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<p>Gestão de custos</p><p>Prof. Ettore de Carvalho Oriol</p><p>Descrição</p><p>Demonstração do resultado do exercício (DRE), diferença entre custo e</p><p>despesa, diferença entre custos diretos e indiretos, definições dentro do</p><p>sistema de custeio por absorção, definições dentro do sistema de</p><p>custeio variável e custeio baseado em atividades (ABC).</p><p>Propósito</p><p>Compreender o que são os custos e suas diversas formas de</p><p>classificação e tratamento, a partir dos olhares legal e gerencial.</p><p>Preparação</p><p>Antes de iniciar o conteúdo, faça o download do arquivo de tabelas.</p><p>Nele, você encontrará todas as tabelas apresentadas.</p><p>Objetivos</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ge/46598/doc/tabelas.pdf</p><p>Módulo 1</p><p>Entendendo custos: Despesas, classi�cação</p><p>e análise</p><p>Reconhecer as despesas dos custos e as diversas formas de</p><p>classificação dos custos.</p><p>Módulo 2</p><p>Classi�cação do custo por absorção</p><p>Descrever o processo de classificação do custo por absorção.</p><p>Módulo 3</p><p>Processos gerenciais: Custeio variável e</p><p>custeio ABC</p><p>Descrever os processos gerenciais de classificação do custeio</p><p>variável e custeio ABC.</p><p>Introdução</p><p>No estudo da gestão de custos, existem diversas formas de</p><p>classificar e relacionar os custos aos produtos. Essas formas</p><p>têm em comum o objetivo de alocar os custos dos produtos da</p><p>forma mais precisa possível às unidades produzidas. No entanto,</p><p>diversos empecilhos podem surgir, dificultando essa alocação. É</p><p></p><p>sobre esses empecilhos que os métodos de custeio se debruçam</p><p>e procuram caminhos para resolvê-los.</p><p>Diante dessa constatação, os métodos mais comuns,</p><p>desenvolvidos pela contabilidade e pelos gestores de custos nas</p><p>empresas, são: custeio por absorção, custeio direto e custeio por</p><p>atividades (ABC). Além desses métodos, temos o custeio por</p><p>pedido, o custeio padrão, entre outros menos utilizados.</p><p>Cada um desses métodos procura resolver um problema</p><p>encontrado na alocação dos custos aos produtos e tem uma</p><p>utilidade distinta na gestão dos custos de uma empresa e nas</p><p>tomadas de decisão.</p><p>Material para download</p><p>Clique no botão abaixo para fazer o download do</p><p>conteúdo completo em formato PDF.</p><p>Download material</p><p>1 - Entendendo custos: Despesas, classi�cação e análise</p><p>javascript:CriaPDF()</p><p>Ao �nal deste módulo, você será capaz de reconhecer as despesas dos custos e as diversas</p><p>formas de classi�cação dos custos.</p><p>Ligando os pontos</p><p>Saber a diferença entre um custo e uma despesa, um custo direto ou</p><p>indireto é simples, mas você sabe executar uma boa gestão de custos?</p><p>Manter os estoques elevados traz um custo de oportunidade, pois os</p><p>recursos utilizados nesses estoques poderiam estar sendo destinados</p><p>para outras finalidades. Afinal, há como reduzi-lo sem deixar de atender</p><p>novos clientes ou as variações de demanda que qualquer negócio está</p><p>sujeito?</p><p>O gerenciamento de custos é um dos principais pilares de qualquer</p><p>organização, seja ela de comercialização de produtos ou de entrega de</p><p>serviços. Um bom controle de custos permite manter a competitividade</p><p>no mercado e garantir lastro financeiro para a sustentação do negócio.</p><p>Dentro dos sistemas produtivos, há o desafio de não carregar estoques</p><p>acima da demanda a ser atendida. Administrar estoques elevados</p><p>imobiliza grandes quantias que são importantes para a robustez do</p><p>capital de giro da empresa. Os chamados custos de oportunidade são</p><p>os benefícios que uma empresa perde ao escolher uma alternativa em</p><p>detrimento de outra. Outro ponto importante é que o incorreto</p><p>dimensionamento de estoque pode provocar perdas comerciais, como</p><p>não atendimentos de novos clientes e absorção de share de mercado</p><p>por ineficiência dos concorrentes.</p><p>Assim sendo, as empresas têm investido cada vez mais em sistemas de</p><p>gestão de estoques mais enxutos. Nesse contexto, o just in time (JIT),</p><p>filosofia de gestão da produção que produz a apenas a quantidade</p><p>necessária para atender a demanda, ganha relevância nos sistemas</p><p>produtivos.</p><p>Uma situação bastante conhecida de caso de adoção do JIT que reduziu</p><p>custos é o da empresa Dell. A gigante dos computadores implementou o</p><p>JIT em sua cadeia de suprimentos e passou a trabalhar em estreita</p><p>colaboração com seus fornecedores para garantir que tivesse a</p><p>quantidade necessária de componentes no momento certo, resultando</p><p>em uma redução significativa do estoque de componentes. A Dell</p><p>também passou a usar um sistema de previsão de demanda preciso</p><p>para evitar a produção excessiva ou insuficiente. Isso também ajudou a</p><p>Dell a reduzir seu estoque. Como resultado da implementação do JIT, a</p><p>Dell conseguiu reduzir seus custos de estoque em até 50%.</p><p>Após a leitura do case, é hora de aplicar seus conhecimentos! Vamos</p><p>ligar esses pontos?</p><p>Questão 1</p><p>No case apresentado, a Dell adotou o JIT permeando toda a sua cadeia</p><p>de suprimentos. Certamente, isso exigiu uma mudança cultural na</p><p>empresa, além de aprender a lidar com um sistema complexo. Diante</p><p>disso, quais são os cuidados que precisam ser tomados ao</p><p>implementar o sistema JIT?</p><p>Parabéns! A alternativa C está correta.</p><p>A implantação do sistema just in time (JIT) pode trazer diversos</p><p>benefícios para as empresas, como redução de custos, melhoria da</p><p>eficiência operacional e aumento da qualidade dos produtos.</p><p>Entretanto, é importante tomar alguns cuidados para que a</p><p>implantação seja bem-sucedida.</p><p>Planejamento: É importante realizar um planejamento cuidadoso</p><p>antes de iniciar a implantação do JIT. Isso inclui a definição dos</p><p>A</p><p>Avaliar o tamanho dos depósitos e das equipes</p><p>operacionais.</p><p>B</p><p>Não há necessidade de avaliar se o negócio comporta o</p><p>JIT, pois essa ferramenta é adaptável a qualquer</p><p>contexto.</p><p>C</p><p>Planejar e investir na implementação e no treinamento</p><p>dos funcionários.</p><p>D</p><p>Avaliar cuidadosamente o hardware necessário para</p><p>suportar a dinâmica do JIT.</p><p>E</p><p>Como o JIT só pode ser executado através de um</p><p>software apropriado para tal tarefa, efetuar um software</p><p>selection é fundamental.</p><p>objetivos da implantação, a análise da situação atual da empresa</p><p>e a identificação dos recursos necessários.</p><p>Treinamento: A preparação dos funcionários é essencial para o</p><p>sucesso da implantação do JIT. Os funcionários precisam</p><p>entender os princípios do JIT e como eles se aplicam ao trabalho</p><p>deles.</p><p>Cultura organizacional: O JIT requer uma mudança cultural na</p><p>empresa. Os funcionários precisam estar comprometidos com os</p><p>princípios do JIT e dispostos a trabalhar de forma colaborativa.</p><p>Fornecedores: Também é fundamental o alinhamento dos</p><p>fornecedores com os princípios do JIT. Eles precisam ser</p><p>capazes de fornecer os produtos e serviços necessários no</p><p>momento certo e na quantidade certa.</p><p>Questão 2</p><p>Tendo em vista o case da Dell e os benefícios do sistema just in time</p><p>(JIT) na gestão de estoques e produção, imagine que você é o gerente</p><p>de operações de uma empresa de médio porte que enfrenta desafios</p><p>similares com estoques elevados e ineficiências na cadeia de</p><p>suprimentos. Para implantar o sistema JIT, você precisa fazer um</p><p>levantamento dos custos e benefícios da implementação desse</p><p>sistema. Considere abaixo afirmações sobre um sistema JIT:</p><p>I. Redução dos custos de armazenamento e de obsolescência.</p><p>II. Melhora da qualidade: a produção sem estoque exige maior</p><p>precisão e eficiência, o que pode reduzir defeitos e retrabalhos.</p><p>III. Aumento da produtividade: a redução do estoque pode liberar</p><p>espaço e recursos para outras atividades, aumentando a</p><p>produtividade.</p><p>IV. Redução de desperdício: o uso apenas dos recursos necessários</p><p>para produzir ajuda a reduzir o desperdício de matérias-primas,</p><p>energia e mão de obra.</p><p>V. Aumento de assertividade da projeção de demanda: a adoção de</p><p>sistemas com algoritmos de alto poder de análises estatísticas,</p><p>essência do JIT, ajuda na previsão da demanda.</p><p>Quais das alternativas abaixo cita apenas benefícios do sistema JIT?</p><p>A I e V.</p><p>Parabéns! A alternativa D está correta.</p><p>Essas afirmativas constituem os principais benefícios do sistema JIT.</p><p>A afirmação V está errada, pois o JIT não atua na previsibilidade de</p><p>vendas ou demanda. Aliás,</p><p>a</p><p>empresa tenha todas as suas atividades mapeadas. Ao fazer esse</p><p>mapeamento, é possível identificar quais atividades agregam valor aos</p><p>produtos e quais estão sendo executadas de forma inútil.</p><p>Além de servir para a alocação dos custos aos produtos na proporção</p><p>que cada um consome dessas atividades, é possível identificar as</p><p>atividades que não agregam valor e eliminá-las ou modificá-las. Isso traz</p><p>um enorme ganho à empresa, que pode otimizar suas atividades,</p><p>gerando economia de custos e maior lucro final.</p><p>Para que as atividades de uma empresa sejam mapeadas, é necessário</p><p>que os seguintes passos sejam respeitados.</p><p>Assim, é possível direcionar os custos indiretos, atrelando-os às</p><p>atividades e, em seguida, alocá-los aos produtos. Dessa forma, boa</p><p>parte das arbitrariedades existentes na distribuição dos custos no</p><p>sistema por absorção é minimizada, levando a uma apropriação muito</p><p>mais precisa dos custos aos produtos.</p><p>Consumo de recursos</p><p>Cooper e Kaplan (1990) afirmam que, no modelo ABC, os custos são</p><p>atribuídos aos produtos a partir das atividades do processo produtivo,</p><p>com base no consumo (transações) delas. No ABC, assume-se como</p><p>pressuposto que os recursos de uma empresa são consumidos por</p><p>suas atividades, e não pelos produtos que ela fabrica.</p><p> Passo 1</p><p>Identificar todas as atividades da empresa.</p><p> Passo 2</p><p>Relacionar cada atividade aos departamentos que</p><p>as consomem, gerando centros de custos.</p><p> Passo 3</p><p>Direcionar cada atividade a um produto específico,</p><p>e esse controle precisa ser executado</p><p>constantemente.</p><p>Os objetos de custos, como</p><p>os produtos, surgem como</p><p>consequência da aplicação</p><p>das atividades consideradas</p><p>estritamente necessárias</p><p>para a produção e</p><p>distribuição deles.</p><p>(NAKAGAWA, 2001.)</p><p>Conceitos importantes</p><p>No sistema de custeio baseado por atividades, alguns conceitos são</p><p>utilizados e devem ser listados e entendidos para que o sistema possa</p><p>ser aplicado. Aqui estão esses conceitos, segundo Costa et al. (2010).</p><p>Confira!