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<p>DISCIPLINA: AUDITORIA DA QUALIDADE</p><p>PROFESSOR: DANIEL ROCHA DE ALMEIDA</p><p>CURSO: TÉCNICO EM QUALIDADE</p><p>APOSTILA I</p><p>1. Introdução</p><p>1.1 Auditoria</p><p>Auditoria é um exame sistemático das atividades desenvolvidas em determinada</p><p>empresa ou setor, que tem como o objetivo de averiguar se elas estão de acordo com as</p><p>disposições planejadas e/ou estabelecidas previamente, se foram implementadas com eficácia</p><p>e se estão adequadas.</p><p>1.2 Qualidade</p><p>Qualidade significa diferentes coisas para diferentes pessoas. Há quem diga que</p><p>existem tantas definições para qualidade quanto pessoas existem para defini-la. Mas, de uma</p><p>maneira geral, a maioria das pessoas concorda quanto a alguns aspectos:</p><p>- qualidade é aquilo que me satisfaz;</p><p>- está relacionada a um preço justo;</p><p>- está relacionada a um produto que funciona corretamente; está relacionada a um</p><p>serviço prestado de forma a superar as expectativas de quem dela faz uso.</p><p>Ao longo da história da qualidade surgiram algumas definições da qualidade que se</p><p>tornaram clássicas. Essas definições retratam o ponto de vista dos grandes autores da</p><p>qualidade:</p><p>A qualidade passou a ser muito importante para as organizações a partir do advento</p><p>da produção em larga escala (produção em massa). A partir da década de 20 a qualidade passa</p><p>a ser vista como uma função gerencial, distinta das outras funções da organização. Ao longo</p><p>da história, a qualidade é marcada por determinados padrões que passam a definir as</p><p>chamadas eras da qualidade:</p><p>W.Eduards Deming - Qualidade é</p><p>melhoria contínua.</p><p>Joseph M.Duran - Qualidade é</p><p>adequação ao uso.</p><p>Philip Crosby - Qualidade é</p><p>conformidade com os requisitos.</p><p>Kaoru Ishikawa – Qualidade é, em termos de</p><p>produto, o mais econômico, o mais útil e que</p><p>sempre satisfaça o consumidor.</p><p>Era da Inspeção – anos 20</p><p>- Voltada para a linha de produção. A</p><p>inspeção era realizada a partir do produto</p><p>pronto;</p><p>- Existiam incertezas quanto à qualidade dos</p><p>produtos;</p><p>Era do controle estatístico – anos 30 e 40 - O foco passou a ser o desempenho e a</p><p>qualidade do processo;</p><p>- Uso da estatística como ferramenta de</p><p>controle da qualidade;</p><p>- Inspeção por amostragem;</p><p>Aparecimento do setor de controle da</p><p>qualidade nas organizações.</p><p>Controle da qualidade total – anos 50 - Era marcada pela padronização, garantia</p><p>para o consumidor de que o produto seguia</p><p>certos padrões;</p><p>- A qualidade passa a ser responsabilidade</p><p>de toda a organização;</p><p>- Abordagem de longo prazo, baseada na</p><p>medida da satisfação dos clientes.</p><p>Era da gestão da qualidade total – a partir</p><p>dos anos 80</p><p>- Crescente globalização e acirramento da</p><p>competição pelos mercados consumidores;</p><p>- As empresas passaram a conduzir suas</p><p>ações considerando: os mercados, a</p><p>satisfação dos clientes e o conhecimento e</p><p>habilidades dos seus funcionários;</p><p>- Visão estratégica da qualidade: a qualidade</p><p>passa a ser requisito necessário para a</p><p>sobrevivência das organizações no longo</p><p>prazo, dentro de um contexto de mercado</p><p>altamente competitivo.</p><p>1.3 Auditoria da Qualidade</p><p>A auditoria da qualidade é uma das ferramentas gerenciais utilizadas para avaliar e</p><p>certificar atividades relacionadas com a qualidade. Se executada adequadamente, a auditoria</p><p>pode ser usada como fonte de informação necessária para alertar quanto à degradação dos</p><p>sistemas em uso, garantindo a estabilidade dos processos e proporcionando oportunidades de</p><p>melhoria contínua da qualidade e da produtividade. Os fatores monitoramento e motivação</p><p>devem estar sempre presentes como pontos fundamentais nas auditorias da qualidade.