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<p>SAÚDE PLANETÁRIA</p><p>Definição: Reconhece as complexas interações entre a degradação dos sistemas naturais do planeta, consequência da atividade humana e os impactos na saúde humana.</p><p>Biodiversidade e saúde humana: Variabilidade entre os organismos vivos de todas as fontes. Determinante ambiental fundamental da saúde humana.</p><p>· Água potável</p><p>· Saneamento básico</p><p>· Qualidade do ar</p><p>· Produtividade agrícola - insegurança alimentar, pesticidas</p><p>· Diversidade microbiana e doenças não transmissíveis</p><p>· Doenças infecciosas</p><p>· Medicamentos - antibióticos</p><p>· Mudanças climáticas e desastres globais</p><p>Objetivos de Desenvolvimento Sustentável</p><p>POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE LGBTQIA+</p><p>· Programa Mais saúde - Direito de todos 2008</p><p>· Grupo Somos: Movimento da década de 1970</p><p>· No início as mulheres lésbicas foram excluídas como grupo com prática de risco, não foram contempladas nas ações de prevenção da aids.</p><p>· Brasil sem homofobia - 2004, programa de combate a violência e a discriminaçao contra GLTB e de promoção da cidadania homossexual</p><p>· Comitê Técnico de Saúde da População GLTB - 2004, pelo Ministério da Saúde com vistas a construção de uma política específica para o SUS.</p><p>· Política LGBT - Novembro de 2009</p><p>· Diminuição do rastreio pelo papanicolau em mulheres lésbicas e bissexuais</p><p>· Travestis e prostituição: Depressão, ansiedade, sensações de pânico, uso de drogas, silicone industrial, hormônios, medicamentos</p><p>Eixos:</p><p>1. Acesso da população LGBT a atenção integral à saúde</p><p>2. Ações de promoção e vigilância em saúde para a população LGBT</p><p>3. Educação permanente e educação popular em saúde com foco na população LGBT</p><p>4. Monitoramento e avaliação das ações de saúde para a população LGBT</p><p>ABORDAGEM DAS ZOONOSES NA APS</p><p>LEPTOSPIROSE</p><p>· Doença infecciosa febril aguda causada por bactérias patogênicas do gênero leptospira transmitida ao homem pelo contato com urina de animais infectados com a pele lesada ou mucosas</p><p>· Aumentam os casos nos meses de chuva</p><p>· Notificação compulsória</p><p>· Fase precoce (Leptospiremia): Instalação da febre, cefaléia e mialgia. Autolimitada e regride em 3 a 7 dias, confundida com outras síndromes gripais.</p><p>· Fase tardia (Imune): 15% dos pacientes evoluem para manifestaçĩes graves - Síndrome de Weil - Tríade de icterícia, insuficiência renal e hemorragias</p><p>· Diagnóstico: Exames de urina e sedimento (Piúria estéril), estudo radiológico do tórax, MAT (Padrão ouro)</p><p>· Tratamento:</p><p>· Doxiciclina (AMB) OU Penicilina G potássica (Hospitalar)</p><p>· Amoxicilina (AMB) OU Ceftriaxona (Hospitalar)</p><p>· Quimioprofilaxia:</p><p>· Doxiciclina OU Azitromicina</p><p>· Dose única em pós exposição</p><p>· 1X por semana enquanto correr a exposição (resgates-socorristas)</p><p>RAIVA HUMANA</p><p>· Rápida progressão dos sintomas neurológicos</p><p>· Doença fatal na ausência de profilaxia pós-exposição adequada</p><p>· Quadro clínico: Mal estar geral, pequeno aumento de temperatura, anorexia, cefaléia, náuseas, dor de garganta, irritabilidade, inquietude e sensação de angústia, sialorréia intensa, alucinações, quadro comatoso e evolução para óbito.</p><p>· Diagnóstico: IFD - autópsia</p><p>· Tratamento: Não tem</p><p>· Profilaxia pós exposição: Limpeza do ferimento com água corrente abundante e sabão, não sutura, profilaxia antitetânica.</p><p>· Folder anotações tablet</p><p>Animais peçonhentos: Notificação compulsória</p><p>Ofidismo:</p><p>Tratamento:</p><p>· Soroterapia</p><p>· Manter o membro elevado e estendido para alívio da dor e pressão sobre o compartimento</p><p>· Analgésicos sistêmicos para alívio da dor</p><p>· Realizar hidratação vigorosa</p><p>Escorpionismo:</p><p>· Tityus serrulatus: Escorpião amarelo, maioria dos acidentes graves.