</p><p>Podem ser definidos como elementos econômicos — por</p><p>exemplo, pessoas, materiais, suprimentos, equipamentos,</p><p>tecnologias e instalações — aplicados ou utilizados para a</p><p>consecução das atividades ou para suportar diretamente os</p><p>objetos de custos (Martins, 2018).</p><p>Definida por Nakagawa (2001) como “um processo que combina,</p><p>de forma adequada, pessoas, tecnologia, materiais, métodos e</p><p>seu ambiente, tendo como objetivo a produção de produtos”.</p><p>Recursos </p><p>Atividade </p><p>Objetos de custos </p><p>Podem ser definidos como a razão pela qual as atividades são</p><p>realizadas — por exemplo, produtos, serviços, lotes de produtos,</p><p>linhas de produtos/serviços, peças, clientes, tipos de clientes,</p><p>canais de distribuição, entre outros objetos que se queira custear</p><p>de acordo com o interesse da administração.</p><p>Pode ser entendido como um fator causal que determina o</p><p>consumo de recursos e o custo de uma atividade ou de um</p><p>objeto de custos (Nakagawa, 2001; Martins, 2018).</p><p>Com essas definições, é possível identificar a forma como os custos</p><p>são alocados e entender que o modelo ABC está procurando uma forma</p><p>de aproximar, o mais perto da realidade, a apropriação dos custos</p><p>indiretos aos produtos e serviços prestados pelas empresas.</p><p>Com isso, espera-se que as decisões possam ser tomadas de forma</p><p>mais precisa e que seu resultado alcance os objetivos traçados.</p><p>Falta pouco para atingir seus objetivos.</p><p>Vamos praticar alguns conceitos?</p><p>Questão 1</p><p>(FUNDATEC, 2016) Para atender às exigências legais, a empresa</p><p>precisa adequar seus métodos de apuração de custos aos</p><p>princípios contábeis e estar em conformidade com as normas e as</p><p>legislações vigentes. Para a tomada de decisão, podem ser</p><p>empregados métodos de custeio capazes de fornecer informações</p><p>que atendam às necessidades gerenciais da empresa. Assinale a</p><p>alternativa correta quanto à definição do método de custeio</p><p>apresentado.</p><p>Direcionador de custos </p><p>A</p><p>Custeio por absorção – Caracteriza-se por apropriar,</p><p>aos custos de produção do período, unicamente os</p><p>Parabéns! A alternativa C está correta.</p><p>O custeio por atividades ABC se caracteriza exatamente por</p><p>procurar alocar os custos indiretos às atividades e alocar as</p><p>atividades aos produtos. Cada produto consome uma quantidade</p><p>de atividades para existir e, assim, está consumindo os custos</p><p>auferidos. Com essa forma de alocar os custos, os valores de cada</p><p>produto serão formados pelos custos de cada atividade empregada</p><p>para a sua confecção, refletindo os verdadeiros custos de sua</p><p>produção com maior precisão.</p><p>Questão 2</p><p>(UFU-MG, 2019) Uma indústria Alfa produz um único produto e</p><p>adota o custeio variável como método de custeamento. Essa</p><p>custos variáveis.</p><p>B</p><p>Custeio variável – Caracteriza-se por apropriar os</p><p>custos totais de produção de um período de</p><p>maneira direta ou indireta, independentemente de</p><p>tais custos terem comportamento fixo ou variável</p><p>em relação ao volume fabricado.</p><p>C</p><p>Custeio ABC – Caracteriza-se por avaliar as</p><p>atividades desenvolvidas em uma empresa,</p><p>utilizando direcionadores para alocar as despesas e</p><p>os custos diretos de uma forma mais realista aos</p><p>produtos e serviços.</p><p>D</p><p>Custeio por absorção – É estruturado para atender</p><p>às necessidades da administração da empresa,</p><p>permitindo sua utilização como ferramenta no</p><p>processo decisório ao fornecer a margem de</p><p>contribuição de cada produto.</p><p>E</p><p>Custeio variável – É estruturado para atender às</p><p>disposições legais quanto à apuração de resultados</p><p>e à avaliação patrimonial da empresa.</p><p>indústria apresentou sua demonstração de resultados em</p><p>31/08/2018 para fins gerenciais, referente ao mês de agosto,</p><p>abrangendo a produção e venda de 600 unidades. Vamos analisar!</p><p>Tabela 16: Verificando o aprendizado.</p><p>Para o mês de setembro de 2018, a indústria estima produzir e</p><p>vender 400 unidades desse mesmo produto, nas mesmas</p><p>condições e com a mesma estrutura disponível em agosto de 2018.</p><p>Considerando-se as informações apresentadas, a margem de</p><p>contribuição total da indústria, prevista para setembro de 2018, é de</p><p>Parabéns! A alternativa C está correta.</p><p>Como estamos tratando do método de custeio variável, o valor da</p><p>margem de contribuição unitária será constate, já que o custo</p><p>variável é constate e os impostos que incidem sobre as vendas são</p><p>porcentagem do valor vendido, oscilando de forma proporcional às</p><p>quantidades vendidas. Com isso, para a resolução do exercício,</p><p>basta achar a margem de contribuição unitária para o mês de</p><p>agosto, que é calculada dividindo a MC total pela quantidade</p><p>A R$ 8.120,00.</p><p>B R$ 4.080,00.</p><p>C R$ 12.080,00.</p><p>D R$ 3.360,00.</p><p>E R$ 16.000,00.</p><p>vendida. Desse modo, encontra-se o valor de R$ 30,20 por unidade.</p><p>Após encontrar a MC unitária (R$ 30,20), basta multiplicar esse</p><p>valor pela quantidade vendida no mês de setembro para encontrar a</p><p>resposta do exercício (R$ 12.080,00).</p><p>Considerações �nais</p><p>Com este conteúdo, passamos a entender melhor os principais tipos de</p><p>sistemas de custeios. Para que isso seja interessante, é importante</p><p>identificar a função de cada um desses sistemas e como aplicá-los no</p><p>seu dia a dia como administrador.</p><p>O custeio por absorção é o mais comum de se encontrar, uma vez que é</p><p>exigido pela Receita Federal para a apresentação do DRE anual</p><p>publicado. Ele também é utilizado para a prestação de contas da</p><p>empresa com o Fisco e serve de base para a construção do LALUR de</p><p>apuração do lucro real, que será a base para a cobrança dos impostos</p><p>sobre o lucro.</p><p>O custeio variável não é aceito pelo Fisco nem pela Receita Federal, mas</p><p>tem uma função gerencial necessária para as empresas. É por meio</p><p>dessa forma de custeio que as decisões são tomadas, sendo que seus</p><p>dados servem de base para essas decisões.</p><p>Podcast</p><p>Ouça e aprofunde seus conhecimentos sobre o significado da gestão de</p><p>custos na prática. Explore também como aplicar as metodologias de</p><p>custeio por absorção e custeio variável para embasar as decisões</p><p>estratégicas da empresa.</p><p></p><p>Explore +</p><p>Para fixar melhor os conceitos aqui apresentados, resolva exercícios</p><p>numéricos, além</p><p>de explorar novas formas de custeio dos produtos,</p><p>como o Custo Padrão.</p><p>Referências</p><p>COSTA, R. P.; FERREIRA, H. A. S.; SARAIVA Jr., A. F. Preços, orçamentos e</p><p>custos industriais. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010.</p><p>MARTINS, E. Contabilidade de custos. 11. ed. São Paulo; Atlas, 2018.</p><p>NAKAGAWA, M. ABC – custeio baseado em atividades. 2. ed. São Paulo:</p><p>Atlas, 2001.</p><p>Material para download</p><p>Clique no botão abaixo para fazer o download do</p><p>conteúdo completo em formato PDF.</p><p>Download material</p><p>javascript:CriaPDF()</p><p>O que você achou do conteúdo?</p><p>Relatar problema</p><p>essa informação é de suma importância</p><p>para que a cadeia não entre em colapso. A ideia é trabalhar com</p><p>estoques ajustados e próximos a patamares mínimos sem que haja</p><p>interrupção da produção. Caso exista aumento ou redução de</p><p>demanda inesperados, a cadeia produtiva terá muita dificuldade para</p><p>evitar rupturas ou administrar excesso de estoque nas estruturas dos</p><p>participantes desse ecossistema.</p><p>Questão 3</p><p>Ainda sobre trabalhar com estoques enxutos, há um patamar mínimo</p><p>para garantir que o sistema funcione bem e consiga corrigir eventuais</p><p>erros de projeção ou situações atípicas de demanda. Esse ponto é o</p><p>chamado estoque de segurança. No seu entendimento, quais custos o</p><p>estoque de segurança pode gerar na cadeia?</p><p>Digite sua resposta aqui</p><p>Chave de resposta</p><p>O estoque de segurança é uma quantidade de estoque que</p><p>é mantida para atender uma demanda inesperada ou</p><p>atrasos na entrega de materiais. Ele é uma forma de</p><p>B II e V.</p><p>C I, II e V.</p><p>D I, II, III e IV.</p><p>E I, II, III, IV e V.</p><p>proteger a empresa de situações imprevistas, mas também</p><p>pode gerar os seguintes custos:</p><p>Custos de armazenamento: o estoque ocupa espaço, o</p><p>que pode gerar custos de aluguel, de manutenção e de</p><p>segurança.</p><p>Custos de obsolescência: o estoque pode ficar</p><p>obsoleto antes de ser vendido, gerando perdas</p><p>financeiras.</p><p>Custos de financiamento: o estoque representa um</p><p>investimento que precisa ser financiado, gerando</p><p>custos de juros.</p><p>Demonstração do resultado do</p><p>exercício (DRE)</p><p>Antes de iniciarmos, precisamos delimitar, dentro dos gastos de</p><p>recursos por uma empresa, o que são custos e despesas. Para</p><p>entendermos a diferenças entre os dois conceitos, podemos observar a</p><p>estrutura do demonstrativo de resultados do exercício (DRE), como</p><p>determinado pela Lei nº 6404/76 e demais regulamentos, como o</p><p>Imposto de Renda e NBC’s emitidas pelo Concelho Federal de</p><p>Contabilidade.</p><p>Nesses documentos, o DRE é construído segundo a estrutura a seguir.</p><p>(+) Vendas brutas</p><p>(-) Impostos sobre vendas</p><p>(-) Devolução de vendas</p><p>(-) Abatimentos nas vendas</p><p>(-) Fretes para entregas</p><p>(=) Vendas líquidas</p><p>(-) Custo das mercadorias vendidas (CMV) ou custo dos serviços</p><p>vendidos (CSV), ou custo dos produtos vendidos (CPV)</p><p>(=) Lucro bruto</p><p>(-) Despesas operacionais</p><p>Despesas administrativas</p><p>Despesas comerciais</p><p>Despesas de marketing</p><p>Outras despesas administrativas</p><p>(-) Outras despesas</p><p>(+) Outras receitas</p><p>(=) Lucro operacional líquido</p><p>(+) Receitas financeiras</p><p>(-) Despesas financeiras</p><p>(+/-) Variações monetárias líquidas</p><p>(+/-) Ganhos e perdas com derivados</p><p>(+/-) Variações cambiais líquidas</p><p>(=) Lucro antes do imposto de renda</p><p>(-) Imposto de renda</p><p>(-) CSLL</p><p>(+/-) Imposto de renda diferido</p><p>(=) Lucro após IR</p><p>(-) Participações</p><p>(-) Debentures</p><p>(-) Administradores</p><p>(-) Partes beneficiárias</p><p>(-) Fundos de previdência</p><p>(=) Lucro líquido</p><p>Cada uma dessas rubricas que compõem o DRE tem uma função</p><p>específica e segue a regra ditada pelo regulamento do Imposto de</p><p>Renda, que determina quais custos e despesas serão dedutíveis ou não</p><p>do IRPJ (Imposto de Renda de Pessoa Jurídica).</p><p>Além dessa referência, as Normas Contábeis emitidas pelo Concelho</p><p>Federal de Contabilidade estabelecem regras que norteiam a construção</p><p>do DRE, juntamente com as leis já citadas.</p><p>Vendas</p><p>Vendas brutas</p><p>Representam todos os valores das vendas da empresa no período que</p><p>se está apurando, sendo esse o valor bruto da nota fiscal (NF). O</p><p>Imposto sobre Produção Industrial (IPI) é o único que não integra a base</p><p>dessa rubrica, não fazendo parte das vendas brutas. Ele é calculado</p><p>sobre o valor da venda bruta, não compondo sua base como o ICMS e o</p><p>ISS.