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<p>Toxicologia social - Drogas depressoras do</p><p>Sistema Nervoso Central</p><p>Professor: Helimarcos Nunes Pereira</p><p>Faculdade Rebouças de Campina Grande</p><p>Departamento de Farmácia</p><p>Turma: 9° período</p><p>Disciplina: Análises Toxicológicas</p><p>Drogas depressoras do</p><p>Sistema Nervoso Central:</p><p>Etanol</p><p>Toxicologia social</p><p>• O álcool é uma das substâncias psicoativas mais consumidas pela</p><p>sociedade, sendo seu uso estimulado em apenas algumas situações,como</p><p>em festa e comemorações.</p><p>• Os primeiros relatos do uso, são datados a cerca de 6000 anos atrás na</p><p>babilônia e no Egito.</p><p>• As bebidas alcoólicas mais antigas eram fermentadas com baixo teor</p><p>alcoólico.</p><p>Introdução</p><p>• Acreditava-se que o álcool era um remédio para tratar quase todas as</p><p>doenças.</p><p>• Como pode ser percebido pela origem galênica do termo Whisky, que</p><p>significa “água da vida”.</p><p>Introdução</p><p>Toxicologia social</p><p>Introdução</p><p>• O seu uso continua o mais elevado entre todas as substâncias psicoativas,</p><p>assim como suas consequências, como acidentes de trânsito ou de</p><p>trabalho, hepatopatias e também os quadros de dependência.</p><p>• O abuso e a dependência de álcool são problemas de saúde pública não só</p><p>em países subdesenvolvidos, mas também em países de primeiro mundo.</p><p>Toxicologia social</p><p>Introdução</p><p>• As bebidas fermentadas são obtidas pela produção de etanol resultante</p><p>da quebra de açúcares feita por alguns microrganismos, as leveduras.</p><p>• Na destilação, a bebida fermentada é aquecida até o ponto em que o</p><p>álcool é evaporado e separado da água.</p><p>• O álcool evaporado é então condensado e coletado, produzindo a</p><p>bebida destilada.</p><p>Toxicologia social</p><p>Toxicocinética do etanol</p><p>• O etanol (CH3CH2OH), é uma substância de baixo peso molecular,</p><p>hidrossolúvel.</p><p>• Rapidamente absorvido no estômago (20%) e intestino delgado (80%).</p><p>• A concentração plasmática máxima é atingida entre 30 a 90 minutos após</p><p>a ingestão.</p><p>• O álcool também pode ser absorvido pela aspiração do seu vapor.</p><p>Toxicologia social</p><p>Toxicocinética do etanol</p><p>• A distribuição do etanol absorvido também é rápida.</p><p>• Por ser hidrossolúvel, o etanol distribui-se praticamente em todos os</p><p>tecidos, intra ou extracelularmente, variando de acordo com a composição</p><p>hídrica dos tecidos.</p><p>• Se difunde rapidamente através da barreira hematoencefálica, atingindo o</p><p>SNC.</p><p>• Entre 90 e 98% do etanol ingerido, é biotransformado no fígado através da</p><p>oxidação (enzima álcool desidrogenase).</p><p>Toxicologia social</p><p>Toxicocinética do etanol</p><p>• A quantidade de etanol oxidada em certo intervalo de tempo é</p><p>proporcional ao peso corpóreo do indivíduo e, provavelmente, ao peso do</p><p>fígado.</p><p>• Um adulto metaboliza, em média, cerca de 120mg/kg por hora, ou seja, 7</p><p>a 12 gramas de álcool em uma hora.</p><p>• A maior parte do etanol não oxidado é excretada pelos rins e pelos</p><p>pulmões, sendo uma pequena fração encontrada em secreções como suor</p><p>e saliva.</p><p>Toxicologia social</p><p>Sistema de oxidação microssômico</p><p>(SOM):</p><p>• Utiliza o NADPH ao invés do NAD como</p><p>cofator.</p><p>• Via principal em concentrações mais</p><p>altas de etanol, em indivíduos que fazem</p><p>uso regular e no consumo crônico.</p><p>Biotransformação e excreção</p><p>Toxicologia social</p><p>Via da álcool desidrogenase (ADH) – principal via:</p><p>• A enzima contém zinco e catalisa a conversão do etanol em acetaldeído.</p><p>Biotransformação e excreção</p><p>Toxicologia social</p><p>Biotransformação e excreção</p><p>• Ocorre principalmente no fígado.</p><p>• Na 1ª fase - álcool desidrogenase etanol a</p><p>acetaldeido (ADH).</p><p>• Na 2ª fase - acetaldeido desidrogenase </p><p>aldeído em ácido acético (ALDH2).</p><p>• Que é finalmente convertido em dióxido de</p><p>carbono e água, liberando energia.</p><p>Toxicologia social</p><p>Biotransformação e excreção</p><p>Terceira via: Catalase, com 10% da biotransformação.</p><p>• O etanol é oxidado no interior dos peroxissomas.</p><p>O aldeído é produzido nas 3 vias de biotransformação. 2% do</p><p>etanol ingerido não são oxidados (excretado pelos rins e pulmões)</p><p>Toxicologia social</p><p>Biotransformação e excreção</p><p>Toxicologia social</p><p>Toxicodinâmica do etanol</p><p> Simbolizadas por três animais, o macaco, o leão e o porco:</p><p>• Na primeira, o indivíduo se torna irrequieto, saltitante, buliçoso (é a fase</p><p>do macaco);</p><p>• Na segunda, torna-se violento, brigão, agressivo (é a fase do leão).</p><p>• Na terceira, sujo, emporcalhado, roncando (é a fase do porco).