</p><p>Cada auditoria deve ser vista como mais uma possibilidade de motivar os recursos</p><p>humanos da Empresa para a qualidade. Além disto, é também ferramenta de monitoramento</p><p>para verificar se os vários elementos de um sistema da qualidade são eficazes e adequados</p><p>para atingir os objetivos estabelecidos na Política da Qualidade da Empresa. Além de</p><p>ferramenta de monitoramento, as auditorias da qualidade devem proporcionar ao auditado a</p><p>oportunidade de melhorar o seu Sistema da Qualidade.</p><p>2. Conceituação</p><p>A auditoria da Qualidade pode ser conceituada como uma atividade formal e</p><p>documentada, executada por pessoal habilitado, que não tenha responsabilidade direta na</p><p>execução do serviço em avaliação e que se utilizando do método de coleta de informações</p><p>baseadas em evidências objetivas e imparciais fornece subsídios para verificação da eficácia</p><p>do sistema da Qualidade da organização.</p><p>A partir desta definição podem ser feitas diversas considerações. A atividade da</p><p>auditoria, sendo formal, deve estar baseada em regras preestabelecida. O estabelecimento</p><p>das regras, que devem nortear um programa de auditorias da Qualidade, deve ser de</p><p>responsabilidade da alta administração de uma empresa. É fundamental que se estabeleça,</p><p>pelo menos, os objetivos do programa e o órgão responsável pelo seu gerenciamento.</p><p>Por atividade documentada, subentende-se que devem estar preestabelecidos os</p><p>pontos a serem verificados, a forma de verificação, a amostragem, os critérios de aceitação e</p><p>a apresentação, o encaminhamento das propostas de disposição e ações corretivas. Conclui-</p><p>se, então, que é uma atividade planejada e organizada.</p><p>A execução por pessoal que não tenha responsabilidade direta na realização do serviço</p><p>em verificação torna-se necessária para obter-se independência, a imparcialidade e a</p><p>credibilidade para a atividade.</p><p>Como objetivo básico, destaca-se a verificação da eficácia e adequação do sistema da</p><p>Qualidade, em todos os seus aspectos, através de evidencias objetivas. A auditoria,</p><p>frequentemente, corrige ideias preconcebidas relativas ao sistema de gerenciamento,</p><p>procedimentos e métodos. Decisões gerenciais e planejamentos de negócios requerem dados</p><p>reais. Relatórios independentes e objetivos são vitais.</p><p>Auditorias são difíceis e, portanto, requerem auditores experientes e treinados. A</p><p>auditoria da Qualidade não conseguirá êxito se for implantada com a finalidade de punição ou</p><p>retaliação pessoal.</p><p>2.1 Conceitos Importantes</p><p>Auditoria = Audire = do latim “Saber ouvir”.</p><p>Critério de Auditoria – Conjunto de políticas, procedimentos e requisitos.</p><p>Evidências de auditoria – Registros, fatos ou outras informações pertinentes aos critérios de</p><p>auditoria.</p><p>Auditor – Pessoa com a competência para realizar uma auditoria.</p><p>Auditado – Pessoa ou organização na qual passará pelo processo de auditoria.</p><p>Plano da Auditoria – Descrição das atividades e arranjos para uma auditoria.</p><p>Escopo da auditoria – Abrangência e limites de uma auditoria.</p><p>2.2 Princípios de Auditoria</p><p>A auditoria é caracterizada pela confiança em princípios como:</p><p>Conduta ética: O fundamento do profissionalismo (Confiança, integridade, descrição e</p><p>confidencialidade são essenciais para auditar).</p><p>Apresentação Justa: a obrigação de reportar com veracidade e exatidão. A conclusão de uma</p><p>auditoria reflete verdadeiramente e com precisão as atividades da auditoria.</p><p>Devido cuidado profissional: Cuidado necessário considerando a importância da atividade e</p><p>a confiança depositada.</p><p>Independência: Auditores devem ser independentes da atividade a ser auditada e são livres</p><p>de conflito de interesse e tendência.</p><p>Abordagem baseada em evidência: Evidência de Auditoria é Verificável.</p><p>3. Objetivos da Auditoria</p><p>O objetivo maior das auditorias da Qualidade é a avaliação da eficácia e adequação do</p><p>sistema da Qualidade implantado ou em implantação. É importante destacar que a auditoria</p><p>não deve limitar-se a registrar os aspectos negativos, mas também os positivos do sistema da</p><p>Qualidade.