</p><p>Confira as deduções que incidem sobre as vendas brutas!</p><p>Representação dos impostos PIS e COFINS.</p><p>Imposto sobre vendas</p><p>A rubrica impostos sobre vendas refere-se ao desconto de</p><p>todos os impostos que têm como base de cálculo as vendas</p><p>brutas. Nessa categoria, encaixam-se impostos como o ICMS,</p><p>ISS, PIS, COFINS. Tais impostos têm como base de cálculo a</p><p>receita bruta e não farão parte da receita líquida.</p><p>Cliente devolvendo produto na loja.</p><p>Devoluções de vendas</p><p>Aquelas que acontecem imediatamente após a entrega — por</p><p>dano aos produtos, erro de especificação ou outro motivo —</p><p>devem ter seu valor abatido das vendas brutas, pois são</p><p>deduções diretas dos volumes de vendas.</p><p>Valor do abatimento sendo calculado.</p><p>Abatimentos</p><p>Os valores de abatimentos concedidos em função de algum</p><p>aspecto relacionado diretamente com as vendas devem ser</p><p>abatidos também. Vale ressaltar que se trata, aqui, de</p><p>descontos comerciais, e não descontos financeiros. Quando</p><p>são dados abatimentos, por exemplo, pelo pagamento</p><p>adiantado de um cliente, o desconto é uma despesa financeira,</p><p>e não um abatimento nas vendas.</p><p>Caminhão de frete sendo carregado.</p><p>Fretes para entrega</p><p>Esses gastos serão diretamente abatidos das vendas, da</p><p>mesma forma que os gastos com fretes para a chegada dos</p><p>produtos comprados aos estoques são incorporados aos</p><p>custos com os materiais ou produtos comprados.</p><p>Vendas líquidas</p><p>É sobre esse valor que incidirá o custo das mercadorias vendidas</p><p>(CMV). Quando pensamos nos custos dos produtos, podemos ter três</p><p>categorias, a depender da função da empresa que estamos analisando.</p><p>Vejamos!</p><p>Indústrias</p><p>Custo do produto vendido (CPV)</p><p>Empresas de serviços</p><p>Custo do serviço vendido (CSV)</p><p>Empresas comerciais</p><p>Custo da mercadoria vendida (CMV)</p><p>Tais nomenclaturas são meras adaptações, pois o que se está</p><p>representando com essa rubrica são todos os custos que a empresas</p><p>teve para colocar o produto à disposição do cliente. Mais adiante,</p><p>iremos aprofundar esse assunto, listando melhor suas característica e</p><p>peculiaridades, além das formas de cálculo.</p><p>Lucro bruto</p><p>Após a dedução dos custos dos produtos, chegamos ao lucro bruto. É a</p><p>partir desse lucro bruto que serão retiradas as despesas operacionais</p><p>em geral.</p><p>As despesas operacionais são todos os gastos que a empresa tem com</p><p>os departamentos que não estão envolvidos diretamente com as</p><p>atividades de produção, mas que fazem parte da operação da empresa.</p><p>Os principais departamentos que se encaixam nessa definição são:</p><p>Administrativo</p><p>Comercial</p><p>Desenvolvimento de Novos Produtos (PDI)</p><p>Marketing</p><p>A categoria das receitas/despesas operacionais também pode incluir</p><p>algumas receitas que não sejam comerciais, mas que se refiram a uma</p><p>operação da empresa.</p><p>Exemplo</p><p>A venda de sucata da produção não está diretamente ligada aos</p><p>objetivos da empresa, que é a venda do produto produzido. No entanto,</p><p>a venda de sucata é resultado da produção e tem valor comercial,</p><p>gerando alguma receita para a empresa.</p><p>A seguir, entenda o processo que deve ser realizado para chegar ao</p><p>lucro líquido.</p><p> Lucro operacional</p><p>Vem após todas a deduções das despesas</p><p>operacionais e representa o lucro de toda a</p><p>operação comercial da empresa — seu objetivo</p><p>principal como organização.</p><p>Tais receitas e despesas são oriundas de</p><p>aplicações financeiras, de descontos financeiros</p><p>dados aos clientes, de receitas financeiras obtidas</p><p>de fornecedores, além de variações monetárias e</p><p>cambiais, resultado do lucro antes do IR.</p><p> Lucro antes do imposto de renda (LAIR)</p><p>Nesse ponto, todas os custos e as despesas que a</p><p>empresa tem em sua operação e financeiros já</p><p>terão impactado o lucro da empresa.</p><p>Para determinar a base de cálculo do Imposto de</p><p>Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição</p><p>Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), é essencial</p><p>realizar ajustes, uma vez que certos custos e</p><p>despesas não são aceitos pela Receita Federal</p><p>como dedutíveis dessa base. Esse ajuste é feito em</p><p>um livro chamado LALUR — Livro de Apuração do</p><p>Lucro Real —, que hoje já é realizado de forma</p><p>eletrônica, mas segue a mesma estrutura do livro</p><p>impresso.</p><p> Lucro após o imposto de renda</p><p>Quando o IRPJ e o CSLL são retirados do lucro,</p><p>teremos o valor que será a base para o pagamento</p><p>dos valores participantes da empresa.</p><p>É nesse momento que as participações são</p><p>calculadas e abatidas do lucro. Essas participações</p><p>estão</p><p>organizadas em grau de importância, de</p><p>f d l l l d i t b d</p><p>Diferença entre custo e despesa</p><p>Uma vez conhecidas as diversas rubricas que formam o DRE, torna-se</p><p>muito mais fácil entender o principal escopo do que estamos estudando</p><p>nesse momento — os custos das vendas. Como pudemos observar, os</p><p>custos estão separados das despesas, devido à sua natureza dentro da</p><p>estrutura contábil, como também estão separadas as despesas</p><p>financeiras. Essa distinção é causada pela natureza de cada um desses</p><p>gastos.</p><p>A gestão de custos e os sistemas de</p><p>custos</p><p>forma que cada valor calculado impacta a base do</p><p>próximo valor.</p><p>Além das participações, é nesse momento que se</p><p>abatem os custos com debentures, títulos emitidos</p><p>pela empresa para a captação de recursos no</p><p>mercado, sem que seu custo seja fixo,</p><p>compartilhando o risco e os lucros do negócio com</p><p>os financiadores.</p><p> Lucro líquido</p><p>Este será distribuído aos acionistas. Normalmente,</p><p>esse valor é dividido entre as ações da empresa,</p><p>seguindo sua estrutura societária, e as vantagens e</p><p>desvantagens entre os diversos tipos de ações que</p><p>compõem o capital social da empresa.</p><p></p><p>Neste vídeo, você aprenderá mais sobre a gestão de custos e os</p><p>diversos sistemas de custeio que são empregados para classificação e</p><p>cálculo dos custos de uma empresa. Confira!</p><p>Vejamos a seguir a distinção entre despesas e custos.</p><p>Despesas</p><p>São recursos que vão</p><p>diretamente contra o</p><p>lucro, ou seja, não vão</p><p>para o estoque junto</p><p>com os produtos</p><p>produzidos. Quando</p><p>pagamos a comissão</p><p>do vendedor, essa</p><p>despesa será lançada</p><p>diretamente contra o</p><p>lucro do período em que</p><p>o gasto foi realizado,</p><p>impactando tal lucro de</p><p>forma imediata.</p><p>Custos</p><p>Estão diretamente</p><p>relacionados com os</p><p>produtos e serviços</p><p>produzidos ou</p><p>comercializados. Se os</p><p>produtos forem</p><p>estocados, esses</p><p>custos os</p><p>acompanham, não</p><p>impactando no lucro do</p><p>período. Se um gasto é</p><p>feito para a compra de</p><p>matéria-prima de um</p><p>produto e permanecer</p><p>no estoque por um mês,</p><p>por exemplo, esse gasto</p><p>ficará registrado como</p><p>estoque até que tal</p><p>matéria-prima seja</p><p>utilizada na produção.</p><p>Podemos concluir que o gasto torna-se custo dos produtos produzidos,</p><p>mas ainda permanece em registro de estoque até que o produto seja</p><p>vendido. Esse gasto, transformado em custo pela produção, será levado</p><p>a impactar o lucro do período somente quando o produto é vendido. O</p><p>custo de um produto só impacta o lucro quando ele é vendido.</p><p>Diferenciação de despesas e custos na prática</p><p></p><p>Comparando as definições de despesas e custos, podemos dizer que</p><p>custo são todos os gastos realizados para a produção de um produto, e</p><p>despesa são todos os gastos não diretamente relacionados à produção.</p><p>Para entender como isso funciona na prática, vejamos o caso de uma</p><p>empresa que produz lâminas de aço.</p><p>Nessa empresa têm-se a seguinte divisão. Acompanhe!</p><p>Custos de produção</p><p>Mão de obra, o aluguel do prédio em que está instalada a</p><p>produção, as matérias-primas e os demais insumos, entre outros</p><p>gastos diretamente relacionados à produção</p><p>Despesas</p><p>Custos dos veículos utilizados pelos vendedores para visitar os</p><p>clientes, os salários dos vendedores, o salário do pessoal de</p><p>marketing, o custo das propagandas, os salários da alta</p><p>administração, entre outros gastos não diretamente identificáveis</p><p>com a produção</p><p>Podemos entender mais facilmente esse raciocínio ao diferenciarmos</p><p>uma gama de gastos da empresa, observando se eles têm ou não</p><p>relação direta com a produção. Se a resposta for sim, eles serão custos</p><p>dos produtos; se a resposta for não, eles serão despesa.</p><p>Uma empresa industrial apresentou os seguintes valores de contas:</p><p>Tabela 1: Dados do exercício.</p><p>O quadro, a seguir, classifica os valores em função de serem custos,</p><p>despesas ou ativos para a empresa:</p><p>Tabela 2: Exemplo de classificação de valores.</p><p>Observe que o valor de custos será de R$ 29.500,00 e o valor da</p><p>despesa, de R$ 73.000,00. Os demais valores listados no quadro não</p><p>são custos nem despesas, são ativos que a empresa está adquirindo.</p><p>Esses ativos serão registrados como tal nos balanços, recebendo</p><p>depreciações ou outros tratamentos, dependendo de sua natureza</p><p>contábil e de gestão.</p><p>Tais ativos representam dispêndios que tem, em sua essência, a</p><p>possibilidade de produção de resultados futuros para a empresa, por</p><p>exemplo, a compra do prédio da empresa. O prédio será utilizado por</p><p>longos anos, produzindo receitas para a empresa por todo esse período</p><p>e sendo depreciado ao longo de sua vida útil. Com isso, seu desgaste é</p><p>incorporado aos produtos com o passar do tempo.</p><p>Custos, despesas e ativos</p><p>Sempre que se quer diferenciar despesas de custos, deve-se observar se</p><p>os gastos têm ou não relação direta com a produção da empresa ou</p><p>serviço prestado.</p><p>No caso das empresas comerciais, apenas o custo das mercadorias</p><p>adquiridas é que comporão o seu custo, sendo que os custos aplicados</p><p>diretamente sobre essa mercadoria também farão parte do custo da</p><p>mercadoria vendida (CMV). Mesmo em empresas comerciais, os custos</p><p>administrativo e de venda são classificados como despesa.</p><p>No exemplo anterior, os custos são listados na coluna Custos, e as</p><p>despesas, na coluna Despesa. Os ativos — ou valores que não são</p><p>custos nem despesas, mas investimentos —, devem ser colocados em</p><p>outra coluna e alocados, na contabilização, aos ativos da empresa.</p><p>Diferença entre custos diretos e</p><p>indiretos</p><p>Com o conceito de custo bem entendido e com a clara diferenciação</p><p>nos gastos da empresa entre o que são despesas e o que são custos,</p><p>podemos nos ater às classificações que os custos podem ter.