refrescante.	Por	causa	disso,	a</p><p>variedade	é	muito	usada	na	elaboração	de	vinhos	de	sobremesa	e	espumantes</p><p>moscatel,	que	vão	bem	tanto	no	início	de	uma	refeição,	como	aperitivo,	quanto</p><p>no	encerramento.	Aliás,	os	espumantes	dessa	uva	são	apontados	como	um</p><p>diferencial	da	vitivinicultura	brasileira,	em	função	da	acidez	bem	marcada	e	do</p><p>moderado	teor	de	açúcar	que	esses	produtos	alcançam	no	país</p><p>Pinot	Grigio</p><p>Esta	uva	branca	pode	enganar	olhos	desavisados	enquanto	pende	das	videiras</p><p>por	causa	do	tom	rosado	de	sua	casca.	Essa	característica	garante	aos	seus	vinhos</p><p>uma	cor	mais	intensa	do	que	à	vista	em	outros	exemplares	brancos.	Estimula	o</p><p>olfato	e	o	paladar	pelo	equilíbrio	entre	estrutura	e	sutileza,	muitas	vezes</p><p>lembrando	aromas	doces,	como	o	mel,	ou	mais	evoluídos,	como	especiarias	e</p><p>fumaça.	Sua	variedade,	a	Pinot	Gris,	é	uma	uva	rosada	da	família	da	vitis</p><p>vinifera,	originária	da	região	da	Alsácia,	França.	Apesar	da	cor	escura	da	uva,	a</p><p>Pinot	Gris	é	usada	para	produção	de	vinhos	brancos.	Gris	significa	cinza	em</p><p>francês.	Esta	variedade	apresenta	diferentes	nomes	pelo	mundo,	como	Pinot</p><p>Grigio.</p><p>Riesling	Itálico</p><p>É	uma	das	uvas	que	vêm	ajudando	a	construir	a	identidade	dos	espumantes</p><p>brasileiros.	Tem	potencial	aromático	moderado,	mas	contribui	com	uma	acidez</p><p>característica	que	ajuda	a	tornar	a	bebida	mais	leve	e	agradável.	Essa	mesma</p><p>delicadeza	é	observada	nos	vinhos	varietais.</p><p>Sauvignon	Blanc</p><p>O	que	é	comum	a	todas	é	a	vivacidade	aromática,	geralmente	lembra	frutas</p><p>cítricas	ou	exóticas	e	a	acidez	pungente	que	provoca	salivação	e	enruga	as</p><p>bordas	da	língua.	Bastante	sensível	às	diferenças	de	temperatura,	a	Sauvignon</p><p>Blanc	apresenta	características	muito	distintas	ao	redor	do	mundo.	Dificilmente</p><p>mostra	evolução	com	o	tempo,	mesmo	quando	estagia	em	barricas	de	carvalho.</p><p>Deve	ser	consumido	jovem.</p><p>Fonte:	Vinhos	do	Brasil.</p><p>Por	uma	vitivinicultura	brasileira	forte	e	desenvolvida</p><p>O	Ibravin	–	Instituto	Brasileiro	do	Vinho	–	completou	duas	décadas	de</p><p>atividades	em	prol	do	desenvolvimento	do	setor	vitivinícola.	Neste	período,</p><p>muitas	foram	as	realizações.	Podemos	citar	a	desburocratização	e	estímulo	à</p><p>formalização	de	micro	e	pequenas	vinícolas	através	da	opção	pelo	Simples</p><p>Nacional	e	a	aprovação	da	Lei	do	Vinho	Colonial.	Ambas	medidas	buscam</p><p>reduzir	custos	tributários,	gerar	renda	e	agregar	valor	à	produção.	Recentemente,</p><p>trabalhamos	na	eliminação	da	substituição	tributária	(ST),	instrumento	que	onera</p><p>as	indústrias	vinícolas	com	a	cobrança	antecipada	do	ICMS	de	toda	cadeia	de</p><p>valor,	tornando-se	o	principal	entrave	para	o	crescimento	do	setor	vitivinícola</p><p>brasileiro.</p><p>Outra	importante	conquista	foi	a	estruturação	do	Laboratório	de	Referência</p><p>Enológica	(Laren),	em	cooperação	com	a	Secretaria	de	Agricultura	do	Estado	do</p><p>Rio	Grande	do	Sul,	o	qual	tem	sido	fator	importante	para	a	qualificação	da</p><p>produção.	Cabe	ainda	mencionar	o	trabalho	desenvolvido	com	o	Sebrae	e	o</p><p>Senar	para	levar	capacitação	e	treinamento	a	centenas	de	produtores,</p><p>estimulando	a	qualificação	da	produção,	através	do	Programa	Alimento	Seguros</p><p>(PAS)	ou	do	Uva	para	Processamento	ou	de	assistência	técnica	e	extensão	rural.</p><p>O	desenvolvimento	do	mercado	através	da	qualificação	dos	canais	de</p><p>distribuição	e/ou	a	promoção	das	exportações,	com	apoio	do	Sebrae,	da	Apex</p><p>Brasil	e	do	Ministério	das	Relações	Exteriores	tem	sido	uma	constante	no</p><p>fortalecimento	de	nossa	vitivinicultura.</p><p>Enfim,	trabalhamos	na	defesa	dos	interesses	de	produtores	de	uvas,	indústrias	e</p><p>cooperativas	vinícolas	para	possibilitar	o	crescimento	do	setor	e	a	consolidação</p><p>do	Brasil	como	um	país	produtor	de	vinhos	de	qualidade,	ajudando	a	fomentar	o</p><p>crescimento	de	mercado	registrado	nos	últimos	anos,	em	especial	de	produtos</p><p>como	o	espumante	e	o	suco	de	uva	100%.	As	campanhas	publicitárias	realizadas,</p><p>em	especial	as	últimas	ações,	sob	a	denominação	“Seu	vinho,	suas	regras”</p><p>dirigida	a	ampliar	o	número	de	novos	consumidores,	particularmente	os</p><p>millenials,	tem	contribuído	para	ampliar	o	mercado,	que	tem	ainda	grande</p><p>potencial	de	crescimento.</p><p>Tal	campanha	tem	sido	um	verdadeiro	manifesto	para	que	o	consumidor	dessa</p><p>faixa	etária	sinta-se	livre	para	beber	seu	vinho	da	forma	que	quiser,	sem	as</p><p>amarras	das	regras	de	degustação,	conservação,	harmonização	e	outros	ritos,	que</p><p>muitas	vezes	afastam	o	consumidor	com	esse	perfil.</p><p>Importante	frisar	que,	onde	se	produz	uvas	e	vinhos,	temos	regiões</p><p>desenvolvidas	econômica	e	socialmente,	consequência	da	equitativa	distribuição</p><p>de	renda	que	essa	atividade	alcança.	Desse	modo,	a	vitivinicultura	contribui	para</p><p>o	crescimento	do	país.		Bons	vinhos	e	boa	leitura!</p><p>Oscar	Ló</p><p>Diretor	Presidente	da	Cooperativa	Vinícola	Garibaldi</p><p>A	vitivinicultura	brasileira</p><p>e	seu	avanço</p><p>Segundo	dados	fornecidos	pelo	IBRAVIN	–	Instituto	Brasileiro	do	Vinho,	o</p><p>Brasil	possui	82.000	hectares	de	vinhedos,	sendo	o	20º	maior	produtor	em	área</p><p>cultivada	do	mundo,	o	5º	maior	produtor	do	hemisfério	sul,	com	mais	de	225</p><p>variedades	de	uvas	cultivas	de	sul	ao	norte	do	país.</p><p>Os	estados	onde	há	produção	vitivinícola	são,	pela	ordem	de	importância:	Rio</p><p>Grande	do	Sul,	Santa	Catarina,	Paraná,	São	Paulo,	Vale	do	São	Francisco	(entre</p><p>Bahia	e	Pernambuco),	Espírito	Santo,	Minas	Gerais,	Goiás	e	Mato	Grosso.</p><p>O	Rio	Grande	do	Sul	elabora	90%	dos	vinhos	brasileiros,	sendo	85%	de</p><p>espumantes	e	90%	de	suco	de	uvas.</p><p>Um	dos	maiores	produtores	mundiais	e	exportadores	de	suco	de	uva</p><p>Apesar	da	sua	posição	distante	em	termos	de	produção	de	vinho,	o	Brasil	é,</p><p>curiosamente,	um	dos	maiores	exportadores	mundial	de	suco	de	uva.	As</p><p>variedades	de	uvas	americanas	continuam	a	ser	cultivadas	no	Brasil,	mas</p><p>destinadas	à	produção	de	suco	de	uva,	uma	vez	que	as	variedades	europeias,	que</p><p>embora	sejam	excelentes	para	a	produção	de	vinho,	não	são	boas	para	a</p><p>produção	de	suco,	como	são	as	americanas,	Isabel,	Niágara,	Bordô	e	outras,	que,</p><p>curiosamente,	não	produzem	vinhos	de	qualidade	como	as	europeias.</p><p>Hoje	o	Brasil	está	entre	os	dez	maiores	produtores	mundiais	de	suco	de	uva,</p><p>exportando	o	produto	para	diversos	países.</p><p>A	agricultura	familiar	é	base	da	cadeia	produtiva,	voltada	para	a	produção	de</p><p>vinhos	e	sucos	de	uva,	com	15	mil	famílias	no	Rio	Grande	do	Sul	e	cerca	5	mil</p><p>famílias	em	Santa	Catarina,	os	maiores	polos	agrícolas	de	uva	do	país.</p><p>O	mercado	brasileiro	do	vinho*</p><p>O	Brasil	é	hoje	o	15°	no	ranking	de	países	consumidores	no	mundo,	com	cerca</p><p>de	360	milhões	de	litros	ao	ano	(cerca	de	2,2	litros	per	capita/	ano),	bem	atrás	de</p><p>países	como	os	Estados	Unidos,	que	consomem	3,2	bilhões	de	litros	ao	ano.	São</p><p>menos	de	30	milhões	de	brasileiros	(num	universo	de	180	milhões	com	mais	de</p><p>18	anos,	que	podem	beber)	que	consomem	vinho	ao	menos	uma	vez	por	mês.</p><p>Atualmente	o	Brasil	produz:</p><p>310	milhões	de	litros	de	vinho</p><p>De	acordo	com	o	último	relatório	da	Wine	Intelligence	Brazil	Landscapes	2019,</p><p>o	mercado	brasileiro	de	vinhos	está	se	recuperando	após	2016.</p><p>*Dados	de	produção	e	consumo,	segundo	a	atualização	em	junho	de	2019	com</p><p>base	na	Conjuntura	Vitivinícola	Mundial	2018	(OIV)–	Abril/2019</p><p>*	*	*</p><p>Embora	as	vendas	de	volume	de	vinho	tenham	sido	voláteis	(elas	caíram	14%</p><p>em	2016,	apenas	para	recuperar	em	2017),	os	dados	publicados	pela	Ideal</p><p>Consultoria,	em	2018,	mostram	que	o	consumo	de	vinho	importado	cresceu</p><p>notavelmente	desde	2014	e	agora	representa	1/3	do	total	do	mercado.	Além</p><p>disso,	o	Brasil	é	hoje	o	26º	mercado	de	vinhos	mais	atraente	do	mundo,	de</p><p>acordo	com	o	modelo	de	atratividade	do	mercado	de	vinhos	da	Wine	Intelligence</p><p>Global	Compass.</p><p>*	*	*</p><p>O	país	também	foi	o	“mais	rápido”	neste	relatório,	subindo	12	posições,	de	38º</p><p>para	26º,	mais	atraentes	desde	2017.</p><p>*	*	*</p><p>A	população	habitual	de	consumidores	de	vinho	no	Brasil	é	agora	composta	por</p><p>32	milhões	de	adultos	que	bebem	vinho	uma	vez	por	mês,	com	70%	deste	grupo</p><p>bebendo	vinho	pelo	menos	uma	vez	por	semana.	Isso	é	comparado	a	29,7</p><p>milhões	de	adultos	que	bebiam	vinho	uma	vez	por	mês	em	2016.</p><p>*	*	*</p><p>Os	consumidores	mais	jovens	representam	20%	da	população	adulta	e	16%	da</p><p>população	regular	de	consumidores	de	vinho;	Eles	também	mostram	o	menor</p><p>grau	de	envolvimento	dentro	da	categoria	de	vinho,	que	se	alinha	com	os</p><p>consumidores	de	vinho	mais	jovens	em	todo	o	mundo.	Ao	mesmo	tempo,	porém,</p><p>os	bebedores	mais	jovens	tendem	mais	a	consumir	vinho	no	comércio,	além	de</p><p>gastar	mais	dinheiro	por	garrafa.	O	relatório	registra	os	esforços	bem	sucedidos</p><p>feitos	pelos	produtores	domésticos	de	espumantes,	que	estão	investindo	em</p><p>formas	de	atrair	consumidores	mais	jovens.</p><p>*	*	*</p><p>Esse	foco	no	engajamento	do	consumidor,	juntamente	com	o	fato	de	o	Brasil	ser</p><p>a	8ª	maior	economia	mundial	e	o	17º	maior	mercado	de	vinho	em	volume	de</p><p>vinho,	indica	que	há	muito	espaço	para	crescimento	e	oportunidades	promissoras</p><p>para	os	envolvidos,	ou	para	quem	busca	entrar	no	mercado	brasileiro	de	vinhos.</p><p>Fonte:	Wine	Intelligence</p><p>Infográfico–	IBRAVIN	–	Produção	Vitivinícola	Brasileira.	2019</p><p>A	nossa	Primeira	Região	Demarcada</p><p>Os	brasileiros	eram	basicamente	importadores	de	vinho	devido	à	menor</p><p>qualidade	do	produto	nacional.	Esse	quadro	tem	mudado	nos	últimos	anos	com	a</p><p>melhoria	da	nossa	vitivinicultura,	que	hoje	produz	vinhos	de	qualidade</p><p>comparável	a	qualquer	vinho	e	de	qualquer	região.</p><p>O	Vale	dos	Vinhedos	foi	a	primeira	Indicação	Geográfica	do	Brasil	reconhecida</p><p>em	22	de	novembro	de	2002	pelo	Instituto	Nacional	da	Propriedade	Industrial	–</p><p>INPI	para	vinhos	tintos,	brancos	e	espumantes.	Para	nosso	orgulho,	esse	fato</p><p>histórico	marca	a	entrada	do	Brasil	no	círculo	mundial	das	Indicações</p><p>Geográficas.</p><p>Santa	Catarina	–	novas	regiões	a	serem	demarcadas</p><p>O	estado	de	Santa	Catarina	vem	despontando	como	um	grande	produtor	de</p><p>vinhos	especiais	e	deve,	muito	em	breve,	determinar	a	próxima	região</p><p>demarcada	brasileira.</p><p>Os	vinhos	catarinenses	são	de	grande	qualidade	e	é	crescente	o	surgimento	de</p><p>novos	vinhos,	equiparáveis	às	grandes	marcas	francesas,	italianas,	portuguesas,</p><p>espanholas,	chilenas	e	de	outros	países	produtores	tradicionais.	Produtores</p><p>catarinenses	já	se	projetam	no	mundo	do	vinho	com	produtos	regulares	até</p><p>excelentes	“crus”,	guardadas	as	devidas	proporções.</p><p>Um	novo	vinho,	em	Goiás</p><p>Uma	das	mais	recentes	regiões	produtoras	de	vinho	do	Brasil	surgiu	na	Serra	dos</p><p>Pireneus,	uma	cadeia	de	montanhas	situada	entre	os	municípios	de	Pirenópolis,</p><p>Corumbá	de	Goiás	e	Cocalzinho.	Trata-se	de	uma	iniciativa	do	médico	Marcelo</p><p>de	Souza,	proprietário	da	Pireneus	Vinhos	e	Vinhedos,	que	em	2005	encontrou</p><p>uma	área	em	uma	altitude	de	930	metros.	Os	vinhedos	estão	em	um	vale,	cerca</p><p>de	200	metros	abaixo	de	montanhas	que	guarnecem	o	local.	Lá	o	médico-</p><p>enólogo	produz	dois	excelentes	rótulos	de	produção	própria:	o	Intrépido	(Syrah</p><p>2010)	e	o	Bandeiras	(Barbera	2010).	Um	projeto	pleno	de	sucesso	e	muito</p><p>promissor.</p><p>Sobre	o	acordo	de	Livre	Comercio	entre	União	Europeia	e	o	Mercosul	e	a</p><p>vitivinicultura	brasileira</p><p>Acredito	que	seja	uma	boa	oportunidade	para	que	todos	os	protagonistas	do</p><p>mercado	brasileiro	de	vinhos	se	convençam	que	existem	duas	alternativas:</p><p>continuar	brigando	entre	nós	por	uns	mililitros	do	constrangedor	consumo	por</p><p>pessoa	inferior	a	2	litros/ano,	ou	nos	unirmos	com	ideias	e	recursos	(estes	em</p><p>especial)	para	colocar	no	ar	uma	grande,	bem	pensada,	longa	e	consistente</p><p>campanha	de	publicidade	do	vinho	como	instituição.</p><p>Poucas	bebidas	tem	tanto	a	dizer	ao	coração	das	pessoas	como	o	vinho,	sua</p><p>história,	suas	raízes,	sua	luta,	seus	valores...	Teremos	que	transmitir	sentimentos</p><p>e	valores	culturais	e	não	regras,	técnicas,	carvalho,	variedades,	safras,</p><p>medalhas...	As	faltas	de	conhecimento	e	hábitos	de	consumo	não	podem	ser</p><p>encaradas	como	um	deserto,	devem	ser	encaradas	como	um	campo	fértil	pronto</p><p>para	o	cultivo.</p><p>Os	produtores	brasileiros	acostumados	a	esperar	que	algo	de	milagroso	aconteça,</p><p>ou	que	alguém	resolva	a	constante	queda	na	participação	do	mercado,	deveriam</p><p>SE	UNIR,	e	tomar	a	iniciativa	de	convocar	dirigentes	e	produtores	de	todos	os</p><p>países	que	vendem	vinhos	no	Brasil	para,	JUNTOS,	enfrentarem	o	desafio	do</p><p>aumento	de	consumo.	Ao	final,	o	Brasil	é	um	dos	poucos	países	do	mundo	que</p><p>oferece	um	mercado	de	mais	de	120	milhões	de	habitantes	com	capacidade	de</p><p>consumir.</p><p>Serão	necessários	muitos	recursos	que	deverão	sair,	sugiro,	proporcionalmente</p><p>dos	países	que	participam	ativamente	do	mercado.	Vamos	arregaçar	as	mangas	e</p><p>participar	do	desafio	de	aumentar	o	consumo	inicialmente	para	3	litros,	depois</p><p>4...	Será	o	fim	do	setor	da	uva	e	do	vinho	brasileiro?	Se	continuarmos	desunidos</p><p>e	nos	lamentando,	talvez	sim.	Mas	se	reagimos	com	inteligência,	com	certeza</p><p>será	o	renascimento.</p><p>Adolfo	Lona</p><p>Enólogo	e	Empresário</p><p>Denominação	de	Origem	–	Brasil</p><p>As	regiões	vinícolas	brasileiras	vêm	investindo	na	busca	por	certificação	de</p><p>origem,	uma	espécie	de	assinatura	que	atesta	a	qualidade	de	cada	terroir	de	nosso</p><p>país.	Confira	quais	zonas	produtoras	já	foram	consagradas	e	as	que	estão	em</p><p>processo	de	reconhecimento.</p><p>Vale	dos	Vinhedos</p><p>Pioneiro	na	busca	por	regras	de	certificação,	o	Vale	dos	Vinhedos	foi	a	primeira</p><p>zona	produtora	a	receber	a	Denominação	de	Origem	(DO)	para	vinhos	no	Brasil.</p><p>A	conquista	ocorreu	em	2012,	exatos	10	anos	após	a	região	alcançar	o	status	de</p><p>Indicação	de	Procedência	(IP),	pré-requisito	exigido	pelo	Instituto	Nacional	de</p><p>Propriedade	Industrial	(INPI)	para	a	concessão	da	DO.</p><p>A	classificação	exige	o	cumprimento	de	normas	bastante	restritas,	que	abrangem</p><p>desde	o	cultivo	da	uva	até	o	engarrafamento	do	vinho.</p><p>Algumas	regras	do	Vale	dos	Vinhedos</p><p>Variedades	autorizadas	–	Vinhos:	Merlot,	Cabernet	Sauvignon,	Cabernet	Franc,</p><p>Tannat,	Chardonnay	e	Riesling	Itálico;	Espumantes:	Chardonnay,	Pinot	Noir	e</p><p>Riesling	Itálico.</p><p>A	produtividade	é	limitada	em	10	toneladas	por	hectare	para	os	vinhos	e	12</p><p>toneladas	por	hectare	para	espumantes.</p><p>Graduação	alcoólica	mínima	é	de	12%	para	tintos,	11%	para	brancos	e	11,5%</p><p>para	espumantes.	Espumantes	secos	devem	ser	feitos	pelo	Método	Tradicional</p><p>Chaptalização	e	uso	de	chips	ou	lascas	de	carvalho	não	são	autorizados.</p><p>Farroupilha</p><p>A	área	delimitada	da	IP	(Indicação	de	Procedência)	de	Farroupilha	é	a	maior	área</p><p>de	produção	de	uvas	moscatéis	do	Brasil,	com	destaque	para	a	cultivar	Moscato</p><p>Branco,	cujo	perfil	genético	foi	identificado	como	único	no	mundo.	A	produção</p><p>das	uvas	moscatéis	é	realizada	por	centenas	de	pequenos	produtores</p><p>concentrados	na	Região	Delimitada	de	Produção	de	Uvas	Moscatéis,	enquanto</p><p>os	vinhos	são	elaborados	por	diversas	vinícolas	que	se	encontram	distribuídas</p><p>em	todo	o	território	da	IP	no	município	de	Farroupilha.</p><p>A	Associação	Farroupilhense	de	Produtores	de	Vinhos,	Espumantes,	Sucos	e</p><p>Derivados	(Afavin),	constituída	por	vinícolas	familiares	e	cooperativas	de</p><p>pequenos	viticultores,	promove	e	estimula	a	vitivinicultura	regional,	cuja</p><p>identidade	é	reconhecida	na	Indicação	de	Procedência	Farroupilha,	de	fortes</p><p>traços	culturais,	com	foco	na	produção	de	vinhos	finos	moscatéis,	incluindo	os</p><p>vinhos	finos	tranquilos,	moscatel	espumante,	moscatel	frisante,	vinho	licoroso,</p><p>mistela	e	brandy	de	moscatel.</p><p>Algumas	regras	da	IP	Farroupilha</p><p>Variedades	autorizadas:	Moscato	Branco	(tradicional);	Moscato	Bianco;</p><p>Malvasia	de	Cândia	(aromática);	Moscato	Giallo;	Moscatel	de	Alexandria;</p><p>Malvasia	Bianca;	Moscato	Rosado	e	Moscato	de	Hamburgo.</p><p>–	Os	vinhos	só	podem	ser	elaborados	com	as	uvas	Moscatéis	autorizadas;</p><p>–	Mínimo	de	85%	das	uvas	produzidas	na	RDPM	–	área	com	128,62	km2	que</p><p>delimita	a	origem	histórica	da	produção	de	moscatéis	da	região;</p><p>–	Elaboração,	engarrafamento	e	envelhecimento	na	origem	(espumantes	e</p><p>frisantes	podem	ser	engarrafados	também	nos	municípios	limítrofes	da	I.P.).</p><p>–	Vinhos	com	padrões	de	qualidade	estabelecidos	e	controlados	para	valorizar	as</p><p>características	naturais	dos	produtos</p><p>desta	origem.</p><p>Monte	Belo</p><p>Em	2003,	um	grupo	de	viticultores	criou	a	Associação	de	Vitivinicultores	de</p><p>Monte	Belo	do	Sul	(Aprobelo),	motivados	a	estimular	e	promover	a	produção	de</p><p>vinhos	de	qualidades	de	origem	controlada	na	região,	onde	quase	40%	da	área	é</p><p>cultivada	com	vinhedos.</p><p>A	Indicação	de	Procedência	(IP)	Monte	Belo	tem	como	grande	diferencial	o	fato</p><p>de	ser	constituída	exclusivamente	por	vinícolas	familiares	de	pequeno	porte.	A</p><p>área	geográfica	delimitada	é	de	56,09	km2,	distribuídos	pelos	municípios	de</p><p>Monte	Belo	do	Sul	(com	80%	da	área),	Bento	Gonçalves	e	Santa	Tereza.</p><p>Monte	Belo	do	Sul	é	o	município	com	a	maior	produção	per	capita	de	uvas	para</p><p>a	elaboração	de	vinhos	finos	(vitis	vinifera)	da	América	Latina,	com	16</p><p>toneladas	per	capita/ano,	sendo	a	grande	região	produtora	de	uvas	de	qualidade</p><p>utilizadas	na	elaboração	de	vinhos	finos	em	vinícolas	da	Serra	Gaúcha.	Agora,</p><p>com	a	produção	de	vinhos	de	origem	controlada	no	local,	os	pequenos</p><p>produtores	poderão	agregar	mais	valor	à	sua	produção	e	a	região	ter	a</p><p>visibilidade	merecida.</p><p>Algumas	regras	da	IP	Monte	Belo</p><p>–	Os	produtos	autorizados	são	elaborados	na	região	delimitada,	com	as</p><p>respectivas	cultivares	autorizadas,	exclusivamente	de	vitis	vinifera:</p><p>Vinhos	Finos	Brancos	Tranquilos:	Riesling	Itálico	e	Chardonnay</p><p>Vinhos	Finos	Tintos	Secos:	Cabernet	Sauvignon,	Cabernet	Franc,	Merlot,</p><p>Tannat,	Egiodola	e	Alicante	Bouschet;</p><p>Espumante	Fino:	Riesling	Itálico	(>	40%),	Pinot	Noir	(>30%),	Chardonnay	e</p><p>Prosecco;</p><p>Moscatel	Espumante:	elaborado	com	base	em	seis	cultivares	moscatéis	da</p><p>região.</p><p>100%	das	uvas	utilizadas	na	elaboração	dos	vinhos	devem	ser	produzidas	na	área</p><p>geográfica	delimitada.</p><p>Vinhedos	com	produtividade	controlada	e	padrões	de	maturação	das	uvas	para</p><p>vinificação;	vinhedos	georreferenciados,	garantindo	o	rastreamento	dos</p><p>produtos;</p><p>–	Levedura	exclusiva	da	região	para	vinificação.</p><p>Pinto	Bandeira</p><p>A	vocação	das	vinícolas	localizadas	em	Pinto	Bandeira	para	a	elaboração	de</p><p>espumantes	foi	reconhecida	em	2010	pelo	Instituto	Nacional	de	Propriedade</p><p>Industrial	(INPI)	por	meio	da	Indicação	de	Procedência	(IP)	para	a	região.</p><p>A	grande	qualidade	dos	espumantes,	sejam	eles	secos	ou	doces,	chamou	atenção</p><p>também	para	os	vinhos	feitos	na	mesma	área,	que	foram	igualmente	incluídos	na</p><p>classificação.</p><p>Os	produtos	que	recebem	o	selo	da	IP	são	previamente	avaliados	por	um	júri</p><p>regulador,	que	verifica	se	os	rótulos	apresentam	a	qualidade	mínima	esperada	e</p><p>se	trazem	as	características	particulares	dos	vinhos	e	espumantes	elaborados	em</p><p>Pinto	Bandeira.</p><p>Algumas	regras	da	IP	Pinto	Bandeira</p><p>Variedades	autorizadas	–	Espumantes	secos:	Chardonnay,	Pinot	Noir,	Riesling</p><p>Itálico,	Viognier;	Espumantes	doces:	Moscato	Branco,	Moscato	Giallo,	Moscatel</p><p>Nazareno,	Moscato	de	Alexandria,	Malvasia	de	Candia,	Malvasia	Bianca;</p><p>Vinhos:	Cabernet	Franc,	Merlot,	Cabernet	Sauvignon,	Pinot	Noir,	Tannat,</p><p>Pinotage,	Ancellotta,	Sangiovese,	Chardonnay,	Riesling	Itálico,	Moscato	Branco,</p><p>Moscato	Giallo,	Trebbiano,	Malvasia	Bianca,	Malvasia	de	Candia,	Sémillon,</p><p>Peverella,	Viognier,	Sauvignon	Blanc,	Gewurztraminer</p><p>Espumantes	secos	devem	ser	feitos	pelo	Método	Tradicional</p><p>Vinhedos	com	controle	de	produtividade.</p><p>Altos	Montes</p><p>Com	173,84	quilômetros	quadrados,	a	Indicação	de	Procedência	(IP)	Altos</p><p>Montes	é	a	maior	já	certificada	no	Brasil.	Abrange	Flores	da	Cunha	e	Nova</p><p>Pádua,	municípios	que	estão	entre	os	maiores	produtores	de	vinhos	por	volume</p><p>do	Brasil.</p><p>Foi	assim	batizada	por	causa	de	seu	relevo	acidentado	e	pela	altitude,	que	chega</p><p>a	885	metros	em	relação	ao	nível	do	mar.</p><p>O	cultivo	da	uva	na	região	é	marcado	pela	ocorrência	em	pequenas	propriedades</p><p>e	por	empregar	basicamente	mão-de-obra	familiar.	Isso	não	impediu	que	as</p><p>vinícolas	fizessem	uso	de	alta	tecnologia	para	elaborar	vinhos	cada	vez</p><p>melhores.</p><p>Algumas	regras	da	IP	Altos	Montes</p><p>Variedades	autorizadas	–	Vinhos:	Cabernet	Franc,	Merlot,	Cabernet	Sauvignon,</p><p>Pinot	Noir,	Ancellotta,	Refosco,	Marselan,	Tannat,	Riesling	Itálico,	Malvasia	de</p><p>Candia,	Chardonnay,	Moscato	Giallo,	Sauvignon	Blanc,	Gewurztraminer,</p><p>Moscato	de	Alexandria,	clone	R2;	Espumantes	secos:	Riesling	Itálico,</p><p>Chardonnay,	Pinot	Noir,	Trebbiano;	Espumantes	doces:	Moscato	Branco,</p><p>Moscato.</p><p>No	mínimo	85%	das	uvas	utilizadas	devem	ser	provenientes	da	área	delimitada.</p><p>A	elaboração,	envelhecimento	e	engarrafamento	dos	produtos	devem	ocorrer</p><p>dentro	da	área	geográfica	delimitada.</p><p>Vinhedos	com	controle	de	produtividade.</p><p>Nenhum	vinho	pode	ir	para	o	mercado	sem	passar	pelo	crivo	da	comissão	de</p><p>degustação.</p><p>Vales	da	Uva	Goethe</p><p>Única	Indicação	de	Procedência	(IP)	relativa	à	vitivinicultura	fora	do	Rio</p><p>Grande	do	Sul	até	agora,	os	Vales	da	Uva	Goethe	compreendem	a	produção	de</p><p>vinhos	brancos,	espumantes	ou	licorosos	a	partir	dessa	variedade	no	Litoral	Sul</p><p>de	Santa	Catarina.	O	ponto	de	referência	geográfico	da	IP	é	a	cidade	de</p><p>Urussanga,	mas	ela	se	estende	por	outros	sete	municípios	vizinhos.</p><p>Obtida	em	2011,	a	certificação	de	origem	foi	uma	conquista	da	Associação	dos</p><p>Produtores	da	Uva	e	do	Vinho	Goethe	da	Região	de	Urussanga	(Progoethe),</p><p>entidade	fundada	para	agregar	vinicultores	e	desenvolver	a	imagem	dessa	casta.</p><p>Fonte:	IBRAVIN	e	Vinhos	do	Brasil.</p><p>Os	espumantes	brasileiros	entre	os	melhores	do	mundo</p><p>“O	brasileiro	se	identifica	com	o	espumante	por	ser	uma	bebida</p><p>alegre	e	descontraída.	Nasceram	um	para	o	outro.”</p><p>Adolfo	Lona</p><p>As	serras	Gaúcha	e	Catarinense	estão	entre	as	três	melhores	regiões	do	mundo</p><p>para	a	produção	de	espumantes,	devido	a	fatores	como	clima	e	solo,	que</p><p>permitem	a	obtenção	de	uvas	ligeiramente	ácidas,	com	boa	característica	e</p><p>frescor	de	frutado.	Além	disso,	os	produtores	brasileiros	dominam	uma	boa</p><p>tecnologia,	equipamentos	e	experiência	na	elaboração.</p><p>Dada	a	nossa	característica	climática,	como	um	país	tropical	em	sua	maior</p><p>extensão,	de	clima	preponderantemente	quente,	o	espumante	é	mais	adaptado</p><p>que	o	vinho	tinto	ou	branco,	por	ser	bebido	gelado,	e	parece	ser	uma	preferência</p><p>nacional,	com	tendência	a	crescer.</p><p>20	principais	regiões	produtoras	vinhos	e	espumantes</p><p>(Do	norte	para	o	sul,	sem	relação	direta	de	importância)</p><p>Vale	do	São	Francisco</p><p>Experiência	única	no	universo	enológico,	a	viticultura	do	semiárido	tropical</p><p>desperta	curiosidade	no	mundo	todo.	A	capacidade	produtiva	das	videiras	é</p><p>determinada	pelo	manejo,	e	não	pelo	clima,	sempre	seco	e	quente.	Cada	planta</p><p>gera	duas	safras	por	ano,	em	ciclos	de	120	a	130	dias.	O	período	de	repouso	das</p><p>vinhas	é	induzido	pela	irrigação	artificial	e	dura	de	30	a	60	dias.	O	solo,</p><p>abastecido	com	água	do	Rio	São	Francisco	apresenta	grandes	depósitos	de</p><p>sedimentos	rochosos.	O	alto	índice	de	insolação	produz	uvas	com	elevado	nível</p><p>de	açúcar,	resultando	em	vinhos	bastante	frutados.</p><p>Região	Serrana	do	Espírito	Santo</p><p>O	polo	vitivinícola	é	privilegiado	por	uma	paisagem	com	grandes	belezas</p><p>naturais,	o	que	propiciou,	a	partir	de	programas	oficiais,	a	organização	e	o</p><p>desenvolvimento	do	turismo	regional.	Neste	contexto,	a	uva,	o	vinho	e	outros</p><p>derivados,	como	o	suco	de	uva	e	a	gastronomia,	constituem	os	principais</p><p>atrativos.	A	crescente	venda	direta	aos	turistas,	associada	às	oportunidades	de</p><p>comercialização	dos	produtos	na	grande	Vitória,	estimulou,	em	anos	recentes,	a</p><p>retomada	da	vitivinicultura,	tanto	para	a	venda	de	fruta	in	natura	como	para	a</p><p>produção	de	vinhos	e	suco	de	uva.</p><p>Norte	de	Minas</p><p>A	viticultura	foi	introduzida	no	norte	de	Minas	Gerais	pela	colônia	japonesa.	A</p><p>colheita	é	feita	no	período	de	estiagem,	entre	os	meses	de	julho	e	outubro.	A	uva</p><p>é	destinada	ao	mercado	interno.</p><p>Sul	de	Minas</p><p>A	viticultura	da	região	Sul	do	estado	de	Minas	Gerais,	ao	longo	da	história,</p><p>consagrou-se	como	produtora	de	vinhos	de	mesa,	elaborados	com	as	variedades</p><p>Bordô,	localmente	chamada	de	“Folha	de	Figo”,	Jacquez	e	Niágara,	tendo	como</p><p>principais	produtores	os	municípios	de	Caldas,	Andradas	e	Santa	Rita	de	Caldas.</p><p>Embora	de	forma	ainda	pouco	organizada	e	baseada	em	iniciativas	isoladas,	a</p><p>exploração	da	atividade	do	enoturismo	já	é	uma	realidade.</p><p>Nova	Mutum</p><p>A	viticultura	foi	introduzida	como	atividade	comercial	no	estado</p><p>de	Mato	Grosso</p><p>no	final	da	década	de	1990,	quando	descendentes	de	italianos	que	imigraram	do</p><p>Rio	Grande	do	Sul	implantaram	parreirais	das	cultivares	Niágara	Rosada	e</p><p>Patrícia,	para	a	produção	de	uvas	de	mesa,	nos	municípios	de	Nova	Mutum,</p><p>Lucas	do	Rio	Verde	e	Primavera	do	Leste.	A	colheita	é	realizada	no	período</p><p>entre	junho	a	setembro.