</p><p>Os Sistemas da Qualidade preestabelecem meios de administrar e controlar a</p><p>Qualidade. O estabelecimento do nível de Qualidade</p><p>deve levar em consideração os aspectos</p><p>técnicos e econômicos envolvidos, bem como os interesses e a segurança dos usuários do</p><p>produto ou serviço. Esse estabelecimento do nível de Qualidade é feito através de normas,</p><p>códigos, procedimentos administrativo e de controle da Qualidade, entre outros.</p><p>O sistema precisa ser constantemente avaliado em relação a condicionantes, tais como</p><p>dificuldade na execução/implantação dos requisitos estabelecidos, custos envolvidos,</p><p>evoluções tecnológicas e novas expectativas dos usuários. A auditoria da Qualidade é um dos</p><p>meios de identificar algumas dessas condicionantes e indicar os ajustes necessários ao sistema</p><p>da Qualidade.</p><p>Pode-se dizer que, normalmente, as auditorias são planejadas para uma ou mais das seguintes</p><p>finalidades (objetivos):</p><p>• determinar a conformidade ou não-conformidade dos elementos do sistema da Qualidade</p><p>com requisitos especificados;</p><p>• determinar a eficácia de um sistema da Qualidade implementado no atendimento aos</p><p>objetivos da Qualidade especificados;</p><p>• prover ao auditado uma oportunidade para melhorar o sistema da Qualidade;</p><p>• atender aos requisitos reguladores;</p><p>• satisfazer procedimentos específicos previstos em uma relação contratual;</p><p>• retroalimentar o sistema da qualidade para assegurar os meios de administrar e controlar</p><p>a qualidade na empresa;</p><p>• Fornecer evidências objetivas com relação às necessidades de redução, eliminação e,</p><p>principalmente, prevenção de não-conformidades;</p><p>• Verificar se as normas, processos e especificações são os mais indicados em cada caso;</p><p>• Verificar se o produto final satisfaz ao padrão de qualidade pretendido;</p><p>• Verificar se as ações corretivas estão sendo implementadas de acordo com o que foi</p><p>determinado;</p><p>• Verificar se os diversos elementos do Sistema da Qualidade estão sendo, eficientemente,</p><p>implementados.</p><p>4. Classificação das Auditorias da Qualidade</p><p>As auditorias são classificadas por diversos critérios.</p><p>4.1 Quanto à finalidade</p><p>Auditoria do Sistema da Qualidade – Avalia a conformidade do Sistema de Qualidade</p><p>implementado em relação aos requisitos preestabelecidos na norma de referência, a fim de</p><p>julgar sua adequação aos objetivos e diretrizes da organização para a Qualidade. É, portanto,</p><p>uma auditoria abrangente. Dá ênfase aos aspectos de documentação e estruturação do</p><p>sistema da Qualidade.</p><p>Auditoria da Qualidade do Processo – Avalia e execução (projeto, fabricação,</p><p>construção, montagem, inspeção etc.) de uma determinada atividade. É, portanto, uma</p><p>auditoria especifica. Dá ênfase aos recursos materiais (máquinas, equipamentos,</p><p>instrumentos, ferramentas etc.) e humanos utilizados nas diversas etapas de execução da</p><p>atividade, em comparação ao previsto nos procedimentos do sistema da Qualidade</p><p>(produtividade).</p><p>PRODUTIVIDADE</p><p>O que é produzir?</p><p>Produzir significa transformar um bem tangível em outro de maior utilidade.</p><p>Alguns fatores determinantes da Produtividade:</p><p>- Relação Capital x Trabalho.</p><p>- Escassez de Recursos: Energia Elétrica.</p><p>- Mão de Obra: Era do Conhecimento/Qualificação e produtividade.</p><p>Auditoria da Qualidade do Produto/Serviço – avalia a adequação do produto/serviço</p><p>em relação às especificações ou ao produto. É, portanto, uma auditoria direcionada para a</p><p>adequação ao uso. Dá ênfase à re-inspeção do produto/serviço pronto e a análise dos registros</p><p>de resultados de ensaios, testes, inspeção etc. Não deve ser confundida com a tradicional</p><p>inspeção final, efetuada pelo pessoal de controle da Qualidade, que é sistemática e mais</p><p>abrangente em termos de amostragem e extensão dos ensaios e testes. Serve, entretanto,</p><p>para avaliar a eficácia da inspeção, na medida em que se avalia a Qualidade do produto/serviço</p><p>pronto.