</p><p>Em uma produção ou prestação de serviços, os custos podem ser</p><p>diretos ou indiretos (Custo indireto de fabricação – CIF). A diferenciação</p><p>dos custos é importante para a sua classificação e para o cálculo do</p><p>custo unitário de cada item produzido.</p><p>Diversos métodos de controle desses custos foram desenvolvidos ao</p><p>longo do tempo, mas é importante ressaltar que a Receita Federal</p><p>Brasileira só aceita o cálculo pelo custo por absorção. As outras formas</p><p>de cálculo são utilizadas para controles gerenciais e de projeções, e</p><p>para avaliações da empresa.</p><p>Custos diretos ou variáveis</p><p>Os custos diretos ou variáveis são aqueles que estão diretamente</p><p>identificados com os produtos produzidos ou serviços prestados. Isso</p><p>implica dizer eles oscilam de forma proporcional em função das</p><p>quantidades produzidas.</p><p>Em última análise, encaixam-se nessa definição os custos de matérias-</p><p>primas diretas e o custo da mão de obra diretamente aplicada à</p><p>produção.</p><p>Essas duas categorias de custos podem ser atribuídas de forma</p><p>individualizada a cada produto, garantindo que seu custo unitário será</p><p>precisamente conhecido.</p><p>Custos indiretos ou �xos</p><p>Os custos indiretos ou fixos são aqueles que não oscilam de forma</p><p>diretamente proporcional às quantidades produzidas. Nesses casos,</p><p>para serem aplicados aos produtos, esses custos precisam sofrer algum</p><p>tipo de rateio — normalmente arbitrário — para que seu gasto seja</p><p>distribuído entre os produtos produzidos.</p><p>Exemplo</p><p>Aluguel do galpão da fábrica. Ele será sempre um valor fixo durante um</p><p>período de tempo, independentemente das quantidades produzidas no</p><p>mesmo período. Para que seu custo chegue aos custos unitários dos</p><p>produtos, é necessário o arbitramento de uma métrica de rateio desse</p><p>gasto.</p><p>Essa métrica pode ser os metros quadrados de cada departamento,</p><p>após o primeiro rateio, ou o espaço ocupado por cada equipamento do</p><p>departamento, após um novo rateio. A base para alocação desse valor</p><p>pode ser quanto cada máquina produziu de peças naquele período, que</p><p>será o divisor do valor encontrado no rateio da divisão do valor por</p><p>máquina.</p><p>O valor encontrado corresponderá ao custo do aluguel para cada peça</p><p>produzida e se somará ao valor da matéria-prima gasta e da mão de</p><p>obra empregada. Com isso, será formado o custo unitário do produto a</p><p>ser vendido, que irá para o estoque antes da venda.</p><p>Alocação de custos indiretos</p><p>A forma como os custos indiretos são alocados</p><p>aos produtos — via</p><p>rateio, chamado de método de custeio por absorção — torna o custo do</p><p>produto variável em função das quantidades produzidas no período,</p><p>gerando uma distorção quando da análise gerencial desses números.</p><p>Isso acontece pois, se a produção for maior em um período do que em</p><p>outro, mesmo que todos os custos gerais de produção permaneçam</p><p>inalterados, o custo unitário do produto será maior no período em que a</p><p>produção for menor. Os custos indiretos — fixos —, nesse caso, incidirão</p><p>em maior proporção sobre o custo unitário no período em que a</p><p>produção for menor.</p><p>Uma empresa industrial apresentou os seguintes valores de contas:</p><p>Tabela 3: Dados dos custos do exercício.</p><p>Vamos exemplificar, a seguir, uma sequência correta de valores de</p><p>custos diretos e indiretos.</p><p>Diretos</p><p>O custo direto ou variável será composto apenas dos valores de:</p><p>Mão de obra da produção</p><p>Matéria-prima para a produção</p><p>Material de embalagem da produção</p><p>Cada um dos itens que compõem o custo direto é identificável</p><p>com as unidades dos itens produzidos, gerando valores unitários</p><p>fixos ao longo do período, mesmo com oscilações nas</p><p>quantidades produzidas.</p><p>Indiretos</p><p>Os custos indiretos serão de R$ 74.500,00, pois incorporarão os</p><p>custos indiretamente relacionados aos produtos e que tem um</p><p>caráter fixo. As variações de volume de um período para o outro</p><p>provocarão variações no custo unitário do produto. Desse modo,</p><p>encaixam-se como custos indiretos as rubricas:</p><p>Depreciação do prédio da fábrica</p><p>Salário da chefia imediata da fábrica</p><p>Aluguel da máquina de produção</p><p>Depreciação da máquina de produção</p><p>Gastos com manutenção da máquina de produção</p><p>Os demais gastos listados na planilha são despesas. Confira!</p><p>Tabela 4: Exemplo de classificação de valores.</p><p>Falta pouco para atingir seus objetivos.</p><p>Vamos praticar alguns conceitos?</p><p>Questão 1</p><p>(UFSG, 2019) Uma indústria estatal apresentou os seguintes gastos</p><p>a serem registrados no final do período:</p><p>Tabela 5: Exercício verificando o aprendizado.</p><p>Veja a versão acessível da tabela.</p><p>Considerando os saldos dos gastos apresentados e os conceitos</p><p>relacionados à contabilidade de custos, os valores totais dos custos</p><p>indiretos e despesas são, respectivamente</p><p>A R$ 66.800,00 e R$ 12.600,00.</p><p>B R$ 21.600,00 e R$ 14.700,00.</p><p>C R$ 67.900,00 e R$ 9.300,00.</p><p>D R$ 48.800,00 e R$ 23.700,00.</p><p>E R$ 35.600,00 e R$ 15.400,00.</p><p>https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ge/46598/doc/tabelas.pdf</p><p>Parabéns! A alternativa C está correta.</p><p>Os custos indiretos são aqueles que não podem ser atribuídos</p><p>diretamente aos itens produzidos e que têm características de não</p><p>oscilarem diretamente em função da quantidade destes. As</p><p>despesas são os gastos que não têm relação direta com a</p><p>produção e são lançados diretamente contra o lucro do período em</p><p>que ocorrem, não indo para o estoque junto com os produtos.</p><p>Custos indiretos</p><p>Depreciação de máquinas e equipamentos da fábrica R$ 4,500.00.</p><p>Seguro da fábrica R$ 5,100.00.</p><p>Salário e encargos do pessoal da fábrica R$ 36,900.00.</p><p>Energia elétrica da fábrica R$ 3,800.00.</p><p>Aluguel da fábrica R$ 14,000.00.</p><p>Adicional de insalubridade do pessoal da fábrica R$ 3,600.00.</p><p>Total R$ 67,900.00.</p><p>Despesas</p><p>Consumo de material de expediente R$ 3,200.00.</p><p>Juros e despesas de financiamento R$ 4,500.00.</p><p>Gastos anormais e involuntários R$ 1,600.00.</p><p>Total R$ 9,300.00.</p><p>Questão 2</p><p>(FAU, 2018) Assinale a alternativa que apresenta o conceito de</p><p>custos segundo as Normas Brasileiras de Contabilidade:</p><p>A</p><p>Correspondem a reduções do patrimônio que não</p><p>estão associadas a qualquer recebimento</p><p>compensatório ou geração de produtos ou serviços,</p><p>que ocorrem de forma anormal e involuntária.</p><p>Parabéns! A alternativa B está correta.</p><p>Para a contabilidade, o custo representa apenas os gastos</p><p>relacionados com o objeto principal da empresa, seu escopo</p><p>principal. Nesse intento, os gastos que não estão associados</p><p>diretamente a esse escopo são dados como despesas e não como</p><p>custos, pois não têm relação direta com os produtos e serviços</p><p>comercializados.</p><p>2 - Classi�cação do custo por absorção</p><p>B</p><p>São gastos com bens ou serviços utilizados para a</p><p>produção de outros bens ou serviços.</p><p>C</p><p>Correspondem ao gasto levado para o ativo em</p><p>função de sua vida útil. São todos os bens e direitos</p><p>adquiridos e registrados no ativo.</p><p>D</p><p>Correspondem ao pagamento resultante da</p><p>aquisição do bem ou serviço.</p><p>E</p><p>São o dispêndio de um ativo ou a criação de um</p><p>passivo para obtenção de um produto ou serviço.</p><p>Ao �nal deste módulo, você será capaz de descrever o processo de classi�cação do custo por</p><p>absorção.</p><p>Ligando os pontos</p><p>Você conhece a importância da gestão de custos logísticos? Você sabia</p><p>que essa gestão é fundamental todas as empresas, independente do</p><p>segmento de atuação ou do seu tamanho?</p><p>Avaliar detalhadamente as etapas do processo logístico, desde o</p><p>recebimento até a entrega do pedido ao cliente final, faz parte uma boa</p><p>gestão de custos logísticos. Com uma gestão eficiente e um</p><p>mapeamento dos custos, é possível aumentar a eficiência operacional,</p><p>reduzir custos, aumentar a lucratividade e não impactar o nível de</p><p>serviço prestado.</p><p>Dentro desse olhar crítico de avaliação de suas operações, centros de</p><p>distribuição (CD) têm investido em situações que contribuem para</p><p>combater desperdícios e fomentar a possível reutilização de recursos.</p><p>A empresa EFG, em 2015, ocupava um centro de distribuição de 5.000</p><p>m². O gestor do CD estava pressionado pelos custos da unidade, pois a</p><p>crise econômica à época diminuiu a movimentação e utilização da</p><p>armazenagem, o que comprometeu a sustentação financeira do CD com</p><p>custos fixos altos e que não estavam sendo diluídos.</p><p>O gestor iniciou uma campanha para reduzir despesas, e o CD passou a</p><p>ser tratado como unidade de negócio. Nesse exercício, deixaram de</p><p>pensar apenas na redução de despesas, mas também em frentes que</p><p>pudessem trazer receitas. Algumas possibilidades foram identificadas:</p><p>Reutilização de embalagens: havia muitas trocas de embalagens</p><p>dentro do CD e iniciaram a reutilização dentro do processo de</p><p>packing (embalagem, organização e proteção do item antes do</p><p>envio ao cliente final) e venda do excedente.</p><p>Telhas translúcidas: instalação de algumas telhas translúcidas</p><p>impactou diretamente na iluminação do CD, reduzindo o consumo</p><p>de energia.</p><p>Reciclagem: implantação de coleta seletiva do lixo permitiu geração</p><p>de renda com a venda do lixo reciclável.</p><p>Diferenciação na contratação de água: o local era abastecido com</p><p>caminhões de água potável e passaram a contratar alguns veículos,</p><p>com menores preços, com água de reuso para lavagem dos pátios,</p><p>jardinagem e outros serviços de limpeza.</p><p>O CD da Empresa EFG conseguiu subsidiar a implantação das ações</p><p>acima com os recursos gerados e ao final de 1 ano havia conseguido</p><p>reduzir em cerca de 3,5% os custos de infraestrutura da unidade e 15%</p><p>da conta de insumos. Essas reduções de custos e as receitas</p><p>produzidas foram rateadas entre as áreas do CD. Outro ponto positivo</p><p>das ações tomadas pelo gestor do CD é o apelo ao viés de</p><p>sustentabilidade, que reforçou a imagem corporativa da empresa EFG.</p><p>Após a leitura do case, é hora de aplicar seus conhecimentos! Vamos</p><p>ligar esses pontos?</p><p>Questão 1</p><p>No case, o gestor do CD, verificou a pressão dos custos indiretos com a</p><p>redução de movimentação e armazenagem, mas também atuou em</p><p>linhas variáveis, como o caso de reutilização de caixas e venda do</p><p>excedente (caixas não reutilizadas e avariadas). Os custos com</p><p>insumos têm perfil de</p><p>Parabéns! A alternativa D está correta.