</p><p>Toxicologia social</p><p>Mecanismo de ação do etanol no SNC</p><p>• Aumenta a inibição sináptica mediada pelo</p><p>GABA e pelo fluxo de cloreto.</p><p>• Doses elevadas aumentam a permeabilidade ao</p><p>cloro na ausência de GABA.</p><p>• O álcool atua em diversos sistemas de</p><p>neurotransmissores e neurorreceptores: sistema</p><p>adrenérgico, sistema opioide, serotonina,</p><p>dopamina, acetilcolina, glutamato e cálcio.</p><p>Toxicologia social</p><p>Toxicodinâmica do etanol</p><p>Tolerância cruzada com outros</p><p>fármacos (BZD’s e</p><p>barbitúricos)</p><p>Dependência - alcoolismo</p><p>Toxicologia social</p><p>Toxicodinâmica do etanol</p><p>Toxicologia social</p><p>• Bloqueio do receptor n-metil-d-aspartato (NMDA) do glutamato.</p><p>Toxicidade aguda</p><p>• Depressor do SNC, que é o mais afetado, quando comparado a qualquer</p><p>outro órgão ou sistema.</p><p>• Efeitos: sedação, diminuição da ansiedade, fala pastosa, ataxia, prejuízo</p><p>da capacidade de julgamento e desinibição do comportamento.</p><p>• Há uma relação entre os níveis plasmáticos de etanol e os efeitos clínicos</p><p>observados.</p><p>Toxicologia social</p><p>Toxicidade aguda</p><p>Toxicologia social</p><p>Toxicidade aguda - TRATAMENTO</p><p>• Intoxicação simples: esperar que o organismo do paciente metabolize o</p><p>álcool ingerido.</p><p>• Indivíduos agitados e violentos: neurolépticos e/ou sedativos (com muita</p><p>cautela, pois já ingeriram grande quantidade de um depressor do SNC).</p><p>• Pacientes confusos ou comatosos: mesmo tratamento empregado nas</p><p>situações de depressão aguda do SNC causada por anestésicos ou</p><p>hipnóticos, lavagem gástrica.</p><p>Toxicologia social</p><p>• Sistema hematológico: elevação do volume corpuscular médio (VCM),</p><p>devido a deficiência de ácido fólico.</p><p>• Sistema gastrintestinal: o etanol tem ação irritativa sobre a mucosa</p><p>gástrica, podendo ocasionar úlceras e gastrites. No fígado as consequências</p><p>mais comuns são: hepatite alcoólica e cirrose irreversível.</p><p>• Sistema cardiovascular: o uso de álcool esta associado a maior frequência</p><p>de infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral.</p><p>Toxicidade crônica Praticamente nenhum sistema é poupado dos efeitos deletérios do álcool</p><p>Toxicologia social</p><p>Toxicidade crônica Praticamente nenhum sistema é poupado dos efeitos deletérios do álcool</p><p>• Síndrome fetal: abortos espontâneos, malformações faciais etc.</p><p>• Sistema neurológico: neuropatia periférica, alterações cognitivas (memória,</p><p>concentração, atenção).</p><p>• Encefalopatia de Wernicke - síndrome aguda:</p><p>• Deve-se à deficiência de tiamina e tem um início abrupto, caracterizado pela</p><p>tríade: distúrbios oculares, com nistagmo. Paralisia do abducente bilateral.</p><p>Paralisias oculares até a oftalmoplegia total.</p><p>• Psicose de Korsakoff - síndrome crônica.</p><p>Toxicologia social</p><p>Tolerância e dependência</p><p>• Os critérios de dependência e abuso são válidos para o diagnóstico de dependência de</p><p>cocaína, Cannabis, álcool e outras drogas.</p><p>• A ingestão crônica de álcool leva à tolerância e pode levar à abstinência, decorrentes</p><p>da adaptação do organismo aos efeitos do álcool.</p><p>• Com o tempo a membrana celular torna-se mais rígida e menos sensível ao efeito</p><p>fluidificante do álcool (menos sensibilidade, mais álcool).</p><p>• Na sua ausência, o desarranjo da membrana pode contribuir para o aparecimento</p><p>dos sintomas de abstinência.</p><p>Toxicologia social</p><p>Tolerância e dependência</p><p>• A aceleração do turn-over da noradrenalina no SNC tem sido</p><p>insistentemente encontrada durante a ingestão crônica de álcool e parece</p><p>participar no aparecimento dos sintomas de abstinência.</p><p>• Estudos em animais mostram que o sistema noradrenérgico e</p><p>serotoninérgico são essenciais no desenvolvimento da tolerância.</p><p>Toxicologia social</p><p>Genética e dependência do álcool</p><p>• Diversos genes contribuem para a dependência.</p><p>•</p><p>Os genes não determinam a presença da dependência, mas influenciam a</p><p>predisposição ou o risco para esse transtorno.</p><p>• Alguns polimorfismos contribuem para a vulnerabilidade à dependência.</p><p>• O ambiente também influencia o padrão de consumo e interage com a</p><p>genética no desenvolvimento da dependência.</p><p>Toxicologia social</p><p>Farmacologia do tratamento da dependência do álcool</p><p>Toxicologia social</p><p>Farmacologia do tratamento da dependência do álcool</p><p>Toxicologia social</p><p>Toxicologia social - Drogas depressoras do</p><p>Sistema Nervoso Central</p><p>Professora: Helimarcos Nunes Pereira</p><p>Faculdade Rebouças de Campina Grande</p><p>Departamento de Farmácia</p><p>Turma: 9° período</p><p>Disciplina: Análises Toxicológicas</p>