</p><p>4.2 Quanto às Partes Interessadas</p><p>Auditoria de 1ª Parte (Auditoria Interna) - É a auditoria interna realizada na própria</p><p>organização. O objetivo é a autoavaliação do sistema da Qualidade. A auditoria só será</p><p>reconhecida como verdadeira quando existir completa independência das funções da</p><p>avaliação, em relação às atividades operacionais dos auditores.</p><p>A grande vantagem da auditoria interna, quando corretamente implantada, é o fato de</p><p>auditores e auditados sentirem-se mais à vontade para discutir internamente os resultados. A</p><p>equipe da auditoria é normalmente composta por auditores da própria organização.</p><p>É comum, tanto para organizações com apenas uma sede, como para organizações com</p><p>matrizes e filiais, a existência de uma única unidade organizacional responsável pela</p><p>coordenação das atividades de auditorias internas. A 1ª PARTE é também conhecida como</p><p>fornecedor ou auditoria interna.</p><p>Exemplos de auditoria interna:</p><p>- Auditoria determinada pela diretoria e realizada sobre uma unidade central, unidade</p><p>descentralizada ou setor da empresa;</p><p>- Auditoria determinada pela chefia de uma unidade junto aos campos experimentais,</p><p>laboratórios ou quaisquer setores da própria unidade.</p><p>Auditoria de 2ª PARTE (Auditoria Externa) – É a auditoria realizada pela organização</p><p>compradora, ou pelo seu representante, em seus fornecedores. O objetivo é avaliar a</p><p>capacidade dos fornecedores e qualificá-los para situações contratuais ou pré-contratuais.</p><p>Auditoria Externa é aquela que é realizada por auditores não pertencentes aos quadros</p><p>da empresa e sob a responsabilidade de uma empresa ou organização, independente da que</p><p>está sendo auditada.</p><p>A grande vantagem da auditoria externa é o fato de os auditores não estarem</p><p>envolvidos diretamente com o Sistema a ser auditado, associado à experiência trazida com os</p><p>auditores de outras organizações.</p><p>Ainda dentro da auditoria de 2ª PARTE, vem crescendo o esquema de premiações</p><p>utilizado por entidades compradoras. Este esquema visa o conhecimento público e ao</p><p>reconhecimento dos fornecedores que atendem a regras previamente estabelecidas. Como</p><p>exemplos, são citados os prêmios PETROBRÁS, DOW QUÍMICA, GENERAL MOTORS e outros. A</p><p>2ª PARTE é também conhecida como cliente ou auditoria externa.</p><p>Exemplos de auditoria externa:</p><p>- Auditoria realizada por uma empresa junto aos seus próprios fornecedores ou</p><p>subcontratados.</p><p>- Auditoria realizada por uma empresa em projetos ou atividades apoiados técnica e</p><p>financeiramente para serem desenvolvidos por outra empresa.</p><p>- Auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União nos órgãos e instituições do</p><p>Governo Federal.</p><p>Auditoria de 3ª PARTE (Certificação) – É a auditoria realizada por um organismo de</p><p>certificação independente ou por uma organização similar. O objetivo é avaliar e</p><p>certificar/reconhecer o sistema da Qualidade de uma organização, por interesse desta própria</p><p>organização ou por imposições legais.</p><p>Dentro dessa classificação estão incluídos: PRÊMIO DEMING (Japão), PRÊMIO</p><p>MALCOLM BALDRIGE (Estados Unidos), PRÊMIO NACIONAL PARA A QUALIDADE (Brasil) e</p><p>vários outros. A 3ª PARTE é também conhecida como independente ou auditoria de quem não</p><p>faz parte do negócio.