</p><p>Tipicamente, os custos com insumos podem ser relacionados</p><p>diretamente com os produtos a serem vendidos ou serviços</p><p>fornecidos, conceito de um custo direto.</p><p>Questão 2</p><p>A custos indiretos.</p><p>B custos semifixos.</p><p>C custos diretos e indiretos.</p><p>D custos diretos.</p><p>E custos gerenciais.</p><p>O caso apresenta uma situação em que o gestor necessitava reduzir</p><p>custos indiretos, mas os gestores também estão interessados em</p><p>reduzir custos diretos. Dentro da categorização</p><p>dos custos, há também</p><p>os chamados variáveis. Assinale a alternativa que contém um exemplo</p><p>de custo variável.</p><p>Parabéns! A alternativa B está correta.</p><p>A quantidade de matéria-prima utilizada para produzir um produto ou</p><p>serviço varia diretamente de acordo com a quantidade feita. As demais</p><p>alternativas são despesas ou custos que não dependem somente da</p><p>quantidade produzida.</p><p>Questão 3</p><p>Como vimos na situação acima, os custos indiretos não são fáceis de</p><p>serem divididos e alocados aos produtos produzidos. Quais cuidados</p><p>devemos ter no rateio desses custos indiretos da empresa?</p><p>Digite sua resposta aqui</p><p>Chave de resposta</p><p>A Amortização de ativos.</p><p>B Matéria-prima.</p><p>C Impostos e taxas.</p><p>D Aluguel.</p><p>E Salários dos funcionários administrativos.</p><p>O rateio de custos indiretos é um processo contábil que</p><p>corresponde à alocação de custos que não podem ser</p><p>relacionados diretamente a um produto, serviço ou</p><p>departamento. Os custos indiretos são geralmente</p><p>atribuídos com base em rateio definido por conceitos</p><p>estabelecidos pela empresa, como o tempo de mão de obra,</p><p>a área ocupada ou o número de unidades produzidas.</p><p>O rateio é uma tarefa complexa e desafiadora, pois requer a</p><p>identificação de uma base de rateio que seja justa e precisa.</p><p>Além disso, o processo de rateio pode ser subjetivo e</p><p>sujeito a erros. As principais dificuldades são a</p><p>identificação de uma base de rateio adequada, a</p><p>subjetividade do processo e a obtenção de dados precisos.</p><p>Sistema de distribuição dos custos</p><p>por absorção</p><p>Uma das formas de classificar os custos dentro dos sistemas contábeis</p><p>é utilizando o sistema de distribuição dos custos por absorção. A partir</p><p>desse momento, os custos serão classificados como:</p><p>custos diretos</p><p>custos indiretos (CIF)</p><p>Essa forma de definir os custos e de construir a sua alocação é a aceita</p><p>pela Receita Federal, pois garante que apenas os custos alocados aos</p><p>produtos realmente vendidos impactarão o lucro do período, o que o</p><p>tonará maior em relação ao sistema de alocação de custos variáveis.</p><p>O custeio por absorção rateia dos custos variáveis aos produtos,</p><p>garantindo que eles receberão todos os custos incorridos no período em</p><p>que foram produzidos. Os produtos que ainda não forem vendidos</p><p>estarão registrados no ativo da empresa como estoques de produtos</p><p>acabados, e todos os seus custos de produção estarão lá nesse</p><p>registro.</p><p>Essa forma de registro aumenta o custo dos produtos estocados e, por</p><p>consequência, diminui o custo dos produtos vendidos, aumentando o</p><p>lucro do período em que se produz mais do que se vende. Isso posterga</p><p>o impacto dos custos sobre o lucro e garante uma antecipação no</p><p>pagamento dos impostos sobre o lucro.</p><p>Exemplo</p><p>Em algumas situações, as vendas de produtos que ainda não foram</p><p>produzidos podem influenciar o lucro da empresa ou seu valor ainda não</p><p>foi efetivamente recebido. Nessas circunstâncias, a Receita Federal</p><p>autoriza a exclusão desse montante do lucro líquido, permitindo a</p><p>dedução de um valor correspondente ao imposto de renda diferido.</p><p>Desse modo, o imposto é diferido no tempo, e seu valor só pode ser</p><p>pago quando a empresa receber do cliente o pagamento dos produtos</p><p>produzidos. Com isso, tem-se a garantia de uma maior liquidez para a</p><p>empresa, que registra o lucro pelo regime de competência e pode pagar</p><p>o imposto de renda pelo regime de caixa.</p><p>Regime de competência</p><p>A contabilização da receita e da despesa ocorre no instante em que</p><p>o evento que as origina acontece, sem considerar se o pagamento é</p><p>feito antecipadamente, no momento ou posteriormente. Nesse</p><p>método de registro, a ênfase recai sobre a concretização do</p><p>compromisso, não necessariamente sobre sua efetivação financeira.</p><p>Regime de caixa</p><p>Nesse registro, a receita e a despesa são registradas apenas quando</p><p>ocorre a movimentação financeira, ou seja, quando acontece a</p><p>entrada ou saída de dinheiro do caixa da empresa.</p><p>De�nições no sistema de custeio por</p><p>absorção</p><p>A construção de uma gestão de custo pelo sistema de custeio por</p><p>absorção segue uma sequência de definições próprias e que têm</p><p>impacto na forma como todo o sistema funciona e é analisado.</p><p>Tais definições garantem que os diversos tipos de gastos sejam</p><p>classificados de forma clara e organizada, criando um padrão de</p><p>comparação ao longo do tempo e em comparação com outras</p><p>empresas.</p><p>Veja as definições que estão presentes no sistema de custeio por</p><p>absorção.</p><p>Custeio por absorção</p><p>É a forma como os custos — diretos e indiretos — são aplicados</p><p>aos produtos, garantido que todos os custos relacionados com a</p><p>produção sejam alocados às unidades produzidas.</p><p>Custos diretos</p><p>São os custos que podem ser relacionados diretamente com os</p><p>produtos a serem vendidos ou serviços fornecidos. Uma das</p><p>principais características desses custos é que eles podem ser</p><p>relacionados diretamente com cada produto produzido, de forma</p><p>que se encaixam nessa categoria as matérias-primas, os</p><p>insumos e a mão de obra direta aplicada à produção.</p><p>Outra característica desses custos é que eles variam diretamente em</p><p>função das quantidades produzidas. Quanto maior a quantidade</p><p>produzida, maior será o volume desses custos, sendo o inverso</p><p>verdadeiro. Isso acontece porque os custos diretos são fixos em seus</p><p>valores unitários para cada produto.</p><p>Exemplo</p><p>Se o custo de matéria-prima para produzir uma unidade for de R$ 1,00, o</p><p>custo da produção de 10 unidades será de R$ 10,00, e o de 1000</p><p>unidades será de R$ 1000,00. Essa característica garante a variabilidade</p><p>do custo em proporção idêntica à variação das quantidades produzidas.</p><p>Custos indiretos</p><p>São os custos que não podem ser diretamente relacionados com o</p><p>volume de produtos produzidos em seu período de ocorrência, ou seja,</p><p>eles são fixos independentemente das quantidades que estão sendo</p><p>produzidas.</p><p>A principal característica dos custos indiretos é ser fixo em relação ao</p><p>nível de produção e à variável, quando aplicados às unidades</p><p>produzidas. Isso acontece porque oscilações da produção criaram</p><p>maior ou menor valor unitário desse custo para alocação aos produtos.</p><p>Exemplo</p><p>Quando observamos custos como a depreciação de um equipamento,</p><p>executados pelo método linear, vemos que ele será constante ao longo</p><p>do tempo, independentemente das quantidades produzidas. O valor do</p><p>custo de depreciação da máquina terá de ser dividido pelo número de</p><p>produtos produzidos por aquela máquina, considerando o período</p><p>observado para o cálculo da depreciação.</p><p>Nesse caso, se aquele equipamento produziu 1000 peças e seu custo de</p><p>depreciação foi de R$ 10.000,00 no mês de abril de 20XX, então o custo</p><p>unitário alocado a cada produto nesse período será de R$ 10,00. Se, em</p><p>maio de 20XX, o equipamento produzir apenas 500 unidades — e, como</p><p>já colocado, a depreciação do equipamento for executada pelo método</p><p>de depreciação constante —, o custo de depreciação não se alterará. No</p><p>mês de maio de 20XX, o custo unitário a ser alocado aos produtos será</p><p>de R$ 20,00 por unidade.</p><p>Isso nos revela que, quando o custo é fixo, ao ocorrerem oscilações no</p><p>volume de produção, o seu valor unitário vai se modificar quando</p><p>compararmos períodos diferentes.</p><p>O custo fixo distorce as comparações entre os custos de períodos</p><p>diferentes, sendo uma informação não utilizável de forma gerencial sem</p><p>que algumas correções sejam aplicadas. Por essa razão, outros</p><p>sistemas de custeio dos produtos são aplicados quando se deseja fazer</p><p>comparações entre períodos diferentes.</p><p>Rateio</p><p>É a forma como os custos indiretos são divididos e alocados aos custos</p><p>unitários dos produtos. Diversas formas e bases podem ser usadas para</p><p>a construção dessa alocação aos produtos. A maioria delas, no entanto,</p><p>é feita de forma arbitrária, mesmo que guardando alguma relação de</p><p>proximidade com o fato gerador do custo.</p><p>Quando vamos alocar um</p><p>aluguel da fábrica aos custos</p><p>unitários dos produtos,</p><p>precisamos decidir como</p><p>faremos esse rateio. Qual é o</p><p></p><p>Entre todos, qual deles seria o ideal para o rateio e qual levaria a melhor</p><p>alocação do custo?</p><p>Todas</p><p>essas indagações podem ser feitas para a escolha da base para o</p><p>rateio do aluguel da fábrica às unidades produzidas. Ainda assim, a</p><p>escolha será arbitrária e, por melhor que seja do ponto de vista</p><p>gerencial, trará prejuízo às comparações e às tomadas de decisão.</p><p>Alocação de custos aos produtos</p><p>Essa atitude garante que os preços dos produtos vendidos cubram seus</p><p>custos e que a empresa possa ter lucro — objetivo final da empresa e</p><p>expectativa dos acionistas.</p><p>Quando os custos que</p><p>estão sendo alocados</p><p>são diretos</p><p>Eles podem ser</p><p>facilmente identificados</p><p>com seus geradores.</p><p>Isso garante uma</p><p>aproximação quase</p><p>perfeita entre os custos</p><p>incorridos e as</p><p>Quando os custos que</p><p>estão sendo alocados</p><p>são indiretos</p><p>Eles não são facilmente</p><p>identificados, esse</p><p>processo é mais</p><p>trabalhoso e provoca</p><p>mais dúvidas. Dessa</p><p>forma, não há garantia</p><p>de uma fidelidade</p><p>absoluta entre os</p><p>melhor indicador para se</p><p>fazer essa alocação?</p><p>Resposta</p><p>Poderia ser, por exemplo, os metros</p><p>quadrados que cada departamento ocupa na</p><p>planta das empresas, o número de</p><p>funcionários de cada departamento, a</p><p>quantidade de matérias-primas que cada</p><p>produto utiliza em seu processo ou outros.</p><p></p><p>quantidades</p><p>produzidas.</p><p>custos e sua alocação</p><p>aos produtos</p><p>unitariamente.</p><p>Di�culdades na alocação de custos</p><p>Observando essas definições, podemos entender que a alocação dos</p><p>custos indiretos da produção aos custos unitários dos produtos não é</p><p>uma tarefa trivial. Nesse sentido, se tal alocação for feita sem um</p><p>cuidado muito grande, os custos unitários dos produtos podem ser</p><p>distorcidos, provocando a constituição e venda de produtos com</p><p>prejuízo.