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<p>Comentário lição 08</p><p>A Resistência de Mardoqueu</p><p>A lição desta semana tem como destaque a conduta de Mardoqueu à porta do palácio</p><p>do rei. Depois de tomar conhecimento da conspiração e da tentativa de assassinato do rei, por</p><p>parte de Bigtã e Teres, Mardoqueu não hesitou em contar à rainha Ester sobre a trama. Em</p><p>consequência disso, teve seu ato de fidelidade registrado nas crômicas do rei e nada mais.</p><p>Mas isso não mudou o comportamento de Mardoqueu que permaneceu fiel e à disposição do</p><p>rei e do palácio. Ocorreu que certo homem chamado Hamã, o agagita, foi instituído acima</p><p>dos príncipes e exigia que todos se inclinassem diante dele. Mardoqueu, porém, resistia a</p><p>inclinar-se1</p><p>O Objetivo deste comentário é contribuir para o preparo de sua aula, e apresentar um</p><p>subsídio a parte da revista, trazendo um conteúdo extra ao seu estudo. Que Deus nos ajude no</p><p>decorrer desta maravilhosa lição.</p><p>MARDOQUEU DESCOBRE UMA CONSPIRAÇÃO CONTRA O REI</p><p>A Briga pelo poder arrasta-se pelos séculos. Os registros históricos nos apresentam</p><p>tramas que foram realizadas contra reis para que o seu trono fosse usurpado por pessoas que</p><p>buscaram sempre o poder. A Bíblia também registra episódios de tramas contra a coroa de</p><p>muitos reis, como no caso de Absalão contra Davi, que em sua loucura imaginou que poderia</p><p>conquistar o trono de seu pai, contudo, foi morto em uma de suas investidas (2 Sm 15 – 18).</p><p>Não foi diferente nos tempos de Assuero. Mardoqueu ouviu uma trama contra a pessoa</p><p>do rei quando estava em seu local as portas e, após uma sábia e responsável investigação, fez</p><p>com que essa informação chegasse até os ouvidos de Assuero através de Ester (Et 2.22). O</p><p>rei recebeu a denúncia e, assim, as investigações foram iniciadas, com a finalidade de que a</p><p>denúncia fosse investigada e confirmada (Et 2.23).</p><p>Dois dos eunucos reais se enfureceram contra o monarca e tramaram o seu assassinato.</p><p>Mardoqueu ouviu esta trama acidentalmente e comunicou a Ester, que mesmo sigilosamente,</p><p>entendemos ter tido um contato diário com ele. Ela por sua vez informou o rei do plano contra</p><p>sua vida. Depois de um inquérito, ou seja, uma investigação, os culpados foram identificados</p><p>e executados. O serviço de Mardoqueu ao revelar o plano foi devidamente registrado no livro</p><p>das crônicas reais, e, conforme revelado mais tarde (Et 6.3).2</p><p>Percebemos aqui um ponto destacado: tudo foi investigado. Uma informação tem o</p><p>grande poder de contribuir, como também, o poder de destruir para que vidas sejam</p><p>prejudicadas. O poder da fofoca é destrutivo, e somente é evitado quando as informações são</p><p>ouvidas, analisadas e confirmadas. Nenhuma mentira permanece de pé diante de uma busca</p><p>pela verdade.</p><p>Mardoqueu ouviu e confirmou. Após a confirmação dessa informação delicada,</p><p>informou à sua sobrinha que comunicou ao rei. O rei, por sua vez, investigou e confirmou a</p><p>denúncia, o que o fez agir seguindo a verdade. Tudo foi registrado no livro das Crônicas</p><p>(memórias) do reino, contudo, a recompensa não fora concedida nesse momento.</p><p>Destaque</p><p>Os bons súditos não devem ocultar algum mau desígnio contra o príncipe ou a paz</p><p>pública. Mardoqueu não foi recompensado no momento, mas foi escrita uma memória de seu</p><p>feito. Desta maneira, os que servem a Cristo, ainda que sua recompensa não seja até a</p><p>ressurreição dos justos, é conservado um registro de sua obra de fé e amor, das quais Deus</p><p>não é injusto para esquecer-se. Se parece esquecido agora, será lembrado mais tarde.</p><p>Nenhuma de nossas ações pode ser esquecida, e mesmo nossos pensamentos mais secretos</p><p>estão escritos em registros eternos (Ap 20.12).3</p><p>HAMÃ É EXALTADO PELO REI</p><p>Vários anos depois da ascensão de Ester ao reinado, um homem de nome Hamã,</p><p>descrito como agagita, talvez por causa da sua descendência de Agague, o rei amalequita (1</p><p>Sm 15.8,33), foi elevado à posição de primeiro-ministro ou grão-vizir. Esta posição lhe trouxe</p><p>a maior condição entre os príncipes da corte persa, e tornou-se o segundo abaixo do rei em</p><p>poder. De acordo com a ordem do monarca, segundo o costume dos governos orientais antigos,</p><p>as princesas e nobres, assim como o povo em geral, todos precisavam inclinar-se perante o</p><p>grão-vizir quando ele passava pelo palácio e pelas ruas de Susã.2</p><p>Possuo um ponto de honra em minha vida: quando a Bíblia se cala eu também me calo.