</p><p>Santa	Helena	de	Goiás</p><p>As	principais	iniciativas	de	empreendimentos	vitivinícolas	em	Goiás	estão	nos</p><p>municípios	de	Santa	Helena	de	Goiás,	Paraúna	e	Itaberaí.	Os	projetos</p><p>implantados	nestes	três	municípios	têm	como	base	o	cultivo	de	uvas	americanas</p><p>e	híbridas,	com	foco	na	produção	de	vinho	de	mesa	e	suco	de	uva.</p><p>Noroeste	de	São	Paulo</p><p>A	viticultura	da	região	noroeste	de	São	Paulo	desenvolveu-se	a	partir	da	década</p><p>de	1980,	com	base	na	produção	de	uvas	finas	de	mesa,	tendo	como	polo</p><p>referencial	o	município	de	Jales.	O	clima	da	região	apresenta	uma	estação	seca,</p><p>de	abril	a	outubro,	e	uma	estação	chuvosa,	de	novembro	a	março.	Não	há	frio</p><p>hibernal	suficiente	para	induzir	à	dormência	prolongada	da	videira,	o	que</p><p>possibilita	a	obtenção	de	duas	colheitas/ano.</p><p>Leste	de	São	Paulo</p><p>O	sistema	de	produção	de	uvas	no	leste	de	São	Paulo	(São	Roque,	Jundiaí,</p><p>Louveira,	Vinhedo,	Atibaia,	etc.)	ainda	é	o	tradicional,	seja	para	a	produção	de</p><p>vinhos,	seja	para	a	produção	de	uvas	de	mesa.	Nesta	região,	predomina	a</p><p>produção	de	uvas	em	pequenas	propriedades	que	se	utilizam	da	mão-de-obra</p><p>familiar.	Ainda	existe	nesta	região	um	considerável	número	de	pequenas</p><p>vinícolas	produtoras	de	vinhos	artesanais.	Como	novidade,	registra-se	algumas</p><p>novas	iniciativas	no	sentido	da	produção	de	vinhos	finos.</p><p>Norte	do	Paraná</p><p>Nesta	região,	concentrada	entre	os	municípios	de	Londrina,	Marialva,	Maringá,</p><p>Rolândia	e	outros	adjacentes,	onde	tradicionalmente	predomina	a	produção	de</p><p>uvas	finas	de	mesa,	é	verificada	nos	últimos	anos	uma	diversificação	da</p><p>produção.	No	município	de	Maringá	também	são	produzidos	vinhos	finos	e</p><p>vinhos	de	mesa,	em	pequena	escala.</p><p>Oeste	do	Paraná</p><p>O	oeste	paranaense	tem	o	seu	centro	na	cidade	de	Toledo.	Variedades	tintas</p><p>pouco	exploradas	em	outras	partes	do	Brasil,	como	Tempranillo,	Sangiovese	e</p><p>Negro	Amaro	vêm	demonstrando	ótima	adaptação	a	esse	novo	terroir	brasileiro.</p><p>Grande	Curitiba</p><p>Concentrada	nos	municípios	de	Colombo,	São	José	dos	Pinhais	e	Campo	Largo,</p><p>a	vitivinicultura	na	região	metropolitana	de	Curitiba	se	origina	na	colonização</p><p>italiana.	A	estrutura	da	produção	vinícola	mantém-se	elaborando	vinhos	e	sucos</p><p>de	uva	que	são	comercializados	localmente,	com	o	apoio	de	um	bem	organizado</p><p>programa	de	turismo,	ancorado	na	vitivinicultura	e	complementado	pela</p><p>gastronomia	regional.</p><p>Vale	do	Rio	Tijucas</p><p>A	região	é	reconhecida	pela	tradição	na	produção	de	uvas	e	na	elaboração	e</p><p>comercialização	do	vinho	colonial	e	do	suco	de	uva.	A	estrutura	produtiva</p><p>vitivinícola	da	região	conta	com	aproximadamente	60ha	de	videiras	no</p><p>município	de	Nova	Trento	e	90ha	no	município	de	Major	Gercino,	com</p><p>predominância	das	cultivares	de	vitis	labrusca.</p><p>Litoral	Sul</p><p>A	vitivinicultura	da	região	carbonífera,	no	sul	do	estado	de	Santa	Catarina,	está</p><p>concentrada	nos	municípios	de	Urussanga,	Pedras	Grandes	e	Morro	da	Fumaça.</p><p>Se	consolidou	a	partir	do	cultivo	da	variedade	de	uva	Goethe,	com	a	qual	é</p><p>elaborado	um	vinho	típico	da	região.	Essa	tipicidade	rendeu	à	região	o</p><p>reconhecimento	com	Indicação	de	Procedência	(IP)	para	os	vinhos	feitos	com	a</p><p>variedade.</p><p>Planalto	Catarinense</p><p>A	identidade	dos	vinhos	desta	região	é	moldada	pela	altitude.	Zona	produtiva</p><p>mais	alta	do	país,	entre	900	e	1,4	mil	metros	acima	do	nível	do	mar,	o	Planalto</p><p>Catarinense	tem	solo	basáltico	que	confere	complexidade	aos	seus	tintos,</p><p>brancos	e	espumantes.	No	clima	temperado	e	úmido,	as	temperaturas	são</p><p>bastante	baixas,	principalmente	à	noite.	Esse	fator	influencia	no	calendário	de</p><p>colheita.	Lá,	as	videiras	apresentam	desempenho	tardio,	e	as	uvas	só	ficam</p><p>maduras	entre	março	e	abril.</p><p>Alto	Uruguai</p><p>Zona	produtora	em	processo	de	descobrimento,	Alto	Uruguai	testemunha	um</p><p>ciclo	precoce	de	suas	videiras,	já	a	partir	de	janeiro.	Com	isso,	evita	a	vindima</p><p>durante	o	período	de	chuva,	algo	que	sempre	é	celebrado	quando	se	trata	da</p><p>produção	de	vinhos.</p><p>Campos	de	Cima	da	Serra</p><p>Por	muito	tempo,	a	região	dos	Campos	de	Cima	da	Serra	ficou	à	sombra	da	Serra</p><p>Gaúcha.	A	predominância	do	cultivo	de	variedades	híbridas	e	o	clima	frio	e</p><p>ventoso	eram	encarados	como	entraves	para	o	desenvolvimento	de	grandes</p><p>vinhedos.	Atualmente,	no	entanto,	o	cenário	é	o	oposto.	A	baixa	temperatura	e	a</p><p>incidência	constante	do	vento	foram	transformadas	em	diferenciais,	pois</p><p>propiciam	uma	maturação	mais	longa	e	condições	para	que	as	uvas	viníferas</p><p>apresentem	excelente	sanidade.	As	iniciativas	de	empresários	que	se</p><p>aventuraram	em	elaborar	vinhos	na	região	foram	recompensadas	com	grandes</p><p>rótulos,	hoje	nacionalmente	conhecidos	pela	qualidade.</p><p>Serra	Gaúcha</p><p>É	a	maior	e	mais	importante	região	vinícola	do	Brasil,	respondendo	por	cerca	de</p><p>85%	da	produção	nacional	de	vinhos.	Aproveita-se	do	solo	basáltico	e	do	clima</p><p>temperado,	úmido,	com	noites	amenas,	para	cultivar	uvas	com	personalidade</p><p>forte.	A	Serra	Gaúcha	abrange	hoje	as	quatro	áreas	de	produção	enológica</p><p>certificadas	do	país.	O	Vale	dos	Vinhedos,	que	ocupa	72,45	quilômetros</p><p>quadrados	entre	as	cidades	de	Bento	Gonçalves,	Garibaldi	e	Monte	Belo	do	Sul,</p><p>foi	pioneiro	ao	buscar	a	Denominação	de	Origem	(DO)	para	seus	rótulos.</p><p>Seguindo	seus	passos,	os	municípios	de	Pinto	Bandeira	e	Monte	Belo	do	Sul</p><p>conquistaram	a	Indicação	de	Procedência	(IP)	para	os	rótulos	lá	elaborados,</p><p>assim	como	a	região	dos	Altos	Montes,	que	abrange	as	cidades	de	Flores	da</p><p>Cunha	e	Nova	Pádua.</p><p>Região	Central</p><p>Estima-se	a	existência	de	cerca	de	130	hectares	de	vinhedos	na	região,</p><p>basicamente	cultivados	com	as	variedades	de	Goethe	e	Bordô,	aproximadamente</p><p>50%	de	cada.	Todo	o	vinho	produzido	em	Jaguari,	cujo	volume	estimado	varia</p><p>de	700	mil	a	1	milhão	de	litros/ano,	é	comercializado	na	região.</p><p>Serra	do	Sudeste</p><p>Descoberto	na	década	de	1970,	o	potencial	vitícola	na	Serra	do	Sudeste	levou</p><p>cerca	de	30	anos	para	ganhar	vulto.	Foi	a	partir	dos	anos	2000,	com	a	abertura	de</p><p>investimentos	na	região	por	parte	de	renomadas	vinícolas	da	Serra	Gaúcha,	que</p><p>o	país	voltou	sua	atenção	para	os	vinhos	elaborados	com	uvas	de	lá.	Desde</p><p>então,	ela	é	apontada	como	uma	das	mais	promissoras	zonas	produtoras</p><p>brasileiras.	Curiosamente,	a	Serra	do	Sudeste	abriga	pouquíssimas	cantinas.	O</p><p>relevo	suavemente	ondulado	serve	de	sede	quase	que	exclusivamente	para</p><p>vinhedos.	A	maior	parte	das	uvas	é	transportada,	geralmente	à	noite,	até	outras</p><p>regiões	do	Rio	Grande	do	Sul,	onde	é	vinificada.	No	entanto,	com	o	crescimento</p><p>de	sua	importância	no	cenário	enológico	nacional	e	com	o	surgimento	de</p><p>empreendimentos	locais	voltados	à	produção	de	uva,	essa	situação	deve	sofrer</p><p>mudança	em	um	futuro	breve.</p><p>Campanha</p><p>Ao	mesmo	tempo	em	que	abrigam	alguns	dos	mais	antigos	vinhedos	do	Brasil,</p><p>as	pequenas	planícies	e	colinas	da	porção	meridional	do	Rio	Grande	do	Sul,	já</p><p>na	fronteira	com	o	Uruguai,	vêm	recebendo	jovens	e	audaciosos	investimentos.</p><p>Essa	concentração	de	extremos	não	tira	de	Campanha	o	prestígio,	pois	é	uma</p><p>grande	aposta	do	setor	no	país.	Os	dias	longos,	com	grande	período	de</p><p>luminosidade	para	as	plantas,	e	a	grande	variação	de	temperatura	entre	o	dia	e	a</p><p>noite	beneficiam	o	cultivo	das	videiras.	As	condições	favoráveis	são</p><p>complementadas	pelo	solo,	rico	em	granito	e	calcário.</p><p>Fonte:	IBRAVIN</p><p>Algumas	das	principais	vinícolas	brasileiras</p><p>Hoje,	a	produção	de	vinhos	finos	no	Brasil	chega	a	10	mil	hectares	de	uvas	vitis</p><p>vinifera,	divididos	principalmente	entre	seis	regiões.	São	aproximadamente	150</p><p>vinícolas	elaborando	vinhos	finos	espalhadas	pelo	país.</p><p>A	indústria	vitivinícola	brasileira	é	formada	ainda	por	cerca	de	outras	mil</p><p>vinícolas,	a	maioria	instalada	em	pequenas	propriedades	(média	de	2	hectares</p><p>por	família),	dedicando-se	à	produção	de	vinhos	de	mesa	ou	artesanais.	Ao	todo,</p><p>entre	variedades	viníferas	e	comuns,	a	área	coberta	por	vinhedos	no	país	é	de	89</p><p>mil	hectares,	em	polos	localizados</p><p>de	norte	a	sul.</p><p>O	país	se	consolidou	como	o	quinto	maior	produtor	da	bebida	no	Hemisfério	Sul</p><p>e	certamente	é	um	dos	mercados	que	cresce	mais	rapidamente	no	globo.</p><p>Conheça	melhor	os	autores	dos	vinhos	que	vêm	surpreendendo	o	mundo	todo.</p><p>Adolfo	Lona	–	Garibaldi,	RS</p><p>Quando	Adolfo	Lona	iniciou	a	produção	de	seus	espumantes	em	Garibaldi,	o	fez</p><p>numa	adega	especialmente	preparada	para	elaborar	pequenas	quantidades,	de</p><p>forma	artesanal,	sem	equipamentos	sofisticados.</p><p>Sua	experiência	de	mais	de	trinta	anos	como	diretor	técnico	de	uma	grande</p><p>vinícola,	foi	decisiva	para	esta	postura:	somente	pequenos	volumes	de	produção</p><p>permitem	garantir	o	nível	de	qualidade	que	o	consumidor	espera	da	marca</p><p>Adolfo	Lona.</p><p>A	necessidade	de	proporcionar	as	melhores	condições	para	os	longos	prazos	de</p><p>maturação	dos	espumantes,	elaborados	pelo	método	tradicional,	exigiram</p><p>investimentos	em	salas	totalmente	abrigadas	da	luz	externa	e	acondicionadas	a</p><p>temperaturas	constantes	e	baixas.	O	tempo	é	o	melhor	aliado	da	qualidade</p><p>superior,	por	isso,	o	ciclo	de	produção	dos	espumantes	Adolfo	Lona	são</p><p>superiores	aos	habituais:	180	dias	para	o	método	charmat	e	18	meses	para	o</p><p>método	tradicional.</p><p>Website:	www.adolfolona.com.br</p><p>Almaúnica	–	Bento	Gonçalves,	RS</p><p>Fundada	em	2008,	a	Vinícola	Almaúnica	tem	em	seu	DNA	uma	paixão	secular</p><p>pelos	vinhos.	Foi	criada	pelos	irmãos	gêmeos	Magda	e	Márcio	Brandelli	na</p><p>cidade	de	Bento	Gonçalves.	Filhos	de	Laurindo	Brandelli	e	Doracy	Brandelli,	os</p><p>irmãos	montaram	uma	empresa	que	alia	tradição	familiar	na	cultura	do	vinho</p><p>com	propostas	inovadoras,	embasadas	no	desejo	de	elaborar	produtos	nos	quais</p><p>se	expressa	o	amor	e	o	carinho	pelas	videiras	e	arte	de	elaborar	vinhos	com</p><p>alegria	e	prazer.</p><p>Magda	e	Márcio	pertencem	à	quarta	geração	de	uma	família	que	nasceu	para</p><p>produzir	vinhos.	Uma	história	que	começou	em	1887,	quando	o	imigrante</p><p>italiano	Marcelino	Brandelli	chegou	à	região	de	Bento	Gonçalves,	na	Serra</p><p>Gaúcha,	trazendo	na	bagagem	a	paixão	pelas	videiras.	Após	passarem	um</p><p>período	trabalhando	na	vinícola	da	família,	que	leva	o	nome	do	pai,	os	irmãos</p><p>decidiram	seguir	um	caminho	próprio.</p><p>A	Vinícola	Almaúnica	elabora	vinhos	e	espumantes	com	o	máximo	cuidado	e</p><p>dedicação,	da	videira	à	garrafa.	Aliando	tradição	às	técnicas	mais	modernas	de</p><p>elaboração	para	consumidores	cada	vez	mais	informados	e	exigentes.	A</p><p>Almaúnica	foi	planejada	para	produzir	garrafas	limitadas	de	cada	vinho	e	assim</p><p>se	tornar	um	conceito	na	elaboração	de	vinhos	finos	e	espumantes.	No</p><p>enoturismo,	apresenta	aos	visitantes:	modernidade	nos	processos	e</p><p>conhecimentos	seculares	de	elaboração,	de	uma	gente	que	nasceu	para	isso.</p><p>Website:	www.almaunica.com.br</p><p>Aracuri	–	Campos	de	Cima	da	Serra,	RS</p><p>A	Aracuri	nasceu	da	paixão	que	seus	criadores	têm	pelo	vinho.	Henrique</p><p>Aliprandini	e	João	Meyer	são	dois	produtores	de	maçã	da	região	dos	Campos	de</p><p>Cima	da	Serra,	estado	do	Rio	Grande	do	Sul.	Seus	conhecimentos	sobre	as</p><p>regiões	produtoras	de	maçã	ao	redor	do	mundo	sempre	alimentaram	a</p><p>observação	de	que	“regiões	que	produzem	maçã	de	qualidade	também	produzem</p><p>uva	para	vinho	de	qualidade”.</p><p>Então,	em	2005,	resolveram	unir	o	conhecimento	e	a	paixão	e	iniciaram	o</p><p>plantio	dos	vinhedos	da	Aracuri.	O	munícipio	escolhido	foi	Muitos	Capões,	RS.</p><p>E	logo	a	filosofia	de	trabalho	pretendida	e	o	local	escolhido	harmonizaram.</p><p>Aracuri	é	uma	palavra	indígena	que	significa	pássaro	de	árvore	alta.	O	pássaro	é</p><p>o	papagaio	Charão	e	a	árvore,	o	pinheiro	Araucária.	Ambos	ameaçados	de</p><p>extinção.	Em	Muitos	Capões	existe	a	Reserva	Ecológica	Aracuri,	criada	para</p><p>ajudar	na	preservação	destas	espécies.</p><p>Natureza,	preservação,	brasilidade,	identidade,	regionalidade,	tipicidade.	Tudo</p><p>ficou	se	encaixou	e	assim	nasceu	a	Aracuri	Vinhos	Finos.	Com	o	objetivo	de</p><p>elaborar	vinhos	que	expressem	sua	origem,	seu	terroir,	a	região	Campos	de	Cima</p><p>da	Serra,	RS.	E	que,	para	alcançar	este	objetivo,	respeite	o	ambiente,	o	ser</p><p>humano	que	trabalha	no	campo	e	que	degusta	os	vinhos.</p><p>Website:	www.aracuri.com.br</p><p>Arbugeri	–	Caxias	do	Sul,	RS</p><p>A	história	da	Vinícola	Arbugeri	tem	início	na	década	de	1960	quando	Casemiro</p><p>Arbugeri,	neto	de	imigrantes	italianos,	ainda	jovem,	dedicou-se	à	elaboração	de</p><p>vinhos.	Por	mais	de	50	anos,	Casemiro	e	família	se	dedicaram	à	verdadeira	arte</p><p>de	transformar	uvas	em	vinhos,	até	que	em	1999,	surge	um	novo	conceito.</p><p>Nascida	no	ano	2000	a	Vinícola	Arbugeri	fora	projetada	para	elaboração	de</p><p>vinhos	de	uvas	americanas	com	padrão	elevado	de	qualidade;	para	tal	a	empresa</p><p>foi	estruturada	com	tecnologia	de	ponta,	para	facilitar	o	processo	e	garantir	a</p><p>qualidade	desejada.</p><p>Com	uma	área	total	de	10	mil	m²	a	empresa	vinificou	em	2001	a	sua	primeira</p><p>safra;	tão	logo	em	2002	atendendo	a	demanda	do	mercado,	parte	da	produção</p><p>fora	engarrafada,	surgindo	assim	a	necessidade	de	uma	marca	para	o	mercado.</p><p>Com	a	finalidade	de	suprir	a	demanda,	iniciaram-se	pesquisas	e	após	um	ano</p><p>surgiu	então	a	marca	Cristalle.</p><p>Website:	www.vinhoscristalle.com.br</p><p>Angheben	–	Bento	Gonçalves,	RS</p><p>A	Angheben	é	uma	vinícola	familiar.	Produção	extremamente	limitada	e</p><p>artesanal	focada	em	vinhos	que	primam	pela	autenticidade	e	estilo	único.	Além</p><p>de	uvas	já	consagradas	como	Pinot	Noir	e	Cabernet	Sauvignon,	elaboram	vinhos</p><p>de	uvas	pouco	usuais	no	Brasil,	como	tintos	de	Barbera,	Teroldego,	Touriga</p><p>Nacional,	um	branco	de	Gewürztraminer	e	um	requintado	espumante	pelo</p><p>método	tradicional.</p><p>Website:	https://www.angheben.com.br</p><p>Aurora	–	Bento	Gonçalves,	RS</p><p>No	dia	14	de	fevereiro	de	1931,	16	famílias	de	produtores	de	uvas	do	município</p><p>de	Bento	Gonçalves,	na	Serra	Gaúcha,	reuniram-se	para	lançar	a	pedra</p><p>fundamental	do	que	viria	a	se	transformar	no	maior	empreendimento	do	gênero</p><p>no	Brasil:	a	Cooperativa	Vinícola	Aurora.	Um	ano	mais	tarde,	já	contabilizava	a</p><p>produção	coletiva	de	317	mil	quilos	de	uvas	e	fixava	a	base	de	um</p><p>empreendimento	destinado	a	ser	não	apenas	o	maior,	mas	também	um	dos	mais</p><p>qualificados	tecnologicamente.</p><p>Hoje,	bem	no	coração	de	Bento	Gonçalves,	a	Vinícola	Aurora	é	a	maior	do</p><p>Brasil.	Mais	de	1.100	famílias	se	associaram	à	cooperativa,	sendo	a	produção</p><p>orientada	por	técnicos	que,	diariamente,	estão	em	contato	com	o	produtor</p><p>fornecendo	toda	a	assistência	necessária.	A	equipe	técnica	se	responsabiliza	pelo</p><p>acompanhamento	permanente	do	processo	industrial	e	pela	qualidade	final	dos</p><p>produtos,	sempre	com	a	atenção	voltada	para	o	desenvolvimento	de	uma</p><p>tecnologia	de	ponta.</p><p>Website:	www.vinicolaaurora.com.br</p><p>Basso	–	Farroupilha,	RS</p><p>Vindo	da	Itália,	ao	final	do	século	XIX,	Vitório	Basso	aportou	no	Brasil	trazendo</p><p>consigo	uma	grande	dose	de	esperança	e	algumas	mudas	de	videiras.	No	local</p><p>denominado	Mato	Perso,	hoje	município	de	Flores	da	Cunha,	começou	a</p><p>produzir	vinhos,	prática	cultivada	com	afinco	por	seus	descendentes.</p><p>Mais	tarde,	por	volta	de	1940,	Hermindo	Basso	fundou	a	primeira	vinícola	da</p><p>família,	denominada	na	época	como	Cantina	Rural,	que	hoje	constitui	a	Basso</p><p>Vinhos	e	Espumantes,	sediada	em	Monte	Bérico,	2º	Distrito	de	Farroupilha.</p><p>Na	elaboração	dos	vinhos	e	espumantes	finos,	a	família	Basso	implantou	seus</p><p>próprios	vinhedos	para	cultivar	com	cuidado	especial	a	matéria	prima,	fator</p><p>fundamental	na	qualidade	dos	produtos.	Além	disso	anexou	equipamentos</p><p>italianos	de	última	geração	que	aliados	a	tradição	da	família	elabora	vinhos	e</p><p>espumantes	inesquecíveis.</p><p>Website:	www.vinicolabasso.com.br</p><p>Batalha	–	Candiota,	RS</p><p>Um	grupo	de	jovens	idealistas	e	de	espírito	empreendedor	uniu	o	idealismo	com</p><p>as	características	que	conferem	uma	vocação	natural	de	uma	região	promissora</p><p>para	uma	nova	vitivinicultura	mundial.	O	resultado	econômico	é	uma</p><p>consequência.	A	pretensão	deste	grupo	é	produzir	algo	em	escala	limitada	que</p><p>possa	surpreender	os	consumidores.	O	objetivo	é	a	valorização	da	pequena</p><p>propriedade,	onde	não	se	prioriza	o	volume,	mas	sim,	a	qualidade,	em	uma</p><p>propriedade	de	29	hectares.	O	vinho	está	ligado	à	história,	já	que	estão</p><p>localizados	nas	terras	onde	ocorreu	a	Batalha	do	Seival,	motivo	de	orgulho	para</p><p>seus	donos.	Quase	dois	séculos	depois	da	Batalha	do	Seival,	neste	mesmo	local,</p><p>nasceu	o	vinho	Batalha,</p><p>produzido	em	condições	ideais	de	clima	e	solo	na	região</p><p>considerada	berço	dos	grandes	vinhos	do	Rio	Grande	do	Sul.	Região	essa,</p><p>localizada	no	paralelo	31º,	latitude	onde	atualmente	se	encontram	os	melhores</p><p>vinhos	do	novo	mundo.</p><p>Website:	www.vinhosbatalha.com.br</p><p>Bellavista	Estate	(Bueno	Wines)	–	Candiota,	RS</p><p>É	na	Campanha	Gaúcha,	em	Candiota,	no	Rio	Grande	do	Sul,	que	se	encontra	a</p><p>concretização	de	quase	20	anos	da	paixão	que	o	Galvão	Bueno	cultiva	pelos</p><p>vinhos.</p><p>Dessa	paixão	nasceu	um	sonho	e,	em	2009,	tornou-se	realidade	com	a	Bellavista</p><p>Estate,	propriedade	situada	no	ponto	de	encontro	do	perfeito	terroir	do	Novo</p><p>Mundo,	uma	região	estratégica	apelidada	por	Galvão	Bueno	como	a	“Califórnia</p><p>Brasileira”.	Já	são	17	vinícolas	nesse	novo	terroir,	em	uma	faixa	de	200km	que</p><p>corre	paralela	à	fronteira	com	o	Uruguai.	É	nessa	extensão	que	a	Campanha</p><p>Gaúcha	se	enquadra	como	uma	das	melhores	produtoras	de	vinhos	do</p><p>Hemisfério	Sul.</p><p>Resultado	de	muito	trabalho	e	dedicação,	a	produção	da	Bellavista	Estate,	hoje</p><p>sob	a	supervisão	do	renomado	winemaker	italiano	Roberto	Cipresso,	é</p><p>considerada	uma	das	melhores	do	Brasil.</p><p>Website:	www.buenowines.com.br</p><p>Campestre	–	Vacaria,	RS</p><p>Fundada	há	meio	século,	a	Vinícola	Campestre	é	uma	empresa	familiar</p><p>empenhada	em	elaborar	vinhos,	sucos,	coolers	e	espumantes	de	qualidade</p><p>diferenciada.</p><p>Métodos	enológicos	e	tecnologia	são	aliados	na	vinificação.	Buscando	cada	vez</p><p>mais	satisfazer	o	consumidor	com	produtos	naturais	e	com	sabor	e	características</p><p>da	Serra	Gaúcha.	Os	vinhos	da	Campestre	nos	conduzem	a	diferentes	emoções;</p><p>olfato	e	paladar,	delicados	toques	de	frutas	vermelhas,	cassis,	mel	e	flores.	Toda</p><p>esta	arte	de	transformação	é	uma	declaração	muito	firme	de	amor	e	respeito	ao</p><p>produto	e	aos	apreciadores.</p><p>Website:	www.pergola.com.br</p><p>Campos	de	Cima	–	Campanha	Gaúcha,	RS</p><p>A	Fazenda	Campos	de	Cima	é	uma	propriedade	familiar	com	mais	de	150	anos,</p><p>com	tradição	em	pecuária,	situada	na	Campanha	Gaúcha,	fronteira	com	a</p><p>Argentina.	Com	um	excelente	potencial	para	a	vitivinicultura,	em	2002,	os	seus</p><p>proprietários	José	Silva	Ayub	e	Hortência	Ravache	Brandão	Ayub	acreditaram</p><p>neste	novo	empreendimento	e	iniciaram	o	projeto	de	implantação	de	15	hectares</p><p>de	vinhedos	em	uma	coxilha	denominada	Campos	de	Cima.</p><p>Em	2008	foi	criada	a	Vinícola	Campos	de	Cima,	cujas	sócias	são	Hortência	e</p><p>suas	duas	filhas,	Vanessa	e	Manuela.	O	casal	e	toda	a	família,	produtores</p><p>dedicados	e	comprometidos	com	a	elaboração	de	vinhos	finos,	têm	como</p><p>premissa	uma	produção	limitada	onde	cada	garrafa	de	vinho	guarda	uma	perfeita</p><p>identidade	com	as	características	e	tradições	desta	região.</p><p>Website:	www.camposdecima.com.br</p><p>Casa	Perini	–	Farroupilha,	RS</p><p>Em	1929	o	filho	de	imigrantes	italianos,	João	Perini,	começou	a	elaborar	seus</p><p>primeiros	vinhos	de	forma	artesanal	no	porão	de	sua	casa,	quando	os	fornecia</p><p>para	cerimônias	festivas	da	comunidade	local,	no	Vale	Trentino,	em	Farroupilha.</p><p>Quatro	décadas	após	o	patriarca	iniciar	sua	modesta	produção,	seu	filho,	Benito,</p><p>viria	a	promover	mudanças	maiores.</p><p>“Em	outubro	de	1970	resolvi	ampliar	os	negócios	da	família,	fundando	a	Casa</p><p>Perini.	Motivado	e	apaixonado	por	transformar	a	uva	em	vinho,	busco	a	cada</p><p>ano	aperfeiçoar	a	vinícola	com	equipamentos,	tecnologia	e	equipe	qualificada,</p><p>pois	sem	uma	equipe	profissional,	a	arte	de	elaborar	vinhos	perde	criatividade	e</p><p>talento.	E	o	que	seria	de	qualquer	arte	sem	esses	elementos?	O	reconhecimento</p><p>vem	a	cada	prêmio	alcançado	e	a	cada	consumidor	satisfeito,	o	que	se</p><p>comprova	com	a	conquista	de	mais	de	200	medalhas	nacionais	e	internacionais</p><p>e,	principalmente,	com	a	recente	premiação	do	Casa	Perini	Moscatel,	eleito	o	5°</p><p>melhor	vinho	do	mundo	de	2017	pela	WAWWJ	(World	Association	of	Writers	&</p><p>Journalists	of	Wines	&	Spirits).</p><p>Agradeço,	em	nome	da	família,	aos	apreciadores	de	vinhos	que	nos	ajudam	a</p><p>fazer	melhor	em	cada	safra.	Um	brinde	à	evolução!”</p><p>Benildo	Perini,</p><p>Diretor-Presidente.</p><p>Website:	www.casaperini.com.br</p><p>Casa	Valduga	–	Bento	Gonçalves,	RS</p><p>A	história	da	Casa	Valduga	se	inicia	em	1875,	com	a	chegada	da	família	Valduga</p><p>ao	Brasil.	Vindos	da	cidade	de	Rovereto,	ao	norte	da	Itália,	os	imigrantes</p><p>trouxeram	na	mala	a	paixão	pelo	vinho	e	o	desejo	de	prosperar.	Foi	assim	que</p><p>cultivaram	os	primeiros	parreirais	no	coração	do	que	hoje	é	o	Vale	dos	Vinhedos,</p><p>na	Serra	Gaúcha,	região	Sul	do	país.</p><p>Mais	de	um	século	e	quatro	gerações	depois,	o	sonho	de	construir	uma	vinícola</p><p>referência	no	Brasil	é	uma	realidade.	Com	a	ajuda	dos	filhos,	o	casal	Luiz	e</p><p>Maria	Valduga	aliou	tradição	e	tecnologia	para	modernizar	a	elaboração	de</p><p>vinhos	finos.	E	o	resultado	não	poderia	ser	outro:	a	Casa	Valduga	hoje	se</p><p>consolida	entre	as	marcas	líderes	do	Brasil,	reunindo	um	vasto	portfólio	de</p><p>produtos	ícones	como	os	vinhos	Luiz	Valduga	e	Gran	Villa-Lobos	Cabernet</p><p>Sauvignon	e	os	espumantes	Maria	Valduga	e	130	Brut.</p><p>Atualmente,	o	Grupo	Famiglia	Valduga	é	composto	pelas	empresas	Casa</p><p>Valduga,	vinícola	que	está	entre	as	dez	maiores	elaboradoras	de	espumante	e</p><p>vinhos	do	país;	Domno,	importadora	de	vinhos	finos;	Ponto	Nero,	elaboradora</p><p>de	espumantes	jovens	e	modernos;	Casa	Madeira,	produtora	de	sucos,	geleias,</p><p>antepastos,	molhos	de	pimenta,	chás	gelados	e	cremes	balsâmicos;	Cervejaria</p><p>Leopoldina,	o	mais	novo	desafio	do	Grupo	e	Vinotage	Vinoterapia,	uma	linha	de</p><p>cosméticos	diferenciada	à	base	de	uva.</p><p>Website:	www.casavalduga.com.br</p><p>Cave	Geisse	–	Pinto	Bandeira,	RS</p><p>Produzindo	espumantes	que	frequentemente	são	listados	entre	os	melhores	do</p><p>Brasil,	a	Vinícola	Geisse	surgiu	a	partir	da	busca	do	chileno	Mario	Geisse	por</p><p>um	lugar	que	pudesse	expressar	todo	o	potencial	da	Serra	Gaúcha	para	a</p><p>elaboração	de	borbulhas.	A	procura	terminou	em	1979,	quando	ele	encontrou	os</p><p>22	hectares	que	a	empresa	hoje	ocupa	em	Pinto	Bandeira,	distrito	de	Bento</p><p>Gonçalves.	A	qualidade	dos	rótulos	Geisse	é	construída	a	partir	do	cuidado	com</p><p>os	detalhes,	desde	o	sistema	de	controle	térmico	de	pragas	nos	vinhedos	até	a</p><p>definição	dos	cortes	que	vão	compor	cada	safra.	O	perfil	clássico	de	seus</p><p>produtos	conquistou	paladares	mundo	afora,	e	em	2011	o	Cave	Geisse	Brut	1998</p><p>foi	escolhido	pela	crítica	Jancis	Robinson	para	abrir	um	painel	sobre	grandes</p><p>vinhos	fora	de	Bordeaux	durante	o	Wine	Future	Hong	Kong.</p><p>Website:	www.familiageisse.com.br</p><p>Cave	de	Pedra	–	Bento	Gonçalves,	RS</p><p>Construída	em	1997,	no	encantador	e	tradicional	Vale	dos	Vinhedos,	a	Cave	de</p><p>Pedra	dispõe	de	uma	arquitetura	diferenciada,	composta	por	três	castelos	que</p><p>mexem	com	a	imaginação	de	todos	os	seus	visitantes.</p><p>Além	da	beleza,	as	instalações	construídas	integralmente	em	pedra	basalto</p><p>garantem	a	temperatura	constante	em	dezoito	graus	nas	caves	subterrâneas,</p><p>espaço	onde	repousam	tranquilamente	os	vinhos	e	espumantes	de	sua	exclusiva	e</p><p>limitada	produção,	o	que	garante	o	cuidado	e	a	qualidade	dos	produtos,	tornando</p><p>a	sua	degustação	um	momento	de	verdadeira	satisfação.</p><p>Com	uma	produção	de	aproximadamente	quarenta	e	cinco	mil	garrafas	por	safra,</p><p>os	produtos	destacam-se	pela	singularidade	comercial,	tendo	como	ponto	de</p><p>venda	apenas	casas	realmente	engajadas	e	focadas	no	consumo	do	vinho.	Toda</p><p>esta	história	pode	ser	conhecida	através	da	visitação	à	empresa	acompanhada	de</p><p>excelentes	degustações	para	tornar	a	experiência	inesquecível.</p><p>Website:	www.cavedepedra.com.br</p><p>Chandon	–	Garibaldi,	RS</p><p>Localizada	no	nordeste	do	estado	do	Rio	Grande	do	Sul,	a	110	quilômetros	de</p><p>Porto	Alegre,	a	pequena	cidade	de	Garibaldi,	onde	a	vinícola	se	localiza,	é</p><p>conhecida	pela	qualidade	de	suas	uvas	e	pelo	alto	potencial	para	a	elaboração	de</p><p>vinhos	espumantes	de	qualidade.</p><p>Assim	como	a	França	tem	na	região	de	Champagne	o	terroir	ideal	para	o</p><p>nascimento	de	seus	famosos	champagnes,	o	Rio	Grande	do	Sul	tem	nas	serras</p><p>sua	vocação	para	os	melhores	espumantes.	Este	potencial	vinícola,	aliado	à</p><p>cultura	do	vinho	na	região,	levou	a	Maison	Moët	&	Chandon	a	escolher</p><p>Garibaldi,	em	1973,	para	implementar	seus	vinhedos	e	sua	adega,	elaborando</p><p>espumantes	com	o	mesmo	padrão	de	alta	qualidade	que	tornou	a	Maison	e	seus</p><p>champagnes	famosos	no	mundo	inteiro	ao	longo	de	quase</p><p>três	séculos.</p><p>Em	nossos	vinhedos,	são	cultivadas	variedades	nobres	das	cepas	Chardonnay	e</p><p>Pinot	Noir,	a	partir	de	mudas	importadas	da	França	e	ali	aclimatadas.	O	Riesling</p><p>Itálico,	já	cultivado	na	região,	foi	melhorado	e	incorporado	aos	assemblages.