</p><p>Isso pode acontecer porque, quando um gestor determina a que preço</p><p>venderá seus produtos, o custo unitário é utilizado para determinar o</p><p>preço mínimo de venda dos produtos de forma que garantam um</p><p>retorno esperado. O custo pode ser distorcido para mais ou menos,</p><p>entenda a diferença:</p><p>Custo distorcido para mais</p><p>A empresa pode tomar a decisão de não mais produzir aquele produto,</p><p>mesmo que obtenha lucro.</p><p>Custo distorcido para menos</p><p>A empresa pode vender um produto com prejuízo, levando-a a perder</p><p>dinheiro e, até mesmo, fechar em longo prazo.</p><p>Construir um sistema de alocação de custos o mais próximo da</p><p>realidade possível é o essencial para uma empresa. No entanto, muitas</p><p>vezes, isso é tão complexo que a empresa opta por outros sistemas</p><p>mais simples de gestão dos custos no nível gerencial. Nesse caso, a</p><p>empresa cumpre apenas as regras fiscais na consolidação do seu custo</p><p>por absorção, sem se preocupar muito com a alocação dos custos</p><p>indiretos.</p><p>Desde que as regras fiscais estejam sendo cumpridas, a Receita Federal</p><p>não interferirá nas demonstrações apresentadas. Os demais dados</p><p>gerados pelos outros sistemas serão utilizados apenas internamente</p><p>para tomada de decisões e não serão publicados junto com as</p><p>demonstrações contábeis, apenas em Notas Explicativas, quando isso</p><p>for muito relevante para a empresa.</p><p>Valores em estoque</p><p>É importante destacar a questão dos valores que permanecem</p><p>armazenados juntamente com os produtos. Se todos os custos são</p><p>alocados aos produtos — mesmo que de forma indireta — via rateios,</p><p>esses valores passam a acompanhar o produto. Se esse produto for</p><p>para o estoque, os valores precisam ser registrados na contabilidade da</p><p>empresa como estoques, e não como despesas.</p><p>Isso garante que os custos aplicados ao lucro do período correspondam</p><p>apenas à soma dos custos unitários dos produtos que foram vendidos.</p><p>Essa condição é a principal peculiaridade do método por absorção e</p><p>garante um lucro mais proporcional às quantidades vendidas.</p><p>Se observarmos o lucro bruto apresentado no DRE de uma empresa,</p><p>essa linha terá exatamente o lucro que os produtos produziram em</p><p>determinado período demonstrado. A diferença de custo durante o</p><p>período demonstrado será apresentada no ativo do balanço patrimonial</p><p>como estoques de produtos acabados.</p><p>Os estoques são registrados dessa forma, pois seu valor representa um</p><p>ativo da empresa e lhe garantirá uma rentabilidade futura, quando de</p><p>sua realização, como todos os outros ativos da empresa.</p><p>Exemplo</p><p>Uma empresa industrial apresentou os seguintes valores de custos e</p><p>volumes de produção em um período:</p><p>Produtos em estoque no início do período: 100 peças.</p><p>Custo total dos produtos acabados em estoque: R$ 215,50.</p><p>Produtos produzidos no período: 1000 peças.</p><p>Produtos vendidos no período: 900 peças.</p><p>Produtos em estoque final no período: 200 peças.</p><p>Além disso, temos:</p><p>Será feito em função do número de lâmpadas em cada</p><p>departamento. O departamento A tem 120 lâmpadas; o</p><p>departamento B, 220 lâmpadas, e o departamento C, 280</p><p>lâmpadas.</p><p>Rateio da iluminação </p><p>Será alocada em função da utilização da fábrica por cada</p><p>departamento. O departamento A utiliza 50 m2; o departamento,</p><p>100 m2, e o departamento C, 150 m2.</p><p>Será alocada em função dos m2 que cada departamento ocupa</p><p>na fábrica. O departamento A utiliza 50 m2; o departamento B,</p><p>100 m2, e o departamento C, 150 m2.</p><p>Esse aluguel e os gastos com manutenção da máquina de</p><p>produção serão alocados em função da quantidade de peças</p><p>produzidas pelo equipamento no mês em análise.</p><p>Será alocado, inicialmente, a cada departamento gerenciado e,</p><p>por fim, rateado aos produtos em função das quantidades de</p><p>horas gastas para a produção em cada departamento. O</p><p>departamento A consumiu 120 horas da chefia; o departamento</p><p>B, 180 horas, e o C, 100 horas.</p><p>Foram atribuídos diretamente a cada máquina que os utilizou, e o</p><p>valor correspondente foi consolidado por departamento. A</p><p>distribuição para os produtos ocorrerá com base no</p><p>departamento, não individualmente por máquina.</p><p>Depreciação do prédio da fábrica </p><p>Depreciação da fábrica </p><p>Aluguel de máquina da produção </p><p>Salário da chefia </p><p>Gastos com manutenção </p><p>Após todas essas informações e decisões tomadas pela administração</p><p>em relação à alocação dos custos indiretos, vejamos os valores gastos</p><p>pela empresa com cada uma das rubricas:</p><p>Tabela 6: Dados dos custos do exercício.</p><p>Passo 1 – Identi�cação dos custos e das despesas</p><p>É preciso identificar o que são custos diretos, custos indiretos e</p><p>despesas entre os valores apresentados.</p><p>Vale destacar que a compra de material de escritório não é um custo, e</p><p>sim uma despesa, uma vez que não tem ligação direta com a produção.</p><p>Nesse sentido, trata-se de uma despesa do departamento comercial da</p><p>empresa.</p><p>Tabela 7: Dados do exercício.</p><p>Passo 2 – Identi�cação dos custos diretos unitários</p><p>Os custos diretos apresentados na coluna 1 podem ser divididos</p><p>diretamente pela quantidade produzida, uma vez que são valores que</p><p>variam diretamente em função das quantidades produzidas. Isso</p><p>significa que, para cada unidade produzida, existe um incremento</p><p>constante de valor. Com isso, o valor unitário para cada produto é</p><p>constante e igual entre os diversos itens produzidos em determinado</p><p>período.</p><p>Tabela 8: Dados do exercício.</p><p>Passo 3 – Alocação dos custos indiretos</p><p>Após identificação dos custos diretos unitários, é necessário iniciarmos</p><p>a alocação dos custos indiretos aos departamentos e aos produtos,</p><p>seguindo os diversos critérios estabelecidos pela administração para a</p><p>sua alocação.</p><p>Primeiramente, vejamos a alocação dos custos indiretos aos</p><p>departamentos:</p><p>Tabela 9: Dados dos custos do exercício</p><p>Todos os custos indiretos foram alocados a seus departamentos,</p><p>conforme critérios apresentados pela administração. Na sequência da</p><p>alocação aos departamentos, esses custos devem ser alocados aos</p><p>produtos, seguindo ainda os critérios predeterminados pela</p><p>administração. Vejamos:</p><p>Tabela 10: Dados do preço unitário do CIF em cada departamento.</p><p>Dessa forma, acabamos de alocar os custos indiretos a cada unidade</p><p>produzida em cada departamento. Com isso, podemos juntar todos os</p><p>custos unitários para o período analisado e formar o custo unitário total</p><p>do produto, veja!</p><p>Custo unitário do produto = Custo variável unitário + CIF unitário</p><p>(alocado conforme critérios)</p><p>Custo unitário</p><p>do produto = 140,00 + 16,53 + 28,52 + 30,45</p><p>Custo unitário do produto = 215,50</p><p>Passo 4 – Identi�cação do CMV</p><p>É necessário identificar o custo dos produtos vendidos (CMV) no mês</p><p>em análise, observando quantos produtos tínhamos em estoque,</p><p>quantos foram vendidos e quantos foram produzidos no período.</p><p>Tabela 11: Ficha de estoque do período analisado.</p><p>Com essa ficha de estoques, podemos determinar qual foi o CPV do</p><p>período em análise. Como a venda de produtos alcançou a marca de</p><p>900 peças e o custo unitário de cada peça foi de R$ 215,50, o CPV ficou</p><p>em R$ 193.950,00.</p><p>Nesse ponto, é importante destacar que, se as quantidades produzidas</p><p>fossem diferentes, os custos fixos permaneceriam inalterados. Deve-se</p><p>sempre pensar em sua manutenção em termos de período, uma vez que</p><p>diversos custos podem ter reajustes de um período para o outro. No</p><p>caso, tais alterações não estariam relacionadas com as quantidades</p><p>produzidas, mas com os ajustes inflacionários ou baseadas em outros</p><p>fatores externos à produção.</p><p>Custos diretos e custos indiretos -</p><p>Exercícios</p><p>Assista ao vídeo para compreender a distinção entre custos diretos e</p><p>custos indiretos, e participe de alguns exercícios apresentados.</p><p>Falta pouco para atingir seus objetivos.</p><p>Vamos praticar alguns conceitos?</p><p>Questão 1</p><p>(FCC, 2011) No primeiro semestre de 2011, uma indústria tem os</p><p>seguintes custos indiretos em seu departamento de colocação de</p><p>tampas em garrafas:</p><p>Mão de obra indireta: R$ 11.200,00</p><p>Lubrificantes: R$ 2.400,00</p><p>Energia elétrica: R$ 3.325,00</p><p>Depreciação: R$ 1.750,00</p><p>Custos indiretos diversos: R$ 4.200,00</p><p>Nesse primeiro semestre, foram produzidas 24.500 dúzias de</p><p>garrafas de 0,5 litro, 28.000 dúzias de garrafas de 1,0 litro e 17.500</p><p>dúzias de garrafas de 1,5 litro. Com base na quantidade produzida,</p><p>assinale a opção que apresenta o rateio dos custos indiretos das</p><p>garrafas:</p><p></p><p>Parabéns! A alternativa C está correta.</p><p>A atividade está tentando identificar os CIF da produção total de</p><p>cada tipo de garrafa. A forma de alocar os custos deve seguir a</p><p>lógica apresentada na introdução do exercício.</p><p>Questão 2</p><p>(GSA Concursos, 2012) “Sistema que apura o valor dos custos dos</p><p>bens ou serviços, tomando-se como base todos os custos da</p><p>produção, incluindo custos diretos, indiretos, fixos e variáveis.”</p><p>O enunciado se refere ao</p><p>A</p><p>A garrafa de 1,0 litro totalizou custos indiretos na</p><p>ordem de R$ 9.651,43.</p><p>B</p><p>A garrafa de 1,5 litro totalizou custos indiretos na</p><p>ordem de R$ 9.050,79.</p><p>C</p><p>As garrafas de 0,5 e 1,0 litro totalizaram custos</p><p>indiretos na ordem de R$17.193,75.</p><p>D</p><p>As garrafas de 1,0 e 1,5 litro totalizaram custos</p><p>indiretos na ordem de R$ 18.702,22.</p><p>E</p><p>As garrafas de 0,5 e 1,5 litro totalizaram custos</p><p>indiretos na ordem de R$ 18.922,76.</p><p>A custo-padrão.</p><p>B custeio por absorção.</p><p>C custeio por meta.</p><p>Parabéns! A alternativa B está correta.</p><p>O sistema de custeio por absorção utiliza os custos diretos e</p><p>indiretos para estimar os custos unitários de cada produto. Desse</p><p>modo, garante-se que todos os custos incorridos sejam alocados</p><p>aos produtos e que apenas os custos dos produtos vendidos sejam</p><p>confrontados com o lucro do período em que esse ocorreu.</p><p>3 - Processos gerenciais: Custeio variável e custeio ABC</p><p>Ao �nal deste módulo, você será capaz de descrever os processos gerenciais de classi�cação</p><p>do custeio variável e custeio ABC.</p><p>Ligando os pontos</p><p>A gestão de custos em uma operação de um centro de distribuição (CD),</p><p>primeiramente, passa por ter domínio de sua estrutura de custeio. Ter</p><p>clareza quais são os custos e as despesas impactados diretamente por</p><p>movimentações e aqueles que são constantes, independente da</p><p>circulação de mercadorias, é primordial para tomadas de decisão sobre</p><p>D Custo direto ou variável.</p><p>E custo padrão e ajustes ao final do período.