</p><p>PRÊMIO DEMING</p><p>O Prêmio Deming é um prêmio de qualidade global que reconhece indivíduos por</p><p>suas contribuições para o campo de Gestão de Qualidade Total (TQM) e</p><p>empresas que o implementaram com sucesso. É o prêmio de qualidade mais</p><p>antigo e amplamente reconhecido do mundo. Foi criado em 1951 em</p><p>homenagem a W. Edwards Deming , que muito contribuiu para a proliferação do</p><p>controle estatístico de qualidade no Japão após a Segunda Guerra Mundial. Seus</p><p>ensinamentos ajudaram o Japão a construir sua base para a qual o nível de</p><p>qualidade dos produtos do Japão foi reconhecido como o mais alto do mundo,</p><p>foi originalmente projetado para recompensar as empresas japonesas para</p><p>grandes avanços na melhoria da qualidade . Ao longo</p><p>dos anos foi crescendo, sob</p><p>a direção da União Japonesa de Cientistas e Engenheiros (JUSE) até onde agora</p><p>também é válido para empresas não japonesas, porém operando normalmente</p><p>no Japão, e também para pessoas físicas de renome que fizeram grandes</p><p>contribuições para o avanço da qualidade. A cerimônia de premiação é</p><p>transmitida todos os anos no Japão pela televisão nacional.</p><p>Duas categorias de prêmios são concedidas a cada ano, o Deming Prize for</p><p>Individuals e o Deming Prize for Application.</p><p>https://es.wikipedia.org/wiki/Gesti%C3%B3n_de_la_calidad_total</p><p>https://es.wikipedia.org/wiki/W._Edwards_Deming</p><p>https://es.wikipedia.org/wiki/Jap%C3%B3n</p><p>https://es.wikipedia.org/wiki/Mejora_de_la_calidad</p><p>https://ja.wikipedia.org/wiki/%E6%97%A5%E6%9C%AC%E7%A7%91%E5%AD%A6%E6%8A%80%E8%A1%93%E9%80%A3%E7%9B%9F</p><p>4.3 Quanto à relação com o sistema</p><p>Auditoria Intrínseca - É a auditoria realizada por auditores pertencentes ao sistema</p><p>interessado ou contratado por este (representante do interessado).</p><p>PRÊMIO NACIONAL PARA A QUALIDADE</p><p>O Prêmio Nacional da Qualidade, concedido pela Fundação Nacional da</p><p>Qualidade, é realizado anualmente desde 1992 e constitui o maior</p><p>reconhecimento público à excelência da gestão das organizações com sede no</p><p>Brasil. A criação do PNQ decorre de um movimento internacional, a partir da</p><p>década de 1980, pelo reconhecimento das empresas que primam pela</p><p>excelência em gestão, como os prêmios Malcolm Baldrige National Quality</p><p>Award, nos EUA, e o European Foundation for a Quality Management, na Europa</p><p>(FNQ, 2012).</p><p>Conforme informações da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ, 2012), o</p><p>Prêmio Nacional da Qualidade possui quatro objetivos principais:</p><p>a) Estimular o desenvolvimento cultural, político, científico, tecnológico,</p><p>econômico e social do Brasil;</p><p>b) Fornecer para as organizações um referencial (modelo), visando um</p><p>aperfeiçoamento contínuo;</p><p>c) Conceder reconhecimento público e notório à excelência da qualidade da</p><p>gestão para organizações de classe mundial;</p><p>d) Divulgar as práticas de gestão bem sucedidas, com vistas ao benchmarking.</p><p>Auditoria Extrínseca - É a auditoria realizada por auditores não pertencentes ao</p><p>sistema auditado ou não contratado por este.</p><p>4.4 Quanto à abrangência</p><p>Auditoria completa – Avalia o cumprimento total das diversas etapas previstas na</p><p>documentação de referência.</p><p>Auditoria parcial – Avalia o cumprimento de parte das etapas previstas na</p><p>documentação de referência.</p><p>4.5 Quanto à Programação</p><p>Inicial – É a primeira auditoria realizada, a fim de avaliar o sistema, o processo, o</p><p>produto ou o serviço.</p><p>Acompanhamento – É a auditoria realizada com a finalidade de acompanhar as ações</p><p>tomadas para eliminar as pendências oriundas de auditorias anteriores. É também chamada</p><p>de auditoria de follow-up.</p><p>Periódica – É qualquer auditoria realizada para avaliar o sistema, o processo, o produto</p><p>ou o serviço, após a auditoria inicial. É também chamada de auditoria de manutenção.</p><p>A</p><p>U</p><p>D</p><p>IT</p><p>O</p><p>R</p><p>IA</p><p>IN</p><p>TE</p><p>R</p><p>N</p><p>A</p><p>INICIAL</p><p>ACOMPANHAMENTO</p><p>PERIÓDICA</p><p>Avaliação - É a auditoria realizada com a finalidade de avaliar um produto, um serviço,</p><p>um processo ou um sistema de uma organização, em comparação com uma documentação</p><p>pré-estabelecida. Essa avaliação normalmente implica um credenciamento, qualificação ou</p><p>certificação por um período determinado.</p><p>Reavaliação – É a auditoria realizada com a finalidade de reavaliar um produto, um</p><p>serviço, um processo ou um sistema de uma organização, depois de expirado o prazo do</p><p>credenciamento, qualificação ou certificação.