</p><p>Website:	www.chandon.com.br</p><p>Courmayeur	–	Garibaldi,	RS</p><p>Um	grupo	de	amigos,	impulsionados	pelas	características	peculiares	de	clima	e</p><p>solo	da	região,	fundou	a	vinícola	em	1976.</p><p>A	vinícola	foi	adquirida	pelo	grupo	Cinzano	em	1986,	empresa	italiana</p><p>especializada	na	elaboração	de	bebidas.	A	partir	desta	data	passou	a	denominar-</p><p>se	Vinícola	Courmayeur	Ltda.	O	nome	Courmayeur	provém	de	uma	comuna	que</p><p>fica	entre	a	França	e	a	Itália,	no	Vale	D’osta,	destacado	pelo	grande	fluxo	de</p><p>turistas	para	as	pistas	de	ski.</p><p>Em	2003	Família	Nicolini	Verzeletti	abraçou	o	projeto,	desde	então	primando</p><p>pela	qualidade	e	inovação	na	elaboração	de	espumante	e	vinhos	finos.</p><p>Website:	www.courmayeur.com.br</p><p>Dal	Pizzol	–	Bento	Gonçalves,	RS</p><p>A	Dal	Pizzol	traz	consigo	uma	tradição	na	vitivinicultura	que	remonta	o	Século</p><p>XIX	(1878),	quando	os	primeiros	imigrantes	da	família	chegaram	ao	Brasil.	Sua</p><p>história	expressa	um	talento	natural	e	cheio	de	experiências,	sabedoria	e</p><p>sensibilidade,	que	lhe	permitiu	alcançar	a	qualidade	dos	vinhos	que	elabora,</p><p>através	do	amor	no	cultivo	de	castas	nobres,	do	trato	cuidadoso	na	arte	do	vinho</p><p>e	de	um	atendimento	personalizado	a	todos	que	se	relacionam	com	a	Dal	Pizzol.</p><p>A	vinícola	faz	parte	da	Rota	Cantinas	Históricas,	distante	11	quilômetros	do</p><p>centro	de	Bento	Gonçalves,	RS.	O	projeto	é	composto	por	propriedades	rurais</p><p>que	retratam	a	vida	cotidiana	dos	imigrantes	italianos	que	se	instalaram	nas</p><p>encostas	de	Faria	Lemos	e	lá	cultivam	a	videira	e	seus	costumes	há	mais	de	130</p><p>anos.	O	passeio	possibilita	vasto	contato	com	moradores	locais	que	adoram</p><p>partilhar	dos	seus	saberes	e	fazeres,	visita	às	cantinas	com	degustação	de	vinhos,</p><p>espumantes	e	sucos	de	uva.</p><p>Os	vinhos	da	Dal	Pizzol	podem	ser	encontrados	no	mercado	nacional	em	lojas,</p><p>delicatessens,	hotéis,	bares,	restaurantes	e	no	próprio	varejo	da	vinícola,</p><p>localizado	no	km	5,3	da	ERS	431,	distrito	de	Faria	Lemos,	em	Bento	Gonçalves.</p><p>Website:	www.dalpizzol.com.br</p><p>Dom	Cândido	–	Bento	Gonçalves,	RS</p><p>A	Dom	Cândido	Vinhos	Finos	é	uma	vinícola	familiar	de	Bento	Gonçalves,	RS,</p><p>instalada	no	Vale	dos	Vinhedos,	território	reconhecido	pelas	características</p><p>favoráveis	de	clima,	insolação	e	terreno	que	favorecem	o	desenvolvimento	dos</p><p>vinhedos	e	a	elaboração	de	grandes	vinhos.</p><p>Cândido	Valduga,	o	criador	da	empresa,	desde	sua	infância,	convive	com	a</p><p>produção	de	uvas	e	vinhos,	quando	já	acompanhava	o	pai	nas	lidas	do	campo	e</p><p>lavava	as	pipas	que	abrigavam	a	bebida	artesanal	que	a	família	elaborava	para</p><p>consumo	próprio.	Quando	adulto,	passou	a	cultivar	uvas	que	fornecia	para</p><p>vinícolas	da	região,	até	fundar	sua	vinícola	e	produzir	seus	próprios	vinhos	e</p><p>espumantes.</p><p>Desde	sua	fundação,	a	empresa	ampliou	seus	vinhedos	e	hoje	é	responsável	por</p><p>100%	do	cultivo	das	uvas	utilizadas	na	elaboração	de	suas	bebidas.	Atualmente,</p><p>a	Dom	Cândido	conta	com	12	hectares	no	Vale	dos	Vinhedos,	além	de	50</p><p>hectares	no	município	vizinho	de	Veranópolis,	onde	são	cultivadas	uvas	viníferas</p><p>das	variedades	Marselan,	Cabernet	Sauvignon,	Merlot,	Tannat,	Moscato	Branco,</p><p>Riesling,	Pinot	Noir,	Cabernet	Franc,	Chardonnay,	Isabel,	Bordô	e	Concord.</p><p>Com	uma	produção	controlada,	a	vinícola	aposta	na	elaboração	de	vinhos	de</p><p>qualidade	internacional	em	pequenos	lotes.</p><p>Website:	www.domcandido.com.br</p><p>Don	Affonso	–	Caxias	do	Sul,	RS</p><p>A	Vinícola	Don	Affonso	tem	sua	sede	em	Caxias	do	Sul,	RS.	Nas	proximidades</p><p>do	Parque	da	Festa	da	Uva,	onde	está	desde	1980,	ano	de	sua	fundação,	a</p><p>vinícola	dedica-se	a	produzir	vinhos,	sucos	de	uva	e	espumantes,	de	alta</p><p>qualidade	e	reconhecidos	como	destaques	na	Serra	Gaúcha.	Com	uma	estrutura</p><p>característica	das	melhores	vinícolas,	possui	vinhedos	próprios	e	preza	pelo	alto</p><p>padrão	dos	produtos,	seguidamente	premiados.</p><p>Em	13	de	Julho	de	1982,	o	descendente	Affonso	Gasperin	fundou	a	Vinícola</p><p>Don	Affonso	a	pedido	de	seus	amigos,	pois	produzia	vinhos	a	vários	anos	e	este</p><p>era	apreciado	por	todos.	A	produção	para	o	consumo	próprio	passou	a	ser</p><p>insuficiente,	já	que	a	fama	do	seu	vinho	se	espalhava	pela	região,	e	a	procura</p><p>aumentava	a	cada	dia.</p><p>Localizada	em	espaço	aconchegante,	que	alia	as	facilidades	de	acesso	no</p><p>perímetro	urbano	de	Caxias	do	Sul	com	a	preservação	do	meio	ambiente</p><p>exuberante	em	seu	entorno,	a	Vinícola	Don	Affonso	expressa	toda	a</p><p>hospitalidade	da	gente	da	Serra	Gaúcha,	recebendo	os	clientes,	amigos	e	turistas,</p><p>em	seu	varejo	próprio,	para	uma	degustação,	com	atendimento	personalizado,</p><p>acompanhado	pelo	enólogo	André	Gasperin	e	equipe,	onde	o	visitante	pode</p><p>conhecer	e	apreciar	a	qualidade	dos	seus	produtos,	que	começa	no	vinhedo</p><p>mantido	com	todo	carinho,	passa	por	modernas	técnicas	de	vinificação	e	culmina</p><p>com	a	plena	satisfação	do	consumidor.</p><p>Website:	www.donaffonso.com.br</p><p>Don	Giovanni	–	Pinto	Bandeira,	RS</p><p>Ao	iniciar	suas	atividades	em	1979,	a	Don	Giovanni	já	carregava	uma	grande</p><p>herança	histórica.	A	vinícola	foi	montada	na	antiga	propriedade	de	uma</p><p>destilaria,	que	desde	1910	elaborava	uma	bebida	à	base	de	álcool	vínico.	A	troca</p><p>de	administração	provocou	uma	mudança	radical	na	direção	dos	negócios,	que	se</p><p>voltaram	para	vinhos	finos	e	espumantes.	Não	é	apenas	a	tradição	que	colabora</p><p>para	a	qualidade	dos	produtos	da	empresa.	Tanto	a	cantina	quanto	seus	18</p><p>hectares	de	vinhedos	próprios	estão	instalados	no	município	de	Pinto	Bandeira,	o</p><p>segundo	terroir	do	Brasil	a	conquistar	a	Indicação	de	Procedência	(IP).</p><p>Website:	www.dongiovanni.com.br</p><p>Don	Guerino	–	Alto	Feliz,	RS</p><p>Uma	das	mais	belas	vinícolas	do	Brasil,	a	Don	Guerino	foi	totalmente	pensada	e</p><p>projetada	pelo	proprietário	Osvaldo	Motter	e	pelo	arquiteto	Daniel	Palavro.	A</p><p>vinícola	de	estilo	moderno	foi	totalmente	edificada	em	2007,	tendo	como</p><p>objetivo	a	praticidade	em	cada	etapa	do	processo,	mantendo	sempre	a</p><p>integridade	das	uvas.	Localizada	em	meio	aos	vinhedos,	a	estrutura	de</p><p>elaboração	proporciona	um	rápido	transporte	das	uvas	para	iniciarem	seu</p><p>processo	sem	perdas	de	potencial	enológico.</p><p>A	Don	Guerino	conta	com	o	que	há	de	mais	moderno	em	equipamentos	e</p><p>tecnologia.	Resfriam	todas	nossas	uvas	no	momento	de	entrada	na	vinícola	e</p><p>utilizam	em	cada	tanque	atmosfera	inerte	para	proteção	de	aromas	e	proteção	de</p><p>oxidações.	Prensas	pneumáticas	inertes,	filtro	tangencial,	autoclaves	para</p><p>espumantes,	gerador	de	nitrogênio,	barricas	novas	de	carvalho	francês	e</p><p>americano,	análises	e	controles	diários	são	algumas	das	tecnologias	usadas	para</p><p>manter	o	potencial	das	uvas	e	expressar	o	estilo	de	seus	vinhos.</p><p>Website:	www.donguerino.com.br</p><p>Don	Laurindo	–	Bento	Gonçalves,	RS</p><p>Em	1887,	procedente	de	Zévio,	pequeno	povoado	na	província	de	Verona,	norte</p><p>da	Itália,	chegou	a	Bento	Gonçalves	Marcelino	Brandelli.	Como	todos	os</p><p>imigrantes,	no	início,	sobreviveu	dedicando-se	à	agricultura	rudimentar	da	época</p><p>e	simultaneamente,	iniciou	o	plantio	de	videiras,	cujo	vinho	se	destinava	ao</p><p>consumo	da	família.	Em	1946,	Cezar,	filho	de	Marcelino,	com	sua	família,</p><p>adquiriram	terras	na	localidade	Oito	da	Graciema,	onde	se	consolidaram	na</p><p>produção	de	uvas	e	vinhos,	muito	apreciados	pelos	vizinhos	e	amigos.</p><p>Essa	tradição	e	a	arte	foram	transmitidas	de	pai	para	filho.	Laurindo,	filho	de</p><p>Cezar,	esmerou	seus	conhecimentos	juntamente	com	o	filho	Ademir,	que</p><p>formou-se	em	enologia.	Passaram	a	produzir	e	a	elaborar	vinhos	finos	de	castas</p><p>nobres.	Em	1991	Laurindo	resolveu	institucionalizar	a	venda	de	seus	vinhos,</p><p>criando	a	Vinhos	Don	Laurindo	ltda.</p><p>Unindo	tradição,	arte	e	técnica,	através	da	produção	própria	e	seleção	das	uvas,</p><p>obtém-se	excelentes	resultados	na	elaboração	dos	vinhos.	Os	vinhos	são</p><p>elaborados	para	o	consumo	da	família	e	o	excedente,	comercializado.	Dentro</p><p>dessa	filosofia,	conseguiram	degustar	e	apreciar	vinhos	com	garantia	de</p><p>qualidade	e	de	sabores	exclusivos.</p><p>Website:	www.donlaurindo.com.br</p><p>Estrelas	do	Brasil	–	Bento	Gonçalves,	RS</p><p>Estrelas	do	Brasil	é	uma	empresa</p><p>alcoólatra	não	conhece	medidas	e	pode	se	embebedar	com</p><p>qualquer	coisa	que	contenha	álcool,	com	grande	preferência	às	bebidas</p><p>destiladas	mais	fortes.</p><p>Se	iniciar	no	real	universo	do	vinho	significa	saber	dimensionar	seus	limites,</p><p>saber	o	momento	de	parar.	Mas	mesmo	motivado,	relutei,	a	princípio,	em</p><p>publicar	um	livro	sobre	uma	bebida	alcoólica.	Foram	semanas	de	reflexão.</p><p>Estaria	eu	estimulando	o	alcoolismo?	Foi	quando	em	conversa	com	meu	amigo,</p><p>o	poeta	e	escritor	Heitor	de	Andrade	–	apreciador	do	que	ele	chama	de	“a	bebida</p><p>do	milagre”,	fui	por	ele	convencido	a	seguir	adiante,	graças	a	alguns	argumentos</p><p>muito	simples:	nos	países	onde	o	vinho	é	consumido	regularmente,	como	a</p><p>França,	a	Itália,	a	Espanha,	etc.,	os	índices	de	alcoolismo	são	os	menores,</p><p>inferiores	àqueles	onde	a	cerveja	e	as	bebidas	destiladas	são	as	preferidas.	O</p><p>alcoolismo	é	uma	doença	onde	o	consumo	de	álcool	é	uma	consequência,	um</p><p>meio,	e	não	uma	causa.</p><p>Sou	descendente	de	italianos,	e	minha	família	sempre	bebeu	vinho	às	refeições	e</p><p>nas	festas,	de	modo	que	meu	contato	com	essa	bebida	é	atavicamente	familiar	e</p><p>cultural.	Na	minha	infância,	inclusive	era	costume,	à	mesa,	se	fornecer	um	pouco</p><p>para	as	crianças,	sempre	diluído	em	água,	conforme	a	tradição	italiana.	Não</p><p>tenho	nenhuma	informação	sobre	alcoólatras	na	minha	família,	mas	sim	de</p><p>longevos	e	pessoas	bem	saudáveis,	que	trabalharam	e	se	mantiveram	lúcidos	até</p><p>idades	avançadas.</p><p>Sempre	me	admirei	com	as	citações	de	que	vinho	faz	bem,	de	que	vinho	é	bom</p><p>para	a	saúde,	que	quem	bebe	vinho	vive	mais	e	todas	as	coisas	que	são	ditas</p><p>sobre	ele.	Porém,	como	médico,	nunca	associei	de	fato	o	uso	do	vinho	com	a</p><p>saúde	diretamente.	Eu	sabia	antes	da	capacidade	digestiva	do	vinho	e</p><p>desconfiava	que	havia	nele	algo	a	mais	ser	conhecido	e	que	cor	característica	do</p><p>vinho	tinto	deveria	conter	alguma	virtude	curativa	ou	preventiva.	Os</p><p>bioflavonoides,	pigmentos	naturais,	ainda	não	eram	conhecidos	como</p><p>antioxidantes	protetores	da	saúde	e	agentes	capazes	de	prevenir	doenças.	Minha</p><p>motivação	para	escrever	este	livro	aumentou	quando	descobri	que	o	vinho	é</p><p>considerado	um	alimento	(possui	vitaminas,	minerais,	açúcares	e	diversos	outros</p><p>nutrientes)	em	muitos	países,	como	a	França,	Portugal,	Itália,	Argentina,	Chile,</p><p>Espanha	e	muitos	outros.	E	certamente	falta	o	Brasil	nessa	lista,	pois	apesar	de</p><p>muitos	esforços	dos	nossos	produtores	de	vinho,	as	autoridades	sanitárias	ainda</p><p>não	classificam	o	vinho	desse	modo.	Será	um	grande	incentivo	ao	vinho</p><p>brasileiro,	seja	para	o	consumo	interno	quanto	para	a	exportação,	que	tal</p><p>classificação	se	oficialize.	Tenho	forte	esperança	de	que	este	livro	contribua	para</p><p>tal	desiderato,	inclusive	este	é	um	dos	motivos	pelos	quais	resolvi	escrevê-lo.</p><p>Mais	tarde,	com	as	pesquisas,	estarreceu-me	a	quantidade	de	experiências,	dados</p><p>e	resultados	positivos	hoje	conhecidos	e	registrados.	No	que	se	relaciona	com	a</p><p>área	médica,	deparei-me	com	informações	notáveis	e	curiosas	sobre	o	vinho	e	a</p><p>história	do	seu	uso	como	remédio.	A	cada	leitura,	novos	dados	foram</p><p>enriquecendo	o	meu	arquivo,	da	mesma	maneira	como	sorvemos	goles	de	um</p><p>bom	champanhe	ou	de	um	bom	vinho	do	Porto.</p><p>A	decisão	de	publicar	um	livro	sobre	o	vinho	surgiu	justamente	pelo	fascínio	que</p><p>o	mundo	dessa	bebida	acabou	exercendo	sobre	mim.	Percebi	que	conhecer	o</p><p>vinho,	seu	mundo	e	seus	mistérios	é	como	conhecer	a	vida.	É	como	uma</p><p>iniciação	mística,	em	que	a	cada	momento	novos	elementos	aparecem,	novas</p><p>portas	de	percepção	se	abrem...</p><p>Mas	assim	como	para	se	fazer	um	bom	vinho,	este	livro	exigiu	trabalho	apurado</p><p>e	atenção,	não	por	falta	de	informações	–	pois	elas	existem	em	grande</p><p>quantidade,	tanto	na	literatura	afim,	quanto	na	assombrosa	internet	–,	mas	pela</p><p>impossibilidade	de	apenas	concentrar	o	texto	na	questão	das	propriedades</p><p>medicinais	da	bebida.	Como	já	mencionado	anteriormente,	primeiramente	veio	a</p><p>ideia	de	publicar	algo	exclusivamente	sobre	as	propriedades	medicinais	do</p><p>vinho.	Mas	como	isso	pode	ser	possível?	Com	tantos	elementos	como	a</p><p>sofisticação	da	escolha	das	uvas,	a	história	dos	terroirs	–	as	características	das</p><p>regiões	produtoras	de	vinho	–	e	seu	charme,	os	tipos	de	vinho,	a	própria	história</p><p>do	vinho,	acrescento	que	fica	difícil	separar	os	assuntos.	Não	é	possível	escrever</p><p>sobre	as	virtudes	do	vinho	sem	incorporar	os	outros	elementos	do	seu	requintado</p><p>universo.</p><p>O	título	deste	livro	tem	como	base	a	ideia	de	que	é	possível	mudar	má	condição</p><p>de	saúde,	tão	comum	atualmente,	utilizando	adequadamente	o	vinho	(ou</p><p>eventualmente	o	suco	de	uva)	como	fator	preventivo	das	doenças	e	para	uma</p><p>vida	mais	saudável,	longa	e	alegre.</p><p>A	melhor	medicina	é	a	preventiva.	O	vinho,	se	bem	utilizado,	funciona	como</p><p>fator	de	prevenção	de	diversas	moléstias,	principalmente	as	doenças</p><p>coronarianas,	a	aterosclerose,	o	câncer,	o	enfarte,	a	pressão	alta	e	muitos	outros</p><p>problemas,	sendo	capaz	de	reduzir	o	processo	de	envelhecimento	e	ativar	as</p><p>funções	cerebrais,	como	será	exposto	adiante.	É	importante,	contudo,	insistir	que</p><p>não	me	coloco	na	posição	de	um	estimulador	do	consumo	de	vinho	e	que	os</p><p>bons	resultados,	com	ele,	só	podem	ser	obtidos	em	pequenas	e	regulares</p><p>quantidades,	como	por	exemplo	uma	ou	duas	taças	comuns	em	duas	refeições</p><p>diárias.	Para	os	abstêmios,	crianças	e	adolescentes,	um	suco	de	uva	tinta	de	boa</p><p>qualidade	pode	produzir	resultados	próximos.</p><p>Para	completar	o	quadro	de	informações,	acrescento	que	resultados	mais	amplos</p><p>só	podem	ser	obtidos	através	da	adoção	de	uma	dieta	mais	inteligente,	natural,</p><p>integral,	composta	de	alimentos	não	industrializados.	Ato	contínuo,	atividades</p><p>físicas,	hábitos	mais	naturais	e	eliminação	dos	vícios	são	fatores	fundamentais</p><p>para	uma	boa	saúde,	conforme	abordaremos	adiante.</p><p>Então,	saúde!	E	bem-vindos	ao	fascinante	mundo	do	vinho...	E	da	uva!</p><p>A	fascinante	história	do	Vinho</p><p>“Cada	garrafa	de	um	bom	vinho	é	a	culminação	de	um	longo</p><p>período,	e	tem	uma	história	por	trás.	O	homem	vem	tentando,	há</p><p>milênios,	aperfeiçoar	a	produção	dessa	bebida	celestial.”</p><p>Noah	Gordon	no	romance	“Adega”</p><p>Embora	existam	diversas	versões,	não	é	possível	determinar	exatamente	o	local	e</p><p>a	época	em	que	o	vinho	foi	produzido	pela	primeira	vez.	O	que	podemos</p><p>presumir	é	que	uvas	silvestres	eram	amassadas	e	eventualmente	transformadas</p><p>em	suco	como	bebida	regular;	esse	suco	pode	ter	sido	guardado,	ou	esquecido,	e</p><p>consequentemente	fermentado,	produzindo	o	álcool.	É	só	usar	a	imaginação	para</p><p>projetar	uma	situação	em	que	alguém,	no	longínquo	passado,	tenha	ingerido	esse</p><p>suco	“estragado”	e	sentido	a	euforia	característica	que	o	álcool	proporciona.</p><p>Assim	como	outras	descobertas	maravilhosas,	é	certo	concluir	que	o	vinho</p><p>surgiu	por	“acidente”.	Esse	personagem	hipotético	pode	ter	passado	a	produzir</p><p>sistematicamente	a	bebida	através	do	suco	de	uva	e,	com	o	tempo	os	homens</p><p>passaram	a	elaborar	mais	o	processo.</p><p>Os	registros	históricos	e	as	evidências	mostram	que	as	uvas	existiam	há	cerca	de</p><p>dois	milhões	de	anos	e	também	o	homem	que	as	podia	colher	e	consumir.	Antes</p><p>da	última	Era	Glacial	existiram	primatas	inteligentes,	como	os	povos	de	Cro-</p><p>Magnon,	que	deixaram	suas	marcas	nas	cavernas	de	Lascaux,	na	França,	onde</p><p>ainda	hoje	vinhedos	medram	selvagens.</p><p>Foram	descobertas	na	Geórgia,	na	Ásia,	antigas	sementes	de	uvas,	cultivadas</p><p>entre	7000	–	5000	a.C..	Em	escavações	realizadas	em	Catal	Hüyük,	na	atual</p><p>Turquia;	em	Biblos,	no	Líbano;	em	Damasco,	na	Síria	e	na	Jordânia,</p><p>descobriram	sementes	de	uvas	mais	antigas	ainda,	que	datavam	o	Período</p><p>Neolítico	B,	de	cerca	de	8000	a.C..</p><p>A	videira	para	a	produção	do	vinho	pertence	à	espécie	vitis	vinifera	e	seus</p><p>parentes	são	a	vitis	aestivalis,	a	vitis	rupestris	e	a	vitis	riparia,	mas	a	vitis</p><p>vinifera	é	a	mais	rica	em	elementos	necessários	para	a	confecção	do	vinho,	com</p><p>a	capacidade	de	acumular	açúcar	na	proporção	de	um	terço	do	seu	volume.	A</p><p>forma	selvagem	pertence	à	subespécie	sylvestris	e	a	cultivada	à	subespécie</p><p>sativa.	As	sementes	encontradas	na	Geórgia	foram	classificadas	como	vitis</p><p>vinifera	variedade	sativa,	o	que	indica	a	possibilidade	de	que	as	uvas	possam	ter</p><p>sido	cultivadas	e	a	produção	do	vinho</p><p>fundada	em	2005	na	região	da	Serra	Gaúcha,</p><p>em	Bento	Gonçalves,	RS,	entre	dois	amigos	enólogos,	um	brasileiro	e	outro</p><p>uruguaio,	com	o	objetivo	principal	de	atuação	focado	na	elaboração	e</p><p>comercialização	de	vinhos	espumantes	finos	de	qualidade.</p><p>Os	sócios	fundadores	possuem	larga	experiência	em	vitivinicultura.	Participam</p><p>diretamente	em	todas	as	etapas	de	produção,	desde	o	vinhedo	até	a</p><p>comercialização.	Primando	sempre	pela	preservação	do	meio	ambiente	e	a	saúde</p><p>do	consumidor.</p><p>O	nome	Estrelas	do	Brasil	é	uma	homenagem	especial	ao	descobridor	Dom</p><p>Pérignon,	que	no	ano	de	1670,	na	região	de	Champagne,	França,	após	desvendar</p><p>esta	magnífica	bebida	saiu	gritando	“estou	provando	estrelas!”.</p><p>Website:	www.estrelasdobrasil.com.br/</p><p>Fabian	–	Nova	Pádua,	RS</p><p>A	família	imigrou	da	Itália	para	o	Brasil	no	final	do	século	XIX.	A	tradição</p><p>vitivinícola	herdada	dos	ancestrais	foi	favorecida	pelo	clima	encontrado	na</p><p>região	dos	Vinhos	dos	Altos	Montes,	no	município	de	Nova	Pádua,	na	Serra</p><p>Gaúcha.	A	localização	entre	colinas	de	780m	de	altitude	proporciona	amplitude</p><p>térmica,	fator	relacionado	a	uma	boa	formação	de	componentes	que	determinam</p><p>a	qualidade	do	vinho.</p><p>A	paixão	pela	produção	de	uvas	e	vinhos	fez	com	que	a	família	elaborasse	no</p><p>ano	de	1985	a	primeira	safra	da	vinícola.	A	vinícola	investe	em	tanques	de	aço</p><p>inox,	barricas	de	carvalho	e	equipamentos	italianos.	Aplica	uma	enologia</p><p>moderna	com	o	objetivo	de	extrair	ao	máximo	as	virtudes	de	cada	variedade	de</p><p>uva	a	vinificar.	A	ascendência	francesa	traz	consigo	o	símbolo	da	flor-de-lis	que</p><p>caracteriza	a	marca	Fabian.</p><p>Website:	www.vinhosfabian.com.br</p><p>Família	Bebber	–	Flores	da	Cunha,	RS</p><p>Situada	em	Flores	da	Cunha,	atua	no	mercado	desde	2015,	buscando	o	melhor</p><p>de	cada	terroir	no	estado	do	Rio	Grande	Sul.	A	Vinícola,	ainda	nova,	já	mostrou</p><p>que	seus	vinhos	possuem	uma	identidade	única.	Ganhadora	de	muitos	prêmios</p><p>nestes	últimos	anos,	inclusive	o	melhor	Tannat	do	Brasil	em	2017,	seus	vinhos	e</p><p>espumantes	são	repletos	de	medalhas.</p><p>A	ideia	de	viver	do	vinho	foi	longamente	amadurecida	pelo	enólogo	Felipe</p><p>Bebber,	hoje	sócio-diretor	da	vinícola.</p><p>“Não	somos	investidores,	e	o	vinho	não	é	o	nosso	hobby.	Nós	realmente</p><p>vivemos	disso.	Daí	o	nosso	foco	na	estratégia	comercial,	para	que	tenhamos</p><p>retorno	financeiro”,	conclui	Felipe.</p><p>A	proposta	da	Família	Bebber	é	fazer	vinhos	jovens	e	com	grande	leveza,	ao</p><p>gosto	do	consumidor	brasileiro.	Mesmo	os	mais	estruturados,	segundo	o</p><p>enólogo,	devem	seguir	a	vocação	do	terroir	da	Serra	Gaúcha,	que	é	de	vinhos</p><p>com	acidez	e	corpo	equilibrados.</p><p>Instagram:	@familiabebber</p><p>Fante	–	Flores	da	Cunha,	RS</p><p>Localizada	na	maior	cidade	produtora	de	vinhos	do	Brasil,	Flores	da	Cunha,</p><p>Serra	Gaúcha,	a	Fante,	com	49	anos	de	tradição,	é	hoje	uma	das	mais</p><p>conceituadas	indústrias	de	bebidas	do	Brasil,	com	tecnologia	de	ponta	e</p><p>modernos	processos	industriais,	produzindo	uma	completa	linha	de	bebidas	–</p><p>vinhos,	espumantes,	sucos	e	destilados,	todas	com	qualidade	já	comprovada	e</p><p>amplamente	consagrada	no	mercado	nacional	e	no	exterior.</p><p>A	empresa	foi	fundada	na	década	de	1970	produzindo	vinhos	de	mesa	em</p><p>pequena	escala.	Hoje,	já	conta	com	25	mil	m2	de	área	construída,	onde	uma</p><p>equipe	profissional	comprometida	com	a	qualidade	dá	o	tom	que	norteia	sua</p><p>filosofia,	e	destaca-se	no	cenário	nacional	pela	notável	linha	de	produtos:	são</p><p>mais	de	20	marcas,	somando	mais	de	100	itens,	entre	as	várias	linhas	de	vinhos</p><p>finos,	de	mesa	e	frisantes,	espumantes,	sucos,	vodcas,	uísques,	cachaça,</p><p>aperitivos,	ices	e	coquetéis	não	alcoólicos.</p><p>Website:	www.fante.com.br/</p><p>Franco	Italiano	–	Colombo,	PR</p><p>A	Vinícola	Franco	Italiano	tem	por	filosofia	elaborar	vinhos	em	pequena</p><p>quantidade,	com	produção	limitada	para	a	exclusividade	e	total	satisfação	de</p><p>seus	clientes.	Esse	conceito	veio	da	tradição	na	fabricação	de	vinhos	para	a</p><p>família,	herdado	das	descendências	italiana	e	francesa.</p><p>Inspirada	na	busca	pela	excelência	na	qualidade	em	seus	produtos,	a	vinícola</p><p>cerca-se	de	bons	profissionais	e	ótimos	parceiros.	Todo	o	manejo	da	uva,	desde	o</p><p>plantio	até	a	colheita,	é	acompanhado	pelos	técnicos	da	vinícola,	todos	focados</p><p>no	terroir	e	em	metodologias	modernas	de	vinificação.	Toda	essa	dedicação	é</p><p>recompensada	pelo	alto	padrão	de	qualidade	atingido	pelos	produtos	elaborados,</p><p>tendo	como	principal	característica	o	máximo	respeito	ao	estilo	próprio	de</p><p>vinhos	que	este	país	pode	oferecer.</p><p>Essa	qualidade	é	comprovada	através	das	premiações	de	seus	vinhos,	sendo	duas</p><p>internacionais.</p><p>Website:	www.francoitaliano.com.br</p><p>Garibaldi	–	Garibaldi,	RS</p><p>Situada	em	Garibaldi	(120Km	de	Porto	Alegre)	no	coração	da	Serra	Gaúcha,</p><p>apresenta	índices	de	crescimento	superiores	aos	da	média	nacional.	Resultado	de</p><p>uma	história	de	investimentos,	de	profissionalização,	de	união	e	de	uma</p><p>trajetória	que	carrega	em	sua	bagagem	o	trabalho	e	a	vida	de	milhares	de</p><p>pessoas.	Com	um	quadro	de	400	famílias	associadas,	investem	permanentemente</p><p>em	manutenção	e	melhoria	dos	processos	produtivos	e	na	qualidade	dos</p><p>produtos.	Com	uma	área	de	32	mil	m2	de	construção	e	capacidade	de</p><p>processamento	que	ultrapassa	os	20	milhões	de	quilos,	utilizam	tecnologia	e</p><p>equipamentos	europeus	para	a	elaboração	de	seus	vinhos	e	espumantes.</p><p>Uma	identidade	marcante,	personalidade	e	características	próprias,	aliadas	ao</p><p>terroir	da	Serra	Gaúcha,	fez	com	que	seus	espumantes	acumulassem	uma	série</p><p>de	premiações	em	concursos	no	Brasil	e	no	exterior.	Além	disso,	atingiram	o</p><p>reconhecimento	do	consumidor	pelo	ótimo	padrão	de	qualidade,	figurando	na</p><p>lista	das	cinco	maiores	produtoras	de	espumantes	do	país;	e	hoje	elaboram	um</p><p>dos	100	melhores	vinhos	do	mundo.	O	presidente	da	Vinícola,	Oscar	Ló,	sempre</p><p>destacou	que	este	desempenho	é	o	resultado	do	trabalho,	de	investimentos	e	da</p><p>permanente	qualificação	de	toda	a	cadeia	produtiva.	“Trabalhamos	próximo	ao</p><p>produtor	de	uva,	valorizando	ao	máximo	a	importância	da	matéria-prima	para	o</p><p>resultado	final	de	nossos	produtos.”</p><p>Website:	www.vinicolagaribaldi.com.br</p><p>Gran	Legado	–	Bento	Gonçalves,	RS</p><p>Com	o	mesmo	amor	que	os	imigrantes	italianos	plantaram	as	primeiras	mudas	de</p><p>videiras	na	Serra	Gaúcha,	a	Gran	Legado	Vinhos	e	Espumantes	coloca	na	taça</p><p>toda	experiência	adquirida	em	pouco	mais	de	duas	décadas.	Seus	vinhedos</p><p>próprios	estão	localizados	na	única	região	do	Brasil	com	Denominação	de</p><p>Origem	de	vinhos,	o	Vale	dos	Vinhedos.	Com	produção	controlada,	assegura	a</p><p>qualidade	da	matéria	prima	e	garante	uma	elaboração	de	excelência,</p><p>conquistando	os	paladares	nos	principais	concursos	nacionais	e	internacionais.</p><p>Detentora	de	grandes	prêmios,	esbanja	sofisticação	com	a	elaboração	de</p><p>espumantes	nobres	e	exclusivos,	além	de	vinhos	finos,	leves	e	frutados.</p><p>Website:	www.granlegado.com.br</p><p>Guaspari	–	Espírito	Santo	do	Pinhal,	SP</p><p>A	Vinícola	Guaspari	traduz	a	paixão	e	o	espírito	empreendedor	de	uma	família</p><p>que	se	dedicou	a	transformar	uma	antiga	fazenda	de	café	em	uma	bela	e</p><p>instigante	vinícola.</p><p>É	uma	história	sobre	assumir	riscos,	ousar	e	testar	os	limites	para	o	cultivo	de</p><p>parreirais,	abrindo	novas	fronteiras	para	a	vitivinicultura	do	Brasil	e	colocando	a</p><p>região	de	Espírito	Santo	do	Pinhal	no	mapa	dos	vinhos	de	alta	qualidade.</p><p>É	a	combinação	da	visão	com	o	pioneirismo,	da	sensibilidade	para	perceber	o</p><p>potencial	da	região	com	um	otimismo	incansável,	da	experiência	internacional</p><p>com	o	desenvolvimento	de	talentos	locais	e	da	mais	alta	tecnologia	com	o</p><p>cuidado	artesanal.</p><p>É,	finalmente,	uma	história	sobre	como	plantar,	produzir	e	engarrafar	um	sonho,</p><p>inspirando	tantos	outros	a	sonhar	junto.</p><p>Website:	www.vinicolaguaspari.com.br</p><p>Guatambu	–	Dom	Pedrito,	RS</p><p>A	Guatambu	produz	100%	dos	seus	vinhos	com	uvas	próprias,	de	vinhedos</p><p>cultivados	na	região	da	Serrinha	de	Dom	Pedrito,	a	260m	de	altitude.	Os</p><p>vinhedos	compreendem	21,5	hectares	das	variedades	Chardonnay,	Sauvignon</p><p>Blanc,	Gewürztraminer,	Tempranillo,	Merlot,	Tannat,	Cabernet	Sauvignon	e</p><p>Pinot	Noir.</p><p>A	produção	de	vinhos	em	pequena	escala,	com	produção	média	limitada	em	7</p><p>toneladas	por	hectare,	é	supervisionada	por	Gabriela	Hermann	Pötter,	Eng.</p><p>Agrônoma,	Msc.	em	Ciência	e	Tecnologia</p><p>de	Alimentos,	membro	da	terceira</p><p>geração	da	família	proprietária	da	Estância	Guatambu.</p><p>Em	maio	de	2016,	foi	instalado	na	vinícola	um	parque	solar	com	600	painéis</p><p>fotovoltaicos,	com	investimento	de	R$	1,5	milhão.	Estes	servem	para	suprir</p><p>100%	da	demanda	energética	do	empreendimento,	tornando	a	Guatambu	a</p><p>primeira	vinícola	da	América	Latina	a	ser	movida	a	energia	solar.