</p><p>· A soroterapia deve ser indicada na presença de manifestações sistêmicas</p><p>· Gerais: hipo ou hipertermia e sudorese profunda.</p><p>· Digestivas: náuseas, vômitos, sialorréia e, mais raramente, dor abdominal e diarreia.</p><p>· Cardiovasculares: arritmias cardíacas, hipertensão ou hipotensão arterial, insuficiência cardíaca congestiva e choque.</p><p>· Respiratórias: taquipneia, dispneia e edema pulmonar agudo.</p><p>· Neurológicas: agitação, sonolência, confusão mental, hipertonia e tremores.</p><p>Araneísmo</p><p>· Três gêneros: Phoneutria, latrodectus e loxosceles (+ comum)</p><p>POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE DO POVO CIGANO - ROMANI</p><p>· Comprometimento do importância do pré-natal e do acompanhamento de profissional de saúde</p><p>· Controle da natalidade e a prevenção é praticamente nulo</p><p>· Receio de realizar o exame papanicolau</p><p>· Proibição de irem sozinhas ao hospital ou de serem atendidas por médicos do sexo masculino</p><p>· Problemas com os homens</p><p>FEBRE AMARELA</p><p>· Transmissão: Picada das fêmeas, reproduzem-se em coleções de água limpa e têm hábitos diurnos.</p><p>· Síndrome febril íctero hemorrágica</p><p>· A maioria dos indivíduos infectado cursa de forma assintomática ou com sintomas leves a moderados</p><p>· A infecção confere imunidade permanente</p><p>· Doença de notificação compulsória imediata</p><p>· Quadro clínico:</p><p>· Leve: Quadro febril inespecífico, acompanhado de mal-estar passageiro, com ou sem cefaléia. Rápida recuperação.</p><p>· Moderada: Quadro febril um pouco mais intenso, cefaleia e mialgias de intensidade variável, discreta icterícia ou pequenas hemorragias - evolui por 3 dias e os pacientes recuperam-se de forma satisfatória.</p><p>· Forma grave: Início é abrupto, com febre elevada e mal-estar - quadro mais dramático.</p><p>· Forma maligna: Manifestações de insuficiência hepática e renal</p><p>· Sinais de alerta: Febre elevada, icterícia verdínica, prostração, hematêmese, melena, epistaxe, hematúria, sangramento vestibular e oral, torpor.</p><p>· Essas complementares específicas: Elisa IgM (5 a 7 dias), pesquisa do vírus em sangue e culturas (Fase inicial), histopatologia do fígado.</p><p>· Tratamento: Medidas de suporte- Hidratação, alimentação regular (Evitar alimentos de difícil digestão e muito ácidos), repouso, banho com água morna ou compressas mornas.</p><p>· Febre e mialgia: Dipirona, paracetamol - Evitar AAS</p><p>· Náuseas e vômitos: Bromoprida, Metoclopramida e Ondansetrona</p><p>· Dor epigástrica e pirose: Hidróxido de alumínio e omeprazol</p><p>· Oligúria: Hidratação e expansão volêmica, Diuréticos</p><p>· Prevenção: Vacinação a partir dos 9 meses de vida</p><p>DENGUE, ZIKA E CHIKUNGUNYA</p><p>DENGUE:</p><p>· imunidade pelo sorotipo contaminado</p><p>· Notificação em todo casos suspeito</p><p>· Doença febril aguda com duração de até 7 dias, acompanhado de pelo menos dois dos seguintes sintomas: Cefaleia, dor retro orbital, mialgia, artralgia, cansaço, exantema, com presença ou não de hemorragia</p><p>· Investigar sinais de alerta: Dor abdominal intensa, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos, hipotensão postural, lipotímia, hepatomegalia, sangramento de mucosa, letargia e irritabilidade.