</p><p>o espaço a ser utilizado, quadro de pessoas, equipamentos necessários,</p><p>localização do centro de distribuição, entre outras variáveis que</p><p>compõem uma dinâmica de distribuição e armazenagem.</p><p>Exemplo de operação com porta-palete.</p><p>O aluguel de um CD é um custo fixo. Os custos fixos são aqueles que</p><p>não variam com o nível de atividade da operação. No caso da locação</p><p>de um CD, o valor do aluguel é constante, independentemente da</p><p>quantidade de produtos armazenados ou movimentados no centro de</p><p>distribuição. As empresas que operam CDs precisam considerar</p><p>cuidadosamente o custo do aluguel ao tomar decisões sobre a</p><p>localização e o espaço necessário.</p><p>Há algumas maneiras de reduzir o custo do aluguel de um CD. Uma</p><p>maneira é negociar um contrato de aluguel de longo prazo com o</p><p>proprietário do imóvel. Outra maneira é compartilhar o centro de</p><p>distribuição com outra empresa. Esses são apenas dois exemplos de</p><p>caminhos que podem ser trilhados para conseguir reduzir o custo com</p><p>aluguel.</p><p>O custo médio do m² do aluguel de um CD no Brasil no 4º trimestre de</p><p>2023 estava em torno de R$ 24,00, sendo que em São Paulo, o maior</p><p>polo logístico do país, havia casos de R$ 45,00. Assim, encontrar</p><p>maneiras de atenuar esse custo é fundamental.</p><p>A Empresa EFG, ocupava 5.000 m² em um centro de distribuição no</p><p>interior de São Paulo. A operação era toda blocada, ou seja, trabalhava</p><p>com os paletes no chão. Cerca de 30% desses paletes eram reservados</p><p>para as operações de recebimento e expedição e o restante era</p><p>dedicado ao armazenamento de mercadorias. No total, conseguia</p><p>armazenar cerca de 1.300 paletes.</p><p>Essa empresa iniciou um trabalho de prospecção para mudar o local de</p><p>sua operação, e um dos principais motivos era que os CDs modernos,</p><p>categoria A, possuem 12 metros de pé direito (altura), permitindo a</p><p>instalação de porta-paletes para viabilizar a verticalização. O resultado</p><p>desse formato é uma ocupação maior por metro quadrado utilizado.</p><p>Após ampla pesquisa para encontrar o novo CD, associado a avaliações</p><p>de outros custos inerentes em uma operação nesse tipo de centro de</p><p>distribuição, a Empresa EFG alugou um novo CD com espaço para</p><p>armazenagem 60% menor mediante a utilização de porta-paletes em um</p><p>CD tipo A.</p><p>Após a leitura do case, é hora de aplicar seus conhecimentos! Vamos</p><p>ligar esses pontos?</p><p>Questão 1</p><p>No case, a Empresa EFG mostrou conhecer seus custos e trabalhou</p><p>para diminuí-los de maneira a não comprometer o nível de serviço aos</p><p>seus clientes. Dentro de uma operação de um CD, quais outros custos</p><p>podem ser considerados fixos?</p><p>Parabéns! A alternativa C está correta.</p><p>O custo de seguro predial é um ótimo exemplo de custo fixo.</p><p>Independentemente da movimentação ou volume de armazenagem,</p><p>haverá o custo do seguro do CD. Caso esse custo seja cobrado por</p><p>metro quadrado, ele também será reduzido. As demais alternativas são</p><p>exemplos de custos variáveis.</p><p>Questão 2</p><p>A Mão de obra operacional.</p><p>B Etiquetas para identificação de caixas.</p><p>C Seguro predial.</p><p>D</p><p>Custos com equipamentos utilizados na</p><p>operacionalização do CD.</p><p>E Limpeza e manutenção.</p><p>A área comercial da empresa funciona nas dependências do centro de</p><p>distribuição, utilizando o escritório e salas de reunião localizadas no</p><p>mezanino construído acima das docas do recebimento. Há a</p><p>necessidade de separar os custos da unidade entre as áreas de</p><p>logística e comercial. Assinale a alternativa de rateio possível para a</p><p>conta de água e esgoto.</p><p>Parabéns! A alternativa B está correta.</p><p>O rateio de uma conta de água e esgoto em um centro de distribuição</p><p>pode ser feito de várias maneiras. A maneira mais comum é dividir o</p><p>valor da conta pelo número de pessoas de cada área que utilizam o</p><p>centro de distribuição.</p><p>Questão 3</p><p>A operação de CD pode ser bem complexa por causa do volume de</p><p>interações e movimentações feitas no dia a dia. Dentro dos custos</p><p>variáveis, um dos principais vieses é a mão de obra direta. Os gestores</p><p>do CD estão constantemente trabalhando para aumentar produtividade</p><p>sem comprometer a qualidade do serviço prestado, conseguindo mexer</p><p>com o ponteiro dessa linha de custo variável. Na sua opinião, como</p><p>podemos melhorar a produtividade do centro de distribuição?</p><p>A</p><p>Medir o número</p><p>de copos d’água que cada área</p><p>consome.</p><p>B</p><p>Dividir proporcional ao número de pessoas de cada</p><p>área.</p><p>C</p><p>Dividir pelo número de visitantes que cada área recebe</p><p>no período.</p><p>D Dividir pelo número de cômodos que cada área ocupa.</p><p>E Não há como ratear tal conta.</p><p>Digite sua resposta aqui</p><p>Chave de resposta</p><p>Algumas dicas conceituais para melhorar a produtividade</p><p>de um centro de distribuição:</p><p>Treinamento: funcionários treinados são fundamentais</p><p>para uma operação eficiente de um centro de</p><p>distribuição. O treinamento deve abordar temas como</p><p>segurança, procedimentos operacionais e uso de</p><p>equipamentos.</p><p>Tecnologia: é possível automatizar tarefas, melhorar a</p><p>comunicação e a visibilidade da cadeia de suprimentos</p><p>por meio da tecnologia. Por exemplo, os sistemas de</p><p>gerenciamento de armazém (WMS) podem ajudar a</p><p>rastrear as mercadorias, otimizar as rotas de</p><p>movimentação e melhorar a eficiência da separação de</p><p>pedidos.</p><p>Eliminar o desperdício: produtos danificados, excesso</p><p>de estoque e erros de pedido são alguns dos formatos</p><p>de desperdício comuns. As empresas devem</p><p>implementar medidas para identificar e eliminar as</p><p>fontes de desperdício.</p><p>Layout: priorizar a fluidez dos processos dentro do</p><p>layout do CD pode ajudar a reduzir o tempo de</p><p>movimentação das mercadorias e melhorar a eficiência</p><p>da performance operacional e armazenamento. O</p><p>layout do CD deve ser projetado para acomodar as</p><p>necessidades específicas dos produtos, dos</p><p>equipamentos e dos funcionários.</p><p>Custeio variável ou direto</p><p>O método de alocação de custos aos produtos conhecido como custeio</p><p>por absorção é o mais utilizado pelas empresas e exigido pelo Fisco.</p><p>Isso ocorre porque o custeio por absorção garante que todos os custos</p><p>serão alocados aos produtos produzidos de forma individualizada.</p><p>Essa forma de alocação, no entanto, encontra várias barreiras durante</p><p>seu processo. Confira!</p><p>Decisões arbitrárias</p><p>Ao serem aplicadas,</p><p>essas decisões</p><p>demandam escolhas</p><p>muitas vezes subjetivas,</p><p>resultando em</p><p>distorções que</p><p>dificultam uma análise</p><p>precisa dos custos dos</p><p>produtos.</p><p>Erros de julgamento</p><p>As decisões gerenciais</p><p>estão susceptíveis a</p><p>serem mais imprecisas,</p><p>o que pode levar a</p><p>sérios erros de</p><p>julgamento.</p><p>Para a solução desses problemas, gerencialmente, são desenvolvidas</p><p>outras formas de alocação dos custos aos produtos quando olhamos a</p><p>unidade produzida. Uma delas é a baseada no custeio variável ou direto.</p><p>O custeio variável procura considerar, na tomada de decisão do custo</p><p>unitário, apenas os custos diretamente identificáveis com cada unidade</p><p>produzida, lançando os custos indiretos contra os lucros no período em</p><p>que esses acontecem. Desse modo, os custos indiretos são tratados da</p><p>mesma forma que as despesas do período, quando do custeio por</p><p>absorção.</p><p>DRE por custeio variável</p><p>O Demonstrativo do resultado do exercício (DRE) fica com a seguinte</p><p>forma quando tratado por essa metodologia:</p><p>(+) Vendas brutas</p><p>(-) Impostos sobre vendas</p><p>(-) Devolução de vendas</p><p></p><p>(-) Abatimentos nas vendas</p><p>(-) Fretes para entregas</p><p>(=) Vendas líquidas</p><p>(-) Custo variáveis</p><p>(=)Margem de contribuição</p><p>(-) Custos indiretos de fabricação total do período (CIF)</p><p>(=) Lucro bruto</p><p>(-) Despesas operacionais</p><p>Despesas administrativas</p><p>Despesas comerciais</p><p>Despesas de marketing</p><p>Outras despesas administrativas</p><p>(-) Outras despesas</p><p>(+) Outras receitas</p><p>(=) Lucro operacional líquido</p><p>(+) Receitas financeiras</p><p>(-) Despesas financeiras</p><p>(+/-) Variações monetárias líquidas</p><p>(+/-) Ganhos e perdas com derivados</p><p>(+/-) Variações cambiais líquidas</p><p>(=) Lucro antes do imposto de renda</p><p>(-) Imposto de renda</p><p>(-) CSLL</p><p>(+/-) Imposto de renda diferido</p><p>(=) Lucro após IR</p><p>(-) Participações</p><p>(-) Debentures</p><p>(-) Administradores</p><p>(-) Partes beneficiárias</p><p>(-) Fundos de previdência</p><p>(=) Lucro líquido</p><p>Podemos observar que, no DRE apresentado, apenas o custo da</p><p>mercadoria vendido (CMV) é desmembrado em custo variável, e custos</p><p>indiretos de fabricação (CIF) são fixos.</p><p>Entre esses dois elementos, surge um totalizador, que é indicado como</p><p>margem de contribuição e que o CIF é lançado de forma integral contra</p><p>a margem de contribuição.</p><p>De�nições do sistema de custeio</p><p>variável</p><p>A grande diferença entre o custeio por absorção e o custeio variável é o</p><p>desmembramento do custo dos produtos vendidos (CPV), figurando na</p><p>demonstração do resultado do exercício (DRE).</p><p>Essa divisão resulta em:</p><p></p><p>Custos variáveis</p><p></p><p>Custos �xos</p><p>Esse desmembramento garante que a distorção da alocação arbitrária</p><p>dos custos fixos aos produtos não impactará a tomada de decisão</p><p>gerencial e da alta administração. A Receita Federal não aceita essa</p><p>forma de alocação dos custos.</p><p>Ao aplicar o custeio variável, existirá um impacto sobre o lucro</p><p>tributável. Ao confrontar 100% dos custos fixos indiretos ao lucro do</p><p>período em que aconteceram, seguindo o mesmo padrão das despesas,</p><p>se a empresa produzir mais do que vender em um período, na</p><p>comparação entre os métodos, o lucro será menor no custeio variável</p><p>do que no custeio por absorção. Isso acontece porque os custos</p><p>indiretos não irão para o estoque junto com os produtos, mas serão</p><p>totalmente alocados ao custo do período.</p><p>Mesmo com essas restrições por parte da Receita Federal, as empresas</p><p>procuram construir seus DREs internos observando o custeio variável.</p><p>Isso ocorre porque, a partir do custeio variável, é possível retirar diversas</p><p>informações e conclusões muito importantes, tornando-o uma</p><p>ferramenta gerencial elementar nas tomadas de decisão.</p><p>É necessário, agora, construir uma série de definições para podermos</p><p>entender melhor as formas e utilidades do custeio variável.</p><p>Custo variável</p><p>São todos os custos que variam em função das quantidades</p><p>produzidas. Essa variação é diretamente proporcional à quantidade</p><p>produzida, sendo essa relação fixa em um período de tempo e em uma</p><p>faixa de quantidade produzida.