</p><p>“Ao	escolher	o	vinho	Guatambu,	o	consumidor	sabe	que	está	valorizando	a</p><p>preservação	do	meio	ambiente.	Assim	como	fomos	referência	em	2013	ao</p><p>inaugurar	o	complexo	enoturístico	na	região	da	Campanha	Gaúcha,	agora	somos</p><p>referência	em	produção	de	vinhos	sustentáveis	e	isso	nos	orgulha	muito”,	celebra</p><p>Valter	José	Pötter,	diretor	da	vinícola.</p><p>Website:	www.guatambuvinhos.com.br</p><p>Hermann	–	Pinheiro	Machado,	RS</p><p>A	família	Hermann	trouxe	todo	o	seu	know-how	de	profundos	conhecedores	de</p><p>diversas	regiões	vinícolas	do	mundo	para	a	esfera	da	produção	de	vinhos,</p><p>apostando	no	potencial	dos	melhores	terroirs	da	região	sul	do	Brasil.</p><p>Proprietários	de	uma	das	maiores	importadoras	de	vinhos	de	alta	qualidade	do</p><p>país,	a	Decanter,	compraram	em	2009	um	vinhedo	de	grande	vocação	em</p><p>Pinheiro	Machado,	na	Serra	do	Sudeste	no	Rio	Grande	do	Sul,	plantado	com</p><p>mudas	de	alta	qualidade	por	um	dos	viveiros	líderes	de	Portugal.</p><p>A	assessoria	enológica	de	um	dos	mais	brilhantes	enólogos	de	Portugal,	o</p><p>renomado	“rei	do	Alvarinho”	Anselmo	Mendes	–	“Enólogo	do	Ano”	pela</p><p>Revista	de	Vinhos	de	Portugal	em	1997	–	ao	lado	do	talentoso	enólogo	Átila</p><p>Zavarizze,	garante	a	excelência	na	transformação	das	uvas	promissoras	em</p><p>grandes	vinhos	brasileiros,	com	caráter	e	tipicidade.</p><p>Website:	www.vinicolahermann.com.br</p><p>Kranz	–	Treze	Tílias,	SC</p><p>Fundada	em	2007,	a	jovem	vinícola	trezetiliense	conquistou	dez	medalhas	de</p><p>ouro	na	Grande	Prova	Vinhos	do	Brasil	2019.	Já	havia	conquistado	11	medalhas</p><p>de	ouro	em	2018	somado	ao	resultado	deste	ano,	a	Kranz,	passa	a	ser	a	vinícola</p><p>mais	premiada	de	Santa	Catarina.</p><p>Website:	www.vinicolakranz.com.br</p><p>Laurentia	–	Barra	do	Ribeiro,	RS</p><p>A	Laurentia	representa	um	interessante	movimento	na	vitivinicultura	brasileira:	a</p><p>descoberta	de	novos	terroirs.	Entre	as	regiões	produtoras	já	consagradas,	a	que</p><p>fica	mais	próxima	à	vinícola	é	a	Serra	Gaúcha.	No	entanto,	sua	localização</p><p>exata,	no	município	de	Barra	do	Ribeiro,	não	pertence	a	nenhuma	zona	vinícola</p><p>específica.	Essa	situação	torna	a	empresa	pioneira	na	elaboração	de	vinhos	finos</p><p>de	qualidade	na	região	metropolitana	de	Porto	Alegre,	capital	do	estado	do	Rio</p><p>Grande	do	Sul.	Como	se	esse	fato	por	si	só	não	chamasse	a	atenção	para	o</p><p>empreendimento,	os	vinhos	que	a	Laurentia	vem	colocando	no	mercado	desde</p><p>2005	surpreendem	pela	complexidade	e	pela	força	aromática,	conquistando	fãs</p><p>no	país	todo.</p><p>Website:	www.laurentia.com.br</p><p>Larentis	–	Bento	Gonçalves,	RS</p><p>Os	vinhos	Larentis	são	elaborados	através	de	uma	ótica	que	preza	pelo	cuidado</p><p>minucioso	em	todo	o	processo,	iniciando	pelos	vinhedos	100%	próprios,</p><p>passando	pela	elaboração,	que	dispõe	de	alta	tecnologia,	até	chegar	à	taça	do</p><p>consumidor.	Tudo	é	feito	pela	Família	Larentis	com	muito	entusiasmo,	paixão	e</p><p>atenção	a	todos	os	detalhes,	resultando	em	vinhos	equilibrados	e	de	alta</p><p>complexidade.</p><p>Qualidade	é	a	palavra	de	ordem.	Na	tomada	de	decisão,	esse	princípio	está	acima</p><p>de	qualquer	outra	consideração.	O	trabalho	inicia	nos	vinhedos,	localizados	no</p><p>Vale	dos	Vinhedos,	a	primeira	região	a	obter	Indicação	Geográfica	para	vinhos</p><p>no	Brasil	e	que	hoje	ostenta	a	Denominação	de	Origem.	Conduzidas	pelo</p><p>sistema	de	espaldeira	–	princípio	básico	para	quem	busca	produzir	vinhos	de	alta</p><p>qualidade	–,	as	4	mil	plantas	por	hectare	recebem	um	cuidado	único	por	parte	da</p><p>Família	Larentis,	que	realiza	quase	todos	os	processos	manualmente.</p><p>Website:	www.larentis.com.br</p><p>Legado	–	Campo	Largo,	PR</p><p>“Um	bom	vinho	é	uma	poesia	engarrafada”	(Stevenson,	Robert	Louis)	–	A</p><p>Vinícola	Legado	leva	ao	pé	da	letra	a	frase	deste	famoso	escritor	escocês.	Vinhos</p><p>produzidos	com	máxima	excelência	para	proporcionar	bons	momentos	a	todos,</p><p>assim	como	acontece	após	ler	uma	grata	poesia.	Trabalham	no	cultivo	e	pesquisa</p><p>do	terroir	há	20	anos,	produzindo	vinhos	e	espumantes	com	qualidade,	sabor	e</p><p>muito	carinho	em	todos	os	processos.	Com	o	passar	dos	anos	prêmios	foram</p><p>acumulados,	assim	como	elogios	e	clientes	satisfeitos.	Isso	só	serve	de</p><p>combustível	para	seguir	inovando	e	trazendo	as	melhores	bebidas	para	todos.</p><p>Responsáveis	por	executar	todos	os	processos	dos	seus	vinhos,	são	mais	de	5</p><p>hectares	de	terra,	onde	são	plantadas	uvas	Cabernet	Sauvignon,	Merlot,	Viogner,</p><p>Pinot	Noir	e	Fiano,	cada	uma	delas	passam	por	cuidados	especiais	de</p><p>profissionais	capacitados	para	que	ao	final	da	colheita,	as	uvas	tragam	o	máximo</p><p>sabor	e	aroma	para	os	vinhos.</p><p>Website:	www.vinicolalegado.com.br</p><p>Leone	di	Venezia	–	São	Joaquim,	SC</p><p>Instalada	em	uma	área	de	15	hectares	no	município	de	São	Joaquim,SC,	numa</p><p>altitude	média	de	1.280	metros,	a	vinícola	está	integrada	à	paisagem	do	Morro</p><p>Agudo	e	Vale	do	Rio	Antonina.	Em	2008	iniciaram	os	trabalhos	de	infraestrutura</p><p>e	o	plantio	das	primeiras	parreiras.</p><p>Os	vinhedos	somam	cinco	hectares	plantados	com	variedades	italianas.	A</p><p>condução	é	em	espaldeira	com	proteção	lateral	de	telas	anti	granizo,	mas	que</p><p>protegem	também	do	ataque	de	insetos	e	pássaros.	São	utilizadas	as	mais</p><p>modernas	práticas	agrícolas	com	a	preocupação	permanente	da	preservação	do</p><p>meio	ambiente.</p><p>A	vinícola	foi	concebida	para	a	produção	de	vinhos	de	alta	qualidade,	pequenos</p><p>volumes,	buscando	o	estilo	italiano,	no	resgate	das	origens	da	família.	Foi</p><p>planejada	para	utilização	inteligente	das	condições	climáticas	da	região	e	a</p><p>elaboração	de	produtos	diferenciados,	que	maximizem	as	peculiaridades	de	cada</p><p>variedade	italiana,	dentro	das	excelentes	condições	deste	particular	terroir	de</p><p>altitude.</p><p>Website:	www.leonedivenezia.com.br</p><p>Lidio	Carraro	–	Bento	Gonçalves,	RS</p><p>A	Lidio	Carraro	é	uma	vinícola	boutique	de	propriedade	familiar,	de</p><p>descendentes	de	imigrantes	italianos	que	se	dedica	no	ramo	da	viticultura	há</p><p>mais	de	cinco	gerações.	Inspirada	na	busca	pela	identidade	e	excelência	do	vinho</p><p>brasileiro	e	comprometida	a	elaborar	somente	vinhos	de	primeira	linha,	a	Lidio</p><p>Carraro	surgiu	no	mercado	quebrando	paradigmas.	Com	uma	filosofia	purista,	de</p><p>resgate	à	essência	e	a	integridade	do	vinho,	todo	o	processo	da	Lidio	Carraro	é</p><p>conduzido	com	o	mínimo	de	interferência	e	o	máximo	respeito	à	expressão</p><p>natural	da	uva	e	do	terroir	de	origem.</p><p>Ao	longo	da	sua	trajetória,	a	vinícola	tem	se	destacado	pela	qualidade</p><p>diferenciada	e	tem	sido	reconhecida	pelo	espírito	jovem,	ousado	e	de	vanguarda.</p><p>“Trazemos	no	sangue,	nas	mãos	e	no	coração	a	paixão	em	elaborar	os	melhores</p><p>vinhos.”	Lidio	Carraro</p><p>Website:	www.lidiocarraro.com</p><p>Lovara	–	Bento	Gonçalves,	RS</p><p>A	história	da	vinícola	Lovara	inicia	aproximadamente	nos	anos	de	1878,	quando</p><p>Giuseppe	Benedetti	e	Angelo	Tecchio,	vindos	do	norte	da	Itália,	desembarcam</p><p>no	Brasil.	Vizinhos	de	terras	no	município	de	Bento	Gonçalves	iniciaram	a</p><p>produção	de	uvas	para	consumo	in	natura	em	suas	propriedades	onde	um</p><p>ajudava	o	outro	nas	safras.	Com	o	incremento	da	produção,	fundaram	juntos	a</p><p>Vinícola	Lovara	em	1967.</p><p>Alguns	anos	depois	e	com	a	tradição	da	vitivinicultura	herdada	de	seus	pais,</p><p>Henrique	Benedetti	e	Arcângelo	Gabriel	Tecchio,	em	1991,	passaram	a	elaborar</p><p>somente	vinhos	finos.</p><p>Hoje	a	Vinícola	Lovara,	além	da	produção	de	vinhos	e	espumantes,	conta	com</p><p>um	espaço	para	eventos	com	capacidade	de	150	pessoas,	a	também	a	opção	de</p><p>cerimonias	ao	ar	livre	para	quem	deseja	casar	em	meio	aos	vinhedos.</p><p>Website:	www.vinicolalovara.com</p><p>Luiz	Argenta	–	Flores	da	Cunha,	RS</p><p>Homenageando	o	patriarca	da	família,	foi	fundada	a	Luiz	Argenta	Vinhos	Finos,</p><p>um	empreendimento	que	reúne	a	tradição	de	um	dos	melhores	terroirs	do	Brasil</p><p>com	as	mais	modernas	técnicas	de	elaboração	de	vinhos	finos.</p><p>No	ano	de	1999	os	irmãos	Deunir	e	Neco,	filhos	de	Luiz	Argenta,	adquiriram	a</p><p>propriedade	da	antiga	Granja	União	em	Flores	da	Cunha,	RS,	onde	foram</p><p>plantadas	as	uvas	viníferas	que	deram	origem	aos	primeiros	varietais	de	vinhos</p><p>finos	do	Brasil,	desde	1929.	Um	terroir	reconhecido	pela	suas	excelentes</p><p>características	para	a	produção	de	vinhos	do	Brasil,	originando	produtos	de</p><p>excelente	qualidade</p><p>Com	um	projeto	inovador	e	moderno,	toda	a	estrutura	da	vinícola	Luiz	Argenta</p><p>ficou	pronta	em	2009.	Devido	à	sua	arquitetura	diferenciada,	a	vinícola	já</p><p>recebeu	o	título	de	uma	das	mais	belas	Vinícolas	do	Mundo,	segundo	a	revista</p><p>Adega.</p><p>Hoje,	Deunir	junto	com	sua	filha,	Daiane	Argenta,	se	dedicam	a	esse	projeto	que</p><p>carrega	o	nome,	a	personalidade	e	a	paixão	pelo	vinho	da	Família	Argenta.	Seus</p><p>vinhos	e	espumantes	são	referência	em	todo	Brasil	e	estão	sempre	em	destaque</p><p>em	importantes	premiações.</p><p>Website:	www.luizargenta.com.br</p><p>Maximo	Boschi	–	Bento	Gonçalves,	RS</p><p>As	obras	elaboradas	pela	Vinícola	Maximo	Boschi	são	criadas	para	atender</p><p>paladares	exigentes.	Com	uma	elaboração	singular,	a	vinícola	conta	em	seu</p><p>portfólio	com	vinhos	tintos	de	guarda,	vinhos	brancos	envelhecidos	e	maturados</p><p>em	carvalho,	espumantes	evoluídos	de	método	clássico	e	suco	de	uva	integral.</p><p>A	vinícola	está	localizada	no	Vale	dos	Vinhedos,	em	Bento	Gonçalves,	coração</p><p>da	principal	região	de	elaboração	de	vinhos	no	Brasil.	O	principal	diferencial	da</p><p>Vinícola	Maximo	Boschi	está	nas	suas	uvas:	vinhos	de	guarda,	potentes	e</p><p>maduros	só	são	gerados	a	partir	de	uvas	excepcionais.	É	este	ponto	que	gera	o</p><p>efeito	engrandecedor	de	cada	taça	sob	a	assinatura	da	vinícola.</p><p>Website:	www.maximoboschi.com.br</p><p>Miolo	–	Bento	Gonçalves,	RS</p><p>Presente	em	quase	todas	as	regiões	produtoras	do	país,	a	Miolo	Wine	Group	é</p><p>resultado	da	união	de	diferentes	empresas	e	investidores	do	setor	do	vinho	no</p><p>Brasil.	A	formalização	do	grupo	ocorreu	em	2008,	mas	suas	raízes	na</p><p>vitivinicultura	são	muito	anteriores,	remetendo	à	chegada	de	imigrantes	italianos</p><p>no	país	no	Século	XIX.	Uma	das	primeiras	vinícolas	brasileiras	a	despertar	para</p><p>o	mercado	internacional,	a	Miolo	Wine	Group	hoje	faz	negócios	com	mais	de	10</p><p>países.	Mas	não	é	apenas	mercado	que	a	empresa	busca	no	exterior.	Por	meio	de</p><p>parcerias	e	consultorias,	conquistou	a	ampliação	de	seu	catálogo	e	um	melhor</p><p>desenvolvimento	de	seus	produtos.	Os	franceses	Michel	Rolland	e	Henry</p><p>Marionnet	constam	na	lista	de	estrangeiros	que	ajudam	a	Miolo	a	crescer.</p><p>O	grupo	conta	com	projetos	em	quatro	regiões	vitivinícolas:	Vinícola	Miolo</p><p>(Vale	dos	Vinhedos,RS),	Seival	(Campanha	Meridional,	RS),	Vinícola	Almadén</p><p>(Campanha	Central,	RS),	Vinícola	Terra	Nova	(Vale	do	São	Francisco,	BA).</p><p>Website:	www.miolo.com.br</p><p>Mioranza	–	Flores	da	Cunha,	RS</p><p>A	história	da	Vinícola	Mioranza	se	inicia	em	1964,	quando	a	Família	Mioranza,</p><p>de	origem	italiana,	começa	com	o	cultivo	das	vinhas	em	Flores	da	Cunha,	cidade</p><p>localizada	na	Serra	Gaúcha,	região	reconhecida	nacionalmente	pelos	excelentes</p><p>vinhos	e	belezas	naturais.</p><p>Para	atingir	a	excelência	na	elaboração	de	seus	vinhos,	a	Vinícola	Mioranza	não</p><p>conta	apenas	com	as	melhores	uvas,	clima	e	solo.	Ela	também	conta	com	a</p><p>tradição	de	seus	antepassados	aliada	a	modernos	processos	e	equipamentos	para</p><p>a	perfeita	vinificação	dos	seus	vinhos.</p><p>Ao	longo	dos	anos,	a	Mioranza	passou	por	diversas	etapas	de	aperfeiçoamento.</p><p>A	produção	da	uva	é	quase	toda	em	vinhedos	próprios,	recebendo	todo	o	cuidado</p><p>e	atenção	possível	para	garantir	o	cultivo	de	uvas	nobres,	que	serão	utilizadas	na</p><p>elaboração	dos	melhores	vinhos.</p><p>Website:	www.mioranza.com</p><p>Monte	Reale	–	Flores	da	Cunha,	RS</p><p>A	Monte	Reale	está	localizada	na	entrada	da	cidade	de	Flores	da	Cunha,	na	Serra</p><p>Gaúcha.	Desde	1972,	se	especializou	na	produção	de	vinhos	e	sucos	de	uva	de</p><p>alta	qualidade.	Além	dos	vinhos	de	mesa,	a	vinícola	possui	uma	linha	de	vinhos</p><p>finos	e	espumantes	–	a	Valdemiz.	As	uvas	utilizadas	na	elaboração	dos	vinhos	e</p><p>sucos	são	cultivadas	em	uma	das	regiões	mais	nobres	do	país	para	vinicultura,	a</p><p>Serra	Gaúcha.	O	fundador,	Valdecir	Mioranza,	apostou	na	preservação	da</p><p>tradição	de	mais	de	sete	séculos	da	família	italiana,	elaborando	produtos</p><p>premiados	e	reconhecidos.</p><p>Website:	https://www.montereale.com.br/</p><p>Panizzon	–	Flores	da	Cunha,	RS</p><p>Com	sede	em	Flores	da	Cunha,	RS,	município	maior	produtor	de	vinhos	do</p><p>Brasil,	a	Panizzon,	fundada	em	1960	por	Ricardo	Panizzon	e	filhos,	hoje	se</p><p>apresenta	como	uma	das	maiores	empresas	do	país	no	setor	de	bebidas.</p><p>Sustentada	por	um	mix	de	produtos	com	dezenas	de	itens,	muitos	dos	quais</p><p>líderes	de	mercado	em	seus	segmentos,	a	Panizzon	tem	seu	reconhecimento</p><p>obtido	na	forma	de	premiações	conquistadas	nos	mais	afamados	concursos</p><p>nacionais	e	internacionais	de	espumantes	e	vinhos	finos.	A	sua	postura</p><p>inovadora,	responsável	pela	introdução	de	novos	gêneros	de	produtos	em</p><p>território	nacional	evidencia	a	maturidade	da	empresa,	que	possui	mais	de	50</p><p>anos	de	mercado.</p><p>Além	da	tradição	e	do	legado	da	família,	o	que	impulsiona	a	Panizzon	é	a</p><p>responsabilidade	em	aprimorar	constantemente	os	conhecimentos	adquiridos,</p><p>formar	técnicos,	investir	em	tecnologia	e	novos	projetos,	como	o	plantio	de</p><p>grandes	áreas	de	vinhedos	próprios.	O	resultado	deste	incansável	trabalho	são	os</p><p>espumantes,	vinhos	finos,	vinhos	de	mesa,	vinagres,	sucos	e	bebidas	quentes,</p><p>todos	produtos	referência	no	mercado	por	sua	excelência	em	qualidade.</p><p>Website:	http://www.panizzon.com.br</p><p>Peculiare	–	Bento	Gonçalves,	RS</p><p>A	Peculiare	é	uma	pequena	vinícola	familiar,	muito	acolhedora	e	de	produção</p><p>restrita.	Fundada	em	2003,	a	vinícola	está	atenta	aos	detalhes	e	novas	tecnologias</p><p>sem	esquecer	das	antigas	práticas	dos	imigrantes	que	trouxeram	a	magia	do</p><p>vinho	para	o	Brasil.</p><p>Os	produtos	Peculiare	são	elaborados	a	partir	de	uvas	produzidas	pela	própria</p><p>vinícola	no	Vale	dos	Vinhedos	em	Bento	Gonçalves,	colhidas	em	sua	plena</p><p>maturação	e	durante	as	horas	mais	frescas	do	dia.</p><p>Na	elaboração,	são	aplicadas	modernas	técnicas	de	vinificação	na	produção</p><p>limitada	dos	vinhos	Peculiare.</p><p>Website:	http://www.peculiare.com.br/</p><p>Pericó	–	São	Joaquim,	SC</p><p>Muito	ensolarado	e	com	noites	frias,	o	Pericó	Valley,	em	São	Joaquim,	é	um	dos</p><p>pontos	mais	altos	de	Santa	Catarina.	Por	isso	foi	escolhido	para	abrigar	o</p><p>vinhedo	da	Pericó	a	1.300	m.s.n.m.	no	paralelo	28	S.</p><p>Do	plantio	à	colheita,	a	equipe	da	Vinícola	Pericó	dedica-se	a	cada	etapa,	do</p><p>crescimento	à	maturação	das	uvas	de	castas	francesas,	com	todo	o	cuidado</p><p>necessário	para	preservar	a	qualidade	única	dos	frutos.</p><p>As	uvas	são	constantemente	avaliadas	para	serem	colhidas	no	pico	máximo	de</p><p>cor	e	açúcares	naturais,	o	que	permite	a	Pericó	obter	espumantes	e	vinhos</p><p>estruturados	e	sabor	exclusivo.</p><p>Website:	http://www.vinicolaperico.com.br</p><p>Peruzzo	–	Bagé,	RS</p><p>Motivados	por	um	desejo	antigo	de	produzir	vinhos,	associado	com	as</p><p>oportunidades	e	perspectivas	que	a	Região	da	Campanha	oferece	no	mundo	dos</p><p>vinhos,	a	família	Peruzzo,	com	muito	entusiasmo	decidiu	investir	no	cultivo	de</p><p>uvas	viníferas	em	sua	propriedade	localizada	no	município	de	Bagé,	RS.</p><p>As	primeiras	videiras	foram	plantadas	em	2003,	provenientes	de	mudas</p><p>importadas	de	renomados	viveiristas	da	França,	Itália	e	Portugal.	A	vinícola	foi</p><p>inaugurada	em	2008,	com	um	processo	de	elaboração	que	incorpora	modernas</p><p>tecnologias.	Sua	cave,	localizada	no	subsolo	da	cantina,	garante	que	os</p><p>espumantes	e	vinhos	amadureçam	sob	temperaturas	constantes	próximas	dos	18</p><p>a	20º	C.</p><p>Com	muito	entusiasmo,	alegria	e	dedicação,	a	Vinícola	Peruzzo	trabalha	na	arte</p><p>de	criar	seus	vinhos	e	espumantes	para	fazer	parte	de	momentos	alegres,</p><p>descontraídos,	únicos	e	marcantes	na	vida	de	seus	clientes.</p><p>Website:	http://vinicolaperuzzo.com.br</p><p>Peterlongo	–	Garibaldi,	RS</p><p>Em	sua	história	de	100	anos,	a	Peterlongo	sempre	teve	como	meta	principal	a</p><p>conquista	da	excelência	na	elaboração	de	espumantes.	Dessa	forma,	a	empresa	é</p><p>uma	das	responsáveis	pelo	renome	que	o	Brasil	alcançou	mundialmente	na</p><p>produção	da	bebida.	A	tradição,	no	entanto,	não	segurou	a	vinícola	no	passado.</p><p>No	país,	foi	uma	das	pioneiras	na	adoção	do	enoturismo	como	forma	de</p><p>promover	seus	rótulos.	Sua	estratégia	comercial	também	está	alinhada	com</p><p>modernas	práticas	de	mercado,	algo	possível	graças	a	um	vasto	catálogo	de</p><p>produtos.	Além	disso,	a	tecnologia	da	cantina	garante</p><p>que	sua	história	de</p><p>qualidade	dure	ainda	muitos	anos.</p><p>Website:	http://www.peterlongo.com.br/</p><p>Pizzato	–	Bento	Gonçalves,	RS</p><p>Em	1999,	a	Família	Plínio	Pizzato	constitui	a	Pizzato	Vinhas	e	Vinhos	para</p><p>agregar	a	elaboração	de	vinhos	ao	já	existente	cultivo	de	videiras,	ao	qual	se</p><p>dedica	desde	a	imigração	de	Antônio	Pizzato	para	o	Brasil,	vindo	do	Vêneto,</p><p>Itália,	ao	final	dos	anos	1800.</p><p>Os	integrantes	da	família	são	os	responsáveis	por	todo	o	processo	que	faz	do</p><p>vinho	uma	bebida	de	identidade	única,	da	produção	de	uvas	à	elaboração	e</p><p>comercialização	dos	vinhos,	gerando	um	diferencial	de	entusiasmo,	dedicação,</p><p>personalidade	e	exclusividade	traduzidos	em	vinho.</p><p>É	com	muito	orgulho	que	hoje	a	Família	vê	seus	vinhos	entre	os	mais	destacados</p><p>em	degustações	e	painéis	de	vinhos	brasileiros	e	internacionais,	além	de	estarem</p><p>presentes	em	restaurantes	e	lojas	especializadas	no	Brasil	e	no	exterior.</p><p>Website:	http://www.pizzato.net</p><p>Quinta	da	Neve	–	São	Joaquim,	SC</p><p>A	Quinta	da	Neve	foi	a	primeira	empresa	a	investir	e	apostar	na	produção	de</p><p>vinhos	finos	de	altitude	em	São	Joaquim,	serra	de	Santa	Catarina.</p><p>Em	1999,	os	quatro	sócios	da	vinícola	–	Acari	Amorim,	Robson	Abbdala,</p><p>Nelson	Essemburg	e	Francisco	Brito,	os	dois	últimos	venderam	suas	quotas	para</p><p>a	família	Hermann	–	compraram	uma	área	de	87	hectares,	no	distrito	de	Lomba</p><p>Seca,	antiga	Fazenda	Bentinho,	distante	30	quilômetros	do	centro	da	cidade.	No</p><p>ano	2000	começaram	o	plantio	das	mudas	vitiníferas	importadas	da	Itália	e	de</p><p>Portugal.</p><p>Hoje,	esse	trabalho	pioneiro	da	Quinta	da	Neve	é	seguido	por	quase	uma	centena</p><p>de	empreendedores	que	administram	empreendimentos	de	plantio	e	produção	de</p><p>vinhos	e	que	formam	a	Associação	Catarinense	de	Produtores	de	Vinhos	Finos</p><p>de	Altitude	(Acavitis).</p><p>A	vinícola	tem	hoje	em	produção	25	hectares	de	uvas,	com	destaque	para	as</p><p>variedades	Cabernet	Sauvignon,	Pinot	Noir,	Merlot,	Sangiovese,	Montepulciano,</p><p>Touriga	Nacional,	Sauvignon	Blanc	e	Chardonnay,	além	de	uma	área	de</p><p>experimentação	com	16	variedades	diferentes.</p><p>Website:	http://quintadaneve.com.br/</p><p>Raul	Anselmo	Randon	(RAR)	–	Vacaria,	RS</p><p>Os	vinhedos	de	Raul	Anselmo	Randon	estão	localizados	na	região	dos	Campos</p><p>de	Cima	da	Serra,	um	dos	pontos	mais	elevados	do	estado,	com</p><p>aproximadamente	mil	metros.	Localizada	a	uma	latitude	de	28°,	a	região	conta</p><p>com	clima	temperado,	de	verões	amenos,	com	temperatura	máxima	média	de</p><p>25°C	e	mínima	média	15°C.	No	inverno,	mais	frio	pela	altitude	elevada,	a</p><p>temperatura	máxima	média	fica	em	torno	de	16°C	e	a	mínima	média	em	torno	de</p><p>7°C.	Devido	à	essa	altitude	e	à	amplitude	térmica,	originam-se	vinhos	mais</p><p>concentrados	e	aromáticos.</p><p>Os	vinhos	RAR	se	destacam	pelo	paladar	marcante,	que	combina	frutos	com</p><p>especiarias	da	mais	alta	qualidade.	Essa	elegante	linha	de	vinhos	harmoniza-se</p><p>com	as	mais	diversas	ocasiões,	garantindo	sabor	e	sofisticação	à	mesa.</p><p>A	linha	de	vinhos	e	espumantes	RAR	é	composta	pelo	Cabernet</p><p>Sauvignon/Merlot,	Gewurztraminer,	Viognier,	Collezione	Merlot,	Collezione</p><p>Pinot	Noir,	Collezione	Sauvignon	Blanc	e	Reserva	Merlot,	além	dos	espumantes,</p><p>Cuvée	RAR	Brut,	Cuvée	Nilva	Brut	Rosé,	Brut	Reserva	e	RAR	Moscatel.</p><p>Website:	www.rarvinhos.com.br</p><p>Ravanello	–	Gramado,	RS</p><p>Idealizador	e	proprietário	da	vinícola,	Normélio	Ravanello,	desde	jovem</p><p>participava	das	atividades	vitivinícolas	da	família	em	Antônio	Prado,	na	Serra</p><p>Gaúcha.	Tendo	construído	carreira	profissional	na	área	de	engenharia	e	como</p><p>executivo,	manteve	ininterrupta	convivência	com	o	vinho.	Junto	com	a	esposa</p><p>Rosa	Maria,	que	tem	raízes	familiares	em	Gramado,	iniciaram,	em	2005,	o</p><p>empreendimento	vitivinícola	na	propriedade	adquirida	em	1987.	As	primeiras</p><p>vinificações,	em	2008	e	2009,	ocorreram	na	vinícola	experimental	da	Embrapa,</p><p>em	Bento	Gonçalves,	RS.	A	vinificação	no	estabelecimento	da	Vinícola</p><p>Ravanello	iniciou	em	fevereiro	de	2010.</p><p>Todos	os	vinhos	da	Vinícola	Ravanello	(tintos,	brancos	e	bases	para	espumante)</p><p>são	elaborados	em	tanques	verticais	de	aço	inoxidável,	sob	controle</p><p>automatizado	de	temperatura.	Alguns	tintos	ou	brancos	específicos	são</p><p>elaborados	em	barricas	de	carvalho	francês	tipo	“super	premium”,	de	400	ou	500</p><p>litros	de	capacidade	unitária,	no	sistema	de	vinificação	integral.	Após	a</p><p>fermentação,	a	estabilização	dos	vinhos	pode	ocorrer	nos	próprios	tanques	de</p><p>aço	inoxidável	ou	em	barricas	de	300	litros,	da	mesma	qualidade	e	origem</p><p>daquelas	utilizadas	na	vinificação	integral.	A	vinícola	possui	ainda	uma	estrutura</p><p>laboratorial	para	controle	de	qualidade	dos	produtos	ao	longo	da	vinificação.</p><p>Todas	as	variáveis	e	processos	são	controlados	por	sistema	de	gestão	específico</p><p>para	vinificações,	assegurando	um	controle	completo	da	produção.</p><p>Website:	www.vinicolaravanello.com.br</p><p>Salton	–	Bento	Gonçalves,	RS</p><p>A	empresa	foi	formalmente	constituída	em	1910,	quando	os	irmãos	Paulo,</p><p>Angelo,	João,	José,	Cesar,	Luis	e	Antonio	deram	cunho	empresarial	aos	negócios</p><p>do	pai,	o	imigrante	Antonio	Domenico	Salton,	que	vinificava	informalmente,</p><p>como	a	maioria	dos	imigrantes	italianos.	Os	irmãos	passaram	a	se	dedicar	à</p><p>cultura	de	uvas	e	à	elaboração	de	vinhos,	espumantes	e	vermutes,	com	a</p><p>denominação	“Paulo	Salton	&	Irmãos”,	no	centro	de	Bento	Gonçalves.</p><p>Um	século	depois,	a	Salton	é	reconhecida	como	uma	das	principais	vinícolas</p><p>brasileiras,	líder	na	comercialização	de	espumantes	nacionais	no	Brasil.	Hoje,	à</p><p>frente	da	vinícola,	membros	da	quarta	geração	da	família	preservam	o	legado	de</p><p>seu	fundador,	Paulo	Salton,	amparados	nos	valores	construídos	ao	longo	dos</p><p>mais	de	100	anos	de	história	e	inspirados	pela	simplicidade	e	pelo	trabalho	árduo</p><p>das	primeiras	gerações.</p><p>Website:	www.salton.com.br</p><p>Salvattore	–	Flores	da	Cunha,	RS</p><p>Buscando	reconhecer	seus	anos	de	dedicação	ao	ramo	da	uva	e	do	vinho,	o</p><p>Enólogo	Antônio	Salvador,	juntamente	com	sua	família,	edifica	seu	projeto:	a</p><p>Vinícola	Salvattore.</p><p>Estabelecida	em	um	pavilhão	histórico	no	município	de	Flores	da	Cunha,	na</p><p>Serra	Gaúcha,	faz	da	natureza	o	segredo	dos	complexos	vinhos	elaborados,</p><p>dentro	de	um	ambiente	arquitetônico	cultural	minuciosamente	restaurado.	Um</p><p>espaço	único,	inimaginável,	fomentado	por	uma	história	vivida	pela	própria</p><p>família,	onde	o	vinho	é	a	essência	de	todos.</p><p>Website:	www.vinicolasalvattore.com.br</p><p>Sanjo	–	São	Joaquim,	SC</p><p>Mais	do	que	tradição	ou	anos	de	história,	um	bom	vinho	é	feito	a	partir	da</p><p>identificação	de	oportunidades	e	do	investimento	em	qualidade.	E	esses	são</p><p>preceitos	bastante	presentes	no	trabalho	da	Sanjo,	cooperativa	que	enxergou	na</p><p>vitivinicultura	uma	forma	de	diversificar	a	atuação	de	quase	duas	décadas	no</p><p>ramo	da	maçã.	Tendo	terras	apropriadas	para	o	cultivo	de	uvas	no	Planalto</p><p>Catarinense	e	o	domínio	das	técnicas	agrícolas	adequadas	para	a	zona	de</p><p>altitude,	o	empreendimento,	iniciado	em	2005,	obteve	êxito	em	pouco	tempo.	O</p><p>mercado	externo	também	apreciou	a	novidade,	com	o	Japão	o	primeiro	país	a</p><p>importar	os	vinhos	da	marca.</p><p>Website:	www.sanjo.com.br</p><p>Santa	Augusta	–	Videira,	SC</p><p>Ao	poder	escolher	a	dedo	onde	cultivar	seus	vinhedos	e	com	a	tecnologia</p><p>necessária	para	elaborar	bons	rótulos,	os	novos	empreendedores	da</p><p>vitivinicultura	brasileira	se	tornaram	bastante	ágeis	em	fornecer	ao	mercado</p><p>produtos	de	alta	qualidade	e	com	um	perfil	jovem,	moderno.	É	o	caso	da	Santa</p><p>Augusta,	que	começou	a	escrever	sua	história	no	Planalto	Catarinense	em	2005.</p><p>Em	pouco	mais	de	cinco	anos,	a	empresa	construiu	um	catálogo	bastante</p><p>completo,	com	tintos,	brancos,	rosés,	espumantes	e	um	intrigante	passito,</p><p>inspirado	nos	grandes	vinhos	de	sobremesa	italianos.	O	futuro	da	vinícola	aponta</p><p>para	a	o	processo	biodinâmico,	mostrando	sua	atenção	às	tendências	mundiais	do</p><p>setor.</p><p>Website:	www.santaaugusta.com.br</p><p>Santa	Maria	–	Lagoa	Grande,	PE</p><p>Mais	conhecida	como	Rio	Sol,	seus	vinhos	são	marcados	pela	tipicidade</p><p>nordestina,	mas	num	estilo	internacional	e	de	qualidade	inquestionável</p><p>respeitando	os	padrões	mais	rigorosos.</p><p>Website:	www.vinhosriosol.com.br</p><p>Suzin	–	São	Joaquim,	SC</p><p>A	relação	da	Vinícola	Suzin	com	o	campo	é	profunda.	Seus	fundadores	já</p><p>trabalhavam	a	terra	antes	de	plantar	os	primeiros	vinhedos.</p><p>No	início,	as	uvas</p><p>eram	uma	maneira	de	diversificar	a	produção	agrícola.	Hoje,	são	os	principais</p><p>responsáveis	por	divulgar	a	marca	Suzin.	A	produção	é	pequena,	selecionada.	A</p><p>maior	parte	dos	parreirais	é	ocupada	por	variedades	tintas,	mas	é	um	vinho</p><p>branco	que	atualmente	traz	mais	orgulho	à	vinícola.	