</p><p>Periódica - É a auditoria realizada com a finalidade de verificar se um produto, um</p><p>serviço, um processo ou um sistema de uma organização continua atendendo aos requisitos</p><p>pré-estabelecidos e verificados em auditoria anteriores. É também chamada de auditoria de</p><p>manutenção.</p><p>Acompanhamento – É a auditoria realizada com a finalidade de acompanhar as ações</p><p>tomadas para eliminar as pendências oriundas de auditorias anteriores. É também chamada</p><p>de auditoria de follow-up.</p><p>4.6 Quanto ao Planejamento</p><p>Auditoria programada – É a auditoria planejada, de rotina, conforme estabelecida pelo</p><p>sistema da Qualidade, com a finalidade de:</p><p>- Evitar a tendência eventual, porém natural, de ocorrência de um afastamento dos requisitos</p><p>pré-estabelecidos;</p><p>- Procurar reduzir a quantidade de reparos, de retrabalhos ou de rejeições;</p><p>-Verificar a adequação dos processos/procedimentos utilizados e a sua efetiva implementação;</p><p>AVALIAÇÃO ACOMPANHAMENTO</p><p>REAVALIAÇÃO PERIÓDICA</p><p>AUDITORIA</p><p>EXTERNA</p><p>- Verificar se os trabalhos que não podem ser mais controlados, a partir de determinado</p><p>estágio, passaram a ser realizados nas condições exigidas de Qualidade de execução e de</p><p>confiabilidade.</p><p>OBS: Em todos esses casos, são praticamente desconhecidas, a priori, as causas dos desvios.</p><p>Auditoria Suplementar – É a auditoria realizada quando estiverem ocorrendo não-</p><p>conformidades principalmente se forem de caráter repetitivo. É recomendável a formação de</p><p>uma equipe de profissionais, visando identificar as causas, apontar soluções e proceder com</p><p>o feed-back de informações até as origens das causas, para saná-las. Muitas vezes, a pesquisa</p><p>demanda tempo e soluções transitórias podem e devem ser tomadas.</p><p>4.7 Quanto ao Tipo</p><p>a) Auditoria de Adequação</p><p>É a auditoria que verifica se o sistema de qualidade é adequado para atingir os padrões</p><p>de qualidade previamente estabelecidos. Estes padrões poderão ser da própria empresa</p><p>auditada ou de instituições nacionais ou internacionais (NBR, IAEA, BS, ANSI, ISO).</p><p>Esta auditoria, basicamente, responderá à seguinte questão: O sistema de qualidade</p><p>da empresa auditada está suficientemente documentado para fornecer evidência objetiva a</p><p>respeito da sua capacidade de assegurar o atendimento às exigências do padrão? Portanto,</p><p>trata-se de uma auditoria destinada a avaliar a documentação do sistema de qualidade. Por</p><p>QUANTO AO TIPO</p><p>ADEQUAÇÃO</p><p>CONFORMIDADE</p><p>isto, é também conhecida como auditoria de sistema. Esta auditoria permite o</p><p>questionamento do sistema da qualidade, em relação aos objetivos para os quais o mesmo foi</p><p>concebido, ou em relação a normas e padrões nacionais ou internacionais e, portanto,</p><p>externos à Empresa.</p><p>b) Auditoria de Conformidade</p><p>Esta é a auditoria que tem como objetivo verificar em que nível o sistema da qualidade</p><p>documentado está sendo, efetivamente, implementado. Ou seja, esta auditoria deve procurar</p><p>evidências objetivas e claras de que o auditado está trabalhando de acordo com as instruções</p><p>documentadas.</p><p>4.8 Quanto à Aplicação</p><p>a) Auditoria Preventiva</p><p>É a auditoria de rotina, realizada conforme programa estabelecido pelo sistema da qualidade</p><p>da empresa. Esta auditoria tem, basicamente, a finalidade de: evitar a tendência natural de ocorrência</p><p>de afastamentos dos requisitos pré-estabelecidos; reduzir o número de correções, retrabalhos,</p><p>rejeições e desperdícios.</p><p>b) Auditoria Repressiva</p><p>É a auditoria realizada especialmente quando ocorrerem não-conformidades de caráter repetitivo.</p><p>Sempre que possível, a equipe auditora deverá estimular a identificação das causas e respectivas</p><p>soluções.</p><p>REPRESSIVA</p><p>PREVENTIVA</p>

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