</p><p>Os custos são variáveis quando as quantidades variam, mas são fixos</p><p>quando olhados em valores por unidade produzida. Isso quer dizer que,</p><p>para cada unidade do produto produzido, o custo de produção será</p><p>sempre igual.</p><p>Exemplo</p><p>A matéria-prima empregada para produzir uma lâmpada padrão: A</p><p>quantidade de vidro gasta na produção de uma unidade específica será</p><p>a mesma para a produção de outra unidade similar. Isso garante que</p><p>qualquer lâmpada do mesmo padrão consuma a mesma quantidade de</p><p>vidro e, por consequência, tenha o mesmo custo da matéria-prima vidro.</p><p>Quando pensamos em quantidades produzidas, portanto, podemos</p><p>calcular diretamente o custo unitário e multiplicar pelo número de</p><p>unidades a fim de obtermos o custo total das unidades produzidas.</p><p>Custo �xo</p><p>São os custos que não variam em função das quantidades produzidas.</p><p>Normalmente, esses custos não são identificáveis de forma direta aos</p><p>produtos produzidos, assemelhando-se aos custos indiretos.</p><p>Os custos fixos precisam ser rateados para serem aplicados aos</p><p>produtos. Esse processo pode causar grandes distorções. Outro ponto</p><p>importante é que, em nível unitário, os custos fixos são variáveis em</p><p>função das quantidades produzidas.</p><p>Exemplo</p><p>Se um equipamento é depreciado pelo método linear, dependendo das</p><p>quantidades produzidas no período, seu valor unitário irá variar.</p><p>Se, no primeiro período de produção, forem produzidas 1000 peças e o</p><p>custo da depreciação for de R$ 1000,00, o custo unitário alocado no</p><p>período será de R$ 1,00. Já em um próximo período, se a quantidade</p><p>produzida for de 500 peças, o custo unitário alocado às peças naquele</p><p>período será de R$ 2,00.</p><p>Observe que o valor da depreciação não alterou de um período para o</p><p>outro, apenas as quantidades e, mesmo assim, o custo unitário de</p><p>produção foi impactado de forma diferente nos dois períodos.</p><p>Essa característica do custo fixo – de variar ao nível unitário</p><p>dependendo das quantidades produzidas – é que causa as distorções</p><p>no momento da tomada de decisão. Quando se está julgando o quanto</p><p>cada produto contribui para o lucro da empresa, se o custo indireto</p><p>estiver alocado ao produto,</p><p>essa característica distorcerá os números e</p><p>provocará a decisão sobre dados não confiáveis.</p><p>Margem de contribuição</p><p>Essa nova totalização, alcançada com a subtração dos custos variáveis</p><p>das vendas líquidas, garante que os custos fixos não serão</p><p>considerados quando das análises posteriores. Na análise dos custos</p><p>pelo sistema de custeio variável, as distorções que acontecem no</p><p>custeio por absorção são evitadas, segregando os custos variáveis dos</p><p>CIF.</p><p>O totalizador que capta essa distinção é a margem de contribuição</p><p>(MC). Por meio dela, é possível identificar o quanto cada linha de</p><p>produto de uma empresa está contribuindo para cobrir os demais</p><p>custos e as despesas que essa empresa gera.</p><p>Essa forma de entender os custos de produção é de grande valia para as</p><p>tomadas de decisão e pode indicar o ponto de equilíbrio no qual as</p><p>margens de contribuição dos produtos produzidos passam a cobrir</p><p>todos os demais custos e despesas da empresa.</p><p>É a partir desse ponto que a empresa passa a ter lucro e as novas</p><p>vendas serão sempre mais vantajosas para a empresa. A MC é um dos</p><p>principais indicadores utilizados para a gestão das diversas linhas de</p><p>produtos de uma empresa. A partir da MC, são feitas as análises de</p><p>custo volume e lucro de uma empresa.</p><p>Ponto de equilíbrio</p><p>Acontece quando a margem de contribuição total consegue cobrir todos</p><p>os custos fixos, as despesas em geral, os impostos incidentes sobre o</p><p>lucro e os demais gastos que a empresas tenha de forma obrigatória.</p><p>Nesse ponto, a empresa não terá lucro ou prejuízo, somando zero na</p><p>última linha de seu DRE. Essa informação é essencial para a tomada de</p><p>decisão, por exemplo, se aceita ou não um novo pedido com desconto,</p><p>ou se a empresa incentivará a venda de um ou outro produto.</p><p>Para que esse cálculo do ponto de equilíbrio seja útil, é necessário que</p><p>todos os custos sejam bem controlados e suas características sejam</p><p>muito bem entendidas. Com esses dados organizados e fidedignos</p><p>todas as informações geradas e as decisões tomadas refletirão a</p><p>realidade encontrada e resultarão sempre na melhor escolha — a</p><p>escolha ideal para cada caso analisado. Essa forma de construção das</p><p>análises garante a fidedignidade e torna todas as decisões muito mais</p><p>efetivas.</p><p>Exemplo</p><p>Uma empresa industrial apresentou os seguintes valores de custos e</p><p>volumes de produção em um período:</p><p>Tabela 12: Dados dos custos do exercício.</p><p>A empresa produziu 1.000 peças do seu produto no período analisado.</p><p>O preço de venda líquido unitário foi de R$ 600,00. O Imposto de Renda</p><p>da Pessoa Jurídica, já acrescido da CSLL e do imposto de Renda</p><p>Diferido, somou R$ 80.000,00, e a empresa não incorreu em mais</p><p>nenhum outro gasto no período.</p><p>Custeio variável, margem de</p><p>contribuição e ponto de equilíbrio</p><p>Assista ao vídeo e aprenda mais sobre os conceitos de custeio variável,</p><p>margem de contribuição e ponto de equilíbrio por meio de alguns</p><p></p><p>exemplos.</p><p>Passo 1 – Identi�cação de custos variáveis, custos �xos e despesas</p><p>Para obtermos a sequência correta de valores de margem de</p><p>contribuição, lucro líquido pelo método do custeio variável e ponto de</p><p>equilíbrio dessa empresa, precisamos separar quais são os custos</p><p>variáveis, fixos e as despesas entre os gastos realizados para o período.</p><p>É importante lembrar que:</p><p>Custos variáveis</p><p>Serão aqueles identificados diretamente com os itens produzidos, como</p><p>a aquisição de matérias-primas e insumos.</p><p>Custos �xos</p><p>Serão aqueles gastos identificados com os produtos, mas de forma</p><p>indireta, como os gastos com o aluguel do espaço físico e salários dos</p><p>funcionários.</p><p>Despesas</p><p>Serão os gastos não identificados com a produção, como os gastos</p><p>com o departamento comercial, de marketing, da alta administração da</p><p>empresa, dos transportes.</p><p>Veja na tabela a descrição desses gastos.</p><p>Tabela 13: Dados do exercício.</p><p>Com essa distribuição e a classificação dos custos em custos variáveis,</p><p>custos fixos e despesas, podemos iniciar a montagem do nosso DRE e o</p><p>cálculo dos valores.</p><p>O custo variável unitário será identificado dividindo o total dos custos</p><p>variáveis pelo número de produtos produzidos no período, conforme</p><p>mostrado a seguir.</p><p>Custo variável unitário = 140.000,00 / 1000 peças</p><p>Custo variável unitário = 140,00 por unidade.</p><p>Passo 2 – DRE e cálculo da margem de contribuição e do lucro líquido do período</p><p>Com esses valores em mãos, podemos iniciar a montagem do nosso</p><p>DRE e o cálculo dos valores da margem de contribuição e do lucro</p><p>líquido do período.</p><p>Tabela 14: Demonstração do resultado do exercício.</p><p>Podemos destacar, observando o nosso DRE, que os valores unitários</p><p>podem ser calculados de forma precisa até a margem de contribuição,</p><p>pois terão correspondência perfeita com os valores apresentados e</p><p>terão constância independentemente das quantidades produzidas.</p><p>Dessa rubrica em diante, já não faz mais sentido calcular os valores.</p><p>Outro ponto que se deve chamar a atenção é que o custo indireto total</p><p>impactará o resultado do período em que ocorre, independentemente da</p><p>venda ou não dos produtos produzidos.</p><p>Para chegarmos à resposta final do exercício, ainda falta um valor – o</p><p>ponto de equilíbrio. Com os valores calculados até agora, podemos</p><p>achar esse valor bem como a quantidade de produtos necessária para</p><p>atingir esse valor.</p><p>Passo 3 – Cálculo do ponto de equilíbrio</p><p>Será calculado somando todos os custos indiretos e a despesas,</p><p>incluindo impostos sobre o lucro e subtraindo da margem de</p><p>contribuição, forçando que esse valor seja zero. Em outras palavras, a</p><p>margem de contribuição é suficiente para cobrir todos os custos fixos e</p><p>as despesas com lucro líquido igual a zero.</p><p>Em nosso exemplo, esse valor é de R$ 75.500,00 dos custos fixos, R$</p><p>120.000,00 das despesas e R$ 80.000,00 dos impostos sobre o lucro,</p><p>perfazendo um total de R$ 275.000,00. Esse é o valor que deve ser</p><p>alcançado pela margem de contribuição para que o lucro no período</p><p>seja zero.</p><p>Para que a margem de contribuição seja de R$ 275.000,00 devem ser</p><p>vendidas 599 peças. Nesse ponto, o lucro líquido é de R$ 40,00 por não</p><p>se ter um valor exato de peças que causam o equilíbrio. A interpretação</p><p>para essa informação é que quando a empresa vende 599 peças, ela</p><p>passa a ter lucro, uma vez que conseguiu, com sua margem de</p><p>contribuição, cobrir todos os seus custos fixos e despesa.</p><p>Tabela 15: Demonstração do resultado do exercício.</p><p>Com esses valores em mãos, encontramos as seguintes respostas:</p><p>R$ 460.000,00 de margem de contribuição.</p><p>R$ 184.500,00 de lucro líquido pelo método do custeio variável.</p><p>R$ 275.500,00 para o ponto de equilíbrio.</p><p>Custeio baseado em atividades (ABC)</p><p>É a uma forma mais moderna desenvolvida para a apropriação dos</p><p>custos indiretos e das despesas aos produtos. Para tentar corrigir os</p><p>problemas enfrentados pelo uso do método de custeio por absorção,</p><p>que acabava aplicando esses custos indiretos de forma arbitrária aos</p><p>produtos, essa forma de distribuição procurava atribuir todos os custos</p><p>às atividades desenvolvidas pelas empresas, e tais atividades eram</p><p>relacionadas com os produtos que as consumiam.</p><p>Os métodos anteriores de aplicação dos custos eram eficientes quando</p><p>as empresas eram menores e tinham uma pequena gama de produtos</p><p>que produziam. Além disso, a tecnologia aplicada era baixa e os custos</p><p>diretos eram muito mais relevantes do que os custos indiretos.</p><p>Nessa época, as matérias-primas e a mão de obra aplicadas eram,</p><p>muitas vezes, maiores do que os custos indiretos ou fixos. Com o</p><p>desenvolvimento da tecnologia e a tendência cada vez mais acentuada</p><p>de automatização das linhas de produção, essa proporção se inverteu e</p><p>as distorções inerentes aos métodos de custeio adotados se tornaram</p><p>intransponíveis. Foi nesse momento que se procurou desenvolver uma</p><p>metodologia que corrigisse o problema.</p><p>Relembrando</p><p>A metodologia baseada em atividades busca alocar todos os custos às</p><p>atividades realizadas pela empresa.</p><p>Mapeamento das atividades da empresa</p><p>Para que o custeio baseado por atividades funcione, é necessário que</p>

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