O	Sauvignon	Blanc</p><p>adaptou-se	perfeitamente	à	altitude	do	Planalto	Catarinense,	assim	como	ao</p><p>estilo	de	vinificação	da	Suzin.</p><p>Website:	www.vinicolasuzin.com.br</p><p>Thera	–	Bom	Retiro,	SC</p><p>O	nome	da	vinícola	é	uma	homenagem	a	Therezinha	Borges	de	Freitas,</p><p>carinhosamente	chamada	de	Thera	pelo	marido	Manoel	Dilor	de	Freitas	(in</p><p>memoriam),	o	visionário	empreendedor,	pioneiro	dos	vinhos	de	altitude	de	Santa</p><p>Catarina,	e	por	seus	quatro	filhos,	entre	os	quais	João	Paulo,	o	idealizador	da</p><p>Vinícola	Thera.</p><p>Alcançar	uma	conexão	entre	o	céu	e	a	terra	e	expressá-la	de	forma	prazerosa,</p><p>elegante	e	harmônica	por	meio	de	vinhos	cuidadosamente	elaborados:	essa	é	a</p><p>alma	da	Vinícola	Thera,	cujas	formas	arredondadas	da	própria	marca	casam</p><p>perfeitamente	com	a	arquitetura	orgânica	e	inovadora	do	concept	design	da</p><p>Vinícola,	numa	reverência	ao	ciclo	natural	da	atividade	vinífera,	que	vai	do</p><p>plantio	das	mudas	à	colheita	e	à	fabricação	dos	vinhos.</p><p>Website:	vinicolathera.com.br</p><p>Torcello	–	Bento	Gonçalves,	RS</p><p>A	História	da	Torcello	inicia	com	a	chegada	do	primeiro	imigrante	italiano	da</p><p>Família	Valduga	ao	Brasil,	Marco	Valduga,	em	1875.	Com	muita	fé,	trabalho	e</p><p>perseverança,	desbravaram	matas	virgens	e	construíram	o	que	hoje	conhecemos</p><p>como	Vale	dos	Vinhedos.</p><p>A	Vinícola	Torcello	foi	fundada	no	ano	de	2000	por	Rogério	Carlos	Valduga,</p><p>quarta	geração	da	Família	Valduga,	e	filho	de	Remy	Valduga,	viticultor,	escritor</p><p>e	bisneto	de	Marco.	A	Torcello	surgiu	do	fascínio	de	Rogério	pela	vitivinicultura</p><p>e	pelo	seu	desejo	de	resgatar	a	tradição	da	família,	a	qual	elaborava	vinho	de</p><p>maneira	totalmente	artesanal	no	próprio	porão	de	casa	para	consumo	próprio.</p><p>Website:	www.torcello.com.br</p><p>Valmarino	–	Pinto	Bandeira,	RS</p><p>Uma	Família	de	origem	italiana	e	centenária,	onde	pela	tradição	e	vocação,</p><p>Orval	Salton	e	filhos	criaram	o	Estabelecimento	Vinícola	Valmarino	em	1997.	O</p><p>nome	homenageia	os	antepassados	oriundos	de	Cison	de	Valmarino,	Treviso,</p><p>Itália.</p><p>Por	ser	uma	empresa	familiar,	com	produções	limitadas,	tem	como	meta</p><p>principal	a	elaboração,	com	qualidade,	de	vinhos	e	espumantes	diferenciados,</p><p>que	possibilitam	prazer	e	satisfação	aos	seus	apreciadores.	A	tecnologia	e	os</p><p>cuidados	artesanais	são	como	ferramentas	principais	para	revelar	a	qualidade	das</p><p>uvas	e	buscar	o	equilíbrio	e	a	complexidade	de	seus	produtos.</p><p>Website:	www.valmarino.com.br</p><p>Vallontano	–	Bento	Gonçalves,	RS</p><p>Adepta	da	filosofia	terroirista,	a	Vallontano	Vinhos	Nobres	exprime,	em	cada</p><p>uma	das	garrafas	de	vinhos	e	espumantes	elaboradas,	um	profundo	respeito	à</p><p>natureza,	ao	solo,	ao	clima	e	à	cultura	local.</p><p>Localizada	no	Vale	dos	Vinhedos,	Serra	Gaúcha,	a	Vallontano	propõe-se,	desde</p><p>1999,	a	elaborar	vinhos	finos	de	qualidade	superior.	Hoje	elabora</p><p>aproximadamente	60	mil	garrafas	de	vinhos	finos	e	espumantes	por	ano.	Esses</p><p>vinhos,	elaborados	com	arte,	profissionalismo	e	amor	dedicados	à	vitivinicultura,</p><p>são	reflexos	do	solo,	clima	e	tratos	culturais	de	seus	vinhedos.	É	o	vinho</p><p>brasileiro	em	seu	melhor	–	com	identidade	própria	–	primando	pela	elegância,</p><p>refinamento	e	extensa	capacidade	de	harmonizar	com	diversos	tipos	de	comida.</p><p>O	enólogo	da	Vallontano,	Luís	Henrique	Zanini,	foi	buscar	inspiração	para	suas</p><p>saborosas	criações	em	um	dos	mais	fervorosos	defensores	do	terroir	–	o	mítico</p><p>Domaine	de	Montille,	na	Borgonha	–	onde	trabalhou	e	aprendeu	a	expressar	a</p><p>individualidade	de	cada	microclima.	A	proposta	da	Vallontano	é	a	de	trabalhar</p><p>com	métodos	não	intervencionistas	preservando	as	características	conferidas</p><p>pelo	solo	e	pelo	clima	de	seus	vinhedos,	respeitando	assim	seu	terroir.	Prima-se</p><p>pela	técnica	e	pelo	conhecimento	em	detrimento	da	tecnologia.</p><p>Website:	www.vallontano.com.br</p><p>Viapiana	–	Flores	da	Cunha,	RS</p><p>A	Viapiana	Vinhos	e	Vinhedos	surgiu	em	1986,	mas	sua	história	se	remete	há</p><p>muitos	anos	antes,	quando	os	primeiros	imigrantes	italianos	desembarcaram	no</p><p>país	e	produziam,	de	forma	artesanal,	seus	próprios	vinhos.	Prova	disso	é	a</p><p>medalha	conquistada	pela	família	Viapiana,	em	Porto	Alegre,	no	ano	de	1925</p><p>durante	o	cinquentenário	da	imigração.</p><p>Numa	área	de	2.800	m²,	a	Viapiana	tem	uma	estrutura	com	tecnologia	de	ponta	e</p><p>modernos	sistemas	de	condução.	São	30	hectares	de	vinhedos	próprios	que</p><p>recebem	cuidados	extremos	para	baixa	produção	de	uvas	a	fim	de	qualificar	os</p><p>produtos.	Os	vinhos	têm	controle	total	de	temperatura	e	permanecem	em	barricas</p><p>de	carvalho	americanas	e	francesas.</p><p>Website:	www.vinhosviapiana.com.br</p><p>Villa	Francioni	–	São	Joaquim,	SC</p><p>Uma	das	empresas	responsáveis	por	despertar	a	atenção	para	a	região	do</p><p>Planalto	Catarinense,	a	Villa	Francioni	tem	como	inspiração	algumas	das</p><p>melhores	vinícolas	do	mundo.	É	fruto	de	uma	longa	e	intensa	pesquisa	do</p><p>fundador,	Manoel	Dilor	Freitas,	que	criou	a	empresa	para	satisfazer	sua	paixão</p><p>pelos	vinhos.	Brancos	frescos	e	aromáticos	e	tintos	complexos	compõem	o</p><p>catálogo	da	Villa	Francioni,	uma	referência	da	vinicultura	de	Santa	Catarina	não</p><p>apenas	por	seus	rótulos,	mas	também	por	exibir	uma	das	mais	belas	estruturas</p><p>enoturísticas	do	país.	A	Villa	Francioni	é	o	resultado	de	uma	paixão	pelo	vinho	e</p><p>pela	sofisticação	da	vinicultura	internacional.	Seus	rótulos	da	Linha	Villa</p><p>Francioni,	Joaquim	e	Aparados	são	reconhecidos	nacional	e	internacional.</p><p>Website:	www.villafrancioni.com.br</p><p>Villa	Mosconi	–	Andradas,	MG</p><p>A	Vinícola	Villa	Mosconi	nasceu	com	uma	pretensão:	fazer	bons	espumantes.</p><p>Respeitando	a	genética	francesa	consagrada	universalmente	pelas	uvas</p><p>Chardonnay	e	Pinot	Noir,	introduziram	um	toque	de	Riesling	para	oferecer	maior</p><p>leveza	e	frescor	aos	espumantes,	em	benefício	do	paladar	brasileiro,	estimulado</p><p>pelo	clima	tropical.</p><p>Os	espumantes	são	elaborados	através	do	método	tradicional,	o	famoso</p><p>champenoise,	obrigatório	na	região	de	Champagne	na	França	e	responsável,</p><p>entre	outras	exigências,	pela	excelência	do	produto.</p><p>Confiantes	nesta	premissa	e	na	qualidade	das	uvas	produzidas	na	Serra	da</p><p>Mantiqueira,	os	espumantes	Villa	Mosconi	possuem	propriedades	muito</p><p>agradáveis.</p><p>Website:	www.vinicolavillamosconi.com.br</p><p>Villaggio	Conti	–	São	Joaquim,	SC</p><p>Situada	no	Vale	do	Pericó,	em	São	Joaquim	na	Serra	Catarinense,	a	1.300	metros</p><p>sobre	o	nível	do	mar,	a	Villaggio	Conti	resgata	as	origens	italianas,	com	a</p><p>máxima	expressão	de	suas	castas	na	altitude	do	Brasil.</p><p>As	variedades	Sangiovese,	Montepulciano,	Nero	dAvola,	Teroldego,	Pignolo,</p><p>Refosco	dal	Pedunculo	Rosso	e	Aglianico	são	as	tintas	cultivadas.	Algumas	já	se</p><p>expressaram	em	vinhos	ímpares	tanto	varietais	como	em	cortes.</p><p>Website:	www.villaggioconti.com.br</p><p>Villaggio	Grando	–	Água	Doce,	SC</p><p>A	história	se	inicia	nos	anos	1990,	quando	com	um	amigo	francês	cuja	família</p><p>era	produtora	de	armanhaque	há	muitos	anos	na	França,	visitando	a	região	onde</p><p>hoje	se	localiza	a	vinícola,	mexendo	na	terra	e	analisando	o	clima	e	a	altitude,</p><p>indicou	o	local	como	“um	dos	grandes	lugares	do	mundo	para	se	plantar	uva</p><p>para	produção	de	vinhos	de	qualidade”.</p><p>Um	ano	após	este	fato,	o	fundador	Maurício	Carlos	Grando,	encontrou-se	com	o</p><p>enólogo	Jean	Pierre	Rosier,	formado	na	universidade	de	enologia	de	Bordeaux,</p><p>na	França,	em	uma	degustação	e	este	confirmou	as	ideias	expostas.	Este	mesmo</p><p>enólogo	trouxe	da	França	as	primeiras	mudas,	as	quais,	em	dezembro	de	1998</p><p>foram	plantadas,	iniciando	um	laboratório	de	pesquisa	para	a	adaptação	de</p><p>castas,	o	qual,	hoje	conta	com	mais	de	100	variedades	de	vitis	viniferas,	em	5</p><p>hectares,	diariamente	pesquisadas	e	controladas	para	se	chegar	ao	exato</p><p>conhecimento	das	variedades	que	melhor	se	adaptarão	ao	terroir.	Dois	anos	se</p><p>passaram	e	em	2000	foram	implantados	alguns	dos	vinhedos	hoje	existentes	em</p><p>escala	comercial	com	aquelas	que	melhor	se	adaptaram	à	região.</p><p>Sempre	prezando	pela	máxima	qualidade	dos	produtos,	a	vinícola	vem,	ano	após</p><p>ano,	investindo	no	controle</p><p>de	produção,	melhoramento	dos	produtos	e	conta</p><p>com	um	vinhedo	de	45	hectares	cuja	produção,	que	engloba	tintos,	brancos,</p><p>espumantes,	licoroso	e	em	um	futuro	próximo	um	brandy,	chega	a	260	mil</p><p>garrafas	por	ano.</p><p>Website:	/www.villaggiogrando.com.br</p><p>Zanella	–	Antônio	Prado,	RS</p><p>A	Vinícola	Zanella	é	uma	empresa	familiar	que	tem	por	objetivo	a	elaboração	de</p><p>vinhos	finos	e	espumantes	diferenciados	e	originais.	Os	produtos	são</p><p>desenvolvidos	sob	o	conceito	de	terroir	da	região	de	Antônio	Prado,	local	de</p><p>transição	entre	a	tradição	da	Serra	Gaúcha	e	o	novo	mundo	dos	Vinhos	de</p><p>Altitude.	A	principal	característica	da	vinícola	é	a	utilização	de	vinhedos</p><p>próprios,	cultivados	em	pequenas	parcelas	e	distribuídos	de	acordo	com	a</p><p>adaptação	de	cada	tipo	de	uva.</p><p>Elaborar	vinhos	modernos	e	sedutores,	que	tornam	a	experiência	de	abrir	uma</p><p>garrafa	agradável	e	conveniente	para	cada	momento,	sempre	aliados	às	novas</p><p>tendências	e	hábitos	dos	consumidores,	é	o	principal	foco	do	trabalho</p><p>desenvolvido	pelos	enólogos	da	vinícola.</p><p>Os	produtos	da	Vinícola	Zanella	podem	ser	encontrados	em	restaurantes	e	lojas</p><p>especializadas	em	vinhos	de	diversas	regiões	do	país.</p><p>Website:	www.vinicolazanella.com.br</p><p>Zanlorenzi	–	São	Marcos,	RS</p><p>Fundado	em	1942,	a	Zanlorenzi	é	uma	das	maiores	empresas	de	vinhos	e	uma</p><p>das	mais	importantes	indústrias	de	bebidas	do	Brasil,	além	de	ser	detentora	da</p><p>mais	moderna	e	ágil	linha	de	envase	da	América	Latina.	A	base	produtora	da</p><p>Zanlorenzi	está	situada	na	Serra	Gaúcha,	na	cidade	de	São	Marcos,	RS,	e	seu</p><p>polo	industrial	se	encontra	na	cidade	de	Campo	Largo,	PR.</p><p>A	Zanlorenzi	está	presente	em	todo	o	território	nacional,	bem	como	em	diversos</p><p>países	da	América	Latina,	e	é	um	dos	líderes	de	mercado	no	Brasil.</p><p>Website:	www.zanlorenzi.com.br</p><p>Fontes:	Wines	of	Brazil,	Vinhos	do	Brasil,	IBRAVIN,	Mídias	Digitais	e/ou</p><p>Equipe	de	Marketing	das	Vinícolas</p><p>Enoturismo</p><p>Falar	sobre	enoturismo	é	tão	prazeroso	quanto	vivenciá-lo.	Eu	amo	elaborar</p><p>roteiros	cujo	foco	principal	é	o	vinho.	E	posso	destacar	aqui	alguns	deles	que</p><p>recomendo.</p><p>Começo	pelos	nossos	vizinhos	Uruguai,	Chile	e	Argentina.</p><p>Os	brasileiros	adoram	viajar	para	estes	países	e	visitar	vinícolas,	não	é	para</p><p>menos.</p><p>O	Uruguai	está	cada	vez	mais	focado	nos	turistas	que	apreciam	bons	vinhos.</p><p>Você	pode	conhecer	toda	cultura	de	sua	capital	Montevidéu,	o	balneário	mais</p><p>luxuoso	do	país	que	é	Punta	Del	Este,	com	seus	cassinos	e	a	famosa	Casapueblo,</p><p>do	artista	Carlos	Vilaró,	e	todo	o	charme	de	Colonia	do	Sacramento.</p><p>No	Chile,	além	de	belas	paisagens,	temos	as	estações	de	ski	como	Valle	Nevado,</p><p>Farellones	e	Portillo.	A	capital	Santiago	reserva	numerosas	atrações	como	o	Ski</p><p>Costanera,	a	casa	de	Neruda	–	La	Chascona	–	e	muito	mais.	Os	encantos	de	Viña</p><p>Del	Mar	e	Valparaíso	e	as	regiões	vinícolas	de	Casablanca,	Aconcágua,</p><p>Colchagua,	Maipo,	Curicó	e	muitas	outras.	O	Chile	é	repleto	de	descobertas	e</p><p>bons	vinhos.	Há	muito	a	se	ver	e	degustar	no	país.</p><p>Falar	da	Argentina	e	dos	seus	vinhos	é	um	grande	prazer.	A	capital,	Buenos</p><p>Aires,	tem	uma	grande	oferta	de	restaurantes	e	vinhos	que	deixam	qualquer	um</p><p>perdido.	As	atrações	também	são	muitas	como	os	famosos	shows	de	tango,</p><p>cultura,	bairros	tradicionais	como	Recoleta,	Caminito,	Palermo,	Puerto	Madero	e</p><p>Mendoza,	a	cidade	paraíso	dos	enófilos,	que	além	de	vinhos	excelentes,	oferece</p><p>a	sensacional	gastronomia.</p><p>No	blog	“Rota	dos	Vinhos”	há	vários	posts	sobre	destinos	em	Mendonza	e	muito</p><p>mais.</p><p>O	Peru	também	produz	vinhos	de	boa	qualidade.	Além	do	tradicional	Pisco,</p><p>expressos	nas	conhecidas	Rota	do	Vinho	e	do	Pisco.	A	gastronomia	peruana	é</p><p>reconhecida	internacionalmente	e	seus	vinhos	estão	buscando	o	mesmo</p><p>reconhecimento.	O	país	quer	ser	destaque	no	mundo	dos	vinhos	na	América	do</p><p>Sul	e,	ao	que	tudo	indica,	está	no	caminho	certo.</p><p>No	Brasil	produzimos	vinhos	de	primeira	qualidade,	ganhando	cada	vez	mais</p><p>destaque.	Nossas	vinícolas	não	deixam	nada	a	desejar	para	outros	países.	A</p><p>região	mais	conhecida	é	o	Vale	dos	Vinhedos,	em	Bento	Gonçalves,	no	Rio</p><p>Grande	do	Sul.	São	tantas	vinícolas	de	renome	produzindo	vinhos	de	alta</p><p>qualidade	que	você	vai	precisar	de	alguns	dias	para	conhecer	todas.	Nossos</p><p>espumantes	são	espetaculares	e	além	de	Bento	Gonçalves,	também	produzimos</p><p>vinhos	em	Santa	Catarina,	conhecidos	como	“vinhos	de	altitude”.	Em	Minas</p><p>Gerias,	encontramos	inclusive	vinhos	premiados	internacionalmente.	No	estado</p><p>de	São	Paulo	posso	destacar	São	Roque	(com	a	Rota	dos	Vinhos)	e	Espírito</p><p>Santo	do	Pinhal,	com	a	Guaspari	e	seus	vinhos	também	premiados.</p><p>O	Vale	do	São	Francisco	está	na	lista	de	destinos	de	enoturismo	no	nosso	país.</p><p>Englobando	os	estados	de	Pernambuco	e	Bahia,	o	roteiro	tem	passeio	de	barco	à</p><p>vapor	pelo	Rio	São	Francisco,	em	que	se	degusta	espumantes	e	se	vislumbra	as</p><p>belas	paisagens	ao	redor.</p><p>Outros	destinos	de	destaque	são	os	países	europeus	como	Itália,	França,</p><p>Espanha,	Alemanha,	Grécia,	Eslovênia,	Portugal	e	muitos	mais.</p><p>Portugal	é	o	destaque	da	vez.	Falar	em	enoturismo	é	lembrar	de	Portugal.	O	país</p><p>investe	cada	vez	mais	nesse	segmento	e	os	vinhos	portugueses	apresentam</p><p>excelente	aceitação	mundo	afora.	Contando	também	a	gastronomia	e	o	povo</p><p>hospitaleiro.	A	Itália	é	outro	destino	muito	procurado	pelos	amantes	de	vinho;	a</p><p>região	da	Toscana	é	o	sonho	de	todos	que	visitam	o	país.	Os	vinhos	italianos	têm</p><p>qualidade,	aroma,	sabor	e	elegância.	A	gastronomia	italiana	dispensa</p><p>comentários.	Além	de	vinhos	incríveis	você	vai	encontrar	paisagens	exuberantes</p><p>que	não	podem	faltar	em	sua	viagem.</p><p>Na	França	podemos	visitar	o	Museu	do	Vinho	(La	Cité	du	Vin)	que	fica	em</p><p>Bourdeaux.	Esse	é	um	museu	interativo	com	tudo	sobre	o	mundo	do	vinho.	Não</p><p>posso	deixar	de	destacar	as	regiões	de	Champagne,	Languedoc,	Bourgogne,</p><p>Alsace,	Côtes	du	Rhône	e	seus	vinhos	sensacionais.	Cada	uma	com	seu	encanto</p><p>e	seus	roteiros	super	charmosos.</p><p>Nos	Estados	Unidos,	o	destaque	é	o	estado	da	Califórnia,	mais	precisamente	a</p><p>região	de	Napa	Valley.	Lá	você	vai	encontrar	numerosas	vinícolas	para	visitar	e</p><p>ficar	encantado.	Junto	com	Sonoma,	configuram-se	as	duas	principais	regiões	de</p><p>produção	vinícola	na	Califórnia.	No	entanto,	não	é	apenas	nessa	região	onde</p><p>encontramos	bons	vinhos	nos	Estados	Unidos.	Os	estados	de	Washington,</p><p>Oregon,	Texas,	Virginia	e	Nova	Iorque	também	são	destaques	na	produção	de</p><p>vinhos	no	país.</p><p>A	África	do	Sul	foi	uma	grata	surpresa	no	quesito	vinho.	Nota	10	em	todos	os</p><p>sentidos.	O	país	é	riquíssimo	em	paisagens	naturais	e	o	povo	extremamente</p><p>acolhedor.	Garanto	que	nem	só	de	safari	vive	a	África.	Claro	que	é	um	passeio</p><p>maravilhoso,	mas	conhecer	as	regiões	de	Stellenbosch	e	Franschhoek	são	mais</p><p>que	imperdíveis	para	enófilos	fervorosos	e,	próximas	a	Cidade	do	Cabo,	a	visita</p><p>é	obrigatória.	E	ainda	há	Constantia,	que	não	deve	faltar	no	seu	roteiro.	A</p><p>gastronomia	é	espetacular	e	o	mais	interessante	é	que	tudo	isso	tem	um	custo</p><p>muito	bom.	Coloque	esse	destino	na	sua	lista	de	desejos	e	tenho	certeza	que	não</p><p>se	arrependerá.</p><p>Uma	novidade:	você	sabia	que	o	berço	do	vinho	está	localizado	na	Georgia,	um</p><p>país	da	Europa	Oriental	localizado	no	Cáucaso?	Fica	próximo	a	Turquia.	A</p><p>região	de	Kakheti	é	produtora	de	vinhos	e	poucas	pessoas	sabem	de	sua</p><p>existência.	Quem	nunca	esteve	na	Georgia,	talvez	não	consiga	imaginar	que	o</p><p>país	não	só	produz	vinho,	como	é	o	pioneiro	na	fabricação	da	bebida.	Agora</p><p>você	já	sabe.	Quando	programar	uma	viagem	a	Turquia,	por	exemplo,	inclua</p><p>esse	destino	no	seu	roteiro.</p><p>O	que	eu	sempre	digo:	existe	vinho	pelo	mundo	todo,	nos	cinco	continentes!	Por</p><p>onde	andarmos	sempre	encontraremos	vinhos	e	roteiros	interessantes.	Poderia</p><p>ficar	horas	e	dias	falando	sobre	os	diversos	destinos	de	enoturismo,	mas	vou</p><p>deixar	um	gostinho	de	“quero	mais”	e	estarei	sempre	à	disposição	para	quem</p><p>quiser	se	infiltrar	no	fantástico	e	fascinante	mundo	do	vinho.</p><p>Renata	Serrano</p><p>Empresária,	proprietária	da	agência	de	viagens	Barbarela	Turismo</p><p>especialista	em	roteiros	de	enoturismo.	Idealizadora	da	Confraria	VIP	em</p><p>Vinhedo,	enófila,	organizadora	de	enoeventos	e	escritora	do	Blog	“Rota	dos</p><p>Vinhos”.</p><p>Instagram:	@renata66	e	@barbarelaturismo</p><p>Blog:	https://www.rotadosvinhos.com/</p><p>Site:	https://www.barbarelaturismo.com.br/</p><p>Vinificação	em	Grupo	–</p><p>Um	case	de	sucesso</p><p>O	objetivo	da	Vinificação	em	Grupo	é	aproximar	o	enófilo	das	ciências	da</p><p>viticultura	e	enologia,	dando-lhe	a	oportunidade	de	acompanhar	a	elaboração	de</p><p>seus	vinhos,	da	escolha	da	uva	à	entrega	das	garrafas,	em	tempo	real	(parreiral</p><p>ou	vinícola),	por	meio	de	um	aplicativo	de	internet,	com	explicações	técnicas</p><p>repassadas	em	textos,	fotos,	áudios	e	vídeos.	Os	membros	com	disponibilidade</p><p>são	convidados	a	participar	pessoalmente	dos	processos,	assim	como	degustar	os</p><p>seus	vinhos	em	elaboração	na	vinícola.	Anualmente	um	novo	grupo	é	formado,</p><p>sendo	a	adesão	livre	a	todos	que	desejam	se	aprofundar	nesse	maravilhoso</p><p>mundo	de	paixão,	prazer	e	saúde.</p><p>Em	sua	primeira	edição,	na	safra	2017,	houve	a	presença	de	46	membros,	com	o</p><p>processamento	de	4	toneladas	de	3	cultivares	vitis	viníferas,	atingindo	na	safra</p><p>2019,	a	participação	de	273	membros	de	14	estados,	Distrito	Federal	e	6	países,</p><p>com	a	vinificação	de	25	toneladas	de	10	uvas	distintas.</p><p>Douglas	Chamon</p><p>Enólogo,	economista	e	empresário	capixaba,	graduado	e	mestre	em</p><p>economia,	enófilo	há	30	anos,	enólogo	formado	pelo	IFRS	–	Bento</p><p>Gonçalves	–	RS,	desenvolve	projetos	que	valorizam	o	vinho	brasileiro,	em</p><p>especial	a	Vinificação	em	Grupo.</p><p>http://www.adegadochamon.com/vinificacao-em-grupo.html</p><p>Instagram:	@adegadochamonblog</p><p>Facebook:	https://www.facebook.com/adegadochamon/</p><p>Personalidades	do	mundo	do	vinho	e	suas	indicações</p><p>Neste	capítulo	apresentamos	alguns	dos	mais	notáveis	e	dedicados</p><p>representantes	do	mundo	do	vinho,	suas	histórias	e	indicações	especiais.</p><p>Abílio	Cardoso</p><p>Dentista	e	enófilo	há	mais	de	25	anos.	Participa	da	Vinus	Vivus,	uma	confraria</p><p>de	Brasília	que	já	se	encontra	mensalmente	há	14	anos	para	degustar	e	estudar	os</p><p>vinhos	consumidos	naquela	noite.</p><p>Instagram:	@drabiliocardoso</p><p>Vinhos	indicados:</p><p>Chile:	Matetic	EQ	Syrah,	Don	Melchor,	Vik.</p><p>Brasil:	Estrelas	do	Brasil	Brut	Rosé,	Maison	Dachery	Tannat	2005,	Guaspari</p><p>Syrah.</p><p>Espanha:	Faustino	I	Gran	Reserva,	Vega	Sicília,	Emílio	Moro	Malleolus,	Aalto</p><p>PS.</p><p>França:	Sílex	Didier	Dagueneau,	Clos	Rougeard,	Les	Jardins	du	Babylone,</p><p>Chateau	Lafite.</p><p>Itália:	Barbaresco	Gaja,	Brunello	Montalcino	Riserva	Soldera,	Tignanello.</p><p>Portugal:	Madeira	Terrantez	20	anos	Henriques	&	Henriques,	Carrocel	da	Quinta</p><p>da	Pellada,	Guru	branco,	Pai	Abel,	Porto	Noval	(vários	diferentes	da	Noval,	para</p><p>todas	as	ocasiões	e	bolsos).</p><p>Líbano:	Chateau	Musar.</p><p>Nova	Zelândia:	os	Pinot	Noir	produzidos	em	Central	Otago.	Elegantes	como</p><p>alguns	“Borgonhas”,	mas	ainda	pouco	degustados	aqui.</p><p>Alexandre	Santucci</p><p>Criador	do	Descomplicando	o	Vinho,	com	o	site/blog	“Descomplicando	o</p><p>Vinho”	(o	mais	antigo	sobre	vinhos	no	Brasil,	desde	2005)	e	o	livro	publicado</p><p>em	2013.	É	psicólogo,	ator,	produtor,	especialista	em	Marketing	e	pós-graduado</p><p>em	Artes	Cênicas	e	Teatro.	Também	pós-graduado	em	Medicina	Psicossomática.</p><p>Especialista	e	consultor	de	vinhos,	trabalha	profissionalmente	no	setor	desde</p><p>1994,	com	passagens	de	sucesso	dentro	das	maiores	importadoras	de	vinhos</p><p>finos	do	país,	como	Expand,	World	Wine	-La	Pastina,	Mistral,	dentre	outras,	nas</p><p>áreas	de	Marketing,	Marketing	Estratégico,	Vendas	e	Educação.	Recebeu	por</p><p>dois	anos	consecutivos	o	prêmio	Prazeres	da	Mesa,	como	uma	das	melhores</p><p>cartas	de	vinho	do	país,	pelo	restaurante	Arábia,	São	Paulo.</p><p>Foi	colunista	semanal	do	17º	maior	jornal	do	país:	A	Tribuna,	de	Vitória,	por	6</p><p>anos	ininterruptos.	Foi	apresentador	do	quadro	“Descomplicando	o	Vinho”	no</p><p>programa	Central	de	Cultura	–	CNT.	Apresentou	durante	o	ano	de	2012	o</p><p>programa	Bomdi	Vinho	pela	ClicTV-UOL,	co-criação		com	Marcelo	di	Morais,</p><p>além	de	ser	palestrante	para	Enogastronomia	e	Comportamento.</p><p>No	ano	de	2017	criou	(também	com	Marcelo	di	Morais)	o	espetáculo	teatral	(e</p><p>corporativo)	“Wine	Comedy”.</p><p>Professor	Universitário	(graduação	e	pós)	de	diversas	cadeiras:	Vinho	e	Serviço,</p><p>Marketing	&	Vendas,	Psicologia	e	Gestão	de	Pessoas,	em	instituições	como</p><p>SENAC,	Anhembi	Morumbi,	FMU,	Espaço	Gourmet	(Curitiba),	dentre	outros.</p><p>Vinhos	indicados	(memoráveis)</p><p>Ao	longo	da	experiência	profissional	esteve	diante	de	grandes	vinhos	de	todas	as</p><p>partes	do	mundo,	alguns	podem	ser	citados,	mas	a	lista	seria	muito	maior:</p><p>França:	Romanée-Conti	Montrachet	(1982),	Champagne	Krug	,	Bordeaux	1er</p><p>Cru	safras	1982	e	1986,	Chateau	Lafite	e	Mouton	Rothschild,	Margaux	e	Latour.</p><p>Brasil:	Carrau	-Velho	do	Museu	(1972),	Miolo	Reserva	Cabernet	Sauvignon</p><p>(1991).	Itália:	Biondi	Santi	Brunello	di	Montalcino	Riserva	(1983).	Portugal:</p><p>Krohn	Reserva	Porto	(1900),	Eugenio	de	Almeida	Cartuxa	Pera	Manca	(várias</p><p>safras,	sempre	excelente).	Espanha:	Vega	Sicilia	Único	(1971),	Marques	de</p><p>Murrieta	Castillo	Ygay	(1958)	Chile:	Don	Melchor	(vertical),	Domus	Aurea</p><p>(vertical).</p><p>Almir	Luppi	dos	Anjos</p><p>Editor	do	site	Vinho	dos	Anjos	(www.vinhodosanjos.com.br)	e	editor	de	vinhos</p><p>da	revista	impressa	Esplêndida	Gastronomia	(Rio	de	Janeiro	e	região).</p><p>Um	dos	idealizadores	do	Canal	Rotas	e	Notas	no	Youtube.	Membro	da	Fhive,</p><p>empresa	com	atuação	“in	company”	que	disponibiliza	cursos	de	vinhos	e</p><p>bebidas,	além	de	experiências	em	gastronomia,	mixologia	e	vinhos	em	eventos	e</p><p>projetos	específicos.	Um	dos	idealizadores	do	“Experiência	Fhive”,	evento</p><p>voltado	ao	consumidor	para	experiências	diversas	no	campo	da	enogastronomia.</p><p>Pós-graduado	em	Marketing,	graduado	em	Comunicação,	especialista	em	varejo,</p><p>vinhos	e	e-commerce.	Tem	sua	atuação	como	jornalista	e	consultor	de	varejo.</p><p>Foi	professor	do	curso	“Marketing	do	Vinho”	na	ABS-SP,	tendo	em	seu</p><p>currículo	cursos	de	vinhos	na	SBAV-SP	e	ABS–	SP.</p><p>Vinhos	indicados:</p><p>Brasil:	Lote	43	da	Miolo	(Merlot	e	Cabernet	Sauvignon).	DNA99	Single</p><p>Vineyard	Merlot	da	Pizzato.	Espumante	Sur	Lie	Casa	Valduga.	Salton	Campanha</p><p>linha	Domenico	(Marselan	e	Tannat).	Leopoldina	Chardonnay	Casa	Valduga.</p><p>Armando	Memória	Cabernet	Sauvignon	Vinícola	Peterlongo.	RAR	Reserva	de</p><p>Família	Cabernet	Sauvignon	Vinícola	Randon.</p><p>Álvaro	Cézar	Galvão</p><p>Enófilo	apaixonado,	sommelier	por	formação	na	ABS,	hábil	em	harmonizações</p><p>enogastronômicas,	razões	pelas	quais	abandonou	a	carreira	de	engenheiro	civil</p><p>para	trabalhar	com	o	emocional	e	o	lúdico	da	enogastronomia.</p><p>Atuou	como	colunista	no	Jornal	Vinho	&	Cia,	revista	São	Paulo,	revista</p><p>Gourmet	&	Food	Service	e	GoWhere.	Desde	2007	comanda	o	site	Divino	Guia</p><p>(www.divinoguia.com.br),	é	um	dos	idealizadores	do	Canal	Rotas	&	Notas	no</p><p>Youtube.</p><p>Consultor	nas	áreas	de	bebidas	fermentadas	e	destiladas,	faz	parte	da	Academia</p><p>Brasileira	de	Gastronomia.	Editor	de	enogastronomia	do	Programa	Chefs	do</p><p>Apetite	(www.chefsdoapetite.com.br).</p><p>Vinhos	Indicados:</p><p>Brasil:	Vallontano	Reserva	Cabernet	Sauvignon	da	Vallontano.	Espumante	Cave</p><p>Geisse	Rosé	Brut.	Espumante	Extra	Brut	60	meses	Gran	Casa	Valduga.	Anima</p><p>Gran	Reserva	da	Bueno	Wines.	Gran	Báculo	Cabernet	Sauvignon	2012,	Vinícola</p><p>Salvattore.	Sesmarias	da	Miolo	Group.</p><p>Ana	Carla	Wingert	de	Moraes</p><p>Idealizadora	da	GastroRosé,	fala	sobre	enogastronomia	de	forma	próxima,</p><p>mostrando	de	maneira	descomplicada,	desde	opções	acessíveis	até	as	mais</p><p>luxuosas,	confirmando	que	gostar	de	vinhos	é	para	todos.	Além	do	instablog	e	da</p><p>Confraria	GastroRosé,	está	à	frente	da	empresa,	com	foco	em	gerenciamento	de</p><p>confrarias,	além	de	coordenadora	do	primeiro	guia	online	de	Cursos	e	Eventos</p><p>de	vinhos	do	Brasil.	Tornou-se	empresária	com	30	anos,	conciliando	a	paixão</p><p>pela	enogastronomia	com	a	carreira	jurídica,	e	busca	com	a	sua	marca	conectar</p><p>pessoas	através	da	boa	cultura	do	vinho.</p><p>Instagram	e	Facebook:	@gastrorose</p><p>Portal:	www.gastrorose.com.br</p><p>Vinhos	indicados:</p><p>Chile:	Morandé	Reserva	Pinot	Noir	Rosé</p><p>Nova	Zelândia:	Marlborough	Sun	Sauvignon	Blanc</p><p>Argentina:	Bramare	Chardonnay	Los	Arbolitos	Vineyard,	DV	Catena	Pinot	Noir</p><p>–	Pinot	Noir</p><p>Brasil:	Villagio	Grando	Brut	Rosé</p><p>Antônio	Cunha</p><p>Sommelier	e	empresário.	Atua	com	vinhos	desde	2007.	Iniciou	projeto	de	abrir</p><p>uma	Adega	em	2016,	hoje	com	duas	unidades	em	Brasília,	a	Doc	Vinhos	é	uma</p><p>loja	que	se	destaca	pelo	excelente	atendimento	e	preços	justos.</p><p>Vinhos	Indicados:</p><p>Brasil:	Espumante	Pedrucci	Reserva</p><p>Brut,	Villa	Francioni	Rose.	Pirineus</p><p>Bandeiras	Barbera.	Torcello	Perfeito	Tannat.</p><p>Argentina:	Marcelo	Pellerite	Reserva	Chardonnay.	Tonel	46	Reserva	Malbec.</p><p>Vicentin	El	Tramposo	Cabernet	Franc.	