</p><p>Portanto, embora todo tipo de imaginação sobre qual o motivo da elevação de Hamã ao cargo</p><p>assumido deve ser trabalhado com cautela em sala de aula, pois teoria bíblica sem respaldo</p><p>pode se tornar uma grave heresia.</p><p>Não sabemos o motivo da exaltação de Hamã, contudo, sua posição o permitiu agir</p><p>com maldade contra o povo judeu. Portanto, podemos afirmar que a mão de Deus já havia, de</p><p>antemão, agido em favor do seu povo quando criou uma situação improvável para que uma</p><p>judia assumisse a posição de rainha do povo que a mantinha como cativa.</p><p>Outro ponto que devemos destacar é que embora o feito de Mardoqueu fosse</p><p>importante para salvar o rei de uma morte iminente, suas honras não lhe foram devidamente</p><p>entregues na ocasião, porque Deus havia reservado uma outra ocasião para que isso</p><p>acontecesse na vida do seu servo.</p><p>A RESISTÊNCIA DE MARDOQUEU E O ÓDIO DE HAMÃ</p><p>Hamã não somente subiu ao poder, como também deixou que esse poder subisse a sua</p><p>cabeça. Sua alta posição no reino de Assuero requeria que todos os súditos do rei também lhe</p><p>concedessem suas reverências quando Hamã passasse por eles. E assim foi feito, dia após dia</p><p>por quase todo o reino, com exceção de Mardoqueu que permanecia de pé a todo momento.</p><p>Mardoqueu, por sua lealdade a Deus, recusou-se a inclinar-se diante de Hamã (Et 3.4).</p><p>Tudo indica que a homenagem prestada a Hamã pelos servos do rei e por outros, ou era</p><p>imerecida, ou conflitava com atos religiosos que os judeus reservavam à adoração a Deus.</p><p>Daí, Mardoqueu não concordar em curvar-se ou prostrar-se diante de Hamã.3</p><p>A Determinação de Mardoqueu vinha de sua fé em Deus. Ele não fez um levantamento</p><p>da opinião pública para determinar o curso de ação mais seguro ou mais popular; ele teve a</p><p>coragem de assumir a posição sozinho. Fazer o que é certo nem sempre nos tornará populares</p><p>e estimados. Aqueles que fazem o que é certo sempre estarão em minoria; mas obedecer a</p><p>Deus é mais importante do que obedecer às pessoas (At 5.29).4</p><p>A recusa de Mardoqueu em se prostrar diante do louco pela glória Hamã foi o estopim</p><p>de uma decisão desvairada do grão-vizir. Muitas vezes, a nossa lealdade aos princípios</p><p>bíblicos que nos regem, poderá incomodar pessoas que estão alheias aos propósitos de Deus</p><p>em nossa vida. Mas devemos entender que honrar a Deus vale muito mais que honrar a</p><p>qualquer outra coisa (1 Tm 1.17).</p><p>Destaque</p><p>Apenas uma pessoa resistia contra o poderoso Hamã. O pai adotivo de Ester, o judeu,</p><p>não se prostrava nem o reverenciava. Esta atitude pode ter sido tomada porque Mardoqueu o</p><p>reconhecia como um descendente do inimigo de seu povo, os amalequitas, ou porque</p><p>considerava este tipo de reverência uma forma de idolatria da qual ele, como um judeu leal,</p><p>não poderia participar. Para verem se as palavras de Mardoqueu se sustentariam, isto é, eles</p><p>falaram com Hamã para ver se ele toleraria a conduta de Mardoqueu. A recusa obstinada deste</p><p>judeu em se inclinar ao vizir do rei causou tal fúria em Hamã que ele determinou, se fosse</p><p>possível, não simplesmente liqüidar este insolente judeu, mas destruir toda a nação judaica</p><p>dentro do império persa.2</p><p>Esperando Jesus voltar hoje!</p><p>Pb. Antonio Vitor de Lima Borba</p><p>Referências:</p><p>1 – Revista o Ensinador Cristão. Rio de Janeiro: CPAD, Ano 25, nº 98.</p><p>2 – Comentário Bíblico Beacon. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.</p><p>3 – STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.</p><p>4 – Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.</p>

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