</p><p>· Prova do laço</p><p>· Exames específicos: IgM nos 7 ao 30 dia do início dos sintomas</p><p>· Tratamento: Suporte</p><p>· Grupo A: Domicílio, hidratação oral - Evitar AINES, AAS e corticoides</p><p>· Grupo B: Solicitar hemograma e aguardar resultado da hemoconcentração</p><p>· Ht normal - Grupo A</p><p>· Caso apresente alguma sinal de alerta retornar imediatamente</p><p>· Grupo C: Hidratação venosa imediata</p><p>· Reposição volêmica - se após 3 reposições não houver melhora clínica e laboratorial conduzir ao grupo D</p><p>· Grupo D: Presença de sinais de choque, sangramento grave ou disfunção de órgãos graves</p><p>· Expansão rápida, repetir por 3 vezes</p><p>· Monitorados em UTI</p><p>ZIKA:</p><p>· Notificação dos casos suspeitos</p><p>· Quadro agudo febril, rash cutâneo pruriginoso, artralgia e conjuntivite não purulenta - sintomas gerais também podem aparecer</p><p>· Congênito: Restrição do crescimento fetal e alterações do SNC</p><p>· Exames específicos:</p><p>· PCR no sangue até o 5 dia</p><p>· Sorologia entre 0 4 e o 6 dia</p><p>· IgM positiva entre 4 a 7 dias e IgG a partir do 12 dia</p><p>· Tratamento:</p><p>· Repouso, hidratação oral e medicamentos sintomáticos (Paracetamol ou dipirona)</p><p>· Anti-histamínicos orais podem ser usados para o prurido</p><p>· AINES não devem ser usados</p><p>CHIKUNGUNYA</p><p>· 70% dos infectados desenvolvem sintomas</p><p>· A afecção confere imunidade</p><p>· Notificação em casos suspeitos</p><p>· Quadro: Pacientes com febre alta, que surge de maneira aguda associada a poliartralgia - Bilateral e simétrica</p><p>· Tratamento:</p><p>· Fisioterapia</p><p>· Crioterapia</p><p>· Dipirona e paracetamol</p><p>· Medicações via intravenosa e opioide em casos de dor intensa</p><p>· Compressas geladas</p><p>· Evitar na fase aguda: AINES, Aspirina e corticoides</p><p>· Fase crônica: Amitriptilina ou a gabapentina</p><p>MALÁRIA</p><p>· Picada do mosquito fêmea do gênero anopheles</p><p>· Notificação compulsória</p><p>· Na região amazônica - SIVEP malária</p><p>· Na região foram amazônica - Sinan</p><p>· Relações com algumas ocupações (Garimpeiros) - exposição prolongada - resistentes aos efeitos da doença</p><p>· Quadro clínico:</p><p>· INICIAL: Febre com sinais inespecíficos</p><p>· EVOLUÇÃO: Ataques de calafrio, sudorese, palidez, cianose labial, coincidentes com a ruptura das hemácias - Os ataques duram entre 15 minutos e 1 horas seguidos por febre alta, cefaleia e mialgia intensas.</p><p>· RECORRÊNCIA: Ocorre em 60% dos pacientes</p><p>· Exames complementares: Só é de certeza pela demonstração do parasito ou de antígenos relacionados no sangue periférico</p><p>· Gota espessa de sangue corada por giemsa - pode determinar a densidade parasitária</p><p>· Conduta:</p><p>· P. malariae e P. ovale - Cloroquina</p><p>· P. vivax e P. Ovale - Primaquina</p><p>· P. Falciparum - Artesunato + Mefloquina + Artemeter + Lumefantrina</p><p>· Quimioprofilaxia: Doxiclina - Iniciar 1 dia antes da viagem e manter até 4 semanas após o retorno</p><p>DOENÇA DE CHAGAS</p><p>· Notificação compulsória</p><p>· Quadro clínico:</p><p>· Início: Febre com sinais inespecíficos - Parasitemia detectável por exames diretos - É mais grave em crianças de baixa idade, gestantes e imunodeprimidos.</p><p>· EVOLUÇÃO: Cardiopatia e formas digestivas</p><p>· FORMA CRÔNICA INDETERMINADA: Indivíduos sem alterações do ECG, raio x de tórax ou outros sintomas - forma benigna</p><p>· Tratamento: O manejo clínico é específico (benzonidazol ou nifurtimox) e de suporte (repouso, cuidados gerais, prevenção ou tratamento de IC, diazepínicos, se houver convulsões).</p><p>ATENÇÃO A SAÚDE DA POPULAÇÃO DE CAMPOS E FLORESTAS</p><p>· LER, distúrbios osteomusculares, sofrimento mental, silicose e intoxicações por metais pesado e por agrotóxicos.</p><p>· Violência doméstica e sexual</p><p>· Eixos:</p><p>1. Acesso das populações do campo e da floresta na atenção à saúde</p><p>2. Ações de promoção e vigilância em saúde às populações do campo e da floresta</p><p>3. Educação permanente e educação popular em saúde com foco nas populações do campo e da floresta</p><p>4. Monitoramento e avaliação do acesso às ações e serviços de saúde às populações do campo e da floresta</p><p>image6.jpg</p><p>image3.jpg</p><p>image1.png</p><p>image4.jpg</p><p>image2.jpg</p><p>image5.jpg</p>