Kauzo	Malbec	e	Syrah.</p><p>Chile:	Psiquê	Blend.	Farmus	Gran	Reserva	Chardonnay.	Farmus	Gran	Reserva</p><p>Syrah.</p><p>França:	Michel	Lynch	Reserva	Medoc,	Domaine	les	Ondines	Vacqqueyras.</p><p>Cuvee	Sidoine	Côtes	de	Provance.	Petit	Guiraud	Sauternes.</p><p>Italia:	Mandorla	Salentino	Negroamaro.	Villa	Pani	Toscana	Sangiovese.	Ater</p><p>Primitivo	di	Manduria.	Barolo	Antario	Vendimia	2007.	Piccini	Brunello	di</p><p>Montalcino	2008.</p><p>Espanha:	Castillo	de	Landa	Ribera	Del	Duero.	Yllera	12	meses.	Albarino	Paco	e</p><p>Lola	2014.	Corral	de	Campanas	Quinta	de	La	Quietud.	Marques	de	Carceres</p><p>Rioja	2009.</p><p>Portugal:	Lello	Douro	DOC	2015.	Borges	Quinta	da	Soalheira	Vinhas	Velhas.</p><p>Borges	Porto	White.	1808.	Collection	Touriga	Nacional	e	Cabernet	Sauvignon.</p><p>Caliandra	Belniowski</p><p>Sommelière,	proprietária	da	marca	Brinda	Comigo	e	idealizadora	do	projeto	que</p><p>leva	o	mesmo	nome	nas	redes	sociais	(@brinda_comigo).</p><p>Representante	de	vinícolas	e	importadoras,	pioneira	em	unir	o	mundo	do	vinho</p><p>ao	mundo	do	erotismo	no	Brasil	no	seu	evento	para	mulheres	“Da	Magia	à</p><p>Sedução”,	atraindo	novos	consumidores	e	quebrando	paradigmas.</p><p>Vinhos	Indicados:</p><p>Brasil:	Espumante	Extra	Brut	–	Vinícola	RH	(Paraná).	Corceis	Tannat	2013	–</p><p>Vinícola	Helios	(Rio	Grande	do	Sul).	Sfizio	tinto	Merlot	Lote	13	–	Vinícola</p><p>Legado	(Paraná).</p><p>Espanha:	Tempranillo	2015	–	Bodega	del	Muni	–	Castilla	–	La	Mancha.</p><p>Portugal:	Dão	Encruzado	–	Titular	Branco	2015.</p><p>Eduardo	Gastaldo</p><p>“As	degustações	e	o	estudo	sobre	vinhos	despertaram	grande	interesse	e</p><p>curiosidade,	ao	ponto	de	não	mais	satisfazerem	este	engenheiro,	natural	de	Porto</p><p>Alegre.	Em	2016,	após	longo	período	de	preparação,	consegui	adquirir</p><p>ferramental	necessário,	bem	como	a	confiança	de	um	produtor	do	Vale	dos</p><p>Vinhedos	(Bento	Gonçalves,	RS)	que	se	dispôs	fornecer	pequena	quantidade	de</p><p>uvas	Cabernet	Sauvignon,	que	deram	origem	ao	primeiro	vinho:	João	Pedro	(em</p><p>homenagem	ao	filho	caçula),	vinificado	na	garagem	de	casa,	em	plena	capital</p><p>gaúcha.</p><p>Após	o	grande	interesse	dos	amigos	e	familiares	pelo	vinho,	que	logo	se	esgotou</p><p>(produção	de	apenas	391	garrafas),	decidi	investir	na	estrutura,	adequando-a	para</p><p>atender	às	exigências	legais.	Passados	estes	anos,	muitas	obras	e	contratações	de</p><p>profissionais,	a	certificação	veio	e	o	sonho	se	tornou	realidade.</p><p>A	Bodega	possui	relacionamento	com	produtores	de	destaque,	cuidadosos	e</p><p>focados,	capazes	de	produzir	com	alta	qualidade,	safra	após	safra.	As	uvas	são</p><p>transportadas	para	Porto	Alegre	em	caminhões	frigoríficos	e	recebem</p><p>acompanhamento,	para	atingir	a	identidade	e	expressão	desejadas.”</p><p>E-mail:	contato@bodegaruizgastaldo.com.br</p><p>Website:	www.bodegaruizgastaldo.com.br</p><p>Instagram/facebook:	@bodegaruizgastaldo.com.br</p><p>Whatsapp:	51	98164-8114</p><p>Vinhos	indicados:</p><p>Brasil:	Luisa	Chardonnay	2017,	Matheus	Cabernet	Franc	2018	e	o	Marina	Franc</p><p>Rosé	2019.	Estão	em	produção	o	Matheus	Cabernet	Franc	2019	e	o	Arthur</p><p>Teroldego	2019,	ambos	com	engarrafamento	previsto	para	2020.</p><p>Elias	Cabral</p><p>“Tive	meu	primeiro	contato	com	vinhos	ainda	criança.	O	vinho	era	um	porto</p><p>(Adriano	Ramos	Pinto)	preferido	de	um	tio	português.	Em	2003	acabei	tendo	a</p><p>oportunidade	de	trabalhar	e	inaugurar	o	renomado	hotel	e	restaurante	Fasano,	o</p><p>que	foi	uma	grande	experiência	pela	amizade	e	regalos	que	recebi	de	um	dos</p><p>maiores	sommeliers	do	Brasil.	O	sonho	de	trabalhar	com	vinhos	surgiu	após	um</p><p>curso	no	SENAC/São	Paulo,	em	2016.</p><p>Após	anos	trabalhando	com	consultoria	e	palestras	na	área	comercial,	o	sonho	se</p><p>tornou	realidade	quando	cheguei	na	Vinícola	Bueno	Wines	em	2018,	na	função</p><p>de	executivo	de	contas.</p><p>Nas	horas	vagas	atuo	como	Sommelier	em	eventos,	Wine	Dinner	e	verticais	de</p><p>vinhos	ícones,	consultoria	em	restaurantes	e	elaboração	de	carta.</p><p>Executivo	de	Contas	Bueno	Wines.	Parceiro	m1ll1mm	Rótulos	&	Eventos.</p><p>Fundador	Confraria	Vindima”.</p><p>Vinhos	indicados.</p><p>Uruguai:	Prelúdio	2000	Família	Deicas.</p><p>Portugal:	Leo	d’	Honor	2008	Casa	Ermelinda</p><p>Espanha:	Arzuaga	Crianza	2007</p><p>Chile:	Almaviva	safra	2000.	M	–	Montes	Alpha	2005.</p><p>Itália:	Serre	2013	Sussumanielo	Cantine	Due	Palme,	Impari	2011	Nero	D’	Avola</p><p>Vigneti	Zabú,	Bueno-Cipresso	Brunello	di	Montalcino	Riserva	2004.</p><p>Brasil:	Paralelo	2015	Bueno	Wines,	Anima	Grand	Reserva	2015	Bueno	Wines.</p><p>Elza	Nóbrega</p><p>Idealizadora	do	Wine	Tour	Enoturismo	na	Itália,	técnica	em	turismo	pela	Istituto</p><p>Alberghiero	di	Tivoli,	doutora	em	Economia	pela	Università	la	Sapienza	di</p><p>Roma,	sommelier	pela	A.	I.	S.,	Itália.	No	Brasil	frequentou	a	I.S.G.	e	a	Wine	&</p><p>Spirits,	chef	de	cozinha	com	experiência	na	Itália	e	passagem	pelo	restaurante</p><p>com	estrela	Michelin	I	Due	Buoi	localizado	no	Piemonte,	Itália.</p><p>Durante	uma	de	suas	aulas	surgiu	a	ideia	de	um	tour	pela	Itália	para	conhecer</p><p>melhor	os	vinhos	do	país,	onde	em	2017	fez	sua	primeira	rota	turística,	com	foco</p><p>nas	vinícolas	do	norte.</p><p>Vinhos	indicados:</p><p>Itália:	Monsupello	Nature	(Oltrepò	Pavese).	Petra	(Toscana).	Amarone	della</p><p>Valpolicella	DOCG	classico	Riserva	Mater	2011.	Monteceresino	Cruase</p><p>(Oltrepò	Pavese).	Barolo	Dragomis	(Piemonte).	Chardonnay	Cuveè	Bois	Le</p><p>Cretes	(Val	d’Aosta).</p><p>Site:	https://www.winetourturismo.com</p><p>instagram:	@elza.nobrega</p><p>Etiene	Gomes</p><p>Jornalista	e	fundadora	do	blog	Vinho	Tinto.	Especialista	em	Comunicação</p><p>Digital	pela	Universidad	de	Alcalá	(Espanha).	Qualificação	de	Nível	3	em</p><p>Vinhos	WSET.	Sommelier	Avançado	pela	Fisar;	French	Wine	Scholar	(FWS)</p><p>pela	Wine	Scholar	Guild,	California	e	Wine	Apellation	Specialist	(CWAS)	pela</p><p>San	Francisco	Wine	School.	Sommelier	Internacional	pela	Fisar/UCS.</p><p>Site:	www.blogvinhotinto.com.br</p><p>Instagram:	@blogvinhotinto</p><p>Vinhos	Indicados:</p><p>Brasil:	Espumante	Terroir	Brut	Rosé	Cave	Geisse.	Pizzato	DNA	99	Merlot</p><p>Single	Vineyard.	Miolo	Single	Vineyard	Touriga	Nacional.</p><p>Estados	Unidos:	Robert	Mondavi	Winery	Reserve	Oakvile,	Napa	Valley,	2010</p><p>Cabernet	Sauvignon.	Silver	Oak	Napa	Valley	2007	Cabernet	Sauvignon.	Francis</p><p>Coppola	Reserve	Knights	Valley,	Sonoma	County,	Cabernet	Sauvignon	2012.</p><p>Uruguai:	Primo	Pizzorno	2013.	Amat	Tannat	2009,	Bodegas	Carrau.	Licor	de</p><p>Tannat	2007	Gimenez	Mendez.</p><p>África	Do	Sul:	Chardonnay	Eikendal	2016.	Vin	de	Constance	Natural	Sweet</p><p>Wine	–	Klein	Constantia.	Pinotage	Kanonkop	2017.</p><p>Portugal:	Quinta	da	Gaivosa	2015,	Domingo	Alves	de	Sousa,	Douro.	Eminência</p><p>Loureiro	2015.	Scala	Coeli	Tinto	2013,	Alentejo.</p><p>França:	Champagne	Cattier	Brut	Blanc	des	Blans.	Vin	d’Alsace	P.E.	Dopf	Fils,</p><p>Riesling	2016.	Châteuneuf	du	Pape	Bousquet	des	Papes	2014.</p><p>Itália:	Greco	di	Tufo	Feudi	di	San	Gregorio	2015.	Barolo	Dragomis	Gaja	2009.</p><p>Brunello	di	Montalcino	Castelo	Banfi.</p><p>Felipe	Bebber</p><p>Enólogo	por	formação	desde	2011,	atua	no	segmento	vinícola	há	mais	de	dez</p><p>anos.	Hoje	à	frente	do	projeto	familiar,	consolida	seu	estilo	de	vinificação</p><p>buscando	extrair	com	elegância	e	fineza	o	melhor	de	cada	cada	terroir.</p><p>Com	estilo	moderno	e	dinâmico,	sempre	presente	no	mercado	próximo	aos</p><p>consumidores,	ministrando	palestras	e	cursos	de	degustação	pelo	Brasil.	Atuou</p><p>como	professor	no	curso	de	sommelier	do	Senac-RS.</p><p>Vinhos	Indicados:</p><p>Brasil:	Almejo	Tannat.	Sentiero	Cabernet	Franc.	Família	Bebber	Touriga</p><p>Nacional.	Maragato	Cuvée.</p><p>Francelize	Chiarotti</p><p>Engenheira	Agrônoma,	Mestre	em	Produção	Vegetal	pela	Universidade	Federal</p><p>do	Paraná.	Atua	na	área	de	Vitivinicultura	desde	2014,	prestando	assistência</p><p>técnica	e	consultoria.	É	instrutora	do	SENAR	–	Serviço	Nacional	de</p><p>Aprendizagem	Rural	(Paraná)	e	professora	de	vitivinicultura	na	escola	de</p><p>sommeliers	Alta	Gama.</p><p>Instagram	@francelize_eng.agronoma</p><p>Vinhos	indicados:</p><p>Espumante	Poty	Nature	(Vinícola	Araucária).	Sfizio	Merlot	lote	13	(Vinícola</p><p>Legado).	Campana	cabernet	Sauvignon	2015	(Bodega	Sossego).	Vino	Naranja</p><p>Moscatel	de	Alejandria	2018	(Cacique	Maravilha).	The	Famous	Gate	Pinot	Noir</p><p>2015	(Los	Carneros).</p><p>Franco	Onzi	Perini</p><p>“Nascido	em	28/05/1980,	sou	graduado	em	Administração	de	Empresas	pela</p><p>Universidade	de	Caxias	do	Sul.</p><p>Trabalhei	em	todos	os	processos	de	produção	de	uvas</p><p>e	elaboração	de	vinhos</p><p>entre	os	12	e	os	25	anos	de	idade,	sempre	na	Casa	Perini.	Buscando	know	how</p><p>no	assunto,	em	vinícolas	parceiras	e	instituições	pelo	mundo,	adquiri	bastante</p><p>conhecimento	sobre	o	tema.	Desde	os	26	anos	atuo	nas	áreas	comercial,</p><p>marketing	e	administrativa	da	Casa	Perini,	conseguimos	transformar	uma</p><p>pequena	vinícola	familiar	em	uma	empresa	com	boa	produção,	um	grande</p><p>portfólio	e	importantes	reconhecimentos	internacionais.	Com	essas	atribuições,</p><p>tenho	a	oportunidade	de	frequentar	as	melhores	e	maiores	feiras	de	vinhos	do</p><p>mundo,	já	havendo	degustado	milhares	de	rótulos.</p><p>Ao	realizar	indicações	sobre	vinhos	e	saúde,	os	rótulos	que	me	vêm	à	mente	são</p><p>os	brasileiros	que	apresentaram	maior	concentração	de	resveratrol	(até	5	vezes</p><p>mais	que	vinhos	argentinos,	chilenos,	franceses,	italianos	e	portugueses),</p><p>segundo	análises	realizadas	por	nós	nos	laboratórios	Lavin	e	Larem.”</p><p>Vinhos	Indicados:</p><p>Brasil:	Fração	Única	Cabernet	Sauvignon.	Fração	Única	Merlot.	Casa	Perini</p><p>Cabernet	Sauvignon.	Casa	Perini	Merlot.	Arbo	Cabernet	Sauvignon.	Arbo</p><p>Merlot.</p><p>Frederico	Benjamim</p><p>Sommelier	da	Porto	a	Porto,	possui	diploma	de	sommelier	pelo	CETT	–</p><p>Barcelona	e	da	Escola	Argentina	de	Sommeliers	(EAS),	tem	a	certificação	WSET</p><p>nível	3,	French	Wine	Scholar	(FWS)	e	Introductory	Course	da	Court	of	Master</p><p>Sommelier.	Em	2018	venceu	o	concurso	“Melhor	Sommelier	de	vinhos	do</p><p>Alentejo	no	Brasil”.</p><p>Vinhos	Indicados:</p><p>Espanha:	Marques	de	Tomares	Crianza	(Rioja).	Cava	Don	Roman	Brut.</p><p>Portugal:	Duorum	Colheita	(Douro).	Marques	de	Borba	(Alentejo).	Reguengos</p><p>Reserva	(Alentejo).</p><p>França:	Chateau	Reynon,	Denis	Dubourdieu,	Cadillac	(Côtes	de	Bordeaux).</p><p>Chateau	Caronne	Ste	Gemme,	Haut	Medoc	(Bordeaux).</p><p>Gerson	Ricardo	Garcia</p><p>Empreendedor,	jornalista,	escritor,	analista	de	sistemas	e	Gran	Embaixador	da</p><p>Divine	Académie	Française	des	Arts	Lettres	et	Culture.	Idealizador	e	editor	da</p><p>revista	aEmpreendedora	(com	mais	de	1	milhão	e	seiscentos	e	cinquenta	mil</p><p>acessos	e	226	colunistas	em	13	países).</p><p>Organizador	e	idealizador	do	I	Encontro	aEmpreendedora	–	“O	Vinho	no	Mundo</p><p>das	Mulheres”,	primeiro	evento	de	vinhos	focado	no	empreendedorismo</p><p>feminino,	realizado	em	junho	de	2019	em	Curitiba.	No	encontro	foi	apresentado</p><p>o	aspecto	empreendedor	de	cada	participante,	desde	o	agronegócio	ao	consumo</p><p>das	mais	variadas	formas.</p><p>Site:	www.aempreendedora.com.br</p><p>Instagram:	@a_empreendedora</p><p>Vinhos	Indicados:</p><p>Argentina:	Alamos	Malbec,	DV	Catena	Cabernet	Malbec	2016</p><p>Brasil:	Flair	Rosé	Brut	–	Vinícola	Legado</p><p>Japão:	Sakura	L’Orient</p><p>França:	Château	Champs	de	Lucas	Bordeaux	2012</p><p>Luiz	Cola</p><p>Enófilo	há	mais	de	vinte	anos	e	organizador	de	diversas	confrarias	de	vinho	no</p><p>Espírito	Santo.	Realiza	palestras,	cursos,	degustações	temáticas	e	presta</p><p>consultoria	em	vinhos	para	restaurantes	e	adegas	privadas.</p><p>Editor	do	blog	“Vinhos	e	mais	Vinhos”	desde	2009,	considerado	um	dos	mais</p><p>relevantes	do	gênero	no	Brasil,	no	portal	Gazeta	Online.	Comentarista	de	vinhos</p><p>da	Rádio	CBN	Vitória	(92,5	FM)	e	colunista	de	vinhos	da	Revista	AG	(Jornal	A</p><p>Gazeta).</p><p>blogs.gazetaonline.com.br/vinhosemaisvinhos</p><p>www.facebook.com/blogvinhosemaisvinhos</p><p>http://blogs.gazetaonline.com.br/vinhosemaisvinhos</p><p>www.instagram.com/luizcola</p><p>twitter.com/luizcola</p><p>Vinhos	Indicados:</p><p>Brasil:	Don	Giovanni	Espumante	Nature.	Tormentas	Fvlvia	Pinot	Noir	e	Serena</p><p>Pinot	Noir.</p><p>Argentina:	López	Montchenot,	Weinert	Cavas	de	Weinert.	Carmelo	Patti</p><p>Cabernet	Sauvignon.</p><p>Chile:	Santa	Rita	Casa	Real,	Montsecano	Pinot	Noir.	De	Martino	Viejas	Tinajas</p><p>Cinsault;</p><p>França:	Château	Léoville	Las	Cases.	Taupenot-Merme	Chambolle-Musigny	La</p><p>Combe	d’Orveau.	Ganevat	Cuvée	d’Enfant	Terrible	Poulsard.</p><p>Itália:	Aldo	Conterno	Barolo	Cicala.	La	Cerbaiona	Salvioni	Brunello	di</p><p>Montalcino.	Fontodi	Flaccianello.</p><p>Espanha:	Tondonia	Gran	Reserva	Tinto	e	Blanco.	Marques	de	Murrieta	Castillo</p><p>Ygay	Gran	Reserva.	La	Rioja	Alta	904.</p><p>Portugal:	Caves	São	João	Porta	dos	Cavaleiros.	Palácio	do	Buçaco	Tinto	e</p><p>Branco.	Wine	&	Soul	Guru	Branco.</p><p>Leandro	Baena</p><p>“Meu	nome	é	Leandro,	sou	médico	e	moro	em	São	Paulo.	Certo	dia,	saí	de	uma</p><p>degustação	de	vinhos,	tão	constrangido,	que	fiquei	um	bom	tempo	sem	beber</p><p>vinho.	Achei	que	deveria	saber	muito	para	beber	vinho.	Quando	voltei	a	estudar,</p><p>me	matriculei	na	ABS-SP	(Associação	Brasileira	de	Sommeliers),	onde	formei-</p><p>me	no	curso	profissional.	Conforme	ia	estudando,	postava	no	Instagram	as</p><p>dúvidas	ou	informações	que	achava	úteis.	Surgiu	então	a	página	Choro	da</p><p>Videira	(@chorodavideira).</p><p>O	compartimento	de	experiências	e	a	interação	com	as	pessoas	alçaram	a	página</p><p>a	uma	das	mais	acessadas,	quando	o	assunto	é	vinho	no	Brasil.	Prometi,	a	mim</p><p>mesmo,	que	ninguém	mais	sentir-se-ia	intimidado	em	qualquer	degustação	de</p><p>vinhos,	se	isso	dependesse	de	mim.	É	assim	que	‘o	médico	virou	vinho’	e	os</p><p>amigos	do	vinho	nunca	pararam	de	chegar.	Vinho	bom	é	aquele	que	você	gosta.</p><p>E	ninguém	tem	o	direito	de	definir,	o	que	você	pode	ou	não	gostar.”</p><p>Vinhos	Indicados:</p><p>“Os	vinhos	da	minha	vida	são	os	seguintes”:</p><p>Brasil:	Reserva	do	Choro	(Vinícola	Enos).	Merlot	Grande	Vindima	(Vinícola</p><p>Lídio	Carraro).	Sesmarias	(Miolo	Group).	Syrah	Vista	da	Serra	(Vinícola</p><p>Guaspari).	Salton	Septimum	(Vinícola	Salton).</p><p>Portugal:	Pintas,	Wine	&	Soul	(Douro).</p><p>França:	Château	Margaux	(Bordeaux).</p><p>Lucio	Rossi	Ferreira</p><p>Para	o	gerente	regional	da	Vinícola	Famiglia	Valduga	Co.,	da	Domno</p><p>Importadora,	.Nero	e	Casa	Madeira,	trabalhar	no	mercado	de	vinhos	é	“mais	que</p><p>arte!”,	e	continua:	“é	um	dom	para	transferir	emoções,	provocando	satisfação	em</p><p>quem	lhe	confiou	a	possibilidade	de	prestar	um	serviço,	de	tornar	realidade	algo</p><p>que	o	cliente	desejava	e	parecia	impossível.	Não	existe	mais	lugar	no	mercado</p><p>para	profissionais	que	não	sejam	apaixonados,	motivados	e	comprometidos	com</p><p>o	cliente.	O	foco	não	é	vender,	é	levar	soluções	para	os	clientes,	até	mesmo</p><p>benefícios	para	o	seu	negócio.	Trabalhar	com	o	desejo,	a	inovação,	celebração,</p><p>alegria	e	realização.	Tenho	um	trabalho	diferenciado,	onde	convivo	com	a</p><p>alegria,	sempre	conhecendo	e	aprendendo	algo	novo.”</p><p>Lucio	tem	larga	experiência	do	mercado.	Foi	gerente	líder	de	equipe	e	comercial</p><p>regional	na	Moët	Hennessy	por	19	anos,	atuando	na	prospecção,	atendimento,</p><p>negociação	e	fidelização	de	clientes	on	e	off	trade.	Responsável	pelo	alcance	de</p><p>volumes	estipulados	pela	companhia,	por	marca	(pontos	e	volumes),	pela</p><p>abertura	e	desenvolvimento	de	novos	clientes	atacadistas	e	distribuidores,	bem</p><p>como	a	manutenção	e	crescimento	dos	já	ativos,	merchandising	e	promoção	de</p><p>eventos	para	divulgação	da	marca.</p><p>Vinhos	indicados:</p><p>Brasil:	Maria	Valduga	Brut	Vintage.	Gran	Villa-Lobos	Cabernet	Sauvignon.	Sur</p><p>Lie	|	Nature.	Luiz	Valduga.	Gran	Leopoldina	Chardonnay	D.O.	130	Brut.	Gran</p><p>Identidade.	Ponto	Nero	Sauvignon	Blanc.</p><p>Itália:	Amaranta	Montepulciano	D´Abruzzo	DOP.	1921	Primitivo	di	Manduria</p><p>Riserva	DOP.	Don	Tommaso	Chianti	Clássico	DOCG.</p><p>França:	Champagne	Armand	de	Brignac	Gold	Brut.	Château	Guiraud	Sauternes.</p><p>Márcio	Duarte	Passos	Bonilha</p><p>Profissional	com	34	anos	de	experiência	no	segmento	de	bebidas	finas	e</p><p>alimentos,	há	22	ocupando	posições	executivas	em	empresas	multinacionais	e</p><p>nacionais	como:	Seagram’s,	Allied	Domecq,	Campari,	Miolo	Wine	Group,</p><p>Vinícola	Perini,	Casa	Flora	e	Bueno	Wines.</p><p>Vinhos	Indicados:</p><p>Argentina:	Cobos	Malbec	2013,	da	Viña	Cobos.</p><p>Portugal:	Barca	Velha	Douro	1999,	da	Casa	Ferreirinha.	Pêra-Manca	Tinto	2005,</p><p>da	Cartuxa.</p><p>Itália:	Bueno	–	Cipresso	Brunello	di	Montalcino	2004	Riserva,	Vinicola</p><p>Cipresso.	Sangiovese	Toscana	2006,	da	Soldera.</p><p>França:	Margaux	(Premier	Grand	Cru	Classé)	2010,	do	Château	Margaux.	Cuvee</p><p>William	DEUTZ	2000,	Deutz.	Château	Cheval	Blanc	2014,	da	Cheval	Blanc.</p><p>Brasil:	Anima	Gran	Reserva	2015,	da	Bueno	Wines.</p><p>Chile:	Almaviva	2014.</p><p>Olavo	de	Castro	M.	de	Araujo</p><p>“Enófilo	apaixonado,	sommelier	por	formação	na	ABS	e	Diretor	do	Castro`s</p><p>Park	Hotel	em	Goiânia.	Comecei	a	realmente	gostar	de	vinhos	quando	morei	em</p><p>San	Francisco,	Califórnia,	em	1990	e	tive	um	curso	sobre	Enologia.	Comecei</p><p>então	a	ir	vários	finais	de	semana	para	o	Napa	Valley	onde	minha	paixão</p><p>começou.</p><p>Em	2003	ajudei	a	fundar	uma	das	primeiras	confrarias	de	Goiânia,	a</p><p>“Olá	Vinho!”,	que	existe	até	hoje,	reunindo	uma	vez	por	mês,	desde	então.	Em</p><p>2016	criei	o	Castro`s	Wine	Weekend,	um	final	de	semana	dedicado	ao	vinho	e</p><p>boa	gastronomia,	já	em	sua	quarta	edição.	Esse	evento	foi	criado	com	o	intuito</p><p>de	aumentar	o	conhecimento	e	o	consumo	de	vinhos.	Para	isso	temos	ao	longo</p><p>do	final	de	semana	palestras,	almoços	e	jantares	harmonizados	e	o	Wine	Festival.</p><p>Esse	é	o	principal	evento	do	final	de	semana,	das	18:00	às	22:00	do	sábado,	na</p><p>piscina	do	hotel.	Nele	são	degustados	mais	de	200	rótulos	de	parceiros	(lojas	e</p><p>importadoras	de	vinhos),	queijos,	comidinhas	e	musica	lounge	de	qualidade.	A</p><p>intenção	é	um	evento	não	só	de	degustação	tradicional,	mas	diversão	associada	à</p><p>gastronomia	e	à	música,	aos	vinhos,	principalmente	para	desmistificar	a</p><p>degustação	de	vinhos	e	trazer	ao	evento,	não	apenas	enófilos,	mas	pessoas</p><p>começando	a	gostar	de	vinhos.”</p><p>Site:	www.castrospark.com.br</p><p>Vinhos	Indicados:</p><p>Brancos:	Kalfu	Molu	Sauvignon	Blanc	by	Viña	Ventisquero.	Cortes	de	Cima</p><p>Branco.	Paco	&	Lola	Ophalum	Albariño.	Maycas	del	Limari	Quebrada	Seca</p><p>Chardonnay.</p><p>Rosé:	Adolfo	Lona	Brut	Rosé.</p><p>Tintos:	Clan	Charco	Las	Animas	Bodegas	Estefania.	Calabria	Private	Bin	Oak</p><p>Aged.	A	Lisa	Bodega	Noemia.	Bodegas	Garzon	Reserva	Tannat.	Corral	de</p><p>Campanas	Quinta	de	la	Quietud.</p><p>Patricia	Nigro</p><p>Empresária	do	ramo	enogastronômico	no	interior	paulista,	advogada,	executiva</p><p>de	vendas	e	coordenadora	de	projetos	do	Museu	do	Vinho	de	São	Paulo.</p><p>Possui	os	certificados	1,	2	e	3	da	escola	inglesa	Wine	&	Spirit	Education	Trust.</p><p>Palestrante	do	I	Encontro	aEmpreendedora	–	“O	Vinho	no	Mundo	das</p><p>Mulheres”.	Usa	suas	redes	sociais	para	divulgar	e	promover	atividades	e	cultura</p><p>do	vinho.	Atualmente	possui	mais	de	40	mil	seguidores	em	seu	Instagram	e</p><p>promove	diversas	parcerias,	trabalhos	e	engajamentos,	como	Wine	Influencer.</p><p>Seu	perfil	@winelover_br	é	considerado	um	dos	mais	influentes	quando	o</p><p>assunto	é	vinho.	É	um	dos	perfis	mais	procurados	mundialmente	para	difundir	a</p><p>cultura	do	vinho.	Foi	uma	das	percursoras	do	movimento	Wine	Influencers	no</p><p>Brasil.</p><p>Vinhos	indicados:</p><p>Chile:	Loma	Larga	Pinot	Noir	2017</p><p>Argentina:	Dante	Robino	Gran	Dante	Bonarda	2015</p><p>Espanha:Vinho	Tinto	Clos	Martinet	Priorato	2013</p><p>Uruguai:	El	Capricho	Aguara	Special	Reserve	Tannat</p><p>Portugal:	Esporão	Reserva	2015</p><p>Sérgio	da	Silva	Venancio	Pires</p><p>Pensando	em	trabalhar	naquilo	que	mais	gostava,	se	formou	como	sommelier</p><p>pela	ABS/DF,	da	qual	é	diretor	e	professor	no	Curso	de	Formação	Profissional</p><p>de	Sommeliers.	Atua	como	consultor	de	vinhos	e	professor.	Organiza	jantares</p><p>temáticos	harmonizados,	resgatando	cardápios	históricos,	culturais	ou</p><p>relacionados	a	alguma	personalidade	ou	evento.</p><p>Escreve	coluna	semanal	no	jornal	Metrópoles	de	Brasília.</p><p>Email:	sergiosvp@yahoo.com.br</p><p>Facebook:	Sergio	Pires	Sommelier.</p><p>Vinhos	indicados:</p><p>Brasil:	Calza	Ouro	Negro	2005.	Barcarola	tipo	Amarone	Iridium	2009.	Dom</p><p>Bernardo	Edição	do	Enólogo.	Virtuoso	Maison	Dachery.	Don	Bonifácio</p><p>Refosco.	Don	Bonifácio	Alta	Gama.	Espumante	Casa	Valduga	Sur	Lie	Nature.</p><p>Espumante	Cave	Geisse	2002	Brut.	Barbera	Piemonte	2017,	do	Projeto	de</p><p>Vinificação	em	Grupo	da	Adega	do	Chamon.</p><p>Talise	Valduga	Zanini</p><p>Possui	formação	em	Administração	de	Empresas.	Durante	o	curso	desenvolveu	o</p><p>projeto	de	negócio	de	um	empreendimento	vitivinícola	com	foco	em</p><p>Enoturismo.	O	projeto	se	concretizou	com	a	fundação	da	vinícola	Vallontano,</p><p>em	1999,	no	Vale	dos	Vinhedos	–	Bento	Gonçalves	(RS),	junto	ao	enólogo	Luís</p><p>Henrique	Zanini	e	sua	irmã	Ana	Paula	Valduga.	Mestre	em	Turismo	pela</p><p>Universidade	de	Caxias	do	Sul,	cuja	dissertação	foi	um	estudo	comparativo	entre</p><p>o	enoturismo	no	Vale	do	São	Francisco	(BA/PE)	e	Vale	dos	Vinhedos	(RS),	é</p><p>Sommelière	pela	UCS/Fisar.	Foi	professora	nos	cursos	de	Bacharelado	em</p><p>Turismo,	ministrando	aulas	de	Enogastromia	e	outras	afins.	Atualmente	trabalha</p><p>na	vinícola	Vallontano	que	em	2015	lançou	uma	linha	de	vinhos	que	leva	seu</p><p>nome.</p><p>Site:	www.vallontano.com.br</p><p>https://www.facebook.com/Vallontano/</p><p>Instagram:	@vallontano	/	@talisevinhos</p><p>Vinhos	indicados:</p><p>Brasil:	Talise	Pinot	Noir	2018.	Talise	Sauvignon	Blanc	2019.	Vallontano</p><p>Reserva	Tannat	2014.</p><p>França:	Domaine	Zind-Humbrecht	Riesling	2014.	M.	Lapierre	Morgon	2010.</p><p>Itália:	Quintarelli	Valpolicella	Clássico	2004.</p><p>Vicente	Jorge	–	Wine	Hunter</p><p>Trabalha	no	mercado	de	vinhos	há	25	anos.	Viaja	o	mundo	buscando	e</p><p>selecionando	rótulos	para	o	Brasil.	Há	mais	de	7	anos	é	o	responsável	pelo</p><p>portfólio	do	maior	clube	de	vinhos	do	mundo	e	maior	e-commerce	da	América</p><p>Latina,	a	Wine.com.br.</p><p>São	por	ele	degustados	mais	de	2.000	rótulos	ao	ano.	Passa	cerca	de	170	dias	no</p><p>exterior,	visitando	vinícolas	e	feiras	internacionais.	Toda	essa	dedicação	rendeu-</p><p>lhe	seis	reconhecimentos	internacionais:	1-	Comendador	da	”Comanderie	du</p><p>Bontemps”,	Bordeaux.	2	–	Prud’homme	de	Saint	Emilion.	3	–	Hospitalier	de</p><p>Pomerol.	4	–	Cavaleiro	dos	vinhos	do	Porto.	5	–	Confrade	de	Honra	de	Ribeira</p><p>del	Duero.	6	–	Chevaliers	du	Taste	Vin	–	Bourgogne.</p><p>Site:	www.wine.com.br</p><p>Instagram:	@diariodowinehunter</p><p>@winevinhos</p><p>Vinhos	Indicados:</p><p>Espanha:	La	Enfermera	Toro.	Toro	Loco.</p><p>Chile:	Vik	A.	Calyptra	Inedito.</p><p>França:	Enclos	du	Wine	Hunter.</p><p>Brasil:	Espumante	Salton	Domenico	Giornata	140.</p><p>Portugal:	Manu	Dona	Fátima	Cheleiros	Jampal.</p><p>Argentina:	Val	de	Flores	Malbec.</p><p>Wesley	Moreira</p><p>Fundador	e	Diretor	Técnico	da	Sommelier	School.</p><p>Iniciou	sua	formação	através	de	vários	cursos	técnicos	pelo	SENAC,	na	área	de</p><p>Alimentos	&	Bebidas,	momento	em	que	despertou	seu	interesse	pelo	vinho,</p><p>direcionando	a	formação	para	esse	setor.	Foi	barman,	garçom,	maitre,	gerente	e</p><p>sommelier	em	restaurantes	e	hotéis.	Atua	há	mais	de	15	anos	como	sommelier	e</p><p>consultor	para	importadoras,	restaurantes,	lojas	e	atacadistas.</p><p>É	palestrante	e	jurado	em	concursos	de	vinhos.</p><p>Instagram:	@wesleysommelier_school	e	@sommelierschool</p><p>Site:	www.sommelierschool.com.br</p><p>Vinhos	Indicados:</p><p>Brasil:	Espumante	Cuvée	RAR	Méthode	Traditionnelle,	Casa	Valduga	130	anos.</p><p>Aurora	Chardonnay	2015.	Villa	Francioni	Sauvignon	Blanc.	Primeira	Estrada</p><p>Chardonnay	2017.	Don	de	Minas	Syrah	2017.	Cordilheira	de	Santana	Cabernet</p><p>Sauvignon	2005.	Valmarino	Cabernet	Franc	2016.</p><p>Itália:	Espumante	Ferrari	Perlè.	Barolo	Giacomo	Borgogno	2001.	Montepulciano</p><p>D´Abruzzo	Prima	Classé	Itinera.</p><p>França:	Champagne	Barnaut	Grand	Cru	Blanc	de	Noir.	Sirene	Sauvignon	Blanc</p><p>2018,	Chateau	Larosse	Trindaund	2005.Minervois	Paul	Mas	2015.</p><p>Espanha:	Espumante	Cava	Viña	Adelaida	Brut.	Marques	de	Murrieta	Reserva</p><p>2014.</p><p>Faustino	V	Reserva	2013.</p><p>Portugal:	Cortes	de	Cima	Dois	Terroirs	tinto	2014.</p><p>O	seu	melhor	vinho	–	conto</p><p>Alguns	dizem	que	a	narrativa	a	seguir	é	uma	ficção,	mas	há	quem	diga	–	e	estes</p><p>são	muitos	–	que	se	trata	de	um	fato.	De	qualquer	modo,	tenha	acontecido	ou</p><p>não,	a	mensagem	embutida	no	texto	que	será	apresentado	bem	serve	como	alerta</p><p>e	ensinamento	para	os	que	os	vitivinicultores	brasileiros	estejam	unidos	e	em</p><p>laço	de	fraternidade,	pelo	bem	comum	e	pela	excelência	do	vinho	brasileiro,</p><p>notadamente	após	o	recente	tratado	de	cooperação	entre	o	Mercosul	e	a	União</p><p>Europeia,	seguindo	os	passos	da	proposição	de	Adolfo	Lona,	já	aqui	apontada.</p><p>Conta-se	que	em	um	certo	país	da	Europa,	grande	produtor	de	vinhos,	havia	uma</p><p>região	com	muitos	produtores	que	estava	perdendo	a	concorrência	e	o	mercado</p><p>para	outras	regiões.	As	vendas	andavam	baixas	e	a	recessão	batia	às	portas	das</p><p>famílias,	ameaçando	a	bancarrota,	enquanto	suas	dívidas	aumentavam.</p><p>Um	dos	prefeitos	de	uma	das	cidades	teve	a	feliz	ideia	de	reunir	os	demais</p><p>prefeitos	da	região	para	criarem	uma	feira,	ou	um	evento	que	reunisse	os</p><p>produtores,	para	o	qual	seriam	convidados	empresários,	negociantes	de	vinho,</p><p>além	dos	melhores	compradores,	ou	importadores	estrangeiros,	num	ambiente	de</p><p>festa	e	diversão.</p><p>Nessa	feira,	cada	produtor	teria	seu	stand	para	apresentar	seus	vinhos	e	produtos</p><p>a	serem	conhecidos	e	degustados,	de	modo	a	atrair	negócios,	não	apenas	para	si,</p><p>como	para	toda	a	região.	Para	isso	os	prefeitos	criaram	uma	cooperativa,</p><p>muito	possível.	Nesse	período	começaram</p><p>também	a	surgir	utensílios	de	cobre	e	as	primeiras	cerâmicas	nas	margens	do</p><p>Mar	Cáspio.	A	idade	dessas	sementes	coincide	com	a	transição	das	culturas	mais</p><p>adiantadas	da	Europa	e	do	Oriente	Próximo,	quando	os	povos	passaram	de	uma</p><p>vida	nômade	para	uma	vida	sedentária,	mesclando	o	cultivo	estacionário	ou</p><p>rotativo,	mas	sem	abandonar	a	caça.</p><p>A	videira	era	cultivada	não	somente	nas	regiões	ao	norte	do	Cáucaso,	como	a</p><p>Geórgia	e	a	Armênia,	mas	também	nas	regiões	mais	ao	sul,	existindo	na	Turquia</p><p>(Anatólia),	na	Pérsia	(atual	Irã)	e	no	sul	da	Mesopotâmia	(atual	Iraque),	nas</p><p>montanhas	de	Zagros,	entre	o	Mar	Cáspio	e	o	Golfo	Pérsico.	Acredita-se	que	as</p><p>videiras	do	Cáucaso,	ancestrais	de	várias	das	atuais	uvas	brancas,	tenham	sido</p><p>levadas	pelos	fenícios,	que	habitavam	a	região	do	atual	Líbano,	para	toda	a</p><p>Europa	e	até	mesmo	as	Américas.	Há	poucas	décadas,	uma	ânfora	de</p><p>aproximadamente	3.500	anos	(confirmada	pelo	carbono	14),	contendo	vinho</p><p>seco	no	seu	interior,	foi	encontrada	no	Irã	por	arqueólogos.</p><p>Existe	uma	imensa	quantidade	de	lendas	sobre	onde	o	vinho	teria	sido</p><p>inicialmente	produzido.	Uma	delas	figura	na	Bíblia,	no	Velho	Testamento:	em</p><p>Gênesis,	capítulo	9,	está	a	afirmação	de	que	Noé,	depois	do	dilúvio,	plantou	um</p><p>vinhedo	do	qual	fez	vinho,	bebeu	e	se	embriagou.	Existe	a	versão	babilônica	de</p><p>Noé,	um	personagem	chamado	Upnapishtim,	que	faz	parte	do	poema	épico</p><p>Gilgamesh,	o	mais	antigo	trabalho	literário	conhecido	(1.800	a.C.).	Contam	os</p><p>textos	que	Upnapishtim	também	construiu	uma	Arca,	encheu-a	de	animais,</p><p>atracou-a	numa	montanha,	soltou	sucessivamente	três	pássaros	sobre	as	águas	e</p><p>finalmente	sacrificou	um	animal	em	oferenda	aos	deuses.	Porém	ele	não	fez</p><p>vinho,	como	Noé.	A	bebida	surge	em	outra	parte	dos	textos,	quando	o	herói</p><p>Gilgamesh	entra	no	reino	do	sol	e	encontra	um	vinhedo	mágico,	de	cujo	vinho</p><p>obteria	a	imortalidade	se	lhe	fosse	permitido	beber.</p><p>Uma	antiga	lenda	basca	que	celebra	um	herói,	Ano,	que	teria	trazido	a	videira	e</p><p>outras	plantas	num	barco.	Curiosamente,	o	basco	é	uma	das	mais	antigas	línguas</p><p>ocidentais	e	“ano”,	em	basco,	também	significa	“vinho”.	Também	interessante	é</p><p>que	na	mitologia	grega,	o	deus	Dionísio	foi	criado	por	sua	tia	Ino,	uma	deusa	do</p><p>mar,	e	a	palavra	grega	para	vinho	é	“oinos”.</p><p>Também	o	suco	de	uva	e	a	própria	fruta	recebem	menção	na	História	com</p><p>significado	religioso.	Identificada	como	o	haoma	de	Zoroastro	e	o	soma	védico,</p><p>os	poderes	de	exaltação	e	intoxicação	da	fermentação	da	uva	e	seu	suco	eram</p><p>vistos	como	manifestações	da	influência	divina.	A	uva	simboliza	especialmente</p><p>a	fertilidade	da	mulher,	e	seu	suco,	principalmente	não	fermentado,	era	bebido</p><p>em	cerimônias	e	rituais	para	favorecer	a	fertilidade	feminina.</p><p>Na	mitologia	grega	também	há	uma	lenda	sobre	o	vinho	que	se	assemelha	ao</p><p>relato	de	Noé.	O	próprio	significado	do	Festival	de	Dionísio,	em	Atenas,	era	a</p><p>comemoração	do	grande	dilúvio	com	que	Zeus	castigou	o	pecado	da	raça</p><p>humana	primitiva.	Dessa	catástrofe	encomendada,	somente	sobreviveu	um	casal,</p><p>com	3	filhos:	Helena,	a	primogênita,	cujo	nome	deu	origem	ao	nome	da	raça</p><p>grega,	Orestheus,	que	teria	plantado	a	primeira	vinha;	e	Amphictyon,	a	quem	o</p><p>próprio	Dionísio	ensinou	sobre	a	produção	do	vinho.</p><p>Embora	existam	registros	de	produção	e	consumo	do	vinho	feito	da	uva	em</p><p>muitas	partes	do	mundo	antigo,	inclusive	na	Índia	e	na	China,	é	na	Grécia	antiga</p><p>onde	vamos	encontrar	referências	mais	ricas	sobre	a	bebida.	É	famosa	a	relação</p><p>do	vinho	com	Baco.	O	rei,	ou	deus	Baco,	era	festejado	em	Atenas,	com</p><p>procissões	e	espetáculos,	e	a	ele	era	dedicado	um	dia	do	ano,	no	qual	aconteciam</p><p>orgias,	originadas	na	Grécia,	e	difundidas	mais	tarde	em	Roma,	que	perduraram</p><p>até	186	a.C.,	depois	proibidas	através	de	um	decreto	oficial.	Ainda	na	Grécia,</p><p>mais	especificamente	em	Atenas,	o	vinho	está	ligado	ao	já	mencionado	Festival</p><p>de	Dionísio,	na	verdade,	um	culto	profano	onde	Dionísio	é	confundido	com</p><p>Baco,	o	“deus	do	vinho”.	No	entanto,	este	epíteto	foi	uma	corruptela	da</p><p>verdadeira	natureza	de	Dionísio	que,	segundo	a	Sagrada	Doutrina,	representa	o</p><p>deus	inefável,	imortal,	eterno,	sem	princípio	nem	fim,	causa	e	origem	de	tudo	e</p><p>de	todas	as	coisas.	A	imagem	de	Dionísio	como	um	deus	libidinoso,	ao	qual	se</p><p>associam	licenciosidade	e	orgias,	deve-se	a	uma	interpretação	deturpada,	uma</p><p>projeção	material	do	mesmo,	na	forma	de	Baco	que,	na	verdade	não	é	um</p><p>devasso,	mas	o	portador	da	“sabedoria	inebriante”,	que	não	é	proporcionada	pelo</p><p>vinho,	mas	pelo	Conhecimento.	A	associação	deste	estado	com	o	efeito	do	vinho</p><p>é	apenas	uma	forma	analógica	e	aproximativa	da	“embriaguez”	ou	do	êxtase</p><p>proporcionado	pela	revelação	iniciática.	Baco	foi	uma	espécie	de	“Cristo”,	uma</p><p>emanação	de	Dionísio	(e	não	o	próprio),	que	se	manifestou	como	um	manú,	ou</p><p>mensageiro,	portador	da	chave	que	liberta	o	ser	humano	dos	grilhões	da	matéria,</p><p>ou	a	luz	que	liberta	das	trevas	da	ignorância.	O	vínculo	com	as	libações	é,</p><p>portanto,	profano	e	corrompido,	oriundo	da	chamada	festa	das	“bacantes”	–	as</p><p>seguidoras	de	Baco	–,	apontadas	na	história	e	na	mitologia	como	mulheres</p><p>vulgares,	mas	que,	na	verdade	eram	sacerdotisas	virginais,	capazes	de,	em	estado</p><p>de	êxtase	místico,	prever	o	futuro	e	transmitir	sabedoria.	Há	trechos	da	mitologia</p><p>em	que	Dionísio	era	apenas	o	deus	da	vegetação	e	da	fertilidade	e	depois,</p><p>personificado	como	Baco,	foi	se	tornando	gradualmente	o	vulgar	“deus	do</p><p>vinho”.</p><p>Seguindo	a	descrição	da	mitologia	relativa	ao	vinho,	uma	antiga	lenda	grega</p><p>conta	que	um	pastor	de	nome	Estáfilo	notou	que	uma	de	suas	cabras	comia</p><p>cachos	de	frutos	azedos	de	uma	planta	até	então	desconhecida.	O	pastor	colheu</p><p>alguns	frutos	e	levou-os	ao	seu	patrão,	Oinos,	que	deles	extraiu	um	sumo	que</p><p>passou	a	ser	bebido	regularmente	e	a	planta	cultivada.	Certo	dia	Oinos,</p><p>acidentalmente,	esqueceu	por	várias	semanas	um	pouco	do	sumo	dessa	fruta</p><p>numa	bolsa	de	pele	de	carneiro	(utilizada	para	acondicionar	água	e	outros</p><p>líquidos).	Sem	saber	do	esquecido,	imaginando	que	bebia	um	suco	fresco	da</p><p>planta,	provou	do	conteúdo	da	bolsa,	tendo	com	resultado	um	efeito	inebriante,	e</p><p>atribuiu	isso	ao	contato	de	algum	deus.	Desse	dia	em	diante,	Oinos	passou	a</p><p>deixar	guardado	o	suco	dessas	frutas	para	produzir	a	inebriante	bebida.	Por	isso,</p><p>em	grego,	a	palavra	videira	é	designada	por	staphyle,	e	o	vinho	por	oinos.</p><p>Já	a	mitologia	romana	atribui	ao	herói	e	semideus	Hércules	a	introdução	das</p><p>primeiras	videiras	na	Península	Ibérica,	como	presente	de	Saturno.</p><p>Uma	conhecida	lenda	persa	conta	que	o	rei	Djemchid,	entretido	com	as</p><p>atividades	dos	seus	arqueiros,	percebeu	que	uma	grande	ave	lutava	contra	uma</p><p>imensa	serpente	que	a	envolvia	e	sufocava.	O	rei	deu	ordem	imediata	a	um</p><p>arqueiro	para	que	atirasse.	A	sete	penetrou	certeiramente	a	cabeça	da	serpente,</p><p>sem	que	a	ave	fosse	atingida.	Uma	vez	liberta,	a	ave,	que	era	mágica,	voou	até</p><p>aos	pés	do	soberano,	deixando	cair	umas	sementes	e	alçou	voo	para	o	céu.	De</p><p>retorno	ao	seu	reino,	o	rei	ordenou	que	as	sementes	fossem	plantadas	e	delas</p><p>nasceram	as	primeiras	videiras,	fornecendo	abundância	de	saborosos	frutos.</p><p>Além	de	comidos,	com	esses	frutos	era	produzido	delicioso	suco.	Um	dia,</p><p>porém,	tendo	sido	guardado,	o	suco	tornou-se	amargo	e	estranho,	sendo</p><p>considerado	como	um	veneno.	Começaram	a	ter	cuidado	em	ingerir	apenas	o</p><p>sumo	fresco	daquelas	frutas,	acreditando	que	quando	envelhecido	ou	guardado,</p><p>poderia	produzir	envenenamento	e	até	matar.	Uma	donzela	do	harém,	estando</p><p>triste,	tentou	se	matar	ingerindo	o	possível	veneno,	mas	ao	invés	de	morrer,</p><p>mostrou-se	alegre	e	eufórica,	caindo	depois	em	sono.	O	rei	então	ordenou	que</p><p>uma	grande	quantidade	dessa	bebida	fosse	produzida;	Jamshid	e	sua	corte</p><p>beberam,	gostaram.	A	bebida	foi	promovida	à	categoria	de	bebida	do	seu	povo,</p><p>tornando-se	conhecida	como	Darou-é-Shah,	ou	“remédio	do	rei”,	e	assim	surgiu</p><p>o	vinho	para	os	persas.</p><p>O	grande	rei	Cambises,	descendente	de	Djemchid,	fundador	de	Persépolis,</p><p>determinou	que	parreiras	fossem	plantadas	ao	redor	da	cidade,	dando	origem	a</p><p>uma	notável	casta	de	uvas,	que	deram	origem	ao	célebre	vinho	de	Shiraz.</p><p>onde</p><p>todos	os	produtores	participassem	e	os	negócios	fechados	seriam	divididos	de</p><p>modo	equitativo	entre	todos,	mesmo	entre	aqueles	que	não	vendessem	à</p><p>contento.</p><p>Tudo	seria	realizado	numa	grande	praça	numa	das	cidades	da	região.</p><p>Para	valorizar	o	evento,	os	prefeitos	tiveram	a	ideia	de	colocar	no	meio	dessa</p><p>praça	um	imenso	barril	de	madeira,	de	onde	sairia	um	vinho	especial	para	a</p><p>degustação	geral	dos	convidados	e	participantes,	além	das	degustações	de	cada</p><p>stand.	Esse	barril	teria	um	vinho	representativo	dos	vinhos	da	região	e,	para	tal,</p><p>foi	solicitado	que	cada	produtor	contribuísse	com	um	tonel	do	seu	melhor	vinho,</p><p>de	modo	a	que	todos	conhecessem	a	excelência	da	vitivinicultura	local.	Portanto,</p><p>os	idealizadores	imaginaram	que,	se	cada	produtor	levasse	o	seu	melhor	vinho</p><p>(que	seria	composto	de	apenas	um	tipo	de	uva,	a	mais	característica	dessa	área</p><p>do	país),	certamente	no	grande	barril	haveria	o	supra	sumo	de	qualidade	e</p><p>perfeição,	para	encantar	os	convidados.</p><p>Ocorre	que	cada	produtor	estava	mais	preocupado	em	vender	seus	próprios</p><p>vinhos	e	fechar	negócios	isoladamente	e	diretamente	com	os	visitantes,	à</p><p>despeito	da	ideia	de	bem	caracterizar	os	vinhos	da	região,	o	que	garantiria	a</p><p>projeção	da	fama	dos	vinhos	locais.	E	então	cada	um	imaginou	que	se	levasse</p><p>um	vinho	bem	ruim,	ele	reduziria	a	qualidade	da	mistura	geral	e	os	experts</p><p>acabariam	por	preferir	o	seu	vinho	na	degustação	isolada	no	stand.</p><p>O	problema	é	que	a	maioria	dos	produtores	pensou	do	mesmo	modo:	quase</p><p>todos	levaram	vinhos	ruins	e	deitaram	no	grande	barril	no	momento	do	início	da</p><p>festa,	diante	dos	juízes	e	empresários.</p><p>Antes	das	visitas	a	cada	stand,	haveria	a	prova	do	vinho	do	grande	barril	do	meio</p><p>da	praça.</p><p>Obviamente	a	decepção	foi	geral	quando	provaram	do	vinho.	Cuspiram</p><p>imediatamente	com	grande	reprovação.	Muitos	juízes	e	empresários	se	retiraram</p><p>do	evento,	pois	se	o	vinho	principal	apresentado	era	de	péssima	qualidade,	não</p><p>havia	motivo	de	ali	permanecer.</p><p>O	evento	foi	um	fiasco	e	a	região	conheceu	uma	das	piores	crises	de	sua	história,</p><p>justamente	porque	cada	produtor	foi	egoísta	e	não	pensou	no	conjunto,	levando,</p><p>em	vez	do	melhor,	o	seu	pior	vinho.</p><p>O	“conto”	nos	ensina	que,	na	vida,	ou	onde	quer	que	estejamos,	sempre</p><p>apresentemos	o	melhor	de	nós,	pensando	sempre	na	coletividade,	pois	assim</p><p>estaremos	beneficiando	a	todos	e	a	nós	mesmos.	Caso	contrário,	isolados	ou</p><p>sozinhos,	nada	realizaremos	por	muito	tempo.</p><p>Um	bom	conto	(ou	fato)	para	inspirar	os	vitivinicultores	e	produtores	brasileiros</p><p>de	modo	a	estarem	unidos	em	fraternidade	e	comunhão,	pelo	bem	de	todos...	E</p><p>pelo	barril	da	vida	no	meio	da	praça.</p><p>Como	escolher	o	vinho</p><p>O	vinho	pode	nos	proporcionar	saúde	e	prazer	simultaneamente,	mas	além	disso,</p><p>podemos	descobrir	um	novo	universo	de	requinte	e	fascinação	ao	conhecer	o</p><p>mundo	dessa	nobre	bebida,	quando	procuramos	saborear	vinhos	diferentes	e	de</p><p>várias	origens.	Para	os	apreciadores	e	conhecedores	da	“bebida	dos	deuses”,</p><p>acreditamos	que	este	livro	pode	trazer	informações	que	complementem	e</p><p>ampliem	o	seu	campo	de	conhecimento,	principalmente	ao	mostrar	a	relação</p><p>entre	o	vinho	e	a	saúde,	com	bases	científicas.	Para	os	iniciantes,	que	procuram</p><p>mais	saúde	e	uma	vida	mais	longa,	afirmamos	que	optar	por	consumir	vinho</p><p>adequadamente	pode	contribuir	para	esse	objetivo,	pois,	conforme	afirmamos,	o</p><p>mundo	do	vinho	permite	abertura	de	uma	nova	e	interessante	porta	na	nossa</p><p>vida.</p><p>Depois	das	informações	já	apresentadas,	resta	saber	como	escolher	o	vinho</p><p>certo.</p><p>Aprender	a	examinar</p><p>É	preciso	examinar	bem	a	garrafa	antes	de	comprar.	O	nível	do	líquido	nunca</p><p>deve	estar	abaixo	do	normal	e	a	rolha	deve	estar	em	boas	condições.	Observar	a</p><p>garrafa	contra	uma	forte	luz,	Verificar	se	o	vinho	tinto	não	está	com	muito</p><p>sedimento	ou	acastanhado	e	se	o	vinho	branco	não	está	muito	amarelo,	tendendo</p><p>para	o	marrom,	pois	que	são	sinais	de	oxidação	que	os	entendedores	nos	ensinam</p><p>a	evitar.</p><p>De	olho	no	rótulo</p><p>Outra	sugestão	é	aprender	a	conhecer	o	que	está	escrito	nos	rótulos,	conforme</p><p>apontamos	anteriormente.	A	grande	tendência	de	um	principiante	é	adquirir</p><p>vinhos	franceses,	por	serem	considerados	os	melhores	do	mundo.	Aqui	vão</p><p>algumas	dicas	para	não	errar.	Os	enólogos	ensinam,	por	exemplo,	que	os	vinhos</p><p>que	mostram	no	rótulo	a	sigla	AOC	(Vin	d´Appellation	d’Origine	Contrôlée)</p><p>são,	em	tese,	superiores	aos	VDQS	(Vin	Delimité	de	Qualité	Supérieure),	que,</p><p>por	sua	vez,	tendem	a	ser	melhores	que	os	vulgares	“vin	de	pays”	e	estes	que	os</p><p>mais	vulgares	“vin	de	table”.	Quanto	aos	AOC,	quanto	menos	genéricos	melhor.</p><p>Por	exemplo,	um	vinho	Appellation	Margaux	Contrôlée	deverá	ser	superior	a	um</p><p>Appellation	Bordeaux	Contrôlée.	Quanto	aos	“vin	de	table”,	muitos	cometem	o</p><p>erro	de,	às	vezes,	pagar	mais	por	um	vinho	destes,	simplesmente	porque	são	de</p><p>origem	francesa.	Podemos	ter	a	certeza	de	que	há	muitos	vinhos	nacionais</p><p>superiores	à	maioria	dos	“vin	de	table”	da	França.	Também	é	necessário	cuidado</p><p>com	colocações	em	rótulos	que,	na	verdade	apenas	ali	estão	para	enganar	ou</p><p>motivar	o	comprador	menos	entendido,	como	“Cuvèe	especial”,	que	podemos</p><p>ver	em	alguns	espumantes.	Ora,	“cuvèe”,	como	vimos	no	capítulo	relativo	aos</p><p>espumantes	e	champanhes,	são	vinhos	muito	especiais,	de	boas	safras,	que	são</p><p>acrescidos	ao	vinho	em	produção	para	dar-lhes	“personalidade”;	somente	os</p><p>grandes	champanhes	e	vinhos	regulares	são	“cuvèes”	e	são	caríssimos.</p><p>Frequentemente	notamos	essa	expressão	em	alguns	vinhos.</p><p>Outra	expressão	comum,	que	não	engana	mas	mascara	a	realidade	do	vinho	é	a</p><p>obscura	“Blanc	de	Blancs”,	que,	no	caso,	não	acrescenta	nada	em	termos	de</p><p>informação	sobre	a	qualidade	do	vinho,	que	apenas	esse	vinho	branco	foi	feito</p><p>com	uvas	brancas.</p><p>O	mais	caro	nem	sempre	é	o	melhor</p><p>A	primeira	regra	básica	é	que	nem	sempre	o	mais	caro	é	o	melhor,	ou	seja,	não</p><p>precisamos	comprar	os	vinhos	mais	caros	e	melhores	do	mundo.	Conforme</p><p>vimos	ao	longo	de	todo	o	texto,	podemos	escolher	vinhos	de	grande	qualidade	e</p><p>poder	medicinal	a	preços	baixos.	É	importante	procurar	o	vinho	que	nos	dá</p><p>prazer	em	degustar	e	não	aquele	que	aparece	nos	rankings	nacionais	ou</p><p>internacionais,	ou	que	tenhamos	ouvido	falar	ou	lido	que	é	maravilhoso.</p><p>No	começo,	pedir	opiniões	e	sugestões</p><p>Quando	iniciamos	a	nossa	relação	com	o	mundo	do	vinho,	ficamos</p><p>impressionados	com	as	pessoas	que	conhecem	a	bebida,	como	os	experts,	os</p><p>enólogos	e	sommeliers.	Eles	têm	opiniões	próprias	e	geralmente	as	expressam</p><p>com	muita	personalidade,	mas	não	devemos	nos	enganar,	conhecer	vinhos	é	uma</p><p>atividade	infinita	e	ninguém	domina	completamente	o	assunto,	ou	seja,	sempre</p><p>há	alguém	que	sabe	mais,	como	tudo	na	vida.	Portanto,	para	conhecermos	cada</p><p>vez	mais	o	mundo	do	vinho,	é	necessário	humildade.	Não	há	quase	nada	pior	do</p><p>que	o	pedantismo	dos	grandes	e	refinados	conhecedores	de	vinho.	Pessoalmente,</p><p>prefiro	o	contato	com	aqueles	que	não	procuram	demonstrar	o	seu	conhecimento</p><p>apenas	para	atrair	a	atenção,	o	que	denota	um	problema	de	personalidade.	Então,</p><p>não	devemos	nos	envergonhar	em	perguntar,	pedir	ajuda	a	um	sommelier,</p><p>solicitar	uma	opinião,	ou	pedir	uma	sugestão	de	vinho	para	um	maitre	num</p><p>restaurante.	Melhor	um	começo	humilde	do	que	uma	falsa	imagem	de</p><p>conhecedor,	somente	para	impressionar.	Muitos	nesta	situação	acabam</p><p>cometendo	gafes	vergonhosas.</p><p>Procurar	um	fornecedor	de	confiança</p><p>O	local	onde	se	adquire	o	vinho	é	também	de	suma	importância.	É	fundamental</p><p>perguntar,	trocar	ideias,	anotar	as	informações	e,	principalmente,	escolher	uma</p><p>adega	de	confiança,	com	um	orientador	ou	comerciante	honesto,	porém	o	melhor</p><p>é	experimentar	os	vinhos.	Sempre	se	aconselha	a	adquirir	o	vinho	em	locais	em</p><p>que	haja	variedades	e	grande	rotatividade	de	vendas,	de	modo	a	evitar	comprar</p><p>um	vinho	prematuramente	envelhecido	e	mal	conservado.</p><p>Cuidado	com	o	preconceito</p><p>Sugere-se	que	cada	um	forme	uma	pequena	adega	e	não	ter	preconceito.</p><p>Podemos	ter	ótimos	Cabernets	Sauvignons	e	Merlots	varietais	chilenos,	mas</p><p>também	há	os	similares	nacionais	de	excelente	qualidade,	além	dos	argentinos,</p><p>franceses,	italianos,	portugueses,	espanhóis,	australianos,	etc.	que</p><p>Os</p><p>persas	cultivavam	as	uvas	com	extremo	cuidado	e	arte.	Escavações	e	achados</p><p>arqueológicos	na	região	do	Irã	(antiga	Pérsia)	descobriram	imensos	recipientes</p><p>capazes	de	conter	até	200	litros	de	mosto	de	uvas.	O	vinho	era	produzido	em</p><p>grande	quantidade,	pois	era	distribuído	aos	soldados,	para	lhes	dar	coragem	nas</p><p>batalhas.</p><p>Os	povos	mesopotâmicos	também	apreciavam	o	vinho.	A	região	onde	se</p><p>encontra	atualmente	o	Iraque,	situada	entre	os	rios	Tigre	e	Eufrates	(que	nasce	no</p><p>Monte	Ararat)	é	quente	e	árida,	inadequada	para	o	cultivo	da	uva.	Entre	4.000	a</p><p>3.000	a.C,	os	sumérios	lá	se	estabeleceram	e	fundaram	as	cidades	de	Kish	e	Ur.</p><p>Parece	que	eles	tentaram	produzir	vinho,	sem	sucesso,	sendo	necessário	importar</p><p>a	bebida.	Há	registros	de	que	o	rio	Eufrates	foi	usado	para	transporte	de	vinho	da</p><p>região	da	Armênia	para	Babilônia.	Os	hititas	ocuparam	a	região	da	Babilônia	por</p><p>volta	de	2.000	a.C.	e,	como	apreciavam	muito	o	vinho,	conseguiram	produzi-lo</p><p>no	local,	possivelmente	de	boa	qualidade.	O	próprio	Código	de	Hamurabi	e	o</p><p>código	de	lei	aplicado	pelos	hititas	são	os	dois	primeiros	livros	conhecidos	sobre</p><p>leis	e	ambos	fazem	referência	ao	vinho.</p><p>No	Código	de	Hamurabi	há	três	seções	relacionadas	ao	vinho.	A	primeira	afirma</p><p>que	“a	vendedora	de	vinhos	que	errar	a	conta	será	atirada	à	agua”;	o	segundo</p><p>aponta	que	“se	a	vendedora	não	prender	marginais	que	estiverem	tramando	e	os</p><p>levar	ao	palácio	seria	punida	com	a	morte”;	a	última	diz	que	“se	uma	sacerdotisa</p><p>abrir	uma	casa	de	vinhos	ou	nela	entrar	para	beber,	será	queimada	viva”.</p><p>No	mundo	antigo	havia	um	grande	intercâmbio	comercial	ligado	à	uva	e	ao</p><p>vinho.	A	serviço	do	Império	Assírio,	os	cananeus	controlavam	pontos	comerciais</p><p>importantes	como	Al-Mina,	Ugarit,	Sidon	e	Tiro,	sendo	depois	substituídos	pelos</p><p>fenícios	(grandes	consumidores	de	vinho).	Depois	Alexandre	o	Grande</p><p>conquistou	toda	a	região	e	fundou	Alexandria,	onde	era	muito	forte	o	comércio</p><p>do	vinho.</p><p>Há	relatos	sobre	detalhes	da	produção	de	vinho	em	pinturas	egípcias	que	datam</p><p>de	1	mil	a	3	mil	a.C.,	incluindo	textos	que	apontam	a	existência	de	peritos</p><p>envolvidos	na	diferenciação	da	qualidade	dos	vinhos.	Detalhes	das	várias	etapas</p><p>da	elaboração	do	vinho,	tais	como	a	colheita	da	uva,	a	prensagem	e	a</p><p>fermentação	podiam	ser	verificados	nas	tumbas	dos	faraós,	além	de	cenas</p><p>mostrando	como	o	vinho	era	bebido,	em	diferentes	recipientes	e	situações,	como</p><p>festas,	comemorações,	indo	desde	eventos	formais	até	libidinosos.</p><p>A	relação	do	Egito	com	o	vinho	é	marcante.	Como	uma	das	civilizações	mais</p><p>antigas,	os	egípcios	podem	ter	herdado	a	tradição	de	plantar	uvas	e	produzir</p><p>vinhos	de	civilizações	bem	mais	antigas,	incluindo	a	lendária	Atlântida,	ou</p><p>então,	videiras,	uva,	ou	o	próprio	vinho	já	elaborado,	podem	ter	chegado	ao</p><p>Egito	pelo	Rio	Nilo,	originários	do	Líbano,	Síria,	Assíria,	da	Núbia,	da	costa</p><p>norte	da	África.	No	Egito,	nitidamente	o	consumo	de	vinho	parece	ter	sido</p><p>inicialmente	limitado	aos	nobres,	sacerdotes	e	pessoas	ricas,	para	depois	chegar</p><p>aos	pobres,	que,	como	hoje,	só	têm	acesso	aos	vinhos	mais	baratos	e	certamente</p><p>de	qualidade	inferior.	No	Egito,	os	vinhedos	e	o	vinho	eram	oferecidos	aos</p><p>deuses,	especialmente	pelos	faraós,	conforme	pode	ser	visto	em	ilustrações	nas</p><p>pirâmides,	que	mostram	as	oferendas	de	Ramsés	III	(1100	a.C.)	fez	a	Amon.	Na</p><p>tumba	do	faraó	Tutankamon	(1371-1352	a.C.),	foram	encontradas,	em	1922,	36</p><p>ânforas	de	vinho,	algumas	das	quais	continham	inscrições	sobre	regiões</p><p>produtoras	de	vinho,	safra,	nome	do	comerciante	e	até	a	referências	a	uma</p><p>excelente	qualidade.</p><p>É	notável	como	toda	a	região	ligada	ao	Mar	Mediterrâneo	tenha	ligação	com	a</p><p>história	do	vinho,	que	trouxe	uma	nova	forma	de	relação	entre	as	pessoas	dada	à</p><p>sua	capacidade	de	produzir	relaxamento	e	diferente	estado	de	espírito,	sendo</p><p>então	imprescindível	nas	festividades	e	comemorações.	Como	curiosidade,</p><p>descobrimos	que	no	próprio	cerco	histórico	a	Tróia,	o	vinho	era	fundamental</p><p>para	as	longas	noites	ao	redor	das	fogueiras	e	nos	acampamentos	gregos,	ao</p><p>longo	dos	supostos	dez	anos	de	sítio.	Se	faltasse	o	vinho,	os	soldados	talvez	não</p><p>tivessem	ânimo	suficiente	para	ter	tanta	paciência,	a	ponto	de	esperar	tanto</p><p>tempo.	A	bebida	era	tão	considerada	entre	os	gregos	que	nas	épocas	de	escassez,</p><p>durante	o	cerco	de	Tróia,	não	era	raro	um	intercâmbio	de	vinho	contrabandeado,</p><p>originário	de	dentro	da	própria	cidade	sitiada,	obtido	graças	à	participação	de</p><p>comerciantes	nada	interessados	em	questões	bélicas.	Ademais,	conta-se	que	os</p><p>próprios	gregos	faziam	vistas	grossas	aos	vendedores	de	vinho	que	se</p><p>esgueiravam	à	noite	para	suprir	Tróia	com	o	milagroso	néctar;	só	podiam</p><p>permitir	isso,	pois	poderiam	ser	beneficiados	com	algum	suprimento	do	mesmo,</p><p>uma	vez	que	os	barcos	que	buscavam	o	vinho	em	regiões	distantes,	às	vezes</p><p>demoravam,	ou	nunca	reapareciam,	vitimados	por	alguma	tempestade.	Na	Ilíada,</p><p>Homero	fala	de	vinhos	da	ilha	de	Lemnos,	no	mar	Egeu,	como	a	fornecedora	de</p><p>vinho	para	as	tropas	que	sitiavam	Tróia,	cujo	vinho	era	proveniente	da	Frigia.</p><p>Homero	também	descreve	os	vinhos	gregos	ao	narrar	as	viagens	de	Ulisses,</p><p>incluindo	o	caso	do	vinho	do	sacerdote	Maro:	um	vinho	tinto	muito	doce	e	tão</p><p>forte	que	era	diluído	com	água	na	proporção	de	1:20	(um	por	vinte).	Quando	foi</p><p>aprisionado	pelo	ciclope	Polifemus	na	costa	da	Sicília,	Ulisses	ofereceu-lhe	o</p><p>vinho	de	Maro.	Como	o	ciclope	estava	acostumado	com	o	fraco	vinho	da	Sicília,</p><p>caiu	em	sono	profundo,	o	que	permitiu	a	Ulisses	extrair-lhe	o	olho,	segundo	a</p><p>mitologia.	Homero	também	menciona	outros	detalhes	sobre	o	vinho,</p><p>descrevendo	poeticamente	a	sua	colheita	durante	o	outono.</p><p>Uma	descoberta	recente	mostra	o	quanto	os	gregos	gostavam	de	vinho:	a	adega</p><p>do	rei	Nestor,	de	Pilos,	cidade	da	Peloponésia,	no	sul	da	Grécia,	cuja	capacidade</p><p>foi	estimada	em	6	mil	litros,	estocados	em	grandes	jarras	denominadas	“pithoi”.</p><p>Pitorescamente,	o	vinho	era	levado	até	a	adega	dentro	de	bolsas	de	pele	de</p><p>cordeiro	e	outros	animais,	o	que	certamente	conferia	algum	“buquê”	extra	à</p><p>bebida.</p><p>A	expansão	da	cultura	grega	fez	com	que	a	Sicília	e	a	Calábria	na	Itália	fossem</p><p>designadas,	nessa	época,	Magna	Grécia,	também	chamada	de	Oenotri,	a	“terra</p><p>dos	vinhos”.	Em	500	a.C.,	período	de	grande	procura	por	novas	terras,	ocorreu</p><p>também	a	colonização	do	sul	da	França	pelos	gregos	habitantes	da	Lídia,	que</p><p>fugiam	da	invasão	dos	persas	e	fundaram	Marselha	(antes	Massalia)	e	se</p><p>estabeleceram	também	na	Córsega.	Os	gregos	controlaram	rotas	do	Rhône,	do</p><p>Saône,	através	da	Borgonha,	do	Sena	e	do	Loire.	Massalia	fazia	seu	próprio</p><p>vinho	e	as	ânforas	para	exportá-lo.	Segundo	o	historiador	romano	Justiniano,	“os</p><p>gauleses	aprenderam	com	os	gregos	uma	forma	civilizada	de	vida,	cultivando</p><p>olivas	e	videiras”.	A	misteriosa	ilha	de	Lesbos,	ao	norte	de	Chios,	possuía	um</p><p>vinho	destacado	e,	provavelmente,	foi	a	origem	do	Pramnian,	um	vinho	mítico,</p><p>equivalente	do	lendário	vinho	búlgaro	Tokay	Essenczia.</p><p>Segundo	a	história,	não	era	costume	consumir	apenas	o	vinho	tinto	seco,	mas</p><p>havia	predileção	pelos	vinhos	doces.	Laerte,	o	pai	de	Ulisses,	o	herói	da	Guerra</p><p>de	Tróia,	possuía	50	tipos	de	vinhedos,	cada	um	com	diferentes	uvas.	Os	vinhos</p><p>eram	também	misturados	e	raramente	eram	bebidos	puros,	sendo	comum	a</p><p>adição	de	água;	quanto	mais	formal	o	evento	e	mais	sofisticada	a	comida,	mais</p><p>ou	menos	água	ou	especiarias	aromáticas	eram	adicionadas	ao	vinho.</p><p>O	vinho	sempre	esteve	estreitamente	vinculado	a	eventos	e	reuniões.	Tanto</p><p>assim	que	a	palavra	simpósio	(do	latim	simposium),	tem	o	significado	literal	de</p><p>“bebendo	junto”.	Os	simposium	eram	eventos	onde	as	pessoas	se	reuniam	para</p><p>beber	vinho	em	salas	especiais,	reclinados	confortavelmente	em	almofadas	e</p><p>divãs,	onde	conversas	e	negócios	aconteciam	num	ambiente	propício,</p><p>geralmente	em	clima	de	festa,	com	dançarinas,	ao	som	de	violas,	harpas	e</p><p>flautas.</p><p>O	vinho	chegou	ao	sul	da	Itália	através	dos	gregos	a	partir	de	800	a.C.,	mas	os</p><p>etruscos	já	viviam	ao	norte,	na	região	da	atual	Toscana,	onde	elaboravam	bons</p><p>vinhos	e	os	comercializavam	na	Gália	e,	talvez,	na	Borgonha.	É	com	a	expansão</p><p>de	Roma	que	ocorre	a	maior</p><p>difusão	e	comércio	do	vinho	pelo	mundo.	Os</p><p>romanos	se	dedicaram	com	seriedade	à	vitivinicultura	que,	com	eles,	atingiu	seu</p><p>clímax	na	época.	O	senador	Catão	em	sua	obra	De	Agri	Cultura	foi	o	primeiro</p><p>romano	a	escrever	sobre	o	tema	mas	a	obra	mais	famosa	foi	escrita	por	Mago,</p><p>um	cartaginês,	e	traduzida	para	o	grego	e	o	latim.	O	livro	estimulava	a	plantação</p><p>comercial	intensiva	de	vinhedos,	como	fonte	de	divisas.</p><p>“O	vinho?	Eu	preparo	três	taças	para	o	moderado:</p><p>uma	para	a	saúde,	que	ele	sorverá	primeiro,</p><p>a	segunda	para	o	amor	e	o	prazer	e	a	terceira	para	o	sono.</p><p>Quando	essa	taça	acaba,	os	convidados	sábios	vão	para	casa.	A</p><p>quarta	taça	é	a	menos	demorada,	mas	é	a	da	violência;</p><p>a	quinta	é	a	do	tumulto,	a	sexta	da	orgia,	a	sétima	a	do	olho	roxo,</p><p>a	oitava	é	a	do	policial,	a	nona	da	ranzinzice	e</p><p>a	décima	a	da	loucura	e	da	quebradeira	dos	móveis.”</p><p>Filósofo	Eubulus,	Grécia.	375	a.C.</p><p>Na	Itália	romana	apareceram	os	primeiros	grandes	vinhedos	e	vinhos	de</p><p>qualidade,	muitos	dos	quais	existem	até	hoje.	Na	baía	de	Nápoles	e	na	península</p><p>de	Sorrento	estavam	os	melhores	produtores.	É	dessa	época	o	maravilhoso	e</p><p>lendário	Opimiano,	safra	de	121	a.C.	do	vinhedo	Falernum,	que	foi	consumido,</p><p>conforme	registros	históricos,	até	125	anos	depois;	foi	produzido	em</p><p>homenagem	ao	cônsul	Opimius,	um	apreciador	inveterado	de	vinho	e	grande</p><p>incentivador	da	produção	de	muitos	vinhedos.</p><p>Uma	curiosidade	sobre	os	hábitos	romanos	relacionados	ao	vinho	é	semelhante</p><p>ao	que	acontecia	na	Grécia:	em	vez	de	preferirem	o	vinho	tinto,	bebiam	mais	o</p><p>vinho	doce,	daí	a	realizarem	as	colheitas	o	mais	tardiamente	possível,	conforme</p><p>a	antiga	técnica	grega,	colhendo	o	fruto	um	pouco	imaturo	(como	no	caso	dos</p><p>vinhos	“verdes”)	mas	deixando-o	secar	ao	sol	para	concentrar	o	açúcar.	Outra</p><p>técnica	para	formar	um	vinho	mais	forte	e	doce	era	fervê-lo,	aumentando	a</p><p>concentração	de	açúcar	(Defrutum),	ou	ainda	adicionar	mel	(Mulsum).</p><p>Preparavam	também	um	mosto	cuja	fermentação	era	interrompida	por</p><p>submersão	da	ânfora	em	água	fria	e,	portanto,	contendo	mais	açúcar,	produzindo</p><p>o	semper	mustum,	que	é	um	mosto	permanente.	Os	romanos	também	praticavam</p><p>as	misturas	com	vinhos	que	eram	fervidos	em	infusões	ou	macerações	com</p><p>ervas,	especiarias,	resinas	e	denominados	“vinhos	gregos”,	pois	os	gregos</p><p>raramente	tomavam	vinhos	sem	temperá-los.	Sobre	esta	prática	há	receitas</p><p>deveras	exóticas	registradas,	passadas	para	a	história	dos	vinhos	através	de</p><p>Apícius,	Plínio,	Columella,	Apitínio	e	Clesus,	entre	outros.</p><p>Os	romanos	adquiriram	também	dos	gregos	o	hábito	de	envelhecer	o	vinho.	Os</p><p>fortes	e	doces	eram	expostos	ao	ar	livre	e	os	mais	fracos	eram	acondicionados</p><p>em	jarras	e	enterrados.	Outra	técnica	para	envelhecer	e	tornar	mais	apurado	o</p><p>vinho	era	o	fumarium,	ou	a	defumação,	em	que	as	ânforas	com	vinho	eram</p><p>colocadas	em	cima	de	uma	lareira,	tornando	o	produto	com	cheiro	de	fumaça	e</p><p>levemente	mais	ácido.</p><p>Os	romanos	parecem	ter	sido	o	povo	que	mais	difundiu	a	arte	de	fazer	e</p><p>consumir	vinho.	Partindo	de	Provença,	eles	subiram	o	vale	do	Rhône	e	mais</p><p>tarde	dirigiram-se	a	oeste,	atingindo	a	região	de	Bordeaux,	a	mais	famosa	região</p><p>produtora	da	atualidade.	Os	vinhedos	da	Borgonha	surgiram	no	século	II;	do	vale</p><p>do	Loire	no	século	III;	das	regiões	de	Paris,	Champagne,	Mosela	e	Reno	no</p><p>século	IV;	já	os	da	Alsácia,	que	não	tiveram	origem	romana,	e	só	aparecem	bem</p><p>mais	tarde,	no	século	IX,	mas	sob	forte	influência	germânica.</p><p>A	França	é	atualmente	o	país	mais	importante	em	relação	ao	vinho	e	a	região,</p><p>segundo	os	experts,	onde	são	produzidos	os	melhores	vinhos	conhecidos.	Mas	há</p><p>controvérsias	quanto	à	origem	da	vitivinicultura	francesa.	Alguns	historiadores</p><p>que	acreditam	ser	a	região	da	atual	França	o	berço	de	origem	da	vinicultura	na</p><p>Terra,	mas	os	italianos	afirmavam	serem	eles	os	pioneiros	na	região	da	Gália,</p><p>estendendo	a	cultura	para	toda	a	atual	França	e	sul	da	Alemanha.	Alguns</p><p>estudiosos	acreditam	que	esta	iniciativa	partiu	dos	celtas,	que	muito	ativos,</p><p>místicos	e	guerreiros,	dominaram	quase	toda	a	região	dos	Alpes,	na	mesma</p><p>época	em	que	Atenas	exercia	a	sua	hegemonia	sobre	a	Grécia.	Os	celtas</p><p>invadiram	a	Lombardia,	na	Itália	(onde	fundaram	Milão)	e	alcançaram	Roma,</p><p>Macedônia,	e	Belgrado,	na	região	do	Rio	Danúbio.	Certamente	que,	se	foram</p><p>grandes	produtores	de	vinho,	devem	ter	levado	a	vitivinicultura	por	onde</p><p>passaram;	curiosamente,	o	roteiro	de	conquistas	deste	povo	passa	exatamente</p><p>por	regiões	produtoras	de	grande	parte	dos	melhores	vinhos	da	atualidade,	seja</p><p>da	França	ou	da	Itália.</p><p>Com	o	declínio	do	Império	Romano,	a	produção	de	vinho	da	Itália	entrou</p><p>também	em	decadência,	só	reaparecendo	mais	tarde,	com	a	ascensão	do</p><p>cristianismo,	cujos	monges	produziam	vinho	e	o	comercializavam.</p><p>A	Igreja	Católica	se	firma	e	difunde	o	simbolismo	do	vinho	na	sua	liturgia,</p><p>estimulando	assim	amplamente	a	vitivinicultura	por	todo	o	mundo	e	fazendo-a</p><p>renascer	nas	áreas	que	anteriormente	foram	exuberantes	na	produção	da	bebida.</p><p>A	Igreja	passou	a	ser,	por	séculos,	proprietária	de	inúmeros	vinhedos	nos</p><p>mosteiros	das	principais	ordens	religiosas	da	época,	como	a	os	franciscanos,</p><p>beneditinos	e	outras,	que	se	espalharam	por	toda	Europa,	levando	consigo	a	arte</p><p>da	produção	da	bebida	que	representava	o	“sangue	de	Cristo”.	O	mosteiro	de</p><p>Eberbach,	na	região	alemã	do	Rheingau,	construído	em	1136,	foi	o	maior</p><p>estabelecimento	vinícola	do	mundo	durante	os	séculos	XII	e	XIII	e	até	hoje</p><p>produz	excelentes	vinhos.</p><p>Podemos	afirmar	que	a	Igreja	Católica	teve	na	produção	e	comércio	do	vinho	a</p><p>sua	fonte	principal	de	riquezas,	tendo	lucrado	mais	com	o	vinho	do	que	com	os</p><p>dízimos	dos	fiéis,	em	todos	os	tempos.	Até	hoje,	mesmo	com	os	grandes	trustes</p><p>de	comércio	de	vinho,	nada	ou	ninguém	superou	o	Vaticano	como	o	maior</p><p>comerciante	de	vinho	de	todas	as	épocas	da	história	humana.	Com	o	apelo	de</p><p>que	o	vinho	“representa”	o	sangue	de	Jesus,	fica	fácil	tratar	em	produzi-lo	em</p><p>larga	escala	e	comercializá-lo.	O	que	muitos	não	aceitam	é	que	este	“sangue”	–</p><p>que	supostamente	deveria	ser	ingerido	em	pequenas	quantidades,	apenas	nos</p><p>rituais	e	missas	–	sempre	foi	o	principal	ingrediente	nas	festas,	orgias,	banquetes</p><p>pantagruélicos,	e	outras	libações,	consumido	em	grandes	quantidades.	Podemos</p><p>concluir	que,	em	pequenas	quantidades,	o	vinho	pode	ser,	sim,	o	“sangue	de</p><p>Jesus”,	mas	em	grandes,	é	o	“sangue	do	Diabo”.	Sob	o	prisma	humorístico	que	o</p><p>fato	merece,	bem	que	poderia	ser	esta	uma	das	razões	de	atualmente	se	exigir</p><p>que	toda	propaganda	de	bebidas	alcoólicas	–	incluindo	o	vinho	–	apresente	a</p><p>advertência:	“Beba	com	moderação”.</p><p>Ao	contrário	de	que	se	imagina,	depois	da	Igreja	Católica,	os	maiores	difusores</p><p>do	hábito	de	consumo	de	vinho	não	foram	as	tabernas,	mas	os	hospitais!	Nas</p><p>Idade	Média	e	Moderna,	os	hospitais	não	cuidavam	apenas	dos	doentes,	mas</p><p>também	recebiam	viajantes,	estudantes,	peregrinos,	etc.	A	palavra	“Hotel”</p><p>deriva-se	da	palavra	“Hospital”,	que	possuem	a	mesma	raiz	semântica.	Um	dos</p><p>mais	famosos	“hospitais”	foi	o	Hôtel-Dieu,	Hospice	de	Beaune,	fundado	em</p><p>1443	e	até	hoje	mantido	pelas	vendas	de	vinho.</p><p>As	universidades	também	tiveram	grande	importância	na	difusão	e	no	consumo</p><p>do	vinho,	desde	a	Idade	Média	à	Contemporânea.	Os	registros	apontam	que	o</p><p>fato	teve	como	origem	a	iniciativa	da	Universidade	de	Paris	que,	para	contar</p><p>com	mais	estudantes	e	estimular	a	cultura,	oferecia	salvo	conduto	e	ajuda	de</p><p>custos	para	viagens	de	intercâmbio	com	outras	universidades.	O	problema	é	que</p><p>os	estudantes	mais	pobres	e	os	andarilhos	permaneciam	mais	tempo	em	tavernas</p><p>do	que	em	salas	de	aulas,	mostrando	mais	interesse	em	vinhos	e	boemia.	Houve</p><p>até	um	grupo	de	estudantes	que	bebia	e	conhecia	com	detalhes	todos	os	bons</p><p>vinhos	da	Europa,	a	Ordem	dos	Goliardos,	que	se	tornou	muito	famosa.</p><p>Depois	da	Igreja,	dos	Hospitais	e	dos	estudantes,	foram	as	expedições</p><p>colonizadoras	os	maiores	difusores	da	produção	e	consumo	de	vinho.	A</p><p>atingirem	outros	continentes,	levavam	tanto	vinho	quanto	videiras,	e	iniciavam	o</p><p>cultivo	das	parreiras.	Isso	ocorreu	especialmente	nas	Américas	do	Norte	e	do	Sul</p><p>(Argentina,	Chile	e	Brasil)	e	na	África</p><p>(África	do	Sul).	Para	as	Américas,	a	uva</p><p>foi	trazida	primeiro	por	Américo	Vespúcio,	mas	a	produção	só	tomou	corpo	com</p><p>Cristóvão	Colombo,	após	a	sua	segunda	viagem	às	Antilhas	em	1493,</p><p>espalhando-se	depois	para	o	México	e	as	colônias	espanholas	da	América	do</p><p>Sul.	Para	o	Brasil,	as	primeiras	videiras	foram	trazidas	da	Ilha	da	Madeira	por</p><p>Martin	Afonso	de	Souza	em	1532	e	plantadas	por	Brás	Cubas	no	litoral	paulista</p><p>e	depois,	em	1551,	na	região	de	São	Paulo	de	Piratininga,	com	bom	resultado.</p><p>O	vinho	nos	dias	atuais</p><p>As	descobertas	de	Pasteur	(1822-1895)	sobre	os	microrganismos	e	a	fermentação</p><p>publicadas	na	sua	obra	Études	sur	le	vin,	representam	um	marco	histórico	no</p><p>desenvolvimento	da	vitivinicultura	moderna,	abrindo	as	portas	para	que,	a	partir</p><p>do	século	XX,	a	elaboração	dos	vinhos	tomasse	novos	rumos,	potencializada</p><p>depois	com	o	desenvolvimento	tecnológico	e	biológico.	O	cruzamento	genético</p><p>de	diferentes	cepas	de	uvas,	o	desenvolvimento	de	leveduras	(fermentos)</p><p>especiais,	a	colheita	mecanizada,	a	fermentação	“a	frio”	na	elaboração	dos</p><p>vinhos	brancos	permitiu	um	grande	impulso	à	enologia,	a	ciência	que	estuda	a</p><p>produção	do	vinho.</p><p>Devido	a	estes	fatores,	pode-se	dizer	que,	apesar	da	fama	de	alta	qualidade	dos</p><p>vinhos	do	passado,	os	vinhos	atuais	têm	um	nível	de	qualidade	bem	superior.</p><p>Curiosidades	sobre	a	bebida	dos	deuses</p><p>A	Bíblia	é	o	primeiro	documento	escrito	que	menciona	a	uva	e	o	vinho.	Há	180</p><p>menções	do	vinho	no	Velho	Testamento	e	mais	de	35	no	Novo	Testamento.</p><p>*	*	*</p><p>Ao	procurarmos	no	Velho	Testamento,	somente	um	livro	não	contém	referência</p><p>alguma	ao	vinho:	o	de	Jonas.	As	referências	são	tantas	que	durante	a	Lei	Seca</p><p>nos	Estados	Unidos,	quando	a	fabricação,	transporte	e	venda	de	bebidas</p><p>alcoólicas	foram	proibidos,	tentaram	provar	que	o	vinho	citado	na	Bíblia	era,	na</p><p>verdade,	suco	de	uva	sem	fermentação	alcoólica.	Mas	a	história	não	pegou!</p><p>*	*	*</p><p>Origem	do	termo	“saúde”	ao	brindar</p><p>Na	Grécia	antiga,	o	anfitrião	tomava	o	primeiro	gole	de	vinho	para	garantir	aos</p><p>hóspedes	que	o	vinho	não	estava	envenenado,	daí	vem	a	expressão	“saúde”.	Já	o</p><p>ato	de	brindar	começou	na	Roma	Antiga	quando	os	romanos	deram	continuidade</p><p>à	tradição	grega,	mas	começaram	a	colocar	um	pedaço	de	pão	torrado	em	cada</p><p>copo	de	vinho	para	neutralizar	sabores	indesejáveis	ou	acidez	excessiva.</p><p>*	*	*</p><p>O	primeiro	livro	impresso	sobre	o	vinho,	o	“Líber	de	Vinis”,	foi	publicado	no</p><p>ano	de	1300,	de	autoria	do	médico	Arnaldo	de	Vilanova,	que	aponta	diversos</p><p>usos	terapêuticos	da	bebida,	descrevendo	muitos	aspectos	interessantes,	entre</p><p>eles	a	denúncia	do	costume	fraudulento	dos	comerciantes	de	vinho	que	tentavam</p><p>disfarçar	a	acidez	e	o	amargor	de	vinhos	velhos	ou	ordinários,	ao	oferecerem	aos</p><p>fregueses	alcaçuz,	nozes	ou	queijos	salgados,	antes	que	eles	provassem	seus</p><p>vinhos.</p><p>*	*	*</p><p>Gregos	e	romanos	não	conheciam	os	métodos	de	envelhecimento	e	conservação</p><p>do	vinho,	o	que	os	obrigava	a	beber	todo	o	vinho	que	produziam	ao	longo	do</p><p>primeiro	ano	de	produção,	antes	que	a	bebida	avinagrasse.	Isso	perdurou	até</p><p>meados	do	século	XIX,	quando	passaram	a	envelhecer	os	vinhos,	apurando</p><p>enormemente	a	sua	qualidade	e	sabor.	O	vinho,	mesmo	para	durar	poucos	meses,</p><p>precisava	receber	conservantes,	sendo	os	mais	comuns	aqueles	à	base	de	ervas,</p><p>mel,	queijo	ou	até	mesmo	sal,	até	mesmo	para	tentar	disfarçar	o	gosto	do</p><p>vinagre.</p><p>*	*	*</p><p>Por	que	as	garrafas	de	vinho,	em	geral,	são	de	750	ml?</p><p>Esse	padrão	surgiu	na	França,	pouco	depois	que	foram	inventadas	as	garrafas	de</p><p>vidro	e	as	garrafas	tinham	vários	tamanhos	e	capacidades.	Mas	a	Inglaterra	era	o</p><p>maior	importador	de	vinhos	de	Bordeaux	e	a	França	não	tinha	o	mesmo	sistema</p><p>métrico	inglês,	que	usava	a	medida	chamada	“galão	Imperial”	que	correspondia</p><p>4,54609	litros.	Os	vinhos	de	Bordeaux	eram	transportados	em	barris	de	225</p><p>litros,	que	correspondiam	a	50	galões	imperiais.	De	modo	a	facilitar	os	cálculos,</p><p>os	comerciantes	procuravam	uma	garrafa	com	uma	quantidade	fácil	de	lembrar	e</p><p>usar,	com	base	no	seguinte:	225	litros	correspondem	a	300	garrafas	de	750	m	(ou</p><p>75	centilitros,	cl),	um	barril	é	igual	a	50	litros	ou	300	garrafas	de	750ml.	E	o</p><p>costume	de	se	vender	a	caixa	de	vinho	com	6	garrafas,	como	acontece	até	hoje,</p><p>se	deve	ao	fato	simples	de	que	6	garrafas	de	750	ml	correspondem	exatamente	a</p><p>um	galão	de	líquido.</p><p>*	*	*</p><p>De	onde	veio	o	saca-rolha</p><p>Ninguém	sabe	ao	certo,	mas	ele	foi	inventado	apenas	no	século	XVII,	quase	ao</p><p>mesmo	tempo	em	que	garrafas	de	vidro	começaram	a	surgir.	Os	vinhos	então</p><p>passaram	a	ser	conservados	por	muitos	anos.</p><p>*	*	*</p><p>O	século	XIX	foi	importante	para	a	maior	conservação	do	vinho,	quando	Pasteur</p><p>explicou	a	origem	química	da	fermentação	e	identificou	os	agentes	responsáveis</p><p>por	este	processo.	Também	ao	notável	químico	francês	se	deve	outra	invenção</p><p>que	foi	o	método	de	esterilização	por	meio	do	calor,	conhecido	como</p><p>“pasteurização”.	Este	método	é	utilizado	até	hoje	para	eliminar	as	bactérias	e</p><p>outros	microrganismos,	não	do	vinho,	obviamente,	mas	dos	frascos.</p><p>****</p><p>Sabrage	–	Abrindo	o	champagne	com	o	sabre</p><p>Método	de	degola	de	uma	garrafa	de	champagne	(espumante	ou	similar).	Conta</p><p>a	história	que,	no	início	do	século	XVIII,	Napoleão	e	seus	soldados	possuíam	a</p><p>tradição	de	comemorar	suas	vitórias	nos	campos	de	batalha	realizando	a	degola</p><p>das	garrafas	de	champagne	um	único	golpe	de	seu	sabre.</p><p>*	*	*</p><p>In	vino	veritas	–	Origem</p><p>“No	vinho	está	a	verdade”	–	é	um	antigo	provérbio	considerado	a	expressão</p><p>máxima	do	efeito	do	vinho,	ou	seja,	sob	a	sua	ação	prevalece	a	verdade.	A</p><p>origem	remonta	a	uma	situação	ocorrida	numa	aldeia	romana,	na	era	do</p><p>cristianismo.	Como	os	habitantes	da	aldeia	eram	avessos	à	nova	doutrina,	as</p><p>autoridades	enviaram	para	o	local	um	bispo	para	estudar	o	que	se	estava	a	passar.</p><p>O	bispo	concluiu	que	o	jovem	sacerdote	era	muito	tímido	e	os	seus	sermões	não</p><p>entusiasmavam	os	habitantes	da	aldeia.	O	bispo	aconselhou-o,	então,	a	beber</p><p>alguns	cálices	de	vinho	antes	de	iniciar	os	seus	sermões,	o	que	o	jovem	aceitou</p><p>de	bom	grado.	O	resultado	foi	espantoso!	O	sacerdote	enalteceu	tanto	as	virtudes</p><p>do	cristianismo,	que	o	bispo,	pasmo	com	a	transformação	do	jovem,	considerou</p><p>que	este	tinha	exagerado	nos	copos.	A	aldeia	tornou-se	um	exemplo	de</p><p>cristandade.</p><p>*	*	*</p><p>Mulher	não	podia	beber</p><p>No	passado,	em	muitas	culturas	o	uso	do	vinho	era	restrito	aos	homens.	De</p><p>acordo	com	Lewin,	as	mulheres	da	Roma	Antiga	não	tinham	permissão	de	beber</p><p>vinho.	Ignácio	Mecênio	espancou	a	esposa	até	a	morte	quando	a	mesma	bebeu</p><p>vinho	de	um	barril.	Pompílio	Fauno	mandou	chicotear	a	esposa	porque	ela</p><p>bebera	o	seu	melhor	vinho.	Há	registros	também	em	Roma	que	uma	mulher	da</p><p>nobreza	foi	condenada	a	morrer	de	fome,	somente	porque	abrira	o	armário	onde</p><p>eram	guardadas	as	chaves	da	adega.</p><p>*	*	*</p><p>Vinhos	gregos	controvertidos	na	antiguidade</p><p>O	teor	alcoólico	dos	vinhos	gregos	não	poderia	ter	excedido	a	14%,	pois	o</p><p>processo	de	fermentação	é	naturalmente	inibido	nessa	graduação,	cessando	a</p><p>produção	de	álcool.	Entretanto,	esses	vinhos	são	descritos	muitas	vezes	como	se</p><p>necessitassem	de	muitas	diluições	antes	de	serem	bebidos.	Desse	modo,	ao	que</p><p>parece,	os	vinhos	gregos	se	caracterizavam	mais	como	extratos	e	tinturas,	como</p><p>de	outros	itens	vegetais	do	que	de	vinho	propriamente	dito,	como	conhecemos</p><p>hoje.</p><p>*	*	*</p><p>Na	Grécia	era	costume	se	adicionar	resinas	ao	vinho	para	fazer	retisina,	como</p><p>em	outros	tempos	em	que	outras	plantas,	talvez	a	o	absinto,	o	estramônio	ou	a</p><p>beladona,	faziam	parte	da	composição	do	vinho.</p><p>*	*	*</p><p>O	vinho	“turbinado”	dos	papas</p><p>O	vinho	sempre	foi	apreciado	pelo	clero	e	principalmente	pelos	papas.	O	que</p><p>pouca	gente	sabe	é	que	houve	um	vinho	especial,	criado	em	1863	pelo	vinicultor</p><p>Ângelo	Mariani,	obtido	por	decocção	de	folhas	de	coca	em	vinho	Bordeaux,	que,</p><p>obviamente	apresentava	teor	de	cocaína.	A	bebida	ficou	conhecida	como	Vinho</p><p>Mariani	e	tinha	até	um	cartaz	de	propaganda,	idêntico	ao	seu	rótulo,</p><p>apresentando	a	figura	alegre	do	papa	Leão	XIII,	pois	tanto	este	quanto	seu</p><p>sucessor,	Pio	X,	eram	consumidores	regulares	do	vinho	turbinado.</p><p>Leão	XIII	parece	ter	gostado	mesmo	do	vinho	Mariani,</p><p>pois	promovia	a	bebida	e</p><p>até	atribuiu-lhe	uma	medalha	de	ouro	do	Vaticano.</p><p>*	*	*</p><p>A	praga	que	dizimou	as	vinhas	na	Europa</p><p>Um	período	negro	para	a	vitivinicultura	europeia	aconteceu	entre	1870	e	o	início</p><p>do	século	XX,	quando	uma	doença	parasitária	provocada	pelo	inseto	Phylloxera</p><p>vastatrix	devastou	praticamente	todas	as	parreiras	da	Europa.	A	praga	foi	levada</p><p>ao	continente	europeu	por	vinhas	americanas	contaminadas	e	trouxe	sério</p><p>prejuízo	à	produção	do	vinho	no	período.	Curiosamente,	a	própria	causadora	da</p><p>praga	trouxe	a	salvação,	pois	se	descobriu	que	as	raízes	das	videiras	americanas</p><p>eram	resistentes	ao	inseto	e	passaram	a	serem	usadas	como	porta-enxerto	para	o</p><p>replantio	de	vinhas	europeias,	causando	a	retomada	da	produção.</p><p>Curiosidades	da	matéria	Vem	da	Uva,	da	Wine	Tourism	Spain	e	Fact</p><p>Retriever:</p><p>Vinho	e	sexo</p><p>Como	o	vinho	tem	propriedades	relaxantes,	beber	quantidades	moderadas	antes</p><p>do	ato	sexual	poderia	torná-lo	mais	agradável,	especialmente	para	as	mulheres.	É</p><p>o	que	diz	um	estudo	italiano,	referente	ao	efeito	de	duas	taças	de	vinho	por	dia</p><p>na	atividade	sexual.	As	mulheres	seriam	mais	suscetíveis	aos	efeitos	da	bebida</p><p>por	processarem-na	mais	lentamente.</p><p>Os	maiores	produtores</p><p>O	maior	produtor	de	vinhos	do	mundo	é	a	França,	seguida	pela	Espanha,	Itália	e</p><p>Califórnia.	A	Espanha	detém	o	maior	vinhedo	do	mundo,	mas	os	franceses</p><p>teriam	mais	videiras	por	hectare	que	os	espanhóis.	Nos	Estados	Unidos,	o	vinho</p><p>é	produzido	em	absolutamente	todos	os	estados,	incluindo	o	Alasca.	Não	é</p><p>surpresa	que	a	uva	seja	a	fruta	mais	cultivada	em	termos	de	hectares	plantados</p><p>no	mundo!</p><p>Nem	todo	vinho	melhora	com	a	idade</p><p>Apenas	5%	de	todo	o	vinho	produzido	no	mundo	realmente	vai	“melhorar	com	a</p><p>idade”,	e	95%	da	produção	mundial	deve	ser	bebida	dentro	de	1	ano	após</p><p>chegarem	ao	mercado.	Os	vinhos	de	fato	mudam	com	a	idade,	alguns	para</p><p>melhor,	mas	a	maioria	não.	Essa	evolução	depende	da	mistura	de	ácidos,</p><p>açúcares,	fenóis	e	taninos,	mas	a	grande	maioria	dos	vinhos	produzidos	está</p><p>pronta	para	beber	e	não	tem	muito	potencial	para	envelhecer.</p><p>Vinho	branco	de	uvas	tintas?</p><p>Somente	os	conhecedores	sabem	que	o	vinho	branco	também	pode	ser	feito	de</p><p>uvas	tintas.	Isso	porque	a	coloração	do	vinho	é	definida	pela	extração	de</p><p>pigmentos	presentes	na	casca	da	uva,	que	ficam	de	fora	da	fermentação	no	caso</p><p>dos	vinhos	brancos.	Aliás,	um	dos	principais	espumantes	é	feito	com	a	uva	tinta</p><p>Pinot	Noir.	Já	na	produção	do	vinho	rosé,	as	cascas	de	uva	tinta	ficam	em</p><p>contato	com	a	mistura	apenas	por	tempo	suficiente	para	alcançar	o	tom	rosado.</p><p>O	poder	antioxidante</p><p>O	vinho	pode	ser	uma	poderosa	fonte	de	antioxidantes.	Para	obter	a	mesma</p><p>quantidade	de	antioxidantes	de	uma	garrafa	de	vinho,	seria	necessário	beber	20</p><p>copos	de	suco	de	maçã	ou	7	de	laranja.	Importante	saber	que	o	vinho	tinto	tem</p><p>bem	mais	antioxidantes	e	resveratrol	que	o	branco.</p><p>10	coisas	que	precisamos	saber	sobre	o	vinho</p><p>1.	São	necessárias	aproximadamente	300	uvas	para	produzir	uma	garrafa	de</p><p>vinho,	mas	isso	depende	de	como	foi	feita	a	fermentação,	as	dimensões	e</p><p>condição	das	uvas,	sua	acidez,	teor	de	açúcar,	etc.	Já	um	hectare	de	videiras	tem</p><p>mais	ou	menos	1.200.000	(um	milhão	e	duzentos	mil)	bagos	de	uvas	e	produz</p><p>cerca	de	33	barris	de	vinho.	Dividindo-se	esse	número	até	chegar	a	uma	garrafa,</p><p>temos	o	valor	de	300	uvas	por	garrafa.</p><p>2.	Uvas	tintas	também	produzem	vinhos	brancos	e	rosés.	Tanto	é	que	existem</p><p>raros	Malbecs	e	Pinots	Noirs	brancos.	Para	que	isso	aconteça,	basta	fermentar	a</p><p>uva	sem	deixar	as	cascas	em	contato	com	o	mosto,	pois	são	elas	que	dão	cor	ao</p><p>vinho.	No	caso	dos	rosés,	é	só	manter	o	contato	por	pouco	tempo,	para	que	a</p><p>coloração	não	chegue	a	ser	tinta.</p><p>3.	Vinho	doce	(de	sobremesa)	não	tem	adição	de	açúcar.	Um	vinho	de	sobremesa</p><p>pode	ser	doce	por	vários	fatores:	pela	maturação	em	excesso	da	uva,	pela</p><p>fortificação,	pelas	uvas	serem	atingidas	pelo	fungo	botrytis	cinerea	ou	ainda	por</p><p>se	tratar	de	um	icewine.</p><p>4.	A	diferença	entre	vinho	seco	e	suave.	O	vinho	suave	tem	adição	de	açúcar.	É</p><p>geralmente	um	vinho	de	qualidade	mais	baixa,	elaborado	com	uvas	comuns	de</p><p>espécies	americanas	Concord,	Herbermont,	Niágara,	Isabel,	entre	outras,</p><p>facilmente	encontrados	em	supermercados.	Já	os	vinhos	secos	(também</p><p>chamados	de	vinhos	finos)	são	elaborados	com	uvas	mais	nobres,	como</p><p>Cabernet	Sauvignon,	Merlot,	Chardonnay.	O	açúcar	nesses	vinhos	é	produzido</p><p>naturalmente	pela	uva	durante	a	fermentação.</p><p>5.	Vinho	Verde…	Não	é	verde!	São	uvas	cultivadas	às	margens	do	rio	Minho,</p><p>em	Portugal,	região	demarcada	de	Vinho	Verde,	que	dá	nome	ao	vinho.	Portanto,</p><p>ele	pode	ser	branco,	tinto	e	até	rosé.</p><p>6.	Vinho	do	Porto	não	é	produzido	no	Porto.	A	cidade	do	Porto	é	por	onde	escoa</p><p>a	produção	dos	vinhos	produzidos	no	Douro.</p><p>7.	Nem	todo	espumante	é	Champagne.	Apenas	o	espumante	produzido	na</p><p>província	histórica	de	Champagne,	na	França,	recebe	esse	nome.	Regra:	nem</p><p>todo	espumante	é	champagne,	mas	todo	champagne	é	um	espumante.</p><p>8.	Os	chineses	são	os	maiores	consumidores	de	vinho	tinto	do	mundo,</p><p>ultrapassando	a	França	e	a	Itália.	Em	2014,	os	chineses	chegaram	a	consumir</p><p>1,86	bilhão	de	garrafas	de	vinho	tinto,	segundo	pesquisas	publicadas	na	revista</p><p>Exame.</p><p>9.	E	a	Itália	é	a	maior	produtora	do	mundo.	Há	aproximadamente	cinco	anos,	a</p><p>Itália	tem	assumido	a	primeira	posição	mundial,	à	frente	da	França,	até	então	a</p><p>maior	produtora.</p><p>10.	O	Douro,	é	a	primeira	Denominação	de	Origem	do	mundo,	produzindo	vinho</p><p>há	mais	de	dois	mil	anos.	O	Douro	conquistou	o	título	de	primeira	DOC	do</p><p>mundo,	e	a	região,	inclusive,	foi	classificada	como	Patrimônio	da	Humanidade</p><p>pela	UNESCO.</p><p>Fonte:Sonoma</p><p>O	vinho	na	filosofia	–	O	Epicurismo</p><p>“In	vino	veritas”</p><p>Provérbio	latino</p><p>Não	há	filósofo	da	Antiguidade	Grega	mais	identificado	com	o	vinho	do	que	o</p><p>incompreendido	Epicuro.	Tido	como	adepto	do	hedonismo¹,	ateu	e	cultuador	do</p><p>prazer	e	da	libidinagem,	Epicuro,	no	entanto,	desenvolveu	uma	filosofia	muito</p><p>diferente	dessa	posição.	Para	o	filósofo,	que	era	muito	respeitado	em	sua	época,</p><p>o	prazer	imediato,	inconsequente	e	egoísta	é	um	atributo	do	homem	vulgar;</p><p>Epicuro	cultuava,	sim,	o	prazer	imediato,	mas	desde	que	refletido,	avaliado	pela</p><p>razão,	escolhido	sabiamente,	com	prudência,	filosoficamente.	Segundo	o	mestre,</p><p>é	preciso	desenvolver	a	capacidade	de	dominar	os	prazeres,	e	não	se	deixar	por</p><p>eles	dominar;	ato	contínuo,	é	necessário	ter	a	faculdade	de	gozar	e	não	a</p><p>necessidade	de	gozar.	Aqui	a	essência	da	filosofia	epicurista,	que	não	se	fixa	nos</p><p>prazeres	do	corpo	físico,	mas	presta	maior	atenção	e	mantém	grande	foco	nos</p><p>prazeres	morais,	estéticos,	intelectuais	e	espirituais,	considerados	como	os	mais</p><p>altos	e	sofisticados.	Neste	ponto,	podemos	entender	a	diferença	entre	bebedores</p><p>vulgares	de	vinho	(ou	de	qualquer	bebida	alcoólica)	com	aqueles	que	cultuam	a</p><p>bebida	de	modo	adequado,	consciente,	elegante,	sem	excessos	e	com	critério	de</p><p>seleção,	ou	seja,	bem	à	moda	do	epicurismo	autêntico.</p><p>Para	Epicuro,	o	verdadeiro	prazer	não	é	positivo,	mas	negativo,	consistindo	na</p><p>ausência	do	sofrimento,	na	quietude,	sendo	o	objeto	de	prazer	um	mero</p><p>componente	dentro	de	um	conjunto	maior,	num	mundo	mais	contemplativo	do</p><p>que	prático.</p><p>Epicuro	divide	os	desejos	em	naturais	e	necessários	–	por	exemplo,	a	fome,	o</p><p>instinto	da	reprodução;	não	naturais	e	não	necessários	–	como	o	poder,	a</p><p>ambição.	Os	primeiros	exigem	muito	pouco	e	cessam	quando	satisfeitos;	os</p><p>segundos	acarretam	inexoravelmente	inquietação	e	agitação,	perturbam	a</p><p>serenidade	e	a	paz.	Aqui	talvez	uma	surpresa	para	quem	tem	uma	imagem</p><p>deturpada	do	epicurismo:	em	vez	se	atirar	sem	controle	à	busca	irracional	e</p><p>impulsiva	do	prazer	físico,	o	estudante,	ou	aquele	que	aspira	a	verdadeira	e</p><p>completa	liberdade,	deve	renunciar	à	escravização	aos	desejos,	no	sentido	de</p><p>gratificação	isolada	e	exclusiva	dos	sentidos,	e	precaver-se	contra	as	surpresas</p><p>irracionais	do	sentimento,	da	emoção,	da	paixão.	O	desejo	é	inimigo	do	sossego.</p><p>Para	o	epicurismo,	os	prazeres	são	fundamentais	para	uma	vida	plena,	devem	ser</p><p>cultivados	como	momentos	de	felicidade,	porém	em	plena	ausência	de</p><p>ansiedade.	Enquanto</p>

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